EntreContos

Literatura que desafia.

Franjas de comédia em todo manto (Olisomar Pires)

O irmão de Sóstenes se perdeu durante a comemoração festiva do arquipélago e foi levado por um homem que ansiava filhos. O sujeito enxergou na solitária criança um presente vindo direto da mão divina. Portanto, agarrou a mão – do infante – e se foi depressa, feliz com a futura surpresa de sua mulher.

           – Um é o focinho do outro – repetia o pai – e eu pensava cuidar dos dois quando vigiava sempre o mesmo – concluía a quem o consolasse.

            Os gêmeos contavam quatros anos de idade naquele dia.

Antes de retornarem para casa em outra ilha, o pai ainda se socorreu dos préstimos sempre úteis da leitora de sorte vinda de exótica terra: “Conhecedora do passado, presente e futuro”, dizia o cartaz.

– Vou rever meu filho? – perguntou diretamente à mulher aparentemente em transe.

Acostumada a casos assim, a vidente foi clara, como é costume:

– Tu o verás sempre todos os dias – respondeu com voz de além.

Ao sair da cabana sentindo-se enganado, uma onda de alívio o envolveu e cogitou retornar à tenda da consulta paranormal para recompensar melhor aquela senhora, pois via seus pimpolhos a poucos metros, um de frente ao outro, sorrindo inocentes.

           Porém seu ânimo decaiu quando Sóstenes correu em sua direção e seu irmão, Sófocles, estranhamente deu-lhe as costas se distanciando mais e mais.

          Era um espelho circense desvendando melhor o futuro. Partiram todos, enfim.

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            Madame Hécate, como gostava de ser chamada, esticou o olho até encontrar seu marido:

            – Sóstenes, pateta apalermado, quantas vezes mandei não deixar os clientes esperando? – falou bruscamente à distância.

– Querida, foi só um minuto e …

– Cala a boca, imprestável. Entrega essa cerveja logo e não a deixe cair, senão você sabe.

A ameaça fez Sóstenes levar a mão à cabeça onde um galo grande o lembrava da dureza da companheira.

Sóstenes não era burro, nem deficiente. Homem de boa compleição física, mas lento. Dessa lentidão submissa das pessoas sem sangue. Desde quando perdera seu irmão gêmeo há vinte anos, tudo ficou em suas costas. Sendo criança nada entendia e tropeçava como defesa. Um rio fugindo do mar era Sóstenes lutando contra o mundo. Aprendeu somente a rolar na correnteza e a se machucar bem.

De queda em queda caiu em cima de sua mulher que tratou de colocá-lo por baixo sem demora.  

No bar onde era proprietário de direito e empregado de fato, nem bem dera dois passos com a garrafa nas mãos e as pernas da primeira cadeira lhe jogaram ao chão.  As gargalhadas deram o alarma a sua mulher.

– SÓSTENES – ela intimou a todo pulmão – vem logo aqui.

Os “ais” e “uis” característicos da velha discussão doméstica foram ouvidos poucos instantes após o marido entrar na cozinha do comércio.

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Em outro mundo, Ícaro resolvia fugir, pois era vigiado por muitos. Não teria liberdade por muito mais tempo e sem dúvida algo que valorizava era viver livre, sem responsabilidade ou rédeas.

Seus pais adotivos, apesar do carinho que lhe deram, não eram exemplos de correção, o que só alimentava sua vocação rebelde. A morte prematura dos seus responsáveis, deixando-o jovem e com dinheiro, em nada ajudou. Aproveitou o quanto pôde, gastou o que herdara e agora se via às voltas em pequenos golpes, sempre à espera do próximo.

Inteligente, notou que seu campo de trabalho estava saturado, necessitava de outros ares e foi-se embora na carona da noite, deixando credores, comparsas e mulheres bastante preocupados; por motivos diferentes, claro.

Depois de alguns dias de viagem, Ícaro fez gosto por uma ilha não muito distante de onde passara sua infância.

         Lugar aprazível, a cidade era grande e certamente lhe renderia muito: “Preciso me adaptar”, decidiu.

Então Ícaro entrou logo no maior e melhor estabelecimento que encontrou. Tudo muito limpo. Seria bastante produtivo avaliar a clientela, possível retrato daquela sociedade. Sentou-se estrategicamente mais ao fundo.

Quando uma moça veio até ele, fez o pedido:

– Uma cerveja em copo grande, por favor – disse com simpatia.

– O senhor está doido? – perguntou-lhe a atendente com semblante muito assustado.

– Sempre fui um pouco – ele respondeu divertido – mas não sabia que “cerveja em copo grande” era confissão clara de loucura.

– Muito engraçado, patrão, mas vá lá pra dentro antes que madame Hécate chegue – falou quase implorando.

– Calma jovem, parece que há um erro aqui.

Mal terminara a frase e a tal madame Hécate adentrou no recinto. A funcionária deu uma meia-volta tão ligeira que a toalha da mesa foi levantada um tanto.

Confuso, o recém-chegado observou uma mulher se retirando rapidamente enquanto outra vinha em sua direção com a determinação de um touro.

– Canalha – ela pronunciou em alta voz a meio caminho.

A freguesia, devido à hora, não era grande. Mesmo assim havia uma boa dúzia de clientes antecipando o desfecho da confusão. A maioria saboreando já o momento.

– Minha senhora – disse Ícaro quando percebeu que era com ele o insulto – eu não sei o que acontece, ficaria muito grato se me ajudasse.

A mulher de Sóstenes estava bem próxima agora, respirando pesadamente. Tez avermelhada, vestido longo e preto, botas de salto alto, leve penumbra no buço. Não era feia na aparência.

– Que bobagem é essa de “minha senhora”? – disse com raiva – eu não mandei você me esperar para carregar as compras, seu inútil? – perguntou distribuindo as palavras com pitadas de saliva.

– Vamos com calma. Qual seu nome mesmo? – perguntou abrindo um sorriso ao melhor estilo “não se preocupe, está tudo bem”.  

O estalo do tabefe surgiu magicamente.

          TAP.

          Ela foi muito rápida: levou a mão, quebrou o riso ofertado e já a tinha à cintura quando Ícaro entendeu que fora esbofeteado.  

A marca quente dos cinco dedos obrigou-o a acariciar sua face. Seria capaz de descrever a largura exata dos três anéis que a mulher usava.

Acostumado à vida noturna, havia presenciado ou participado de várias escaramuças e sabia qual atitude seria apropriada nessa situação. Era necessário revidar o contato, de uma forma ou outra, e assim o fez. Em seu favor anote-se o fato de não usar anéis.

VUP.

Madame Hécate foi agarrada de uma forma que nunca imaginou ser possível a Sóstenes fazer. E acompanhou, aturdida, aquele rosto aproximar-se decididamente e lhe pressionar os lábios num beijo quente jamais imaginado, muito menos sentido.

         Incialmente tentou reagir de forma frenética, mas ele a segurava obstinadamente.

          Enquanto uma mão dele se espalmava nas costas de Hécate e a forçava inteira ao encontro dos corpos, a cintura e braços da agressora eram totalmente enlaçados num torniquete completo. Ela estranhou o rotundo e enviesado volume plasmado em seu baixo ventre. Isso fez suas pernas cederem e ela se entregar abrindo a boca para a língua que já a invadia. Hécate estava em pé unicamente sustentada pelo homem à sua frente.

        Ciente da vitória, Ícaro então a soltou e ela se estatelou no chão, totalmente desorientada. Seus cabelos compridos e desfeitos lhe feriram o rosto numa cascata negra e revolta. Nem notou que suas pernas ficaram bastante à mostra, coisa que não desagradou Ícaro.

Os empregados estavam presentes, boquiabertos e testemunhando.

– Nunca mais – Ícaro disse friamente – encoste sua mão em mim dessa maneira ou não será um beijo que lhe darei – havia certeza na promessa – você entendeu?

Como ela nem suspirasse, Ícaro fez menção de se aproximar.

– Entendi, entendi sim – madame gritou, trêmula.

– Muito bem, aceito suas desculpas – falou cinicamente saindo do bar sem ser incomodado.

           “Aquela mulher louca deve ter marido e vai querer se vingar” – raciocinou ele já na rua – “Que pena!  lugarzinho tão bom”.

Pôs-se a caminho, queria embarcar antes do último horário.

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Sóstenes estava angustiado no mercado. Havia se desencontrado da esposa e certamente ela se fora carregada de embrulhos como uma mula para casa. Estava bem encrencado.

“Que mal fizera a Deus?”, “Por que não fujo?”, ele se perguntava sempre. Mas sua noção de compromisso era forte, tinha palavra, não a quebraria por causa à toa. Um mártir por covardia. Precisava voltar.

Quando colocou os pés no salão de entrada foi recebido com aplausos admirados: – Muito bem, rapaz ! – Parabéns! – diziam alguns clientes.

Sóstenes não entendia o motivo da comemoração e se exasperava cada vez mais, pois temia ser moído inteiro duas vezes: uma pelas compras, outra pelo barulho.

Correndo para o depósito que ficava nos fundos do comércio, perguntou debilmente pela esposa a ninguém em particular.

– Foi embora, senhor – respondeu de pronto um dos empregados com os dentes abertos.

– Como assim? – rebateu incredulamente.

– Ela não suportou a humilhação de ser dominada como uma égua no cio – respondeu corando o funcionário – se me permite a liberdade, patrão.

Sóstenes sentou-se numa cadeira ali perto. Ele não entendia, só queria acreditar.

– Você tem certeza de que a égua, digo, Hécate, se foi? – questionou olhando para trás, receoso.

– Claro, até prometeu não voltar. Talvez partisse da ilha, não sei. Mas que se foi dessa casa não há dúvidas.

Sóstenes, após longos minutos, chorou, riu, e riu de novo.

– Bebida pra todos, hoje é festa – ordenou  – avisem meus pais.

– Já fomos avisados – falou um senhor bem vestido entrando no amplo cômodo acompanhado por sua senhora.

– Meu filho, que bom ter criado coragem e mostrado àquela bruxa quem tem o cetro – disse-lhe sua mãe.

– Eu não sei bem o que aconteceu, mamãe, amanhã pensamos nisso. Hoje é preciso lavar nossa alegria – declarou Sóstenes abraçando sua velhinha e a puxando para o salão principal.

O pai de Sóstenes, homem desconfiado, pediu a alguém que lhe contasse a coisa em detalhes. Queria ter certeza da benção.

           A cada gesto narrado até às derradeiras palavras do filho antes de sair e deixar Hécate no chão, mais seu coração se inundava de esperança:

– Meu Deus, não pode ser! Sóstenes jamais faria algo desse modo tão… selvagem – concluiu.

– Era o patrão, senhor. Eu vi. Quer falar com a garçonete também ou outra pessoa?

– Não precisa, apenas se concentre e me diga: meu filho usava as mesmas roupas com as quais se veste agora?

O rapaz pensou e depois com cara de assombro, como se pego numa mentira, disse finalmente:

– As roupas eram outras. Como o senhor sabia?

Apesar da idade, aquele pai saiu em disparada, precisava encontrar quem resgatara seu filho antes que outro espelho o engolisse, ele temia.

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Ícaro estava bem instalado em sua cabine fechada quando bateram levemente na divisória. Uma das desvantagens do compartilhamento de acomodações nas viagens, embora o preço fosse bastante compensador.

Com a mão ainda na maçaneta, desejou que fosse a mulher que lhe insultara:

– Belas pernas – sussurrou.

         Então abriu a porta e para sua imensa surpresa estavam parados no corredor: ele mesmo acompanhado de um casal de idosos.

– Meu irmão.

– Meu filho.

– Quem são vocês?

Os três o abraçaram efusivamente. À medida que a história se revelava entre soluços e lágrimas, Ícaro se reconheceu Sófocles, o gêmeo perdido.

Voltaram todos para casa, uma família reunida.

          No caminho, os irmãos levantaram alguém que havia caído, gritaram com o feirante e sua banca de frutas que os estorvava, abraçaram seus pais.

Em seus íntimos, os gêmeos pensavam cada um a seu modo: “Eu não sou mais eu, sou outro. Sou cópia e ao mesmo tempo, sou diferente. No final das contas sou eu mesmo, dividido e multiplicado por dois”.

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Ao saber de tudo, Hécate se inflamou e decidiu:

– Se não era Sóstenes, nada mudou. Vou buscar o que é meu.

          Para seu azar, o primeiro gêmeo com quem se avistou no bar não lhe dera a menor chance de fala e de imediato lhe jogou duas ou três obscenidades piscando o olho após um convite muito indecente.

Assustada, Hécate ergueu a longa saia e disparou a correr.

– Belas pernas – gritou o antigo Ícaro quando ela cruzou seu caminho quase o derrubando, o que a espantou ainda mais.

Os irmãos riram ao se encontrarem. Estavam completos.

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54 comentários em “Franjas de comédia em todo manto (Olisomar Pires)

  1. Olisomar Pires
    2 de setembro de 2017

    Agradecimentos a todos. Dicas anotadas. Como ainda estou aprendendo, todo desafio me tira da “zona de conforto”, mas confesso que “comédia” fica duas quadras além da área já fora de tal “zona”. Ainda bem que muitos gostaram, eu gostei escrever. Alguém perguntou sobre o título:

    O título foi inspirado num conto do Machado de Assis “A Igreja do Diabo” onde um dos personagens diz que sempre há franjas de algodão em mantos de seda e vice-versa.

    Parabéns a todos !

  2. Davenir Viganon
    1 de setembro de 2017

    Muito bonita a estória dos irmãos. As cenas de ícaro com hecate são especialmente inspiradas, ri mesmo. A sorte dos irmãos separados não é das melhores, mesmo Ícaro sendo mais esperto. Você colocou muita coisa em poucas linhas e não ficou enfadonho. Você escreve muito bem. Muito bom conto!

  3. Renata Rothstein
    1 de setembro de 2017

    Oi, Assis B. Cubas, tudo bem?
    Que conto maravilhoso, hein?
    Excelente de verdade, acompanhei num só fôlego a história dos gêmeos que se perderam, a desventura que resolveu o impasse de toda uma vida, e contemplei com olhos reflexivos as razões que existem por trás de tudo o que acontece.
    Mas confesso: não vi comédia, não sei se por falta de leitura correta minha, e se for, peço desculpas.
    Minha nota é 9,0.
    Abraços

  4. Wender Lemes
    1 de setembro de 2017

    Olá! Primeiramente, obrigado por investir seu tempo nessa empreitada que compartilhamos. Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto.

    ****

    Aspectos técnicos: referências gregas e sotaque lusitano em uma bela mistura. Não me cabe muito julgar a gramática aqui, uma vez que não sei bem o que é falha e o que é registro local. Da parte organizacional, as ideias são bem encadeadas e a separação dos “atos” é pertinente, dada a divisão dos irmãos.

    Aspectos subjetivos: vejo criatividade na referência à “origem” da comédia – nada mais justo que trazer à luz os gregos. Nesse sentido, o humor demora um pouco a aflorar, deixando um espaço inicial para a para o trabalho do conflito (a perda de Ícaro). Transita então do jeito paspalho de Sóstenes para o inusitado da volta do irmão com seu ar larápio.

    Compreensão geral: gostei do modo como inseriu a malícia de Ícaro sem transformá-lo em um mau-caráter propriamente dito. Claro, sua índole é questionável, inclusive pela influência da vida a que fora submetido. Entretanto, ele preserva certo brio, que demonstra, por exemplo, ao escolher um beijo em detrimento da agressão. Tudo faz muito sentido dentro do conto.

    Parabéns e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    1 de setembro de 2017

    Amigo Assis,

    O seu texto é muito bom! Muito bom mesmo! Extremamente bem escrito e muito interessante de se ler. Gostei da narrativa e fiquei preso a ela, querendo saber o que aconteceria. Imagino que você receberá algumas críticas quanto à “devolução” do tapa que o jovem Ícaro recebeu. Os direitos iguais não são tão iguais quanto se reivindica por aí.
    O único problema do seu texto, que parece acontecer com muita frequência nesse desafio comédia, é que ele não é um texto engraçado, infelizmente. Como eu disse acima, ele é muito bom. Mas não é uma comédia. Independente disso, estou dando notas boas para textos de que gostei. Uma ótima narrativa. Parabéns.

  6. Pedro Paulo
    1 de setembro de 2017

    Separação e reencontro de irmãos. A história tem mais um viés épico, em que duas jornadas diferentes se originam e culminam numa mesma história, do que um caráter cômico. Nesse sentido, é uma história bem escrita e assim que se entende que a ligação fraterna é o que move a narrativa, ficamos torcendo para a reunião entre os gêmeos, feita com coerência dentro da posição de cada um na história. No entanto, embora tenha seus momentos engraçados, não é uma história cômica para além de determinadas situações que aparecem. É a situação de outros contos que não responderam muito bem à proposta do desafio.

  7. Pedro Luna
    31 de agosto de 2017

    Bacana, é uma comédia de erros e enganos, o que caracteriza o desafio, embora careça de um pouco mais de humor. Enfim, a história se desenrola de modo interessante, deixa um mistério no começo com essa situação da separação dos gêmeos. O autor então enlaça tudo perfeitamente e sem explicar demais, criando esse reencontro marcado pelo engano e a resolução desse drama. Achei bacana os dois gêmeos serem tão diferentes. Você conseguiu dar esse tom de personalidades distintas, perfeitamente. Talvez cenas iniciais, como a da consulta do pai com a leitora da sorte, pudessem ser limadas e deixar tudo ainda mais enxuto, mas não foi ruim. A escrita é boa também. No geral é um conto bem bom

  8. Bia Machado
    31 de agosto de 2017

    Desenvolvimento da narrativa – 3/3 – Adorei como o conto se desenvolveu. E confesso que no começo estava meio em dúvida se gostaria e meio sem entender nada. Mas não foi difícil continuar adiante, ainda mais com a segurança que o(a) autor(a) passou.

    Personagens – 3/3 – Me conquistaram. Parecia que estava vendo uma daquelas sitcoms antigas, A Família Trapo, algo do tipo, mas com nomes gregos, hahahaahah!

    Gosto – 1/1 – Nem preciso dizer que gostei bastante! Pena que foi curto, eu leria mais dessas peripécias com toda certeza!

    Adequação ao tema – 1/1 – Adequado, sim.

    Revisão – 1/1 – Não percebi problema algum nesse sentido.

    Participação – 1/1 – Parabéns!

    Aviso quanto às notas dadas aqui em cada item: até a postagem da minha avaliação de todos os contos os valores podem ser mudados. Ao final, comparo um conto a outro lido para ver se é preciso aumentar ou diminuir um pouco a nota, se dois contos merecem mesmo a mesma nota ou não.

  9. Gustavokeno (@Gustavinyl)
    31 de agosto de 2017

    Bem escrito e muito criativo na forma em que conduziu a estrutura narrativa. Temos inúmeras figuras curiosas (Sóstenes, Ícaro, Hécate…) e isso enriqueceu e aguçou minha curiosidade.

    Preciso ser sincero: o enredo não me arrebatou. Porém a criatividade presente nele, sim. Gostei. No entanto, queria, de verdade, ter gostado mais.

  10. Leo Jardim
    31 de agosto de 2017

    Franjas de comédia em todo manto (Assis B. Cubas)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): achei a primeira parte um tanto confusa, li umas três vezes para entender um pouquinho e depois decidi continuar sem saber se tinha entendido. Depois dali o texto ganha contornos mais fáceis e quando Ícaro apareceu eu logo percebi que era o gêmeo perdido. A trama é simples e um pouco confusa no início, mas diverte.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): não sei se o autor é lusitano, mas achei algumas construções muito confusas. Afora isso, o texto é bom.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): casos de irmãos gêmeos perdidos é comum, mas o conto tem sua dose de personalidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): como já disse, boiei numa parte do texto e ainda não sei se compreendi a parte do espelho. Gostei, porém, de como construiu os personagens e a “punição” à mulher opressora ficou legal, recompensadora.

    🤡 #euRi:

    ▪ Você tem certeza de que a égua, digo, Hécate, se foi? 😃

    ▪ Belas pernas – gritou o antigo Ícaro quando ela cruzou seu caminho quase o derrubando 🙂

    ⚠️ Nota 7,5

  11. Catarina Cunha
    29 de agosto de 2017

    9,5

  12. Jorge Santos
    28 de agosto de 2017

    Conto confuso, que usa diversas referências da cultura grega. É um conto longo e lento, o desfecho poderia ter sido melhorado

  13. Catarina
    28 de agosto de 2017

    O conto é divertido e acho que se passa nos Açores. Um texto linear, sem altos e baixos, o que sinto falta na comédia. Tecnicamente muito bom.

    Auge: “– Um é o focinho do outro – repetia o pai – e eu pensava cuidar dos dois quando vigiava sempre o mesmo –“ Toda vez que vejo gêmeos idênticos vestidos iguais penso que os pais são verdadeiras antas. Kkkk

    Sugestão:

    Tirar a última parte que ficou sem graça e tirou o clímax do último, e excelente, pensamento dos irmão: ““Eu não sou mais eu, sou outro. Sou cópia e ao mesmo tempo, sou diferente. No final das contas sou eu mesmo, dividido e multiplicado por dois”. – Nada melhor do que terminar um conto com uma frase de efeito.

  14. Fheluany Nogueira
    27 de agosto de 2017

    A leitura é agradável e fluente; o texto está bem escrito, sem problemas gramaticais ou estruturais importantes e tem bom ritmo. Não é nova, a história de gêmeos, perdidos e recuperados, cuja semelhança causa confusão, mas, aqui foi desenvolvida com certa criatividade e fez rir, mesmo baseada em uma tragédia como o sumiço de um filho. Boa ideia e boa execução.

    Parabéns pelo trabalho. Abraços.

  15. Regina Ruth Rincon Caires
    26 de agosto de 2017

    Interessantíssimo! Narrativa rebuscada, requer atenção na leitura. Estrutura perfeita, linguagem caprichada. Parabéns, Assis B. Cubas!

  16. Brian Oliveira Lancaster
    25 de agosto de 2017

    JACU (Jeito, Adequação, Carisma, Unidade)
    J: Texto bastante denso e complexo. Não sei se entendi tudo. O desenvolvimento deixa subentendido que se tratavam de gêmeos, mas as passagens de tempo e trocas de pontos de vista não ajudaram muito. Ficou bastante confuso, ainda mais com a filosofia embutida. É um conto que tem muitas entrelinhas, sem muitas camadas externas para o leitor “comum”. – 7,0
    A: Tem uma pitada de bom humor próximo ao fim, mas antes disso, a construção carregada traz apenas um suspense, misturado com uma temática quase fantástica. Infelizmente, a suspensão de descrença não funciona nesse caso. O autor possui um vasto conhecimento, mas ao transpor isso para a história, acabou deixando o mais importante de lado. – 7,0
    C: Não consegui nem entender quem é o personagem principal, que dizer criar uma conexão imediata. Reforço: as ideias são ótimas, mas faltou coesão e mais simplicidade. – 7,0
    U: Está bem escrito, com diálogos naturais. Não flui tão bem nas partes explicativas, mas no restante sim. – 8,0
    [7,3]

  17. Amanda Gomez
    24 de agosto de 2017

    Oi, Assis.

    Que curioso esse título, ainda não entendi do que se trata, mas é legal.

    Gostei do seu conto, dei algumas risadas. A cena de ícaro e a mulher do irmão foi bem engraçada, inusitada do jeito que eu gosto. O texto todo é amarradinho, pensando nos detalhes, talvez tenha “carecido” mais de algumas cenas mais engraçadas, pois o mistério em si tomou mais conta do que o humor.

    Foi meio como uma montanha russa no quesito humor, depois da cena do beijo ele decaiu um pouco nesse quesito, mas nada que atrapalhe muito a qualidade da comédia em si, é um bom conto, bem escrito com uma linguagem e ambientação mais antiga, que aprecio. Os nomes também são diferentes e combinam com o enredo.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  18. Anderson Henrique
    24 de agosto de 2017

    É um texto inteligente, mas tive uma dificuldade inicial com a estrutura dele por conta dos cortes rápidos (talvez tenha me faltado malandragem pra perceber nuances). Depois que saquei que se tratava de uma história de gêmeos, tudo ficou mais fácil. Gêmeos que trocam de lugar e causam uma puta confusão não é lá novidade, mas o conto tem seus momentos.

  19. Luis Guilherme
    23 de agosto de 2017

    Bom diaaa, tudo bão por ai?

    Curtindo o friozinho? Se bem que tá frio no Brasil, então deve tá calor aí na Europa, né? heheheh

    Vamos ao que interessa:

    O conto é bom. O enredo é a alma da história, pois é bem construído e tramado, bem conduzido e dinâmico. Gostei da história.

    Quando vi que eles tinham se separado e conforme as coisas iam acontecendo, logo imaginei o que se passaria. Mas isso não estragou a surpresa, pois o desenrolar foi bem agradável.

    As situações são bem descritas, a linguagem é boa, apesar de transparecer a diferença de idioma (isso não é um defeito, obvio). Você me parece um escritor experiente.

    O conto é naturalmente divertido. Não conta com grandes piadas ou tiradas, mas o proprio desenrolar da historia é regada a um bom humor natural.

    O desfecho também é legal. Mais uma vez, deduzi que era o próprio Sóstenes que tiha recuperado as bolas após o retorno do irmão e estava se impondo diante da mulher. Acabei acertando, mas novamente isso não tirou a graça. O fim é muito bom!

    O texto começa me dando a impressão de que seria meio dramalhão, ainda bem que me enganei.

    Parabéns e boa sorte!

  20. Gustavo Araujo
    22 de agosto de 2017

    É um conto simpático, leve e despretensioso. A ideia de gêmeos que passam um pelo outro não é exatamente inédita, mas apesar disso creio que o autor desenvolveu um bom trabalho, fruto de uma escrita simples, sem floreios, como convém a uma boa comédia. Não ri, não gargalhei, mas isso não significa que o conto não tenha atingido seu objetivo de entreter. Em suma, um trabalho que, se não se destaca como memorável, cumpre bem o fim a que se destina.

  21. iolandinhapinheiro
    22 de agosto de 2017

    AVALIAÇÃO

    Técnica: Uma maneira diferente de escrever. Notei uma certa dificuldade de o autor deixar as coisas claras para mim, mas logo saquei o que rolava e embora a história ficasse embolotada aqui e ali, deu para me divertir. Amei a utilização de nomes retirados de personagens mitológicos, embora o comportamento não se assemelhasse aos donos originais, mas, para mim funcionou como um atrativo.

    Fluidez: Quase perfeita. Não fosse a escrita confusa aqui e ali estaria 100 por cento ok.

    Graça: Eu ri. Principalmente depois que o Ícaro entrou na jogada. Eu super entendo porque a Hécate se mandou ao ser agarrada à força – HOMENS, ISSO É ERRADO – mas parece que rolou um clima ali. Será? O resultado foi divertido e eu acabei gostando. Valeu, menino.

    Boa Sorte

  22. werneck2017
    22 de agosto de 2017

    Olá, Assis!
    A troca de irmãos sempre rendeu grandes comédias e grandes dramas. Um texto divertido. Os parágrafos foram bem interligados, com coesão e coerência. O enredo bem definido, com clímax e o desfecho bem dirigido. Quanto à criatividade, poderia ser melhor explorada com novas situações embaraçosas. Não vi erros gramaticais no texto limpo e bem revisado. Muito bom!

  23. Fabio Baptista
    22 de agosto de 2017

    SOBRE O SISTEMA DE COMENTÁRIO: copiei descaradamente o amigo Brian Lancaster, adicionando mais um animal ao zoológico: GIRAFA!

    *******************
    *** (G)RAÇA
    *******************
    Então… o texto é realmente muito bom, mas não passei nem perto de dar risada, em nenhuma situação.

    *******************
    *** (I)NTERESSE
    *******************
    Conseguiu manter meu interesse do início ao fim, sempre com nvos ganchos para atiçar a curiosidade: sumiço da criança, como será o reencontro?, o

    que acontecerá quando o marido bundão voltar?, etc.

    *******************
    *** (R)OTEIRO
    *******************
    Boa história, apesar do tema não ser novidade (gêmeos que se separam e se reencontram depois), a história foi contada de modo a trabalhar muito

    bem a premissa e criar algo com ar de novidade.

    Gostei de quase todas as decisões. A exceção ficou para o final, que me pareceu desnecessariamente confuso.

    *******************
    *** (A)MBIENTAÇÃO
    *******************
    Aqui eu acabei “ajudando”, pois mesmo sem muitas descrições criei o ambiente (que talvez seja diferente do imaginado pelo autor) na minha cabeça.

    Os irmãos crescidos são personagens muito bons, com personalidades bem acentuadas. Idem para a esposa.

    *******************
    *** (F)ORMA
    *******************
    Escrita madura, transmite tudo com muita segurança. Muito bom.

    – Calma jovem
    >>> – Calma, jovem

    – uma mão
    >>> cacofonia

    *******************
    *** (A)DEQUAÇÃO
    *******************
    Infelizmente, não vi sinais de comédia aqui.

    NOTA: 7

  24. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    olá, errei aqui e enviei o comentário erradamente. Desculpas. o seu é este: meu caro Assis B. Cubas, delícia de conto grego você me oferece. Gostei dele. Um conto leve e que me traz como substrato histórias gostosas da mitologia. Parabéns pela sua bela história. Está rica e me fez sorrir aqui, ou seja, cumpriu amplamente o seu objetivo. Seus gêmeos estão ótimos. Um detalhe que gostaria de ressaltar. Em um determinado ponto da história o narrador conta que Ícaro necessitava de novos ares. Que legal a sutileza tão irônica. Parabéns e um grande abraço.

  25. Fernando.
    21 de agosto de 2017

    meu caro António Vicente, cá estou eu às voltas com o senhor Tipo. Conto-lhe que gostei dele. A história foi acontecendo e me fazendo crescer a expectativa do que viria em seguida. E nada de vir algo em seguida. Esse dizer sem dizer eu lhe digo que ficou bacana. Está bem redigido, está claro, eu não me perdi durante a longa carta e o “conto” em si. Gostoso perceber esse sotaque de além mar na história. Nem vou dizer que poderia enxugar um pouco, eis que seu interesse era mesmo o de esticar para além o seu escrito. Aí também se põe a comédia. Meu grande abraço.

  26. Eduardo Selga
    21 de agosto de 2017

    Uma das estratégias usadas no conto é o equívoco, de modo a produzir efeito humorístico. De certo modo funcionou, mas entendo haver muitos problemas na estrutura, sendo o principal deles o discurso meio truncado no primeiro bloco, o que ocorre em função da narrativa similar aos “cortes secos” da tevê, ou seja, sem uma passagem natural de um parágrafo a outro. No segundo, por exemplo, não fica claro se a reação do pai foi na “comemoração festiva”, em casa junto a amigos e familiares ou mesmo junto à vidente. Essa reação tanto pode ser uma continuidade temporal em relação ao primeiro parágrafo quanto pode uma cena ocorrida bem depois, após a vidente e o retorno à casa.

    Ainda falando do segundo parágrafo, é complicado aceitar que um pai confunda seus filhos gêmeos. Quem os tem sabe que cada um é único. É razoavelmente admissível do ponto de vista ficcional quando nos damos conta, bem depois, que o texto tem leve ar nonsense. Mas é leve demais para essa incoerência e esse caráter é tardiamente evidenciado.

    Continuo na primeira porção do texto. O narrador afirma sobre o personagem, que “ao sair da cabana sentindo-se enganado, uma onda de alívio o envolveu e cogitou retornar à tenda da consulta paranormal para recompensar melhor aquela senhora, pois via seus pimpolhos a poucos metros, um de frente ao outro, sorrindo inocentes”. Do modo como está construído podemos ter a sensação de que, contraditoriamente, ele sentiu alívio por ter sido enganado, quando na verdade isso acontece por supostamente ver seus filhos à sua frente. Uma inversão de posições melhoraria o texto.

    Outro recurso comum na comédia aqui utilizado foi o circense, representado pelo personagem Sóstenes. O fato de ele apanhar da esposa, de tropeçar nas cadeiras, e até mesmo no desfecho, ao passar-se valentão como o “ex-Ícaro”, são elementos desse recurso. Também Hécate está inclusa nele, com sua atitude dominante e violenta, o que contraria a imagem que normalmente se faz da esposa, motivo pelo qual causa o riso provocado por aquele palhaço que, nos circos, esbofeteia ou é esbofeteado.

    A cena final em que a personagem “assustada, […] ergueu a longa saia e disparou a correr” é outra cena circense, mas quero deter-me especificamente nela. Assim como o pai confundir seus filhos gêmeos é nonsense, a reação dela também o é, na medida em que é um exagero descabido sair correndo pelo motivo narrado no conto. Contudo, é um nonsense perfeitamente assimilável como tal, pois o leitor já percebeu de há muito que esse é o “espírito da coisa”.

    Há um velho clichê de novelas e filmes românticos, qual seja o beijo inesperado após uma bofetada e que tira o oxigênio da pobre “vítima”, porém como esse tipo de humor se alimenta de clichês, e ele gerou outra cena circense (ela estatelada no chão com as pernas à mostra), foi um clichê bem aproveitado. Além disso, teve outro efeito: pôs a mulher “em seu devido lugar”, reequilibrando um discurso que estava desfavorecendo o gênero masculino. Isso, enquanto narrativa (ressalte-se), funciona como contraponto à postura dela, mas ambas as atitudes se equivalem: é a da dominação pela violência física. É estranho que isso provoque graça em muitos.

    Em “[…] e foi levado por um homem que ansiava filhos” o correto seria ANSIAVA TER FILHOS.

    Em “[…] pateta apalermado […]” há um PLEONASMO, mas, tendo em vista o temperamento da esposa, ele se justifica: as pessoas irritadas tendem à redundância.

    Em “Que mal fizera a Deus?”, “Por que não fujo?” há a utilização estranha do itálico e da fonte “normal” numa mesma situação: são frases que expressam o pensamento do personagem, conforme é possível concluir pelo uso de aspas. Qual a necessidade dos dois registros gráficos?

    Se não fossem as falhas no cálculo estrutural teria dado um belo circo, mas, infelizmente, ficou apenas nas franjas dele.

  27. Cilas Medi
    19 de agosto de 2017

    Olá Assis,
    Um bom conto, alegre, extrovertido, mas, decididamente não correspondeu totalmente ao desafio, no meu entender, onde a alegria foi dispensada somente aos personagens, esquecendo, completamente, que a diversão é para o leitor.

  28. Olisomar Pires
    19 de agosto de 2017

    Escrita: Boa. Um ou dois termos repetidos. Uma revisão dá conta do recado. Não notei erros graves.

    Narrativa: Irmãos gêmeos separados na infância se reencontram após 20 anos, salvando ambos de seus destinos de vida trágicos.

    Personagens: Temos dois personagens inicialmente opostos, um fraco e manipulável, outro arrojado e decidido. A pequena confusão de identidade é o mote para a comédia, embora todo o conto brinque mais com o drama.

    Grau de divertimento: bom. Um breve sorriso ao final.

  29. André Felipe
    18 de agosto de 2017

    Bem divertido. Mostra que o autor tem uma escrita ágil que muito me agrada. Gostei do fato de não se perder em explicações cansativas e ir direto ao ponto. Talvez tenha pecado só no começo em que não consegui perceber a comicidade, mas depois consegui. O enredo achei clichê, mas foi compensado com uma escrita competente e fluida. Enfim, gostei.

  30. Victor Finkler Lachowski
    18 de agosto de 2017

    Uma história peculiar, criativa ao narrar a separação e reencontro dos gêmeos, tomando como elemento comum para ambos o bar. Escrita bacana e tem alguns momentos engraçados.
    Narração confusa, tive que reler vários trechos para entender melhor o conto, creio que uma revisão ajudaria a despoluir a linguagem do conto no geral, mas ainda é um bom conto.

  31. Rafael Luiz
    18 de agosto de 2017

    Um dos melhores do certame até agora. História muito interessante, gostosa de acompanhar e instigante. O primeiro ato amarra bem o que está por ser encerrado no terceiro ato, sem deixar nenhuma ponta solta. A leitura causa emoção e no fim, o leitor está vidrado, estupefato e se divertindo com a narrativa.

  32. Daniel Reis
    17 de agosto de 2017

    Prezado (a) Cubas, lanças quando um livro?
    Segue a avaliação do seu conto, em escala 5 estrelas:
    TEOR DE HUMOR: ****
    Um texto que traz, a meu ver, a essência da comédia grega – os erros e confusões que causam situações inesperadas. Com certeza, um autor que conhece não só os mitos gregos, mas a dramaturgia clássica. Tenho meu palpite sobre a autoria…
    PREMISSA: *****
    Os irmãos, separados, são confundidos. Apesar de não ser original, é um bom ponto de partida para construção da situação. Me lembrou em partes as peças de Guilherme Figueiredo, em outras um conto do Chico Anysio, do livro “O Enterro do Anão”, que conta a história de um homem subjugado que se torna temido pela mulher ao se declarar comunista…
    TÉCNICA: ****1/2
    Escrita fluída, muito gostosa, invejável domínio de vocabulário e técnicas narrativas.
    EFEITO GERAL: ****
    Muito bom, um dos meus preferidos nesta primeira fase. Desejo boa sorte, e que passe para a final!

  33. Rsollberg
    17 de agosto de 2017

    Hahaha

    Fala Assis.

    Estivesse eu em uma ágora diria que a história estava com cara de tragédia, mas para grata surpresa, na verdade era uma comédia.

    O conto é muito bem escrito e desenvolvido. Os personagens bem delineados, dentro do limite possível, o ambiente detalhado com muito esmero. A ação ocorre através de coincidências, até previsíveis dada sua natureza, e equívocos, gerando comicidade ao conto. Diferente de grande parte dos que li, aqui não temos uma esquete, tampouco uma crônica, temos lastro e narrativa linear. Os diálogos são bons e não soam anacrônicos, belo acerto do autor.

    Sem dúvidas, um texto muito interessante.

  34. M. A. Thompson
    17 de agosto de 2017

    Olá Assis B. Cubas e o conto Franjas de comédia em todo manto.

    O parágrafo inicial entrega a autoria lusitana. Fico preocupado em entender a história, pois acabo de vir de um conto em que não entendi bulufas e era de autoria de um português (ou portuguesa) também.

    Mas o que aconteceu foi o seguinte. Seu conto está bem escrito, não tive dificuldade para ler, até porque está mais para português do Brasil. Porém o excesso de cortes me fez ficar com a impressão de que é um livro de onde se tirou os pedaços para formar um conto.

    Veja se eu não tenho razão.

    Resumindo seu conto ficaria assim:

    Uma criança se perde do irmão gêmeo em uma festa de rua e é levada por um homem.

    [ A transição entre o homem que leva e o pai que procura não ficou boa. ]

    O pai do que ficou pede orientação a uma cartomante.

    [ A entrada no segundo ato, além de usar uma tipografia atípica – >>>>> – para separar trechos de um conto, é igualmente abrupta. Fiquei com a impressão de que esse conto faz parte de uma história muito maior, que foi cortada para caber no desafio. ]

    O segundo ato introduz a esposa daquele que teve o irmão sequestrado, uma típica mulher portuguesa dominadora e agressiva com o marido. Só faltou descrever a pança e o buço embigodado.

    Em mais um corte ficamos sabendo que o irmão sequestrado se chama Ícaro, estava órfão dos sequestradores e vivia de praticar pequenos golpes. Assim ficamos sabendo o motivo pelo qual decidiu ir para um lugar em que não fosse conhecido pelo (mau) caráter.

    Então ficamos sabendo que nessa aventura o primeiro lugar que ele vai parar é justamente no bar do irmão que não foi sequestrado. Apesar de gêmeos sugerir que estavam iguaizinhos a ponto de serem confundidos não me convenceu.

    Então a esposa dominadora aparece, lasca-lhe um tabefe e recebe em troca um chupa língua com direito a ereção e o escambau. Ao visualizar a cena pensei numa portuguesa velha, gorda e bigoduda. Não me apeteceu. Nem graça teve, se foi a intenção.

    Entra na história o verdadeiro marido e numa confusão louca a autora (aposto na autoria feminina) quer me convencer que a mulher foi embora depois de sentir a trosoba nas coxas e que o pai dos gêmeos se deu conta que era o outro filho. Em seguida todos se encontram numa cabine de barco. Como é que um sujeito que veio para mudar de ares está novamente de partida?

    Não dá para colocar tanta coisa em um único paragrafo, sem falar que isso é drama, não é comédia.

    Seu conto é a previsível história de dois irmãos separados na infância, um retorna e é confundido com o outro, a família volta a se reunir e viveram felizes para sempre.

    E faltou um erre em “[…]não lhe dera a menor chance de fala[…]”.

    Boa sorte no desafio.

    • Olisomar Pires
      7 de setembro de 2017

      Obrigado pelo comentário.

      A estória é densa, mea culpa, poderia tê-la simplificado.

      Quanto à falta do “erre”, discordo. O termo é “fala” mesmo, no sentido substantivado. – Não lhe deu a chance de conversa – de resposta – de fala.

  35. Priscila Pereira
    16 de agosto de 2017

    Oi Assis, vamos avaliar o seu conto??
    Participação: Parabéns! – 02
    Revisão: Ótima revisão e ótima escrita. – 02
    Coerência: Muito criativo, inteligente e interessante. Com início, meio e fim bem interligados, leitura e entendimento fácil. – 02
    Adequação ao tema: Muito boa, conto divertido e charmoso. – 02
    Gosto pessoal: Gostei bastante. A cena do beijo foi ótima, bem ilustrativa sem ser vulgar. Você conseguiu colocar muita informação em poucas palavras. Ótimo texto! – 02
    Total: 10
    Boa sorte!!

  36. Vitor De Lerbo
    16 de agosto de 2017

    É uma história simples, divertida e leve, mesmo com os toques dramáticos no início. Não há um grande clímax, mas o conto segue numa boa toada.

    A utilização de personagens e metáforas mitológicas deixa a trama mais curiosa.

    Boa sorte!

  37. Fil Felix
    15 de agosto de 2017

    É um conto legal e descontraído, mas não percebi muito alguma veia cômica. Com exceção da situação no bar, trata-se de um drama (descontraído, sim), mas ainda um drama familiar de encontros e desencontros. Posso ver claramente dentro de algum outro desafio. A coisa dos gêmeos poderia render mais situações constrangedoras, mais desencontros, confusões… Exemplos temos aos montes, o Chapolin mesmo tem alguns episódios assim. Mas acaba por ter uma situação só, já se resolvendo logo em seguida, caindo no final feliz. Não sei se há algum motivo por usar os nomes famosos e mitológicos, além de se ambientar numa Ilha. Se houver e eu não percebi, volto aqui pra dar uma olhada depois. Se não houver, acho que não seria necessário. Como Ícaro, ter levado o nome mais adiante e feito uma alusão à sua queda.

  38. Paulo Luís
    15 de agosto de 2017

    Na tentativa de dar desenvoltura ao enredo, em criar vários episódios, com o intuito de gerar a história, torna um pouco confuso, principalmente no que diz respeito às situações forjadas sob o aspecto de sentenças com sentido cômico: “De queda em queda caiu em cima de sua mulher que tratou de colocá-lo por baixo sem demora”, e ou, filosófico: “Um rio fugindo do mar era Sóstenes lutando contra o mundo. Aprendeu somente a rolar na correnteza e a se machucar bem”, não surtem o efeito desejado. Outras situações confusas como: Sentiu-se enganado, mas voltou para recompensar aquela que o enganou; parece ambíguo, não! E, “Era um espelho circense desvendando melhor o futuro. Partiram todos, enfim”. O final também se prolongou para além do cabível. Perdendo algo mais impactante. Talvez todas essas elucidações em que eu esteja colocando como análise crítica, seja talvez por que eu gostei muito e não saiba como agraaciar um bom conto. Nota 6.

  39. Rubem Cabral
    15 de agosto de 2017

    Olá, Assis.

    Um conto diferente, sem dúvidas. Há algumas situações típicas de pastelão, com personagens de comportamento uniforme.

    A cena do encontro de Hécate e Ícaro rendeu alguma graça, ignorando o politicamente correto.

    O texto é bom, não há muitos voos metafóricos na narração, mas atende em sua simplicidade. Os diálogos estão bons também.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  40. Lucas Maziero
    13 de agosto de 2017

    Este é um dos contos que considero singelo e, me desculpe, onde o enredo foi totalmente previsível e ao mesmo tempo um tanto incoerente.

    Opinião geral: Até que gostei.
    Gramática: Mais um pouco de atenção e estaria irreprimível (haja vista alguns erros).
    Narrativa: Leitura fácil.
    Criatividade: Então, a ideia já é batida, dois irmãos que se separam e se reencontram, até aí nada interessante. Há uma frase deslocada: “No caminho, os irmãos levantaram alguém que havia caído, gritaram com o feirante e sua banca de frutas que os estorvava, abraçaram seus pais.”. Além do mais, não achei coerente a personalidade caninana de madame Hécate com a sua reação diante de Ícaro (ela estava mais para levar numa boa e não para se sentir totalmente desarmada) e diante de seu comportamento final, que foi fugir. Por que fugir?
    Comédia: Lembra a tragicomédia. Senti um um pouco de graça aqui.

    Parabéns!

  41. Juliana Calafange
    12 de agosto de 2017

    É muito difícil fazer rir. Ainda mais escrevendo. Eu mesma me considero uma ótima contadora de piadas, mas me peguei na maior saia justa ao tentar escrever um conto de comédia para este desafio. É a diferença entre a oralidade e a escrita. Além disso, o humor é uma coisa muito relativa, diferente pra cada um. O que me faz rir, pode não ter a menor graça para outra pessoa. Assim, eu procurei avaliar os contos levando em consideração, não necessariamente o que me fez rir, e sim alguns aspectos básicos do texto de comédia: o conto apresenta situações e/ou personagens engraçadas? A premissa da história é engraçada? Na linguagem e/ou no estilo predomina a comicidade? Espero não ofender ninguém com nenhum comentário, lembrando que a proposta do EC é sempre a de construir, trocar, experimentar, errar e acertar! Então, lá vai:
    Gostei muito do seu conto. Uma paródia e tanto, se é q posso chamar assim. Desde o primeiro parágrafo se nota q é um texto cômico. Dei risada imaginando as cenas. O conto parece um desenho animado (fica a dica)! Os personagens são ótimos, a maneira como vc constrói e apresenta os eventos é muito ágil e divertida. O ‘timming’ do texto é perfeito, como deve ser numa boa comédia. Só não gostei muito do final, porque achei previsível. Podia imaginar Ícaro aplicando um novo golpe na nova-antiga família. Difícil mudar a personalidade de toda uma vida de uma hora pra outra…
    Parabéns, te vejo entre os finalistas!

  42. Marco Aurélio Saraiva
    12 de agosto de 2017

    Muito muito bom. Sensacional!

    Você escreve divinamente bem. Palavras incomuns e rebuscadas encontram simplicidade na forma natural com que você as coloca no texto. E que texto! Uma bela de uma revisão. Não vi erros; não vi problemas. Não mudaria nada aqui! É um texto ímpar, com um autor ímpar, de excelente estilo e criatividade.

    A história dos gêmeos, mesmo sendo, de certa forma, clichê, aqui foi muito bem usada. E convenhamos: a comédia usa muito do clichê. Você subverteu o óbvio, fez com que parecesse novo, e ainda trouxe boas risadas no processo. Ambos os irmãos são muito bem trabalhados, e todas as situações são inusitadas e interessantes. Personagens fortes, distintos e com complexidade, mesmo com o curto limite de palavras.

    Parabéns! Uma leitura impecável, e um texto de excelentíssima qualidade.

    Finalista com certeza!

    • Marco Aurélio Saraiva
      12 de agosto de 2017

      Destaque para este trecho incrível:

      “Porém seu ânimo decaiu quando Sóstenes correu em sua direção e seu irmão, Sófocles, estranhamente deu-lhe as costas se distanciando mais e mais.

      Era um espelho circense desvendando melhor o futuro. Partiram todos, enfim.”

  43. Bar Mitzvá
    9 de agosto de 2017

    Por mais que eu tenha achado a ideia do conto interessante, ela não me convenceu. O comportamento dos personagens são estranhos:

    Hécate aparenta ser uma mulher de pavio curto, age com ignorância e subjuga o marido. Daí, no entendimento dela dos fatos, um simples beijo era capaz de a colocar numa situação de humilhação. Ok, mas pq? Isso não ficou claro. O problema é que, se ela de fato era uma mulher com tal postura “forte”, ela não tinha pq se sentir humilhada. A impressão que me passou foi de que ela era apenas uma mulher esperando para ser “domada” por um homem. Alguns leitores podem interpretar isso até como machismo, caso não entendam que (acredito eu) a intenção era criar humor.

    Ícaro apanha e devolve uma pancada com beijos. Certo… com muita suspensão de descrença eu interpretei de que ele era um masoquista. Mas Ícaro não é um personagem tolo, afinal, passou a perna em todo mundo e se escafedeu. Mesmo assim, ele faz o erro de beijar uma mulher desconhecida em um bar, que claramente o está confundindo com alguém, e imaginando as consequências de seu ato, pois sabe que fez cagada.

    E o que dizer de Sóstenes? Um submisso consciente? Um homem que suporta apanhar e ser humilhado por qual motivo mesmo? Ser lerdo? Mas ele demonstra, posteriormente, que estava descontente com daquela situação, pois seu cérebro não é tão lento assim. Foi só Hécate ser “dominada”, que ele já pagou bebida para todo mundo e marcou uma festa no apê do latino.

    O conto parece um drama com pinceladas de humor. Não foge ao tema, mas também não faz do humor uma representação marcante na obra. A revisão do português me pareceu legal. Não entendi o pq de usar de nomes gregos. Tinha algum simbolismo nisso que não captei?

  44. angst447
    9 de agosto de 2017

    Olá, autor(a),tudo bem?
    Seu conto surpreendeu-me, de fato. Esperava algo chato, confesso. Bem escrito, mas entediante. E não encontrei nada disso, que bom! Uma comédia ingênua, leve, de dois irmãos gêmeos, iguais e tão diferentes.
    A narrativa fez com que eu me lembrasse de filmes bem antigos, talvez de Carlitos,talvez dos Três Patetas, o Gordo e o Magro, até mesmo de Mazzaropi. Tudo junto e misturado, mas com um tom nostálgico de diversão para toda a família.
    Enredo simples, sem apelações ou reviravoltas.
    Não encontrei erros de revisão, a não ser “deram o alarma” > alarme.
    O conto possui ótimo ritmo, agilizado com os diálogos bem sincronizados. Leitura flui que é uma beleza, sem entraves e sem voltas desnecessárias.
    Boa sorte!

    • Olisomar Pires
      7 de setembro de 2017

      Obrigado pelo comentário.

      Só um detalhe: os termos “alarme” ou “alarma” são igualmente corretos. 🙂

      • Claudia Roberta Angst
        7 de setembro de 2017

        Vivendo e aprendendo. Obrigada pela dica. 🙂 Seu conto foi o meu favorito deste certame.

      • Olisomar Pires
        7 de setembro de 2017

        Fico muito feliz que tenha gostado, sua opinião me é muito importante por seu talento indiscutível.

        Até a próxima, um abraço !

      • Olisomar Pires
        7 de setembro de 2017

        A propósito, parabéns por seu conto. Meu comentário nele mostra a análise positiva da sua qualidade como escritora, mesmo que eu não tenha visto muito motivo pra rir daquela situação.

  45. Roselaine Hahn
    7 de agosto de 2017

    Olá autor (lusitano, acertei?). Buenas, a sua história é interessante, prende o leitor, curioso em saber o desfecho dos irmãos separados. Acredito que o excesso de formalismo em algumas construções quebraram a graça, eu enquadraria o seu texto mais como um drama, a bem da verdade. Sorri na frase “enlaçados num torniquete completo”, a metáfora do torniquete caiu bem, assim como qdo. o gêmeo disse “Você tem certeza de que a égua, digo, Hécate, se foi?” Isso pega o leitor de surpresa, daí a graça. Sugiro introduzir mais adiante a frase” – Um é o focinho do outro – repetia o pai – e eu pensava cuidar dos dois quando vigiava sempre o mesmo – concluía a quem o consolasse”, pois ficou confuso, o pai do menino sumido ainda não tinha aparecido no texto, daí a gente acha que é o sujeito que pegou o menino que está falando. Bem essas são as minhas considerações, espero ter ajudado e desejo sorte no desafio. Abçs.

  46. Paula Giannini
    7 de agosto de 2017

    Olá, Assis,

    Tudo bem?

    Gêmeos.

    Como em a “Comédia dos Erros” (W.Sheakespeare), o autor desenvolve a premissa que, à primeira vista pode ser considerada simples. É na simplicidade, porém, que se constroem as grandes obras de comédia.

    Você criou uma situação onde dois irmãos idênticos, separados na infância, voltam a se encontrar em um típico recurso daquilo que no teatro chamamos de uma comédia de erros. O gênero foi explorado à exaustão por dramaturgos como Molliére e, nosso querido e cultuado, Machado de Assis.

    Já fui personagem de Esaú e Jacó no teatro, em um Projeto que se chamava Literatura no Palco, e seu conto me remeteu àquela época. Bons tempos.
    Quanto ao conto que você criou, o trabalho é claramente pensado e bem estruturado. Ele mostra a dedicação do autor por trás da pena (do computador). Demonstra sua verve experiente e claramente talentosa.

    O texto construído mantém o leitor ao lado da narrativa durante todo o trajeto da história, mantendo vivas uma série de emoções, tais como a curiosidade, a empatia com o pobre marido maltratado, a antipatia por sua mulher megera, bem como a sensação de alívio e consequente catarse, ao saber que Ícaro o vingará.

    O encontro do pai com os filhos é a cereja do bolo, fechando o gênero (um dos subgêneros da comédia) com a habilidade de quem sabe o que está fazendo.

    Parabéns por seu trabalho.

    Sucesso no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  47. Ana Maria Monteiro
    6 de agosto de 2017

    Olá colega de escritas. O meu comentário será breve e sucinto. Se após o término do desafio, pretender que entre em detalhes, fico à disposição. Os meus critérios, além do facto de você ter participado (que valorizo com pontuação igual para todos) basear-se-ão nos seguintes aspetos: Escrita, ortografia e revisão; Enredo e criatividade; Adequação ao tema e, por fim e porque sou humana, o quanto gostei enquanto leitora. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Então vamos lá: Escrita aprimorada e sem deslizes, devidamente revista, nada a apontar; Enredo e criatividade presentes e em boa dose; A adequação ao tema é inegável; A leitura fez-se bem, de forma fluída e sem tropeços desnecessários.

  48. Evandro Furtado
    6 de agosto de 2017

    Olá, caro(a) autor(a)

    Vou tentar explicar como será meu método de avaliação para esse desafio. Dos dez pontos, eu confiro 2,5 para três categorias: elementos de gênero, conteúdo e forma. No primeiro, eu considero o gênero literário adotado e como você se apropriou de elementos inerentes e alheios a ele, de forma a compor seu texto. O conteúdo se refere ao cerne do conto, o que você trabalha nele, qual é o tema trabalhado. Na forma eu avalio conceitos linguísticos e estéticos. Em cada categoria, você começa com 2 pontos e vai ganhando ou perdendo a partir da leitura. Assim, são seis pontos com os quais você começa, e, a não ser que seu texto tenha problemas que considero que possam prejudicar o resultado, vai ficar com eles até o final. É claro que, uma das categorias pode se destacar positivamente de tal forma que ela pode “roubar” pontos de outras e aumentar sua nota final. Como eu sou bonzinho, o reverso não acontece. Mas, você me pergunta: não tá faltando 2,5 pontos aí? Sim. E esses dois eu atribuo para aquele “feeling” final, a forma como eu vejo o texto ao fim da leitura. Nos comentários, eu apontarei apenas problemas e virtudes, assim, se não comentar alguma categoria, significa que ela ficou naquela média dos dois pontos, ok?

    A história começa um pouco confusa, mas assim que pega o ritmo, constitui uma excelente trama. Gostei como o autor brincou com o conceito clássico da comédia, trazendo certos elementos e colocando-os em um contexto contemporâneo. O ridículo, sem dúvida, está presente, e é trabalhado de forma muito criativa.

E Então? O que achou?

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Publicado às 5 de agosto de 2017 por em Comédia - Grupo 3, Comédia Finalistas e marcado .