EntreContos

Detox Literário.

Elementos (Senhor Natureza)

Ah… a juventude e seus conceitos de fama e poder…

Quisera eu ter o poder de plantar sementes de amizade em todos. Quisera poder entrar em cada um e semear alegria só em ver o ser que está por perto feliz.

 

Empoleirados em cima dos bancos do jardim da escola para superdotados, a turminha de “descolados” conversava. Como sempre acontece nesse tipo de panelinha, eles metiam o pau em alguém.

— Aquela é mais feia que acidente de carro.

— Você quer dizer, um carro em alta velocidade batendo de frente com um trem em movimento? – emendou Roberto, o líder dos imbecis. Enquanto, com a mente, atirava pedras em um esquilo só por diversão. Só pra ver o bichinho, desesperado, tentar se esconder.

Todos caíram na gargalhada com a piadinha infame.

— Hei! Quem está jogando pedras no esquilo? – Flavia chamou a atenção com a pergunta. – É você Roberto? Se eu não me engano, esse poder de manipular a terra e rochas pertencia a aquele garoto que partiu sem se despedir e sem explicação, o Severo.

— Está me acusando de alguma coisa, Flavia? – Roberto em um salto se colocou ameaçador na frente dela. – Só porque alguém tem um dom outros não podem adquiri-lo também? Eu sou o único aqui que conseguiu isso, adquirir poderes talvez seja o meu maior poder.

—Eu não estou te acusando de ter lutado até a morte com o Severo para roubar os poderes dele! – Flavia também ficou em pé enfrentando Roberto cara a cara. – Todos nós sabemos que isso é um crime gravíssimo, e a punição é terrível. Eu apenas fiz um comentário, já que Severo realmente tinha esse superpoder.

— Vamos parar com a encrenca? – Gustavo, o apaziguador da turma, interferiu se pondo no meio e afastando os dois. – Então Roberto, você agora tem domínio a mais um poder além dos outros? Criar fogo e atirar pessoas para longe só movimentando as mãos, não bastava? Agora você manipula as rochas também?

— O que eu posso fazer? Quando percebo a força já está comigo, eu apenas sei que posso usá-la e consigo.

— Vai ver que você tem razão, essa capacidade deve ser seu maior dom.

— Falando em poder… que poder mixuruca tem a feiosa, vocês não acham? – Roberto queria desviar a conversa sobre sua pessoa e nada melhor do que voltar ao assunto anterior, falar mal de alguém era coisa que empolgava a todos.

— Eu acho legal. Manipular a água é maneiro. – Gustavo discordou.

— Apenas manipula, não cria, tem que ter água próxima para tanto. Se ela estiver em um lugar seco, sem água por perto, seu poder não vale pra nada.

— Sim, mas se tiver qualquer fio de água, seja um rio, riacho ou até mesmo uma torneira, pode te mandar uma enxurrada. Já viu como ela maneja a água? Fica boiando no ar, se movimentando para o lado que ela quer, parece até que tem vida própria. Eu a vi puxar para si um bom tanto de água de um rio que estava distante. E vai saber o que mais ela consegue fazer.

— Fiquei curioso… e tem mais. Eu vou me aproximar dessa fulana, quero saber mais sobre os poderes dela. – Roberto coçava o queixo com ar pensativo quando fez o comentário.

— Se aproximar da feiosa? Você vai ter coragem para tanto? Essa eu quero assistir de camarote – uma garota do grupo questionou.

— Vou sim, faço qualquer sacrifício pelo aprendizado. Qual é o nome dela mesmo?

 

Valquíria, a garota em questão, era acanhada. Inibida por ter plena ciência de sua falta de atrativos. Não se misturava e não tinha amigos. Foi mandada para aquela escola, mas não faria nenhuma diferença se fosse pra outra, já que em todas existe a panelinha. Não era infeliz, gostava do seu poder e adorava praticá-lo com a orientação dos mestrados. Tinha evoluído muito desde que chegara ali. Apenas queria ficar na dela, ninguém se aproximava e ela dizia que estava melhor sem eles por perto.  

Isso era uma das mentiras que contava para si mesma. A grande verdade é que a vadia da verdade machuca. Essa mentira caiu por terra assim que o garoto mais popular da escola puxou conversa com ela.

Roberto se aproximou com perguntas e elogios, como se achasse o seu poder sensacional. Ela carente de atenção caiu como um patinho. A partir desse pequeno empurrão, Roberto não desgrudou mais de Valquíria. Atirava confetes pra todo lado, sempre louvando o dom que ela tinha, e com isso foi desvendando tudo que queria. Surpreso descobriu que o seu poder não era tão limitado assim. Ela se concentrava e sentia, via a água como pontos de luz pulsantes. Se tivesse água a dois quilômetros de distância, em qualquer direção, sabia exatamente onde e a quantidade, e podia manipulá-las. Ele pedia demonstrações de tudo e ela atendia seu pedido com prazer. Um dia foi um copo do refeitório que ficou vazio, pois a água, como uma bolha, saiu voando pela janela. Noutro dia foi alguns metros cúbicos de água arrancados de um rio e despejado por todo o jardim, mais que isso: Valquíria juntou, novamente, todo precioso liquido e mandou de volta ao rio. E assim foram, dia a dia, com mais e mais exibições.

Certo dia Roberto a desafiou, só por brincadeira, a tentar se defender. Ele iria atacá-la e ela tentaria se desvencilhar dos golpes mandados e também tentaria prendê-lo. Valquíria topou e todos da escola formaram um grande círculo para assistir e torcer.

Ele tinha três poderes, mas só conseguia conduzir um de cada vez. Começou com o fogo, de suas mãos brotavam altas chamas que mandava na direção dela, Valquíria apagava todas com jatos d’água que tirava da fonte. Roberto rapidamente passou pra novo ataque, onde a arrancou do solo, com uma boa altura, para se estatelar de costas no piso de cimento, Valquíria apenas formou um colchão de água, também tirada da fonte, onde sua queda foi amortecida. Sem perder tempo, Roberto começou a mandar tudo que era pedra solta por ali pra cima dela, ela era rápida e foi se desviando, mas sabia que isso teria um fim, a qualquer momento seria atingida. Resolveu atacar. Mentalizou toda água da fonte formando uma enorme bolha, esta voou como um tiro pra cima de Roberto o envolvendo completamente, todos viram, suspenso no ar, uma enorme bolha de água com um homem dentro se debatendo feito doido, ia se afogar. Valquíria estourou a bolha e ele se estatelou no chão. Cuspindo água e puxando o ar para os pulmões se deu por derrotado. Todos que assistiam gritaram, aclamando a vencedora. Roberto depois de se recompor, sorria satisfeito. Olhava extasiado para ela e a envolveu em um abraço, deixando seus amigos em dúvida sobre o seu fingimento.

Valquíria se sentia no céu. Todos a cumprimentavam e parabenizavam. Nunca na vida ela teve tanta atenção. A alegria era maior em ter Roberto com o braço apoiado em seu ombro, ele ria como se a vitória fosse sua.

Depois deste dia Roberto se dedicava inteiramente a Valquíria. Começou levá-la a dar pequenos passeios de carro, um dia um restaurante, no outro praia ou campo. A essa altura ela confiava nele e se deixava levar. Até que… em um desses passeios ele parou o carro em uma estrada com a desculpa que estava muito quente, tirou de dentro da mochila duas garrafas de suco e lhe ofereceu o de uva, este era seu preferido. Ficaram conversando e saboreando a bebida. Não demorou e ela começou a sentir um mal estar.

— Roberto, eu estou tonta, está tudo girando!

— Deve ser o calor, – Ele disse a apoiando em seus braços – deite-se aqui no meu ombro e feche os olhos, isso vai passar logo.

Quando ela abriu os olhos novamente estava deitada na areia de um deserto. Piscou e balançou a cabeça, tentando coordenar as ideias. Lembrou-se do desmaio dentro do carro. Não tinha noção de quanto tempo ficou apagada, mas devia de ser muito, sabia que perto da escola não tinha nenhum deserto. Olhou a sua volta, areia pra todo lado e o carro do Roberto parado com ele perto e em pé olhando para ela.

— Acordou bela adormecida. Pensei até que tinha exagerado na dose do sedativo.

— Roberto, o que aconteceu? Lembro de ter desmaiado, e que lugar é esse? – levantando-se, Valquíria perguntou ainda sem entender.

— Isso aqui é o que parece, um deserto, – com os braços abertos ele deu uma volta em torno de si mesmo, dando ênfase para a dimensão do lugar – nada de água a quilômetros de distância, a não ser um cacto ou outro que possa ter.

Ela gelou. Quando a realidade vem e te agarra pelo traseiro é como se o mundo parasse de girar. Mesmo assim você não quer acreditar.

— E o que estamos fazendo aqui? – Valquíria perguntou com ar de desentendida.

— Nós vamos lutar minha querida. Eu podia ter te matado enquanto estava no mundo dos sonhos, mas aí eu não ficaria com o seu poder. Para que ele passe pra mim você tem que estar desperta e tentando se defender. – Ele falava com a maior tranquilidade e ela ficaria pasma se não fosse o pavor que estava se instalando em todo seu ser. – Não se preocupe, eu trouxe aqui um pouco de água para você usar. – Roberto mostrava uma pequena garrafa, devia de ter meio litro de liquido, com o olhar vago continuou. – Valquíria… aquela que escolhe os mortos… Hoje você não vai escolher nada, eu que vou, e escolho a sua morte. Matar você vai ser mais fácil do que matar aquele imbecil do Severo. E o outro? O garoto que vivia me atazanando por achar meu poder fraco, eu só conseguia me defender mandando as pessoas pra longe, até hoje eu não entendo direito esse meu poder… porém o garoto, criava o fogo e muitas vezes me queimou. Um dia eu consegui vencê-lo, meu ódio era tanto que quando o derrubei não parei até ele ser apenas um corpo desfigurado no chão. Não foi minha intenção pegar o poder dele, mas o recebi de bom grado. E gostei. Foi como se deleitar com o primeiro gole de um vinho raro. Tudo que você quer é mais, no entanto nunca é suficiente. O copo não tem fundo.

Roberto parou de falar por um momento, deu uma volta ao redor de Valquíria e continuou.

— Hoje vou ficar com seu poder. Considero isso um pagamento pelo tempo que desperdicei te adulando. Acho que foi o maior sacrifício que já fiz em minha vida. Será um premio bem merecido.

Valquíria sentia que estava perdida, não tinha como escapar dos poderes dele, Roberto iria esmagá-la como se fosse um inseto. Contudo não iria se entregar assim tão fácil… então com o seu receptor sensorial começou vasculhar por todo lado à procura de qualquer fonte de água. Afora alguns cactos distantes e a pequena garrafa que ele trouxe, não encontrava nada. O desespero começou a bater, foi quando… “Espera! Tem água aqui! O sinal é bem sutil por estar misturada com outros componentes. Vou ter que usar toda minha força para arrancá-la, mas eu consigo.”

— Então minha querida, vamos lutar? – ele mandou um monte de areia pra cima dela, nada que pudesse feri-la, e continuou mandando simulando um ataque – Vamos? Defenda-se! Use a água para se defender. – Valquíria fechou os olhos em concentração, ele sorriu, era exatamente isso que queria, só aguardava a água da garrafa voar pra cima dele, mas… outra coisa aconteceu. O corpo de Roberto tremia como uma britadeira. A dor que ele sentiu em seguida era insuportável, esta foi acolhida com um grito agoniado. Quando percebeu que algo estava sendo arrancado do seu corpo já era tarde.

Valquíria só teve tempo de atirar aquela água longe. Todo seu corpo começou a emitir uma luz azul e foi envolvido por três luzes de cores brilhantes, branca, vermelha e amarela. A transição durou apenas alguns segundos e com ela o conhecimento dos poderes adquiridos. Deu um intenso suspiro de aceitação e foi para perto de onde antes estava Roberto, só tinha as roupas e um monte de poeira escura. Chutou tudo aquilo e falou.

— Imbecil! Era tão tapado que nunca percebeu o grande poder que tinha além dos que roubou. O dom de dominar o ar! O burro não movia as pessoas e sim o ar em volta delas. – deu mais um chute nas roupas com a poeira e mandou um vento forte que espalhou todo aquele pó pela areia enquanto pensava.

“Ordinário! Por sua causa eu me transformei em um monstro! Qual será o limite de alguém que tem o poder de manipular os quatro elementos?”

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18 comentários em “Elementos (Senhor Natureza)

  1. Pedro Paulo
    17 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Seguirei a linha de alguns comentaristas, começando ao dizer que desde o começo há uma abordagem clássica neste conto, uma que mistura superpoderes com os dramas e as situações do ambiente escolar. É uma premissa que o autor soube trazer sem deixar a história previsível. Não é uma trama exatamente inovadora (lembrei do Sylar, de Heroes), mas que diverte bastante e nos faz ler sem demora, mérito da escrita fluida do autor.

    Assim, logo no começo já ficamos sabendo quem vai ser um dos protagonistas, o perigo que ele representa, os seus poderes e, mais importante, os seus objetivos. Melhor ainda, o seu objetivo central é enganar uma garota, a outra protagonista. O autor soube nos transitar entre os pontos de vista sem grandes problemas, trazendo o bastante das duas personagens para nos preocuparmos e ansiarmos pelo inevitável embate entre a relação dos dois e o verdadeiro motivo de Roberto ter se aproximado dela.

    Entremeio ao embate, há a pequena luta entre os dois, descrita com uma simplicidade que fez muito bem à cena, não confundindo o leitor sobre o que estava acontecendo. Com o que se sucede da luta, ainda nos deixa uma dúvida sobre as motivações de Roberto, sobre ele estar estudando o alcance dos poderes dela ou realmente passando a gostar da menina. Com esta dúvida, os últimos momentos da história se tornam mais impactantes, com o leitor surpreendido, entristecido e ansiando para saber o desfecho. Acredito que seja o único momento em que a história peca, também.

    Parte disto se atribui a alguns problemas técnicos. Entremeio a todo o conto, há alguns momentos em que vírgulas eram necessárias e que o autor buscou caracterizar as personagens com metáforas que não couberam muito bem. O que isso implica no final é que eu fiquei um pouco sem entender o que aconteceu. Ao que parece, Valquíria o transforma em pó e depois comenta sobre o poder dele, explicando que ele dominava o ar e, ao que parece, também lhe roubou os dons. Na verdade, eu li pensando que ela o havia desidratado ao ponto de lhe transformar em pó, mas depois do que ela fala, realmente não entendi muito bem. Enfim, é uma abordagem clássica da temática, trazida em uma história direta e envolvente, com alguns erros técnicos que uma revisão eliminaria tranquilamente.

  2. Fheluany Nogueira
    17 de dezembro de 2017

    Superpoder: Manipulação dos quatro elementos da natureza: ar, terra, fogo e água

    Enredo e criatividade: narrativa com abordagem clássica — uma escola para superdotados, amizade e competitividade entre os adolescente — em tom infanto-juvenil, uma mistura de filmes popular X nerd e X-Men, Avatar e outros do gênero.

    A narrativa é envolvente, mesmo de certa forma previsível, traz uma reviravolta surpreendente (quase terror, mostrar a água sendo retirada do corpo e assim cometendo o assassinato que traria mais poder à feiosa). O desfecho em aberto, sugere continuidade para a história. Muito bom.

    O texto é fluente, prazeroso, divertido. Pequenas falhas na revisão não travaram a leitura ou o entendimento. Estilo e linguagem se casam bem com o assunto e a abordagem escolhida.

    Gostei muito da ideia e da execução. Parabéns pela boa trama de aventura e ação! Abraços.

  3. Givago Domingues Thimoti
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Senhor Natureza

    Tudo bem?

    O conto é bom, a leitura é fluída. A opção do autor foi uma abordagem tradicional do tema, o que não é demérito algum.

    Encontrei alguns errinhos de pontuação, mas nada que travasse a leitura. Na minha opinião, o final ficou um pouco confuso. O que Valquíria fez para roubar os poderes de Roberto?

    Parabéns e boa sorte!

  4. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2017

    Ola, amigo, tudo bem?

    Dos contos que li até agora, o seu foi o que abordou os super-poderes de forma mais clássica. O conto me pareceu um misto de X-men e Avatar. Também me lembrou Megaman, que “roubava” o poder dos inimigos derrotados, rsrs. Casou bem!

    O conto é bem gostoso de ler, pois o enredo é rápido e divertido. Não dá pra dizer que seja algo inovador, mas nem sempre precisar ser, né?

    A escrita á boa e fluente. Notei apenas alguns erros de revisão, mas nada comprometedor.

    A técnica de escrita me fez sentir que estava vendo um filme de super-herois. Como já vi muito do tema, as imagens se formaram facilmente em minha cabeça e a leitura foi muito rápida.

    O desenvolvimento acabou sendo previsível (logo imaginei o que o “vilão” faria, mas devo dizer que o desfecho foi bem bolado! Eu nem tinha pensado naquilo, e foi uma boa saída!

    Achei uma pena que ela tenha tido que matar, mesmo contra a vontade, mas como ultimo recurso, tadinha rsrs.

    Achei engraçado o nome Severo aparecer. O unico que já vi é Severo Snape, de Harry Potter. Foi um easter egg? rsrs

    Enfim, um conto divertido e rapido, que aborda de forma classica o tema.

    Parabens e boa sorte!

  5. Paula Giannini
    14 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Você nos trouxe um conto abordando os ícones do gênero. Superpoderes variados em uma espécie de escola de heróis. Uma trama jovem que me remeteu a antigos gibis de heróis com aventuras incríveis e muita ação.

    Quando a cena se transporta para o deserto, imaginei a água sendo sugada do subsolo ou algo do tipo. Mas o(a) escritor(a) habilmente, trabalhou com a água do próprio corpo-humano. Sofro de tripofobia e me deu uma agonia imensa, imaginar a cena da água vertendo pelos poros do rapaz. Às vezes, o que não se mostra é mais terrível do que o explicitado, não é? O famoso “show, don´t tell”, às vezes deve ser substituído pelo “don´t show”. Não mostre, mas sugira!

    O final, casa perfeitamente com o estilo e gêneros escolhidos. Como um tipo de maldição, Valquíria carregará agora todos os poderes (ou dons) adquiridos pelo rapaz, de modo lícito ou não, em uma espécie de promessa para continuidade e novas aventura, ou para que o leitor entenda o quão difícil é para um personagem essa vida de super-herói.

    Parabéns

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  6. Bianca Amaro
    14 de dezembro de 2017

    Olá Senhor Natureza.
    A narrativa é ótima, envolvente e flui muito bem. Se adequou muito bem ao tema superpoderes, é nisso que a história se baseia. Lembrei de X-Men: a Escola para Superdotados, o fato de que Roberto me lembrou a Vampira…
    No começo, achei que seria só um texto chato e bonitinho, parecido com aqueles filmes de adolescentes onde o popular se apaixona pela isolada, mas você fez uma incrível reviravolta no final, mostrando que o que Roberto realmente queria era roubar os poderes de Valquíria. Achei isso muito bom, me surpreendeu.
    O destino de Roberto foi bom, agora ele não poderá prejudicar mais ninguém, o que é legal. O fato de Valquíria ter pensado em mata-lo retirando a água de seu corpo foi muito bom, mostrou que o autor tem criatividade.
    A frase que iniciou o texto combinou perfeitamente. Colocar a imagem de um deserto foi legal também.
    A frase que mais gostei foi “Qual será o limite de alguém que tem o poder de manipular os quatro elementos?”, que terminou o texto com a dúvida: o que ela fará a seguir? Usará seus poderes para o bem ou para o mal? Muito bom! Gosto quando o autor faz o leitor ficar com dúvidas.
    No final, com as últimas frases, parece que tudo se encaixa.

    Meus parabéns, e boa sorte!

  7. Antonio Stegues Batista
    14 de dezembro de 2017

    Achei o conto parecido com histórias do mundo x-man. Um enredo sem grandes atrativos. Uma briga de adolescentes birrentos, despreocupados com a realidade, no fundo, infantis. Eles tem supepoderes, deveriam se super heróis, mas são idiotas, brigando entre si. O que salvou o conto foi o final, muito bom! Boa sorte.

  8. Regina Ruth Rincon Caires
    12 de dezembro de 2017

    Neste texto, ninguém pode reclamar da inexistência de superpoder. Há superpoder em cada parágrafo. Narrativa perfeita, bem estruturada, interessante. O leitor não tira os olhos das palavras, busca o próximo ato. Instigante. Interessante a pulverização dos sentimentos humanos. Ironia, combatividade, esperteza, agressividade, solidão, ambição, arrogância, afeição, credulidade, decepção, e termina com a supremacia do instinto de sobrevivência, mesmo que, depois, traga culpa.
    Parabéns, Senhor Natureza!
    Boa sorte!

  9. Rubem Cabral
    12 de dezembro de 2017

    Olá, Senhor Natureza.

    Um bom conto: em escola para adolescentes com superpoderes, rapaz conspira para roubar mais um poder, com uma reviravolta da garota com “fracos” poderes.

    O texto pede pequenos acertos, como algumas vírgulas “comidas”, mas está bem escrito em linhas gerais. A narração não faz grandes voos metafóricos, mas também não trunca a leitura, é funcional.

    Quanto ao enredo, achei que não foi muito inédito. Mesmo o recurso de roubar a água do corpo do Roberto, eu já havia imaginado (e se assemelha ao que o Magneto fez em X-Men II). Penso que faltou também melhor desenvolvimento das personagens, que tudo ficou meio esquemático. Os diálogos ficaram às vezes “informativos”; não parecem falas de verdade, mas recados ao leitor.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  10. Miquéias Dell'Orti
    11 de dezembro de 2017

    Oi 🙂

    Você nos trouxe uma história bastante criativa, sem dúvidas.

    Se me permite um opinião, achei que em algumas partes você acaba explicando demais coisas óbvias aos leitores, por exemplo, declarar que Gustavo é o apaziguador da turma, quando ele estava realmente apartando a briga, ou dizer que Roberto queria desviar a conversa, onde ficou claro que era isso que ele queria nos diálogos… eu acho (e essa é uma opinião extremamente pessoal como leitor) que devemos deixar as ações dos personagens falarem por si só… dar explicações sobre seus atos acabam fazendo a narrativa perder um pouco de força.

    Roberto me fez lembrar o Apocalipse dos X-men, com seu poder de absorver o poder dos que derrota.

    No final, esperava que Valquíria retirasse água de algum lugar que contém a substância (o próprio ar, por exemplo), mas retirá-la do corpo de Roberto foi uma ótima sacada… uma reviravolta bacana. Infelizmente, o fato dela ter assumido os poderes dele me pareceu estranho, não havia sequer sugestão de que ela também teria o mesmo poder que ele, ou talvez houvesse e eu não tenha pego (se foi isso, perdoe-me).

    Parabéns pelo trabalho!

  11. Priscila Pereira
    11 de dezembro de 2017

    Super poder: diversos

    Olá Senhor natureza, seu texto é bem juvenil, me lembrou dos x-mens, daria um ótimo desenho animado! Você criou uma trama interessante apesar de batida, moço popular e malvado se aproxima de mocinha desprezada pra roubar seus poderes. Confesso que gostei muito do final, o palhaço teve o que mereceu! Bem escrito, muita ação (o que para mim é muito difícil de escrever), personagens bem desenvolvidos, tudo em seu lugar! Parabéns e boa sorte!

  12. Paulo Ferreira
    11 de dezembro de 2017

    O maior poder deste conto, me parece estar em ter esboçado, (criado? Sei não se esse tipo de literatura pode se chamar de criação?) situações sem, no entanto, ter o real poder de desenvolvê-la, “Eu não estou te acusando de ter lutado até a morte com o Severo para roubar os poderes dele!” – “Criar fogo e atirar pessoas para longe só movimentando as mãos, não bastava?”. (É o tipo de citações que se usa para resumir o que deveria se descrever com conteúdo e contextualização, mas não, é todo um contexto resumido numa sentença). Ou talvez tenha querido o autor usar o molde das histórias em quadrinhos? Ou, quem sabe, dos desenhos animados, para assim tornar a narrativa um pouco mais convincente, pois os desenhos têm poderes para isso. Quanto à gramática há alguns atropelos, por exemplo, a construção dessa frase achei um tanto estranha: “Então Roberto, você agora tem domínio a mais um poder além dos outros? No mais, quem sabe, no próximo “Bat” desafio, neste mesmo “Bat” espaço, aparece com algo melhor estruturado. Talento para inventar o autor tem.

  13. Neusa Maria Fontolan
    10 de dezembro de 2017

    História simples e direta. Adoro!
    Não quero nem pensar em uma pessoa capaz de controlar os quatro elementos!
    Tomara que Valquíria use seu superpoder para o bem e não para o mal
    Acalme vulcões e não o contrário. Diminua a força de um tornado e não crie um. Suavize um terremoto e nunca os provoque. Faça um tsunami virar uma calmaria criando apenas ondas boas para o surf.
    Roberto teve o destino que mereceu.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  14. Evelyn Postali
    9 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Quase não consegui dissociar o Gustavo da sua história com o Gustavo, nosso amado chefe do EntreContos. Perdão. Mas foi muito direta essa coisa. Perdão. Então… Uma escola onde todos têm poderes é algo bacana, mesmo que digam que já tem muita coisa sobre isso. Eu gosto de histórias de adolescentes. Porque é aí que mora o perigo, não é? E Roberto mostrou sua verdadeira face, mas Valquíria fez melhor: mostrou para o quê veio ao mundo. Eu não creio que ela seja um monstro. Ela apenas está assimilando o que houve de um jeito avesso. Ela se defendeu e isso para mim, não é sinal de maldade. Gostei de como foi contada. Gostei da reviravolta.
    Boa sorte no desafio!

  15. Angelo Rodrigues
    9 de dezembro de 2017

    Caro Senhor Natureza,

    Superpoder: diversos, a dar com o pau.

    Seu conto flui bem, sem dificuldades na leitura e de fácil compreensão.

    Tem uma construção juvenil me levando a ver todos aqueles personagens na casa dos X-men (acho que é isso).

    No princípio a leitura me levou a que o conto ficasse falando indefinidamente sobre estripulias juvenis, com a garotada cartando marra entre debiloides com alguns poderes. Imagine, se isso já ocorre sem poderes, com eles seria realmente uma festa de arrogâncias.

    O Roberto (de novo o tal Beto que não fica desempregado aqui no Entrecontos. No desfio passado havia três ou quatro Betos) me pareceu aquele moleque louro do Harry Potter, Draco Malfoy, se não me engano, lutando com a Hermione Granger.

    A sacada de que a Valquíria pudesse manipular a água do corpo de Roberto foi bem legal. Talvez isso deva ser um pouco melhorado, dado que saquei que isso iria acontecer, mas a ideia é bem original.

    Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  16. Olisomar Pires
    9 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: bom enredo, bem contado, sem firulas intelectualóides. Há conflito e sua resolução.

    Pontos negativos: algumas vírgulas a mais ou a menos em determinadas orações, nada grave.

    Impressões pessoais: daria um filme bastante divertido.

    Sugestões pertinentes: construir uma ponte para que humanos normais interagissem com os poderosos.

    E assim por diante: bom conto, leve, fácil de ler e agradável.

    Parabéns.

  17. Fabio Baptista
    8 de dezembro de 2017

    Um conto com forte pegada juvenil, raro de aparecer aqui no certame. Não é muito o estilo que me agrada (e acho que não agrada muito à maioria dos participantes também, daí a baixa ocorrência), mas tentarei analisar sem levar muito em conta o gosto pessoal.

    No geral, está bem escrito, senti falta apenas de algumas vírgulas antes dos vocativos. A narrativa é cristalina, como esse tipo de história deve ser. Não há construções elaboradas, o que deixa o texto sem muito brilho, mas também não há pontos de entrave, o que faz a história correr (fator extremamente bem-vindo nessas maratonas do EC).

    O mote lembra bastante os X-men, com a escola de jovens superpoderosos e tal. Aqui talvez o maior problema do conto: a falta de espaço para ambientar adequadamente a história e desenvolver os personagens. Tipo, a maior parte da ambientação fica por conta de informações prévias que o leitor possuía sobre histórias similares (os já citados X-Men) e os personagens soaram genéricos: temos o cara mau que rouba os poderes, a menina esquisita, etc, mas não temos tempo de torcer por eles. Se fossem personagens já conhecidos, a história funcionaria bem como um episódio, mas com personagens novos o conto precisaria de um limite bem maior para funcionar legal.

    Eu gostei da luta final no deserto, mas esse foi o único ponto obscuro da história para mim. Não tenho certeza sobre o que a menina fez exatamente. Durante a cena, lembrei de quando o Magneto arranca o adamantium do Wolverine e o metal vai saindo pelos poros. Imaginei que ela tivesse feito algo similar, tirando toda a água do corpo do cara, mas essa questão dos elementos acabou me confundindo. De todo modo, foi uma cena digna de clímax.

    Abraço!

  18. Mariana
    8 de dezembro de 2017

    Escrita gostosa e fluída, se ocorreram erros eu não notei. Sobre o texto: foi o que melhor trabalhou a ideia de superpoder, mas também foi o mais tradicional. Quando a história iniciou e eu acreditei estar diante de uma trama bastante clichê – menino popular se apaixona por garota esquisita e tal. No entanto, curti a virada e o último ato é cheio de ação. O questionamento sobre os poderes da protagonista é uma possibilidade interessante, se fosse o autor eu escreveria o que aconteceu com Valquíria. Por fim, a minha impressão: um episódio de Malhação na academia do doutor Xavier (o que é um elogio). Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio

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Publicado em 8 de dezembro de 2017 por em Superpoderes.