EntreContos

Detox Literário.

Alienação (Jorge Santos)

Quando ele regressou da escola estava eufórico, como sempre. A mãe terminara naquele preciso momento de lhe preparar o almoço.

– É hoje, mãe?

Ela acenou afirmativamente. Sim, a confirmação chegara alguns dias antes e o filho mal pudera dormir depois disso. Iriam ver os alienígenas. Depois de muitas conjeturas, tinha sido descoberta uma espécie inteligente no universo. Havia três espécimes em exibição permanente no zoológico e ela tivera de recorrer aos seus muitos conhecimentos para conseguir um bilhete. Depois do almoço lá foram, em direção ao edifício rosa onde uma fila já extensa esperava, todos ansiosos para entrar. Nunca se tinha visto tamanha agitação na cidade. O seu próprio filho estava aos saltos.

– Dizem que são nojentos, mãe. Parecem vermes com patas.

Ela escondia dele a sua própria ansiedade. Por fim, depois de uma longa espera, chegaram à zona onde estava a jaula de vidro. A reação imediata de Amdalah foi de nojo. Estendeu o seu longo tentáculo e uniu-o ao tentáculo que saía do dorso do filho. A ligação telepática foi imediata e simplificava a comunicação.

– Eles não têm esqueleto, mãe. São vermes. Como é que eles se mantêm em pé?

– Têm um esqueleto interno.

– Parecem tão frágeis, mamã.

Amdalah, que tinha a altura de um homem adulto e parecia um cruzamento entre uma lagosta e um polvo, não conseguiu responder. O que sabia era que aquelas criaturas tinham conseguido colonizar um planeta inteiro.

* * *

Lana estava sentada no chão da jaula. À sua frente, dois Kreels, um maior do que o outro, olhavam para eles. Ocasionalmente, faziam um barulho com as tenazes e estavam unidos por um tentáculo que lhes saía das costas. Outros Kreels faziam fila para se aproximarem na jaula, numa rotina que Lana só estranhara nos primeiros dias. O simples recordar era doloroso. Estava em casa, com o Samuel. Estavam casados há três anos e viviam num pequeno apartamento de Génova. Acordaram um dia numa jaula, com outros dois estranhos, um homem de meia-idade, afro-americano, e um rapaz asiático dos seus vinte e poucos anos, que parecia conhecer apenas a sua língua e comunicava por gestos.

O primeiro choque para Lana aconteceu quando olhou para o céu, que era de cor roxa. O sol era maior do que se lembrava e tinha uma cor azulada. Em vez de uma lua, Lana conseguia ver duas, uma quase vermelha e outra azul. Com o tempo descobriria a existência de uma terceira lua, que atravessava o céu de tempos a tempos com a velocidade de uma bala.

– Pelo menos é bonito. – Comentou Samuel. Ela socou-o na barriga, como era seu hábito quando ele se punha com piadas parvas. O que ela não daria agora para as ouvir.

– Se me permitem, se acham o céu estranho, esperem até ver as lagostas. – Disse o Reverendo Jones. Lana viu a primeira poucas horas depois. Entrou em pânico. Samuel teve de acalmar num abraço firme.

– Amor, aconteça o que acontecer, estamos juntos e vamos conseguir ultrapassar isto.

Ele tinha sempre uma palavra positiva, qualquer que fosse a situação. Do género, “querida, estamos na merda”, mas pelo menos ainda não descarregaram a água. Lana limitou-se a ficar em silêncio. Todo o seu corpo tremia. Do outro lado do vidro da jaula a criatura estava parada, a observá-la. Ocasionalmente, mexia uma pata ou o estranho tentáculo que saía das costas e agitava no ar. Ela disse a coisa mais inteligente que lhe ocorreu dizer naquela situação: “Olá, eu sou a Lana”, e abanou a mão num gesto que cedo percebeu ser completamente irrelevante.

– Esqueça. Essas coisas são as coisas mais burras Deus colocou à face da terra. – Disse Jones.

– Deus? Não estamos fora da Sua jurisdição? Quero dizer, a Bíblia diz que Deus criou o homem à sua semelhança, mas aqui só há lagostas. Existirá um Deus das Lagostas?

Jones sorriu.

– Gosto do seu espírito. – Disse o reverendo – Mas não podemos perder a Fé. É a única coisa que nos mantém vivos.

– Isso e uma parede de vidro. – Comentou Samuel.

– O que é que eles querem connosco? – perguntou Lana.

– Já foi a algum jardim zoológico? – perguntou Jones.

– Sim. A vários.

– Certo. Qual era o seu animal favorito?

– As chitas. Ficava horas a vê-las.

Jones virou-se para ela e apontou para a lagosta no exterior da jaula.

– Pois para essas coisas, nós somos o estupor das chitas.

Com o passar dos dias, Lana veio a dar-lhe razão. A jaula deveria ter dez metros quadrados. Não tinha nada. Absolutamente nada. Eles faziam as suas necessidades a um canto. Viravam as costas para conseguirem alguma privacidade. De tempos a tempos, uma lagosta de tamanho pequeno vinha limpar e trazer a comida num pequeno recipiente de metal. A primeira vez que Lana viu o conteúdo do recipiente, pensou que eram os restos dos dejetos da latrina. Só depois percebeu que os dejetos se mexiam e que, por informação de Jones, era a única comida que teriam.

– É bom que se habitue. São vermes.

Samuel pegou num, do tamanho de um punho, e trincou-o. O verme agitou-se freneticamente.

– Não sabe mal. E tem água. Não vamos desidratar.

A Lana teve um ataque de riso, mas durante três dias resistiu a tocar num verme. No final, já a um passo de desmaiar, mandou as lagostas para o caralho, pegou num verme e comeu-o como se de um manjar se tratasse. Depois vomitou como nunca tinha vomitado na vida, quase atingindo o pequeno Kim. Ela desculpou-se, mas ele permaneceu imóvel e impassível como era seu hábito. Era sempre cordial e ajudava no pouco que podia, mas de resto, passava o dia em meditação.

– Estás bem, querida? – perguntou Samuel. Ela respondeu que sim, tossindo. Depois, Samuel virou-se para Jones.

– Não sei quanto mais ela vai conseguir suportar. – Sussurrou Samuel.

– Têm de ter forças. Acredito que vamos conseguir sair daqui. Eu não sei o que estas coisas querem de nós – Jones apontou através do vidro para cinco lagostas que observavam a atrapalhação de Lana com evidente interesse – Mas sei que vamos sair daqui. Eu não vou morrer nesta jaula, neste aquário, como um animal. O Senhor não permitirá. Ela ficará bem. Tem-no a si. O Samuel é a âncora que ela precisa para se manter viva. Mais nada lhe interessa.

Jones pousou a mão enorme no ombro de Samuel, depois foi sentar-se no chão, ao lado de Kim. Enquanto Kim fazia uma reza budista, Jones cantava o Amazing Grace. Lana sentou-se a seu lado e cantou também, se bem que a voz potente do afro-americano abafasse tudo naquele pequeno espaço. As palavras dele ressoavam na mente de Samuel.

“O Samuel é a âncora que ela precisa para se manter viva.”

Ele precisava de mostrar a sua força, mesmo que, por dentro, estivesse completamente estraçalhado. Prometera-lhe que iria estar sempre com ela, mas não sabia que essa era uma promessa que ele não iria conseguir cumprir.

Ainda de noite, Lana acordou com alguém a tocar-lhe no braço. Ela estava no chão, encostada à parede. Não sentia o Samuel e achou isso estranho.

– Deixa-me dormir mais um bocadinho, amor. – Resmungou ela, em italiano. Depois abriu os olhos e viu que não era o marido, mas Kim. Ela levantou-se num ápice e olhou em volta. Só viu Jones e Kim, os dois a olhar para ela. Os rostos desanimados mostravam tudo. Durante três dias esperou por Samuel, a chorar com a cabeça encostada ao vidro. Depois percebeu que nunca mais o veria.

– Tens de ser forte, Lana. E manter a fé. – Disse Jones.

– Cale-se. Já não suporto essa ladainha. Aqui não existe Deus, não existe espaço para a Fé. Vamos morrer todos. Eu deixei de ter razões para viver. Mais valia que a merda dessas lagostas me desfizessem de uma vez por todas.

– Eu sei que vamos conseguir sair daqui. E a Lana vai conseguir refazer a sua vida e ser feliz.

– Era esse o nosso plano até acordarmos neste buraco.

Lana acabou por reconhecer que tinha de lutar. Já não por “eles”, mas por ela. Samuel merecia que ela não baixasse os braços.

* * *

– Quantas luas, Conselheiro Mahrzee?

O Kreel era maior do que a média, quase dois metros e meio de altura. Conferenciava com outros dois Kreels numa sala oval que não tinha teto.

– Sete, Alto Patriarca.

– E ainda não procriaram?

Os três tinham os tentáculos unidos. Três cérebros unidos num único, trocando pensamentos e todos os tipos de sensações. Foi por esse meio que o Alto Patriarca ficou a saber do fedor que existia dentro da jaula.

– Não. Sentam-se no chão e unem os membros superiores. Mas, pelo que sabemos, isso não é suficiente para procriarem.

– Mantiveram dois machos e uma fêmea?

Samyra, o Kreel mais pequeno que costumava limpar a jaula, confirmou. O Conselheiro Mahrzee, o Kreel mais velho naquela reunião e o consultor científico mais graduado, mostrou o seu desagrado.

– Eles não seguem os nossos costumes. Nós precisamos de dois machos e de uma fêmea. Enquanto que esse comportamento já foi observado no planeta deles, não ficou provado de que eles precisem disso. A decisão de remover o quarto espécime pode ter sido errada.

– Ele foi submetido a testes? – perguntou o Alto Patriarca, mas já o Conselheiro Mahrzee projetava mentalmente os testes. Samuel berrava enquanto dois Kreels lhe abriam o corpo.

– Ele canta?

– Sim, Alto Patriarca. Eles cantam quando são submetidos à dor. Não ficou sequer provado que sentem dor. Eles não parecem ser mais evoluídos do que os seres que usam como alimentação, sendo que alguns se parecem connosco. Este espécime não parou de cantar, nem quando o devorámos vivo.

O sabor da carne de Samuel foi enviado telepaticamente por Mahrzee e Samyra.

– Podem não ser muito inteligentes, mas sabem melhor do que um verme. O canto deles foi registado? – Perguntou o Alto Patriarca.

– Sim, Alto Patriarca.

– A música pode ser o elemento que falta para que procriem.

Mahrzee tinha fortes dúvidas de que isso resultasse, mas não deixou que esses pensamentos vazassem pelo canal telepático que os seus tentáculos formavam.

* * *

– Perdeu um amanhecer do outro mundo, Lana.

– Preferia os amanheceres do outro mundo que tinha na minha terra, reverendo.

Ele sorriu.

– É o que temos. Isso e um monge budista.

– Eu gosto dele. Acalma-me. Está a ensinar-me, por gestos. É um bom rapaz.

Dois Kreels aproximaram-se do vidro da jaula. Um trazia um pequeno dispositivo que colocou no chão.

– Costumam fazer isto? – perguntou Lana. Jones abanou a cabeça.

O som começou como um murmúrio, depois foi-se tornando mais mais forte. Foi Jones o primeiro a perceber o que era.

– FECHE OS OUVIDOS, LANA! – berrou ele, mas já era tarde. Os berros de Samuel invadiram a jaula e imobilizaram Lana junto ao vidro. Ela começou a berrar também, quando percebeu que o marido gritava pelo seu nome. Com as unhas tentava rasgar inutilmente o vidro, até que acabou por desmaiar.

* * *

Lana acordou presa a uma cadeira. A seu lado havia uma mesa com estranhos aparelhos, mas ela conseguia distinguir instrumentos cirúrgicos em qualquer sítio, até mesmo no planeta das lagostas. À sua frente havia uma prateleira com jarros de diversos tamanhos. Cada jarro continha um animal, ou Lana pensou que fossem animais. Um jarro especialmente grande chamou a sua atenção, mas começou a berrar no momento em que viu a cabeça de Samuel mergulhada num líquido de cor verde. Os olhos abertos, que olhavam fixamente para ela, pareciam querer acalmá-la como fazia quando estava vivo.

Um Kreel entrou e aproximou-se dela. Lana entrou em choque. Calou-se e começou a chorar descontroladamente. O Kreel pegou num utensílio metálico e aproximou-o do olho esquerdo de Lana. Ela sentiu a pressão que o Kreel fazia na sua bochecha. Pensou uma última vez no marido. Estava preparada para o que iria sofrer.

* * *

Mahrzee estava reunido com o Alto Patriarca.

– Teremos tomado a decisão certa, Conselheiro Mahrzee?

– Sim. Não tenho dúvidas disso.

– A descoberta de que as criaturas têm sentimentos mudou tudo.

– O segredo estava nos oceanos do planeta deles. A maior parte da sua superfície está coberta de água salgada. Eu próprio pude constatar isso quando lá estive. Trouxe amostras. A ligação das criaturas a seu planeta é completa e só compatível com seres superiores. Eles têm emoções e deitam pelos olhos gotas do oceano.

– Já foram devolvidos ao seu planeta?

Mahrzee confirmou.

– E agora, o que fazemos com uma jaula vazia?

O Conselheiro fez um clique com uma das garras.

– Não está propriamente vazia. Nós encontrámos uma sub-espécie que não tem sentimentos e trouxemos um exemplar.

– Mostre-me.

Mahrzee enviou uma imagem telepática ao Alto Patriarca. Nela via-se um homem gordo, de cabelo amarelo e pose de fanfarrão. Ele gritava “YOU DON’T KNOW WITH WHOM YOU ARE MESSING WITH. I’M THE PRESIDENT OF …”, mas nenhum dos Kreels que o observavam no exterior da jaula percebia. Os gestos divertiam-nos e eles não paravam de bater com as tenazes.

– Ele parece delicioso, Conselheiro Mahrzee. – Disse o Alto Patriarca.

– Podemos tratar disso, senhor…

FIM

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Sobre Fabio Baptista

35 comentários em “Alienação (Jorge Santos)

  1. Priscila Pereira
    13 de outubro de 2018

    Oi Serguei,
    Nossa, seu conto dá uma sensação horrível de incômodo… O absurdo da situação causa muita estranheza… As cenas da tortura do Samuel são terríveis… quanta criatividade!
    Dá pra notar que você pensou muito no enredo do conto e que se esmerou na construção dele… e ainda foi um dos primeiros a postar, incrível!
    O final com o Trump ficou totalmente fora do eixo do conto, tirando a “seriedade” da obra, mas não estragou.
    Pra mim foi um conto de terror (sim, sou muito sensível…kkk) muito bem executado.
    Parabéns!
    Boa sorte!
    Até mais!

  2. Daniel Reis
    12 de outubro de 2018

    Prezado Autor: inicialmente, esclareço que, neste Desafio, dividi a análise em duas etapas – primeira e segunda (ou até terceira e quarta) leitura, com um certo espaçamento. Vamos às impressões:

    PRIMEIRA LEITURA: o conto tem um clima “Além da Imaginação”, e trabalha bem com a inversão – humanos são os alienígenas. Porém, acho que o formato conto não permitiu desenvolver mais os personagens. E o final, com o Trump, ficou meio forçado.

    LEITURAS ADICIONAIS: na segunda leitura, senti a técnica do autor, ainda que com pequenas construções típicas do português de Portugal, o que não me incomodou. Gostei da sacada da saudade do mar expressa nas lágrimas.

    Desejo a você, e a todos os participantes, sucesso no desafio e em seus futuros projetos literários!

  3. Fabio D'Oliveira
    12 de outubro de 2018

    Acho justo esclarecer como avalio cada texto. Eu tento enxergar a essência do escritor e de sua escrita. Eu tento sentir o que o escritor sentia ao escrever. Eu tento entender a mensagem do conto. Eu tento mergulhar naquela história que o autor quis passar. Apenas ler o que está ali, apreciar o que foi oferecido, procurar entrar na história. Assim como todo bom leitor. Mas mantenho a atenção e meu sentido crítico. Então, já peço desculpas por qualquer coisa que fale que te cause alguma dor. Um texto que criamos é como um filho.

    – O que vi: Um narrativa sólida, que flui muito bem, sem grandes erros, de Português e construção textual. O autor sabe escrever e parece ter talento, não sei experiência, mas talento, sim. As transições de cenas também ficaram boas e ajudaram na leitura.

    – O que senti: Achei os personagens genéricos demais, sem aquela realidade que temos, onde um reverendo pode ter um vício ou um monge budista não ser tão zen assim. Não consegui gostar deles e fiquei mais interessado pelo povo kreel. Mas devo admitir que a construção deles também foi um pouco confusa. Com um pouco mais de detalhes sobre seus costumes, isso poderia ser diferente. A leitura foi agradável, porém, por causa da boa narrativa. O que mais gostei foi a parte da morte de Samuel e dos seus gritos, onde o povo kreel achava que era um canto, haha. Um terror bem trash, me proporcionou boas risadas.

    – O que entendi: Terráqueos são abduzidos e tratados como animais irracionais no planeta do povo kreel. Lá, sofrem com experimentos, até alguns serem liberados depois da descoberta de que eles possuíam sentimentos. Apesar da boa escrita, o enredo possui algumas falhas. O povo kreel afirma que observou os humanos, mas como não perceberam que eles possuem sentimentos? Isso seria fácil de notar quando, evidentemente, eles também possuem sentimentos. Só o fato de observarem nossa sociedade, nossas leis, como tudo funciona, mesmo de longe, já seria o suficiente para constatar nossa inteligência e, também, nossos sentimentos. Não houve nenhuma menção de alguma força intergaláctica ou que eles achavam que estavam sozinhos. Tudo pareceu meio desorganizado. A criatividade não se trata unicamente de ter uma ideia original ou diferente, mas também se aplica no desenvolvimento da trama.

  4. angst447
    10 de outubro de 2018

    Olá, autor, tudo bem?
    O conto logo me surpreendeu ao revelar que os alienígenas eram humanos. A narrativa adquire um tom dramático a partir da retirada do Samuel da jaula. A tortura /experiência me fez lembrar do filme Coração Valente. A parte que Lana escuta os berros de desespero do marido é terrível de se imaginar. Ponto para a sua descrição.
    Não notei nada de errado quanto à linguagem, pois logo percebi que se trata de um vocabulário lusitano.
    O final deixou-me em dúvida. Achei engraçado, ácido, mas talvez não tenha casado tão bem com o resto do conto que vinha em uma onda bem dramática.
    Boa sorte!

  5. Rafael Penha
    9 de outubro de 2018

    Olá Pisatel,

    PONTOS POSITIVOS: O conto me lembrou a crítica e questionamentos dos filmes antigos de “planeta dos macacos”. Tem um enredo interessante e uma narrativa fluída. Os momentos de suspense e até um certo terror, realmente são assustadores.

    PONTOS NEGATIVOS: Achei a trama meio clichê, já batida. Achei a forma que os alienígenas tratam os humanos meio estranha, primeiro como bichos num zoológico, depois como cobaias para experiência, depois, como simples alimento… achei que precisa de um pouco mais de coerência .

    Grande abraço!

  6. Ricardo Gnecco Falco
    9 de outubro de 2018

    Olá Serguei, tudo bem?
    Terminei de ler o seu texto agora e gostei bastante da sua criatividade! Foi muito legal imaginar as cenas que você descreveu e, mesmo com os erros gramaticais e de revisão (que ficou bastante aquém do ideal em um Desafio literário), eu consegui curtir a viagem proposta. O ritmo também teve algumas quebras e muita coisa ficou sem explicação, mas isso em um texto é até que bem-vindo, pois permite ao(s) leitor(es) uma série de possibilidades. Eu gostei bastante! Destaco a poesia também encontrada nas entrelinhas de sua bela criação, como na comparação das lágrimas humanas — derramadas pela personagem ao ser defrontada com a dor da perda de seu grande amor — com a água salgada do mar… Muito rica esta associação. Parabéns! A subespécie de idioma anglo-americano que as lagostas alienígenas encontraram no final do conto, e que elas afirmam ser desprovida de sentimentos, seria uma alusão ao multibilionário George Soros, presidente na chamada Nova Ordem Mundial e tido como o ‘Dono no Mundo’?
    Muito bom o seu trabalho! Obrigado por compartilhar sua imaginação com a gente e boa sorte no Desafio!
    Abraços crustáceos,
    Paz e Bem!

  7. Dônovan Ferreira Rodrigues
    9 de outubro de 2018

    Olá, autor.

    Gostei muitíssimo do seu conto.

    Gostei do fatos de dois personagens se comunicarem e de o budista não dizer nada. Ele não é muito citado então não “encheu linguiça”. As vezes as pessoas apenas não agem como nas histórias. As vezes elas morrem quando tropeçam e batem a cabeça ou apenas escolhem não dar passos na direção do perigo que o faria cair em uma trama. Achei legal… e o fato de ele ser um monge budista, de apenas meditar… acho que dá credibilidade ao seu silêncio.

    Curti também o fato de ter um reverendo. Parece que eu perdi algo que tinha a ver com fé, paz de espírito e religião. Mas talvez não, vai saber.

    Achei legal o nome “Kreel”, será que ao vir a terra eles teriam medo de baleias?

    Curti o suspense criado pelo som dos gritos, a verossimilhança dos diálogos, a visão que deveríamos ter dos outros animais e curti “até” o fato de os Kreel terem uma inteligência não tão inteligente assim, pois, podemos seguir seus raciocínios sem muito mas abstrair que eles na verdade teriam muito mais em suas mentes.

    Achei meio ex machina tudo se resolver pela bondade deles, mas faz sentido pensar sobre a conexão deles com o oceano e só acharem que éramos evoluídos por que encontraram ao com o qual se identificar. Trouxemos o mar para dentro de nós quando saímos dele, evolutivamente falando. Nice.

    Achei o tema TÃO relevante. Por algum tempo tenho pensado em aderir ao veganismo… bom… ainda não estou pronto, mas esse conto joga uma metafórica luz no que se pode considerar dor e sofrimento.

    Impressionei-me com a cena de eles tendo de fazer as necessidades em um cantinho e escolhendo ficar de costas para as formas de vida.

    Doeu-me e ao mesmo tempo achei bem bonito usar a palavras “canta” para os gritos, abrangendo assim, talvez conscientemente, para os pássaros e suas gaiolas.

    Me perguntei se o autor era lusitano por um tempo… mas deve ser apenas impressão minha.

    Por final: obrigado por ter me dado o privilégio de ler sua história.
    Paz e parabéns.

    • Dônovan Ferreira Rodrigues
      9 de outubro de 2018

      Ps: sobre a subespécie… talvez não tenha acrescentado muito ao conjunto da obra, mas, pelo menos pra mim, não prejudica o restante.

  8. Bruna Francielle
    4 de outubro de 2018

    Confesso que a história do seu conto não me despertou muito interesse. Houveram duas estrofes no máximo que eu gostei.. a última parte que falou sobre o Trump (pena que o conto inteiro não foi de humor, pois teria sido muito mais divertido lê-lo), e uma frase interessante pelo meio do texto.

    Não achei que o título do conto teve a ver com a história. Ao ver o título, eu esperava outra coisa.

    Foi razoavelmente fácil de ler o conto, porém. Felizmente não fez uso de “palavras difíceis” e nada do tipo.

  9. Marco Aurélio Saraiva
    2 de outubro de 2018

    Ah não… sério que você terminou assim? O conto estava legal! De verdade! Mas daí a última cena com o Trump não tem NADA A VER COM NADA do que foi falado.

    Não dá para ignorar esse final na avaliação da nota mas, ignorando-o apenas para este comentário: a história do conto é muito interessante. Essa inversão de posições é comum em filmes e livros de ficção científica, mas você a executou muito bem. No início você me pegou de surpresa, como sei que queria fazer, já que só entendi que a mãe e o filho não eram humanos no final daquela cena. Você construiu bem os personagens, deu a eles profundidade e criou uma civilização alienígena que, apesar de um pouco rasa (é difícil construir uma civilização inteira em 3 mil palavras) teve detalhes extraordinários. Por exemplo, o fato do “canto” deles ser os nossos gritos de dor foi sensacional. Empresta a eles um tom vilanesco mas, ao mesmo tempo, inocente, já que eles não sabem bem com o que estão lidando. Por fim, a ligação das lágrimas humanas com a água do oceano foi muito boa.

    O conto tem um tom sombrio muito bem passado. A frieza da ciência alienígena, o sofrimento do casal que se separa para sempre. Tudo isso é bem narrado. Na minha cabeça, eu acho que uma sociedade tão avançada a ponto de trazer outros espécimes de outro planeta teria uma teoria melhor sobre a sociedade. Mas são alienígenas, afinal. Podem ter evoluído tecnologicamente mas não socialmente.

    A sua técnica é um pouco cansativa. A sua solução para os diálogos, na maior parte das vezes apontando quem fala em cada linha (“falou Samuel”, “indagou Jones”, “Disse Lana”…) trava demais a leitura. Notei também uma grande quantidade de erros de digitação e nas pontuações. Você também usa muitos artigos desnecessariamente, o que trava ainda mais a leitura (“O” Samuel, “A” Lana).

    Resumindo: uma boa história, criativa e instigante, mas executada em um texto cansativo e que requer revisão, e com um final horrível.

  10. Delane Leonardo
    29 de setembro de 2018

    De imediato fiquei feliz com a surpresa ao descobrir a inversão de perspectiva. Boa sacada. Continuando minha leitura, descobri um texto divertido, imagético e bem escrito. Obrigada por compartilhá-lo conosco. Ah.. e o fim não poderia ter sido melhor! Parabéns!

  11. Jorge Santos
    27 de setembro de 2018

    Olá, autor. Gostei bastante do seu conto. A inversão de papéis está bem conseguida. A analogia com a forma como tratamos os animais e a discussão daquilo que nos torna, afinal, humanos, é tremenda e consegue-se através de situações e diálogos acutilantes, que nos forçam a uma reflexão profunda. O ritmo e a linguagem são adequados. O duplo desfecho é perfeitamente satisfatório e surpreendente. O Comic Relief serve para evidenciar que as lagostas iriam continuar a não perceber a espécie humana. Como único aspecto negativo, aponto o desaparecimento prematuro das duas personagens que aparecem no início, a mãe e o filho. Poderiam ter aparecido mais vezes e ter mais influência no desenrolar da narrativa.

  12. Paula Giannini
    24 de setembro de 2018

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Seu conto aposta em uma inversão distópica e muito interessante. Um texto que me remeteu a Kafka e seu “Artista da fome”, preso em uma jaula no zoológico.
    Extremamente crível, a premissa não só seria uma realidade no mundo das Lagostas-alienígenas, como já o foi em nosso próprio mundo, com seres humanos aprisionando a própria raça em zoos humanos do passado, expondo em jaula, por exemplo, africanos capturados como se fossem animais.

    O fato é que o trabalho abre frente para muitas reflexões. A da situação dos animais, igualmente expostos em jaulas, o modo como os vemos, e o pressuposto do qual partimos de que nada sentem. No entanto, creio que a opção do(a) autor(a) aqui, tenha sido a de, com boa dose de desconforto causado pela ótima condução narrativa, fazer um paralelo tragicômico, uma metáfora do recente episódio de Trump com os filhos de refugiados. E, também nesse sentido, o(a) escritor(a) é muito bem-sucedido.

    Trump de fato se assemelha a uma lagosta (rsrsr), a impossibilidade de comunicação entre as raças do texto, algo que vai além da falta de entendimento, passando mesmo por um tipo de total possibilidade de que tal coisa aconteça e, a
    reversão final, oferecendo ao leitor um final quase, quase, feliz, e cheio de humor.

    Parabéns por escrever.

    Beijos e boa sorte no desafio.

    Paula Giannini

  13. Victor O. de Faria
    19 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Divertido e irônico, com um ar juvenil que fez falta em alguns textos por aqui. Lembrou-me da antiga série Terra de Gigantes, onde humanos são estudados pela espécie dominante e passam os episódios a fugir de armadilhas colossais. Termina com uma bela piadinha. Mudar o foco foi uma escolha bastante acertada. Cativa pela estranheza e pelas novidades inseridas (o “canto” foi bem criativo). Só estranha um pouco o fato de eles estarem ligeiramente conformados com a situação, demonstrando desespero somente ao fim.
    T: Gramática lusitana, disfarçada, com termos diferentes. No entanto, é bem conduzida e não deixa dúvidas sobre o que está acontecendo e quando. Uma boa condução de um cenário/evento atípico, na medida certa.

  14. Fabio Baptista
    15 de setembro de 2018

    Minhas anotações durante a leitura:

    – Não sabe mal
    >>> Uma das poucas travadas que dei devido às particularidades do idioma. Imagino que nesse caso o “sabe” seja referente ao cheiro, ou ao sabor.

    – mandou as lagostas para o caralho
    >>> kkkkkkkkkk

    – mas sabem melhor do que um verme
    >>> concluo que seja sobre o gosto

    – Os berros de Samuel invadiram a jaula (…)
    >>> Meu, isso foi muito cruel…

    – I’M THE PRESIDENT OF
    >>> Oh, God…

    ———————–

    Impressões finais:

    Devo ter lido metade dos contos por enquanto e, até agora, esse continua sendo meu preferido do desafio (li logo que foi submetido e reli agora para comentar).

    Muito bem escrito, com um plot interessante e requintes de crueldade que mantém a atenção o tempo todo.

    Sim, a origem das coisas (como as lagostas nos encontraram, por exemplo) não é explicada, mas isso é o de menos aqui. O foco não é a verossimilhança, mas a reflexão sobre a inversão de papéis (bom, pelo menos interpretei dessa forma).

    Só o finzinho… ah, esse bendito finalzinho… Trump aparece e quase estraga tudo. Eu entendi a intenção, mas ficou aquele gosto amargo de piada que não funcionou muito bem.

    No geral, ótimo conto!

    Abraço.

  15. Fil Felix
    8 de setembro de 2018

    Um conto que inverte os papéis, num universo a lá Planeta dos Macacos. Nesse caso, das Lagostas. Humanos colocados em jaulas, expostos à uma outra raça. Fica uma crítica interessante aos zoológicos, que acho bastante válida. Há dois momentos que considero muito bons no conto: o primeiro, quando utilizam dos gritos do Samuel para tentar que eles procriem. É sádico, ao mesmo tempo uma ideia e tanto. O segundo, quando os aliens percebem que são vidas sensíveis e os mandam de volta. Demonstrando um nível de compaixão, que não estavam fazendo por pura maldade. Algo que, infelizmente, ficou no nosso lado da moeda, aqui na Terra. O final é cômico, tornando o conto leve.

  16. Anderson Roberto do Rosario
    7 de setembro de 2018

    Um conto divertido, gostoso de ler, mas ao mesmo tempo assustador. Você coloca o homem numa situação delicada, dentro de jaulas, uma subespécie, como em Planeta dos Macacos. O telepatia através de tentatulos também lembrou Avatar, embora esses fizessem contato com a natureza, mas há uma similaridade. A meu ver faltou explorar mais os humanos como animais num zoologico. Explorar essa nova realidade que esses humanos raptados estavam vivendo. O sofrimento deles, suas vidas passadas, para que simpatizassemos com eles. E no final a nova espécie? Pareceu o presidente Trump, kkk. Sabia que ele era esquecido. Quem sabe ele que seja um alienígena, não duvido. Me diverti muito lendo. Mesmo o tráfico desfecho do destino de Samuel caiu bem pra história. Porque assim sabemos como os alienígenas nos viam e como os testes foram importantes para que eles entendessem nossa estrutura, pois eles eram muito diferentes. Queriam ver os humanos acasalarem e para isso tiraram da jaula o cara errado, mal sabiam. Parabéns pelo seu conto, muito criativo e boa sorte no desafio.

    • Anderson Roberto do Rosario
      7 de setembro de 2018

      * sabia que ele era esquisito e * Mesmo o trágico desfecho e *A telepatia. Corretor do %#$@*!&

  17. Emanuel Maurin
    6 de setembro de 2018

    Se já tenho pena de animais presos em zoológico, imagina humanos, tremi. Seu conto é de leitura agradável e em alguns pontos senti um certo pavor. Porém achei o modo de vida e a cidade dos alienígenas muito parecida com as nossas, com exceção da descrição do céu e das luas. Na minha opinião você poderia ter criado um ambiente diferente para a cidade e para zoológico, também ter dado alguns detalhes de modernidade e arquitetura alienígena. Gostei principalmente da sua criatividade, boa sorte.

  18. iolandinhapinheiro
    6 de setembro de 2018

    Gostei demais do seu conto . Adorei o truque do começo colocando uma família de Kreels para visitar pessoas no zoo. Isso nos faz pensar de nossa própria postura diante das espécies com as quais convivemos em nosso planeta. Também gostei da história ser contada sob duas perspectivas. Achei muito interessante os kreels só perceberem alguma sofisticação no comportamento do humanos a partir da observação de seus sentimentos, com efeito, longe de instrumentos com que possam trabalhar para mostrar suas habilidades, as pessoas podem ser facilmente confundidas com animais que só satisfazem as suas necessidades básicas. Achei o conto gostoso, fácil de ler, interessante, curioso, criativo. Em um espaço pequeno vc conseguiu criar uma empatia entre os seus personagens e o leitor, mostrando a sua habilidade na condução da história, no despertar de emoções no leitor a partir de suas bem colocadas palavras. O único ponto fraco que eu poderia apontar seria o final, colocando o Trump para servir de pasto para os Kreels, mas isso não prejudica o tanto que apreciei esta leitura, parabéns!

  19. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    3 de setembro de 2018

    Confesso que fiquei com pena do Samuel. Foi o momento mais difícil de engolir entre todos do conto, porque não gosto de histórias com violência. Mas o conto é muito bom e só me pareceu que as transições entre as cenas ficaram um tanto bruscas, mas esse deve ser o efeito desejado pelo autor, então não vou criticar.

    Achei desnecessária a utilização de Trump, quando nós temos, aqui mesmo no Brasil, alguém que claramente manifesta ainda menos sentimentos. Mas, talvez, a opção pela Laranja Irritante tenha sido para evitar controvérsia de tom político. Então, nesse ponto, acho que foi uma boa escolha.

    Esse é um texto que vou querer ler uma segunda vez (mas pulando a cena do Samuel, coitado).

  20. Miquéias Dell'Orti
    2 de setembro de 2018

    Oi,

    Um conto muito bacana que começa com a perspectiva dos aliens e nos dá um plot logo no início. Muito bacana mesmo. As cenas estão bem escritas e causam tensão quando têm de causar, como a dos vermes que eram dados como comida e a de Lana com os instrumentos cirúrgicos.

    Porém, contudo, todavia, apesar de ter gostado do conto, acho que alguns detalhes não permitiram que ele tivesse toda a potência que poderia para mim.

    Achei que a descrição de Amdalah (que era a descrição de toda aquela raça) ficou meio aquém do que eu esperava, poderia ter mais detalhes sobre a sua composição. Só saber que pareciam o cruzamento de uma lagosta com um polvo não me deu informações suficientes para que eu tivesse uma noção de como são… ou de como elas têm um tentáculo saindo das costas.

    Lá no início, não somos apresentados ao Reverendo Jones formalmente, só a “um homem de meia-idade, afro-americano, e um rapaz asiático dos seus vinte e poucos anos”. O nome “Reverendo Jones” aparece só depois, complementando um diálogo e eu não soube dizer se ele era o homem de meia-idade ou um outro cara que apareceu ali na jaula. Claro que isso fica evidente no decorrer da história, mas me confundiu na hora.

    Dos quatro personagens humanos do conto, o japa me pareceu meio descartável. Não senti que ele teve um papel relevante na história. Ao meu ver, se estivessem na jaula só o Reverendo e o casal, a conta fecharia.

    No mais, uma trama bem feita e um final bem bolado, mas que, acho, vai dividir opiniões.

    Parabéns.

  21. Fheluany Nogueira
    1 de setembro de 2018

    O prólogo do conto trouxe uma inteligente mudança de rumo, que provoca empatia no leitor – terráqueos expostos em um zoo, eles são os alienígenas, são os irracionais.

    A trama é intrigante, tem um bom suspense e a leitura é fluida: como vai terminar isto?

    Excelentes descrições, certa tendência para o terror. E, ficou bem filosófica a libertação dos humanos quando descobriram que eram racionais e possuíam sentimentos. No entanto, não sei se, no epílogo, mesclar um personagem tirado da realidade foi boa idéia; preferia um final equivalente ao desenvolvimento do texto.

    Os personagens e a trama são críveis e a narrativa está verossímil, apesar de alguns deslizes que não prejudicaram o conjunto.

    Parabéns pelo trabalho! Abraço.

  22. Antonio Stegues Batista
    31 de agosto de 2018

    Achei a ideia muito boa. bom roteiro, a narrativa feita em dois pontos de vista da realidade também. A descrição dos aliens foi interessante, bem criativa. O padre ficou legal como personagem, mas não posso dizer do Kim, não percebi a real importância dele na história. Um enredo bom, boa criatividade, imaginação, os diálogos perfeitos, aliás, me parece que o autor é português. Mas colocar o Trump no fim da história estragou o filme! É claro, se tornou uma piada! Eu esperava um final dramático, original, e não veio. Você achou que seria legal, mas deveria ser desde o começo, um conto humorístico, preparando o leitor para a piada final. Boa sorte.

  23. Caio Freitas
    26 de agosto de 2018

    Olá, Serguei. Quero dizer que gostei muito do desenvolvimento do seu conto. Você conseguiu criar as personagens de forma que nos apegássemos a eles. Quando soube o que aconteceria com Samuel ou quando resolverar tocar música para Lana eu fiquei um pouco triste. Bom trabalho. Só a piada no final mesmo que, na minha opinião, ficou meio deslocada. No mais, ótimo trabalho. Boa sorte!

  24. Evandro Furtado
    26 de agosto de 2018

    Pontos Negativos

    – Não é exatamente um ponto negativo, mas imagino como seria se o conto fosse inteiro contado da perspectiva dos Kreels;

    Pontos Positivos

    – O plot twist logo no começo foi espetacular;
    – O desenvolvimento dos personagens e do mundo foi muito bem realizado, criando empatia por eles;
    – As descrições são muito potentes, sobretudo relacionadas à morte de Samuel e ao drama de Lana ao percebe-la;
    – A piada final é digna de parabéns;

    Balanço Final: Good

  25. Evelyn Postali
    24 de agosto de 2018

    Gostei do conto. Não só pelo cenário construído, mas por inverter os papéis, colocando humanos em uma jaula. Mesmo não sendo algo inédito, funcionou bem. E existem questões existenciais aí, para refletir. Querendo ou não, estar preso em uma jaula remete o sujeito a uma viagem para dentro de si mesmo, por pouco que tenha sido aprofundado. Um ponto para isso, porque não é apenas divertimento. Gostei de como você desenvolveu toda a trama, num crescendo, deixando as particularidades firmarem o tom da história.
    Eu não reparei em erros de escrita. Minha preocupação foi em ler, também porque a leitura fluiu de forma gostosa. Não parei por causa de más construções frasais. Então, está de bom tamanho.
    A volta deles para a Terra foi um final muito feliz mesmo, maaaaaaaaaaaaassssss o final que deu ao conto não me pareceu um bom final. Pode ser que algum leitura considere engraçado, mas não sei se cabia bem isso aí no final da história. Lógico… Gosto é gosto. Poderá haver leitor que considere a piada boa.
    Boa sorte no desafio! Abraços!

  26. Sarah Nascimento
    21 de agosto de 2018

    Olá! Seu conto é muito bom! Achei excelente a sua ideia de colocar os humanos como as criaturas expostas no zoológico. Interessante isso de uma civilização sempre achar que a outra não tem inteligência e tal, acho que é porque não conhecem o modo de comunicação e outros aspectos daquele povo, por isso ambos tem esse pensamento.
    Afinal, era estranho para a Lana ver aquelas famílias vindo observar ela e pra eles, a aparência frágil dos humanos era muito diferente também. Resumindo, genial a sua ideia.
    Fiquei torcendo pelo Samuel e a Lana, muito nojenta a comida que davam para eles na jaula. E outra coisa que me chamou a atenção foi os Kreels acharem que os gritos de dor eram um canto. Também gostei muito de como eles interpretaram as lágrimas, dizendo que choravam a água do mar. Parabéns por essa ideia, é uma coisa simples, mas que achei bonita.
    As partes de lembranças da Lana ficaram um pouco confusas. Ela pensava e lembrava do Samuel e aí as vezes dava a entender que ele tava na jaula, mas dizia que só tinham três pessoas lá dentro. Esse ponto poderia ter sido desenvolvido um pouco melhor.
    Sua história tá excelente. Final épico!

  27. Higor Benízio
    21 de agosto de 2018

    No geral, o texto tem uma escrita decente e não é todo ruim. O aprisionamento na jaula poderia ter rendido situações e confrontos muito interessantes, colocando várias questões a tona (ainda mais por existirem pessoas de diferentes etnias e crenças presas ali); e as conferencias das lagostas também, que poderia ser usada como régua. Mas nada de muito intrigante acontece… E, para piorar, infelizmente, o autor(a) preferiu reduzir toda a narrativa a uma única piada: ” YOU DON’T KNOW WITH WHOM YOU ARE MESSING WITH. I’M THE PRESIDENT OF …”. Pior que uma piada ruim, é uma piada ruim na hora errada.

  28. Amanda Gomez
    18 de agosto de 2018

    Olá!

    O seu conto me entreteu, achei o começo bem interessante e o uso da narrativa intercalada foi um acerto.

    Quando se descobre que esse planeta não é a terra e que os alienígenas são os humanos, a tentativa de esconder Isso lá no primeiro parágrafo se torna mal elaborada ao meu ver… Usar termos humanos, como almoço, bilhete, edifício deixou inverossímil a questão mesmo da cultura, fala… Já que os cientistas desse planeta são totalmente ignorantes sobre a espécie humana. Daí eu teria achando melhor ter escondido melhor esses termos, maquiado, colocando em palavras ” diferentes”.

    Mas seguindo com a narrativa, gostei dos diálogos dos personagens, embora não disse muito sobre eles. Há uma tentativa de aprofundar o relacionamento do casal, mas fica tímido ao meu ver. Embora a cena dos gritos que seriam cantos foi muito bem feita.

    Faltou respostas, que poderiam ter sido facilmente colocada no espaço… Achei que o cara oriental teria alguma partipação na história, pelo tratamento mais zeloso em sua apresentação.

    Como já disse, o conto entretém, não tive dificuldades quanto a narrativa que fluiu bem, sem entraves.

    Agora…esse final não é uma cereja no bolo e sim aquele dedo impertinente que estraga a cobertura. Totalmente fora do tom. Infelizmente.

    No mais, parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  29. Phelipe Ujuara
    17 de agosto de 2018

    “Interplanetariamente” fantástico. Tive sensação parecida quando li 1Q84 do Murakami. Num dos capítulos, uma das personagens descreve situação quase parecida. Feliz. As três luas e o desenho das cores me fez imaginar todo o cenário. Isso me ajudou bastante enquanto leitor viajante. A conexão da situação angustiante fez com o que o interesse aumentasse ainda mais. Não sei se a intenção foi essa, mas apresentar personagens (mesmo que não utilizados todos) de diferentes (possíveis) nacionalidades, faz pensar que essas malditas lagostas estão-em-qualquer-lugar. Se não foi a intenção, foi então o que senti. Se foi, parabéns novamente.
    Acredito que se não houvessem outros personagens além de Lana e Samuel, o conto se tornaria mais intimista (de um jeito grotescamente romântico) mas esse sou eu. Meu gosto. Pondere ou não rs.
    Exiate no texto um “s” maiúsculo no meio de uma frase inofensiva. Não caberia, mas talvez tenha sido proposital também… Ou não? De qualquer forma, de nada fere o texto.
    Na frase “– Esqueça. Essas coisas são as coisas mais burras (que) Deus colocou à face da terra. – Disse Jones.” Faltou só um pronome relativo (que deixei em parênteses ali) e na frase “– Podem não ser muito inteligentes, mas sabem melhor do que um verme. O canto deles foi regist(r)ado? –” faltou também o “r” do registrado. Acredito que essas besteiras são de revisão eufórica. Entendo, aceito e aplaudo.

    Bravo!

    • Phelipe Ujuara
      17 de agosto de 2018

      Ali quando digo “exiate” era na verdade; existe.

    • Wilson Barros
      18 de agosto de 2018

      “Mais Pequeno” e “Registado” não estão errados, apenas são formas mais comuns em Portugal.

  30. Pedro Paulo
    17 de agosto de 2018

    Olá, Pisatel!

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados.

    O conto iniciou muito bem, com uma reviravolta que já no começo atrai a atenção e nos deixa apreensivos sobre o destino das personagens humanas. São quatro e cada qual acaba tendo algum peso na história, a personagem principal sendo Lana. O cenário em que se encontram contribui para uma sensação de constante perigo, o pior de tudo sendo no formato de zoológico em que vivem, uma vez que é um espaço designado para divertir visitantes e, então, os seres humanos ficam a mercê de serem meros frutos de lazer… e qualquer coisa poderia diverti-los, principalmente se eles não nos compreendem.

    Com essa premissa, o conto intriga o leitor até o fim, ficando destacado o fato de que o sofrimento das personagens não se trata de pura tortura, mas de pura incompreensão. Como estudante de História, sei bem que problemas comunicativos geraram grandes problemas (a América que o diga). Portanto, a resolução foi bem-feita, completada com um final cômico que faz uma crítica direta a uma personagem (melhor chamar assim) da realidade. Assomado a isso, o estilo limpo e direto da escrita contribuiu para um melhor fluxo narrativo, ajudando no ritmo de leitura. Uma observação que faço é quando os pesquisadores investigam os alienígenas e se refere a um deles como o “mais pequeno” no lugar de “menor”. Outro ponto é que vida extraplanetária certamente seria estudada antes de ser diretamente exposta em um zoológico, mas isso não prejudicou a qualidade do conto e acredito que tenha sido uma escolha deixar essa “burocracia” de fora. Boa sorte!

  31. Wilson Barros
    17 de agosto de 2018

    Parece nítida a influência de Isaac Asimov. Lembrei-me do conto “Youth”, que tem a peculiaridade de ser o único trabalho em domínio público do mestre. Não comentarei as semelhanças para não estragar, o conto está disponível em português na coletânea “Nós, os Marcianos”. Em termos de imaginação, o Serguei Pisatel alcança o de Asimov, ambos atingem escala 10 em criatividade.
    Diferentemente da “Expurgação” do Peki, a “Alienação” do Pisatel tem viés esquerdista. Ao final aquele que é associado à exposição máxima da “direita facistoide” tem um merecido castigo, na visão do autor, entre as mandíbulas alienígenas. Bom saber que o desafio começa bastante politizado.
    Notável a preocupação do autor com os detalhes. Um bom exemplo é o assombro da criança, que possui exoesqueleto, com os seres dotados de endoesqueleto. Francine Prose, no livro “Para ler com escritor”, dedica um capítulo inteiro aos “Detalhes”, afirmando que Deus está neles. Prose cita também a frase de Samuel Beckett, “O Universal está contido no particular”. Em minha opinião, a grande virtude dos detalhes interessantes é manter afiado o gume da atenção do leitor.
    A técnica do escritor é boa e o conto é interessante, sem dúvida. Minha sugestão é que ele seja trabalhado basicamente no sentido de obter mais verossimilhança. Da maneira que está, não é natural acreditar que alienígenas, sendo seres inteligentes e civilizados, tratem os seres humanos dessa forma cruel e desrespeitosa. Faltou um motivo mais forte, por exemplo, uma vingança, uma justiçamento ou algo assim. Outra ponta solta é a criança e a mãe. Acredito que os personagens não podem simplesmente desaparecer assim do conto, depois de terem atuado por um bom período de tempo. Talvez eles pudessem participar ativamente da libertação, como o motivo da descoberta de que os seres têm sentimentos. Ao estilo do “homem da água”, de Guillermo del Toro (claro, com as adaptações reclamadas pelo decoro). De qualquer forma um bom trabalho, parabéns.

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Informação

Publicado em 16 de agosto de 2018 por em Alienígenas.