Hoje fui capaz de vislumbrar o passado
E por um momento fitei a existência transgressora
Havia carne nos ossos e circuito nas mãos
Eram todos felizes e pareciam pessoas
Quando abro os olhos perscruto o presente
Circuitos nos ossos e aço nos dentes
Quem me dera ser de novo humanoide
Confrontando a amargura de ser um androide
Informações percorrendo por dentro de fios
Seguindo o fluxo como de um rio
Interação instantânea através de sinal
Sintomas latentes de inteligência artificial
O ácido corrói e o sentimento mata
Mazelando linhas pela face sulcada
O sistema acusou vazamento no rotor
Mas eram apenas lágrimas, o temor de um robô
Hey, só conhecia as duas primeiras estrofes. Ficou bom, bem legal mesmo e como você mesmo disse, não tem muito esse seguimento sci-fi pra palavras rimadas.
Parabéns!
Fala JC, como sempre de mimimi, hehe. Fez um poema sci-fi muito legal. Gostei muito da dicotomia de “carne nos ossos e circuito nas mãos” com “circuitos nos ossos e aço nos dentes”. As rimas ficaram boas na maioria (não sou contra elas, até gosto), só não gostei de mata/sulcada. Os últimos dois versos são a cereja do bolo. Abraços.
Não, é que eu sou um cara realista. Hahaha
Que bom que curtiu. Eu gostei tanto que estou até fazendo outros. Algum dia sai um bom… hehe
Abração!
Tá bom sim, passa sentimento e tem um ótimo ritmo. As duas últimas estrofes estão excelentes, na minha opinião. Abraços.
Opa! Valeu, Jowilton! É tentando e acertando (?) rs
Abraço!
Mandou bem Jefferson, acho que estava escondendo o jogo.
Que nada, Neusa. Sou apenas realista. rs
Obrigado pelo comentário!
Guri.. grandes textos já li de ti e agora uma grande poesia!
Muito maravilhosa, sem tirar nem por… quer dizer, eu tiraria aquele ‘mas’ do último verso.
inclusive pra ficar mais poético, lânguido… trocaria apenas lágrimas de lugar, assim:
‘Eram lágrimas apenas, o temor de um robô’
Maravilhoso o fechamento, pode ser algo simplório e talvez o titulo pudesse ser outro q nao entregasse o fechamento.
Mas é só pra dar pitaco, pq o trem tá ótimo!
Parabéns!
Percebi que o primeiro parágrafo não tem rimas e depois, tenho certeza q aconteceu o seguinte, tu entrou no ritmo do poema e foi dando rima quase q automaticamente. Tô certa ou tô errada?
abração, sou sua fã!
Obrigado, Kinda!
Vou pegar umas dicas com você depois. Isso ai que eu fiz foi culpa da Maria, ela que me incentivou. Culpem ela. Haha
A Claudinha definiu bem o meu sentimento, Jeff. Ficou interessante este paradoxo de bites e sentimentos. A água enferruja e, ao mesmo tempo, “desmaquinariza” um robô.
Mas não este robô. 😉
Parabéns!
Fala aí, Ricardo!
Obrigado pelo comentário. Foi o que eu quis passar, o robô capaz de sentir.
Olá, meio-xará JC. Cara, nunca pensei que um bom sci-fi podia virar versos (ou certamente estou muito fraco quanto a devorar poesia…). Te dou uma sugestão: que tal outro “científica” adicionando Cthulhu, Dagon ou Sothoth? Aposto que ficará joinha como este!
Abraços.
Fala, JL!
Pior que eu fiz mesmo, viu. Hahahá
Tenho que parar de passar essas vergonhas.
Mais um poema em que o sentido praticamente nos faz esquecer que há rimas. A imagem transitando no tempo é bem legal. Acho que está no caminho certo, parabéns!
Valeu pelo comentário, Wender! Vou continuar trilhando esse caminho, então. Hehe
Lembrei de mais uma referência boa para ritmo: O corvo, de Edgar Alan Poe.
Nem sabia que tinha esse setor por aqui! A poesia foi meu início e nesse início ela jorrava sem controle, com ou sem rima. Agora parece que perdi a prática, mas no que tenho a oportunidade de colocar em versos, tento fugir ao máximo da prosa e tento (sempre frustrado) colocar música. No seu caso, essa iniciativa de poetar a ficção científica foi bem sucedida e se você se desprender de algumas amarras, já que sua prosa é bem poética, a sua poesia vai ser música para os olhos. Parabéns pela cadência que leva a máquina a ter sentimentos de forma tão intensae sutil ao mesmo tempo. Se você não quiser colocar rimas, não há problema, e, dentro do que identificar como seu estilo, use e abuse da licença poética, nossa salvadora; ela adora ser usada e abusada! Sugestão de pesquisa: Carlos Drumond de Andrade, Jão Cabral de Melo Neto e Cecília Meireles, recomendo também Ana Carol Machado e Morphine Epiphany, as duas do Recanto das Letras.
Grande Carlos!
Obrigado pelo comentário e pelas dicas. Estou precisando de coisas novas mesmo. E se forem sair muitas poesias de mim, nenhuma será desse mundo. Heheh
Eu gostei, Jefferson. E não, não ficou em último lugar. Ficou meio que um conto em forma de poema, mas ficou legal. Acho que vc deveria trabalhar mais a pontuação, não que seja obrigatório na linguagem poética, mas que melhoria o ritmo de seu trabalho. Ficou muito bom mesmo… parabéns!
Anotado! Achava que poesia tinha muitas regras, mas olhando de perto não é nenhum bicho de sete cabeças.
Vou arriscar mais e ficar ligado na cadência. 🙂
Obrigado pelo comentário.
algumas “cadas” – leia-se sacadas… risos
Eu gostei, mas não sou poeta e pouco sei sobre isso… Mas gosto de brincar também, por isso mandei uma poesia minha dos anos 50.
Bom, acho que o principal aqui na sua poesia foi a criatividade e algumas cadas muito inteligentes em alguns versos.
Não gostei muito de “O acido corrói e o sentimento mata” e algumas rimas soaram meio forçadas. Acho que poesia não deve ser só rimas, sabe, mesmo que eu as use sempre… risos. Mas preciso amadurecer muito nessa arte “a poesia”, e ela já não me apetece tanto, como me instigava há anos atrás.
Bom,
Acho que a poesia aqui também tem que evoluir, mas é um excelente começo JC.
Ah, e o Fábio rimou de propósito?
“(sinal/artificial). Mas gostei no geral.” – risos…
Um forte abraço!
Pior que não! Foi sem querer. kkkkkkkkkk
Obrigado pelo comentário, Sid! É errando e aprendendo. Um dia, talvez, eu pego o jeito. Rs
Nada mal para uma primeira tentativa, hein? kkkkkkk
Não curti muito algumas rimas, principalmente (sinal/artificial).
Mas gostei no geral.
Abraço!
Convivendo muito com vocês, acaba aprendendo. Haha
Espero fazer melhores em breve. Vou até tentar alguma ainda hoje. Hehe
Abraço!
Sem rimas emparelhadas ou certinhas. Ufa! Uma pequena narrativa partilhada em versos. O tema futurístico pode, a princípio, passar uma certa frieza. No entanto, ao fim do poema, percebemos a sensibilidade de que até um robô é capaz de ter. Valeu a tentativa! Gostei.
A Clau falando isso, eu até fico achando que fiz um bom trabalho. Hahaha
Obrigado pelo comentário e pelo apoio. 🙂