EntreContos

Literatura que desafia.

O Crepúsculo dos Homens (Lucas Maziero)

O homem montado num enorme javali avançava resoluto vulcão acima e o caçador ia atrás.

O mundo seguiu adiante desde o cataclismo. Não havia quem se lembrasse de há quanto tempo a Terra mudou, pois não possuíam qualquer registro sobre o fato, e os que hoje viviam neste mundo caótico mal conheciam a história passada da humanidade. Quase nada restou depois da grande destruição. No entanto, de alguma coisa ainda se lembravam, certos costumes foram mantidos, bem como o culto a divindades antes esquecidas.

Os mais entendidos dentre os homens explicavam que um meteoro, há cerca de um século, colidiu com a Terra, causando-lhe uma notável alteração em sua inclinação axial. O mais catastrófico dos efeitos foi a progressiva desaceleração de sua rotação, de modo que o nosso planeta, inerte, ainda que continuasse em sua órbita ao redor do astro solar, passou a ter uma longa noite gelada de um lado, e um longo dia, de elevadas temperaturas, do outro. A vida tornou-se impossível germinar em meio a estas condições extremas. Mas quem saberia afirmar o contrário?

A natureza, porém, sábia e persistente, como dizem, possibilitou que a vida continuasse a existir em uma zona intermediária: a zona crepuscular. Nessa estreita e medíocre faixa longitudinal, que envolvia o globo de um polo ao outro, espremida entre os dois extremos do planeta, e de condições climáticas favoráveis, humanos e algumas espécies de animais e plantas ainda sobreviviam. As terras hiperbóreas agora compreendiam parte do que antes eram o Chile, a Argentina e outras regiões da América do Sul. A região antípoda compreendia parte da China. No equador encontrava-se uma parcela da África e em outras latitudes parcelas da Arábia, Índia e oceanos. Entretanto, nunca mais houve qualquer comunicação entre os habitantes do boreal ao austral. Enfim, o que restou da humanidade vivia em um estado um tanto ou quanto medieval e, portanto, supersticioso.

 

Martin, o caçador, estava com sede e com raiva também. A cada metro vencido na escalada, o sujeito sobre o javali parecia estar ainda mais longe e mais alto.

— Nunca os alcançarei — dizia consigo. — Maldita a hora em que aquele homem e aquela fera cruzaram o meu caminho. De onde vieram eu não sei, mas o seu propósito eu conheço bem, e por minha vida farei de tudo para impedi-los!

E continuava no encalço do homem, procurando avidamente por saliências de rocha no aclive, por onde pudesse firmar-se e subir. Tinha sobre os ombros um arco e um carcás cheio de setas. O cantil, vazio, há muito foi abandonado. Além da grande distância que os separava, seria improvável flechar homem ou fera, devido aos constantes ventos. Portanto, Martin teria que redobrar suas forças para alcançá-los e ousar um disparo certeiro com o seu arco. Mas ele não ousaria, ainda não, sabia que era arriscado. Poderia errar o alvo e acertar o que o homem trazia pendurado sobre as costas, e então seria o fim.

Santiago desejava alcançar o cume do vulcão, antigamente conhecido como Llullaillaco, hoje novamente um local de adoração a um deus ou demônio obscuro, talvez Wacon ou o próprio Inti, o supremo deus sol.

Em razão das mudanças ocorridas na crosta terrestre, o vulcão Llullaillaco foi remodelado, tendo agora não mais que dois mil metros de altitude e uma nova cratera. O vulcão situava-se no polo norte e, por obra da crença e do fanatismo de homens e mulheres — desejosos de aplacar a ira do deus sol, ou de obter dele favores —, tornou-se um palco de fascínio e de sangue.

Santiago estava ciente da perseguição do caçador.

 

A aldeia de El Perico era uma das muitas aldeias carentes e em desenvolvimento do novo mundo. Os moradores viviam da caça de cervos e da criação de alpacas ou lhamas, que tanto forneciam a lã como a carne, mas esta era consumida apenas em épocas de pouca ou nenhuma caça. A maioria dos homens eram caçadores, cabendo às mulheres a tosquia, a manufatura de vestimentas e o preparo dos alimentos. El Perico estava em paz até a chegada do homem com a criatura, que até então nunca havia sido vista, ou dela tivessem conhecimento.

Santiago, cavalgando o descomunal javali — que por alguma razão lhe obedecia como o faria um cão de caça, ou um cavalo treinado —, irrompeu de repente pela aldeia com um único propósito e prontamente localizou o que veio buscar. O javali, grunhindo e causando pavor nas pessoas, investiu com furor na direção ordenada e, quando se aproximou da vítima, o homem puxou-lhe com força a possante presa recurvada esquerda — ação exaustivamente treinada e aprendida para uma parada brusca e momentânea — e, com a mão direita, agarrou a criança pelo cangote e puxou-a violentamente para junto de si. Logo em seguida, o javali recomeçou a corrida, e desapareceu tão rápido quanto surgiu. Uma seta passou raspando por uma das orelhas de Santiago, e um sorriso sádico delineou-se em seus lábios.

Martin mal podia acreditar no que aconteceu. Nem mesmo em seus mais sombrios pesadelos imaginaria tal cena. Seu filho foi levado por um demônio? E por quê? Eram perguntas que lhe martelavam a mente. A invasão do estranho pela aldeia e o subsequente rapto ocorreram tão inesperadamente que não houve como reagir. A esposa de Martin, acorrendo desesperada ao local onde seu filho esteve, gritava e chorava.

O caçador então conclamou a todos da aldeia e perguntou quem lhe ajudaria a recuperar o seu filho. A situação exigia rapidez e, como ninguém se manifestou — decerto por estarem ainda estupefatos, ou por medo do que conheciam —, Martin arrastou a mulher aos prantos para a casa deles e lá dentro, munindo-se do necessário, prometeu-lhe, antes de partir, devolver-lhe o filho.

Martin correu em perseguição ao seu oponente, levando consigo um aziago pressentimento de que não regressaria à sua aldeia. Este sentimento mordaz deu-lhe ainda mais raiva e energia na corrida.

Enquanto isso, já bem longe da aldeia, Santiago freou a besta e fez uma breve parada para manietar o menino e colocá-lo dentro de uma espécie de gaiola trançada de vime. Estavam em uma escura floresta. Se houvesse alguém naquele momento para observá-los, o observador veria a figura bizarra de um homem carregando com a mão direita algo não muito pesado, e com a mão esquerda puxando, por meio de uma corda, uma fera incomum naqueles lugares.

Sendo Martin um bom caçador, as horas se sucediam sem que ele perdesse o rastro do inimigo. Agora que sua mente raciocinava com mais clareza, ele sabia bem a que destino o seu filho estava sendo levado, e este era o único medo que sentia naquele momento. Ele se culpava por não ter agido com mais presteza, e isto lhe era um tormento. Até que, horas depois, ele viu, ao longe, o homem e a fera chegarem ao sopé vulcão, confirmando então seus temores.

— Então este é o huaca deles — pensou Martin. Acreditava que, além de enfrentar o homem, teria que se haver com um bando de fanáticos, o que lhe fez recriminar intimamente os companheiros que não quiseram acompanhá-lo. Será que conseguiria resgatar o filho? — Irei conseguir!

Apesar de estarem no polo norte, não fazia frio, sequer havia gelo. Contudo, os ventos sopravam constantes, diminuindo um pouco a temperatura. O sol, conservando-se sempre um pouco abaixo da linha do horizonte, oferecia uma luminosidade crepuscular. Faltava pouco para Santiago atingir o topo do vulcão. Martin ainda estava muitos metros abaixo.

Porém, se até aquele momento o javali mostrava-se incansável no galgar as rochas, como se fosse uma cabra montanhesa, agora já não era bem assim. A fera empacou e manifestava irritação, o que desconcertou o homem e favoreceu a Martin, que nesse tempo encurtou a distância entre eles. Além disso, o menino, através das brechas no trançado de sua prisão, reconheceu o pai lá embaixo e com isso começou a debater-se, causando outro contratempo a Santiago.

— Não faça isso, meu adorado — disse consigo Martin, sua voz entrecortada pelo resfolegar. Um medo repentino de que o maldito pudesse livrar-se do menino, lançando-o pela vertente, paralisou-o por um instante.

Todavia, o menino não parava de debater-se, e Santiago relutava em deixar o javali para trás, talvez por ser-lhe um item muito caro. Martin aproximava-se. O homem então desprendeu de suas costas a gaiola e a agitou com brutalidade, tencionando intimidar ainda mais a criança. Ao pai não pareceu bem aquela cena e, com um ato impulsivo, armou o arco e disparou uma seta, que acertou apenas a encosta basáltica.

Santiago entendeu bem o recado, e voltou a gaiola para as costas, com a criança já acalmada. Enfim, sem perder mais tempo, resolveu abandonar o javali e continuar a subida. Que a fera cuidasse do seu perseguidor, considerou ele.

Mais uma vez a distância entre eles aumentou. Perder-se-ia muito tempo escolhendo outros pontos de apoio; por conseguinte, Martin compreendeu que o melhor era seguir a trilha usada pelo inimigo, mas não poderia passar ileso pela criatura, que se mostrava cada vez mais bravia. Do ponto onde estava, seria fácil alvejá-la. E foi o que fez. A primeira seta errou o alvo, pois o vento a desviou. O caçador concentrou-se melhor e atirou segunda vez, acertando o flanco direito do javali, provocando-lhe uma agitação furiosa. Outra seta atingiu-o em um dos olhos, fazendo com que a fera despencasse e rolasse pela vertente.

— Este não será o único sacrifício! — disse consigo Santiago, colérico pela perda de seu animal.

Meia hora depois, Santiago alcançou o topo e desapareceu de vista. O coração de Martin acelerou e ele se tornou imprudente na escalada. Foi subindo sem divisar onde punha os pés e onde agarrava com as mãos, e a sorte, se tal existisse, auxiliou-o, e, em poucos minutos, alcançou também o topo, formado por uma larga protuberância que dava acesso à cratera do vulcão.

Ali, Martin supunha encontrar vários opositores, mas o que viu foi apenas o sujeito e uma mulher, a feiticeira, com a criança em seus braços. Santiago estava esperando por ele, segurando com as duas mãos um bastão, sobre o qual se apoiava de forma desafiadora. O caçador pôs a última seta no arco e disparou, com o intento de acertar o crânio do inimigo. Atingiu-lhe, no entanto, no ombro direito, e ele urrou de dor, lançando-se em seguida na direção de Martin, mal sustendo o bastão. Entrementes, a feiticeira dava continuidade ao ritual de sacrifício, seja lá a que deus ou demônio fosse, acreditando que seu assecla eliminasse o invasor.

Martin desviou-se facilmente da investida de seu oponente, pois este havia perdido a força no ombro ferido. Santiago largou o bastão e atracou-se ao adversário, golpeando-lhe com a testa e tentando derrubá-lo. Martin era atingido e mal conseguia revidar, porquanto não desviava o olhar da feiticeira. Afinal, o caçador contorceu-se e contra-atacou, indo ambos ao solo.

Caindo por cima de Santiago, Martin notou que a seta permanecia fincada no ombro dele. Então, num átimo, arrancou dali a seta e cravou-a no pescoço do maldito, pondo-lhe fim à vida. Erguendo-se, arremessou-se contra a feiticeira, engalfinhando-se com ela. A criança continuava com vida.

Próximos à borda da cratera, a feiticeira puxou da cintura uma faca de osso e rasgou o ventre de Martin. Ele, num último e doloroso esforço, envolveu a megera num abraço tenaz e lançou-se com ela cratera adentro. Antes de caírem, Martin olhou uma última vez para o filho.

O menino, atordoado e faminto, não compreendeu o que se passou, e por horas vagou em torno da protuberância, evitando, por instinto, precipitar-se pelas bordas do topo vulcânico. Chamava pelo pai e pela mãe.

Um grupo de caçadores de El Parico, por fim, chegou ao topo do vulcão e descobriu a criança, agora quase inanida, longe do cadáver de Santiago. Deram então ao menino alimento e cuidados, restituindo-o à mãe quando regressaram à aldeia. Ninguém soube o que aconteceu com Martin.

Tempos depois, Llullaillaco expelia uma fumaça fuliginosa. Talvez o deus sol houvesse despertado, e uma nova catástrofe estava por vir.

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68 comentários em “O Crepúsculo dos Homens (Lucas Maziero)

  1. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    25 de junho de 2017

    Boa noite, senhoras e senhores!

    Como eu havia dito, voltei aqui para comentar os comentários, mas dessa vez serei breve. Caras e caros:

    maziveblog
    Cilas Medi
    Wilson Barros
    Gustavo Araujo
    Wender Lemes
    Bianca Machado
    Marco Aurélio Saraiva
    Raian Moreira
    Sick Mind
    Sabrina Dalbelo
    Iris Franco
    Leo Jardim
    Givago Domingues Thimoti
    Evandro Furtado
    Andreza Araujo
    Pedro Luna
    Thiago de Melo
    Felipe Moreira
    Daniel Reis
    Victor Finkler Lachowski

    Agradeço os seus comentários.

    Agradeço a todos que comentaram, que disponibilizaram seu tempo para ler o meu humilde e fraco conto. De todos os comentários aprendi um bom tanto, e esse bom tanto era o que estava faltando para o meu aprendizado como escritor (além do que ainda falta). Alguns comentários foram elogiosos e construtivos, outros nem tanto elogiosos mas nem por isso menos construtivos; apurando, compreendi que pequei exagerando na descrição (desnecessária), no usar palavras que não caíram bem e no tal do show/don´t tell (que foi perfeitamente explicado pelo Fábio Baptista), além de ter criado personagens rasos que não causaram uma mínima empatia pelo leitor. Com certeza os toques dados pelos companheiros escritores serão aproveitados por mim.

    Quando escrevi esse conto, não parti do pressuposto de que seria bem recebido, pois, primeiramente, eu desejava muito participar do Entrecontos, site este que me foi recomendado há pelo menos 3 anos, e só agora consegui participar; mas nem por isso eu o escrevi de qualquer jeito, escrevi acreditando dar o meu melhor, muito embora eu desconhecesse essas falhas que me foram alertadas.

    Peço desculpa se fui injusto com algum conto. Agradeço quem conseguiu gostar pelo menos um pouco do meu conto, e também a quem não gostou nem um pouco, pois essa é a beleza da coisa.

    Um abração a todos, e eu espero participar do próximo desafio! 🙂

  2. Victor Finkler Lachowski
    23 de junho de 2017

    Olá autor(a). Achei bem bacana seu conto
    O tema está presente parcialmente, apenas o elemento javali está presente, foi uma adequação bem vaga, cabendo mais a interpretação do leitor.
    Encontrei certa quantidade de erros, como falta de artigos na junção de palavras, fora isso estava tudo correto. Boa escolha de palavras e gostei da narrativa.
    Foi bem criativo, particularmente, gosto do tema pós-apocalíptico, porém, 100 anos me parece um tempo muito curto para regredirmos ao universo que nos é apresentado no conto, somente se já fosse uma sociedade primitiva antes do impacto do meteoro. Gostei muito da explicação geográfica sobre como o planeta foi alterado, mostrou muita pesquisa e preocupação, um ponto bem alto.
    O enredo é Ok, a jornada de resgate do filho pelo pai, não original, mas me entreteve, gostei das descrições das paisagens e da ambientação, bem detalhistas. Achei que os confrontos (como do javali e do final) muito fracos, entendo as limitações por conta do número de palavras, mas ficaram bem vazios e não instigavam preocupação com o personagem ou tensão.
    Apesar dos pontos negativos eu realço os pontos positivos do seu conto, mostram um futuro promissor, um bom conto.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  3. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    O Crepúsculo dos Homens (Ar-Pharazôn)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: relativa, os elementos estão lá, ainda que não formem a imagem do desafio.

    ASPECTOS TÉCNICOS: o autor tem uma notável riqueza vocabular, ainda que a escolha dessas palavras menos usuais atrapalhe em algumas partes. O enredo é compatível com o estilo escolhido, ainda que o limite de palavras do desafio tenha exigido uma certa aceleração na narrativa.

    EFEITO: impossível não pensar em Senhor dos Anéis, ainda que situada a história em nosso “universo” de continentes – e que esses continentes estejam relativamente bagunçados, entre a cultura maia (ou asteca, não sei) no polo norte… no geral, um conto bom. Parabéns!

  4. Felipe Moreira
    23 de junho de 2017

    Muito criativo esse texto. A premissa é muito boa e de longe o melhor conto que tenha seguido por essa linha fantástica, pós-apocalíptica. A introdução cria atmosfera excelente e a aventura que se segue com Martin e Santiago.
    A narrativa é bem segura e está muito bem escrito, parágrafo por parágrafo. Daria um curta ou o piloto de uma série facilmente.

    Parabéns e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Ar-Pharazôn,
    Uma história muito interessante a sua. A parte que mais gostei, disparado, foi a ideia de que um meteoro teria parado a rotação da terra e que haveria apenas uma faixa vital no planeta, em eterno crepúsculo, onde a vida ainda seria possível. Sensacional. Gostei muito dessa ideia e só imaginar essa realidade já fez o seu conto valer a leitura.
    Provavelmente outras pessoas vão falar com você sobre os problemas de concordância e gramática, então não vou entrar nesses detalhes.
    Apesar de ter gostado da ideia do seu conto, achei que no início você perdeu um pouco de tempo com descrições desnecessárias.
    Por exemplo:
    “Os moradores viviam da caça de cervos e da criação de alpacas ou lhamas, que tanto forneciam a lã como a carne, mas esta era consumida apenas em épocas de pouca ou nenhuma caça. A maioria dos homens eram caçadores, cabendo às mulheres a tosquia, a manufatura de vestimentas e o preparo dos alimentos” – essa parte pesou um pouco no texto e não trouxe muitas informações úteis para entender o mundo que você criou e nem a ação que se desenrolaria na sua narrativa.
    Apesar desses problemas, gostei do texto. A construção do seu mundo pós-apocalíptico foi muito legal. O enredo foi bastante interessante também.
    Parabéns.

  6. Pedro Luna
    21 de junho de 2017

    O conto foi inspirado em Torre Negra? kk. Pelo menos o início me remeteu na hora

    “O homem montado num enorme javali avançava resoluto vulcão acima e o caçador ia atrás.”

    Bom, eu gostei do conto, mas acho que a ambientação poderia ser construída sem o tom didático do início. A explicação de como era o mundo e como ficou, até mesmo o reposicionamento dos continentes, países, não faria falta se fosse deixado de lado. Acredito que até um simples: IDADE MÉDIA, escrito no início já pouparia uns três parágrafos. Pior ainda pq são o início do conto, então aborrecem um pouco o leitor. Porém, a destreza do autor em narrar cenas de ação e perseguição ajudaram o conto a se reerguer e por isso, no fim, acabei gostando.

    • Pedro Luna
      21 de junho de 2017

      Bom, para não soar tão aleatória a crítica, digo que PARA MIM, não fez muita diferença a enxurrada de informações do começo. Preferiria que essas informações fossem ou limadas, ou inseridas no conto aos poucos, e não como explicação de livro de história bem no começo do conto.

      Mas gostei da leitura, irmão (ou seria irmã?), abraço

  7. Andreza Araujo
    21 de junho de 2017

    Adorei o título e também a premissa do conto. Aqui, vemos um mundo pós-apocalíptico diferente, como se o ser humano que conhecemos tivesse regredido (mas na verdade não sabemos quando ocorreu o “cataclismo” citado, então talvez a humanidade sequer tenha chegado a se modernizar).

    Achei as suas explicações sobre o que houve com o planeta bem plausíveis, me interessei por completo e não achei com cara de conteúdo didático (isto foi um elogio, ok? Kkk). Um século parece pouco para causar tantas transformações no planeta (mesmo com a nova inclinação e tempo de rotação do planeta), mas posso estar equivocada, pois não tenho conhecimento na área.

    As cenas de ação ficaram um pouco extensas e algumas vezes me peguei entediada, porém não sei se havia outro modo de narrar tais partes, então acredito que a quantidade de cenas de ação tenha sido necessária. Por fim, concluo que gostei bastante da sua narrativa, a história é agradável e criativa, e o final foi interessante (tem a dose certa de felicidade quando o menino sobrevive, e a contrapartida da tragédia anunciada num possível evento catastrófico a se aproximar).

  8. Evandro Furtado
    21 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto pós-apocalíptico destaca-se pela excelente ambientação, surpreendente pelo pouco espaço. O autor é capaz de dar uma perspectiva completa acerca do universo no qual a história acontece sem sacrificar o enredo para isso. Outro ponto interessante é a capacidade de criar suspense, sobretudo no momento da escalada.

    C: A história é bem constituída, apoiando-se sobre a estupenda ambientação. Os personagens, por consequencia, são bem desenvolvidos.

    F: Interessante a escolha do autor em quebrar a linearidade da narrativa. Isso concede um caráter diferente ao conto, sobretudo no que se refere à perspectiva em relação aos dois personagens principais. No inicio, a impressão das figuras do antagonista e do protagonista são completamente reversas àquelas concedidas durante o restante do texto, o que revela um excelente desenvolvimento.

  9. Givago Domingues Thimoti
    19 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado
    Criatividade: Mais uma história de apocalipse… Média para alta
    Emoção: O impacto foi médio. O inicio do texto foi muito lento e entediante (Desculpa!), enquanto o final foi rápido demais.
    Enredo: O fato é que a explicação do que aconteceu com a Terra acabou gastando palavras desnecessárias, além de criar dúvidas sobre a verossimilhança do apocalipse (Acho que essa faixa de terra não seria muito habitável. Ainda assim, opinião minha)
    Gramática: Não notei nada de errado.

  10. Leo Jardim
    19 de junho de 2017

    O Crepúsculo dos Homens (Ar-Pharazôn)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): bem desenvolvida e dosada. Embora gaste palavras demais descrevendo a situação do mundo (não acrescentaram tanto à trama e me geraram dúvidas sobre a ciência por trás disso), criou tensão e resolveu o conflito de maneira satisfatória. Descrever cenas de ação costuma necessitar de muitas palavras e, talvez por ter poucas sobrando, a cena final tenha sido menos do que eu esperava. Não foi ruim, mas o texto criou uma ótima expectativa (gastando palavras com isso) e fiquei totalmente preso para saber o que ia acontecer. Acabou que a realização foi um pouco menor que a expectativa.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, narra bem, com propriedade, o autor saber o que está fazendo. O único porém aqui é o mesmo que já disse acima: saber dosar melhor os espaços de cada parte do conto.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): um universo pós-apocalíptico como muitos outros, mas com um toque de personalidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): a mala era na verdade uma gaiola com o menino dentro, mas não descontei pontos por isso (e o autor explicou a ilusão causada pela floresta escura).

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): gostei do conto, cria tensão e prende a leitura. Perde uma pontinhos aqui pelo final menos impactante que eu esperava. Poderia, por exemplo, valorizar mais o sacrifício de Martin e dar mais destaque para Salazar. Outra sugestão seria resumir mais o que ocorreu após Martin cair no vulcão. Duas ou três frases depois da cena de impacto. Se for mais que isso, acaba diluindo…

    • Leo Jardim
      19 de junho de 2017

      Não sei de onde tirei Salazar. Quis dizer, Santiago :/

  11. Iris Franco
    18 de junho de 2017

    Ar-Pharazôn…aaaa, vc é um fofo/fofa! 🙂

    Boa sorte no desafio!

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .