EntreContos

Detox Literário.

O Quinto Messias (Jorge Santos)

Maurício entrou no hospital pela porta principal, como era seu hábito todos os dias exceto à segunda-feira, o seu dia de folga. Era um homem banal em todos os aspetos: quarenta anos, recém-divorciado, psiquiatra. Vivia num pequeno apartamento nos subúrbios da capital. O seu único luxo era uma bicicleta Focus com quadro Shimano em fibra de carbono. Era essa a forma que usava para se deslocar, exceto quando a chuva não dava tréguas – nessas alturas, feliz ou infelizmente poucas, preferia usar transportes públicos ou um Uber. Se optava por esta última forma, andava o resto do dia a chorar pela exorbitância que tinha pago. 

Cumprimentou Ivone com o sorriso de circunstância número 354. Ela limitou-se a carregar no botão que abria a porta, sem tirar os olhos da revista que estava a ler. Mascava chiclete que tresandava a morango e deixava um cheiro enjoativo no átrio do hospital psiquiátrico. Maurício atravessou os corredores e subiu um lanço de escadas até chegar ao gabinete que partilhava com Samuel. 

– Porra… eu é que faço o turno da noite e tu é que pareces uma merda? – gracejou o colega de Maurício.

– Se não conseguisses dormir há três dias não dizias isso.

– Sabes o que tens de tomar. É a nossa especialidade: pôr as pessoas a dormir.

– Eu sei. O Diazepam não está a fazer efeito. Alguma novidade?

Samuel passou-lhe um dossier. 

– Temos uma pessoa a dizer que é Jesus Cristo. Entrou numa igreja e desatou a partir tudo, queixando-se de falsa idolatria. 

Maurício leu o relatório. Depois pousou-o na mesa e começou a contar pelos dedos. 

– É o quinto este mês, Samuel.

– Eu sei. Ganhaste a aposta. – Samuel passou ao Maurício uma nota de cinco euros. No mês anterior tinha ganho ele, com os três Napoleões que tinham dado entrada. Um deles, um caso mais grave, dizia ser agora Josefina.

Samuel saiu. Maurício fez um café e preparou-se para as consultas da manhã. Por volta das 11h entrou Jesus. Esperava alguém parecido com os outros quatro, que seguiam mais ou menos o estereótipo (barba e cabelo grandes, túnica arrastar pelo chão). O quinto Jesus não podia ser mais diferente: baixo e completamente calvo, uma compressa de gaze na cabeça. O olhar era profundo e desconcertante. Maurício sentiu-se incomodado. 

– Bom dia. Sentiu dores?

– Não.

– Pode explicar-me como isso aconteceu?

– Estava na rua. Passou um homem que me informou que o regresso de Cristo estava próximo e que devia arrepender-me dos meus pecados. Disse-lhe que eu era Aquele que ele esperava. Ele ajoelhou-se, numa atitude de profunda reveração. Depois apanhou uma pedra do chão e atirou-ma à cabeça, acusando-me de blasfémia.

Maurício escreveu no relatório que o paciente mostrava evidências de esquizofrenia. Ao mesmo tempo, pensava na ironia da situação. Fez um esforço para não sorrir. 

– E o que aconteceu na Igreja?

– Enriquecem em meu nome, esquecem tudo o que ensinei. Mas o Fim está próximo.

Maurício parou de escrever. Vieram-lhe à memória as aulas de catequese, o estudo da Bíblia e a grande confusão que fez com que, mais tarde, abandonasse a Fé e se tornasse um ateu praticante.

– A dúvida habita no teu espírito. Mas, no fundo, sabes a Verdade. – disse o suposto Jesus. A voz enchia o consultório. Era profunda e transparecia uma paz quase impossível de suportar.

– A Verdade é que o seu discurso e os seus atos não se distinguem dos discursos e atos dos outros quatro homens que este mês estiveram sentados nessa mesma cadeira a afirmar serem o Messias. A Verdade é que não me cabe a mim resolver os problemas da humanidade. Sou apenas um psiquiatra.

O suposto Jesus fixou o olhar em Maurício. 

– Não mudou muito desde os tempos em que se ajoelhava na Igreja, obrigado pela mãe. Fitava a imagem que fizeram de Mim na cruz e pedia para que tudo aquilo acabasse rapidamente para ir brincar. Não é muito diferente do pregador que nega a Minha existência. Mas, no fundo, sabe a Verdade.

Maurício fez uma pausa. Pousou a caneta. 

– Não há nenhuma criança que não pensasse o mesmo, nessa altura.

– É essa a Verdade?

Maurício olhou para as horas. Tinha mais três pacientes. Receitou medicamentos e pediu ao enfermeiro para levar Jesus para o quarto. Notou uma diferença na atitude do próprio enfermeiro, que normalmente se conseguia abstrair dos problemas dos utentes do serviço, algo essencial para não necessitarem, eles próprios, desses mesmos serviços. Durante o resto do dia, Maurício não conseguiu deixar de pensar no caso. Jesus estava ali, no hospital psiquátrico. Para o salvar a ele e ao resto da humanidade. 

À noite, os sinais do Fim começavam a tomar forma. A guerra foi formalmente declarada pelo bloco formado pela Rússia, a Bielorrússia, a China e a Coreia do Norte. No Médio Oriente, os países Árabes declararam guerra a Israel. Entretanto, o Salvador estava preso num quarto da ala de pacientes agressivos no hospital psiquiátrico onde Maurício trabalhava. Este decidiu que já havia tantos malucos no mundo que mais um não faria a diferença, pelo que no dia seguinte deu alta médica a Jesus. 

Samuel questionou-o sobre essa decisão. O quinto Jesus, como ele lhe chamava, tinha causado danos avultados no templo. Os donos, um grupo religioso que praticamente detinha o poder na cidade, queriam vê-lo a apodrecer na cadeia (e isso, gracejou Samuel, porque entretanto a flagelação e a crucificação eram politicamente incorretas). Por outro lado, havia o problema de Jesus não ter residência nem trabalho. 

– Vai viver comigo e o tipo que tem o restaurante na minha rua está a precisar de funcionários.

   Maurício falara sem pensar, num impulso. Samuel encolheu os ombros e assinou o papel da alta.

– Tu é que sabes. É mais uma acha para a fogueira, sabes que o Dr. Bruno está à espera para te queimar.

Maurício sabia. O relacionamento entre médico e paciente deveria terminar nas paredes do hospital, mas também sabia que o que estava em jogo valia a pena correr o risco.  

     Jesus não tinha absolutamente nada de seu a não ser um par de calças que alguém lhe tinha dado e que eram dois números acima, um par de sapatos desportivos com luzes e uma camisa havaiana. Não era propriamente o adequado para o regresso do Messias, pelo que passámos por uma loja de roupa para fazer um update. Por todo o lado havia alvoroço. A guerra mexia com tudo e com todos. As fábricas fechavam por falta de matéria prima, as lojas começavam a não ter nada. As pessoas açambarcavam víveres e rara era a casa que não tinha um armário com comida enlatada para três meses. 

– Porque fez isto, Maurício? – perguntou Maurício. Iam os dois a pé, Maurício levava a bicicleta pela mão e não sabia o que responder. Tinha sido chamado à direcção e alegara umas desculpas esfarrapadas baseadas num estudo da psicologia moderna. No fundo, Maurício seguira o que o seu coração ateu lhe mandava: na dúvida, o hospital psiquiátrico era o último lugar para o suposto Filho de Deus. Especialmente com o fim do mundo à porta. Poderia ter representado, também, o fim do seu contrato de trabalho, mas isso não acontecera. Entretanto já tinham recebido mais um utente a dizer ser Jesus, aquele a quem Samuel chamou de “Sexto Jesus”, este sim como manda a sapatilha: alto, magro, longa cabeleira e barba a condizer. Não abria a boca sem proferir uma passagem bíblica mas felizmente reagia bem à medicação, pelo que passava o tempo a dormir. Um dia revelou ser Bonifácio da Purificação, pai de dois filhos, corretor imobiliário, e foi à sua vida.

– Por vezes o ilógico é a única saída – disse por fim Maurício, e Jesus concordou. Chegaram ao pequeno apartamento. Maurício cedeu o seu quarto ao hóspede. Ficaria a dormir no sofá.

Jesus abanou a cabeça. 

– Tenho de continuar a minha missão.

– Vai sair da cidade?

– Não.

– Tem de se apresentar semanalmente na polícia e de ter residência fixa. Pode entrar e sair deste apartamento quando quiser, desde que não traga mais ninguém. Tenho plena confiança em si, mas estamos no século XXI e até para o Messias há regras a cumprir.

Jesus ficou algum tempo em silêncio, a olhar para o exterior. 

– Em breve, as regras deixarão de fazer sentido. 

Maurício sentiu um calafrio na espinha e foi tomar banho. Quando regressou, Jesus já não estava no apartamento. O psiquiatra sentiu-se um verdadeiro idiota por ter acreditado. Aqueceu comida no micro-ondas e ficou a ver o jogo da NBA. Mesmo em estado de guerra, o mundo não parava de tentar demonstrar um cenário de falsa normalidade. Depois do jogo viu um filme e acabou por adormecer, depois de dar voltas à cabeça para tentar justificar o facto de ter acreditado num desconhecido – mas não precisou de justificar porque, quando acordou, Jesus estava sentado a seu lado, num estado de profunda concentração. 

– O Fim está próximo. – Disse Jesus, que em seguida foi em silêncio foi para o quarto.

  Maurício ficou a meditar naquelas palavras. O Fim poderia estar realmente próximo, e os acontecimentos brutais das semanas seguintes provariam isso: Paris e Londres tinham deixado de existir. Em retaliação, os Estados Unidos tinham atingido São Petersburgo. À medida que o mundo entrava em pânico, aumentavam também os seguidores de Jesus. Cumprindo as regras, usava o apartamento de Maurício como residência, apresentando-se à polícia todas as quartas-feiras. No exterior, milhares de pessoas faziam vigília, faziam cânticos e acendiam velas. Jesus ficava com eles até à meia-noite. Depois subia ao apartamento de Maurício onde ceava em silêncio. Era quase impossível encontrar alimentos, mas a pequena multidão partilhava o pouco que conseguia arranjar, pelo que nunca faltava nada. 

Maurício conseguiu reconhecer algumas das pessoas que seguiam Jesus: o pastor evangélico que o tinha atingido com a pedra na cabeça era um deles. Depois de reconhecer o seu erro, mostrava-se agora um profundo arrependido. Também o Sexto Jesus, Bonifácio da Purificação, ali estava, de cabelo e barba cortados e acompanhado da sua família. 

Todos os dias de manhã Maurício passava por eles na sua bicicleta, em direcção ao trabalho. A guerra tinha provocado uma crise energética, pelo que eram cada vez mais as bicicletas que via na estrada, para além de trotinetes e de um ou outro cavalo. Eram muitas as pessoas que abandonavam a cidade em direcção ao campo, certas de que seria o próximo alvo de uma guerra insana. 

Um dia chegou a casa e não viu ninguém, nem na rua, nem no apartamento. Jesus deixara-lhe apenas um bilhete com uma morada. Era um sítio que Maurício conhecia bem, ficando a cerca de 20 km a oeste da cidade, num parque industrial ao abandono. Sentiu um forte impulso para ir para lá. Uma força imensa, quase inexplicável. Mesmo assim, continuou a fazer a sua rotina diária. 

 

A mensagem chegou no meio de uma consulta. No whatsapp (um dos poucos serviços que miraculosamente ainda funcionavam), Maurício recebeu uma mensagem de Jesus: APENAS AQUELES QUE ACREDITAREM SALVAR-SE-ÃO. O facto de estar em maiúsculas realçava a urgência, pelo que Maurício deixou o paciente, avisou Samuel e saiu porta fora a correr. Montou na bicicleta e dirigiu-se ao parque industrial. No caminho encontrou um grupo que queria ficar com a bicicleta. Num gesto indiferente, atirou-a ao chão e correu os poucos quilómetros que faltavam. 

Chegou ao parque industrial exausto, empapado em suor e com os pulmões a arder. Encontrou facilmente o que procurava, um antigo pavilhão, cheio de gente de todas as etnias, de mãos dadas e a fazer orações nas mais diversas línguas e religões. Maurício reconheceu algumas das pessoas que tinham estado em vigília no exterior do prédio onde morava, mas o seu número era exponencialmente maior. No centro estava Ele, que falava através de uma aparelhagem sonora improvisada. A Sua voz ecoava pelo pavilhão, a Palavra era de união, entreajuda e paz.

“É agora”, disse-lhe uma mulher dos seus cinquenta e poucos anos. Estendia a mão a Maurício, que se uniu a eles. Deu a mão a um muçulmano e formaram um dos vários círculos em redor Dele. Unidos por um só coração, as dúvidas desvaneciam-se e o caminho era claro. 

Subitamente, fez-se silêncio. 

“Fecha os olhos”, sussurrou o muçulmano. Maurício assim fez, não sem antes ter a certeza de que Jesus olhava para ele e o calor do seu sorriso era o suficiente para dar força. Primeiro sentiu um calor imenso, depois o chão tremeu violentamente e os poucos vidros que ainda restavam estilhaçaram-se. Finalmente veio o som mais forte que Maurício alguma vez tinha ouvido e o vento que só não os arrastou porque estavam unidos num único corpo.         

Quando abriu os olhos, viu que Jesus já não estava no meio da multidão. Maurício nunca mais o veria. Ao sair do pavilhão, olharam para leste e constataram que a cidade tinha sido completamente destruída pela explosão nuclear. No meio do pânico e da consternação geral, regressou à cidade, com o firme desejo de ajudar e de transmitir a Sua palavra.

11 comentários em “O Quinto Messias (Jorge Santos)

  1. Felipe Lomar
    11 de dezembro de 2021

    Oi, Jorge. Seu sarcasmo e seu humor ácido são inconfundíveis.
    Como sempre, um conto primorosamente escrito. Enquanto o mundo enlouquece, Jesus está internado em um hospital psiquiátrico. Acho que isso resume a mensagem do conto, que brinca muito bem com a volta de Jesus. Talvez o final pudesse ter mais impacto, mas acho que ele é ofuscado por todo o resto do conto, que é praticamente perfeito.
    Boa sorte!

  2. Renato Silva
    11 de dezembro de 2021

    Olá, tudo bem?

    Eu entendi como o mito da volta de Jesus Cristo, algo esperado (e desejado) pelos cristãos há mais de dois mil anos. No meio disso, um monte de maluco se achando Jesus Cristo ou fingindo ser ele. Vejo como isso é conduzido ao longo do conto e a transformação de Maurício, bem apresentada. Apesar de tratar de um tipo de “lenda urbana”, não é exatamente sobre mitologia este conto. O final não me surpreendeu, mas foi uma boa opção.

    Boa sorte.

  3. opedropaulo
    11 de dezembro de 2021

    Uma abordagem interessante do mito da “segunda vinda de Cristo”, a brincar com a tensão entre os blocos antagônicos da OTAN e da coalizão sino-russa. O elemento geopolítico é mais um recurso para propor um cenário apocalítico de guerra nuclear, para o que funciona normalmente. Enraizar o desenrolar dos fatos a partir dos olhos do protagonista foi também uma ótima escolha da autoria, resultando em um texto essencialmente humano, em que as crenças são revitalizadas e o elemento mítico, antes banal, vai tomando uma proporção perigosamente real à medida que avança, convertendo ateu em missionário em um mundo que simplesmente “resta”. Apesar de abordar tema e contar uma história perfeitamente bem, a maneira como a trama vai se desenrolando segue em uma gradação bastante previsível, que serve para finalizar a história, mas não para surpreender e impactar o leitor, ainda que se reconheça que o conto tem força.

  4. Jorge Santos
    10 de dezembro de 2021

    Olá, Maurício. Gostei desta sua abordagem, radicalmente diferente dos contos que já li neste desafio. De facto, não noto a mitologia Cristã diferente da mitologia Nórdica, especialmente quando tocam temas que ainda não aconteceram, como a segunda vinda de Cristo. Mudaria algumas coisas no texto, conforme já foi indicado pelos meus caros colegas comentadores. O final é excessivamente brusco, mas no geral o texto flui bem. Parabéns.

  5. Cícero G Lopes
    7 de dezembro de 2021

    Começo a leitura, me assombro e digo: “É disso que estou falando, pá”! “Um conto com cara, cabeça, tronco e membros de conto e não aqueles arremedos de dar medo, parecendo compilados de Wikipédia”! E, mais adiante descubro uma palavra nova, desconhecida para mim – “Utente”! Vou passar a usar muito – os utentes do SUS… A história é criativa, original, meio anedótica, tem uns escorregas aqui e ali, mas nada que a desabone. Tipo: a guerra é anunciada num dia e no outro já se sente falta de artigos e mercadorias. E outra; se a cidade foi destruída por uma explosão nuclear, como o médico retornou a ela, para levar a palavra? Também concordo com outro leitor que falou da impressão que o autor correu para finalizar o conto e a obra perdeu um pouco de potência. por fim, onde está a mitologia do conto? Mitologia cristã, talvez? Por último, o pseudônimo seria uma confissão da redenção do ateu diante de Deus? Adorei. Boa sorte e parabéns.

  6. Kelly Hatanaka
    3 de dezembro de 2021

    Oi Maurício.

    Minha avaliação será feita com quatro critérios: tema (2 pontos), correção/escrita (2 pontos), criatividade (3 pontos), personagens (3 pontos).

    Tema (2): Puxa, mais um conto que aborda religião. Como já comentei no outro, há quem diga que toda religião é um conjunto de mitos, há quem diga que é tudo a mesma coisa e há quem diga que são coisas totalmente diferentes. Eu não sei. Porém, se considerarmos a tradição judaico cristã como um conjunto de mitos, aqui a figura de Jesus ocupa o espaço central da narrativa e tudo gira ao redor dele e da história do apocalipse.

    Correção/escrita(2): uma escrita muito correta, segura e fluida, agradável de ler.

    Criatividade(2):Uma boa história que me remeteu à ótima série da Netflix, Messias, você assistiu? Achei maravilhosa. A premissa é boa. Só me confundiu um sexto Jesus que apareceu lá pelo fim do conto. Qual a finalidade dele? Eram todos Jesus mesmo, todos os seis?

    Personagens(2): Os personagens são bem feitos, bem desenhados. Só me incomodou a rapidez com que Mauricio, um ateu praticante, acreditou em Jesus, inclusive, correndo riscos e quebrando regras profissionais para ajudá-lo. Senti falta de algo que justificasse esse súbito salto de fé.

    Parabéns e boa sorte

  7. Sidney Muniz
    30 de novembro de 2021

    Notas:

    Título –>4
    Enredo –> 2
    Personagens –> 2,5
    Originalidade –> 1
    Gramática –> 3
    Impacto –> 1
    Ambientação –> 3,5
    Narrativa –> 2
    Extra –> 0
    Dentro do tema? Sim, ainda que eu tenha ficado um pouco pensativo. 5
    Total: 24

  8. Sidney Muniz
    30 de novembro de 2021

    Bem, antes de começar deixarei aqui como estarei avaliando cada conto: Distribuirei 40 pontos em minha avaliação da seguinte forma:

    Título: 3

    Enredo: 5

    Personagens: 5

    Originalidade: 5

    Gramática: 5

    Impacto: 5

    Ambientação: 5

    Narrativa: 5

    Extra: 2 ( A cada uma nota máxima o autor recebe extra 0,4, ou seja se eu julgar que o desenvolvimento dos personagens é nota 5, ganha 0,4. Para ganhar os 2 pontos tem que ganhar 5 notas 5, título não conta para o extra.)

    As notas estarão em um segundo comentário para que a moderação libere quando for permitido!
    Com relação adequação do tema será acrescido a nota 0 caso eu julgue não se enquadrar no tema e 5 caso se enquadre em minha opinião. 8 ou 80!

    —————————————————————————————————————-

    Vamos para minha avaliação, lembrando que ela é apenas pessoal e não tem o intuito de denegrir a imagem do autor(a), apenas quero ser sincero e mostrar no que pode melhorar, afinal estamos em constante evolução:

    Título: O Quinto Messias – Bom título. Gostei!

    Enredo: Então, não gostei muito do enredo, ele está aí, mas a história acaba ficando um pouco confusa, não há um norte ideal, não é um texto fragmentado, mas também não é nada coeso. É algo desordenado e pouco lapidado. A ideia também não é inovadora a respeito de novos messias, ou falsos messias, temos até uma série “Messias” que tem um pouco dessa pegada com diferentes situações e cenas obviamente. Mas não curti mesmo.

    Personagens: Não consegui captar a essência dos personagens, até pr que o autor(a) nos apresenta possibilidades distintas e pouco dá corpo a essas possibilidades. Fiquei querendo saber mais do cerne desses personas, de como vieram a acreditar ser o Messias, de cada situação. No final ficamos ainda mais frustrados com o desfecho.

    Originalidade: Como disse antes, é uma ideia já batida a do falso Messias, ainda que exista o verdadeiro entre eles ou que essa dúvida paire no ar. Não achei inovador.

    Gramática: A gramática não está ruim, poucos erros, porém a pontuação deixou o texto corrido e as pausas são abruptas prejudicando a narrativa.

    Impacto: Para mim novamente entro no texto e saio com a falta de algo, perdido em uma narrativa que não me cativou e numa história que vende uma ideia já antiga. Infelizmente não funcionou comigo.

    Ambientação: Também não encontrei as cenas que eu procurava, faltou um pouco mais de descrições dos possíveis Messias, por mais que em determinado momento da história o autor tente nos passar isso, ainda assim, achei que fiou devendo. Nota:

    Narrativa: Assim como expliquei na gramática o narrador parecia meio robotizado devido a forma como os parágrafos foram escritos, faltou algo mais suave na narrativa para que a leitura fluísse mais. Está tipo assim: Aconteceu algo, ponto. Foi em algum lugar, ponto. Comeu um hamburguer, ponto.

    Não teremos pontos extras aqui também!

    —————————————————————————————————————-

    Considerações finais:
    No mais desejo sorte no desafio, fico feliz que esteja escrevendo e buscando esse tipo de certame onde aprendemos e ajudamos dando a opinião sincera de nosso “eu leitor” a respeito do trabalho de colegas escritores! Obrigado pela oportunidade de ler e opinar a respeito de seu trabalho!

  9. antoniosbatista
    30 de novembro de 2021

    O enredo não é ruim. O conto está bem escrito. A meu ver, a história não tem a Mitologia Clássica de origem grega, nórdica, brasileira, etc. Porém, pode-se considerar que o mito está presente entrelinhas, na metáfora do messias, na loucura, no processo terapêutico de Maurício em relação ao seu paciente e o distúrbio mental que o acomete no final.

  10. Emanuel Maurin
    29 de novembro de 2021

    Maurício, olá. Tudo de bom para você.
    Um psiquiatra esfarrapado trabalha num hospital e recebe um paciente que diz ser Jesus. Em meio a uma guerra nuclear o psiquiatra começou a levar a palavra de Jesus para salvar almas. Na minha opinião psiquiatra não atende dessa forma, achei bem pobre as questões apresentadas no consultório. Tá parecendo assunto de bar. O conto tem uma boa estrutura, mas não é fluido. Boa sorte no desafio.

  11. Lucas Suzigan Nachtigall
    28 de novembro de 2021

    Em termos de estrutura, o conto prende bastante a atenção. Está na temática, e sinceramente achei positivo.
    Algumas considerações superficiais, entretanto, precisam ser feitas.1- Alguns pontos carecem de revisão: “Palavra”, quando se refere aos ensinamentos de Jesus, está em maiúsculo, mas na última frase está grafado com inicial minúscula. O conto é narrado em terceira pessoa, no entanto, há um “passámos” no meio do texto que eu acho que não deveria estar ali.
    2- O conto tem bom ritmo, mas o parágrafo final é súbito, como se tivesse sido escrito às pressas e encaixado meio que de qualquer jeito no restante do texto. Acho que ele poderia ser reescrito, para que ele fique “com mais cara”, em harmonia com o restante.
    De resto, parabéns pelo conto.

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Publicado às 27 de novembro de 2021 por em Mitologias e marcado .
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