EntreContos

Detox Literário.

A política é um inferno (Sandra Werneck)

Sempre fui um patriota. E um otimista. Sempre admirei essas qualidades. Essas capacidades especiais de manter altas expectativas em relação àqueles com quem eu me relaciono. Sempre vi o copo meio cheio ao invés de meio vazio, o vento cantar e nunca gemer, sempre acreditei nas boas intenções sem duvidar. Tornou-se um lema. Eu era uma grande figura. Assim, quando resolvi meter uma bala na cabeça, ninguém entendeu. Deixe-me explicar:

Comecei minha carreira como estudante de engenharia para seguir os passos de meu pai, quis ser médico de máquinas. Mais tarde, mudei de ideia e de ideal: de nada valia consertar as máquinas e não as pessoas, então, resolvi ser médico de pessoas. Depois, achei que não adiantava nada consertar as pessoas e não lhes dar boas condições de vida, então, decidi ser cabo eleitoral. Profissão honesta. Só tinha dois riscos: o perigo de me tornar um chato (porque ninguém gosta de ser abordado insistentemente na rua), ou de me tornar um mentiroso.

Eu nunca menti, nem mesmo agora no meio do fogo do inferno: sempre acreditei nas promessas que meu candidato fazia, fossem melhorias, reformas ou justiça social. Claro que foi difícil achar um candidato que pensasse exatamente como eu, mas foi fácil achar aquele com quem eu tinha maior afinidade. Candidatos gostam de agradar.

Minha primeira vez (que a gente nunca esquece) foi com o filho do político de um partido de extrema-direita, postulante a deputado federal. Achei que, como o pai já era raposa velha e estava há décadas no Congresso, conheceria melhor os meandros da política, o que facilitaria na obtenção dos objetivos. O candidato prometeu trabalhar para a população carente, criar creches, abrigos para idosos, reforçar a segurança pública, mas ao final de seu mandato tudo o que ele mostrou com uma segurança pública de fazer inveja foi seu traseiro branco a jornalistas que o flagraram bêbado numa boate, além de uma habilidade financeira incrível, triplicando com maestria seu patrimônio inicial.

Na minha segunda vez, achei melhor eliminar quem se utilizava da política para fazer carreira. Travei contato com outro requerente a deputado federal da extrema-esquerda, um homem jovem e bem-intencionado, pertencente ao sindicato dos metalúrgicos, um trabalhador assim como eu ou você. Achei que acertava. Havia de ser bem interpretado. E foi. Era um homem eloquente, sua oratória tocava os corações com a simplicidade de um homem do povo que falava para o povo:

“Sou uma pessoa humilde, quero lutar pelos marginalizados, os homossexuais, as mulheres, os negros, os sem-teto, os sem-terra, os sem-merenda!”

Angariou muitos votos, vencendo o pleito com grande vantagem. Até seus filhos foram bem-sucedidos, tornando-se empresários e donos de empresas milionárias. Só andavam de terno Armani e jatinho particular. Quando perguntado, o candidato respondia:

“Chupa que a cana é doce!”

Uma referência (talvez) a seus inúmeros copos de cachaça que ele apreciava de quando em sempre, possivelmente em comemoração à sua meteórica ascensão. Adquiriu, através de propinas de empreiteiros que tinham com o governo contratos vantajosos, grande número de imóveis espalhados pelo país, sítios, apartamentos, mansões para todos os gostos. Bens que nunca figuraram no seu imposto de renda, mais bem guardado que as idades das mulheres.

Decepcionado, fui convidado a trabalhar em novo pleito. Desta vez, um candidato a deputado estadual que prometia honrar o que prometia. Fui chamado à sua casa e recebido com entusiasmo, afinal, meu serviço estava sendo reconhecido. (Ao menos eu) era um profissional que dava conta das promessas que fazia, o que neste ramo sempre proporcionou alguma credibilidade. O homem, um jogador de futebol aposentado, ofereceu-me água, cafezinho, suco, almoço, jantar, café da manhã, autógrafo, tudo a que eu tinha direito. Por fim, ele desabafou:

“Eu não tenho rabo preso com ninguém!”

“Mas o senhor tem experiência de vida pública?”

“Verdade que eu nunca fui deputado estadual, mas já sou um homem público, agora, a experiência de ir em cana, essa eu não vou ter!”

Achei que fazia sentido, me pareceu razoável apoiar um homem que se comprometia a se afastar de cana, tanto da prisão quanto das bebidas. De fato, ele nunca foi processado. Passava as tardes e as manhãs à beira do mar em sua cidade natal, jogando futebol de praia. Quando perguntado, dizia a todos que fazia consultas a seus pares, à sua base. Não aprovou nenhum projeto de lei de real interesse. No final do mandato, me ofereceu a bola do torneio, o que me deixou em dúvida: era uma grande honra ou uma grande ironia?

Bola para a frente. Nova eleição se aproximava e eu encontrei um concorrente que não tinha papas na língua, tão sincero com as palavras que me surpreendi. Também não tinha um partido definido, acabou se filiando somente pouco antes do prazo final. Tinha se encantado com as cores e a logotipo de um partido de centro-direita. Achei que valia o risco. Quem sabe desta vez eu acertava? O homem, estilista de renome no país, tinha mesmo classe: usou os quatro anos do mandato para redecorar seu gabinete em estilo rococó. Gastou toda a verba de representação. Quando perguntado, dizia:

“Não vou me sujar por pouco, vou me sujar por alguns milhões de dólares!”

O povo se injuriou. Então, calmamente ele respondeu:

“Se todo mundo tem aquilo roxo, o meu é cor-de-rosa-choque. Como vou passar sem o meu caviar?”

Caviar realmente sempre foi um artigo de luxo. O povo não entendia. Resolvi que meu próximo candidato seria alguém rico o suficiente para bancar seu próprio caviar ou qualquer outra frivolidade que lhe apetecesse. Não titubeei quando fui apresentado a um abastado empresário do setor automobilístico. Eu exaltava: “finalmente, alguém que não liga para dinheiro porque já o tem!”, pensei. Foi uma das campanhas mais efusivas das quais participei, com verbas para gastar no que quer que fosse. Até a cidade se agitou com propagandas espalhadas pelas ruas que ficaram sujas, forradas de letreiros, faixas, placas e santinhos. Mas santo o homem nunca foi, pelo contrário, alguns o julgavam até mafioso. Ele criou um cartel para que se eliminasse a concorrência. Ficou ainda mais rico e, em comemoração, dava festas magníficas com as mais belas mulheres de programa. Era muito elogiado entre os parlamentares, conquistando o respeito de todos, exceto do povo.

Nesta altura, você já deve ter percebido que encontrar o candidato ideal era uma tarefa extremamente difícil e nem eu, com meus anos de experiência, parecia acertar. Passei uma época meio desencantado. Então, quando meus serviços novamente foram requisitados por um postulante que era cantor sertanejo, eu me deixei levar. Todos precisavam mesmo ser embalados por acordes que nos unissem em um único refrão. Quem sabe assim falaríamos a mesma língua? Não custava nada tentar. De fato, ele nos embalou, musicando os espaços entre uma CPI e outra, porque os casos de falcatruas, subornos e malversação do dinheiro público começaram a surgir, mobilizando o congresso. Os depoimentos eram prestados em plenário para os parlamentares responsáveis pelo inquérito. Parecia um grande show transmitido aos telespectadores pela TV Senado. Eu era um profissional muito eficiente, conforme falei a vocês. Emplaquei o candidato, mas não acertei o político.

O azar era um inferno astral, só podia ser. Eu precisava de uma bênção. Apelei para alguém cheio de boas intenções que pudesse afastar de mim essa maré de má sorte. Meus assessores me indicaram um pastor evangélico. Ele lutaria comigo enfrentando os corruptos, os demônios (o meu e dos outros), os homossexuais, os travestis e tudo o mais que causasse desordem. Resolvi arriscar. O homem realmente só rezava (sem esquecer do dízimo, bem-entendido). Ele me disse uma vez:

“Para ser cristão e espantar o mal no meio de nós tem que ter atitude: não basta dizer, tem que agir!”

O homem distribuía orações e bênçãos, regiamente pagas, claro. Boa intenção ele tinha (mas de boa intenção o inferno andava cheio, não era verdade?). Ele acabou se importando mais com os banheiros públicos utilizados pelo gênero correspondente (sabe-se lá o que é isso) e a cura gay que com todo o resto. Já quase desistia. Eu era um excelente profissional, mas os candidatos não ajudavam. Foi quando eu encontrei um palhaço num bar que me disse:

“A Câmara é uma fábrica de loucos!”

Achei que ele tinha razão. E sinceridade. Era um sujeito simplório, talvez estivesse desafogando as mágoas. Trouxe meu copo para perto dele. Então, ele desabafou:

“Muitas vezes tentei fugir de mim, mas aonde eu ia, eu tava!”

Eu falei que o cara era simplório, não falei? Continuei, também desabafando:

“Cara, estou triste!”

“Fica triste não, abestado!”

“Tenho a impressão de ter errado em toda a minha vida!”

“Garanto que pior do que tá não fica!”

Parecia até slogan de campanha. Aliás, eu já o via nas ruas, em comícios, em palanques, falando com seu jeito simplório, mas honesto. Alguma coisa se acendeu dentro de mim. Uma nova esperança será? Eu perguntei:

“Você sabe o que faz um deputado federal?”

“Não tenho ideia!”

“Pois é isso mesmo o que você vai responder quando te perguntarem…”

“O quê?”

“Eu também não sei, mas vota em mim que eu te conto!”

Não sei se o homem estava bêbado, ou se eu estava bêbado, só sei que saímos do bar abraçados como se estivéssemos irmanados pelo mesmo desejo, pelo mesmo desassossego, pelo mesmo espírito de luta. Ele se elegeu no mesmo ano, com um número assombroso de votos, o maior da história do país. Nomeou dois assessores para ajudá-lo com os trabalhos na Câmara.

“Mas são dois humoristas!”

“Eu diria que são dois comunicadores, essenciais para a divulgação dos meus projetos!”

Talvez ele tivesse mesmo razão, o país era um circo. Pudesse ele alegrar e se comunicar com o povo já fazia um grande trabalho. Panes e circus. Mas a verdade foi que nem ele aguentou as palhaçadas dos seus colegas deputados, achando graça em muitas das leis que vigoravam no pais e que facilitavam a impunidade. Foi esperto, amealhando quase dois milhões de assinaturas para um projeto de lei de sua autoria que combatia a corrupção, aumentando penas e arregimentando formas de aceleração dos processos. Estava sempre aberto a novas sugestões e críticas, o homem queria se comunicar. Infelizmente, o palhaço era simplório demais e foi facilmente ludibriado pelas raposas velhas.

Então, depois de muito tentar, resolvi eu mesmo levar a tarefa a cabo. Com a minha rede de relações, não tive dificuldades de comprar um fuzil AR-15. Achei que 800 tiros por minuto era algo efetivo e deveria resolver. Na dúvida, comprei munição extra. Comprei também um casaco enorme que ia até os joelhos e esperei o momento oportuno. Não foi difícil, uma vez que eu conhecia a segurança, as salas, os corredores, os meandros daquele labirinto cheio de desvios, sempre à procura de uma saída satisfatória. Entrei com a arma escondida debaixo do casaco e, uma vez no plenário, tranquei a porta e atirei. Demorei um pouco porque gastei nos deputados e senadores toda a munição que havia comprado, um modo de me certificar de que não deixaria um parlamentar vivo para trás. Por fim, mirei o cano escuro e frio da arma debaixo de meu queixo e dei o tiro fatal.

Mas, qual não foi minha surpresa ao chegar ao inferno e dar de cara com todos novamente? Foi o único detalhe do meu plano que não se resolveu a contento. Devia ser um castigo, por ter eleito cada um deles. Surpresa maior foi encontrar aqui embaixo dois filósofos, o autor da citação “O poder corrompe” ao lado do autor de “O homem é lobo do homem”. Não entendi. Seria uma ironia? Fui caminhando devagar até eles, me desviando das labaredas de fogo e de lava ardente que brotava do solo. Mal conseguia respirar naquele sufoco de enxofre etéreo, mas, assim que os alcancei, perguntei curioso:

“O que vocês dois fazem aqui?”

“Nós também fazemos parte dessa casta especial de pessoas!”

“Qual?”

“A que sabe usar bem as palavras!”

Então, tudo começou a arder.

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46 comentários em “A política é um inferno (Sandra Werneck)

  1. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Excelente conto, com boas ligações e citações, extremamente inteligente, com certeza um dos 3 melhores.
    Nota 10

  2. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: creio que não tenho ressalvas quanto à parte ortográfica ou organizacional do texto. A revisão foi minuciosa e a disposição dos diversos tipos de políticos (claramente inspirados na realidade brasileira) é coerente. Uma das finalidades da comédia é a crítica social – aqui, visualiza-se bem mais da segunda que da primeira.

    Aspectos subjetivos: nota-se a percepção aguçada no trabalho com os arquétipos dos políticos brasileiros. Nota-se também a criatividade ao camuflar as figuras públicas sob a máscara desses estereótipos e, mais ainda, ao criticar gregos e troianos.

    Compreensão geral: fato é que a narrativa se prolongou bastante na repetição da mesma estratégia associativa, o que a tornou um pouco pesada. Quando se trata de comédia, esse infelizmente não é o melhor efeito. Senti a tensão da espera por um candidato “digno” do nosso protagonista, mas, lá no fundo desse coração brasileiro, sabia que esse candidato não viria.

    Parabéns e boa sorte.

  3. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amigo Osvaldo,

    Tenho que dizer que gostei do seu texto, achei bem escrito e gostei muito da crítica bastante direta que você fez a toda essa roubalheira que está acontecendo no nosso país. É um texto realmente muito bom. Se nós estivéssemos na Noruega, ou em algum outro país mais honesto, o seu texto seria uma bela ficção, beirando a fantasia, mas infelizmente sua narrativa é quase um documentário, quase um registro histórico hehehehe. O único problema é que eu particularmente não achei engraçado. Neste desafio, eu já não estou atentando tanto para a questão da comédia, por isso não estou dando notas ruins para textos bons que não são engraçados. E é o que estou fazendo com o seu texto, mas preciso destacar que não achei engraçado, infelizmente. Mas foi um bom texto. parabéns!

  4. Pedro Paulo
    1 de setembro de 2017

    Esse conto satiriza a política brasileira com sutileza, brincando com o espectro político e com “personagens” da jogatina política do país sem precisar citar nomes. Para isso, o protagonista foi muito bem montado: um homem de convicções disposto a lutar pelos seus ideais, desimportante o custo. Quando ele é apresentado, também nos deparamos com o suicídio dele que, fora de contexto, nos faz querer saber o que pôde ocasioná-lo. Então a leitura do conto nos transmite a jornada do protagonista por diversos espectros políticos, sem uma consideração especial para posicionamento, mas para o político que melhor servisse ao país. Desde o início sabendo que é uma sátira ao Brasil e que o protagonista vai se matar, não é surpreendente que cada tentativa dele seja frustrada e, como isso ocupa a maioria do conto, torna a leitura cansativa e um tanto previsível, uma vez que suas frustrações se repetem até o derradeiro momento em que ele atenta a todo o parlamento. Ao fim, ele reencontra todos os odiosos no inferno e ainda mais dois filósofos, com os quais aprende que o domínio das palavras faz os piores diabos. Isso serviu muito bem quase como uma moral da história. Sobre o humor, ele não permeia muito o conto. A sátira é por si só um instrumento cômico, mas de tão repetitiva que fica a frustração do protagonista, o previsível acaba atrapalhando a pretensão humorística da história.

  5. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    1 de setembro de 2017

    Andrada,

    o teu conto é muito competente. Competente em termos de escrita e condução narrativa. Pontos para você.

    No entanto – diferente de outro conto do desafio que calca-se no cenário político atual – o seu trabalho não ousa e permanece, pelo menos na minha leiga opinião, no lugar comum.

    E isso me deixou com uma triste impressão, pois o seu esmero na escrita merecia algo que inovasse. Não foi.

    Porém, lhe parabenizo pela maestria e a qualidade na escrita.

  6. Davenir Viganon
    1 de setembro de 2017

    Politica é a coisa mais difícil de se misturar com arte. Os riscos são enormes de ficar algo insosso ou panfletário. Infelizmente o conto tende mais para a primeira. Ficou um pouco enfadonha a coisa do “nenhum politico presta” porque não saiu muito disso. Contudo, a ideia do cabo eleitoral já no mundo pós-morte foi boa mas continuo achando o conto mediano.

  7. Bia Machado
    1 de setembro de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 1,5/3 – Não gostei. Não consigo ver isso como um conto. Será uma crônica? E a questão nem é essa, afinal, é que realmente a forma como a coisa se desenvolveu, pra mim, não teve muito encanto, nem muita graça. Desculpe.
    Personagens – 1/3 – Não preciso nem dizer, né? Tiririca, Lula, Fora Temer, não vi graça em achar isso tudo ao mesmo tempo, tudo junto e misturado dentro de um conto de um desafio de comédia…
    Gosto – 0/1 – Não vou mentir dizendo que gostei, ou que gostei um pouco.
    Adequação ao tema – 1/1 – Apesar do exposto acima, acho que tentou, sim, uma adequação ao tema.
    Revisão – 1/1 – Ok! Nada que atrapalhe a leitura.
    Participação – 1/1 – ok, valeu.

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  8. Leo Jardim
    31 de agosto de 2017

    A política é um inferno (Osvaldo Andrada)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): achei inverossímil ele entrar com um fuzil no Congresso. E que sessão era essa que tinha tantos deputados e senadores? A Câmara e o Senado ficam distantes, ele precisaria, para conseguir matar o máximo que conseguisse antes de morrer (são muitos seguranças armados) estar num local com muitos parlamentares reunidos. Outra coisa que me incomodou foi o uso de políticos reais sem citar seus nomes. Como é uma comédia, podia ter deixado mais no estereótipo e deixar menos claro quem era.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): não encontrei erros, tampouco vi algo que se destacasse. Uma narração um tanto crua que cumpre o objetivo de contar a história.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): esse tema é bastante batido. Fiquei tentado a reduzir a pontuação deste quesito por causa disso, mas acabei reconhecendo certa unicidade que este texto possui.

    🎯 Tema (⭐⭐): há bastante ironia e sarcasmo no texto.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): não achei graça, pois infelizmente é uma realidade triste. Na verdade a principal reação que o conto me causou foi incômodo.

    🤡 #euRi: infelizmente não ri nesse conto 😕

    ⚠️ Nota 7,0

  9. Pedro Luna
    30 de agosto de 2017

    Olha, na minha opinião o conto foi salvo no último minuto por esse final interessante no inferno, o único trecho onde a ironia funcionou perfeitamente.

    O restante é bem escrito e bem apresentado, mas fica só nisso mesmo. Achei o texto mais do mesmo, que critica a nossa categoria política, apresentando comportamentos bizarros baseados em pessoas reais. Depois ainda surge um tiririca, o que dá ainda mais tons de familiaridade, mas não ajuda muito o texto. Esse tipo de crítica já estamos cegos de ver, não choca mais, nem desperta muitas emoções. É como dizem, perto da nossa realidade política, a ficção perde feio, e pior ainda ficção que quer parecer realidade. Então estava achando a leitura sem novidades e meio arrastada, mas como disse, o final soou interessante. Após a pegada executora e lava-alma meio Bastardos Inglórios, o sujeito chega ao inferno e encontra todos novamente..kk, isso sim é de rir, e de chorar tb. No geral, um conto médio com um final bacana.

  10. Amanda Gomez
    29 de agosto de 2017

    Oi, Osvaldo

    Seu texto é como um reflexo,muito atual, muito real…talvez real demais para dar-se crédito. Todos os personagens já tão bem conhecidos me deixou meio irritadiça, mas entendi que a culpa não é sua, é apenas do que seu texto me faz lembrar.

    E é um bom conto, tem humor, está bem escrito, bem desenvolvido, é dinâmico, novas coisas vão acontecendo a cada parágrafo, não deixando tempo para o leitor se distanciar da história. Confesso que só comecei a gostar realmente dele nos últimos parágrafos, onde aconteceu aquilo que acho que muitos brasileiros sonham acordado, mesmo sabendo que é errado. E eu gostaria que você tivesse detalhado mais isso, tenho certeza que meu lado sádico iria se divertir bastante com as cenas, mas foi curtinho, mal deu pra aproveitar…

    Não entendi a referência final, fiquei meio boiando, li de novo e continuei, ai deixei pra lá, isso não compromete as minhas boas impressões sobre o conto.

    Parabéns, boa sorte no desafio!

  11. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017

    8,3

  12. Jorge Santos
    28 de agosto de 2017

    Crítica algo confusa sobre a politica, onde se chega à conclusão de que a unica solução é acabar com a classe politica. O autor deve desconhecer o ditado que se ouve na minha terra de “mudam as moscas, mas é sempre a mesma merda”.

  13. Fheluany Nogueira
    26 de agosto de 2017

    Trata-se de um texto confessional? Os sentimentos da maioria dos brasileiros estão aqui muito bem retratados, a vontade é realmente matar cada político e reencontrar todos no inferno. Só que andamos sofrendo tanto com tudo que vem acontecendo que não consegui rir — é um drama, não uma comédia.

    Texto bem conduzido, citações interessantes e adequadas, paródias convincentes de políticos, que são facilmente reconhecidos. Leitura fluente, bom ritmo.

    Parabéns pelo trabalho. Abraços.

  14. Catarina Cunha
    25 de agosto de 2017

    O conto seria cômico se não fosse trágico. O começo é muito lento. Lá pelo meio surgem os diálogos e o conto melhora substancialme. A frase final foi uma boa sacada.

    Auge: “Muitas vezes tentei fugir de mim, mas aonde eu ia, eu tava!” – Um raro momento de humor no conto.

    Sugestão:

    Investir mais nos diálogos com os políticos e menos na narrativa explicativa. Isso pode facilitar a leitura da comédia. .

  15. Anderson Henrique
    25 de agosto de 2017

    O texto usa um tanto de imagens e questões já visitadas, tendo grande parte de seu corpo dedicado a referências sobre políticos brasileiros que identificamos facilmente. Quando o palhaço entra em cena, ele fica mais divertido (e ao mesmo tempo mais triste). A conclusão é algo que acredito que muitos já tenham pensado: será que não há um puto com culhão pra entrar no plenário e fazer uma chacina? Ainda estamos esperando… A parte textual e gramatical está toda ok. Não encontrei qualquer problema que me recorde nas duas leituras.

  16. Brian Oliveira Lancaster
    24 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Bastante irônico e sarcástico. Consegue prender a atenção, desde o início. A figura, neste caso, até desvia o foco do texto. Tem uma boa critica embutida e história de origens. Mas ficou um tanto carregado demais. – 8,5
    A: Tem graça mais perto do fim, mas o restante se desenvolve como um suspense político. É um ótimo texto, mas que talvez não se encaixe tão bem neste tema. Se fosse Cotidiano ou mesmo um subgênero da Fantasia, estaria perfeito. Tudo serviu mais como ironia do que comédia. – 7,0
    C: Escrever em primeira pessoa geralmente aproxima o leitor do protagonista, e aqui você foi bem sucedido neste sentido. Há algumas partes um pouco corridas, pois há muito o que narrar. Destaque para o Tiririca nas entrelinhas. – 8,5
    U: Bem escrito, mas muito denso. É quase uma crônica. – 8,0
    [8,0]

  17. Gustavo Araujo
    24 de agosto de 2017

    Num mundo paralelo alguém teria concebido uma realidade política exatamente como a que temos hoje por aqui. Nesse outro mundo, o autor seria considerado, de fato, um comediante nato, por criar algo sui generis, improvável demais, ridículo demais, com figuras públicas nefastas, egoístas e incompetentes, mas ao mesmo tempo espertas o bastante para se beneficiarem. A parte triste é que esse mundo paralelo é o nosso e a realidade, antes de fazer rir, nos causa embaraço, indignação e revolta. Não há escapatória. Roubar é nossa herança cultural, algo que está longe de terminar. Se pudéssemos imaginar uma limpeza em massa no Congresso, com todos mortos, em breve assumiriam outros 513 deputados e 81 senadores tão corruptos quanto os que teriam partido. É inútil. Esquerda, Direita, Centro, Avesso, Em Cima, Em Baixo, tudo está tomado por interesses pessoais e é de cair o queixo como tem gente que acredita que o seu candidato – o seu partido – está imune ao sistema. Bom, acabei me empolgando aqui. A culpa, cara autora, é sua, pela escrita que, se não tem nada de engraçado, funciona como um soco no estômago tal a habilidade que se denota na escrita. Nossa realidade tragicômica não permite que nos orgulhemos do que temos como políticos ou mesmo como bagagem cultural, em que sempre se louvou o jeitinho, a esperteza, o “se-dar-bem”, o “os-errados-são-eles”. Enfim, um conto triste, muito triste, porque é real. Dolorosamente real.

  18. Regina Ruth Rincon Caires
    23 de agosto de 2017

    Narrativa clara, texto inteligente, muito bem construído. A cada parágrafo lido, o deboche satírico desenha o personagem sem nome. Conhecemos todos, um a um. Ideias coerentes formam um conto entrelaçado de verdades carregadas de zombaria. Texto muito bem escrito. Um primor! Parabéns, Osvaldo Andrada!

  19. iolandinhapinheiro
    23 de agosto de 2017

    AVALIAÇÃO

    Técnica: O conto foi escrito numa linguagem bastante coloquial que facilita para o leitor a compreensão do texto. A escrita é tranquila, não exige maiores esforços do leitor, e, mesmo que o tema escolhido tenha sido política, a leitura nunca fica enfadonha eu pomposa, gostei disso. O autor escolhe vários exemplos de políticos para construir uma crítica com informações passadas pela mídia sobre o comportamento de cada um deles.

    Fluidez: Não tive dificuldade em ler o conto. A gramática não causa entraves ao texto, a história explorada está presente em nosso dia a dia e mesmo não concordando com algumas das opiniões, achei que o autor tinha habilidade para tornar a leitura fácil.

    Graça: Já perdi a vontade de rir da nossa política atual. Só vejo motivos para chorar.

    Boa sorte.

  20. Luis Guilherme
    23 de agosto de 2017

    Bom diaaa.. tudo bão?

    Deu uma trégua o frio por ai? Aqui também hehehe

    Mas vamos ao que interessa: o conto tem uma boa estrutura e escrita, a linguagem é clara e fluída e não apresenta problemas gramaticas.

    Em geral, não sou muito fã de textos políticos. De qualquer forma, seu conto é engraçado pois utiliza os próprios absurdos da política brasileira de forma pura. Pra fazer piada com nossa política nem precisa inventar nada, só retratar exatamente o que acontece, né?

    Assim, a ironia natural da historia da o tom de humor, bem construído.

    O enredo é bem finalizado, mas achei que o transcorrer é um pouco arrastado, ficando meio chato. Dificilmente um conto com o tema que se propôs seria diferente, não dá pra inventar muito.

    O fim compensa, especialmente a cena do inferno. A cena do massacre me lembrou Bastardos inglórios, rsrs.

    Enfim, apesar do gênero não me agradar particularmente, o texto é bem estruturado e bem escrito, utiliza-se da ironia natural do ridículo que é a política brasileira como base pro humor, e é bem concluído. Não posso dizer que adorei, mas é um bom conto que me entreteve.

    Parabéns e boa sorte!

  21. Fabio Baptista
    23 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************

    Olha, com exceção ao trecho abaixo, esse foi um dos poucos contos que não me fez esboçar sequer um sorriso.

    – “Fica triste não, abestado!”
    >>> kkkkkkkk
    >>> Tiririca salvando o dia!

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    Despertava interesse até reconhecer quem era a peça… Bolsonaro, Lula, Clodovil… entre uma e outra, a atenção dispersava bastante.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Não teve trama… só uma menção ao suicídio seguida por uma sequência de candidatos aparecendo aleatoriamente, sem uma sátira mais incisiva em nenhum deles.

    A questão de todo mundo se encontrar no inferno no final também não foi bem explorada. Poderia render ao menos um diálogo engraçado, sei lá.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    A ambientação do mundo político foi ok.
    Já os personagens, deixaram a desejar, o narrador, inclusive.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Está bem escrito do ponto de vista gramatical e da composição de frases, mas o tom da narrativa destoou muito do tema proposto. Ficou praticamente um relato jornalístico.

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Não vi muitos elementos de comédia. 😦

    NOTA: 6,5

  22. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    meu caro Osvaldo Aranha,
    você me traz um conto totalmente dentro da realidade. A sua criação foi recriar esse universo maluco da nossa política, me retratando os tipos – totalmente identificáveis em sua maioria – dos charlatões que o narrador auxiliou na política. E, pasmo, confirmo que todos queimam no inferno. Passei a leitura toda imaginando um final mais “quente”, mais gargalhante, mas infelizmente, ele não feio desse jeito que eu o estava imaginando. De repente, a minha expectativa é que é muito alta. Deixe pra lá, então. Grande abraço.

  23. Eduardo Selga
    21 de agosto de 2017

    Vivemos no Brasil o ponto culminante de um processo que teve início há décadas. Antes ele se resumia a afirmar que todo e qualquer político é, necessariamente, corrupto, mas hoje ampliou seu horizonte de atuação e afirma ser a política é um mal, como se fosse possível alguma nação existir sem ela. É um pensamento que confunde politicagem com política, e que não consegue entender que qualquer atitude é política, inclusive negá-la. No entanto, diga-se de passagem, apesar de em larga medida esse pensamento ter sido construído paulatina e pacientemente por determinados setores, ele não foi feito sem matéria-prima: a classe política nos últimos anos tem fornecido vasta munição.

    Este conto, bastante sintonizado com o tempo presente brasileiro, consegue algum humor ao trabalhar em cima desse desencanto. E, como no mundo não ficcional, aborda uma possibilidade cada vez mais levada a sério: as armas. O conto, porém, não trata de luta armada (o que seria uma atitude politica coletiva), e sim de outra “solução”: o extermínio coletivo perpetrado por uma pessoa, muito comum numa das sociedades que considero das mais doentes do mundo capitalista, a norte-americana.

    Muitos brasileiros podem seguir esse caminho, que é equivocado na medida em que um problema coletivo não se resolve a partir do indivíduo salvador da pátria ou mártir. Tal fato pode acontecer principalmente porque o nosso complexo de vira-latas nos faz crer que o Tio Sam é sempre exemplo positivo a ser copiado.

    O conto também aborda uma questão bem interessante: a profissionalização da política. Logo na porção inicial temos o personagem-narrador abandonando profissões de prestígio para dedicar-se profissionalmente ao ofício de cabo eleitoral. Ora, quando você se profissionaliza no que quer que seja, você segue sempre os mesmos caminhos, não ousa o diferente. No entanto, o exercício político exige ousadia numa sociedade como a nossa, altamente complexa e para a qual o simples raramente funciona.

    O(a) autor(a) parece ter tentado não livrar a cara de nenhuma importante corrente política, e é possível enxergar referências a Lula, Romário e Tiririca. Em nenhum dos três casos nomes ficcionais ou reais são citados, mas não dá para dizer que “pertencente ao sindicato dos metalúrgicos”, “era um homem eloquente, sua oratória tocava os corações com a simplicidade de um homem do povo que falava para o povo” e “inúmeros copos de cachaça que ele apreciava de quando em sempre” não sejam uma referência ao ex-presidente. No entanto, é preciso fazer um reparo: nem ele nem seu partido são ou foram de “extrema-esquerda” (no Brasil os partidos com essa coloração não estão representados no Congresso), e sim de centro-esquerda. É que o imaginário está tão poluído por ideias pré-concebidas que esse tipo de escorregão é relativamente comum.

    Tanto os trechos acima assinalados, quanto o conto inteiro, são marcado pela ironia, referentes a um momento brasileiro que é irônico e tragicômico. O trecho que assinalo abaixo também segue a mesma linha:

    “Ele lutaria comigo enfrentando os corruptos, os demônios (o meu e dos outros), os homossexuais, os travestis e tudo o mais que causasse desordem”.

    É uma ironia, no entanto, que pode deixar dúvidas no leitor. Ao dizer “os travestis e tudo o mais que causasse desordem” o narrador está sugerindo um essencialismo que, como tal, é por demais generalizante: todo é travesti é desordeiro, o que é uma afirmação complicada. Não são mais do que os playboys, amados filhinhos de papais, que se drogam nas baladas noite adentro, por exemplo. .

    No trecho “fui chamado à sua casa e recebido com entusiasmo, afinal, meu serviço estava sendo reconhecido”, creio haver uma ambiguidade decorrente da construção oracional. Quem se entusiasma? A princípio parece ser quem convidou o personagem-narrador, mas ao dizer “meu serviço estava sendo reconhecido”, a coisa muda de figura: parece o próprio personagem-narrador.

    Na expressão “panes e circus” há um equívoco na grafia: ou se escreve PANIS ET CIRCENSES ou PANEM ET CIRCENSES.

  24. Cilas Medi
    19 de agosto de 2017

    Olá Osvaldo,
    Vou citar as suas palavras, concordando em gênero, número e grau (uma citação das muitas que você propiciou no conto) conforme segue:

    “A que sabe usar bem as palavras! ” Concordo plenamente, caro autor, você é ótimo com as palavras, as frases e os parágrafos bem definidos, sem erros aparentes que seja motivo para preocupação.
    Então, tudo começou a arder. Concordo novamente, tudo começou a arder, do fogo nas minhas entranhas e principalmente com uma dor de cabeça horrorosa de ter a obrigação de ler uma propaganda política travestida de humor.
    Eu pergunto, caso queira responder, por favor, onde você teria a pretensão de um simples sorriso, uma risada maior, ou, até, uma gargalhada. Em qual parágrafo?
    Pois bem, assim se faz. Não cumpriu em nada do desafio, mesmo sendo a política de nosso país uma piada. Você não soube transmitir corretamente, mesmo sendo usuário mestre das palavras de nosso idioma.

  25. Olisomar Pires
    19 de agosto de 2017

    Escrita: Boa, não notei erros graves, o estilo é intimista, uma confissão, mas isso é recorrente quando se utiliza a 1ª pessoa.

    Narrativa: Sujeito é marketeiro desiludido com o trabalho de seus clientes eleitos. No final mata todos do congresso e se mata.

    Personagens: Um apenas, de forma específica. Os demais são lembranças.

    Grau de divertimento: Bom pelas evidentes analogias realizadas e por exprimir o desejo de milhões de brasileiros, pelo menos a parte onde os políticos são eliminados.

    O texto é divertido, uma crônica-crítica ao sistema.

  26. André Felipe
    18 de agosto de 2017

    Amei a temática, bem atual. Gostei do conto, mas confesso que não achei muito engraçado. Talvez tenha demorado um pouco para perceber os elementos cômicos e por isso tenha prejudicado o timing. Gosto de enredos simples, mas acho que esse foi um pouco demais. A narrativa sobre os políticos, apesar de serem diferentes, tem a mesma estrutura deixando-a previsível. Contudo, a intenção era ser um texto divertido sobre a desilusão política e foi o que conseguiu.

  27. Victor Finkler Lachowski
    18 de agosto de 2017

    Os contos sobre política mostram o descontentamento geral da nação quanto ao tema. Um conto tragicamente divertido, mostrando a corrupção no “jeitinho brasileiro” presente nos mais diversos antros da política, não importando ideologia, origem ou religião, uma imparcialidade muito bem trabalhada.
    Foi um conto bem narrado em mini-causos da vida do narrador, o único ponto negativo para mim foi como ele conseguiu fazer o que fez no congresso, sem segurança ou nenhuma interrupção, por mais que eu entenda a ideia do autor, não é uma situação possível no universo proposto.
    Um conto niilista muito bom sobre política.
    Boa sorte no desafio.

  28. Rafael Luiz
    18 de agosto de 2017

    Interessante acompanhar a história do cabo eleitoral. Apesar das referências nada veladas a personagens da nossa política, as quais nada me agradam, o texto é fluido e bem humorado. Achei a originalidade seu ponto forte. O final, trágico e estapafúrdio merecia uma atenção especial.

  29. Daniel Reis
    17 de agosto de 2017

    Prezado (a) Andrada (dra, dra, dra… tchuru-tchuru-ru… – procure no youtube: Trio –Da,Da,Da):
    Segue a avaliação do seu conto, em escala 5 estrelas:
    TEOR DE HUMOR: ** ½
    O humor do absurdo, a crítica política, são a essência desse texto, com uma pegada machadiana (de Machado de Assis). Em alguns momentos extraiu sorrisos, em outros senti pena pelo estado das coisas…
    PREMISSA: **
    A mudança de lado, o “nunca estar bom”, ninguém presta, afinal das contas. Bastante pessimismo, hein? Agora, quanto à lógica, essa mudança (motivada pela busca do “melhor” , segundo ele) me parece pouco plausível, para tal profissional…
    TÉCNICA: **
    A escrita é direta e sem grandes problemas. A meu ver, somente o exagero da matança no parlamento me pareceu um pouco exagerada.
    EFEITO GERAL:**
    Um texto com pegada bem diferente dos demais, uma crítica em geral à política do Brasil, que a meu ver pode até ficar datada. Os escândalos superam, e em muito, a ficção…

  30. M. A. Thompson
    17 de agosto de 2017

    Olá Osvaldo Andrada e o conto A política é um inferno.

    Antes de qualquer coisa parabéns pela coragem, pois contos sobre ou com o título política costumam não me agradar.

    O conto começa com o cara dizendo que meteu uma bala na cabeça. Mal sinal para um conto que se propõe ser comédia, porém me fez ficar interessado em saber onde a história ia dar (sem trocadilhos).

    Em seguida você descreve as mudanças de objetivo do personagem para explicar como ele decidiu ser cabo eleitoral. Também gostei dessa parte, mas ainda não vi a comédia.

    Em seguida você nos informa que o sujeito está no inferno. O.k., suicidou e foi para o inferno. Prossigamos.

    Em seguida comenta sobre uma primeira vez que mentiu mas não explica nada, aqui o conto começou a desandar. Segue induzindo o leitor a acreditar que está se referindo ao Lula, dada as inúmeras referências sobre o sujeito.

    Acontece que do ponto que gostei até aqui nada de interessante aconteceu e a tal mentira ficou em suspense, sem esclarecimento. E segue contando as experiências do personagem cabo eleitoras, com referências a personalidades duvidosas da nossa política, porém em uma narrativa desconexa e perdida no tempo e no espaço.

    Se a comédia está na atividade política ou na ironia do cabo eleitoral procurando político honesto, não sei. Se foi não funcionou para mim. Procurei a comédia e não encontrei em lugar nenhum. Encontrei um conto que começou cativante e se perdeu no meio do nada.

    E quando você escreve que o sujeito desencantando entrou no Congresso Nacional, matou todo mundo, se suicidou e acordou no inferno com todos lá, o que posso dizer é que seu conto é sem pé e nem cabeça. Não tem nada de comédia. Só não leve para o lado pessoal que eu nem te conheço. Estou escrevendo sobre o que li.

    A propósito, era para rir disso:

    ““O que vocês dois fazem aqui?” (no inferno)

    “Nós também fazemos parte dessa casta especial de pessoas!”

    “Qual?”

    “A que sabe usar bem as palavras!”

    Então, tudo começou a arder.”

    Eu não ri. Boa sorte no desafio.

    * Em seu benefício o texto não tem erros de revisão, gramática ou ortografia aparentes. Parabéns.

  31. Rsollberg
    16 de agosto de 2017

    Hahaha

    O preambulo é muito bem conduzido, um otimista incorrigível que resolve colocar uma bala na cabeça é um começo que instiga bastante o leitor

    Adorei a linha de raciocino do personagem, de engenheiro, para o médico e, por fim, cabo eleitoral. Trata-se de um texto crítico, com referências óbvias, algumas com algo de panfletários e pós-verdades, mas é claro que tudo no terreno da “ficção”
    Ele acompanha a vida de um sujeito com princípios, mas volátil e de poucas convicções, fácil de ser ludibriado e altamente impressionado. Uma ovelha que dificilmente se criaria em uma ambiente tão hostil. Contudo, o protagonista perfeito para conduzir a história. Ou seja, uma boa escolha do escritor.

    Não resta dúvidas que o autor sabe conduzir a trama e escreve bem, dando ritmo ao texto. Um autêntico cabo eleitoral das letras. Penso que o inferno poderia ter sido melhor explorado. De qualquer modo, um conto interessante.

  32. Vitor De Lerbo
    16 de agosto de 2017

    Uma história inteligente, bem escrita e com leves toques de ironia. Algumas frases casam muito bem, linkando um parágrafo ao próximo com maestria.

    Mesmo com os anos de tentativa e erro e com a sucessão de erros que acabaram levando o protagonista à loucura, achei que, no texto, essa transição foi abrupta. De uma linha para outra, é feita uma transição de um político aparentemente vencido pelo status quo para um personagem de Bastardos Inglórios, sem sinais de que isso aconteceria. Entendo que o espaço diminuto e a riqueza de detalhes do resto da trama acabaram dificultando uma maior elucubração sobre esse momento, mas, para mim, ele era decisivo demais para ser tão repentino – mesmo numa comédia.

    No mais, é uma boa história, tão cômica quanto real – o que torna tudo ainda mais irônico.

    Boa sorte!

  33. Marco Aurélio Saraiva
    15 de agosto de 2017

    Realmente, nossa política brasileira dá de 10 a zero em qualquer história de humor (é engraçado por que é verdade!)

    Uma crítica dura aos nossos políticos corruptos, com vestido de comédia. Mas é um vestido quase transparente. Acho que, por ser uma história real (apesar do seu esforço em omitir nomes), a gente não acha tanta graça assim. É claro que a ironia está aí: não precisa de esforço para escrever uma comédia baseada no nosso sistema político. Ele, por si só, já é uma grande piada.

    O conto está de acordo com o tema do desafio, sem dúvidas. Só achei que a atmosfera do texto tem um ar muito maior de crítica do que de comédia em si.

    Sua técnica é excelente. Apenas no final notei a falta de um “s” em um plural… de resto, não notei falhas. A leitura do seu conto é agradável e muito fluida. É um prazer ler as suas palavras!

    Acho que esse é um dos contos que passam para a segunda fase, apesar de eu achar que ele vá passar mais pela excelente técnica do que pelo conteúdo em si.

    Abraço!

    PS: Gostei que ao menos você foi bem imparcial. Criticou o sistema como um todo ao invés de panfletar suas filiações políticas. Isso foi bem arquitetado. Parabéns!

  34. Fil Felix
    15 de agosto de 2017

    Um dos pontos positivos aqui é a escrita, com uma linguagem muito tranquila e boa de se ler. Você não percebe o tempo passar. Também não sabia o que um cabo eleitoral fazia! Mas acho que um dos problemas do conto, que traz ares de crônica, é escancarar a crítica e a mensagem que quer passar. O leitor não tem muito trabalho a fazer, nem pensar. Já sabemos se tratar do Lula, do Clodovil, do Tiririca. Mesmo sem citar os nomes, fica óbvio. Não questionando se realmente esses políticos fizeram isso ou não, o conto bate o martelo e “corruptiza” todo mundo, sem deixar pro leitor pensar sobre isso. São muitas referências que, particularmente, acho que não combinaram.

    Talvez tivesse sido mais interessante utilizar de características padrões de políticos e brincar com elas, colocar o leitor ora de um lado, ora do outro. Sem especificar tanto assim, deixar o texto aberto, podendo englobar não só o Tiririca, o Clodovil e o Lula, mas um geral, abocanhar até aquele político que o leitor tem de estimação.

  35. Paulo Luís
    15 de agosto de 2017

    A arte imita a vida, a vida imita a arte é um fato. O texto desenvolve muito bem a temática, embora por demais explícitos às eventuais semelhanças que por acaso não são mera coincidências, mas a pura realidade dos dias atuais. Entretanto mais condizente com a crônica; ficando a comédia por conta da vida real, para não dizer da eterna tragicômica política. Pela atualidade dos eventos: Nota 5

  36. Rubem Cabral
    15 de agosto de 2017

    Olá, Osvaldo Andrada.

    Então, achei que o conto tinha um potencial muito bom para fazer graça. Você até o conseguiu, de forma mais discreta e fina, usando ironia, descrevendo discretamente algumas figuras da nossa política.

    Só penso que havia mais por explorar e contar. Que a saga do cabo eleitoral profissional poderia nos render um tanto mais em risadas.

    Quanto aos aspectos da qualidade da escrita, diálogos e caracterização de personagens, penso que você se saiu bastante bem. O desfecho irônico, insinuando que talvez todos os escritores vão ao inferno, é divertido.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  37. Priscila Pereira
    14 de agosto de 2017

    Oi Osvaldo. Vamos avaliar o seu conto?
    Participação: Parabéns! – 02
    Revisão: Não notei nenhuma falha na revisão. – 02
    Coerência: Está bem escrito, bem articulado, com início, meio e fim bem definidos, é de fácil leitura e entendimento. – 02
    Adequação ao tema: Nenhuma, desculpe, mas para mim, está longe de ser um texto que contenha algum humor. É uma crítica social estereotipada, mas válida. – 00
    Gosto pessoal: Desculpe, mas não gostei muito do conto. -01
    Total: 07
    Boa sorte!!

  38. Juliana Calafange
    12 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Caro Osvaldo, seu protagonista representa muito bem o grande problema do eleitorado brasileiro, que é a total falta de noção do que é a política, do que fazem os políticos, qual o grau de responsabilidade de cada um, inclusive do eleitor. Seu personagem é o típico eleitor “maria vai com as outras”, que não tem ideologia, nem opinião, apenas segue alguém em quem acredita por motivos diversos e aleatórios. Assim, tanto faz se o candidato tem ideologia de extrema direita ou extrema esquerda, pra ele tanto faz. O resultado é o q vemos aí.
    O conto inicia muito bem, os três primeiros parágrafos estão muito bons, instigam o leitor a continuar, mas a partir daí fica um pouco maçante. Uma descrição interminável de tipos políticos, que a gente reconhece logo de cara, então não trazem novidade alguma. O desfecho é fraco, se fosse fácil assim entrar com uma AR-15 no Congresso e matar todo mundo isso já teria acontecido há muitos anos. Encontrar os políticos no inferno é piada recorrente, também não traz nenhuma surpresa ao leitor. O arremate ficou confuso pra mim: vc está comparando os políticos aos filósofos, é isso?
    Bom, minha sugestão é que vc encurtasse esse miolo aí, focasse no seu protagonista, nessa incoerência e ignorância política dele, que, pra mim, é o forte do seu conto.
    Boa sorte e parabéns!

  39. Lucas Maziero
    10 de agosto de 2017

    O universo pintado aqui foi bem cômico. Foi divertido acompanhar o tal sujeito em sua busca pelo governante ideal, creio ter vislumbrado Lula, Pelé e por que não o humilde Tiririca? Se é que eu entendi corretamente (hahaha). Mas, ora pois, não é que ele não acertou uma? No fim das contas, acabou no inferno, onde (parece) inevitavelmente vão parar os palradores. No mundo cá em cima, vale a máxima: “Vale tudo, só não vale ser desmascarado”. No inferno, o que vale é arder.

    Opinião geral: Gostei.
    Gramática: Bem escrito.
    Narrativa: Palavras usadas na medida certa, um estilo pitoresco.
    Criatividade: Boa ideia, bem desenvolvida. Na verdade, o otimista se transformou em pessimista.
    Comédia: Uma sátira jovial, dosada razoavelmente bem.

    Parabéns!

  40. Bar Mitzvá
    9 de agosto de 2017

    Eu só achei o primeiro parágrafo meio “seboso”, mas de resto, caro autor(a), está perfeito. Parabéns!

    Quando o conto tem uma qualidade assim, fica difícil encontrar o que falar. Mas vamos lá:

    O texto faz um belo passeio pela política nacional, não poupando ninguém, nem tomando partido. O narrador-personagem consegue transmitir as mesmas frustrações que os brasileiros sentem com o cenário político. O final (inferno) me surpreendeu, pois além de ter sido bem pensado, ele acrescentou em humor também. Quanto a pontuação, eu desconfio ter faltado uma vírgula ou outra ali, mas eu sou péssimo para avaliar isso, posso estar errado (e costumo estar).

    Fiquei pensativo numa questão: se o narrador é assim tão bom em conseguir votos, parece ter influencia na sociedade e sabe tudo dos tramites políticos, pq ele mesmo, então, nunca se candidatou?
    Minha resposta é que ele representa a falta de ação do povo brasileiro, que espera das autoridades uma mudança de postura. Ou o autor não percebeu que criou um personagem que podia ir mais além.

  41. angst447
    8 de agosto de 2017

    Olá, autor(a), tudo bem?
    Conto muito bem escrito, com boas e sutis tiradas que o qualificam como narração tendendo à comédia(ironia na veia). Desafio cumprido.
    Não encontrei falhas na sua revisão.
    O texto possui ótimo ritmo, apesar de poucos diálogos. A leitura flui fácil, sem entraves, provocando curiosidade. O tema abordado, assim como as várias referências a políticos conhecidos, desperta o interesse.
    O final traz uma grande verdade: para se fazer política e literatura, há de se saber utilizar bem as palavras.
    Boa sorte!

  42. Paula Giannini
    7 de agosto de 2017

    Olá, Osvaldo,

    Tudo bem?

    Dizem que a política brasileira é piada pronta. E é. Não é?

    Premissa muito bem escolhida e igualmente bem desenvolvida. Em tom informal, quase coloquial, você desenvolve a trama desse homem, na vida um cabo eleitoral, assessor de campanha que estaria fadado ao inferno, ainda que não tivesse tirado a própria vida e a de outros. Afinal, ainda que não assuma as culpas dos verdadeiros vilões da história, ele atua como cúmplice, já que tudo sabe, tudo vê e se cala.

    Seus personagens, figuras conhecidas de nosso cenário político (qualquer semelhança será mera coincidência?), são facilmente reconhecíveis, o que cria uma segunda camada dentro da estrutura do texto de humor.

    O ponto alto, em minha opinião, é o momento de desespero. Quando o protagonista chega no inferno e descobre que não há como fugir disso, ou melhor deles. Estão todos lá. Um preço alto a se pagar pela paz infernal.

    Um dos artifícios da comédia é mostrar ao leitor/espectador mazelas e situações com que este se identifique. Tal identificação é chave quase certa para a ativação da emoção. No caso aqui, o riso. Ao aplicar tal técnica, o autor “sabe” o que seu leitor pensará: “Ah! Conheço essa figura. Sei de quem ele(a) está falando”. De certa forma, é igualmente uma técnica, deixar que aquele que lê se sinta “experto”. Bingo! Você fez isso com maestria.

    Parabéns por seu trabalho e sucesso no certame.

    Beijos

    Paula Giannini

  43. Roselaine Hahn
    7 de agosto de 2017

    Corrigindo: porque ficou a sensação de “que” os personagens já eram bem conhecidos…

  44. Roselaine Hahn
    7 de agosto de 2017

    Olá autor, o 1o parágrafo foi primoroso, daqueles que prometem. O enredo é muito atual no nosso cenário caótico e o seu personagem fez o que a maioria de nós tem vontade. A questão é que o tema político pode deixar o texto um tanto denso, crítico, e daí a dificuldade de se lidar com a comédia. Por vezes vc. conseguiu isso, em outras, o conto funcionou como uma crônica política. Talvez a inserção de personagens mais caricatos ajudaria, porque ficou a sensação de os personagens já eram bem conhecidos dos leitores, ou do povo, que azar! Mas uma coisa é certa, vc. escreve muito bem, tem controle sobre a escrita e suas técnicas, parabéns. Sorte aí no desafio. Abçs.

  45. Evandro Furtado
    6 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    O conto obedece a tudo que se exige dele. Traça uma linha reta e segue por ela, sem se arriscar, mas, tampouco, sem cometer erros. Tal estratégia pode funcionar para colocá-lo na parte de cima do desafio. Talvez, em alguns momentos, ele se delongue um pouco e falte em piadas. Tivessem sido inseridas mais anedotas, poderia ser um conto mais que ordinário.

  46. Ana Maria Monteiro
    6 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Uma escrita impecável sem falhas ou omissões e com a necessária e apurada revisão que não deixou passar nada; Demonstra criatividade apoiada num excelente enredo; a adequação ao tema foi-se acentuando em crescendo até um final hilariante. Foi uma experiência muito agradável.

E Então? O que achou?

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 3, Comédia Finalistas e marcado .