EntreContos

Detox Literário.

Cartas que alguém esqueceu no mar (Claudia Roberta Angst)

garrafa 2

Correu para a banca de jornais mais próxima e quase derrubou o sonolento jornaleiro que empilhava papel e notícias. Sem muito pensar, comprou todos os exemplares disponíveis e começou a folhear as páginas com grande ansiedade enquanto tentava fazer o caminho de volta para casa. Podia sentir seu coração galopar em frenética excitação diante das primeiras linhas lidas. Era um sucesso. Um sucesso!

– Acorda, meu filho.

Entre os delírios arrancados em pleno sonho, Júlio abriu os olhos e focou a imagem da mãe afastando-se rápida como uma ceifadora de ilusões. Levantou-se, bocejando mais por hábito do que por vontade.

No trabalho, buscou as horas para se desfazer da curiosidade. Entre uma planilha e outra, acessou o blog e aguardou. Surpresa. Mais uma interpretação rasa do que ele ainda considerava ser o seu melhor desempenho. O mesmo tom blasé de quem leu escondido a fotonovela da tia-avó.  Lembrou-se do sonho e pensou no quanto uma crítica parecia ser mais concreta quando dirigida ao seu trabalho. Um soco no peito, direto no coração das ideias e ambições.

– Ainda com essa bobagem, Júlio?

A ruiva flamejante sentou-se ao seu lado, cruzou as pernas e deu mais um dos seus sorrisos de abrir cadeias. Patrícia era sua amiga há tanto tempo que desconhecia os limites entre a sinceridade e a crueldade pura e simples.

– Nem vou discutir com você, Paty. – Frisou o apelido sabendo que a ruiva odiava ser chamada assim.

– Deveria parar de gastar seu tempo com essa besteira e se concentrar no que realmente importa.

– Em você? – Júlio sorriu malicioso e provocador. – Pois, eu me lembro que alguém não achava tudo isso uma besteira na época do colégio. Aliás, você escrevia muito bem. O que aconteceu?

Patrícia descruzou as pernas e levantou-se firmando sua beleza sobre os saltos altíssimos. Não sorria mais, apenas franzia a testa de forma a concentrar linhas e censura.

– Bom, faça como quiser, mas não se esqueça da reunião. Daqui dez minutos, todos os interessados…

Júlio levantou-se e aproximando-se da amiga instalou um beijo em sua face sardenta. A maquiagem mal escondia os sinais enferrujados do sol. A pele era macia e quente como convinha a uma felina.

– Aviso recebido. Tenha um ótimo dia, querida.

Olhou Patrícia afastar-se altiva, mas furiosa. Desta vez, fechou a porta e concentrou-se na busca do próprio pseudônimo: Charles Fox. Devia ter optado por receber os comentários por e-mail.

Lá estava o seu texto, nem tão curto nem tão longo, apenas na média das palavras exigidas. Correu o mouse para o fim do conto até encontrar a margem inferior. Os primeiros críticos tinham sido diplomáticos, mas pouco acrescentaram. O último despejara sua opinião com a sua acidez já conhecida pelos aspirantes a escritores. Balançou a cabeça quase conformado. Não era um sucesso.

Júlio fechou a janela do blog e preparou-se para a reunião. Permaneceu na conferência mais corpo do que mente, repetindo frases que lhe dariam algum crédito e sossego. Todos pareciam concordar com suas ideias, talvez apenas para poupar esforço e adiantar a sexta-feira que se inclinava no horizonte.

No fim do dia, Júlio voltou para casa, mais afoito do que o normal. Largou pasta e cansaço no sofá e conectou-se ao maravilhoso mundo da internet. Leu alguns dos e-mails para disfarçar a própria impulsividade e por fim, abriu o blog. Sorriu para a moça de cabelos pretos e curtos que fazia parte da imagem escolhida  para o desafio do mês. Perfeita recepcionista dos sonhadores.

Do lado direito da tela, uma pequena lista revelava novos contos a serem lidos. Júlio suspirou, na verdade, bufou aflito com a falta de tempo. Ou melhor, de disposição para ser o leitor ideal. Só lhe interessavam as cartas, aquelas que alguém esquecera.

Releu o décimo conto postado e sentiu uma estranha familiaridade, uma onda de calor atingiu sua coluna e alojou-se na nuca como um pressentimento tardio. Aquelas palavras carregavam poesia na medida certa, ou talvez incerta, o que desnorteava aquele leitor.

                                               Não foi assim uma grande surpresa, mensagem em                                                 garrafa envelhecida pelas ondas. Eram palavras,                                                      fagulhas de uma fogueira que ardeu antes da água                                                 tomar posse. Verdades de alguém que se deixou                                                       levar pelas marés.

Aquelas palavras pareciam encaixar-se ao acaso em uma narrativa delicada e instigante. Fugiam do tema, talvez por pura rebeldia. Falavam de paixão e mar, de mensagens vindas de um mundo desconhecido. Júlio admirava a coragem de quem se despia de preconceitos e atirava-se ao fogo da própria criação. Parecia ser alguém que dominava a linguagem, desviando-se dos chavões e dispensando erros. Talvez fosse um revisor aventurando-se na terra dos perturbados escribas. Não, ali havia mais do que técnica pura. Mistério e densidade mesclavam-se em um enredo inesperado.

Mais tarde, após deglutir jantar e ansiedade, Júlio esticou-se na cama e leu os comentários sobre o seu conto preferido até então. Pareciam multiplicar as opiniões divergentes. Uns adoravam e apontavam as qualidades inerentes ao conto. Outros dissecavam enredo e figuras de linguagem, mostrando-se desapontados com o final que julgavam insosso e inadequado à trama.

O pseudônimo pouco revelava: J. Fontes. Poderia ser tanto um homem quanto  uma mulher. Pela caligrafia imaginada, apressada e quase sutil,  Júlio desconfiou que se tratasse de uma escritora. Algo nas palavras puxavam lembranças da sua memória. Como se aquelas cartas fossem dirigidas a ele, ou o que era ainda mais assustador, como se ele as tivesse lido há muito tempo, em um universo paralelo.

Lara,  apareceu de repente com seus olhos de coruja mãe, rodeando cria e rotina. Júlio encolheu as pernas e fez sinal para que ela se sentasse ao seu lado. Sem dizer uma só palavra, apontou para o texto na tela do seu notebook. A mãe, forçando um pouco visão e compreensão, pôs-se a ler o primeiro parágrafo.

                                               Esperarei por mais dois dias ou três. Tomarei fôlego                                                 e abrirei espaço para mais uma jornada. Quando a                                                   maresia me despertar, colherei conchas e perdoarei.                                              A mim, talvez, por desejar tanto poder ficar.

– É uma mulher. – Afirmou sem mostrar dúvida alguma.

– Por que acha isso?

– Mulheres escrevem com o útero.

Júlio bufou e olhou estarrecido para aquela que havia gerado e criado sua vida. Mesmo compartilhando da mesma desconfiança, precisava esboçar alguma reação contrária. Por hábito, puro hábito.

– Como se só as mulheres detivessem a sensibilidade? Conheço alguns homens que te surpreenderiam com palavras uterinas e que nem por isso deixam de ser o que são: grotescas versões de vocês, as deusas.

A mãe deu de ombros e se levantou satisfeita com o seu momento. Os homens podiam ser muito cegos às vezes. Incrivelmente cegos.

– Então, chame de intuição feminina. Foi uma mulher que escreveu isso aí. Alguma vez me enganei?

Não, ela nunca se enganava. O que constituía em sua característica mais irritante: a falta de falhas de percepção. Lara defendeu a autoria feminina pois ali pousavam as sombras de uma paixão. Dessas que só poderiam ser descritas por alguém que possuísse criação em corpo e alma. Júlio concordava com ela, tinha de admitir para si mesmo. Então, J. Fontes era uma mulher. Pontos luminosos ligaram-se quase de imediato. Ele agora sabia de onde vinha o canto distante da sereia.

Assim que a mãe afastou-se ostentando seu sorriso de superioridade e sabedoria, Júlio pegou o celular e fez a ligação. Do outro lado, o insistente toque denunciou alguma demora e hesitação. Até que uma voz mergulhada em alguma espécie de encantamento e sonolência, dispôs-se a responder com um simples alô. Era uma mulher, sem dúvida.

– J. Fontes? Gostei muito do seu conto

O silêncio precedeu o espanto e o titubear de palavras. Coisas desconexas foram ditas em defesa de uma privacidade já rasgada em risos.

– Reconheceria aquelas cartas mesmo que mergulhadas no mar de todos os séculos

– Claro que sim. São suas…

A voz rubra tal e qual os cabelos. Patrícia parecia sorrir com as palavras ouvidas desnudando-se por completo de pseudônimo e pudor.

Então, a próxima onda arrastou dúvidas e desconforto. Uma ligação que durou horas, no meio da noite, entre dois escritores, ou melhor, aspirantes a escritores. Um homem e uma mulher que sempre se viram e nunca se leram.  Mergulhadas no mar do acolhimento, estavam ali as cartas que ninguém mais esqueceria.

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19 comentários em “Cartas que alguém esqueceu no mar (Claudia Roberta Angst)

  1. tamarapadilha
    11 de julho de 2014

    Ah, gostei. Os comentários dos colegas já disseram tudo: simples, muito simples mas é bacana. Acho que o Júlio estava apaixonado pela amiga. Deu essa impressão. P.s: a ceifadora de ilusões me lembrou imediatamente o livro A menina que roubava livros.

    Boa sorte

  2. rsollberg
    11 de julho de 2014

    Adorei, do jeito que está! Não acrescentaria, nem tiraria nada.
    A estória é singela, leve, mas extremamente bem construída, pois a densidade está no lugar correto. É bela justamente por isso!
    Também , adorei o deboche, a zombaria da “nossa” cara. Possui algo de inception, rs!

    Algumas frases são muito bem construídas: “A ruiva flamejante sentou-se ao seu lado, cruzou as pernas e deu mais um dos seus sorrisos de abrir cadeias”.

    Outras simplesmente me despertaram imediata identificação:
    “Mesmo compartilhando da mesma desconfiança, precisava esboçar alguma reação contrária. Por hábito, puro hábito.”

    Um comentário, elogio ou crítica, de última hora sempre tem seu valor, não é mesmo? rs.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  3. Bia Machado
    10 de julho de 2014

    Gostei, um conto leve e criativo, pois soube jogar bem com toda essa tensão da escrita em um desafio anônimo, rs. Gostei dos personagens. No mais, o pessoal que chegou primeiro já apontou o que poderia ser apontado. Parabéns.

  4. Thata Pereira
    2 de julho de 2014

    Gostei muito do conto. Simples, mas consegue ser bonito e bem escrito. Tenho certeza sobre a sua autoria e pensando por esse lado o(a) autor(a) foi muito esperto, porque sabia que eu iria me identificar muito com o conto haha’.

    Boa sorte!!

  5. rubemcabral
    27 de junho de 2014

    Resolvi adotar algum critério de avaliação, visto que costumo ser meio caótico para comentar.

    Pontos fortes: frases muito bem construídas, metalinguagem, poesia, qualidade da escrita.

    Pontos fracos: o enredo é um tanto simples. Como conto fica a dever um pouco mais…

    Sugestões de melhoria: a inclusão de algum conflito daria mais carne à história.

    Conclusão: um texto muito bem escrito, cheio de frases inspiradas, porém com um mote relativamente simples. Bom conto!

  6. Brian Oliveira Lancaster
    24 de junho de 2014

    O “insight metalinguístico” foi muito bem aplicado, com certas indiretas-diretas. Agradável, bem escrito e diferente até então. Final levemente corrido, mas acompanha o tom inicial.

  7. Tiago Quintana
    23 de junho de 2014

    Gostei, uma leitura agradável, e o conto está muito bem escrito!

  8. Pétrya Bischoff
    23 de junho de 2014

    Gostei, o mais interessante foi que as cartas “escritas com o útero” eram dele… Não foi uma leitura muito profunda, mas nem senti falta disso. Boa sorte 😉

  9. JC Lemos
    22 de junho de 2014

    Bem escrito e bem conduzido. Gostei do desfecho e, apesar de não ser o que procuro em textos que leio, agradou-me bastante.
    Uma história simples, mas bem contada e bem escrita.

    Parabéns e boa sorte!

  10. Anorkinda Neide
    16 de junho de 2014

    Olha.. em questão às frases de efeito, já citadas nos comentarios, achei um tanto forçadas.
    O conto é simpático pela identificação como participantes do desafio, mas por exemplo, naquele floreio poético do último parágrafo, o autor diz que os amigos nunca se leram… não é assim, já que o rapaz reconhece o texto da amiga, porque já o conhecia ou conhecia o estilo dela, não ficou bem claro isso… assim como não fica claro se se eles se gostam ou já se gostaram, visto as cartas serem para ele…
    Então pra mim, esses pontos me afastaram do texto, infelizmente.
    Um abraço pra mãe do protagonista, gostei dela! 🙂

    Sorte ae!

  11. Edivana
    15 de junho de 2014

    Não vai receber uma crítica apurada de mim, ainda me falta muito para tal, mas posso elogiar a leveza e identificação com a personagem que seu conto passa. Não é um conto que muito me impressionou, mas terminei a leitura com um positivo esgar de riso. Sucesso!

  12. Cristiane
    13 de junho de 2014

    Achei o texto adorável, leve e criativo! O desfecho foi bastante previsível mas isso não chegou a incomodar pois a escrita é tão agradável que a vontade de ler até a última palavra permanece pulsante.

    O que mais me chamou a atenção foi o potencial desse escritor. Acabei não resistindo e destaquei algumas frases de altíssima qualidade e que deram requinte e profissionalismo ao texto.

    “a imagem da mãe afastando-se rápida como uma ceifadora de ilusões. “
    “Levantou-se, bocejando mais por hábito do que por vontade.”
    “No trabalho, buscou as horas para se desfazer da curiosidade.”
    “Um soco no peito, direto no coração das ideias e ambições.”
    “Mais tarde, após deglutir jantar e ansiedade, Júlio esticou-se na cama e leu os comentários sobre o seu conto preferido até então.”
    “Coisas desconexas foram ditas em defesa de uma privacidade já rasgada em risos.”

    Destaquei também trechos que, a meu ver, necessitam ser analisados:

    “Que empilhava papel e notícias”. Eu colocaria “papéis e notícias”, a sonoridade se torna mais interessante.
    “Daqui dez minutos, todos os interessados… “(Daqui ( há) dez minutos?)
    “A pele era macia e quente (como convinha a uma felina).” Para mim a parte que destaquei entre parenteses é totalmente desnecessária. Empobrece o texto:

    Apesar de ser um texto dirigido a um público muito específico penso que cumpriu com maestria o seu propósito. Parabenizo o escritor e agradeço pelo gostoso momento proporcionado.

    Abraços e boa sorte!

  13. Thiago Tenório Albuquerque
    12 de junho de 2014

    Gostei, apesar de ter achado o conto meio morno.
    Bem escrito e cumpre sua proposta.
    Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  14. Davi Mayer
    10 de junho de 2014

    A qualidade escrita está impecável, o problema foi a história que não me agradou muito. Os personagens, a mãe, tudo foi muito bem feito, estruturado e desenhado pelo autor… Acredito que, por meu estilo ser mais de ação, drama, suspense, etc, não tenha gostado muito. Mas volto a repetir, o autor/a sabe o que faz e tem muito talento.

    Parabens.

  15. Eduardo Selga
    9 de junho de 2014

    É muito bem escrito, mas parte de seu efeito encantatório, coisa que todo texto literário bem construído causa, se dilui se o conto tirarmos do contexto. Ou seja, é o fato de ele estar aludindo ao próprio Desafio Entrecontos que gera, no leitor, aquele sorriso de simpatia no canto da boca. Se esse suporte for retirado, se o texto fosse publicado por outro veículo, essa cumplicidade com o leitor do blog se perderia.

    Se o texto possui qualidades estruturais em sua construção, falta o inesperadamente humano. Como assim? O conto de cunho realístico deve ressaltar um instante de um personagem (representação do ser humano), aparentemente banal, mas que, aos olhos do contista, se revela de alguma foma inédito ou belo e, portanto, essencialmente humano. Senão fica chocho.

    Só a título de curiosidade, a Linguística ainda não chegou a um consenso quanto a uma escrita feminina ou masculina, embora existam alguns pequenos traços comuns no discurso feminino em certas situações, como o diminutivo com intuito carinhoso ou depreciativo. Mas isso não quer dizer que um discurso feminino tenha sido escrito por uma mulher. Esses dois polos não são fixos e se interligam com frequência. Mais ou menos o que o personagem disse.

  16. Jefferson Reis
    8 de junho de 2014

    Gostei do tom metaficcional.
    Assim como os outros, também me identifiquei, em partes, com o protagonista.
    A passagem mais interessante é o pequeno embate entre mãe e filho.
    Mulheres escrevem com mais sensibilidade que os homens? Sempre?

    Quanto a erros, além dos pontos finais faltando em “J. Fontes? Gostei muito do seu conto” e “Reconheceria aquelas cartas mesmo que mergulhadas no mar de todos os séculos”, também percebi um sujeito separado do verbo por vírgula em “Lara, apareceu de repente com seus olhos de coruja mãe, rodeando cria e rotina.”

    Erros pequeninos.

    De qualquer forma, o conto me agradou.

  17. Claudia Roberta Angst
    8 de junho de 2014

    Acredito que todos acabaram se identificando um pouco com o protagonista. A ansiedade diante dos comentários, das críticas recebidas. Parece que o personagem deixa de lado a sua própria criação para se encantar pelas palavras alheias. Interessante. Final parece fazer referência ao livro (e filme) “Nunca te vi, sempre te amei”.
    Narrativa segue o seu fluxo sem grandes problemas. Não encontrei deslizes na linguagem, ou nada tão grave que me saltasse aos olhos.
    Boa sorte!

  18. mariasantino1
    7 de junho de 2014

    Olá! Eu gostei (exceto do fim). Achei engraçado como o conto começa bem leve, como quem não quer nada e depois torna-se interessante e até ousado. Apreciei a linguagem escolhida, bem reta. Como dito, o final não me agradou muito não. mas foi ótimo compactuar com algumas passagens de relacionada a aspirantes a escritores.
    .
    Parabéns e boa sorte no desafio. Abraços.

  19. Fabio Baptista
    7 de junho de 2014

    Serei um dos comentaristas que pouco acrescentam… 😀

    O texto está redondo, bem escrito, numa linguagem simples e perfeitamente clara. E é impossível não se identificar com o protagonista kkkkk

    Mas o resultado ficou meio “água-com-açúcar”… não que isso seja ruim, até acho que era a intenção. Gosto de ver umas comédias românticas de vez em quando (aliás, lembrei de “Medianeras”). Mas, pelo menos para o meu gosto, não é um gênero que ajuda o texto a se destacar entre tantos outros (embora esse aqui, principalmente pela qualidade da escrita, esteja no meu top 10 provisório).

    Abraço!

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Publicado às 7 de junho de 2014 por em Tema Livre e marcado .
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