EntreContos

Literatura que desafia.

Omníricon ou O Livro das Revelações (Jarvas Lins)

Sentado no sofá de espera do consultório, Harry Mantovan folheava lentamente uma revista fútil sobre os ricos e famosos. Espalhados à sua frente, na mesinha de centro, outros exemplares mais antigos da mesma publicação pareciam tão desperdiçados quanto ele. À exceção da recepcionista, Harry estava sozinho ali. E, sem qualquer motivo aparente, sentia-se também confuso. Não conseguia entender a angústia difusa, a vontade de sair correndo; mesmo que fisicamente capaz, parecia estar bloqueado em sua vontade por uma apatia incomum.

Já deveria estava acostumado aos exames laborais periódicos; afinal, não era a primeira vez que passava por eles. Em contrapartida, era mais do que adequadamente remunerado e tinha privilégios bastante exclusivos em seu emprego. Mas não conseguia lembrar-se de nenhum motivo específico para gostar desse exame, ao qual os raros selecionados para trabalhar na equipe criativa da Omníricon eram obrigados a se submeter.

Esforçava-se para não desperdiçar sua imaginação no decote generoso da moça da recepção, e nem prestar atenção demais ao indiscreto balançar das pernas cruzadas dela. Com o sapato de salto alto que balançava, a jovem acompanhava o ritmo das músicas que jorravam das caixas de som espalhadas pelo ambiente.

Num dos seus deslizes indiscretos, Harry percebeu que a recepcionista também disfarçava alguns olhares a ele, de curiosidade. Qual seria a dela? — a imaginação viajava. Como os dedos escorrendo por entre seus cabelos longos, rosto abaixado, a moça fingia conferir horários marcados numa agenda. Cada um em seu lado da sala, ambos concentravam-se em suas distrações — ela, em suas fingidas anotações; ele, folheando fatos absolutamente desinteressantes sobre seus desconhecidos. Harry acabou por fechar a revista ao perceber, de relance, seu nome listado na coluna “dicas de leitura”.

A campainha do intercomunicador soou e a jovem levantou-se, dirigindo-se até a sala de consultas. Retornou dali a instantes, convidando o paciente a entrar.

Ao vê-lo se aproximar, resolveu tomar coragem e a iniciativa de dizer: — Sr. Mantovan, sou MUITO fã da série “Desventuras de Amor”. Poderia, por favor, autografar seu novo livro para mim?

Mesmo com a sofreguidão latente no tom de voz da moça, Harry percebeu nela, mais do que o prazer, a voracidade em conhecê-lo de uma leitora pelo menos vinte anos mais jovem do que o autor. Harry considerou mais prudente preencher a dedicatória utilizando um tom curto e impessoal. Após conferir disfarçadamente o nome da moça no crachá, escreveu com letra tremida na folha de rosto, logo abaixo do título: “Para Mégara, com carinho. H. Mantovan”. Devolveu o livro fechado à jovem, que retribuiu com um sorriso e um piscar de olhos, abrindo passagem para que ele pudesse entrar em sua consulta.

******

O doutor Euristeu H., psiquiatra, aguardava-o sentado atrás da escrivaninha em madeira de lei, absorto na análise de uma alentada pasta com os exames do funcionário. Seus óculos de lentes fundo-de-garrafa mantinham-se em equilíbrio instável, quase deslizando pela ponta do nariz. Harry pediu licença para sentar-se à sua frente. O médico acedeu, com um gesto, e em seguida fechou o calhamaço para analisá-lo pessoalmente e com atenção. Após alguns instantes desconfortáveis, iniciou:

— Sr. Harry Mantovan, seja bem-vindo. Como vai?

— Bem, eu acho, muito obrigado.

— Por acaso se lembra de mim?

Harry sentiu-se confuso, mas preferiu não arriscar:

— Sinceramente, não.

— Ótimo, muito bom. Então, esta é a nossa primeira consulta laboral aqui na Omníricon, não é?

O tom de voz do médico soou bastante curiosa.

— Sim, senhor. Mas, por favor, me chame de Harry.

— Pois bem, Harry. Você sabe que este procedimento periódico está previsto no seu contrato de trabalho e é realizado anualmente, correto?

— Sim, isso mesmo.

— O senhor tem dormido bem?

— Somente o necessário, conforme o Manual do Empregado.

—Percebo, seu trabalho tem exigido bastante dedicação. Antes de continuarmos, preciso fazer algumas perguntas de praxe. A primeira delas: você se considera realizado com o seu trabalho?

— É claro, doutor. É o emprego dos sonhos, não é mesmo?

O Dr. H. compreendeu a ironia; mas não fez um esforço algum para mostrar os dentes amarelados.

— E em qual tarefa está designado atualmente?

—Produção de Conteúdos Sabrinescos.

— Suas histórias têm sido bem aceitas por esse público, não é?

— Doze delas foram publicados este ano, ao que parece. Algumas até em fascículos. E, dentre elas, pelo menos duas acabaram aproveitadas em telenovelas ou minisséries, não tenho certeza.

— E nos anos anteriores, como foi a sua produção?

Sentiu uma certa confusão mental.

— Sinceramente, eu não consigo me lembrar.

— Tudo bem. Harry. Existe uma preocupação da Omníricon em garantir que nossos profissionais estejam sempre renovados, entregando os seus melhores trabalhos e cientes das responsabilidades contratuais. Vamos ser francos: alguns detalhes dos seus exames indicam desvios entre os termos do seu contrato de exclusividade e sua prática profissional.

Harry Mantovan não compreendeu aonde o médico queria chegar.

— Harry, estamos somente nós aqui, e a relação médico-paciente exige absoluta discrição. É minha obrigação, antes de tudo, saber: por acaso, você deixou de nos contar alguma história fora do normal?

— Não, que eu saiba…

O psiquiatra balançou a cabeça e olhou diretamente nos olhos de Harry, tentando intuir sinceridade na resposta dele. Após um breve silêncio, separou a página avulsa da pasta de exames e apresentou-a a Harry.

Eram imagens suficientemente nítidas para mostrar detalhes bizarros.

— Reconhece isso? — perguntou o Dr. H.

— Não faço a mínima ideia do que seja — Harry insistiu.

O psiquiatra perdeu a paciência:

—Sr. Mantovan, seja honesto: por que não reportou esta narrativa surreal, fora de contexto no seu trabalho, e que surgiu reiteradamente em seus sonhos criativos?

A mente de Harry o havia traído no Exame de Inconsciência.

******

Se eu já tivesse visto algo como aquilo antes, com certeza, não teria me esquecido. Mas aquilo ficou registrado nas Fotoampliações Relatoriais, exames toxicológicos obrigatórios do inconsciente, como sendo algo meu. Diversas vezes a mesma cena, em vários ângulos, datas e horários, como se fossem multas pelos meus excessos oníricos. Provas de inconformidade armazenadas nos servidores de registro, tão logo detectadas pelos equipamentos do Controle de Produção de Narrativas.

Em todas as imagens, sempre um homem de meia-idade, barba curta e grisalha, caminhando em meio à bruma esmaecida, sobre folhas típicas dos bosques de clima subtropical úmido. Vestia um sobretudo de couro grosso, com golas largas levantadas ao redor do pescoço, também protegido por um cachecol negro. Sua fisionomia permanecia oculta pelos óculos e o capacete de aviador da Primeira Guerra Mundial.

Ainda mais intrigante era o que ele trazia consigo.

Em sua mão direita, uma mala de viagem maltratada, modelo quadrado e antiquado, com acabamento de rebites grosseiros na lateral. À esquerda, algemado em seu pulso por uma corrente de aço, um javali selvagem.

Ainda que fosse considerado prisioneiro, o animal seguia olimpicamente indiferente, em seu orgulho indomado. Cabeça erguida, com suas presas afiadas apontando para o alto, como se não estivesse convencido de quem realmente era o indivíduo subjugado naquela parelha.

Dr. H. interrompeu:

— Você sabe que essa narrativa não é sua. Ela é uma profecia. Uma visão de futuro, repetida em nível inconsciente. E temos de ir até o fim com ela.

Harry sentiu medo do que estava por vir. De novo. E mais uma vez.

 

******

Deitado de costas sobre o aço gelado, prestes a ser engolido pela Máquina de Ressonância Cognitiva, Harry Mantovan sentiu um leve tremor em seu corpo com o movimento do equipamento em direção ao tubo. Sua cabeça posicionou-se exatamente na intersecção entre as marcas de foco do canhão de frequências, enquanto as luzes ambientes do recinto apagavam-se. Ao lado, na sala de controle, o Dr. H. conduzia sozinho a sessão. Conforme ampliava a frequência da vibração sonora binaural emitida pelo aparelho, o efeito estroboscópico dos leds laterais sincronizava-se ao batimento cardíaco do paciente. Harry entrou num transe profundo o suficiente para imergir no sonho, mas ainda assim continuou lúcido e consciente de tudo à sua volta, como se estivesse trabalhando em uma nova história de sucesso comercial para a Omníricon.

******

Meus dedos congelam com o frio da manhã. Através das lentes dos óculos, embaçadas, vejo imensas árvores coníferas que se estendem até o céu — margeando a estrada, todas elas parecem voltar seus olhos para baixo, como se estivessem observando quem quer que ouse se aventurar naquele caminho.

Dr. H. apertou o botão de talkback do equipamento de intercomunicação. Sua voz, metálica e distorcida, ecoou pelo sistema interno de som da Máquina de Ressonância Cognitiva.

Nâo tenha medo, Harry, essa é uma projeção. As árvores que você vê no caminho são os escritores do passado, seus ídolos, personificados como figuras opressivas, que inibem sua capacidade narrativa. O que mais você consegue ver?

A mala na minha mão direita pesa bastante, mas não é um volume impossível de carregar. Na esquerda, acorrentado, o javali parece dócil; não oferece resistência à caminhada, apenas observa indiferente, enquanto paramos um momento para descansar. Vou aproveitar e colocar essa mala no chão. Devo tentar descobrir o que tem nela, Doutor?

Continue, Harry, vamos adiante…

A fechadura parece estar com defeito. Está difícil de abri-la, com a outra mão, algemada ao javali… Consegui! Caiu tudo… são livros! Dezenas deles…

Hum… que interessante. Acredito que essas são as histórias que você não quer compartilhar com ninguém. Narrativas às quais você tem muito apego, ou então receio de entregar à Omníricon para comercialização. Elas pesam bastante, porque você não quer se desvencilhar delas. Mas nada o impede, já que a mão algemada é a outra…

O javali agora está avançando e chafurda pelo chão, parece procurar alguma coisa. Ele me arrasta em frente, pelo caminho… a mala ficou para trás; os livros, também. Estou quase correndo, tentando acompanhá-lo. Ele praticamente me arrasta pela corrente. A algema queima o meu pulso…

— Deixe-se levar pelo seu lado irracional. Ele está procurando sentido para esse sonho e, quem sabe, produzindo uma nova história. Siga em frente com ele, Harry. O javali está em busca de trufas…

Estamos saindo da floresta agora. À nossa frente, uma praia gelada e deserta. O javali fuça a areia em diversos pontos, cada vez mais excitado. Agora, parou quase à beira-mar. Começou a cavar…

— Estamos quase lá, deixe que ele continue…

Acho que ele encontrou alguma coisa…. preciso ver de perto. Parece um brinquedo… não, é parte de uma boneca. O braço! É de uma criança! E tem outras duas na mesma cova, são três meninos! Estão queimados! E há uma mulher abraçada a eles. Todos mortos! O javali está dilacerando o que restou dos corpos…

Neste ponto, o Dr. H. entendeu que já tinha o suficiente e acionou o modo eletroconvulsoterapia. Foi assim que, recém-extraída dos sonhos de Harry Mantovan, a narrativa incendiou-se irreversivelmente da memória de seu verdadeiro autor. E passou a fazer parte, como única e exclusiva propriedade intelectual, da coletânea de contos de horror da Omníricon, apresentados a você, caro leitor, nesta nova edição revista e ampliada, que agora está em suas mãos.

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10 comentários em “Omníricon ou O Livro das Revelações (Jarvas Lins)

  1. Ah! Adorei a imagem. 😉

  2. Olá, Jarvas,
    Tudo bem?
    Você criou um conto muito interessante, gostoso de se ler, criativo e, mais que isso, obviamente simpático a todos por aqui. Afinal, somos todos escritores e criadores, não é?
    Associar o Javali, a mala, o aviador e tudo o mais da imagem com uma história sobre um escritor foi uma ideia que chegou a me ocorrer, confesso. Mas associar tudo isso à crítica às grandes editoras, à exploração do artista pela cultura de massa e ainda levar os personagens a um cenário futurista de ficção científica, foi uma ideia de alguém que realmente pensa “fora da caixinha”.
    No início do texto, sentimos um certo estranhamento, com aquela história de exames obrigatórios da empresa e tudo o mais. Depois, essa sensação volta ao entendermos que seu personagem principal é um escritor. Mas o todo vai se amarrando e criando tensão suficiente para manter seu leitor com você. Atento e interessado.
    Um belo trabalho.
    No mais, só me resta deseja sorte no desafio e dizer que me diverti muito com sua criação.
    Beijos
    Paula Giannini

  3. Marco Aurélio Saraiva
    25 de maio de 2017

    Muito interessante! Quanta criatividade! Nunca li algo parecido. Muito bom!

    ===TRAMA===

    A trama deste conto é diferente de tudo o que li até agora. Que ideia genial: a escravização dos criativos, o monopólio das ideias. Uma distopia onde é exagerado o conceito de “invasão de privacidade”, chegando à extração das próprias ideias das pessoas.
    É um conto fechado, mas que nos introduz a um mundo amplo, que dá espaço para infinitos outros contos. Parece um episódio de Black MIrror! (hahaha que frase clichê).
    Há certo tom de comédia no conto, bem velado, mas que vem na especialidade do personagem (escrita de contos sabrinescos, rs rs) e na própria ironia da trama: somos todos escritores aqui, lendo um conto sobre um escritor que tem vendeu suas ideias à empresa que o contratou. É como se você tivesse vislumbrado um enredo para a trama com o javali mas nunca conseguiu completá-lo, então, ao pensar em uma alternativa, veio à mente o “roubo das ideias”, encaixando tudo.

    Não sei se me fiz entender, mas de qualquer forma: gostei demais. Parabéns!

    ===TÉCNICA===

    Você escreve incrivelmente bem, com muita tranquilidade e harmonia, como se escrever fosse apenas natural. Todo o texto é muito fácil de ler, com belas construções e palavras bem escolhidas. Não avistei erros. É uma leitura fluida, divertida e interessante.

    ===SALDO===

    Muito positivo! Um dos melhores que li até agora.

  4. Gustavo Castro Araujo
    24 de maio de 2017

    Muito bom o conto. Narrativa fluida, fácil, que prende o leitor desde as primeiras linhas. Excelente a construção do personagem e melhor ainda a premissa apresentada: uma empresa aproveita-se dos sonhos-narrativos de autores criativos e os lança no mercado, como best-sellers garantidos. No fim, uma premissa que teimava em permanecer escondida é retirada a fórceps. A ambientação ajuda muito no mergulho nessa realidade distante – mas que talvez esteja mais próxima do que imaginamos, pois não se desconhece a apropriação intelectual que as grandes editoras exercem atualmente – transportando o leitor para a mente confusa de Harry. Destaco ainda os nomes dos personagens e fico aqui matutando se houve algum tipo de homenagem ou inspiração especialmente escondida. Como senão, apenas o final. Creio que a história merecia um arremate à altura da construção anterior, e até acredito que essa era a intenção do autor, mas o limite é implacável e, pelo jeito, a solução foi terminar com uma espécie de Deus-ex… De qualquer forma, é um belo trabalho, certamente superior à maioria dos contos do desafio, revelando um autor criativo e que sabe entreter. Parabéns!

  5. Evandro Furtado
    24 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Um horror distópico. O conto se passa em uma sociedade na qual a cultura é controlada por uma grande corporação (ao menos a literatura). O autor transgride todas as premissas, inclusive o uso da imagem, transformando em algo novo e inesperado. Parece haver elementos de The Lobster em sua composição.

    C: Todo o background é muito bem desenvolvido sem que o autor perca tempo em explicá-lo. Ele nos dá a história e, a parti dela, o mundo no qual acontece é revelado ao leitor. Os personagens são satisfatórios dentro de suas funções dentro da trama.

    F: A escrita é coesa, com uma narrativa bem estruturada. Ao final, o autor quebra a quarta parede, mas isso não fere o conto, pelo contrário, contribui dentro do contexto do enredo. Os diálogos são muito bem estruturados e as descrições precisas. No fim, a impressão é de uma narrativa muito bem cadenciada.

  6. Sick Mind
    23 de maio de 2017

    Que história inesperada. O título foi bem escolhido, a trama é original, a estrutura está perfeita e o desenvolvimento é sutil. Um detalhe ou outro acabou passando sem que eu entendesse sua finalidade, mas nada que incomode a leitura. A maneira como as explicações do universo criado para o conto me agradou bastante. Existe um flerte com questões editoriais, que me fez pensar por quais experiências o autor teria passado para elaborar tudo isso.

  7. Ricardo Gnecco Falco
    22 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Algumas bobeirinhas que passaram na revisão: “Já deveria estava acostumado aos exames…” , “Como os dedos escorrendo por entre seus cabelos longos, rosto abaixado, a moça fingia conferir horários…” , “…não fez um esforço algum…” , entre outras. Vale uma olhada com mais calma agora, após o envio para o Desafio, para o texto ficar 100%.

    – CRIATIVIDADE
    Muito boa. Quase uma viagem de ácido… Rs! (só imagino que seja assim, tá?) Curti a onda (oops!) e gostei da história (incluindo os nomes das personagens). Fez com que ficasse a pensar sobre de onde vem aqueles livrinhos que vemos nas bancas de jornais espalhadas por todo o globo terrestre… E o final muda um pouco do rumo dessa idiossincrasia. Gostei!

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100% adequado. Tem javali, mala e trajes (mesmo que “estilizados”, ou “fashions”) 😉

    – EMOÇÃO
    Na medida certa. O/a autor/a nos leva pela mão e nos coloca na pele do protagonista Harry, dentro daquele consultório. Depois, diante do médico. Depois, dentro da máquina de metal e, por último, dentro da ‘outra’ máquina…

    – ENREDO
    Redondinho. Uma empresa de criação de histórias em série (um tipo de “Hogwarts” da, digamos… literatura.) que chama um de seus funcionários (Harry!) para uma avaliação de rotina, com intuito de medir não apenas sua produtividade, mas também estabelecer que diferentes ‘gerências’ se sobreponham entre seus funcionários, atrapalhando ou interferindo no correto funcionamento de sua força de trabalho. Eu curti! Parabéns a/ao autor/a!

    *************************************************

  8. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    Ao bater o olho na imagem e no título, minha imaginação foi remetida a Lovecraft e ao Necronomicon, não sei por quê.

    Vamos lá. A ideia deste conto é bem original, está bem escrito. Só que a figura do homem e do javali não se encaixaram bem no conto, como que não acrescentando nada ao enredo. Está certo, é a tal da profecia, que não pode ser revelada e tal. Porém este argumento é tão fraco… Mas, pelo sim pelo não, gostei da leitura, e por mim vale uma boa pontuação por causa da ideia.

    Parabéns.

  9. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Jarvas Lins,
    Gramática – Encontrei alguns errinhos, mas eles não interferem na leitura. O texto é fluído, sim, mas é lento em algumas partes.
    Criatividade – Ao intercalar o sonho com a realidade em uma máquina de extração vamos de encontro a uma ficção científica leve, acredito eu, e me fez lembrar de alguns filmes que preciso rever.
    Adequação ao tema proposto – Não sei. Senti que ficou diluído no enredo, apesar de a história estar bem escrita e prender a leitura.
    Emoção – Eu não diria que não desperta emoção. A sequência final com o javali fuçando a areia é muito repugnante. Mas não é impactante como um todo. Ele está bem escrito e só.
    Enredo – É bom, mas os personagens poderiam ter mais densidade. O Harry me pareceu pouco centrado e os diálogos poderiam ter um tom mais sombrio, mesmo sutilmente.
    Amei o pseudônimo.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  10. Olisomar Pires
    20 de maio de 2017

    1. Tema: Boa adequação;

    2. Criatividade: Muito boa. Sujeito é submetido a testes que trazem narrativas literárias para empresa que o contratou;

    3. Enredo: A estória é bem contada e centra-se no aspecto extrativo do talento do autor.

    O personagem principal, Harry, parece perdido o tempo todo, confuso e amedrontado. Inseguro, talvez. O que é bom para o contexto do conto.

    O médico é irrelevante para o conteúdo e o fato de ser a primeira consulta ou que o escritor tenha esquecido dele confunde o leitor.

    4. Escrita: Sem notas gramaticais de erro importantes. Estilo fluido e de fácil entendimento.

    Entretanto, não é um texto dinâmico ou que conquista. A situação é mostrada tendo Harry como protagonista, mas poderia ser qualquer outro escritor. Não houve empatia com o personagem, a meu ver.

    Impacto: Médio.

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.