EntreContos

Detox Literário.

Os Filhos da Noite (Jefferson Lemos)

The_Endless_by_T_head

A Força

Won’t you stop, take a breath
Find a moment to reflect
On the pure and simple choices that we fail to see

From the worst to the best
From the east coast to the west
On a never-ending quest to end our  misery
– Billy Talent

Um homem caminha em direção ao trabalho. Percorre o mesmo caminho de todos os dias. Os carros cortam as teias de ruas do império de pedra e concreto. Linhas intricadas, que levam de lugar algum à lugar nenhum. Pessoas presas em seus mundos de números e contratos, vigiados por um vírus chamado tecnologia e vistos através dos olhos do mundo. Azuis e espelhados, negros e opacos, transparentes e visíveis. Janelas.

Homens e mulheres, velhos e jovens, trabalhadores e viciados. Uma profusão de cores, tamanhos e sabores. Um mundo que cheira a gás carbônico e fossa séptica. O cheiro do caminho final. O cheiro da sociedade que constrói e corrompe. Que cria a partir de seus atos, suas destrutivas consequências.

Em sua cabeça, ele tem um mundo de pensamentos. Vidas e mais vidas. Um mundo de pessoas percorrendo um jardim repleto de vias. Ele detém a sabedoria, e sua ignorância fora como uma fera. Um leão que destrói e estraçalha os últimos pedaços da inteligência de sua vítima. Ele o domara, e tornara-se iluminado. Em baixo dos braços ele carrega um livro. Um livro de expectativas, sonhos e decepções. Um livro que conta sobre a vida e a morte. Existências que se desenham e se apagam, em um “looping” infinito de ressureição.

Ninguém o vê, e ninguém o percebe. Ele segue em linha reta e os caminhos se desdobram a sua frente.

De olhos fechados ele avança.

Muitos não acreditam em sua existência, outros dizem que tudo só acontece por seus planos, enquanto outros apenas o aceitam. Mas ele mesmo é apenas mais uma peça em seu próprio jogo, assim como todos, ele está jogado às mãos de si próprio: O Destino.

A Morte

She took her life
Within her hands
She took her life
Within her own two hands
And no-one can tell her
What to do now
– Eurythmics

A respiração pesada era tudo o que ele menos esperava naquele momento. As dores começaram bem fracas, e ele achou que era resultado de apenas mais um dia puxado no trabalho. A operação ainda doía de vez em quando, mas tudo aquilo era apenas efeito colateral, como o médico havia dito. Eu sinto isso de vez em quando, então acho que não representa problema, certo? Nada que um remédio de pressão não resolva! Mas dessa vez ele estava errado.

A dor lacerante cruzou pelo seu peito e chegou sufocante, tirando-lhe a respiração. Ele caiu derrubando a mesa e um velho vaso de planta que estava sobre ela. O vaso espatifou-se ao chão, lançando pétalas ressecadas e sem vida, de uma linda flor que algum dia vivera ali. Ele brigava e lutava por ar. Arranhava o nada na esperança de que aquilo ajudasse em alguma coisa. As mãos em forma de concha apertaram fortemente o peito enquanto seu coração acelerava desesperadamente, antes de se preparar para descansar.

E foi assim que ela veio até ele. Linda e cheia de vida. Entrou pela porta enquanto ele agonizava no chão.

De olhos arregalados e a boca escancarada, foi atingido pela compreensão e cedeu, pois sabia que não havia mais volta. Sua vida havia passado inteira diante de seus olhos e dali em diante não haveria para onde voltar, apenas seguir e frente. Soltou o peito que agarrava fortemente, e deixou seus braços mortos caírem. Ela lhe deu um sorriso e a luz veio em direção aos seus olhos.

Olhando para o homem parado de frente para ela, estendeu a mão. O homem, que antes agonizava ao chão, agora mostrava um olhar de alegria e redenção. Juntos, caminharam em direção à luz e desapareceram. A única lembrança que sobrara fora um velho vaso de planta jogado ao chão, com flores lindas e coloridas, prostradas entre cacos de cerâmica.

Ela era o início, o meio e o fim, e seu nome era Morte.

O Eremita

Mr. Sandman, bring me a dream
Make him the cutest that I’ve ever seen
Give him the word that I’m not a rover
Then tell him that his lonesome nights are over.
– Chordettes

Em seu palácio, ele observa.

Um garoto, jogador de futebol profissional. Ganha milhões por ano e participa de comerciais de marcas famosas. Está em todas as festas mais badaladas e conhece a todos, inclusive as mulheres. Uma vida de rei, o garoto pensa.

Deitado em sua cama, em uma casa de palha e madeira, um menino sonha. Ele sonha em ser jogador profissional, e pensa que o dinheiro não seria mais problema. Enquanto dorme um sono profundo, seus lábios se arqueiam em um esboço de sorriso.

Em uma floresta densa e banhada pela escuridão da noite, ela corre. Em seu encalço, um homem com olhos famintos a segue. Ela chora e se desespera, respirando pesadamente e tropeçando em galhos e raízes soterradas, enquanto se atrapalha com suas próprias pernas. Ela cai e o homem se aproxima.

O grito corta o ar e chega aos ouvidos da mãe que corre alarmada. Chega ao quarto de sua filha, e se depara com ela chorando e soluçando. Tivera um pesadelo.

Enquanto um sonha ser um vampiro, o outro tem um pesadelo em que foge de um lobisomem. Uma mulher que se vê presa em uma tarefa que se repete infindavelmente. Um homem bem sucedido que abre sua empresa e a transforma em uma multinacional… pessoas, simples pessoas e o que querem para si.

Seu palácio é sua caverna, seu lugar de repouso e meditação, e neste lugar ele pensa.

Ele vê tudo o que acontece. Ele observa as situações mais extremas, os pedidos mais urgentes e as necessidades alojadas no interior mais profundo. Em seu limiar, ele vê a linha tênue que separa os sonhos da realidade. Ninguém o incomoda e ninguém o percebe, mas ele está sempre lá. Com um punhado de areia nas mãos e uma expressão indecifrável no rosto.

Nas noites mais longas e escuras é possível senti-lo, é difícil vê-lo, mas ele está sempre à espreita. Feche os olhos, viaje para seu mundo pessoal, o seu lugar de expectativas e decepções, a linha que separa o que é real do que você deseja que fosse, e você o encontrará.

Lorde moldador é um título dos muitos que ele usa, mas no contexto antropomórfico ele atende por Sonho.

O Julgamento

Just like the Pied Piper
Led rats through the streets
Dance like marionettes
Swaying to the Symphony…
Of Destruction
– Megadeth

Os sons agudos das trombetas anunciam o ataque. Carnificina e destruição são visíveis por todos os lados. Corpos espalhados até aonde o olhos podem ver, e o cheiro pútrido de decomposição torna o ar desagradável e sufocante.

E dentre os milhares que ainda restam vivos, um homem se sobressai.

Ele comtempla a batalha que se sucede, e seu deleite é notável ao ver o cenário em que se encontra. Veterano de muitas guerras, não costuma perder, e mesmo em sua derrota, cumpre seu papel com maestria impecável. É um visionário que vê além do que qualquer um poderia, e onde outros veem sofrimento, dor e agonia, ele vê um renascer.

Em seus olhos é possível ver algo novo se criando. Universos e galáxias, estrelas e planetas, vida que rasteja, nada, anda e voa. Um ciclo infinito de explosões.

Brahma, Vishnu e Shiva. Para ele, esse é o sentido da existência.

E por sua janela, ele observa enquanto suas tropas partem para uma última investida, a que trará a paz e uma nova vida.

Os tiros de canhão, o som perfurador das balas, e a melódica sinfonia da exterminação, são uma clássica música em seus ouvidos. Tudo isso faz parte de sua existência, e tudo isso é o que ele é.

Ele é estrategista, calculista e mortal, seu tiro é certo e nunca falha. Sua espada é afiada e suas armas estão sempre calibradas. Ele é temor, é glória e é derrota. Ele é Destruição.

Os Enamorados

They sat together in the park
As the evening sky grew dark.
She looked at him and he felt a spark
Tingle to his bones.
It was then he felt alone
And wished that he’d gone straight
– Bob Dylan

Um casal encontra-se sentado em uma praça. A noite avança e eles se veem sozinhos. As mãos acariciam habilmente em ambos os corpos. Um momento de luxúria e prazer. Ela diz que o ama e ele retribui. A amarelada e confusa luz de um poste é a única testemunha dessa união carnal.

Das sombras distantes, surge uma silhueta caminhando por entre as árvores. O casal apaixonado não é capaz de nota-la. A figura estranha que se aproxima, mostra ser uma mulher. Ela caminha lentamente abeirando-se dos amantes, que só então a percebem, e se recompõe.

Eles o olham avidamente, com certo fogo crescente em seus olhos. A mulher passa e eles a perseguem, querendo-a com a vontade que nunca tiveram um pelo outro. Absortos em pensamentos que nem mesmo imaginaram ter um pelo o outro. Eles não se movem e nem falam, apenas observam aquele homem sumir na escuridão da noite. O fogo que incendiava o casal se esvai, e a noite termina ali, com ambos frustrados e insatisfeitos sem nem saber o porquê. Eles se levantam e vão embora, com a noite tornando-se fria enquanto o calor de seus corpos se vai, dando lugar a indiferença e a inesperada repulsa. Os dois ainda não sabem, mas aquilo corroerá a relação, e tudo que eles prezam sumirá no relacionamento, até o mesmo não mais existir.

Na calada da noite, seu coração bate fortemente, pulsante e feliz. Ela/Ele sente-se satisfeita. O amor é algo tão puro e belo quanto fogo que arde nos corações apaixonados. O fogo que corrói as correntes da timidez, e transformam até mesmo a menor gatinha em uma tigresa selvagem. É algo inexplicável, uma coisa que apenas se sente, e faz deixar a razão e o entendimento de lado. Um sentimento primitivo, tão forte que une o céu e a terra.

E ele/ela sente tudo isso.

Sente a paixão, o calor, a vontade e o que mais a atrai, o que lhe impulsiona e o que traz o sentido deleite. Ela/Ele sente o Desejo.

O Diabo

Oh despair, you’ve always been there
You’ve always been there, you’ve always been there
You were there through my wasted years
Through all my lonely fears, no tears
– Yeah Yeah Yeah

As lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto ele se olhava no espelho, e pensava sobre sua vida. A dívida do carro, a hipoteca da casa, a fatura dos cartões e o esquema de lavagem. Tudo desabou de uma vez.

O mundo que ele conhecia havia mudado, e ele estava prestes a vê-lo de um modo menos convencional. Cercado por grades. Sua vida fora um mar de rosas após seus esquemas “super programados” para lavagem de dinheiro. Ele subiu, alçou voos tão altos que chegou a tocar o brilho do sol. Mas agora suas asas falhavam e ele caia em queda livre, em direção a um chão maciço de desilusões. Entrou em depressão e era acometido por arrependimentos e culpa. Seu sofrimento era visível e seus atos começaram a afetar as pessoas a sua volta. Fora perdendo as coisas aos poucos, e até mesmo os amigos estavam inclusos.

Tudo isso passava por sua cabeça enquanto ele chorava e se olhava no espelho. O cano frio da arma parecia cada vez mais acolhedor, e a necessidade de ouvir o disparo final, era gritante. No quarto escuro, o brilho de suas lágrimas destacava-se pela luz do luar que entrava por entre as frestas de madeira, afastando a escuridão que tentava envolve-lo. Considerando tudo o que acontecera e o que poderia vir a acontecer, ele tomou sua decisão, e pôs o ponto final na desgraça que era sua vida. Fechou os olhos pela última vez, e puxou o gatilho.

Do lado de fora, ela ouviu o disparo. Estava sentada ao lado do pequeno casebre construído na viela. Algo feito por sem tetos. Ela levantou-se pesadamente e caminhou em direção ao lixo. Ratos a seguiam e uma sensação de sofrimento estava sempre presente. Ela sabia quais os problemas afetavam aquele homem, sabia que ele morreria e sabia o que o mataria.

Ela sempre sabe esses tipos de coisas, diferentemente da irmã/irmão gêmeo (a), ela não necessita de desejo, luxúria ou amor. O que ela precisa é algo bem mais simples e comum. Todos passam por isso durante suas vidas, e todos sempre passarão. Problemas familiares, financeiros ou qualquer outro tipo, lá no fundo sempre bate aquilo que menos se espera. Aquilo que tira as noites de sono e transforma sãos em loucos. No fundo, bem no fundo, sempre bate um Desespero.

O Louco

Can I play with Madness?
The prophet stared at his crystal ball,
Can I play with Madness?
There’s no vision there at all.
Can I play with Madness?
The prophet looked and he laughed at me!
Can I play with Madness?
He said you’re blind, too blind to see!
– Iron Maiden

As flores cresciam em tons caleidoscópicos enquanto peixes nadavam por entre suas pétalas, misturando-se com as cores, e formando um redemoinho em forma de arco íris. Pequenas explosões coloridas tornavam o quadro branco colorido novamente, e o céu tornava-se de uma cor verde limão, com um sol azul e bem brilhante. Ela sorria enquanto olhava para tudo isso. Cores, brilhos e mais cores. Uma profusão enorme de cores.

Havia sido diagnosticada com transtorno bipolar e esquizofrenia. Morava em um asilo, onde era feliz. As pessoas de lá a entendiam, e ela podia entrar e sair bem quando entendesse. Seus sumiços não eram notados, e muito menos sua presença. Os outros pacientes a amavam.

Um dia ela havia sido feliz, os tirava de lá e os trazia para vida novamente, mas agora era essa a vida que ela os dava. Pelo menos lá todos se entendiam, isso bem era verdade. E ela fazia o possível para isso acontecer.

Certa vez, um homem falou sobre ela para um de seus enfermeiros. Descreveu a moça bonita e colorida que vivia no quarto ao lado. O enfermeiro sorriu para ele e disse que não havia ninguém assim por lá. O homem insistiu, falando sobre o quão era boa, e que os outros concordavam e gostavam dela, e logo depois começou a se alterar pelo fato de não estarem acreditando nele. O enfermeiro apenas o lançou mais um sorriso, e lhe disse para que ele pudesse se acalmar, tudo iria ficar bem, e aquilo era apenas mais um Delírio.

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45 comentários em “Os Filhos da Noite (Jefferson Lemos)

  1. Lucas Guimarães
    26 de fevereiro de 2014

    Olá, Nyx! Gostei muito do seu estilo de escrita, da ideia de fazer pequenos contos sobre alguns Arcanos e da história em si. Mas acho que não pude compreender o texto inteiro porque, como disseram, precisa de um conhecimento prévio que eu não possuo. Enfim, parabéns pelo conto! Boa sorte!

  2. Vitor De Toledo Stuani
    26 de fevereiro de 2014

    O ponto forte do conto é o mesmo que o prejudica. Embora seja interessantíssima a homenagem prestada à opera magna de Gaiman, a associação atrofia o potencial do texto, já que este sobrevive apenas na dependência do outro, feito uma relação de inquilinismo.

    Como fã de Sandman, encarei seu conto carregado daquilo que me trouxe a leitura do outro. Já havia uma empatia com os personagens antes mesmo de aparecerem no palco. Por isso, o conhecimento de coisas como a cegueira de Destino, a encarnação como Deleite que precedeu a de Delírio e o conflito moral de Destruição deram, por tabela, profundidade ao seu texto, mesmo não estando ali, nem nas dobras das entrelinhas. Infelizmente, tudo isso se perde para aqueles que não leram as HQs, e a leitura fica fria e sem rosto.

    Com isso, não quero desmerecer o texto, apenas dizer que há fundamento quando o apontarem para dizer que ele não funciona. É preciso uma bagagem específica para lê-lo.

    Dito isso, exalto a técnica e o estilo. Tudo muito bem escrito. Gostei em especial dos trechos de música colocados no início de cada mini-conto. Aliás, tanto essa ferramenta como o uso de uma narrativa flutuante, com alternância de personagens e locações, me lembraram em alguns momentos a escrita do Neil. Considere esse um baita elogio, hahaha.

    Boa sorte no desafio!

    • Nyx
      26 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Vitor!

      De certa forma, está certo. Mas acabamos vendo aqui pessoas que gostaram por conhecer, e outras por desconhecer, e vice e versa! haha
      Essa coisa de escrever é uma loucura, a gente nunca agrada a todos. 😀

      Elogio mais do que considerado. 😀 😀
      Acho que reconhecimento que temos aqui, é a maior vitória que podemos conquistar.
      Espero trazer algo melhor no próximo desafio.

      Boa sorte para você também!

  3. Pedro Luna
    25 de fevereiro de 2014

    Eu li a HQ, mas nesse caso não acho que faria diferença. Pois sou bizarro para associações. No entanto, entendi a intenção e achei bem original. Apesar do formato de várias tramas representando Arcanos ou Perpétuos que na minha opinião não se ligam, ser uma saída fácil, não ficou ruim. Eu gostei.

    • Nyx
      26 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Pedro!

      Até achei que se ligavam, pois as representações para as cartas são muitas, e todas tem algo que se encaixa na descrição das entidades perpétuas. E no geral, são as características mais principais da carta.

      Mas é aquilo, cada um vê de um jeito. 🙂
      Fico feliz que tenha gostado. Boa sorte no desafio!

  4. Frank
    25 de fevereiro de 2014

    Sem dúvida o texto está muito bem escrito, mas minha mente é muito linear e grosseira e acabei não conseguindo apreciar o conto de acordo com sua estrutura/proposta.

    • Nyx
      26 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Frank!

      Quem sabe na próxima, então! 😉

  5. j.c.king
    25 de fevereiro de 2014

    Gostei do conto meu rapaz,muito interessante mesmo,diferente e cheio de uma energia mágica e encantadora…Desejo boa sorte pra você no desafio moço…Continue escrevendo contos maravilhosos como esse que postou…

    • Nyx
      25 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, JC!
      Fico feliz que tenha gostado do conto, e espero ver você aqui no próximo desafio!
      😀

  6. Pedro Viana
    24 de fevereiro de 2014

    É uma ideia interessante. Nunca li Sandman, mas como muitas obras famosas por aí, sei de informações suficientes para não ser um completo ignorante quando o assunto é mencionado. Pesquei a referência no trecho do “Eremita” e depois percebi o porquê da escolha da imagem. É difícil analisar esse conto como um todo. Ele é uma coleção de pequenos contos, cada um com sua própria essência, uns bons, outros nem tanto. Como eu já disse, eu gostei da ideia; o texto foi bem escrito; as epígrafes foram sabiamente selecionadas; mas como um todo, não pude apreciar a obra devidamente. Creio que parte disso vem de como a leitura pra esse conto funciona: quando começamos a apreciar a narrativa e se conectar com os personagens, o texto acaba e passamos para outro, que aparentemente não possui nenhuma ligação com o anterior. Apesar disso, parabenizo o(a) autor(a) pelo trabalho.

    • Nyx
      25 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Pedro!

      É, eu procurei fugir da linearidade quando escrevi esse conto. Consegui alcançar o objetivo, mas o texto nunca funciona igualmente para todos. Em relação aos “capítulos”, tentei encaixar cada um com a essência do perpétuo e da carta que representavam.
      O texto de Delírio, por exemplo. Vi aqui que algumas pessoas o acharam fraco de certa forma, mas tentei criar uma coisa sem nexo, algo que represente a loucura em si.

      Enfim, agradeço pela atenção e lhe desejo boa sorte no desafio!

  7. Blanche
    20 de fevereiro de 2014

    O conto consiste basicamente em um amontoado de descrições e situações distintas. A narrativa é sólida e eficiente, mas o conjunto da obra soa frívolo para mim. Não consegui me conectar, me empolgar, me surpreender.

    De qualquer forma, te parabenizo pela boa escrita. Notei alguns errinhos aqui e acolá, mas isso é completamente normal. Parabéns e boa sorte. 😉

    • Nyx
      25 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Blanche!
      É uma pena que não tenha conseguido entrar na história. Espero poder surpreender na próxima.

      Obrigado e boa sorte no desafio!

  8. Gustavo Araujo
    19 de fevereiro de 2014

    Definitivamente, uma história (ou uma coleção de histórias) bastante original. Cada qual com seu universo próprio, com sua linguagem própria, com suas canções-tema próprias. É agradável de ler, sem dúvida. O problema, para mim, é a falta de um elemento comum que una essas historietas. Sim, eu li o comentário do Selga, assim como os dos demais e pelo que vi, esse elemento comum estaria presente na comunhão entre arcanos e aspectos da literatura HQ, especialmente de Neil Gaiman. É aí que o bicho pega, rs. Quem, como eu, não leu muita coisa dele, fica boiando um pouco. Como eu falei, as histórias são legais e tal, mas se eu fosse mais familiarizado com o velho Neil, provavelmente as apreciaria mais. Sei bem o que é isso. No desafio passado eu tbm escrevi um conto que pressupunha o conhecimento, por parte dos leitores, de um contexto histórico além-conto. Funcionou bem para quem tinha esse conhecimento; nem tanto para quem não tinha. Acho que é esse o caso aqui. Quem manja de Neil Gaiman certamente vai apreciar mais este trabalho do que quem não tem tanta familiaridade assim. De todo modo, parabéns pela ousadia.

    • Nyx
      25 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Gustavo!

      Pra você ver como essa coisa de “gosto” é complicado. Você diz que não conseguiu se conectar por não conhecer bem. Enquanto isso, outras pessoas dizem que não conseguiram se conectar por conhecerem bem. Acho que para ser apreciado, a pessoa deve conhecer em meio termo. rs
      É, me lembro do seu conto. Mas você foi muito mais feliz em escolher o livro no qual se “apoiou”, pois muita gente o conhece.

      Enfim, agradeço a atenção e os elogios, e lhe desejo boa sorte no desafio!

  9. Bia Machado
    19 de fevereiro de 2014

    Gostei muito da estrutura do texto e a forma como a ideia foi apresentada. Não li Sandman, talvez isso tenha ajudado a causar em mim o efeito desejado pelo autor. Consegui criar as imagens, algumas partes gostei mais do que de outras, mas no geral foi um texto interessante. Tem várias coisinhas pra arrumar com relação a pontuação e crase, mas é só dar uma revisada com mais cuidado. Boa sorte!

    • Nyx
      25 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Bia!

      Fico feliz que tenha gostado. Tentei sair um pouco da normalidade. Com relação aos errinhos, ainda estou aprendendo isso. Nunca fui muito bom em português, e recentemente com esse maior interesse em escrever , eu acabei me prejudicando por não ter me aprofundado mais na língua portuguesa.
      Enfim, prometo melhoras para o próximo.

      Boa sorte no desafio!

  10. Tom Lima
    19 de fevereiro de 2014

    Você escreve muito bem, Nyx. Parabéns por isso.
    Mas esse conto não me agradou. É belo e, até certo ponto poético, mas sinto que faltou algo. Não sei explicar.

    Seu conto, para mim, é como uma bela pintura que não desperta sentimentos. É bela, sim, mas sem efeito sobre mim.

    Talvez isso se deva ao peso dos personagem do Neil. Você os descreveu até bem e os relacionou com Arcanos, não consigo ver o que há de especial nisso.

    Gostaria de ler uma história de sua autoria, Nyx.
    Até.

    • Nyx
      25 de fevereiro de 2014

      Obrigado pela comentário, Tom!

      Nem sempre conseguimos agradar a todos, não é mesmo? hehe
      Mas fico feliz que tenha lido. No próximo desafio, talvez possa apreciar meu texto.

      Boa sorte no desafio.

  11. Anorkinda Neide
    13 de fevereiro de 2014

    Olha… eu gostei do primeiro ‘capitulo’ e do ultimo tb.. gostei muito!
    Mas dos outros, não consegui me ligar, achei q a narrativa não fluiu e a ligação deles com o tarot não funcionou.. foi o que senti.

    Parabens pelo texto e obrigada por me proporcionar aquelas partes de que gostei de me deliciou a leitura 🙂

    • Nyx
      18 de fevereiro de 2014

      Fico feliz que tenha gostado de alguns. Nem sempre podemos agradar a todos. Caso esteja em dúvida sobre o tarô na história, leia a análise do Eduardo Selga. Ela está perfeita! 😀
      Obrigado e boa sorte para ti!

  12. Thata Pereira
    11 de fevereiro de 2014

    A escrita é realmente linda, viajei nas descrições. Mas como não conheço muito HQ, não me envolvi com os personagens e não fiz a associação. Quem conhece deve apreciá-lo melhor que eu.

    Boa Sorte!

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Thata!
      Não é necessário ler a hq para entender. O comentário do Eduardo explica exatamente como funciona o texto. rs
      Espero que tu tenhas um bom resultado no desafio!

      • Thata Pereira
        14 de fevereiro de 2014

        Vou ler! Esse mês não estou lendo os comentários, por falta de tempo :/ Mas vou ler a análise do Eduardo.

  13. Claudia Roberta Angst
    9 de fevereiro de 2014

    O formato diferente desperta o interesse do leitor logo de início. Confesso que desci e subi o texto, lendo os trechos das músicas escolhidas, descobrindo os arcanos descritos. Olhei, fiquei com preguiça. Tenho preguiça de ler até o que escrevo, mas acabei mergulhando nas palavras. Boas descrições em meio a pedaços de prosa poética. Perdi-me um pouco, mas achei a experiência bem interessante. Parabéns e boa sorte.

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Fico feliz em saber disso. Conseguir fazer você mergulhar em textos longos e desprovidos de diálogos é uma grande conquista! hahaha
      Espero que tenha conseguido se encontrar novamente, quem anda pelos jardins de Destino acabam se perdendo eternamente. Toma cuidado! 😀
      Obrigado pelo comentário e boa sorte no desafio!

  14. Rodrigo Arcadia
    9 de fevereiro de 2014

    Achei boa a estrutura, saindo fora do padrão. e uma grande homenagem aos personagens do Neil Gaiman. cada capitulo é um quadro, uma pintura e descrição, com um toque de poesia contida. corajosa ideia que você teve.
    Abraço!

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Rodrigo!
      As vezes, temos que nos arriscar. rs
      Fico feliz que tenha captado a essência do texto, e lhe desejo boa sorte no desafio! 😀

  15. Eduardo Selga
    9 de fevereiro de 2014

    O que une a série de minicontos que compõem essa narrativa, se não há um vínculo formal entre eles, ou seja, não funcionam como capítulos dentro de um texto maior?

    Apesar de inexistir a relação causa-consequência, pode-se afirmar que há um fio condutor que se forma a partir da mescla de alguns arcanos do tarô e da série em quadrinhos “The Sandman”, além do “fundo musical” formado pelas epígrafes (basicamente de artistas dos EUA, país onde surgiu a série). Portanto, é uma teia de intertextualidades difícil de ser adequadamente analisada nesse espaço.

    Entre os arcanos e os personagens de HQ há uma similaridade que permite a conexão: não são exatamente pessoas ou entidades. Antes, funcionam simbolicamente como arquétipos mentais.

    Ao fim da última linha a estória pode ser contada oralmente pelo leitor? Ele até poderá tentar, mas não surtirá o mesmo efeito potencial que ela possui enquanto escrita, porque é um texto que se sustenta no trabalho estilístico, não no enredo, fragmentado como sugerem as HQ’s. É um texto desenhado, arquitetado, no qual as ligações entre as partes ficam por conta do leitor. Este aspecto, particularmente, considero muito positivo, pois a quebra de linearidade provoca o exercício do literário.

    Muito acostumados que estamos a certos manuais, consideramos falha a ausência de ação no sentido que o senso comum dá à palavra: alguma coisa interessante que acontece. Mas nos esquecemos que “interessante” é subjetivo, depende da recepção do leitor. Além disso, aquilo que “acontece” pode não estar na superfície textual e sim abaixo dela. Assim, é possível escrever um conto sem esse tipo de ação, porém é preciso ter um enorme poder descritivo para que isso ocorra. O conto se torna uma espécie de “pintura textual”, donde se conclui não poder alongar-se.

    A prosa do(a) autor(a) é poética, sem incorrer numa densidade excessiva que costuma acontecer nesses casos e produzindo basicamente dois efeitos: musicalidade (“… e vistos través dos olhos do mundo. Azuis e espelhados, negros e opacos, transparentes e visíveis. Janelas.”) e algumas imagens inesperadas (“A amarelada e CONFUSA luz de um poste é a única testemunha dessa união carnal”). No entanto, é preciso tomar cuidado para evitar clichês discursivos como “Ela era o início, o meio e o fim, e seu nome era Morte” e “…banhada pela escuridão da noite”.

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Sua análise não poderia ser mais correta! 😀
      Fico impressionado como consiga captar a essência do texto com tanta precisão.
      Obrigado pelo comentário e pela dica, e fico feliz que tenha conseguido entender o texto tão perfeitamente!

  16. mhs1971
    9 de fevereiro de 2014

    Achei um dos contos mais originais deste desafio. Foge à estrutura comum dos contos e sua escrita está muito boa. É claro que aqueles que querem seguir somente aqueles padrões de formatação e estrutura de contos estranhe, a proposta do conto é válida. Algumas vezes temos de ser originais para contar uma história. Gosto demais do Sandman e o conto meio que soou um fanfic, mas está valendo. Parabéns

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Fico feliz que tenha gostado, Márcia!
      Realmente essa foi minha intenção: Sair do lugar comum.
      Espero poder agradar outros leitores com a minha originalidade. rs
      Obrigado e lhe desejo boa sorte no desafio!

  17. rubemcabral
    9 de fevereiro de 2014

    Gosto muito de Sandman. Acredito ter lido tudo e todos os spin-offs em que pude colocar as mãos também. Considerei a ideia de unir os perpétuos e os arcanos do tarô algo atrevido, embora até consistente.

    Meu problema com esse conto (ou essa coleção de minicontos) é que além da fusão dos sem-fim com o tarô, as situações apresentadas foram muito próximas de cenas já vistas em HQ, faltou para mim um sopro de novidade maior.

    A cena da Desespero, por exemplo, é idêntica ao encontro dela com o Imperador dos EUA. Notei também que o texto ficou meio contido ou pouco desenvolvido em termos literários, como no miniconto da Delírio.

    Contudo, no todo, achei agradável de ler.

    • Nyx
      9 de fevereiro de 2014

      Bom, eu não iria responder nenhum comentário por agora, mas achei necessário esclarecer que por mais que eu goste de Sandman, ainda não tive a oportunidade de ler tudo sobre. Eu não cheguei a ler a história que você citou, e peço desculpas caso tenha parecido plágio.
      E queria apenas ressaltar, que minha intenção é mostrar coisas comuns, cartas que cumprem sua função, sem surpresas e sem reviravoltas. Apenas o que estão fadadas a fazerem, apenas seu destino.
      Agradeço pelo comentário, e mais uma vez peço desculpas caso tenha parecido plágio, a única coisa que usei foram os perpétuos. As histórias vieram à minha cabeça, e tentei emoldura-las dentro do contexto das cartas.
      Obrigado. 🙂

      • rubemcabral
        9 de fevereiro de 2014

        Eu talvez tenha me expressado mal: não quis insinuar de forma alguma que houve plágio ou algo do tipo. Retiro a palavra “idêntica” – por ser incorreta – e a substituo por “semelhante”.

        Num mundo tão grande de histórias fictícias é comum esbarrarmos em ideias semelhantes aqui e acolá.

        Abraços,

  18. Ricardo Gnecco Falco
    8 de fevereiro de 2014

    O leitor termina a leitura e para por alguns instantes, refletindo diante da esbranquiçada luz refletida em seu rosto. O mesmo rosto cujo reflexo encara, pensativo, diante de si mesmo. Troca sua iluminada imagem pela do teclado, negro. Dedilha as teclas de forma a formar um formato formoso, com o qual decidira expressar-se — diante de si mesmo e da virtualidade dos outros — após concluir, além da leitura, o achado encontrado ao final da reflexão.
    Trata-se, indubitavelmente, de um bom texto. Porém, duvida o leitor — e agora escritor — conseguir encontrar, por mais que procure, algo a mais ali; que reflita além ao extrapolar as barreiras da indiscreta descrição ousadamente descrita. E ali fincada; findada.
    Terminando com afinco a presente expressão de sua impressão, o leitor-escritor encerra por aqui, na verdade logo ali, desejando sorte e enaltecendo o poder descritivo do autor desta obra descritiva, através de um descritivo texto, cuja última palavra acaba de escrever aqui.

    😉

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Eu me pergunto se acabou por gostar, ou não, do texto! rs
      Se teve dificuldades em entender a ligação, nosso caro amigo Eduardo, fez a análise mais correta possível do texto.
      Obrigado pelo comentário e boa sorte no desafio!

  19. Paula Melo
    8 de fevereiro de 2014

    Antes de de tudo lhe dou os Parabéns!
    Um conto diferente de todos que li até o momento,o fato de não ser um conto continuo e sim um conto descrito em quadros demostra a confiança do autor(a). Identifiquei cada paragrafo com as cartas,cada um e único com seus significados, mas combinado com outras carta nos revela um outro significado ( um novo caminho a seguir).
    A escrita está perfeita, esta bem estruturado e com as palavras certas para um texto nesse nível e com essa brincadeira,em uns senti uma fúria,em outros a tranquilidade e em outro até uma escrita meio poética. Você conseguiu dar um tom em cada quadro.
    Outro ponto que gostei bastante foi a parte da musica,foi bem ousado encaixar cada quadro com uma musica,um erro ou uma escolha errada e adeus um bom texto.
    Apenas não gostei dos trechos serem em inglês me dificultou um pouco mas para isso existe o google tradutor,rs. (mas isso e algo pessoal,:) )

    Parabéns e Boa Sorte!

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Fico feliz que tenha gostado, Paula!
      Como eu falei, a sensação de ver que seu texto foi bem recebido, não tem preço!
      A mim não importa ganhar, e sim evoluir minha escrita e cativar meus leitores.
      Obrigado pelo comentário e boa sorte com seu texto. 🙂

  20. Leonardo Stockler
    8 de fevereiro de 2014

    Você escreve bem, isso é inegável. Mas escrever bem, aqui, de que vale? O conto é pura descrição. As coisas acontecem, mas sem que haja realmente ação. As cenas são composições, quadros de um mosaico que, talvez, como no Tarô seja a unidade. Nunca li Sandman, mas acho que nunca ter lido não deve comprometer a leitura. O escritor deve saber que quando escreve algo assim, não pode exigir muitas leituras prévias de seus leitores. Mesmo assim, creio que, o efeito produzido em alguém que leu, acaba sendo mais aproveitado do que em alguém que não leu. De qualquer forma, o conto não me atraiu. Não sei nem se ele é um conto (o que também não seria um problema, mesmo porque eu gosto de quem joga com a forma, só que aqui não sei se o resultado foi muito positivo). As descrições até são boas, mas a sensação no final é de que não aconteceu nada, não li nada. O que aconselho? Não sei, talvez juntar todos esses elementos bons que você tem aí pra realmente contar alguma coisa, alguma história.

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Leonardo!
      É uma pena que não tenha entendido a mensagem do texto. Não é necessária a leitura das Hqs, pois os utilizei apenas como arquétipos mentais, e não as pessoas que os representam.
      Caso tenha alguma dúvida, leia o comentário do Eduardo, que explica exatamente a ideia do texto. Aquele cara lê mentes, sério. haha

  21. Jefferson Lemos
    8 de fevereiro de 2014

    Achei mágico. haha
    Aprecio MUITO Neil Gaiman, e transformar seus perpétuos em representações do tarô, foi muito demais!
    Parabéns e boa sorte!

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Obrigado pelo comentário, Jefferson!
      Também gosto muito de Gaimam, e a ideia me veio, e não pude deixar de executá-la. rs
      Fico feliz que tenha gostado. 🙂

  22. Pétrya Bischoff
    8 de fevereiro de 2014

    Parabéns!, por sua narrativa deliciosa, sua escrita perfeita – a meu gosto- e suas estórias tão bem emolduradas. Com alguma fumaça na cabeça, à meia-noite e pouco, enquanto avançava em teu texto só podia pensar “Não, isso é meu!”, ou ” Porra, eu poderia sim ter escrito isso”, mas não, um outro alguém o fez. E ficou maravilhoso.

    Muitas passagens ao longo do conto me agradaram muitíssimo, no entanto, o primeiro parágrafo d’O Louco ficou mais que lindo com todas as cores e formas e aromas; é algo que faço muito em meus textos.

    Obervação especial não só para as passagens musicais citadas, como também para o ótimo gosto musical do autor 🙂

    Enfim, deveria ficar receosa de um conto que certamente será melhor apreciado que o meu mas, sei lá, gostei muito. Parabéns e boa sorte 😉

    • Nyx
      12 de fevereiro de 2014

      Não sabe o quanto me faz feliz ler seu comentário!
      Acho que esse tipo de reação é o que todo autor deseja, quando apresenta sua obra. Fico agradecido por ter gostado, e fico feliz por mais uma vez, te proporcionar esse sentimento que você aprecia.
      Se gostou, mostra que também tem bom gosto. rs
      Obrigado e lhe desejo boa sorte com seu texto, que aliás, já desconfio qual seja.

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Informação

Publicado às 7 de fevereiro de 2014 por em Tarô e marcado .