EntreContos

Literatura que desafia.

O Crepúsculo dos Homens (Ar-Pharazôn)

O homem montado num enorme javali avançava resoluto vulcão acima e o caçador ia atrás.

O mundo seguiu adiante desde o cataclismo. Não havia quem se lembrasse de há quanto tempo a Terra mudou, pois não possuíam qualquer registro sobre o fato, e os que hoje viviam neste mundo caótico mal conheciam a história passada da humanidade. Quase nada restou depois da grande destruição. No entanto, de alguma coisa ainda se lembravam, certos costumes foram mantidos, bem como o culto a divindades antes esquecidas.

Os mais entendidos dentre os homens explicavam que um meteoro, há cerca de um século, colidiu com a Terra, causando-lhe uma notável alteração em sua inclinação axial. O mais catastrófico dos efeitos foi a progressiva desaceleração de sua rotação, de modo que o nosso planeta, inerte, ainda que continuasse em sua órbita ao redor do astro solar, passou a ter uma longa noite gelada de um lado, e um longo dia, de elevadas temperaturas, do outro. A vida tornou-se impossível germinar em meio a estas condições extremas. Mas quem saberia afirmar o contrário?

A natureza, porém, sábia e persistente, como dizem, possibilitou que a vida continuasse a existir em uma zona intermediária: a zona crepuscular. Nessa estreita e medíocre faixa longitudinal, que envolvia o globo de um polo ao outro, espremida entre os dois extremos do planeta, e de condições climáticas favoráveis, humanos e algumas espécies de animais e plantas ainda sobreviviam. As terras hiperbóreas agora compreendiam parte do que antes eram o Chile, a Argentina e outras regiões da América do Sul. A região antípoda compreendia parte da China. No equador encontrava-se uma parcela da África e em outras latitudes parcelas da Arábia, Índia e oceanos. Entretanto, nunca mais houve qualquer comunicação entre os habitantes do boreal ao austral. Enfim, o que restou da humanidade vivia em um estado um tanto ou quanto medieval e, portanto, supersticioso.

 

Martin, o caçador, estava com sede e com raiva também. A cada metro vencido na escalada, o sujeito sobre o javali parecia estar ainda mais longe e mais alto.

— Nunca os alcançarei — dizia consigo. — Maldita a hora em que aquele homem e aquela fera cruzaram o meu caminho. De onde vieram eu não sei, mas o seu propósito eu conheço bem, e por minha vida farei de tudo para impedi-los!

E continuava no encalço do homem, procurando avidamente por saliências de rocha no aclive, por onde pudesse firmar-se e subir. Tinha sobre os ombros um arco e um carcás cheio de setas. O cantil, vazio, há muito foi abandonado. Além da grande distância que os separava, seria improvável flechar homem ou fera, devido aos constantes ventos. Portanto, Martin teria que redobrar suas forças para alcançá-los e ousar um disparo certeiro com o seu arco. Mas ele não ousaria, ainda não, sabia que era arriscado. Poderia errar o alvo e acertar o que o homem trazia pendurado sobre as costas, e então seria o fim.

Santiago desejava alcançar o cume do vulcão, antigamente conhecido como Llullaillaco, hoje novamente um local de adoração a um deus ou demônio obscuro, talvez Wacon ou o próprio Inti, o supremo deus sol.

Em razão das mudanças ocorridas na crosta terrestre, o vulcão Llullaillaco foi remodelado, tendo agora não mais que dois mil metros de altitude e uma nova cratera. O vulcão situava-se no polo norte e, por obra da crença e do fanatismo de homens e mulheres — desejosos de aplacar a ira do deus sol, ou de obter dele favores —, tornou-se um palco de fascínio e de sangue.

Santiago estava ciente da perseguição do caçador.

 

A aldeia de El Perico era uma das muitas aldeias carentes e em desenvolvimento do novo mundo. Os moradores viviam da caça de cervos e da criação de alpacas ou lhamas, que tanto forneciam a lã como a carne, mas esta era consumida apenas em épocas de pouca ou nenhuma caça. A maioria dos homens eram caçadores, cabendo às mulheres a tosquia, a manufatura de vestimentas e o preparo dos alimentos. El Perico estava em paz até a chegada do homem com a criatura, que até então nunca havia sido vista, ou dela tivessem conhecimento.

Santiago, cavalgando o descomunal javali — que por alguma razão lhe obedecia como o faria um cão de caça, ou um cavalo treinado —, irrompeu de repente pela aldeia com um único propósito e prontamente localizou o que veio buscar. O javali, grunhindo e causando pavor nas pessoas, investiu com furor na direção ordenada e, quando se aproximou da vítima, o homem puxou-lhe com força a possante presa recurvada esquerda — ação exaustivamente treinada e aprendida para uma parada brusca e momentânea — e, com a mão direita, agarrou a criança pelo cangote e puxou-a violentamente para junto de si. Logo em seguida, o javali recomeçou a corrida, e desapareceu tão rápido quanto surgiu. Uma seta passou raspando por uma das orelhas de Santiago, e um sorriso sádico delineou-se em seus lábios.

Martin mal podia acreditar no que aconteceu. Nem mesmo em seus mais sombrios pesadelos imaginaria tal cena. Seu filho foi levado por um demônio? E por quê? Eram perguntas que lhe martelavam a mente. A invasão do estranho pela aldeia e o subsequente rapto ocorreram tão inesperadamente que não houve como reagir. A esposa de Martin, acorrendo desesperada ao local onde seu filho esteve, gritava e chorava.

O caçador então conclamou a todos da aldeia e perguntou quem lhe ajudaria a recuperar o seu filho. A situação exigia rapidez e, como ninguém se manifestou — decerto por estarem ainda estupefatos, ou por medo do que conheciam —, Martin arrastou a mulher aos prantos para a casa deles e lá dentro, munindo-se do necessário, prometeu-lhe, antes de partir, devolver-lhe o filho.

Martin correu em perseguição ao seu oponente, levando consigo um aziago pressentimento de que não regressaria à sua aldeia. Este sentimento mordaz deu-lhe ainda mais raiva e energia na corrida.

Enquanto isso, já bem longe da aldeia, Santiago freou a besta e fez uma breve parada para manietar o menino e colocá-lo dentro de uma espécie de gaiola trançada de vime. Estavam em uma escura floresta. Se houvesse alguém naquele momento para observá-los, o observador veria a figura bizarra de um homem carregando com a mão direita algo não muito pesado, e com a mão esquerda puxando, por meio de uma corda, uma fera incomum naqueles lugares.

Sendo Martin um bom caçador, as horas se sucediam sem que ele perdesse o rastro do inimigo. Agora que sua mente raciocinava com mais clareza, ele sabia bem a que destino o seu filho estava sendo levado, e este era o único medo que sentia naquele momento. Ele se culpava por não ter agido com mais presteza, e isto lhe era um tormento. Até que, horas depois, ele viu, ao longe, o homem e a fera chegarem ao sopé vulcão, confirmando então seus temores.

— Então este é o huaca deles — pensou Martin. Acreditava que, além de enfrentar o homem, teria que se haver com um bando de fanáticos, o que lhe fez recriminar intimamente os companheiros que não quiseram acompanhá-lo. Será que conseguiria resgatar o filho? — Irei conseguir!

Apesar de estarem no polo norte, não fazia frio, sequer havia gelo. Contudo, os ventos sopravam constantes, diminuindo um pouco a temperatura. O sol, conservando-se sempre um pouco abaixo da linha do horizonte, oferecia uma luminosidade crepuscular. Faltava pouco para Santiago atingir o topo do vulcão. Martin ainda estava muitos metros abaixo.

Porém, se até aquele momento o javali mostrava-se incansável no galgar as rochas, como se fosse uma cabra montanhesa, agora já não era bem assim. A fera empacou e manifestava irritação, o que desconcertou o homem e favoreceu a Martin, que nesse tempo encurtou a distância entre eles. Além disso, o menino, através das brechas no trançado de sua prisão, reconheceu o pai lá embaixo e com isso começou a debater-se, causando outro contratempo a Santiago.

— Não faça isso, meu adorado — disse consigo Martin, sua voz entrecortada pelo resfolegar. Um medo repentino de que o maldito pudesse livrar-se do menino, lançando-o pela vertente, paralisou-o por um instante.

Todavia, o menino não parava de debater-se, e Santiago relutava em deixar o javali para trás, talvez por ser-lhe um item muito caro. Martin aproximava-se. O homem então desprendeu de suas costas a gaiola e a agitou com brutalidade, tencionando intimidar ainda mais a criança. Ao pai não pareceu bem aquela cena e, com um ato impulsivo, armou o arco e disparou uma seta, que acertou apenas a encosta basáltica.

Santiago entendeu bem o recado, e voltou a gaiola para as costas, com a criança já acalmada. Enfim, sem perder mais tempo, resolveu abandonar o javali e continuar a subida. Que a fera cuidasse do seu perseguidor, considerou ele.

Mais uma vez a distância entre eles aumentou. Perder-se-ia muito tempo escolhendo outros pontos de apoio; por conseguinte, Martin compreendeu que o melhor era seguir a trilha usada pelo inimigo, mas não poderia passar ileso pela criatura, que se mostrava cada vez mais bravia. Do ponto onde estava, seria fácil alvejá-la. E foi o que fez. A primeira seta errou o alvo, pois o vento a desviou. O caçador concentrou-se melhor e atirou segunda vez, acertando o flanco direito do javali, provocando-lhe uma agitação furiosa. Outra seta atingiu-o em um dos olhos, fazendo com que a fera despencasse e rolasse pela vertente.

— Este não será o único sacrifício! — disse consigo Santiago, colérico pela perda de seu animal.

Meia hora depois, Santiago alcançou o topo e desapareceu de vista. O coração de Martin acelerou e ele se tornou imprudente na escalada. Foi subindo sem divisar onde punha os pés e onde agarrava com as mãos, e a sorte, se tal existisse, auxiliou-o, e, em poucos minutos, alcançou também o topo, formado por uma larga protuberância que dava acesso à cratera do vulcão.

Ali, Martin supunha encontrar vários opositores, mas o que viu foi apenas o sujeito e uma mulher, a feiticeira, com a criança em seus braços. Santiago estava esperando por ele, segurando com as duas mãos um bastão, sobre o qual se apoiava de forma desafiadora. O caçador pôs a última seta no arco e disparou, com o intento de acertar o crânio do inimigo. Atingiu-lhe, no entanto, no ombro direito, e ele urrou de dor, lançando-se em seguida na direção de Martin, mal sustendo o bastão. Entrementes, a feiticeira dava continuidade ao ritual de sacrifício, seja lá a que deus ou demônio fosse, acreditando que seu assecla eliminasse o invasor.

Martin desviou-se facilmente da investida de seu oponente, pois este havia perdido a força no ombro ferido. Santiago largou o bastão e atracou-se ao adversário, golpeando-lhe com a testa e tentando derrubá-lo. Martin era atingido e mal conseguia revidar, porquanto não desviava o olhar da feiticeira. Afinal, o caçador contorceu-se e contra-atacou, indo ambos ao solo.

Caindo por cima de Santiago, Martin notou que a seta permanecia fincada no ombro dele. Então, num átimo, arrancou dali a seta e cravou-a no pescoço do maldito, pondo-lhe fim à vida. Erguendo-se, arremessou-se contra a feiticeira, engalfinhando-se com ela. A criança continuava com vida.

Próximos à borda da cratera, a feiticeira puxou da cintura uma faca de osso e rasgou o ventre de Martin. Ele, num último e doloroso esforço, envolveu a megera num abraço tenaz e lançou-se com ela cratera adentro. Antes de caírem, Martin olhou uma última vez para o filho.

O menino, atordoado e faminto, não compreendeu o que se passou, e por horas vagou em torno da protuberância, evitando, por instinto, precipitar-se pelas bordas do topo vulcânico. Chamava pelo pai e pela mãe.

Um grupo de caçadores de El Parico, por fim, chegou ao topo do vulcão e descobriu a criança, agora quase inanida, longe do cadáver de Santiago. Deram então ao menino alimento e cuidados, restituindo-o à mãe quando regressaram à aldeia. Ninguém soube o que aconteceu com Martin.

Tempos depois, Llullaillaco expelia uma fumaça fuliginosa. Talvez o deus sol houvesse despertado, e uma nova catástrofe estava por vir.

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24 comentários em “O Crepúsculo dos Homens (Ar-Pharazôn)

  1. Olisomar Pires
    22 de maio de 2017

    1, Tema: quase ausente;

    2. Criatividade: Normal. Sacrificio humano, vítima raptada, herói para o resgate.

    3. Enredo: A descrição do ambiente, da nova Terra, ficou muito boa, convincente.

    Talvez tenha tomado muito espaco dos personagens e as razões de cada um, o que criaria mais empatia, seja com o garoto, com o pai ou com os vilões.

    Tem um ritmo bom pra esse tipo de texto.

    O encontro da criança foi meio abrupto pelo final do quantitativo das palavras, mas tá valendo.

    4. Escrita: Boa, sem erros que eu tenha notado. Bom estilo de aventura.

    5. Impacto: médio.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    22 de maio de 2017

    Achei o conto médio. As descrições de como o mundo havia se tornado não me agradaram. Acho sempre melhor quando as explicações são dadas no decorrer da história. Uma aventura num mundo pós-apocalíptico com uma trama confusa, ao meu ver. O menino foi sequestrado para ser oferecido em sacrifício, mas, qual era a finalidade da entrega da vida da criança? As cenas de luta foram narradas de forma adequada, no entanto, o final, para mim, ficou nebuloso, sem impacto, justamente, por não me dar uma boa explicação para o rapto da criança. Boa sorte.

  3. Roselaine Hahn
    22 de maio de 2017

    Olá, Ar-Pharazôn, o palavreado difícil já começa no pseudônimo. Não é muito a minha praia esse gênero, por isso me disperso na leitura, mas isso é problema meu. A narrativa funciona bem, tem fôlego, com alguns estranhamentos, como a introdução muito longa, com descrição em excesso de questões geográficas, aclives e declives, etc. Os diálogos muito explicadinhos, aliás, pensamentos dispensam travessões. A parte final me prendeu mais, maior ação, tens potencial para investir nessa seara. O palavreado rebuscado quebrou a fluidez da narrativa, acho que não combinou muito com a história. Go ahead! Abçs.

  4. Priscila Pereira
    22 de maio de 2017

    Oi Ar, seu texto é bem interessante, achei criativa e estória. Como mãe, pude sentir o desespero do pai tentando salvar seu filho, o que foi bem legal. A parte explicativa do conto ficou muito didática, você poderia ter feito de outro modo, mesmo gostando das explicações, me senti lendo um livro de história na escola. No geral eu gostei, apesar de ter que forçar um pouquinho para aceitar a imagem dentro do conto.

  5. Roselaine Hahn
    22 de maio de 2017

    Olá, Ar-Pharazôn, as palavras difíceis já começam no pseudônimo. Interessante a temática escolhida, não é muito a minha praia o gênero da fantasia, confesso que tendo a me dispersar, mas isso é problema meu, né. Vamos ao texto: achei a introdução muito longa, com detalhamentos geográficos,aclives e declives desnecessários. A parte final do conto me prendeu mais, conseguiu imprimir um ritmo na ação. Achei os diálogos muito descritivos e o palavreado difícil roubou várias cenas bem contadas. Concluindo, a história tem um bom fôlego, um ajuste aqui, outro acolá, e estará pronto para incendiar aldeias. Go ahead! abçs.

  6. Brian Oliveira Lancaster
    22 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: O texto tem uma pegada pós-apocalíptica maia, que dá um tom único à atmosfera apresentada. Tem seu charme, apesar de achar falta de maior presença do javali e de seu companheiro.
    G: As explicações iniciais ficariam melhores em negrito, bem como algumas no meio do texto, evitando, assim, explicações no meio da ação. A parte de cavalgar um javali foi a mais interessante, pois a subida ao topo pareceu um pouco apressada. Pontos pela inventividade ao associar lendas mexicanas ao contexto, deixando um ar de Indiana Jones. Como mencionado acima, não consegui me importar tanto com o personagem principal, talvez faltasse descrevê-lo um pouco mais ou dar-lhe alguma característica mais marcante. Já, ao contrário, o javali tem bastante presença. Mas no final estava torcendo para que todos morressem e o javali virasse o dono do topo do mundo.
    O: A escrita flui bem. A única frase que me incomodou foi essa: “A vida tornou-se impossível germinar em meio…”. Não ficaria melhor “Tornou-se impossível germinar vida em meio a…”?

  7. Fil Felix
    22 de maio de 2017

    Bom dia! O que mais me chamou atenção (e gostei) no conto é a forma como recriou o mundo, após o suposto meteoro. Muito legal colocar a Terra numa outra posição, com velocidade alterada e as pessoas vivendo no meio termo, com o eterno crepúsculo, ficou uma descrição muito bonita! Não parei pra raciocinar muito (como as consequências da Terra diminuir sua velocidade, que ia parecer um carro batendo), só entrei na magia e os termos mais técnicos venderam a ideia, o que é ótimo. Em relação ao tema, ele está presente na forma do Javali que serve de meio de transporte. Alguns pontos gostei, como a subida pelo entorno do vulcão, o suicídio pra salvar o filho, o lance das flechas sendo alteradas pelo vento, mas em outros pontos a história, propriamente dita, não achei tão empolgante quanto o ambiente foi.

  8. catarinacunha2015
    22 de maio de 2017

    INÍCIO arrasador. Ação enlouquecedora em pouquíssimas palavras. Já valeu a viagem.
    Feliz TRADUÇÃO DA IMAGEM. O ambiente catastrófico foi muito bem construído e a ação intensa não exigiu muita evolução dos personagens; mas senti falta. A frase “A criança continuava com vida.” Tirou um pouco do suspense. Fica a dica.
    EFEITO sessão da tarde. Diversão simples, sem grandes reflexões e recheada de imagens. Cabe pipoca.

  9. Vitor De Lerbo
    21 de maio de 2017

    Gostei de imaginar o mundo pós apocalíptico de sua criação, é interessante.

    A falta de concordância em determinados pontos do texto acabam tirando a atenção do leitor.

    Algo que me casou certa estranheza foi a utilização de travessões nos momentos que o protagonista está ou falando sozinho ou pensando. Pessoas falando sozinhas normalmente tiram a credibilidade de uma história, a não ser que a personagem tenha problemas psíquicos; e, para os pensamentos, não há necessidade de abrir diálogo. Acaba ficando a ideia de que há mais alguém junto dele, o que o leitor leva um tempo pra perceber que não existe.

    O final do conto me agradou.

    Boa sorte!

  10. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Oi, tudo bem?

    Primeiramente parabéns pela imaginação, tema bem difícil.

    Percebo que seu conto é mais para os que gostam de Senhor dos Anéis e enredos similares, textos que têm a característica de extrema descrição.

    Não é o perfil dos livros que gosto, então não sei se minha opinião vai ser útil ao seu estilo, pois sei que tem público fanático por este tipo de texto. Então considere minha opinião com muita restrição.

    A primeira parte tiraria inteira, seria mais interessante se o texto começasse a partir desta parte: “Martin, o caçador, estava com sede e com raiva também. A cada metro vencido na escalada, o sujeito sobre o javali parecia estar ainda mais longe …”

    Por que eu ficaria muito curiosa para saber por qual motivo Martin está com raiva e instigaria muito mais a ler o texto. Repito, veja minha crítica com um pé atrás, porque sei que tem público para seu texto.

    Não gostei da descrição da aldeia no meio da perseguição, quebrou o texto completamente. Estava num momento de aventura, a história legal e, de repente, a descrição da cidade. Ou, caso quisesse fazer a descrição da cidade, colocar em outro momento ou de outro jeito.

    Tirou a empolgação do texto.

    Por fim, acredito que seria mais legal revelar o motivo da perseguição no final, tentar focar mais na perseguição.

    Erros de gramática todo mundo tem, se eu apontar que você tem erros é óbvio, PORQUE TODO MUNDO TEM. Não vi nada de muito espantoso que chamasse minha atenção.

    Mas, meu…seu texto dá um livro muito bom. Repito, leve minhas considerações com cuidado, novamente: tem público!

    Sucesso!

  11. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Ar-Pharazôn,
    Gramática – Deve revisar a concordância. Isso prejudica a leitura porque o cérebro fica se questionando se está certo ou não.
    Criatividade – Eu gostei de pensar em como a história poderia ter se configurado se houvesse mais tempo e se pudesse usar mais palavras. Talvez essas lacunas não estariam aí.
    Adequação ao tema proposto – Para mim, está ok, apesar de o javali ser um enfeite para o conto. Nem precisaria estar nas sequências. É dispensável. E é por isso que não conta se pensarmos que deveríamos ter o javali como elemento da história. Lógico, talvez não precisasse ser tanto, mas aqui, foi de menos.
    Emoção – Nenhuma despertada, infelizmente. Estava esperando muita ação pelo fato de ele estar sendo perseguido no começo.
    Enredo Começo, meio e fim, até que ok. Mas tem muita descrição. É uma atrás da outra. E contar uma história, não é o mesmo que mostrar o que acontece.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

    Em tempo: gostei do título.

  12. Gilson Raimundo
    21 de maio de 2017

    O texto é narrado de uma forma coloquial salpicado por palavras nobres como assecla, divisar (onde punha os pés ), protuberância, setas (deveria ter usado a boa e eficaz flecha). Átimo é uma palavra criada apenas para tornar textos esnobes. Fica parecendo uma garota bonita com maquinagem errada. A história foi agita e tem possibilidades com este mundo pós apocalíptico, a ideia de um mundo com zona segura entre o quente e frio foi bem explorada ( lembro de um episódio de Bem 10 e das crônicas de Ridick ). No fim deixar um pouco a desejar por ocultar a motivação de tudo aquilo.Quem era a feiticeira? Quem era o homem do javali? Faltou uma continuação.

  13. Olá, Ar,
    Tudo bem?
    Você optou por um texto de fantasia. Uma saga que, bem trabalhada, tem fôlego para uma narrativa bem mais longa.
    Não sou especialista no gênero, mas a impressão que tive foi a de que o conto havia sido “recortado” de um outro trabalho seu. Isso não é problema. Digo isso, apenas, pela maneira que você apresentou seus personagens como, por exemplo, a feiticeira, já posicionada na boca do vulcão, e em plena ação, como se o leitor já a conhecesse previamente.
    O interessante no desafio é como cada leitor recebe aquilo que você preparou para ele. No meu caso, gostei muito da introdução. A continuidade, para mim, perdeu um pouco o ritmo. Talvez pela pressa de entregar o trabalho, talvez pelo limite de palavras imposto. Ainda assim, creio que este seja um texto no qual você poderia investir muito mais, independente da participação no Desafio.
    Boa sorte no certame.
    Beijos
    Paula Giannini

  14. Antonio Stegues Batista
    21 de maio de 2017

    O autor tem boa imaginação, criou um mundo apocalíptico bem interessante e verossímil. A escrita é boa, mas a historia é fraca, parece parte de uma história maior e o tema-imagem ficou superficial. Li o conto como se entrasse no cinema com o filme já em andamento. Mas, a obra não é de toda ruim. Melhores dias virão. É com a prática e a leitura, que se aperfeiçoa a escrita.

  15. Neusa Maria Fontolan
    21 de maio de 2017

    Tudo já foi dito aqui, então não vou te chatear com isso novamente.
    Digo o seguinte: acho que você tem grande jeito para a escrita, então insista sempre. Os tombos estão aí, mas nós somos bem capazes de nos levantar e continuar.
    Quero ler seu próximo conto
    um abraço

  16. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Olá!! Pois é, não é… cansou.
    A primeira parte é desnecessária, está um texto bem trabalhado, repleto de palavras dificeis, q gosto, mas acho até q algumas estão deslocadas no sentido e na importância.
    O que acontece depois poderia acontecer em qualquer cenário, não precisava disto tudo e ocupou espaço que vc precisava pra construir os personagens, nao sabemos nada sobre Martin, a feiticeira e o cara do javali, sequer do javali..quem é ele? como vive? do q se alimenta? nem o globo reporter se interessou pelo nosso mascote?
    Vc tem a veia do escritor, vamos ajustar algumas coisas que o aprimoramento só vai nos ser proveitoso, ok?
    Abração

  17. braxit
    21 de maio de 2017

    Cansou um pouco ler, até cansou. Mas como esse pessoal usa termos bonitos, não?

  18. Lee Rodrigues
    21 de maio de 2017

    Caro autor, apesar da sua ideia ter sido boa, ela foi sufocada por detalhamentos geográficos que não acrescentaram da forma – que creio – que você esperava, ao contrário, em algumas partes, na minha opinião, ficou cansativo.

    Acredito que a sua intenção tenha sido criar a atmosfera pós-apocalíptica, mas foi tanta informação do pedaço de terra que foi para um lado e para o outro, que no fim embaralhou tudo e o que importava mesmo era a o conflito familiar e situação no cume do vulcão, que poderia ter sido melhor explorada, inclusive no que tange a sacrifícios.

    Talvez, pelos motivos acima, e pouca exploração dos sentimentos dos seus personagens, eu não tenha sentido empatia.

    Quanto à adequação da imagem, ficou superficial, mesmo tendo a presença do javali.

    Mas olha, você tem uma mente fértil, bem direcionada, vai longe. Leia mais, escreva mais, não fique triste se os comentários não chegarem bem da forma que você quer, ao contrário, peneire as dicas, use-as a seu favor. Esse exercício vai aprimorar as suas construções.

  19. Milton Meier Junior
    20 de maio de 2017

    A história é interessante, mas a falta – repetidas vezes – de concordância, me fez perder um pouco o interesse. Preste mais atenção nisso da próxima vez. Por melhor que seja o conto, a narrativa fica truncada e o leitor passa a prestar mais atenção nos erros gramaticais do que na história em si.

  20. juliana calafange da costa ribeiro
    20 de maio de 2017

    O começo estava interessante, mas não consegui me envolver na história. A narrativa pareceu muito distante. Aquele velho papo de “show it, don’t tell it”. Sinto falta de vc acrescentar profundidade ao protagonista, não sei se com diálogos, ou talvez com algum momento de ternura, isso humanizaria e aproximaria o leitor do personagem.
    Tb não gostei do enorme parágrafo explicando como o mundo “acabou”. Acho q não é relevante pro conto (não se ofenda, eu tomei a mesma crítica no meu primeiro desafio aqui e acho q o pessoal tinha razão, afinal…). Fica tudo meio clichê, sabe? Sem surpresas. Acho que se vc reescrever, com mais tempo, vai ficar muito legal. Parabéns!

  21. Ana Monteiro
    20 de maio de 2017

    Olá Al. O seu conto entra bem no fantástico. Confesso que tropecei algumas vezes na leitura. O conto tem um início bem construído, mas depois passa de repente para o meio da ação, vindo mais tarde e sem explicação mostrar o seu início. Foi um pouco confuso. A conjugação verbal também não ajuda a uma melhor compreensão, uma vez que sai muitas da necessária concordância. Posto aquilo que acho que poderia melhorar, passo à apreciação global levando em conta as linhas propostas pelo Gustavo. Acho que ao nível de criatividade está muito bom, pecando apenas por uma certa atrapalhação talvez ditada pela necessidade de não exceder o limite de palavras. A adequação ao tema proposto é relativa. Tem um bom enredo mas falta emoção. Seu conto precisa de muito mais espaço que o possível em 2000 palavras. Escreva-o em formato alargado e troque o javali por um meio de transporte mais adequado. Aguardo a versão final.

  22. Matheus Pacheco
    20 de maio de 2017

    É um conto muito legal, do começo para o fim eu pensava estar lendo uma fantasia quase que mítica, mas na minha visão, se existir magia nesse seu universo ela seria algo muito sutil e poucas vezes vistas.
    Ótimo conto e um abração ao escritor

  23. Luis Guilherme
    20 de maio de 2017

    Olá, amigo! Tudo em ordem por aí?

    Olha, seu texto é interessante e bem tramado, mas achei que faltou algo pra me prender totalmente. Acho que esse tipo de história tá um pouco batida, sei lá.

    Achei que foi meio que uma descrição apressada de uma jornada. A contextualização da situação do planeta e o desfecho são bons, mas a maior parte do texto acabou não sendo tão interessante pra mim.

    Também achei que o javali foi meio que colocado à força na história. Não ficou muito claro o pq do cara estar montado num javali, e o coitado do bicho logo vai pro saco sem representar muita importância pra história.

    No fim, é um bom texto, bem tramado, mas que careceu de algo que me mantivesse preso na leitura.

    Parabéns e boa sorte!

  24. Mariana
    20 de maio de 2017

    Estou lendo a Torre Negra e percebi a inspiração ( “o mundo seguiu adiante”). Ótimo, adoro Stephen King. Estava esperando algo com um final mais feliz, queria que Martin recuperasse o filho e se mantesse vivo. O final também ficou um pouco mais aberto do que esperava. Valeu a leitura.

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.