EntreContos

Literatura que desafia.

O elixir da imortalidade (Quase Nada)

Seus olhos negros e estáticos escondiam o rápido movimento de seus pensamentos. Uma enxurrada de visões acometia sua alma. Não havia como contornar aquilo; não sem sacrificar-se. Tinha que ser daquele jeito. A mulher mantinha-se pensativa, prestes a entregar-se ao destino mais cruel de todos: o sacrifício humano.

Ela própria havia insistido com o acordo alguns anos atrás. Apenas um poderia viver; seria ele ou ela. A criança em seus braços tentava se agarrar a qualquer fio de vida, segurando com firmeza o dedo indicador da mãe. O choro era apenas seu extinto de sobrevivência, seu clamor.

Vida eterna; o que muitos almejavam agora nada mais era do que uma maldição para aquela mulher.

– Melinda?

A voz de seu marido a desconcentrou.

– O pacto, Melinda. Se nós não o matarmos, eles…! – Átila titubeou, não tinha coragem de concluir a frase.

A mulher fechou os olhos, relembrando sua premonição mentalmente. Em seguida, olhou para a criança, que não mais chorava.

***

– Por que nos chamou aqui? – Arguiu um homem magro de barba ruiva.

Uma idosa arqueou as sobrancelhas e encarou o homem com firmeza.

– Eu os reuni para falar sobre morte. Digo, nós não vamos morrer, não pelo tempo. Á água da nossa fonte não deixa nossas células envelhecerem. E estamos afastados do resto do mundo, sem doenças. – A senhora entrelaçou os dedos e uniu as mãos na frente do corpo. – Mas devemos continuar assim; poucos. Nossa vila não pode crescer mais, não há espaço para todo mundo, nem comida. Vocês não lembram o que separa a gente do mundo?

As pessoas se entreolharam naquele amplo galpão de madeira, cochichando palavras ininteligíveis coletivamente. Havia serragem no chão e cerca de dez baias em cada lateral do ambiente de iluminação rudimentar. Porém, havia apenas três cavalos no local, que dormiam de pé.

– Precisamos morrer para dar espaço a uma nova vida. Já imaginou, se ao longo da história do planeta, ninguém nunca tivesse morrido? – Prosseguiu a idosa.

As pessoas olhavam para aquela senhora apreensivamente, relutavam em concordar com algo de certeza tão dúbia, com algo que era lógico e ao mesmo tempo tão angustiante.

– Ou morreremos nós, ou morrerão nossos filhos.

– Isso é um absurdo! – Gritou um homem, ao passo que um tumulto de vozes percorria o local.

– Esperem, ouçam! – Continuou a senhora. – Por isso eu resolvi fazer esta reunião. Precisamos fazer um acordo. Será a morte de um pela vida do outro. Vocês decidem se vão se sacrificar por seus filhos que nascerem, ou se serão eles os sacrificados.

As pessoas seguiam perplexas.

– Ela tem razão – disse calmamente uma moça, de pé junto aos outros moradores da diminuta vila.

Todos pararam de falar e dirigiram a atenção para aquela jovem, que deu alguns passos até o centro do galpão, parando ao lado da idosa. Melinda sempre falara com tamanha convicção e calma que seu poder de persuasão era inacreditável. Sabia que ela deveria interceder.

– Imaginem que um dia o nosso solo vai deixar de ser fértil. Que não existirão mais animais do nosso lado da floresta porque seremos muitos para comer. Imaginem, então, se nossa a nossa fonte perder sua eficácia e todos começarmos a definhar.

– Aonde você quer chegar, Melinda? – Perguntou impaciente um dos presentes, de braços cruzados.

– Deixa a menina terminar! – Exaltou-se outro.

– Se a nossa vila crescer mais, nosso terreno vai invadir a floresta – continuou Melinda. – Alguém aqui quer morar na floresta, no meio da névoa tóxica? Nós temos uma fonte de água limpa, a fonte do elixir da imortalidade. Nós já temos tudo o que precisamos. Já pensaram no que poderia acontecer se descobrissem nossas terras? Uma guerra, com certeza. O desespero humano, ele… É isso que ele faz. É por isso que devemos continuar escondidos, por isso que nós não podemos crescer mais. A gente não pode compartilhar com o mundo o nosso segredo. A imortalidade não é um dom divino, mas um presente dado por Ele ou, quem sabe, pelo próprio demônio.

“Demônio”, quando Melinda citou esta palavra todos se revoltaram novamente.

– Sim! – Melinda gritou, então prosseguiu com a fala firme. – Nosso “dom” pode ser o prelúdio para uma grande guerra. Nós vamos perder nossa humanidade quando acabar o alimento. – E vocês, o que fariam; comeriam a carne uns dos outros para sobreviverem? E o último de nós, como faria? A gente precisa firmar esse pacto com urgência, antes de perdermos o controle. Essa é a matemática da nossa vida.

***

O homem não era jovem. Os pelos brancos de sua barba escondiam leves marcas de queimadura. Caminhava resoluto pela densa floresta, a névoa espessa se intensificava cada vez mais, turvando sua visão. Marcava cada passo com uma consistência ímpar, um de cada vez, segurando a respiração por intervalos longos, o máximo que podia, para evitar o desmaio precoce diante da neblina ácida daquela floresta quase inóspita.

O senhor apertava numa das mãos uma grossa corrente presa na coleira do javali, que o acompanhava sem saber seu destino. Aquele seria apenas mais um sacrifício. Após tossir repetidas vezes, ajoelhou-se no chão, acomodando a mala ao seu lado. Então ajeitou os óculos de proteção para se certificar que estavam bem encaixados sobre seus olhos, assim como o chapéu de couro a cobrir cabeça e orelhas, que também escondia os vestígios de mais queimaduras.

O homem acomodou a corrente no chão, tossiu outra vez, segurou numa das presas do javali e em seguida lhe acariciou os pelos escuros.

– Me perdoe por isto, mas eu não vou conseguir sem você – então cortou rapidamente a garganta do animal, que sequer teve tempo de reagir.

Ele deitou o javali, abrindo a barriga do animal enquanto ainda tossia por causa da névoa tóxica. Retirou suas tripas, enrolando-as em volta de seu próprio pescoço, contornando os óculos de proteção e cobrindo sua boca, nariz e testa. Era difícil respirar daquela forma, mas era o único modo em que teria alguma chance de sucesso. O sangue neutralizava parte dos ácidos da cerração. Vestiu luvas com as mãos sujas.

Com a mala em punho novamente, pôs se a correr na floresta, parando ocasionalmente para conferir uma bússola. A cor escura do sobretudo de couro começava a desbotar rapidamente. Ou talvez ele já estivesse correndo há muito tempo; havia perdido a noção.

Foi quando ele avistou outro javali correndo pela mata. Olhou novamente para o animal, que parecia fugir dele. Mas o homem, ao invés de ir atrás do bicho, apenas retirou as tripas enroladas em sua cabeça, revelando sua pele manchada de sangue, pois concluíra, certeiramente, que já havia atravessado aquela floresta mortal.

Retirou também os óculos e o sobretudo, depois apoiou a mala no chão, abrindo-a. Contemplou as granadas e as carabinas que se tumultuavam umas sobre as outras. Pegou uma das carabinas e a carregou.

***

– Eu vou embora com ele. Vou fugir da vila. Vou agora – disse Melinda.

Átila a abraçou, ainda com a criança nos braços da mãe. Seus olhos ardiam de tal maneira que sequer tentou parar as lágrimas que desciam em descontrole.

– Você não vai conseguir atravessar a mata. Eu vou. Não temos tempo pra discutir, se ele chorar novamente alguém vai vir.

– Eu vou com vocês!

– Não, Melinda. É muito arriscado. Vou levar um dos cavalos, vou dizer que sairei para caçar, ninguém vai desconfiar.

Melinda não sabia mais o que dizer frente a tamanho desespero. Então ela percebeu que ele poderia ser a salvação para todos. A mulher fez um feitiço pequeno, dividindo sua premonição com o marido. As imagens eram tão claras quanto a própria água da fonte da imortalidade. O futuro caótico que se descortinava mostrava humanos esqueléticos de cabelos ralos brigando entre si, num planeta destruído pela busca de uma nova fonte de imortalidade.

– Eu criei aquela névoa, para proteger a gente do mundo. Eu não podia deixar ninguém fugir. Mas não sei mais como desfazê-la. Beber o elixir todos esses anos minou minhas forças, me perdoa!

– Olha, escuta! Eu vou dar um jeito de atravessar a floresta. Vou pro estábulo agora, me espera aqui – o homem virou de costas quando foi interrompido novamente pelas palavras de sua esposa.

– Sangue… – O tom de desespero que saía de seus lábios era pouco perante o infortúnio de sua alma. – Se cubra com sangue de animal. Não adianta cobrir o nariz com tecido ou apenas sujá-lo. O feitiço é forte, você vai precisar…

– De que, Melinda? Diga logo!

– Precisa cobrir o rosto com as tripas de um animal recém-abatido.

Então, naquele dia, ela abandonou seu próprio coração, deixou que seu marido levasse o bebê. E assim Átila galopou, com a criança dentro de sua roupa, sobre seu peito. Átila exigia cada vez mais do cavalo, até que o animal desanimou os passos e tombou, urrando. Hesitou antes de cortar sua barriga, mas o choro do bebê logo o traria para a realidade.

Sentiu ânsia de vômito, guardando as tripas do cavalo, ainda quentes, dentro de sua roupa a fim de proteger o bebê. Enrolou outra parte das tripas em volta de sua cabeça e começou a correr, embora não soubesse qual caminho seguir.

***

E expressão de Melinda se anuviou quando viu de perto a primeira explosão. Na noite seguinte após a partida de Átila, a premonição com os humanos cadavéricos deu lugar a uma nova. Era exatamente aquilo, aquele momento: a destruição de sua vila. A fumaça se espalhava rapidamente, e a mulher seguia com um sorriso nos lábios selados, percebendo que na vida real as cores eram muito mais impactantes e belas. No seu âmago, o conforto de uma certeza: ninguém sobreviveria. O mundo estaria a salvo assim que ele envenenasse a nascente.

Os moradores corriam, apavorados, então houve tiros. E um novo clarão. Logo depois a escuridão total.

Ela era a única que sabia daquela chacina, do futuro onde todos seriam mortos, mas nunca soube quando isto aconteceria, pois todos os rostos que ali estavam jamais envelheceram.

***

– Lembra quando eu pensei que tinha te perdido?

– Lembro! Você vasculhou a floresta inteira.

– Olha, filho. Eu quero que você se lembre disto. Aquela parte da floresta…

– Eu sei, é perigosa… – respondeu, observando as marcas de queimadura em seu pai.

O rosto de Átila, coberto por barba, não sofrera tanto com a acidez da neblina, mas no topo de sua cabeça, onde era calvo, discerniam-se com perfeição as marcas daquele incidente.

– Nunca se esqueça. Não vá para aquele lado da floresta – e levantou-se do sofá que compartilhava com o filho.

– Aonde você vai?

Átila cessou os passos antes de sair da bacana.

– Vou caçar javalis.

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8 comentários em “O elixir da imortalidade (Quase Nada)

  1. Mariana
    25 de maio de 2017

    É um bom conto, competente na proposta de fantasia que apresenta. A leitura me prendeu, apesar de ter ficado confusa com algumas coisas – a guerra, a fonte, como o javali entra na história, a razão de terem filhos mesmo sendo amaldiçoados… Mas a escrita é boa o suficiente para prender o leitor apesar das lacunas. Quem sabe não estou lendo aqui o rascunho inicial de um próximo best-seller de fantasia? Parabéns e boa sorte no desafio.

  2. Evandro Furtado
    25 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Fantasia. O texto cria um mundo completamente novo, algo arriscado em um curto espaço. O principal problema é criar algo mais palpável e interessante para o leitor. Faltaram descrições mais precisas sobre o ambiente, ou mesmo sobre a tal névoa misteriosa.

    C: A história em si não encanta. Os personagens não criam empatia, o conflito não é aprofundado para que o leitor se importe.

    F: A escrita é bastante competente naquilo que propõe. A narrativa em terceira pessoa e no passado respeita o gênero. Os diálogos são bem construídos.

  3. Marco Aurélio Saraiva
    25 de maio de 2017

    Um bom conto: diferente, criativo e bem escrito.

    ===TRAMA===

    Boa! Mas com ressalvas. A trama é bem envolvente, com personagens bem trabalhados e uma atmosfera épica, de tal forma que o conto, que tem 2 mil palavras, parece conter 10 mil, pela densidade do conteúdo que nos é passado.
    Porém, há uma série de “buracos” na trama que não consegui assimilar a resposta correta, mesmo após uma releitura: O homem na floresta é o pai do menino? Se sim, o que ele estava fazendo com granadas e carabinas? Ele que destruiu a fonte? Ele que iniciou a guerra?

    ===TÉCNICA===

    Muito boa, mas com uma série de errinhos de digitação e gramática que atrapalham um pouco a leitura. O único problema mesmo aqui é essa falta de revisão mais detalhada: sua técnica é excelente, com frases bem feitas e leitura leve, passando bem o que deve ser passado, e construindo bem os personagens.
    A decisão por narrar a história de forma não-linear foi arriscada, mas muito bem executada. Deu para encaixar bem todas as cenas soltas no conto, sem muito esforço. Mérito do(a) autor(a)!

    ===SALDO===

    Positivo. Seria melhor com uma revisão mais rebuscada do texto, e uma trama mais redonda. Mas o conto brilha pelo cenário distópico diferente, trama inovadora e escrita convidativa, o que acaba sobrepondo estas pequenas falhas.

    Parabéns!

  4. Gustavo Castro Araujo
    24 de maio de 2017

    Um conto bem construído, aferrado a uma temática infanto-juvenil explorada com competência. A escrita é ótima e enreda o leitor já nas primeiras linhas (à exceção de um “extinto” de sobrevivência que dói nos olhos). Gostei da maneira como a premissa é executada – muitas vezes, de fato, a ideia de imortalidade pode ser encarada como uma maldição e nesse quesito o conto mostra-se competente, pois faz pensar. Também gostei do modo como os personagens foram concebidos – com destaque para o doloroso sacrifício a que a mãe se submete. No fim, temos uma espécie de apocalipse, em que o mundo perfeito pré concebido sucumbe porque alguém percebeu que viver para sempre tem um preço alto demais. Enfim, um bom trabalho. Parabéns!

  5. Sick Mind
    24 de maio de 2017

    Tem umas duas ou três palavras que, se retiradas do texto, não fariam diferença. Achei legal a proposta, mas algo me fez refletir e não encontrei respostas no texto: se as pessoas ali sabem de suas condições (imortais, mas com recursos limitados), como elas tem coragem de gerar prole sabendo das consequências disso? Essas pessoas tem conhecimento sobre o funcionamento das células humanas e sua senescência, mas não tem acesso a nem uma erva ou substância, ou mesmo magia para impedir a gestação?

    Após a metade do conto, senti como se o autor tivesse corrido para finalizar em menos palavras do que realmente precisava, isso meio que quebrou minhas expectativas durante a leitura 😦 Mas imaginar alguém correndo com tripas de animais na cabeça, me fez rir demais.

    Algumas coisas não ficaram claras para mim, como a confissão de que foi o rapaz quem fez surgir a névoa, o final que não nos diz onde estão os personagens que se salvaram (pai e filho), nem como conseguem sobreviver fora da vila, mas que parecem ter acesso a ela (mesmo que não sigam para lá).

  6. Ricardo Gnecco Falco
    22 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Muito boa. Poucos lapsos de revisão. Os mais graves: “…se nossa a nossa fonte perder sua eficácia…” , “…antes de sair da bacana.”

    – CRIATIVIDADE
    Boa criatividade. Lembrei por alto do filme ‘A vila’, do Shyamalan, onde os moradores, também sobre influência de um juramento feito pelos anciãos, são levados a temer adentrarem na floresta que os rodeia, mantendo-os portanto ‘a salvo’ da civilização. Mas aqui há magia, feitiços e outros elementos que ~fazem a história soar diferente do referido filme.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Tem javali, trajes e mala.

    – EMOÇÃO
    E (boa) escrita transmite um desejo de desbravar a história e, mesmo sem grandes pulos, o leitor curte o passeio e torce para que o pai da criança (e a criança) seja(m) bem sucedidas. A parte da segunda visão da mãe (com o fim do vilarejo), eu não consegui linkar direito com a história. Talvez precise efetuar uma segunda leitura para tal.

    – ENREDO
    Tem começo, meio e fim bem delineados e um final satisfatório, embora sem grandes saltos ou surpresas.

    *************************************************

  7. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    É um bom conto. Simples em sua criatividade e bem desenvolvido nos acontecimentos. O dilema apresentado sobre quem deveria morrer ou continuar a viver foi o alicerce do conto. Há alguns erros de pontuação, de ortografia, mas nada que não possa ser consertado com uma revisão atenta.

    O final não foi arrebatador, todavia não deixa de ser um bom final, pois não era o que eu esperava.

    Parabéns!

    Obs.: Quase nada é um ótimo personagem do Chapolin. E essa minha observação não acrescenta nada a nada. Até mais! 🙂

  8. Olisomar Pires
    20 de maio de 2017

    1. Tema: boa adequação;

    2. Criatividade: Muito boa. Conjunto de pessoas vivendo isolados do mundo. No intuito de protegerem o segredo da imortalidade fazem um pacto de morte.

    3. Enredo: As partes do texto estão bem distribuídas e há coerência entre as mesma, embora existam relances da narrativa em momentos diversos.

    Exceção à figura do tema. Não captei quem seria o homem com a mala e o javali. De onde ele veio ? Como ele sabia que o sangue protegeria contra névoa ? Era o filho poupado da Melinda que voltava para vingança ? Ficou meio vago.

    4. Escrita: Um erro notório: “extinto” no lugar de “instinto” , no mais é normal.

    5. Impacto: Médio.

    A idéia do conto é muito boa, entretanto, a condução dificultou a conquista.

E Então? O que achou?

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.