EntreContos

Literatura que desafia.

Violeta Sem Flor (Anorkinda Neide)

A planta era híbrida, de um jeito que só dava flor uma vez na vida. Mas, Maria não sabia. Duvido que alguém soubesse além do jardineiro que a criou. E a vendeu. Florida, linda, extasiante! Ela sempre tivera vontade de manter a janela da cozinha sempre em flor. Como no livro Violetas na janela, você não leu? Recomendo.

Quando chegu em casa com a planta tão exuberante na cor preferida: violeta! Uma violeta violeta, que mais ela poderia querer? Estava perfeito. Sua casa teve mais alegria e vivacidade por muitas semanas. Ela só olhar para o seu vaso adorado na janela acima da pia da cozinha e sentir-se feliz!

Mas, aquela floração findou, murchou, caiu. Ela não se abateu, viveria da expectativa da próxima flor, da próxima cor e nessa ânsia persistiu feliz e cantante com o astral ainda em primavera. Acontece que passaram-se meses e a energia da moça foi decaindo, a planta, linda, verde,brilhosa, parecia contente. Mas e a flor? Nem sinal delas.

 

– O que é isso, Maria?

– Farinha de osso.

– Ave Maria! Que coisa sinistra. É mandinga, é?

– Não. É alimento pra planta.

– Onde vendem isso? No cemitério?

Maria fez um gesto de impaciência.

– Será que não tá infectado isso aí?

– Ahh… por favor. Não me atrapalhe.

– E se o defunto não gostou de ter seus ossos esmigalhados num pilão?

– Que pilão! As coisas são tecnológicas hoje em dia, sabia?

– Pior! O espírito pode nem ter percebido que virou farinha. Valha-me, Deus!

E D. Lurdes fazia o sinal da cruz em conjuração.

 

D. Lurdes era uma senhorinha simples, nasceu e viveu na cidade cuidando dos filhos dos outros, aliás ela havia criado todos ali daquela casa. Era cheia de medos e superstições, aos quais ninguém dava importâcia e a pobrezinha se agarrava nos seus santos e pedia auxílio até pro seu ídolo máximo Cauby Peixoto, que Deus o tenha, amém!

– Eu que nunca tinha visto uma violeta que não dá flor e agora isto!

– Então, se a planta já era enfeitiçada, que mal tem mais umas energias no solo dela, não é? Me ajude aqui com essa mistura, D. Lurdes…

– Não fale assim, minha menina. Vai que o coisa-ruim ouve? Eu vou é fazer uma reza pro Cauby ajudar com isso.

– O que que o Cauby entendia de flor, D. Lurdes?

– De flor, não.. de cor! Eu sei que ele sabia tudo de cor! Tão colorido ele era.. ai ai… – E já se pôs a chorar a pobre senhorinha. Correndo para suas velas e orações.

 

Mais e mais semanas se passaram e nada de flor. A planta parecia até que estava fazendo birra, tirando um sarro de Maria que já a observava com lágrimas nos olhos. Será que ela não sabia cuidar? Será que aquela violeta era enfeitiçada mesmo? Será que a plantinha não gostava dela? Começou a conversar com a folhagem, sim , era isto que ela era agora, uma folhagem.  Até que a moça descobriu outra dica…

– Maria, o que você está colocando aí, nessa lesêra?

– Não fala assim, D. Lurdes que ela pode ficar triste. – E para a violeta: – Não se importe com ela não, viu? Ela não disse por mal.

– Ô, menina! Tome tento e larga mão dessa flor que nem dá flor!

– Descobri este outro tratamento. Água de arroz pra plantinha se alimentar melhor!

– Minha nossa senhorinha do bom jesus, mas isso é alimento de criança! Pro bebê ganhar força.

– Isso, D. Lurdes. Agora a plantinha se anima a fazer flor, você vai ver!

– Você já tá desmiolando, minha menina…

 

Não preciso dizer, não é? A nova dica não deu certo e a plantinha seguia verde, verdinha sem nenhuma cor a mais. Borra de café, fertilizante, menos água, mais sombra, música clássica, beijinho e cafuné… Nada! Maria não queria desistir, já havia percorrido todas as lojas especializadas e não havia mais o que tentar. Nas floriculturas foi diferente. A moça sentiu um certo retraimento dos funcionários ao falar no assunto. Acabavam dando as mesmas dicas que todos os outros, mas havia algo nas entrelinhas, ela sentia.

Foi na Floricultura Campo Florido que Maria conheceu Sandro. O rapaz era especializado em flores, jardineiro de mão cheia que lhe deu atenção e a moça estava carente, sem cor, sem flor, sem amor… Elegeu-o como crush! E voltava à floricultura várias vezes por semana para dar notícias da violeta, da plantinha, da lesêra da porquêra que não dava flor! Sandro queria ser vago, reticente, mas não resistiu e sucumbiu à insistência.

– Moça, olha só… Ninguém quer falar nisso mas recebemos dezenas de reclamações como as suas, de violetas sem flor. Posso garantir que nenhuma foi adquirida aqui na Campo Florido. Isto é certo.

– Reclamações? Então, minha plantinha não é a única que não floresce?

– Não, não é a única.

– E por que ninguém me disse isso antes?

O rapaz olhou para os lados e disse em voz baixa:

– Parece que mexe com gente grande, esse assunto aí…

 

Maria nem ficou assustada, o que uma florzinha iria apresentar de perigo, afinal? Percebendo que Sandro não sabia mesmo de mais nada, ela voltou para casa e acessou a internet.  O que colocar na busca? ‘Planta que não floresce’? ‘Por que minha violeta não floresce’?

– Violeta sem flor!

– O que foi, minha menina?

– Nada não, D. Lurdes. Tô digitando aqui…

– Ah… pensei que tava falando com a flor que não dá flor, de novo.

– Já conversei com ela pela manhã. Ela ficou feliz!

– Diacho de menina esquisita, você não vai visitar aquele menino bonzinho pra espairecer a cabeça, minha filha?

– Já fui lá hoje. Ele me deu uma pista de que algo estranho está acontecendo com as violetas!

– Oh, não! Ele coloca mais lenha na fogueira, ainda?

Maria estava vidrada na tela do computador. Ela encontrou um blog chamado Violeta sem flor! Parece que tinha uma galera intrigada com o fato de suas plantas não florescerem.  Muitas pessoas tinham em casa violetas-folhagens e estavam cruzando dados para ver se elas foram adquiridas no mesmo lugar ou de lugares que possuíssem o mesmo fornecedor.

Maria cadastrou-se no site que faria a pesquisa e também procurou conversar com algumas daquelas pessoas. Sentiu-se participando de uma investigação, estilo série norte-americana. Aquilo estava ficando excitante!

Os administradores ficaram com os dados e seus resultados, prometendo investigar a causa daquele problema. As coisas não poderiam ser totalmente transparentes pois podia ser perigoso. D. Lurdes fez uma novena para que Maria desembestasse daquele assunto, arrumasse um namorado e fosse ela própria florescer!

– Cauby, meu santinho… Ajuda minha criança, ela está com ideia fixa na planta! Cauby, meu amado, você que viveu entre tanta cor, ajude minha menina a encontrar um amor!

 

Certo dia, Maria acordou agitada, conversou ligeiramente com sua plantinha, lhe fez um cafuné e tomou o café em goles rápidos, com os olhos postos no relógio da cozinha.

– Que consumação é esta, Maria?

– Tô esperando uma pessoa!

– O que você tá aprontando, menina?

A campainha tocou. Maria atendeu.

– D. Lurdes, este é o Sandro, aquele rapaz da floricultura, lembra que te falei?

– O crush!

– Shh… D. Lurdes! – Maria fazia um gesto de negativa com as duas mãos, aflita mas rindo muito.

O rapaz viera buscá-la para irem a uma manifestação em frente à Fundação Zoo-botânica.  Não foram dadas muitas informações mas parece que o fulano que distribuiu as plantas híbridas era o diretor lá. A galera do blog mobilizou todas as pessoas que sentiam-se lesadas por esta prática de vender planta que floresce uma vez na vida, iludindo o comprador.

– Meus amores, não vão nessa passeata, não!

– Por que isso agora, D. Lurdes?

– Eu sonhei uma coisa muito ruim.

– E o que foi? – Sandro quis saber, cheio de simpatia por aquela senhorinha.

– Eu vi o Cauby, todo em preto e branco, como um filme antigo. Ele estava triste e segurava na mão o vasinho da flor que não dá flor. Eu acho que ele não pode ajudar nesse caso.

– D. Lurdes, vai ficar tudo bem…

Eles saíram com promessas de que tudo ficaria bem e D. Lurdes acompanhou o movimento pela televisão, apreensiva, com o rosário na mão, balbuciando uma Salve Rainha. As câmeras focavam nos cartazes: ‘Minha violeta só tem folha!”, ‘Cadê a flor?’. ‘Exigimos a volta das violetas!’.

Quando Maria voltou para casa, cansada e rouca, encontrou D. Lurdes de saída.

– Pra onde vai, a esta hora? Já tá no fim do dia.

– Preciso ajudar ao meu amado Cauby…

– Como é que é?

– Ele ainda tá descoloridinho, eu vi, minha menina, quando cochilei na frente da televisão.

– E, então, a senhora vai fazer o quê?

– Acender uma vela de sete dias, colorida com as sete cores do arco-íris. E você pare de seguir essa gente que está se metendo onde não deve…

– Tá bom, D. Lurdes. Agora eu só quero mesmo é a minha cama, tô pregada!

 

Acabou que os dias foram passando, as semanas também, Maria engatou um namoro com Sandro que se tornou carne e unha com D. Lurdes. Até ponto de tricô eles estavam trocando. E assistiam juntos os DVDs do Cauby .

Saiu notícia nos jornais, umas notas bem pequenininhas de pé de página que o tal administrador-jardineiro que ludibriou os compradores de violeta tinha sido preso, mas não por motivos florais, mas sim uns motivos bem verdinhos, verde-dólar, se é que me entende! Parece que o negócio de planta híbrida era fachada de uma máfia internacional, não se sabe detalhes porque a mídia não se interessou pelo assunto. Diz-se que muita gente importante também caiu no logro e não quer admitir, de vergonha mesmo, da tolice.

Mas a plantinha de Maria não se importava com nada, tinha todas as regalias de qualquer flor importante, daquelas vistosas que saem em foto de revista, até nome ela ganhou: Verdoleta, a violeta sem flor.

 

– E o Cauby, D. Lurdes, como ele está?

– Está ótimo, minha filha.

– Não está mais em preto e branco?

– Não! Tá colorido como Deus gosta! Mas, você tinha razão, minha menina, ele não entende nada de flor… Mas de amor… ahhh disso ele entende!

E D. Lurdes olhando para o casalzinho abraçado no sofá a sua frente, deu uma piscadinha marota.

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30 comentários em “Violeta Sem Flor (Anorkinda Neide)

  1. iolandinhapinheiro
    5 de setembro de 2017

    Olá, Kinda. Vc criou aqui uma Comédia Romântica com direito à Cauby do além e violeta transgênica. Foi um conto bem chubs e só não foi sabrinesco porque não tinha uma atmosférica erótica. A linha principal da história foi resolver o mistério da plantinha que não floria, e você aproveitou para inserir personagens e subtramas como a D. Lurdes, e o namorado da protagonista. Se eu tivesse que te dar um conselho, diria que o seu conto ia ficar melhor se a trama fosse mais focada, e que tivessem situações engraçadas, porque a linha humorística que vc utilizou não funcionou comigo. Dona Lurdes foi um tipo muito interessante, tanto que a Maria ficou meio apagadinha igual à violeta que não floria. No geral, um conto de amor e flores. Cheiro, querida.

  2. Priscila Pereira
    30 de agosto de 2017

    Oi Storyteller,
    Gostei do seu conto, não acho que seja de comédia, mas é um romântico investigativo muito bom…kkk gostei da Dona Lurdes, muito simpática e real. Parabéns pelo conto!!

  3. Amanda Gomez
    29 de agosto de 2017

    Olá!

    Meu comentário conta apenas como…comentário.

    Achei seu conto meio, uma escrita bonita, com alguns floreiros, muito agradável de ler. A trama é simples mais legal, não é um conto engraçado, mas tem uns toques de comédia sim.

    O nome do título é bonito, poético, assim como boa parte do texto, embora eu achei que a autora ( acho que é mulher, e acho que se quem é) se segurou pra não deixá-lo com uma proza poética ainda maior =P

    Parabéns pelo texto, um brinde a nós que ficamos para trás! k

  4. Roselaine Hahn
    26 de agosto de 2017

    Olá autora, um conto fofinho, com referências espíritas já no início. Realmente, o Violetas na Janela é muito bom. Vc. enxertou o romance no caso da violeta sem flor, o que deu um colorido a mais. Na verdade enxerguei a luta dela pela plantinha como um espelho da sua busca pela cara metade, mesmo que de forma inconsciente. Vixiii, tá ficando sério o desafio Comédia. Considerei o lance do Cauby como o ponto alto em termos de graça no texto. Probleminhas de digitação em “chegu” e “Ela só olhar” no 1o e 2o. parágrafos; não considerei como erro gramatical, até porque no restante do conto não houve problemas. Então é isso. Ah, adorei a imagem do conto. Abçs.

  5. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Olá Storyteller, gostei do seu conto. Uma linda história de amor. Sim, uma história romântica, gostosa de se ler, do encontro do amor a partir dos problemas com a violeta híbrida que jamais florescia novamente. O que senti que faltou foi mais humor na história, sabe? Não que ele por lá não estivesse. Está sim na alegria do amor e na esperança do florescer, mas achei que devesse estar mais explícito. Bem, não considere tanto assim as minhas palavras. Creio que outros encontrarão na história o que nela não consegui ver. Grande abraço.

  6. Alex Alexandre da Rosa
    17 de agosto de 2017

    Olá autor(a)

    Texto bem conduzido. frases com dinâmica. digno de um conto. acho que “quebrou”um pouco nos diálogos e faltou comédia, mas ficou muito bom no geral. Parabéns!

  7. Davenir Viganon
    16 de agosto de 2017

    Que estória cuti-cuti. É um texto de comédia (e isto é um veredito), não daquelas de arrancar largas risadas (não precisa ser um stan-up comedy) mas que carrega uma doçura na estória e nos personagens. Maria e Dona Lourdes foram bem construídas e o texto ficou leve e gostoso de ler. Apenas não sei o que pensar das intervenções do autor no meio do texto. Talvez fosse melhor colocar a Dona Lourdes como narradora e deixar ela brilhar mais ainda, já que ela é a parte mais engraçada do conto. Foi uma boa entrada para o desafio. Obrigado por trazer este conto até nós.

  8. Ricardo Gnecco Falco
    15 de agosto de 2017

    –> Violeta Sem Flor (Storyteller) 😉

    ———————————————————————————————————–

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem!
    —–

    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 1

    Infelizmente, faltou uma boa revisão. Mas, o texto é leve e, por isso, mesmo com os entraves encontrados a leitura conseguiu fluir até que bem. Teve uma tentativa de pegada poética que, ao meu ver, não conseguiu engatar tão bem quanto a Dna. Lurdes e o florista maroto.

    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 3

    Sim, muito! Acho que este é o conto que mistura mais elementos e que faz a volta mais longa para chegar ao desfecho que, este sim, é simples, porém só funciona devido às voltas todas dadas pelo/a autor/a para chegar até lá. Tem uma pérola aqui: “Verdoleta”. 😀

    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 2,5

    Sim, gostei bastante da forma com que o/a autor/a foi levando a história e até mesmo ludibriando os leitores para chegar exatamente onde ele/a queria. Parabéns!

    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 0,5

    Sim; nenhuma gargalhada, mas ri em alguns trechos.

    ——-
    7
    ——-

    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  9. Ricardo Gnecco Falco
    15 de agosto de 2017

    Olá autor(a)! Tudo bem?
    Estou aqui agora, logo após ter me deleitado com a leitura de sua obra, exercendo a função não mais de leitor, mas sim de julgador de seu texto. Por isso, para ser justo com você (e com os/as demais), darei notas para todos os trabalhos com base nos MESMOS quesitos, que estão listados abaixo. Desejo-lhe boa sorte do Desafio e lhe agradeço pela oportunidade de conhecer sua criação! Um forte abraço,
    Paz e Bem!
    —–
    1) Está BEM ESCRITO? (0/3) –> 2,5
    Sim, o texto está muito bem escrito e consegue rapidamente domar o sentido de realidade do leitor, colocando-o diante de uma mosca consciente não apenas de sua existência como, o que é ainda pior, de sua finitude. Não percebi nenhum farpa durante a leitura, tanto no que tange a ortografia quanto ao estilo da escrita. Somente para reforçar o estereotipo da perfeição, o primeiro parágrafo poderia conter menos traços (palavras compostas, verbos e apóstrofes).
    2) A história é CRIATIVA? (0/3) –> 2
    Dar “voz” e inteligência a animais não é assim nenhuma Brastemp na literatura, mas penso que aqui foi bem desenvolvida a opção. No conjunto da obra, formou uma interessante história.
    3) O humor é INTELIGENTE? (0/3) –> 1,5
    O humor é bastante filosófico e, com exceção do final pouco inovador, conseguiu dar conta do recado que o/a autor/a desejava transmitir.
    4) Eu dei RISADA? (0/1) –> 0
    Não. Eu confesso…
    ——-
    6
    ——-
    OBS: Se as notas por mim expressas aqui somarem um valor DIFERENTE (para mais ou para menos) da que será, ao final de todas as leituras, postada no respectivo campo de avaliação geral do site (onde estarão listados todos os contos concorrentes deste grupo e suas respectivas notas finais, e que terão valor oficial), o fato se deverá, provavelmente, por eu ter mexido na nota previamente colocada aqui na avaliação inicial, com base na amplitude de conhecimento obtida após término de todas as leituras, podendo portanto ocorrer uma mudança de paradigma em meu padrão avaliativo inicial.

  10. Bia Machado
    15 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 2/3 – Juro que até achei simpática a narrativa. E ela
    tem um desenvolvimento que eu até chamaria de “surreal”, pois não consigo imaginar tal situação, isso tudo por uma violeta. Sei lá.
    Personagens – 1,5/3 – Creio que é um conto que precisa demais de personagens
    cativantes, criativos, que nos enlevem. Infelizmente nenhum deles consegue isso.
    Gosto – 0,5/1 – Não foi difícil de ler. Mas só li porque precisava, falar a verdade.
    Adequação ao tema – 0/1 – Pra mim não está adequado. Onde o autor tentou fazer
    graça, humor, rir? Parece na verdade o contrário: ele ou ela não estava nem aí para
    o tema do concurso.
    Revisão – 1/1 – Adequado. Não vi nada que me atrapalhasse a leitura.
    Participação – 1/1 – Valeu a tentativa. Mas não tem a ver com o tema, vamos combinar?

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  11. Givago Domingues Thimoti
    15 de agosto de 2017

    Adequação ao tema proposto: Alto.
    Criatividade: Média para alta.
    Emoção: O impacto foi mediano. Foi uma comédia romântica boa
    Enredo: Gostei do desenvolvimento da história do conto. Ainda assim, achei a leitura truncada, por conta dos erros gramaticais.
    Gramática: Encontrei alguns erros. Acredito que faltou uma revisão.

    “Como no livro Violetas na janela, você não leu?” Acho que a construção está errada. No lugar da vírgula, um ponto final O correto seria; “Como no livro Violetas na janela. Você não leu?”

    “Quando chegu” => Quando chegou.

    “Diacho de menina esquisita, você não vai visitar aquele menino bonzinho pra espairecer a cabeça, minha filha?” Mais uma vez, faltou o ponto final.

    “Maria fazia um gesto de negativa com as duas mãos, aflita mas rindo muito.” “Aflita” deveria estar entre vírgulas.

  12. Wilson Barros Júnior
    15 de agosto de 2017

    Haha, “Violeta violeta”, é lindo, lembra “selva selvagem” na introdução dantesca da “Divina Comédia”:

    “No meio do caminho desta vida,
    Me vi perdido numa selva escura,
    Solitário, sem sol e sem saída.

    Ah, como armar no ar uma figura
    Dessa selva selvagem, dura, forte,
    Que, só de eu a pensar, me desfigura?

    É quase tão amargo quanto a morte;
    Mas para expor o bem que eu encontrei,
    Outros dados darei da minha sorte.”

    Bom, o desafio era comédia, não necessariamente divina. O conto todo é muito bonito, lembra “Os escritos da Santino”, infinitos, gordinhos, como fazer cafuné na flor e essa conversa de “o crush”, que Dá o toque adolescente. Os diálogos são encantadores, os nomes, como “Floricultura Campo Florido” são poéticos demais. Muito romântico e singelo, mas de um estilo colorido e marcante.
    Ah, ia esquecendo, colocar o Cauby cantando “Perfída” como “leitmotif” da violeta foi uma grande sacada.
    “Perfídia…….mandaste em troca, não esqueci
    Das rosas, das orquídeas e as violetas
    Que eu dava a ti”

  13. Cilas Medi
    15 de agosto de 2017

    Olá Storyteller,
    todas as pessoas que sentiam-se lesadas = todas as pessoas que se sentiam lesadas
    … mãos, aflita mas rindo muito. = … mãos, aflita, mas rindo muito.
    Bonitinho, amoroso, simpático e é só. Não faz rir, sequer sorrir. Um conto fora do contexto cuja aposta é a comédia.

  14. Luis Guilherme
    14 de agosto de 2017

    Ola amigo! Provavelmente vc eh a anorkinda, acertei? Ta mto com carinha… Hahaha

    Vamos la: gostei!
    A princípio fiquei dividido. Confesso que achei q nao fosse dar em nd, mas a historia cresceu em mim, principalmente pela simpatia.

    O conto eh carismatico e docemente divertido, em especial graças à D. lurdes e o cauby. Que senhorinha adoravel!

    O enredo eh gostoso e leve. O humor da o tom ao enredo, de forma branda e gostosa.

    Acho q faltou uma revisao mais apurada. Tem alguns probleminhas de pontuaçao que acabam travando um pouco em alguns momentos.. Mas nao prejudicou o todo. Foi so um apontamento q achei valido.

    Enfim, parabens e boa sorte!

  15. Catarina Cunha
    14 de agosto de 2017

    Um conto delicado e divertido. Poderia ter criado situações mais envolventes, com ação e confronto, para entrar mais na comédia.

    Frase auge: “Cauby, meu amado, você que viveu entre tanta cor, ajude minha menina a encontrar um amor!” – Que prece bonitinha para um Santo tão forte! Rsrsrs

    Sugestão:

    Não desvendar logo de cara o motivo da infertilidade da flor.

  16. melisasribeiro
    13 de agosto de 2017

    Olá autor,

    Seu enredo ficou parecendo resultado daqueles exercícios de escrita criativa em que somos estimulados a montar enredo combinando coisas que não tem nada a ver, tipo Cauby Peixoto e vaso de violetas.

    Sobre os personagens, pelo que entendi, D Lurdinha era uma espécie de mãe de criação de Maria e aí fiquei sentindo falta, por exemplo, da mãe ou então de uma melhor contextualização do relacionamento entre as duas personagens.

    A narrativa é boa, com destaque para os diálogos, bons de ler. Destaco também a distinção dos personagens pelo estilo da fala. Ficou bom.

    Com relação à revisão, notei algumas rimas (se foram propositais, ignore), repetição próxima de palavras (“bem” em: – D Lurdes, vai ficar tudo bem…/ Eles saíram com promessas de que ia ficar tudo bem), algumas coisas de pontuação (vírgula desnecessária, após ” mas”, logo no primeiro parágrafo, p.e.), além de alguns deslizes de digitação (chegu em lugar de chegou, ela em lugar de era no segundo parágrafo, p.e.).

    Parabéns pela participação!

  17. Jorge Santos
    13 de agosto de 2017

    Tentar encontrar a comédia neste conto é como encontrar a agulha num palheiro do qual não temos o endereço. À parte da falta de uma letra, não encontrei erros. O conto tem principio, meio e fim, usando uma planta como fio condutor.

  18. Pedro Paulo
    10 de agosto de 2017

    Logo no começo somos apresentados ao conflito que move os personagens na trama, a flor não florescerá e tem uma menina muito ansiosa por isso. O cômico na trama é introduzido com Dona Lurdes com suas superstições e seu “ídolo máximo”, Cauby Peixoto. O conto progride com a frustração da jovem Maria e é entremeado pelos seus diálogos com D. Lurdes, engraçados pela oposição de valores que rodeiam a situação, as crenças absolutas da senhora frente aos absurdos tratamentos da moça com a planta, que até falar com o vegetal, fala.

    “Foi na Floricultura Campo Florido que Maria conheceu Sandro”. Evidentemente, essa frase abre o parágrafo para nos avisar da alteração do rumo da história e, quando o rapaz é mencionado pela D. Lurdes e ela torna a suplicar a Cauby por amor, sabemos que ele terá maior importância do que simplesmente informar segredos à jovem Maria em sua crescente jornada sobre a planta. Saber disso de algum modo nos diz o restante da história que vamos ler.

    Como esperado, a trama das plantas agora compartilha espaço com a aproximação do tal do Sandro. É engraçado ver a proporção absurda de um escândalo de corrupção com plantas, mas isso fica em plano de fundo para a sucessão de fatos que nos deixa a par do relacionamento de Maria com Sandro, algo que ao início do conto não existia e só veio a acontecer por conta da trama primária com a planta e, quem sabe, pelas rogas de D. Lurdes. Desse modo, quando o conto termina, não é surpreendente, mas há um pouco de graça quando se leva em conta como a história realmente começou.

    No entanto, o auge humorístico do conto, por assim dizer, é as conversas com a D. Lurdes, que apesar de ocuparem uma boa parte da história, são o melhor que o conto tem a oferecer no que se trata de fazer comédia. O restante caindo no previsível assim que apareceu o Sandro.

    Para terminar, uma coisa para ser notada nesse conto é a leveza da escrita, que deixa o leitor confortável, faz da leitura mais prazerosa e assemelha a como se alguém estivesse nos contando uma história.

    • Anorkinda Neide
      2 de setembro de 2017

      Oh, Pedro Paulo! Bem-vindo!
      Que comentario adorável!
      Nao só por ser positivo pra mim, mas por ter um cuidado e um detalhamento dignos de quem s e interessa pelo outro e pela literatura!
      Obrigada por sua presença!
      Abraço

  19. Gustavo Araujo
    9 de agosto de 2017

    Um conto bem legal, agradável, leve, simples e cheio de mensagens subliminares. Uma comédia à la Chaplin, se é possível comparar. Gostei muito da escrita direta, em tom de crônica, com o narrador conversando com o leitor. Todos os personagens são “reais”, verdadeiros dentro de suas simplicidades. Não é um texto para gargalhar, mas não acho que isso seja absolutamente necessário. É um conto que entretém muito bem, daqueles que tornam a leitura um prazer. A alusão a um Cauby santo foi bem criativa e eu me peguei pensando nele dizendo “Conceiçãããããoooo” lá do além, para fazer o casal ficar junto fim. Legal ver também que além da comédia embutida há um leve suspense, além do que, no fim, percebe-se, há uma história de amor. Uma história fofa, ou chub, como dizemos por aqui. Não é um conto que arrebata, mas é inegável que aqui e ali encontram-se pérolas de prosa poética como “persistiu feliz e cantante com o astral ainda em primavera”. Enfim, gostei. Parabéns!

  20. Bruna Francielle
    8 de agosto de 2017

    tema: adequado

    Pontos fortes: Que viagem seu conto! Então a Maria fazia cafuné na planta e a Dona Lurdes orava pro Cauby Peixoto? Socorroo.. ahaha Da onde você tirou essas coisas? Vai ganhar uns pontos pela criatividade.

    Pontos fracos: Em contrapartida, sinto que o(a) autor(a) do conto pode ainda afiar sua narrativa para dar origem a contos mais organizados e pensados. Muita criatividade, porém se percebe que as ideias foram jogadas de qualquer forma na história e iss poderia ser melhorado.

  21. Brian Oliveira Lancaster
    8 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Um texto que tem a temática cotidiana como mote principal. Agrada pela sua suavidade. – 8,0
    A: No entanto, apesar de ser um conto singelo e meigo, a parte bem humorada quase não aparece. Dei sorrisos na parte da farinha de ossos (se continuasse nessa linha, subiria alguns pontos), e do Cauby, mas o texto não mantém essa pegada e acaba engatando outra história de namoro no meio. – 7,0
    C: Gosto de contos simples, que tragam melancolia nas entrelinhas, mesmo com o insólito do dia a dia da senhorinha. Cativa justamente por esse clima familiar. – 9,0
    U: Faltou uma pequena revisão em certas partes, como “ela” no lugar de “era” ali no início e uma divisão melhor de ideias. No quinto parágrafo pareceu que se iniciaria outra história. A explicação se encaixaria melhor junto a um diálogo, mais para frente. Também há algumas repetições desnecessárias. – 7,0
    [7,7]

  22. Pedro Luna
    7 de agosto de 2017

    Achei um conto bem simpático, apesar de não ter muito a dizer. Ele é simples, mas não acho isso ruim. Acredito que algumas coisas demandam simplicidade. A trama é boba mas acho que acertou quanto a comédia no ato de pegar algo cotidiano e banal, como a espera pelo desabrochar, e transformar em algo absurdo e de grandes proporções, com direito a máfia por trás. Gostei da situação da violeta, com os personagens lutando por isso como se fosse algo realmente importante. O absurdo foi alcançado com êxito, parabéns a quem escreveu. O conto também passa uma sensação de “cotidiano” de novela que foi positivo, que nos aproxima do que está acontecendo.

    A única coisa que me desagradou foi esse negócio de Cauby. Sei lá, essa parte da personalidade de D. Lourdes não me agradou, tem a importância dentro do texto mas para mim não fez diferença e nem o deixou mais divertido.

    Bem escrito. Bom conto.

  23. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    7 de agosto de 2017

    Storyteller,

    o seu conto é interessante. Não notei grandes problemas com a escrita (apenas um ou outro errinho), mas também não vi nenhuma grande construção frasal. A história é um caldeirão de temas… Temos Cauby como padroeiro e figura santificada por uma senhora, temos Maria e sua busca pelo florescer da violeta e temos o romance da mesma com Sandro.

    O humor está aí sim, nas entrelinhas.

    Infelizmente, não funcionou tanto comigo.

    No mais, é um conto que cumpre seu propósito e conferi entretenimento.

  24. Fheluany Nogueira
    5 de agosto de 2017

    Além do humor leve, praticamente livre de piadas que reproduzam preconceitos contra minorias, o texto oferece ao público a possibilidade de se emocionar. No fundo, trata-se de uma comédia romântica, permeada pelo pequeno drama “da flor que não dá flor” e do contraponto de D. Lourdes com falas supersticiosas, visão deteriorada da religião e idolatria por Cauby Peixoto (que temo não ser conhecido pelas gerações mais novas) — é esta personagem que mais diverte o leitor.

    O discurso narrativo é despretensioso, não há reviravoltas ou surpresas. A leitura é agradável e fluente; o texto está bem escrito, sem problemas gramaticais ou estruturais importantes e tem bom ritmo. De início, por causa do pseudônimo, imaginei que a trama estivesse relacionada com a música “Storyteller” de Morgan Harper Nichols.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  25. Antonio Stegues Batista
    5 de agosto de 2017

    O texto tem alguns errinhos de digitação. A história de Maria e sua flor, não me fizeram rir em nenhum momento. É um texto simples, onde faltou situações engraçadas, às vezes o absurdo é engraçado e nem isso houve na história. Foi uma história do cotidiano, quadrilha que engana as pessoas vendendo flor falsa e nem isso tem graça e acho que ficou um conto muito fraco, mesmo com dona Lurdes e seu ídolo falecido e tornado santo. (?)

  26. Eduardo Selga
    5 de agosto de 2017

    O(a) autor(a) usa um recurso que pode ser entendido como ousadia: há duas narrativas em primeiro plano, a que dá o título ao conto e a do Cauby Peixoto elevado a Santo Padroeiro do amor. É comum observarmos nos manuais que pretendem formatar em demasia o conto, a afirmação de que isso seria um pecado, o que parcialmente é verdadeiro. Com duas vertentes, a chance de a narrativa perder vitalidade é enorme, mas não necessariamente isso ocorrerá, como foi o caso deste conto, em que as situações se completam: a violeta é pretexto para a outra narrativa entrar em cena; Cauby surge como um possível salvador da planta (em função das cores), mas aos poucos o motivo de sua inserção no texto se mostra: uma espécie de Cupido.

    É usado um recurso para ganhar a simpatia do leitor: o narrador por um instante “abandona” a narração e se dirige diretamente ao leitor, a exemplo de, logo no início, “ela sempre tivera vontade de manter a janela da cozinha sempre em flor. Como no livro Violetas na janela, você não leu? Recomendo”. isso acontece mais uma ou outra vez, no entanto não me pareceu bem utilizada o bastante, principalmente o exemplo citado, pois o leitor se depara no primeiro parágrafo com um “você” que pode gerar dúvida: está falando com o leitor ou de outro personagem que virá? O decorrer do texto responde a questão, mas demora um pouco. Se usasse, por exemplo, “você, leitor” ou “caro leitor”, não haveria essa inadequação.

    Outras inadequações estão em algumas construções oracionais. Por exemplo, o narrador afirma que um jardineiro criou a violeta. Se for no sentido de “dar existência a” é estranho, pois de um modo geral jardineiros cuidam de plantas, não as criam. Lá pelo final aparece uma Fundação de Zoo-Botânica, cujo diretor teria distribuído as plantas estéreis. Um diretor não será um jardineiro, e mesmo a inclusão do termo “administrador-jardineiro” não salva a situação.

    O narrador (e talvez isso também faça parte da estratégia de aproximação com o leitor) mantém a narrativa em determinado nível de normatização, quando de repente surge “parece que tinha uma galera intrigada com o fato de suas plantas não florescerem”, em que a gíria “galera” destoa do caminho utilizado até então e posteriormente. Nada contra o uso dos termos gírios, mas nesse ponto me pareceu forçado, meio fora de propósito.

    Ao contrário desse caso, a linguagem da senhora Lurdes está bem construída, e poderia ensejar bons momentos de humor, na medida em que ela usa um registro linguístico que se contrapõe ao da protagonista.

    A gramática não foi bem observada. Em “como no livro Violetas na janela” deveria haver inicial maiúscula em “janela”, por ser título de obra; o segundo parágrafo começa assim: “quando chegu em casa com a planta tão exuberante na cor preferida: violeta!”, em que, além do evidente erro de digitação no verbo CHEGAR, a oração está sem sentido, pois o advérbio QUANDO parece descolado; em “mas e a flor? Nem sinal delas” o plural na contração DELAS é um erro de concordância, já que está se falando de apenas uma flor; em “nossa senhorinha do bom jesus” todas as iniciais deveriam ser maiúsculas.

  27. werneck2017
    5 de agosto de 2017

    Olá,
    Quanto à criatividade, o conto mostrou a que veio, uma ideia original, com o desenvolvimento conciso de um clímax e um desfecho interessante.
    Quanto à gramática e o cuidado na apresentação, verifico que houve alguns erros: palavras repetidas por exemplo no primeiro parágrafo, sempre e sempre, Importâcia, agarrou nos, quando o mais adequado seria agarro aos seus, etc Outros cuidados que faltaram:

    Ela só olhar para o seu vaso adorado na janela acima da pia da cozinha e sentir-se feliz! (Era só …)

    Mas e a flor? Nem sinal delas. (nem sinal dela).

    Lesera é um termo do Norte, usado bastante no Amazonas. Será o autor um amazonense? kkkk
    quanto a adequação ao gênero, acredito que o texto está adequado à comédia, num enredo divertido, mas que poderia ter sido melhor trabalhado para que trouxesse um desfecho mais cômico.
    Minha nota é 7,5

  28. Olisomar Pires
    5 de agosto de 2017

    Conto bem escrito, pequenos erros gramaticais que não influenciaram a leitura (1 ou 2), no geral a coisa é fluida e tranquila.

    A idéia é boa e bem desenvolvida, os personagens são carismáticos e cativantes, até mesmo o “Sandro” que menos apareceu.

    Os diálogos são bastante divertidos, sem dúvida nenhuma, Dª Lurdes roubou a cena.

    Texto leve com final feliz, bastante apropriado para o tema.

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 1 e marcado .