EntreContos

Detox Literário.

Fatality (Letízia)

O quarto estava escuro, todos dormiam. Menos eu. Devagar empurrei o edredon para o lado e me sentei na cama. Do quarto da minha irmã não vinha som algum.

Nem do quarto dos meus pais. Era possível que estivessem todos dormindo após a terrível notícia que vimos na tv?

A ansiedade e o medo me devoravam por dentro. Fiquei em pé, coloquei meus sapatos e pensei em trocar de roupa.

No fim das contas saí usando o conjunto do pijama com shorts e camiseta cor de rosa.

Por descuido, meu pai havia esquecido de trancar o portão da frente. Me certifiquei de trancar após estar do lado de fora.

Coloquei a chave no bolso do shorts que não me protegia do vento gelado.

Meus sapatos pretos não faziam muito barulho quando eu caminhava.

A cidade estava adormecida. Parecia uma noite calma e comum.

Andei devagar pensando na bomba que fora jogada em cima de todos. O massivo buraco negro que se aproximava da Terra com velocidade assustadora.

Ele havia levado Jupter, um planeta onze vezes maior que a Terra.

Eu olhei para cima e parei de andar no meio da rua.

Lá estava ele, o céu, o imenso vazio que não era realmente vazio, continha todo tipo de coisas como planetas, galáxias, estrelas e nós, pessoas.

O que éramos nós? Algum tipo de acidente da natureza? Será que o normal não era Marte ou Jupter? Planetas desabitados?

E se o certo era não ter vida em planeta nenhum? Então qual era o motivo de estarmos todos aqui?

Continuei caminhando e me fazendo essas perguntas. Me recordei de um anime onde um certo personagem do mal dizia exatamente isso, que o certo era a harmonia de um lugar desabitado.

Me repreendi por pensar esse tipo de coisa. O outro lado da questão também poderia ser verdade: e se em outros planetas houvesse vida?

Alguém ia aparecer para nos salvar? Se eu morasse nesse outro planeta ajudaria um povo infeliz de outra galáxia?

Acho que só o faria se isso estivesse no meu alcance e não fosse perigoso.

Cheguei à praça e me sentei em um dos bancos vazios. Ouvia os grilos que deviam estar na grama atrás de mim e cruzei os braços.

Me recordei da segunda parte da notícia, um pouco mais assustadora que a primeira.

 — Oi, mais uma sonâmbula?

Ouvi a pergunta e me assustei. Não tinha visto ninguém chegando.

Olhei para o lado e avistei um cara, devia ter a minha idade, uns dezesseis anos ou mais.

— Dormir é impossível agora. — respondi tentando não soar desesperada.

 — Acho que está certa, você não vai dormir no banco da praça pensando nela, vai? — ele disse com um tom divertido. — Muito prazer, sou o Martin.

Ele estendeu a mão e eu apenas dei de ombros.

 — OI.

 — Não vai me cumprimentar? Que falta de educação.

 — Tanto faz.

 — Está deprimida com a coisa do fim do mundo?

 — Sei lá, acho que sim, é horrível.

Ele então se sentou ao meu lado. Mesmo que a praça não fosse tão bem iluminada pude ver que o cara usava roupas de marca.

Camisa vermelha, jaqueta de couro preta e calça da mesma cor. Os tênis eram vermelhos e eu podia jurar que eram daquele modelo que acende.

 — O ruim é que dessa vez é verdade né? Esse papo de fim do mundo. — ele comentou com o tom de voz despreocupado.

 — Tem gente que não acredita nisso.

Ele riu.

 — Claro, os céticos. Coitados, eles sempre estão por aí. Em todos os tempos, antes de qualquer catástrofe, há um cético para rir e dizer que nada vai acontecer.

 — Talvez não na época dos dinossauros. — eu comentei entrando na brincadeira.

Tinha alguma coisa que me agradava naquele cara. E eu tentava descobrir o que era.

Martin ergueu os braços se espreguiçando e continuou a falar em seu tom despreocupado:

 — Quem sabe um dinossauro com poderes sobrenaturais avisou os companheiros que algo ruim estava vindo. Daí muitos deles se esconderam em cavernas para tentar fugir daquele destino cruel. Daí morreram

— E foram fossilizados. — completei. — Então os encontramos.

 — Isso mesmo. — Ele baixou os braços e se aproximou um pouco de mim no banco. — Os dinossauros céticos continuaram caçando a comida e fazendo piadas sobre a grande pedra que ia cair na cabeça deles.

Não pude evitar de sorrir.

 — É terrível de qualquer forma. Quer dizer, eu sempre pensei que os seres humanos iam acabar com o planeta, sucumbir ao peso de suas ações terríveis e tudo isso. Imaginei aquele futuro horrível sem água

potável e tudo que falamos que ia acontecer.

 — E agora não temos mais esse futuro. — ele suspirou parecendo triste pela primeira vez.

 — Não é assustador que existam forças tão maiores que a gente? A Nasa e as outras agências espaciais declararam que não podem deter o buraco negro e nem salvar todo mundo. Estavam querendo lançar foguetes

no espaço com suprimentos para algum tempo, mas e depois? — eu perguntei, deixando aquelas questões no ar. Não queria ter de pensar na situação sozinha.

 — Desse jeito podemos ser os próximos dinossauros. Pessoas fossilizadas em foguetes até que nos encontrem. — ele arriscou.

 — Mortos. — Eu concluí, pois era a possibilidade mais óbvia.

 — Sim, mortos é claro. E isso se alguém nos encontrar. — ele concordou. — E se os foguetes não se despedaçarem no lançamento.

 — São muitos “se”, não é Martin?

Ele acenou e cruzou os braços como eu fiz.

 — Quando  eu era pequeno, assisti um programa na televisão em que cantavam uma música sobre o fim do mundo. Eu achava ela engraçada e me imaginava naquela situação. O que eu faria se o mundo fosse acabar

daqui uma semana? Eu fiz uma lista de itens.

 — Verdade? E o que tinha nela?

 — Coisas radicais como por exemplo saltar de paraquedas, pilotar um kart no modo veloz e furioso, fazer uma tatuagem. — ele contou após descruzar os braços e descansar as mãos nos joelhos. — Agora elas parecem coisas tão vazias, assim como o futuro de nossa galáxia.

 — Entendo, mas você já fez todas elas?

 — Não, nem comecei. Se eu vou morrer de qualquer forma porque eu vou fazer tudo isso?

 — Eu sei que parece perda de tempo, mas aproveita, já que o futuro não é mais nosso. — eu aconselhei achando legal a ideia da lista. — Se eu estivesse no seu lugar faria tudinho.

 — Mesmo? — ele perguntou incerto.

 — Até o último item.

Martin me olhou atentamente parecendo pensar em minhas palavras.

Após alguns segundos aquilo se tornou desconfortável, portanto resolvi desviar meu olhar para o alto, observando algumas estrelas esparsas que brilhavam sobre nós.

 — Voltando ao assunto das forças mais poderosas que nós. — disse Martin sentando mais perto, estávamos encostados um no outro. — Acho que nos esquecemos delas porque não fomos incomodados por nada tão perigoso. Além do mais nossas vidas são quarks do tempo.

 — São o quê? — perguntei baixando o olhar para ele e voltando a me concentrar na conversa.

 — Quarks são partículas menores que átomos. Física quântica, já ouviu falar?

 — Ah tá, já sei. — confirmei me recordando de ter lido sobre o assunto na internet.

 — Sim, sou nerd — ele disse como se fosse uma coisa ruim. — Enfim, somos isso. Menores que átomos no tempo. Perto de planetas com milhares de anos de existência. Poderíamos viver e morrer muitas vezes neste planeta antes de acontecer algo drástico, compreende o que estou querendo dizer?

 — Acho que sim.

A lógica que ele usava fazia sentido.

O que são alguns milênios de seres humanos Na terra contra 4,5 bilhões de anos da própria Terra?

Ainda pensativa, coloquei uma mexa do meu cabelo atrás da orelha e retomei a conversa:

 — De qualquer forma é frustrante não poder fazer nada.

 — Com certeza.

Outra pausa em que cada um ficou com seus pensamentos. O vento da noite me trouxe um leve aroma doce, imaginei que fosse o perfume de Martin.

Mesmo que o destino fosse uma droga, eu estava agradecida por encontrar um cara bonitinho e perfumado no meio da noite. Não era algo que acontecia sempre.

Decidi continuar falando. Tinha medo que ele perdesse o interesse em mim ou no assunto e fosse embora.

 — Eu não sei onde quero estar quando acontecer. E não paro de pensar nisso. Será que vai ser muito assustador?

 — Podia ser rápido. Tipo uma explosão titânica — sugeriu Martin.

– Isso ainda me parece ruim.

 — O universo vai dar seu golpe final na gente. Um fatality gigante.

Dei um sorriso ao me lembrar do jogo de videogame que tinha um golpe especial com aquele nome.

 — Mortal Kombat.

 — É, Marte já foi. Mas quem pegou ele foi o sol. Não sei porque ainda estamos aqui se Marte foi atraído para a nossa estrela mãe. — ele comentou começando a gesticular para ilustrar o que ia dizer. — Imagina que louco, uma força puxando Júpter e outra força puxando Marte. E aqui na Terra ninguém sentiu nada.

 — Isso é o mais estranho. Qualquer coisa que tivesse gravidade deveria afetar a Terra, não deveria? — perguntei tentando compreender o assunto. — Esquece, não entendo nada de física.

 — Nem os caras responsáveis pela Nasa, que estudam esses fenômenos do universo a tanto tempo sabem com o que estão lidando. Bem, se voltarmos a lógica de que o buraco negro captura um planeta e o

próximo se aproxima do sol, então Vênus será incinerado, não é?

 — Talvez — respondi começando a ficar entediada com aquele assunto.

Minha mente começou a formular várias perguntas envolvendo Martin, a principal delas era se ele tinha namorada.

 — O que acha melhor? Um buraco gigante que vai sugar tudo para dentro dele ou uma estrela gigante que queima?

 — Eu queria ter três opções.

— Quem sabe os aliens venham nos salvar.

Comecei a rir. Resolvi me focar no assunto e depois tentar perguntar ao meu nerd conversador algumas informações mais pessoais.

 — Eles não fariam isso. Destruímos muito do nosso planeta, eles não iam levar criaturas perigosas para a casa deles assim tão fácil.

 — Talvez tenha razão. — ele disse com tom amargurado. — Então estão todos ferrados mesmo.

 — Não deixe o meu pessimismo te contagiar, Martin.

Ele sorriu e acenou concordando comigo. Adorei ter provocado aquele sorriso. Queria fazer de novo.

 — As vezes o otimismo é um sentimento que salva a vida da gente. Outras vezes é só uma forma de sonhar com o que não vai acontecer. — refletiu Martin falando com tom de quem sabia das coisas.

Tive de concordar com o cara desconhecido. Bom, quase, eu sabia o nome dele pelo menos.

Tentei me recordar se o tinha visto na escola ou no bairro.

 — Você mora por aqui?

Ele ergueu os olhos para mim e acenou negativamente.

 — Moro bem longe. Estava andando  e tentando ficar de boa com essa história toda. Vim parar bem aqui nessa praça que é como todas as outras praças por onde eu passei. Mas pelo menos aqui

encontrei outra sonâmbula como eu.

Sorri satisfeita por ele pensar que nosso encontro ao acaso era agradável. Por um momento me perdi contemplando o rosto daquele cara lindinho. Os olhos dele pareciam azuis à primeira vista, mas me foquei

bem neles e vi que ao redor da íris eram de um curioso tom de violeta.

Aquele detalhe reforçava ainda mais meu palpite de que o garoto tinha muita grana. Isso e que devia usar lentes de contato.

 — Não é por nada não mas, você usa lentes? Seus olhos são bem bonitos.

Ele piscou e desviou o olhar depressa.

Quando pude olhar para ele de novo, os olhos de Martin eram apenas azuis como

antes.

 — Perdão, o que foi que perguntou? — ele questionou ficando ruborizado.

Julguei que Martin estava envergonhado pelo meu comentário elogiando os olhos dele. Achei tão fofo! Decidi então ser gentil e mudar de assunto.

 — Deixa pra lá. Estava pensando que andar seria legal. Vamos?

Eu não esperei para ouvir se ele queria ir comigo ou não. Me levantei e ajeitei o shorts puxando o para cima. Percebi nesse momento o par de olhos azuis me avaliando da cabeça aos pés. Mesmo que eu quisesse aquele olhar, tinha de fingir que estava muito brava, então encarei ele de volta.

 — Que foi? — ele disse na defensiva.

 — Quer que sua vida termine antes do buraco negro chegar aqui? Posso te dar um fatality agora mesmo, é só olhar pra mim desse jeito de novo.

 — Opa, calma, desculpa, foi muito deselegante da minha parte. Perdão.

 — Tá bem, então vamos. — eu disse encerrando a conversa e me vangloriando por

dentro. Martin estava completamente corado de vergonha.

Caminhávamos juntos em silêncio. Martin estava bem mais pensativo. Preferia ele falante, era mais interessante.

 — O que sua família acha de tudo isso?

 — São céticos. Eu sou o único que está aterrorizado. — contou ele falando com uma pontada de mágoa na voz. — Na televisão disseram que temos três dias até começarem as mudanças na atmosfera, no clima

e todo o resto.

 — Três dias até o processo. É assim que estão chamando, processo de remoção. — falei deixando o temor da realidade me dominar.

 — Vamos ser removidos. Eu te disse, vai ser o Fatality do universo. Um golpe especial, colossal, poderoso. Não vai sobrar nada.

 — Isso é como estar em um avião que você sabe que vai cair e não pode sair — comparei, me recordando de um livro que eu tinha lido onde descreviam acidentes aéreos.

 — Ou um prédio que está pegando fogo e você está impedido de correr porque uma viga caiu na sua perna.

 — Somos bem pessimistas.

 — Peguei isso de você.

Chegamos perto de um poste e pude ver melhor a aparência de Martin.

O cabelo dele era castanho claro e liso, os olhos eram mesmo azuis e ele tinha covinhas quando sorria. Vi isso porque ele estava sorrindo para mim naquele momento.

 — Quer dizer que eu não posso te dar uma olhadinha básica, mas você pode me analisar assim? É muito injusto.

 — Você é bem gato.

Ele deu uma risadinha e sacudiu os ombros como se aquele elogio não fosse direcionado a ele.

 — Eu não sei o que dizer, não são muitas garotas que me apreciam desse jeito.

 — Bom, o mundo vai acabar  então tudo bem fazer coisas que você normalmente não faria.

 — Tipo se sentar com um desconhecido na praça de madrugada?

 — Tipo beijar esse desconhecido no meio da rua de madrugada. — respondi sentindo um calor maravilhoso passar pelo meu corpo ao pensar na possibilidade.

Eu fiz exatamente isso, sem entender de onde vinha toda aquela coragem repentina. Eu não era do tipo que tomava a iniciativa.

Eu não podia explicar o que estava acontecendo, só sabia que de um segundo para o outro eu tinha abraçado aquele cara estranho. E no segundo seguinte estava unindo nossos lábios.

Martin retribuiu o meu beijo e me deixei levar pelas boas sensações que ele me trazia.

Meu coração acelerou em poucos segundos e fiquei mais consciente sobre tudo ao meu redor. Principalmente da mão de Martin nas minhas costas.

Devia realmente estar pirando se achava normal beijar um desconhecido, mas o Martin era bem bonitinho e não estava reclamando de nada.

Senti outra vez o cheiro doce no ar. O cheiro ficava mais forte a cada segundo.

Era o perfume dele.

Precisei interromper o beijo, mas o garoto ainda me abraçou e pediu que eu continuasse.

 — Não posso, não consigo respirar.

 — Respira sim, respira fundo, bem fundo. Vamos, você consegue.

Ele voltou a me beijar, mas inclinei minha cabeça para  trás começando a tossir.

 — Não dá… desculpa… esse cheiro tá muito forte.

 — Tá mesmo.

 — Então por que você tá bem?

 — Eu?

 — Martin, me solta, tenho que ir pra outro lugar, tenho que respirar. Estou ficando tonta.

Ele não me deixava ir, seus braços me apertavam e fiquei presa naquele abraço

sufocante. Eu poderia estar ficando maluca, ou aquele perfume estava

perturbando minhas faculdades, pois sentia algo estranho na atmosfera.

Um calor repentino, muito quente, não era o calor de ansiedade que

senti antes de beijar Martin, era mais intenso. O que estava acontecendo,

mudanças na atmosfera ou no clima só aconteceriam dali  alguns dias. Isso foi garantido. Embora nossa experiência com eventos semelhantes não nos ajudasse para ter certeza da informação.

Eu já não conseguia raciocinar

direito. Eu parei de lutar para me desvencilhar dos braços de

Martin e senti os meus  penderem do lado do meu corpo.

 — Relaxe querida, tudo vai ficar bem. Eu te salvei.

 — O quê?

 — Respire fundo.

 — Não estou entendendo… entendendo… – eu repetia enquanto respirava depressa e lutava para que as palavras saíssem corretamente. – Não estou respirando nada.

 — Já está confusa não é? Tudo bem terráquea. Nós vamos cuidar de você.

Ele disse no meu ouvido, com sua voz mudando para um tom mais baixo e potente. Suas palavras pareciam vibrar por mim, através de mim, ecoando nos meus pensamentos, nos meus ouvidos e no meu corpo.

 — Nós vamos salvar vocês humanos.

Nesse exato momento, me esforcei para olhá-lo

nos olhos, aqueles olhos … aquela cor diferente… agora eram como faróis

celestiais, belos, mas possuíam um olhar terrível.

E foi quando eu perdi a consciência ainda aspirando o aroma doce e intenso. Meus olhos se fecharam e me perguntei se o que estava acontecendo não era pior do que o destino que tínhamos antes. Afinal de contas, quem sabe o que os aliens fariam conosco?

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Sobre Fabio Baptista

29 comentários em “Fatality (Letízia)

  1. Victor O. de Faria
    19 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Começa como uma comédia romântica Young Adult e termina quase num conto de Terror. Ousado. Tem muito açúcar no meio e não faz meu estilo, mas procurei analisar sem preconceitos. É um texto que instiga, curioso, melancólico e intimista. Gostei da solução diferenciada e de algumas atitudes dos próprios personagens, como, por exemplo, perguntar como um buraco negro afetava somente uma parte do universo (me fiz essa mesma pergunta no início). Deu a entender que o fenômeno tinha a ver com os visitantes. Um fim de tudo dentro de um fim de tudo. O final em aberto ficou bem interessante. Alienígenas beijadores que “salvam” pessoas por meio de romance – troféu Bizarro garantido.
    T: A formatação tem quebras bem estranhas, mas sei que o wordpress não colabora muito às vezes, então levei em conta a escrita mesmo. É leve, suave e bem cadenciada.

  2. Miquéias Dell'Orti
    13 de setembro de 2018

    Poxa, terminei seu texto com a impressão de que talvez eu não seja o público certo para ele 😦

    As ações da protagonista e seu tom adolescente e condescendente não me convenceram, infelizmente. Eu não consegui entender como a mina me saiu só de short e um blusinha no meio da madrugada fria, parou numa praça, e, tipo assim, nada aconteceu de grave a não ser encontrar um bonitão bem vestido que no fim era um alienígena.

    Sei lá, você não meu informação suficientes sobre como estava o mundo em que essa menina se encontrava e a primeira coisa que pensamos em situações extremas é no caos total. Isso atrapalhou um pouco 😦

    É certo também que essa superficialidade das atitudes dela possa ser reflexo da mente de uma adolescente, mas para mim ficou estranho e acho que esse ponto e justamente o fato que me fez distanciar do seu texto como leitor.

    Como pontos positivos, a escrita é ótima, fluida e coesa. Os personagens estão bem desenvolvidos (inclusive essa vulgaridade inocente da protagonista) e a história tem um desfecho satisfatório, o que é ótimo, porque no decorrer dela eu estava quase achando que o desenrolar da narrativa a tornaria num conto erótico alienígena de segunda categoria. Felizmente, isso não aconteceu.

    Parabéns!

  3. Emanuel Maurin
    10 de setembro de 2018

    Do começo gostei muito, ainda mais quando disse que a ansiedade e o medo me devoravam por dentro. Gosto de ler o que sente o personagem na hora do pânico, normalmente quem esta desesperado sai para caminhar na rua de qualquer jeito. Algumas partes não condizem com a realidade, pois um buraco negro gigante faria um estrago no sistema solar, mas esse mesmo buraco negro poderia não fazer estragos, pois no universo ninguém tem certeza de nada e tudo pode acontecer. Existem muitos diálogos, mas não são cansativos. O final confesso que não me agradou, mas nem todo final me agrada, ademais gostei do seu conto.

  4. iolandinhapinheiro
    7 de setembro de 2018

    Olá! Lendo o seu conto eu me lembrei imediatamente do filme Melancolia de Lars Von Trier, a diferença é que lá, há toda uma trama com casamento, traição, abandono, e a história transcorre nos últimos dias do nosso planeta e a sua história é como um instantâneo do filme que citei, um momento de diálogo entre a moça e um alienígena, como descobrimos no fim do conto.

    Os personagens são adolescentes e se comportam exatamente como se o fossem, ela, principalmente, com uma irreverência típica da idade, saindo no meio da noite com roupa de dormir. Mas ninguém pode culpá-la pelas atitudes loucas, afinal o mundo vai acabar e isso de roupa adequada já nem importa mais.

    Outro problema foi o excesso de diálogos, mas isso é uma questão pessoal, eu odeio contos com muitos diálogos, e a culpa é minha, mas em uma revisão vc poderia colocar mais trama e menos conversa (só uma sugestão)

    No final a gente fica em dúvida se o rapaz quer salvar a garota ou sei lá o que, mas a gente torce para que tudo acabe bem.

    Parabéns pelo seu conto (estranhamente fofinho) e boa sorte no desafio

  5. Caio Freitas
    5 de setembro de 2018

    Olá, Letízia. O que mais gostei no seu conto foi a simplicidade. O diálogo entre os dois fluiu tão be que nem vi o conto passar. Para mim não há problema algum nas imprecisões científicas. Parabéns e boa sorte.

  6. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    3 de setembro de 2018

    Fica evidente neste texto que o/a autor/a (meu voto é que a autora é um homem, na verdade) escreve sobre lugares e circunstâncias de que não tem realmente nenhuma experiência. Sair de pijama na rua, usando sapato?

    Há, também, uma certa dificuldade para conceber a escala cósmica dos eventos citados. Um buraco negro capaz de engolir Júpiter já teria causado uma completa bagunça no sistema solar. Faltou pesquisa aí.

    Mas se a ciência toda é só um pretexto para o romance com o alienígena, então valeria a pena colocar o buraco negro em rota de colisão com o sistema solar, porém ainda muito longe. Um buraco negro capaz de engolir Júpiter seria detectável a vários anos luz de distância, pela perturbação da nuvem de Oort. Então haveria tempo (digamos, uns dez ou quinze anos) para desenvolver melhor a história.

  7. Higor Benízio
    2 de setembro de 2018

    Talvez (e digo talvez porque não sei se foi a intenção) o retrato da decadência da juventude atual seja a coisa mais legal do conto. O mundo vai acabar, e tudo que importa é um rapaz “bonitinho”. Além do suposto alienígena conseguir replicar com facilidade toda a banalidade que se torna atraente, compondo seus esquemas com signos bobos, como quem brinca com um cachorro. Os diálogos ficaram bem naturais, o que é difícil, outro mérito do autor(a). No mais, talvez a falta de um caos em vésperas do fim do mundo cause estranheza, é verdade. Porém, se olharmos a realidade, tudo que é absurdo ficou tão banal, que provavelmente essa apatia diante da catástrofe não seja assim improvável. Bom trabalho.

  8. Fheluany Nogueira
    2 de setembro de 2018

    A premissa do apocalipse e da possibilidade de salvação de alguns escolhidos não é nova, está na Bíblia “Um dia Jesus voltará e todos que o amam serão levados para o Céu. Os mortos ressuscitarão e os crentes que estão vivos serão transformados. Todos juntos subiremos a Céu para morar lá para sempre. Esse acontecimento é conhecido como o arrebatamento.” Mas, aqui ficou interessante, com jeito de thriller para adolescentes, leve e misterioso, de roupagem nova. O título também é bastante sugestivo.

    A “terrível notícia na tevê” trouxe curiosidade e instigou a leitura, bem como a última observação da protagonista.

    Há algumas pontas soltas no texto, penso que faltou algo mais na ambientação, ocorrem alguns problemas gramaticais e talvez um pouco menos de previsibilidade fosse desejável (Assim que o “rapaz apareceu, fiquei com certeza de que era um extraterrestre e que salvaria a menina), mesmo assim, no todo, gostei, é uma narrativa bem coesa que entretém e diferente em relação às outras do desafio.

    Parabéns pelo trabalho. Abraço.

  9. Evandro Furtado
    2 de setembro de 2018

    Pontos Negativos

    – Em alguns momentos a história fica bem cafona;
    – Os diálogos acompanham um pouco essa regra e a gente meio que quer olhar pra outro lado;

    Pontos Positivos

    – Os pontos negativos, por mais estranho que seja, também acabam sendo os positivos. Acaba-se criando uma atmosfera única e diferente do restante dos contos do desafio e isso entretém o leitor que não consegue parar de ler.

    Balanço Final: Average

  10. Mariana
    28 de agosto de 2018

    O conto me lembrou o filme Melancolia, principalmente o comportamento da menina frente a notícia do buraco negro que estaria para sugar a Terra. Não achei as reações tão absurdas, o ser humano é estranho quando está sob pressão…
    Sobre o buraco negro: bom, não sou entendida em física, mas o que foi colocado não me pareceu crível. No entanto, gostei da alegoria do fim em progresso e a história me entreteu o suficiente para acreditar nela.
    Os diálogos podem ser revistos, citar “dormiu na praça” me pareceu fora de contexto e o final pode ser enxugado, ali a leitura ficou truncada. Mas no geral é um ótimo conto, muito bonito. Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Letízia
      30 de agosto de 2018

      Oi Mariana, não conheço esse filme, mas vou procurar pra assistir. Muito obrigada pelo seu comentário e dicas. Fico feliz que tenha gostado da história.

  11. Evelyn Postali
    27 de agosto de 2018

    A leitura foi agradável. Eu li com bastante fluidez. Sinal que a estrutura da escrita está bem organizada. A história, também, mas não sei se isso poderia realmente acontecer – os extraterrestres não salvariam a humanidade, não do jeito que as coisas estão, e acho que tampouco por causa de uma conversa legal, por mais legal que fosse, ou por mais sentimental que fosse.
    Com relação ao fim do mundo, não sei. Acho que a grande maioria não estaria dormindo tão tranquilamente se houvesse mesmo a consciência de uma catástrofe tão iminente e devastadora. Talvez a humanidade entrasse em colapso, mas dormir tranquila, não creio.
    No mais, essas são minhas observações com relação ao conto. Boa sorte no desafio. Abraços!

    • Letízia
      28 de agosto de 2018

      Muito obrigada pelo seu comentário!

  12. Rafael Penha
    25 de agosto de 2018

    Olá, Letizia!

    O conto começou de forma instigante e misteriosa, mas o ótimo ritmo foi quebrado pela conversa na praça. Um ótimo conto de ponto de vista adolescente, mas carente de ritmo e verossimilhança.

    PONTOS POSITIVOS:
    Gostei muito do mistério criado no início. Quase me senti num conto de terror, deveria investir mais nisso! As sensações da jovem foram bem explicadas e a conversa foi bastante natural, para um encontro de adolescentes. Este cenário para fim de mundo foi criativo, não só fim de mundo, mas fim de sistema solar, aparentemente. As referências Nerds também me animaram bastante, e aprofundaram sentimentos dos personagens, visto que sou um também.

    PONTOS NEGATIVOS:
    Creio que o principal problema é a verossimilhanca. Muita coisa no conto é dificil de acreditar. Como uma menina saindo de madrugada na rua para “pensar” e bater papo com um completo estranho. Pode acontecer exatamente o que aconteceu rs. Também creio que as influências de um buraco negro e um sol sugando tudo ao redor poderiam ser melhor estudadas, pois me pareceu muito fantasioso, apesar de parecer ser a intenção da autora tornar mais fantástico que ciêntífico. Também num cenário de fim de mundo tão imediato, o mundo certamente estaria de pernas pro ar, e as pessoas não estariam dormindo tranquilamente em suas casas, estaria um caos total, isso me atrapalhou na inserção do conto.

    Um bom romance adolescente com um final premeditável.

    Grande abraço!

    • Letízia
      25 de agosto de 2018

      Oi Rafael, obrigada pelas dicas e sugestões. Fico feliz que o conto tenha agradado “em partes”, risos.
      E respondendo uma coisa sobre seu comentário, eu imaginei que as loucuras e o caos fosse chegar alguns dias depois, quando o momento estivesse prestes a acontecer, entende? Pensei que a maioria das pessoas estaria em um tipo de resignação coletiva,, já que não era só um ou outro que ia morrer, e sim todo mundo.
      Obrigada novamente pelas suas observações! É sempre bom saber onde podemos melhorar nos nossos textos.

  13. Sarah Nascimento
    23 de agosto de 2018

    Olá! Um bom conto! Simples, mas bem interessante.
    Gostei da conversa falando dos dinossauros céticos e a parte final com esse abraço terrível.
    Poderia ter um pouco mais de descrição do lugar onde eles estavam. Mas no geral está muito bom! O que será que os aliens iam fazer com os humanos que estavam salvando?

    • Letízia
      23 de agosto de 2018

      Obrigada por avaliar o meu conto. Que bom que achou interessante! Essa parte dos dinossauros é bem divertida.
      Realmente tenho que melhorar em descrição de lugares, tenho muita dificuldade com isso ainda, tanto que foquei mais na conversa dos dois. Quem sabe se o destino dos humanos foi melhor ou pior depois desse “salvamento”?

  14. Thiago Lopes
    23 de agosto de 2018

    Sempre que vamos dar alguma opinião sobre um texto, partimos, claro, do nosso ponto de vista. No meu ponto de vista, que sei ser limitado, o que posso te dizer é que seu conto é muito bom, segue impecavelmente um ritmo narrativo, nos coloca na cena, nos leva té o desfecho, tem momentos de diálogo, ação, descrição, tudo encaixado. Se eu pudesse te dar uma dica, como leitor, é que você pese menos nas descrições – elas seguem alguns clichês que já não nos faz ter as imagens das cenas de maneira intensa – e seque ao máximo seu texto; digo isso para os futuros textos. Quanto à descrição, não me lembro onde li isso, tem uma anedota legal: diz-se que Maupassant e Flaubert conversavam ao andar num bosque e parece que o Flaubert pedia para que o Maupassant descrevesse uma árvore de modo que o Flaubert soubesse, dentre o bosque todo, qual era a árvore específica de que Maupassant estava tratando.

    • Letízia
      23 de agosto de 2018

      Oi Thiago! Em primeiro lugar obrigada pelas suas observações. Em segundo lugar, você acha que tem muita descrição e eu deveria fazer isso de outra forma?
      É que eu tenho mesmo um problema com isso nas minhas histórias. Ou descrevo demais, ou de menos.
      De qualquer forma, obrigada pelas dicas e fico feliz que tenha gostado do conto.

  15. Pedro Paulo
    22 de agosto de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados.

    Instigante! A premissa é que o mundo vai acabar e a maneira escolhida para tratar do fato foi nos trazer ao íntimo da protagonista, primeiramente através das suas reflexões e, em seguida, por meio dos diálogos que ela teria com o alienígena em questão. De fato, o primor do conto é os diálogos, escritos de uma maneira que deixa clara a gravidade da situação, mas que também agrega leveza à leitura, e uma gostosa expectativa sobre o possível romance entre a menina e o garoto. Daquela questão quase clichê do “o que faria se fosse o fim do mundo?” surgiu um bom conto que flui muito bem, demonstrando habilidade da autora, e que também tem um bom desfecho. A revelação, embora não tão surpreendente, também é evidência da atenção aos detalhes, pois o olfato da personagem é o principal sentido utilizado para nos alertar de que algo está errado e aí fica recobrado um detalhe mencionado antes, sobre o perfume. Muito bem estruturado, abordando o tema com uma premissa que não é nova, mas trazida com criatividade. Parabéns!

    • Letízia
      23 de agosto de 2018

      Muito obrigada pela sua avaliação. Embora esse assunto de fim do mundo esteja meio manjado, eu tentei escrever sobre isso de um jeito diferente. rs. Acho que funcionou. Tentei colocar esses detalhes estranhos sobre o Martin com cuidado, não queria que ficasse tão óbvio que ele não era normal.

  16. Antonio Stegues Batista
    22 de agosto de 2018

    Olá! Gostei do conto, os diálogos são muito bons, frases bem construídas e lógicas,(óbvio). Se fosse realmente um buraco negro ameaçando a Terra, todo o sistema solar seria afetado de imediato, não haveria tempo para dar uma voltinha na praça, mas esta é uma história fictícia e fica valendo o argumento, é claro! Gostei dos diálogos, eu já disse, escrevi algo parecido como esse encontro inesperado. Encontrei alguns errinho como por exemplo Jupter, o certo é Júpiter e faltou um h em a (há do verbo haver). Gostei também do final, aquela frase salvou o texto. Está dentro do tema. Boa sorte.

    • Letízia
      23 de agosto de 2018

      Olá Antônio!
      Fico feliz que tenha gostado do meu conto. De fato muita coisa estaria errada se o buraco negro estivesse fazendo seu caminho até nosso planeta, pra dizer a verdade, eu não pensei muito no Sistema Solar, só na Terra mesmo.
      Caso você esteja participando do desafio literário, boa sorte pra você também, obrigada pelas observações.

  17. Wilson Barros
    21 de agosto de 2018

    O começo é bom, pois convida a ler para saber que terrível notícia é essa. As frases curtas facilitam a leitura. Parece um conto voltado para adolescentes. A conversa combinou, bem ao estilo, fatalities, etc. O conto vai se tornando maravilhoso, um momento de ternura em um mundo prestes a acabar. As metáforas são muito boas, tipo “um prédio que está pegando fogo e você está impedido de correr porque uma viga caiu na sua perna.” Não há erros de digitação nem de português, até onde eu pude ver. Quanto à grafia “Jupter”, confesso que nunca vi, mas isso não significa que não exista. Minha única sugestão seria uma suavização da revelação alienígena, pareceu-me muito brusca e traumática.
    Gostei muito do conto, no mais puro estilo de ficção científica Ray Bradbury, romântico e delicado. Apreciei bastante esta frase, o suprassumo da resiliência:
    “— Vamos ser removidos. Eu te disse, vai ser o Fatality do universo. Um golpe especial, colossal, poderoso. Não vai sobrar nada.”
    Parabéns, bem elaborado.

    • Letízia
      21 de agosto de 2018

      Puxa, fico muito feliz que tenha gostado do meu conto! Você disse que eu poderia suavizar a revelação sobre ele ser alienígena não é? Mas eu só deixei desse jeito pra ser uma surpresa grande mesmo. Quando ela percebesse, já não teria como fugir. Bom, muito obrigada pelo comentário! Eu confesso que ainda sou um pouco insegura quanto ao que escrevo. Acho que esse desafio vai me ajudar bastante pra ver meus textos com outros olhos.

      • Wilson Barros
        23 de agosto de 2018

        Ha! Não foi isso que eu quis dizer. Achei que ela se debatendo nos braços dele me pareceu, sei lá, meio invasivo… Eu preferia que tivesse tudo acontecido de uma forma mais romântica, leve… Mas isso não tem nada a ver com o conto, não é crítica, apenas uma questão de como penso que as coisas devem acontecer.

    • Letízia
      23 de agosto de 2018

      Boa noite Wilson. Agora entendi do que você estava falando. Realmente o jeito como tudo aconteceu no final quebrou o clima mesmo. Você tem razão.

  18. Anderson Roberto do Rosario
    21 de agosto de 2018

    Olá, Letízia.

    PONTOS POSITIVOS

    Temos uma garota de 16 anos que acorda no meio da noite neste mundo pós-apocalipco onde estás terríveis coisas estão acontecendo. Vermos toda a situação estranha e cósmica do ponto de vista de uma inexperiente adolescente é legal, pois deixa ainda mais tenso e misterioso todo o clima. Se fosse um cientista por exemplo não teria a filosofia das perguntas intermináveis e necessárias sobre o que vai acontecer agora?

    PONTOS NEGATIVOS

    Existem algumas incoerências no texto, como por exemplo a preocupação da garota com o portão aberto, mas o fato dela sair pra fora neste passeio, diria ousado demais visto que não se sabe o que pode acontecer. Se não incoerente no mínimo corajoso. De qualquer forma não me agradou. Achei o texto com muito diálogo e a ação e descrições dos eventos que aliás são muito interessantes, se perdem. Poderiam ser melhor narrados esses eventos, com eventuais surpresas e interrupções entre os diálogos. Afinal essa noite quieta não combina com o mundo cataclísmico.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    É um bom tempo, poderia ser melhorado? Sim. Serve o seu propósito como entretenimento? Sim. Gostei do romance entre a adolescente e o alienígena, mas penso que ela poderia ter sido mais esperta, quando por exemplo a nuance dos seus olhos fica arroxeada. Mas a menina parecia estar apaixonada, o que até justifica. Enfim, um bom conto. Parabéns e sorte no desafio.

    • Letízia
      21 de agosto de 2018

      Oi Anderson, que bom que gostou do meu conto. Então queria comentar sobre os pontos negativos que você citou, ok? rs. Bom, concordo que tem muito diálogo, mas é porque eles estavam conversando sobre a notícia que o mundo ia acabar de verdade e nesse clima as pessoas sempre fazem coisas que normalmente não fariam, por exemplo sair andando de madrugada. Mas ela tava no bairro dela e afinal todos já sabiam que em poucos dias iam morrer, então acho que ninguém ligaria em fazer algo perigoso assim entende? Enfim, fico muito feliz pelo seu comentário e por ter gostado da história. Não sei se você está participando do desafio, mas se estiver, boa sorte pra ti também!

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Informação

Publicado em 20 de agosto de 2018 por em Alienígenas.