EntreContos

Detox Literário.

O Dia em que Faltei da Escola (Thiago Oliveira)

Eu amo a mamãe e o papai. Tô doente, e eles cuidam de mim. Meu corpo tá bem pesado, sinto frio. Isso faz eu me encolher e ficar tremendo na cama. Puxo o cobertor pra cima de mim, mas não adianta nada. Só sei que vai dar tudo certo, porque mamãe tá sempre me dando comida e papai sempre sai correndo quando ela pede alguma coisa. São os melhores!

Queria virar um super-herói bem forte, pra doença passar e poder ajudar mamãe e papai. Eu faria todas as coisas pra eles, e eles não precisariam me ajudar tanto. Mas ninguém vira super-herói na vida real, né? São só coisas de faz-de-conta. Não existe uma fórmula mágica ou um jeito rápido pra virar alguém super forte e corajoso. Ou existe?

Hoje eles disseram que não vou pra escola. Não consigo sair da cama. Não quero nem tentar me mexer. Mamãe vai ficar cuidando de mim, me dando comida e me ajudando a ir no banheiro. A escola é um saco, mas ficar na cama também. Ficar parado é CHATO, não importa onde!

Mamãe disse que eu podia ir pra sala assistir tv, se quisesse. Mas agora tô com muito sono. E a cama é melhor pra dormir que o sofá. Meu corpo tá bem pesado. Os olhos se fecham sozinhos. É como se meu corpo dissesse “deixa que eu resolvo, não faz nada”. Igual papai e mamãe falam pra mim. Bom, eles não falam isso. Mas é como se fosse.

Estaria tudo escuro agora, se não fosse pelas luzes estranhas que aparecem quando fecho os olhos. Será que elas aparecem pra todo mundo, ou só pra mim? Será que pras outros pessoas é só escuridão, mesmo?

Minhas pernas começam a ficar mais leves, como se tivessem ido dormir também. Não estão precisando ir trabalhar hoje (Queria que papai não precisasse, também). A leveza começa a espalhar pelo meu corpo inteiro. Parece que posso voar, até! Não me sinto mais tão doente assim. Na verdade, me sinto muito bem.

Decido sair da cama e falar pra mamãe que já tô melhor. É bem fácil fazer isso. Meu corpo tá bem levinho. Saio correndo do quarto, ainda de pijama. Ela deve estar na cozinha, lá embaixo. Desço as escadas quase flutuando.

Mas, quando chego, não é mais a cozinha. É um escritório, e papai ainda tá aqui! Ele está sentado num banquinho, mexendo numa papelada, anotando coisas, enquanto um homem baixinho estala um chicote nas suas costas! A camisa do meu pai está rasgada na parte de trás, revelando feridas abertas, que recebem mais e mais estaladas. Cada uma faz um som altíssimo, que força meu corpo a tremer de susto, mesmo que eu saiba que vai acontecer.

O sangue dele se liberta do corpo, pronto para se espalhar pelo piso. O cheiro é tão forte que começa a arder atrás do meu nariz. Seus gritos parecem também fazer parte do trabalho, porque não mostram surpresa ou desespero. Ele continua a mexer nos papéis como se tudo estivesse no combinado. Apenas pisca bem forte com alguns dos ataques, aguentando firme.

Desejo ir lá ajudar, tirar o chicote das mãos do homenzinho e botá-lo pra correr! Mas não sinto meu corpo leve mais, e sim petrificado. Meus pés estão completamente fincados ao chão. Cada vez mais nervoso, tento tirá-los do lugar, mas se recusam. A leveza me abandonou completamente. Sinto algo mudando dentro de mim. Algo se movendo, como mobília sendo trocada de lugar. Principalmente na minha cabeça.

Mamãe lava um único prato numa pia ao canto da sala. Seus olhos estão focados totalmente na tarefa, como os de um zumbi. Ao terminar, deixa o prato de lado por alguns segundos. Ele começa a se sujar de novo, do nada, e ela recomeça a tarefa, suspirando. Ignora os gritos como se fossem cantos de pássaros no jardim. Tento gritar para ela, pedir ajuda por mim e por meu pai, mas minha boca me trai, permanecendo calada. O resto do corpo treme, enquanto brigo por controle, mas finalmente desisto, exausto.

De repente, as chicotadas param. Meu pai vira-se e pega o homenzinho pelo pescoço, jogando-o sobre a mesa. Arregalo os olhos, surpreso com a ousadia. No entanto, quando o corpo atinge a superfície, vejo que não é mais do homenzinho, e sim de uma mulher! Meu pai se atira sobre ela, rasgando suas roupas. Sinto minhas mãos geladas e suadas. Tenho medo do que vai acontecer. Quero sair correndo, mas não consigo.

Agora é meu pai quem aplica o castigo. Ele se joga sobre a moça como um animal, soltando tapas e mordidas, grunhindo. Me sinto aliviado por não conseguir ver seu rosto. Olho para minha mãe, sentada num canto, encarando um televisor desligado, seus olhos tão vazios e escurecidos quanto a tela do aparelho. Não entendo essas pessoas, por que fazem o que fazem. São criaturas que vestem a pele de meus pais.

Minha respiração sobe e desce violentamente, exigindo que os pulmões abram espaço, enquanto meu coração bate muito forte, como se bombeasse com ódio. Parece preparado para implodir de raiva num último ato suicida de protesto. Logo, sinto todo o meu ser prestes a explodir.

A realidade pesa sobre mim e o mundo me é hostil. Subitamente, uma força me puxa para trás, como se fosse deus dizendo “você já viu o suficiente”. Exausto, sou jogado de volta à minha cama. Novamente encolhido e tremendo, fecho os olhos pedindo à escuridão que apague todas aquelas cenas da minha memória.

***

Meus pais me acordam já de noite, para jantar. Parece que dormi a tarde inteira!

Abocanho o macarrão ainda com calafrios ocasionais pelo corpo. Meu pai castiga seu bife com cortes violentos. Apoiado sobre o prato, mastiga vorazmente enquanto fala do trabalho. Ele sempre comeu dessa maneira, mas só agora reparo como é estranho!

Enquanto isso, minha mãe apenas escuta, mexendo a comida com o garfo. Seus olhos apontam para o prato, mas ela parece estar em outro lugar, assistindo algo dentro de sua mente. De vez em quando, solta alguns “ah”s e “hmm-mm”s.

Com a força de um corte desajeitado, uma almôndega desliza pela mesa e cai no chão. Minha mãe se apressa a pegá-la, mas intervenho, dizendo “não precisa!”. Pego o alimento e deixo-o no guardanapo. Guardo para jogar fora depois, quando for lavar a louça.

Logo após a limpeza do prato, anuncio que irei dormir. Meus pais, como prega o ritual, me acompanham até a cama, beijam meu rosto e desejam melhoras. Fecho os olhos, ainda fisicamente cansado.

A escuridão absoluta se intensifica aos poucos, pronta para me revelar mais segredos. Gostaria que a doença passasse logo.

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29 comentários em “O Dia em que Faltei da Escola (Thiago Oliveira)

  1. Valdenisa lima de Araújo
    22 de junho de 2019

    Muito intrigante,me fez pensar o absurdo do viver ,mesmo dormindo e confesso que gostaria de ter mais história,houvesse continuidade,talvez curiosidade ou quem sabe a fantasia de saber o desenrolar desses personagens.

  2. angst447
    18 de junho de 2019

    Caro Thiago, tudo bem?
    Por acaso, li o seu conto durante o desafio, não era um dos obrigatórios para mim.
    Quanto ao título, fiquei pensando se foi proposital – faltei DA escola. O correto seria “faltei À escola” ou o mais usado informalmente ” faltei NA escola”.
    Gostei da leitura porque o seu texto não é longo e o início prendeu logo a minha atenção. Fiquei bastante intrigada com o personagem do menino. Primeiro achei que a súbita leveza que ele sentiu tinha sido causada por sua morte e que ele passou a vagar pela casa e pelo escritório do pai como fantasma OU talvez frz uma viagem astral enquanto seu corpo doente descansava. Eu gostaria mesmo é de entender o lance do pai. Estava em uma sessão de sadomasoquismo Pensei que talvez a mulher que o açoitava fosse uma espécie de metáfora. a vida castigando o homem, maltratando-o enquanto ele trabalhava, anotando e fazendo contas.
    Outra interpretação – o menino despertou para a realidade: seus pais não eram heróis nem personagens de um comercial de margarina. a mãe era depressiva, mal conseguindo lidar com o tédio do seu dia a dia. E o pai era um bruto, com instintos selvagens, baixos – a “cena” do sexo animal e do jantar revelaram isso. O menino tomou consciência de que aquele era um homem sem capa de herói, o pai que sempre comera assim daquela maneira primitiva, sem delicadeza alguma.
    Passei muito longe da sua ideia?
    Abraço.

  3. Regina Ruth Rincon Caires
    14 de junho de 2019

    O Dia em que Faltei da Escola (Francis R. Burnett)

    Um conto mesclado: infantil/terror. Acho que não. Um conto de terror que tem, como personagem central, uma criança adoentada, sendo ela quem faz a narração. Confesso que li e reli, pesquisei sobre o pseudônimo adotado que tem muita semelhança com Frances Hodgson Burnett (escritora e dramaturga norte-americana). Aprendi que, a certa altura da vida, a escritora focou seus estudos para as áreas do ocultismo, misticismo e teosofia. Então, não melhorando em nada meu entendimento, prezado(a) autor(a), admito que não fui capaz de compreender o seu conto. Não se assuste, tenho imensa dificuldade para entender escritas que lidam com esses temas. Não sei se a criança do seu texto estava viva, se estava morta, se estava sonhando, se possuía o poder de sair do corpo. Achei um texto sensível em suas descrições. Desculpe-me pela minha limitação em compreendê-lo.

    Abraços…

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Oi Regina, não tem problema não ter entendido. O mistério faz parte da história, mesmo.

      Coloquei esse pseudônimo só porque a autora é mais conhecida (eu acho) pelo livro O Jardim Secreto, que achei que seria engraçado relacionar ao meu conto. De certa forma, no meu também se encontra uma espécie de jardim secreto, apesar de não tão agradável.

      Agradeço o comentário.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Ah, e eu errei o pseudônimo hauhauhauh

  4. Momo Blair
    26 de maio de 2019

    Conto: O dia em que faltei a escola.

    Autor: Francis R. Burnett

    Resumo: Um menino adoecido e passando mal em sua cama tem que faltar a escola e ficar aos cuidados dos pais, mais aos cuidados da mãe que é dona de casa. Enquanto está se recuperando ele sente bastante sonolência, dorme e tem visões terríveis sobre seus pais. Visões como o seu pai sendo chicoteado por um homenzinho em seu escritório, tendo relações violentas com outras mulheres e sua mãe vazia e frustrada fazendo trabalhos domésticos intermináveis. Quando o menino acorda do sonho ele vai jantar com seus pais e começa a observar coisas que antes não tinha reparado sobre o comportamento contido dos seus pais, mas que guardam muitos segredos, quando termina o jantar o menino vai para o seu quarto dormir, pronto para enfrentar mais segredos obscuros.

    Opinião: Eu achei a história bem interessante, tem uma visão de cunho social, uma crítica aos comportamentos hipócritas e fingidos de dentro de casa, um afastamento do filho dos problemas vividos dos seus pais, o personagem principal está com dificuldade de entender e conhecer seus pais verdadeiramente e vive em uma relação de cordialidade e afastamento com seus pais. Tudo isso dá uma certa profundidade em análise da história, fazendo o leitor procurar entender o que significa todas essas coisas no subconsciente de uma criança que ainda não se amadureceu por completo para poder entender tudo perfeitamente, deixando o conto interessante. Colocando uma criança inocente em primeira pessoa, narrando uma história com um teor pesado e grave me lembra bastante o filme O Menino do Pijama Listrado. Gostei do conto, parabéns.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Muito obrigado pelo comentário, Momo Blair!!

  5. Amanda Gomez
    24 de maio de 2019

    Aparentemente a história de uma criança com distúrbios mentais. Ela está sempre doente e depende muito dos pais por perto. A casa é triste e a família infeliz. Em um dos transes da criança ela pode ter um deslumbre de como é a vida daquela família vista por uma outra ótica. A opção de ele ser realmente doente e ter tido uma visão sobrenatural não deve ser descartada.

    A história começa de forma lenta, mostrando tudo através dos olhos de uma criança, ela está doente, necessitando de cuidados. Em dado momento parece que ela ” morre” e tem uma visão infernal de como é a vida naquela casa. Com demônios sugando seus pais. Ou a primeira opção dele ter problemas mentais e tudo não passar de surto psicótico. Essa indefinição embora incômoda, é interessante, depois que terminei de ler fiquei pensando comigo em qual opção é a certa… Ou mesmo se eu estiver delirando e não ser nenhuma coisa nem outra.

    É um bom conto, com boas descrições e uma boa dose de mistério e tensão.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Muito obrigado pelo comentário, Amanda.

      Acredito que não importe muito se era alucinação, realidade, inferno, etc. Importa mais o efeito que tudo aquilo causou na mente do menino. Mas entendo a vontade por respostas.

      Té mais!

  6. Vera Marta Reis
    23 de maio de 2019

    O dia em faltei da escola.
    (Francis R. Burnett)
    O amor e o cuidado dos pais, ao estar doente e não ir à escola. Poder ir a sala e ver tv.
    Muito doente, sente-se leve como se pudesse voar.
    Desce escadas, quase flutuando, se vê no escritório do pai.
    A cena do pai sendo chicoteado por um homem e nem perceber, logo após o pai é o agressor e o chicoteado se transforma numa mulher que e violentada.
    De volta a casa, vê a mãe os servindo como um zumbi. O trabalho doméstico estafante e que se perpetua. São criaturas vestindo a pele dos pais. Tem que esquecer, sarar da doença para que novos segredos não sejam revelados.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Obrigado pelo comentário. É legal ver meu conto pelos olhos de outra pessoa.

      Até mais!

  7. Estevão Kinnek
    23 de maio de 2019

    Resumo: Uma criança doente conta maus momentos passados em um dia em que não vai a escola. Não reconhece os próprios pais, que agem de forma estranha.

    Comentários:

    Um conto que tem passagens interessantes, que despertam curiosidade e até certa tensão pelas indagações que produz: qual o porquê disso? O que está acontecendo, afinal? Que doença é essa? É tudo um pesadelo? É outra dimensão? Foi frustrante a falta de respostas ao final da leitura. Acho que você está no caminho certo de produzir um texto com um enredo instigante, mas parou antes de concluí-lo mesmo, de uma forma plausível ao seu leitor, que merecia mais do que ser deixado no vácuo. E se eu perdi alguma coisa na minha leitura (ou leituras, porque li três vezes, mas fiquei na mesma), por favor, depois me explique, não haverá outro jeito de eu compreender.

    Toques gramaticais:

    “Será que pras outros pessoas é só escuridão, mesmo?” >>> Nada de mais, só um “pras outros”, que deve ter passado na revisão.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Hehehe Se eu tivesse dito no final que era um sonho teria ficado melhor? Não era esse o meu enfoque na história. Mas entendo a vontade por respostas mais palpáveis.

      Agradeço enormemente os elogios e a crítica.

  8. Antonio Stegues Batista
    22 de maio de 2019

    O dia em que faltei a aula. Uma história interessante, o terror na visão de um menino doente com febre. As visões provocadas pela febre. O autor tem habilidade na escrita, em criar boas frases, ação e tudo mais, porém, embora tenha valor narrativo, achei o enredo bem leve, de pouco impacto.
    Boa sorte no próximo tema.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Valeu pelo comentário, Antonio. Concordo com você e pretendo tentar entender como melhorar nisso.

      Até mais

  9. Thiago Barba
    16 de maio de 2019

    Uma criança está doente e falta na escola, neste dia, quando está se sentindo um pouco melhor, sai da cama e acaba vendo seus pais fazendo atrocidades. Ao final não fica claro se teve um sonho com tudo aquilo, por conta de sua doença, ou se realmente tudo aconteceu.
    O início da história até parece que vai ser levada ao gênero infantil, mas com o tempo descobrimos que se trata do gênero de terror.
    O texto é bem escrito, e a criança tem um bom desenvolvimento no conto, tudo parece ter sido apenas um sonho, mas mesmo assim começa a enxergar seus pais por outros olhos após o ocorrido, uma ótima sutileza do texto.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Obrigado pelos elogios, xará.

      Legal você ter pego a sutileza.

      Té mais

  10. Prometeu
    13 de maio de 2019

    O texto é sobre um menino que está doente e sua condição, além de trazer sofrimento físico e psicológico, parece dar-lhe pesadelos. O menino conta como tem se sentido doente e como isso afeta seus pais. Em certa parte do texto ele começa a narrar os sonhos estranhos que tem com seus pais. São como visões de um mundo paralelo, revelando talvez a realidade do esgotamento por estarem cuidando de um doente.

    O texto é um pouco estranho. Flui muito bem, mas sem trazer nada além da sensação de estranhamento. O português é bom e não há erros gramaticais. É bem coeso, tendo as partes bem conectadas. Só o modo casual de escrever por ser uma criança narrando, no começo, que achei estranho. Ainda mais depois de abandoná-lo no resto do conto. As “cenas” que mostram os pesadelos ou visões são bem clichês. O final dá a entender que as visões são reais, como um mundo paralelo mesmo. Talvez um mundo criado pela angústia dos pais do menino. Acho que você tem potencial de escrever algo bom.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Valeu pela crítica, Prometeu. Suas críticas tem um ponto, vou levar comigo.

      Queria entender por que é estranho, e se isso é bom ou não hehe Pra mim é bom!

      Témais

  11. Fabio Monteiro
    12 de maio de 2019

    O Dia em que Faltei da Escola (Francis R. Burnett)

    Uma criança doente narra toda a história. Não se sabe o que ou que doença esta criança tem. Aos poucos ela vai nos contando sobre seus medos, sobre os sintomas que apresenta, sobre as dificuldades que tem de se movimentar em certas ocasiões. Os pais parecem preocupados com a situação de saúde do filho. Parecem fazer o que pode para minimizar suas angustias. No decorrer da narrativa a criança cita que o pai parece ser torturado em alguns momentos. Em outros se entrega a luxuria, prazeres. Isso não fica muito esclarecido.

    Ponto forte: Envolvimento familiar. A preocupação dos pais com o filho doente parece ser real e desperta este sentimento no leitor.

    Ponto fraco: Explorou-se pouco a trama. Não sei se é um conto infantil ou terror. Ou se é as duas coisas juntas. O fato é que, independente do que seja, falta aquele Tcham sobre um acontecimento ou cena importante.

    Ideia: Talvez pudesse aproveitar o drama da doença para fazer disto um terror, uma preocupação excessiva, um martírio. Claro que isso é muito pessoal quando se trata de construir histórias e personagens.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Oi Fábio, obrigado pelo comentário.

      Também acho que faltou um tcham, mas ainda não sei bem como poderia melhorar nesse quesito!

      Considero o conto terror. Não publicaria isso pra um público infantil amplo! hehe

      Valeu pela sugestão

      Té mais

  12. Paulo Cesar dos Santos
    7 de maio de 2019

    O Dia em que Faltei da Escola (Francis R. Burnett)
    Este conto fala de um menino e seus pais num dia normal, onde o menino tem visões estranhas e parece voar em casa, vendo, os pais fazendo suas tarefas rotineiras.
    Francis, sendo sincero como sempre sou, gostaria que aceitasse minha critica como construtiva, achei sua trama um pouco confusa e com um fim que não me levou a lugar algum.
    Pode não ser o estilo de leitura que goste, isto pode ter causado uma apreciação errada de sua obra.
    Permita me uma critica, acho que foi muito resumida sua obra, um pouco mais de criatividade, teria dado a seu trabalho mais enlace entre as ideias e a obra seria mais facilmente absorvida.
    Sucesso.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Paulo, sinceridade sempre!!

      Agradeço a crítica. Só não entendi muito bem o que você quis dizer. Você teve a impressão que eu apenas joguei ideias rapidamente no texto, sem nenhuma ligação entre elas? Você não gostou do estilo narrativo ou do conteúdo em si? Ou de nada? hehe
      Concordo que poderia ter escrito mais, mas não sei se teria lhe agradado mais, de acordo com meu intuito nesse conto! hehe

      Té mais!

  13. neusafontolan
    6 de maio de 2019

    Que raios acontece? Ele está tendo alucinações? Ou vendo uma realidade alternativa?
    Não sei dizer
    Quem sabe eu descubra.
    um abraço

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      hehehe

      Espero que tenha gostado

      Abraço!

  14. José Leonardo
    5 de maio de 2019

    Olá, Francis R. Burnett.

    SINOPSE:
    Um garoto está doente, acamado. Seus pais são cheios de atenções por esse motivo. Ele sente quase que em tempo integral um peso no corpo, mas quando está próximo do sono seu corpo se torna mais leve e ele se levanta. Os cenários aparentemente mudam. A mãe sempre está melancólica, deprimida. O pai é fustigado por um ser, mas depois o domina. Uma força puxa o garoto para trás, como a poupá-lo de mais visões. Apesar da diligência dos pais, o narrador não vê a hora de estar livre da doença novamente.

    ANÁLISE:
    Confesso ter tido dificuldades para compreender seu conto, Francis. Estava indefinido em minha mente se o enredo era sobre um menino adoentado assistido pelos pais (superfície) ou se, de fato, ele (e os próprios pais, talvez, mas acredito que somente ele) estaria morto (profundidade). Daí notei que aparentemente o leitor pode assumir quaisquer um destes fios de compreensibilidade da estória. A meu ver, portanto, o menino já havia falecido (o que explica a sensação de peso no corpo na maior parte do tempo), e quando se sentia melhor, em períodos de sonolência, ele se movimentava (ou seu espírito se projetava para além do corpo). Como que para ilustrar isso, seu espírito pode ter visitado o pai em seu trabalho (onde as chicotadas podem ser interpretadas como a opressão no ambiente de trabalho) e depois um possível assédio dele. A mãe parece letárgica (por causa da morte do filho?).

    O ponto de vista de um garoto empresta verossimilhança ao estilo. Ele próprio parece confuso em algumas passagens (não consegue explicá-las), o que é normal em se tratando da perspectiva de uma mente pueril. Embora não tenha me sentido atraído pelo seu texto, certamente haverá leitor impactado pela narrativa e pelos méritos alcançados aqui.

    Desejo a você sucesso neste desafio.

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      Oi José!

      Sim, o leitor é livre pra pensar o que quiser. Mais ou menos. heheh

      Entendo que não tenha se sentido atraído, faz parte.

      Agradeço o comentário e as impressões. Até mais.

  15. Sidney Muniz
    3 de maio de 2019

    Resumo: Pegadinha do malandro! O conto inicia com um garotinho que faltou a escola devido a estar doente, parece ser do gênero infantil, mas revela-se de fato ser do gênero terror a medida que lemos. Conta a história desse garotinho que fica em casa por estar passando mal, mas que vai dormir e sonhe e nesses sonhos começa a ver coisas estranhas e sempre relacionados a seus pais, e ao fim do conto ele volta a dormir e a escuridão aparentemente vai revelar mais segredos acerca de sua família.

    Bem, não sei se gostei do conto totalmente, pois tem uma coisa que me perturbou bastante que é a forma como a narrativa muda. No início quando o conto parecia ser infantil o menino parecia ter em torno de 5 a 7 anos, mas quando o conto muda para terror ele aparenta ter entre 10 a 12 anos, ou mais… Acho que o autor(a) se perdeu aí.

    Avaliação:

    Infantil/Terror: de 1 a 5 – 1,5 para o infantil e 2,0 para parte de terror Nota 3,5 (Achei que ficou melhor a narrativa na parte do terror.

    Gramática – de 1 a 5 – Nota 5 (sem problemas)

    Narrativa – de 1 a 5 – Nota 3,0 ( A primeira parte da narrativa achei chata demais, para mim infantil não é ser tudo mamãezinha e paizinho, precisa de algo mais.

    Enredo – de 1 a 5 – Nota 4,0 – (é original, isso é fato)

    Personagens – de 1 a 5 – Nota 4,0 ( Aqui o menino se destaca, mas temos uma boa apresentação de seus pais.

    Título – de 1 a 5 – Nota 4,0 ( Um bom título para a história)

    Total: 23,5 pts de 30 pts

    • Thiago Amaral
      18 de junho de 2019

      E aí, Sidney!

      Você foi aparentemente o único que notou minha tentativa de mudar o vocabulário do menino ao longo do conto. Minha intenção era que ele parecesse estar amadurecendo enquanto as coisas aconteciam, perdendo a inocência. Apesar de ter consciência de que talvez eu ainda não tenha a habilidade de fazer de um jeito bom, pelo menos arrisquei. De fato, pra você pareceu descuido meu. Acho que é imperícia minha, mesmo. Mas sigo treinando.

      Obrigado pelos comentários. Gostei bastante da sua critica

      Té mais

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Publicado às 1 de maio de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 2, Série C2 e marcado .