EntreContos

Detox Literário.

Betiron, um Reino (Luciano Alves)

Seus olhos estavam embotados pela poeira quente do deserto, mesclada ao suor que porejava em seu rosto, produzindo gotículas que reluziam em sua pele antes de misturarem-se ao pó; algumas delas escorriam pelas pálpebras e faziam pêndulo nos cílios antes de serem lançadas pelo movimento das piscadas, menos apertadas do que necessárias e caírem novamente na face ou no tecido rústico que compunha parte da armadura de Ute, e neste caso último, evaporando quase que instantaneamente, desapareciam antes mesmo de serem percebidas.

Era o sol escaldante do deserto de Betiron, estava mais quente do que em todas as estações passadas. Ute permanecia quase inerte, apoiando-se com uma das mãos na espada, ainda embainhada, da qual pressionava o cabo reluzente que, ora o prendia por uns instantes ora o soltava, em descanso, esticando os dedos num alongamento e recolhendo-os como se fosse desferir um soco,  repetiu isso inúmeras vezes, deixando transparecer uma inquietude e ansiedade que não lhes eram comuns.

Aflorava em seu íntimo o instinto aguerrido do sangue de seus ancestrais, num impulso quase desenfreado para empunhar aquela arma, enquanto a outra mão segurava, com menos firmeza, os longos e finos pêlos do pescoço de Tot, sua montaria.

Não era um animal qualquer.

Desde a infância o destino lhes presenteou com uma invejável amizade. Ele havia resgatado o bicho ainda filhote, de um ataque feroz de um Nebriú, um terrível predador que, após dizimar seu pequeno bando, perseguia o minúsculo ser ainda indefeso, não fosse a intervenção de Ute, seria parte da refeição daquele dia no cotidiano do veloz, selvagem e esfomeado caçador.

Desde então não havia mais nada que os separasse.

Estavam ali, naquele viés do tempo, juntos, na encosta de uma alta colina prestes a travarem (agora real) a maior batalha de suas vidas  até aquele momento.

À frente deles, acampados,  estava uma horda de soldados, muito parecidos com os Vertilhões, um povo bárbaro de terras distantes que causavam uma sensação fria de terror mesmo em meio ao calor da estrela mor dos céus de Betiron.

Era imensa a quantidade de criaturas, das mais diversas e estranhas já vistas pelos olhos de seu povo, eram milhares de milhares, uma infinidade a perder de vista e  a escurecer a linha do horizonte.

Ute não encontrava lembrança de ter visto algo parecido em toda sua vida,  nem mesmo em suas batalhas imaginárias lá dos idos tempos de sua longa infância, das quais sempre saía vitorioso juntamente com seu amigo felpudo.  

No entanto, esta batalha que se lhe apresentava agora, era mais que verdadeira, era iminente, necessária e trazia consigo temores e sensações diferentes das quais ele sentia quando criava as suas. Tantas batalhas épicas com pueril imaginação, geradas quase que naturalmente pelo poder criativo inerente às mentes infantis.

O medo não era coisa estranha para ele, mas naquele momento estava um pouco além do que se esperava, e ainda assim não diminuía a sede pela batalha. Era imprescindível um acerto de contas, e em turbulência alguns sentimentos se digladiavam em seu interior, num misto de ódio, vingança e justiça, predominando esta última.

Mas foram eles que quebraram a paz, trouxeram uma guerra, feriram seu povo, reino e família. Era este pensamento que atravessava-lhe a mente numa incômoda rotina, ferindo seu orgulho e furtando-lhe a paz, alimentando a fúria, contida apenas pela necessidade de planejamento e organização exigidos em batalhas desta grandeza.

Teriban seu irmão mais velho havia sido capturado durante uma expedição de sondagem, coisa rotineira que costumava fazer e o que geralmente realizava em companhia de soldados mais próximos, alguns até amigos, nascidos de outras batalhas vestidas de menor importância.

Foram pegos de surpresa pelos invasores, a tropa quase toda exterminada e seu irmão capturado. Todavia, dois soldados conseguiram (em breve saberemos) fugir da matança e relatar a invasão repentina pelas estranhas criaturas. Um deles morreu na chegada, vítima de um ferimento de lança, quando já estavam bem afastados, sendo atingido por um disparo tão certeiro cuja arma foi arremessada a uma distância assustadoramente grande e, como que para causar terror e demonstrar a habilidade do atirador, apenas feriu o alvo, permitindo que o moribundo vivesse e caminhasse definhando até a chegada, para transmitir a mensagem, se não pudesse o outro faria.

Ele observou tudo isso, avaliou cada detalhe, e concluiu (com pouco esforço) que o êxito da fuga não fora resultado de habilidades dos soldados, apesar de serem os melhores sob o comando do irmão, mas entendeu o recado do inimigo acampado ali com audácia e afronta.

Seu pai líder do seu povo morrera há poucas estações, e seu irmão, o próximo da linhagem na sucessão ao trono de Betirun,  nem estava totalmente integrado ao posto (desconsertado ainda pela perda recente do pai) não havia deixado as obrigações de costume, como nesta última sondagem em que fora capturado.

Ute estava agora no comando, mesmo nunca tendo almejado tamanha responsabilidade.

Tinha confiança no irmão, o amava de fato e acreditava que seria um bom rei, talvez não com a mesma expressividade de seu pai que, apesar de aguerrido, soube estabelecer laços com os povos à sua volta.

Sentia, lá no fundo, que ele seu irmão não era a melhor opção para assumir o reino e, talvez por isso, achava-se em falta por não permanecer mais próximo dele na linha de comando.

Não houve resistência ou qualquer disputa de sua parte com relação a ascendência ao trono pelo primogênito.

Acatou de bom grado o desejo do seu pai.

Quanto às suas batalhas imaginadas quando criança, nunca tivera a menor pretensão de que viessem para o mundo real, eram lúdicas e belas, não haviam nelas dor nem sangue e nem medo, ainda desfilavam vivas em sua memória.

Um fio de culpa o assombrava.

Possivelmente tivesse impedido a captura do irmão, pois era mais hábil por natureza, mais atento e com reflexos que causavam orgulho ao próprio irmão, coisa que ouviu do mesmo, tanto em público quanto em treinamento, quando estavam apenas os dois.  Além de ser também o mais forte; apesar do irmão ser o menos jovem.

De alguma forma a ordem do cosmos permitiu esta distinção, e talvez fosse ele o capturado ou até morto.  Quem ia saber?

As escolhas criam os universos de possibilidades.

E ali estava o seu universo, a visão daquilo tudo o assustava, mas ele permanecia concentrado, olhos fitos no horizonte, diminuindo a rigidez da pose apenas com o intuito de transmitir confiança e calma ao amigo de batalha. Tot não possuía a consciência da sua força e poder, embora agisse com ferocidade em reflexo por instinto de defesa.

Tudo bem com você amigo? Perguntou Ute ao animal, enquanto afagava o pescoço do bicho com uma leve pressão seguida de três batidinhas. Em seguida, encostando o rosto no animal, sussurrou:

Agora é pra valer Tot, força e coragem!  

Podia sentir a pressão do fluxo sanguíneo bombeado pelos dois corações de Tot, que batiam ao mesmo tempo, tão sincronizados que pareciam apenas um.

Mais do que nunca, naquele momento eles eram um só. Os rufos cardíacos em harmonia. Batidas compassadas de três corações.

O silêncio pairava na atmosfera e, não raras vezes, era quebrado por gritos e grunhidos vindos de alguma das legiões nas tropas inimigas que, enfurecidas, tinham de ser contidas por alguma frase de comando, com palavras ou vocábulos de ordem.

Apesar de não entender o significado, Ute reconhecia a firmeza e determinação de alguma patente superior naquelas expressões de comando, as quais eram acatadas repentina e abruptamente após um movimento do comandante, seguidos por um barulho oco, resultado pela batida ao chão dos calcanhares de milhares de soldados em um movimento.

O barulho lembrava o som de um trovão no meio de uma tempestade já estabelecida.

Era nítida a característica selvagem daquele povo, apesar da organização e uma certa disciplina enquanto soldados. Ute estava atento a todos estes comportamentos e esta percepção o preocupava. A distância não permitia visualizar nitidamente a aparência dos oponentes, e pouco menos sua força.

Quando criança, costumava escapar sorrateiramente e sem a permissão de seus pais, ia rumo ao campo de guerra para assistir de longe o desenrolar das batalhas. O ato era apenas movido por ímpeto infantil, e desta forma acabou por entender e aprender alguns dos comportamentos de um exército em suas táticas de guerras como recuos, abertura de alas, movimentações, pontos fortes e fracos, terrenos, ataques surpresas, uso de peritos, adaptabilidade e a inescrutabilidade, movimento de montarias, arqueiros, aríetes, torres,  catapultas, uso do fogo e tantas outras armas e ferramentas de guerras que os seres de todos os tempos eram capazes de fabricar. Angariava ali, involuntariamente, insumos para suas brincadeiras de guerras, mas no subconsciente preferia que elas permanecessem assim, apenas na imaginação.

Tot mostrava-se impaciente, como todo ser que possui além dos sentidos comuns de uma raça. Pressentia algo que os olhos não viam e o que a luz não revelava, como se enxergasse uma brecha no tempo ou um vislumbre do futuro, ou talvez fosse apenas confusão nos sentidos, causada pelos novos e estranhos odores que eram trazidos no vento. A primeira opção era a mais provável, indubitavelmente.

Ele era pequeno quando encontrado e salvo por Ute, o qual não fazia idéia das proporções que o bicho alcançaria, tinha as patas traseiras extremamente fortes, que lembravam o tronco de árvores antigas, com garras pequenas que davam mais apoio ao impulso e equilíbrio quando necessário permanecer apenas sobre elas. Uma cauda esguia, resistente e pontiaguda que podia ser enrijecida e perfurar como uma lança e, por outro lado, quando controlada instintivamente, tornava-se flexível como um chicote ao ponto de cortar qualquer material que existia em Betiron.

As patas dianteiras eram bem maiores e escondiam garras tão fortes quanto o material de sua cauda, estas porém, de composição sólida e tão rígidas quanto resistentes, nunca perdiam o fio, eram retraídas ou expostas quando o animal desejava, e a força do seu golpe partia o mais petrificado dos troncos de Équitons árvore altíssima, de tronco espesso com dureza semelhante ao aço, mas de cor ocre, bem conhecidas e comuns naquelas terras deixando sulcos profundos quando as garras não alcançavam a outra extremidade do caule.

O exército de Ute aguardava reforços em respostas às mensagens enviadas aos povos com os quais seu pai conseguiu, durante o seu reinado, criar alianças. Eram três e receberam uma mensagem escrita pelas mãos de Ute para exprimirem com maior eficácia o teor da urgência e criticidade da situação que enfrentavam.

As três mensagens começavam quase com o mesmo tom e assim  diziam em suas primeiras linhas:

Amigo Nef, rei de Torkevah, que as dádivas dos tempos e as boas sensações estejam com teu povo! Uma nova guerra veio até nós.

O coração de Betiron confia que tu manténs em boa mente o acordo firmado com nosso povo e a verdadeira afinidade que guardam com tanta honra, cujo valor não pode ser mensurado em qualquer língua existente ou que venha a ser criada. O nosso povo e Ute, filho de Quimom, rogam que venhas em nosso auxílio, com tantos quantos dos teus soldados puderes, com toda força que possuas, com tuas melhores invenções, armas e exércitos. Nossa existência depende deste apoio. O tempo de paz foi menos longo do que bom, um povo desconhecido e hostil se colocou em nossas terras e passando por nós, chegará em teus domínios, e guerreará contra os povos destas terras. Nas minhas previsões a nossa força é pouca se sozinhos o enfrentarmos, mas unidos à tua força e poder seremos capazes de garantir a paz sobre este mundo, ao menos por algum tempo. Estes intrusos não aceitaram negociações e aguardam, pelo que vi, apenas o início de uma batalha, ao que nos parece o seu prazer está nestes eventos cruéis, não trazem bandeiras ou brasões, aparentam não ter morada, consomem e destroem o que encontram em seu caminho…”.

A mesma petição foi enviada aos habitantes de Kefrat e Guereth, cujas terras também seriam  devastadas por este invasor.

Ute relembrava dos acordos que seu pai fizera e de quantas vezes visitou estes povos, junto com Tot e seu irmão. Eram povos grandes e poderosos e seu amigo sempre fazia sucesso junto a eles, o qual era uma máquina de guerra viva, e tanto os soldados quanto as crianças ficavam maravilhados com ele, de cuja espécie nunca fora encontrado outro representante. Obviamente que os povos percebiam que a união entre eles, donos de uma força tamanha para a batalha, era o mais racional e assim a amizade era forjada tanto pelo medo quanto pela razão.

Mas Ute sempre foi  muito bem acolhido por todas aquelas raças. A origem, a formação, a feitura ou composição deles nunca foi fator que o levasse a julgar estes povos como inferiores ou superiores, eram amigos e ponto.

Isso o animava e encorajava um pouco mais, o medo era preciso, mas a coragem necessária.

O silêncio que incomodava até aquele momento, foi quebrado por um reboliço vindo da turba de criaturas ali acampadas, Ute olhou em sua volta, olhou à sua frente, não havia recebido retorno de qualquer negociação.

Era hora de falar com seus homens, não havia mais tempo para aguardar os reforços, sobrava esperança de que chegassem, talvez no meio da batalha.

Ute levantou o corpo ainda montado e em um brado dirigiu-se aos soldados:

—  Senhores!

Ceifaram a nossa paz!

Hoje somos um só grito, um só povo e um só legado!

Hoje não existem pequenos nem grandes neste exército!

Somos todos GI-GAN-TES!

Hoje a voz da liberdade será proclamada pelo brandir de nossas espadas!

Hoje somos os muros e as armas deste reino!

Hoje somos um só coração!

Cada vida entregue aqui seguirá no cosmos com seus elementos…

seguirá nos corações de cada habitante de Betiron!

Pelo povo!

Por nossa terra!

Por BE-TI-RON!!”

Cada frase de Ute era intercalada pelos gritos dos soldados em ovações e movimentos uniformes de suas armas. Viam nele e em sua fera indestrutível a esperança de vencer aquele exército de incontáveis bestas e criaturas que ameaçavam suas vidas e terras, seu mundo.

Ute endireitou-se montado em Tot  e, desembainhando sua espada, empunhou-a em riste ao lado do corpo, com um urro que estrondava no vento inflamando de seus soldados a coragem e o ânimo:

— Avançar!!!!

Desceram a colina rumo ao campo de batalha para enfrentar um inimigo desconhecido.

Enquanto desciam, sobre o galope quase flutuante de Tot, pôde observar no horizonte atrás deles, à esquerda e  à direita, os primeiros sinais dos reforços tão esperados, faltava apenas um, mas já era possível perceber um esboço de sorriso em sua face, como alguém que diz:

”— Eu sabia…”

17 comentários em “Betiron, um Reino (Luciano Alves)

  1. Gustavo Araujo
    28 de março de 2019

    Resumo: o guerreiro Ute, filho de Quimom, montado na criatura Tot, prepara-se para uma batalha contra uma horda de soldados muito parecidos com os Vertilhões. Durante os preparativos, conhecemos a história de Ute, sabemos que seu irmão foi sequestrado pelos invasores, e que reinos amigos foram convocados para ajudar Ute nesse embate decisivo. Com a marcha rumo aos inimigos, o conto se encerra.

    Impressões: é um conto muito bem escrito, que revela muita competência do autor para descrever ambientes e criar personagens. O problema é que essa ideia de batalha, do reino X, liderado pelo filho do rei, contra os bárbaros invasores, está manjada demais. Costumo relevar o uso de clichês quando a história é bem contada, mas aqui há algo que me impede de apreciar a trama mesmo em face da competência com que foi escrita. Falo da falta de objetividade. O texto, quando visto em sua totalidade, revela-se como o prólogo de algo muito maior — que não é contado. Ou seja, o autor prepara o leitor para uma batalha crucial para Betiron, falando de seus protagonistas, de seus medos, de suas alianças, de seus segredos e, quando o negócio finalmente vai acontecer, quando a guerra finalmente vai rolar… fim. Não tem como não ficar frustrado. Quero dizer que o autor soube muito bem criar a expectativa, mas deixou a desejar na vazão. Terminei o conto pensando: e então? Se encarado como o capítulo inicial de um livro, o texto se revela atraente, pois sabemos que algo acontecerá. Mas aqui, num conto, ficou tudo solto demais, frustrante demais. Enfim, um texto bom tecnicamente, mas que falha em entregar ao leitor o que prometia.

  2. Shay Soares
    27 de março de 2019

    Betiron, um Reino – é um texto um tanto reflexivo em 1a pessoa. O personagem é Ute, que reuniu um exército de três reinos amigos (e seu próprio?) para enfrentar invasores.

    Logo nas primeiras frases já sabia que o texto seria belo, jogo de palavras, linguagem figurada, etc. O conto em si é muito poético e não vi grandes problemas técnicos. Outra coisa que achei muito interessante foi a habilidade de explicar o “desconhecido” de maneira simples, sem ser cansativo (como Équitons).

    Confesso que senti que o conto todo foi uma introdução para um desenrolar que não veio e no fim acabei ficando frustrada com a falta de ação. Também achei que o conto poderia ter trazido o fantástico com um pouco mais de intensidade.

    Não menos belo 🙂

  3. Virgílio Gabriel
    27 de março de 2019

    Um cavaleiro montado em uma fera, que fora salva por ele enquanto filhote, está prestes a enfrentar a maior batalha de sua vida. Pede reforço de três povos, e quando está caminhando para a batalha, apenas dois deles aparecem.

    O gênero do conto me agrada muito, mas acho que o autor abortou de forma errada. Nesse tipo de conto, a emoção é o que chama atenção. Todavia, o autor usou o tempo verbal no pretérito, tirando todo o clima. A mesma história deveria ter sido contada no presente: O rapto do irmão, o salvamento da fera, a visita aos povos, etc…

    Durante todo o conto ficou uma sensação ruim, de: vai logo para a batalha, caramba! E quando finalmente foi, o conto acabou. Tirando alguns errinhos, como trocar o nome da cidade em um momento (escreveu Betirun) o conto é bem escrito. Só acho que o autor abordou o tempo verbal de maneira errada.

  4. Gustavo Azure
    25 de março de 2019

    RESUMO: As reflexões e memórias de Ute enquanto espera reforço para dar início a uma grande guerra.

    CONSIDERAÇÕES: Gostei de como a situação foi construída, como se houvesse uma batalha sendo travada pelo herói, porém achei o conto se alongou por muito nessa espera, o que me pareceu um pouco cansativo. O final da história lembrou muito uma frase que ouvi “A verdadeira batalha é travada no interior, o que ocorre no exterior é apenas consequência” ou, ainda, “Quando o homem supera a si mesmo, a batalha se torna apenas uma formalidade, pois ele já venceu”. O sorriso de Ute no final traz exatamente esse sentimento de vitória, pois ele já tinha vencido quando não cedeu para o medo.

  5. Cirineu Pereira
    24 de março de 2019

    Resumo
    O conto todo é o prelúdio de uma batalha não narrada. O cenário é um mundo fantasioso, neste mundo um reino denominado Betiron, neste reino uma planície e nela um líder, Ute. Sobre Tot, sua montaria, e pronto para a batalha, Ute observa o inimigo acampado à margem de Betiron. Enquanto aguarda reforços dos reinos aliados, Ute relembra fatos passados sobre seu irmão, Teriban, sua infância e seu pai, o antigo rei.

    1. Aplicação do idioma
    Neste conto o autor inicialmente exibe um estilo empolado, com frases frequentemente truncadas.

    2. Técnica
    Apesar das construções por vezes truncadas, um tanto prolixa, observa-se a aplicação de boa técnica numa narrativa que alterna entre o passado e um presente contemplativo, reflexivo, no qual quase nada acontece.

    3. Título
    Título um tanto inadequado, haja visto que o reino de Betiron não é propriamente o foco da narrativa, mas Ute e a iminente batalha.

    4. Introdução
    O parágrafo inicial é formado por período único, composto, longo, truncado, empolado e mal elaborado.

    5. Enredo
    Um enredo bastante conhecido, com a temática aventura e guerra. Definitivamente não é o ponto alto do conto.

    6. Conflito
    Conflito válido, um guerreiro ante a derrota praticamente certa, dele, de seu reino, de seu povo, da história de seus antepassados, da sua honra, no entanto a importância disso tudo (do que realmente está em jogo) não parece ter sido devidamente enaltecida pelo autor, ficando antes a encargo da perspicácia do leitor.

    7. Ritmo
    Aqui o ritmo lento não é necessariamente um ponto negativo, dado à profundidade e importância das ponderações que intercalam as cenas. O que prejudica o pulsar da história é antes as construções truncadas.

    8. Clímax
    Não há propriamente um desfecho e mesmo o clímax fica implícito, no entanto este (o final inconcluso) é um recurso técnico absolutamente válido.

    9. Personagens
    Ute é um guerreiro típico, o estereótipo do herói em sua primeira grande aventura. Seu conflito interior seria melhor apresentado, mais real e impactante, se apresentado de forma mais indireta. Sentimentos como medo, ódio, ansiedade e vingança soariam mkais reais se fossem habilmente implícitos..

    10. Tempo
    Bem explorado, inclusive como recurso técnico. O conto em si é uma pintura estática, mais acontece na memória de Ute do que no campo de batalha e quando as coisas devem realmente acontecer, o conto acaba, como se a batalha em si fosse um evento menor. Muito bom.

    11. Espaço
    O autor não foi eficaz em descrever plasticamente o cenário, a planície, o reino e os seres envolvidos. A deficiência e ausência de descrições impede o leitor de se reportar a este mundo fantástico.

    12. Valor agregado
    Apesar das questões referentes à honra, ao medo e senso de justiça, não há grande valor agregado. O contexto é absolutamente fantástico e estranho ao mundo atual e real.

    13. Adequação ao Tema
    Totalmente adequado, apesar da pobreza das descrições plásticas, Betiron e seus personagens são totalmente fantasiosos.

  6. Paulo Luís
    22 de março de 2019

    Olá, Elene, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: No aguardo de uma batalha decisiva, um Príncipe guerreiro e seu animal observam de uma colina desértica e quente a esquadra militar inimiga de seu povo e conjetura pensamentos e reminiscências, após fragorosa derrota e aprisionamento do irmão, herdeiro do trono, cujo pai fora morto recentemente. Mas que no fim pede ajuda a reinado aliado para combaterem em união.

    Gramática: É uma leitura fluida sem erros gramaticais e bem conduzida, aparentemente sem nada que a desabone. Muito embora eu a senti um tanto erudita.

    Tema/Enredo: Muita dissertação, discrição de personagens, de grupos; mas sem desenvolver o enredo, tendo em vista que a história se apresenta, pelo menos na aparência, de que iria acontecer vários conflitos, ora de poder, ora de lideranças. Ou seja muito explicação do que deveria ser em ação. Enfim o enredo toma todo o seu desenvolvimento em lucubrações e reflexões de infância. Esse enredo tem matéria para uma epopeia. No mínimo para um romance, e dos grandes

  7. Felipe Takashi
    18 de março de 2019

    Sinopse: Ute é um guerreiro a caminho de uma guerra mortífera, que pode lhe custar não só a vida, mas a derrocadas de diversos reinos. Junto com seu fiel amigo Tot, ele relembra as guerras enfrentadas em suas brincadeiras de infância. O cansaço e o estresse da viagem só não serão menores do que a pressão dos inimigos no campo de batalha.

    Comentários: Esse conto é espetacular, e termina com aquele gostinho de quero muito mais! Um espada e feitiçaria para ninguém por defeito. O processo de rememoração do protagonista conferiu uma humanidade bem grande ao personagem. Só chamo atenção do autor para algumas explicações dentro do texto, que podiam facilmente ser descritas em forma narrativa.

    Lista de contos Felipe Takashi

    1º – A Dama Rubra
    2º- O Dia Em Que Acordei Morto
    3º – Betiron, um Reino
    4º- Os Dois Lados da Penteadeira
    5º- Dezembro
    6º – Sensitu
    7º- Uma Canção Para Nara
    8º – O Animalismo
    9º- Lúcia no Mundo das Coisas
    10º- Passageiro 3J
    11º- Apenas Um Dia Comum

  8. Cicero
    18 de março de 2019

    Uter está montado sobre o seu animal de guerra sob o sol que os castiga. Ele e a criatura são inseparáveis desde que Uter salvou o animal, ainda filhote das garras de feras. Estavam em frente ao campo de batalha observando o acampamento dos milhares de inimigos. Aqui, ficamos sabendo que o irmão de Uter é prisioneiro desses homens. O irmão, herdeiro ao trono deixado pelo pai de ambos, morto a pouco tempo e embora Uter não pretendesse, era ele agora o líder do seu povo e nessa condição convocou ou mais correto dizer, solicitou a ajuda dos reinos aliados, mas os reforços não chegam e sem outra opção Uter tentar inspirar seus soldados, dar-lhes um sentimento de força, contagiá-los com coragem e honra. Desabam galopantes sobre os inimigos, contando em seus íntimos com a morte certa… No último instante chegam os reforços e Uter sabe que seu encontro com a morte não será hoje.

    Considerações: Muito bem escrito, os sentimentos do personagem são bem trabalhados e me chamou atenção às ótimas descrições a preparação das ações para culminar no arremate certo. Muito bom, parabéns ao autor, no quesito originalidade… fica a sensação de já ter visto esse filme.

  9. Ana Carolina Machado
    10 de março de 2019

    Oiiii. Um conto que fala sobre uma batalha. Um guerreiro e sua montaria(uma criatura única) que se preparam para um confronto que pode ser decisivo, contra inimigos que pareciam quererem apenas guerra. Eles contam com reforços de três reinos aliados que chegam apenas quando já começam a avançar. E fica no ar o suspense de quem levou a melhor nessa batalha, esperamos que seja o reino de Betiron. A atmosfera e a expectativa criada são muito boas, assim como as memórias dele que retornam ao dia em que achou sua montaria e as cartas que enviou que remeteram aos filmes medievais, que sempre se recorriam aos aliados em época de guerras. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  10. Rocha Pinto
    10 de março de 2019

    Pronto para início de batalha com sua montaria enfrentando soldados bárbaros que haviam ferido seu povo, reino e família. Faltavam os reforços mas estes chegaram na altura decisiva.

    Boa introspecção do personagem antes do começo de batalha tão decisiva.

  11. André Gonçalves
    10 de março de 2019

    Resumo: O texto retrata um momento no reino de Betiron, no qual o seu líder Ute encontra-se prestes a enfrentar um grande exército de seres desconhecidos. Montado em um animal com incrível poder destrutivo, pensa em como chegou ao poder no reino e se receberia ajuda de seus aliados reinos vizinhos. Decide enfrentar o seu destino ao partir para o ataque quando percebe ao longe que os reforços vêm chegando.

    Comentário: O autor se saiu bem, apesar do texto não ser tão fluido. O texto consegue desenvolver de maneira satisfatória, busca entregar um pouco de personalidade aos personagens, tem boas descrições. Acho que do ponto de vista da narrativa, tem que fazer um planejamento melhor e deixar o texto mais coeso, mais regular. O tema e a trama em si é bem batido, essa cena pré-batalha é meio lugar comum, mas até aí nada demais, em minha opinião, se usamos os cliché como elemento mas não como o centro de todas as questões tudo bem. Nesse caso o autor usou a cena para trazer os pensamentos de Ute e a contar um pouco de sua história. Apesar de faltar ao texto a fluidez que apontei, um tipo de maturidade textual, o conto em geral foi bem. O final ficou um muito aberto para mim, mas isso é bem pessoal, pois esse final sem exatamente uma reviravolta ou clímax propriamente dito é bastante utilizado e aqui não achei ruim, mas esperava que fosse diferente.

    Forma: O autor demonstra possuir bom conhecimento da língua, mas acho que peca na organização do texto, no ritmo, é um pouco difícil explicar, porque não é exatamente um erro, mas uma forma de ordenar pontuação, pausas, apostos, ligações entre parágrafos, continuidade da história, enfim a fluidez que falei antes. Sei que quando somos nós mesmos escrevendo é mais difícil de perceber. Em meus textos quanto mais tempo eu demoro para relê-los, mais consigo me distanciar o suficiente para perceber impropriedades e estranhezas, que sempre tem.

    Quanto a questões específicas aponto o seguinte:

    “menos apertadas do que necessárias” – Você não queria dizer “menos apertadas do que o necessário” ?

    “predominando esta última” – acho que aqui o autor se refere a sentimento, ou seja, deveria usar “este último”

    “batalhas vestidas” – não seria “revestidas”?

    Uma coisa que percebi foi a utilização de parênteses e travessão para apostos. Pode ser um recurso, sem problemas, mas aqui acho que autor não fez propositalmente para evidenciar uma ideia ou outra intenção textual o que termina atrapalhando.

    Exemplos:

    concluiu (com pouco esforço) que o êxito da fuga

    nem estava totalmente integrado ao posto (desconsertado ainda pela perda recente do pai) não havia deixado as obrigações de costume, como nesta última sondagem em que fora capturado.

    Seu pai – líder do seu povo – morrera há poucas estações

    Tem um momento que o autor se refere ao reino como “Betirun”, mas é Betiron não?

    Boa sorte no desafio.

  12. Estela Goulart
    9 de março de 2019

    Resumo: Descrição minuciosa de um momento antes da guerra. Pensamentos e lembranças de Ute, o líder do exército de Betiron, pouco antes de iniciar a guerra.

    Comentários da história: não houve uma história em si. Na verdade, aconteceu uma progressão de pensamentos e descrições de Ute. Confesso que deixa a desejar em algum momento, até porque você repete situações já lidas em vários momentos. Mas se essa foi a intenção, conseguiu perfeitamente. Foi uma bela descrição longa, cansativa e minuciosa. No entanto, eu não encontrei resquícios de Fantasia na sua história. Posso ter lido errado, e peço desculpas, mas só vi o início de uma guerra. Ainda assim, é uma belíssima passagem de história.

    Comentários da narrativa: fluiu bem, mas um pouco cansativa. Depois da primeira descrição perfeita a gente se pergunta onde está o enredo. Era apenas uma progressão de pensamentos de Ute, mas o leitor consegue enxergar cada cena como se estivesse assistindo a um filme. Foi bem bolada sua história.

    Comentários da gramática: impecável. Sem dúvida, a melhor que li até agora devido ao tamanho e ao teor descritivo. Vou até tentar relevar que, em alguns momentos, você forçou demais nesse aspecto de linguagem refinada. Algumas descrições podem ser feitos com mais simplicidade. E também que o leitor já sabe que você escreve bem. Apenas algumas vírgulas em excesso e em falta. Você constrói períodos muito grandes, tente usar a pontuação. Fora isso, impecável.

  13. Sarah Nascimento
    3 de março de 2019

    Um soldado aguarda a chegada de exércitos de reforço para lutar contra uma orda de inimigos.
    Ele é mostrado no início do conto enquanto espera a hora de agir e são mostradas suas reflexões sobre a família, o irmão capturado pelo inimigo, o pai que havia morrido, e a própria infância.
    Ele também conta sobre os pedidos de ajuda a outros reinos e é mostrada sua relação com um animal selvagem que ele resgatou quando filhote.
    No final do conto, ele lidera seu exército para a batalha e vê os reforços chegando para ajudar. O conto se encerra nesse ponto.

    Um conto que prende a atenção no começo, mas depois de alguns parágrafos,, especificamente na segunda vez em que as batalhas imaginárias do Ute são citadas, perde um pouco o interesse.
    Muito criativa essa descrição do Tot, foi ela que me trouxe novamente para o texto.
    Achei o desfecho bem legal, como deixa pra o leitor decidir o que aconteceu depois. Ute e seus exércitos sairam vitoriosos? Ou perderam para esses inimigos tão numerosos? Finais em aberto são muito legais, gosto bastante de contos que terminam assim.
    As reflexões do Ute e o que ele conta sobre a família, principalmente sobre o irmão são aspectos interessantes da historia, outros detalhes que também chamam a atenção são a descrição das árvores de Betiron, ou seja, todos esses elementos diferentes do reino.

  14. jetonon
    28 de fevereiro de 2019

    BETIRON, UM REIONO
    RESUMO
    Um deserto escaldante; seu animal que desde a infância eram inseparáveis; diante de uma batalha, ele, Ute, era o soldado no comando que se preparava para a guerra; a bravura do guerreiro e da sua tropa o faz vitorioso e capaz de vencer; o reforço inesperado!
    COMENTÁRIOS
    O conto é bem escrito, porém, a desenvoltura o torna um pouco longo para o resultado final. Esperava-se mais. Entretanto, tem um enredo legal. A familiaridade com seu animal revela o quanto pode confiar em si mesmo e fazer com que a tropa a qual comandava tivesse a mesma garra.

  15. Paulo Cesar dos Santos
    27 de fevereiro de 2019

    9 – Betiron, um reino
    Resumo; um conto de guerra, que desde o início mostra as situações desta. Já em suas primeiras imagens se percebe isto fácil, quando descreve o chefe, Ute, esperando a hora para junto com seu fiel escudeiro Tot, enfrentar poderosas besta. Chegada a hora, e com apoio, vão à guerra.
    Considerações; interessante este conto, uma boa história, digna de aplausos e esperança que o autor desta, se saia bem com ela.

  16. fernanda caleffi barbetta
    22 de fevereiro de 2019

    Resumo
    Ute estava na encosta de uma alta colina no desertor de Betiron, montado em seu cavalo, se preparando para a maior batalha de sua vida. À sua frente estavam milhares de soldados, criaturas estranhas, o que o fez perceber que aquela batalha real era bem diferente de todas que havia, inocentemente, imaginado. Além do medo, Ute sentia ódio e sede por vingança e justiça. O povo adversário havia levado seu irmão mais velho em uma invasão inesperada. Com a morte anterior do pai e a captura do irmão, Ute assumiu a liderança de seu povo. Apesar de não acreditar que o irmão seria um bom líder, ele nunca havia se oposto à sua ascensão. Ute era mais forte e mais bem preparado que o irmão e se sentia culpado por não ter conseguido impedir a sua captura. Ute aguardava a chegada de tropas aliadas, mas, quando os adversários se mostraram mais impacientes, ele percebeu que não poderia mais esperar pelos reforços e convocou os seus soldados para a batalha. Quando estavam indo na direção do inimigo, quase todo o reforço foi surgindo para ajudá-los.

    Comentário
    Gostei do conto. O autor soube conduzir bem o texto. É um conto muito bem escrito. Um pouco previsível.
    Como sugestão, tiraria a parte entre parênteses porque quebra a leitura. Não acho necessária. “todavia, dois soldados conseguiram (em breve saberemos) fugir da matança e relatar”.
    Achei este parágrafo confuso: “Um deles morreu na chegada, vítima de um ferimento de lança, quando já estavam bem afastados, sendo atingido por um disparo tão certeiro cuja arma foi arremessada a uma distância assustadoramente grande e, como que para causar terror e demonstrar a habilidade do atirador, apenas feriu o alvo, permitindo que o moribundo vivesse e caminhasse definhando até a chegada, para transmitir a mensagem, se não pudesse o outro faria.”
    Achei um pouco estanha a parte que fala dos dois corações do cavalo sem uma explicação de que ele era um animal extraordinário (isso vem bem depois). Fez parecer que todos os cavalos possuem 2 corações.
    Achei esta parte muito descritiva, são muitos exemplos. Ficou cansativo e desnecessário. “aprender alguns dos comportamentos de um exército em suas táticas de guerras como recuos, abertura de alas, movimentações, pontos fortes e fracos, terrenos, ataques surpresas, uso de peritos, adaptabilidade e a inescrutabilidade, movimento de montarias, arqueiros, aríetes, torres, catapultas, uso do fogo e tantas outras armas e ferramentas de guerras”.

  17. Elisa Ribeiro
    20 de fevereiro de 2019

    O Guerreiro Ute encontra-se no alto de uma colina. Está montado no animal de nome Tot, seu fiel companheiro. O texto descreve o cenário, as lembranças e os sentimentos de Ute antes de se lançar colina abaixo em uma batalha.

    Aqui temos um estilo hiper-descritivo de contar uma história. O texto me pareceu parte de algo maior.

    O que sobressai no conto é justamente esse talento descritivo do autor, que não se limita à aparência dos personagens e do cenário, mas a interioridade, passado, memórias e sentimentos do personagem Ute. O problema para mim como leitora é a ausência de ação. Quando a ação vai começar – a batalha – finda-se a narrativa.

    O estilo é preciso para o que se propõe, a linguagem adequada e não detectei qualquer deslize na revisão. O texto está muito bem escrito.

    Parabenizo-o pelo talento em criar imagens tão vividas e desejo sorte no desafio. Um abraço.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Informação

Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série C-Final, Série C1 e marcado .