EntreContos

Detox Literário.

A Tragédia de Silvina Maria (Matador de Dragões)

Ato I

— Não vá se perder por aí, por essas bandas, veredas, traçando um descaminho, trombando a cada curva com um penhasco ou abismo, flertando com a sorte e a morte, a pouca sorte que lhe resta, ainda que não mereça, do bom Deus, nosso Senhor. Meu filho, você partiu menino, me lembro de ti, farreiro no quintal, tu mais Amâncio no andar calmo das horas, cavalgando cavalo de pau, rabiscando sonhos na terra, atirando pedrinha em guerra inventada, transformando tábua velha em gloriosa nau.  Hoje, retorna encorpado, homem, rosto marcado por agruras da vida, pelo olhar opaco de quem viu a morte, de quem tira a vida. Meu filho, teu semblante me vem com feições de agonia e socorro, teu corpo em meu colo tem o peso de mil almas e o cheiro da tua infância está acobertado com o odor adorado pelos abutres na espreita do bote. 

Meu filho…

— Minha mãe, já é sabido o motivo da minha saída, meu pai finado a contragosto, assassinado a mando de Tuto Lanhoso por razão comezinha. Tu na labuta de assumir-lhe o posto, trabalhava a noite para ganhar o dia, roçava o dia para nos dar o leito a noite. Ainda assim, debaixo do açoite, a cumbuca carecia do ordenado e a cuia de comida. Não adiei partida, Amâncio ficou, penso que amansou minha ausência. Eu tinha sede de sangue, como vingança encarnada abati Tuto Lanhoso, minha alma ao tinhoso entreguei como recompensa. 

Aí desandei, em bandos e arrastões, assolando cidades, currando batalhões, enfrentando a ferro e fogo quem alardeava colhões para bater-se com José Arnaldo, meu nome de batismo, pois a alcunha que me legaram foi a de Matador de Dragões. 

— Filho, te assanhas, tua carne é frágil ao contar façanhas, aos meus olhos tua tosse cresce, o peito range e a garganta arranha. Tua glória narrada sai como um fiapo fraco do corpo magro, teu destino quedou-se macabro, e a vida mesmo te dará cabo por ter entregado os caminhos ao diabo. Ainda há tempo, entretanto, para atender de tua mãe o pranto, descansar no colo do Senhor que a tudo perdoa. Até o mais bronco, de ação atroz, com Deus a sós há de ser desculpado. Não se esqueça, meu pequeno, que do lado de um bandido Cristo foi crucificado. 

— Mãe, teu desespero afugenta o juízo, não há lugar no paraíso para um filho desgarrado, um vil assassino. Tanto faz o jurado, na lei dos homens ou na lei de Deus, ei de ser condenado, pois é grave o pecado, não há outra sentença, não alimente sua crença em perdão infundado. Encontrarei naquelas bandas, nas fronteiras infernais, pistoleiros e justiceiros, todos na condição de iguais, capatazes e bandidos, meretrizes e hereges, desonestos juízes e também quem rege, com ganância e vilania, causando fome e agonia, os distritos desta cercania. 


A vida se vai do meu peito manchado, meu único arrependimento te será confessado, pois só a ti diz respeito e não há outro jeito de fazer o acertado. 

— Filho, espera e descansa, como nos teus dias de criança onde a lei era brincar. Pouco me interessa suas desventuras, tua cura é o remédio para minha dor aplacar. Amâncio saiu a tua procura, logo ele, pacato e de pouca bravura, tomou cavalo e se foi, em breve voltará. Eu, tu mais teu irmão, podemos deixar o passado para trás, refazer a vida em algumas dessas capitais, enfrentar a lonjura, entregar o destino nas mãos do Pai Celestial que sabe o que faz. 

— Mãe te garanto, pesando um tanto, que eu mais Amâncio não nos veremos jamais.

— Filho, há sempre um mistério, mas não sei o critério, nas escolhas do altivo. Ele escreve suas linhas, prepara o caminho, feito pano de linho, nos enlaça e enreda na lida da vida com destreza sagaz.  Assim faz o Deus vivo, espera um filho partir para mandar outro de volta, e sob a escolta dos anjos sei que Amâncio virá em paz. Creio, com fé contumaz, terei meus frutos à mesa, sentados, como naquele abençoado tempo que jaz. 

— Mãe, percebo que padeço, o passado cobra o preço por aquilo que fiz. Não mereço tua piedade ou figurar tuas esperanças, mas vejo a bonança de me encontrar em teus braços no momento derradeiro. A lei mais justa é a do tempo, contra ela não há argumento, o meu já finda e é hora de te anunciar. A morte à galope, alcunhada de Antônio das Mortes, vem no meu rastro para se certificar. 

— Amâncio dará um jeito, falará manso com o delegado, avisará desse esconjurado que quer te caçar. Ainda há tempo de se entregar, pagar a pena na lei dos homens, regenerar a chaga interna, findar tua saga vermelha, resgatar a centelha do menino que há em ti. 

— Mãe, você é pia e pura, de grande virtude para dizer o que diz, mas o homem mau não ri, apesar do absurdo daquilo que escuta sobre esperanças de ser feliz. Antônio foi contratado pelo Estado, tem parte com o delegado e com o oculto. Perito na arte da morte, nela não tem escrúpulos, levará minha cabeça a prêmio, percebo a sentença sem ser arguto, pois desde o primeiro milênio, na origem do mundo, o homem se faz corrupto. 

— Ao menos se teu irmão aqui estivesse, teria meus meninos comigo, espero que logo regresse. Que Deus atenda minha prece! 

— Mãe, ouça, digo que clama à toa. Se tranquiliza o teu coração, trago duas notícias, uma má e outra boa. Aproveito e confesso, enquanto minha voz ecoa com rouquidão, já encontrei Amâncio, meu querido irmão, mas na minha fuga o matei, no jogo atroz da perseguição. 

— Não pode ser verdade, tamanha calamidade! 

— Ele estava junto do bando que me caçava, a arma para mim apontava, quando se deu a fatalidade.

— Delírio de moribundo! Tamanho despeito! A seta das tuas palavras faz furo profundo no meu já ferido peito!

— Não é despeito, pois confesso o real. Antônio das Mortes, Amâncio e mais uns na emboscada estavam mocados, teve tiro trocado, mas só um fatal. Reconheci na debandada, a face apagada, o semblante sofrido, sangue como o meu, ali escorrido. Falou de ti, de suas mazelas, que não queria me atingir, mas foi enganado pelos homens que tentou persuadir. Lhe deram um gibão, um trabuco na mão e passou a me perseguir. Queria me convencer, sem saber, que o intuito verdadeiro era me fazer subir. 

— Ai de mim!

— Sim, minha mãe, a mão que agarras deu cabo de Amâncio, foi essa mão que o sepultou num pé de juazeiro, daquela boca que saiu o meu paradeiro, dela correu a notícia até meus algozes, deles fujo em pé de vento ligeiro, da consequência do crime após o pecado primeiro: matar o próprio irmão. 

— Ai de mim!

— Tamanha é a dor, imagino, o fardo de seu padecer, mas padeço eu também minha mãe, às vésperas de morrer, correndo com sofreguidão, esporando o alazão para teus braços me acolher. Veja, abaixo do colete, o corpo fechado era meu tesouro. Após verter sangue do meu sangue, se tornou mau agouro, trespassado por bala de Antônio das Mortes, deixando um rastro rubro no caminho, procurando teu carinho, perdão e acolhedouro. Me enterre lá atrás, onde por último vivi em paz antes de ser dos homens matadouro, onde olhava o céu e via apenas o azul, não a casa para onde enviaria as almas de minha pontaria, ou onde lhes seria negado ingresso pela vida marginal colada com belzebu.

— Ai de mim!

— A mãe, minha mãe, entendo suas lágrimas de amargura, os frutos do teu ventre a caminho da sepultura, o coração da senhora ameaça secura. Assim é a vida, com destino ou não, minha vista já embaça, de vermelho a roupa empapa, já não sinto calorão.  Peço que me enterre aqui, munido de revólver e bala, para combater no inferno contra as almas que mandei para a vala. 

— Ai de mim!

Digo que lhe amo, fui feliz enquanto infante, já não sigo mais adiante e minha boca agora se cala. 

— Ai de mim!

Ato II

— A morte vem à galope, capa preta e chapéu. No lugar do tridente um rifle nas costas, carregado e apontado para o céu. O rosto é barbado, o cenho fechado, carranca do mal, chega turrão. Atravessa a porteira, me vê na soleira e brami com voz de demônio e trovão. 

— Onde está o Matador de Dragões?  Pois ei de buscá-lo, sua cabeça vale ouro e um bocado de cavalos. Quem clama é Antônio das Mortes, a má sorte em pessoa, a sua será boa se me entregar sem pestanejo o chamado José Arnaldo, filho do sertanejo morto a mando de Tuto Lanhoso. 

— Pois averigua a terra, Antônio das Mortes, que lá repousa meu menino, nem tão fundo cavarás e encontrará a casca sem a alma do defunto. Morreu sem trato fino, confissão ou crucifixo, só com trabuco na mão, te esperando em outro mundo.

— Senhora, só levo embora aqueles que me pagam para matar, em respeito ao seu morto, em breve vou me retirar. Visto preto, como vês, contigo faço par, trago luto por onde passo, só careço de confirmar o rosto do procurado para assim me apartar.

— Duvidas que nessa terra fresca descansa José Arnaldo, fagueiro menino que pari aqui, irmão de Amâncio, também finado?

— Tudo que sei, do céu e da terra, não sei de ouvido, muito menos de livro por doutor escrevido. Meu saber, minha senhora, é de ver com esses olhos e de ser muito vivido. Assim sendo, me entenda, não quero causar contenda, mas para me dar por satisfeito, preciso ver o rosto do seu filho, para mode avisar o delegado eleito, fazer saber o prefeito, que o Matador de Dragões já era, que nesse solo não prospera, mas no inferno nos espera com o revólver no peito.

— A exumação só acontece depois de um bom tempo passado, tendo os vermes já comido o corpo putrefato, mas se quiser, vá em frente, confira o fato, faça o que tem em mente, desenterre meu menino que no ato o verá de corpo quente. Sofrimento igual passei, tenho certeza de que não há, duvido até de Deus, enlutada e amargurada, nada mais me atingirá. Apanhe aquela pá, trabalhe logo e com pressa, a vida de um filho morto não regressa e eu preciso descansar.

— Sim, minha senhora, não faço pouco caso do nosso acordo de paz, penduro o rifle no cavalo, troco ele pela pá. Cavo depressa a terra fofa desse buraco um tanto raso, escavado sob pranto com a fraqueza de seus dedos calejados. Sendo assim, não por acaso, o corpo vem logo a emergir, e eis que aqui está, a cara do procurado, o Matador de Dragões, inofensivo e derrotado, só não entendo o rosto tranquilo e o punho desarmado.

— Pois saiba, Antônio, que tu estás sob minha mira. Meu nome, tão cedo não se esqueça, é Silvina Maria, mãe de José Arnaldo e Amâncio que não tem medo e também atira!

— Demônio!

— Ou anjo, depois me resolvo, com Deus ou com o diabo. Aceito a dupla ira, do revólver do meu filho parte o tiro que a vida lhe tira.

— Demônio!

Sucumbe, Antônio das Mortes, na trilha da inflamada pira. Suja este chão miserável! Enterrarei novamente José Arnaldo, agora em cova funda, com a arma que te feriu presa no cinturão, munida e polida, mas tu descerás apenas com a carcaça imunda, sem rifle ou ferro louvável, só trajando a capa e o chapéu, e será afligido pelo castigo do inferno e do céu. Tomba, morre, desgraçado! Tomo teu alazão, tuas armas, parto sem deixar recado, sozinha, sem o que de mais valia tinha: o amor das minhas crias e o sossego de tê-los do lado.

Parto, viro lenda, cordel cantado, boataria. A mãe de luto que vinga os filhos matando o Dragão da Maldade, verdade que alardeia em toda vila, grande cidade, comunidade e feitoria, assustando autoridade na história registrada como a Tragédia de Silvina Maria.

Ai de mim!

Ai de ti se me encontrar perdido por aí!

6 comentários em “A Tragédia de Silvina Maria (Matador de Dragões)

  1. Wilson Barros
    17 de setembro de 2021

    Muito criativa a ideia de escrever um conto em versos. Eu teria disposto em versos mesmo. Na verdade, o conto aqui é parecido com um peça teatral.
    Existem na literatura muitos contos rimados. Destaque para os de Artur Azevedo, os melhores da literatura brasileira. A literatura de cordel foi praticamente abandonada, depois de dar de comer a centenas de autores, por uma simples questão de moda. Escritores de poemas rimados, porém estão voltando com toda a força. Às vezes as pessoas se esquecem que um dos livros mais vendidos da literatura brasileira é “Eu e outras Poesias”. Inclusive li um conto deste desafio que cita um verso desse livro.
    A história é muito interessante. Já li um conto de Guy de Maupassant parecido, a história de uma mãe que vinga o filho. Aqui é mais intensa, as rimas são muito fortes e ricas. Há frases muito belas.
    “Hoje, retorna encorpado, homem, rosto marcado por agruras da vida, pelo olhar opaco de quem viu a morte, de quem tira a vida. Meu filho, teu semblante me vem com feições de agonia e socorro”
    “como nos teus dias de criança onde a lei era brincar”
    “A morte vem à galope, capa preta e chapéu”
    Um conto muito belo e poético.

  2. misapulhes
    16 de setembro de 2021

    Olá, Matador.

    Resumo: O conto, que usa elementos do teatro (os dois atos, o esquema todo em diálogos) e do cordel (a poesia e o drama nas falas), é, antes de tudo, no meu ver, isso mesmo: um conto. Eu não tenho nenhum problema com a imersão nos outros gêneros citados, porque o que predomina é o fato de se tratar de uma história curta. Lato sensu, um conto é justamente isso. Há flexibilidade na definição. Feita a defesa do gênero, o resumo (agora sim): é a história de um filho que regressa aos braços da mãe para neles morrer, trazendo, além dessa dor, a da confissão de ter tirado a vida do próprio irmão. O protagonismo, que vacila entre filho e mãe, é ao final posto definitivamente nas mãos amáveis desta que, não obstante, empunha a arma do filho para vingá-lo!

    Considerações: Que conto matador! (Que porcaria de trocadilho, né?! Mas como não vão dar notas pros comentários, só pros contos, permiti-me! Haha). Eu simplesmente fiquei encantado. Talvez pelo pouquíssimo contato com a literatura de cordel, soou-me algo novo. Mas pelo não pouco contato com a poesia, soaram-me belíssimas também as construções, as rimas (principalmente as internas), as imagens. Impossível ser mais poético.

    A dramatização nas falas encaixa-se perfeitamente com o gênero tragédia, com o gênero teatro, com o tema da história. Quando o filho disse que não mais encontraria o irmão, soou-me que a história demorou a revelar o que já nos tinha sido indicado: que ele matara o próprio irmão. Mas quando isso se revelou, o autor o fez de modo a acrescentar detalhes que realmente geraram surpresa. De modo que a demora entre a “dica” e essa revelação não foi um erro.

    O final, apesar de poder ser de algum modo previsto conforme o segundo ato se desenrola, também tem o seu impacto, como em geral o gênero conto costuma fazer.

    Talvez um parágrafo ou outro um pouquinho mais curto? Ah, sei lá… é muito subjetivo exigir isso. Eu nem sei se eu realmente trocaria algo. Achei o trabalho formidável. Até agora, o meu preferido, SEM DÚVIDA!

  3. Andre Brizola
    14 de setembro de 2021

    Olá, Matador!

    Imagino o imenso trabalho que você teve na composição desse conto. Se para conseguir um enredo minimamente bem escrito eu já fico todo atrapalhado, só de pensar em fazer algo semelhante ao que você fez aqui já fico cansado. Independentemente do resultado final, o que você construiu é obra de um artista com um comprometimento acima do normal. Parabéns.

    A musicalidade das suas construções surge naturalmente. A leitura vem num ritmo próprio, cadenciado, e é dona de uma melodia que é um refresco dentro do enredo, que é trágico, sofrido, digno das melhores (e piores, também) sagas nordestinas e novelas mexicanas. Para coroar as comparações, cito o disco Gemini, da banda italiana Drakkar, em que dois irmãos gêmeos, separados ainda crianças, se encontram numa batalha e um acaba matando o outro.

    O enredo em si, como já comentei, é dramático e teatral, em que destinos se cruzam de forma inverossímil para criar evento catastrófico atrás de evento catastrófico. Algo um tanto brega, se me permite dizer, sem a intenção de diminuir ou ofender. Por outro lado, algo diferente disso teria afastado o conto da tradição do cordel, então penso que as duas características funcionaram bem juntas.

    Mas há um senão aí, que acho que preciso apontar. Ao contrário dos versos de cordel, o conto acaba se alongando demais e, em determinado momento, a musicalidade acaba perdendo um pouco daquela graça inicial. No Ato II os parágrafos são menores, e isso dá uma aliviada para o leitor, mas é fato que quando chegamos aí, o impacto inicial já diminuiu bastante.

    Resumindo, no geral é muito bem feito e idealizado. O enredo foi perfeito para a proposta textual, mas o conto ficou um tanto cansativo em sua segunda metade.

    É isso. Boa sorte no desafio!

  4. claudiaangst
    13 de setembro de 2021

    O conto aborda o tema proposto pelo desafio.
    O texto é construído na forma aclamada pela literatura de cordel.
    O ritmo da narrativa é conduzido pela cadência das rimas, como se ao leitor se revelasse uma trama cantada.
    O (A) autor(a) arriscou-se ao apresentar um texto elaborado em forma tão peculiar, pois o enredo se estende e pode se tornar um pouco cansativo em algumas passagens.
    Encontrei duas falhas na revisão:
    A morte vem à galope > A morte vem A galope
    eu de ?
    Pois ei de buscá-lo > Pois HEI de buscá-lo
    O(a) autor(a) revela grande habilidade com o manejo das palavras e criação de diálogos cantados.
    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio.

  5. Antonio Stegues Batista
    1 de setembro de 2021

    O conto, na verdade é uma história rimada, narrativa de cordel. O enredo é simples, bandido ferido volta para a casa da mãe, ele morre e a mãe mata quem o perseguia. A história está no tema Fora da Lei, mas o desafio é de contos, não literatura de cordel, poesia nem rimas. Portanto, há uma grande diferença em relação aos outros contos, que não tem rimas, tampouco estrutura de peça de teatro, ou narrativa experimental. É o que eu acho. Se fosse um desafio de narrativa rimada, eu daria uma boa nota.
    Me pareceu que foi inspirado no filme de Glauber Rocha, O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro. Ficou muito bom.

  6. thiagocastrosouza
    1 de setembro de 2021

    Gostei do conto. Bom trabalho com as rimas e na escolha das palavras, o que dá cadência para o texto. Os diálogos acompridados ganham dinâmica neste formato. Do contrário, seria enfadonho. Há um “quê” de teatral na forma como os personagens conversam entre si, não à toa, creio que separou o texto por atos, como numa peça de Teatro, onde o diálogo dirige a ação dos acontecimentos. Aliado à imagem de um filme do Glauber, onde há, propositalmente, essa forma poética e teatralizada na boca dos narradores, não tive desconforto com esse ponto.

    O tema do desafio está na vida do Matador de Dragões, assim como na sina de sua mãe, Silvina Maria, que, ao final do conto, cai numa vida semelhante aquela que o filho levava, não seguindo os próprios conselhos que a ele dava no começo do conto.

    Boa sorte!

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Informação

Publicado em 30 de agosto de 2021 por em Foras da Lei.