EntreContos

Literatura que desafia.

O elixir da imortalidade (Andreza Araujo)

Seus olhos negros e estáticos escondiam o rápido movimento de seus pensamentos. Uma enxurrada de visões acometia sua alma. Não havia como contornar aquilo; não sem sacrificar-se. Tinha que ser daquele jeito. A mulher mantinha-se pensativa, prestes a entregar-se ao destino mais cruel de todos: o sacrifício humano.

Ela própria havia insistido com o acordo alguns anos atrás. Apenas um poderia viver; seria ele ou ela. A criança em seus braços tentava se agarrar a qualquer fio de vida, segurando com firmeza o dedo indicador da mãe. O choro era apenas seu extinto de sobrevivência, seu clamor.

Vida eterna; o que muitos almejavam agora nada mais era do que uma maldição para aquela mulher.

– Melinda?

A voz de seu marido a desconcentrou.

– O pacto, Melinda. Se nós não o matarmos, eles…! – Átila titubeou, não tinha coragem de concluir a frase.

A mulher fechou os olhos, relembrando sua premonição mentalmente. Em seguida, olhou para a criança, que não mais chorava.

***

– Por que nos chamou aqui? – Arguiu um homem magro de barba ruiva.

Uma idosa arqueou as sobrancelhas e encarou o homem com firmeza.

– Eu os reuni para falar sobre morte. Digo, nós não vamos morrer, não pelo tempo. Á água da nossa fonte não deixa nossas células envelhecerem. E estamos afastados do resto do mundo, sem doenças. – A senhora entrelaçou os dedos e uniu as mãos na frente do corpo. – Mas devemos continuar assim; poucos. Nossa vila não pode crescer mais, não há espaço para todo mundo, nem comida. Vocês não lembram o que separa a gente do mundo?

As pessoas se entreolharam naquele amplo galpão de madeira, cochichando palavras ininteligíveis coletivamente. Havia serragem no chão e cerca de dez baias em cada lateral do ambiente de iluminação rudimentar. Porém, havia apenas três cavalos no local, que dormiam de pé.

– Precisamos morrer para dar espaço a uma nova vida. Já imaginou, se ao longo da história do planeta, ninguém nunca tivesse morrido? – Prosseguiu a idosa.

As pessoas olhavam para aquela senhora apreensivamente, relutavam em concordar com algo de certeza tão dúbia, com algo que era lógico e ao mesmo tempo tão angustiante.

– Ou morreremos nós, ou morrerão nossos filhos.

– Isso é um absurdo! – Gritou um homem, ao passo que um tumulto de vozes percorria o local.

– Esperem, ouçam! – Continuou a senhora. – Por isso eu resolvi fazer esta reunião. Precisamos fazer um acordo. Será a morte de um pela vida do outro. Vocês decidem se vão se sacrificar por seus filhos que nascerem, ou se serão eles os sacrificados.

As pessoas seguiam perplexas.

– Ela tem razão – disse calmamente uma moça, de pé junto aos outros moradores da diminuta vila.

Todos pararam de falar e dirigiram a atenção para aquela jovem, que deu alguns passos até o centro do galpão, parando ao lado da idosa. Melinda sempre falara com tamanha convicção e calma que seu poder de persuasão era inacreditável. Sabia que ela deveria interceder.

– Imaginem que um dia o nosso solo vai deixar de ser fértil. Que não existirão mais animais do nosso lado da floresta porque seremos muitos para comer. Imaginem, então, se nossa a nossa fonte perder sua eficácia e todos começarmos a definhar.

– Aonde você quer chegar, Melinda? – Perguntou impaciente um dos presentes, de braços cruzados.

– Deixa a menina terminar! – Exaltou-se outro.

– Se a nossa vila crescer mais, nosso terreno vai invadir a floresta – continuou Melinda. – Alguém aqui quer morar na floresta, no meio da névoa tóxica? Nós temos uma fonte de água limpa, a fonte do elixir da imortalidade. Nós já temos tudo o que precisamos. Já pensaram no que poderia acontecer se descobrissem nossas terras? Uma guerra, com certeza. O desespero humano, ele… É isso que ele faz. É por isso que devemos continuar escondidos, por isso que nós não podemos crescer mais. A gente não pode compartilhar com o mundo o nosso segredo. A imortalidade não é um dom divino, mas um presente dado por Ele ou, quem sabe, pelo próprio demônio.

“Demônio”, quando Melinda citou esta palavra todos se revoltaram novamente.

– Sim! – Melinda gritou, então prosseguiu com a fala firme. – Nosso “dom” pode ser o prelúdio para uma grande guerra. Nós vamos perder nossa humanidade quando acabar o alimento. – E vocês, o que fariam; comeriam a carne uns dos outros para sobreviverem? E o último de nós, como faria? A gente precisa firmar esse pacto com urgência, antes de perdermos o controle. Essa é a matemática da nossa vida.

***

O homem não era jovem. Os pelos brancos de sua barba escondiam leves marcas de queimadura. Caminhava resoluto pela densa floresta, a névoa espessa se intensificava cada vez mais, turvando sua visão. Marcava cada passo com uma consistência ímpar, um de cada vez, segurando a respiração por intervalos longos, o máximo que podia, para evitar o desmaio precoce diante da neblina ácida daquela floresta quase inóspita.

O senhor apertava numa das mãos uma grossa corrente presa na coleira do javali, que o acompanhava sem saber seu destino. Aquele seria apenas mais um sacrifício. Após tossir repetidas vezes, ajoelhou-se no chão, acomodando a mala ao seu lado. Então ajeitou os óculos de proteção para se certificar que estavam bem encaixados sobre seus olhos, assim como o chapéu de couro a cobrir cabeça e orelhas, que também escondia os vestígios de mais queimaduras.

O homem acomodou a corrente no chão, tossiu outra vez, segurou numa das presas do javali e em seguida lhe acariciou os pelos escuros.

– Me perdoe por isto, mas eu não vou conseguir sem você – então cortou rapidamente a garganta do animal, que sequer teve tempo de reagir.

Ele deitou o javali, abrindo a barriga do animal enquanto ainda tossia por causa da névoa tóxica. Retirou suas tripas, enrolando-as em volta de seu próprio pescoço, contornando os óculos de proteção e cobrindo sua boca, nariz e testa. Era difícil respirar daquela forma, mas era o único modo em que teria alguma chance de sucesso. O sangue neutralizava parte dos ácidos da cerração. Vestiu luvas com as mãos sujas.

Com a mala em punho novamente, pôs se a correr na floresta, parando ocasionalmente para conferir uma bússola. A cor escura do sobretudo de couro começava a desbotar rapidamente. Ou talvez ele já estivesse correndo há muito tempo; havia perdido a noção.

Foi quando ele avistou outro javali correndo pela mata. Olhou novamente para o animal, que parecia fugir dele. Mas o homem, ao invés de ir atrás do bicho, apenas retirou as tripas enroladas em sua cabeça, revelando sua pele manchada de sangue, pois concluíra, certeiramente, que já havia atravessado aquela floresta mortal.

Retirou também os óculos e o sobretudo, depois apoiou a mala no chão, abrindo-a. Contemplou as granadas e as carabinas que se tumultuavam umas sobre as outras. Pegou uma das carabinas e a carregou.

***

– Eu vou embora com ele. Vou fugir da vila. Vou agora – disse Melinda.

Átila a abraçou, ainda com a criança nos braços da mãe. Seus olhos ardiam de tal maneira que sequer tentou parar as lágrimas que desciam em descontrole.

– Você não vai conseguir atravessar a mata. Eu vou. Não temos tempo pra discutir, se ele chorar novamente alguém vai vir.

– Eu vou com vocês!

– Não, Melinda. É muito arriscado. Vou levar um dos cavalos, vou dizer que sairei para caçar, ninguém vai desconfiar.

Melinda não sabia mais o que dizer frente a tamanho desespero. Então ela percebeu que ele poderia ser a salvação para todos. A mulher fez um feitiço pequeno, dividindo sua premonição com o marido. As imagens eram tão claras quanto a própria água da fonte da imortalidade. O futuro caótico que se descortinava mostrava humanos esqueléticos de cabelos ralos brigando entre si, num planeta destruído pela busca de uma nova fonte de imortalidade.

– Eu criei aquela névoa, para proteger a gente do mundo. Eu não podia deixar ninguém fugir. Mas não sei mais como desfazê-la. Beber o elixir todos esses anos minou minhas forças, me perdoa!

– Olha, escuta! Eu vou dar um jeito de atravessar a floresta. Vou pro estábulo agora, me espera aqui – o homem virou de costas quando foi interrompido novamente pelas palavras de sua esposa.

– Sangue… – O tom de desespero que saía de seus lábios era pouco perante o infortúnio de sua alma. – Se cubra com sangue de animal. Não adianta cobrir o nariz com tecido ou apenas sujá-lo. O feitiço é forte, você vai precisar…

– De que, Melinda? Diga logo!

– Precisa cobrir o rosto com as tripas de um animal recém-abatido.

Então, naquele dia, ela abandonou seu próprio coração, deixou que seu marido levasse o bebê. E assim Átila galopou, com a criança dentro de sua roupa, sobre seu peito. Átila exigia cada vez mais do cavalo, até que o animal desanimou os passos e tombou, urrando. Hesitou antes de cortar sua barriga, mas o choro do bebê logo o traria para a realidade.

Sentiu ânsia de vômito, guardando as tripas do cavalo, ainda quentes, dentro de sua roupa a fim de proteger o bebê. Enrolou outra parte das tripas em volta de sua cabeça e começou a correr, embora não soubesse qual caminho seguir.

***

E expressão de Melinda se anuviou quando viu de perto a primeira explosão. Na noite seguinte após a partida de Átila, a premonição com os humanos cadavéricos deu lugar a uma nova. Era exatamente aquilo, aquele momento: a destruição de sua vila. A fumaça se espalhava rapidamente, e a mulher seguia com um sorriso nos lábios selados, percebendo que na vida real as cores eram muito mais impactantes e belas. No seu âmago, o conforto de uma certeza: ninguém sobreviveria. O mundo estaria a salvo assim que ele envenenasse a nascente.

Os moradores corriam, apavorados, então houve tiros. E um novo clarão. Logo depois a escuridão total.

Ela era a única que sabia daquela chacina, do futuro onde todos seriam mortos, mas nunca soube quando isto aconteceria, pois todos os rostos que ali estavam jamais envelheceram.

***

– Lembra quando eu pensei que tinha te perdido?

– Lembro! Você vasculhou a floresta inteira.

– Olha, filho. Eu quero que você se lembre disto. Aquela parte da floresta…

– Eu sei, é perigosa… – respondeu, observando as marcas de queimadura em seu pai.

O rosto de Átila, coberto por barba, não sofrera tanto com a acidez da neblina, mas no topo de sua cabeça, onde era calvo, discerniam-se com perfeição as marcas daquele incidente.

– Nunca se esqueça. Não vá para aquele lado da floresta – e levantou-se do sofá que compartilhava com o filho.

– Aonde você vai?

Átila cessou os passos antes de sair da bacana.

– Vou caçar javalis.

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75 comentários em “O elixir da imortalidade (Andreza Araujo)

  1. Sabrina Dalbelo
    23 de junho de 2017

    Olá autor (a).
    Tu gosta de ficção e fantasia, beleza!
    Sabe inventar? Sim, sabe, é bem criativo.
    A narratia flui, é de fácil leitura, mas acho que alguns pontos da fantasia podem ser revistos.
    Se a vila tinha uma fonte de imortalidade, por que os locais estaval preocupados em comer para viver?
    Seria uma fonte da juventude? São coisas diferentes.
    Se o homem que saiu da vida cobriu-se de entranhas para atravessar as brumas, resolve só proteger a cabeça? Sei que não, mas por que proteger isso antes de qq outra parte? E pq não proteger o cavalo que o levava?
    Bem, são algumas sugestões de revisão, além da palavra “bacana” ao lugar de “cabana”.
    Em geral, após a revisão, é um enredo criativo.
    Um abraço

    • Quase Nada
      23 de junho de 2017

      “Se a vila tinha uma fonte de imortalidade, por que os locais estaval preocupados em comer para viver?”
      Pelo mesmo motivo que foram mortos por tiros e explosões. Digo, o elixir apenas congela a idade da pessoa que o toma com frequência (Átila envelheceu longe da vila), mas se a pessoa não se alimentar, morre de fome.

      “Seria uma fonte da juventude?”
      Não. No texto, por exemplo, uma das anciãs diz “Digo, nós não vamos morrer, não pelo tempo. Á água da nossa fonte não deixa nossas células envelhecerem.” Eles não rejuvenescem, apenas não morrem de velhice.

      “Se o homem que saiu da vida cobriu-se de entranhas para atravessar as brumas, resolve só proteger a cabeça? Sei que não, mas por que proteger isso antes de qq outra parte?”
      Porque era a parte exposta (ele protege só a cabeça, sim). No resto do corpo havia roupas. Além disso, e mais importante: é por onde respiramos. Deduz-se que respirar a névoa mata mais rápido (Átila prende a respiração o quanto pode, enquanto isso o cavalo morre porque respirou normalmente todo o trajeto que percorreu).

      “E pq não proteger o cavalo que o levava?”
      Primeiro porque nunca foi a intenção salvar o cavalo, segundo, cavalo foi exatamente o animal que Átila levou para ser sacrificado e assim conseguir fugir. Na pressa de deixar a vila, foi o que ele consegui fazer. Não tinha como ele carregar um segundo animal e ainda cuidar do bebê. Fora que não tinha como cobrir todo o animal para protegê-lo. E as tripas no fucinho talvez caíssem com o galope. Acabei de inventar essa kkkk

      Outro abraço!

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    O elixir da imortalidade (Quase Nada)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: regular. O javali é acessório, parece que a história já existia. A imagem está lá, mas a meu ver não tem tanto impacto na história.

    ASPECTOS TÉCNICOS: a premissa é boa, lembra em alguns aspectos um conflito bíblico. Depois, a meu ver, perde-se em explicar fenômenos físicos (o ácido da cerração e o sangue que o neutralizava), e as idas e vindas no tempo da história.

    EFEITO: a temática não me entusiasmou, e sinceramente, não entender a história pode ter sido culpa minha. Mas acho que o autor pode aprender com esse leitor a buscar o caminho menos tortuoso.

  3. Rubem Cabral
    23 de junho de 2017

    Olá, Quase Nada.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Boa adequação: javali, homem encasacado, mala, mata.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    Não observei erros a destacar. O texto está bem escrito.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Melinda e Átila foram razoavelmente bem desenvolvidos, dado o espaço restrito do conto. Os diálogos foram bons. A narração foi simples.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo é bem curioso: feiticeira com dom de premonição prevê o fim da vila que ela ajudou a criar e traça um plano para salvar o filho e o marido. Achei criativo o uso das vestimentas para proteger da névoa tóxica. O javali poderia ser talvez qualquer animal, e o cenário – fantasioso – não me deu muita noção da geografia do lugar.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  4. Raian Moreira
    23 de junho de 2017

    A narrativa está bem fluida e escrita,da gosto de ler. O desfecho não foi tão impactante acredito, mas é difícil criar uma atmosfera profunda em apenas 2000 palavras. A condução da estoria ficou complicada, mas o tema envolvendo as pessoas que fazem um pacto com a morte ficou incrível. Vou até salvar para ler mais vezes.
    Devo dizer que gostei bastante da história, apesar do final previsível.

  5. Fil Felix
    22 de junho de 2017

    Eu tinha entendido uma coisa e vi um comentário seu explicando a ordem dos acontecimentos totalmente diferente do que imaginei. Falha minha, claro, que não consegui juntar as partes. Contos feitos em blocos de tempo distintos geralmente formam um quebra-cabeça pro leitor montar, talvez fosse interessante separá-los de maneira mais visível pra facilitar (acho que a intenção não é confundir). Uma vila com elixir da imortalidade é uma ideia que sempre rende boas histórias. Lidar com a morte e com “quem vai morrer?” podem gerar ótimas questões. Mas alguns momentos achei estranhos, como ninguém refletir sobre o óbvio e, se ninguém envelhece, como tem uma “senhora”?

    • Quase Nada
      22 de junho de 2017

      É que quando a senhora chegou naquele local, já era velha kkkk e o elixir não rejuvenesce, apenas congela a idade.

      Sobre a confusão, o quebra-cabeça é proposital, sim, mas acho que posso melhorar alguns (vários) aspectos e deixar mais claro pro leitor 🙂

  6. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    O conto tem muita ação e além disso é uma fantasia bastante complexa. Por esse motivo fica difícil de entender. Não concordo com alguns leitores que falam, nesse e em alguns outros contos, que não dá pra entender isso ou aquilo, e que isso tira o mérito do conto. Eu não creio que a função da literatura seja a mesma dos livros didáticos. O conto não tem que explicar tudo que acontece, para evitar que alguém fique em dúvida. E as pessoas, claro, têm que se esforçar para entender. Claro, também é uma questão de gosto, tem gente que prefere leituras leves. Mas se todos fossem escrever assim não haveria o simbolismo de Mallarmé, o surrealismo, Alfred Jarry e seu “Ubu=Rei”, o teatro do absurdo, Samuel Becket, Virginia Wolf, James Joyce, Kafka, Macunaíma… Aqui eu achei uma história primorosa, se você se conectar ao conto vai vivê-lo intensamente. Quem quiser pode experimentar ler depois das explicações do autor, a quem parabenizo de coração.

    • Quase Nada
      22 de junho de 2017

      Pensa numa pessoa lisonjeada 😀

      Concordo que a gente não precisa explicar todos os pormenores de uma história, mas no caso deste conto, eu poderia melhorar algumas cenas para tornar o resultado mais claro. 😉

      Abraço procê!

  7. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: no geral, a revisão não peca tanto, mas deixou passar justamente na entrada e na saída. O conto proporciona belas imagens, a descrição dos gestos funciona de forma cinematográfica, uma película mental.

    Aspectos subjetivos: o sacrifício do javali não é o único do certame, mas a justificativa certamente foi inovadora. O tema aparece, em todos os detalhes, e possui motivos sólidos para estar ali – o que já conta pontos.

    Compreensão geral: o conto me lembrou um pouco o filme “A Vila”, que também explora a vida claustrofóbica de uma população diminuta, restrita a um vilarejo no que supõem ser o meio do nada. No conto, entretanto, a restrição é palpável, em forma de névoa, motivada pela ânsia de proteção da protagonista. É muito irônico que justamente o filho dela seja a motivação para encerrar o ciclo. Igualmente irônico é o fato de a vila ter sido atacada logo em seguida. Enfim, curti a ideia.

    Parabéns e boa sorte.

    • Quase Nada
      22 de junho de 2017

      Agradeço o comentário, amigo Wender!

      Só uma observação: a vila não foi atacada logo depois, passaram-se anos. Átila retorna depois da cena em que ele se despede do filho (final do conto), então caça um javali, atravessa a névoa e mata todo mundo!

      • Wender Lemes
        22 de junho de 2017

        Opa, então foi lapso meu. Perdão pela varada n’água, grato pelo esclarecimento. Abraço!

  8. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Quase Nada,
    Muito sangrento o seu conto, e isso é ótimo! Hehehehhe.
    Achei que você foi bastante criativo com relação à imagem-tema do nosso desafio. Essa ideia de que a galera no centro da floresta é imortal e que eles têm que escolher quem morre, se eles ou os filhos, é muito interessante. Também achei bastante criativa a ideia de enrolar tripa de animal em volta do rosto para conseguir sobreviver à névoa tóxica. Eu nunca tinha visto nada assim, bem interessante.
    “Ela era a única que sabia daquela chacina, do futuro onde todos seriam mortos, mas nunca soube quando isto aconteceria, pois todos os rostos que ali estavam jamais envelheceram.” Essa frase também ficou legal. Essa dicotomia entre conseguir ver o futuro, mas não saber exatamente quando esse futuro vai acontecer porque todo mundo tem sempre a mesma cara. Bem legal.
    O único problema que vi no seu texto foi a falta de revisão. Tem algumas partes que arranham a retina, mas isso é fácil de resolver. Um abraço. Parabéns!

  9. Victor Finkler Lachowski
    21 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Seu conto é criativo e possui uma ótima história, com isolamento, pactos e segredos, tudo muito bem pensado e criativo, sendo a criatividade o ponto alto do conto.
    No entanto, a narrativa do seu conto é confusa, não digo ruim, é diferente, mas confusa, você pode trabalhar a alternância de tempo, é espetacular quando bem utilizada, creio que só falta prática pra você autor, treine mais esse estilo narrativo e seus contos vão ficar sensacionais.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras.
    Abraços.

  10. Bia Machado
    21 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Uma distopia, achei bacana! Só não posso dizer que o

    desenvolvimento tenha me animado tanto quanto o plot. Achei a coisa certinha demais, talvez um tanto previsível em sua narrativa e meio confusa às vezes, pela maneira como escolheu desenvolver a narrativa.

    Personagens: Não senti empatia por eles. Servem à narrativa, mas não a abrilhantam e não criaram em mim nada muito forte, nem simpatia, nem repulsa.

    Emoção: No geral, foi uma boa leitura, mas que não empolgou.
    Tema: Adequado à temática está, sim, acho que até demais, descreve até a roupa, óculos etc…
    Gramática: Algumas coisas a arrumar quanto a concordância principalmente, mas nada que tenha me atrapalhado a leitura.

  11. catarinacunha2015
    20 de junho de 2017

    O título entrega a trama. O INÍCIO cria curiosidade. Achei a TRADUÇÃO DA IMAGEM muito sangrenta, mas tá valendo. Inteligente a premissa de que os imortais podem procriar e precisam decidir quem vive e quem morre, causou um agradável EFEITO catástrofe eminente.

  12. M. A. Thompson
    19 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: fraca, mas existente.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): o estilo narrativo não agradou 100% e apesar de alguns lapsos apontados pelos colegas, nada que atrapalhasse a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): mediano, alguma coisa parece que não bate. Não quis ler duas vezes para ver o que era. Uma já deu.

    * Enredo (coerência, criatividade): criatividade acima da média e entre os participantes do Desafio mas a coerência deixou a desejar.

    De um modo geral foi um bom conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  13. Luis Guilherme
    17 de junho de 2017

    Ola, amigo, tudo bao?

    Primeiramente, me desculpe pelos possíveis erros de escrita, odeio digitar no cel heheh.

    Vamos la: voce eh bem criativo! Em geral, nao sou muito fã de fantasia, mas sua técnica de escrita nao linear tornou as coisas mais interessantes. Voce conseguiu ligar bem os acontecimentos, deixando espaços para completarmos.

    O enredo eh bom, apesar de achar que o desfecho nao faz justiça ao restante. Achei que acabou ficando um pouco confuso o motivo do pai ter voltado e envenenado a fonte.

    Porem, isso nao atrapalha o todo.

    Nao notei problemas graves com a escrita, e gostei da criatividade e da tecnica empregada.

    Parabens e boa sorte!

  14. Brian Oliveira Lancaster
    16 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Uma abordagem interessante. Mistura conceitos de fantasia e distopia. O javali, neste caso, serviu apenas de cachecol, literalmente. Tem sua importância aplicada no ato em si. As imagens são fortes e causam estranheza. No entanto, revelar que a moça que carregava o filho era a mesma responsável pela tragédia, soou um tanto forçado. Poderia ter deixado como estava, uma aura mística de um nevoeiro sem explicação. Stephen King mandou um abraço.
    G: Gostei das trocas de ponto de vista, além das partes que se conectam até o fim. É uma história simples, mas eficiente em transmitir emoções diversas. Não tenta ser mais complexa do que é.
    O: A leitura fluiu de forma tranquila, só notei um erro na “E expressão de Melinda…”, seria “A”, mas nada demais. Simples, mas eficiente.

  15. Jowilton Amaral da Costa
    16 de junho de 2017

    Achei um bom conto. Está bem escrito, poucas falhas. O enredo dá um degringolada no final, fiquei um tanto confuso para saber quem era o homem que matou o javali. Achei o final um pouco estranho também, com o cara sentado num sofá, Passei toda a história acreditando que o mundo havia mudado e sofás não existissem mais, hahahahaha. Deu uma quebrada no clima. Boa sorte.

    • Quase Nada
      16 de junho de 2017

      Olá! O homem era o próprio Átila. É que o texto foi escrito fora da ordem cronológica, então aquele final do sofá vem antes da cena do homem com a mala e o javali. Átila sai da cabana, caça o javali e volta para a vila para matar todo mundo (anos depois de ter fugido com o filho ainda bebê). Agradeço o comentário!

  16. Lee Rodrigues
    16 de junho de 2017

    Caro autor, quando não me empolgo muito num conto, cresce em mim um sentimento de cretinice, isso mesmo, me sinto uma cretina por não conseguir firmar ligação com o que autor se empenhou para desenvolver.

    A verdade nem sempre é doce, e mais uma vez, me torno a fruta azeda no balaio de alguém.

    A premissa é bem interessante, a coisa de “uma vida por outra” até deu aquela animadinha, mas o desenrolar das ações me distanciaram da empolgação inicial.

    O texto está bem dividido nos parágrafos, o autor consegue ser bem claro quanto as suas ideias, mas eu não me identifiquei com nenhum personagem, nem sofri com o drama dos pais, e não foi pela falta da dramaticidade no dilema, foi a forma de contar, ela não gerou em mim empatia.

    Nem as tripas me convenceram, e olha que eu gosto de uma carnificina, “Jack o estripador” que o diga.

    Sorry! 😦

  17. juliana calafange da costa ribeiro
    15 de junho de 2017

    O conto é bem escrito, mantém a atenção do leitor, apesar de alguns erros, que uma revisão poderia corrigir. Exemplos: “A imortalidade não é um dom divino, mas um presente dado por Ele” – “Dom” e “presente” são sinônimos; “Átila cessou os passos antes de sair da bacana.” – não seria “cabana”?
    Achei a historia meio sem pé nem cabeça. Uma sociedade que possui o elixir da vida eterna, cercada por uma floresta tóxica em um mundo pós-apocalíptico. O pacto dessa comunidade única exige que as pessoas se sacrifiquem, para dar lugar a outras que nascem, já que ninguém morre. Nesse momento me lembrei de “As Intermitências da Morte”, do Saramago. Imaginem se ninguém mais morresse? E então a Melinda, como qualquer mãe diante da ‘escolha de Sofia’, prefere ela mesma se sacrificar no lugar do filho… Mas a partir daí o conto começou a ficar muito confuso. Então a Melinda é uma feiticeira. A floresta então só é tóxica porque a Melinda lançou um feitiço. Um feitiço de uma névoa mortal, e pra sobreviver a ela é necessário sangue de animal recém abatido. Por que? Pra que? Só pra ter onde enfiar o Javali? Ela lançou o feitiço, propôs o pacto, mas na hora H, resolveu fugir, porque o pacto vale pra todos, menos pra ela e sua família? Mas aí ela desiste de ir e então ela prefere mandar o marido e o filho pra esse mundo onde as pessoas são miseráveis, queimadas e carecas?
    Das duas últimas partes, eu não entendi nada. A comunidade do elixir explodiu e todos morreram e ela ficou feliz com isso? E então o pai e o filho agora vivem felizes para sempre numa cabana com sofá, em outro ponto da floresta, onde não tem névoa tóxica? E eles se perderam em algum momento da trama no passado? Quando o filho ainda era um bebê, mas hj ainda se lembra perfeitamente de quando seu pai achou que o tinha perdido? E agora eles caçam javalis pra sobreviver? Sério, desculpe, mas acho que vc podia reescrever essa história, tentando dar um foco mais preciso na trama, clarear um pouco as coisas pro leitor, pois parece que está tudo muito claro para o autor, mas pra quem lê ta confuso. Boa sorte!

    • Quase Nada
      15 de junho de 2017

      Entendo perfeitamente seus apontamentos e agradeço, mas vou responder tuas dúvidas, tá?

      “Achei a historia meio sem pé nem cabeça. Uma sociedade que possui o elixir da vida eterna, cercada por uma floresta tóxica em um mundo pós-apocalíptico.”
      Poxaaa, não era um mundo pós apocalíptico, não. Essa versão do mundo foi apenas uma premonição de Melinda, seria o futuro daquela comunidade caso Melinda e Átila não tomassem uma atitude.

      “E então a Melinda, como qualquer mãe diante da ‘escolha de Sofia’, prefere ela mesma se sacrificar no lugar do filho… ”
      Sacrificar-se no sentido de se matar? Porque ela não se mata, ela só morre no final da história, numa explosão de granada.

      “Um feitiço de uma névoa mortal, e pra sobreviver a ela é necessário sangue de animal recém abatido. Por que? Pra que? Só pra ter onde enfiar o Javali?
      Basicamente, sim. Porque toda aquela vestimenta do homem da foto me fez imaginar que ele estava atravessando algo tóxico e precisava se proteger. Como ele segurava o javali, foi a saída óbvia usar o animal para “salvar” o homem. Então imaginei uma névoa ácida, inspirada numa chuva ácida real, que contém ácido carbônico, daí que no sangue humano também tem ácido carbônico.
      Vou colar um trecho da minha resposta ao amigo Antonio Batista: “Quando gás carbônico (liberado pelos tecidos) entra nas hemácias do nosso sangue, ele é transformado em ácido carbônico, e posteriormente é dissociado em H+ e bicarbonato.” Daí ficou bem claro (pra mim kkk) que fazia sentido usar sangue para neutralizar o ácido da névoa. Claro que eu inventei o mundo então eu poderia inventar qualquer saída, teoricamente falando. Só coloquei que poderia ser qualquer sangue de animal porque achei que especificar sangue de javali seria muito forçado.

      “Ela lançou o feitiço, propôs o pacto, mas na hora H, resolveu fugir, porque o pacto vale pra todos, menos pra ela e sua família?”
      hahaahh coisas da vida 😉 ela só se viu na encruzilhada quando passou de algoz para vítima, digamos.

      “Mas aí ela desiste de ir e então ela prefere mandar o marido e o filho pra esse mundo onde as pessoas são miseráveis, queimadas e carecas?”
      O mundo lá fora era “normal”, essa cena das pessoas cadavéricas era premonição de Melinda.

      “A comunidade do elixir explodiu e todos morreram e ela ficou feliz com isso?”
      Sim! Porque ela sabia que aquilo aconteceria um dia (foi a segunda premonição dela. Ok, muitas premonições só deixaram o texto ainda mais confuso, eu entendo!). Mas então, ela ficou feliz porque aquilo tudo que ela “viu” finalmente se consolidou e ela poderia descansar em paz sabendo que aquele mundo apocalíptico não iria existir, já que todos estavam morrendo exatamente naquela hora.

      “E então o pai e o filho agora vivem felizes para sempre numa cabana com sofá, em outro ponto da floresta, onde não tem névoa tóxica?”
      Opa, essa parte foi antes de Átila voltar para a vila (e o massacre). Átila diz ao filho para não ir naquela parte da floresta porque não queria que ele se machucasse com a névoa (deduzindo que Átila não contou ao filho sobre o sangue), porque ele poderia não voltar com vida do massacre, certo? E caso a neblina se desfizesse com a morte de Melinda (não estou dizendo que aconteceria assim), aí Átila queria garantir que o menino nunca encontrasse os corpos dos mortos ou o corpo do próprio pai. Claro que a gente não sabe o que houve no final. Não é dito no texto se Átila sobrevive, não é dito se ele consegue envenenar a fonte, não é dito nada sobre o que ocorre de fato com a neblina ácida. O conto acaba com a morte dos seres imortais (morte de imortais kkk).

      “E eles se perderam em algum momento da trama no passado? Quando o filho ainda era um bebê, mas hj ainda se lembra perfeitamente de quando seu pai achou que o tinha perdido?”
      Sim, mas ele não era um bebê. Ele se perdeu criança ou adolescente, não é dito quantos anos o filho tinha nessa cena do passado, mas era “crescido” o suficiente para se lembrar. Então nessa cena do passado (que não é narrada no conto, apenas citada neste finalzinho) o Átila teve o rosto queimado porque não estava protegido. Aí sim ele sai da cabana e vai caçar um javali para usar as tripas com sangue para entrar na neblina, encontrar a vila e matar todo mundo.
      Ficaria um pouco mais claro se eu tivesse feito o homem sair daquela cena com uma mala em mãos, para que soubessem que aquela cena era anterior à cena onde ele atravessa a floresta com o javali, e depois abre a mala com as granadas e carabinas.

      “E agora eles caçam javalis pra sobreviver?”
      Sim, entre outras coisas. Mas Átila usou essa desculpa apenas para dizer que ia sair da cabana (e uma tentativa frustrada do autor de fazer o leitor juntar com a cena do homem com o javali). É que você tava pensando que essa cena era posterior ao massacre, né? Mas a resposta vale de todo modo. 😉

      “Sério, desculpe, mas acho que vc podia reescrever essa história, tentando dar um foco mais preciso na trama, clarear um pouco as coisas pro leitor, pois parece que está tudo muito claro para o autor, mas pra quem lê ta confuso.”
      Vou nada, vou jogar esse conto no lixo. kkkkk

  18. Cilas Medi
    15 de junho de 2017

    Um conto bem formatado, mas longe de querer saber o real sentido dele. Cumpriu o desafio, com o javali, o homem, a criança que não deveria nascer. Houve uma quebra de entendimento a respeito do menino, não contada, quando o autor já o apresenta sem antes explicitar que o homem que procurava a fonte da juventude tornou-se pai com a mãe Melinda. Um corte profundo de um conto maior, adaptado para a quantidade de palavras obrigatórias? Quem pode saber a não ser o próprio.

  19. Antonio Stegues Batista
    13 de junho de 2017

    O conto tem alguns fatos nebulosos; era proibido nascer criança na vila, no entanto Melinda ficou grávida e ninguém notou a barriga dela. Ela criou a neblina tóxica e não sabia mais como desfazer. O único jeito de atravessar a neblina era enrolar tripas no rosto. Parece que o autor imaginou o conto, mas com algumas lacunas e na hora de escrever, preencheu os espaços vazios com qualquer coisa que veio à sua mente, sem um raciocínio lógico. A escrita é boa, mas o enredo, algumas ações e ambientação, ficaram inadequados.

    • Quase Nada
      14 de junho de 2017

      “era proibido nascer criança na vila, no entanto Melinda ficou grávida e ninguém notou a barriga dela”
      Nunca foi dito que novos nascimentos eram proibidos. O pacto refere-se a matar o bebê recém-nascido OU um dos pais se matar, como pode ser visto neste trecho: “Será a morte de um pela vida do outro. Vocês decidem se vão se sacrificar por seus filhos que nascerem, ou se serão eles os sacrificados.”

      Também nunca foi dito que ninguém notou a barriga de Melinda. O lance do choro (que pode ter te dado esta falta impressão citada por ti) refere-se apenas ao fato do bebê já ter nascido, sendo que eles queriam fugir com a criança, certo? Se os outros ouvissem o choro e percebessem que o filho tinha nascido, iriam logo querer procurar um corpo sem vida (fosse da criança ou de um dos pais), por isso Melinda e Átila queriam esconder o choro.

      “Ela criou a neblina tóxica e não sabia mais como desfazer.”
      Beber o elixir minou as forças dela, Melinda diz isso no conto.
      E mesmo que ela ainda tivesse todos os seus poderes, um feitiço de criação não é igual a desfazê-lo, são feitiços diferentes, repare, um de criação e o outro de inversão. Ela saber fazer uma coisa não implica necessariamente que ela saiba fazer o contrário. Mas focando no que está no texto, novamente: ela não tinha mais todos os seus poderes.

      “O único jeito de atravessar a neblina era enrolar tripas no rosto. Parece que o autor imaginou o conto, mas com algumas lacunas e na hora de escrever, preencheu os espaços vazios com qualquer coisa que veio à sua mente, sem um raciocínio lógico”
      NOSSAAAA! Acho que eu tava de porre quando imaginei todas essas coisas sem sentido no meu conto, me perdoe 🙂
      Já expliquei as questões acima (que inclusive estavam no texto, se eu não me fiz entender ou se você não compreendeu são outros 500, mas estavam no texto.

      Sobre o lance das tripas (sangue):
      Quando gás carbônico (liberado pelos tecidos) entra nas hemácias do nosso sangue, ele é transformado em ácido carbônico, e posteriormente é dissociado em H+ e bicarbonato.
      Sabe onde mais existe ácido carbônico? Na chuva ácida. Pois é, pois é, pois é.
      Por isso eu criei uma “névoa ácida”, ela foi inspirada numa chuva ácida real, que contém ácido carbônico, que no corpo é produzido e “neutralizado” pelo… valendo um milhão de reais de mentiririnha… pelo sangue, yes!
      Ácido, sangue… sacou?

      Viu? Eu viajo pra caramba, mas te garanto que não faltou “raciocínio lógico”, te garanto que eu não “preenchi os espaços vazios com qualquer coisa que me veio à mente”.
      Sou louco, sou confuso, mas não sou burro naummm, tio.

      Abraços.

      • Quase Nada
        14 de junho de 2017

        *falsa impressão

  20. Ana Monteiro
    13 de junho de 2017

    Olá Quase Nada. Um conto que entra pelo fantástico, género que não me sinto muito à vontade para comentar. Então, começo pelos parâmetros de referência para avaliação: Gramática: o conto está bem escrito e desenvolvido. Notei apenas 3 coisas que precisa mesmo alterar. 1 – extinto onde deveria estar instinto, 2 – se nossa a nossa fonte, tem um nossa a mais e 3 – bacana em lugar de cabana. Quanto ao resto, nada de notável a assinalar; Criatividade, é característica obrigatória no fantástico e está presente na dose certa; Adequação ao tema: tem os elementos todos da foto, ainda que num excerto que não acrescenta nada à história e parece ter sido incluído apenas pra colocar a imagem; Emoção e enredo: esta é a parte mais fraca, pois o enredo é curto e deixa muito por explicar (e as explicações em falta não são daquelas que se pode, e por vezes deve, deixar para o leitor) e a emoção está quase ausente. Enquanto leitora foi um pouco complicado pois nem sequer cheguei a entender o enredo e não creio que a diferença na utilização do idioma justifique essa minha dificuldade, parece-me que está mesmo confuso, o que é pena pois foi bem escrito. A condução é estranha, algo como: você vai ao volante do automóvel pela estreita e sinuosa estrada que leva ao cimo da montanha e como se não bastasse a problemática do caminho, decide conduzir às curvas. Mas o conto é bom e penso que poderia fazer uma segunda versão alargada e mais esclarecedora. Parabéns!

  21. Pedro Luna
    12 de junho de 2017

    Olá, a escrita é agradável, limpa, as ações são bem descritas. O que pegou mesmo para mim foi a história, e o modo como escolheu para contá-la. Eu adoro alternância de cenas, e mais ainda quando as cenas se alternam entre passado e presente e futuro, sem avisos, mas aqui ficou muito confuso, companheiro. A história não é tão simples quanto se possa imaginar a primeira vista: tem elixir, feitiços, comunidade escondida, floresta mítica, névoa que detona com tudo, premonições, relação familiar, sacrifícios, e até o javali no meio. Acho que foi muita coisa para poucas palavras. É por isso também que muita coisa fica por trás da trama, não sendo narrado, e aí corre-se o risco de o leitor não entender. Tipo, as cenas independentes eu compreendi, mas o todo, o apanhado, eu não posso dizer o mesmo. Não consegui desenhar em minha cabeça o mundo e realidade que você criou, ficou a mistura de algo mágico com algo realista, sem se definir.

    Provavelmente leitores mais capacitados pegarão as nuances, não foi o meu caso. Mas não foi uma leitura ruim, só não fui pego pela trama.

  22. Afonso Elva
    11 de junho de 2017

    Um quê da saga do estranho sem nome, um cidadão aparece, sem mais, nem menos, quase como uma força da natureza, como diria Gandalf: “O vasto mundo está em volta de vocês. Podem se trancar aqui dentro, mas não trancá-lo lá fora”. Existe a possibilidade do algoz ter sido o cidadão que fugiu, mas gosto de pensar que não, acho melhor. Bom conto
    Forte abraço

  23. Fabio Baptista
    11 de junho de 2017

    Com exceção a pequenas falhas de revisão, o texto é bem escrito e consegue narrar os trechos isolados de forma clara. O problema, na minha opinião, é que esses trechos isolados não formaram um todo muito conciso.

    Cheguei a pensar que o conto giraria em torno da decisão de sacrificar as crianças em troca do elixir da imortalidade (a água) e até pensei “putz, boa ideia essa!”, mas depois a história acabou tomando outros rumos (pelo menos entendi assim) e, sendo bem sincero, fiquei com a impressão que andou, andou e não chegou a lugar nenhum.

    Acredito que tenha se perdido em muitos eventos. Com essa boa narrativa, muito provavelmente o(a) autor(a) teria obtido um resultado melhor se a história tivesse mais foco.

    – apenas seu extinto de sobrevivência
    >>> instinto

    – se nossa a nossa fonte
    >>> sobrou um nossa

    – sair da bacana
    >>> cabana

    Abraço!

  24. Rose Hahn
    10 de junho de 2017

    Olá Quase Nada, vc. contou quase tudo nos comentários, e contou muito, sinal de que as coisas não estavam às claras. Gostei do contexto abordado, diferente dos demais que li até agora, um javali sacrificado, finalmente! Morte ao Javali, chega de Javali, eu estou enlouquecendo….Buenas, vc. tem mão boa para a escrita, todas as minhas dúvidas do texto estão esparramadas acima nos seus comentários, tirou a graça, rsrs. Parabéns!

  25. Fheluany Nogueira
    9 de junho de 2017

    Interessante este conto que aborda o tema bem atual da preservação do meio-ambiente e, considerando a falta de recursos no futuro, a mortalidade é vista como um mal., Na trama fantasiosa, umas pontas ficaram soltas: por que a destruição da vila no desfecho?

    A imagem-tema está presente, uma revisão gramatical será necessária, o ritmo é bom e a leitura é fluida, só causando alguma dificuldade de interpretação com as cenas fora da ordem cronológica.

    É um trabalho muito criativo. Parabéns pela participação. Abraços.

  26. Claudia Roberta Angst
    9 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto revela parte da trama, o que pode ser esclarecedor. Claro que me lembrei do filme Horizonte Perdido – Shangri-Lá, dos idos anos 70… aff, faz tempo, hein?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado na forma de fantasia, mais como pano de fundo do que como tema central, mas está valendo.
    Alguns lapsos escaparam da sua revisão como o “extinto” e o “bacana” no finalzinho – acho que você estava tão feliz em acabar de redigir o conto que soltou esse ato falho. Freud explica.
    O ritmo é bom, não senti vontade de pular parágrafos, o que sempre é sinal de interesse. A leitura flui fácil, sem entraves, mas também sem grande impacto.
    Boa sorte!

  27. Iolandinha Pinheiro
    9 de junho de 2017

    Caro autor, o seu “extinto de sobrevivência” quase aniquilou com a minha intenção de continuar lendo o seu conto. Mas, fora este detalhe o seu conto é muito bom. Gostei da utilização da ideia tema, gostei da existência de uma fonte da vida eterna e das implicações disso tão bem apontadas por você. Não entendi muito a parte do javali e do cavalo. Para atravessar a parte tóxica da floresta o homem matou um javali, mas, numa cena seguinte, ele matou o cavalo que ia mesmo morrer pela intoxicação. Ele passou duas vezes pela floresta? Aí li uma resposta sua e vi que ele retornou, com o menino já crescido. Mas, ele podia retornar? Não havia o limite de gente? Ele voltou antes ou depois do envenenamento da fonte? Ficou bem confuso, para mim. Colocar as partes do texto fora da ordem cronológica atrapalhou ainda mais o meu entendimento, pois a caça do javali apareceu no conto antes do uso do cavalo para obter o sangue, e me levou a crer que o sangue o javali era para realizar a travessia. Bem, eu sei o que acontece quando a gente deixa para escrever no último dia, já fiz isso algumas vezes e sei como atrapalha a coerência do texto. Seu conto é bom, mas precisa ser revisado. Abraços.

    • Quase Nada
      9 de junho de 2017

      É que o bebê achou que ia morrer, por isso “extinto”. kkkkkkk ok, mentira. Doeu meu pâncreas quando vi a gafe que cometi.

      Perguntas, perguntas! Sim, ele passou duas vezes pela floresta. Fugiu com o filho (bebê) na primeira vez, na segunda vez era ele voltando para o massacre, anos depois.

      A ordem cronológica do texto é esta:
      1) Átila foge da vila com o bebê recém-nascido, usando o cavalo para atravessar a névoa, como pode ser observado, por exemplo, aqui: “E assim Átila galopou, com a criança dentro de sua roupa, sobre seu peito. Átila exigia cada vez mais do cavalo, até que o animal desanimou os passos e tombou, urrando. Hesitou antes de cortar sua barriga, mas o choro do bebê logo o traria para a realidade.”

      2) Átila sobrevive do outro lado da névoa com seu filho, num local e de um modo que NÃO é narrado no texto (há apenas uma sugestão no final, mas nada muito concreto).

      3) Átila conversa com seu filho crescido (final do texto) e diz que vai caçar javalis. Ele mata o javali para ENTRAR na floresta mágica e chegar na vila dos imortais. Então vem a cena tema do desafio, o homem (que já não era tão jovem, pois ele envelheceu longe do elixir) usa o sangue do JAVALI, chega na vila e mata todo mundo. Então vem a cena de Melinda vendo tudo explodir e deduz que aquele era o fim que ela previu. Este também é cronologicamente o fim do texto.

      Eu poderia ter colocado uma mala na mão do Átila ao final do conto, por exemplo, para “linkar” melhor com a cena do javali e assim diminuir a confusão. Já fiz nota sobre isso!

      “Aí li uma resposta sua e vi que ele retornou, com o menino já crescido. Mas, ele podia retornar? Não havia o limite de gente?”
      Átila retornou sozinho (ele deixa o filho na cabana e diz que vai caçar javalis).
      Anos antes, Átila foi embora da vila em fuga. Não é dito no conto se ele poderia ou não retornar, mas o lance é que ele não voltou para viver novamente no local, e sim para exterminar os moradores, então não importa se era ou não permitido 😉 hehehehehe

      “Ele voltou antes ou depois do envenenamento da fonte?”
      Ele = a pessoa que envenenou a fonte. O Átila envenena a fonte. Mas infelizmente no texto isto só é SUGERIDO pelos pensamentos de Melinda. O envenenamento da fonte não é narrado. E se Átila morreu antes? Melinda apenas entende que isto aconteceria. E o autor (eu!) sugere que Melinda sabia que era exatamente isto que ocorreria (pois sua premonição mudou quando o marido fugiu da vila com o bebê), mas realmente não tinha como ela saber com certeza que era seu marido quem retornara para a vila, então aquele “ele” no texto, nos pensamentos dela, não faz muito sentido, realmente.

      Valeu pelo comentário, moça. Até mais.

      • Iolandinha Pinheiro
        9 de junho de 2017

        Olá, Quase Nada. Primeiro obrigada pelos esclarecimentos, e segundo: lendo o seu texto eu me senti como meus leitores se sentem, tenho o costume de fazer meus contos com recortes fora da ordem cronológica e histórias que se cruzam, agora vejo que eles têm razão quando reclamam da dificuldade de entender. Abraços e sorte no desafio. Depois das explicações o seu conto ficou bem mais legal.

      • Quase Nada
        9 de junho de 2017

        Na cabeça do autor sempre é mais claro! Kkkkk

  28. Evelyn Postali
    8 de junho de 2017

    Oi, Quase Nada,
    Gramática – Está escrito de forma boa e isso possibilita uma leitura corrida.
    Criatividade – É uma boa ideia essa da imortalidade. Gostei dessa ideia e também de haver um pacto. Ficou sinistro, mas poderia ter sido mais explorado. Poderia ter sido a parte central da trama.
    Adequação ao tema proposto – Está adequado, embora um pouco distorcido. Eu ia usar a palavra forçado, mas não sei se é tanto assim.
    Emoção – Não me senti atraída pela situação toda. Não me cativou o desenvolvimento da ideia.
    Enredo – Percebi repetição de ideias. Uma coisa tipo vai e volta. Tirou um pouco da coerência e, no meu entendimento, ficou devendo clareza.
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

  29. Elisa Ribeiro
    8 de junho de 2017

    Olá autor. Olha, eu achei sua história um pouco confusa. Acabei de ver pelos comentário que não fui a única. Durante a leitura lembrei de dois filmes, A Vila, por causa da floresta isolando a comunidade e Walking Dead por causa da história das tripas. Anotei para a revisão: instinto de sobrevivência (ao invés de extinto) e bacana ao invés de cabana. O ponto alto do seu conto para mim foi a premissa da imortalidade como uma maldição. Muito contundente e faz pensar. Boa sorte no desafio! Um abraço.

  30. Givago Domingues Thimoti
    7 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bom.
    Criatividade: Alta. Abordar a imortalidade como algo negativo foi o que mais me agradou no conto.
    Emoção: Geralmente, eu gosto de contos de ficção. Mas, dessa vez, eu senti que faltou algo. Talvez se a história fosse um livro, eu gostaria mais, porque com mais espaço, eu teria mais tempo de conectar com os personagens.
    Enredo: O estilo de escrita “quebra-cabeça” não é o meu favorito. Talvez, por isso, eu achei o enredo um tanto confuso. Necessitei dar uma espiada nos comentários do autor.
    A história em si é boa e, como eu disse acima, abordar a imortalidade como uma maldição do demônio e não um presente de Deus foi uma ótima sacada.
    Gramática: Alguns erros, mas nada que travasse a minha leitura. Uma revisão cairia bem.

    Boa sorte!

  31. Vitor De Lerbo
    5 de junho de 2017

    Um conto interessante que aborda vários temas relevantes, levantando boas questões. A ambientação foi bem trabalhada e a história flui com naturalidade.

    É uma pena que tantos erros gramaticais tenham passado pela revisão. O “extinto” ao invés de “instinto” no começo e o “bacana” no lugar de “cabana” no final provam que a revisão falhou.

    A reviravolta é surpreendente e poderia ser muito aproveitada. Porém, fica a dúvida para o leitor: por que Átila destrói a vila que foi seu lar durante toda a sua longa vida, matando inclusive a sua própria esposa? Se isso fosse bem explicado no texto, o conto teria mais impacto.

    Boa sorte!

  32. Olá, Quase Nada,
    Tudo bem?
    Seu conto também me remeteu ao filme “A Vila” (Que aliás é um filme que adoro). No roteiro, a trama também envolve um pacto entre os antigos fundadores de uma cidade oculta, a fim de protege-la. A diferença é que no filme a magia era um simulacro, e para seus personagens ela é a realidade.
    Você criou um universo rico, partindo de duas premissas muito fortes.
    1 – A imortalidade e até que ponto esta vale os sacrifícios que eventualmente exige dos seres vivos que com ela são presenteados.
    2 – A encruzilhada em que uma mãe se encontra ao ter que optar por sacrificar a própria vida ou a de seu filho.
    Como disse, duas premissas muito fortes, para uma narrativa tão curta. Um conto.
    Sua história é muito boa e, acredito, daria um belo romance. Há muito para se narrar na saga dessa mulher que um dia defendeu o sacrifício humano pelo bem dos que ali estavam, mas que, alguns anos depois, se vê encurralada ao conhecer o amor de mãe. Nesse momento, toda sua teoria vai por água abaixo. Ela precisa cortar a própria carne e seu instinto maternal e de sobrevivência não permite tal ato.
    Gostei muito da desconstrução do tempo, apresentando a história em flashs, dando agilidade e mistério ao texto.
    Sobre as lacunas a que todos se referem nos comentários, acredito que estejam todas preenchidas aí, em sua cabeça. Você é a dona da história e, provavelmente, a tem prontinha. Muitas vezes caio nessa armadilha que crio para mim mesma e acho que aquilo que está obvio para mim, também estará para o leitor. E isso, claro, muitas vezes não é verdade.
    Parabéns por seu trabalho e muita sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  33. Fernando Cyrino
    5 de junho de 2017

    Que conto bacana. Gostei do enredo e da maneira como você me conduz através dele, Quase Nada. A escrita mostra que foi redigido por alguém que tem amplo domínio da função literária. Brinca com a questão tempo e espaço obrigando a uma leitura mais ativa e profunda. Seu conto me fez relembrar como que o avesso de um filme que me marcou a adolescência chamado O Horizonte Perdido, acho. A lamentar que me passa que faltou tempo, quem sabe, para revisar a narrativa. Há alguns erros no conto que fizeram com que eu, enquanto seu leitor, tivesse que dar uma paradinha para avaliar o que o autor/autora quis me dizer. Parabéns, gostei mesmo.

    • Neusa Maria Fontolan
      6 de junho de 2017

      Uau! Horizonte Perdido! Que vontade eu tenho de vê-lo novamente.

      • Fernando Cyrino
        6 de junho de 2017

        eu o vi há talvez um ano atrás na fazenda da minha irmã que levou pra gente rever. E as músicas então…

  34. Priscila Pereira
    5 de junho de 2017

    Oi Quase Nada, eu achei seu texto muito interessante, consegui entender de boa, achei bastante original a forma que você escolheu para escrever, as partes fora da ordem certa… gostei bastante!! Parabéns!!

  35. Felipe Moreira
    5 de junho de 2017

    Gostei por conseguir criar uma premissa que demanda texto e ainda assim você soube fechar a história dentro do limite. Criativa, a premissa, embora já utilizada inúmeras vezes. De qualquer forma, é bom de ler, bem estruturado. Como você propositalmente quebrou o texto para estimular a ideia de que há uma quebra de tempo e trecho, um “quebra-cabeças”, isso funcionou bem.

    Átila me pareceu mais carismático que Melinda. Não sei dizer exatamente a razão, talvez tenha sido sua narrativa a imputar nele tal protagonismo. No início, ao ver alguns erros bobos, fiquei meio inseguro quanto ao restante, mas é bem razoável, agradável de ler.

    Parabéns, Quase Nada(Chapolin?). Boa sorte no desafio.

  36. Milton Meier Junior
    2 de junho de 2017

    um conto interessante, mas meio confuso devido à quantidade de informações, tanto é que o autor teve que dar diversas explicações aqui na parte dos comentários. está bem escrito, mas devo admitir que a história não me cativou. boa sorte.

  37. Leo Jardim
    1 de junho de 2017

    O elixir da imortalidade (Quase Nada)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): gostei muito do ambiente criado, sem dar muito detalhes, mas bastante completo. A fonte da imortalidade defendida por uma névoa tóxica e mágica. Um badass sinistro querendo acabar com tudo isso. No meio dessa confusão, pais fazem o que pais costumam fazer: salvam seus filhos. Só faltou mesmo pra mim, entender melhor os motivos do badass querer acabar com a fonte…

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, narra com excelência, indo e vindo no tempo e com pontos de vista diferentes, além de diálogos muito bem feitos. Só não dou as cinco estrelas pois guardo elas para textos onde mais figuras de linguagem (metáforas, por exemplo) são aliadas aos elementos que já citei, mas tá quase lá.

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐): achei bastante criativo a ambientação criada.

    🎯 Tema (⭐⭐): o badass é o cara da imagem.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): gostei bastante do texto, acho que meu preferido até agora. Cria tensão e fecha bem a trama. Não é daqueles finais de explodir cabeças, mas é muito satisfatório.

  38. Gilson Raimundo
    30 de maio de 2017


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.jsUm começo arrasador que enfraquece quando Melinda quis fugir com o filho, a revelação de seus poderes mágicos pareceu meio forçado, talvez deveria ter mantido o segredo de quem protegia a vila e também sobre as visões do futuro. A vida eterna pode ser um fardo e acho que ela deveria ter tentado fugir em busca do filho e marido.

  39. Neusa Maria Fontolan
    29 de maio de 2017

    Eu acabei de ler esse conto e até sai da minha rotina, pois estou comentando pela ordem, mas se deixasse pra depois iria ficar com as ideias mais embaralhada ainda. O conto em si não foi difícil de entender, porém ficaram muitas perguntas, mas lendo os comentários e as suas respostas, vi que todas as minhas perguntas foram respondidas, então não vamos nos repetir.
    Te digo só uma coisa, a ideia é ótima, talvez seja caso de pensar em aumentar e deixar o enredo mais fácil para o leitor.
    parabéns pela criatividade.

  40. Quase Nada
    28 de maio de 2017

    Olá, galera. Aqui é o autor do conto.

    Abaixo eu esclareci algumas questões que foram levantadas até o momento. Confesso que gosto de criar textos em estilo de quebra-cabeça, inclusive variando tempo e espaço, por isso parecem (e às vezes são!) confusos. É proposital. Tem quem goste, tem quem não goste, eu entendo. 😦

    Algumas das respostas levantadas pelos amigos estão escritas no próprio texto. Outras respostas são apenas sugestões minhas.

    Gente, meu texto não é perfeito, eu sei dos problemas dele, e outros vocês me mostraram hahahaah Não sou do tipo que gosta de responder comentários porque acredito que toda interpretação é válida. Os apontamentos de furos também são, afinal, é provável que eu não tenha sido clara no texto, apesar de bem claro na minha mente. Vou responder apenas as perguntas. Agradeço imenso os demais comentários.

    Agradeço também a todos que ainda vão ler e comentar. É este trabalho em grupo que enriquece a todos nós.

  41. Anorkinda Neide
    28 de maio de 2017

    Ok, Átila é o nosso homem da imagem. Mas pq ele voltou armado? Foi ele quem dizimou o vilarejo escondido lá? Ela diz q ele vai envenenar a fonte, entaõ ta.. o casal se rebela contra essa irmandade imortal da qual eles mesmos fazem parte, ele vive um bom tempo entre os normais, envelhece, faz o filho prometer q nao vai segui-lo, ele vai acompanhado do javali (vivo e depois tripa 🙂 ), resgatar Melinda? Acho q sim 🙂
    Gostei do conto, do quebra-cabeça, da leitura. Tudo muito bom. Parabéns.
    Tem aqueles furos q o pessoal assinalou, mas pra mim nao tira o brilho do conto, arrume-os, somente. hehehe
    Abração e boa sorte

    • Quase Nada
      28 de maio de 2017

      “Átila é o nosso homem da imagem. Mas pq ele voltou armado? Foi ele quem dizimou o vilarejo escondido lá?”
      Sim, sim, sim! 😀
      A pergunta 2 responde a pergunta 1, rs.

      “Ela diz q ele vai envenenar a fonte, entaõ ta..”
      Erro meu! Está escrito no texto que “o mundo estaria a salvo depois que ele envenenasse a fonte”. Digo, ele = Átila, ok. Mas ali na passagem ficou mesmo estranho porque não tinha como a Melinda saber que era o Átila, ela morre antes de ver quem era o assassino =/
      Assim, ela poderia presumir que seria ele, pois a premonição muda quando ele vai embora da vila, mas não há nada que afirme isto, é puro achismo meu colocando coisas na cabeça da Melinda. Se eu for corrigir este texto algum dia, certamente mudarei isto. Mas acho que nem vou, só escrevi pra brincar aqui no desafio mesmo rsrs

      “o casal se rebela contra essa irmandade imortal da qual eles mesmos fazem parte, ele vive um bom tempo entre os normais, envelhece, faz o filho prometer q nao vai segui-lo, ele vai acompanhado do javali (vivo e depois tripa 🙂 ), resgatar Melinda? Acho q sim
      ela morre no trecho “escuridão total” depois do “clarão”, ou seja, ela foi vítima de uma explosão 😦
      Simmm você pegou direitinho o que eu quis dizer ali no final. Átila faz o filho prometer que não iria para lá porque não queria que ele o seguisse. E numa hipótese de Átila nunca voltar (a gente jamais vai saber!), ele não queria que o filho se envenenasse na névoa (já que o filho não sabe como passar por ela). Ou, ainda, numa outra hipótese da névoa se dissipar com a morte de Melinda, Átila não gostaria que o filho visse o resultado da chacina =/

      • Anorkinda Neide
        28 de maio de 2017

        tá, mas ele tinha intenção de resgatá-la? e dae ela morre na explosao? pq se ele nao queria resgatá-la, nao entendo pq destruir o vilarejo 😦 tá pq esta fonte é um perigo pra humanidade, isto?
        guri, eu gostei desta historia hahaha

      • Quase Nada
        28 de maio de 2017

        Eu pensei em várias alternativas, até mesmo em levar o filho junto pra matança. E não sei dizer se era a intenção inicial do Átila salvar a esposa, mas no fim ele a matou “sem querer”, pois foi numa explosão. Ele jogou a granada de longe e não viu quem acertou. Depois entrou atirando pra acabar com quem ainda estivesse vivo.
        Sim, a fonte era um perigo pra humanidade, por isso Átila decidiu envenenar a fonte e matar todo mundo, embora a parte de envenenar a fonte tenha ficado quase apagada na história =/ esse final ficou meio corrido e embolado, minha culpa, tsc.

  42. Jorge Santos
    28 de maio de 2017

    A premissa deste conto é interessante. E se ninguém morrer, o que acontecerá quando se esgotarem os recursos naturais e o espaço? No domínio do fantástico, todas as perguntas são válidas. Por isso é uma das minhas áreas preferidas. No entanto, é também uma área onde a coerência é fundamental, caso contrário o leitor corre o risco de se perder sem regresso possível. Neste conto acontece precisamente isso. Depois de uma introdução razoável, a narrativa perde a coerência a partir da entrada em cena do caçador. Depois, perdemo-nos novamente no meio das visões de Melinda e ficamos sem saber o destino do seu filho, tal como o objectivo do armamento que existe dentro da mala. A revelação de que tinha sido ela a criar o nevoeiro é, para mim, desnecessária. O elemento do nevoeiro deveria ser exógeno, tal como a fonte. A existência de uma idosa numa terra onde ninguém envelhece é também complexa, tal como o facto de nunca terem posto em hipótese medidas de controlo de Natalidade. Por último, temos a sorte do pobre do javali, que teve a passagem mais rápida de entre os contos que já li neste desafio – convertido em matéria-prima para a máscara que permite atravessar o nevoeiro.
    Outra questão: se a água impede o envelhecimento, como é que as crianças crescem? Se nunca chegam à idade da reprodução, o problema do super-povoamento está resolvido, a menos que as mulheres adultas estejam dispostas a ter centenas de filhos.

    • Quase Nada
      28 de maio de 2017

      “ficamos sem saber o destino do seu filho”
      Er… tá tudo ali, no final, Átila conversa com seu filho, ou seja, o bebê que ele salvou da vila dos imortais. Ou não era esta a sua dúvida?

      “tal como o objectivo do armamento que existe dentro da mala”
      A vida é destruída através de explosões e tiros.
      Átila (ou “o homem com a maleta”) tinha granadas e carabinas.
      Ligue os pontos. 😦

      “A revelação de que tinha sido ela a criar o nevoeiro é, para mim, desnecessária. O elemento do nevoeiro deveria ser exógeno, tal como a fonte.”
      Este trecho foi algo 100% pensado. Fiz isto para justificar por que Melinda sabia como passar pela barreira da névoa. Se funcionou ou não, são outros 500.

      “A existência de uma idosa numa terra onde ninguém envelhece é também complexa”
      Você acha que as pessoas todas nasceram naquele local tipo Adão e Eva? Criei uma vila com pessoas de todas as idades, digamos, exatamente porque eu achei que seria bizarro criar um local onde só existissem jovens inicialmente. O elixir “congela” a idade atual de quem bebe constantemente da sua fonte, mas não rejuvenesce.
      Então, respondendo, quando a idosa ou outros anciões chegaram na vila, eles já eram velhos, por isso eles continuaram velhos. 🙂

      “tal como o facto de nunca terem posto em hipótese medidas de controlo de Natalidade.”
      Vou colar aqui o respondi pra nossa amiga Mariana:
      “E nem sempre é possível evitar uma gravidez. Este assunto não é nada simples então não vou me estender, mas se nem em 2017 é possível controlar a natalidade, imagina pra um povo que mora no meio do mato. Mesmo com o conhecimento sobre fertilidade, “acidentes” acontecem.”

      “Outra questão: se a água impede o envelhecimento, como é que as crianças crescem? Se nunca chegam à idade da reprodução, o problema do super-povoamento está resolvido, a menos que as mulheres adultas estejam dispostas a ter centenas de filhos.”
      Já pensou num monte de bebê pra sempre? Eu iria me jogar na névoa hahahaha
      Bem, isto não está no texto, mas eu penso assim: basta não dar o elixir para as crianças. Elas podem beber água de coco (não, não sei se tem coqueiro na vila, rsrs) ou apenas consumir frutas e comer outras coisas. Quem sabe, ao ferver, o elixir perde seu poder? Sim, acabei de inventar esta. Só estou dizendo que há alternativas para permitir de propósito que as crianças cresçam até certa idade. Penso assim, mas se você não concorda comigo, aí são outros 500. 😦

      • Anorkinda Neide
        28 de maio de 2017

        Já pensou num monte de bebê pra sempre? Eu iria me jogar na névoa hahahaha
        hahuhahahuhua
        gostei da alternativa ferver a agua dae nao faz efeito

  43. Mariana
    25 de maio de 2017

    É um bom conto, competente na proposta de fantasia que apresenta. A leitura me prendeu, apesar de ter ficado confusa com algumas coisas – a guerra, a fonte, como o javali entra na história, a razão de terem filhos mesmo sendo amaldiçoados… Mas a escrita é boa o suficiente para prender o leitor apesar das lacunas. Quem sabe não estou lendo aqui o rascunho inicial de um próximo best-seller de fantasia? Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Quase Nada
      28 de maio de 2017

      “apesar de ter ficado confusa com algumas coisas – a guerra, a fonte, como o javali entra na história, a razão de terem filhos mesmo sendo amaldiçoados”
      Átila iniciou a guerra para destruir a vila.
      Qual a dúvida sobre a fonte?
      O javali entra na história para morrer… e permitir que Átila atravesse a névoa para chegar até a vila.
      Eles não eram amaldiçoados. E nem sempre é possível evitar uma gravidez. Este assunto não é nada simples então não vou me estender, mas se nem em 2017 é possível controlar a natalidade, imagina pra um povo que mora no meio do mato. Mesmo com o conhecimento sobre fertilidade, “acidentes” acontecem.

  44. Evandro Furtado
    25 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Fantasia. O texto cria um mundo completamente novo, algo arriscado em um curto espaço. O principal problema é criar algo mais palpável e interessante para o leitor. Faltaram descrições mais precisas sobre o ambiente, ou mesmo sobre a tal névoa misteriosa.

    C: A história em si não encanta. Os personagens não criam empatia, o conflito não é aprofundado para que o leitor se importe.

    F: A escrita é bastante competente naquilo que propõe. A narrativa em terceira pessoa e no passado respeita o gênero. Os diálogos são bem construídos.

  45. Marco Aurélio Saraiva
    25 de maio de 2017

    Um bom conto: diferente, criativo e bem escrito.

    ===TRAMA===

    Boa! Mas com ressalvas. A trama é bem envolvente, com personagens bem trabalhados e uma atmosfera épica, de tal forma que o conto, que tem 2 mil palavras, parece conter 10 mil, pela densidade do conteúdo que nos é passado.
    Porém, há uma série de “buracos” na trama que não consegui assimilar a resposta correta, mesmo após uma releitura: O homem na floresta é o pai do menino? Se sim, o que ele estava fazendo com granadas e carabinas? Ele que destruiu a fonte? Ele que iniciou a guerra?

    ===TÉCNICA===

    Muito boa, mas com uma série de errinhos de digitação e gramática que atrapalham um pouco a leitura. O único problema mesmo aqui é essa falta de revisão mais detalhada: sua técnica é excelente, com frases bem feitas e leitura leve, passando bem o que deve ser passado, e construindo bem os personagens.
    A decisão por narrar a história de forma não-linear foi arriscada, mas muito bem executada. Deu para encaixar bem todas as cenas soltas no conto, sem muito esforço. Mérito do(a) autor(a)!

    ===SALDO===

    Positivo. Seria melhor com uma revisão mais rebuscada do texto, e uma trama mais redonda. Mas o conto brilha pelo cenário distópico diferente, trama inovadora e escrita convidativa, o que acaba sobrepondo estas pequenas falhas.

    Parabéns!

    • Quase Nada
      28 de maio de 2017

      “O homem na floresta é o pai do menino?”
      SIMMMMMM. Eu não quis dizer naquela cena que o homem era o Átila, as pistas pra isso eram:
      1) O homem tinha marcas de queimadura no rosto. Átila também.
      2) Átila, no finalzinho do conto, sai para caçar javalis. O homem com a mala tem um javali para passar pela névoa.

      Ou seja, Átila sai para caçar javalis com a única intenção de passar pela névoa.. Estas duas cenas estão em sequência (o diálogo final e a cena da imagem do desafio), faltaria apenas narrar como ele caçou um javali hehehehe

      “Se sim, o que ele estava fazendo com granadas e carabinas? Ele que destruiu a fonte? Ele que iniciou a guerra?”
      Ele estava com estes itens para destruir a vila. Sim, ele que destruiu a vila hehehe

  46. Gustavo Castro Araujo
    24 de maio de 2017

    Um conto bem construído, aferrado a uma temática infanto-juvenil explorada com competência. A escrita é ótima e enreda o leitor já nas primeiras linhas (à exceção de um “extinto” de sobrevivência que dói nos olhos). Gostei da maneira como a premissa é executada – muitas vezes, de fato, a ideia de imortalidade pode ser encarada como uma maldição e nesse quesito o conto mostra-se competente, pois faz pensar. Também gostei do modo como os personagens foram concebidos – com destaque para o doloroso sacrifício a que a mãe se submete. No fim, temos uma espécie de apocalipse, em que o mundo perfeito pré concebido sucumbe porque alguém percebeu que viver para sempre tem um preço alto demais. Enfim, um bom trabalho. Parabéns!

  47. Sick Mind
    24 de maio de 2017

    Tem umas duas ou três palavras que, se retiradas do texto, não fariam diferença. Achei legal a proposta, mas algo me fez refletir e não encontrei respostas no texto: se as pessoas ali sabem de suas condições (imortais, mas com recursos limitados), como elas tem coragem de gerar prole sabendo das consequências disso? Essas pessoas tem conhecimento sobre o funcionamento das células humanas e sua senescência, mas não tem acesso a nem uma erva ou substância, ou mesmo magia para impedir a gestação?

    Após a metade do conto, senti como se o autor tivesse corrido para finalizar em menos palavras do que realmente precisava, isso meio que quebrou minhas expectativas durante a leitura 😦 Mas imaginar alguém correndo com tripas de animais na cabeça, me fez rir demais.

    Algumas coisas não ficaram claras para mim, como a confissão de que foi o rapaz quem fez surgir a névoa, o final que não nos diz onde estão os personagens que se salvaram (pai e filho), nem como conseguem sobreviver fora da vila, mas que parecem ter acesso a ela (mesmo que não sigam para lá).

    • Quase Nada
      28 de maio de 2017

      “se as pessoas ali sabem de suas condições (imortais, mas com recursos limitados), como elas tem coragem de gerar prole sabendo das consequências disso? Essas pessoas tem conhecimento sobre o funcionamento das células humanas e sua senescência, mas não tem acesso a nem uma erva ou substância, ou mesmo magia para impedir a gestação?”

      Às vezes, “gerar prole” é algo que foge do controle. Basta olhar ao seu redor.
      Erro meu ao escrever “células”, palavra ingrata que gerou dúvidas.
      Magia só a Melinda sabia fazer, e seus poderes foram drenados ao longo do ano depois de tanto beber o elixir.
      Ademais, ela própria engravidou, o que prova que ela realmente não sabia como impedir.

      “Após a metade do conto, senti como se o autor tivesse corrido para finalizar em menos palavras do que realmente precisava, isso meio que quebrou minhas expectativas durante a leitura 😦”
      Sorry, assumo a culpa. 100% verdade.

      “Algumas coisas não ficaram claras para mim, como a confissão de que foi o rapaz quem fez surgir a névoa”
      Foi a Melinda que criou a névoa. Fiz isto apenas para que ela tivesse o conhecimento necessário para neutralizá-la. Achei que faria mais sentido ela saber como passar pela névoa se ela fosse a pessoa que a tivesse criado.

      “o final que não nos diz onde estão os personagens que se salvaram (pai e filho), nem como conseguem sobreviver fora da vila, mas que parecem ter acesso a ela (mesmo que não sigam para lá).”
      Os dois viveram durante anos numa cabana na floresta, perto da região da névoa, mas longe o suficiente para ser seguro. Não está no texto, mas não acho difícil de imaginar um local onde tenha água e alimentos (frutas e animais) para a sobrevivência.

      Quando criei a história na minha cabeça existia um aviador aposentado que morava numa cabana e encontrava Átila com o bebê, mas não consegui incluir, achei que ficaria confuso. Depois pensei em colocar Átila encontrando a antiga cabana de caça desse “aviador”, mas no fim deixei como tá, sem estes detalhes que poderiam, sim, enriquecer a narrativa.

      Sei que este ponto gera grande discussão, poderíamos discutir um bom tempo sobre como tudo ocorreu do lado de lá da neblina, mas este não é o foco, para a história é relevante apenas saber que Átila conseguiu sobreviver com seu filho.

      • Sick Mind
        17 de junho de 2017

        Por mais que tenha tudo sido esclarecido na sua resposta, queria ter entendido td isso por mim mesmo durante a leitura do texto.

  48. Ricardo Gnecco Falco
    22 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Muito boa. Poucos lapsos de revisão. Os mais graves: “…se nossa a nossa fonte perder sua eficácia…” , “…antes de sair da bacana.”

    – CRIATIVIDADE
    Boa criatividade. Lembrei por alto do filme ‘A vila’, do Shyamalan, onde os moradores, também sobre influência de um juramento feito pelos anciãos, são levados a temer adentrarem na floresta que os rodeia, mantendo-os portanto ‘a salvo’ da civilização. Mas aqui há magia, feitiços e outros elementos que ~fazem a história soar diferente do referido filme.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Tem javali, trajes e mala.

    – EMOÇÃO
    E (boa) escrita transmite um desejo de desbravar a história e, mesmo sem grandes pulos, o leitor curte o passeio e torce para que o pai da criança (e a criança) seja(m) bem sucedidas. A parte da segunda visão da mãe (com o fim do vilarejo), eu não consegui linkar direito com a história. Talvez precise efetuar uma segunda leitura para tal.

    – ENREDO
    Tem começo, meio e fim bem delineados e um final satisfatório, embora sem grandes saltos ou surpresas.

    *************************************************

    • Quase Nada
      28 de maio de 2017

      ” A parte da segunda visão da mãe (com o fim do vilarejo), eu não consegui linkar direito com a história.”

      Falha minha, pois eu escrevi o texto em menos de 24 horas. Ok, isto não é desculpa, mas realmente me faltou tempo para desenvolver melhor. Por isto acho que eu devo te explicar qual foi a minha intenção neste trecho. Era apenas para mostrar que quando Átila saiu da vila, tudo mudou. Quando ele saiu, carregando o bebê recém-nascido, Melinda passou a ter essa nova premonição no lugar da outra. Melinda era a única que sabia disto, mas eu não quis levantar essa nova premonição antes pois era pra ser surpresa (e porque achei que ficaria confuso, daí preferi juntar a premonição com o momento exato do acontecimento). A destruição da vila era algo pra ocorrer exatamente naquele momento do conto, uma surpresa para os moradores e também para os leitores. Eu tentei deixar assim algo mais poético, ela morre (feliz) sabendo que aquele era o seu fim, que aquele momento era a premonição que ela tivera há anos.

  49. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    É um bom conto. Simples em sua criatividade e bem desenvolvido nos acontecimentos. O dilema apresentado sobre quem deveria morrer ou continuar a viver foi o alicerce do conto. Há alguns erros de pontuação, de ortografia, mas nada que não possa ser consertado com uma revisão atenta.

    O final não foi arrebatador, todavia não deixa de ser um bom final, pois não era o que eu esperava.

    Parabéns!

    Obs.: Quase nada é um ótimo personagem do Chapolin. E essa minha observação não acrescenta nada a nada. Até mais! 🙂

  50. Olisomar Pires
    20 de maio de 2017

    1. Tema: boa adequação;

    2. Criatividade: Muito boa. Conjunto de pessoas vivendo isolados do mundo. No intuito de protegerem o segredo da imortalidade fazem um pacto de morte.

    3. Enredo: As partes do texto estão bem distribuídas e há coerência entre as mesma, embora existam relances da narrativa em momentos diversos.

    Exceção à figura do tema. Não captei quem seria o homem com a mala e o javali. De onde ele veio ? Como ele sabia que o sangue protegeria contra névoa ? Era o filho poupado da Melinda que voltava para vingança ? Ficou meio vago.

    4. Escrita: Um erro notório: “extinto” no lugar de “instinto” , no mais é normal.

    5. Impacto: Médio.

    A idéia do conto é muito boa, entretanto, a condução dificultou a conquista.

    • Quase Nada
      28 de maio de 2017

      “Não captei quem seria o homem com a mala e o javali. De onde ele veio ? Como ele sabia que o sangue protegeria contra névoa ? Era o filho poupado da Melinda que voltava para vingança ?”

      Era o Átila. Ele veio daquela última cena no conto, ele vivia na floresta com o filho, razoavelmente próximo ao local da névoa, mas longe o suficiente pra ser seguro. Ele sabia porque a esposa dele, Melinda, contou para ele. Foi assim que ele conseguiu escapar e foi assim que ele conseguiu retornar.

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .