EntreContos

Detox Literário.

Jacira, minha primeira princesinha (Cristiane Muniz)

Negrinha-adaptacao-para-o-teatro

 “Toda menina sonha um dia ser princesa”

 

É de lata sua coroa! As bordas, de pano surrado, enrolado.

É de borracha o seu sapatinho de cristal e o chão vai atormentando suas fissuras enquanto os pés se arrastam comendo poeira.

O vestido tem a cor da privação, puído daqui e dali, uma alça teimosa e espaçosas dimensões.

O cabelo carapinha, crescido, partido ao meio na diagonal e na vertical, está contido em três malfeitos conjuntos de marias-chiquinhas trançadas, com gominhas nas pontas.

A pele brilha, salpicada de suor e poeira.

Os olhos grandes, arregalados, bordados em branco e preto, vasculham o horizonte, procurando uma sombra esquecida pelo caminho.

Lá vai Jacira, coluna ereta, pescoço firme. Carrega a sede na garganta, poeira nos olhos e uns sonhos de menina, guardados no coração.

Lá vai Jacira.

O Sol jamais atura o ritmo de seus passos de menina e, furioso, agride sua pele escura.

É assim que o dia a persegue, hora após hora, empurrando-lhe suas rotinas.

 

Se eu soubesse escrever um conto de fadas levaria Jacira para morar dentro dele para que, assim, ela pudesse saborear um delicioso “Felizes para sempre”!

 

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30 comentários em “Jacira, minha primeira princesinha (Cristiane Muniz)

  1. rsollberg
    11 de julho de 2014

    Admiro muito o escritor que consegue ser conciso, não digo poder de síntese pois não é isso que vejo nesse conto. Vejo profundidade, a ideia além das palavras.

    Não tem uma frase solta no texto, todas são ótimas, “gostosas” de se ler.
    O desfecho é muito bom e fecha de modo sublime o conto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  2. Rodrigues
    11 de julho de 2014

    A pessoa sabe criar um bom personagem, disso não tenho dúvidas. As imagens do começo – sobre os contos de fadas e tal – contrapostas com a dureza da vida ao final (o sol, o cotidiano) deram o tom necessário para fazer este texto pequeno ganhar minha atenção.

  3. Thata Pereira
    11 de julho de 2014

    Eu estava muito curiosa para ler esse conto, porque quando foi postado vieram me perguntar se era meu. Resolvi esperar para ler. Poxa, uma pena não ser meu, porque gostei bastante!

    Eu fico meio frustrada quando algumas pessoas dizem que contos assim precisam de um melhor desenvolvimento, sendo que está bem escrito e tem o seu objetivo. Muitas vezes essa impressão aparece apenas porque estamos acostumados com contos maiores. Desafio passado eu escrevi um conto curtinho e realmente gostei da experiência, pretendo fazer mais vezes. Acho que todos devem se propor fazer isso. É um exercício maior do que escrever 3.000, 5.000 palavras.

    Gostei.

    Boa sorte!!

    • Barman
      11 de julho de 2014

      Daí quando o conto tem desenvolvimento o pessoal (quando lê, porque o número de caracteres já assusta logo de cara) fala que ficou muito longo, cansativo, e que cortaria várias partes pra deixar mais conciso e ir logo ao que interessa… hahahaha

      #SóUmDesabafo 😀

      Mas eu mesmo já fiz isso em outros contos, então não tenho do que reclamar. Somos pedra e vidraça aqui e esses desafios têm sido bons para firmar a certeza de que, definitivamente, nunca agradaremos a todos.

      Como dizia a minha mãe – “o povo nunca está satisfeito com nada!”. E ela fazia parte desse povo! E eu também… a maçã não cai muito longe da árvore (outro ditado da velha).

      Agora deixa eu voltar pros meus drinks… 🙂

      • Thata Pereira
        11 de julho de 2014

        Sim, quando fiz esse comentário eu pensei a mesma coisa: “mas com certeza eu já fiz isso”. Nossa posição sobre tudo na vida depende de muitas coisas, principalmente nosso estado emocional no começo. Em um desafio literário onde o principal foco é dar um feedback sincero do autor seria legal que todos se esforçassem para deixar de lado algumas ideias fixas. Veja bem, não digo que sempre faço isso, pois é algo tão inconsciente, mas que seria realmente incrível se acontecesse! =)

      • felipeholloway2
        11 de julho de 2014

        Bom, a lógica do 8 ou 80 também nunca será o melhor parâmetro para se produzir boa literatura. A pouca extensão pode ser um defeito (na medida em que não deixe somente lacunas para o leitor preencher com a imaginação, mas solicite que ele imagine a história inteira, por exemplo) tanto quanto a prolixidade. Tudo depende das demandas da trama que se quer narrar, e da perícia autoral ao narrá-la. A crítica do laconismo pela crítica do laconismo – como a crítica da extensão pela crítica da extensão – é vazia. Há que se relacioná-la a aspectos de execução que foram prejudicados pelo número maior ou menor de linhas que se escolheu para contar aquela história.

        #SóUmaObservação

        Abraço.

  4. Bia Machado
    10 de julho de 2014

    “O vestido tem a cor da privação, puído daqui e dali, uma alça teimosa e espaçosas dimensões.” Eu gostei muito. É simples, é comovente, tem boas construções, nos dá margem para imaginar muitas coisas e funciona ao que se propõe: ser um conto. E ser um conto vai além daquela questão “mais longo/mais curto”.

    Esse tema livre trouxe uma situação que não foi vista nos desafios passados: uma quantidade maior de textos curtos. Aí eu vejo vários comentários nesses contos curtos do tipo: “funcionou como uma introdução”, “funciona apenas como um recorte”… Um conto mais longo, pra mim, não é símbolo de coisa completa. Se o conto é curto, eu prefiro absorver o que está ali. E o que não está, vou me dar ao direito de imaginar, qual o problema nisso? Não sei se estou falando bobeira, talvez eu tenha exagerado no tanto de contos curtos que comentei, um atrás do outro, mas… Isso me incomodou realmente, essa coisa de tentar ver o que poderia estar lá, deixando assim de aproveitar/focar/analisar o que foi produzido. Tá,vou dormir, que tá frio, rs.

  5. tamarapadilha
    9 de julho de 2014

    Tocante, mas reforço o comentário de uma das colegas que diz que parece uma introdução de algo. Poderia ter sido mais desenvolvido e deixou um enorme gostinho de quero mais. Quando me preparava para conhecer o resto da história eis que me aparece o fim, até voltei para ver se não havia deixado passar. Em fim, boa sorte e tente adaptá-lo mais, fazê-lo crescer.

    • mariasantino1
      10 de julho de 2014

      Olá!

      Eu não sou a autora do conto (quem dera fosse) mas acho no mínimo curioso alguns comentários. Muitas pessoas exigem algo que não cabe na estrutura de um miniconto. No geral, esse tipo de arte é para fazer o leitor criar, imaginar, preencher as lacunas do que o autor só sinaliza. Vai desculpando a intromissão, mas é que gosto muito do minimalismo, pois sei que é difícil oferecer muito em um curto espaço (talvez seja aí que more toda a magia)
      Abraço

  6. Marcelo Porto
    6 de julho de 2014

    Não deu tempo pra me envolver. Quando comecei, terminou.

    Mas é um bom mini conto.

  7. Pétrya Bischoff
    3 de julho de 2014

    Um recorte de sabida tristeza que não me tocou, apesar do trato literário. Boa sorte.

  8. Thiago Ténorio Albuquerque
    30 de junho de 2014

    Bem escrito, mas infelizmente não me identifiquei com o mesmo.
    Desejo boa sorte.

  9. felipeholloway2
    25 de junho de 2014

    Não funcionou muito comigo.

    Idealizar a realidade de uma criança cuja infância foi solapada por contingências “subsistenciais”, de modo a conceder-lhe uma versão adaptada de um desejo que se supõe comum nessa fase da vida é uma ideia poderosa — que o autor simplesmente não se permite desenvolver. Neste sentido, o parágrafo final soa como um mea-culpa tanto do narrador quanto do próprio escritor. É coerente ao reconhecer a limitada capacidade de ficcionalizar dele, narrador — que, por isso mesmo, se restringe à descrição romantizada –, mas peca ao pagar, com uma brevidade excessiva, o valor de tal coerência ‘antes’ que a empatia esteja plenamente estabelecida no leitor. Para ilustrar meu raciocínio, veja-se o seguinte fragmento de diálogo (contido, se não me engano, num conto do Roberto Bolaño):

    — Conhece a piada do contador de piadas amnésico?

    — Não, como é?

    — Como é o quê?

    Aqui, o respeito à lógica interna (de um comediante com problemas de memória) justifica o aparente encerramento abrupto, incomum, da anedota. Mas, ora, o efeito de humor é alcançado não ‘apesar’ dessa quebra, mas justamente ‘devido’ a ela. O seu narrador intenta resgatar, por meio da prosa, a infância perdida da pequena musa, mas está ciente das próprias limitações como prosador. Só que a técnica que ele não domina é espécie de condição essencial para que eu, leitor, enxergue naquele ser a criatura fascinante que ele vê. Sem isso, estou à deriva, dependente de uma descrição rica em lirismo, mas que, sozinha, não consegue provocar muita coisa, ressoar além da leitura.

    P.S.: desnecessário ressaltar a idiossincrasia dos comentários e análises num blog como o Entrecontos, e que, o que a um se mostra defeito, a outro pode perfeitamente configurar qualidade.

    • Cecília
      25 de junho de 2014

      Esse comentário gerou em mim emoções que, infelizmente, minha falta de habilidades dissertativas, torna difícil expressar. Destaco alguns trechos que me soam, particularmente, interessantes.

      “É coerente ao reconhecer a limitada capacidade de ficcionalizar dele, narrador — que, por isso mesmo, se restringe à descrição romantizada…”

      “O seu narrador intenta resgatar, por meio da prosa, a infância perdida da pequena musa, mas está ciente das próprias limitações como prosador.”

      “Só que a técnica que ele não domina é espécie de condição essencial para que eu, leitor, enxergue naquele ser a criatura fascinante que ele vê…”

      “Sem isso, estou à deriva, dependente de uma descrição rica em lirismo, mas que, sozinha, não consegue provocar muita coisa, ressoar além da leitura.”

      Obrigada por deixar aqui sua impressão!

      Abraços!

  10. Brian Oliveira Lancaster
    24 de junho de 2014

    Talvez realmente seja um miniconto, mas com tom de poesia/prosa. Tocante, apesar de curtíssimo.

  11. Anorkinda Neide
    23 de junho de 2014

    Olha, o texto é muito bonito e tocante, mas
    pra mim, funcionou como uma introdução de um conto, ou mesmo de um romance.
    Nao queria que terminasse ali, sem que nada tenha ocorrido…

  12. Tiago Quintana
    23 de junho de 2014

    Excelente leitura! A prosa é muito bela, deliciosa de ler!

  13. Edivana
    20 de junho de 2014

    O seu texto tem uma face bela, não consigo negar, mas não me senti tocada pela história, e é uma triste! E para confirmar minha amargura, li seu texto mais de uma vez, com uma distância de dias entre elas. Queria ter gostado mais. Acho que me endureceu o coração a incapacidade do narrador, sei lá. Abraço.

  14. Jefferson Reis
    20 de junho de 2014

    Miniconto poético e belo.

    A menina não poderia ser mais bonita sendo princesa.

  15. David Mayer
    19 de junho de 2014

    Texto poetico. Gosto de texto poetico, até entendi o pouco o seu contexto, mas esperava mais dele… Enfim, conto com teor realistico que poderia ter alguma história, em vista do talento do escritor.

  16. Swylmar Ferreira
    17 de junho de 2014

    Texto curto o que dificulta o enredo e narrativa. Concordo com o Fabio.
    Crú demais e desinteressante.
    Boa Sorte.

  17. Claudia Roberta Angst
    13 de junho de 2014

    Miniconto logo convida à leitura. Lógico que é um desafio e tanto, pois tem que atrair o leitor em curto espaço,economizar fôlego e palavras. Achei bonito, poético, interessante. Boa sorte!

  18. Fabio Baptista
    13 de junho de 2014

    Não gostei.

    Está bem escrito e tudo, mas sei lá… acho que ando com o coração meio amargurado e não consegui me envolver emocionalmente com a história.

    Me lembrou um pouco aqueles filmes que tem cachorro e você sabe que em algum momento vão tentar te fazer chorar… não soa muito natural ou espontâneo.

    Abraço.

  19. adriane dias bueno
    13 de junho de 2014

    Saboroso, coma uma cadência gostosa, é possível ver as imagens de Jacira.
    Achei bonita a história, mas não acho que ela seja melancólica, muito embora a condição de Jacira deve ser a de uma menina pobre. Mas é uma pobreza que traz em si esperança.
    Entretanto, concordo com as críticas sociais tecidas pelo colega Eduardo Selga. Além disso, muito embora o tema seja livre, assim como o número de palavras (extensão), creio que este lindo texto não se coaduna com o objetivo do Desafio lançado, pois deveria aprofundar justamente a temática social que ele tão belamente narra.
    Mesmo assim sucesso.

    • Cecília
      16 de junho de 2014

      Agradeço, de coração, o comentário gentil Adriane Dias.

      Faz-se necessário comentar que não achei justificável alegar que o texto não coaduna com o objetivo do Desafio. Como todos bem o sabem esse desafio é de tema livre sem outras proposições e/ou orientações para aprofundamentos em temáticas sociais ou quaisquer outras. #: )

      Abraços literários!

  20. Cristiane
    13 de junho de 2014

    O texto é um pretexto para apresentar uma personagem que encontra lugar no coração do (a) escritor (a). A imagem construída de forma bastante poética desperta no leitor um certo encantamento.

    Algumas frases foram fundamentais para dar ao texto um prolongamento e um sentido para além do ato descritivo/poético: “Jacira, minha primeira princesinha”, “Toda menina sonha um dia ser princesa” e “Se eu soubesse escrever um conto de fadas levaria Jacira para morar dentro dele para que, assim, ela pudesse saborear um delicioso “Felizes para sempre”!”. Esses trechos fazem com que autor, personagem e cena se entrelacem na delicadeza de um momento perdido no tempo e no imaginário.

    A meu ver o personagem central é o (a) escritor (a) a espreitar uma cena que lhe causou comoção, descrevendo-a para seus leitores de forma, ao mesmo tempo, realista e sensível. Recheando a cena com um encantador ar poético ganha o coração dos leitores mais emotivos trazendo à tona os sentimentos deles próprios em relação a vida dura de uma criança pobre do sertão. A cor da pele, a meu ver, é o que há de menos importante nessa personagem secundária que torna-se um misto de realidade e fantasia. Nesse contexto o que emociona, de fato, é a infância perdida entre a seca, o sol, a poeira da estrada e o peso das necessidades, fazendo crescer num coração de menina a vontade de ser grande e poder viver uma outra vida. Não é esse o sonho que povoa o coração de toda e qualquer criança? Principalmente daquelas cuja infância se assemelha mais há um castigo interminável?

    Diante da imagem sôfrega e inocente o personagem principal se confessa incapaz de mudar essa realidade incômoda. Em sua última frase percebe-se claramente a vontade de modificar o destino daquela criança, que ao seu ver, deveria ter uma vida menos dura, menos sofrida e com um final feliz, como num conto de fadas. A vontade e a impossibilidade (disfarçada de falta de habilidade ou inspiração) de mudar a realidade dessa e de tantas Jaciras mundo afora irmana-se com os anseios de muitas outras pessoas sensíveis tornando o texto bastante acessível a qualquer leitor.

  21. mariasantino1
    13 de junho de 2014

    Cara! Posso falar? Estou chorando (a sério). Caramba!Eu não sei o que comentar. Li umas três vezes só pelo prazer mesmo. Eu só posso dizer que seu texto é uma pura arte, e arte meu amigo (a) se aprecia calado, se sente.
    .
    Muitos parabéns! Sem mais.

  22. Eduardo Selga
    13 de junho de 2014

    Certos textos aqui postados me dão um grande prazer ao comentar, seja por questões estéticas seja pelo fato de o texto avançar em pontos que vão além desses aspectos. E este é um deles.

    Observe-se que o presente miniconto não é, a rigor, uma narração. É essencialmente descritivo, o que é uma bela ousadia, pois, modo geral, essa modalidade vem acompanhada de narração. Normalmente funciona como um apêndice ou um recheio que, quando bem usado,enriquece sobremaneira o texto.

    Algumas tentativas de inovação redundam em fracasso, normalmente porque o autor, mesmo inspirado por uma ideia muito boa, não possui maturidade autoral para levar a efeito aquilo que foi pensado. Alguns autores, por exemplo, têm dificuldades no uso do discurso indireto livre e, ao tentar usá-lo criativamente, nem sempre funciona a contento.

    Em se tratando deste conto, semelhante fracasso não ocorre, e muito disso se deve ao fato de o(a) autor(a) não ter sucumbido à ideia tentadora de que é preciso fazer o conto ser grande, como se escrever muito fosse, necessariamente, narrar bem.

    O conto é esteticamente bem realizado? Sem dúvida, mas quero levantar uma pergunta ao leitor: onde se situa, do ponto de vista social, a voz que descreve a menina? É, por certo, uma voz distante da realidade social de uma criança negra e pobre, pois percebe-se com muita clareza um idealizar de sua condição social e do que vem a ser infância. Ou seja, não parece a voz de quem vivencie a situação descrita. Logo, o resultado soa artificial enquanto representação do real, se essa foi a ideia. Mas veja-se: é esteticamente bom, na medida em que a enorme maioria dos leitores possui, introjetada, essa mesma visão idealizada da pobreza infantil e, ao avaliar, essa imagem da criança como uma espécie de anjo pesa bastante.

    Veja-se como a nossa ordem social perversa com a infância negra é repetida no conto: o final é infeliz (portanto realístico), embora a voz descritiva, como que a eximir-se da culpa pelo destino amargo da personagem, diga “Se eu soubesse escrever um conto de fadas levaria Jacira para morar dentro dele para que, assim, ela pudesse saborear um delicioso ‘Felizes para sempre!'”

    • Tiago Quintana
      23 de junho de 2014

      Deixando de lado todas as outras considerações sobre o conto, pois julgo que não me cabe respondê-las, queria fazer apenas uma observação: a arte não tem necessariamente o compromisso de “representar o real” (ou mimesis, se preferir), e quando o faz, pode representar a “realidade” por meio de um espelho distorcido, exagerado, até fantasioso.
      Uma coisa que percebi em seus comentários é que você sempre tenta enquadrar os textos lidos em construções artificiais sobre como eles deveriam ser. Gosto pessoal é uma coisa, mas abandone essa visão positivista da Literatura e tente julgar as histórias pelo que elas são, até mesmo pelo que julga que elas se propõem, não por como gostaria que elas fossem.

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Publicado às 13 de junho de 2014 por em Tema Livre e marcado .