EntreContos

Detox Literário.

A Incrível Capacidade de Regeneração de Alfred Gold (Angelo Rodrigues)

A vida é um enorme tombo de um lugar bem alto.

Alfred Gold

 

Alfred Gold tinha uma incrível capacidade de se regenerar de danos físicos, e percebeu isso logo no início da vida. Quando criança, Alfred tinha por hábito andar descalço em meio aos cacos de louças estatuárias quebradas que havia em sua rua, transformada em local de despejos ilegais. Algo muito comum naquele tempo na Borough of Tower Hamlets, em Londres. Era um risco que gostava de correr, pois não ligava aos danos que pudesse sofrer nos pés, no corpo todo.

Em um dia particularmente quente, em meio a uma inconsequente partida de futebol com os amigos de ócio permanente, Alfred bateu com tanta força o seu dedão do pé direito contra uma estátua do Desconhecido Penitente feita por Damien Hirst que quase o decepou, tamanho o dano que sofreu. Logo chegou a dor, depois o inchaço e seu dedo ficou vermelho, púrpura, depois negro. Com isso chegou também a latejação, a purulência, e aquela unha sempre imunda, malcuidada e fedorenta, caiu de podre. Algum tempo depois, Alfred Gold tinha dois dedões do pé direito em seu pé direito. Era uma forma estranha — e um pouco inconveniente, ele admitia — de regeneração, mas tinha boas vantagens também. Um pouco mais adiante, seu dedo que também apodrecera, caiu como uma fruta e tudo voltou ao normal no pé de Alfred, com seu dedão do pé direito renascido no pé direito, completamente novo e livre para retornar às partidas de futebol de rua em meio aos cacos de louça despejados por Damien Hirst.

Seus pais, que não eram lá muito letrados, diziam que Alfred não valia sequer meia libra, dois pence e um xelim, que fora feito de 4/9 de ossos, 5/8 de carne e 3/7 de inconsequências. Obviamente essa última parte não era visível a quem o olhasse, embora na aparência o tornasse um pouco mais alto do que realmente era, tal como os ingleses que moravam nos arredores da Tower Hamlets.

Descoberta tal capacidade de regeneração, a vida de Alfred se tornou venturosa e completamente irresponsável. Seus desejos por desafios e ousadias perderam completamente o limite da temperança e da sensatez; nada lhe era impossível. Os riscos que gostava de correr nunca traziam a proteção necessária, e lá ia Alfred tentar algo inesperado e muito perigoso pela cidade.

No auge do entusiasmo, em parceria com um amigo bengalês, também morador da Tower Hamlets, saltou do décimo andar de um prédio na Whitechapel Road, bem sobre a Aldgate East Station. Tinham como paraquedas dois guarda-chuvas masculinos velhos, desbotados e frágeis pelo uso constante — como são comuns aos ingleses de tradição. A queda e o dano que se podia prever realmente vieram a acontecer: Alfred caiu sobre um enorme cinzeiro de louça, com três jardas e um pé de raio, feito por Damien Hirst, que passava naquele momento sobre um caminhão bem sob o prédio da Station, e se esborrachou completamente. Alfred esfacelou ao infinito suas pernas e seus braços, claro, como seria esperado que viesse a acontecer.

No hospital, quatro médicos indianos de turbante e barba lhe amputaram os quatro membros na esperança de salvá-lo. Alfred era, então, uma cabeça sem juízo e um tronco podado, um toco que ria sobre a cama enquanto esperava o tempo passar. Sabia que tudo acabaria por se resolver: cedo ou tarde teria suas pernas e seus braços de volta.

Quanto ao que aconteceu com seu amigo bengalês, pouco se tem certezas. Uns afirmam que seu guarda-chuva não se quebrou, que foi pego por uma corrente ascendente de ar quente, que tomou o rumo oés-noroeste e não chegou a cair, que flutuou levemente por sobre a velha Londres por algum tempo e foi acolhido pelo corvo albino gigante que tem ninho na Tower. Outros, mais realistas que os primeiros, não falam de ventos, corvos ou correntes de ar, dizem apenas que o venturoso bengalês caiu suave sobre um táxi clandestino e fez carreira nesse ramo de negócio.

Bem, por dois dias o corpo apequenado de Alfred boiou imóvel sobre a cama do hospital. Uma cabeça pequena e um tronco sem membros foi o que restou da queda e dos ajustes feitos pelos médicos sikhs que o atenderam. Ao final de uma semana, Alfred estava novamente de pé e pronto para novas aventuras, completamente restaurado, como se nada lhe houvesse ocorrido. Um espanto, sem dúvida: brotaram em seu corpo, nos lugares certos, quatro gravetos feitos de ossos e carnes que logo se transformaram em membros — eram pernas e braços — plenos de funcionalidade.

A vida de Alfred Gold seguia. Tornara-se um homem feito e tinha uma boa situação financeira que conseguia recolhendo as peças de arte quebradas jogadas em sua rua e vendendo-as posteriormente aos colecionadores americanos abastados que visitavam Londres em busca da boa arte.

Num dia de especial infortúnio, entretanto, quando visitava o Tate Modern, um tubarão em conserva exposto por Damien Hirst foi imprudentemente derrubado e Alfred Gold, sentindo-se tão devedor a Hirst, tentou amparar aquela obra para que ela não se quebrasse. Ficou todo arrebentado, moído da cabeça aos pés quando a peça, por fim, despencou sobre o seu corpo. Levado sob urgências aos mesmos médicos indianos que o atenderam no passado, Alfred Gold foi dado como caso perdido; era o que imaginavam. O peso da grandeza da obra de Hirst havia estourado seus órgãos internos, e lá se foram pro ralo o pâncreas, baço, fígado, estômago, rins e o mesentério. Fora esse o diagnóstico. Pura agonia: a morte era uma questão de tempo, disseram sem esperança os médicos indianos.

Ao cabo de pouquíssimo tempo, Alfred se duplicou inteiramente sobre a cama do hospital e seu antigo corpo, arruinado e morto, permaneceu ao seu lado por um dia inteiro, até que os médicos, aqueles, admirados com a incrível capacidade de regeneração que tinha Alfred, viessem a confirmar o magnífico fenômeno, recolher o seu duplo sem vida e o mandar ao crematório.

Só havia um problema com as constantes regenerações de Alfred, e disso ele não sabia: sempre que regenerava o corpo, perdia um pouco da sensatez que tinha, e dessa vez a coisa foi inesperada e fulminante. Sepultaram seu velho corpo morto e no dia seguinte Alfred Gold, inteiro e regenerado, veio a falecer em decorrência de gravíssima insuficiência de bom senso. Foi quando soube, naquele dia, que disso não conseguia se regenerar.

Anúncios

49 comentários em “A Incrível Capacidade de Regeneração de Alfred Gold (Angelo Rodrigues)

  1. Marco Aurélio Saraiva
    30 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Um conto bem criativo. Caramba, quantos contos criativos por aqui! Todos únicos da sua própria maneira, e loucos na medida do inteligível, rs rs rs.

    Este conto é especialmente divertido. Você narra com bom humor a vida de Alfred até o final. Foi um texto legal de ler. Nâo há nada de mais aqui: apenas a vida de um homem que encarna o máximo de insensatez por saber que não terá que sofrer as consequências. Acho até interessante como que Alfred tem uma mente simplória: poderia ser capaz de fazer qualquer coisa, mas ao invés disso fazia testes abestalhados da sua própria habilidade, e vivia de catar cacos de obras e arte.

    Acho que, de certa forma, isso era parte do que você queria falar com este conto: que uma pessoa simplória e sem ambições será sempre simplória, mesmo que tenha habilidades incríveis. Outra indagação é: será que isso importa mesmo para todos ao seu redor? ACho que a leitura do seu conto deixa o leitor um pouco irritadiço por ver Alfred jogar pelo ralo os seus dons… mas vá lá, o que o leitor tem a ver com isso? rs rs rs rs

    Achei o final “Ok”. Acho que ainda esperava que Alfred fizesse algo realmente incrível com os poderes que tinha. Inocência minha, rs rs rs.

    =====TÉCNICA=====

    Nada a declarar sobre a sua técnica senão que ela é excelente. Não vi erros.

    Você escreve de forma bem autoral e muito bem articulada. Sua decisão de ambientar o conto em Londres foi muito bem conduzida, de tal forma que você realmente pareceu um morador da cidade. Suas descrições dos lugares – e até o uso repetido do nome do artista Damien Hirst – ambienta muito bem o leitor. Parabéns!

  2. Pedro Luna
    30 de dezembro de 2017

    Que poder massa. Bom, achei o conto meio estranho. Ele parece uma grande piada, não captei as ironias com o tal Hirst, sei lá, mas ficou na cara o tom irônico, e a insistência em localizar o conto, trazendo os nomes em inglês dessas localidades, também não vi qual é a dessa tática. Por isso não gostei muito. O resto é bacana. Esse personagem que tem esse poder grande e por isso vive no limite. A imagem do toco humano me apavorou, lembrei do filme Encaixotando Helena. O saldo é um conto interessante mas que não captei bem suas nuances, se elas realmente existirem.

  3. Fabio Baptista
    30 de dezembro de 2017

    O texto tem um certo humor britânico que não funcionou comigo.

    Na parte técnica, me incomodou um pouco as rimas de “ente”. Às vezes são tantos em sequência que cheguei a pensar que fosse proposital, mas, de qualquer forma, não ficou bom:

    – particularmente quente, em meio a uma inconsequente partida de futebol com os amigos de ócio permanente
    – corrente ascendente de ar quente

    Logo no começo essa frase me pareceu errada “pois não ligava aos danos”… seria “não ligava para os danos”.

    A trama flerta o tempo todo com o absurdo, começando pelo poder em si e passando por todas as situações do desafortunado (ou seria afortunado?) Alfred e seus contratempos com Damien Hirst (a primeira vez que o nome apareceu, pensei “quem é esse cara, meu Deus do céu?”, mas depois captei a ideia).

    Enfim… talvez eu não esteja no estado de espírito necessário para me conectar com a história, mas o fato é que não rolou. Não foi uma leitura truncada nem desagradável, no entanto, o que conta pontos.

    Abraço!

  4. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    3. A incrível capacidade de regeneração de Alfred Gold (Alfred Gold):
    Este conto parte de uma PREMISSA bastante interessante, assim como o poder escolhido – a regeneração é um desejo, não só no sentido literal, mas alegórico, de todo ser humano. Entretanto, a ambientação à inglesa e as referências cult ao guru dos YBAs me pareceram um pouco demais de tempero. Quanto à TÉCNICA, o autor é seguro e hábil, somente na questão da conclusão, a meu ver non sense, que fiquei um pouco desconfortável. Para o APRIMORAMENTO, acho que o personagem poderia ter um final mais condizente com o superpoder que detinha.

  5. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Alfred. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Um conto bem humorado e perfeitamente adequado ao tema. Acredito que este seja o seu superpoder favorito, a capacidade de auto-regeneração. É talvez, também, aquele que estamos mais próximos de atingir através das maravilhosas técnicas desenvolvidas pela medicina. O ritmo do conto é extremamente rápido, a escrita veloz, o conto é curto, tudo isto contribui para que se leia de um fôlego. Achei o final muito bom, pois é isso mesmo que nos aguarda: li algures que um médico, por sinal brasileiro, disse a certa altura que num futuro próximo teremos velhos e velhas de 120 anos com pénis funcionais e mamas maravilhosas, mas que não irão recordar-se sequer para que servem. Foi mais ou menos o que sucedeu com o seu delicioso personagem. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  6. Amanda Gomez
    27 de dezembro de 2017

    Olá, autor.

    Achei seu conto bem interessante, e despretensioso, talvez sua intenção tenha sido apenas contar uma história um tanto nosense, de jeito leve, que parecesse até mesmo banal.

    Você optou por mostrar apenas situações…no caso demonstrações do poder dele, tanto que todas as cenas narradas é sobre essa parte em específico ( a regeneração). Não sabemos muito sobre o personagem, como se ele estivesse ali para ser uma cobaia mesmo.

    O conto é apenas o título, não tem um enredo, não vai pra lugar algum. Assim você quis, assim o fez.

    Particularmente eu gostei, foi uma leitura rápida, levemente divertida, sua escrita é ótima é no pouco que contou, consegui descrever bem, tirando a parte do dedo do pé direito que nasceu no pé direito rsrs

    Enfim, parabéns pelo texto. Boa sorte no desafio.

  7. Gustavo Araujo
    27 de dezembro de 2017

    Temos aqui um autor maduro, dono de uma prosa segura, que escreve com um estilo próprio, bastante peculiar. Gostei da construção do enredo, da arquitetura das palavras, da maneira como o fantástico é introduzido no texto, assim, de modo natural. A regeneração de membros e tal é tida como um elemento fantasioso, mesmo no contexto do conto, mas isso não parece necessitar de maiores explicações. O conto, na verdade, tem uma vibe clássica, típica dos textos que ilustravam os livros de língua portuguesa na época em que eu era aluno, com essa pegada inteligente, bem sacada. O problema, aqui, é a falta de algo mais concreto, de uma história mais definida, algo que leve o leitor de A para B nesse contexto belamente criado. Enfim, um ótimo trabalho de ambientação, caracterizado pelo elegante uso do vernáculo, mas que infelizmente carece de um aprofundamento mais concreto. De todo modo, parabéns e boa sorte no desafio.

  8. Ana Carolina Machado
    27 de dezembro de 2017

    Oiii.Achei interessante a forma como o Alfred lidou com o superpoder dele, ele ao reparar que podia se regenerar resolveu viver perigosamente e fazer coisas arriscadas, como foi explicado no final, talvez porque cada vez que se regenerava perdia um pouco do bom senso ele tentava cada vez coisas mais arriscadas. Eu ri naquela parte que fala do amigo dele que pulou com ele, as teorias sobre o que ocorreu com ele, das duas teorias eu acredito mais na teoria do corvo albino gigante que tem o ninho na tower. Parabéns. Boa sorte no desafio!

  9. Felipe Holloway
    27 de dezembro de 2017

    Neste conto, acontece uma coisa que o tema dos superpoderes volta e meia está suscitando: o tom anedótico. Contudo, aqui esse tom não é complementado por um humor que de certo modo o redima, em termos literários, como acontece, por exemplo, nos textos “Doutor Mindinho” e “A grande mulher nua” (que tem o lendário início “Diga-se apenas que ela atravessou o oceano com água pelas canelas”), ambos de Luis Fernando Verissimo, ou em “O desaparecimento de Honoré Subrac”, do Apollinaire. A anedota pela anedota (acrescida de certa falta de ambição estilística e mesmo das várias falhas técnicas de escrita) me deixou a impressão de uma trama fraca, esquecível, que não se sustenta como alegoria e tampouco como comédia.

  10. Edinaldo Garcia
    26 de dezembro de 2017

    A Incrível Capacidade de Regeneração de Alfred Gold (Alfred Gold)

    Trama: Um sujeito mais poderoso que o Wolverine e mais sem juízo que uma lagartixa vive altas aventuras (Esse meu resumo pareceu propaganda da Sessão da Tarde e sim, acho lagartixa bem sem juízo rsrsrsrs).

    Impressões: O humor simples e discreto do texto me agradou, piadinhas profundas que exercitam a nossa mente para buscar entendê-las também, embora tenha sido um chatinho eu ter de ir ao Google duas vezes não vejo como defeito.

    Linguagem é escrita: É boa, simples; com alguns períodos tão bem construídos que o autor conseguiu dizer muito com poucas palavras. Há períodos precários, raros, mas há, como a insistência em citar “pé direito” e a exagerada repetição do lugar onde o enredo se passa, fora isso tudo okay.

    Veredito: Um conto sem muitas pretensões, que buscou entretenimento e conseguiu fazer bem isso. E, sinceramente, percebo que há uma galera aqui tentando uma vaguinha em alguma grande academia de letras, buscando ser canonizado e achando que os contos devem sair de alguma grande escola literária clássica. Eu particularmente não vejo assim e por isso seu conto me agrada.

  11. eduardoselga
    25 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    Vasculhando a internet, descobrimos que existiu de fato um Alfred Gold (1874-1958), uma pessoa ligada ao mundo da arte, e Damien Hirst, citado várias vezes no conto, é um artista plástico britânico. Não sendo eles contemporâneos entre si, acredito que o motivo de usá-los numa narrativa em que ocupam o mesmo tempo ficcional deva ser alegórico. Se for, não enxerguei onde ela está. Talvez seja uma alusão à ideia de que a arte fala mais alto que a análise crítica feita a ela (o Gold real foi crítico de arte), na medida em que os sucessivos acidentes envolvendo o personagem e a obra de Hirst acabam por eliminar o bom senso do protagonista. Entretanto, é mera especulação de minha parte, pois não vejo elementos fortes o bastante para afirmar com certeza.

    Se não for alegoria, o(a) autor(a) terá feito um exercício de aproximar na ficção o que na realidade não ficcional estava distante, quase como uma realidade histórica alternativa. Porém, se for apenas isso, sem uma ligação maior quanto ao sentido, em minha opinião o texto perde força narrativa.

    O texto não apresenta grandes lapsos gramaticais, mas é um tanto descuidado em relação à assonância, como em “Em um dia particularmENTE quENTE, em meio a uma inconsequENTE partida de futebol com os amigos de ócio permanENTE, Alfred bateu com tanta força o seu dedão do pé direito contra uma estátua do Desconhecido PenitENTE […]”.

  12. Higor Benizio
    25 de dezembro de 2017

    “A incrível – incrível – capacidade de regeneração de Alfred Gold”, e nada acontece de interessante na narrativa… Uma pena com um título tão chamativo. O autor(a) podia ter quebrado um pouco mais a cabeça para encontra uma função para o texto. Esperei o “incrível” e não vi nada…

  13. Bia Machado
    24 de dezembro de 2017

    – Enredo: 1/1 – Uma história muito divertida, nonsense até, deliciosa de ler do começo ao fim, dei algumas risadas enquanto lia. Só o final me pareceu um tanto abrupto, talvez por eu não querer que terminasse ali.
    – Ritmo: 1/1 – Bom ritmo, lido todo de uma vez. Se eu soubesse que era tão divertido, teria lido antes, rs.
    – Personagens: 1/1 – O Alfred cativa por sua simpatia e seus infortúnios. Se bem que o narrador contribui muito para isso também, rs.
    – Emoção: 1/1 – Gostei bastante!
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Adequado, embora esse superpoder aí, muitas vezes parece até vir com aquela frase de alerta: “É uma cilada, Bino!”, certeza que é um superpoder? Me veio também a ideia de que ele só aproveitou isso em benefício próprio, até quando deu, rs…
    – Gramática: 0,5/0,5 – Nada que tenha me atrapalhado nesse momento de diversão.

    Dicas: Dá para liberar mais umas aventuras do Alfred aí? De repente, da adolescência dele, sempre um período tão conturbado…

    Frase destaque: “Descoberta tal capacidade de regeneração, a vida de Alfred se tornou venturosa e completamente irresponsável.” (Sabe de nada, o inocente!)

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  14. Fernando Cyrino.
    22 de dezembro de 2017

    Meu caro, Gold, que bacana poder ler essa sua autobiografia… Bem, por ser auto só pode ser autorizada, né? Uma história de excelente humor, mas aí me vem uma coisa que senti falta: como história mesmo senti a necessidade de que houvesse uma maior profundidade na narrativa. Não ficarmos só no protagonista e sua incrível capacidade de regeneração (que super poder fantástico você me arrumou, rapaz). Senti falta de haver um conflito mais evidenciado, sabe? Uma trama mais costurada. O humor está ótimo, as brincadeiras com o jeito de ser inglês me fizeram rir. A escrita denota um domínio alto do idioma. Ah e o começo está em grande estilo com essa sua auto citação. Grande abraço.

  15. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Olá.
    O conto é bastante visual e tem ritmo. No entanto, achei-o bastante repetitivo. A estrutura é demasiado simples: a personagem resiste a acidentes cada vez mais complexos. No final morre de falta de bom senso, o que pode ter um sentido cómico, mas que, no meu entender, estraga o texto. Se a falta de bom senso causasse a morte, tínhamos gente a falecer disso todos os dias e a encher os necrotérios. Além disso, há repetições de expressões, como é o “em meio a”, que não sei se são usadas no Brasil, mas que me resultam profundamente estranhas.

  16. angst447
    18 de dezembro de 2017

    Olá, Alfred, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso.
    Não encontrei lapsos de revisão. Na verdade, nem os procurei, mas creio que se existirem são de pouca importância.
    A narrativa baseia-se em uma ideia bem interessante e criativa. Só consegui pensar no rabo da lagartixa… e sua regeneração.
    Há um toque de humor no seu texto que traz leveza ao conto, mas o ritmo é um tanto arrastado em algumas passagens.
    O final deixou-me um tanto confusa. O sujeito cometeu algum ato insensato que o levou a óbito?
    Boa sorte!

  17. Juliana Calafange
    16 de dezembro de 2017

    Que incrível capacidade de divertir que vc tem! Um conto basicamente estruturado na ironia, e eu adoooooro! Dei muita risada com a sua glorificação do Hirst.
    Pensando no autor austríaco Alfred Gold, parece ter sido ele a sua inspiração, devido a sua incrível capacidade de se ‘adaptar’ às situações mais adversas da vida. É uma boa homenagem.
    Também cheguei a imaginar que seu protagonista pudesse ser aquele fotógrafo americano, e que ia arder nas chamas ou ser soterrado pelas cinzas do Hindenburg enquanto o fotografava.
    Mas a sua história acaba muito de repente. Esperava saber do futuro do nosso herói. E, quando estava mais animada pra saber disso… Vc acabou com ele por pura falta de bom senso! Coitado…
    Mais uma ironiazinha, como não podia deixar de ser, pra arrematar!
    Parabéns pelo conto!

  18. João Freitas
    15 de dezembro de 2017

    Olá Alfred Gold,

    Obrigado pelo conto, diverti-me imenso a lê-lo.
    O final, como uma boa punchline, atinge-nos em choque, sem estarmos à espera e isso causou um bom impacto.
    Não concordo em nada com outras críticas ao final demasiado abrupto. De outra forma não teria resultado tão bem!
    Não é um conto belo ou de escrita poética, é um conto muito direto e fácil de ler e que cumpre com o objetivo a que foi proposto.

    Muitos parabéns!

  19. Thata Pereira
    14 de dezembro de 2017

    Pô, que sacada legal. Achei a forma como o conto foi conduzido bastante interessante e até diferente. Não existe a preparação para um ápice final, que desperta aqueles sentimentos de emoção, empatia, descontração. Acho isso difícil de fazer, porque, na maioria das vezes, o autor quer despertar sentimentos para, através deles, fisgar o leitor. Confesso que são meus preferidos, mas gosto quando um conto tem a capacidade de ser bom sem nenhum reviravolta surpreendente ou esperada.

    Por isso, não achei o final corrido, como pode parecer para alguns. Para mim, enquadras-se perfeitamente na forma como todo o enredo foi conduzido. Tem um ar fantástico gostoso de ser lido, com a questão da regeneração e para imaginar o amigo sendo conduzido por guarda-chuva por uma corrente quente. Gostei muito da história do Alfred.

    As observações ficam por conta da rima da frase “Em um dia particularmente quente, em meio a uma inconsequente” e dos dois dedões do pé direito no pé direito.

    Parabéns!!

  20. Fheluany Nogueira
    14 de dezembro de 2017

    Superpoder: O poder de regeneração física – atende a proposta do Desafio.

    Enredo e criatividade: O texto traz um humor inglês, sutil, resultante da mistura do nonsense e situações mórbidas. Não houve um conflito a ser solucionado, mas o protagonista e o seu superpoder foram bem construídos. A ambientação inglesa, com repetição de nomes de ruas, e o foco exagerado nas obras de Damien Hirst ficaram meio forçados. O desfecho ficou apressado, não houve dicas anteriores da degeneração mental do Alfred, a não ser a pouca importância que ele dava aos seus acidentes, assim sua morte foi inesperada. Devido ao título e ao pseudônimo, imaginei que o texto fosse em primeira pessoa.

    Estilo e linguagem: simples e claros, sem deslizes gramaticais importantes. Incomodaram-me algumas frases confusas, rimas e repetições, acredito que para efeito cômico, porém travaram a leitura e a interpretação do texto: “dois dedões do pé direito em seu pé direito”; “com seu dedão do pé direito renascido no pé direito”.

    Apreciação:

    Gostei muito da premissa, apesar de não ser novidade. Há muitos personagens inspirados no rabo da lagartixa, se bem que aqui cada regeneração narrada teve aspectos diferenciados. Parabéns pela participação! Abraços.

  21. Miquéias Dell'Orti
    13 de dezembro de 2017

    Oi,

    Gostei do conto. Rápido e certeiro, com umas citações legais de Londres. Ambienta a gente de maneira perfeita sem precisar ficar envolto em descrições cansativas. Gostei disso.

    Achei seu conto com uma forma de relato, meio como um crônica. Você tem um estilo bacana, rápido e direto.

    Curti esse final. Então, cada vez que se regenerava, ficava mais desvairado, mais debilitado mentalmente, até não ter mais volta.

    Parabéns pelo trabalho!

  22. Mariana
    12 de dezembro de 2017

    Olá, Douglas Adams! Hhahahahahahaha Que conto absurdo, no melhor sentido da coisa. O superpoder da regeneração, médicos indianos e táxis clandestinos. A minha única reclamação seria a de que o conto é curto e tal, mas um absurdo desses não poderia acabar de outro jeito. Parabéns e boa sorte no desafio

  23. Hércules Barbosa
    11 de dezembro de 2017

    Saudações Alfred

    Gostei do trabalho e entendo que o personagem criado era capaz de regenerar apena o seu corpo, não seu comportamento. Uma mensagem bacana de como há pessoas preocupadas em restaurar o que está apenas ao alcance dos olhos. Um ponto que achei que poderia ser melhor trabalhado é o final do texto, a causa morte de Alfred poderia ser insuficiência de bom senso faz a ideia ser boa, mas ela, no meu entender, precisa melhor ser desenvolvida para que possamos entender as consequências que as constantes regenerações corpóreas causam no bom senso de Alfred.

    Parabéns pelo trabalho e felicitações!

  24. Givago Domingues Thimoti
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Alfred Gold!

    A escrita é boa e o texto não tem muitos deslizes gramaticais. Esses são os pontos positivos do conto.

    O que me desagradou foi o final. A impressão que tive foi que pulei uma enorme parte do texto. Como assim toda vez que ele regenerava, ficava mais sem senso e daí Alfred morre do nada, velho e aparentemente senil? Ele regenerou tanto que envelheceu? Paradoxal, não?

    Para concluir, o final ficou muito sem sentido. Minha sugestão é remodelar essa conclusão.

    Peço perdão por uma crítica pesada demais, caso o autor ou autora achar que fui desmedido.

    Boa sorte!

  25. Catarina
    11 de dezembro de 2017

    O título e o pseudônimo me induziram a achar que a narrativa seria em primeira pessoa.
    Os poderes de Alfred são aterradores e isso ficou bem explicito com os dois dedões direitos. Ri muito aqui.
    Uma homenagem a Alfred Gold no mínimo exótica.
    Achei o fim abrupto e sem sentido. De que ele morreu se ele não morre? Enlouqueceu? Se ele endoidou como teve consciência de que sua mente não se regeneraria? Desculpe-me a ignorância, mas não entendi. Faleceu ou não? Gostos de finais abertos, mas acho que, neste caso, faltou nexo causal.

  26. Leo Jardim
    11 de dezembro de 2017

    # A Incrível Capacidade de Regeneração de Alfred Gold (Alfred Gold)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – a apresentação e construção do personagem foram bem feitas, assim como a demonstração de como seu poder funciona
    – a conclusão, porém, foi precipitada: em um parágrafo ele havia se recuperado de um grave acidente e no seguinte havia morrido
    – a morte foi bem corrida, parecendo uma forma do autor encerrar rapidamente o texto
    – faltou, também, uma trama em si, um conflito, algo que marcasse
    – o foco excessivo no artista ficou meio sem sentido

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫):

    – o texto é bom, sem erros que me incomodasse, mas achei algumas partes truncadas:
    – dois dedões do *pé direito* em seu *pé direito* (…) com seu dedão do *pé direito* renascido no *pé direito* (esse tipo de repetição trava o texto)
    – que passava naquele momento sobre um caminhão bem sob o prédio da Station (uma frase confusa)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – o poder não é dos novos, me lembrei bastante do Deadpool
    – mas o personagem e a ambientação londrina derem ares de novidade

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – regeneração (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – uma boa apresentação de poder e personagem, mas um encerramento simples e apressado reduziu bastante o impacto

  27. iolandinhapinheiro
    11 de dezembro de 2017

    Olha, gostei do teu conto. Lembrei de alguns contos non-sense do meu autor preferido, o Gabriel Garcia Márquez, Achei divertido que tudo no conto tivesse alguma influência das ações do Damien Hirst, você deve ser muito fã dele. Gostei do tom de comédia sutil que vc imprimiu à história do Alfred Gold. A irresponsabilidade do seu protagonista é carismática, embora ele não faça força alguma para agradar, ainda assim gostamos dele.

    As partes problemáticas são essa passagem aqui: “Em um dia particularmente quente, em meio a uma inconsequente partida de futebol com os amigos de ócio permanente, Alfred bateu com tanta força o seu dedão do pé direito contra uma estátua do Desconhecido Penitente feita por Damien Hirst” porque tem muitas palavras com o sufixo ENTE (particularmente, quente, Inconsequente, permanente, Penitente) e o final do texto.

    Eu estava adorando a sua história e de repente vraaaaaá, o cara morre. Não sei se foi o problema do limite de palavras ou faltou saco para suavizar, mas foi como se a bola de sorvete de creme que eu estava chupando caísse desgraçadamente no chão. Fiquei olhando seu conto acabado precocemente como se visse meu sorvete derretendo na calçada num dia de sol. Não gostei da sensação. É isso. Até agora o conto mais conquistador do desafio, o problema é que teu conto foi embora sem deixar o zap.

    • iolandinhapinheiro
      11 de dezembro de 2017

      Nonsense.

  28. Andre Brizola
    10 de dezembro de 2017

    Salve, Alfred!

    Achei que seu conto poderia facilmente se enquadrar como um dos sketches contidos em O Sentido da Vida, filme de 83 dos britânicos do Monty Python. O misto de absurdo com o humor negro me parece bastante montypythiano, e digo isso como um elogio, pois o humor daqueles ingleses é incomparável.
    Gostei das três cenas em que Alfred Gold acaba contundido, sobretudo a do futebol sobre os cacos de louça. São formas inteligentes de demonstrar a crescente falta de bom senso do personagem, que acabaria por matá-lo no fim.
    E, por falar em fim, me parece que esse foi o único deslize do conto. Ficou meio abrupto, meio deslocado. A última frase, inclusive, foi desnecessária. Como a opção foi por um fim “apressado”, aquela explicação final ficou destoante.
    Mas o fim não estraga o conto. Gostei bastante. É um enfoque legal sobre o tema do desafio e achei as incursões humorísticas bastante inteligentes e mordazes.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  29. Sigridi Borges
    9 de dezembro de 2017

    Olá, Alfred!
    Gostei muito do seu texto.
    Uma linguagem simples e clara.
    O poder de regeneração do dedão do pé, confesso que me pareceu engraçado. O dedão afetado cair depois do novo já ter nascido.
    A regeneração dos membros, crescerem depois de amputados.
    Por fim, todo seu corpo estar “duplo” até o velho se desfazer.
    Três formas diferentes de regeneração.
    Achei bem criativo.
    Parabéns!

  30. Neusa Maria Fontolan
    9 de dezembro de 2017

    “Alfred Gold tinha dois dedões do pé direito em seu pé direito.” Eu ri nessa frase, imaginei dois dedões do pé direito no pé esquerdo.
    O texto parece mais um artigo irônico. Uma história absurda, mas dentro do tema proposto. O ponto alto do absurdo, em minha opinião, foi ele se duplicar em cima da cama do hospital e ficar o dia inteiro lado a lado. Valeu a leitura.
    Parabéns e obrigada por escrever.

  31. Paula Giannini
    8 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Tubarões têm a capacidade de regenerar sua dentição 100%. Talvez por isso você o traga como imagem, talvez, ao ilustrar a famosa e polêmica obra de Damien Hirst você faça ao leitor um convite para deslocar o foco de seu olhar, apreciando o protagonista como o estranhamento de quem vê(via) um exemplar de circo de horrores.

    Certamente o texto tem várias camadas e cada leitor entenderá o que leu de acordo com sua bagagem. No entanto, ainda que um jovem leitor desavisado leia seu conto, ainda que não esteja de posse da tal bagagem, ainda assim conseguirá apreciar o texto e sua história. Sua interessante trama sobre um homem que, ao passo que possuía a capacidade de se regenerar plenamente, perde, a cada nova chance que a vida lhe dá, a capacidade de discernir entre o que é ou não “saudável” para ele, colocando em risco a própria vida, não por uma, mas inúmeras vezes.

    O tom de humor utilizado na narrativa é muito bom e pertinente, aumentando ainda mais o bizarro tom de estranhamento.
    Ponto alto para a cena do dedão, com detalhes que dão ao leitor (ao menos para mim) a desagradável sensação de estar assistindo todas as etapas, como em uma experiência quase sensorial.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  32. Rafael Penha
    8 de dezembro de 2017

    Olá Alfred,

    Seu conto me parece uma crônica gostosa e bem humorada. Mas tem alguns problemas de ritmo.

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio.

    2- Gramática: Algumas vírgulas fora do lugar me atrapalharam um pouco. Mas vou deixar para pessoas mais qualificadas corrigirem, mas nada mais me incomodou.

    3- Estilo – A história é contada como um “causo” com comicidade que realmente faz rir. Uma abordagem direta e sem muitos meandres.

    4- Roteiro; Narrativa – Segue bem e flui de maneira fácil. Mas em momentos a narrativa parece um pouco corrida e sem ritmo. Alguns nomes em inglês também me pareceram pouco naturais na descrição.

    Grande abraço!

  33. Estela Goulart
    7 de dezembro de 2017

    Olá, Alfred. Seu conto foi rápido, não enrolando muito desde o início ao fim. Percebi que você focou bastante no superpoder do personagem, o que não deixa ninguém negar acerca do desafio. No quesito gramatical está ok, porém, em relação à história, faltou um pouco mais do enredo que desse ainda mais a parte central da história. Foi uma sucessão de acontecimentos. Sobre a crítica no final, gostei bastante, bem criativa. Parabéns e boa sorte.

  34. Arnaldo Lins
    7 de dezembro de 2017

    Conto muito louco sobre um cara que se conserta as partes do corpo. Uma pegada meio surreal e escrito num ritmo legal. A coisa é meio parada porque conta a historia da vida do sujeito, ent]ão fica bem geralzão. Não saquei porque tinha que ser em outro país. Nunca ouvi falar do artista do texto, se esse tubarão da imagem for trabalho dele, vou conitnuar sem saber. Tentei puxar o conto pro lado escrachado e ficou melhor,, tipo um maluco que precisa de internação mas foi curado e voltou a viver na comunidade.

  35. Rubem Cabral
    4 de dezembro de 2017

    Olá, Alfred.

    Gostei do humor do conto, tudo é bem surreal e isso também casou bem com o enredo. Alfred (seu xará) tem o poder de crescer partes do corpo que foram danificadas.

    As peripécias do rapaz foram divertidas, em especial o salto com guarda-chuvas, o amigo que virou motorista de táxi, os médicos sikhs, etc.

    Apenas o final pareceu-me um arremate apressado. Teria preferido uma história mais completa com uma personagem tão interessante quanto Alfred Gold.

    Quanto à escrita, ela foi bem correta e não notei acertos a apontar.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  36. Evelyn Postali
    3 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a),
    Eu gostei da leitura. Ela é rápida. O conto está bem escrito. Esse superpoder me fez lembrar as lagartixas e a leitura me remeteu a Joseph Climber… A vida é uma caixinha de surpresas. #sóquenão para esse conto ou quase isso. Imaginava que chegaria ao final do conto com um final surpreendente, porque ao longo da leitura eu ri, com o sujeito que se foi com o guarda-chuva, com os médicos indianos, com as obras de Hirst, mas não aconteceu. Aquela frase final meio que esfriou. Gorou as minhas expectativas. Eu sei, deve ter algum significado, mas o final me decepcionou. Gostei da construção do personagem, porém queria ter lido uma trama mais impactante.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  37. Regina Ruth Rincon Caires
    3 de dezembro de 2017

    Alfred Gold traz o superpoder de regeneração corporal, era um homem-lagartixa. Uma narrativa levada pelo labirinto da loucura com humor. Texto bem escrito, leitura só não foi totalmente prazerosa por causa das descrições das “partes mortas” aguardando ao lado das “partes brotadas”. Credo! Tão irreal quanto fantasiosa. Escrita fluente, sem embaraço. Antes de tudo, participar de um desafio como este, com esta mescla de enfoques, de colegas de universo tão multifacetado, é uma fonte de saber. Fui pesquisar sobre Damien Hirst. Não o conhecia. A ideia central do conto é sensacional, extremamente criativa.
    Parabéns, Alfred Gold!
    Boa sorte!

  38. Luis Guilherme
    3 de dezembro de 2017

    Ola, Alfred, td bao??

    Seu conto eh bom, mas achei que o superpoder acabou atrapalhando um pouco. Meu comentário parece maluco, entao vamos explixar melhor:

    Achei que voce acabou focando demais no superpoder e acabou nao estruturando um enredo pra que ele se desenvolvesse, sabe?

    Quer dizer, a capacidade de regeneração está ali, mas nao temos um enredo propriamente dito, e sim uma sucessão de situações em que ele se manifesta.

    Faltou algum tipo de envolvimento, pessoas proximas, familiares, uma historia principal pela qual o poder fosse revelado.

    Por exemplo: o menino se regenara no hospital e os médicos nao fazem nada? No minimo ele iria pra um laboratorio ser estudado hahaha.

    Por outro lado, a escrita eh competente, tem boas descrições e uma mensagem legal. Nem mesmo alguem com superpoderes vai se dar bem se nao tiver os pés no chão, neh?

    Enfim, eh um bom conto, mas q tinha potencial pra mais. Achei q a falta de um enredo, uma linha de desenvolvimento, prejudicou um pouco.

    Parabens e boa sorte!

  39. Priscila Pereira
    3 de dezembro de 2017

    Super poder: regeneração
    Oi Alfred, eu gostei do seu conto. Não peguei o sentido total do texto por não conhecer o tal artista citado, que percebi ser real lendo os outros comentários. As citações a lugares londrinos não ajudou na ambientação, para mim. O texto tem um tom de humor satírico bem interessante, está bem escrito, bem revisado e de leitura fácil. Gostei especialmente do final, acho que você quis salientar que pra tudo ma vida da-se um jeito, menos para a falta de sensatez e bom senso. Muito sábio! Parabéns e boa sorte!!

  40. Renata Rothstein
    2 de dezembro de 2017

    Hi, Alfred Gold!
    Olha, seu conto é ágil, a leitura flui sem mistérios e sem esforços (apesar de não ter entendido bem a historia se passar na Inglaterra. Há uma razão para tal? Se for gosto, okay. Se n, também okay).
    Só observando mesmo.
    Bom, o pobre do Alfred e seu super poder, ou seria um super pHoder? hahaha realmente, não sei, porque o pobre se viu em muitos apuros devido a esse tal poder.
    Mas acho que é por aí, todo super traz consequências, muitas vezes desagradáveis.
    E eis que depois de tanta desgraça, os 3/7 de inconsequências o levaram à morte.
    Gostei da frase do Alfred logo no início do conto, de certa forma explica todo o resto.
    Meus parabéns e boa sorte no desafio!

  41. Pedro Paulo
    1 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Vou começar a considerar a história pelo seu desfecho. É uma conclusão engraçada para um conto que desde o início visa traçar uma trajetória absurda, mas congruente com o que a personagem que é proposta e a maneira como é escrita. A morte por “gravíssima insuficiência de bom senso” realmente dispensa maiores explicações, uma vez que já conhecemos as peripécias de Alfred.

    No entanto, este conto traz um problema que vi no segundo envio do desafio. Há uma preocupação exacerbada em situar o leitor dentro do poder da personagem, ocupando parte do espaço com uma narrativa que nos mostra as situações em que a personagem usou o poder. Enquanto no conto “A Árvore da Vida” isso realmente se faz necessário, aqui já não é o caso, dado que o poder é bem fácil de compreender. Desse modo, boa parte do que se lê são episódios bizarros de Alfred se aproveitando do seu poder, sem um aprofundamento em coisas que seriam interessantes ver, como uma cena mais detalhada dele mais o amigo que se atirou do prédio. Ou dele com os médicos do hospital, quando começou a se regenerar. Aposto que daria uma história engraçada. Infelizmente, a estratégia de nos apresentar Alfred apesar dos acontecimentos esporádicos de sua vida não funcionou e tornou a leitura insossa.

    Não gosto de dar palpite em como o enredo deve ser levado, mas aqui não há uma trama específica. O mais próximo que chegamos a ver é ao final, quando descobrimos que a sensatez de Alfred se esvai a cada regeneração. Sabendo disso no início, a história teria sido lida de outra forma, com uma expectativa crescente em uma direção específica: até onde a insensatez vai chegar. Fazendo isso, o autor ainda não perderia a oportunidade de escrever de modo satírico.

  42. Fil Felix
    1 de dezembro de 2017

    Boa noite! Há algo no conto que sinto estar meio fora da curva, como se a ideia veio e já escreveu, finalizou e pronto, sem tempo de macerar, desenvolver melhor, ficando um pouco corrida. O Damien Hirst está entre os artistas contemporâneos mais ricos do mundo, essa obra do tubarão é super famosa, chegando a inspirar histórias como do filme A Cela (a cena do cavalo repartido), mas a insistência em trazê-lo na leitura ficou um pouco estranha, não criando uma imagem (por ser um texto curto com muita informação) para que o leitor possa relacionar suas obras, que trata da coisa da morte (os animais mortos, repartidos, as caveiras) com a regeneração do protagonista (podendo associar ao efeito de conserva dessas obras).

    O superpoder é muito interessante, não traz uma cura, mas a regeneração que cria outro membro, lembrando o rabo da lagartixa. Me lembrou um episódio de Arquivo X, do Leonard Betts, que possui um poder semelhante, podendo se regenerar por completo, de dentro pra fora. A maneira como a história é contada também ficou boa, seguindo uma pegada “Peixe Grande” de causo, quase uma crônica, porém acho que poderia se estender mais. O final não curti tanto, por cair numa questão que o conto O Inventor também levanta, que é da cutucada moral nem um pouco discreta.

  43. Paulo Ferreira
    30 de novembro de 2017

    O conto, (ou uma piada?) é um tanto complicado, visto tratar de figuras, (das artes plásticas) nem tão conhecida do público em geral, tornando a escrita de difícil compreensão, afora isso o autor trabalha muito bem o gênero satírico a que se propõe, ao ridicularizar o estereótipo da condição humana. No entanto o enredo me passou a sensação de que o que ele queria dizer não acabou ainda, dando a impressão que o autor, como não tinha uma ideia pronta, deu por acabado logo que formulou um tanto de palavras. Deixando o dito pelo não dito, pois o conto parece mais uma piada de bêbado. Àquele tipo de piada que é curta, mas que o sujeito demora pra contar, enchendo o saco de todo mundo. Quanto à gramática não vi nada de grave que a desabonasse.

  44. Felipe Rodrigues
    30 de novembro de 2017

    Gostei do conto sem muitas explicações, um relato com um tom clássico e jornalistico, por vezes emulando demais o tom inglês- irônico do humor, mas pela loucura toda da história, não passou do ponto. Gostei da relação dele com as estátuas do tal Hirst, que são a sua forma de sobrevivência, Suá loucura e desgraça. A historia do amigo que cai sobre um táxi e assim entra no ramo me lembrou bastante os contos pitorescos do Wes Anderson.

  45. Bianca Amaro
    30 de novembro de 2017

    Olá! Tudo bem?
    É um texto interessante, usando o humor. Se adequou bem ao tema Superpoderes (poder de regeneração, como diz no título), porém achei que a ideia poderia ser mais bem aproveitada.
    Faltou trama. Acho que, ao escrever, você se emocionou muito, e se esqueceu de organizar suas ideias. Colocou algumas experiências que não encaixam tão bem entre si, na minha opinião.
    Boa escolha de imagem, achei legal colocar uma imagem que combina com uma parte específica e importante da história (nesse caso, a parte em que “um tubarão em conserva exposto por Damien Hirst foi imprudentemente derrubado e Alfred Gold, sentindo-se tão devedor a Hirst, tentou amparar aquela obra para que ela não se quebrasse”).
    Apesar de combinar com o texto, o título poderia ter sido mais criativo.
    Sinceramente, eu esperava mais do final. Apesar de ter sido criativo, foi um pouco confuso. Mas a última frase, “Foi quando soube, naquele dia, que disso não conseguia se regenerar”, foi muito boa. Porém, gostei muito de explicar o motivo dele fazer coisas tão arriscadas durante sua vida: sempre que regenerava o corpo, perdia um pouco da sensatez que tinha. Isso foi interessante.

    Apesar de existirem pontos negativos, é um texto legal. Parabéns pela história e, por favor, entenda que as críticas que dei são construtivas.

  46. Olisomar Pires
    30 de novembro de 2017

    Pontos positivos: escrita muito boa, envolvente, fluida. Um texto fácil de se ler.

    Pontos negativos: Damien Hirst foi citado muitas vezes, quase se pensa ser ele o protagonista ou o núcleo do enredo. Falando em enredo, nota-se a ausência de uma trama, o texto fica mais como uma crônica ou um testemunho.

    Impressões pessoais: O conto quer dizer algo, não sei o que seja, mas isso é limitação minha e o autor não tem culpa. Há um traço humorístico forte, beirando o nonsense. Ficou bom imaginar um louco.

    Sugestões pertinentes: Gostaria de ver no texto algo mais explícito sobre o seu sentido, até mesmo sobre a ausência dele, se for o caso.

    E assim por diante: ótimo texto, divertido e irônico pelas imagens evocadas em si. Humor negro-tétrico presente na convivência do membro ou corpo sadio ao lado de um membro ou corpo apodrecido..

    Parab[ens

  47. Angelo Rodrigues
    30 de novembro de 2017

    Caro Alfred Gold,

    Superpoder da regeneração física

    Conto que tem características de paródia com o comportamento dos ingleses com suas minúcias acerca dos sistemas métricos, monetários; de medidas em geral. Brinca com a fragilidade do mercado de arte quando insiste nas “fraudes” de Damien Hirst e dá a Gold o poder de regeneração dos ingleses, povo que se reconstrói ao longo dos séculos.
    “A vida é um enorme tombo…” e quantos já não foram tombados pelos ingleses?
    Vi no conto uma grande metáfora para a capacidade de se reconstruir, embora, sem a perda da sensatez, algo que não se deve perder.
    Vi no conto o que esperava acerca de um conto sobre superpoderes: humor.
    Não imagino que pudesse ser diferente.

    Parabéns pelo conto.

  48. Antonio Stegues Batista
    30 de novembro de 2017

    Quando você fala “naquela época”em relação a rua cheia de despejos ilegais, imaginei que fosse no seculo 17, 18 ou 19, no entanto Damien Hirst, artista plástico, nasceu em 1965 e esteve no auge da fama, na década de 90. Não foi muto tempo atrás, mas tive essa impressão, achando tratar-se de tempos antigos. O que acontece com Alfred são impressionantes, a regeneração do corpo, ou partes dele, como uma lagartixa que troca de rabo.Achei estranho a frase; “dedão do pé direito, renascido no dedão do pé direito”. Não precisava repetir, mas como a história é mais engraçada do que séria, acho que foi proposital. Para mim, escritor não tem pátria, ele pode situar suas histórias em qualquer parte do mundo. Mas essa passando em Londres, como ambientação, não foi grande coisa. O final ficou fraco, parece que você não tinha outra ideia e ficou essa mesmo. A escrita é boa, a ideia, enredo, idem, mas a história das regenerações de Alfred parece mais um conto de terror/rir, não muito sério. Boa sorte.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

Informação

Publicado às 29 de novembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .