EntreContos

Detox Literário.

O 7adre, a 7uta e Nossos 7ecados (Sidney Muniz)

Padre

Estava sentado sobre os degraus da escadaria, pensativo.  Acordei decidido a dar fim naquela vida, todavia minha covardia conferiu-me coragem suficiente para persistir um pouco mais e aguardar por um veredicto divino.

Papai vivia me aconselhando:

  “Filho, não faça isso, vá pra guerra, pro Vietnã, mas seja um homem, rapaz. Seja um homem!”

Vietnã? Mas de que filme ele estava falando? Rambo?! Ainda podia ouvir a voz dele, e sentir o cheiro de bebida exalado por aquela garganta. Ele sempre foi um porco, e, sobretudo avarento. Era minha vida, era minha escolha. Só que sempre escolhia pensando nele.

– Em nome do pai, do filho e do Espírito… Ah, não! Estou tão cansado disso tudo! Puta que pariu! Maldito dia em que decidi vestir isso! Puta que pariu mesmo! Está olhando o que? – Perguntei ao mendigo que carregava a cruz tatuada nas costas. Só mesmo daquele jeito ele carregaria algo.

– Por causa de que tu tá nervoso? – Protestou.

– Olha aqui Jésus, você, por favor, vá tomar sua cachaça e me deixe em paz. Some daqui seu preguiçoso! Some! Chega de ficar me contando de suas orgias com essa sua cadelinha vira-latas. Chô! Chôôôô! – E ele se foi, repartindo migalhas de um pão velho com a cachorrinha que saltitava feito uma gazela, com um rabo cumprido e em formato de anzol, que não parava de balançar.

Era só o que me faltava, um bêbado me dizendo o que fazer? “Se o Senhor acha que devo acatar aos meus desejos, mande-me um sinal, só um sinal!”

E foi um pouco depois de meu clamor que ouvi aquela voz instigante.

– Olá, posso entrar?

– Sim, obviamente, ou está pensando que vai pagar ingresso? – Respondi.

– Deus do céu, claro que não! Só quero me abrir com alguém e acho que o senhor é a pessoa mais indicada.

“Ah meu pai, agora uma prostituta acha que sou o homem certo.”

– Só falta você me pedir em casamento?

– Credo em cruz, jamais! E de que iria viver? E bem, você é um…

– Um o que, mulher? Um Bicho? Um E.T? Valha-me Deus!

– Não senhor, é que… Bom, podemos trocar uma palavrinha lá atrás?

– Tudo bem, vamos entrar – Entramos aos olhares examinadores da plateia que já curiosa bisbilhotava da rua. Crianças gordas e gulosas trituravam batatinhas entre os dentes. Outras rolavam pelo chão perseguindo uma bola de futebol surrada, desajeitadas. Beatas fofoqueiras espiavam invejosas. Talvez se tivessem metade da bunda que a prostituta possuía estariam menos interessadas naquela visita. Falando nisso; Que bunda linda! Como podia ser tão redondinha… Como?

– Então? Já chegamos. Qual é teu nome?

– Me chamam de Lena Pedrada, mas meu nome é Maria Madalena.

– E por que é que te chamam assim?

– É que sempre que fazia algo de errado meus irmãos me atiravam uma pedra.

– Hum… Bem, quem pode culpa-los? Olhe o caminho que seguiu!

– É, bem… – Ela gaguejava – É que eu queria contar uma coisa pro senhor e pra ele – Disse de olhos voltados para baixo, apontando o indicador para a imagem – Será que ele está ouvindo?

– Aí, Deus!  O que você acha? É por isso que se chama confessionário, e eu estou aqui sentado.

– É que não sei se deu pra perceber, mas – E então a revelação – Sou prostituta.

– Sério? – Pensei que com tanto silicone a ponto de romper pelos mamilos, e com aquela boca carnuda de chupadora oficial de pirulito estilo “Uma linda mulher”, ela fosse freira.

– Sim, padre, sou… De verdade – Desconsiderem esse dialogo, por favor, meus ouvidos doem só de lembrar – Pode acreditar – Ela persistia! Ah meu pai, puta e burra? Ninguém merece!

– Continue, filha do seu pai, já que minha certamente não é – Tá aí. Nunca entendi por que padre chama todo mundo de filho sendo que a igreja insiste em proibir essa pobre classe de constituir família. Bando de orgulhosos egoístas!

– Padre, é que eu dei meu… Bom não que tenha dado, na verdade eu vendi… Você sabe… Ooo…?

– Não acreditei que ela estava me contando aquilo. Não que já não tivesse escutado uma confissão daquelas, mas… Tipo; Como assim? Ela era uma… PROS-TI-TU-TA. Dããã!?

– Sei o quê? Desembucha!

– Eu dei a parte de trás, entende? – Senti algo, uma espécie de calor.

– Foi a primeira vez que fez isso? – Fiquei entusiasmado, e curioso.

– Sim padre. É que ele pagou bem, e não era tão “bem-dotado” assim… – Ela deu um risinho, como se tivesse passado a perna no cliente. Não só a perna, pelo visto!

– Me poupe dos detalhes, por favor – Aquele confessionário sempre era muito quente, e eu suava lá dentro. Naquele momento suava demais.

– Doeu muito, padre – disse – Mas eu gostei. Foi muito bom – afirmou.

– Está falando sério? – Ela havia gostado mesmo, e ainda queria saber se tinha algo de errado?

– Me perdoe, Padre, pois eu pequei! – Acreditem… Ela caiu no choro, com direito a soluço, beicinho, e tudo. “Virgem Santíssima! Peço um sinal e o que ele me manda?” – O que eu faço?

– O que você faz?? Quer mesmo saber? – Explodi! – Deu tá dado! Faz o mesmo que você faz sempre, ora, é só lavar que tá novo!

A mulher se levantou, ficou irada, e de repente lançou-me uma cusparada que me acertou em cheio. Mirou o olhar direto nos meus olhos e disse em alto e bom som:

– Quer saber? Vai tomar no olho do seu cú, idiota! – Flutuei por segundos. Absorto naquelas palavras, até ser desperto pelo som já distante dos tamancos batendo rebeldes em despedida.

Levantei-me, dei alguns passos, e então desabei de joelhos frente ao altar. Agarrei fortemente a batina, e num ímpeto, rasguei-a deliberadamente.

Enfim havia recebido meu sinal…

Agora sou um ser perfeitamente normal…

– Hei amor, abaixa essa televisão! Marcooos? Não vem deitar??

– Goooollll do Vascãooo… Hahaha!!! – Ele grita eufórico.

“Homens… E com tanta coisa melhor que futebol! Que pecado!”

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55 comentários em “O 7adre, a 7uta e Nossos 7ecados (Sidney Muniz)

  1. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Um conto engraçado, erótico e instigante, com frases elaboradas e concatenadas em grande estilo. O enredo é bastante original, e muito bem conduzido. Encontrei erros de acentuação (“culpa-los”, “dialogo” e outro em um palavrão que não leva acento (embora leve assento), por ser monossílabo terminado em u, como “urubu”). Na verdade, seu conto me parece uma rebeldia religiosa na medida certa, no estilo de Eça de Queirós.

  2. Sidney Muniz
    23 de fevereiro de 2015

    Peço desculpas aos amigos pela escrita diferente para essa edição, um tantinho mais pesada… risos, mas garanto que foi proposital sendo que o maior propósito ao participar de desafios literários para mim é o laboratório, poder sentir a opinião do autor/leitor, pois isso que somos, visto que poucos leitores que não escrevem nos comentam por aqui e por onde tenho publicado meus escritos nos últimos anos.

    Bem,

    Hoje estarei votando e antes disso precisava dar essa passadinha aqui para me justificar.

    Parabéns mais uma vez a todos e em especial ao autor(a) do conto À sombra de um Sicômoro… Esse, ganhando ou não, (e colocações não importam visto que tocar o leitor é nosso maior prêmio. foi para mim o melhor dessa edição, sim, ele me tocou muito.

    Abração!

  3. Jowilton Amaral da Costa
    22 de fevereiro de 2015

    Não gostei. O conto não convence. O personagem do padre não é interessante, e, ao meu ver, ficou muito forçado alguns diálogos e aquele “Dããã”, na minha opinião, ficou bem sem noção e nada engraçado. O enredo deveria ser melhor trabalhado, talvez ser escrito de uma forma mais densa, a tentativa de humor não foi bem executada. E o pior de tudo é que o ex-padre é torcedor do Vasco, aí é imperdoável. Boa sorte.

    • Sidney Muniz
      24 de fevereiro de 2015

      kkkkkk… Serio, eu ri do comentário! Ri muito!

      Realmente imperdoável, Jowilton!

  4. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Haha… não deixa de ser engraçado esse padre, grande ignorante, o melhor estilo ‘ignorância zero’, mas quem pode culpá-lo? É melhor ir pelo lado do ‘coração’ e rasgar a batina mesmo… mas está dando mole com a mulher! rs

  5. Alexandre Leite
    21 de fevereiro de 2015

    Bons diálogos conduzindo um texto eficiente.

  6. Eduardo Selga
    21 de fevereiro de 2015

    O recurso do sonho, apenas revelado no fim do conto, já é bastante cansado e para que surta efeito estético interessante é preciso usá-lo de maneira inusitada, desde que não seja apenas a surpresa pela surpresa; que exista nela algo além dela mesma.

    Aliás, todo o conto soa muito gratuito. E ainda que se atribua ao sonho essa gratuidade e certa inverossimilhança, me parece pouco razoável, pois a narrativa segue os protocolos realísticos, não se percebe uma atmosfera insólita ou surrealista (no sentido de fugir ao lógico). Assim, a gratuidade e a falta de verossimilhança se configuram equívocos.

    Ainda que existam religiosos insatisfeitos com o ofício (é óbvia a existência, como em qualquer campo da atividade humana), há um código ético e linguístico apreendido desde os primeiros momentos de convento (no caso do Catolicismo) ao qual não se abandona facilmente, e mesmo um padre inconformado não deixa de usá-lo para, por exemplo, dizer “Ela era uma… PROS-TI-TU-TA. Dããã!?”, pois na frase há uma expressão gíria típica da geração mais nova e afeita ao mundo midiatizado, no qual as pessoas repetem bordões e palavras de ordem. A linguagem de um padre é outra.

    Do mesmo modo, o comportamento irascível do personagem está artificial porque explícito demais, e essa explicitude não encontra eco no mundo real empírico. A raiva, a indignação de um religioso com o próprio ofício não se manifesta de modo tão evidente. Na verdade, vestir o protagonista com a batina de padre, mantendo sua linguagem comum, de quem gosta de futebol, fez dele um boneco travestido, com a irascibilidade mundana e o ofício de padre. Se o padre apenas pensasse suas ofensas e indignações, seria outra coisa, pois nesse caso estaria evidenciado o mecanismo de repressão ético-linguístico. Mas não: sua enunciações também são “faladas”, acentuando o inverossímil. Além disso, o(a) próprio(a) autor(a) parece confundir “fala” e pensamento, ao menos por um momento, nesse trecho cujo travessão marca a enunciação da “fala”, mas que, na verdade, é o pensamento do personagem: “– Não acreditei que ela estava me contando aquilo. Não que já não tivesse escutado uma confissão daquelas, mas… Tipo; Como assim? […]”.

    Há, sim, muitos padres que são intolerantes com as minorias, prostitutas inclusas, e como há! No entanto, a expressão dessa intolerância pela agressividade verbal interrupta, encachoeirada, de roldão, como é o caso, beira o inverossímil, pois ela se dá com muito mais sutileza. É antes um ranger de dentes e olhos cães que o rugido da intolerância ou da raiva. Por isso, frases como essa parecem-me forçadas: “– Sim, obviamente, ou está pensando que vai pagar ingresso? – Respondi”.

    Também inverossímil uma meretriz considerar sexo anal um pecado, chegando ao ponto de chorar, “com direito a soluço, a beicinho, e tudo”. Para quem precisa fazer do sexo profissão, o “pecado da carne” é categoria é totalmente anacrônica. Se houvesse esse sentimento, o sexo em si seria pecado, não apenas uma de suas várias modalidades. E não haveria a profissão de prostituta.

    Gramaticalidades

    Em “[…] Senhor acha que devo acatar aos meus desejos […]” a regência do verbo ACATAR não é AOS e sim OS.

    Em “– Só falta você me pedir em casamento?” não cabe o sinal de INTERROGAÇÃO.

  7. Leandro B.
    21 de fevereiro de 2015

    Oi, sete.
    Não gostei muito do conto.
    Não consegui achar os personagens muito reais. Os diálogos pareceram basicamente insultos e a introdução não foi o bastante para fundamentar as atitudes do padre.

    O estranho é que gostei do início da narrativa, mas parece que a coisa toda desandou logo em seguida.

    Acho que é isso, faltou um pouco de alma nos personagens, especialmente no padre.

    Boa sorte!

    • Sidney Muniz
      24 de fevereiro de 2015

      Ah.,.

      Realmente a ideia do texto foi de um laboratório mesmo…

      Algo descompromissado com a realidade e talvez até com o autor (eu) em questão.

  8. Pedro Luna
    20 de fevereiro de 2015

    Conto médio. Deu pra ler de boa, mas não trouxe nada de emocionante ou de mais chamativo. O personagem do padre é ranzinza e malucão, gostei disso. O final foi engraçado. Achei meio forçado a confissão da puta. Para chegar a esse ponto, ela precisaria estar mt arrependida, e não foi isso que pareceu.

  9. Swylmar Ferreira
    20 de fevereiro de 2015

    O texto como a maioria é bem escrito, com diálogos bem postados. A trama é interessante e engraçada o que ajuda bastante. A conclusão não foi surpreendente, mas …
    Parabéns!

  10. Lucas Almeida
    20 de fevereiro de 2015

    Eu estava entendo a história até o momento da chegada da prostituta, e a partir dai tudo desandou. Não entendi o propósito dela para a história, e o final foi mais confuso ainda.
    Boa sorte.

  11. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (2/5) embora seja divertida, é muito simples.

    ✍ Técnica: (3/5) boa, bom diálogo, ajuda muito na parte da diversão.

    ➵ Tema: (2/2) dentro (✓).

    ☀ Criatividade: (2/3) não é nada muito novo

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) achei bastante engraçado. Ou seja, cumpriu seu objetivo.

  12. Bia Machado
    20 de fevereiro de 2015

    Devo estar com algum problema hoje, infelizmente não consegui “pegar” a ideia do autor, ainda mais do meio pro final… A verdade é que não gostei muito, não me cativou a história. Apenas li, e nessa leitura pelo menos eu não consegui me empolgar. Boa sorte pra você.

  13. Rodrigues
    18 de fevereiro de 2015

    Gostei do personagem do padre e esses diálogos finais são hilários. A ingenuidade da puta ficou interessante, mas achei algumas tiradinhas desnecessárias, são como uma tentativa de ser engraçadinho. A derrocada final do padre rumo a uma vida normal também não foi muito bem construída, soou meio forçado. Levando em conte o humor, a história e os personagens, achei mediano.

  14. alexandre cthulhu
    18 de fevereiro de 2015

    pontos fortes:
    Achei o texto carregado de laivos humorísticos, alguns deles muito bem sucedidos.
    Pontos a melhorar:
    Poderia acentuar mais a frustração de ele ter seguido uma carreira que não queria ( sacerdócio), e aí os seus pensamentos obscenos fariam mais sentido. Pois a mim nao me convenceu que um padre, mesmo contrariado na sua fé, alguma vez pense assim.
    No entanto, pode melhorar a sua escrita e quem sabe um dia convencer os seus leitores das coisas mais absurdas -esse é o bom escritor, certo?
    O final é repentino e confuso. Ok, deu para perceber que ele ficara feliz quando se tornou um homem “normal”, mas poderia te lo feito de uma forma mais literária, digamos
    Continue escrevendo com esse humor, que é um dom que nem todos têm.
    Aprofunde-o e cresça muito porque vou gostar de ler mais 🙂

  15. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    17 de fevereiro de 2015

    Melhor que jogo da Seleção Cruz Matina de São Januário? Peraí, ô esposa do Marcão que ele já vai aí comemorar mais uma vitória do Vascão! Tem um tom bem de deboche disso tudo. Seria uma crônica de protesto? Um causo de pescador (pecador)? Interessante! A primeira parte pareceu um sonho; a última, realidade total: “Goooollll do Vascãooo… Hahaha!!! – Ele grita eufórico.” Grita comigo: VAAAAAAASSSCOOOO! VAAAASSSCOOOOOOO! VAAAAAAAAAAASSSSCOOOOOOOOOOO!

  16. rsollberg
    17 de fevereiro de 2015

    Acho que o Autor foi bem feliz no título e na imagem (aliás, que foto sensacional).

    É um texto que se sustenta sobre diálogos, apesar dos pensamentos audíveis do personagem principal. Alguns trechos foram engraçados, outros nem tanto, na realidade em certas partes achei o humor bastante forçado (questão de gosto, obviamente).

    Peguei um pequeno equivoco de um pensamento utilizado como diálogo, fugindo do padrão: “– Não acreditei que ela estava me contando aquilo. Não que já não tivesse escutado uma confissão daquelas, mas… Tipo; Como assim? Ela era uma… PROS-TI-TU-TA. Dããã!?”

    Penso que essa estória funcionaria legal em forma de esquete, pois é uma situação insólita que já desperta por si uma espécie de humor (lógico que é preciso dosar a mão para não virar anedota)

    Agora, na minha opinião, o final foi bem frustrante. Destoa bastante do resto do conto e tenta criar uma saída diferente para a trama.

    Ah, e só para não deixar passar, uma coisa que aprendi aqui no EC com a Claudia, CÚ não tem acento, rs.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Sidney Muniz
      24 de fevereiro de 2015

      Risos..

      Valeu, Rafa!

      Adorei o comentário, altamente positivo!

      Aprendendo sempre com você, meu amigo!

  17. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    Cumprido não significa o mesmo que comprido. Os modos azedos e desaforados do padre não são verossímeis… Ou até poderiam ser se algo no decorrer do texto os justificasse. Igualmente injustificada é a brusca mudança de atitude da puta com o padre. O final não se costura com o todo.

    • Sidney Muniz
      24 de fevereiro de 2015

      A ideia de verossimilhança nem se passou por minha cabeça, para com esse conto aqui… hehehe

      Deslizes e mais deslizes – com esses eu não contava, nunca conto.

      Obrigado Maurem!

  18. Gilson Raimundo
    16 de fevereiro de 2015

    As vezes os pensamentos sarcásticos do padre se confundem com as palavras dirigidas à prostituta, para mim o diálogo ficou meio confuso, não sei se caberia aspas ou parênteses para identificar pois nem todo o leitor pensa como o autor.

  19. Gustavo de Andrade
    16 de fevereiro de 2015

    Foi curiosa a contemplação sobre o suicídio, pareceu repentina demais, natural demais.
    Ficou confusa demais a sequência dos fatos. O narrador passou de uma reflexão sobre a relação com o pai para uma fala com Jesus um tanto engraçadex (leia-se: tentando ser engraçada e falhando) e sem muito contexto. Ficou difícil acompanhar qualquer linha de raciocínio, perdi confiança com o texto.
    É um padre no confessionário. Demorei pra pegar, e isso é meio ruim. Não senti como se fosse uma falha de interpretação minha: na verdade, foi uma conclusão por conta da imagem que prelude o texto, não uma construção de ideia a partir de qualquer elemento explícito. Pois, o padre deixa claro que é um confessionário, mas a que altura do texto? Até ali fica muito confuso onde o narrador quer chegar com seu enredo.
    E outra: há algumas piadinhas muito tontas, que não adicionam nada, nadinha à trama. “Pensei que com tanto silicone a ponto de romper pelos mamilos, e com aquela boca carnuda de chupadora oficial de pirulito estilo “Uma linda mulher”, ela fosse freira.” — puro mal gosto, desnecessário. E continua! “Ah, meu pai, puta e burra? Ninguém merece!”. Coisa tonta.
    Há um travessão fora de lugar em “–Não acreditei que ela estava me contando aquilo”
    Personagem meio indeciso, este. Até ali, estava maior criticando e zombando da puta. No máximo um comentário sobre a bunda e outro sobre os seios, também zombeteiros, mas quando ela falou de dar o cu, ficou excitadinho?

    Não sei se a inventividade e crítica deste texto está além da minha compreensão, mas até onde eu pude interpretar foi simplesmente uma narrativa mal construída, sem nenhuma real trajetória das personagens, e interações pífias que de nada serviram para ilustrar ou desenvolver nada. Fiquei tão confuso quanto me permiti, pois já de início pôde-se perceber que não se trataria de uma narrativa hiper fluente e perene.
    Perseverança!

    • Sidney Muniz
      24 de fevereiro de 2015

      É quase isso mesmo…

      Num todo digo que o texto é um descompromisso com o compromisso de existir algo que o ligue a algo… putz! Que m… eu escrevi aqui?

      Valeu pelo comentário Gustavo!

  20. Ricardo Gnecco Falco
    15 de fevereiro de 2015

    O final realmente não foi nada inspirado… Mas, enfim… A trajetória do padre foi interessante e até que prendeu minha atenção. Penso que não fosse deveras necessário nomear os pecados abordados, pois os mesmos já haviam ficado (e de forma melhor) subtendidos pelos leitores.
    Boa sorte no Desafio,
    Paz e Bem!

  21. Virginia Ossovski
    14 de fevereiro de 2015

    Não tenho certeza se entendi bem o final. Apesar da história me parecer meio confusa, os diálogos divertidos fazem o conto ser rápido de ler, espirituoso. Faltou um pouco de atenção com a pontuação, mas gostei do que entendi. Sucesso no desafio !

  22. Cácia Leal
    13 de fevereiro de 2015

    Nossa, pensei que o final seria diferente. Fiquei imaginando o padre e a prostituta dentro do confessionário… rs. Não gostei do final. O que se passou? Ele largou a batina, mas e daí?… Casou, tá com outro cara? Não entendi muito bem. Acho que o final mereceria ser revisto.

  23. Thata Pereira
    12 de fevereiro de 2015

    Adorei a jogada do título e a imagem escolhida, mas não gostei do conto. Achei os diálogos bem chatinhos de ler. Mas isso vem de referências minhas, os padres que conheço, que não gostariam de ser padres, não falam assim. Começou a perder o sentido. Trabalhe melhor os diálogos, a frustração do padre pode vir através de suas reações, pensamentos, assim como você vez, mas soaria mais verdadeiro se ele não deixasse isso transparecer nas falas. Bom, são os meus preconceitos.

    Boa sorte!

  24. williansmarc
    12 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 6
    Ortografia/Revisão: 6
    Técnica: 6
    Impacto: 6
    Inovação: 6

    Minha opinião: Fiquei curioso para saber por que esse padre é tão fora do normal e confesso(sem trocadilhos) que não entendi direito esse final.

    Faltaram vários pontos, virgulas e travessões durante todo o texto. Uma boa revisão é recomendada.

    Boa sorte no desafio.

  25. Claudia Roberta Angst
    11 de fevereiro de 2015

    Já falei que adorei o limite de mil palavras? A-D-O-R-E-I.
    Pois então, este conto encaixou-se perfeitamente ao desafio proposto. A brincadeirinha com o número 7 também funcionou bem.
    Não é que eu tenha ficado maravilhada com o seu texto, mas foi uma leitura bem interessante. Se não entrar nos meus dez mais, não fique triste. Passou raspando.
    A propósito, CU não tem acento. Nunca teve e nunca terá (nada mais de reformas ortográficas, por favor!). Cu, nu, mu, e assim por diante, são monossílabos que não requerem acentuação. Sei que muitos dirão: ” mas o CU é meu, então…” Que seja feita a sua vontade, mas acentuá-lo é um pecado ortográfico.
    Boa sorte!

  26. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    O conto me atraiu mais pelas risadas. Em alguns momentos eu ri bastante, foi tudo muito bem descrito. Ao final, no entanto, achei que faltaram alguns detalhes a mais na história, mas isso se deve mais ao espaço limitado que o desafio nos proporcionou. De todo modo, foi divertido lê-lo. Parabéns pelo texto!

  27. Gustavo Araujo
    10 de fevereiro de 2015

    Uma narrativa ágil, sarcástica e irônica até a medula. Tem seu público, mas eu, sinceramente, não sou muito desse estilo. Não dá para negar, entretanto, que o autor cumpre bem o objetivo a que se propôs – contar a história de um padre que, depois de uma conversa com uma prostituta resolve sair do confessionário, quer dizer, do armário. Divertido e descompromissado. Bom conto.

    • Sidney Muniz
      24 de fevereiro de 2015

      Valeu anfitrião. Confesso que também não sou desse público não.

      Mas o teste foi interessante. Eu não gostei do conto, e os outros menos ainda.

      Em compensação amei o seu conto!

  28. Gustavo Aquino dos Reis
    9 de fevereiro de 2015

    Bom conto. Mas confesso que fiquei perdido na narrativa.

  29. Anorkinda Neide
    9 de fevereiro de 2015

    Gostei mais ou menos..hehehe
    Lembrou-me um outro conto com piadas ácidas assim no dialogo com um demonio, mas não lembro de quem é 😛
    Acho que as piadas pesaram desta vez, demais.
    Mas gostei da libertação do padre…ufaaa.. uma alma salva! hiuahuha
    boa sorte ae!

  30. Andre Luiz
    8 de fevereiro de 2015

    Olá, caro Sete!

    A)Seu conto é interessante naquilo que propõe, além de possuir diálogos muito bem construídos, descrições de cenários e personagens bastante detalhadas além de um humor escrachado que me contagiou. Além do mais, gostei muito do clímax do conto, totalmente fora do comum. Parabéns!

    B)Não encontrei nenhum erro gritante. Novamente parabéns e sucesso!

  31. Luan do Nascimento Corrêa
    8 de fevereiro de 2015

    Não entendi muito bem o significado por trás do conto. Fora isso, está bem escrito.

  32. mariasantino1
    8 de fevereiro de 2015

    🙂 Desculpa, mas não gostei de nada.

    No final ele se está com outro cara? Bem, esse é um daqueles textos que quanto mais se tenta explicar o que não se curtiu, mas arrogante se soa. Enfim, não é nada pessoal, mas qual o propósito por trás do conto? Falar sobre falsidade? Libertar das amarras sociais? Eu sinceramente estou forçando o meu tico e teco aqui, mas não peguei mesmo e não consigo gostar do que não capto.
    Espero que minha sinceridade não incomode muito.
    —>>> um rabo cumprido (COMPRIDO) e cu é sem acento.
    Boa sorte.

  33. Tiago Volpato
    8 de fevereiro de 2015

    Pois é, até as prostitutas precisam de perdão. Só porque a luxúria é seu instrumento de trabalho não quer dizer que elas são diferente de nós!

  34. Thales Soares
    7 de fevereiro de 2015

    O conto está muito bem escrito. A leitura flui bem, com um humor agradável e desenvolvimento leve e descrompromissado. O autor cumpriu bem com sua missão neste desafio. A história, no entanto, não me agradou muito. O velho conto do padre pecador já não tem tanto brilho para mim. Tenho certeza de que irá agradar muita gente.

    No final o padre virou gay? Não entendi direito. Sou meio inabilidoso em pegar essas sutilezas no ar.

    Boa sorte no desafio.

  35. Sonia Rodrigues
    7 de fevereiro de 2015

    Portugues: bom.
    Trama : confusa. Achei que era um sonho e aí não entendi qual era o pecado.
    no começo:
    “Filho, não faça isso, vá pra guerra, pro Vietnã, mas seja um homem, rapaz. Seja um homem!”
    depois:
    Enfim havia recebido meu sinal…
    Agora sou um ser perfeitamente normal…
    Pelas frases acima, o sonho era o sinal, imagino.
    O cidadão não queria ser padre, ou ia ser padre para contrariar o pai?
    O autor me desculpe, mas essa leitora aqui não entendeu seu universo ficcional.

  36. Mariana Gomes
    7 de fevereiro de 2015

    O conto segue o tema, mas o personagem que conduz a historia é muito caricato e em certos momentos irritante, e muita coisa não foi desenvolvida, sendo uma sequência rápida de acontecimentos narrados furiosamente. Há alguns erros de português também, você pode melhorar muito ainda! Boa sorte!

  37. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    Que padre hilário! Curti demais! É o primeiro conto que me faz rir. Só não sei se compreendi bem o sinal e, consequentemente, o final da história, rs, Ainda assim, ótimo conto! Parabéns!

  38. Pedro Coelho
    6 de fevereiro de 2015

    É um conto bem criativo.Cativante,prende o leitor até o final.Mas a construção dos personagens e principalmente os diálogos ficaram muito mal formulados.Algumas frases e pensamentos mal colocados, por exemplo “Tipo; Como assim? Ela era uma… PROS-TI-TU-TA. Dããã!?” caiu mal no texto. O padre não parece que é padre e a prostituta é caricata demais até os nomes dela (de batismo e de profissão) foram caricatos.Poderia ter escolhido melhor alguns detalhes.Mas valeu pela criatividade e originalidade.

  39. Brian Oliveira Lancaster
    6 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: bem humorado, com um título bastante criativo. Nota 8,00.

    Gosto: a desconstrução do personagem central, aliado ao tom irônico, faz-nos ler até o fim. Apenas achei o último diálogo um tanto deslocado. E sim, há homens que não gostam de futebol. A escrita é simples, sem grandes floreios, mas cumpre bem seu objetivo. Nota 8,00.

    Unidade: Nada me incomodou, exceto talvez a troca abrupta de ponto de vista no final. Nota 8,00.

    Adequação: Se encaixa bem no tema, de forma sutil e direta. Nota 9,00.

    Média: 8,3.

  40. rubemcabral
    6 de fevereiro de 2015

    Conto divertido, embora com um tanto por acertar: pontuação, mistura de narração e diálogo, etc. O autor gosta de uma blasfemiazinha, não? Haha… Jésus é um mendigo cachaceiro e zoófilo, a prostituta com nome de Maria Madalena e o padre atendendo literalmente à ofensa da mulher no final.

    Então, embora divertido, o texto é bem absurdo, não? O padre parece por demais irritado e irônico e num momento tá “comendo” a moça com os olhos e depois tá aguardando o amante vascaíno? Vá ser bipolar assim… Haha.

    Bom conto!

    • Sidney Muniz
      24 de fevereiro de 2015

      O Rubem, a ideia é que ele invejava ela, o corpo dela, a bunda.etc… vontade de ser mulher mesmo… ou algo assim.

  41. JC Lemos
    5 de fevereiro de 2015

    Sobre a técnica.
    É boa, não oscila durante a narração e não muda em nenhum momento. É boa em seu estilo.

    Sobre o enredo.
    Não gostei. Simples demais e meio surreal. Parecia um daqueles contos eróticos e tudo mais. Só faltou mesmo o padre continuar a corromper a moça. Hahaha
    Enfim, não me agradou muito, mas por questão de gosto mesmo.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  42. Pétrya Bischoff
    5 de fevereiro de 2015

    Ow, eu gostei desse padre estressado e de cara com a vida ahhahaha. O conto é bem descontraído e um tanto “sujo”. A narrativa é, mais uma vez, informal e foi bem executada. A escrita é direta, sem precisar de mais. Não há muito o que falar, visto que é um conto, em si, simples. Boa sorte.

  43. Fabio Baptista
    4 de fevereiro de 2015

    Olá,

    Olha, estava gostando e achando o conto divertido até o gol do Vasco! kkkkkkkkkk
    Sério, tipo… esse final foi muito esquisito.

    Mas relevando isso, foi uma boa história, bem engraçada.

    – rabo cumprido
    >>> comprido

    – “– Não acreditei que ela estava me contando aquilo”
    >>> Sobrou um travessão aqui

    Veredicto (não divino): Boa história, mas um final que deixou aquela sensação de “WTF???”

  44. Alan Machado de Almeida
    4 de fevereiro de 2015

    Por mim o conto tá bom, mas no passado, nesse site eu publiquei um conto em que comentaram que tinha diálogo demais e isso empobrecia o lado literário. E o seu texto tá com mais diálogos que o meu. Em resumo, eu acho que economizando nos diálogos o seu texto ia melhorar. Passei a fazer isso e realmente melhoraram no meu caso.

  45. Alan Machado de Almeida
    4 de fevereiro de 2015

    Gostei da história do padre. Parabéns

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Publicado às 4 de fevereiro de 2015 por em Pecados e marcado .
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