EntreContos

Detox Literário.

POW! SMACK… BANG! Em Cinco Atos – (Bia Machado)

I – QUARTO E SALA

Zzzzzzzzzzzzzzzz…

Trimmm! Trimmmmmmmmm!

Click.

Droga! Alô! Hã? Blá-blá-blá- blá-blá- blá-blá- blá-blá- blá-blá-blá! Muito bem! U-hum! Hein?  Grrrrrrr… Alto lá! Sua… Sua… #@&*!$%! #@&*!$%#@&*!$%! E adeus! Grrrrrrrr…

Clang!

Sniff! Sniff! Buááááá… Grrrrr… Soc! Crash! Aaaaai!!!

 

* Tiquetaque-tiquetaque-tiquetaque-tiquetaque-tiquetaque *

 

II – COZINHA

Glub, glub, chomp, chomp. Glub, glub, chomp, chomp. Glub, glub, glub, glub, glub. Iiiiiiic. Ic. Gulp! Burp! Buuuuurp! Pum. Pum. Pum. Jesus!

*Run*

 

III – BANHEIRO

Plof! Plof! Plooooooof…

Plof.

Cof! Cof! Meu Deus!

 

IV – SALA

Ring! Ding! Toc! Toc! Ring! Ding! Toc! Toc! Toc! Toc! Toc! Toc!

Calma! Ah! Ei! Xô! Fora! Vamos! Opa!

Snif!

Plaft! Tum!

Céus! Aaaaai! Ouch! Aiiiii!

Soc! Pow! Crash! Tum! Vop! Póim! Tum! Zuuuuuummm!

Arf, arf… Pow! Snif, snif, snif… Plaft! Arf… Oh… Ah…

Hum, ah, oh!

*Rasg*

Ug! Uau…

 

V – QUARTO

Tóimmm!

Ai… Omg! Ohhhhh…

Smack.

Arf.

Smack-smack-smack…

Oh, Deus…

smack-smack-smack…

Arf. Arf.

Omg! Arf… Uau…

Ah, sim, sim…

Perdão!

Smack!

Desculpa!

Psiu! Quieto! Bico fechado!

Smack!

Foi mal!

Smack-arf-smack- arf-smack-arf

Oh-ah-ah-ó-Deus-ó… ó Deus, ó Deus! Ahhhhhhhh…

*sigh*

*sigh*

Uuuuufa!

Mmmmmmmm…

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

* Tiquetaque-tiquetaque *

Bang!

*pisc* *pisc*

Ai…! Hein…? So… Soc-socooorrooo…

Ah! Ah! Ah! Ah! Adeus!

Bam!

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103 comentários em “POW! SMACK… BANG! Em Cinco Atos – (Bia Machado)

  1. M. A. Thompson
    27 de abril de 2018

    Dentro do que pede o desafio, o experimentalismo comparece com maestria. Parabéns!

  2. Amanda Dumani
    27 de abril de 2018

    Clap, clap! Não tenho seu talento para me expressar com onomatopeias então vamos com sentenças mesmo. O enredo enxuto é uma qualidade pois permite que o leitor entenda a mensagem mesmo que se perca em alguma passagem e, ao mesmo tempo, não se prolonga até a leitura se tornar insuportável. A divisão em atos ajuda muito na compreensão do texto e, ao meu ver, foi sua melhor sacada. O resto é com o leitor.

  3. Cirineu Pereira
    27 de abril de 2018

    Rico em experimentalismo, porém paupérrimo em enredo, em trama, em conflito. Creio que resumir o conto às onomatopeias potencializou o caráter experimental em detrimento de outros requisitos implícitos e fundamentais a um bom conto.

  4. Daniel Reis
    26 de abril de 2018

    Um texto experimentalmente delicioso, com referências e temperos de Guimarães Rosa e pitadas de Campo de Carvalho. Mas, para ser bem sincero, e nesses casos em que há várias partes, uma delas se sobressai e poderia sobreviver bem sozinha. É o caso do sapo. Além disso, com esse título composto, impossível não lembrar da diferença entre o poste, a mulher grávida e o bambu… Boa sorte!

  5. Daniel Reis
    26 de abril de 2018

    Gostei muito do experimentalismo ao estilo quadrinhos. Acho que foi uma inovação em forma que se destacou no desafio. Porém, o enredo derivado das onomatopeias ficou… um pouco aquém das possibilidades da premissa. Sucesso no Desafio!

  6. Sabrina Dalbelo
    25 de abril de 2018

    Olá Rei/Rainha das Onomatopeias!

    Se tem alguém que entende disso, é tu!
    Eu adorei.
    Entramos no enredo sem dificuldade alguma e nos envolvemos com os acontecimentos a que cada onomatopeia nos remete.
    Experimental sim; bem escrito sim; vida real sim; divertido sim.

    Quero mais!

    Abração

  7. Amanda Gomez
    24 de abril de 2018

    Olá!

    Gosteeii…

    Um conto muito legal de ler, divertido, o leitor brinca com as anomatopeias, não é muito interessante ler com alguém do lado, mas salvo isso é uma experiência muito interessante!

    A história por trás também é rica, claro, uma boa porcentagem fica por conta do leitor, eu particularmente fiz minha parte na imaginação.

    Há um relacionamento complicado, pra dizer o mínimo… termina em um crime passional. E essa intensidade é sentida mesmo não tento palavras de forma convencional, você soube conduzir muito bem tudo.

    Parabéns! Boa sorte no desafio!

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    24 de abril de 2018

    Temos um trabalho que prima pela sua apresentação, assim como o “106 151 155 040 144 157 163 040 164 145 155 160 157 163”.

    Achei genial a maneira de se contar a história.
    No entanto, o enredo, embora cômico, não me empolgou. Falha minha.

    Parabéns pela nova maneira de escrever um conto.

  9. Ana Carolina Machado
    23 de abril de 2018

    Oiiii. Achei bem criativo a forma escolhida para narrar a história, se utilizando de sons é possível que cada leitor construia a sua história a partir do seu entendimento. Aquela parte da cozinha em que aparece o barulho glub, provavelmente do garrafão, me lembrou de como as vezes esse glub do garrafão assusta, principalmente de madrugada ou noite. Outro detalhe que achei interessante foi como separou os sons por cômodos. Parabéns. Abraços.

  10. Andre Brizola
    21 de abril de 2018

    Salve… Onomatopeias…

    Sua ideia foi genial. Muito mesmo. É experimental, é engraçada e é muito criativa. Vai se destacar de muito dos contos do desafio pela inventividade na forma de contar a história.
    Mas, se formos nos ater a história de fato, não há muito o que ler. Pela forma como foi concebida, não há muito como se aprofundar em detalhes, deixando grande parte para o leitor preencher as lacunas. E isso pode ser tanto um ponto positivo quanto negativo. Cada leitor vai interpretar de um jeito. Eu achei que ficou legal, mas não acho estranho alguém criticar a falta de enredo, por exemplo. É um risco que um texto desses pode correr.
    No geral é um dos mais interessantes até agora!

    É isso! Boa sorte no desafio!

    • Life & Co.
      21 de abril de 2018

      “Eu achei que ficou legal, mas não acho estranho alguém criticar a falta de enredo, por exemplo. É um risco que um texto desses pode correr.” Clap! Clap! Clap! Apoiado! Gracias, smack & hugs! *pisc*

  11. Jorge Santos
    21 de abril de 2018

    O sexto acto deste texto é a admiração que provoca, pela sua originalidade, mas que cedo se transforma numa situação entediante para o leitor que tem de descodificar a história no meio de um emaranhado de onomatopeias. Perdi-me completamente no final. Recomendo mais pistas (apenas a suficientes para permitir ao leitor descodificar a linha narrativa).

    • Life & Co.
      21 de abril de 2018

      snif, snif… Buááááááááá… Hugs. Snif.

  12. Rose Hahn
    20 de abril de 2018

    Caro Autor, alinhada com a proposta do desafio, estou “experimentando” uma forma diferente de tecer os comentários: concisa, objetiva, sem firulas, e seguindo os aspectos de avaliação de acordo com a técnica literária do “joelhaço” desenvolvida pelo meu conterrâneo, o Analista de Bagé:

    . Escrita: Tec, tec, tec, pulsante;
    . Enredo: Um homem de fé, frequentador da igreja Universal, dono de um cachorro linguicinha, recebe amante gostosona e se dá mal. Ela é casada com o chefe do BOPE. O homem de fé chega no céu e Deus diz pra ele: Creuuuuu !
    . Adequação ao tema: Clap, clap, clap. Top10;
    . Emoção: “Arf.Smack-smack-smack…Oh, Deus…”
    . Criatividade: Clap, clap, clap. Smack.

    . Nota: #@&*!$%! #@&*!$%#@&*!$%!

    • Life & Co.
      21 de abril de 2018

      hahahahahahhahahhahaha! What a funny! Thanx! Smack! *pisc*

    • Sabrina Dalbelo
      25 de abril de 2018

      hahahahaha Rose! que imaginação! hahahaha

  13. Bianca Machado
    18 de abril de 2018

    Olá, autor/autora. Não me sinto em condições de fazer comentários muito técnicos
    dessa vez. Então tentei passar as minhas impressões de leitura, da forma como senti assim que a terminei. Desde já, parabenizo por ter participado!

    Então, vamos ao que interessa!
    ————————————————
    .

    Comecei a dar aulas na Educação de Jovens e Adultos, Lìngua Portuguesa e Inglês. E nossa, como eu achava chata a parte das interjeições! Já as onomatopeias eu gostava, mas não tinham muita relevância no conteúdo programático. Elas me fazem relembrar Lobato, quando li “A Gramática da Emília”, foi quando as achei mais engraçadinhas. Bem, quanto ao seu texto, o que posso dizer é que ele me divertiu bastante. Primeiro fiz uma leitura, tentando entender que doideira era essa aí. Algumas coisas foram meio complicadas, fiquei em dúvida quanto ao sentido e quase recorri a um dicionário, rs. Aí fui ver com os colegas de comentários se havia solução para o que tinha ficado obscuro. E foi quase bem do jeito que pensei que era mesmo, algumas coisas pensei diferente, rs. Enfim, um conto experimental e que me divertiu e por isso achei muito bom, bem criativo.

    • Life & Co.
      21 de abril de 2018

      Ok, baby, gracias! Smack! *pisc*

  14. Renata Afonso
    18 de abril de 2018

    Oi, Ono!!
    Altamente experimental, cheio de técnica, talento e brilho. Vc prende o leitor com um conto baseado em onomatopeias e interjeições muitíssimo bem trabalhadas.
    Adorei o omg rsrs, mais do que uma sucessão de onomatopeias, há uma história, e uma história que adorei!
    Smack, smack!

    • Life & Co.
      21 de abril de 2018

      heheehe, omg, valeu! Smack! *pisc*

  15. Rsollberg
    16 de abril de 2018

    Fala, Ono!

    Grande sacada experimentar contar uma história através dos sons.
    As onomatopeias foram usadas de maneira competente para pontuar o cotidiano do casal em uma narrativa universal. Em determinado momento fiquei pensando naquela pergunta filosófica que questiona se uma árvore que cai no meio da floresta, sem ninguém por perto, produz algum barulho?.

    Outro acerto do autor foi separar o conto em Atos. Isso facilitou a compreensão do leitor. Nesse sentido, mesmo sem verbos, substantivos e adjetivos, é possível enxergar perfeitamente a trama; inicio, meio e fim.

    Parabéns!

    • Life & Co.
      16 de abril de 2018

      Oh, gracias, señor! Smack! *pisc*

  16. Thata Pereira
    16 de abril de 2018

    Olha, eu tive a minha interpretação… mas não posso falar ela aqui kkkk’ Que genial. Isso não havia nem passado pela minha cabeça e, enquanto lia, imaginei aqueles filmes mudos, em preto e branco, interpretados pelo genial Charlie Chaplin. E essa construção proporcionada pelo seu conto, na minha imaginação, foi muito, muito bonita.

    Gratidão!

    Boa sorte!!

    • Life & Co.
      16 de abril de 2018

      Hohoho… so precious! >.< Smack, smack! *pisc*

  17. Luís Amorim
    14 de abril de 2018

    Conto experimental onde múltiplas interpretações podem existir dependendo de quem lê. Cada linha refere-se aos sons do enredo e dos actos das personagens. É como se lendo estivessemos a imaginar uma história em banda desenhada.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá, muchas gracias! Hugs for you. *pisc*

  18. Pedro Paulo
    12 de abril de 2018

    É um conto interessante, no qual demonstra para o leitor uma boa habilidade em conduzir uma narrativa. Limitando a leitura somente aos sons que permeiam as ações das personagens, imagino que você teve que escolher muito bem a quantidade onomatopeias, sua sequência e quais empregar, a fim de nos demonstrar uma sequência de sentimentos para que a partir daí deduzíssemos o que saiu das interações. Na minha interpretação, começamos vendo um casal brigando e depois se reconciliando para acabarem transando. Ao final, o “protagonista” é acordado e baleado. Apesar do enredo simples, aqui o que pesa é a maneira como este é entregue sem maiores falhas. Ao mesmo tempo em que há um conto de qualidade, vejo que está bastante adequado ao tema. Parabéns e boa sorte!

    • Pedro Paulo
      12 de abril de 2018

      Esqueci de apontar: outra coisa que serviu à história foi a divisão em atos, dando mais compreensão ao leitor*

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Gracias & hugs! *pisc*

  19. Anderson Henrique
    12 de abril de 2018

    Boa sacada de compor o texto com onomatopéias. Exige do leitor, mas o conforto
    não tem espaço neste desafio. Precisei ler umas 3 vezes para montar o quebra cabeça. Além da forma, há conteúdo. O texto é micro, mas tem clímax, construção e reviravolta. Gostei. Resumindo: Clap, Clap, Clap.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Gracias! Smack & hugs! *pisc*

  20. iolandinhapinheiro
    11 de abril de 2018

    Olá, autor!

    Aqui houve um forte investimento no experimentalismo, mas o compromisso do autor em criar um conto com esta quantidade de onomatopeias acabou deixando pouca margem para o desenvolvimento da história e apego aos personagens.

    Foi possível entender o que se desenrolava na vida do protagonista. Coisas como ele ter um cachorro, uma amante, e no fim parece que é assassinado pelo marido dela.

    Não é uma pérola da literatura, mas é um conto corajoso que cumpre à risca aquilo a que se propôs, então está de parabéns por ter sido fiel à própria ideia, arriscando-se a não agradar aos leitores mais exigentes.

    É isso. Sorte no desafio!

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Gracias, smack & hugs. *pisc*!

  21. Catarina Cunha
    10 de abril de 2018

    Frase experimental: “Plof!”
    O uso das onomatopeias, quase exclusivamente, causou um efeito sinestésico interessante. Bom uso do espaço físico, sem grande comprometimento da trama. A divisão em atos demonstrou o autocontrole do (a) autor (a). Gostei disso. O conto está legal, mas não me empolgou ao ponto de dar pulinhos.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Errr… ok! Gracias, smack and hugs! *pisc*

  22. Luis Guilherme Banzi Florido
    8 de abril de 2018

    Boa taaardee, td bem?

    Rec rec rec (esse sou eu coçando a cabeça)

    ??? (Esse sou eu tentando entender a historia)

    !!! (Será? Acho q desvendei!)

    Clap clap clap (gostei da ideia! Palmas pela criatividade)

    Onomatopeias a parte, gostei! É criativo e ousado. Admito que demorei um pouco pra entender, e tive q reler. Por isso, acho q foi uma boa ideia ter escrito o conto curto. Seria bem cansativo ler e reler um conto long o nesse formato.

    Achei tqmbem

    • Luis Guilherme Banzi Florido
      8 de abril de 2018

      Desculpa, enviei por engano.

      Achei tambem que os personagens ficaram ralos, mas nao vejo como poderia ser diferente nesse caso, e nao vejo isso como algo negativo.

      Conclusao: achei a ideia criativa e qu3 sua execucao foi provavelmente uma das melhores formas de explorar o formato.

      Parabens!

    • Life & Co.
      8 de abril de 2018

      huahuhauauahua!
      Smack!

  23. werneck2017
    2 de abril de 2018

    Olá,

    Um texto muito experimental, sem dúvida. Uma ideia bem executada e que faz o leitor um co-participante muito mais ativo que os outros contos que li até aqui. E mesmo que haja discrepâncias na interpretação de cada um, isso não importa. Há colegas que já traduziram as onomatopeias, portanto, não vou me deter mais que o necessário sobre a história/ações criadas. Muito bom. Boa sorte no desafio.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá!!! Smack, smack! *pisc*

  24. S Ferrari
    2 de abril de 2018

    Olá. Não sei se alguém já disse, mas o que entendi é um conto que gira sobre um cachorro de grande por numa casa atrapalhando seu dono em cada ambiente e situação da casa. Hummm. Bacana. Onomatopeias são meu fraco, mas faltou algo para abrilhantar a história. Uma vez fiz um conto no rádio da faculdade só com onomatopeias. Fica a dica para transformar e pra todo mundo. É bem bacana passar o conto para algo sonoro. Boa sorte.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Gracias! Hugs.

  25. Rubem Cabral
    1 de abril de 2018

    Olá, Onomatopeias…

    É um bom conto experimental, que fazendo uso de onomatopeias e interjeições conseguiu contar uma história divertida e dramática.

    Talvez, em face da boa ideia, você pudesse ter criado uma trama um pouquinho maior, mas é a única sugestão que me vem à cabeça.

    Abraços e boa sorte no desafio.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! *risk, risk, risk*… Hugs! *pisc* *pisc*!

  26. Ana Maria Monteiro
    1 de abril de 2018

    Olá, autor/a. Num desafio como este em que noto que o atender ou não ao tema está a ser a principal preocupação de comentadores e autores, o seu encaixa a 100%. Apanhei o conto, penso, pelo menos interpretei os sons de forma muito semelhante a alguns dos comentários que li. Tem princípio, meio e fim e história. Mas lá está, até tem trama, mas os personagens são rasos, não conseguimos chegar a eles, criar empatia ou antipatia. Somos apenas observadores/escutadores dum trabalho que, se atendermos ao tema a desafio, é talvez o mais conseguido dos que li até ao momento. Eu senti-me a lê-lo como quando tento adivinhar o que sucede na casa do vizinho a partir do que escuto e que desperta o meu interesse. Acontece. Os vizinhos vão mudando e alguns proporcionam esta experiência com mais frequência que outros, alguns com maior interesse que outros. Mas na vida real é diferente porque se conhece a cara do vizinho, porque cruzamos com ele e cumprimentamos e temos uma ideia do tipo de pessoa que aparenta ser. Talvez umas imagens ajudassem a construir a ponte que senti em falta. Ou talvez não. Continuaria experimental, mais ainda, com uma nova componente, e é provável que tornasse o conto mais conto. Mas está muito bem feito. Uma pena que não se consiga avaliar também a escrita do autor, apenas a sua imensa capacidade imaginativa que, Clap! Clap! Clap!, é excelente.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Gracias! Smack and hugs for you. *pisc*

  27. Paula Giannini
    28 de março de 2018

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Confesso que tive a mesma ideia… Na verdade, penso nisso há alguns anos. Não na prosa, mas no teatro. Eu gostaria de produzir um texto no qual a onomatopeia fosse uma falsa pista para a plateia. A cena se daria, não sei, no escuro, ou atrás de algum obstáculo e, ao se revelar, quem assiste perceberia que não era nada do que imaginava.

    O som pode nos levar a caminhos diferentes. Cada um constrói a cena que “ouve” de modo diferente. Prova disto são os comentários por aqui e as múltiplas versões interpretativas que seu conto gerou. 😉 Em meu caso, o final é trágico. Afinal, há ali um grito de socorro que, por outro lado, podia ser a morte não de um humano, mas a de uma barata, por exemplo.

    É justamente nessa liberdade concedida à imaginação do leitor que reside a força de seu texto. A ideia é ótima, o desenvolvimento divertido, mas a experiência interativa é que ganha seu leitor. Do modo como está, o leitor é uma espécie de coadjuvante ativo dentro da trama, afinal ele quase cria o enredo, junto ao autor(a).

    Parabéns por seu trabalho.

    Sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Ohhhh, que fofsss! Smack and hugs for you. *pisc*

  28. Ricardo Gnecco Falco
    23 de março de 2018

    PONTOS POSITIVOS = A ousadia do(a) autor(a) em utilizar os recursos menos utilizados da nossa Língua em trabalhos literários.

    PONTOS NEGATIVOS = A pouca profundidade dos aspectos psicológicos das personagens(?) envolvidas na história contada, que precisa de grande empenho (e imaginação) por parte dos leitores para conseguir fechar com um sentido.

    IMPRESÕES PESSOAIS = O(a) autor(a) contou uma história de final triste, abrangendo o tema cotidiano (pelo menos foi o que este leitor aqui entendeu). Gostei da proposta, embora o resultado tenha ficado um pouco aquém do que esperava, embora tentando manter o fator surpresa do final, essencial ao gênero de histórias curtas.

    SUGESTÕES PERTINENTES = Aprofundar (ou tentar, né… Nem sei se é possível!) as características pessoais de cada uma das personagens envolvidas. Talvez com a descrição de atos próprios feitos pelas mulheres, pelos homens etc. Coisas deste tipo…

    Boa sorte no Desafio!

    • Life & Co.
      27 de março de 2018

      Glup.
      Errrr…
      Snif, snif…

  29. Priscila Pereira
    23 de março de 2018

    Olá Life,
    Muito original e arriscado escrever um conto só com onomatopeias, está entre o temerário e o genial… Ainda não decidi qual…kkkk

    Eu montei uma estória. Não sei se está certa… Vou te contar:
    Um cara acorda com o telefone tocando e aparentemente é sua amante(?), eles brigam e ele fica furioso, chora, dá um soco em alguma coisa… Vai tomar café da manhã… Vai no banheiro se aliviar… Depois quando ele está na sala a amante chega, eles brigam e começam a namorar… Vão para o quarto… Quando enfim ele dorme ela mata ele.
    Será?
    Boa sorte!

    • Life & Co.
      23 de março de 2018

      *Pisc* *Pisc*
      Uaaauuuu!
      Clap! Clap! Clap!
      Parabéns! 100% certa!
      Smack, smack, smack!
      Bye, bye!
      E vrrrruuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmm…

      • Priscila Pereira
        23 de março de 2018

        Ebaaaa!!!!
        Sou boa em decifrar estórias!!
        Smack pra vc tb!!
        Bye!

  30. Evelyn Postali
    21 de março de 2018

    Eu ri. É muito criativo! E experimental. Gostei de como todas as onomatopeias se encaixaram. Você fez uma boa colagem. Creio que as palavras no meio foram quase dispensáveis. Se eu interpretei bem, não sei, mas existe uma história aí, com começo, meio e fim. O entendimento fica por conta de cada um.

    • Life & Co.
      22 de março de 2018

      Maravilha! Só lembrando: as “palavras no meio” são interjeições. E onomatopeias também são palavras…
      😉
      Tchau!
      Vruuuuuummmmmm

    • Life & Co.
      23 de março de 2018

      Ok, desculpe! Bye, bye! Smack!

  31. angst447
    20 de março de 2018

    Santa onomatopeia, Batman! Nossa, que viagem experimental.
    Usou tudo e mais um pouco dos recursos associados ao som dos atos. Conto curto, o que sempre alegra uma leitora impaciente. Não sei se entendi bem a história toda do casal, mas acho que as coisas acabaram mal, pois teve um adeus e um BANG! Acho que o personagem se deu mal no final. Valeu pela diversão e pela criatividade. 🙂

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Santo comentário fofo, Batman! *pisc* *pisc* Smack!

  32. Jowilton Amaral da Costa
    20 de março de 2018

    Hahaha que viagem. Acho que entendi tudo. Parece que há um termino de relacionamento pelo telefone, uma briga de casal. Depois, frustrado com a discussão vai até a cozinha e come até se empanturrar, depois vai ao banheiro despejar. Alguém chega no apartamento, possivelmente, a outra pessoa que forma o casal, há uma discussão, parece que chegam as vias de fato, depois se entendem, vão para o quarto, transam, acordam no outro dia e brigam de novo e ela sai batendo a porta. Não sei se dá para falar em técnica aqui, mas, sabemos que há uma história sem precisar traduzir códigos pouco habituais, o que faz com que eu gosto muito mais deste conto do que o dos números. Alta criatividade. Boa sorte no desafio.

    • Life & Co.
      20 de março de 2018

      Uia!
      Clap! Clap! Clap!
      95% certo.
      Vrrrrrruuuummmm…

  33. Fernando Cyrino.
    19 de março de 2018

    Curti bastante, senhor, ou senhora Vida e Companhia. Aliás, a sua história me passa como que uma metáfora da nossa existência acontecida nos limites resumidos do interior de uma casa. Achei interessante, Life, a diminuição dos tique-taque, como se fora para me mostrar que a vida passa e que o tempo disponível para aproveitar e viver, enfim, vai terminando… E tanto se acaba que após a despedida, temos o tiro final. Vida de merda, vida de sons, vida mesquinha onomatopaica e que não vale a pena. A saída não é a porta, mas a morte. Bem, importa que gostei do seu experimentalismo. Parabéns e grande abraço.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Hugs for you! *pisc*

  34. Life & Co.
    17 de março de 2018

    Oi! Depois de ler os comentários postados até aqui, resolvi deixar algumas observações gerais sobre o texto. Quando o escrevi, pensei na grande dificuldade que cada um teria em interpretar a história da forma como eu realmente pensei. Fiquei tentado(a) a escrever um tutorial, um glossário, qualquer coisa que ajudasse, mas querem saber? Acho que o texto é legal justamente por isso, porque cada um vai tirar sua interpretação da história de um jeito que não será a do outro. Eu achei isso bem divertido. Foi divertido escrever e imaginar toda a sequência de ações dentro da história.

    A intenção que eu tinha antes de escrever para o desafio era conseguir fazer algo como “O Jogo da Amarelinha”, do Cortázar, mas a ideia me surgiu e eu achei divertido, me diverti escrevendo e acho que a maioria dos leitores vai ter a mesma sensação. O texto não é como “O Jogo da Amarelinha”, claro, mas não deixa de ser um jogo. Existe a possibilidade de se chegar à minha interpretação, caso o leitor se aprofunde em alguns padrões que coloquei na formatação do texto, mas se não fizer isso, também, é para ser, da mesma forma, uma leitura bacana, sonora, divertida, assim espero. É para ser um quebra-cabeça, como alguém disse aqui, se não me engano.

    Sobre usar uma onomatopeia e não outra para exprimir um som, é por em alguns casos haver mais de uma possibilidade e eu apenas escolhi uma das duas. Fiz o texto a partir de duas listas diferentes de onomatopeias e interjeições (a maioria não está lembrando da segunda, mas elas “contracenam” com as primeiras!), acrescentando algumas estrangeiras também, as que exprimem ações, como “sigh”, que poderia ter escrito em português (*suspira*), mas achei que ficaria melhor assim por ter visto dessa forma em alguns lugares.

    Alguém também disse que faltaram apenas as palavras, mas onomatopeias e interjeições são palavras também, como não? Só lembrando. A gente não dá muito valor aos termos que exprimem sons, sentimentos, mas o que seria de uma história em quadrinhos sem seus rings, tóins e zzzzzzzzz?

    Mais uma vez, agradeço pelos comentários. Depois do certame finalizado posto a minha versão dos fatos. Porque para o mesmo fato pode haver mais de uma versão. Só que eu aviso: nem sempre a verdadeira é a mais interessante.

  35. Evandro Furtado
    17 de março de 2018

    A ideia de brincar com as onomatopeias é, sem dúvida, arriscadíssima. Aqui, no entanto, foi muito bem executada, encaixando-se no tema do certame perfeitamente.
    A história é simples, mas muito interessante. É justamente a forma de contar diferente que torna as coisas diferentes. Aliás, talvez não seja tão simples assim. Há certa ambiguidade por aqui, o que torna o conto ainda mais especial. Só estou com dúvida se a interpretação que eu dei foi muito “naughty”.
    Em relação à escrita, não há muito a se dizer, apenas que a aplicação foi feita de forma impecável.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Smack, hugs! *pisc*

  36. Higor Benízio
    16 de março de 2018

    É até legal a ideia de descrever os “atos”, digamos assim, apenas pelos sons. Mas uma ideia tão bacana, poderia ter sido explorada de um jeito melhor, construindo mais situações, gerando suspense, talvez uma música. Enfim, uma boa ideia meio mal executada.

    • Life & Co.
      23 de março de 2018

      Ok. *Snif* *Sigh*

  37. Mariana
    15 de março de 2018

    É um conto pop, com toda a estética de quadrinhos (não teria outra imagem possível). O autor teve sucesso no experimental e tu entende a história apresentada. Melhor dizendo (como já foi colocado), a escuta. Gostaria de conhecer mais as particularidades de quem está por trás destes sons tão comuns. Parabéns e boa sorte no desafio

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Hugs! *pisc*

  38. Matheus Pacheco
    14 de março de 2018

    BOM, MUITO BOM, talvez bom até de mais, ou de menos, mas realmente é um experimento de onomatopeias que sei lá o que descreve. (kkkk)
    Curti muito o texto, abração.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      olá! Hugs! *pisc*

  39. Fheluany Nogueira
    14 de março de 2018

    Um conto completo, estrutura, espaço, tempo, personagens e enredo (briga, ida e volta, transa e um crime, traição?). Faltaram apenas as palavras… rsrsrsrsrs. Uma delícia de leitura em voz alta. Realmente experimental. Sou fã de gibis e amo as onomatopeias, aliás foi minha primeira ideia.

    Parabéns pela criatividade! Sorte no desafio! Abraço!

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Olá! Smack and hugs for you. *pisc*

  40. Antonio Stegues Batista
    13 de março de 2018

    Um conto onomatopeico, com um enredo interessante. poucas palavras mais muito som, ou por outra, barulho. A do quarto fico interessante, deu para imaginar a cena. Sem dúvida é um conto experimental. Será que dá para fazer uma tradução sonora? Ficaria legal! Boa sorte

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Anotando o pedido: risk, risk, risk… ok!

  41. Cristhiane
    13 de março de 2018

    Ótimo conto! Cheio de humor e surpresas!

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Ok, smack!

  42. Regina Ruth Rincon Caires
    13 de março de 2018

    Sabe quando você vai assistir a um filme e, de repente, por um defeito qualquer, somem o vídeo e os diálogos, ficando apenas a sonoplastia com algumas poucas palavras murmuradas?! Menino, eu “li” e “ouvi” o seu conto desta maneira. Parabéns pela criatividade! Através do seu magnífico trabalho, a “sonoridade escrita” transmitiu toda a narrativa. Que ideia linda! Um texto pra lá de experimental, inteligente.

    Parabéns! Boa sorte no desafio!

    Abraços…

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Ohhhhhh, smack, smack! You’re so gorgeous… *-*

  43. Paulo Cezar S. Ventura
    13 de março de 2018

    Conto d várias interpretações possíveis, imagino que acaba mal no fim pois há alguma coisa que se assemelha a um crime por traição ou qualquer coisa assim.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Eureka! Smack!

  44. Fabio Baptista
    13 de março de 2018

    Muito bom, dos mais experimentais, com certeza.

    Impossível não lembrar o seriado antigo do Batman com os balõezinhos saindo dos socos, nostalgia pura.

    O texto é bastante “sonoro”, o cérebro capta (ou acha que capta) rápido do que se trata e o barulho das coisas já vem de imediato à memória, marcando o ritmo da leitura.

    Há uma história sendo contada aí? Com certeza.
    Eu interpretei exatamente como o autor idealizou? Provavelmente não.

    Mas aqui isso não foi um problema, de forma alguma.

    Abraço!

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Ok, baby, smack & hugs.

  45. José Américo de Moura
    12 de março de 2018

    Alguma coisa eu entendi, principalmente o ato de fazer amos e depois o bang do revólver assassino, interessante muito bem bolado.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      ok, hugs!

  46. Paulo Luís Ferreira
    12 de março de 2018

    Ks… Ks…ks… Há… Há…Há… Perfeito! ótimo experimento. Contar uma história pelo idioma onomatopéico. Realmente bastante inventivo, parabéns autor por tamanha façanha!..

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Gracias! Smack!

  47. Angelo Rodrigues
    12 de março de 2018

    Caro Onomá,

    conto interessante marcando a trajetória de alguém pela casa, os sons que produz nas coisas e usos.
    Creio que, ao final, ficaria melhor “Blam!”, ao invés de “Bam!”, se ele bateu a porta ao sair, ou “Bam!”, mesmo, se o sujeito deu um tiro depois do sexo.
    Quanto ao “snif”, fiquei sem saber se ele estava resfriado ou cheirava pó.
    Há uma invasão? Achei que sim. Um estupro? Não sei, fiquei em dúvida.

    Boa sorte no desafio.

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Ok, okay! Hugs.

  48. André Lima
    12 de março de 2018

    Excelente! Um texto extremamente moderno e contemporâneo. Prova que é mais que possível contar uma história através de onomatopeias.

    O texto tem uma qualidade singular, pouco visto nos demais contos do desafio: o experimental é também o VIVENCIAL. E vemos aqui uma narrativa do cotidiano, com uma linguagem alternativa muito interessante.

    É uma narrativa de um homem/mulher que acorda atrasado para o trabalho, se arruma, engole a comida, e, a noite, trai a esposa/marido, sendo descoberto e, por fim, assassinado pelo cônjuge. Esta foi minha interpretação dessa obra.

    É exatamente isso que quero ver nesse desafio! Parabéns ao autor.

    Boa sorte!

    • Life & Co.
      14 de abril de 2018

      Ohhhhh… Smack!!!

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Publicado às 12 de março de 2018 por em Experimental e marcado .