EntreContos

Detox Literário.

Bonecas estupradas (Edivana Berganton)

Sentado aqui, o bucho roncando de fome, ao meu redor os pernilongos fazem sua festa barulhenta, açoitando meu ouvido com seu zunir maldito, e só de pirraça procuro matar o máximo deles, com as mãos. E os que caem nas minhas garras engulo com um gole de saliva catarrenta.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Segunda Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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47 comentários em “Bonecas estupradas (Edivana Berganton)

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  2. Bia Machado
    12 de julho de 2014

    Parabéns, por ter feito com que eu gostasse de uma narração feita por um pedófilo. Impossível não querer saber mais dele: como? Por quê? Vai ser punido, não vai? Causou-me tristeza ver como ele lutava com o monstro que havia dentro dele… E o que peguei que me incomodou um pouco foi a cacofonia no BOCA DELA, segunda vez que vi isso por aqui. Claro, tem a questão da oralidade, mas na hora pensei na “benedeta” da cadela, foi mais forte do que eu, rs. Tb concordo com a riqueza de vocabulário, no que se refere a algumas expressões que acho que ele não utilizaria, não sei explicar bem, mas me incomodou. Parabéns, mesmo!

    • Dika
      12 de julho de 2014

      Obrigada, moça! Não tinha percebido a “cadela” aí. Abraço.

  3. Thata Pereira
    11 de julho de 2014

    Relutei para dar “curtir” nesse conto. Fiquei imaginando ele aparecendo na minha página do Facebook, mas fui corajosa (e se as pessoas de lá vierem ler e se assustarem com o fato de eu ter gostado, elas não têm nada a ver com isso).

    Porque realmente gostei. Quando comecei a ler o conto pensei que a narração viesse de uma boneca e que ela transmitiria toda a sensação de ser estuprada (que horror), mas veio do próprio cara. Muito bom!

    Boa sorte!!

    • Dika
      11 de julho de 2014

      Moça, só tenho a agradecer pela coragem, e por ter gostado. Que ninguém te julgue pela leitura. Abraços!

  4. tamarapadilha
    9 de julho de 2014

    Uau! Quando vi o título não imaginei que seria algo bem escrito… Como comentaram por aí não há essa de ética ou de não ética, se é uma ficção não há porque não escrever, e esse seu conto foi muito bem escrito. Prendeu do início ao fim, e não foi desnecessariamente comprido. Teve uma medida certa. Mudaria algumas coisas no seu modo de escrever mas no geral ficou muito bem ambientado. Boa sorte.

    • Dika
      11 de julho de 2014

      Valeu, moça. Que bom que o título não cumpriu o que lhe prometia. Abraço.

  5. rsollberg
    7 de julho de 2014

    Um conto perturbador e corajoso.

    Os conflitos que acontecem com o narrador são descritos de forma esplendorosa:
    “Eu não queria morrer sem antes ter uma criança de verdade em meus braços. Eu não podia. E o quanto aquilo me atormentava? Muito. Notou que estou escrevendo sobre isso no passado? Pois bem, a verdade é que agora eu já posso me matar.”

    Achei chocante, porém na medida certa. A graça do conto está justamente neste dilema enfrentado pelo protagonista. Essa consciência moral, e esse entendimento de si, como uma abominação.

    O texto é realmente muito bom.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Dika
      9 de julho de 2014

      Obrigada, moço! Agradeço seu comentário e elogio. Abraços.

  6. Marcelo Porto
    6 de julho de 2014

    Que conto!

    Tá no meu pódio certamente. Um conto corajoso e extremamente incomodo. Não concordo com o Holloway no que tange à moral da trama, pra mim a autocritica do narrador revelou o conflito interno do cara, aumentando ainda mais a complexidade do personagem.

    Parabéns!

    • Dika
      9 de julho de 2014

      Olá, caro Marcelo. Agradeço imensamente seu comentário. Abraço.

  7. Thiago Ténorio Albuquerque
    30 de junho de 2014

    A ideia é boa, mas acho que houve um refreio desnecessário quanto a brutalidade do tema. Nada que desmereça o texto, mas que poderia ser retrabalhado.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Dika
      2 de julho de 2014

      O.K. Obrigada, Thiago!

  8. felipeholloway2
    25 de junho de 2014

    Acho que foi o Oscar Wilde que disse algo como “não existem textos morais ou imorais: textos são bem ou mal escritos, nada mais”.

    Parece-me que foi precisamente por receio de ser considerado imoral demais (admitindo-se que haja gradações de imoralidade) que o autor não se permitiu ir além de uma certa “zona de aceitabilidade”, aqui. O que é bastante lamentável, pois, não fosse essa abstenção ética, o conto seria excelente.

    Por outro lado, a autoconsciência do narrador quanto ao nível de brutalidade de seus atos é bastante compreensível. Sobretudo porque se trata de uma autoconsciência, em parte, falsa. Assim, quando o vemos dizer “Isso será considerado a escória da escória, e é. Eu sei que é. Eu sei.”, a repetição do verbo deixa claro que se trata de uma tentativa de internalizar um julgamento que é alheio a ele. Como se o personagem estivesse buscando convencer a si mesmo do caráter doentio de um comportamento que, no fundo, ele sabe natural. Daí a imensidão de sua culpa, daí a aceitação do linchamento como catarse.

    Sem dúvida estará no meu pódio. Mas ascenderia degraus, não fosse o freio de mão moral puxado.

    Parabéns ao autor.

    • Dika
      27 de junho de 2014

      Como já me disseram, deveria ter abraçado o capeta! Obrigada pela consideração! Abraço!

  9. Brian Oliveira Lancaster
    25 de junho de 2014

    Tenho que deixar bem claro que estou avaliando o texto em si: a tensão foi muito bem construída, impressiona desde o início e impulsiona o leitor até o fim, apesar do tom sombrio e obscuro.

  10. Pétrya Bischoff
    24 de junho de 2014

    Costumo ler por ordem de postagem mas vez ou outra um título me causa essa “coceira” mental e acabo lendo. No momento que vi o título, soube que seria um ótimo conto. Ninguém que escreva mal teria essa ousadia. Não. Fez-me sentir empatia pelo Eu, como aconteceu quando li Lolita.
    O final me incomodou, sei que o cara ansiava pela morte como consequência de sua ordinária existência e sinto até que ele gostou daquilo, mas pow!, senti mais pena por seu “estupro” com o cabo do machado do que sentiria pela menina se ele tivesse feito algo. Veja bem, tenho sim repulsa por estupradores/pedófilos/torturadores e penso que suas penas deveriam ser como seus crimes, mas o que posso fazer se há autores que nos envolvem dessa maneira?
    A estória também lembrou-me os casos dos Dolls Maker da Deep Web. Gostei muito, parabenizo pelo conto e pela grande ousadia -penso que tenha havido uma pequena trava do autor, visto que o cara não chegou a completar o serviço. Boa sorte!

    • Dika
      27 de junho de 2014

      Oi. Obrigada pela leitura antecipada! Fico feliz pela identificação com a personagem, significa que a escrevi mais ou menos bem! rs
      Eu não estava pensando nas bonecas da Deep Web, mas realmente a personificação delas dão margem a esse pensamento.
      Confesso a trava, sim. Melhorarei um dia!
      Obrigada, novamente. Abraço.

  11. Anorkinda Neide
    24 de junho de 2014

    Realmente, o interesse é chocar! rsrsrs

    O que me incomodou mais foi o fato de estar na primeira pessoa, se o cara morreu… como assim? teve aqui um conto que fez isso tb, mas como o cara morre dormindo, ainda pensa-se na ‘alma’ contando a historia…
    mas aqui
    não coube este pensamento…

    Sempre que leio textos com este tipo de abordagem de criminosos, me pergunto, será mesmo? Será que eles tem essas crises de consciência?
    O final me parece uma catarse do que o autor deseja, e imagina que o leitor deseje tb, que aconteça aos pedófilos…
    enfim, pensando… rsrsrs

    • Dika
      27 de junho de 2014

      Obrigada pelo comentário. A dúvida que introduziu sobre a possibilidade de crise de consciência dos criminosos também é minha, mas prefiro acreditar (ingenuamente, talvez) que dentre todos, pelo menos um a tenha.
      Abraço.

  12. Tiago Quintana
    23 de junho de 2014

    Muito interessante! Cumpriu muito bem o que se propôs. Discordo da ideia de que o narrador deveria usar uma linguagem mais simplória, isso seria um detrimento à história (e talvez até distraísse o leitor).

    • Dika
      27 de junho de 2014

      Tiago, meus sinceros agradecimentos! Abraço.

  13. Jefferson Reis
    21 de junho de 2014

    O conto me incomodou muito.
    A sensação de mal estar aconteceu do início ao fim.
    Comigo, o(a) autor(a) atingiu a proposta: fui agredido.

    Horrível!

    E o mais interessante é que ele(a) nos leva para dentro de um mundo pedófilo, onde a sanidade luta quase que o tempo todo contra essa coisa monstruosa que é a pedofilia.

    A narrativa me lembrou um filme chamado “Beleza americana”, onde o pai de uma garota fica obcecado por uma de suas amigas adolescentes. No final, é revelado ao telespectador que o protagonista, também narrador, está morto.

    Parabéns pela ousadia e pelo resultado, Dika!

    • Dika
      23 de junho de 2014

      Obrigada, Jefferson! Pela leitura e comentário. Sinto pela agressão! rs

  14. Cristiane
    19 de junho de 2014

    Oi, gostei muito do texto!

    Você foi bastante criativo ao abordar esse tema, que por si só, já é aterrorizante. O personagem foi muito bem desenhado e mesmo a escolha da profissão não se tornou um problema dentro da narrativa. O que mais achei interessante é que em nenhum momento pude odiar o personagem, ele é envolvente e até heroico.

    Quanto à escrita achei boa, flui de forma tranquila e interessante mas acredito que ainda precisa de alguns reparos: tiraria alguns pronomes e alguns termos de ligação desnecessários, isso deixaria o texto mais limpo e mais elegante.

    No enredo a única coisa que me incomodou foi o fato do personagem contar a história depois de morto, acredito que seja necessário acrescentar um trechinho no final trabalhando melhor essa questão.

    Parabéns pelo conto!

    Abraços.

    • Dika
      23 de junho de 2014

      Cristiane, obrigada por comentar e deixar sua impressão. Abraços.

  15. David Mayer
    19 de junho de 2014

    Olha, não importa a qustão profissional de um personagem. Quer dizer que um gari, ou um cara que trabalha com lavoura não pode gostar de ler? Pelo que me lembro vagamente, Machado de Assis só tinha a alfabetização e escrevia muito bem (na época só tinha jornal, e para se manter informado tinha que ler muito), por isso não justifica essas criticas que insistem em falar sobre isso. Não concordo.

    Quanto ao texto, me arrebatou de uma forma que me deixou tenso, eletrico e que me envolveu do inicio ao fim. Também achei ousado, e acredito que isso foi o ponto mais importante da autor/a, que nos presenteou com este belissimo conto.

    Parabéns Dika.

    • Dika
      23 de junho de 2014

      Obrigada, David!
      Machado de Assis era mesmo autodidata. Talvez não causasse estranhamento a distância entre a profissão e a linguagem se eu explicitasse esse caráter intelectual do meu personagem, mas agradeço por você não ter se incomodado, eu mesma não tinha. Enfim, obrigada pelo tempo de sua leitura e comentário!
      Abraços.

  16. fantasticontos Ferreira
    15 de junho de 2014

    Dika,
    Parabéns pelo texto. Denso, forte e verossímil.A luta interna na mente do personagem é impressionante. Gosto de textos onde o autor(a) mostra essa luta interna mental. Vi apenas dois erros no texto o que não o desmerece.
    Quanto a profissão do personagem penso que foi muito bem escolhida para o contexto. Qualquer um pode ser um sociopata, pedófilo ou um assassino psicopata.

  17. mariasantino1
    15 de junho de 2014

    Cara! Manda eu tomar lá naquele lugar vai? Uma vez eu disse a alguém em outro certame: Arte é arte, não se explica, não se desculpa, se sente. É brincar de Deus, sendo que a criação não representa necessariamente o autor (artista), e daí venho aqui e deixo minhas limitações (muitas, diga-se de passagem) me barrar a ver em maior amplitude? Aff! 😦

    • Dika
      15 de junho de 2014

      Imagina, mulher! Ao leitor outorga-se todo o direito de gostar ou não. Entendo o tema não ser agradável, e se eu conseguir uma reação no leitor, além de apatia, já estou satisfeita. Abraços.

  18. Claudia Roberta Angst
    14 de junho de 2014

    O conto está bem escrito, sem dúvida alguma. Gostei da narração em primeira pessoa.
    Pensei o mesmo que o Selga quanto ao trabalho braçal, que poderia ser justificado como uma espécia de autoflagelação, para expiar sua culpa.
    É um tema forte, bem desenvolvido,mesmo com a atenuação dos impulsos do pedófilo voltados para as bonecas. Choca um pouco, mas acho que isso faz parte do que o autor queria provocar. Parabéns pela coragem.
    Boa sorte!

    • Dika
      15 de junho de 2014

      Obrigada, moça!

  19. Eduardo Selga
    13 de junho de 2014

    o enredo tem uma concepção excelente. A ideia de um sujeito saciar-se sexualmente com bonecas, de modo a lutar contra a pulsão pedófila é muito boa, e é carregada de simbolismos fortes.

    Em especial, a cena em que o personagem supõe que, dentre as bonecas, “teve uma mais atiradinha que até fez um strip-tease […]” é muito bem concebida e mostra o limite tênue entre os territórios do extremo desejo sexual e do insano.

    Também a cena da morte física do personagem é muito interessante, não apenas pela violência crua e sem ornamentos verbais, o que, como elemento narrativo, costuma dar bons resultados: também pelo “diálogo” feito de sorriso e piscadelas de olhos entre ele e um manequim.

    Porém, sou obrigado a concordar com a colega Maria Santino quanto à adequação linguística. De fato, um trabalhador braçal da lavoura não teria tanto vocabulário nem a sofisticação imagética de orações como “meu coração batia desbocado. Parecia que ia sair pela boca”. Para mantê-lo como cortador de cana e justificar tanta verve, talvez ele devesse ser um personagem que possuísse mais escolaridade, mas se autoinfligisse o trabalho pesado como maneira de se punir.

    • Dika
      15 de junho de 2014

      Não tinha me tocado da distância entre a linguagem e a profissão da personagem, principalmente pelo fato de eu ter narrado em 1ª pessoa, enfim, incomodou a todos, infelizmente. Bem, obrigada por comentar e me apresentar uma solução a esse problema. Grata!

  20. Fabio Baptista
    13 de junho de 2014

    Gostei muito da ousadia do tema, parabéns! Escrever um pedófilo em primeira pessoa é cutucar ninho de marimbondo! 😀

    A técnica está excelente, só notei um “tinha ficando” que fugiu na revisão.

    Também achei que a profissão do cara não casou em nada com o personagem. E que o autor segurou a mão para não cruzar demais a linha do politicamente correto… o cara é um pedófilo “light”, que faz questão de definir seus próprios sentimentos/atos como “nojentos”. Ok, até acredito que exista esse conflito interno (tem um filme muito bom sobre o tema, chamado “O Lenhador”, com Kevin Bacon), mas a amarelada do cara ali com a menina de verdade soou mais como o autor se segurando para não chocar DEMAIS. Acho que teria sido “melhor”, dentro da proposta, seguir a lógica – já que estamos no inferno, vamos abraçar o capeta.

    De qualquer forma, um ótimo conto, que merece os parabéns tanto pela escrita apurada, quanto pela coragem de abordar um tema “tabu”.

    Abraço.

    • Fabio Baptista
      13 de junho de 2014

      Ah! Aquele “ânus” no final ficou muito polido…

      Cu (viu, Claudia… aprendi a lição! :D) ou rabo caberia melhor.

      (Minha opinião).

      • Claudia Roberta Angst
        14 de junho de 2014

        Oh, fiquei tão orgulhosa de você, Fabio!!! 🙂

    • Dika
      15 de junho de 2014

      Olha, Fabio. Amarelamos ele e eu! haha Fiquei com medo de ser acusada de apologia etc etc… enfim, algum dia eu reescrevo com mais detalhes sórdidos. Obrigada! Sobre o “ânus”, bem, pensei em mudar, mas já tava lá, deixei 🙂

  21. mariasantino1
    13 de junho de 2014

    Fala aí!
    .
    As ideias assentaram aqui. Então, o texto é bom (em minha opinião) e revela um pouco da loucura da mente do personagem. Apontei dois furos (ao menos vejo assim), mas não foi ruim não. Continuo não gostando do fim e nem do uso da narrativa em primeira pessoa, entretanto, penso que seu texto cumpriu o que se propôs: chocar e de mostrar o conflito do personagem. Parabéns e boa sorte.
    .
    Ps- Perdoe a sigla inicial. Foi o calor da emoção. Um forte abraço e boa sorte.

  22. mariasantino1
    13 de junho de 2014

    Argh! PQP!
    .
    Pow, cara! Ele trabalha em uma lavoura de cana-de-açúcar e escreve tão bem? Isso aí destoou. Bem, ele não morreu se narrou os fatos, não é? (mas, deixa essa partei pra lá, afinal, é ficção).
    .
    Ai, ai… É um texto tenso, tenso do início ao fim. Se lê e se sente muita tensão e muito suspense… mas o final meio que decepcionou. Se fosse em terceira pessoa caberiam mais metáforas, por ex. Eu gostei da agonia repassada e minha mente ainda está assentando as ideias, ok?
    .
    Sem mais. Boa sorte.

    • Qwerty
      13 de junho de 2014

      “Bem, ele não morreu se narrou os fatos, não é?” Veja bem, Brás Cubas é um defunto autor, né? Então…

      • mariasantino1
        13 de junho de 2014

        Sim, claro. Ficção.
        .
        Sabe o que é melhor em um desafio como este amigo/a? É que tanto se sai da zona de conforto como autor, quanto leitor. Abraços 😀

    • Dika
      15 de junho de 2014

      Maria, agradeço a sinceridade! Qwerty, agradeço a defesa.

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Publicado às 13 de junho de 2014 por em Tema Livre e marcado .