EntreContos

Detox Literário.

Elevador (Virgílio Gabriel)

 

Olá, muito prazer. Não posso revelar o meu nome, e usarei esta carta para contar-lhes como vim parar neste lugar estranho, silencioso e terrível. Talvez ao fazer isso, algum de vocês possa me ajudar. Eu preciso tentar.

Tudo começou aproximadamente em julho deste ano, em uma noite chuvosa, sozinho no meu quarto. Estava no computador xeretando as contas de Facebook dos meus amigos, quando o celular em cima da cama vibrou. Me estiquei para pegá-lo, mas não era nada esperado. Apenas um número desconhecido que havia me enviado um texto. Ele dizia o seguinte:

Como ir para um outro mundo através de um elevador de um prédio com mais de 10 andares:

1. Tome o elevador.  – É preciso estar absolutamente só.
2. A seguir, mova o elevador para o 4º andar, logo em seguida, ao 2º, ao 6º e ao 10º andar, nessa ordem – O experimento será quebrado, se durante o processo alguém mais entrar no elevador.
3. Ao chegar no 10º andar, não desça e aperte o botão para o 5º andar.
4. Ao chegar no 5º andar, uma jovem mulher entrará no elevador. – Não fale com ela.
5. Após ela entrar, aperte o botão para o andar térreo.
6. Ao apertar o botão, o elevador não irá para o térreo, mas sim, subirá até o 10º andar. – Durante a subida, não aperte nenhum outro botão, ou o experimento fracassará.
7. Ao passar pelo 9º andar, o ritual estará praticamente garantido.

Só existe um modo para se ter certeza de que foi um sucesso. Nesse outro mundo, só existe uma única pessoa, você. Ah, e mais uma coisa: a garota que toma o elevador no 5º andar, não é um ser humano.

O texto até era assustador, mas não me importei, pois para mim se tratava de mais uma dessas correntes de internet. Lembro que após ler aquelas instruções, desliguei o computador, coloquei o celular para carregar e fui dormir.

Durante o sono, me vi flutuando em um céu noturno. Passeava por entre as nuvens. O céu estava limpo e estrelado. Ao longe, vi um vulto que se aproximava. Apesar de veloz, não me assustei. Sua presença era calma e reconfortante. Uma mulher de pele alva, esguia, de cabelo negro, longo e liso. Antes que eu pudesse analisa-la por inteira, o seu corpo se encostou por completo ao meu, como um encaixe. Petrificado, observei sua boca ir lentamente até o meu ouvido e sussurrar: – Me encontre no quinto andar…

Acordei apavorado, com minha a mãe gritando que iria me atrasar para o trabalho. Na verdade, era o meu estágio não remunerado da faculdade. Claro que se ela quisesse tratar aquela porcaria como um emprego de verdade, para mim estava tudo bem. Troquei de roupa, peguei o celular, e corri até a minha bicicleta. Quando já estava há uns 10 metros da casa, pude jurar que ouvi a minha mãe gritando algo relativo ao café que deixara de tomar. Se eu pudesse voltar no tempo, teria dado meia volta para vê-la mais uma vez. Mas não o fiz, pois no prédio do escritório havia uma cantina farta para os estagiários.

O prédio está localizado próximo a minha casa, em um bairro pouco urbanizado. Não posso contar o local exato, mas é um edifício antigo, com mais de 20 andares, e em cada um deles, há salas dos mais diferentes serviços: dentista, consultórios médicos, escritórios de advocacia, escritórios de contabilidade, e, entre eles, a agência de publicidade na qual eu trabalhava, ou quase isso.

Logo na recepção do edifício, no térreo, há, ou havia, não sei, uma moça muito bonita, que mesmo me vendo todos os dias, sempre pedia para conferir o meu crachá. Queria pensar que se tratava de algum tipo de paquera, mas no fundo, sabia que ela realmente não se lembrava de mim. E também pudera, sou um rapaz discreto, magro, de 19 anos, que mesmo com descendência oriental, não possui olhos puxados. Sou do tipo bem comum, facilmente esquecível. – Isso não favorece muito a minha situação atual.

Antes que fosse até os elevadores, a garota me alertou que os dois principais estavam com problema, que deveria usar o de serviço. – Sem problemas – pensei.

Enquanto esperava o elevador abrir a porta, recordei da mensagem recebida na noite anterior, e da mulher do sonho. Retirei o aparelho celular do bolso, e após reler calmamente o texto, algo dentro de mim passou a pedir que eu fizesse o teste. Meus pés batiam no chão com certa velocidade, estava inquieto. Reparei no relógio do aparelho, e ainda faltava meia-hora para ingressar no estágio.

Assim que as portas se abriram, entrei. Estava sozinho. O primeiro andar da lista seria o quarto, e por coincidência, era o do meu serviço. Cliquei. Enquanto subia, pensava em tudo aquilo. E quanto mais os segundos passavam, mais tinha certeza que usar o tempo vago dessa maneira seria uma grande besteira. É evidente que seria mais útil usar aquela meia-hora de sobra para comer algo. Porém, assim que o elevador chegou ao andar desejado, quase que como um instinto, meu dedo seguiu até o botão dois.

Não podia mais parar. No botão seis e dez, torci para que ninguém entrasse no elevador, pois me sentiria um idiota. Ninguém entrou. Confesso que no momento de pressionar o número cinco, passei a sentir um calafrio. Por mais que no fundo eu soubesse que tudo aquilo era perda de tempo, ainda assim, um pouquinho de mim esperava que a mulher do sonho estivesse naquele andar.

No momento em que o elevador chegou ao seu destino, a porta se abriu. Uma mulher entrou e rapidamente se virou de costas. Sem me conter, soltei um “- Bom dia”, bastante empolgado. Precisava ter certeza que não era ela. Entretanto, para a minha surpresa, logo após saudá-la, a porta imediatamente se abriu e a moça misteriosa saiu por ela rapidamente. Consegui ainda ver brevemente o seu rosto de soslaio. Era ela? – Naquele momento fiquei em dúvida, mas hoje sei que sim. – Fiquei sem reação e sem ar por um bom tempo. Abri o celular para ver se tinha feito algo indevido: “Regra 4. Ao chegar no 5º andar, uma jovem mulher entrará no elevador. – Não fale com ela”.

No tempo que me restava antes de entrar no estágio, tentei fazer a sequência outras inúmeras vezes. Todavia, sempre antes do quinto andar, alguma pessoa entrava no elevador. Impaciente, tinha que fazer tudo novamente. Ao perceber que já estava bem atrasado para o estágio, frustrado, cliquei no 4º andar e fui ao meu destino. Ao invés da bela mulher do sonho, teria que encarara bruxa da minha chefe. Minha vida era assim, e até já havia me acostumado.

Passei o dia todo fazendo artes chatas para supermercados. Mas é claro, com a cabeça no elevador e na donzela misteriosa. Sabia que na saída não conseguiria privacidade no elevador, então resolvi fingir que estava indo embora, e me escondi no local das escadas de emergência. Mandei uma mensagem para a minha mãe, dizendo que iria do estágio direto para a faculdade, e que depois dormiria na casa de um amigo. – Nunca cheguei a ler a resposta. – Permaneci escondido até escurecer. Precisava ter certeza que o prédio estava quase todo, ou completamente vazio.

Ao ler essa carta, você pode pensar que tudo isso não fazia sentido, e hoje, pensando bem, também acho que não. E por isso mesmo, tenho convicção de que algo maior estava me movendo, martelando a minha mente. Mas preciso continuar, não sei mais quanto tempo eu ainda tenho.

Em passos leves, abri a porta que dava para o corredor do andar. As luzes, automáticas, se acenderam. Caminhei até o elevador, e iniciei o ritual: 4º andar, depois 2º, 6º e 10º. Respirei fundo, tentei refletir o quão idiota eu poderia estar sendo, mas a reflexão pouco durou e apertei o botão cinco. Assim que o elevador parou nesse andar, a porta se abriu. Mas não havia ninguém. Eu não sabia bem se estava frustrado ou aliviado. Mas um segundo antes da porta se fechar, uma mão a segurou, a mulher estava lá, novamente.

Fiquei completamente apavorado, mas também curioso. Acredito que em uma situação normal, eu teria abandonado. Porém, naquela ocasião, sentindo uma força maior, não desisti. Apertei o botão do térreo, e, conforme a mensagem, o elevador iniciou a sua subida. Quando o ponteiro apontou o nove, um arrepio tomou conta do meu corpo, sabia que não tinha mais volta.

No 10º andar a porta se abriu. Ao olhar para a garota, ela não estava mais de costas. – Ainda fico pensando em como ela se virou tão rápido, sem que eu percebesse. – Os seus olhos estavam fixos nos meus, e ela ria. Ou melhor, gargalhava. O problema é que não emitia som. Era muito estranho vê-la daquela forma, sem poder ouvi-la. Tentei perguntar o que era tudo aquilo, mas também não escutei a minha própria voz. Assustado, saí trôpego do elevador, e não consegui sequer impedir que a porta se fechasse às minhas costas.

Desci desesperado pela escadaria do edifício, e só após me cansar, reparei que o cenário não se alterava. Ainda estava no 10º andar. Olhei pela janela, e a cidade não mais existia, um chão cinza se estendia até onde eu conseguia ver. No céu, a noite era opaca, sem estrelas, sem nuvens, apenas preto. As portas dos escritórios estavam fechadas, então precisei arrombar. Porém, ao contrário de outrora, dentro não haviam mais móveis. Estava tudo vazio, escuro e silencioso. Peguei meu celular, mas fora mais uma tentativa frustrada, ele também não funcionava.

Achava que meu corpo estava quente, por ter me cansado tentado descer as escadas, mas o calor aumentou tanto, que mesmo com a fraca luz de emergência, reparei que a minha pele estava começando a enrugar. Tirei toda a roupa, que nesse momento estava molhada de suor. Por algum tempo, jurei que os vultos ao meu redor eram frutos da minha mente cansada. Mas infelizmente não eram alucinações.

Com o tempo, e mais acostumado ao escuro, percebi que os vultos é que não me deixavam sair do chão. Eles estavam comendo o meu corpo lentamente. Não sentia tanta dor, pois uma espécie de saliva anestesiava os meus membros. Ainda assim, tem sido horrível sentir o meu corpo ser comido. Uma das orelhas já desprendeu da minha cabeça, e o nariz, eu penso que também. Só não tive ainda coragem de tocar para confirmar.

Uma hora atrás o elevador voltou a se abrir, e lá estava ela, a garota misteriosa. Os vultos pareciam teme-la, eles se afastavam. Pude rastejar até próximo aos seus pés. Ela continuava com aquele riso silencioso assustador. Sua boca é enorme, cheia de dentes pontiagudos, nada compatível com o seu rosto fino. Estou chorando, com muito medo. Não me lembro dela ter aqueles traços vampirescos.

Aquele ser medonho se ajoelhou ao meu lado e me entregou duas folhas, uma escrita e outra em branco, além de uma caneta. Com a luz do elevador aberto, que piscava, pude ler um pouco do que estava escrito. Dizia que eu deveria escrever uma carta com a minha história, para que alguma pessoa viesse me salvar. Afirmava ainda, que o texto feito por mim seria divulgado amplamente.

Sei que muitas pessoas pensarão ser ficção, mas se alguma acreditar, e seguir as regras dos andares, eu poderei voltar ao meu mundo.

Contei para vocês a minha história, o quanto consegui, sem revelar nomes e local do apartamento, pois assim fora determinado. Eu já não sei quanto poderei aguentar. Meus braços e pernas estão finos, praticamente não tenho pele. Meus pelos corporais, e os dentes, todos caíram. Estou entregando a carta neste momento para a mulher. Já não sei mais o que dizer para que acreditem no que digo. A dor está voltando, preciso deixar os vultos me comerem. O calor começa a dar lugar a dor.

Por favor, alguém siga as instruções dos andares, as que eu fiz. Isso não é ficção! Me aju….

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18 comentários em “Elevador (Virgílio Gabriel)

  1. Júlia Alexim
    19 de dezembro de 2018

    O conto tem a forma de uma carta escrita pelo narrador para o leitor. O narrador recebeu uma mensagem de texto com instruções para, usando um elevador, entrar em outro mundo. O narrador, depois de alguma dificuldade, segue as instruções e termina em outro mundo. Só que ele está preso em um outro mundo onde vai ser comido por vultos. Uma mulher que ao longo da história aparece no elevador entrega um papel para que o narrador escreva uma carta para quem alguém possa salvá-lo. O final, contudo, insinua que ele foi comido enquanto escreve. O conto prende o leitor, tem uma boa ambientação, o texto é correto e a história é boa. Gostei muito de quando ele corre pelo prédio e continua sempre no décimo andar. Isso poderia até ser mais explorado. A imagem é sufocante e transmite o sentimento do narrador ao leitor. Acho que vale pensar, cabendo, claro, ao autor decidir, se faz sentido ele escrever uma carta pedindo ajuda e, ao mesmo tempo, parecer que ele morre enquanto escreve. O final podia ser mais aberto e deixar mais forte a sugestão, que já está no texto, de que a história é real e de que o leitor pode salvar o narrador ou terminar preso naquele outro mundo também.

  2. Evandro Furtado
    19 de dezembro de 2018

    O conto é sobre a história de uma cara que encontra uma maneira de viajar para uma dimensão paralela. Ele se arrepende amargamente.

    Gostei muito do clima de creepypasta que o conto tem. É daqueles que prendem a atenção do começo ao fim, deixando no leitor a vontade de descobrir o que vem a seguir. As descrições, no geral, são aterrorizantes, e a construção da atmosfera de horror é muito bem feita.

  3. Givago Domingues Thimoti
    18 de dezembro de 2018

    Elevador

    Caro(a) autor(a),
    Desejo, primeiramente, uma boa Copa Entrecontos a você! Acredito que ao participar de um desafio como esse, é necessária muita coragem, já que receberá alguns tapas ardidos. Por isso, meus parabéns!
    Meu objetivo ao fazer o comentário de teu conto é fundamentar minha escolha, além de apontar pontos nos quais precisam ser trabalhados, para melhorar sua escrita. Por isso, tentarei ser o mais claro possível.
    Obviamente, peço desculpas antecipadamente por quaisquer criticas que pareçam exageradas ou descabidas de fundamento. Nessa avaliação, expresso somente minha opinião de um leitor/escritor
    PS: Meus apontamentos no quesito gramática podem estar errados, considerando que também não sou um expert na área.
    RESUMO: O conto aborda o relato de um estagiário que cai na Armadilha de um demônio chamado Gremory (gente, não pesquisem, ta? Vocês vão cair numas páginas meio tensas).

    IMPRESSÃO PESSOAL: É um bom conto. Não sou muito fã do suspense/terror, mas esse conto conseguiu captar minha atenção.

    ENREDO: O enredo é fluido, bem escrito e muito bem trabalhado. Além disso, consegue captar a atenção do leitor. É bem verdade que a condução da história levou para um desfecho um tanto quanto previsível. Ainda assim, acho que nem todo mundo veria o que estava prestes a acontecer.
    Queria destacar o tema. Acho muito legal o clima que o autor conseguiu imprimir na narrativa. Lembrei daquelas histórias que ouvimos quando somos crianças, como por exemplo a Loira do Banheiro (essa maldita lenda me faz até hoje evitar o espelho do banheiro, principalmente públicos)
    GRAMÁTICA: Observei alguns deslizes. Algumas vezes, o(a) autor(a) esqueceu de colocar acentos nos verbos com próclise, tal como:
    analisa-la => analisá-la
    Além disso, os poucos travessões que o texto possui está incrustado nos parágrafos. Confesso que não sei se é erro de formatação ou erro meu, que não sei por inteiro as regras gramaticais, mas acho prudente apontar também

    PONTOS POSITIVOS:
    • Como falei, a leitura é fluída e prende a atenção
    • Clima de lenda urbana

    PONTOS NEGATIVOS
    • Talvez o desfecho. Achei um pouco previsível.

  4. Gustavo Araujo
    17 de dezembro de 2018

    Resumo: Rapaz recebe mensagem no celular com instruções para ir a outro mundo — por uma sequência de andares em um elevador. Aproveita o prédio em que trabalha e segue as indicações. Por fim, vê-se nesse outro mundo, onde criaturas o devoram.

    Impressões: conto com temática adolescente, que tem sucesso na construção do suspense. A parte gramatical está um tanto imatura, porém — ainda que isso possa ser creditado ao personagem/narrador, que escreve a carta sob pressão da vampira-mestre. De todo modo, é uma história bacana, que entretém e que leva o leitor a avançar com rapidez. Um texto fluido, com uma boa premissa. Nesse aspecto, cumpre o objetivo a que se propõe. Longe de ser um texto memorável, revela-se um ótimo passatempo. Vejo aí um roteiro daqueles filmes legais de sessão da tarde. Não agrada os que buscam na leitura uma experiência mais profunda, mas certamente cativa os que gostam do terror juvenil ao estilo de sexta-feira 13. Parabéns ao autor e boa sorte no desafio!

  5. Fil Felix
    16 de dezembro de 2018

    Boa tarde! Um garoto recebe uma mensagem no celular, sobre uma lenda urbana envolvendo elevadores. Ele decide praticar, encontrando a mulher uma vez e errando a ordem. Na segunda tentativa, após o expediente, acaba entrando numa espécie de submundo, criando uma carta enquanto morre devorado.

    Prédios e elevadores possuem suas próprias lendas urbanas, como a do 13º andar. Então achei legal utilizar de uma nova lenda, agora passada pelos celulares, envolvendo elevadores. A narrativa também está realista, descrevendo bem o protagonista e as situações, como ele ter tentado uma vez e não conseguido. Há alguns errinhos de digitação, mas nada grave. É como uma sequência de andares que destrava esse submundo. Só achei que não explorou muito esse outro lado, sobre o lugar, os vultos ou a mulher misteriosa, comentando apenas a questão vampiresca.

  6. Miquéias Dell'Orti
    16 de dezembro de 2018

    RESUMO

    Garoto recebe uma mensagem no celular indicando passos para ir a outro mundo por um elevador com a ajuda de uma misteriosa mulher.

    Ao tentar seguir as instruções, se vê preso numa dimensão caótica e começa a ser devorado por criaturas estranhas das quais só vê em forma de vultos.

    Por fim, a mulher misteriosa aparece e lhe entrega dois papeis, um em branco e outro com instruções para escrever uma carta pedindo que o resgatassem. É essa carta que lemos no conto.

    MINHA OPINIÃO

    Um ótimo conto de terror, meio que no estilo das creepypastas, famosas no Wattpad.

    Gostei muito da história. Muito mesmo. A narrativa é muito bem construída e os momentos de tensão estão presentes do começo ao fim do conto. A técnica de usar os andares para aumentar o clima de tensão e de manter toda a narrativa num teor verossímil (que nos faz crer que seria mesmo possível chegarmos a esse mundo maldito se seguirmos as instruções) ficaram excelentes.

    Tenho apenas algumas ressalvas que, a meu ver, podem deixar o texto ainda melhor:

    Creio que algumas partes nos dão um viés sobre o desfecho que, se não estivessem ali, trariam mais tensão ao conto, como essa em que o narrador fala:

    “…teria dado meia volta para vê-la mais uma vez.”

    ou

    “Nunca cheguei a ler a resposta.”

    Essas “dicas” sobre o desfecho tiraram um pouco da magia e da potência do fim do conto.

    No parágrafo que começa com “O prédio está localizado próximo a minha casa.” houve uma mudança de tempo verbal do passado para o presente que soou estranha. Mas depois parece haver uma confusão entre o tempo com o próprio protagonista quando ele diz:

    “Logo na recepção do edifício, no térreo, há, ou havia, não sei,”

    Então, talvez a mudança de tempo nesses períodos seja proposital, se for, gostaria de saber por quê.

    É isso. Um ótimo trabalho!

    Parabéns!

  7. Ana Carolina Machado
    13 de dezembro de 2018

    Oiiii. Um conto de suspense e terror que começa com uma carta em primeira pessoa falando como tudo começou, como ele foi parar naquele mundo sinistro. Logo após é falado de instruções para que o elevador sirva como um tipo de portal para outro mundo, um texto semelhante a correntes e creepypastas que circulam pela internete, logo após é narrado o pesadelo que o rapaz teve com a mulher que é citada que entra no quinto andar. O dia amanhece normalmente com ele tendo que ir para o estágio que fica em um prédio de mais de vinte andares, mas de alguma forma aquelas instruções o fazem tentar, mas nas primeiras tentativas ele estraga tudo ao dizer bom dia para a mulher sobrenatural e nas seguintes pessoas entram no elevador e atrapalham todo o processo. Espera o prédio ficar quase sem ninguém e finalmente consegue concluir tudo que era indicado, porém ele preferia não ter conseguido, pois se viu em um mundo frio e medonho em que sombras o devoram vivos. A mulher assustadora volta, já com uma aparencia assustadora, e o manda escrever uma carta para que quem sabe alguém possa vim o ajudar, mas devido ao estado dele a escrita termina com um pedido de ajuda cortado pela metade. Gostei do ar de mistério que segue durante todo o conto, temos a curiosidade de saber o que vai acontecer depois dele completar os passos a passos, o que terá nessa outra dimensão e como vai terminar. Eu tenho um certo medo de elevadores por causa do elevador da minha faculdade que é meio sinistro, por causa disso sentir o terror do conto. E achei genial que o personagem não dissesse o nome ou o nome do prédio, pois assim fica a impressão que pode ser qualquer prédio do Brasil e isso aumenta o terror do conto. Parabéns e boa sorte no desafio .

  8. Felipe Rodrigues
    9 de dezembro de 2018

    Um estagiário recebe uma mensagem com as instruções para fazer uma tarefa que envolve o elevador. No começo não liga, mas depois de um sonho em que estava voando e encontra uma mulher, acorda atrasado e sai correndo. Chegando no elevador, vê que falta muito tempo ainda para entrar, não resiste e segue as instruções do truque do elevador. O jogo consiste em visitar alguns andares, voltar, e então você chegaria em outro mundo. Ele consegue. Chegando no tal outro mundo, o cenário nunca muda, as portas estão sempre fechadas, na janela não há ninguém, um chão cinza em fim, e luzes baixas. Então ele arromba uma das portas e vultos começam a perseguir o rapaz, comendo-o. A dor não era tanta, pois a saliva parecia adormecer as partes faltantes, mas logo sua pele enruga, e os vultos papam ele quase todo. Então novamente surge a tal moça, (donzela! rs) que na verdade é uma monstro, abre o elevador, oferece uma caneta e um papel para ele, pois os vultos tinham medo dela. Na carta do papel, conta que precisa ser salvo e que precisa de ajuda, dando a entender que não é uma ficção.

    Esse menino de 19 anos, ele não quer trabalhar, ele quer encontrar a mulher misteriosa no elevador…

    Me pareceu real, pois dá realmente impressão de que o personagem está pedindo socorro, o texto passa essa aflição de quem conta a história, as descrições dos acontecimentos estão muito bem colocadas, deixando tudo muito assustador.

    Mas, se me permite, gostaria de fazer uma análise sobre o sonho, pois encontrei uma história praticamente paralela nele. Me parece que o personagem sente-se esquecível, inexpressivo, então é meio que um desejo que ele tem de encontrar essa mulher, uma espécie de atração dele, visto que o rapaz parece ter 19 anos e está buscando “algo”.

    Mas, enfim, se a mulher é um monstro, para ele, concretizar o ato sexual é um pouco assustador, tanto é que ele é comido por essa mulher, comido com os dentes mesmo, com a boca enorme. Então, ao final, essa ajuda é algo como o fim de uma aflição tanto do personagem dentro daquelas portas quanto um pedido de mudança. Na impossibilidade de conseguir realizar tal desejo, o personagem coloca-se numa prisão, perde audição, olfato. É quase uma dupla história, o que deixa o texto rico.

  9. Paulo Luís
    7 de dezembro de 2018

    Olá, Gremory, boa sorte no desafio. Eis minhas considerações sobre seu conto.

    Enredo: Rapaz recebe mensagem de celular, de como se chegar a outro mundo. Embora, a princípio, não aderindo ao apelo, por fim não resiste à tentação de experimentar. A partir de então passa a viver um intenso pesadelo mental ao enfrentar a aventura no elevador de onde trabalha, dando-se muito mal, quando passa a implorar ao leitor para salvá-lo.

    Gramática: faltou acento grave em (analisa-la), e mais um erro de digitação? (encarara) ou encarar a. Mais uma falta de acento, o circunflexo, (teme-la). Mas nada que uma revisão mais atenta não conserte.

    Tema: Um conto desenvolvido pelo prisma da literatura fantástica, bem fantasiosa. Não é possível fazer uma avaliação mais aprofundada pelo enredo proposto, visto ser uma experiência que depende do leitor ter que vivenciá-la “in loco”. Para tanto vou esperar o de-safio chegar ao seu fim para vivê-la realmente, e ter uma posição mais balizada da situação. Visto que estou a brincar, pois achei o trabalho muito bom, e o percebi mais pelo lado cômico. Acredito que com mais liberdade, quanto ao tamanho, visto o regulamento limitar em duas mil palavras, poderia se explorar a ideia com mais proveito. Mas um trabalho bem construído, com uma narrativa que flui bem.

  10. Catarina Cunha
    7 de dezembro de 2018

    O que processei disso tudo aí: Um estagiário recebe uma mensagem para pagar mico, subindo e descendo, no elevador do escritório. Estagiários sempre são vítimas de trote no escritório, pensei; só que não. O bagulho fica doido e tudo acontece.

    Título: Entrega um pouco a trama, mas tá valendo.

    Melhor imagem: “Olhei pela janela, e a cidade não mais existia, um chão cinza se estendia até onde eu conseguia ver. “

    Impacto: Relativo ao gênero é eficaz. Gostei muito da premissa e a maneira teen que a trama se desenvolve. Tenho um humor questionável, logo consegui me divertir bastante com o conto. Cabe uma revisão e o fim pode ser melhor trabalhado, não sei. Mas tenho uma certeza: assim que eu puder vou visitar um prédio de 10 andares e testar a teoria. Parabéns por gerar estranheza e inquietação.

  11. Ana Maria Monteiro
    2 de dezembro de 2018

    Observações: Muito bom, carregado de imaginação, uma história absurda que se apresenta credível. Uma história que sê lê de bom grado e cumpre com a função de entretenimento. PS: Lamentaria não o/a alertar para estas duas gaffes, tem um “há” que deveria ser “à” e duas palavras sem espaçamento: onde se lê “encarara” você quis escrever “encarar a”.
    Prémio “Cuidado com o que lhe chega através da net”

  12. Cirineu Pereira
    29 de novembro de 2018

    Resumo

    Após receber uma mensagem no celular com instruções sobre como chegar a outra dimensão através de um elevador, um jovem estagiário, apesar de não levar a sério, sente-se compelido a testar o experimento no prédio do escritório em que estagia. Para sua ruína, ele vai parar mesmo num mundo habitado por fantasmas carnívoros e uma jovem monstruosa. Sua única chance de salvar-se é que alguém leia seu relato e repita as instruções.

    Análise:

    O parágrafo inicial de Elevador funciona como um preâmbulo, ao meu ver, mais que desnecessário, prejudicial, pois define de antemão o caráter epistolar do conto, bem como sintetiza o enredo, furtando do leitor o prazer de descobrir por si mesmo tais coisas.

    O conto em si inicia-se com o segundo parágrafo, e a expressão usada na abertura, “Tudo começou…” é um clichê desestimulante. Superado isso, segue-se a única porção da narrativa que não é pretensamente escrita pelo próprio protagonista, um conjunto de instruções, que o personagem teria recebido como uma espécie de spam, sobre como alcançar outro mundo (ou dimensão), através de um elevador. Bem, a descrição dessas orientações também poderiam ser mais, digamos, técnicas, mas, para todos os efeitos, seria apenas um spam (ainda que adiante o conto revele tratar-se de algo mais sério).

    No desenvolvimento, a narrativa, apesar da simplicidade do estilo, é fluída e coerente com o narrador proposto. É rápida, sucinta, sem se deter em detalhes desnecessários, deixando margem para a imaginação do leitor e administrando bem o suspense.

    No entanto, a conclusão pareceu-me um tanto pobre, o autor não consegue transmitir ao leitor o horror, a agonia e o medo supostamente vividos pelo personagem. Quero crer que somente no arremate o caráter epistolar do texto deveria ser revelado, dando a entender (e o autor até deu, porém de forma pouco sugestiva) que aquele que repetir os procedimentos salvará o protagonista, substituindo-o, no entanto, em sua prisão noutro mundo. Aliás, caso – e quero crer que seja o caso, pois assim o conto se faz mais rico – o personagem tenha substituído alguém, esse personagem talvez devesse receber alguma menção no texto.

    Enfim, um enredo inteligente e criativo, digno de um bom filme de terror e que, possivelmente, apenas não obteve melhor resultado em razão do prazo reduzido.

  13. Marco Aurélio Saraiva
    29 de novembro de 2018

    Um conto curioso, que me lembra muito das creepypastas que tanto aprecio. Você escreve bem pra caramba, daquela forma simples mas que prende qualquer leitor com o seu carisma e a forma como conduz a história. Fiquei curioso até o final e, para dizer a verdade, o fato de você entrar em tantos detalhes quanto ao “mundo” no qual o narrador entra até quebrou um pouco a expectativa, mas nem tanto.

    A subjetividade do texto foi mais convidativa para mim: o não saber o que aconteceria, o mistério do ritual, as motivações do narrador. Mas o “mundo do elevador” também foi, de qualquer forma, assustador; especialmente a mulher que “sorri sem fazer som” com sua bocarra de dentes afiados.

    Gostei muito do seu conto, parabéns!

  14. Fheluany Nogueira
    28 de novembro de 2018

    a. O protagonista está em um “lugar estranho, silencioso e terrível”. É retido por vultos que comem o seu corpo lentamente. Ele foi parar ali ao seguir estranhas instruções recebidas no celular. A moça, que já aparecera em seus sonhos anteriores e que participa da transição, orienta o rapaz a escrever uma carta com a sua história, para que alguma pessoa possa vir salvá-lo. Deduz-se, então, que o texto no celular foi algo semelhante. Dessa maneira, no epílogo se justifica o formato de carta para o conto, um queixume por ter se colocado em tais dificuldades.

    Pareceu-me um conto de terror, pois há o sobrenatural, uma ambientação sinistra e misteriosa, o medo sincero do personagem. A narrativa é simples sob o ponto de vista do jovem aprisionado, interessante, mas a trama deixa muito a desejar. De tal modo que o leitor fica meio que boiando num enredo que se resume a uma personagem que se assusta e sente modificações psicofisiológicas diante da situação criada (meio artificial, não crível, nonsense). Isso é bem pouco, em se tratando de texto literário. Demorei a me envolver com a história, não sei se por ser muito descritiva, muita narração e poucos diálogos ou porque não me provocou emoção.

    Há alguns deslizes gramaticais e de pontuação, pequenas distrações que não atrapalharam a fluência da leitura ou a compreensão do texto e justificados pelo tom informal do discurso de primeira pessoa. Outro aspecto negativo é a carência vocabular, que provoca repetições contínuas e desnecessárias de palavras e informações.

    Parabéns pela participação. Abraço.

  15. Sidney Muniz
    24 de novembro de 2018

    Resumo: O texto se trata de uma espécie de corrente daquelassss que tipo tem um demônio filho da puta com corpo de gostosona querendo fuder todo tipo de otário que quiser entrar num elevador e cumprir uma ordem exata de acordo com o figurino…

    Análise!

    Conto interessante e bem pensado. Não achei assustador, mas a forma como foi contada foi satisfatória!

    Gramática:

    Acordei apavorado, com minha a mãe gritando – tem um “a” sobrando

    Ao invés da bela mulher do sonho, teria que encarara bruxa da minha chefe – “encarar a”

    Porém, ao contrário de outrora – esse “outrora” está totalmente fora do vocabulário adotado na narrativa.

    Estou dando nota para o conto sem o pedido prévio de análise, caso venha a ser solicitado haverá o confronto das notas finais dos dois contos para escolha do vencedor do embate.

    Critério nota de “1” a 5″

    Título: 2 – Acho que nesse caso o título está muito direto e pouco criativo.

    Construção dos Personagens: 4 – Gostei bastante da forma como os personagens foi apresentado, o autor(a) foi muito eficiente.

    Narrativa: 4 – Bem conduzida!

    Gramática: 3 – Alguns pequenos equívocos de digitação e algumas repetições de palavras durante o texto.

    Originalidade: 3,5 – Bem, é um conto original sem nada novo, com base naquele tipo de corrente que enche o saco… haha, mas tem sua originalidade!

    História: 3,5 – Não sei, é legal, bem bolado a sequência do elevador, mas não tem nada novo em minha opinião. Como a história foi bem desenvolvida, vai a nota 3,5.
    Mas reafirmo que é um excelente conto!

    Total de pontos: 20 pts de 30

    Boa sorte no desafio!

  16. Leo Jardim
    23 de novembro de 2018

    🗒 Resumo: rapaz recebe uma mensagem misteriosa, resolve seguir as instruções no elevador do estágio e acaba num outro mundo tendo sua vida sugada aos poucos pelos seres de lá. O conto é uma carta de socorro.

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): a história é fluida e prende a atenção para saber o que há no outro mundo. Já sabemos desde o inicio que ele conseguiu chegar lá, então a parte central acaba servindo para aumentar a tensão. Quanto ele chega no outro mundo, porém, o conto perde a força. Desde o início já esperava que lá fosse ruim e só se confirmou. A parte que a mulher dá um papel para escrever ficou solta, sem explicação: por que ela fez isso? Aliás, o conto termina com algumas perguntas incômodas: quem mandou a mensagem inicial? Quem é a mulher? Por que tudo aquilo aconteceu? A ausência das respostas nesse caso empobrece a trama.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): o texto é fluido e a trama ajuda a prender a atenção. A técnica precisa, porém, de um pouco de lapidação: está muito simples e direta. Anotei também alguma coisa que peguei enquanto lia:

    ▪ Acordei apavorado, com minha *a* mãe gritando (sobrou um “a”)

    ▪ Troquei de roupa, peguei o celular *sem vírgula* e corri até a minha bicicleta (numa enumeração, antes do último item não tem vírgula)

    ▪ Quando já estava *há* (a) uns 10 metros da casa

    ▪ O prédio *está* localizado (verbo no presente; o ideal seria usar “estava”; o mesmo para o restante do conto quanto ao uso do presente)

    ▪ teria que *encarara* (encarar a) bruxa da minha chefe

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): esses contos de lendas urbanas são comuns, mas nesse há uma dose de originalidade.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o meio é bem bom, prende e nos faz querer ler mais. O fim, porém, não me entregou o desejado e isso diminuiu o impacto. A parte final, dele morrendo, funcionaria melhor se já não imaginássemos que ele estava ferrado desde o início. Uma boa forma de impactar é entregar um final inesperado. Um exemplo seria ele ter q escolher/convencer outro “otário” a trocar de lugar com ele.

  17. Wilson Barros
    22 de novembro de 2018

    Um rapaz lê instruções no facebook para entrar em outro mundo através de um elevador. Faz a experiência e vai parar em um lugar onde é devorado por demônios.
    Conto estilo Stephen King. Gostei da observação sobre o estágio não ser emprego, bem chavosa. O conto consegue o efeito do suspense sobrenatural. A ideia de uma corrente no face para captar corpos é boa. A “Gremory”, duquesa do inferno que aparece no final, ter assinado o conto, é uma boa sacada. O conto é criativo pareceu-me um bom roteiro para um filme de terror.
    Erros:
    analisa-la >> analisá-la
    encarara >> encarar a
    não haviam mais móveis >> não havia mais móveis
    fora mais uma tentativa frustrada >> foi mais uma tentativa frustrada
    pareciam teme-la >> pareciam temê-la
    Não me lembro dela ter >> Não me lembro de ela ter

  18. rsollberg
    21 de novembro de 2018

    Fala Gremory.

    Storyline: Rapazote que recebe uma corrente dessas lendas urbanas, resolve testar e se dá mal no fina…

    Então, apesar da ideia não ser nova, achei a corrente extremamente original. Creio que em mentes mais suscetíveis essa fórmula faria realmente efeito. O que seria péssimo para os condomínios, imagina a molecada testando esse trem.

    A escrita prende bem, mas em certos pontos é perceptível que o autor ainda está amadurecendo. Há alguns equívocos na pontuação, nos acentos, na repetição de algumas palavras e certo paralelismo. As descrições físicas dos personagens poderiam ser melhor trabalhadas, com menos clichés, ou até suprimidas em alguns casos.

    O final não chega a surpreender, mas ainda assim funciona e fecha bem essa nova corrente.

    Esse conto me agradou um pouco mais que o seu primeiro adversário, apesar de crer que exige um pouco mais de maturação e bastante espaço para crescer.

    Boa sorte no desafio

    Abraço

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Informação

Publicado às 20 de novembro de 2018 por em Copa Entrecontos e marcado .