EntreContos

Detox Literário.

TPM (Alex Rosa)

Era começo de namoro. Eu, à parte de tudo o que era compromisso, nunca havia estado em um relacionamento sério, a ponto de ver todos os lados de uma relação. Lados nem tão agradáveis assim, diga-se de passagem.

Dizem que conhecemos de fato uma pessoa, a partir do momento que começamos a conviver juntos. Somente então revelamos nosso pior lado, não relevamos mais as coisas que nos incomodam – antes ignoradas – e deixamos de ser tão carinhosos. Até então, normal, já estava preparado para tudo isso. Entretanto, esqueceram-se de me avisar que existem coisas com as quais, nós – homens – não estamos preparados para lidar.  Foi assim que embarquei numa pequena aventura.

Saímos do shopping e ela estava eufórica, tão radiante que até me assustava, contudo eu aproveitava o momento, tudo era motivo para risos, estávamos conectados e compartilhávamos de um momento único. Chegava a pensar o porquê de relutar tanto para assumir um compromisso, sendo que agora percebia ser uma coisa boa, muito boa. Eu mal imaginava o que me aguardava.

Paramos em um semáforo ou farol, tanto faz, não entendo essas discussões bobas – bolacha ou biscoito, blusa ou casaco – enfim, o sinal estava vermelho, notei que havia algo de diferente naquele cruzamento, mas não sabia exatamente o que era, quando tive uma ideia estúpida, comentei com minha ex-namorada ao lado:

— Nossa, tem algo estranho aqui. Parece que está diferente o lugar — ela olhou por um instante, pensou e disse:

— Tinha uma árvore na outra esquina. Acho que cortaram.

— Ahhhhh…— na verdade, se ela falasse que tinha um disco-voador também acreditaria. O fato era que ainda não me lembrava. Passado a conversa trivial, o sinal ficou verde e sai com o carro, nem engatei a segunda marcha e ouvi um “tsc”, abaixei o volume da música e perguntei se tinha acontecido algo, ela respondeu que não. Voltei o olhar para o trânsito e aumentei o volume do meu rock quando ouvi um “tsc” novamente, desta vez com mais ênfase. Foi quando cai na armadilha de perguntar de novo, fui obrigado a ouvir que: eu reparava na rua, entretanto nunca notava quando ela cortava o cabelo – claro que não notava, não soube que estava faltando uma árvore de 10 metros na rua, como iria perceber dois dedos de cabelos – pensei. Afinal não iria responder desse jeito para ela. Respirei e falei com todo carinho do mundo:

— Desculpa amor? Você viu que nem notei que era uma árvore. — Mas não foi o bastante, sua testa franziu e um “bico” surgiu em seus lábios. Comecei a ficar nervoso, certo de que estava fazendo tempestade em copo d’água, fiz o que todo homem faz nesses momentos, fiquei bicudo também. Mudei a estação do rádio, coloquei numa MPB para apaziguar um pouco a situação. Será que a garota de Ipanema de tom Jobim era tão cheio de graça assim ou ficava com esse bico de pato também? Tenho minhas duvidas. Seguimos em um silêncio atormentador.

Chegando a sua casa. Da cozinha, ouvi sua irmã lhe perguntando se eu havia notado e elogiado. Foi então que caiu minha ficha, ela havia feito algo para ficar mais bonita aquele dia, e eu nem percebi. Com um pouco de remorso, pensei em reverter a situação. Só havia um problema – grande problema – não tinha ideia do que ela havia feito. Enquanto ela conversava com sua irmã, comecei a repará-la. Olhei para as roupas, unhas, rosto e cabelo, nada. Apenas o cabelo parecia um pouco diferente. Lembrei-me que ela comentou algo sobre o cabelo no episódio da árvore. Pronto, descobri, tive uma sensação orgulhosa pela dedução e estava pronto para me redimir. Cheguei como quem não quer nada e falei:

— Ficou lindo o corte de cabelo — para a minha surpresa, ouvi um sonoro:

— Affff – misturado com a voz da irmã, que de lá da sala gritava:

— Ela pintou, cunhado. Ela pintou!

Visto isso, percebi que seja árvore ou cor, não sou muito detalhista. Contudo, fomos para a minha casa, certo de que, a noite romântica que havia planejado desde que a levei ao shopping, estava arruinada. Com certeza ela dormiria de calça jeans aquela noite. Tentei argumentar algo para contornar o desfecho, quase apanhei. Ela estava possessa, de alguma forma tinha despertado um monstro por dentro daquela meiga pessoa, fiquei quieto para não enfurecer ainda mais a fera, seja lá o que ela tinha incorporado. De repente, para minha surpresa, ouvi uma crítica: que eu não falava nada. Então percebi que tudo que eu fazia era errado, não sabia como agir, parecia estar naquele jogo de azar com três copos onde você nunca acerta onde está a pedra por de baixo. Já estava quase me arrependendo de abandonar minha vida de solteiro, quando ela revelou:

— Vamos passar no supermercado, acho que vai descer para mim. — tudo fez sentido, ela estava de TPM, pensei “uau, o que será que Joana D´arc e Anita Garibaldi eram capazes de fazer nesses dias?”. Já ouvira falar muitas vezes sobre a tensão pré-menstrual, porém nunca presenciara uma. Pedi desculpas novamente, disse que ela estava linda, que eu era um bobo e para não deixarmos isso atrapalhar nossa tão boa relação. Então, ela também se desculpou, demos um selinho e achei que estava tudo bem, achei. Quando do nada, ela começou a chorar. Por favor, alguém explica isso? Em menos de 4 horas o humor transmutou entre risos, carinho, ira e lágrimas.

Nada poderia me preparar para a oscilação de emoções que compunham os hormônios femininos. Era como andar em um campo minado. Como brincar de roleta russa. Estava à mercê da sorte e qualquer palavra ou atitude poderia gerar uma guerra. De qualquer forma não queria saber, porque ela ficou muito carinhosa depois disso. Ainda mais quando compramos o que precisava e alguns chocolates.

No caminho, em outro semáforo, percebi que faltava algo lá também, só que era muito maior, porque estava chamando muita atenção, talvez tivesse sumido um prédio daquele local, olhei para ela, sorri. Ela me sorriu de volta, olhei novamente para o local, incomodado com a curiosidade, a questão é; até hoje eu não sei.

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27 comentários em “TPM (Alex Rosa)

  1. Amanda Gomez
    1 de setembro de 2017

    Olá,

    Mr Bean!

    Um texto simples, narrando um dia cotidiano de um casal. Achei o conto legal, tem algumas sacadas de humor, algumas eu não entendi como o final. Qual o motivo do incomodo? O personagem é interessante e senti pena dele por ter que suportar a TPM da namorada e ser totalmente ingenuo quando a isso, ele parece aquele tipo de cara que anda no cabresto. rsrs

    O texto não ousou muito, manteve-se em um padrão, talvez por isso tenha ficado para trás, tendo em vista os concorrentes, mas é um bom conto, eu gostei, foi uma leitura agradável e rápida!

    Parabéns!

  2. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017

    9,8

  3. iolandinhapinheiro
    27 de agosto de 2017

    Olá. O seu texto é bem escrito e convincente. O humor é bem sutil e o conto tem muita fluidez. Os problemas que encontrei foram os seguintes: foi um texto muito corrido, fora o narrador (sobre o qual muito pouco ficamos sabendo) os outros personagens não tem quase nenhum aprofundamento. O texto não nos marca. É agradável mas no fim, desliza para fora da nossa cabeça tão suavemente como entrou. O tema TPM já foi explorado até o fundo do balde. Tudo o que se escreve sobre o assunto a gente fica com aquela familiaridade, aquela sensação de que já lemos algo muito parecido em outro lugar, e aí a emoção vai para as cucuias. Sua escrita é muito boa, parabéns por isso.

  4. Catarina Cunha
    25 de agosto de 2017

    O conto explora o clichê da TPM de forma inocente, quase divertida. Foi inteligente fazer da árvore o gatilho. Fez com que os personagens dessem uma guinada radical na trama.

    Auge: “Paramos em um semáforo ou farol, tanto faz, não entendo essas discussões bobas – bolacha ou biscoito, blusa ou casaco – “ com certeza o personagem (ou o autor?) não é chegado a um bom papo inútil.

    Sugestão:

    Tirar essa parte: “comentei com minha ex-namorada ao lado”. Era ex? Futura ex? Ou foi um sentimento no momento? Isso nos tira o gosto de descobrir se ele vai aprender ou não a lidar com o problema.

  5. Luis Guilherme
    21 de agosto de 2017

    Boa tardeee! Td bao?

    Olha, sendo sincero, achei o texto um pouco cliche, e por isso meio sem graça.

    O assunto TPM ta bem batido, entao pra funcionar tem q trazer algo inovador.

    A historia eh bem escrita e td, tem enredo bem construido e td, mas pecou no humor, pra mim. Alem disso, o desfecho foi uma pouco sem graça.

    Nao te recrimino por isso: meu conto mesmo nao tem mta graça hahahah.

    Tem varias pontos positivos o conto, especialmente a parte tecnica, q ta praticamente impecável, mas nao me comquistou como leitor. Sinto muito.

    Ainda assim parabens e boa sorte!

  6. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Olá TPM, cá estou eu às voltas com a sua história. Um enredo simples e linear, a história bem contada, tudo bem encadeado, tudo no seu devido lugar. Mas simplesmente muito certinho. Comecei a ler a sua história esperando por mais, sabe? Como se o conto estivesse me prometendo um grande final, uma surpresa tremenda, um sorriso até, que não me veio. Mas deixemos isto pra lá. Vamos considerar que isso que estou lhe escrevendo nada mais é do que a chatice de um cara de humor esquisito. Grande abraço.

  7. Cilas Medi
    19 de agosto de 2017

    Olá Mr.
    …era tão cheio de graça assim = Jobim era tão “cheia” de graça assim.
    …duvidas = dúvidas.
    Eu achei uma das leituras mais chatas, cheia de o já famoso fato da possível irracionalidade da mulher quando em tpm. Nada mais a declarar, confirmando que não acompanhou em nada o compromisso de fazer rir.

  8. André Felipe
    18 de agosto de 2017

    Gostei. Pra mim é uma crônica bem humorada e se adequa a proposta. Pena que falar de tbm dessa forma seja tão clichê. Talvez se tratasse o mesmo tema com outro viés poderia construir uma quebra de expectativa e deixaria tudo menos previsível. Contudo é um texto leve e fluido, uma leitura rápida e agradável.

  9. Rafael Luiz
    18 de agosto de 2017

    Conto legal. Narra com facilidade e agilidade as agruras do protagonista.se adequa bem ao tema, apesar de não me arrancar mais que um risinho, mas me trouxe diversas lembranças de situações similares. Escrito com bom humor e fluidez, consegue prender até o final rápido e oportuno. Texto sem barrigas, indo sempre direto e objetivo ao ponto.

  10. Daniel Reis
    17 de agosto de 2017

    Prezado (a) Bean (amigo do Rice?):
    Segue a avaliação do seu conto, em escala 5 estrelas:
    TEOR DE HUMOR: ***
    A partir de um momento do cotidiano, o autor busca o engraçado nas mudanças de humor da tensão pré-menstrual. Não é uma comédia, propriamente, mas momentos “raros”, num tempero de crônica.
    PREMISSA: **1/2
    O aguentar a TPM, com suas idiossincrasias, infelizmente não se desenvolve em situações que pudessem ser extremas ou exageradamente cômicas. Permanecem no limite do anedótico. As personagens também são bastante pinceladas, apenas.
    TÉCNICA: **
    A escrita não é difícil, mas a meu ver poderia ser mais desenvolvida. Acho que essa história pode ser um embrião de algo maior, uma novela, quem sabe?
    EFEITO GERAL: **1/2
    Não foi um texto que eu tenha achado muita graça, mas pensei: “entendo perfeitamente”. E isso, de um autor conseguir com o leitor, não é pouca coisa…

  11. Rsollberg
    16 de agosto de 2017

    haha

    Então, Mr. Bean.
    Seu conto está bem escrito, tem leveza, bom ritmo e algumas boas referências.
    Contudo, ele se cerca de clichês para contar uma história ordinária.
    Se resume a uma briga de novos namorados em um dos temas mais batidos do cotidiano. O homem que não repara na mulher e a reação desproporcional em razão da famigerada TPM.

    Isso não seria um grande problema caso existisse uma inovação no jeito de contar, no estilo, ou até mesmo em uma nova perspectiva, como uma árvore contanto a história. Fora isso, é um conto direitinho, mas, no meu entendimento, esquecível.

    De qualquer modo, boa sorte!

  12. M. A. Thompson
    16 de agosto de 2017

    Olá Mr. Bean e o conto TPM.

    Acho que é uma autora, mas posso estar enganado e sendo enganado pelo machismo de nascença e os filtros que vieram de brinde.

    Mas vamos lá. Seu conto pode ser resumido assim:

    Um homem narrando a experiência com uma namorada e com dificuldades para entender a cabeça da mulher. Explorou – ou pelo menos tentou – a comédia sob o ponto de vista das diferenças entre homens e mulheres. No conto o conflito é criado a partir da cegueira do homem em relação às mudanças na mulher e uma aflição em tentar agradar alguém de comportamento imprevisível por conta da TPM.

    Como nós homens não temos TPM e nem sei se temos algo parecido, sua descrição de como a personagem ficou, as alterações de humor, o coitado se virando para compreendê-la e fazê-la feliz, fogem completamente ao meu universo. Essa personagem eu consideraria uma mulher fútil e chata e provavelmente não ia querer ficar por perto quando essas alterações aparecessem. A xana precisaria valer muito a pena para eu me sujeitar a ficar com alguém com um comportamento desses. E por sorte e até conhecendo meu temperamento, nunca tive alguém tão irascível. Daí minha antipatia pela personagem e a incapacidade de rir do conto.

    Acho que a comédia deveria vir desse conflito, porém como não faz parte da minha vivência eu sinceramente não consigo ver nele a comédia pretendida.

    Eu penso que a caneta é feminina porque a(?) autora descreve as alterações hormonais da TPM incluindo os eventuais recursos para minimizá-la, como o chocolate que o sujeito compra.

    Vou além, acho que a(?) autora estava de TPM e usou o incomodo do período para fazer a catarse no conto. Mas daí a eu pensar em uma comédia passou longe.

    Ficamos assim:

    Como conto funcionou? Sim.
    Como comédia funcionou? Não, pelos motivos expostos. Talvez as mulheres ou os homens que passem isso com suas mulheres tenham mais afinidade com o conto e consigam rir disso.

    Boa sorte no desafio.

  13. Marco Aurélio Saraiva
    15 de agosto de 2017

    Um dos poucos contos que li até agora que se preocupou mais com o lado cômico do que com o lado crítico / dramático.O tema é clichê, mas como já falei em outro comentário, a comédia desdenha dos clichês, usando-os para complementar as risadas.

    Aqui, porém, o clichê foi longe demais. Achei a escolha do tema muito válida, mas duas coisas me incomodaram:

    1) O título já entrega parte do ouro. Eu já li a primeira palavra esperando que o conto fosse sobre TPM. Eu sei que isso é interessante, mas aqui acabou que o conto foi justamente tudo o que eu esperava, na além disso. Nada de inovador.

    2) O conto fala sobre a TPM, ok, mas ele aborda todas aquelas questões já levantadas vez após vez em toda roda de conversa masculina. Como comentei há pouco: nada de inovador. Geralmente, o certo é pegar o tema (TPM, neste caso) e usá-lo como pano de fundo, aproveitando o espaço para desenvolver personagens e personalidades.

    A técnica também está bem falha. O conto precisa não só de uma revisão, mas também de um pouco mais de carinho na escolha das palavras e da pontuação. A leitura dele não é muito travada, mas apresenta uma série de problemas de pontuação e erros de grafia que acabam por atrapalhar o desenrolar da mesma.

    Segue algumas anotações e apontamentos para enfatizar o que estou falando:

    “Será que a garota de Ipanema de tom Jobim era tão cheio de graça assim” – cheiA

    “Passado a conversa trivial…” – passadA

    ” Foi quando cai na armadilha…” – caÍ (se bem que aqui não sei se houve alguma mudança no novo acordo ortográfico. Posso estar errado, rs)

    “Chegando a sua casa.” – crase no a.

    “Contudo, fomos para a minha casa, certo de que, a noite romântica que havia planejado desde que a levei ao shopping, estava arruinada.” – pontuação exagerada nas vírgulas. Apenas as duas primeiras vírgulas são necessárias.

    ” Ela me sorriu de volta, olhei novamente para o local, incomodado com a curiosidade, a questão é; até hoje eu não sei.” – Nova problema com a pontuação. Acredito que uma pontuação mais correta seria: ” Ela me sorriu de volta. Olhei novamente para o local, incomodado com a curiosidade. A questão é: até hoje eu não sei.”

    Abraço!

  14. Paulo Luís
    15 de agosto de 2017

    Tema simplório e cheio de lugar comum. Nota 3

  15. Rubem Cabral
    15 de agosto de 2017

    Olá, Mr. Bean.

    Então, o tema “TPM” poderia dar margem a muitas situações cômicas. Realmente, dependendo da mulher, as transformações são enormes.

    No entanto, o conto apenas burilou de leve com alguns motivos de brigas, sem dar muita profundidade ou conseguir extrair muita graça destas.

    A escrita foi boa, com apenas algumas falhas por corrigir, mas creio que o conto ficou “devendo” mais desenvolvimento das personagens e um tanto mais de enredo.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  16. Victor Finkler Lachowski
    14 de agosto de 2017

    Olá autor(a).
    Seu conto cumpre a difícil façanha de tornar o cotidiano em um objeto de prosa original, um grande mérito.
    O conto é divertido e é dinâmico, não fica cansativo. Além de utilizar um humor de identificação grande com qualquer pessoa que já tenha estado em um relacionamento com uma mulher e tenha presenciado esse “momento delicado”.
    Gostei bastante do seu conto.
    PS: eu mudaria o título, acaba entregando muito do conto.

  17. Juliana Calafange
    12 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Achei o conto mediano, usou uma ideia bem batida de fazer graça com o tema da TPM. E para isso, utilizou linguagem e situações muito clichês. Ficou na superfície e não aproveitou o potencial cômico q a TPM pode render. Usou uma situação tola, q na verdade podia ser apenas sinal de q a moça é uma chata e não de q ela está na TPM. Alguns erros de revisão, mas nada que comprometa. Acho que vc podia ter trabalhado melhor a linguagem, caprichado mais no vocabulário e na construção da situação e dos personagens. Boa sorte!

  18. Bar Mitzvá
    9 de agosto de 2017

    Apesar de estar fundamentado em um clichê, o conto não perde mérito por isso. O desenvolvimento, porém, na falta de um conflito maior que faça com que eu me importe com os personagens e o que sentem, me fez desejar que a trama seguisse por outro caminho, um com bastante briga e logo uma separação, quem sabe até com uma morte pra ficar legal 😛

    Mas não pense, autor(a), que fiquei entendiado com isso, pois a extensão do conto (pouco mais de 1000 palavras) acabou sendo uma boa maneira de contornar essa situação.

    Não notei erros ortográficos, ou digitação e também não notei a árvore que estava ali, hehe.

  19. Vitor De Lerbo
    8 de agosto de 2017

    Um conto simples e cotidiano, que tira leves sorrisos do leitor por transportá-lo a momentos e memórias de coisas bem reais a ele.

    Algumas frases são boas e chamam a atenção. Certos erros de português acabaram passando, mas isso não prejudica a história como um todo.

    Boa sorte!

  20. Lucas Maziero
    7 de agosto de 2017

    Foi agradável embarcar no cotidiano desse casal, só que nada de excepcional aconteceu, não houve emoção. Decerto é um conto redondinho, morno, mas o final me despertou um sorriso.

    Opinião geral: Gostei.
    Gramática: Bem escrito, sem erros percebidos.
    Narrativa: Um estilo simples, leve de ler.
    Criatividade: Vejamos… Como nada fora do comum esperado em um casal aconteceu, considero a criatividade regular.
    Comédia: Um humor comum, com mérito nas passagens em que o namorado não percebe o que falta tanto na rua tanto quanto o que está mudado na namorada.

    Parabéns!

  21. Evandro Furtado
    7 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    O conto opta por trabalhar um tema que parece demasiado corriqueiro e, na maior parte do tempo, não alcança nada digno de nota. O desenvolvimento do tema não é dos melhores, nenhuma situação é, de fato, fora do comum. No final, no entanto, o autor parece recompensar com uma piadota que deixa um sorriso de canto de boca.

  22. Roselaine Hahn
    6 de agosto de 2017

    Olá autor, quem você acha que é para falar de questões hormonais das mulheres, que texto mais machista, carregado de superioridade masculina, como se as mulheres fossem seres de outro mundo. Ahhh, te peguei, tô na TPM!!! Piadinha, relaxa. Agora é sério: Um texto leve, gostoso de ler, a escrita fluiu como um fluxo menstrual, Ahahah, essa foi boa né? As gracinhas foram engraçadas. Questões pequenas a destacar. A frase: “Chegando a sua casa”, não seria “Chegamos a sua casa?” Soou estranho o “chegando”, até porque não há continuação da frase. Achei que o final, tipo, felizes para sempre, destoou da narrativa proposta , eis que se desenhava o martírio do rapaz diante da oscilação de humor da namorada, sendo que no texto foi apresentada como ex-namorada :”…tive uma ideia estúpida, comentei com minha ex-namorada ao lado”. No mais, texto redondinho e agradável de se ler. Parabéns.

  23. angst447
    6 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Sujeitinho desligado esse aí,hein? Parece até eu.
    O conto possui um tom de comédia romântica, tipo sessão da tarde. Leve, de fácil digestão, sem grandes pretensões,mas tem humor.
    O tema TPM já foi alvo de tiradas de humor inúmeras vezes, mas parece que sempre agrada. Nunca fui de sofrer dessas crises, mas sim, as mulheres são mesmo seres que sofrem influência da lua, das marés, dos hormônios, do olhar do namorado, etc.
    Poderia ter deixado mais para o final a descoberta quanto à mudança do cabelo. Tipo ela era morena e apareceu ruiva ou loira e ele nem tinha notado. Ou tinha alongado a cabeleira. Ou alisado os cachos. Sei lá. Acho que entregou muito rápido esse detalhe.
    Não encontrei falhas gritantes na revisão. Talvez usasse uma pontuação diferente em alguns trechos,mas nada que atrapalhe. Bom ritmo, diálogos fluídos, tudo bem encaixado.
    Mas afinal o que tinha sumido no outro semáforo?
    Boa sorte!

  24. Ana Maria Monteiro
    6 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: A sua escrita é segura e fluída, fácil de compreender; não notei falhas, nem de revisão; o enredo está bem montado e a criatividade demonstrada vem mais da simples observação dessa eterna dicotomia entre o universo feminino e masculino, aqui muito bem representada (fiquei convencida de que o autor é mulher); a adequação ao tema é perfeita e proporcionou-me um momento de leitura agradável e bem-disposto.

  25. Priscila Pereira
    6 de agosto de 2017

    Olá Mr Bean. Vamos avaliar o seu conto?
    Participação: Parabéns! – 02
    Revisão: Não notei nada de relevante – 02
    Coerência: Tem começo, meio e fim, dá pra entender tudo. – 02
    Adequação ao tema: Está bem humorado, nada muito divertido. – 01
    Gosto pessoal: Então, torci o nariz para o tema, lá vem um homem (narrador, pelo menos) falar sobre a TPM, mas até que ficou bom. Poderia ter explorado lados mais cômicos desse período, ficou meio raso e clichê, desculpe. Mas no geral eu gostei! – 01
    Total: 08
    Boa sorte!!

  26. Paula Giannini
    6 de agosto de 2017

    Olá, Mr Bean,

    TPM é um tema recorrente em meu trabalho no teatro. Explorei-o sob diversos aspectos nos espetáculos “Casal TPM”, “TPM – Terapia para Mulheres”, “TPM – Tratamento para Machos”.

    A piada (ou triste realidade) de que “homens não notam quando cortamos o cabelo”, é uma máxima. Uma verdade universal do mundo e desse formato de humor.

    Em seu conto, o que me chamou atenção foi o ponto de vista masculino da questão. A ótica da incompreensão do homem acerca da súbita sensibilidade feminina, mesmo das que alegam não ter TPM. Para ele, tudo poderia ser bem mais simples, não é?

    Relacionamentos são uma faca de dois gumes e as brigas começam com coisas do tipo: O que houve? Você sabe! E não, ele não sabe o que houve, do contrário não estaria perguntando, não é?

    Gostei de seu texto que me soou quase um desabafo. Senti falta de um pouquinho mais. Mas está correto e no ponto ao que aqui se propõe.
    Parabéns e sucesso no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  27. Fil Felix
    6 de agosto de 2017

    A temática do conto (e que leva o título) é bem batida, senti falta de algo que fosse um pouco mais além, já que a mudança de humor, o namorado que não repara no corte de cabelo (nesse caso pintura) da namorada são situações já muito exploradas e não trazem nada de novo. Há alguma coisa na gramática, que ainda não sei bem o que é, que deixou alguns parágrafos estranhos, com uma mudança de tempo estranha. Talvez alguém com mais facilidade nessa parte possa levantar com maior precisão. Fora isso, percebi só um erro de digitação na parte do Tom Jobim (com letra minúscula), mas é um texto leve de se acompanhar. Um ponto que achei muito legal foi a comparação com a árvore, inclusive essas comparações são ótimas, a última eu dei uma risada alta, com o sumiço do prédio. Trouxe o conto pra comédia e ainda o aproximou ao nonsense, porque de fato as coisas poderiam estar desaparecendo! Ou não?

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 3 e marcado .