EntreContos

Detox Literário.

Mistério: Assassino, de quem Morreu? (Paulo Luis Ferreira)

Como se percebe, pelo título, o enigma desse aterrorizante crime não é o criminoso, mas a vítima. Afinal quem enfim morreu, nessa estrambótica trama?… Embora valha ressaltar, não se martirize por isso, pois a história é feita de gente morta e o futuro de gente que vai morrer. E é isso o que iremos investigar com todo escrúpulo, mas como todo bom suspense, comecemos pelo começo.

Eu precisava passar um fim de semana na casa de minha mãe. Já estavam insuportáveis as cobranças. Se bem que estava mesmo devendo, pois há bem pouco tempo eu não passava mais do que um fim de semana sim, outro não, sem visitá-la. No mínimo ia aos domingos para almoçar. Mas naqueles últimos seis meses a coisa ficara difícil. E tudo por causa da Luzia. Luzia chegava ao meu apartamento logo as sextas-feiras à noite. Sai do trabalho e fazia ponte direta. Era um grude. E só voltava na segunda pela manhã. Isso, porque eu a deixava bem na frente da agência onde ela era articulista de criação. (Função que, cá comigo, não sabia nem do que se tratava). O fato é que Luzia estava tomando todo o meu tempo dos fins de semana. Era teatro, restaurante e cama na sexta. Cama no sábado o dia inteiro; à noite cinema ou um show de rock, restaurante e cama. No domingo, cama até as dez horas com breakfast e jornal na bandeja, almocinho caseiro, mais cama, e à tarde vernissage, na volta, pizza e cama. Não necessariamente nessa ordem. Muito embora, a cama estivesse em qualquer uma das ordens. Quando eu falo cama, subentenda-se sexo, sexo e mais sexo. E quando falo sexo, falo de sexo vigoroso, forte! De frente, de lado, de bruço, de pé, de falo, língua e dedos. Dedos dos pés e das mãos. Orelha, lóbulo, nuca, joelhos e profundezas das entranhas. Luzia era o tipo da garota três gês, ou seja, “garota gata gostosa” Acrescentando-se ao rótulo o adjetivo “assanhada” com direito a todas às acepções da palavra.

      Pois bem, foi neste entretempo que eu fui esquecendo de mamãe. E sem nenhum propósito. Apenas a tal ocupação descrita acima, o conúbio com a citada dama. Quando dei por mim estava devendo quase seis meses de fidelidade filial. E por que não dizer, saudade maternal. A roupa que minha mãe tanto esperava para que eu levasse para ela lavar nos fins de semana já havia virado uma baita conta na lavanderia. E Luzia consumindo meu ser e meu corpo… Coitado de mim, pobre indigente do sexo… Estava um trapo, ultimamente vivia em frangalhos.

      Nos últimos dias mamãe não parava de me azucrinar o juízo. Ora por telefone ora por telegrama fonado. (E-mail, nem pensar. Computador para Ela era o demônio em forma de máquina). Por fim, em um sábado, tomou coragem e bateu em minha porta. Na exata hora em que eu e a Luzia estávamos no bem bom. (Bem bom pra Ela, pra mim um suplício). Tocou a campainha tantas quantas vezes eu nem sei. Até que, mesmo exaurido e extenuado do sexo selvagem de Luzia, criei coragem arranjei forças buscadas não sei onde. Acredito que à base de pensamento positivo, e aproveitando o ensejo para me livrar daquele leito eletrificado e da companhia inebriante, devastadora e insaciável chamado Luzia. Levantei-me e caminhei cambaleante até o olho mágico da porta. A surpresa não foi pouca, quando com a nesga do olho espremido contra o outro, o da porta, vi aquela cara grande distorcida; ou deformada? Cheia de indignação de minha mãe. Mais que depressa olhei para Luzia e insinuei que Ela se fizesse de dormindo embaixo dos lençois. Abri a porta. E num espalhafato de falso entusiasmo abracei-a e gritei… Mamãe!… Mamãe! (Não. Primeiro gritei depois abracei). O que foi motivo de galhofa por parte de Luzia umas horas depois na cama, quando me disse cochichando ao meu ouvido; lambendo e mordendo o lóbulo de minha orelha, nunca ter visto coisa tão hipócrita quanto aquela minha efusiva e falsa manifestação emocional, não mais que racional. Comentários à parte mamãe viera me relatar uns acontecimentos nos últimos dias em sua casa.

        Tratava-se de umas pisadelas no telhado da casa durante a noite. Motivo que a deixava assustada. Eram pisadelas fortes, rangiam como porão de navio preste a naufragar, parecia que ia rachar o telhado a qualquer instante. Em outros momentos era um som surdo como patadas fofas de urso. Falava mamãe dramaticamente horrorizada; e acrescentava: precisava urgentemente que eu fosse passar uns dias em sua casa para descobrir aquele mistério. Em sua opinião: (dava outra versão dos fatos, agora cheia de sentimentalismo), só podia ser bandidos. Ou, no mínimo, algum homem interessado em sua pessoa. Aproveitando de ser Ela, uma senhora desprovida de guarda, de proteção. Pois estava esquecida pelo único e desalmado filho. Um ingrato. Mas não havia de ser nada. Deus haveria de lhe prover forças para suportar tanta injúria, e enfrentar com altivez, tamanha coisa assustadora. O que lhe preocupavam eram os nervos, pois estavam num estado deplorável. Por qualquer motivo entrava em pânico, chorava à-toa. Já não era a mesma mulher de quando o filho morava com Ela. O que Ela pedia mesmo, (intimava) era que eu fosse ficar uns dias com Ela. Mais tarde, na cozinha, quando fazia uma sopa de ossobuco com tutano e legumes, pois estava me achando meio anêmico, amarelo opaco como uma papoula murcha. E acrescentou: onde já se viu! Um filho abandonar a mãe por uma lambisgóia dessas!… (Ainda bem que a Luzia não estava por perto, senão a coisa ia ficar vermelha. Pois quando se pisa nas patas de uma gata como a Luzia, sem querer, Ela faz leão morrer de cócegas só balançando o rabo em seu focinho).

      Só com muito tato consegui apaziguar os ânimos de mamãe e fiz com que Luzia batesse um papo ameno com Ela. Depois de um longo monólogo de mamãe e algumas vírgulas de Luzia, mamãe concordou que Luzia poderia ficar comigo em sua casa. (Desde que dormíssemos separados, Luzia no quarto dos fundos e eu no sofá). Claro que concordamos; pois o que é a noite!, se não o manto do profano e o acalanto da luxúria, bálsamo para o espírito e consolo da triste carne! Porém, também ditei minha cláusula: que a nossa permanência seria só para elucidar e resolver o imbróglio. Marcamos para o outro final de semana.

Assim concordado assim feito. No final da semana seguinte fomos nós, Eu e a Luzia, de mala e cuia para a casa de mamãe. Como todo e sempre mamãe estava de mau humor. Por mais nítido esforço que fizesse para se mostrar agradável, era flagrante seu estado de sem sal e sem açúcar. E para isso Luzia era craque. Fazia que não era com ela. Monta e desmonta a cozinha, arria as panelas dos armários para fazer pipoca. Põe CDs no som, (os dela, que trouxe) dança, canta. Mamãe resmunga uma coisa, Ela se faz entender com uma outra incongruência qualquer e uma risada. E acrescenta: A senhora é muito engraçada!, gostaria que minha mãe fosse como a senhora.” Mamãe por sua vez desembuchou com toda empáfia que Deus lhe deu um muxoxo: “Te esconjuro!…” E fez com o polegar direito três cruzes: uma na testa, outra na boca, a última no peito. E para persignar-se por completo, completou: “Vade retro!… Livrai-nos Deus, Nosso Senhor, de tamanha blasfêmia. Amém!”

      O sábado se foi, chegou à noite. Luzia aproveitou para desarrumar mais um pouco a cozinha fazendo uns petiscos para acompanhar os filmes que havíamos alugado, os quais seriam regados a vinho enquanto assistíssemos. Lá pelas tantas a mamãe se pronunciou mais uma vez com seu péssimo humor. “Vocês vieram aqui para vigiar a casa ou fazer festa? Desse jeito não vai aparecer ninguém!” “Ah, a senhora quer que apareça alguém, hã!… Eu disse. “Eu quero que você dê um fim nisso!” Respondeu Ela ainda mais raivosa.

      Fomos dormir. Luzia no quarto dos fundos e eu no sofá. Tudo como fora ditado pela eminência, sua senhoria, minha progenitora. Para em seguida ser desditado por nós, segundo um bem bolado que armamos para o meio da noite logo após os primeiros roncos da velha senhora. Lá fora a noite estava gélida e fustigada pelos ventos.

       Logo que os uivos da noite se fizeram ouvir através dos ventos soturnos, e nosso enrosco no sofá, ressoou gemidos abafados. No telhado dava-se início o desvendar do enigmático mistério. Depressa nos desplugamos e nos posicionamos em nossos respectivos postos. Ouvimos com grande atenção passo a passo os ruídos vindos de sobre o telhado. Eu e Luzia de vassoura e rodo nas mãos, trepados em cima de cadeiras cutucando as telhas de baixo para cima, dando início a um bulício genérico numa desesperada correria por parte do famigerado “delinquente”. O suficiente para acabar com os roncos da mamãe. Que, sem tino, corria de um lado para o outro dentro do quarto ensandecida. Paramos. Demos um tempo a nossa primeira sessão de massacre. No entanto, lá em cima, algo se debatia em pavorosa agitação. O que seria aquilo? Seria bicho? Assombração? Ou, segundo mamãe, alguém interessado nela? O pior de tudo isso foi quando a coisa acalmou e quietou-se, e mamãe em extrema ansiedade acendeu as luzes da sala e num misto de constrangimento, consternação e estupefação sem contar a contenção para não abrirmos uma escandalosa gargalhada pela pura cena de nonsence em que Eu e a Luzia exibíamos para a mamãe. Pois, estávamos pelados, de vassoura e rodo nas mãos em cima das cadeiras, estáticos e nus como manequins em sótão de loja. Mamãe mumificada, paralisada; com os olhos esbugalhados, dura e fria como estátua de cemitério. Todo seu pudor fora afetado, desmoronara, queimara-se diante nossa indecência. No ímpeto, o primeiro impulso foi taparmos nossas genitálias com a vassoura e o rodo. Inútil, ficamos mais ridículos ainda. De tanto aperreamento deixamos a postura de manequins e passamos a fazer mil piruetas numa estapafúrdia coreografia como se estivéssemos dançando o samba do crioulo doido na tentativa de ora esconder a bunda, ora esconder o pau, Eu; Luzia, os peitos e a xana. Em meio a esse estardalhaço mamãe correu para a cozinha em estado de choque. Quanto a nós, nos vestimos e fomos para fora da casa verificar “in loco” o desmascaramento da coisa mandada. Tudo quedado e tranqüilo, só o farfalhar das folhas de uma ameixeira soava no quintal quebrando a paz da serena madrugada. Lá dentro da casa, o soluço escandaloso de mamãe quebrava o encanto da noite dando um ar fantasmagórico ao misterioso clima de terror de filme de terceira categoria. Só faltava cair um nariz, uma orelha ou uma mão do telhado. Mas não, tudo acalmara mesmo, restava voltar para dentro de casa, arrumar uma boa desculpa para tentar consolar a mamãe, dormir e esperar o domingo acordar e verificar o real acontecido. Entrei na casa com falta de ar e esbaforido, como se estivesse, como Hércules, acabado de realizar um de seus doze trabalhos. Ou mesmo a cara do Davi após a vitória sobre Golias. No mínimo, com cara de espanador quando acaba de tirar o pó dos móveis, saciado. E, como um furacão, passei pela sala direto para a cozinha, e falei em bom tom: “Pronto!… Tudo acabado, acabou-se o mistério, o intruso se mandou”. Mamãe tentou com a fala balbuciada, entrecortada por soluços de um falso choro, perguntar: “O que foi?… O que era?…” (soluço) “Isso eu não sei mamãe, o que sei é que o bicho ou qualquer que tenha sido a coisa escafedeu-se… sumiu”. “Eu não acredito!… (soluço) Não acredito!… (soluço) Quero só ver amanhã… (soluço) preciso ver pelo menos o rastro desse cão”. Falou a mãe mais enfezada do que nunca. “Não mamãe, o cão não era… no muito era um urso. Não passa disso, eu garanto”. Eu disse, enchendo-a de confiança. “Vamos ver… (soluço) vamos ver”. Completou ela em tom de sentença. Acredito ter sido esta a fala a que desencadeou todo o processo dos acontecidos daquele dia. E qual foi o significado disso tudo, o leitor há de me perguntar. Muitos foram os tropeços que sofri em minha vida errante, entretanto nenhum tão vil quanto aqueles presságios em que vivenciei, aos quais faltou uma explicação derradeira que agora, você leitor exige. O destino é mesmo um grande tecelão dos nossos infortúnios; no entanto, e de forma mais geral, costuma-se terminá-los contrariando todas as leis da natureza da vida e com uma falta indecorosa de consideração para com algum dos partícipes do enredo e trajetória de nossas vidas. Acontece, porém, que tenho cá comigo um trunfo para quando descreverem meus culpados atos, os quais me isentarão dos prováveis remorsos e a inevitável condenação celeste.

      Aqui eu vou dar um breque neste relato por um ou dois parágrafo para que vocês leitores entendam no melhor sentido o título dado a este engodo ou embuste em que me meti. Na verdade é uma confissão, que a priori peço não comecem por julgar-me partindo do título. Pois, de cara serei taxativo. Não sou masoquista. Tampouco assassino! Já cometi várias sandices, menos matar, Isso não!

      Entretanto, como é de ciência, a alma humana sempre serviu de alojamento para atos vis, tanto quanto aos nobres. Na ocasião dos fatos ocorridos afluía dos meus sentidos a mais profunda e arraigada vontade do meu ser. Tudo o que é mais latente em um criminoso se tornara em mim, inexorável. Nem um resquício, nenhuma fagulha, uma atitude mínima de nobreza não acudiu a mim em socorro da vítima. Algo muito estranho me consumia, possuía-me com uma força descomunal.

      Foi assim que transcorreu aquela interminável meia hora, pela qual me ocupara na manhã daquele fatídico domingo de maio. Todo o meu bom senso e bom mocismo estavam degringolando como uma geléia escorrendo por entre os dedos.

      Após estes profanos pensares sobre e alma humana pulei da obscena e improvisada cama numa ansiedade que aflorava os nervos. Como um Sherlock Holmes, saí a investigar os arredores da casa acompanhado de minha cara Sra. Watson, (era elementar) em busca de algumas pegadas, alguns galhos quebrados do roseiral, com os quais mamãe orlava o caminho de pedra-seixo que cortava o jardim até o portão de entrada. Qualquer vestígio que fosse. Claro, não chegamos a uma total perscrutação dos detalhes, pois nos faltava o indispensável pó de pirlimpimpim para os devidos apuros das possíveis digitais. O cheiro de jasmim e damas-da-noite ainda impregnava o ar que sobrara da noite serenada. A aflitiva curiosidade aumentava a cada passo dado em sentido a alguma pista. Num estalo lembrei-me de um ocorrido na hora do furdunço da noite passada, no corre corre do telhado e nas estocadas das vassouras antes de acontecer o silêncio total. Quando houve um baque, o barulho de algo que caia. “Um corpo que cai”. Bendita lembrança acorreu-me Hiticock! Estas pistas já eram por si só irrefutáveis e evidências a toda prova.  Mas onde?… Aonde caíra esse corpo? Rodeamos a casa no sentido das calhas, observando as laterais. Nada encontramos. A situação estava ficando desesperadora, quando Luzia, afastando-se um pouco de mim, aborrecida com minha lerdeza foi fazer uma inspeção por conta própria nas dependências da lavanderia. De repente um grito numa mistura de êxtase e histeria; era a Luzia completamente abismada. Imóvel, com as mãos premindo as faces, amassando o rosto. A fisionomia completava o olhar de pavor, cujo foco era um balde plástico de cor roxa ao lado do tanque de roupa. Corri em seu socorro. O fim daquele suplício e a minha salvação me chegaram de onde menos esperava. Lá estava o motivo de tanta arenga. Dentro do balde agitava-se, usando todos os recursos possíveis para escapar da armadilha da morte na qual houvera se metido. (Ou caído, melhor dizendo).

      Um rato guabiru daqueles enormes, da espécie rattus rattus.  Mesmo sem pesar, pelo tamanho, daria para imaginar seu peso. Dois quilos, dois quilos e meio? Não sei. A certeza que eu tinha era a de que ele cavara sua própria cova. Decretara sua sentença. Debatidiço, lutava em centímetros cúbicos de água de sabão numa alucinada tentativa de fuga pela parede escorregadia do balde. Se ele escolhera sua forma de morrer, não sei. Porém, eu dei o veredicto e decretei a sentença.

      Só faltava executar a pena com os devidos critérios e requintes por mim estabelecidos. E logo pus em prática. Aos poucos fui adicionando mais água com sabão no balde enquanto

assistia impassível o condenado se estrebuchar numa desesperada contenda com a morte tentando galgar o plástico liso do fatídico recipiente. Nunca tivera tendências para o sadismo, como já disse. Entretanto, naquele dia extrapolei, saciei toda minha repugnância pela humanidade, pelos deuses, os semideuses, os heróis, os ídolos, os santos, os anjos, os políticos e todos os vermes, na figura daquele desinfeliz. Naquele instante só restava uns poucos milímetros de focinho fora da água. Acredito que o miserável já não enxergava nem uma pata além do focinho. Mesmo assim, porque forçava as pontas das patas, dançando numa pirueta infernal o balé da morte. Agora respirava o máximo que podia em agoniada subida à tona para em seguida dá grandes golfadas de espuma de sabão. Quando o vi mergulhar em seu último estertor de morte. As bolhas de sabão flutuaram e ele não mais emergiu.  Diante desse quadro, pincelado de crueldade, regozijei-me. Foi a glória!

      É claro, fora um crime sem nenhuma vantagem, apenas o livrar-me de mamãe e da aporrinhação de tê-la ao telefone ou na porta de minha casa com seu mórbido mau humor. No entanto o que havia de mais torpe em mim houvera se extinguido. Será!?…

      Com esta espontânea e inquisitiva indagação investiguei minuciosamente todos os recantos do meu espírito; e concluí que o pior estaria por vir.  Pois o que aflorou de minha impoluta alma foi uma exclamação de espanto e horror… Aquele sórdido e medonho rato seria a mamãe? Meu Deus!…

Enfim se tratara de uma astuciosa trama matricida cheia de sofismas? Uma elaborada trama, mas sem os erros típicos dos passionais?…  Todavia, premeditada com esmerada arquitetura? Ao fim de tudo, do desfecho do hediondo e sórdido crime, dormi com o delicioso carinho das garras aveludadas e o melodioso som do rom rom de Luzia…  E a incógnita.

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54 comentários em “Mistério: Assassino, de quem Morreu? (Paulo Luis Ferreira)

  1. Renata Rothstein
    11 de novembro de 2017

    Oi, Conde de Lautrémont, como vai?
    Então, meus parabéns, divertidíssimo seu conto, bem criativo, leitura interessante e fácil.
    Como já foi dito antes pelos colegas, precisa de uma revisão boa, e muita coisa aqui que eu vejo como erro talvez seja a norma em Portugal, no caso, me perdoe.
    Fiquei imaginando se o protagonista não deu uma surtada e o rato, na realidade, não seria a mãe do sujeito….aliás, macabra a morte do rato, coitado fiquei com dó rsrs.
    Desejo uma ótima sorte, obrigada pelo texto!

  2. Marco Aurélio Saraiva
    11 de novembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Um conto cômico no meio de uma enxurrada de contos de terror. Achei legal pra dar uma quebra na tensão das leituras deste desafio… mas infelizmente este conto passa longe do tema proposto. Acho que aqui o terror ficou na tentativa de gerar algum mistério por detrás dos “passos no telhado”, mas estava óbvio desde o início que era algum tipo de animal (inclusive, a imagem do conto já meio que dedura isso também).

    Quando lido pela lente de comédia… este conto é muito bom!! Eu ri bastante até. Algumas das cenas são geniais como, por exemplo, o momento onde a mãe acende a luz e pega os dois peladões tentando encontrar alguma coisa no teto. Excelente!

    Mas infelizmente o conto foge muito do tema. Alguns contos deste certame fugiram do tema também, abraçando mais o viés de Ficção Científica e tudo o mais, mas este aqui é o que mais foge, já que ele explora o oposto: a comédia.

    Para finalizar, não entendi a brincadeira da analogia entre mãe e rato no final. Tentei reler umas três vezes, mas viajei.

    =====TÉCNICA=====

    Você escreve muito bem. Encontrei pouquíssimos erros! O conto tem um ritmo legal e está muito bem escrito. Alguns parágrafos incomodam por serem grandes demais, mas isto está mais ligado ao seu estilo.

    Só não entendi muito bem por quê você escreve “Ele” e “Ela” com “E” maiúsculo. =)

    Abraço!

  3. Renata Rothstein
    11 de novembro de 2017

    Oi, Conde de Lautrémont, como vai?
    Então, meus parabéns, divertidíssimo seu conto, bem criativo, leitura interessante e fácil.
    Como já foi dito antes pelos colegas, precisa de uma revisão boa, e muita coisa aqui que eu vejo como erro talvez seja a norma em Portugal, no caso, me perdoe.
    Fiquei imaginando se o protagonista não deu uma surtada e o rato, na realidade, não seria a mãe do sujeito….aliás, macabra a morte do rato, coitado fiquei com dó rsrs.
    Desejo uma ótima sorte, obrigada pelo texto!
    Nota 2,8

  4. Rafael Penha
    10 de novembro de 2017

    A leitura é um pouco truncada e apesar da narrativa comica, achei um pouco dificil de acompanhar.

    Creiio que o conto se encaixe mais em comedia que terror, pois as attitudes da mae é da namorada estavam mais pro comico que para o assustador.

    Achei tambem a personagem de luzia bastante desnecessária. A presença dela nao muda nem move a historia, nem para um conflito com a sogra. Fiz o exercicio de tentar entender a historia sem ela e funciona muito bem. Ela realmente esta sem função no conto.

    Por fim a duvida de quem morreu me parece obvia. Poderia ter sido melhor explorado o motive de Ser a mãe.

  5. Daniel Reis
    10 de novembro de 2017

    Prezado entrecontista: seu conto não foi escrito para mim. Realmente, acho que ele tem méritos, como a leveza da narrativa, a proximidade do narrador com o leitor, a informalidade da linguagem. Mas pouco encontrei que pudesse me assombrar, tanto em técnica como em arquitetura de texto. Não sei até que ponto a figura de um texto pode contaminar nossa percepção, mas nesse caso (um desafio Terror) o desenho do detetive (suspense) e do ratinho foi bastante desestimulante. Mas, pensando bem, não foi isso o principal a me desgostar. Acho que você tem um estilo próprio, e pode desenvolvê-lo para o seu público. Mas, de terror, tive muito pouco. Boa sorte no desafio!

  6. Leo Jardim
    7 de novembro de 2017

    # Mistério: Assassino, de quem Morreu? (Conde de Lautrémont)

    Autor(a), desculpe-me por não ter tempo para formatar o comentário melhor. Em caso de dúvida, é só perguntar.

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫):

    – o conto começa prometendo um grande mistério, mas que acabou sendo estragado pela imagem (aquele rato é um imenso spoiler)
    – o mistério em si demora a aparecer, pois o narrador é um tanto prolixo na sua forma de contar sua relação sexual com Luiza
    – existe graça na forma dele narrar, mas talvez por estar no desafio errado, não cheguei a rir, somente achei divertido
    – essa forma desleixada dele narrar também atrapalha bastante a criação do clima de tensão, que não existe; acho que poderia ter, pelo menos na cena do telhado, tentando extrair um pouco do medo
    – o fim, já previsto, não ganhou força nem com as elucubrações vazias dele qto à própria psique

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫):

    – muito literal, quase uma transcrição doo jeito de falar
    – precisa se atentar mais à pontuação
    – é, porém, de leitura fácil, agradável de se ler
    – Assassino *sem vírgula* de *…* quem Morreu?
    – *Sai* (saía) do trabalho e fazia ponte direta
    – Computador para Ela (…) Bem bom pra Ela (por que o “ela” está em maiúsculo?)
    – A surpresa não foi pouca *sem vírgula* quando *vírgula* com a nesga do olho espremido contra o outro, o da porta, vi aquela cara grande distorcida *travessão/parênteses* ou deformada? *travessão/parênteses* cheia de indignação de minha mãe
    – quando me disse cochichando ao meu ouvido *vírgula* lambendo e mordendo o lóbulo de minha orelha
    – *tranqüilo* (tranquilo)
    – adicionando mais água com sabão no balde enquanto *sem quebra de linha* assistia impassível

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – não chega a ser uma novidade, tem personalidade

    🎯 Tema (▫▫):

    – é um conto de mistério e humor, mas não de terror

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – ganha pontos pela forma divertida e descontraída, mas perde pelo fim previsto e sem sal

  7. mariasantino1
    6 de novembro de 2017

    Cara de pau! 😀

    Uma conduta firme de quem sabe o que quer fazer, o que contar e, o melhor, como contar. Você brinca com as palavras, é exagerado por vontade própria e isso reforça o ar debochado e cínico do narrador personagem. Não curto muito de narrativas onde se fala com o leitor (questão de gosto), mas se te interessa, comigo funcionou bem.
    No final do texto ele mata o infortúnio de ter a mãe em seu encalço, e se culpa talvez, por não sentir culpa. Particularmente acho que o conto iria satisfazer mais ao tema se você focasse mais no psicológico do cara após o ocorrido daquela noite. A mãe dele o deixando de visitar de fato, alguma dificuldade de encontrá-la novamente, uma visita inesperada dele… Etcetera.

    Obrigada por oferecer essa arejada no presente desafio.

    Muitos parabéns, mesmo, e boa sorte.

  8. Ricardo Gnecco Falco
    5 de novembro de 2017

    Olá! Segue abaixo o resultado da Leitura Crítica feita por mim em seu texto, com o genuíno intuito de contribuir com sua caminhada neste árduo, porém prazeroso, mundo da escrita:

    GRAMÁTICA (1,5 pts) –> Sim, escrever é a arte de cortar palavras… E sem se esquecer de cuidar das que foram poupadas! Ou seja, uma boa e atenciosa revisão é FUNDAMENTAL em um texto — e não apenas para este quesito —, ainda mais em um trabalho que estará concorrendo com os de outros escritores… O autor escreve bem. Contudo, alguns errinhos e problemas de pontuação tiraram um pouco da magia da escrita e leitura. Neste, vi novamente o saudoso amiguinho chamado ‘trëma’. No entanto, nada grave e que uma boa lavada com água e sabão não resolva! 😉

    CRIATIVIDADE / ENREDO (2 pts) –> Este é, sem a menor sombra de dúvida, o quesito MAIS IMPORTANTE de todos (e consequentemente possuidor do maior peso em sua nota final)… Achei um trabalho ousado. O autor arriscou bastante aqui, entregando um texto cômico e crítico em um desafio repleto de fantasmas, monstros, assassinatos, pedofilia… Ganha ponto por esta coragem e pela inovação, embora de Terror não tenha realmente nada…

    ADEQUAÇÃO ao tema “Terror” (0,5 pt) –> Como estamos em um Desafio TEMÁTICO, não tem como avaliar sua obra sem levar em consideração este “pequeno” detalhe, rs! Assim sendo, o autor não pontuará aqui… Sorry! 😉

    EMOÇÃO (1 pt) –> Beleza! Gramática (e revisão!), criatividade (enredo), adequação ao tema… Tudo isso é importante para um bom texto. Mas, mesmo se todos os demais quesitos estiverem brilhantemente executados, e o conto não mexer de alguma forma com o leitor, ou seja, não o emocionar, o trabalho não estará perfeito… É um texto engraçado e gostoso de se ler. Fiquei com vontade de… ‘conhecer’… a iluminada Luzia. Posso arriscar? Ela faz aniversário por agora, em Novembro, não…? 🙂

    Parabéns e boa sorte no Desafio!
    Paz e Bem!

  9. Pedro Paulo
    30 de outubro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto em bom uso dos elementos de suspense e terror. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Em primeira pessoa, é visto aqui outro conto em que a oralidade é um ponto forte, dando verossimilhança à narrativa da personagem. Ainda em análise disto, fica evidente a pretensão ao cômico da qual se apreende a natureza debochada da personagem, sofrendo em uma rotina de sexo pesado que nos é passada com um tom melodramático piadista. Sem reflexão, talvez eu dissesse que não é o que se espera do início de um conto de terror, mas me lembrei que muitas vezes vemos em histórias como esta os personagens nesses bons momentos, a fim de criar um contraste doloroso com a agonia que passarão em momentos posteriores. Então, com a leitura dos primeiros parágrafos eu me perguntei se esta seria a estratégia do autor… e não foi.

    Luzia o acompanha até a casa da mãe, de modo que o trio que habita a casa tenha uma dinâmica conflituosa e engraçada. Quando chega o momento de enfrentar a coisa que os levara até ali, vemos o episódio ser interrompido por um encontro cômico entre a mãe e o casal que, caso não tivesse atrapalhado o suspense da trama, poderia ter sido engraçado. Pelo contrário, ficou inconveniente ao propósito de dar medo, o que entendo que não era o propósito do autor. Além disso, embora dê para relevar os erros gramaticais, é um dos dois parágrafos cujo tamanho ficou grande demais.

    Enfim, temos um momento em que o protagonista reflete sobre a ética e moral humana, reflexão esta que uma vez mais não cai muito bem dentro da trama, ainda que dê algum tipo de explicação às ações seguintes da personagem. Depois disso é que vamos ver o que era que acometia a mãe do personagem: um rato. Para além de não ter dado atenção ao mistério, preferindo a comédia, temos uma resolução pobre que, apesar disto, encontra um momento um tanto mórbido em que o personagem, antes tão bem-humorado, executa cruelmente o animal, com reflexões macabras a respeito da mãe.

    Então é um conto com elementos que poderiam ter sido desenvolvidos dentro da temática do terror, mas deu mais espaço à comédia ao ponto de se perder e dar uma leitura de tonalidades incongruentes. A minha sugestão é que você revise o texto para corrigir alguns erros e dividir melhor os parágrafos e que dê mais atenção a momentos cruciais da trama, como o momento em que eles passam a escutar os sons no telhado. Poderia ter sido aproveitado para dar descrições mais soturnas, nos deixar com medo do que poderia ser. Certamente teria um impacto maior com os personagens nus e indefesos.

  10. Fil Felix
    26 de outubro de 2017

    Boa noite! Em resumo, a história do conto tem bastante potencial. O protagonista não gostar da mãe e se entregar aos prazeres da namorada, enquanto mata um rato e imagina a mãe no lugar; o autor até brinca se realmente não era a própria mãe. Um esquema bem freudiano, envolvendo o desejo e o relacionamento materno, fonte de quase todos os nossos problemas. Mas a maneira como foi trabalhado acabou distanciando a história de algo mais macabro ou com suspense pra algo próximo do cômico. O que não é ruim, trazer um humor negro pro desafio seria interessante. Mas acaba tendo um certo excesso, ao meu ver, de cenas mais descontraídas (como as estátuas, falar da xana e cia.), fica difícil não rir. Tem um parágrafo enorme ali no meio, eu dividiria ele nuns três, pra tornar a leitura mais fluida.

    Me lembrou de Crime e Castigo, esse vício pela morte e por imaginar outras pessoas ali, fantasiar tudo na cabeça, se perder no limite entre o real e a fantasia.

  11. Vanessa Honorato
    26 de outubro de 2017

    Por que tanto Ela com letra maiúscula? E Eu? Isso travou um pouco a leitura. A parte de terror ficou apenas com a morte do ratinho, coitado. Senti uma agonia muito grande, uma vontade de ajudá-lo. Acho que a namorada dele que se cuide (ou a gata hehe), porque ele tomou gosto pela coisa. Está mais para comédia do que para terror, mas não deixa de ser uma leitura agradável. Afinal, quem foi mesmo que morreu? rsrsrs

  12. Gustavo Araujo
    25 de outubro de 2017

    O texto revela um autor seguro em seu próprio estilo. Embora haja falhas gramaticais, vê-se que são frutos de uma opção estilística, que mistura prosa poética bem bolada com momentos de gosto duvidoso. Bem, dito isso, vou apontar para o óbvio: não há qualquer indício de terror no conto. Existe um tantinho de suspense, mas cuja solução se mostra decepcionante. Com efeito, apesar do estilo marcante e de certa forma interessante e inovador, a narrativa em si é fraca. Uma história de certa forma ingênua e sem maiores atrativos, com personagens rasos e esquemáticos. Enfim, não gostei muito, não, mas espero que outros possam gostar.

  13. Jorge Santos
    24 de outubro de 2017

    Olá autor ou autora de mistério.
    Desafio errado, talvez? Comédia ou suspense, até mesmo erótico, mas terror, acho que é inexistente.
    Em termos de linguagem, achei que é correcta, sem erros de maior. No entanto, creio que existe muita repetitividade, que torna o conto monótono. Ficamos sempre na expectativa do terror que teima em não chegar.
    Em conclusão: bem escrito, mas repetitivo, sem ritmo. Adequação ao tema Comédia: grande. Infelizmente, o tema é outro. Ahahahah (gargalhada sinistra).

  14. Pedro Luna
    22 de outubro de 2017

    O seu conto me pareceu narrado pelo Woody Allen devido a tamanha neurose envolvendo os personagens e principalmente o próprio narrador. kk. Isso também influencia na aura de comédia que o texto possui, minando quase que completamente a existência do terror. Me desculpe, mas esse conto não é de terror.

    Só por isso já o considero um concorrente em desvantagem, e não poderei dar a ele uma nota boa diante dos outros contos (mesmo tendo lido poucos) que se esforçaram em criar a aura de horror.

    Bom, esquecendo isso, o texto é divertido. Achei um pouco chato uma repetição existente, como a insistência em martelar a safadeza de Luzia nos primeiros parágrafos (quando rapidamente já fica claro que ela o é), ou os pensamentos do personagem em relação a mãe. Fora isso, ele tem boas cenas, e algumas divertem pelo constrangimento, como quando a mão dá o flagrante. Então é um conto agradável de se ler, embora em alguns pontos pareça meio enrolador. No fim, a morte do rato no balde foi bem escrita, mas fica a pergunta: será que a morte de um rato mereceria tudo isso? O bom é que uma pequena pegadinha vem depois, deixando o leitor um pouquinho na dúvida sobre a identidade do bicho. Foi uma boa escolha, pois de outra forma seria decepcionante ter a certeza que li tudo isso apenas para saber que era um rato e que ele morreu no final.

    Resumindo, um texto que vale a pena ser lido, embora não tenha o tema do desafio.

  15. Anorkinda Neide
    22 de outubro de 2017

    Olá!
    Dei muita risada aqui! 🙂 A cena das estatuas do casal peladao ficou incrível!
    No fim, a moça era de boas, a princípio achei q ela seria o ponto de terror da história hehe
    Concluí que ele matou um rato, com crueldade e a cena do afogamento foi tensa e triste, como deve haver em um conto de terror!
    Mas, no final, tu colocaste uma pegada nonsense e fiquei um tempo pensando: Será q era todo mundo animal nesta historia? E parecia q eram humanos?
    Eu tenho um continho de dois ratinhos em q eu nao falo em nenhum momento q eles sao ratos rsrss
    Mas que o cara deu uma surtada ali matando o rato, deu. Acho q ele vai sair matando a rodo depois disto! E a pegada psicológica de estar matando a mãe… dae tira muito do terror do conto, talvez por isso q o pessoal está levantando esta bandeira.
    De qualquer forma parabéns pelo texto e boa sorte!

  16. M. A. Thompson
    22 de outubro de 2017

    Antes de qualquer coisa, obrigado por nos presentear com essa pequena amostra do seu trabalho.

    Gostaria de apresentar o critério de votação que usarei no Desafio “Terror”.

    Por ter participado já leva um ponto e mais um ponto por cada item a seguir:

    [ ] Gramática e ortografia aceitáveis?
    [ ] Estrutura narrativa consistente (a história fez sentido)?
    [ ] O terror está presente?
    [ ] Foi um dos contos que mais me agradou?

    Dito isto, vamos a análise:

    O CONTO
    É sobre um sujeito muito apegado a mãe (ou a mãe a ele), que ao arrumar uma xana deixa de visitar a mãe com a frequência que fazia. A mãe aparece sem avisar, conta uma história sobre ruídos estranhos em sua casa e na semana seguinte o casal parte para lá, na esperança de resolver o mistério: um rato gigante.

    O QUE ACHEI
    Um conto muito bem contado, principalmente por ser em português europeu e pouquíssima coisa ser incompreensível. Apesar de a imagem escolhida já telegrafar que o suspeito seria um rato, eu esperava que isso não se confirmasse, mas acabou sendo. O título não fez muito sentido, pode ser que faça sentido para os portugueses ou para os outros comentaristas.

    GRAMÁTICA E ORTOGRAFIA
    Justamente por ser escrito em português europeu não posso considerar erro o que não sei se é. Mas acredito que em “só podia ser bandidos” teve mesmo um lapso de concordância, não entendi por que “Ela” aparece com inicial maiúscula no meio da frase (em Portugal é assim?) e se “à-toa” com hífen é assim que se escreve por aí.

    O Terror está presente?
    Não. Suspense e comédia.

    Foi um dos que mais me agradou?
    Foi sim, pena que não é terror.

    Boa sorte no Desafio.

  17. Luiz Henrique
    21 de outubro de 2017

    Apesar da grita geral, dos críticos de plantão, sob a alegação de que este conto não seja terror, e não é mesmo, no sentido estrito da palavra, mas venhamos e convenhamos um senhor conto de suspense, e por que não, de um terror sutil: alguém aí já se imaginou com uma mãe daquelas, e ainda por cima demonstrar aquela grandeza de afeto e carinho, tempo e disposição para encarar sua intragável rabugice, levando na esportiva e no bom humor? Em verdade, quem morreu mesmo foi o rato, mas, e aquele terrorzinho subalojado no íntimo das pessoas, aquela mãe não seria digna de um balde com água de sabão, no mínimo, para limpar suas maledicências? E falando-se de enredo e construção de narrativa: é um verdadeiro exercício de invencionice, com detalhes e nuances da trama, extraída com maestria, uma aula em descrição literária. É verdade que há alguns tropeços e atropelos gramaticais, coisa que nenhuma releitura não conserte. E para o governo de todos, num concurso literário a maior valia é a inventividade e a escrita em si, a gramática fica para os copidesques e revisores da vida. Estes estão sobrando pelas editoras. Afinal de contas, em nenhum dos contos aqui representados, não há nenhum analfabeto funcional, não se viu aqui nenhum “nós vai” nem “hoje fazem dez dia”. Em minha opinião não passou de um descuido rasteiro, inimaginável que o digníssimo Conde Lautrémont, O grande autor dos “Cantos de Maldoror”, não saiba discernir um “dá” de um “dar”. Se pudesse minha nota seria Mil, com “M” maiúsculo mesmo.

  18. iolandinhapinheiro
    19 de outubro de 2017

    Outra comédia por aqui, gostei! O seu protagonista é cheio de personalidade e um incansável amante. Seu texto, inclusive, não deixa margem para a imaginação do leitor, tão abundantes são os detalhes. Se fosse um lápis já teria usado o estojo inteiro, né? Benzadeus!

    Gostei de várias partes do seu conto, vc escreve muito, em todos os sentidos. Minha mente já estava atopetada de tantos detalhes sobre cada pequeno lance do seu conto. Terror mesmo não vi nenhum, mas fiquei sabendo de cada posição, pensamento, e ação do cara, da mulher do cara, da mãe do cara e do ratão. Quase que morro sem ar.

    No mais tenha cuidado ao usar o verbo dar e não confundir a hora de usar dá ou dar, ok? E eu tenho o pesar de informar a você que eu morri com seu “Hiticock”, e ele que está morto, morreu de novo.

    Beijos, amigo. Seu conto desopilou meu fígado e embaralhou meu juízo.

    Sorte.

  19. Evelyn Postali
    17 de outubro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Não sei. Esse é um conto que eu não percebi o terror. Então, vou considerar o terror o elemento inexistente. Parágrafos muito longos e ideias muito repetidas. Acho que isso cansou a leitura, apesar das frases estarem bem construídas. Talvez se eliminasse algumas, o texto ficaria melhor. Também não sei, porque também escrevo assim e tenho que cortar tudo e mais um pouco. A história é boa. Boa sorte no desafio.

  20. werneck2017
    14 de outubro de 2017

    Olá,

    A leitura de seu texto é fluida, agradável. Não vou me estender muito quanto à inadequação ao gênero proposto, uma vez que a narrativa volta-se mais ao humor que ao terror, ainda que você tivesse elementos para criar essa reviravolta na história, afinal, ele se vê consumido pela mãe e pela namorada. Não teria pensado em revidar a uma ou outra um só instante? Isso sim teria criado momentos de tensão e de humor negro.
    O texto apresenta um linguajar apurado, mas muitos erros de gramática, dos quais cito alguns que não foram listados anteriormente:
    contenda com a morte tentando galgar o plástico liso do fatídico recipiente. > contenda com a morte, tentando galgar o plástico liso do fatídico recipiente.
    Após estes profanos pensares sobre e alma humana pulei da obscena > Após estes profanos pensares sobre e alma humana, pulei da obscena > como uma geléia escorrendo > como uma geleia escorrendo
    Na verdade é uma confissão > Na verdade, é uma confissão,
    que vocês leitores entendam no melhor > que vocês, leitores, entendam no melhor
    por um ou dois parágrafo > por um ou dois parágrafos
    trepados em cima de cadeiras cutucando as telhas > trepados em cima de cadeiras, cutucando as telhas

  21. Lolita
    12 de outubro de 2017

    A história – Homem que possui relação conturbada com a mãe arranja uma namorada. A matrona pede ajuda em um caso que ocorre em sua residência – afinal de contas, quem morreu? A ideia é interessante, quando começou esperava algo no estilo Norman Bates, o que não se concretizou.

    A escrita – Afetada, com muitos adjetivos. O narrador parece ser alguém muito ansioso, colocando todos os problemas e frustrações para fora. O estilo combina com a ideia apresentada, mas admito que foi um pouco truncado para ler o texto. Gostaria de ter conhecido melhor Luzia (a luz na vida do personagem principal) e a mãe, até para também entender o lado da mesma. Por fim, destaco uma frase que gostei bastante: a história é feita de gente morta e o futuro de gente que vai morrer.

    A impressão – É um conto divertido, com um estilo particular. No entanto, o terror não veio. Parabéns e boa sorte no desafio.

  22. Lucas Maziero
    11 de outubro de 2017

    Como o parágrafo inicial mesmo diz, após a leitura fica-se na dúvida de quem morreu, a mãe ou o rato; porém, usando mão do óbvio, o próprio texto indica que foi o rato. Para o caso de se criar uma dúvida, deveria ter sido narrado de forma subjetiva.

    Parece-me mais um conto de comédia do que de terror, muito embora eu já disse nos comentários que todo bom terror tem que haver um pouco de comédia, bom humor, enfim (não que eu seja entendido no assunto, mas como temos que dar nossa opinião…).

    Percebi no texto o uso equivocado de preposições; falta vírgula, ponto final; e falta conjunção também, ao longo do texto. Vale a pena reler e sanar esses defeitos gramaticais.

    O conto em si, deixando de lado o gênero a que deva pertencer, é muito interessante. O modo de narrar é eloquente, em outras palavras há um dinamismo que acaba suprindo a força da ideia, que no caso foi bem fraca. Aqui se ateve muito ao sexo, o que gerou um fastio e nos faz pensar em Cinquenta tons de cinza, e numa comédia erótica. Como um todo não gostei do conto, mas gostei sim de partes separadas, ou seja, alguns momentos valeram a leitura.

    O protagonista demonstrou se importar com a mãe, uma prova é a sua preocupação em não poder dar a atenção que ela merece.

    Parabéns!

  23. Roselaine Hahn
    10 de outubro de 2017

    Caro autor, vc. se prestou a escrever algo com no mínimo 3000 palavras, empenhou-se em participar do desafio, e isso já é louvável. Estamos aqui, no mesmo barco, para dar o nosso suor na escrita e receber a análise pelos nossos esforços, mas que pode não corresponder às nossas pretensões, porém faz parte do aprendizado, e quanto mais estivermos abertos a isso, melhor preparados estaremos para o próximo. Buenas, vc. deve estar mesmo é querendo saber da minha análise, e não de toda essa chorumela (alguém colocou essa palavra na análise de um texto meu, achei bacana, tô copiando). Pois essa foi uma das impressões que tive ao ler o seu conto, com todas as cenas da Luzia e sexo, e mais sexo, e mãe, e…cadê o terror? A imagem despretensiosa e o 1o. parágrafo idem, já criam uma expectativa contrária ao suspense, terror, horror, etc… Vc. manda bem na seara do humor, um texto leve, ri em diversas passagens, porém fugiu ao tema proposto do desafio. A narrativa carece de uma boa correção, principalmente em relação a pontuação, ponto e vírgulas e estruturas das frases. Vejamos algumas passagens:
    “Falava mamãe dramaticamente horrorizada; e acrescentava: precisava urgentemente que eu fosse passar uns dias em sua casa para descobrir aquele mistério”. Entendo que o uso da vírgula seria mais correto ao invés de ponto e vírgula, pois o narrador continuou na narrativa sobre a mãe.
    “sai do trabalho e fazia ponte direta”. – Saía do trabalho…
    “Cama no sábado o dia inteiro” – vírgula depois de sábado.
    “criei coragem arranjei forças buscadas não sei onde”.- vírgula depois de coragem.
    “vi aquela cara grande distorcida; ou deformada? Cheia de indignação de minha mãe”.- vírgula ao invés de ponto e vírgula.
    “Assim concordado assim feito” – vírgula depois de concordado.
    – Noncense – Nonsense
    Alguns parágrafos muito longos tendem a dispersar o leitor e o entendimento da trama. Por outro lado, achei digno de nota as frases abaixo, pena, como já disse, não estarmos no desafio comédia.
    “A surpresa não foi pouca, quando com a nesga do olho espremido contra o outro, o da porta…”.
    “E num espalhafato de falso entusiasmo abracei-a e gritei… Mamãe!… Mamãe! (Não. Primeiro gritei depois abracei)”.
    É isso, espero ter contribuído, sorte no desafio, abçs.

    • Conde
      11 de outubro de 2017

      Olá, Roselaine!
      Grato pelas dicas e as lisonjas, seguirei à risca, não tenha dúvida. A ideia foi essa mesma que você detectou. Ouvir críticas, e ou, se louvores, que sejam bem vindos. Assim como o seu. Era o que eu tinha para o momento. Salientando que alguns erros por você apontados foram erros de digitação. (os … as vírgulas ,,, os ;;;. Pois, sou um pobre indigente catalomilhográfico.

  24. Fernando.
    8 de outubro de 2017

    Que deliciosa comédia termino de ler. Ri demais das cenas. Seu conto teria sido um dos vencedores do desafio passado. Pena que tenha chegado atrasado. Muita criatividade, uma construção bem bacana da mãe e da Luzia insaciável. Muito pouco erro, nada digno de nota. Parabéns pelo seu conto. Pena que não posso dar uma nota melhor, considerando não estar a sua narrativa dentro do que considero como terror. Lamento… Abraços.

    • Conde de Lautrémont
      8 de outubro de 2017

      Caro, Fernando, grato pela lisonja, não se preocupe pela nota. Eu já sabia que não haveria chance como conto de terror, no máximo como suspense, mas era o que eu tinha para o momento e sem tempo para criar outro a altura. Só em ser lido, já valeu!

  25. Fheluany Nogueira
    6 de outubro de 2017

    Enredo e criatividade – A adolescência retardada deixa o protagonista dividido entre o conforto (com a mãe) e a libertinagem (com a namorada, que, aliás, tomou boa parte da trama!). O mote até que é interessante, mas…

    Terror e emoção – Texto divertido e bem construído. Uma comédia. A ilustração, o título, as piadas, a ambientação, nada contribuiu para o clima de medo.

    Escrita e revisão – Alguns deslizes que não chegaram a prejudicar a leitura e a compreensão do texto.

    O pseudônimo seria homenagem ao escritor uruguaio-francês, de literatura fantástica?

    Bom trabalho. Abraços.

    • Conde
      6 de outubro de 2017

      O próprio, O Conde de Lautrémont, autor dos Cantos de Maldoror

  26. Angelo Rodrigues
    6 de outubro de 2017

    Caro Conde,

    Difícil localizar o seu conto no universo do Terror, salvo por você tratar sistematicamente de três terríveis e diabólicas entidades: ratos, namoradas e mães.
    Oh, Deus! Namoradas! Ratos! Mães!
    Acho que seu texto corre bem, boa veia humorística, mas, notei um certo alongamento acerca da namorada e sua voracidade pelo sexo. Daqui, de longe, lendo seu texto, fiquei me imaginado lembrar de sexo após ver um filme pornô, ou seja, pensando em nunca mais fazer sexo na vida. Mas isso passa, claro, sempre passa.
    Recomendo – que terrível da minha parte – dar uma olhada na Internet quando a dúvida surgir acerca de coisas de pouco domínio, por exemplo: Hiticock, quando é Hitchcock, e por aí vai. Não custa muito.
    Se posso dar uma dica, não comece um texto pondo em dúvida o que vai escrever, por exemplo, dizendo que vai escrever algo sobre SUSPENSE quando o tema é TERROR. E nem termine-o fazendo perguntas que o leitor não é capaz de responder. Imagine: se o autor não sabe, por que o leitor deveria saber? Acabei meu texto com uma pergunta. É fácil errar.

    Boa sorte e obrigado por compartilhar seu conto conosco.

    • Conde de Lautrémont
      7 de outubro de 2017

      Caro,Ângelo, primeiramente, grato pelas dicas e lisonjas. Quanto ao “Hiticock”, acredite! Foi na internet, onde fui buscar tal informação, devo ter caído numa arapuca. fazer o quê né, acontece! Sobre o conto: não é mesmo um terror. Era o que eu tinha para o momento. Mas valeu pelas críticas recebidas.

  27. Miquéias Dell'Orti
    6 de outubro de 2017

    Olá cara,

    Correndo de risco de ser repetitivo (mas já sendo), não consegui fazer um paralelo do seu conto com o gênero terror, mas senti uma veia de comédia bastante forte na sua história (me tirou até uns sorrisos algumas vezes).

    Apesar de estar fora do tema, a história é muito boa, a trama é bem elaborada e eu particularmente gosto desse estilo com poucos diálogos (desde que o escritor saiba fazer isso, coisa que você soube trabalhar de forma bacana esse aspecto).

    Minhas objeções: seu estilo como um todo me deixou um pouco confuso em certas passagens, por exemplo na parte em que que o personagem principal conversa com a mãe depois do “acabou-se o mistério”. Não entendi muita coisa desse trecho, acho que é a estrutura que você usa que me deixou com essa sensação, não me adaptei muito bem a esses parágrafos super longos e, por vezes, truncados 😦

    No final há uma tentativa de manter um suspense que não colou por conta das (ótimas, por sinal) tiradas de humor, que (infelizmente) quebraram toda e qualquer tensão que você tivesse a intenção de passar.

    Outro ponto é a revisão de algumas partes do texto, que podem deixá-lo muito melhor, por exemplo: “dar um breque neste relato por um ou dois parágrafoS…”; “… para em seguida DAR grandes golfadas de espuma de sabão”, entre outras passagens.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  28. Luis Guilherme
    5 de outubro de 2017

    Boa noite, amigo, tudo bem?

    Esse desafio me eh particularmente especial, pois amo o genero terror.

    Antes de comentar seu conto, dei uma olhada nos outros comentários, pois imaginei que todos fossem falar a mesma coisa que eu: nao tem absolutamente nada de terror no conto. Como ja foi muito reforçado isso, nao vou insistir no assunto.

    Dito isso, falando sobre o conto: o enredo eh legal, e traz um mistério interessante. Gostei particularmente do final, que traz à tona a relaçao conturbada do filho com a mae, alem de revelar um lado sadico (mesmo que ele negue veementemente) do protagonista. Senti q a namorada ajudou a manifestar isso no rapaz.

    Porem, acho q a escrita ficou muito confusa, atrapalhando um pouco a compreensão mais clara do conto. Com ctza, com uma atençao maior a escrita e no desafio adequado, teriamos um conto bem legal.

    Parabens e boa sorte!

    • Luis Guilherme
      5 de outubro de 2017

      Ah, so queria acrescentar que notei uma veia de comédia ai! Invista nisso, vai se dar bem.

  29. Ana Maria Monteiro
    5 de outubro de 2017

    Olá Conde. Você quis participar no desafio e fez muito bem,mas na pressa esqueceu de ver o tema, ou leu o do edital anterior, não sei. Pois. O tema era terror. Um conceito que, embora lato, compreende, no mínimo, algo um pouco sinistro.
    A meio da leitura desisti de procurar o terror: viesse o que viesse, já nada poderia retirar a este conto a etiqueta de comédia.
    Tropecei uma ou duas vezes na gramática, também um pouco de falta de revisão que deixou passar um dá onde deveria ser dar. Enfim, umas coisas assim, de pouca importância.
    Entendo que o Ela em letra maiúscula tenha sido usado no sentido de mostrar a importância que ela dá a si mesma e pretende que os outros sintam também, mas não ficou claro. Já na frase em que o Eu aparece maiúsculo, entendi que foi para estabelecer o paralelo com Luiza, mas não funcionou; precisava pontuar de forma diferente.
    O conto é divertido e imaginativo, mas essa de não saber quem é o morto, não dá. O morto é um rato, a mãe não caberia dentro de um balde.
    Essa interrogação gera um nonsense por demais impossível de engolir, até em comédia.
    Tudo isto não impediu que me tenha divertido a ler a sua história. Foi realmente um prazer. Uma pena mesmo que tenha esquecido o tema, até porque uma mãe prepotente como essa daria pano para mangas.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  30. Evandro Furtado
    5 de outubro de 2017

    O conto, em si, não é ruim, mas possui problemas dentro do contexto do desafio. A questão maior aqui é a ausência do terror. Com excessão do mistério de quem pisa no telhado, não há nada que faça parte do gênero. O tema, por exemplo, que seria a relação entre mãe e filho, é tratado de forma cômica. Bem, os personagens, de forma geral, o são. Em relação à estrutura, encontrei apenas alguns problemas de pontuação, mas eles vão rareando conforme o texto avança.

  31. Paula Giannini
    1 de outubro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Seu conto tem uma “pegada” de crônica. Tem humor, mesmo se tratando de terror. Uma espécie de terror leve, mas, ainda assim o é. Ao menos para o rato, ao menos para a mãe, obrigada a aturar esse filho “envelhescente”.

    A figura do homem que se recusa a amadurecer por completo, dependendo da casa da mamãe para lavar suas roupas é algo recorrente em nossa sociedade contemporânea. Gostei do modo como você construiu esse personagem que, ao passo que não quer perder as regalias da casa da mãe, tampouco quer abrir mão da própria vida e da mulher que o consome (literalmente) em paixão.

    O ponto alto, para mim, foi o momento em que o rato é morto dentro do balde de água e sabão. Por incrível que pareça, para esta leitora aqui, foi um momento tenso. Todos temos os nossos fracos e o meu são os animais. Mesmo os tão temidos ratos me inspiram piedade. Assim, a narrativa de como o protagonista deu cabo à vida do animal, construiu em meu imaginário uma autêntica cena de terror. Ao menos para o roedor, assim foi, com uma morte digna de requintes de crueldade.

    Pensando na figura morta no balde, imagino se, para o personagem, o bicho significaria a imagem da “mamãe” dentro dele. Ou se, de algum modo, o que ele mata é sua infância, sua necessidade adolescente de depender de sua progenitora para tudo em sua vida. Talvez, com essa atitude, o rapaz tenha apenas adentrado na vida adulta com um tipo bizarro de “iniciação” que ateste a sua masculinidade. Talvez, cometendo tal ato, ele imagine que, a partir desse momento, será, finalmente, digno de respeito.

    Parabéns pelo trabalho.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

  32. Conde de Lautrémont
    1 de outubro de 2017

    Caro Eduardo, não estou magoado em absoluto. Não entenda como não aceitação às citações ao meu texto. Eu só não entendo muito esse policiamento exacerbado de certo cidadão colega nosso, desta mesma competição, que parece está por aqui com o único intuito de espinafrar os colegas nos mínimos deslizes da gramática, Subentende-se que ele não leia os trabalhos aqui apre-sentados com a intenção de uma análise do todo, mas, apenas somente, demonstrar sua erudição gramatical. – O que, aliais, seja muito estranho, pois este mesmo senhor, no “Desafio do Javali”, no qual ele também concorreu e eu não, notei uma “pérola” dele, pois imagine que o citado senhor ainda não está inteirado do manual da nova ortografia recém instituída, tendo em conta ter ele escrito, por duas vezes, no mesmo texto a palavra “idéia”. Isso mesmo com acento agudo. O que é de se estranhar, visto ser o cidadão, tão empenhado e meticuloso no dos outros e se descuidar do seu, vir a cometer tão crasso erro é imperdoável! -. Dito isto, seria desnecessário dizer que não é o seu caso, tendo em vista sua segunda intervenção cheia de elegância na correção. O qual, mais uma vez, fico-lhe muito grato pelo esmero da apreciação.

  33. Regina Ruth Rincon Caires
    1 de outubro de 2017

    Narrativa que discorre, insistentemente, sobre uma convivência rançosa entre mãe e filho, daquelas relações “não te aguento, mas não te largo”, e que segue por um caminho sem chegada.
    Poucos deslizes gramaticais que podem ser sanados numa rápida revisão.
    Quando o autor deu um “breque” no relato, pensei: agora vem uma surpresa horripilante! Não sei a razão, mas, de imediato, veio à mente a frase do meu professor de Direito Penal ao abrir a primeira aula: “Todo indivíduo é um assassino em potencial”. Aguardei o início de um desfecho com muito suspense, com terror. Não veio.
    Enfim, vejo um texto com estilo sem qualquer compromisso.
    Boa sorte, Conde de Lautrémont!!!

  34. Antonio Stegues Batista
    1 de outubro de 2017

    ENREDO: Homem e namorada vão passar fim de semana na casa da progenitora, para descobrir o que está causando barulho no telhado, um rato que ele julga ser a mãe. Seria legal se não fosse cômico. Muitas coisas atrapalharam. Fraco.

    PERSONAGENS: Divertidos, cômicos, agitados, até certo ponto, fúteis, já que é uma comédia e não um drama.

    ESCRITA: Boa na construção de palavras, ruim no exagero de descrições,nas frases bem construídas, mas desnecessárias, com muitos adjetivos que só prolonga o vazio de informação. Para a morte do rato foi dedicado um parágrafo com 264 palavras, tornando-se óbvio que para alongar o texto.

    TERROR: Não senti. É um grande erro combinar comédia com terror. Aliás, o tema comédia já passou. Se entendi bem, ele matou o rato e metaforicamente, matou a mãe, ou seja, nunca mais iria visitá-la. Ou não?

  35. Andre Brizola
    1 de outubro de 2017

    Salve, Conde!

    Como outros colegas já apontaram, de fato o maior problema aqui é falta do elemento que faria o conto ser classificado como terror, objeto do desafio. É uma pena, pois Ela se desenhou como o elo de ligação entre o seu texto e o gênero, e ficou muito bem caracterizada. Fiquei esperando isso se desenrolar, mas não aconteceu.
    Eu não sou muito afetado pela qualidade gramatical do texto. Entretanto, certos erros não me passam despercebidos e me impedem de ir adiante nessa imersão literária. Alfred Hitchcock é um mestre do suspense, e foi citado como tal. Errar seu nome gerou uma dissonância enorme. E é uma coisa que seria facilmente resolvida.

    É isso. Boa sorte no desafio!

  36. Pedro Teixeira
    1 de outubro de 2017

    O texto é divertido e no geral bem escrito, mas confesso que não vi nenhum terror aqui. Há certo suspense, que também não dura muito tempo. Tenho a impressão de que se encaixaria melhor no desafio passado. Em relação à grafia, notei um “nonsence” ali, na verdade se escreve “nonsense”. Os outros problemas que vi no texto já foram muito bem apontados pelos colegas, especialmente pelo Selga.

  37. angst447
    30 de setembro de 2017

    T (tema) – O conto está um pouco aquém do do tema proposto pelo desafio. A imagem escolhida para ilustrar o texto já denuncia uma vocação voltada para o suspense temperado com humor.

    E (estilo) – O estilo aponta para uma linguagem coloquial, sem amarras, sem seguir um determinado padrão.

    R (revisão) – Algumas falhas, mas nada que tenham interrompido minha leitura.

    R (ritmo) – No geral, o ritmo é bom, mas em alguns parágrafos há um certo “ralentar”. Talvez fosse interessante cortar alguma repetição de ideias, deixando-as subentendida.

    O (óbvio ou não) – O terror passou longe do óbvio. Não senti medo, talvez um nojinho por causa do rato.

    R (restou) – A dúvida quanto ao ser assassinado: rato ou mãe?

    Boa sorte!

  38. Rafael Soler
    30 de setembro de 2017

    Achei interessante a ideia de se abordar o assassinato de forma inversa ao que estamos acostumados: precisamos saber quem morreu, e não quem matou. Os problemas do protagonista com sua mãe, que são aprofundados no último ato, também são bem interessantes. Se esses dois conceitos fossem abordados por um viés mais psicológico, com um terror pesado envolvendo um possível matricídio, o texto seria interessantíssimo.
    Mas, apesar das ideias utilizadas, achei que o conto caiu mais para uma comédia do que para o terror, o que contradiz a proposta do desafio.

  39. Eduardo Selga
    30 de setembro de 2017

    Não se trata de terror, vamos combinar. Assim como “Eu e os outros”, é bem humorado, diferenciando-se deste por haver algum suspense e a demonstração de sentimentos mal resolvidos. Aliás, o ódio contra a mãe, que aflora na morte do rato, daria um ótimo conto de terror, como todos os recalques que Freud explica. Infelizmente, a despeito de o personagem demonstrar ironia e pouco afeto em relação à mãe, esse caminho não foi privilegiado, em detrimento de boas cenas de um humor divorciado do Desafio e de algum suspense.

    Afora isso, o conto tem problemas em sua construção formal. Eu destacaria a divisão dos parágrafos. Na literatura há dois caminhos básicos a seguir, em se tratando do tema: ou se divide segundo a lógica redacional de destacar ideias diferentes, mas que pertençam a um mesmo construto, ou se divide conforme uma lógica interna do texto. Por esse modo é possível haver parágrafos bem extensos, apesar de, segundo os manuais de redação, deverem ser separados.

    Acontece que neste conto os dois métodos foram usados, o que de certa maneira “suja” o texto do ponto de vista formal. O parágrafo iniciado em “Logo que os uivos […]” e terminado em “[…] celeste”, a considerar as regras de redação deveria ser fracionado em várias partes. Não o foi porque possivelmente o(a) autor(a) considerou um bloco único de assunto. Porém, os três últimos parágrafos também estariam incluídos nessa forma de organização, mas estão separados.

    O texto por vezes é redundante. Vejamos o seguinte trecho: “No domingo, cama até as dez horas com breakfast e jornal na bandeja, almocinho caseiro, mais cama, e à tarde vernissage, na volta, pizza e cama. Não necessariamente nessa ordem. Muito embora, a cama estivesse em qualquer uma das ordens”. A redundância está no fato de que, sendo explicitado que a cama estava presente em todos os momentos citados, desnecessário se torna dizer “Muito embora, a cama estivesse em qualquer uma das ordens”.

    Outro exemplo é “Quando eu falo cama, subentenda-se sexo, sexo e mais sexo”. Não me refiro à repetição da palavra “sexo”, pois nesse caso há o efeito estético de ressaltar certo cansaço do protagonista diante da parceira fogosa demais para ele. A questão é que, no contesto, cama só pode ser sexo, portanto é redundante chamar a atenção do leitor para o óbvio. Teria ficado melhor uma reconstrução do trecho, de modo que a demonstração do cansaço do personagem se desse de outra forma.

    Ao menos em duas passagens há problemas no uso dos verbos. Em “Sai do trabalho e fazia ponte direta”, a presença, no mesmo período, do presente e do pretérito imperfeito; em “[…] ressoou gemidos abafados” o correto seria RESSOARAM.

    Em “como se estivéssemos dançando o samba do crioulo doido na tentativa de ora esconder a bunda, ora esconder o pau, Eu” a posição do ´pronome pessoal é muito infeliz, prejudica o sentido da oração.

    • Conde de Lautrémont
      30 de setembro de 2017

      Caro Eduardo, fico-lhe muito grato com suas ricas observações sobre nossa querida gramática, percebo em você um ávido perscrutador, (aqui vai mais uma redundância), um verdadeiro garimpeiro de nossa língua. Entretanto vos digo com muita franqueza: eu gosto mesmo é de enten-der o que foi dito, e não o que se queria dizer. E por isso fiquei triste, pois você não enxergou nada que lhe agradasse em meu conto, visto que não seja ele um conto de terror (e não é mesmo), pois não acredito que pessoas se assustem com palavras, acho que a alma humana as-susta mais. Pois é nela que se alojam os atos vis. (Isso está dito lá den-tro do conto), portanto não as uso para esse fim, mas será possível que você não viu uma migalha que seja de positivo? Ou você apenas se absteve por considerar os defeitos mais importantes que as qualidades? Quanto às divisões de parágrafos, eu nunca tive a mínima noção sobre isso nem sabia que isso existia, juro que irei me inteirar desse assunto. Considerando-se que eu não seja mesmo um escritor, mas apenas um reles beletrista escrevinhador de pequenas historietas ora sem pé, ora sem cabeça. E sem o mínimo compromisso com a realidade das coisas. Contudo, volto a afirmar: sou mais adepto à epilinguagem da língua que propriamente da gramática. Uma curiosidade: você leu Guimarães Rosa ou José Saramago? Lá você vai encontrar um prato cheio de incoerên-cias gramaticais. Dá pra se divertir bastante.

      Ps. Essa resposta também serve para Olisomar Pires, um autêntico gramático ortodoxo.

      • Eduardo Selga
        30 de setembro de 2017

        As violações gramaticais de Rosa, Saramago e de outros autores ocorrem dentro de um contexto narrativo, de tal modo que deixam de ser violações. Guimarães Rosa, por exemplo, criou uma sintaxe e uma semântica próprias, e seria insensato, nesse caso, exigir obediência à dureza da gramática normativa. Se isso acontecesse, Rosa não seria Rosa.

        Não é, em absoluto, o que acontece neste conto. Ao inverso de alguns textos que normalmente aparecem no Entrecontos, aqui não há a criação de um universo linguístico próprio, por meio de neologismos e construções frasais que, não obstante contrárias à norma, façam sentido.

        A gramática normativa não pode ser, em absoluto, um gesso, mas a subversão precisa ser contextual. Se temos, por exemplo, um narrador-personagem de pouca instrução, escrever errado faz todo o sentido; a depender do meio social, termos gírios se fazem necessários; se temos um esquizofrênico, frases que violem da sintaxe caem bem.

        No conto não há elemento que justifique o emprego simultâneo de dois sistemas de paragrafação. Sem haver motivo palpável, entende-se que o autor equivocou-se.

        As pessoas não se assustam com palavras, exceto as crianças; elas se assustam, no terror, com as imagens produzidas pelas palavras. Para isso acontecer, entretanto, é preciso usá-las adequadamente, e isso não significa necessariamente seguir ao pé da letra a gramática normativa, como já disse acima.

        Com todo o respeito, análise de um texto literário não é análise de uma redação escolar, onde o professor muitas vezes garimpa acertos. É de se imaginar que o autor domine certas ferramentas da construção textual de ficção. Nem de longe é preciso ser perfeito, profissional ou coisa assim: apenas que domine adequadamente certas ferramentas e, tendo exposto seu texto à análise, não se magoe com a análise feita a seu texto.

      • Olisomar Pires
        1 de outubro de 2017

        O colega entrecontista Eduardo Selga já comentou essa posição e como não tenho pretensão de acrescentar nada ao que já está muito bem apresentado, agradeço o elogio, embora exagerado. Um dia chego lá na gramática ortodoxa de modo que possa subvertê-la com conhecimento de causa.

  40. Olisomar Pires
    29 de setembro de 2017

    Impacto sobre o eu-leitor: baixo.

    Narrativa/enredo: um suspense sobre algo na casa de alguém.

    Escrita: fraca. Há tantos pequenos erros que a leitura se trava a todo momento. Não é possível creditar essas ocorrências à simples falta de revisão, infelizmente.

    Construção: o estilo descompromissado não combina o gênero “terror”, muitos parenteses explicativos, informações desnecessárias, enfim, não desenvolvi empatia. Lamento, mas o importante é escrever sempre.

  41. Zé Ronaldo
    29 de setembro de 2017

    Cara, texto sublime! De uma escrita de gente grande, bem elaborado, bem tramado, bem engendrado. As digressões da personagem-narradora são fenomenais, lembrou-me Machadão ou Nabokov. Muito bom mesmo.
    A forma de escrita lembrou-me também os romances policiais detetivescos, onde a personagem-narradora era sempre a figura de um policial ou um “private eye”, ficou muito bacana isso também.
    Chego a chutar que a intenção do autor foi a de elaborar um “terrir”, que não afasta o terror contido no texto, em tese. O problema aqui é que teve mais “rir” do que “te”, o “terror” ficou afastado em um canto, de castigo, apenas pela parte da “criatura” que fazia os ruídos e do “gran finale”, no mais foi apenas suspense e humor.
    Mas, olha, cara, o texto é por demais primoroso, muito bom mesmo. Parabéns.

  42. Edinaldo Garcia
    29 de setembro de 2017

    Escrita: Excelente qualidade literária. Períodos muito bem construídos. Lembrou-se, posso até estar exagerando muito, Machado de Assis, pelos diálogos com leitor, pelas reflexões usando certo eruditismo. A autor é um escritor de mão cheia.

    Terror: Esse para mim é o maior suspense do texto. Quem irá a achar o terror! Eu não encontrei. Criou-se em determinado momento uma tensão sobre o quem ou o quê estaria em cima da casa, mas foi tão pouco trabalhada que ficou para segundo plano. O tom de humor prevaleceu por todo texto e isso tirava qualquer coisa que, mesmo distante, se aproximou do tema. Cogitaram ser um urso? Eu fiquei confuso, pois parece ser ambientado no Brasil devido até mesmo as características dos cenários, as plantas citadas, a personalidade dos personagens. Em relação aos pronomes pessoais com letra maiúsculas, eu vi sua explicação para o Fábio e me convenceu, mas teve um momento que esse “Ela” se referiu a Luzia (talvez um errinho mesmo). E em outra ocasião aparece um Eu maiúsculo depois de uma vírgula. Nada que seja defeito ao texto, que por sinal, incrivelmente escrito, só não se encaixou no tema.

    Nível de interesse durante a leitura: É muito bom. O texto é muito bem escrito. Se tivesse focado no terror certamente seria candidatíssimo ao título.

    Língua Portuguesa: Ótima. Quase uma prosa Machadiana simplificada, sem o tom de ironia tão comum a ele.

    Veredito: Isoladamente o texto está excelente, mas não é terror (acho que repeti isso trocentas vezes). Digamos assim, fui numa sorveteira num dia quente de verão e me serviram uma pizza bem gostosa.

  43. Fabio Baptista
    28 de setembro de 2017

    Mais um conto muito bem escrito – aliás, o nível do Entrecontos parece mais alto do que nunca! – só notei um deslize de revisão em um “dá” já no final.

    Porém acabou deixando o terror em segundo ou terceiro plano.

    Sim, há uma expectativa, um suspense criado sobre a origem do barulho no telhado da mãe (o Ela com E maiúsculo foi uma referência a Deus?), mas ele é precedido por um clima muito despojado, de relatos das peripécias sexuais e tal. E mesmo durante a investigação, que poderia ser o ponto alto de terror do conto, entram as piadas (são boas as metáforas, tipo o dos manequins em sótão de loja) e acaba quebrando o clima.

    Confesso que não sei se entendi muito bem a incógnita do final… matando o rato ele acha que simbolicamente matou a mãe (no sentido de se livrar da presença indesejável dela), é isso?

    Eu gostei do conto, foi uma leitura agradável, sim. Nos outros desafios nunca fui muito de pegar muito no pé em relação a tema, mas aqui vem sendo inevitável, infelizmente.

    Abração!

    • Conde de Lautrémont
      28 de setembro de 2017

      O “E” explica-se: primeiro Ela é Mãe; segundo o personagem não tem nome próprio. Ela é tratada por Mãe, não tem uma lógica? Quanto ao “terrorismo” , as palavras não me assustam, portanto não as uso para tal fim. Já o tema, realmente está mais para o suspense que para o terror, visto que não seja bem meu estilo o gênero terror. No que diz respeito a incógnita final, deixo por conta do freguês. Fica por conta da idiossincrasia de cada um. No mais, estou muito lisonjeado com os elogios ao texto, grato!

  44. Nelson Freiria
    28 de setembro de 2017

    Caro autor(a), com esse título, essa imagem toscamente elaborada e esse primeiro parágrafo, é mto difícil acreditar que um conto de terror virá a seguir. E o que se segue é um texto bastante humorado, assim, é esperado (e necessário) uma reviravolta que transforme isso em terror. Entretanto não é o que acontece, aí fica difícil…

    Se fosse um conto para o desafio passado, eu diria que dava para cortar muitos detalhes que não precisamos saber e que tornaram a leitura de uma história tão simples, num prato sem fundo de uma sopa sem sal.

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Publicado às 28 de setembro de 2017 por em Terror e marcado .