EntreContos

Detox Literário.

O Elefante, A Sequoia, O Caranguejo e O Sapo (Jowilton Amaral)

 

O Elefante  

“Elefantes são contagiosos” Paul Éluard.

 

A sala de espera em textura imaculadamente branca não conseguia diminuir a minha irritação. A decoração clean e futurista era como um chute no saco. O vermelho da Rosa de Dali e o amarelo do Ovo Cósmico de Vladimir Kush pregados na parede davam ao ambiente o toque definitivo de cafonice.  Aquelas imitações de obras de arte remetiam exatamente ao meu estado de espírito, sentia-me surreal sentado com o meu corpanzil num tamborete moderno e metido a besta a esperar uma estranha recomendada por minha mãe. Além do mais, a pintura que fizeram de mim, para que eu chegasse ao ponto de comparecer a tal tipo de estabelecimento, definitivamente não correspondia a realidade. O quadro foi pintado com traços tortuosos de mãos maledicentes, sem um pingo de esmero correndo pelas veias ressentidas de artista frustrado. As cores eram berrantes, no entanto, não gritavam nada sobre quem realmente eu era, não me representava.

Relutei veementemente de comparecer a consulta. Eu não tinha nada que estar naquele lugar, não precisava de terapia, medicamentos, conselhos ou coisa que o valha. Eu estava bem, muito bem, saudável, fisicamente e mentalmente. Ou melhor, talvez o físico não estivesse tão hígido quanto eu imaginava. Os cento e trinta quilos testemunhavam contra mim. O centímetro que faltava para meus quase um metro e noventa não desculpava minha forma paquidérmica. Mas não fora a aparência elefântica que me levou até aquele consultório alvo e de requintado mau-gosto, e sim minha solidão, meu enclausuramento e um esverdeado e húmido batráquio. Exatamente, um sapo, um dos grandes, enorme, o colosso dos sapos.  

Passei a mão pelo meu rosto liso e senti falta da barba, voltei-me para Dylan e ele me encarava com seus olhos bovinos. Ajeitei sua gravata e seu colete e esperei.

 

                                   A Sequóia

 

“Tentamos proteger a árvore, esquecidos de que é ela que nos protege” Carlos Drumond de Andrade.

“A solidão gera inúmeros companheiros em nós mesmos” Carlos Drumond de Andrade.

 

A solidão nasceu comigo, cresceu seguindo meus passos, transformou-se numa Sequóia-Gigante e enraizou-se profundamente. Por isso, não entendi quando vieram minha mãe e minhas filhas com o papo que aquele estilo de vida recluso poderia ser perigoso. Não conheciam minha misantropia latente? Não, não conheciam. Não sabiam que a solidão esteve presente em todos os meus momentos vividos? Não, não sabiam. Pois esteve, esteve sim. Mesmo durante as tagarelices de mesa de bar, já em idade madura, aditivado por substâncias legais e ilegais, em que eu me comportava como alguém extrovertido, ela mostrava sua cara, sobretudo no ápice do embriagamento, quando eu me calava e fingia escutar com aparente concentração os outros interlocutores. Naqueles instantes eu estava absolutamente só. Ela também foi companheira fiel de juventude, escoltando-me no último assento do ônibus lotado, sujo e barulhento, depois de mais uma jornada exaustiva de trabalho. Acalentou maternalmente minhas insônias sentada ao lado da cama, enquanto eu olhava o chão repleto de livros espalhados, enevoados de fumaça tóxica, expelida de dentro de um pote grande de barro vermelho, que fazia as vezes de cinzeiro. Vigiava junto comigo, de pupilas dilatadas, da janela do quarto de pensão, a luminosidade mortiça da cidade adormecida. Esteve sempre comigo… sempre…  Quando casei não foi diferente. Sua presença era nítida, tocável, tocante. Não fui infeliz no matrimônio, longe disso, muito longe mesmo. Amei minha família, amei minhas filhas, amei minha ex-mulher. Inclusive, acho que a amei muito mais depois que nos separamos, amigavelmente, civilizados como um casal de uma novela do Manoel Carlos. Inexplicavelmente, após a desunião, começamos a nos entender melhor. Nós erámos como dois craques que jogavam no mesmo time e que se respeitavam dentro de campo, porém, de forma velada, disputávamos o posto de líder do vestiário. No entanto, sempre ganhávamos o jogo juntos. Fizemos um bom trabalho com nossas crias. Elas cresceram e se emanciparam, como tem que ser. Não obstante a felicidade genuína que senti em muitas circunstâncias de comunhão familiar, eu esperava ansioso para ter a casa só para mim. As horas que eu passava em silêncio, ensimesmado, eram purificadoras, essenciais. Eram nestas oportunidades que eu saboreava masoquistamente o sedutor e dolorido abraço do vazio e sentia as unhas afiadas da grande árvore arranharem meu espírito.

 

                                O Caranguejo

 

“… Caranguejo sujo,

desconforme,

como um atarracado Buda roxo

ou um ídolo asteca… “ João Guimarães Rosa

 

O claustro, o casulo, a concha, a toca, a carapaça, um lugar para me esconder e me proteger, compunham minha personalidade de caranguejo. Daí, logo depois do divórcio, não foi difícil de eu me afastar do convívio social. Fui morar numa pequena propriedade rural numa região próxima à minha cidade natal. Dispensei com delicadeza alguns amigos de infância que vieram me visitar e com certa dureza fria os mais insistentes. Saia no máximo uma vez por mês para comprar mantimentos essenciais. Passava os dias na terra e as noites nos livros e nos vinhos. A barba cresceu…  Minha mãe apareceu algumas vezes. Já haviam começado a rabiscar minha caricatura para ela. Na última, assustou-se bastante com minha imagem peluda e monossilábica, com os livros empilhados em cima da mesa da sala e com todas as paredes ornadas com escritos em papel pautado. Passou a mão pelo meu rosto encoberto e chorou. Ao menos assim minhas filhas me visitaram, instigadas pela a avó. Também se surpreenderam. O conflito começara. Entretanto, o ponto alto do embate familiar sucedeu com a chegada do Dylan.

 

                            O Sapo

 

“Sapo Cururu,

Na beira do rio,

Oh que sapo gordo!

Oh que sapo feio! ”  Manoel Bandeira.

 

Dylan entrou em minha vida de uma forma inusitada logo após uma machadada num tronco de um velho umbuzeiro. Sua pele verde reluziu como una esmeralda quando atingida pela luz do sol. Foi inacreditável. Havia um sapo dentro de uma árvore. Um sapo imenso. Eu já havia lido em algum lugar um caso como aquele, mas, nunca imaginei que pudesse ser verdade. Retirei-o de seu casulo com cuidado e o levei para dentro de casa. O dia já ia indo embora, abri uma garrafa de vinho mais cedo do que o de costume e passei a noite observando meu insólito inquilino, que parecia recuperar as forças aos poucos. Ao amanhecer ele estava menos amassado. Ensaiou um salto, contudo, não saiu do chão, apensas se arrastou com dificuldade por alguns segundos e ficou imóvel, bufando. Sua estrutura bojuda e elástica foi tomando forma morosamente, como uma bizarra bexiga de borracha avolumando-se em câmera-lenta, expandindo suas dimensões de forma espantosa. De repente, a bocarra se abriu e disparou uma língua desmedida que achou um grilo no canto do quarto. Serrilhou calmamente a presa em sua boca. Minutos depois, mais um disparo encontrou outro inseto no ar. Estava faminto e exausto. A respiração era aflita. Dylan sofria.

O animal tinha um tamanho notável. Assombroso! Sentado nas patas traseiras, do chão até a parte mais superior de sua cabeça, deveria medir uns sessenta centímetros de altura, com mais uns trinta de largura pelo menos. Um colosso verde-musgo brilhante, de olhos tristes e língua certeira.

Ficamos nos estudando em silêncio.  Minha cabeça fervilhava, não sabia o que fazer. Sorri ao pensar na reação das meninas e da minha ex-esposa se vissem aquele mostrengo dentro de casa. Provavelmente pediriam que eu o matasse, tinham pavor de sapos. O bicho afigurava-se alheio a situação, com toda a certeza não passava por sua cabeça anfíbia que poderia ser morto a qualquer instante. Tinha uma expressão de transe, meditativa, quieta como a de um buda.

Dylan não morreu, como vocês bem sabem, ao contrário disso, recuperou a saúde, cresceu mais alguns centímetros e tornou-se meu amigo mais chegado. Sua expressão melancólica foi o que me deu a ideia para o nome dele, seu olhar me fazia lembrar de canções de folk rock. Passávamos o dia juntos em completo silêncio, apenas nos olhávamos e nos compreendíamos. Passei a leva-lo comigo para fazer as compras da casa. Amarrava-o numa coleira e ele ia ao meu lado dando seus pulos e caçando insetos. Alguns transeuntes se afastavam quando a gente passava, num misto de indignação e horror. Muitos riam. Nós, altivos, ignorávamos a todos.

O sapo foi a gota d’água que faltava para transbordar o copo. Minha família surtou. Minha mãe, filhas e ex-mulher – ex-mulher é família? –  exigiram que eu procurasse um psiquiatra. “Você está ficando louco! “ Elas diziam. Não, eu não estava. Não estava mesmo! Eu apenas tinha um sapo de estimação. Algumas pessoas engolem sapo, eu levo o meu para passear. Qual é o problema disso? Após muitas discussões, resolvi aceitar o ultimato, já que ameaçaram me internar, mas, bati o pé e levei o Dylan comigo. E ele foi mesmo, de colete e gravata borboleta, um verdadeiro gentleman.

Uma voz tipo Scarlet Johansson surgiu não sei de onde anunciando meu nome. Levantei-me e fui em direção ao consultório, puxando Dylan pela corrente, seu olhar mostrava desconfiança. “Não se preocupe, meu amigo, ninguém fará mal a você.”. Eu lhe disse. A doutora nos recebeu com cara de paisagem, menosprezando completamente a presença de Dylan, como se ele não estivesse ali. Não gostei daquela atitude e percebi que as reuniões seriam inúteis. Ninguém me separaria do meu grande amigo.

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46 comentários em “O Elefante, A Sequoia, O Caranguejo e O Sapo (Jowilton Amaral)

  1. M. A. Thompson
    27 de abril de 2018

    Olá autor(a).

    Um conto em que o experimentalismo está presente em uma espécie de microtrilogia, com cada segmento levando a certas reflexões que acabam formando a linha condutora para a obra como um todo.

    Apesar de aqui primarmos pelos contos mais curtos devido a quantidade de leituras que precisamos fazer, esse é um conto que eu apreciaria ler de uma forma mais completa, pois do jeito que está parece que acaba antes da hora ou não desenvolve o tanto que poderia. 🙂

    Boa sorte no desafio!

  2. Bianca Machado
    27 de abril de 2018

    Olá, autor/autora. Não me sinto em condições de fazer comentários muito técnicos dessa vez. Então tentei passar as minhas impressões de leitura, da forma como senti assim que a terminei. Desde já, parabenizo por ter participado!

    Então, vamos ao que interessa!
    ————————————————

    Um dos meus preferidos. Duas personagens muito ricas, que me levaram o conto todo. E até agora, o único que eu fui lendo, lendo, lendo e, quando vi que já estava nas linhas finais, disse pra mim mesma: “O quê? Já acabou? Não pode seeeeeerrr…” A parte da sequoia foi inferior às outras, mas parabéns. Escreva uma novela com o elefante e o sapo e o mundo ao redor deles. No final, fiquei um pouco triste de pensar que o sapo pode ser invenção do homem. Poxa, eu estou torcendo para que não.

  3. Amanda Dumani
    27 de abril de 2018

    Me conectei muito facilmente ao seu conto. Provavelmente por ser uma pessoa que tem uma relação muito saudável com a solidão. Sobre o conto em si, apreciei o estilo, o ritmo e a construção das alegorias. A associação de sentimentos com os animais foi bem construída. O que me leva ao Dylan. O sapo é o último animal. É o real apesar de ninguém de fato interagir com ele. Eu apostaria que Dylan é a personificação do próprio narrador que mergulhado na solidão cria algo que ele possa conviver: um sapo feito a sua imagem e semelhança. E ao mesmo tempo algo que ele não é capaz de enxergar em si próprio.

  4. Cirineu Pereira
    27 de abril de 2018

    Um conto delicioso, não obstante alguns pontos que nem sei se poderia chamar de “pecadinhos”, como a queda de ritmo no parágrafo intitulado “A sequóia”. Parágrafo esse composto de divagações (um tanto enfadonhas) do protagonista narrador sobre seu casamento (em contrapartida, as narrações são ótimas, plásticas, capazes de sequestrar a imaginação do leitor). Outro ponto que eu humildemente condeno é a informação pertinente às supostas dimensões do sapo. Referências às dimensões colossais do anfíbio ficariam melhores se apresentada através de comparações. Em suma, um ótimo conto “fantástico” e, infelizmente, para fins desse concurso, creio que o autor confundiu o fantástico com o experimental.

  5. Pedro Paulo
    27 de abril de 2018

    Bom dia, Dylan!

    Tendo desistido do desafio, isentei-me de ler o restante dos contos (mas também não tive um tempo para ler. Agora estou aproveitando um tempo livre do trabalho). Só que, vendo que muitos ainda me felicitaram com comentários no meu conto, retomarei as leituras. Até porque a qualidade tem algo que o seu conto mantém.

    Dominou muito bem a narrativa em 1ª pessoa, imbuindo sinceridade no relato da personagem, algo que só pôde ser alcançado por ter escrito cuidadosamente, escolhendo as palavras bem. O tratamento metafórico que o personagem coloca sobre si mesmo, representado nas figuras titulares do conto, fizeram com que a minha leitura fosse bem imagética. Senti-me como se assistindo a um filme experimental. Eu imaginava o personagem, solitário e insone, observando o dormir da cidade com uma sequoia gigante ao seu lado,. Ao mesmo tempo, indo além das metáforas, temos o encontro com o sapo e a relação inesperada com a qual ele desenvolve com o anfíbio, além de recursos comparativos que também surpreendem, como o olhar que lembrava “canções de folk rock”. Juro que pude imaginar a expressão mortiça de um sapo com uma daquelas músicas reconfortantes de vozes suaves ao fundo. Enfim, acredito que é um bom conto cuja adequação no desafio se dá principalmente quando traz representações surpreendentes e coesas com o que personagem narra sobre si mesmo. Parabéns!

  6. André Lima
    27 de abril de 2018

    Excelente. A solidão é, de fato, um dos temas mais legais para se escolher em um desafio experimental.

    O conto tem um início instigante, onde o autor já mostra seu cartão de visita com toda sua habilidade. No capítulo “A Sequóia”, há certa queda de rendimento. É um capítulo redundante que pouco acrescentou, ao meu ver, mas, em “O Sapo”, temos o tão esperando INCIDENTE. Um incidente EXTREMAMENTE atrativo, que fez com que eu me ajeitasse na cadeira para continuar a leitura. Um sapo dentro de uma árvore?

    O conto tem uma jeitão meio Flaneur que me agradou DEMAIS. É a vida de um solitário vista de forma romantizada, é experimentação pura.

    A técnica é impecável, envolvente, e a estratégia do texto sem diálogos funcionou perfeitamente bem: uma forma de imersão do leitor.

    Além do capítulo “A Sequóia”, que apontei como um ligeiro ponto negativo (Quase insignificante), vou comentar sobre o final do texto. Eu particularmente não gostei da forma que terminou. Deu a entender que o sapo poderia não ser real, poderia ser um fruto da imaginação do protagonista. Isso por conta do trecho:

    “A doutora nos recebeu com cara de paisagem, menosprezando completamente a presença de Dylan, como se ele não estivesse ali.”

    Se essa não foi a intenção do autor, é algo que pode ser até mesmo corrigido em alguma edição posterior.

    Mas se for a intenção, acho que tira um pouco do brilho experimental do conto. É tão bom imaginar esse conto com um sapo real, que é feio e renegado como o protagonista… É muito mais forte que o sapo metafórico, imaginário!

    Estamos, sem dúvida, diante de uma grande obra.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

  7. Sabrina Dalbelo
    27 de abril de 2018

    Olá!
    Eu gostei muito.
    Acho que o experimentalismo aqui ficou nas metáforas, muito bem colocadas num texto bem arquitetado e muito bem escrito.
    Acho que o personagem principal tem toda a razão: a gente deve exibir, assumir e viver com nossos sapos; isso é muito melhor do que engoli-los.
    Bastante criativo e sensível. Parabéns!

  8. Daniel Reis
    26 de abril de 2018

    Um texto experimentalmente delicioso, com referências e temperos de Guimarães Rosa e pitadas de Campo de Carvalho. Mas, para ser bem sincero, e nesses casos em que há várias partes, uma delas se sobressai e poderia sobreviver bem sozinha. É o caso do sapo. Além disso, com esse título composto, impossível não lembrar da diferença entre o poste, a mulher grávida e o bambu… Boa sorte!

  9. angst447
    24 de abril de 2018

    Tanta gente engole sapos, ou arranja bratáquios para os outros, por que não passear com esses bichinhos? Animal de estimação peculiar, muito peculiar.
    O conto está bem escrito, só arrume aquele “húmido”. Acho que em Portugal se escreve úmido com H, mas aqui no Brasil é sem.
    Gostei das metáforas: elefante, sequoia, caranguejo e sapo. Cada elemento representando uma parte (camada) do narrador. A sensação de inadequação em um mundo de “humanos”, e por fim, assumindo o seu lado esquisitão e dando valor ao amigo sapo que não engoliu, mas virou um companheiro elegante.
    O final, interpretei como o protagonista deixando claro que a psiquiatra não iria fazer com que ele engolisse mais um sapo na vida – aquele era bem enorme – e que aquele “problema” continuaria assim exposto, e os outros é que tratassem de aceitá-lo como era com suas falhas e incômodos.
    Obs.: Lembrei que Bob Dylan ganhou o prêmio Nobel de literatura e o povo teve de “engolir” esse sapo. 🙂
    Boa sorte!

  10. Gustavo Aquino Dos Reis
    24 de abril de 2018

    Eu só sou palmas para esse trabalho.

    Uma obra bem estruturada, com uma escrita envolvente e esmeradamente bem lapidada.

    Só sou elogios aqui.

    Parabéns.

  11. Amanda Gomez
    23 de abril de 2018

    Olá, Dylan!

    Gostei bastante do seu conto, uma ambientação perfeita, acho que o experimental do seu texto está nisso, nas imagens criadas, o leitor tem que se permitir ver o que está descrito. A ideia de atribuir formas ao sentimento foi muito bem executada, a solidão, angustia, depressão travestidas de animais… de formas… achei tudo forte e bem executado.

    O final foi maravilhoso e ri bastante com a cena dele levando o sapo para passear e a forma como ele lidava com isso, fica aquela sensacão se de fato o sapo existia ou fazia parte das crianções em sua mente para lidar com tudo.

    Ele teve uma vida padrão, viveu, amou, criou os filhos, sempre acompanhado desse sentimento que dependendo da pessoa, do momento aparece mais intensamente em alguma fase da vida… sempre esteve lá, nunca é de uma hora pra outra.

    Quanto a adequação ao tema… não sei, pra mim a leitura foi experimental…

    Muito bom, parabéns e boa sorte no desafio!

  12. Ana Carolina Machado
    21 de abril de 2018

    Oiii. Achei o conto muito bom. E acho que o sapo existia somente na mente do personagem, talvez a figura do sapo fosse uma forma dele amenizar a solidão ou fosse meio que uma metáfora dos sentimentos com o qual ele não conseguia lidar, pois como ele fala em uma parte que enquanto algumas pessoas engolem sapos ele leva o dele para passear, ou seja enquanto uma pessoas engolem ele prefere exteriorizar o que está incomodando ele,talvez o sapo fosse um pedido de socorro, tanto que foi por causa dele que sugeriram que ele procurasse ajuda. E por falar na solidão gostei muita da comparação que foi feita entre a solidão e uma sequóia. Parabéns pelo conto e abraços!

  13. Andre Brizola
    21 de abril de 2018

    Salve, Dylan!

    Eu gostei do conto. O tom de melancolia, aliado às ambientações escolhidas (e bem descritas), dão um ar solitário e pensativo ao personagem narrador, característica que se tornou essencial para a construção da relação formada entre ele e Dylan. Gostei muito desse desenvolvimento e do desfecho.
    Mas não encontrei nada no texto que o caracterize como experimental. Talvez a divisão em quatro “momentos” razoavelmente distintos. Há uma certa peculiaridade na forma como a história é contada. O próprio Dylan é uma estranheza do conto. Mas são fatores razoavelmente normais, e pra mim não gerou nenhum tipo de aproximação ao tema do desafio.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  14. Jorge Santos
    21 de abril de 2018

    Texto bem estruturado, escrito numa linguagem literária cuidadosamente trabalhada que se lê com prazer. Faltou-me ver a adequação ao tema do desafio para o poder considerar um texto perfeito. Parabéns.

  15. Rose Hahn
    20 de abril de 2018

    Caro Autor, alinhada com a proposta do desafio, estou “experimentando” uma forma diferente de tecer os comentários: concisa, objetiva, sem firulas, e seguindo os aspectos de avaliação de acordo com a técnica literária do “joelhaço” desenvolvida pelo meu conterrâneo, o Analista de Bagé:

    . Escrita: Animal. Considere um elogio;
    . Enredo: Um amigo sapo. Tenho problemas com esse bicho, acho que por causa do meu sobrenome;
    . Adequação ao tema: Considerei um texto truncado, fluiu melhor na última parte.
    . Emoção: “Minha mãe, filhas e ex-mulher – ex-mulher é família?”
    . Criatividade: Dylan segurou as pontas.

    . Nota: O seu psiquiatra está confabulando com o Analista de Bagé. Ainda não chegaram a um veredicto.

  16. José Américo de Moura
    19 de abril de 2018

    Depois de chorar com o conto anterior tive que me concentrar para ler o seu meu caro Dylan. Li com atenção e gostei muito, me lembrou o livro de José Mauro de Vasconcelo – meu escritor preferido na infância – Rosinha minha canoa, onde o personagem falava com sua canoa e por isso oi internado em um hospício por seus familiares. Achei lindo o Dylan com casaca e gravata borboleta, você não é louco não meu amigo, louco são os outros que não conseguem entender os seus sonhos.

    Obs: Mas é claro que é um puta conto experimental

    Parabéns e boa sorte

  17. Renata Afonso
    19 de abril de 2018

    Conto altamente atraente, a começar pela imagem e passando pelo título, já dá vontade de ler, e a leitura cumpre o objetivo, é leve, bem escrita demais, as metáforas incríveis.
    Vc escreve muito bem, e sabe disso, diria que por muito pouco eu quase descobri a autoria, pelo estilo rsrs. mas fiquei no quase.
    é insólito, inteligente, precisa apenas de uma revisão, gostei demais, parabéns e boa sorte!
    ,

  18. Thata Pereira
    17 de abril de 2018

    É experimental? Bem, não tenho certeza, mas como disse em outros contos, não vou julgar isso, porque caímos em questões bastante relativas. Li o conto três vezes até chegar em um parecer, acho que porque escolhi ler as primeiras vezes de uma forma muito linear, como se tudo aquilo realmente estivesse acontecendo. Achei muito doido, fantasioso e que não chegava a lugar nenhum. Eu estava lendo errado.

    É preciso fazer a associação entre os animais e o protagonista. Aí sim o conto começa a ter as peças encaixadas e percebe-se o valor da história. É claro que a minha parte favorita foi a do sapo e, talvez, a partir do momento que o autor informa que ele não morreu, senti que o conto começou a correr. Ou talvez porque achei a parte da Sequóia a mais pesada, por estar toda em um único parágrafo e ser bem grandinha.

    Opinião completamente pessoal e que não precisa ser levado em consideração: se o conto se passasse todo na última parte ia me agradar mais.

    Olhos bovinos é uma gíria/termo? No início achei que Dylan fosse um boi rsrs’

    Boa sorte!

  19. rsollberg
    16 de abril de 2018

    Fala, Dylan!

    Então, camarada, em minha singela opinião é um conto irretocável.
    O autor é habilidoso, seguro e sabe levar o leitor, com enorme desenvoltura, pelas linhas. Aliás, é uma espécie de narrativa que da gosto de ler e que quando termina deixa o gostinho de “quero mais”.
    Achei muito interessante a divisão do texto, usando a fauna e a flora, e traçando paralelo com o enredo.
    O estilo lembrou-me positivamente o Gabriel Garcia Marquez, em especial os contos colecionados em “A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada”, sei lé, penso que o caranguejo trouxe essa memória. rs

    O protagonista é desenvolvido com maestria. Sua personalidade criada fugindo dos estereótipos. Um solitário que conseguiu administrar socialmente essa condição durante grande parte da sua vida. Seu autoconhecimento é peça importante nessa jornada, pois não busca culpados ou gatilhos que tenham despertado essa condição, ao contrário, entende que essa característica é parte indissociável, ladeando-o desde do seu nascimento. Não se faz de vítima, tampouco crê que seja especial. Longe disso, a opção por isolar-se traduz a consciência de que apenas se vê diferente. As pequenas pitadas de melancolia e niilismo nas observações do narrador-personagem complementam sobremaneira essa personalidade complexa e rica.

    O final, que é um complemento da primeira parte, é muito interessante porque demonstra a loucura do personagem. Não por levar um sapo para a consulta (se é que levou pois nessa frase temos uma dica “menosprezando completamente a presença de Dylan”), mas porque está vestido de colete e gravata. Ora, o próprio personagem é um crítico da cafonice e não consegue enxergar isso em seu amigo cor de esmeralda, imaginário ou não. Inclusive, nessa passagem vi um pouco do Behemoth, o gato de proporções humanas de “O mestre e a margarida”, que só causa espanto por onde passa em razão de sua classe e não pelo absurdo de sua própria existência. Ai, justamente o pulo do gato!!

    Enfim, parabéns e volte senpre!

  20. Luís Amorim
    14 de abril de 2018

    Uma história interessante sobre solidão onde o protagonista cria um amigo, um sapo, num enredo onde mais animais aparecem tomando as vezes dos humanos mas pouco experimental, aparte esse pormenor que referi. Tem ainda alguns erros de gramática à mistura.

  21. Anderson Henrique
    12 de abril de 2018

    Ótimo conto, boas metáforas, boas imagens. Tive um pouco de dificuldade com o início, pois fiquei imaginando que lugar era aquele em que faziam um desenho do cara. Com o andamento do conto, compreendi melhor o início. Experimental no enredo e muito bem executado. Gostei bastante.

    “O centímetro que faltava para meus quase um metro e noventa” seria “O centímetro que faltava para meus metro e noventa”?

    Parabéns!

  22. iolandinhapinheiro
    11 de abril de 2018

    Olá, querido!

    Achei seu conto SEN SA CIO NAL! Eu nem estava gostando dele no começo, mas quando vc deslocou o seu protagonista para fora da antessala da psiquiatra tudo ganhou cor, luz, forma, emoções!

    Achei ótimo vc utilizar os elementos do título para traduzir a sua história, estava tudo ali, lindamente escrito, deleite pura em frases sedutoras. Acabei de ler com pena, querendo esticar mais o deleite de te ler.

    Sou bastante antissocial como o seu personagem, então acho que foi mais fácil entender a necessidade dele de se isolar, de fazer apenas o que lhe desse prazer, e o necessários para viver em seu esconderijo.

    Mas a parte que realmente roubou meu coração foi aquela onde ele encontra o Dylan DENTRO DE UMA ÁRVORE! Um sapo (coitado) enclausurado por muito tempo, no melhor estilo Gabo de contar coisas insólitas.

    Acho que se eu tivesse encomendado um conto para vc falando tudo o que eu aprecio, vc não teria acertado tanto como me agradar.

    O que dizer? Obrigada! Amei!

  23. Catarina Cunha
    11 de abril de 2018

    Frase sensacional: “Algumas pessoas engolem sapo, eu levo o meu para passear.”
    O título é bastante estimulante, a ilustração cumpre sua função captadora e a trama me remeteu ao filme “O lagosta”. Embora a premissa seja bem diferente, ambos possuem um ar de normalidade em sua narrativa diante de acontecimentos bizarros. Eu gostei desse recurso estilístico. Mas parei por aí. Senti falta de mais ousadia para tal desafio e a finalização não impactou. Cabe uma revisão e enxugada de leve.
    O pseudônimo dá a dica de que o narrador é o sapo, logo foi uma sacada sutil o último animal ser ele mesmo literalmente. Espero que tenha sido isso porque gostei da ideia.

  24. Luis Guilherme Banzi Florido
    8 de abril de 2018

    Boa tarrrrde, tudo bem?

    Um conto bem insolito! Hahahaha

    Gostei bastante das figuras de linguagem para retratar a patologia do homem. O elefante, para sua estrutura corporal, a sequoia, para a solidao enraizada, o caranguejo, para retratar o esconderijo dentro de uma casca. Interessante que apenas o ultino titulo, sapo, nao se referisse a ele como metafora, mas a algo real. Me surpreendeu, pois fiquei tentando deduzir a metafora do sapo.

    Enfim, é uma historia interessante. Porem, devo dizer que achei o enredo meio fraco, e achei o conto pouco experimental. Acho que o mais experimental é a imagem, que somada ao titulo gera uma atraçao e curiosidade.

    Por fim, o conto apresenta uns problemas leves de gramatica e revisao, acho que merece uma revisao mais apurada.

    Parabens e boa sorte!

  25. Rubem Cabral
    3 de abril de 2018

    Olá, Dylan.

    Achei um bom conto. A história do narrador, um solitário por opção e necessidade, e as figuras usadas foram bem criativas.

    Contudo, fora o surreal da situação, penso que o texto foi pouco experimental, fosse na forma ou sob algum outro aspecto. O texto ficou bem escrito e com boas descrições. Acho que só vi um “húmido” que no português-BR é “úmido”, como correção a fazer.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  26. werneck2017
    2 de abril de 2018

    Olá, Dylan!

    Um texto muito gostoso de ler, leve, falsamente despretensioso, flui claro e com belas construções que falam sobre a solidão e os sapos que se criam. Ou engolimos, ou cuidamos. Tem um quê de surrealismo, com belas imagens que nos saltam os olhos. Experimental, sem dúvida.

    Uma sugestão somente: o final foi meio abrupto e insosso em comparação com o restante do texto. Boa sorte no certame.

  27. Ana Maria Monteiro
    1 de abril de 2018

    Olá Dylan. Você não apenas decidiu não separar-se do seu amigo, como usou o seu nome de pseudónimo. Significativo, isso.
    Bem, identifiquei-me muito com o seu conto. Difícil transmitir o quanto, mas eu sou o elefante (sem as devidas proporções), o caranguejo, conheço a sequóia por dentro e até ao âmago e tenho com ela uma relação de amor-ódio que muitas vezes me faz sentir exactamente esse desejo de “ter a casa só para mim.” e quando isso sucede saboreio esses momentos que me são realmente essenciais. Mas não é sempre assim, por vezes sinto as unhas afiadas da árvore arranharem, não o meu espírito, mas o quanto sou. Só não tenho um Dylan, nunca tive, mas o seu é bem simpático.
    O conto está belo, além de bom. Você escreve muito bem. Eu adorei. O experimentalismo encontra-se menos na forma e mais no conteúdo. Além de não ser tão importante assim. Olhe, para mim, lê-lo foi uma experiência realmente diferente e para si terá sido o escrevê-lo, sem dúvida.
    Está muito bom. Parabéns e boa sorte no desafio.

  28. Paula Giannini
    30 de março de 2018

    Olá, autor(a),

    Tudo bem?

    Seu conto é cheio de camadas, não? Temos aí o cotidiano e suas frustrações, os animais indicando uma espécie de egos, alter-egos, ids e inconscientes psicanalíticos, e, a mais intrigante de todas elas, o personagem protagonista é um escritor e vive às voltas com suas criações, quase a ponto de se afogar nelas junto à bebida e seu distanciamento do outro.

    É interessante notar que o autor fala de 3 animais e 1 vegetal, porém, ao se analisar o conto com mais cuidado, percebe-se que quando fala de elefante, sequoia e caranguejo, o personagem fala de si mesmo, ao passo que no episódio do sapo há um deslocamento e o animal de fato (ainda que imaginário) existe fora dele. Assim, ele se sente o elefante, imenso, desconjuntado para estar em locais “apertados” onde seu desajuste é aparente, limitante. Em seguida, como sequoia vemos aquilo de nós que não se enxerga. Apêndice invisível, como uma imensa verruga, enraizada, isolando-o do outro, do mundo. Em caranguejo, como não poderia deixar de ser, a carapaça, aquilo que o outro enxerga de nós, nele, o personagem-escritor. E, mais uma vez, da estranheza do mundo diante do homem, suas crises, sua criação, a crise de sua criação e até o estado físico no qual a entrega a esta tal de criação o lança.

    Finalmente o autor nos dá o sapo. Companheiro inseparável que será cuidado, acarinhado, observado. Coisa estranha que acompanhará o homem por sua vida afora.

    Desse modo, para mim, o conto fala de família, sim, de relações do indivíduo consigo mesmo, também. Mas, fico com a interpretação da literatura. A terceira camada, onde o artista fala de si, de seu estranhamento no mundo, seu vazio existencial sem o ato da criação e, por fim, de sua criação propriamente dita. Tosca criação a segui-lo pela vida com uma coleira.

    Parabéns por seu trabalho.

    Sorte no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

  29. Fabio Baptista
    27 de março de 2018

    Olha, até o sapo aparecer na história, estava achando o conto bem maçante.
    Essa é a segunda vez que leio e não me lembrava de absolutamente nada do começo, chegando a me questionar “ué, por que pulei a leitura desse?”… sinal que pelo menos para mim, alguma coisa saiu errada ali até a metade, não conseguindo me cativar, talvez em virtude da linguagem muito rebuscada, ou da trama que não parecia levar a lugar algum.

    Depois o Dylan aparece, um sapo enorme brilhando como uma esmeralda dentro de uma árvore, e as coisas ganham um ar de novidade, fisgando meu interesse finalmente. Gostei bastante dessa parte. Só que já era um pouco tarde e as coisas não tiveram muito tempo de se desenvolver a partir daí. Esse conflito da família com o sapo, numa vibe meio “A Garota Ideal” poderia gerar algumas situações interessantes se tivesse mais tempo de ser trabalhado. O fim é um tanto abrupto e o experimental não foi lá muito marcante.

    Abraço!

  30. Priscila Pereira
    24 de março de 2018

    Olá Dylan,

    Cara, eu gostei muito do seu conto!!
    As descrições são o ponto alto, pra mim, a imagem mental que me ficou é ótima…

    A solidão retratada como uma sequoia ficou absolutamente perfeita. Sabe, as vezes eu queria ter o luxo de poder fazer o que ele fez, não nessas proporções, mas me parece um estilo de vida muito gratificante!

    No final eu fiquei meio decepcionada, acabou muito abruptamente, sem apontar um fechamento… Mas, então voltei a ler e, se não estiver enganada, notei que o sapo era imaginário… E o texto todo teve outro sentido… As descrições casam bem com a mente de alguém realmente fora da realidade…
    A frase: “Algumas pessoas engolem sapo, eu levo o meu para passear” me fez pensar, se o sapo for mesmo imaginário, o sentido novo que teria… Ele exteriorisou ( essa palavra existe mesmo?) os sapos que não queria mais engolir e fez amizade com ele… Cara, tô viajando né…kkk
    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

    • Dylan
      24 de março de 2018

      Acho que você não está viajando, Priscila. E mesmo que esteja, que bom que pôde viajar com o meu conto. Obrigado, Abraço.

  31. Mariana
    24 de março de 2018

    Eu tenho fobia de sapos, então esse é um conto de terror para mim. A ideia de um sapo de sessenta centímetros, nossa… Sobre o conto, ele está bem escrito. O final é um tanto previsível, é um plot que já vimos. A melancolia do conto é bonita, mesmo – uma canção folk, de outro Dylan. O experimental está ai, mas contido… Penso que se ousasse demais, estragaria a atmosfera construída. Bom conto. Parabéns e boa sorte no desafio.

  32. Matheus Pacheco
    23 de março de 2018

    Como diria Guimarães, sapo não pula por boniteza mas sim por precisão, ainda mais esse sapo que de especial tem muito, pessoalmente eu adora sapos, e só por já ter um nessas condições já me ganhou.
    Abração ao autor

  33. Ricardo Gnecco Falco
    23 de março de 2018

    PONTOS POSITIVOS = As citações de CDA. Sim, sou fã confesso!

    PONTOS NEGATIVOS = A falha (em meu entendimento, é claro…) na abordagem para o tema proposto pelo Desafio. O experimentalismo, aqui, não pode ser notado.

    IMPRESÕES PESSOAIS = O texto é bom; até gostoso de se ler. Flui bem e a história não soa maçante. Contudo, fiquei esperando o experimentalismo e… Sumiu, como o Dylan, no mundo real.

    SUGESTÕES PERTINENTES = Ousar mais. Pensar “fora da caixinha” (ou da casca da árvore). Creio o(a) autor(a) confundiu “experimental” com “insólito”. Mas está valendo… A história é boa e o texto gostoso de ser lido.

    Boa sorte no Desafio!

  34. Fernando Cyrino.
    20 de março de 2018

    Olá, Dylan, cá estou eu às voltas com seu bicho de estimação. Interessante a maneira como você vai construindo o afastamento do mundo do personagem, o crescimento de uma certa misantropia, ao mesmo tempo em que ele vai nascendo nele essa “sapofilia” desvairada, ou seja, o cara vai se aproximando do seu querido e imenso Dylan. Você domina a arte de contar história. Ficou bacana o conto e achei o non sense, o surrealismo dele como característica do seu experimentalismo. Só não gostei mesmo foi dessa imagem rodando. Que é isto, cara? Faz parte do seu experimentalismo? Isto me deixou foi tonto. Parabéns e um abraço.

  35. Jowilton Amaral da Costa
    20 de março de 2018

    Achei o conto médio. Tem um tom surrealista e tudo, que acho que se encaixa no experimental, mas, não me pegou, não me emocionou. Tem frases de efeitos que achei meio forçadas, a técnica é boa, a criatividade é média, o impacto foi baixo. Encontrei um úmido com “h”, aqui no brasil escrevemos sem ele. O nome do poeta é Manuel Bandeira, com “u” e não Manoel, com “o”. Boa sorte no desafio.

  36. Evelyn Postali
    19 de março de 2018

    Eu simplesmente amei. Amei Dylan. Não sei o motivo de simpatizar com o sapo, mas sapos tem lá sua função na vida de cada um de nós. É sempre muito bom quando um sapo aparece e espanta tudo o que é supérfluo, inútil, ou desgastado, para renovar nossas mais sinceras emoções. Então, esse conto é de uma sutileza enorme e de reflexão profunda. Sua escrita não deixa por menos. É segura e bem estruturada.

  37. Evandro Furtado
    18 de março de 2018

    Apesar da trama meio maluca, ainda senti falta do experimental. A inserção dos poemas não é ousadia o suficiente, tampouco a comparação homem-animal.
    A trama é bem interessante, com uma pegada meio Lobster. Acho que se o limite de palavras fosse maior e o tema não fosse experimental, poderia gerar um fruto ainda melhor. Também senti a falta de um fechamento mais condizente com a qualidade da história.
    A narrativa não apresenta problemas. Por ser narrada na primeira pessoa, criar uma boa conexão entre protagonista-leitor.

    • Dylan
      18 de março de 2018

      Será que essa pegada Lobster não dá uma pitadinha de experimentalismo? Me ajuda aí, senhor Evandro “Outstanding” Furtado. Abraço.

  38. Higor Benízio
    17 de março de 2018

    Em tempos de epidemias de egoísmo e depressão, seu texto acha empatia e leitores caridosos em qualquer lugar. Boas construções, frases excelentes, uma escrita bacana. Só não vi nada de experimental aí. Talvez, se o autor (a) tivesse deixado o texto mais obscuro, mais aberto, o experimental apareceria.

  39. Antonio Stegues Batista
    14 de março de 2018

    Um conto gostoso de ler, apesar da narrativa ser meio lenta e melancólica, como Dylan e seu tutor. Alguns tem cachorro, outros tem gatos, outros ainda, tem lagartos como mascotes, por que não um sapo? Uma história leve, bem escrita, bem, contada, mas não achei nada de experimental. No entanto, pouco me importa, gostei. Boa sorte.

  40. Regina Ruth Rincon Caires
    14 de março de 2018

    “Tentamos proteger a árvore, esquecidos de que é ela que nos protege.” (Carlos Drumond de Andrade)

    Que delícia de escrita! Texto impecável, linguagem clara, estrutura perfeita. A narrativa, apesar de retratar uma situação de eterna solidão, de falar das dores e estranhezas que traz o recolhimento interior exacerbado, é um texto sereno, elevado. Não explora a infelicidade. Ao contrário. Trabalha com os amores, com busca, com descobertas, com trocas. É um rebrotar constante, feito árvore amputada. E, ternamente, prende o leitor. Misantropia não é infelicidade. É apenas necessidade vital de ficar só. O personagem não era infeliz, era estranho, só isso. Diferente. E com que propriedade o autor discorre sobre as sensações!

    “As horas que eu passava em silêncio, ensimesmado, eram purificadoras, essenciais. Eram nestas oportunidades que eu saboreava masoquistamente o sedutor e dolorido abraço do vazio e sentia as unhas afiadas da grande árvore arranharem meu espírito.”

    “A solidão gera inúmeros companheiros em nós mesmos.” (Carlos Drumond de Andrade)

    E o personagem, como qualquer solitário incorrigível, alimenta “bichos” imaginários. Normalíssimas são as alterações de humor e ânimo. E quando as forças fraquejam mais que de costume, há o esconder-se na trincheira. Virar tatu-bola. Blindar-se, botar a couraça e silenciar. É o andar de lado… E, mais uma vez, os amores o fizeram emergir.

    “O claustro, o casulo, a concha, a toca, a carapaça, um lugar para me esconder e me proteger, compunham minha personalidade de caranguejo.”

    Aceitar ajuda foi o mais animador no conto. A “criação” do sapo, “assombroso” pelo tamanho, mas em nenhum momento descrito com asco, traduz exatamente a força que brotou no personagem para que pudesse se mostrar, enfrentar a psiquiatra.

    “Os cento e trinta quilos testemunhavam contra mim. O centímetro que faltava para meus quase um metro e noventa não desculpava minha forma paquidérmica. Mas não fora a aparência elefântica que me levou até aquele consultório alvo e de requintado mau-gosto, e sim minha solidão, meu enclausuramento e um esverdeado e húmido batráquio. Exatamente, um sapo, um dos grandes, enorme, o colosso dos sapos. “

    “Uma voz tipo Scarlet Johansson surgiu não sei de onde anunciando meu nome. Levantei-me e fui em direção ao consultório, puxando Dylan pela corrente, seu olhar mostrava desconfiança. “Não se preocupe, meu amigo, ninguém fará mal a você.”. Eu lhe disse. A doutora nos recebeu com cara de paisagem, menosprezando completamente a presença de Dylan, como se ele não estivesse ali. Não gostei daquela atitude e percebi que as reuniões seriam inúteis. Ninguém me separaria do meu grande amigo.”

    E eles não se separariam. Afinal, tudo era um bicho só…

    Parabéns, Dylan! Não importa se o conto cumpre o desafio. Obrigada pelo presente, o seu texto é maravilhoso! Uma lindeza…

    Boa sorte!

    Abraços…

  41. Fheluany Nogueira
    14 de março de 2018

    O autor demonstra ser muito seguro no hábil uso das palavras. Com o tema da solidão e busca de companhia, um homem que se julgava um elefante/ caranguejo criou um amigo-sapo, que usa gravata borboleta. Um texto sensível, bem ritmado, leitura fluida e prazerosa. Experimental de conteúdo, apresenta situações insólitas e expressionistas porque materializa as impressões, relacionadas à sua insatisfação. Gostei, há uma inovação mesmo que não seja linguística ou de código. Parabéns pela ideia! Sorte no desafio! Abraço!

  42. Pedro Luna
    12 de março de 2018

    Gostei do conto. Primeiro porque é bem escrito, a leitura voou, e segundo porque foi um conto cinematográfico para mim, apesar de não ter tantas ações assim. Imagino perfeitamente um filme sobre esse ser solitário e sua companhia inusitada, os passeios ao mercado com o sapo na coleira, o conflito com a família. Daria um filme loucaço do jeito que curto. Fiquei na dúvida se o bicho existia mesmo ou não, mas de qualquer forma ficou claro que se trata de um conto sobre solidão, os efeitos dela na mente. Um conto que não me pareceu tão experimental, mas que em sua “estranheza” parece se encaixar no perfil. Gostei.

  43. Paulo Luís Ferreira
    12 de março de 2018

    Um belíssimo conto, muito bem estruturado, de um enredo bem engendrado e muito bem contado. Embora eu tenha captado nele muito mais um tom surrealista do que experimental, mas como a experiência nem sempre está no que foi dito, mas no experimento que se teve ao fazê-lo. E isso já é bastante válido. Vale dizer que a qualidade do trabalho supera os demais equívocos.

  44. Angelo Rodrigues
    12 de março de 2018

    Caro Dylan,

    Solidão, mas solidão mesmo, é quando nem eu me faço companhia.

    Uma história legal, insólita, relatando, pelo que entendi, a formação de um amigo imaginário.
    Um processo lento de escolha dele, aquele que se adequaria mais à personalidade daquele que imagina. Um elefante, um caranguejo, um sapo. Esqueci de algum.
    Já nem sei.
    Mas, pelo nome autor do conto, creio que, sendo a história contada por Dylan, o sapo, imaginário é o homem, que tem mãe, ex-esposa e filhas.
    Um elefante-caranguejo-sapo que imagina ter um homem como amigo imaginário.
    Quem sabe?

    Boa sorte no desafio.

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Publicado às 12 de março de 2018 por em Experimental e marcado .