EntreContos

Detox Literário.

Elementos (Neusa Fontolan)

Ah… a juventude e seus conceitos de fama e poder…

Quisera eu ter o poder de plantar sementes de amizade em todos. Quisera poder entrar em cada um e semear alegria só em ver o ser que está por perto feliz.

 

Empoleirados em cima dos bancos do jardim da escola para superdotados, a turminha de “descolados” conversava. Como sempre acontece nesse tipo de panelinha, eles metiam o pau em alguém.

— Aquela é mais feia que acidente de carro.

— Você quer dizer, um carro em alta velocidade batendo de frente com um trem em movimento? – emendou Roberto, o líder dos imbecis. Enquanto, com a mente, atirava pedras em um esquilo só por diversão. Só pra ver o bichinho, desesperado, tentar se esconder.

Todos caíram na gargalhada com a piadinha infame.

— Hei! Quem está jogando pedras no esquilo? – Flavia chamou a atenção com a pergunta. – É você Roberto? Se eu não me engano, esse poder de manipular a terra e rochas pertencia a aquele garoto que partiu sem se despedir e sem explicação, o Severo.

— Está me acusando de alguma coisa, Flavia? – Roberto em um salto se colocou ameaçador na frente dela. – Só porque alguém tem um dom outros não podem adquiri-lo também? Eu sou o único aqui que conseguiu isso, adquirir poderes talvez seja o meu maior poder.

—Eu não estou te acusando de ter lutado até a morte com o Severo para roubar os poderes dele! – Flavia também ficou em pé enfrentando Roberto cara a cara. – Todos nós sabemos que isso é um crime gravíssimo, e a punição é terrível. Eu apenas fiz um comentário, já que Severo realmente tinha esse superpoder.

— Vamos parar com a encrenca? – Gustavo, o apaziguador da turma, interferiu se pondo no meio e afastando os dois. – Então Roberto, você agora tem domínio a mais um poder além dos outros? Criar fogo e atirar pessoas para longe só movimentando as mãos, não bastava? Agora você manipula as rochas também?

— O que eu posso fazer? Quando percebo a força já está comigo, eu apenas sei que posso usá-la e consigo.

— Vai ver que você tem razão, essa capacidade deve ser seu maior dom.

— Falando em poder… que poder mixuruca tem a feiosa, vocês não acham? – Roberto queria desviar a conversa sobre sua pessoa e nada melhor do que voltar ao assunto anterior, falar mal de alguém era coisa que empolgava a todos.

— Eu acho legal. Manipular a água é maneiro. – Gustavo discordou.

— Apenas manipula, não cria, tem que ter água próxima para tanto. Se ela estiver em um lugar seco, sem água por perto, seu poder não vale pra nada.

— Sim, mas se tiver qualquer fio de água, seja um rio, riacho ou até mesmo uma torneira, pode te mandar uma enxurrada. Já viu como ela maneja a água? Fica boiando no ar, se movimentando para o lado que ela quer, parece até que tem vida própria. Eu a vi puxar para si um bom tanto de água de um rio que estava distante. E vai saber o que mais ela consegue fazer.

— Fiquei curioso… e tem mais. Eu vou me aproximar dessa fulana, quero saber mais sobre os poderes dela. – Roberto coçava o queixo com ar pensativo quando fez o comentário.

— Se aproximar da feiosa? Você vai ter coragem para tanto? Essa eu quero assistir de camarote – uma garota do grupo questionou.

— Vou sim, faço qualquer sacrifício pelo aprendizado. Qual é o nome dela mesmo?

 

Valquíria, a garota em questão, era acanhada. Inibida por ter plena ciência de sua falta de atrativos. Não se misturava e não tinha amigos. Foi mandada para aquela escola, mas não faria nenhuma diferença se fosse pra outra, já que em todas existe a panelinha. Não era infeliz, gostava do seu poder e adorava praticá-lo com a orientação dos mestrados. Tinha evoluído muito desde que chegara ali. Apenas queria ficar na dela, ninguém se aproximava e ela dizia que estava melhor sem eles por perto.  

Isso era uma das mentiras que contava para si mesma. A grande verdade é que a vadia da verdade machuca. Essa mentira caiu por terra assim que o garoto mais popular da escola puxou conversa com ela.

Roberto se aproximou com perguntas e elogios, como se achasse o seu poder sensacional. Ela carente de atenção caiu como um patinho. A partir desse pequeno empurrão, Roberto não desgrudou mais de Valquíria. Atirava confetes pra todo lado, sempre louvando o dom que ela tinha, e com isso foi desvendando tudo que queria. Surpreso descobriu que o seu poder não era tão limitado assim. Ela se concentrava e sentia, via a água como pontos de luz pulsantes. Se tivesse água a dois quilômetros de distância, em qualquer direção, sabia exatamente onde e a quantidade, e podia manipulá-las. Ele pedia demonstrações de tudo e ela atendia seu pedido com prazer. Um dia foi um copo do refeitório que ficou vazio, pois a água, como uma bolha, saiu voando pela janela. Noutro dia foi alguns metros cúbicos de água arrancados de um rio e despejado por todo o jardim, mais que isso: Valquíria juntou, novamente, todo precioso liquido e mandou de volta ao rio. E assim foram, dia a dia, com mais e mais exibições.

Certo dia Roberto a desafiou, só por brincadeira, a tentar se defender. Ele iria atacá-la e ela tentaria se desvencilhar dos golpes mandados e também tentaria prendê-lo. Valquíria topou e todos da escola formaram um grande círculo para assistir e torcer.

Ele tinha três poderes, mas só conseguia conduzir um de cada vez. Começou com o fogo, de suas mãos brotavam altas chamas que mandava na direção dela, Valquíria apagava todas com jatos d’água que tirava da fonte. Roberto rapidamente passou pra novo ataque, onde a arrancou do solo, com uma boa altura, para se estatelar de costas no piso de cimento, Valquíria apenas formou um colchão de água, também tirada da fonte, onde sua queda foi amortecida. Sem perder tempo, Roberto começou a mandar tudo que era pedra solta por ali pra cima dela, ela era rápida e foi se desviando, mas sabia que isso teria um fim, a qualquer momento seria atingida. Resolveu atacar. Mentalizou toda água da fonte formando uma enorme bolha, esta voou como um tiro pra cima de Roberto o envolvendo completamente, todos viram, suspenso no ar, uma enorme bolha de água com um homem dentro se debatendo feito doido, ia se afogar. Valquíria estourou a bolha e ele se estatelou no chão. Cuspindo água e puxando o ar para os pulmões se deu por derrotado. Todos que assistiam gritaram, aclamando a vencedora. Roberto depois de se recompor, sorria satisfeito. Olhava extasiado para ela e a envolveu em um abraço, deixando seus amigos em dúvida sobre o seu fingimento.

Valquíria se sentia no céu. Todos a cumprimentavam e parabenizavam. Nunca na vida ela teve tanta atenção. A alegria era maior em ter Roberto com o braço apoiado em seu ombro, ele ria como se a vitória fosse sua.

Depois deste dia Roberto se dedicava inteiramente a Valquíria. Começou levá-la a dar pequenos passeios de carro, um dia um restaurante, no outro praia ou campo. A essa altura ela confiava nele e se deixava levar. Até que… em um desses passeios ele parou o carro em uma estrada com a desculpa que estava muito quente, tirou de dentro da mochila duas garrafas de suco e lhe ofereceu o de uva, este era seu preferido. Ficaram conversando e saboreando a bebida. Não demorou e ela começou a sentir um mal estar.

— Roberto, eu estou tonta, está tudo girando!

— Deve ser o calor, – Ele disse a apoiando em seus braços – deite-se aqui no meu ombro e feche os olhos, isso vai passar logo.

Quando ela abriu os olhos novamente estava deitada na areia de um deserto. Piscou e balançou a cabeça, tentando coordenar as ideias. Lembrou-se do desmaio dentro do carro. Não tinha noção de quanto tempo ficou apagada, mas devia de ser muito, sabia que perto da escola não tinha nenhum deserto. Olhou a sua volta, areia pra todo lado e o carro do Roberto parado com ele perto e em pé olhando para ela.

— Acordou bela adormecida. Pensei até que tinha exagerado na dose do sedativo.

— Roberto, o que aconteceu? Lembro de ter desmaiado, e que lugar é esse? – levantando-se, Valquíria perguntou ainda sem entender.

— Isso aqui é o que parece, um deserto, – com os braços abertos ele deu uma volta em torno de si mesmo, dando ênfase para a dimensão do lugar – nada de água a quilômetros de distância, a não ser um cacto ou outro que possa ter.

Ela gelou. Quando a realidade vem e te agarra pelo traseiro é como se o mundo parasse de girar. Mesmo assim você não quer acreditar.

— E o que estamos fazendo aqui? – Valquíria perguntou com ar de desentendida.

— Nós vamos lutar minha querida. Eu podia ter te matado enquanto estava no mundo dos sonhos, mas aí eu não ficaria com o seu poder. Para que ele passe pra mim você tem que estar desperta e tentando se defender. – Ele falava com a maior tranquilidade e ela ficaria pasma se não fosse o pavor que estava se instalando em todo seu ser. – Não se preocupe, eu trouxe aqui um pouco de água para você usar. – Roberto mostrava uma pequena garrafa, devia de ter meio litro de liquido, com o olhar vago continuou. – Valquíria… aquela que escolhe os mortos… Hoje você não vai escolher nada, eu que vou, e escolho a sua morte. Matar você vai ser mais fácil do que matar aquele imbecil do Severo. E o outro? O garoto que vivia me atazanando por achar meu poder fraco, eu só conseguia me defender mandando as pessoas pra longe, até hoje eu não entendo direito esse meu poder… porém o garoto, criava o fogo e muitas vezes me queimou. Um dia eu consegui vencê-lo, meu ódio era tanto que quando o derrubei não parei até ele ser apenas um corpo desfigurado no chão. Não foi minha intenção pegar o poder dele, mas o recebi de bom grado. E gostei. Foi como se deleitar com o primeiro gole de um vinho raro. Tudo que você quer é mais, no entanto nunca é suficiente. O copo não tem fundo.

Roberto parou de falar por um momento, deu uma volta ao redor de Valquíria e continuou.

— Hoje vou ficar com seu poder. Considero isso um pagamento pelo tempo que desperdicei te adulando. Acho que foi o maior sacrifício que já fiz em minha vida. Será um premio bem merecido.

Valquíria sentia que estava perdida, não tinha como escapar dos poderes dele, Roberto iria esmagá-la como se fosse um inseto. Contudo não iria se entregar assim tão fácil… então com o seu receptor sensorial começou vasculhar por todo lado à procura de qualquer fonte de água. Afora alguns cactos distantes e a pequena garrafa que ele trouxe, não encontrava nada. O desespero começou a bater, foi quando… “Espera! Tem água aqui! O sinal é bem sutil por estar misturada com outros componentes. Vou ter que usar toda minha força para arrancá-la, mas eu consigo.”

— Então minha querida, vamos lutar? – ele mandou um monte de areia pra cima dela, nada que pudesse feri-la, e continuou mandando simulando um ataque – Vamos? Defenda-se! Use a água para se defender. – Valquíria fechou os olhos em concentração, ele sorriu, era exatamente isso que queria, só aguardava a água da garrafa voar pra cima dele, mas… outra coisa aconteceu. O corpo de Roberto tremia como uma britadeira. A dor que ele sentiu em seguida era insuportável, esta foi acolhida com um grito agoniado. Quando percebeu que algo estava sendo arrancado do seu corpo já era tarde.

Valquíria só teve tempo de atirar aquela água longe. Todo seu corpo começou a emitir uma luz azul e foi envolvido por três luzes de cores brilhantes, branca, vermelha e amarela. A transição durou apenas alguns segundos e com ela o conhecimento dos poderes adquiridos. Deu um intenso suspiro de aceitação e foi para perto de onde antes estava Roberto, só tinha as roupas e um monte de poeira escura. Chutou tudo aquilo e falou.

— Imbecil! Era tão tapado que nunca percebeu o grande poder que tinha além dos que roubou. O dom de dominar o ar! O burro não movia as pessoas e sim o ar em volta delas. – deu mais um chute nas roupas com a poeira e mandou um vento forte que espalhou todo aquele pó pela areia enquanto pensava.

“Ordinário! Por sua causa eu me transformei em um monstro! Qual será o limite de alguém que tem o poder de manipular os quatro elementos?”

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46 comentários em “Elementos (Neusa Fontolan)

  1. Fil Felix
    30 de dezembro de 2017

    A escrita é bastante fluida e só reparei em alguns erros bobos, mas o que me pegou é o estilo de contar: ele entrega muito. Há uns dois diálogos, por exemplo (no começo e no fim) que explicam várias coisas, ficando um pouco artificial. Isso fez com que eu não me ligasse tanto aos personagens, por ficar uma sucessão de eventos, sem tempo para pararmos e ver, por nós mesmos, que ele rouba poderes, por exemplo (lá no começo). Em contrapartida, é um dos contos que mais trata do super poder bruto, com direito a escola a lá Instituto Xavier, briga no pátio e duelo final. As ideias são boas, mas o trato delas poderia ser um pouco diferente. Para o público juvenil, um ótimo conto de ação. Mas em questão de gosto, fiquei com alguns vácuos nas entre-linhas, como a deles (estudantes) saírem de carro por aí, pra onde, perto de onde…

  2. Felipe Rodrigues
    30 de dezembro de 2017

    Eita, tretas na escola de superdotados, por essa eu não esperava, mas o texto tem o poder (hehe) de parar o leitor e fazer com que acompanhe atento a história até o final. A personagem da menina é cativante, mas esse simplismo entre bem e mal foi uma das coisas que me deixou meio puto com a leitura, pois o tema renderia muito mais do que tal maniqueísmo. Dentre do universo criado, haveria inúmeras possibilidades de interações entre os personagens, seus poderes e dramas pessoais, não vi a eterna luta pelo controle entre poder e mente humana, só uma rixa entre dois personagens.

  3. Edinaldo Garcia
    30 de dezembro de 2017

    Elementos (Senhor Natureza)

    Trama: Conhecemos as aventuras de um grupo de estudantes de uma escola para superpoderosos.

    Impressões: Um conto com cara de quadrinhos, ou daqueles filmes feitos para TV direcionados ao público adolescente. Jovens bonitos, estereotipados com poderes buscando aceitação social.

    Linguagem e escrita: É fluida. Simples. Bastante adequada ao enredo.

    só em ver o ser que está por perto feliz. – a poética aqui não funcionou. “só em ver feliz o ser que está por perto”.

    pertencia a aquele garoto – àquele.

    deite-se – o texto é cheio de palavrões, linguagem informal e de repente o personagem me solta essa. Rsrs.

    Acordou bela adormecida – falta vírgula depois de “acordou”.

    você agora tem domínio a mais um poder além dos outros? – essa construção não está boa.

    Premio – prêmio

    Veredito: Um conto que entretém.

  4. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    21. Elementos (Senhor Natureza):
    Impossível não associar a PREMISSA à Escola de Mutantes dos X-MEN. E nisso a história perde muito em originalidade. O embate entre bem e mal, dicotomizado ao extremo, acaba muito plano, sem dimensão dramática. A TÉCNICA é compatível com a proposta narrativa, quase uma aventura adolescente. Se fosse possível sugerir um APRIMORAMENTO, seria o de construir os personagens com mais definição e, principalmente, com mais motivações.

  5. Juliana Calafange
    29 de dezembro de 2017

    Bom conto, apesar de todos os clichês. Uma história quase infantil, mas que prende o leitor. Só achei que no inicio do conto os personagens parecem mais crianças, adolescentes. Mas depois vc descreve o Roberto dentro da bolha de água como ‘homem’, e depois ele aparece dirigindo um carro. Então talvez vc pudesse ajustar isso.
    O curso da história é relativamente previsível. Desde o começo, Roberto se apresenta como o vilão e Valquíria como a mocinha. Na cena final, o vilão faz um monologo explicativo de suas maldades anteriores e seus planos para acabar com a heroína. Mas… super dotado ou super poderoso, Roberto esqueceu-se que o corpo humano é feito mais de água do que de outra coisa…
    Encontrei alguns poucos erros de revisão, nada de relevante. Então, parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

  6. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Senhor Natureza. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Então, gostei dessa história de jovens e escola para crianças com superpoderes que se chamam, pelo que percebi, de superdotados. Impossível não pensar em Hogwarts e em todo aquele universo de que fui fiel seguidora desde o primeiro dia. Também em X-Men, embora não aprecie tanto esse universo. Aqui cada um tem o seu poder. E temos o tal Roberto que vai matando para roubar poderes (há sempre um Roberto). As sensações momentâneas de déjà vu não roubam nada ao seu conto. Estava à espera de que ela fosse usar contida na atmosfera e não apenas um corpo, mas ficou melhor assim. Só o fim é que nem por isso. Porque, por um lado, matar em legítima defesa não faz de ninguém um monstro nem com que se sinta como tal, por outro era mais natural ela ficar perturbada e ferida pelo sucedido e pela forma vil como fora usada do que reagir com as palavras que lhe traduziram o pensamento. Mas a interrogação final anula a inverosimilhança anterior e salva o fim. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  7. Ana Carolina Machado
    27 de dezembro de 2017

    Oiiii. Achei o conto bem bacana, principalmente a cena deles no deserto e o confronto final entre a Valquíria e o Roberto. Estava torcendo pela Valquíria. Acho que o Roberto não tinha conhecimento do poder que tinha e nem usava nenhuma habilidade sua ao máximo, ele tinha domínio de três elementos, mas não sabia que ele tinha o poder de manipular o ar. A Valquíria tinha um único poder, mas sabia o dominar muito bem, tanto que no deserto na ausência de água soube retirar a água que tinha no corpo do Roberto e venceu a luta. Acho que ela vai se dá bem dominando todos os quatro elementos se tiver sabedoria. Minha única dica é sobre a parte inicial que poderia ser facilmente reduzida. Parabéns. Boa sorte!

  8. Higor Benízio
    27 de dezembro de 2017

    Quando nos deparamos com construções batidas, esperamos algo criativo que dê vigor e vida nova ao contexto, o que não ocorre aqui, infelizmente. Apesar disso, o conto cumpre sua proposta com algum mérito. Uma dica é o filme Corpo Fechado, do Shyamalan, que vai trazer a questão dos superpoderes com uma abordagem diferente.

  9. Bia Machado
    27 de dezembro de 2017

    – Enredo: 0,7/1 – Um enredo e tanto, mas que ficou muito aquém das minhas expectativas. Fico imaginando isso em um filme ou em um livro. Melhor cena é a do deserto, embora eu tenha ficado confusa com o que a garota fez. Antes do desfecho, fiquei pensando: “Bem, no corpo das pessoas tem água, a uma razão de 70%”, mas aí veio aquela conversa de ar, sei lá… A frase final eu achei desnecessária, pelo menos não ficou legal da forma como ficou.

    – Ritmo: 07/1 – O conto dá para ler de uma vez só, para infelizmente o motivo é por conta do desenvolvimento estar corrido, a narração não tem profundidade. Do começo ao final, é tudo muito rápido, não dando espaço para os sentimentos, para as características psicológicas das personagens serem mostradas como poderiam ser.
    – Personagens: 0,7/1 – Fiquei com vontade de pegar esse Roberto e transformar em esterco, ô ser inútil. Infelizmente, apesar disso, dessa raiva despertada, as personagens não me cativaram, faltou desenvolvimento, algo que fizesse a personalidade deles mais forte.
    – Emoção: 0,8/1 – Embora eu tenha gostado, não me agradou totalmente, mas esteja certo/certa de que gostaria de ver isso mais bem desenvolvido, seria muito bacana.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, está adequado.
    – Gramática: 0,5/0,5 – Alguma coisa ou outra a arrumar, mas nada que tenha atrapalhado minha leitura.

    Dica: trabalhar melhor as características das personagens e as situações que ocorrem na narrativa, já sem ter que estar atento a um limite de 2500 palavras.

    Frase destaque: “Olhava extasiado para ela e a envolveu em um abraço, deixando seus amigos em dúvida sobre o seu fingimento.” (Maledeto!)

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  10. Marco Aurélio Saraiva
    26 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Uma história e tanto! Daria até um filme. A construção dos personagens está fraca, mas o enredo pensado por você foi bem legal. Todos os poderes são ligados ao controle dos elementos, e Roberto havia descoberto como roubar o poder das pessoas. Ele é um vilão e tanto, lembrando muito o icônico Sylar, de Heroes. A sua trama para estudar a sua inimiga – para derrotá-la mais facilmente em um combate – foi bem bolada e executada. Novamente: uma excelente ideia de enredo!

    Porém, a execução não agradou tanto. Nenhum personagem é bem construído. Toda a narrativa é superficial, sem entrar no pensamento dos personagens; sem dar a eles uma personalidade única. Não me senti ligado a Roberto ou a Valquíria durante a leitura. Além disso há algumas falhas no próprio roteiro, como, por exemplo, de onde saiu o deserto ou como que Roberto racionaliza que existem cactos com água por perto e ainda assim leva uma garrafa com água para o combate final.

    O final foi interessante. Eu já havia imaginado que ela conseguiria remover toda a água do corpo de alguém – tal qual o Magneto tira o ferro do sangue das pessoas no filme – mas acredito que muitos não esperavam por isso. Mas, para você ver sobre o que eu estou falando quando falo que os personagens não foram bem construídos: não entendi o motivo de Valquíria ficar desesperada no final. Como assim “ela havia se tornado um monstro”? Qual era o problema dela ter todos os poderes elementais? E este pensamento final dela… será que ela se tornaria má? Fica difícil de saber as intenções e analisar as reações de um personagem que não teve muito espaço para desenvolvimento na trama.

    =====TÉCNICA=====

    A sua escrita demonstra empolgação no que você criou, o que sempre é bom. Porém, há espaço para algumas melhorias. Acho que a principal delas é que você escreve muito informalmente. A escrita criativa requer uma formalidade diferente, que desperte no leitor emoções, que faça o leitor criar na sua mente um cenário completo.

    Por exemplo, uma das falas no seu conto é essa:

    “— Hei! Quem está jogando pedras no esquilo? – Flavia chamou a atenção com a pergunta. – É você Roberto? Se eu não me engano, esse poder de manipular a terra e rochas pertencia a aquele garoto que partiu sem se despedir e sem explicação, o Severo.”

    Primeiro: quem é Flávia? Ela aparece com uma fala, mas não é descrita, eu nem sabia que estava lá. Eu sabia que havia uma “turminha de “descolados””, mas não sabia quem eram estes descolados. Além do mais, a fala de Flávia introduz uma ideia importante ao conto: Severo, o garoto que controlava o elemento da Terra, havia desaparecido. Isso é algo forte: uma criança da escola desapareceu. Seria mais interessante mostrar o que este desaparecimento causou no psique das crianças… talvez um medo de andar sozinha nos arredores da escola, talvez teorias sobre um possível serial killer que as crianças inventaram, algo assim. Simplesmente largar esta informação no ar não é a melhor forma de despertar tensão / curiosidade / interesse no leitor.

    Outra coisa que você poderia trabalhar melhor são os seus diálogos, que soam artificiais. A fala da Flávia que usei acima é um bom exemplo. Ninguém fala realmente assim. Em um mundo real, Flávia falaria algo do tipo:

    – Hei! Quem está jogando pedras no esquilo? É você Roberto? Pensei que só o Severo tinha o poder de manipular a terra.

    Ao que alguém poderia perguntar:

    – Severo?

    E ao que ela responderia:

    – Aquele garoto que sumiu.

    Se bem que, pela lógica, o sumiço de uma criança é algo tão sério que provavelmente todos já saberiam quem era o Severo.

    BEM, desculpe o comentário gigante. Apenas para finalizar: sugiro revisar melhor o seu texto. Há muitos erros de digitação e de concordância, além de confusão no tempo verbal e problemas de pontuação.

  11. iolandinhapinheiro
    26 de dezembro de 2017

    Conto divertido que segue o roteiro da batalha entre bem e mal tirando personagens de uma escola de adolescentes com super poderes. A história tem muita fluidez e ação. Talvez tenha faltado elementos que descem mais profundidade aos personagens, uma melhor ambientação, diálogos mais interessantes.

    Todavia esta superficialidade é mesmo típica de gente com a idades das pessoas do conto. Gostei da mudança de atitude de Valquíria embora acredite que este investimento no comportamento da personagem exigisse mais espaço no conto, para que fosse feita de maneira gradual.

    Um conto gostoso de ler.

    Parabéns e sorte no desafio, autor.

    Abraços,

    Iolanda.

  12. eduardoselga
    25 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    O conto é uma cena de videogame, com muitos clichês, personagens sem nem nenhuma profundidade e enredo previsível, apesar do final.

    Em “É você Roberto?”, faltou VÍRGULA para demarcar o VOCATIVO. O mesmo acontece em “Nós vamos lutar minha querida”.

    Em “Ela carente de atenção caiu como um patinho” faltou VÍRGULA entre ELA e CAIU.

    Em “Olhou a sua volta […]” faltou SINAL INDICATIVO DE CRASE.

    .

  13. Renata Rothstein
    25 de dezembro de 2017

    Olá, Senhor Natureza
    Feliz Natal 🙂
    Conto com temática muito promissora, pessoas dotadas de super poderes, no estilo X-Men (que eu sou fã) reunidas num colégio, aprimorando e lidando, ainda, com seus conflitos infanto-juvenis.
    Achei muito inteligente e bem escrito, precisa de uma rápida revisão, creio que os colegas já apontaram alguns, nada que tenha atrapalhado a leitura.
    Contudo, o excesso de diálogos explicativos tornou muito artificial algumas passagens, e isso numa releitura é fácil de se resolver.
    o final foi bastante surpreendente, e inicialmente achei estranho Valquíria acordar no deserto, sem explicações, mas aí lembrei que Roberto tinha poder de transportar as pessoas….e o final com Valquíria adquirindo o poder do outro foi ótimo.
    Gostei muito mesmo.
    Boa sorte no Desafio!

  14. Hércules Barbosa
    24 de dezembro de 2017

    Saudações

    O conto me fez lembrar, em um primeiro momento, dos primórdios dos X NEM, famosos nas histórias em quadrinhos e depois na televisão, faço essa alusão por conta de ser uma escola para alunos com características diferenciadas, semelhante à escola do prof. Xavier
    Os poderes dos elementos da natureza terra, fogo água e ar sendo o terceiro dominado por Valquiria e o último desprezado por Roberto, absorto em dominar e usar os outros dois surrupiados de colegas, ajudam a formar a trama sendo que bullying e manipulação e ganância complementam de forma interessante o desenrolar do trabalho.
    A primeira luta entre eles no ambiente escolar achei bem narrado e atrativo; no deserto já achei que a captação de água naquele ambiente e a descoberta de Valquiria sobre o poder do domínio do ar que Roberto tinha poderiam ser melhor desenvolvidos.
    Um conto que atende todas as expectativas do desafio

    Parabéns pelo trabalho e sucesso.

  15. Rafael Penha
    23 de dezembro de 2017

    Olá , Senhor Natureza

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio.

    2- Gramática: Simples e direta. Algumas vírgulas faltando, nada que uma revisão melhor não resolva.

    3- Estilo – A história é contada de forma direta e bem parcial. Um estilo bem J.K.Rowlling, onde fica claro quem são os mocinhos e quem são os vilões. Um excesso de diálogos tira um pouco a imersão na história que poderia ser mais descritiva. Entretanto, é uma leitura que flui de forma ótima, não cansando o leitor.

    4- Roteiro; Narrativa – A história segue a temática vilão mau contra mocinho bonzinho. É um texto de objetivo simples e sem grandes pretensões de roteiro. A meu ver falha ao expor os fatos pela boca dos personagens e não pelas suas ações e reações. Os fatos acabam ficando muito fáceis e assim, incoerentes e inverossímeis. As descrições de luta são o ponto forte da narrativa, que mostram o talento do autor nesse quesito, mas os personagens não foram desenvolvidos. Houve sucesso também em ocultar por alguns instantes o real objetivo de Roberto, que logo se desmascara.

    Resumo: Parece mesmo uma história para adolescentes, falando sobre adolescentes superpoderosos. Um amálgama de Harry Potter com Sky High. Há algumas perguntas sem respostas, e incongruências, mas dada a simplicidade da proposta da história, não vale a pena fazer tais questionamentos. A história tem bom potencial, mas carece de ser mais descrita e menos falada pelos personagens. Além de desenvolvê-los.

    Grande abraço!

  16. Fernando Cyrino.
    22 de dezembro de 2017

    Meu caro, Senhor Natureza, gostei demais da sua história. A reunião de super-heróis, não tal a liga da justiça, voltada para o bem, mas focados na maldade e no egoísmo de dominarem (e roubarem) o dom do outro. A menina feia que no final vencerá o vilão fez um belo de um contraponto. Criou um belo de um conflito. Uma pegada infanto-juvenil, sem dúvidas. Você escreve muito bem. Seu texto é fluido e criativo. Parabéns, você me trouxe um belo conto.

  17. Pedro Luna
    22 de dezembro de 2017

    Infelizmente não gostei do conto. O começo me deixou com uma impressão ruim devido os diálogos muito explicativos. Perceba o tanto de informações que eles trazem, em tom de explicação. Não consigo imaginar pessoas já conhecidas, da mesma turma, conversando daquela forma

    “— Hei! Quem está jogando pedras no esquilo? – Flavia chamou a atenção com a pergunta. – É você Roberto? Se eu não me engano, esse poder de manipular a terra e rochas pertencia a aquele garoto que partiu sem se despedir e sem explicação, o Severo.

    — Está me acusando de alguma coisa, Flavia? – Roberto em um salto se colocou ameaçador na frente dela. – Só porque alguém tem um dom outros não podem adquiri-lo também? Eu sou o único aqui que conseguiu isso, adquirir poderes talvez seja o meu maior poder.

    —Eu não estou te acusando de ter lutado até a morte com o Severo para roubar os poderes dele! – Flavia também ficou em pé enfrentando Roberto cara a cara. – Todos nós sabemos que isso é um crime gravíssimo, e a punição é terrível. Eu apenas fiz um comentário, já que Severo realmente tinha esse superpoder.”

    1. Explica o poder de roberto. Explica que alguém rouba poderes e alguém morreu por conta disso. Explica sobre adquirir dons. E os diálogos seguem fazendo isso. Creio que esses detalhes deviam ser mostrados de outra forma, como tu fez na segunda parte do conto, explicando a relação entre Roberto e Val, e não dentro de um diálogo entre pessoas que já se conhecem e não precisam falar se explicando ou explicando coisas.

    O final também achei confuso. Não entendi bem o que rolou na luta. Roberto tinha outro poder e não sabia? O que Valquiria fez? Então não gostei do conto, mas não quer dizer que não posso gostar de outra coisa escrita pelo autor ou autora.

  18. Andre Brizola
    22 de dezembro de 2017

    Salve, Senhor Natureza!

    Seu conto talvez seja o que usa o tema do desafio em sua roupagem mais tradicional. Embora não sejam super heróis, uma escola com alunos superpoderosos não é incomum, vide o Instituto Xavier para Alunos Superdotados dos X-Men, Sky High, o acampamento meio-sangue de Percy Jackson e O Orfanato da Sra. Peregrine (que não é bem uma escola, mas que se mescla ao tema).
    Achei o enredo bem enxuto, algo simples, mas bem resolvido. Duas cenas com demonstrações claras dos superpoderes e alguma tensão reservada para o final, garantindo o clímax da estória.
    Não gostei muito dos diálogos, entretanto. Achei que faltou naturalidade em algumas conversas, e essa fala em particular “É você Roberto? Se eu não me engano, esse poder de manipular a terra e rochas pertencia a aquele garoto que partiu sem se despedir e sem explicação, o Severo”, me serve de exemplo para o que quero dizer com falta de naturalidade. A intenção de levantar a suspeita sobre Roberto com uma fala tão explicativa parece sim um recurso do autor, e não algo que a garota diria de fato.
    O foco em Valquíria poderia ter sido um pouco mais detalhado. No começo vemos que se trata de uma garota carente por atenção, tímida. No final já a encontramos fria, aparentemente incapaz de sentir remorso por matar. Essa transição não foi legal.
    Desculpe as várias críticas. Acho que esse enredo ficou um pouco preso dentro do limite do desafio. Acredito que ele vai render mais num espaço maior, com maior potencial de desenvolvimentos dos personagens.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  19. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Conto excepcionalmente bem escrito, sobre o confronto de duas pessoas com superpoderes. As referências são várias, desde a escola do Prof. Xavier de X-Men ao The Last Airbender. Mas o confronto é mais psicológico do que físico e o fim é inesperado. Fiquei com curiosidade de ver a trama aumentada no formato de livro.

  20. Estela Goulart
    21 de dezembro de 2017

    Olá. A história é criativa, mas utiliza de certos clichês. Achei legal, apenas os diálogos poderiam ser menos infantis. Foi muito teatral alguns pontos, além de alguns erros gramaticais. Fora isso está legal, e me surpreendi com o uso do poder no final. Parabéns e boa sorte.

  21. Sigridi Borges
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Senhor Natureza!
    Texto claro e escrita simples.
    Um pouco infanto-juvenil, mas gostei. Fiquei presa do início ao fim.
    Variedades de superpoderes.
    Gostei da ideia de “roubar poder”. Gostaria de um para mim.
    Escrever um texto dessa forma requer muita habilidade. Parabéns.
    Obrigada por escrever.

  22. Leo Jardim
    21 de dezembro de 2017

    # Elementos (Senhor Natureza)

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫):

    – o autor já nos joga num mundo em que existe escolas para adolescentes com poderes; foi meio brusco e sem explicações, mas tá valendo
    – o vilão já é apresentado como tal: um cara com poder de roubar outros poderes; fica óbvio que ele matou o rapaz com poderes de controlar a terra
    – durante a aproximação dele com a Valquíria, eu já tinha percebido que ele fazia isso para roubar o poder dela
    – fiquei com dúvida quando eles apareceram no deserto: como ele chegou até lá? Ela mesmo havia dito que não havia um perto de sua cidade. Aqui faltou uma maior ambientação geográfica: em que local ou mundo o conto se passa?
    – o clímax é interessante, mas também já havia previsto que ela poderia remover a água do corpo dele: sem dúvidas, o melhor poder de todos; só fiquei meio incomodado por ela só ter percebido ali que o corpo humano é composto por cerca de 70% de água
    – no fim, ela acaba recebendo os poderes dele e descobrimos que não era apenas ele que roubava poderes; aqui faltou definir melhor a regra do universo criado, pois esse final acabou sendo meio Highlander: o vencedor adquire os dons do morto; mas como funciona isso? Ela sabia?
    – ainda na conclusão, depois que ela recebeu os poderes, o autor resolveu explicar que o poder de arremessar as pessoas era o de manipular o ar; é uma informação legal, mas acho que foi passada de forma estranha e no momento errado
    – aliás, há muito no texto esse problema de excesso de informação no diálogo; geralmente as informações ficam melhor quando passadas pelo narrador; na boca dos personagens fica artificial

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫):

    – uma técnica simples e com alguns erros, mas bastante fluída; corrigindo os problemas, tem tudo pra ficar muito boa
    – essa frase não está errada, mas tá truncada: semear alegria só em ver o ser que está por perto feliz
    – Não esquecer a vírgula do aposto: É você *vírgula* Roberto?
    – pertencia *a aquele* (àquele) garoto
    – Só porque alguém tem um dom *vírgula* outros não podem adquiri-lo também?
    – diálogos explicativos: Eu sou o único aqui que conseguiu isso, adquirir poderes talvez seja o meu maior poder; Eu não estou te acusando de ter lutado até a morte com o Severo para roubar os poderes dele!; Criar fogo e atirar pessoas para longe só movimentando as mãos, não bastava? (fica pouco natural, pois não é assim que as pessoas costumam falar, eles já se conheciam, então dos parecendo que estão explicando pras alguém de fora)
    – erros semelhantes continuaram, mas eu resolvi parar de anotar para focar na história

    💡 Criatividade (⭐▫▫):

    – muitos elementos comuns, como a escola para superdotados (X-Men), bullying e controle dos elementos

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – 100% adequado ao tema do desafio (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – apesar de todos os problemas apresentados (acredite em mim, o fiz com o único objetivo de ajudar), gostei do conto, pois gosto muito dessa temática e até pensei em escrever algo sobre superpoderosos que roubam os poderes dos outros quando os matam
    – o fim confuso e previsto, porém, reduziu um pouco o impacto

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, recomendo a leitura de um artigo que escrevi: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  23. Gustavo Araujo
    20 de dezembro de 2017

    Narrativa infanto-juvenil que se apega aos clichês do gênero: valentão da escola X menina tímida. Não há nada errado em usar clichês, desde que a história que serve como pano de fundo tenha sua cota de criatividade, o que me pareceu aqui. O jogo dos poderes ficou bacana e eu me vi preso à narrativa até o desfecho. Imaginei mesmo que a garota iria dominar a água do corpo do Roberto, vencendo-o dessa forma, mas o que se viu foi além, um final aberto. Um bom final, de qualquer maneira. Ainda que a história em si tenha seus méritos, o mesmo não se pode dizer dos diálogos, um tanto teatrais e explicativos demais, servindo de muleta (desnecessária) para o leitor. Às vezes o melhor é mostrar e não contar. Deixar que o leitor tire suas conclusões, que perceba as cenas e os sentimentos por si, completando as lacunas. Você, caro autor, soube fazer isso no final; só faltou fazê-lo no desenvolvimento também.

  24. João Freitas
    20 de dezembro de 2017

    Olá

    Escrita fluída e simples, bem fácil de acompanhar. Gostei de ler o conto, ainda que não me tenha criado um impacto significativo. É puro entretenimento e não há qualquer mal nisso. 🙂
    Apenas achei um pouco confusa a fase final de como a Valquíria derrota o seu oponente. De resto, gostei de ler, parabéns pelo conto!

  25. angst447
    20 de dezembro de 2017

    Olá, Senhor Natureza, tudo bem?
    O conto abordou o tema proposto pelo desafio.
    A linguagem empregada revela vocação para literatura infanto-juvenil. Não há construções que fujam ao básico, favorecendo a compreensão da leitura.
    O ritmo a princípio é lento, mas ganha bastante agilidade a partir do confronto com Roberto.
    Há algum acerto para ser feito em relação à pontuação, nada grave.
    Gostei bastante do final, embora já tivesse previsto o desfecho por ter lido outro conto com esse poder de manipular as águas.
    Boa sorte!

  26. Amanda Gomez
    19 de dezembro de 2017

    Olá!

    Olha, não tem nada novo no seu conto, desde os poderes aos personagens, ao próprio enredo. Mas não é que ficou bom? No começo eu fiquei meio ” ah… tá’ mas aí fui me envolvendo e de fato me divertindo com seu conto.

    Eu gosto de histórias clichês, só não tenho muita paciência pra personagens juvenis demais..acho que já passei dessa fase.

    No geral o seu conto, diverte e entretém, a forma como você conduz prende o leitor, e é como dizem, parece que estou lendo um gibi ou assistindo um desenho animado.

    Parabéns , boa sorte no desafio!

  27. Catarina Cunha
    18 de dezembro de 2017

    O estilo e vocabulário são extremamente simples. Uma bebida na fonte de X-Men bastante óbvia, talvez uma homenagem. Os personagens podem ser melhor trabalhados e a trama infanto-juvenil não me agradou muito. Mas a sacada do final foi muito boa. Eu não esperava, mesmo com esse título. História boa para quadrinhos.

  28. Pedro Paulo
    17 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Seguirei a linha de alguns comentaristas, começando ao dizer que desde o começo há uma abordagem clássica neste conto, uma que mistura superpoderes com os dramas e as situações do ambiente escolar. É uma premissa que o autor soube trazer sem deixar a história previsível. Não é uma trama exatamente inovadora (lembrei do Sylar, de Heroes), mas que diverte bastante e nos faz ler sem demora, mérito da escrita fluida do autor.

    Assim, logo no começo já ficamos sabendo quem vai ser um dos protagonistas, o perigo que ele representa, os seus poderes e, mais importante, os seus objetivos. Melhor ainda, o seu objetivo central é enganar uma garota, a outra protagonista. O autor soube nos transitar entre os pontos de vista sem grandes problemas, trazendo o bastante das duas personagens para nos preocuparmos e ansiarmos pelo inevitável embate entre a relação dos dois e o verdadeiro motivo de Roberto ter se aproximado dela.

    Entremeio ao embate, há a pequena luta entre os dois, descrita com uma simplicidade que fez muito bem à cena, não confundindo o leitor sobre o que estava acontecendo. Com o que se sucede da luta, ainda nos deixa uma dúvida sobre as motivações de Roberto, sobre ele estar estudando o alcance dos poderes dela ou realmente passando a gostar da menina. Com esta dúvida, os últimos momentos da história se tornam mais impactantes, com o leitor surpreendido, entristecido e ansiando para saber o desfecho. Acredito que seja o único momento em que a história peca, também.

    Parte disto se atribui a alguns problemas técnicos. Entremeio a todo o conto, há alguns momentos em que vírgulas eram necessárias e que o autor buscou caracterizar as personagens com metáforas que não couberam muito bem. O que isso implica no final é que eu fiquei um pouco sem entender o que aconteceu. Ao que parece, Valquíria o transforma em pó e depois comenta sobre o poder dele, explicando que ele dominava o ar e, ao que parece, também lhe roubou os dons. Na verdade, eu li pensando que ela o havia desidratado ao ponto de lhe transformar em pó, mas depois do que ela fala, realmente não entendi muito bem. Enfim, é uma abordagem clássica da temática, trazida em uma história direta e envolvente, com alguns erros técnicos que uma revisão eliminaria tranquilamente.

  29. Fheluany Nogueira
    17 de dezembro de 2017

    Superpoder: Manipulação dos quatro elementos da natureza: ar, terra, fogo e água

    Enredo e criatividade: narrativa com abordagem clássica — uma escola para superdotados, amizade e competitividade entre os adolescente — em tom infanto-juvenil, uma mistura de filmes popular X nerd e X-Men, Avatar e outros do gênero.

    A narrativa é envolvente, mesmo de certa forma previsível, traz uma reviravolta surpreendente (quase terror, mostrar a água sendo retirada do corpo e assim cometendo o assassinato que traria mais poder à feiosa). O desfecho em aberto, sugere continuidade para a história. Muito bom.

    O texto é fluente, prazeroso, divertido. Pequenas falhas na revisão não travaram a leitura ou o entendimento. Estilo e linguagem se casam bem com o assunto e a abordagem escolhida.

    Gostei muito da ideia e da execução. Parabéns pela boa trama de aventura e ação! Abraços.

  30. Givago Domingues Thimoti
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Senhor Natureza

    Tudo bem?

    O conto é bom, a leitura é fluída. A opção do autor foi uma abordagem tradicional do tema, o que não é demérito algum.

    Encontrei alguns errinhos de pontuação, mas nada que travasse a leitura. Na minha opinião, o final ficou um pouco confuso. O que Valquíria fez para roubar os poderes de Roberto?

    Parabéns e boa sorte!

  31. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2017

    Ola, amigo, tudo bem?

    Dos contos que li até agora, o seu foi o que abordou os super-poderes de forma mais clássica. O conto me pareceu um misto de X-men e Avatar. Também me lembrou Megaman, que “roubava” o poder dos inimigos derrotados, rsrs. Casou bem!

    O conto é bem gostoso de ler, pois o enredo é rápido e divertido. Não dá pra dizer que seja algo inovador, mas nem sempre precisar ser, né?

    A escrita á boa e fluente. Notei apenas alguns erros de revisão, mas nada comprometedor.

    A técnica de escrita me fez sentir que estava vendo um filme de super-herois. Como já vi muito do tema, as imagens se formaram facilmente em minha cabeça e a leitura foi muito rápida.

    O desenvolvimento acabou sendo previsível (logo imaginei o que o “vilão” faria, mas devo dizer que o desfecho foi bem bolado! Eu nem tinha pensado naquilo, e foi uma boa saída!

    Achei uma pena que ela tenha tido que matar, mesmo contra a vontade, mas como ultimo recurso, tadinha rsrs.

    Achei engraçado o nome Severo aparecer. O unico que já vi é Severo Snape, de Harry Potter. Foi um easter egg? rsrs

    Enfim, um conto divertido e rapido, que aborda de forma classica o tema.

    Parabens e boa sorte!

  32. Paula Giannini
    14 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Você nos trouxe um conto abordando os ícones do gênero. Superpoderes variados em uma espécie de escola de heróis. Uma trama jovem que me remeteu a antigos gibis de heróis com aventuras incríveis e muita ação.

    Quando a cena se transporta para o deserto, imaginei a água sendo sugada do subsolo ou algo do tipo. Mas o(a) escritor(a) habilmente, trabalhou com a água do próprio corpo-humano. Sofro de tripofobia e me deu uma agonia imensa, imaginar a cena da água vertendo pelos poros do rapaz. Às vezes, o que não se mostra é mais terrível do que o explicitado, não é? O famoso “show, don´t tell”, às vezes deve ser substituído pelo “don´t show”. Não mostre, mas sugira!

    O final, casa perfeitamente com o estilo e gêneros escolhidos. Como um tipo de maldição, Valquíria carregará agora todos os poderes (ou dons) adquiridos pelo rapaz, de modo lícito ou não, em uma espécie de promessa para continuidade e novas aventura, ou para que o leitor entenda o quão difícil é para um personagem essa vida de super-herói.

    Parabéns

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  33. Bianca Amaro
    14 de dezembro de 2017

    Olá Senhor Natureza.
    A narrativa é ótima, envolvente e flui muito bem. Se adequou muito bem ao tema superpoderes, é nisso que a história se baseia. Lembrei de X-Men: a Escola para Superdotados, o fato de que Roberto me lembrou a Vampira…
    No começo, achei que seria só um texto chato e bonitinho, parecido com aqueles filmes de adolescentes onde o popular se apaixona pela isolada, mas você fez uma incrível reviravolta no final, mostrando que o que Roberto realmente queria era roubar os poderes de Valquíria. Achei isso muito bom, me surpreendeu.
    O destino de Roberto foi bom, agora ele não poderá prejudicar mais ninguém, o que é legal. O fato de Valquíria ter pensado em mata-lo retirando a água de seu corpo foi muito bom, mostrou que o autor tem criatividade.
    A frase que iniciou o texto combinou perfeitamente. Colocar a imagem de um deserto foi legal também.
    A frase que mais gostei foi “Qual será o limite de alguém que tem o poder de manipular os quatro elementos?”, que terminou o texto com a dúvida: o que ela fará a seguir? Usará seus poderes para o bem ou para o mal? Muito bom! Gosto quando o autor faz o leitor ficar com dúvidas.
    No final, com as últimas frases, parece que tudo se encaixa.

    Meus parabéns, e boa sorte!

  34. Antonio Stegues Batista
    14 de dezembro de 2017

    Achei o conto parecido com histórias do mundo x-man. Um enredo sem grandes atrativos. Uma briga de adolescentes birrentos, despreocupados com a realidade, no fundo, infantis. Eles tem supepoderes, deveriam se super heróis, mas são idiotas, brigando entre si. O que salvou o conto foi o final, muito bom! Boa sorte.

  35. Regina Ruth Rincon Caires
    12 de dezembro de 2017

    Neste texto, ninguém pode reclamar da inexistência de superpoder. Há superpoder em cada parágrafo. Narrativa perfeita, bem estruturada, interessante. O leitor não tira os olhos das palavras, busca o próximo ato. Instigante. Interessante a pulverização dos sentimentos humanos. Ironia, combatividade, esperteza, agressividade, solidão, ambição, arrogância, afeição, credulidade, decepção, e termina com a supremacia do instinto de sobrevivência, mesmo que, depois, traga culpa.
    Parabéns, Senhor Natureza!
    Boa sorte!

  36. Rubem Cabral
    12 de dezembro de 2017

    Olá, Senhor Natureza.

    Um bom conto: em escola para adolescentes com superpoderes, rapaz conspira para roubar mais um poder, com uma reviravolta da garota com “fracos” poderes.

    O texto pede pequenos acertos, como algumas vírgulas “comidas”, mas está bem escrito em linhas gerais. A narração não faz grandes voos metafóricos, mas também não trunca a leitura, é funcional.

    Quanto ao enredo, achei que não foi muito inédito. Mesmo o recurso de roubar a água do corpo do Roberto, eu já havia imaginado (e se assemelha ao que o Magneto fez em X-Men II). Penso que faltou também melhor desenvolvimento das personagens, que tudo ficou meio esquemático. Os diálogos ficaram às vezes “informativos”; não parecem falas de verdade, mas recados ao leitor.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  37. Miquéias Dell'Orti
    11 de dezembro de 2017

    Oi 🙂

    Você nos trouxe uma história bastante criativa, sem dúvidas.

    Se me permite um opinião, achei que em algumas partes você acaba explicando demais coisas óbvias aos leitores, por exemplo, declarar que Gustavo é o apaziguador da turma, quando ele estava realmente apartando a briga, ou dizer que Roberto queria desviar a conversa, onde ficou claro que era isso que ele queria nos diálogos… eu acho (e essa é uma opinião extremamente pessoal como leitor) que devemos deixar as ações dos personagens falarem por si só… dar explicações sobre seus atos acabam fazendo a narrativa perder um pouco de força.

    Roberto me fez lembrar o Apocalipse dos X-men, com seu poder de absorver o poder dos que derrota.

    No final, esperava que Valquíria retirasse água de algum lugar que contém a substância (o próprio ar, por exemplo), mas retirá-la do corpo de Roberto foi uma ótima sacada… uma reviravolta bacana. Infelizmente, o fato dela ter assumido os poderes dele me pareceu estranho, não havia sequer sugestão de que ela também teria o mesmo poder que ele, ou talvez houvesse e eu não tenha pego (se foi isso, perdoe-me).

    Parabéns pelo trabalho!

  38. Priscila Pereira
    11 de dezembro de 2017

    Super poder: diversos

    Olá Senhor natureza, seu texto é bem juvenil, me lembrou dos x-mens, daria um ótimo desenho animado! Você criou uma trama interessante apesar de batida, moço popular e malvado se aproxima de mocinha desprezada pra roubar seus poderes. Confesso que gostei muito do final, o palhaço teve o que mereceu! Bem escrito, muita ação (o que para mim é muito difícil de escrever), personagens bem desenvolvidos, tudo em seu lugar! Parabéns e boa sorte!

  39. Paulo Ferreira
    11 de dezembro de 2017

    O maior poder deste conto, me parece estar em ter esboçado, (criado? Sei não se esse tipo de literatura pode se chamar de criação?) situações sem, no entanto, ter o real poder de desenvolvê-la, “Eu não estou te acusando de ter lutado até a morte com o Severo para roubar os poderes dele!” – “Criar fogo e atirar pessoas para longe só movimentando as mãos, não bastava?”. (É o tipo de citações que se usa para resumir o que deveria se descrever com conteúdo e contextualização, mas não, é todo um contexto resumido numa sentença). Ou talvez tenha querido o autor usar o molde das histórias em quadrinhos? Ou, quem sabe, dos desenhos animados, para assim tornar a narrativa um pouco mais convincente, pois os desenhos têm poderes para isso. Quanto à gramática há alguns atropelos, por exemplo, a construção dessa frase achei um tanto estranha: “Então Roberto, você agora tem domínio a mais um poder além dos outros? No mais, quem sabe, no próximo “Bat” desafio, neste mesmo “Bat” espaço, aparece com algo melhor estruturado. Talento para inventar o autor tem.

  40. Neusa Maria Fontolan
    10 de dezembro de 2017

    História simples e direta. Adoro!
    Não quero nem pensar em uma pessoa capaz de controlar os quatro elementos!
    Tomara que Valquíria use seu superpoder para o bem e não para o mal
    Acalme vulcões e não o contrário. Diminua a força de um tornado e não crie um. Suavize um terremoto e nunca os provoque. Faça um tsunami virar uma calmaria criando apenas ondas boas para o surf.
    Roberto teve o destino que mereceu.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  41. Evelyn Postali
    9 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Quase não consegui dissociar o Gustavo da sua história com o Gustavo, nosso amado chefe do EntreContos. Perdão. Mas foi muito direta essa coisa. Perdão. Então… Uma escola onde todos têm poderes é algo bacana, mesmo que digam que já tem muita coisa sobre isso. Eu gosto de histórias de adolescentes. Porque é aí que mora o perigo, não é? E Roberto mostrou sua verdadeira face, mas Valquíria fez melhor: mostrou para o quê veio ao mundo. Eu não creio que ela seja um monstro. Ela apenas está assimilando o que houve de um jeito avesso. Ela se defendeu e isso para mim, não é sinal de maldade. Gostei de como foi contada. Gostei da reviravolta.
    Boa sorte no desafio!

  42. Angelo Rodrigues
    9 de dezembro de 2017

    Caro Senhor Natureza,

    Superpoder: diversos, a dar com o pau.

    Seu conto flui bem, sem dificuldades na leitura e de fácil compreensão.

    Tem uma construção juvenil me levando a ver todos aqueles personagens na casa dos X-men (acho que é isso).

    No princípio a leitura me levou a que o conto ficasse falando indefinidamente sobre estripulias juvenis, com a garotada cartando marra entre debiloides com alguns poderes. Imagine, se isso já ocorre sem poderes, com eles seria realmente uma festa de arrogâncias.

    O Roberto (de novo o tal Beto que não fica desempregado aqui no Entrecontos. No desfio passado havia três ou quatro Betos) me pareceu aquele moleque louro do Harry Potter, Draco Malfoy, se não me engano, lutando com a Hermione Granger.

    A sacada de que a Valquíria pudesse manipular a água do corpo de Roberto foi bem legal. Talvez isso deva ser um pouco melhorado, dado que saquei que isso iria acontecer, mas a ideia é bem original.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  43. Olisomar Pires
    9 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: bom enredo, bem contado, sem firulas intelectualóides. Há conflito e sua resolução.

    Pontos negativos: algumas vírgulas a mais ou a menos em determinadas orações, nada grave.

    Impressões pessoais: daria um filme bastante divertido.

    Sugestões pertinentes: construir uma ponte para que humanos normais interagissem com os poderosos.

    E assim por diante: bom conto, leve, fácil de ler e agradável.

    Parabéns.

  44. Fabio Baptista
    8 de dezembro de 2017

    Um conto com forte pegada juvenil, raro de aparecer aqui no certame. Não é muito o estilo que me agrada (e acho que não agrada muito à maioria dos participantes também, daí a baixa ocorrência), mas tentarei analisar sem levar muito em conta o gosto pessoal.

    No geral, está bem escrito, senti falta apenas de algumas vírgulas antes dos vocativos. A narrativa é cristalina, como esse tipo de história deve ser. Não há construções elaboradas, o que deixa o texto sem muito brilho, mas também não há pontos de entrave, o que faz a história correr (fator extremamente bem-vindo nessas maratonas do EC).

    O mote lembra bastante os X-men, com a escola de jovens superpoderosos e tal. Aqui talvez o maior problema do conto: a falta de espaço para ambientar adequadamente a história e desenvolver os personagens. Tipo, a maior parte da ambientação fica por conta de informações prévias que o leitor possuía sobre histórias similares (os já citados X-Men) e os personagens soaram genéricos: temos o cara mau que rouba os poderes, a menina esquisita, etc, mas não temos tempo de torcer por eles. Se fossem personagens já conhecidos, a história funcionaria bem como um episódio, mas com personagens novos o conto precisaria de um limite bem maior para funcionar legal.

    Eu gostei da luta final no deserto, mas esse foi o único ponto obscuro da história para mim. Não tenho certeza sobre o que a menina fez exatamente. Durante a cena, lembrei de quando o Magneto arranca o adamantium do Wolverine e o metal vai saindo pelos poros. Imaginei que ela tivesse feito algo similar, tirando toda a água do corpo do cara, mas essa questão dos elementos acabou me confundindo. De todo modo, foi uma cena digna de clímax.

    Abraço!

  45. Mariana
    8 de dezembro de 2017

    Escrita gostosa e fluída, se ocorreram erros eu não notei. Sobre o texto: foi o que melhor trabalhou a ideia de superpoder, mas também foi o mais tradicional. Quando a história iniciou e eu acreditei estar diante de uma trama bastante clichê – menino popular se apaixona por garota esquisita e tal. No entanto, curti a virada e o último ato é cheio de ação. O questionamento sobre os poderes da protagonista é uma possibilidade interessante, se fosse o autor eu escreveria o que aconteceu com Valquíria. Por fim, a minha impressão: um episódio de Malhação na academia do doutor Xavier (o que é um elogio). Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio

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Publicado às 8 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .