EntreContos

Detox Literário.

Eu, Gabriela, vinte e tantos anos, solteira, encalhada e obsessiva por gramática (Bia Machado)

Uma hora eu teria que enfrentar aquela situação. Foi por isso que fiz tantos anos de terapia? Faz quase seis meses que as sessões terminaram. Saí do consultório do Fabiano, o quinto ou sexto na fila interminável de terapeutas que foram sendo trocados, um a um, de tempo em tempo, dizendo a mim mesma que precisava parar com aquelas frescuras. Não dava mais para ficar eliminando pretendentes que não se adequavam ao que eu exigia. Estava curada, sim, como não? Na casa dos vinte, digamos que com mais da metade da casa completa, nada de conhecer alguém interessante, nem sombra de amor do tipo carne e unha, alma gêmea, bate coração… Tudo, todas as vezes, sempre: um único encontro depressivo, palavras mal ditas ecoando na minha lembrança tacanha de Doutora em Filologia na mais tenra idade, quase um prodígio da língua vernácula, alguém que sempre tinha tratado as coisas ao pé da letra, literalmente, de uma forma excessiva. Obsessiva.

Levei meu amor incondicional pela última flor do Lácio a níveis estratosféricos, perigosíssimos. Relacionamento sério? Só se o pretendente fosse perfeito em todos os sentidos gramaticais. Morfologicamente, a mais perfeita fonética, a sintaxe, era por isso que eu ansiava, admito. Se não fosse, qualquer encanto caía por terra. Como quando nos meus quinze anos, enamorada de um rapaz que tinha começado a trabalhar no empório perto de casa, aceitei aceitei sua companhia na volta para casa, ao final do seu turno de trabalho. A conversa ia bem, até que resolvi perguntar sobre onde o mocinho morava. A resposta foi devastadora e ecoou em minha memória por semanas:

“Moro no final da Rua do ReZistro.

Na casa da esquina.

Uma casa de TAUBA.”

Não, reZistro não, TAUBA não, TAUBA não!!! O encanto se transformou em um sentimento decepcionante, não sem que eu tentasse, de uma vez por todas, me acostumar a um errinho ou outro ortográfico, juro que tentei, mas sem sucesso.

Isso tinha começado bem antes, na verdade desde menina. Antes de sair do carro, relembrei mais uma vez quando um guri, o mais lindo da terceira série, me alcançou na saída da escola, colocou um pedaço de papel nas minhas mãos e saiu correndo. Para minha decepção, li:

“Quer namorar comigo, Gabriela Cravo e Canela? Teamo.”

Embaixo, um quadradinho para o SIM e outro para o NÃO.  O restante do dia passei corrigindo-o em pensamentos. Não vi mais nada, a vista chegou a escurecer. Só sei que no dia seguinte o coitado recebeu minha resposta, o mesmo bilhete com o quadradinho do NÃO marcado com um X e um aviso embaixo:

“O certo é ‘Você quer me namorar?’

E ‘te amo’ se escreve separado.”

Sim, eu mereço as duas décadas de encalhe que vieram depois.

Não me recordo bem do nome do garoto. Um nome esquisito, ainda mais isso. Franquislei, sei lá. O nome dava para perdoar, caso ele não assassinasse o português. Nem um metro e vinte de altura e eu já era repugnante a esse extremo. Só sei que relembrava aquela cena toda vez que ia a um encontro possivelmente romântico. Punição? Um aviso? Como se eu dissesse a mim mesma: “Chega, ou vai morrer solteira, abraçada com um dicionário, ou pior, uma gramática expositiva!”

Recorrer a uma agência de namoros tinha sido uma tentativa desesperada de, de repente, dizer a mim mesma que eu estava mudada, chega de neuras linguísticas. Fabiano tinha sugerido aquilo, até mesmo me indicando a agência, jurou que já dera certo com outros a quem ele também já indicara. Poderia ser um tratamento de choque no meu caso, mas eu precisava saber se conseguiria superar, afinal. A insegurança era um monstro que corria atrás das borboletas que habitavam meu estômago.

O primeiro passo, claro, difícil ao extremo, mas tinha conseguido responder de forma tranquila à pergunta da funcionária da agência. “Alguma característica a destacar no candidato?” Em outros tempos, eu pediria algo como “exímio falante da língua portuguesa, sem erros de ortografia, concordância, sintaxe, nada contra variações linguísticas, porém nada de palavras de baixo calão ou gírias da moda em excesso”, dessa vez, porém, destaquei apenas atributos físicos, sem pensar muito: nada de caras bombadões, de corpo meticulosamente depilado, mas estava disposta a aceitar uma barba por fazer ou até mesmo o cabelo abaixo da linha dos ombros. E a sorte estava lançada, com um tal de José, com quem me encontraria naquela noite. E agora, José? E agora, Gabriela, isso sim! Nada, nada me atrapalharia, nem mesmo uma hipérbole ou um pleonasmo inocente, ditos sem pensar. Se o cara dissesse “baseado em fatos reais” ou até mesmo jurasse que tal coisa era “certeza absoluta”, sério, eu seria capaz de “encarar de frente”, sem me desesperar. Ah, seria sim, nunca mais “adiar para depois”. Determinação é tudo!

O local não era bem o lugar que eu escolheria para um encontro. Música alta demais, pop atual e também aquelas letras bregas, uma rima mais pobre que a outra, cadê todo o esmero com a língua vernácula do Toquinho, do Jobim, da Gal? Era “dererê, underererê” demais no refrão para o meu gosto.

“Se controla, se controla… Não é qualquer letra de música mal escrita que vai te tirar do sério agora. Foco no José.”

Contei até três e sentei-me em um dos bancos do balcão, pedindo um martini. E depois outro. E mais um. E nem sombra de alguém com a descrição do José que a funcionária da agência tinha me dado. Fábio Jr., Paula Fernandes, Luan Santana, Wando, Kátia, a coisa só piorava. Mas que raio de lugar era aquele?

Foi quando notei, para minha surpresa, meu último ex-terapeuta vindo em minha direção. Não o reconheci de imediato porque estava bem diferente de quando o vira, meses atrás. Cabelo solto, na altura do ombro, uma cicatriz logo acima da sobrancelha esquerda, calça jeans, camisa verde escura…

Sim, era Fabiano, mas… Ei, essa descrição era para ser do tal do José!

— Fabiano… Que coincidência, quer dizer…

— Fabiano José. O J sempre abreviado, lembra? Pois é, é J de José.

— José… Você então é o José com quem eu vim me encontrar… Fabiano José…

Até que não era tão ruim de se ouvir. Mais simpático que certos nomes de galã de novela, devo admitir. Aliviada por não ser Francisco Ronaldo, ou Paulo Alfredo, pior ainda, Fúlvio Edgar.

— Podia ser pior — ele explicou. — Podia ser Farley. Farley José.

Fiquei confusa ao ouvir aquele nome. Farley não me era estranho. Quer dizer, estranho era, mas… O porquê da estranheza é que me deixava, sim, com uma sensação de que não era a primeira vez que ouvia um nome diferente como aquele. Que história era aquela de Farley José? Não, por favor…

Não.

Espere aí.

Farley José, meu Deus do céu, Farley José! Claro, Farley!

Minha expressão de espanto denunciava a Fabiano que estava começando a ligar o nome à pessoa.

Fabiano explicou, achando dessa forma um jeito de iniciar a conversa: tinha sido Farley. Até que um dia resolveu mudar de nome, não suportando mais tantas piadinhas.

— Farley era simpático —  eu disse, fingindo tranquilidade. —  O nome de um ator famoso do qual sua mãe gostava, não? Foi essa a história que você me contou.

— Na época eu achava que era isso. Mas não, foi apenas uma mentira para que eu aceitasse melhor o peso daquele nome. Descobri que Farley era a junção de dois nomes de ex-namorados dela, Fabio Arthur e Leandro Sidney. FA-AR-LE-EY.

Na dúvida, preferi não dizer nada. Mudei de assunto. Foi uma conversa daquelas meio sem jeito, algo como “e então, quer dizer que você foi para o campo da psicanálise? Quem diria que um nome o aproximaria de Freud, hein?” Fabiano contou que nos primeiros minutos da primeira sessão já sabia que eu era aquela menina chata (ele não disse exatamente o complemento nominal “chata”, isso foi por minha conta mesmo) que tinha pisado em seu coração, mas que estava feliz em ter me ajudado a superar aquela mania obsessiva com a gramática. E, confessando, não sabia o porquê, mas sempre se lembrava de mim, principalmente quando consultava um dicionário. O elogio fez com que eu me sentisse um tanto menos culpada por aquela correção imbecil do bilhete de Fabiano.

De repente, não mais que de repente, Fabiano tirou um papel do bolso e colocou na minha mão.

— Abre, Gabriela. Gabriela Cravo e Canela.

Na vida toda, Fabiano tinha sido o único a me chamar daquela forma. E eu não tinha mais jeito nem de cravo, nem de canela, após anos e anos com o nariz enfiado nos livros, estudando, estudando e estudando…

Abri o papel, ouvindo a cantora quase gritar: “Tão perto das lendas, tão longe do fim, a fim de dividir, no fundo do prazer…”, mas aí já não prestei mais atenção em nada. Só consegui ler:

“Quer namorar comigo? Mas se não puder ser assim, aceitaria me namorar?”

SIM          □ NÃO

Antes de marcar o X no lugar onde eu deveria ter marcado quase vinte anos atrás, lembrei-me de um trecho de uma musiquinha de refrão chiclete: “daqui pra frente tudo vai ser diferente, você tem que aprender a ser gente…”

Viver era mesmo ser feliz e mais nada.

Sim, Fabiano.

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46 comentários em “Eu, Gabriela, vinte e tantos anos, solteira, encalhada e obsessiva por gramática (Bia Machado)

  1. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Muito divertido, leve e fluido seu conto, Mariposa Apaixonada de Guadalupe rsrs
    A exigência de Gabriela (justa, aliás) tornou-se um karma, e após inúmeras tentativas fracasadas, encontra sua libertação justo com seu terapeuta.
    Inteligente, minha nota é 9,2.
    Parabéns!

  2. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: o texto mostra-se como uma comédia romântica muito bem revisada. É questionável que Gabriela tenha reencontrado seu admirador depois de tanto tempo, mas releva-se esse fato em prol da liberdade poética e das qualidades indiscutíveis do conto. Apesar de tudo, essa reviravolta amarra com muita consistência a história.

    Aspectos subjetivos: sua protagonista é muito carismática. A narrativa em primeira pessoa, tão honesta, constrói a cumplicidade com o leitor, fazendo-nos torcer pela felicidade de Gabriela, apesar de sua implicância incontrolável.

    Compreensão geral: não é um conto que provoque gargalhadas, nem é isso que parece buscar. Por outro lado, deixa um sentimento bom ao final, aquela alegria mansa que acompanha pelo resto do dia. Espero não ter cometido nenhum pleonasmo inocente nesse comentário.

    Parabéns e boa sorte.

  3. Pedro Luna
    1 de setembro de 2017

    O conto é bacana. A personagem é interessante e sua mania rende um bom texto. E o tema é válido. Em tempos de redes sociais, essa saia justa com as pessoas que escrevem-falam errado cresceu. Alguns não ligam, e para outros é o mesmo que enfiar uma faca nos olhos ou ouvidos.

    O único ponto negativo é que ao final a condição da personagem se reduz a nada com ela facilmente mudando de comportamento. Tudo bem que é explicado que ela lutava contra isso, mas esse final feliz não caiu bem. Foi abrupto e contradisse a imagem que eu tinha feito dela. A mulher era louca de pedra, ninguém se cura assim rápido não.

    Tirando esse detalhe que tirou um pouco da força do conto, o resto é bacana e divertido de se ler. RIP Chris Farley (era esse?)

  4. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Querida Mariposa,

    Muito bonita a sua história. Apesar do certo exagero necessário para se fazer um texto cômico, sua história não se distancia assim tanto da realidade. Não tanto pela gramática, mas quantas mulheres não esnobaram ótimos pretendentes porque eram “muitto alto, muito baixo, muito gordo, muito magro, muito careca, muito cabeludo…” e a vida ia passando na janela e só gabriela não via.
    Muito legal o texto, divertido, com uma narrativa bem fluida e divertida. parabéns!

  5. Pedro Paulo
    1 de setembro de 2017

    Bem irônico ler este conto depois de “Literassex”. Aqui, vemos uma protagonista que admite ser obsessiva por gramática. Num bom ponto para o cont, ela não só fala sobre isso, pois também traz exemplos desventurosos em sua vida, pelos quais lamenta a própria solidão. Com isso, a narrativa nos causa duas coisas: simpatizamos com a situação da personagem e conhecemos o problema central da trama, sua solidão. E, em continuação desse problema, a seguimos para o encontro às cegas. Na expectativa que segue esse encontro, são escritas passagens da tentativa da protagonista em tentar lidar com o próprio problema, reprimindo sua obsessão para poder tirar um bom resultado com esse rapaz que vai para conhecer. O desfecho surpreende, pois, além de superar seus medos, o homem que encontra é o mesmo rapaz em que ela citara em uma situação anterior, quando nos demonstrava a fonte de todas as suas angústias. Desse modo, o final do conto conclui dois problemas, um de muito antes e o atual. Por um lado, é ótimo que seja um conto de boa conclusão, mas por outro, é um conto muito redondo, em que tudo que é citado se encontra retomado para que possa fazer sentido, tornando-se um pouquinho previsível. Mas, comparando, a estrutura dos acontecimentos é muito boa. Novamente citando o conto anterior, “Literassex”, vê-se que a ironia se estende quando esse conto termina feliz, diferente do outro.

    Enfim, espero não ter cometido nenhum erro gramatical.

  6. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    1 de setembro de 2017

    Achei esse conto muito bom.

    Criativo, bem escrito – embora com algumas falhas gramaticais (ironia) – e bem pé no chão.

    Sou só elogios aqui.

    Parabéns

  7. Leo Jardim
    31 de agosto de 2017

    Eu, Gabriela, vinte e tantos anos, solteira, encalhada e obsessiva por gramática (Mariposa Apaixonada de Guadalupe)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): percebi em algum momento que Fabiano voltaria, pois havia ganhado muito destaque, cheguei a achar que ela terminaria com ele, mas não o tinha relacionado com o carinha de nome feio da infância. A trama se desenvolveu muito bem, com flashbacks pontuais que fizeram, além da construção da protagonista, um foreshadow para o final. A revelação de que Fabiano era o cotadinho da escola só funcionou tão bem porque aquele acontecimento foi narrado sem que percebêssemos que seria usado dessa forma (o bom foreshadow ocorre quando uma peça aparentemente avulsa se encaixa com perfeição na trama).

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): apesar de pequenos deslizes, achei muito boa, uma narração confiante, de quem sabe o que faz. A metáfora que destaquei abaixo, não sei se é novidade, mas foi daquelas de dar inveja.

    ▪ aceitei *aceitei* sua companhia na volta para casa (duplicação)

    ▪ aceitei *sua* companhia na volta para casa, ao final do *seu* turno de trabalho (evitar excessos de pronomes possessivos)

    ▪ A insegurança era um monstro que corria atrás das borboletas que habitavam meu estômago (adorei essa!)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a situação é meio cotidiana, mas a personalidade da protagonista possui unicidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): o texto estava divertido, mesmo que só me arrancasse pequenos sorrisos, mas o encerramento bem feito fez o impacto subir consideravelmente.

    🤡 #euRi:

    ▪ E agora, José? 🙂

    ▪ Se o cara dissesse “baseado em fatos reais” ou até mesmo jurasse que tal coisa era “certeza absoluta”, sério, eu seria capaz de “encarar de frente”, sem me desesperar. 🙂

    ⚠️ Nota 9,0

  8. Davenir Viganon
    29 de agosto de 2017

    Fofo. Bem montadinho desde o início com a neura da menina e…, bem, vamos resumir de uma vez com aquela palavrinha que os rodados da casa já conhecem: sabrinesco! Tá, não dá pra ficar só nisso, então continuamos. Uma comédia romântica leve e gostosa de ler. Bem sessão da tarde. Gostei.

  9. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017

    9,4

  10. Fheluany Nogueira
    26 de agosto de 2017

    Conto bom e interessante, humor leve, não causou incômodos, elementos clichês evitados. No fundo, trata-se de uma comédia romântica, a protagonista altera o seu nível de exigência para encontrar a felicidade. Não houve grande surpresa ou momentos de emoção, mas a história entretém. A história, de fato, está redondinha, bem apresentada, apesar do desfecho bem previsível. O ponto negativo a ser ressaltado é que, sendo foco narrativo de primeira pessoa e a protagonista obcecada por gramática, o nível de linguagem deveria ser mais formal, o vocabulário dela mais rico — assim assunto e estilo estariam fundidos perfeitamente. Uma mudança nisso deixaria o texto ainda mais verossímil.
    Parabéns pelo trabalho. Abraços.

  11. Catarina Cunha
    25 de agosto de 2017

    Que história de amor bonita. Claro que a personagem chegou ao extremo da exigência, mas quem nunca, entre nós que lemos e escrevemos, deu uma leve arrepiada ao captar um sonoro “pobrema”? Kkk. A trama é bem amarrada e tem uma batida divertida.

    Auge: “Nem um metro e vinte de altura e eu já era repugnante a esse extremo.” – Autoconhecimento é tudo!

    Sugestão:

    Dar mais velocidade ao texto, talvez com mais diálogos. Afinal o desafio é Comédia.

  12. Amanda Gomez
    25 de agosto de 2017

    Oi, Gabriela.

    Gostei do título do seu conto, uma referência a um clássico que lembro de ter assistido escondida quando não podia. Haha.

    O conto é divertido, agradável..um pouco apressadinho no fina, mas compreendo que o limite possa ter te obrigado a isso. A narrativa é muito boa, li bem rápido.. a personagem tem carisma, é um personagem típico de comédia românticas que eu gosto bastante, cheias de confusões, desencontros e situações inusitadas.

    A volta do ”quase namorado” de infância foi uma sacada legal, e eu quase não entendi de primeira que tratava-se da mesma pessoa. Os pontos se ligaram e a história terminou como começou.

    Parabéns, e boa sorte no desafio!

  13. Brian Oliveira Lancaster
    24 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Simpático ao extremo. Divertido e singelo, suave, sem abusar da comédia ofensiva, que infelizmente apareceu muito por aqui. – 9,0
    A: Muito bom mesmo. Uma história aparentemente simples, mas com nuances de “gente doida” que completa o insólito da coisa. Pareceu alguém com TOC. Conheço pessoas assim e sei como a convivência com elas mesmas é difícil, mas geralmente levam tudo no bom humor, como demonstrado aqui. O final feliz foi feliz mesmo. – 9,0
    C: A personagem é bem carismática, justamente por apontar seus próprios defeitos. Personagens perfeitos demais sempre causam estranheza, o que não foi o caso. – 9,0
    U: Bem escrito, com divisões coloridas que ajudam à criar um quadro mental (ainda vou me utilizar disso algum dia). Flui que é uma beleza. – 9,0
    [9,0]

  14. Fabio Baptista
    24 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    Tirando a primeira frase errada, do rezistro, não achei muito engraçado.

    – Quer namorar comigo, Gabriela Cravo e Canela? Teamo
    >>> Pô… nessa aqui eu fiquei procurando o erro, além do teamo junto, perfeitamente perdoável rsrs

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    No fim a gente acaba negando, mas a verdade é que comédias românticas tendem a prender a atenção. Aqui não foi diferente rsrs.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Então, achei que faltou um pouco de foco ao texto. Tem o enredo das desventuras amorosas da protagonista em virtude da tal obsessão, mas isso não é bem explorado.
    O TOC com o português correto parece se dissipar e o climax gira mais em torno do nome do crush.

    Bom, mas no frigir dos ovos, mesmo com toda essa mão de obra (que só acontece em comédia romântica rsrs) do Farley Fabiano José, o final foi bacana.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Não há um cenário bem definido. A descrição do lugar onde ocorreu o encontro foi fraca, poderia ter gerado alguma piada melhor ali, além de criticar os cantores.

    A personagem principal não convence muito como o título prometia.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Foi bem escrito dentro da proposta, com uma linguagem bem leve, que não encanta os olhos, mas faz o texto correr.

    – palavras mal ditas
    >>> acho que aqui a cacofonia até foi intencional. Se foi o caso, teria colocado em itálico.

    – aceitei aceitei sua companhia
    >>> sobrou um aceitei

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Bem adequado.

    NOTA: 8

  15. Gustavo Araujo
    23 de agosto de 2017

    Muito legal o conto. De certa forma, também sou atraído por personagens obcecados por perfeição, e que guardam, talvez por isso, certo narcisismo. O texto brinca com a solidão que por vezes nos acomete e como lidamos com isso, ou melhor, e como se torna mais e mais difícil lidar com isso à medida que envelhecemos e vemos nossas manias ganharem mais e mais vulto. Legal que a história chegou num final feliz, com a redenção de Gabriela e com o arrefecimento – ao menos por ora – de sua neura perfeccionista. Todos que escrevemos cultivamos esse preconceito (acho que podemos chamar assim) de corrigir os outros, mesmo que seja só no plano mental. Ler um conto que trata justamente disso permite a todos nós, amantes do idioma, aquela identificação imediata, que causa enlevo e admiração pela narrativa. Sim, não há como não gostar de Gabriela, torcer por ela, justamente por conta dessa humanidade que ela perpassa, por conta desse defeito que é de todos nós. Se o conto não leva às gargalhadas, deixa no ar aquela sensação de leveza, que só as comédias inteligentes são capazes de produzir. Excelente trabalho. Parabéns!

  16. Regina Ruth Rincon Caires
    23 de agosto de 2017

    Que doçura, Mariposa Apaixonada de Guadalupe! Texto primoroso, bem escrito, perfeito. Segue uma lógica que prende o leitor, e o autor mostra total domínio da linguagem. Que capricho, que cuidado na escolha de cada palavra! A “crítica do comportamento crítico” da personagem é leve, bem-humorada, divertida. E o teor romântico que afastou a possibilidade de ” morrer solteira, abraçada com um dicionário” é delicado. Muito bom! Parabéns!!!!!!!!!!

  17. Anderson Henrique
    23 de agosto de 2017

    Nossa, sei lá quantas vezes eu perguntei se alguma menina queria namorar comigo. Será que foi por isso que só recebi não como respostas? Tá cheio de Gabriela por aí? Só pode… Vamos ao texto: muito divertido e simpático. Já o segundo texto que cita Drummond, fazendo piada. E citar Drummond sempre dá uns pontos pro autor. Rs. Gostei muito da leitura, dinâmica e divertida. Se o objetivo era fazer humor, foi muito bem. Parabéns.

  18. werneck2017
    22 de agosto de 2017

    Olá, Mariposa!
    Um texto comovente, sem dúvida, e com toques de humor ingênuo e envolvente, que nos faz desde cedo ingressarmos na história da personagem, com empatia e boa vontade. Texto bem escrito, com coesão, coerência, diálogos e parágrafos bens construídos e bem interligados. Constrói com eficiência o clímax e o desfecho final – que todos desejem, o final feliz para a personagem – coroa essa estória muito bem. Muito bom.

  19. Luis Guilherme
    22 de agosto de 2017

    Bom diaaa.. Td bao? Mto frio por ai?

    Bom, sendo sincero, achei a historia um pouco sem graça. A personagem foi bem construída e é chata pra dedéu (acredito q nao por acaso, neh?). O enredo eh bem construido, segue una boa linha, bem estruturada.

    Mas no quesito humor em si acho que deixou a desejar. Acho q a personagem acabou ficando mais incômoda q divertida. Questao de gosto pessoal, claro.

    Nem te julgo por isso, eh realmente mto difícil escrever comedia. Falo por experiência, meu conto mesmo ficou meio sem graça hahaha.

    Enfim, comédia eh questao de gosto. Eu particularmente nao fui atingido pelo humor, mas o conto ta mto bem escrito, vc domina a escrita (ainda bem, denao a gabi ia ficar revoltada por ter sua historia retratada cheia de erros hahaha), e demonstrou varias qualidades.

    Parabens e boa sorte!

  20. iolandinhapinheiro
    21 de agosto de 2017

    Avaliação

    Técnica: Uma escrita direta e bem acessível, a gramática está ok, o texto é coerente. O conto traz uma temática bem familiar para muitas mulheres, quando conhecem pretendentes que não se expressam bem na língua pátria. O conto me traz uma familiaridade com outros que já li sobre desventuras femininas da vida moderna, como depilação, dieta, namoro, amigas falsas, problemas com colegas, etc. Não é um texto muito criativo, mas a história é boa.

    Fluidez: É tranquila na maior parte do texto. Aparece um excessozinho entre o início e o meio do conto porque o autor joga explicação demais e atrasa o fluxo da trama. Nunca é demais lembrar que “escrever é a arte de cortar palavras”, então use apenas o necessário para construir a história. Num enredo relativamente simples como é o deste conto, repetir, ou enfatizar informações que o leitor já entendeu é uma verdadeira armadilha.

    Graça: Quem nunca teve um paquera que atendia todos os requisitos de gostosura e charme que quando abria a boca a gente tinha vontade de sair correndo? Essa identificação imediata com o drama real dá o mote para a graça. Ficou bem legal.

    Boa sorte.

  21. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    Minha cara Mariposa Apaixonada de Guadalupe, que bom que encontrou seu Farley Fabiano. Ufa, o amor é lindo e enfim superou a gramática obsessiva. Gostei do seu conto e lhe conto (epa, muita calma agora na sua obsessão, mas se trata de um teste apenas) que dei uma risada ao final. Ou seja, que bacana, ele cumpre o que se pede aqui: me fazer rir. Seu conto, obviamente, aliás, obsessivamente bem escrito, uma história bem encadeada e com diálogos mesmo saborosos. Gostei, viu? Grande abraço.

  22. Eduardo Selga
    21 de agosto de 2017

    O conto procura brincar com certa obsessão que alguns têm pelas normas padrão e culta, ao mesmo tempo em que desprezam a norma popular. É a crença no “falar certo” e “falar errado”, quando na verdade esses adjetivos só devem aplicados à escrita. Na fala, no máximo podemos considerar adequado ou não o uso dessa ou daquela variante, conforme grupos sociais. “Tauba”, para usar um exemplo do texto, é inadequado para determinadas camadas sociais e adequado em outras.

    Parece-me, contudo, que a crítica vai um pouco além do indivíduo perseguido pela gramática: num segundo plano entendo haver uma crítica relativamente sutil e perspicaz ao normativismo que ignora as variantes linguísticas. E o “adoecimento” da personagem, que chega a buscar ajuda médica também é índice dessa crítica ao suposto excesso de normas, muitas das quais inúteis para o discurso falado, no caso do Português brasileiro. Digo “também” porque a obsessão da moça, como disse no começo, é uma crítica a certo tipo de pessoa que se deixa dominar pela norma.

    Entretanto, se interpreto adequadamente o conto, há uma contradição que complica a narrativa. A personagem diz a si mesma, alarmada: “chega, ou vai morrer solteira, abraçada com um dicionário, ou pior, uma gramática expositiva!”. Ocorre que a expositiva é uma espécie de gramática da fala por concentrar-se no modo como a língua é usada não na escrita, e sim na fala, descrevendo (sem impor normas) as regras de como isso ocorre. Ora, a personagem se comporta como alguém que entende haver um modo certo e outro errado de falar e de escrever em Português, e para ela as duas instâncias, a fala e a escrita, devem estar submetidas às mesmas regras. Assim, a frase adequada seria “vai morrer solteira, abraçada com um dicionário, ou pior, uma gramática normativa!”.

    Não consegui determinar precisamente se foi ou não ironia do(a) autor(a), mas a personagem também desobedece a norma padrão que ela tanto cultua. Ela responde ao menino que “’te amo’ se escreve separado”, quando deveria ser “separadamente” ou “em separado” porque adjetivo (“separado”) não pode se referir a verbo.

    Outra passagem que mostra que a personagem também peca é esta: “[…] nada me atrapalharia, nem mesmo uma hipérbole ou um pleonasmo inocente […]”. Ocorre que hipérbole não é um erro, conforme ela supõe: é uma figura de retórica e de linguagem usada para expressar exagero. Afinal, quem nunca morreu de rir? Essa passagem, é bom destacar, também expressa o quanto a personagem é apegada ao normativismo, a ponto de enxergar fantasmas.

    Saindo da instância personagem-narradora e indo a outra, o(a) autor(a), gostaria de fazer algumas observações quanto a algumas construções frasais.

    Primeiramente, um elogio ao trecho “a insegurança era um monstro que corria atrás das borboletas que habitavam meu estômago”, pelo fato de ter reaproveitado com beleza uma expressão já usada em literatura (“borboletas no estômago”).

    Faltou revisão em “[…] aceitei aceitei sua companhia na volta para casa […]”.

    Em “[…] pedindo um martini”, o nome da marca da bebida deveria estar escrito em inicial maiúscula.

    O trecho que se inicia com “E a sorte estava lançada […]” e termina com “determinação é tudo!” deveria estar num parágrafo à parte, e não fazendo parte de um. Sim, é verdade, a paragrafação, no caso da literatura, não segue apenas os padrões da norma, há também motivos da ordem da estética textual. Ainda assim, a mim me parece funcionaria melhor a separação, pois o trecho que vem antes é bem distinto, pelo seguinte: a narrativa do que ocorre na agência de namoros (como deve ou não deve ser o pretendente) é um momento anterior ao fato de já estar decido com quem a personagem haveria de se encontrar. Ao menos, assim entendi.

  23. Olisomar Pires
    19 de agosto de 2017

    Escrita: sem erros de nota, leve e envolvente.

    Enredo: jovem com problema/trauma ligado à exigência em relação aos parceiros, após ajuda psquiátrica, encontra seu amor: o próprio psiquiatra.

    Grau divertimento: muito bom. Conto romântico, leve, onde a personagem “patinho-feio”, por motivos outros que não a aparência, é resgatada pelo príncipe do passado que foi rejeitado. Muito lindo.

  24. Cilas Medi
    19 de agosto de 2017

    Olá Mariposa,
    perto de casa, aceitei aceitei sua companhia na = perto de casa, aceitei sua companhia..
    Um conto romântico, sem dúvida, mas toda a graça do personagem se esvai com a construção de frases querendo provar a sua sabedoria e conhecimento do controle do idioma português. Não é engraçado, não me fez sequer sorrir. Conto com desabafo de vida, sempre cai na monotonia de sofrimento e/ou padecimento. Fica chato, apesar de bem escrito e detalhado.

  25. André Felipe
    18 de agosto de 2017

    Um texto divertido. Percebi a recorrência dessa configuração de conto com uma parte centrada em apresentar o protagonista e outra com narração de situações inusitadas. E em todos eles achei a primeira parte menos interessante e até desnecessária. Sendo o ponto alto sempre a parte da narrativa das situações. Neste conto ainda que tenha tentado intercalar algumas poucas frases de diálogo na primeira parte, acontece o mesmo. Com isso o conto perde fluidez. Seria bem melhor e as informações importantes da primeira parte fossem contextualizadas já na narrativa. Isso daria mais dinamismo e fluidez ao conto. Gostei do plot twist no final, mas confesso que meio confuso, tive de voltar para entender. Contudo, foi uma leitura agradável.

  26. Rafael Luiz
    17 de agosto de 2017

    Conto interessante, mas não instigante. A obsessão da protagonista é cômica e é divertido acompanhar seu progresso. O conto se adequa ao tema em um momento raro ou outro. O início é um pouco difícil de acompanhar, alguns parágrafos muito longos que poderiam ser divididos e frases que poderiam ser melhor descritas ou separadas, mas se torna mais agradável e fluído do meio para o fim. O final foi bem simpático e retorna a um ponto do primeiro ato, o que me pareceu um pouco forçado, mas aceitável.

  27. Daniel Reis
    17 de agosto de 2017

    Prezado (a) Mariposa etc.:
    Segue a avaliação do seu conto, em escala 5 estrelas:
    TEOR DE HUMOR: ****
    Um texto de humor leve, para todas as idades. Apesar de não ser comédia escancarada, cumpre o objetivo de alegrar o leitor.
    PREMISSA: ****
    A premissa é interessante, ainda que não totalmente supreendente no desfecho. No entanto, a graça e o tom da narradora fazem toda a diferença. Vide técnica abaixo.
    TÉCNICA: *****
    Uma escrita madura, solar e leve. A própria linguagem da personagem cria suas características, sem carregar nas tintas.
    EFEITO GERAL: ****
    O efeito geral, a impressão mesmo, foi muito boa. Parabéns, é um dos meus preferidos nesta primeira fase.

  28. Marco Aurélio Saraiva
    16 de agosto de 2017

    Um excelente conto! Gabriela é uma personagem belíssima, complicada por si só, mas ciente dos seus problemas e em luta constante contra os mesmos. É sonhadora, é inteligente… foi muito bom acompanhá-la nesta breve jornada em busca de um namorado.

    Você conseguiu fechar a história com maestria, criando uma situação no início do conto que, a princípio, não era nada demais… mas que, no final, tornou-se a reviravolta da trama. Muito bem feito! Não consegui antever essa situação.

    Tudo foi narrado com muito bom humor, dosado para não ser nem muito galhofa, nem muito forçado. Você tem o dom! Tá certo que não soltei gargalhadas durante o conto, mas ri diversas vezes, e terminei a história com um belo sorriso no rosto e o espírito leve.

    A sua técnica é tão sensacional quanto a trama: de fácil entendimento, mas não simplória; de leitura fluida, mas ainda assim densa. Este conto em especial deve ter sido mais difícil de revisar, por que haja responsabilidade para escrever um conto com uma personagem que é uma verdadeira “grammar nazi”, rs rs rs. Um errinho seu e botaria tudo a perder… (brincadeira).

    Mas eu não vi erros, de qualquer forma. notei uma palavra repetida duas vezes seguidas só (“aceitei”) mas, tirando isso, a leitura flui que é uma beleza, sem erros e muito bela.

    Sensacional! Um dos melhores!

  29. M. A. Thompson
    16 de agosto de 2017

    Olá Mariposa Apaixonada de Guadalupe e seu conto Eu, Gabriela, vinte e tantos anos, solteira, encalhada e obsessiva por gramática.

    O interessante é que avaliei nesse mesmo grupo um conto em que o personagem se excitava quando era elogiado pela sua redação. No seu conto a mulher se apaixona por quem escreve bem. Talvez os personagens devessem se conhecer.

    Mas vamos ao que interessa, seu conto pode ser resumido assim:

    Uma mulher com o estranho fetiche de só se interessar por quem demonstrasse destreza com a gramática da língua portuguesa. Até tentou terapia, sem sucesso e ao recorrer a uma agência de namoros acabou em um encontro as cegas com o ex-terapeuta que, por acaso, era um pretendente recusado vinte anos atrás, com a diferença de que ele passou a escrever corretamente.

    Só faltou mesmo foi dizer qual é a graça disso?

    Funcionou como conto, como comédia não. Também arrisco na autoria feminina.

  30. Paulo Luís
    15 de agosto de 2017

    Bem estruturado e compacto. Correspondendo com o tema cômico proposto, e realmente muito engraçado. Ideia original e correção ortográfica em conformidade com a própria temática do enredo. Entretanto, em se tratando da dita cuja, Flor do Lácio, dois erros não me passaram despercebido, (as, adora uma crase; e repetição de palavras – aceitei – aceitei). Para quem se é obsessiva, é imperdoável. Mas nada que uma releitura não resolva. Muito bom! Nota 8.

  31. Victor Finkler Lachowski
    14 de agosto de 2017

    Olá autor(a).
    Uma estória de superação, muito legal, você conseguiu desenvolver bem o psicológico da personagem, além de abordar o preconceito linguístico de maneira inusitada, parabéns.
    Apenas achei confusa a parte em que ela reconhece o seu “partido” de infância, eu entendi o que aconteceu, apenas achei a narração confusa.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  32. Rsollberg
    14 de agosto de 2017

    Hahaha

    Curti bastante essa comédia romântica.

    A protagonista está muito bem desenvolvida, impossível criar uma conexão automática com essa figura.
    A história é singela, sem grandes pretensões, e acho que ai reside o mérito desse conto, é o famoso simples e bem feito. Um texto rápido, com um humor mais delicado, mas com ótimas sacadas. Exemplo disso, as músicas escolhidas pelo autor.

    Essa frase é ótima “”A insegurança era um monstro que corria atrás das borboletas que habitavam meu estômago.”

    No final fiquei com aquele gostinho de “quero mais”, o que é sempre fantástico para um leitor.

    Parabéns.

  33. Juliana Calafange
    12 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Mariposa, a sua premissa é divertida: uma mulher que não consegue namorado porque é obsessiva por gramática. Mas o texto em si não é tão divertido. Porque as situações que constroem a trama não são muito cômicas. Mesmo assim, ressalto alguns pontos com potencial de comédia:
    Quando ela se inscreve no site de namoro e sente vontade de pedir os requisitos “exímio falante da língua portuguesa, sem erros de ortografia, concordância, sintaxe, nada contra variações linguísticas, porém nada de palavras de baixo calão ou gírias da moda em excesso”. Isso é ótimo porque é exatamente o oposto do que geralmente se pede como requisitos em sites como esse. Mas ela acaba “se controlando” e tentando pedir o que todo mundo pede, porque está “se curando”, se tornando uma pessoa igual a todas as outras. Mas também não consegue e acaba pedindo “nada de caras bombadões, de corpo meticulosamente depilado, mas estava disposta a aceitar uma barba por fazer ou até mesmo o cabelo abaixo da linha dos ombros.” – Essa passagem é muito boa.
    Também é interessante a parte em que ela rejeita as músicas de fundo: “Música alta demais, pop atual e também aquelas letras bregas, uma rima mais pobre que a outra, cadê todo o esmero com a língua vernácula do Toquinho, do Jobim, da Gal? Era “dererê, underererê” demais no refrão para o meu gosto.” – esse trecho, junto com “Aliviada por não ser Francisco Ronaldo, ou Paulo Alfredo, pior ainda, Fúlvio Edgar.”, mostram o caráter preconceituoso da protagonista. Me fez lembrar de um namorado que tive, chamado Gutemberg Washington…
    O final feliz, confesso, não me agradou. Perdeu a chance de criar uma situação engraçada para arrematar a história e caiu no lugar comum. De qualquer forma, eu gostei do conto, parabéns! E, claro, não vi nenhum erro de gramática!!! Rsrsrs Boa sorte!

  34. Rubem Cabral
    10 de agosto de 2017

    Olá, Mariposa.

    Muito bom o seu conto! Leitura fácil, história simples, porém bem desenvolvida. Escrita também muito boa. Somente vi uma repetição aqui, que a Gabriela vai se mortificar ao notar depois: ” aceitei aceitei sua companhia”… (tsc, tsc, Gabi).

    Quanto à comédia, diria o que seu conto não é uma comédia “rasgada”, daquelas de não se ousar ler enquanto se bebe algo quente, mas a simpatia do texto e as gracinhas aqui e acolá conseguiram agradar bastante.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  35. Bar Mitzvá
    9 de agosto de 2017

    E não é que a obsessiva por gramática deixou passar uma palavra repetida? Até pensei se isso não foi intencional, como um jogo para descobrir se o pessoal que comentou, realmente leu o conto ou só “meteu o loko”.

    O conto é mto redondo, a adequação ao tema acontece, mesmo que não retire gargalhadas do leitor. As fontes estão coloridas, na minha opinião, caíram bem, porque reforçaram a imagem mental que tive durante a leitura, de realmente estar lendo um bilhete ali. Se o desafio acontece num ambiente virtual e o regulamento não impede, não vejo porque não usar tais fontes. Mas confesso que não senti necessidade delas no diálogo em vermelho.

    Só tenho duas observações a fazer:

    1 – A idade da protagonista é mto baixa para ela se desesperar desse modo;

    2 – o texto poderia ter se encerrado após o refrão da musiquinha, achei meio brega aquelas últimas duas frases 😛

  36. Evandro Furtado
    9 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    Ah, achei “cute”. Podia, talvez, ter investido um pouco mais nas piadinhas com a língua. Ou seria “poderia”? Droga, agora vou ficar monitorando-me de forma a obedecer de algum modo absolutamente exagerado da norma padrão. Quem sabe faze-lo-ei, inclusive, uso da mesóclise. Nahhhh. Prefiro jogar a gramático no lixo e trangredir a língua. Mas, bem, do que estávamos falando mesmo? Ah, sim. Vou ficar com o ridículo da obsessão da garota. Mas, que seja dito, foi no limite. A linha entre o ridículo e o absurdo é tênue, e, se um define a comédia, o outro, não necessariamente, o faz. Certo, talvez seja hora de eu jantar.

    • Evandro Furtado
      9 de agosto de 2017

      E, lendo agora o comentário, encontrei uma meia dúzia de erros, ainda por cima. Acho que preciso daqueles corretores de navegador.

  37. Vitor De Lerbo
    8 de agosto de 2017

    Uma história cômica e singela, provando que finais felizes não tiram a força de uma comédia bem trabalhada.

    Mas eu acho que a Gabriela não deveria ter dito sim ao Fabiano; ela deveria era ficar com o Ademir do conto Literassex, eles formariam o casal perfeito!

    Conto bem escrito e sem falhas.

    Boa sorte!

  38. Lucas Maziero
    7 de agosto de 2017

    Até agora foi o conto que mais gostei, tanto pela imagem escolhida quanto pelo enredo. Aliás, o enredo é bem original, e o autor(a) soube conduzir bem a ideia do conto. Claro, em se tratando de ficção, me agradou essa “paranóia” da Gabriela em escolher seus pretendentes não pelos atributos físicos, mas pelo bom prosear destes. Direi mais nas categorias que selecionei.

    Opinião geral: Conto muito bom!
    Gramática: Admiravelmente bem escrito!
    Narrativa: Como um conto deve ser: gostoso de ler.
    Criatividade: Creio já ter mencionado acima, mas saliento que foi bem criativo, essa ideia do amor perfeito idealizado no bom entendedor da flor do Lácio.
    Comédia: Divertido, e ainda mais divertido quando ao final Gabriela resolveu dar o tão demorado sim. Alguns clichês, como “E agora, José?”, caíram bem no conto.

    Parabéns!

  39. Paula Giannini
    7 de agosto de 2017

    Olá, Mariposa,

    Tudo bem?

    Arranjei um namorado para a senhorita! Trata-se de H. Romeu, personagem do texto Literassex. Que tal? Ele é uma versão sua, só que masculina.

    Não sei se este tipo de texto funciona para qualquer leitor, mas, certamente, funciona muito bem para autores.

    A premissa da mulher que só consegue se apaixonar por homens que estejam aptos a praticar o bom português, é muito boa. Guardadas as proporções da comédia, que utiliza o exagero como matéria de trabalho (ainda que na vida muitas vezes encontremos casos inacreditáveis), acredito que seja fácil para uma leitora (ao menos para mim foi), a identificação imediata com o conteúdo de seu conto e, consequentemente, com sua protagonista.

    Quem não se arrepia com um homem burro? Eu sim. E é um arrepio ruim, obviamente. Rsrsrs

    Brincadeiras à parte, seu conto é leve, orgânico, gostoso de se ler, divertido e flui muito bem. Gostei do modo como você foi desenrolando o desespero da personagem, fazendo-a a abrir mão, aos poucos, de seu ideal de amor, em prol de não ser mais uma pobre solitária no mundo. A espécie “homem culto” anda em extinção no universo que você criou (o nosso não vai longe disso) e o assassinato ao português é algo que parece estar se tornando natural.

    No mais, o que tenho a dizer é que gostei muito de seu trabalho. Uma bela verve.

    Parabéns e sucesso no certame.

    Beijos

    Paula Giannini

  40. Roselaine Hahn
    6 de agosto de 2017

    Olá Mariposa, um belo conto, engraçado, leve, gramática irrepreensível, para a sua sorte, rsrs. Não tenho muito o que destacar, o texto funcionou redondinho, cada peça se encaixando no drama-comédia da mocinha Machadiana. Parabéns! abçs.

  41. angst447
    6 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Enfim uma comédia romântica, com um jeitinho todo fofo, chub e revisado. Por falar em revisão só percebi uma repetição de “aceitei” ; de resto, tudo me pareceu bem certinho.
    O texto tem bom ritmo, diálogos bem trabalhados, humor delicado. Identifiquei-me com essa história, embora sempre tenha arrumado namorados que não primavam pelo amor à última flor do Lácio. Além disso, meu conto também fala sobre encontro meio às escuras.
    A leitura foi bem agradável e conseguiu me fazer sorrir. Não creio que tenha existido a pretensão de provocar gargalhadas. Conto fofo!
    Boa sorte!

  42. Priscila Pereira
    6 de agosto de 2017

    Oi Mariposa. Vamos avaliar o seu texto?
    Participação: Parabéns! – 02
    Revisão: Só notei uma palavra repetida: perto de casa, “aceitei aceite”i sua companhia. Nada demais. – 02
    Coerência: Tem começo, meio e fim definidos, fácil de ler e entender. – 02
    Adequação ao tema: Pra mim, está mais para romance do que comédia. – 01
    Gosto pessoal: Amei! Achei muito fofo. O Fabiano é um charme!! O texto é muito criativo e romântico. Ótima ideia, muito bem executada! – 02
    Total: 09
    Boa sorte!

  43. Ana Maria Monteiro
    6 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Você escreve lindamente mas não resisto a uma observação: em português de Portugal é mesmo “namorar comigo” e se o coitado perguntar “quer me namorar?” leva um redondo “não” de qualquer menina com o ensino básico, garanto-lhe; assim, e sem que isso possa ser critério de avaliação, você me acrescentou comédia à comédia que escreveu; escrita, ortografia e revisão impecáveis; enredo muito bom e criatividade vou acreditar que sim, embora pense que não será tanto o caso, mas antes você em confissão; Está perfeitamente adequado ao tema; A minha experiência enquanto leitora foi muito agradável e diverti-me bastante.

  44. Fil Felix
    6 de agosto de 2017

    Olha, o conto conseguiu me ganhar lá pela metade! Achei o título bastante perigoso, porque além da referência à Christiane F, já diz que é fanática por gramática, então é o mínimo que podemos esperar do texto: sem erros. Ou que fosse uma ironia, e tivesse erros demais (ou de mais?). Felizmente, tudo é bem redondinho e só percebi uma repetição em ” aceitei aceitei sua companhia na volta”. Coincidência ou não, o conto também segue na mesma fórmula do clássico da outra semana, História de Um Nome.

    Gostei bastante das brincadeiras com as palavras, principalmente na parte das redundâncias, ficou muito bom! Morri quando citou o “underere”, não sei se foi realmente a intenção, mas a Inês Brasil tem uma música com esse nome. Morri de rir! De início não gostei da protagonista, achei chata e muito pedante com toda a história de ter o português certinho. E o pior é que nem está tão longe assim da realidade, há muitas pessoas desse jeito em redes de relacionamento, mas muitas delas nem escrevem tão certo assim, chega a ser irônico. Mas no decorrer ela foi me ganhando, por querer mudar sua postura, sendo mais humana e aceitar os erros alheios, culminando no fim fechadinho e romântico. Muito legal.

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 3, Comédia Finalistas e marcado .