EntreContos

Detox Literário.

Terapia do Supermercado (Bruna Francielle)

“Não aguento mais isso”, pensou Gilda, espremida entre umas três, quatro ou dez pessoas num ônibus na volta pra casa após o serviço. Lavou, passou, limpou, e ganhou cem reais no dia, tudo isso na casa de Dona Alzemira, que ficava em outra cidade. Eram três ônibus, quinhentos metros de caminhada e um total de duas horas e quarenta minutos de viagem sofrida.

     Chegando em casa, Gilda notou que sua maratona ainda não tinha acabado. O maridão, Bernardo, estava no sofá da sala, assistindo um programa policial sensacionalista com sua cerveja em mãos, concordando prontamente com tudo que o apresentador o falava.

– É mermo… – dizia ele para a TV, após o apresentador descascar os políticos que não fazem nada em relação a segurança pública, tornando o ato de ir e vir um caso de vida ou morte. – Né não, Gildinha?

     “Me deixa!”, pensou Gilda, ao ouvir a voz de seu marido e constatar a bagunçada casa que por acaso era a dela.

– A Mariana largou esse refrigerante fora da geladeira, de novo! – falou pra si mesma. – E esse pão esfarelado na mesa? O que vai ser dessa menina?

     Mariana estava no momento trancada em seu quarto como sempre.

– Tá acabando a cerveja, Gildinha. Tem que comprar. – gritou Bernardo lá da sala.

– É, se tem dinheiro? – gritou de volta pra Bernardo.

– Só no fim do mês, mulher. Você usa o seu depois. – respondeu ele.

   Apesar da profissão não ser muito valorizada socialmente, até que Gilda tirava uns dois mil reais por mês.

    Pôs-se a guardar o refrigerante na geladeira e a limpar a mesa do café. “Tudo eu.”, pensava consigo mesma, “se eu soubesse que era tão imprestável jamais tinha me casado.”.

   Na pia, suas mãos deslizavam automaticamente pela louça. Era como aquele filme de Charles Chaplin, onde o personagem ficava com tic e repetia o mesmo movimento sem parar mesmo quando não estava trabalhando, assim as mãos de Gilda deslizavam para o detergente, o espremia na esponja, e a esponja deslizava facilmente pelos pratos e talheres. Nem precisava controlar mais, poderia sapatear, poderia recitar um poema de Manoel Bandeira, poderia descobrir o valor de X de uma equação, poderia se focar em qualquer coisa, como fazia com seus pensamentos, que suas mãos trabalhariam sozinhas. Ela lavaria pratos e talheres até de olhos fechados.

– Traz um biscoitinho pra mim. – gritou Bernardo.

   Gilda nem respondeu. Depois que terminou de lavar a louça, foi ao armário e constatou:

– Não tem mais.

– Que diacho! – exclamou Bernardo. – Ah, Gildinha, tenho uma notícia ruim pra te dar, tava quase me esquecendo…

    Gilda apareceu na sala.

– O que é?

– Eu recebi aviso prévio… – falou o marido. – Vou ser demitido semana que vem… patrão diz que é a crise…

    A preocupação se abateu sobre Gilda, que levou as mãos a cabeça.

– Não é possível. – disse ela. – E agora? Vai ter que arrumar outro serviço!

– É, meus colegas que foram demitidos mês passado falaram que tá difícil, não tá tendo muito.  Por enquanto vou recebendo o seguro-desemprego.

– Que diacho, homem! – exclamou.

– Mãe, mãe! – a adolescente, sua filha, apareceu na sala vinda do quarto.

– Que que é, Mariana?  – e logo foi aumentando o tom de voz: – E ah, eu já não te falei pra guardar as coisa que tu usa de volta no armário e na geladeira? Se quer um pé de orelha?

– Eu sei, eu sei. – respondeu Mariana, amedrontada.

– Fala logo que cê quer, menina! – ela sabia que em noventa por cento das vezes em que Mariana se dirigia a ela, era pra pedir algo.

– É que vai ter show do meu cantor preferido na cidade, mãe! Eu quero ir! Preciso de trezentos reais pra pagar o ingresso e mais quatrocentos pra entrar no camarim tirar foto…

– Que? – Gilda ficou boquiaberta.  – Eu num tenho tudo isso não, filha.

– Por favor, mãe!  É meu sonho! O pai que mandô eu pedi pra você…

     “Mais essa.”, pensou, sabia que Mariana não desistiria até ter o que queria, e iria a importunar eternamente por isso. Pra tentar atrasar a insistência da garota, Gilda lançou uma esperança no ar, para que a menina não a importunasse durante um certo tempo, dizendo:

– Hum, vamos ver, não prometo nada.

– Eba! – gritou a menina, que deu um abraço na mãe e agradeceu, indo em seguida de volta para seu quarto, toda alegre.

     Quando Gilda entrou no banheiro pra tomar banho e se olhou no espelho, quase teve um piripaque. Seu cabelo estava horroroso, sinais da idade apareciam aqui e ali, sua pele estava hor-ro-ro-sa, principalmente as das mãos conforme reparou, provavelmente por causa dos elementos químicos que utilizava no serviço.

     De mal com a vida, Gilda tomou seu banho, botou um vestido, olhou no relógio e verificou que ainda dava tempo de ir. Verificou o que estava faltando nos armários e na geladeira.

– To indo no supermercado. – anunciou. – Volto já.

– Não esquece a cerveja! – disse Bernardo. – Me liga quando terminar a compra que vou te buscar de carro.

– Tá, tá. – e se apressou em sair, antes que Mariana aparecesse pedindo coisas.

      Eram cinco quadras até o supermercado. Chuviscava naquele momento e o Sol havia se escondido atrás de nuvens cinzas em formato de goblins. Um vento gélido vinha a seu encontro gelando suas orelhas e sem sucesso tentava se desviar dos chuviscos. Até uma pequena tosse já havia surgido. O tempo estava feio.

    Em meio ao sofrimento durante o percurso, ficou pensando em todos os problemas de sua vida. A bagunça da casa, o sonho fútil da filha, o desemprego do marido. Isso fora seu próprio emprego braçal e de jornada sofrida e ela mesma, que estava um verdadeiro caco.

     Finalmente chegou ao supermercado, que era de uma rede famosa.

     No portão de entrada vários cartazes disputavam sua atenção.

    Um cheirinho de crepes entrou pelas suas narinas enquanto se dirigia a entrada do estabelecimento. Diversas barraquinhas vendiam uma pequena diversidade de coisas do lado de fora. Quem sabe compraria um churros de doce-de-leite na saída se sobrasse um dinheirinho?

      Poucos passos dentro do supermercado e o chuvisco chato foi trocado pelo ar-condicionado ajustado em temperatura ambiente.

  Era uma pena que os produtos da cesta básica ficavam localizados só no final do supermercado, o que obrigaria Gilda a percorrer todos os corredores de guloseimas e outros produtos antes de chegar no arroz e feijão.

    Falando em outros produtos, as roupas dispostas logo no início do mercado a lembraram de que o marido precisava de uma cueca nova. Foi dar uma olhadinha e já acabou levando uma meia pra filha.

     Em seguida caminhou pelo setor dos animais domésticos. Buscou um shampoo anti pulgas pro vira-latinha da casa, de nome Aifone. A marca do supermercado era a mais barata e por esse motivo foi escolhida.

    Depois passou pelo corredor de produtos de limpeza. Buscou pela marca mais barata e depois abriu algumas embalagens para sentir o cheiro e decidir qual levar. Lavanda, cheiro de rosas ou flores do campo? Na dúvida optou pela embalagem roxa, sua cor preferida.

     Havia alguma coisa mágica sobre o supermercado. A sensação de poder. Todos aqueles produtos a poucos centímetros de distância das mãos que poderiam ser a qualquer momento pegos e jogados dentro do carrinho, tudo dependia da sua vontade. Ela poderia ter qualquer coisa, bastava esticar a mão e pegar.

     Passando pelo setor de congelados Gilda já se sentia muito melhor do que quando chegou. Parecia até que seu marido, filha, emprego e tudo mais haviam desaparecido misteriosamente. Eram só ela e aquelas imensas fileiras de iogurte light agora. Nada poderia dar errado. Se distraiu escolhendo os sabores que ia levar.

     Realmente não tinha ido com intenção de comprar guloseimas, mas aqueles pacotes de chocolate eram tão bonitos e desejáveis. Três reais e cinquenta centavos, porque não levar um? Também teria que levar uns agradinhos para Mariana. Pegou três pacotes de bolacha recheada.

    Um pequeno choque de realidade a atingiu quando passou pelo setor do café. Como estava caro! Mais de dez reais um pacote de café, que absurdo! Onde vamos parar? Daqui a pouco estará vinte reais e não demora estará cinquenta. Um completo roubo, mas o café de todo dia era indispensável.

      Em compensação outras coisas não pareciam estar caras. Foram dois reais nuns pãezinhos franceses, mais um e cinquenta no patê de presunto. Por quatro reais levou um bolo de laranja já feito e assado.

      Já quase ia esquecendo da cervejinha.

   É, não tinha jeito, ia ter que ligar pro Bernardo vir buscá-la. O carrinho já tava ficando pesado, não ia conseguir carregar tantas sacolas na mão.

     Era incrível como não percebia o tempo passar quando estava dentro daquele majestoso templo de consumo. O fato de não haverem relógios nas paredes poderia contribuir pra isso. Como um lugar podia ser tão confortável?

       Lembrou-se de seu sonho infantil de ficar uma noite inteira presa dentro do mercado, tendo todos aqueles produtos a sua disposição para passar o tempo comendo sem parar.

      Após sabe-se lá quanto tempo olhando, analisando e comprando, se encaminhou aos caixas. Engraçado como antigamente tinham filas enormes e demorava até meia hora pra ser atendida. Isso melhorou bastante com o tempo e agora não demorava mais de dez minutos até chegar a sua vez.

    Se assustou um pouco quando viu a quantidade de coisas na mesa rolante. Talvez pudesse economizar deixando alguma coisa. O chocolate? Ah mas… fazia tempo que ela não comia um. Ia esconder na gaveta de roupas íntimas pra ninguém mais pegar. Quem sabe deixar as bolachas da Mariana? Ora, não poderia fazer essa maldade. Se deixasse a cerveja do Bernardo ele ia cometer um feminicídio mais tarde. O resto era absolutamente indispensável: patê de presunto, bolo, leite condensado e creme de leite pra fazer um pavê domingo, cueca, batata, cenoura, meia, água sanitária. É, não podia deixar nada.

     De dois em dois reais a conta subiu pra trezentos e quarenta e seis reais e dezessete centavos. Confessou que não esperava um resultado tão aterrador. Não comprou quase nada e deu mais de trezentos reais? Era ruim até de pensar.

    Felizmente alguém teve a brilhante ideia de inventar um cartão mágico. Era só passar na máquina e tudo estava resolvido.

– Crédito ou débito? – perguntou a moça do caixa.

– Humm.. passa no débito.

– Não foi.

– Como assim não foi?

– Passa de novo.

– Ok.

– Não foi de novo.

– Ora essa. – Resmungou. – Então vai no crédito mesmo.

    Pequenas coisas chatas da vida. Depois pensaria nisso.

    Pagou e foi esperar Bernardo no estacionamento. Apesar do pequeno desconforto no final da compra, ao se deparar com aqueles números enormes e terríveis na tela do computador da atendente, Gilga se sentia renovada e, apesar do carrinho pesado, mais leve. Já estava imaginando o café da tarde que ia fazer. Se deliciaria duas vezes, uma imaginando comer bolos e pães, e outra os comendo de verdade.  Até o tempo estava um pouco melhor do que antes.

     Chegando em casa Mariana logo apareceu pra ver se tinha ganho alguma coisa.

– Comprou bolacha?

– Sim.

– Comprou refrigerante?

– Sim. Comprei meias também pra você, cê disse que tava precisando outro dia, lembra?

– Lembro, obrigado. – sorriu a adolescente.

– E a cerveja? – Bernardo aproveitou pra conferir.

– Também.

– Que bom. – ele pareceu aliviado e feliz, possivelmente imaginando tomar ela enquanto descansava no sofá.

     Gilda sorriu pensando no chocolate guardado dentro da bolsa que iria comer depois.

      E todos foram felizes até as coisas acabarem e ela voltar ao supermercado para trazer a alegria novamente para o lar.

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27 comentários em “Terapia do Supermercado (Bruna Francielle)

  1. Amanda Gomez
    1 de setembro de 2017

    Oi, Jurema!

    Um conto bem cotidiano, que causa familiaridade em vários aspectos, acho que o autor conseguiu se aproximar bem de uma situação real. A escrita está boa e a personagem é carismática. É possível sentir pena dela pela vida pouco glamourosa, ao mesmo tempo em que ela se mostra uma pessoa que aceita bem a vida que tem, e que é o espelho da família.

    O autor(a) ficou em um lugar comum, não há muitas surpresas e o texto apesar do humor não é propriamente engraçado. É um bom conto, porém.

    Parabéns!

  2. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017

    8,4

  3. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017

    Uma triste tragédia social: o machismo e a dupla jornada da mulher compensando suas frustrações no desejo de consumo. Gostei muito da premissa, mas não entendi como comédia e sim crônica (ou conto) do cotidiano.

    Auge: “Tudo eu.”, pensava consigo mesma, “se eu soubesse que era tão imprestável jamais tinha me casado.”. – Há! Quantas Gildinhas eu conheço? Nem sei mais. E haja dupla jornada.

    Sugestão:

    Enxugar e revisar o texto com muito carinho e toalha felpuda. Exemplo: “– Mãe, mãe! – a adolescente, sua filha, apareceu na sala vinda do quarto.” – Se chama ela de “mãe”, não precisa do “sua filha”.

    Revisão, revisão e, quando achar que está pronto deixa para dar uma última revisada no dia seguinte. Até a personagem mudou de nome de Gilda para Gilga.

    Não ligo muito para ortografia, mas até em contrações e gírias precisamos ficar atentos para que a mensagem enviada seja recebida corretamente. Exemplo: “ Se quer um pé de orelha?” – Esse “se” parece querer contrair a palavra “você”, como fala o povo carioca. Eu escreveria “cê” para não confundir com “se”, que indica suposição, causa ou hipótese, etc.

  4. iolandinhapinheiro
    26 de agosto de 2017

    Olá, autor. Gostei do seu conto. Um dia na vida de uma trabalhadora, sua rotina, suas chateações e as coisas que ela compra representando os seus sonhos, desejos, felicidade. Eu gosto de fazer compras e me senti muito como ela. Também chegou para comprar três coisas e saio com um carrinho cheio. É uma coisa hipnótica isso de produtos expostos nas gôndolas, quando a gente percebe o carrinho está cheio de queijos, salgadinhos, docinhos. Um perigo para a saúde e o bolso. Achei seu conto fácil, honesto, direto e muito gostoso de ler. Talvez tenha faltado um conflito, afinal é um dia como tantos outros na vida dela, mas ainda assim a sua personagem traz identificação para o leitor e tem um excelente fluidez. Grande abraço.

  5. Luis Guilherme
    25 de agosto de 2017

    Bom diaa.. Ce ta bao? Hmm me deu uma vontade de comprar uns quitute.. Hehehe

    Mas vamos ao que interessa:

    Sendo sincero, achei o conto bem triste hahah. Fiquei com dó da mulher o tempo todo. A situaçao retratada eh um triste espelho da realidade de milhoes de brasileiros. Nao sei se vc foi mto feliz na escolha do tema, acho que funcionaria melhor como drama. Opiniao particular.

    O enredo eh bem construido e tudo, mas a vida frustrante da mulher acabou me deixando com uma situaçao de tristeza enqusnto lia, e como estamos num desafio de comedia, isso atrapalhou un pouco.

    Tem alguns momentos que a escrita podia ser mais informal e pratica, pra dar um tom de leveza ao conto.

    Enfim, o conto tem potencial e explora uma realidade sofrida comum a boa parte da populaçao, portanto acho que seria melhor aproveitado num desafio de drama ou de cotidiano.

    De qualquer forma parabens, e boa sorte!

  6. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Minha querida Jurema Vigor (seu apelido é ótimo, parabéns), leio e releio seu conto. Que história bacana você me traz. Que grande reflexão e crítica social está inserida dentro dela. A mesquinhez da vida que se faz em sentidos tão pobres, quanto se deliciar com um supermercado… Bem, sabe o que achei? Um conto tremendo, uma história bonita, mas se trata de um drama. Cadê a comédia nele? Olhe, Jurema, deve até haver, mas eu fui incapaz de mergulhar nela. Releve então que isto deve ser porque se trata aqui de um cara meio chato e ranzinza. Repito, sua história está muito legal. Grande abraço.

  7. Cilas Medi
    19 de agosto de 2017

    Olá Jurema,
    Uma compra de supermercado, de difícil decisão entre o que é realmente indispensável e as guloseimas, pode ser um conto sobre o cotidiano de uma família querendo e conseguindo um pequeno prazer no meio de todas as dificuldades de manutenção de bom humor em um mundo difícil de sobrevivência. Mas essa comédia da vida privada não conseguiu me convencer sobre rir da situação e o cumprimento parcial do desafio.

  8. Rsollberg
    18 de agosto de 2017

    Haha

    Fala Jurema.

    Seu conto traz um retrato de um cotidiano comum de uma família brasileira. A mão responsável por tudo na casa, TUDO, tendo que se virar para completar sua missão diária. Além disso, demonstra como o consumo está intimamente ligado ao nosso bem estar. A protagonista só sente plena, renovada, no supermercado.

    O conto é bem escrito e tem a vantagem de ser crível.
    Contudo, o texto me despertou extrema melancolia. Fiquei com pena da personagem principal. O ciclo é triste, até mesmo angustiante. Ela apenas sobrevive, vencida pelas circunstancias. Não há muita originalidade, tanto na história quanto na técnica. Mas, de qualquer modo, é um bom trabalho.

    Parabéns!

  9. André Felipe
    18 de agosto de 2017

    Muito bom, bem escrito. Apesar de o forte não a ser a comédia, o texto é divertido e tem boa fluidez. Entendi como uma crônica bem humorada que funciona muito bem em sua simplicidade. A única dica é que seria bom que em algum momento a terapia dela fosse mencionada antes, mas sem dizer realmente o que era e assim gerar uma expectativa no leitor para saber.

  10. Victor Finkler Lachowski
    18 de agosto de 2017

    O festival de consumo sem fim, o conto mescla de maneira fantástica a senso de identificação do leitor, que em algum momento da vida tomou pelo menos uma atitude igual a da protagonista, e o ritual de consumo, tão presente na sociedade das mais diversas formas, trouxe o consumo hedonista ao retratar o prazer de consumir, mesmo sem a necessidade de adquirir um produto. Abordou também vários aspectos das estratégias de marketing dos supermercados e empresas para “pescarem” o cliente. Um conto excelente.

  11. Fil Felix
    18 de agosto de 2017

    Achei esse conto bem estranho, porque não entendi onde queria chegar. Depois volto aqui pra ver os outros comentários.

    É uma história que tem seu início, meio e fim, mas não tem clímax. Nada demais acontece. Ela compra as coisas e volta pra casa. Tudo é bem contextualizado e a escrita está boa (fora alguns errinhos, como o nome da protagonista escrito de duas maneiras). Entendi a ideia do título, a compra como refúgio. Mas ficou por isso mesmo. Ela não saiu de casa, não deu um pé no marido, não abandonou a família, não disse “não”, só seguiu a onda e isso fez o conto ficar numa frequência só, sem situações cômicas. Não sei se perdi algo aí no meio, mas fiquei com a sensação de “e aí?” ao terminar.

  12. Rafael Luiz
    18 de agosto de 2017

    O conto mostra o dia a dia de uma dona de casa brasileira padrão. Gostei da gama de sentimentos e da forma que ela os alivia, tudo pareceu muito orgânico e crível. Não vejo situações engraçadas no conto, e esse é seu ponto baixo, vide a denominação do Desafio. A forma como está disposta a escrita convida a ler, não vi nenhum erro gramatical crasso. Boa sorte!

  13. Daniel Reis
    17 de agosto de 2017

    Prezado (a) Jurema Vigor (mortis?):
    Segue a avaliação do seu conto, em escala 5 estrelas:
    TEOR DE HUMOR: ***1/2
    Oh, loco, meu… maridão vagabundo no sofá, estilo Faustão de Domingo… Na verdade, mais para frente, a gente fica refletindo e com pena da Gilda.
    PREMISSA: ****
    A história tinha um bom começo com a construção da situação e dos personagens, mas acabou ficando cada vez mais séria, menos exagerada, mais próxima à realidade. Uma quase “Grande Família”.
    TÉCNICA: ****
    A escrita é limpa, direta e muito legível, com algumas firulas e graças – ainda bem, era esse o propósito.
    EFEITO GERAL: ****
    Achei que, apesar de ter uma graça meio triste, a história é muito boa para ser mal pontuada. E, mesmo dessa forma, o objetivo desse desafio foi cumprido com uma história que diverte e faz pensar. Parabéns.

  14. M. A. Thompson
    17 de agosto de 2017

    Terapia do Supermercado (Jurema Vigor)

    História de uma diarista de vida sofrida como toda suburbana e que chega em casa e encontra o marido estatelado no sofá.

    O “ér mermo” dito pelo homem nos revela a natureza humilde do personagem

    Seu conto está mais para crônica e a primeira tentativa de fazer comédia foi nesse trecho

    “Na pia, suas mãos deslizavam automaticamente pela louça. Era como aquele filme de Charles Chaplin, onde o personagem ficava com tic e repetia o mesmo movimento sem parar mesmo quando não estava trabalhando”

    Que é a comédia por analogia, mas para mim não funcionou.

    Talvez quisesse fazer comédia com a cena da diarista chegando e o marido estilo Homer Simpson no sofá.

    A autora (aposto na autoria feminina) começa descrevendo a rotina do casal e passa para a notícia de que o marido está de aviso prévio.

    A transição foi muito boa. Até aqui não achei nada demais no conto, mas que foi bem escrita essa transição foi.

    Quanto a ortografia e gramática tudo bem, mas eu acho que esta frase está com a grafia incorreta:

    “Se quer um pé de orelha?”

    Posso estar enganado, mas como esse /Se/ está substituindo o /Você/, acredito que o mais correto seria /Cê/ ou até mesmo /’cê/ com o apóstrofo. Informe-se.

    Parece que a autora(?) percebeu isso e corrigiu em:

    “– Fala logo que cê quer, menina!”

    Até aqui o conto ainda não me diz nada. Entra o diálogo entre mãe e filha, bem baixo astral por sinal. Uma família que eu não queria como vizinho.

    E citar goblins no texto – no meu entender – ficou bem destoante devido a distância do perfil familiar para a ambientação dos goblins:

    “Chuviscava naquele momento e o Sol havia se escondido atrás de nuvens cinzas em formato de goblins…”

    Segue uma descrição muito chata da personagem no supermercado, sem nada de engraçado e reforçando minha definição de crônica para esse conto.

    Ele pode ser resumido assim:

    Uma diarista chega em casa, faz seus afazeres, sabe pelo marido que ele está de aviso prévio, tem um diálogo com a filha adolescente, vai ao supermercado onde esquece das mazelas da vida e volta para casa com uma barra de chocolate para ajudá-la em mais um dia na porca miséria.

    O título está corretíssimo. É a história de alguém que faz do supermercado um divã. Talvez até uma autobiografia adaptada, mas qual é a graça disso?

    Boa sorte no desafio.

  15. Vitor De Lerbo
    17 de agosto de 2017

    Uma crítica sutil à sociedade de consumo em meio a frases cômicas e bem construídas.

    Comédia no estilo A Vida Como Ela É, com uma protagonista sofrida que consegue encontrar um momento de felicidade em meio à situação aterradora.

    A maneira com que a história foi contada é mais engraçada do que a história em si.

    Boa sorte!

  16. Paulo Luís
    15 de agosto de 2017

    Passa como um trivial desabafo, mas como conto fica a desejar. Também não corresponde ao tema comédia, está mais para drama doméstico. Nota 2

  17. Rubem Cabral
    15 de agosto de 2017

    Olá, Jurema.

    É um conto com certa graça suave. Essa coisa da Gilda ser feliz no supermercado, arrumado, fresco e limpo, e tão diferente de sua casa, da realidade dura de trabalho e mais trabalho.

    A escrita está boa. Há algumas coisas por arrumar, feito os “.” seguidos de letra minúscula nos diálogos. Mas, em linhas gerais, o conto está bem escrito. Com simplicidade, mas dá conta de descrever a história.

    Apenas senti falta de mais enredo ou desenvolvimento de personagens. Gilda trabalha muito, a filha e o marido são dois inúteis exploradores, e ela é feliz no supermercado e de lá traz alguma alegria.

    Boa sorte no desafio!

  18. Lucas Maziero
    13 de agosto de 2017

    Opinião geral: Até que gostei.
    Gramática: Não está mau, porém encontrei alguns erros: falta vírgula em algumas frases, crase também; erro de concordância… Um pouco mais de atenção na revisão, e tudo fica bem.
    Narrativa: Um estilo de cotidiano, até que foi leve a leitura.
    Criatividade: Poxa, achei legal essa ideia, a vida trabalhosa e trivial de uma mulher, mãe de família e tudo o mais. A descrição das passagens no supermercado ficaram um pouco sem graça, a criatividade poderia ter sido melhor trabalhada nesse aspecto, que é, penso, onde está o ponto alto do conto.
    Comédia: Faltou humor, faltou graça, mas não está desgracioso no todo.

    Parabéns!

  19. Juliana Calafange
    12 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Cara Jurema, a sua ideia da terapia do supermercado é maravilhosa. Uma crônica muito perspicaz sobre nossos tempos. Mas não sei se o conto em si chega a ser engraçado.
    É uma triste constatação essa e eu pude ver na sua protagonista a reprodução da vida de tantas mulheres que conheço. Isso, de construir um personagem com tanta clareza, é uma capacidade genial que vc tem como escritor.
    Notei alguns erros de ortografia e gramática. Também me incomodou um pouco a falta de atenção com a construção dos parágrafos. Há muitas palavras e ideias repetidas num mesmo parágrafo. Cuidado com isso, pois cansa o leitor. Alguns exemplos:
    “Um vento GÉLIDO vinha a seu encontro GELANDO suas orelhas”
    “olhou no relógio e VERIFICOU que ainda dava tempo de ir. VERIFICOU o que estava faltando nos armários e na geladeira.”
    “Em meio ao SOFRIMENTO durante o percurso, ficou pensando em todos os problemas de sua vida. A bagunça da casa, o sonho fútil da filha, o desemprego do marido. Isso fora seu próprio emprego braçal e de jornada SOFRIDA.”
    “APESAR do pequeno desconforto no final da compra, ao se deparar com aqueles números enormes e terríveis na tela do computador da atendente, Gilga se sentia renovada e, APESAR do carrinho pesado, mais leve.”
    Trecho preferido: “Passando pelo setor de congelados Gilda já se sentia muito melhor do que quando chegou. Parecia até que seu marido, filha, emprego e tudo mais haviam desaparecido misteriosamente. Eram só ela e aquelas imensas fileiras de iogurte light agora. Nada poderia dar errado.” Este trecho, para mim, resume a sua premissa com perfeição!
    Parabéns e boa sorte!

  20. Bar Mitzvá
    9 de agosto de 2017

    Essa frase podia ter sido melhor construída: “vento gélido vinha a seu encontro gelando suas orelhas”.

    O conto tem um problema ao meu ver, e por favor autor(a), não encare isso de forma pessoal, mas é que faz parte do meu processo de avaliação. Se o desafio é ‘comédia’, o conto deve se enquadrar dentro desse gênero, ou em último caso, ter ao menos algumas pinceladas de humor. Entretanto, não senti a menor presença de elementos que correspondessem ao tema. A cada parágrafo, ficamos sabendo cada vez mais da vida de Gilda e em todos eles são acrescidos de cargas dramáticas, mas nenhum elemento de humor (absurdos, irrisórios, jocosos). E olha que nem estou exigindo risadas como algo necessário, nem piadas em minha avaliação.

    Nos demais aspectos, o conto é bem trabalhado. Em um tema de desafio diferente, tenho certeza de que o conto teria mais potencial.

  21. Marco Aurélio Saraiva
    9 de agosto de 2017

    Uma leitura leve, com uma personagem carismática, e muito brasileira. É a imagem da trabalhadora, na verdade; um avatar tal qual a Regina Casé no filme “Que horas ela volta”.

    Gilda é uma boa personagem, e o leitor passa o conto inteiro dentro da cabeça dela. O texto é realista: uma crônica do dia-a-dia sofrido do brasileiro médio, escrito de forma sincera e autêntica, como se o autor mesmo fizesse parte desta rotina.

    Infelizmente, o texto sofre bastante com a falta de revisão. Seu estilo é simples, o que não é defeito, mas carece um pouco de vocabulário. Acho que este conto, casado com uma revisão mais detalhada e uma riqueza maior no uso das palavras, seria um texto arrasador!

    Apesar de parecer quase fugir do tema do desafio, o seu conto é uma comédia pura e simples. O dia-a-dia de Gilda é uma obra de arte tragicômica, e alguns detalhes a mais no enredo tornaram a trama uma comédia leve. Não ri muito… mas foi uma boa leitura.

    Segue abaixo algumas correções, sugestões e anotações:

    ===>”Mariana estava no momento trancada em seu quarto como sempre.” => Aqui, acho que “Naquele momento” combina mais com o tempo verbal da frase. ‘Naquele momento Mariana estava trancada no seu quarto, como sempre’.

    ===>”Só no fim do mês, mulher. Você usa o seu depois.” => Como assim? Se ela teria que usar o dinheiro dela naquele instante, já que o marido só poderia usar o dele no final do mês, o certo seria ‘Você usa o seu agora’, e não depois, certo?

    ===>Em certo momento, Gilda se olha no espelho e você se aproveita do momento para descrevê-la fisicamente. Isto é extremamente clichê e pode ser visto quase como “preguiça do autor”. Tente descrever o seu personagem de forma mais dissolvida no texto, mostrando um trejeito aqui, um traço físico ali, fazendo o leitor montar a sua imagem mentalmente aos poucos e de forma natural.

    ===> “…de nuvens cinzas em formato de goblins.” => Ein?

    ===> “…sem sucesso tentava se desviar dos chuviscos…” => Como alguém tenta desviar de chuviscos?? Não seria melhor dizer que ela tentava, sem sucesso, encontrar uma marquise para se proteger?

    ===> “Se distraiu escolhendo os sabores que ia levar.” => Distraiu-se

    ===> “…analisando e comprando, se encaminhou aos caixas…” => encaminhou-se (ou simplesmente “caminhou até os caixas”)

    ===> “…computador da atendente, Gilga se sentia renovada…” => Gilda

    ===> “Ele pareceu aliviado e feliz, possivelmente imaginando tomar ela enquanto descansava no sofá.” => Tomá-la (ou bebê-la)

    Seu texto também exibe uma série de repetições de palavras que poderiam ser evitadas com uma variação maior na escolha das mesmas. Segue alguns exemplos:

    ===> “…poderia sapatear, poderia recitar um poema de Manoel Bandeira, poderia descobrir o valor de X de uma equação, poderia se focar em qualquer coisa…” => muitos ‘poderia’ (sei que foi proposital, mas deixou a leitura cansativa)

    ===> “Um vento gélido vinha a seu encontro gelando suas orelhas…” => gélido/gelado

    ===> “…olhou no relógio e verificou que ainda dava tempo de ir. Verificou o que estava faltando nos armários…” => verificou

    Por fim, um trecho do texto é muito legal, e eu me identifiquei muito:

    “Lembrou-se de seu sonho infantil de ficar uma noite inteira presa dentro do mercado, tendo todos aqueles produtos a sua disposição para passar o tempo comendo sem parar”

    Sempre sonhei com isso, desde criança!!! Hahahahaha!

    Abração!

  22. Priscila Pereira
    8 de agosto de 2017

    Olá Jurema. Vamos avaliar o seu conto?
    Participação: Parabéns! – 02
    Revisão: Não notei nenhuma falha na revisão. – 02
    Coerência: Tem começo, meio e fim definidos, leitura fácil e fluida. – 02
    Adequação ao tema: É um texto bem humorado, leve, sem grandes pretensões de humor. – 1,5
    Gosto pessoal: Eu gostei. Está muito bem escrito, contou muita coisa com poucas palavras, conseguiu passar para o leitor o relaxamento de um bom momento de compras, e olha que nunca senti isso, não sou consumista e detesto fazer compras, do que for, mas seu texto me passou o que a personagem sentiu. – 1,5
    Total: 09
    Boa sorte!

  23. angst447
    8 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Um conto inspirado no cotidiano de uma diarista, mãe e esposa dedicada (até demais). Esbarrar no dia a dia das pessoas produz empatia imediata, mas não creio que o texto possua o tom de comédia esperado. Vou considerar como comédia de costumes, algo assim, só para não sair descontando nota.
    O ritmo da narrativa é bom, agilizado pelos diálogos simples. Ponto para você. A leitura segue fluída,sem grandes reviravoltas.
    Alguns lapsos escaparam da revisão:
    assistindo um programa policial > assistindo A um programa policial
    que o apresentador o falava > que o apresentador falava
    em relação a segurança > em relação à segurança
    levou as mãos a cabeça > levou as mãos à cabeça
    Gilga > Gilda
    imaginando tomar ela > imaginando tomá-la / tomar a lata toda.
    Convém dar uma olhadinha na pontuação, também.
    Simpatizei com Gilda e sua terapia de supermercado,mas creio que tenha faltado um final mais engraçado. Faltou algo que fechasse a trama e me arrancasse um sorriso que fosse.
    Boa sorte!

  24. Roselaine Hahn
    7 de agosto de 2017

    Oi Jurema, o seu conto me deu fome, rsrs. Buenas, o texto é leve, engraçadinho, com a promessa de uma vingança ou reviravolta de Gilda. No entanto, a narração do seu enfado sucumbiu diante da submissão à família. Olha, confesso que o “e foram felizes para sempre de barriga cheia” frustou um tanto as expectativas. Também acho que houve excesso de explicações, e algumas que não fizeram diferença ao enredo, como em “Finalmente chegou ao supermercado, que era de uma rede famosa”. É indiferente à história o super ser de uma rede famosa, assim como em: Mãe, mãe! – a adolescente, sua filha, apareceu na sala vinda do quarto. A “sua filha” poderia ser suprimido já que ela chamou a mulher de mãe. Mostre, não conte, deixe o leitor descobrir, tirar suas conclusões. Bem, espero ter ajudado, e sorte aí no desafio. Abçs.

  25. Paula Giannini
    7 de agosto de 2017

    Olá, Jurema,

    Tudo bem?

    Entendo bem isso de ser viciado em supermercado, meu marido também é. Vai ao mercado e não volta mais. Eu até brincava com ele que sabia onde ia. Visitar a outra família. 😉

    Bem, vamos ao conto.

    Seu texto é divertido. Parte daquilo que há de mais acertado ao se construir um texto no gênero comedia (ao menos assim penso eu), o cotidiano. Mais que isso, as mazelas desse dia a dia corrido, atribulado, desvalorizado e cansativo de 90 porcento da população brasileira, quiçá, mundial.

    Sua personagem trabalha. Dura jornada de uma mulher quase real que precisa se dividir entre trabalho, afazeres da própria casa, marido desempregado (e folgado), filha (igualmente folgada). É uma empregada doméstica. No emprego e em casa.
    E, quase não lhe sobra tempo ou espaço para o sonho.

    Eis, no entanto, que há em sua vida o ícone do capitalismo, da fartura, da felicidade, da boa mesa, da satisfação imediata de todos os seus desejos igualmente imediatos e sonhos tão simples de ser resolvidos. O supermercado.
    A terapia que você criou é emblemática. Uma metáfora para tudo à que um ser humano deveria ter direito na vida. O básico. O que jurema quer? Atravessar a área do mercado, estrategicamente organizada para que o consumidor passe ao lado de vários sonhos de consumo, até chegar ao básico. A cesta básica.

    Bem, nesse percurso sua protagonista se transforma, em uma espécie de catarse, através de pequenas coisas, tão singelas, tão sutis, mas tão grandes para a satisfação de sua cansada alma humana. Chocolate, bolacha, meias, cervejas. Coisas tão simples, mas tão caras para quem sabe o quanto é duro ganhar a vida. Mais que isso. Ao satisfazer os próprios desejos, ela pensa em, igualmente, satisfazer os daqueles que ama. Muito bom!

    Sobre o texto em si, é leve, é gostoso, divertido, e, igualmente aflitivo, ao acompanharmos a saga dessa mulher à beira de “um dia de fúria”.

    Parabéns por seu trabalho e sucesso no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  26. Ana Maria Monteiro
    6 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Você escreve muito bem e eu estive no supermercado, felizmente de forma invisível assim poupando uma bela maquia; notei uma frase estranha e uns acentos em falta, poucos; criou um bom enredo, servido com criatividade; adequou-se totalmente ao tema, num tom de comédia suave, mas sempre presente; por fim, foi um prazer ler.

  27. Evandro Furtado
    5 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Seu conto trabalha com alguns temas muito interessantes, como o consumismo exarcebado e a alienação. Você faz uma sátira interessante da sociedade contemporânea, apropriando-se de clichês que, de fato, fazem parte de nossa cultura. Os personagens são estereótipos claros, e você não tenta esconder isso. Seu único crime é não transformar isso em algo que faça o leitor rir. Além da sátira de personagens menores – algo que poderia caracterizar o conto como uma comédia clássica – faltam aqueles elementos que compõem uma comédia contemporânea. Falta aquela frase engraçada, aquela situação inesperada. O conto não apresenta aquela atmosfera para deixar o leitor a vontade, muito pelo contrário, ela chega a incomodar, e isso impede que se crie aquela conexão necessária para o rir.

E Então? O que achou?

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 3 e marcado .