EntreContos

Detox Literário.

O Crepúsculo dos Homens (Lucas Maziero)

O homem montado num enorme javali avançava resoluto vulcão acima e o caçador ia atrás.

O mundo seguiu adiante desde o cataclismo. Não havia quem se lembrasse de há quanto tempo a Terra mudou, pois não possuíam qualquer registro sobre o fato, e os que hoje viviam neste mundo caótico mal conheciam a história passada da humanidade. Quase nada restou depois da grande destruição. No entanto, de alguma coisa ainda se lembravam, certos costumes foram mantidos, bem como o culto a divindades antes esquecidas.

Os mais entendidos dentre os homens explicavam que um meteoro, há cerca de um século, colidiu com a Terra, causando-lhe uma notável alteração em sua inclinação axial. O mais catastrófico dos efeitos foi a progressiva desaceleração de sua rotação, de modo que o nosso planeta, inerte, ainda que continuasse em sua órbita ao redor do astro solar, passou a ter uma longa noite gelada de um lado, e um longo dia, de elevadas temperaturas, do outro. A vida tornou-se impossível germinar em meio a estas condições extremas. Mas quem saberia afirmar o contrário?

A natureza, porém, sábia e persistente, como dizem, possibilitou que a vida continuasse a existir em uma zona intermediária: a zona crepuscular. Nessa estreita e medíocre faixa longitudinal, que envolvia o globo de um polo ao outro, espremida entre os dois extremos do planeta, e de condições climáticas favoráveis, humanos e algumas espécies de animais e plantas ainda sobreviviam. As terras hiperbóreas agora compreendiam parte do que antes eram o Chile, a Argentina e outras regiões da América do Sul. A região antípoda compreendia parte da China. No equador encontrava-se uma parcela da África e em outras latitudes parcelas da Arábia, Índia e oceanos. Entretanto, nunca mais houve qualquer comunicação entre os habitantes do boreal ao austral. Enfim, o que restou da humanidade vivia em um estado um tanto ou quanto medieval e, portanto, supersticioso.

 

Martin, o caçador, estava com sede e com raiva também. A cada metro vencido na escalada, o sujeito sobre o javali parecia estar ainda mais longe e mais alto.

— Nunca os alcançarei — dizia consigo. — Maldita a hora em que aquele homem e aquela fera cruzaram o meu caminho. De onde vieram eu não sei, mas o seu propósito eu conheço bem, e por minha vida farei de tudo para impedi-los!

E continuava no encalço do homem, procurando avidamente por saliências de rocha no aclive, por onde pudesse firmar-se e subir. Tinha sobre os ombros um arco e um carcás cheio de setas. O cantil, vazio, há muito foi abandonado. Além da grande distância que os separava, seria improvável flechar homem ou fera, devido aos constantes ventos. Portanto, Martin teria que redobrar suas forças para alcançá-los e ousar um disparo certeiro com o seu arco. Mas ele não ousaria, ainda não, sabia que era arriscado. Poderia errar o alvo e acertar o que o homem trazia pendurado sobre as costas, e então seria o fim.

Santiago desejava alcançar o cume do vulcão, antigamente conhecido como Llullaillaco, hoje novamente um local de adoração a um deus ou demônio obscuro, talvez Wacon ou o próprio Inti, o supremo deus sol.

Em razão das mudanças ocorridas na crosta terrestre, o vulcão Llullaillaco foi remodelado, tendo agora não mais que dois mil metros de altitude e uma nova cratera. O vulcão situava-se no polo norte e, por obra da crença e do fanatismo de homens e mulheres — desejosos de aplacar a ira do deus sol, ou de obter dele favores —, tornou-se um palco de fascínio e de sangue.

Santiago estava ciente da perseguição do caçador.

 

A aldeia de El Perico era uma das muitas aldeias carentes e em desenvolvimento do novo mundo. Os moradores viviam da caça de cervos e da criação de alpacas ou lhamas, que tanto forneciam a lã como a carne, mas esta era consumida apenas em épocas de pouca ou nenhuma caça. A maioria dos homens eram caçadores, cabendo às mulheres a tosquia, a manufatura de vestimentas e o preparo dos alimentos. El Perico estava em paz até a chegada do homem com a criatura, que até então nunca havia sido vista, ou dela tivessem conhecimento.

Santiago, cavalgando o descomunal javali — que por alguma razão lhe obedecia como o faria um cão de caça, ou um cavalo treinado —, irrompeu de repente pela aldeia com um único propósito e prontamente localizou o que veio buscar. O javali, grunhindo e causando pavor nas pessoas, investiu com furor na direção ordenada e, quando se aproximou da vítima, o homem puxou-lhe com força a possante presa recurvada esquerda — ação exaustivamente treinada e aprendida para uma parada brusca e momentânea — e, com a mão direita, agarrou a criança pelo cangote e puxou-a violentamente para junto de si. Logo em seguida, o javali recomeçou a corrida, e desapareceu tão rápido quanto surgiu. Uma seta passou raspando por uma das orelhas de Santiago, e um sorriso sádico delineou-se em seus lábios.

Martin mal podia acreditar no que aconteceu. Nem mesmo em seus mais sombrios pesadelos imaginaria tal cena. Seu filho foi levado por um demônio? E por quê? Eram perguntas que lhe martelavam a mente. A invasão do estranho pela aldeia e o subsequente rapto ocorreram tão inesperadamente que não houve como reagir. A esposa de Martin, acorrendo desesperada ao local onde seu filho esteve, gritava e chorava.

O caçador então conclamou a todos da aldeia e perguntou quem lhe ajudaria a recuperar o seu filho. A situação exigia rapidez e, como ninguém se manifestou — decerto por estarem ainda estupefatos, ou por medo do que conheciam —, Martin arrastou a mulher aos prantos para a casa deles e lá dentro, munindo-se do necessário, prometeu-lhe, antes de partir, devolver-lhe o filho.

Martin correu em perseguição ao seu oponente, levando consigo um aziago pressentimento de que não regressaria à sua aldeia. Este sentimento mordaz deu-lhe ainda mais raiva e energia na corrida.

Enquanto isso, já bem longe da aldeia, Santiago freou a besta e fez uma breve parada para manietar o menino e colocá-lo dentro de uma espécie de gaiola trançada de vime. Estavam em uma escura floresta. Se houvesse alguém naquele momento para observá-los, o observador veria a figura bizarra de um homem carregando com a mão direita algo não muito pesado, e com a mão esquerda puxando, por meio de uma corda, uma fera incomum naqueles lugares.

Sendo Martin um bom caçador, as horas se sucediam sem que ele perdesse o rastro do inimigo. Agora que sua mente raciocinava com mais clareza, ele sabia bem a que destino o seu filho estava sendo levado, e este era o único medo que sentia naquele momento. Ele se culpava por não ter agido com mais presteza, e isto lhe era um tormento. Até que, horas depois, ele viu, ao longe, o homem e a fera chegarem ao sopé vulcão, confirmando então seus temores.

— Então este é o huaca deles — pensou Martin. Acreditava que, além de enfrentar o homem, teria que se haver com um bando de fanáticos, o que lhe fez recriminar intimamente os companheiros que não quiseram acompanhá-lo. Será que conseguiria resgatar o filho? — Irei conseguir!

Apesar de estarem no polo norte, não fazia frio, sequer havia gelo. Contudo, os ventos sopravam constantes, diminuindo um pouco a temperatura. O sol, conservando-se sempre um pouco abaixo da linha do horizonte, oferecia uma luminosidade crepuscular. Faltava pouco para Santiago atingir o topo do vulcão. Martin ainda estava muitos metros abaixo.

Porém, se até aquele momento o javali mostrava-se incansável no galgar as rochas, como se fosse uma cabra montanhesa, agora já não era bem assim. A fera empacou e manifestava irritação, o que desconcertou o homem e favoreceu a Martin, que nesse tempo encurtou a distância entre eles. Além disso, o menino, através das brechas no trançado de sua prisão, reconheceu o pai lá embaixo e com isso começou a debater-se, causando outro contratempo a Santiago.

— Não faça isso, meu adorado — disse consigo Martin, sua voz entrecortada pelo resfolegar. Um medo repentino de que o maldito pudesse livrar-se do menino, lançando-o pela vertente, paralisou-o por um instante.

Todavia, o menino não parava de debater-se, e Santiago relutava em deixar o javali para trás, talvez por ser-lhe um item muito caro. Martin aproximava-se. O homem então desprendeu de suas costas a gaiola e a agitou com brutalidade, tencionando intimidar ainda mais a criança. Ao pai não pareceu bem aquela cena e, com um ato impulsivo, armou o arco e disparou uma seta, que acertou apenas a encosta basáltica.

Santiago entendeu bem o recado, e voltou a gaiola para as costas, com a criança já acalmada. Enfim, sem perder mais tempo, resolveu abandonar o javali e continuar a subida. Que a fera cuidasse do seu perseguidor, considerou ele.

Mais uma vez a distância entre eles aumentou. Perder-se-ia muito tempo escolhendo outros pontos de apoio; por conseguinte, Martin compreendeu que o melhor era seguir a trilha usada pelo inimigo, mas não poderia passar ileso pela criatura, que se mostrava cada vez mais bravia. Do ponto onde estava, seria fácil alvejá-la. E foi o que fez. A primeira seta errou o alvo, pois o vento a desviou. O caçador concentrou-se melhor e atirou segunda vez, acertando o flanco direito do javali, provocando-lhe uma agitação furiosa. Outra seta atingiu-o em um dos olhos, fazendo com que a fera despencasse e rolasse pela vertente.

— Este não será o único sacrifício! — disse consigo Santiago, colérico pela perda de seu animal.

Meia hora depois, Santiago alcançou o topo e desapareceu de vista. O coração de Martin acelerou e ele se tornou imprudente na escalada. Foi subindo sem divisar onde punha os pés e onde agarrava com as mãos, e a sorte, se tal existisse, auxiliou-o, e, em poucos minutos, alcançou também o topo, formado por uma larga protuberância que dava acesso à cratera do vulcão.

Ali, Martin supunha encontrar vários opositores, mas o que viu foi apenas o sujeito e uma mulher, a feiticeira, com a criança em seus braços. Santiago estava esperando por ele, segurando com as duas mãos um bastão, sobre o qual se apoiava de forma desafiadora. O caçador pôs a última seta no arco e disparou, com o intento de acertar o crânio do inimigo. Atingiu-lhe, no entanto, no ombro direito, e ele urrou de dor, lançando-se em seguida na direção de Martin, mal sustendo o bastão. Entrementes, a feiticeira dava continuidade ao ritual de sacrifício, seja lá a que deus ou demônio fosse, acreditando que seu assecla eliminasse o invasor.

Martin desviou-se facilmente da investida de seu oponente, pois este havia perdido a força no ombro ferido. Santiago largou o bastão e atracou-se ao adversário, golpeando-lhe com a testa e tentando derrubá-lo. Martin era atingido e mal conseguia revidar, porquanto não desviava o olhar da feiticeira. Afinal, o caçador contorceu-se e contra-atacou, indo ambos ao solo.

Caindo por cima de Santiago, Martin notou que a seta permanecia fincada no ombro dele. Então, num átimo, arrancou dali a seta e cravou-a no pescoço do maldito, pondo-lhe fim à vida. Erguendo-se, arremessou-se contra a feiticeira, engalfinhando-se com ela. A criança continuava com vida.

Próximos à borda da cratera, a feiticeira puxou da cintura uma faca de osso e rasgou o ventre de Martin. Ele, num último e doloroso esforço, envolveu a megera num abraço tenaz e lançou-se com ela cratera adentro. Antes de caírem, Martin olhou uma última vez para o filho.

O menino, atordoado e faminto, não compreendeu o que se passou, e por horas vagou em torno da protuberância, evitando, por instinto, precipitar-se pelas bordas do topo vulcânico. Chamava pelo pai e pela mãe.

Um grupo de caçadores de El Parico, por fim, chegou ao topo do vulcão e descobriu a criança, agora quase inanida, longe do cadáver de Santiago. Deram então ao menino alimento e cuidados, restituindo-o à mãe quando regressaram à aldeia. Ninguém soube o que aconteceu com Martin.

Tempos depois, Llullaillaco expelia uma fumaça fuliginosa. Talvez o deus sol houvesse despertado, e uma nova catástrofe estava por vir.

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68 comentários em “O Crepúsculo dos Homens (Lucas Maziero)

  1. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    25 de junho de 2017

    Boa noite, senhoras e senhores!

    Como eu havia dito, voltei aqui para comentar os comentários, mas dessa vez serei breve. Caras e caros:

    maziveblog
    Cilas Medi
    Wilson Barros
    Gustavo Araujo
    Wender Lemes
    Bianca Machado
    Marco Aurélio Saraiva
    Raian Moreira
    Sick Mind
    Sabrina Dalbelo
    Iris Franco
    Leo Jardim
    Givago Domingues Thimoti
    Evandro Furtado
    Andreza Araujo
    Pedro Luna
    Thiago de Melo
    Felipe Moreira
    Daniel Reis
    Victor Finkler Lachowski

    Agradeço os seus comentários.

    Agradeço a todos que comentaram, que disponibilizaram seu tempo para ler o meu humilde e fraco conto. De todos os comentários aprendi um bom tanto, e esse bom tanto era o que estava faltando para o meu aprendizado como escritor (além do que ainda falta). Alguns comentários foram elogiosos e construtivos, outros nem tanto elogiosos mas nem por isso menos construtivos; apurando, compreendi que pequei exagerando na descrição (desnecessária), no usar palavras que não caíram bem e no tal do show/don´t tell (que foi perfeitamente explicado pelo Fábio Baptista), além de ter criado personagens rasos que não causaram uma mínima empatia pelo leitor. Com certeza os toques dados pelos companheiros escritores serão aproveitados por mim.

    Quando escrevi esse conto, não parti do pressuposto de que seria bem recebido, pois, primeiramente, eu desejava muito participar do Entrecontos, site este que me foi recomendado há pelo menos 3 anos, e só agora consegui participar; mas nem por isso eu o escrevi de qualquer jeito, escrevi acreditando dar o meu melhor, muito embora eu desconhecesse essas falhas que me foram alertadas.

    Peço desculpa se fui injusto com algum conto. Agradeço quem conseguiu gostar pelo menos um pouco do meu conto, e também a quem não gostou nem um pouco, pois essa é a beleza da coisa.

    Um abração a todos, e eu espero participar do próximo desafio! 🙂

  2. Victor Finkler Lachowski
    23 de junho de 2017

    Olá autor(a). Achei bem bacana seu conto
    O tema está presente parcialmente, apenas o elemento javali está presente, foi uma adequação bem vaga, cabendo mais a interpretação do leitor.
    Encontrei certa quantidade de erros, como falta de artigos na junção de palavras, fora isso estava tudo correto. Boa escolha de palavras e gostei da narrativa.
    Foi bem criativo, particularmente, gosto do tema pós-apocalíptico, porém, 100 anos me parece um tempo muito curto para regredirmos ao universo que nos é apresentado no conto, somente se já fosse uma sociedade primitiva antes do impacto do meteoro. Gostei muito da explicação geográfica sobre como o planeta foi alterado, mostrou muita pesquisa e preocupação, um ponto bem alto.
    O enredo é Ok, a jornada de resgate do filho pelo pai, não original, mas me entreteve, gostei das descrições das paisagens e da ambientação, bem detalhistas. Achei que os confrontos (como do javali e do final) muito fracos, entendo as limitações por conta do número de palavras, mas ficaram bem vazios e não instigavam preocupação com o personagem ou tensão.
    Apesar dos pontos negativos eu realço os pontos positivos do seu conto, mostram um futuro promissor, um bom conto.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  3. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    O Crepúsculo dos Homens (Ar-Pharazôn)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: relativa, os elementos estão lá, ainda que não formem a imagem do desafio.

    ASPECTOS TÉCNICOS: o autor tem uma notável riqueza vocabular, ainda que a escolha dessas palavras menos usuais atrapalhe em algumas partes. O enredo é compatível com o estilo escolhido, ainda que o limite de palavras do desafio tenha exigido uma certa aceleração na narrativa.

    EFEITO: impossível não pensar em Senhor dos Anéis, ainda que situada a história em nosso “universo” de continentes – e que esses continentes estejam relativamente bagunçados, entre a cultura maia (ou asteca, não sei) no polo norte… no geral, um conto bom. Parabéns!

  4. Felipe Moreira
    23 de junho de 2017

    Muito criativo esse texto. A premissa é muito boa e de longe o melhor conto que tenha seguido por essa linha fantástica, pós-apocalíptica. A introdução cria atmosfera excelente e a aventura que se segue com Martin e Santiago.
    A narrativa é bem segura e está muito bem escrito, parágrafo por parágrafo. Daria um curta ou o piloto de uma série facilmente.

    Parabéns e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Ar-Pharazôn,
    Uma história muito interessante a sua. A parte que mais gostei, disparado, foi a ideia de que um meteoro teria parado a rotação da terra e que haveria apenas uma faixa vital no planeta, em eterno crepúsculo, onde a vida ainda seria possível. Sensacional. Gostei muito dessa ideia e só imaginar essa realidade já fez o seu conto valer a leitura.
    Provavelmente outras pessoas vão falar com você sobre os problemas de concordância e gramática, então não vou entrar nesses detalhes.
    Apesar de ter gostado da ideia do seu conto, achei que no início você perdeu um pouco de tempo com descrições desnecessárias.
    Por exemplo:
    “Os moradores viviam da caça de cervos e da criação de alpacas ou lhamas, que tanto forneciam a lã como a carne, mas esta era consumida apenas em épocas de pouca ou nenhuma caça. A maioria dos homens eram caçadores, cabendo às mulheres a tosquia, a manufatura de vestimentas e o preparo dos alimentos” – essa parte pesou um pouco no texto e não trouxe muitas informações úteis para entender o mundo que você criou e nem a ação que se desenrolaria na sua narrativa.
    Apesar desses problemas, gostei do texto. A construção do seu mundo pós-apocalíptico foi muito legal. O enredo foi bastante interessante também.
    Parabéns.

  6. Pedro Luna
    21 de junho de 2017

    O conto foi inspirado em Torre Negra? kk. Pelo menos o início me remeteu na hora

    “O homem montado num enorme javali avançava resoluto vulcão acima e o caçador ia atrás.”

    Bom, eu gostei do conto, mas acho que a ambientação poderia ser construída sem o tom didático do início. A explicação de como era o mundo e como ficou, até mesmo o reposicionamento dos continentes, países, não faria falta se fosse deixado de lado. Acredito que até um simples: IDADE MÉDIA, escrito no início já pouparia uns três parágrafos. Pior ainda pq são o início do conto, então aborrecem um pouco o leitor. Porém, a destreza do autor em narrar cenas de ação e perseguição ajudaram o conto a se reerguer e por isso, no fim, acabei gostando.

    • Pedro Luna
      21 de junho de 2017

      Bom, para não soar tão aleatória a crítica, digo que PARA MIM, não fez muita diferença a enxurrada de informações do começo. Preferiria que essas informações fossem ou limadas, ou inseridas no conto aos poucos, e não como explicação de livro de história bem no começo do conto.

      Mas gostei da leitura, irmão (ou seria irmã?), abraço

  7. Andreza Araujo
    21 de junho de 2017

    Adorei o título e também a premissa do conto. Aqui, vemos um mundo pós-apocalíptico diferente, como se o ser humano que conhecemos tivesse regredido (mas na verdade não sabemos quando ocorreu o “cataclismo” citado, então talvez a humanidade sequer tenha chegado a se modernizar).

    Achei as suas explicações sobre o que houve com o planeta bem plausíveis, me interessei por completo e não achei com cara de conteúdo didático (isto foi um elogio, ok? Kkk). Um século parece pouco para causar tantas transformações no planeta (mesmo com a nova inclinação e tempo de rotação do planeta), mas posso estar equivocada, pois não tenho conhecimento na área.

    As cenas de ação ficaram um pouco extensas e algumas vezes me peguei entediada, porém não sei se havia outro modo de narrar tais partes, então acredito que a quantidade de cenas de ação tenha sido necessária. Por fim, concluo que gostei bastante da sua narrativa, a história é agradável e criativa, e o final foi interessante (tem a dose certa de felicidade quando o menino sobrevive, e a contrapartida da tragédia anunciada num possível evento catastrófico a se aproximar).

  8. Evandro Furtado
    21 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto pós-apocalíptico destaca-se pela excelente ambientação, surpreendente pelo pouco espaço. O autor é capaz de dar uma perspectiva completa acerca do universo no qual a história acontece sem sacrificar o enredo para isso. Outro ponto interessante é a capacidade de criar suspense, sobretudo no momento da escalada.

    C: A história é bem constituída, apoiando-se sobre a estupenda ambientação. Os personagens, por consequencia, são bem desenvolvidos.

    F: Interessante a escolha do autor em quebrar a linearidade da narrativa. Isso concede um caráter diferente ao conto, sobretudo no que se refere à perspectiva em relação aos dois personagens principais. No inicio, a impressão das figuras do antagonista e do protagonista são completamente reversas àquelas concedidas durante o restante do texto, o que revela um excelente desenvolvimento.

  9. Givago Domingues Thimoti
    19 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado
    Criatividade: Mais uma história de apocalipse… Média para alta
    Emoção: O impacto foi médio. O inicio do texto foi muito lento e entediante (Desculpa!), enquanto o final foi rápido demais.
    Enredo: O fato é que a explicação do que aconteceu com a Terra acabou gastando palavras desnecessárias, além de criar dúvidas sobre a verossimilhança do apocalipse (Acho que essa faixa de terra não seria muito habitável. Ainda assim, opinião minha)
    Gramática: Não notei nada de errado.

  10. Leo Jardim
    19 de junho de 2017

    O Crepúsculo dos Homens (Ar-Pharazôn)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): bem desenvolvida e dosada. Embora gaste palavras demais descrevendo a situação do mundo (não acrescentaram tanto à trama e me geraram dúvidas sobre a ciência por trás disso), criou tensão e resolveu o conflito de maneira satisfatória. Descrever cenas de ação costuma necessitar de muitas palavras e, talvez por ter poucas sobrando, a cena final tenha sido menos do que eu esperava. Não foi ruim, mas o texto criou uma ótima expectativa (gastando palavras com isso) e fiquei totalmente preso para saber o que ia acontecer. Acabou que a realização foi um pouco menor que a expectativa.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, narra bem, com propriedade, o autor saber o que está fazendo. O único porém aqui é o mesmo que já disse acima: saber dosar melhor os espaços de cada parte do conto.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): um universo pós-apocalíptico como muitos outros, mas com um toque de personalidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): a mala era na verdade uma gaiola com o menino dentro, mas não descontei pontos por isso (e o autor explicou a ilusão causada pela floresta escura).

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): gostei do conto, cria tensão e prende a leitura. Perde uma pontinhos aqui pelo final menos impactante que eu esperava. Poderia, por exemplo, valorizar mais o sacrifício de Martin e dar mais destaque para Salazar. Outra sugestão seria resumir mais o que ocorreu após Martin cair no vulcão. Duas ou três frases depois da cena de impacto. Se for mais que isso, acaba diluindo…

    • Leo Jardim
      19 de junho de 2017

      Não sei de onde tirei Salazar. Quis dizer, Santiago :/

  11. Iris Franco
    18 de junho de 2017

    Ar-Pharazôn…aaaa, vc é um fofo/fofa! 🙂

    Boa sorte no desafio!

  12. Sabrina Dalbelo
    18 de junho de 2017

    Olá autor(a),

    Eu serei praticamente elogios, pois gostei bastante do teu conto.
    Achei que o clima que tu criaste foi muito interessante. A trama me prendeu do início ao fim.
    O que era para ser propriamente o clímax, a luta final entre Santiago e Martin, foi bem construída. Achei interessante como tu criaste a ligação com a imagem do desafio, ficou bem legal.
    Fiquei triste com a morte de todos, quase. Particularmente não gostei do fim, mas isso é bem meu gosto final e provavelmente ligado também à minha dificuldade de construí-los.
    Gostei do enredo, da narrativa, da criatividade, do contexto (achei interessante que, apesar de o local da história estar no hemisfério norte, eu me ambientei em algum local do Peru, pois vi muito da civilização inca).
    Parabéns, gostei!

  13. Sick Mind
    16 de junho de 2017

    “(…) certos costumes foram mantidos, bem como o culto a divindades antes esquecidas.”
    Como algo que já havia sido esquecido foi mantido após um cataclismo do qual “Quase nada restou”? Complexo demais isso.

    Não notei erros gramaticais e a imagem tema foi esticada até o limite, mas para mim ainda ficou dentro do aceitável. Entretanto, as cenas de ação, que são maior parte do conto, me foram enfadonhas, pois são mto detalhadas. Certas coisas o autor poderia ter cortado, como quando retrata o óbvio, por exemplo ao dizer que Santiago havia perdido a força no braço para atacar. É claro que ele tava sem força, tinha uma flecha no ombro dele.
    Sobre o worldbuilding, gostei das explicações de como tudo chegou aquele ponto, mas deu pouca ênfase ao fator humano. Exceto pelo fato de que algumas pessoas cultuam algo que nem o autor(a) sabe o que é, nada sabemos da organização desse sobreviventes, de sua cultura, hierarquia, do pq estão em conflito com outros grupos, etc.
    Sobre o enredo, é legal ver fantasia por aqui. Mas ela ficou contida dentro de uma cena de heroísmo. Fugir do comum sempre gera mais impacto. Se fosse eu, teria jogado a criança dentro do vulcão logo (não sou mto chegado a crianças mesmo).

  14. Raian Moreira
    16 de junho de 2017

    Martin é um ótimo personagem. Ele tem um forte senso de dever, é fácil sentir empática com ele. A perseguição foi bem narrada, cheia de tensão. Tenho que aprender com você haha.
    Excelente! historia.
    Tem palavras complexas, mas acho algumas estão deslocadas no sentido e na importância. Me lembra um pouco H.P Lovecraft.
    Resumindo, Um bom conto com um final infeliz que não me agradou 100%, mas não deixa de ser um belo programa para ler antes de dormir.

  15. Marco Aurélio Saraiva
    16 de junho de 2017

    Um filme de Hollywood resumido em 2 mil palavras!

    ===TRAMA===

    Bem construída. Gostei! A atmosfera pós-apocalíptica foi instaurada rapidamente, ambientando o leitor logo no início. Na história, porém, consta que um meteoro caiu há 100 anos. Seria interessante narrar, então, a presença das cidades, com prédios ainda de pé, ruas pavimentadas ainda presentes e carcaças de carros em decomposição. Mas isto é opinião pessoal: só acho 100 anos muito pouco tempo para se instaurar um planeta terra COMPLETAMENTE diferente. Ainda haveriam muitos resquícios da civilização antiga por aí.

    Martin é um bom personagem. Excelente! Honrado e com um forte senso de dever, é fácil estabelecer uma relação empática com o leitor. A perseguição foi bem narrada, cheia de tensão.

    Santiago também foi um bom personagem. Infelizmente, o embate entre Martin e Santiago foi rápido demais. A feiticeira apareceu repentina como vilã, roubando a cena que deveria ser de Santiago: um vilão construído durante toda a trama. Acho que ela nem deveria existir: poderia haver apenas Santiago e Martin, em um embate mortal.

    O final – após a morte de Martin – soou um pouco corrido demais, provavelmente devido a falta de espaço.

    ===TÉCNICA===

    Muito interessante. Estou gostando muito deste desafio, por ver diversos estilos autorais diferentes, muito inovadores. A sua forma de narrar os pensamentos de Martin é diferente de tudo o que li, com um texto carregado de uma espécie de “ingenuidade”, como um texto infantil mas escrito para adultos. Faz Martin falar em voz alta os seus pensamentos é quase infantil, mas você fez com que isso soasse natural, e até heroico. Foi muito legal!

    Não vi falhas. Foi um excelente texto. Parabéns!

    ===SALDO===

    Muito positivo.

  16. Bianca Machado
    15 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Penso que se o seu conto começasse no trecho “A aldeia de El Perico era uma das muitas aldeias carentes e em desenvolvimento do novo mundo.” teria sido um grande bálsamo para o leitor e só faria bem à sua narrativa. Na hora em que estava lendo, esse trecho surtiu um efeito em mim de um jeito que quase falei “agora sim, a coisa vai começar!”. Porém, conforme fui lendo, vi que seria necessário inserir explicações a respeito do que tinha acontecido, já que em certa parte se fala do polo norte de uma forma que não é a que se conhece atualmente. Só que o bom seria, talvez, apresentar aos poucos para o leitor, sem nada que ficasse caracterizado como uma introdução ao texto. Agora, que final dramático! O que está ruim, aquela situação toda, mostra que sempre pode piorar. E a última frase é desoladora.

    Personagens: Não muito elaborados da forma como estão no conto. Me passam certa frieza, como se a verdadeira emoção não viesse à tona como poderia.

    Emoção: Não gostei muito e em certos momentos minha atenção se dispersou, precisando voltar algumas linhas para não perder algo que pudesse ser importante.

    Tema: Acho que cumpre o desafio, sim, apesar de não ser fiel à imagem. Não descontarei ponto por conta disso.

    Gramática: Não percebi nada que se destacasse negativamente.

  17. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e meu entendimento sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: o conto possui uma organização dinâmica entre explicações e acontecimentos. No princípio, temos uma visão futura da perseguição, interrompida para que se possa narrar os atos que levaram a ela, como um rebobinar de fita cassete (sinto-me um pouco mais velho por ter feito essa associação). Isso pode causar certa confusão. Em todo caso, esses recortes estão bem sinalizados. Da parte técnica, senti uma escrita em amadurecimento, abusando das explicações técnicas na ambientação, o que foi válido, mas pecando em detalhes de ortografia. O didatismo, necessário a essas partes, acabou “contaminando” um pouco o restante da narrativa.

    Aspectos subjetivos: achei criativa a construção desse novo mundo, bastante crível dentro do que propôs. Apeguei-me a Martin, creio que ele seja o personagem com motivos mais palpáveis para seu comportamento na trama. O tema é sugerido propriamente em uma cena específica (quando Santiago traz o garoto na gaiola em uma mão e o javali amarrado por uma corda em outra). Dado que o tema é uma imagem, é natural que ele não esteja presente no conto inteiro. O que pode ser questionado é a importância que ele teve (aquela cena teve influência na história? É possível imaginar o conto sem ela?).

    Compreensão geral: percebo o conto como uma ideia boa que possui pontos a melhorar. Por exemplo, creio que a seita poderia ter sido explorada com mais detalhes. Como foi demonstrado, ficou parecendo que ela era formada apenas por Santiago e pela feiticeira, mas algo assim não costuma partir de apenas duas pessoas, é preciso um grupo maior para levar uma crença adiante (como o próprio Martin esperava). Uma vez que esse grupo não é explorado, como disse, apenas as motivações de Martin são claras e nos ajudam a criar empatia.

    Parabéns e boa sorte.

  18. Gustavo Araujo
    14 de junho de 2017

    Num cenário pós-apocalíptico um pai parte em busca de um filho prestes a ser sacrificado em um vulcão. A premissa é ótima, assim como as descrições e a explicação dos motivos que levara a Terra e a humanidade à derrocada. Mas algo no desenvolvimento ficou a desejar. Com o destaque que se deu à perseguição em si, os personagens terminaram retratados de modo um tanto superficial, dificultando a identificação do leitor com qualquer deles. Claro, há quem se encante com um enredo de reviravoltas, mas pessoalmente prefiro abordagens mais psicológicas e filosóficas, o que faltou aqui. Há, é verdade, construções inspiradas, mas não o suficiente para cativar o leitor. De qualquer forma, é possível observar que o autor tem ótimo potencial para desenvolver boas histórias. Se voltar sua atenção para a elaboração dos personagens é bem possível que consiga conceber uma narrativa de maior peso. Por fim, há que se dizer que o conto falhou quanto a representar a imagem-tema. Em suma, portanto, é um conto de temática infanto-juvenil, um tanto irregular, e que foge ao tema proposto. Com o devido tratamento, porém, pode melhorar bastante.

  19. Wilson Barros
    13 de junho de 2017

    A questão aí é que um conto tem que ser mais ágil, mais resumido. Você começou a escrever e se deparou com o espaço, nesse estilo precisaria de páginas para escrever a história, pois aí temos um romance, ou melhor dizendo, um roteiro oara um excelente filme. Devido ao espaço o cataclisma não demonstrou sua preponderância, como deveria, em se tratando de ficção científica. Quanto à linguagem, é interessante usar termos raros, eruditos, com o cuidado de não deixar o texto arcaico. A ausência de diálogos deu-se, evidentemente pelo que eu já falei, falar de espaço. Espero ter sido útil, até a próxima.

  20. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Um bom conto com um final infeliz, nos dois sentidos. Não surpreendeu em nenhum momento, tornando-se claro que o objetivo, na minha opinião, era juntar as palavras suficientes para fazer jus ao desafio.

  21. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Um texto formalmente bem escrito. Uma leitura deliciosa. Tenho apenas observações em relação ao conteúdo:
    1. O conto tem pouco ou nada a ver com a imagem do desafio. O javali é um elemento da imagem, mas é quase um figurante. Outro animal no seu lugar não mudaria a história.
    2. Podia descrever apenas o espaço entre a aldeia e o vulcão. O resto do mundo não tem uma influência importante na ação dos personagens.
    3. Fica claro por que o Martin não podia alvejar o seu oponente, mas não entende-se por que não podia alcança-lo. O autor ou a autora não transmitiu a ideia do javali estar correndo, pelo contrário.
    Seja como for, a leitura valeu muito a pena.

  22. Ar-Pharazôn
    11 de junho de 2017

    Boa noite, senhoras e senhores!

    Não sei se estou infringindo alguma regra do certame (espero que não, pois não quero ser desclassificado, estou adorando isso aqui), mas gostaria de comentar os comentários feitos até agora. De forma geral, agradeço e quero-lhes dizer que aprendi um pouco com o que me disseram e espero aprender mais. Para isso, gostaria de pedir-lhes algumas explicações mais para a frente.

    Mariana: Obrigado! Realmente, eu me inspirei na frase do primeiro capítulo de A Torre Negra.

    Luis Guilherme: Agradeço a sinceridade. Só preciso dizer que o javali não foi colocado à força, ele cumpriu seu papel como sendo instrumento de Santiago, tanto arma como montaria (pode ser que essa ideia ficou vulgar).

    Matheus Pacheco: Obrigado! Não existe magia, apenas fanatismo. E é o nosso planeta, ainda que caótico.

    Ana Monteiro e Juliana Calafange da Costa Ribeiro : Obrigado! Realmente, também acho que faltou conferir emoção aos personagens. Mas este tipo de conto é construído em cima do pano de fundo em vez de no aprofundamento dos personagens. Porém, é sim algo em que pequei, dar emoção e carisma aos personagens. Gostaria de receber uma explicação, pois quero aprender, o que significa exatamente “show it, don’t tell it” (não digo a tradução).

    Milton Meier Junior: Obrigado! Você poderia, por gentileza, me apontar alguns desses erros de concordância?

    Lee Rodrigues: Obrigado! Vou ler mais e escrever mais.

    Braxit: Obrigado!

    Anorkinda Neide: Sinto que você tenha se cansado com a leitura. Mas como não se sabe nada sobre Martin? Não é ele um dos protagonistas ao lado de Santiago? A feiticeira não seria a que realizaria o sacrifício? E o javali, não seria ele o javali? Rs. Obrigado!

    Neusa Maria Fontolan: Obrigado! Espero que eu tenha a oportunidade de lhe oferecer um próximo conto.

    Antonio Stegues Batista: Obrigado! Realmente, e se me permite dizer, um dos meus escritores prediletos é o Tolkien, e nem todos os livros deles são bons. Meu ponto é: se falhei neste conto, espero ter acertado em outros que escrevi.

    Paula Giannini: Agradeço! Com certeza o conto não foi recortado de um outro trabalho meu. Se isso lhe ajudar a compreender melhor o conto, digo que a feiticeira estava no topo do vulcão esperando para fazer o seu papel. Como você me ajudaria para que a feiticeira passe a ser conhecida previamente pelos leitores?

    Gilson Raimundo: Obrigado! Tudo bem, eu aceito o seu ponto de vista. Mas as palavras estão aí para serem usadas.

    Evelyn Postali: Obrigado! Seu comentário foi um dos mais proveitosos, pois atentou para o que eu não havia pensado. Algo que preciso aprender com o que você mencionou: E contar uma história, não é o mesmo que mostrar o que acontece. Creio que isso é o mesmo que “show it, don’t tell it”, ou não? No que se refere à concordância, você poderia me apontar alguns erros? Agradeço se você puder me ajudar. 🙂

    Iris Franco: Obrigado pela gentileza! Não se preocupe, cada um tem o direito de gostar ou não gostar. Eu gostaria de ter pensado nas sugestões que você me deu. 🙂

    Vitor De Lerbo: Obrigado! Realmente eu não sabia que usar travessão para comunicar o pensamento do personagem é errado. Mais uma vez eu apelo para me ajudarem quanto à concordância.

    Catarinacunha2015: Obrigado! Gostei do meu conto ser tipo uma sessão da tarde! 🙂

    Fil Felix: Obrigado! Creio que você foi mais gentil do que o meu conto merecia. Contudo, fiquei contente, pois para mim essa parte do mundo recriado é importante para a história (pelo menos no meu entendimento).

    Brian Oliveira Lancaster: Obrigado! Você está certo, assim como todos que comentaram, em seus apontamentos. Faltou mesmo mais carisma ao personagem. E fico feliz por você ter notado essa característica da lenda mexicana.

    Roselaine Hahn: Obrigado! Mesmo você não gostar tanto de fantasia, fico feliz com seus apontamentos. Concordo, realmente pequei nas explicações exageradas.

    Priscila Pereira: Obrigado! Para essa ideia, não consegui fugir desse lado um tanto didático, infelizmente.

    Jowilton Amaral da Costa: Obrigado! Uma explicação para o rapto da criança está muito bem captada no comentário da Fátima Heluany AntunesNogueira.

    Olisomar Pires: Obrigado! Contente aqui com o seu comentário. Considero os seus comentários bem sinceros.

    Rubem Cabral: Obrigado! Desculpe-me tê-lo decepcionado com este conto. Seu comentário é bem pertinente e tentarei fazer melhor da próxima vez. Quanto ao cenário pós-apocalíptico, é mera conjetura.

    Afonso Elva: Obrigado! Também lhe digo: Que seus dias sejam longos sobre a terra! Já leu todos os livros da série Torre Negra? São maravilhosos!

    Friedrich Norstand: Obrigado pela gentileza! Realmente, estou vendo que os personagens que criei não cativaram nem um pouco, e não é para menos. É algo que preciso melhorar.

    M. A. Thompson: Obrigado! No próximo conto usarei menos descrições e mais aprofundamento nos personagens.

    Iolandinha Pinheiro: Obrigado! Verdade, eu não havia percebido essa discrepância! Eu deveria ter explicado melhor por que os habitantes da vila não ajudaram Martin (creio que quando escrevi, considerei que eles não o ajudaram porque tinham medo dos deuses e medo da figura de Santiago montado no javali – uma criatura que nunca haviam visto). Quanto ao item a: vou explicar no final do meu comentário. B: já me disseram isso antes e eu não levei em consideração, mas agora levarei. C: Considerei que eu poderia trocar a mala pela gaiola de vime, e o cara só não o vesti com a mesma vestimenta da imagem; porém, eu quis, sem sucesso, reinventar a imagem através da cena na floresta. D: Realmente, com ‘estivesse’ fica melhor adequado. Agradeço sinceramente o seu comentário, foi bem proveitoso para mim. Um abração.

    Jorge Santos: Obrigado! Mais uma vez eu peço por ajuda para saber onde errei na concordância dos tempos verbais.

    Fátima Heluany AntunesNogueira: Muito obrigado! Creio que você entrou em minha mente, pois interpretou à perfeição a ideia do meu conto. Sobre o uso dos tempos verbais, vou comentar no final deste grande comentário e gostaria que você me ajudasse quanto a isso.

    Lucas F. Maziero: Obrigado! Na próxima vez farei uma melhor pesquisa geográfica.

    Elisa Ribeiro: Obrigado! Quanto ao uso dos tempos verbais, falarei ao final. Aquele menino em específico foi raptado porque foi quem, na pressa, Santiago conseguiu pescar, pois ele não poderia parar e escolher, perigando enfrentar toda a aldeia. Sim, faltou mesmo densidade emocional, sinto em ter falhado nessa em outras partes.

    Marcelo Milani: Obrigado! Sim, falou mais diálogos. Ative-me mais nas descrições e me esqueci, como um tolo, da parte emotiva.

    Ricardo Gnecco Falco: Obrigado! Muito gentil em seu comentário, embora eu pense que, diante de tantos erros, meu conto não mereça a apreciação que você fez dele. Mas agradeço e fico contente.

    Fernando Cyrino: Obrigado! Pois é, me passou despercebido essas e muitas outras palavras repetidas, assim como uso desnecessários de pronomes.

    Fabio Baptista: Obrigado! Você é muito sincero e justo em seus comentários, confesso que eu temia por um comentário seu, pois você, assim como muitos escritores daqui, são escritores competentes. Agradeço por ter insistido com uma segunda leitura. Gostaria, se possível, que você me indicasse o que considera falhas, seria proveitoso para mim.

    Claudia Roberta Angst: Obrigado! É verdade, eu pequei na exagerada descrição. Não creio que seja implicância sua, mas gostaria de saber como ocorreu o distanciamento do narrador.

    rsollberg: Obrigado! E mais uma vez aparece o “Show dónt tell”, o que realmente eu não compreendo. Eu não quero o abraço de Randall Flagg, está doido! Rs.

    Caríssimos escritores. Peço desculpa por esse extenso comentário, e me desculpem também se fui injusto em algum comentário. Como ficou evidente, muitas pessoas disseram que há erros de concordância verbal e no tempo verbal. Quanto a isso, vocês se referem ao uso do pretérito perfeito em vez do mais-que-perfeito? Caso contrário, gostaria muito que me ajudassem nesse quesito, apontando onde figuraram os erros. Não quero incomodá-los com isso, obviamente.

    Quanto às descrições. A ideia para este conto foi a seguinte: eu queria que o nosso mundo sofresse essa mudança, para se tornar caótico e a humanidade ter que “começar do zero”. Como mencionou a nossa querida Fátima Heluany AntunesNogueira, Llullaillaco seria o local ideal para se desenrolar a minha ideia. Só que esse vulcão é muito alto, e na minha imaginação pouco inteligente eu o queria remodelado para que melhor pudesse ser escalado.

    Llullaillaco localiza-se na cordilheira dos Andes, e ali antigamente foi encontrado as tais crianças mumificas. Então, o que fiz na minha apoucada imaginação? Resolvi fazer uma associação e fazer ali um palco de sacrifício. E por que precisou que a Terra sofresse essa mudança? Porque eu queria que Llullaillaco passasse a se localizar na zona crepuscular. Está certo, viajei na maionese aqui. Mas resolvi apostar nessa ideia (nada cativante, admito).

    Wacon e Inti eram deuses astecas. Considerei que nessa nova Terra eles pudessem ser novamente adorados por fanáticos.

    Mas vou encerrar, senão continuaria com essa minha didática fajuta sem que chegássemos a lugar algum. Rs.

    Obrigado, amigos escritores. Aos comentários que virão, tentarei ser mais sucinto com os meus comentários. Um abraço a todos.

    • Fabio Baptista
      11 de junho de 2017

      Olá, Ar-Pharazôn!

      Comentar o próprio conto utilizando pseudônimo está dentro das regras, fique à vontade! 😀

      Sobre as falhas (dentro da minha visão, claro), apontei no próprio comentário, sobre a ambientação, muita informação jogada de uma vez, etc.

      Essa questão do show / tell (mostrar / contar) é recorrente aqui. Inclusive gravei um vídeo no canal do entrecontos falando sobre isso (espero que o YouTube não tenha tirado do ar, porque faz tanto tempo que não postamos nada por lá…).

      Resumindo, seria mais ou menos o seguinte:

      “Ricardo deu um soco na boca de Leonardo” = contar.

      “Ricardo respirou fundo, sentindo o punho se encher com a raiva acumulada em todo um primário de zombarias. Dois segundos depois, Leonardo estava no chão, com dois dentes a menos.” = mostrar

      No contar você diz o que aconteceu de forma crua. No mostrar, dá uma enfeitada, tentando fazer o leitor imaginar a cena. Eu recomendo não exagerar nem em um nem em outro, é preciso haver um equilíbrio. Muito contar pode deixar a história insossa. Muito mostrar pode deixar a história arrastada.

      Abração!

      • Ar-Pharazôn
        11 de junho de 2017

        Valeu mesmo, Fabio! Agora entendi perfeitamente isso de show / tell. Realmente, acho que me deixei levar pelo pensamento de que os contos, principalmente os curtos, devem ser mais secos no mostrar e mais ricos no contar, no que estive vergonhosamente errado. E de lambuja ainda aprendi, não tem nada melhor do que essa interação.

        Bem bacana o Entrecontos ter um canal no youtube, vou assistir.

        Abraço.

    • Iolandinha Pinheiro
      11 de junho de 2017

      Adorei sua receptividade e sua simpatia.

    • Fernando.
      25 de junho de 2017

      bacana, cara. parabéns por ser quem você é. abraços de paz,

  23. rsollberg
    9 de junho de 2017

    Fala autor!

    Então, acho que vou chover no molhado aqui… A história do conto é boa, tem bons elementos e uma rica ambientação, mas é aquela velha coisa do “Show dónt tell”. Tá tudo muito mastigado, eu diria “wikipediado”, ou seja, verbetes na narrativa. Nesse sentido, sobra pouco para o leitor interagir com o texto. Contudo, creio que isso seja escolha do autor, ou seja, não é defeito ou mérito.

    O lance do mundo seguiu adiante é bem do Pistoleiro, daquela saga caótica da Torre Negra. Não sei se foi referência para o autor, mas de qualquer modo, casou muito bem com a história. Randall Flagg mandou um abraço.

    Enfim, creio que é um enredo rico, com boas sacadas, mas com esses “probleminhas” (a meu ver) acima destacados. Bom potencial

  24. Claudia Roberta Angst
    9 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título é até bem teatral e não revela nada sobre o enredo a seguir. Bonito e pouco javalístico.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado de forma pós-apocalíptica, em cores um tanto desbotadas, mas está aí.
    Alguns errinhos escaparam da sua revisão, mas nada que me fizesse parar de ler e bufar. Uma segunda revisão sanará qualquer problema desta ordem.
    O ritmo está condizente com a trama, uma longa jornada rumo ao cume, com seus percalços e lentidão. A leitura flui, mas poderia ser um pouco menos de descrições.
    Senti um certo distanciamento do narrador, mas pode ser implicância minha mesmo.
    Boa sorte!

  25. Fabio Baptista
    9 de junho de 2017

    Esse foi um dos primeiros contos que li aqui no desafio. Agora li de novo para comentar. Na primeira vez, não tinha gostado quase nada. Nessa segunda leitura, embora algumas coisas que eu considero falhas ainda tenham se destacado, a história se desenrolou mais agradável.

    Enfim, o que mais me incomodou foi o jeito seco com que é feita a ambientação. É o tal do muito contar e pouco mostrar. Os primeiros parágrafos são compostos por descrições totalmente didáticas de como o mundo havia se tornado e o que ocorrera para chegar naquele ponto. Ficaria melhor ir mostrando isso aos poucos, fazer o leitor descobrir esses detalhes, ou mesmo deixar algumas coisas obscuras, através dos olhos dos personagens.

    A escrita, embora correta na maior parte do tempo, está um pouco crua.

    A perseguição, foco do conto, porém, foi narrada com competência e desperta certa angústia no leitor, o que é ótimo. Acho que eu não teria colocado a bruxa no final. Mas também não ficou ruim assim.

    Abraço!

  26. Fernando Cyrino
    3 de junho de 2017

    Um conto interessante, bem estruturado e escrito concatenando bem o andamento da trama. Uma história criativa num ambiente hostil em um tempo futuro. Em alguns momentos se veem algumas repetições que caso houvessem sido evitadas teriam deixado o conto mais leve. Por exemplo, no quarto parágrafo as palavras parte e parcela são repetidas duas vezes cada. Mais à frente teremos bem juntos observá-los e observador. Um bom conto, parabéns pela sua obra.

  27. Ricardo Gnecco Falco
    3 de junho de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    O texto foi bem escrito. Alguns errinhos de digitação passaram pela revisão, mas nada que interferisse na leitura.

    – CRIATIVIDADE
    Muito boa. A história prende a atenção do leitor até o momento final e as cenas descritas são de fácil visualização. Parabéns!

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100% adequado.

    – EMOÇÃO
    Um texto bem tenso, que vai num crescendo até atingir seu clímax, como um vulcão em erupção.

    – ENREDO
    Num mundo pós cataclismo, família de caçadores é privada da presença de seu filho, levado para um sacrifício a deuses desconhecidos. Ao final da jornada do herói, que acaba morrendo, seu filho consegue retornar ao colo materno.

    *************************************************

  28. Marcelo Milani
    2 de junho de 2017

    Olá amigo autor, ótimo conto. Em prendeu facilmente apesar de me perder no flash back temporal do rapto do menino. Ach que deveria ter algumas falas no meio para trazer um pouco o leito para o presente das cenas, mas fora isso o conto me prendeu de curiosidade. Triste fim do pai, mas quem disse que todos os finais são felizes. Fiquei querendo saber agora o que o filho pensaria toda vez que visse o vulcão e sua fumaça. Talvez que seu pai e o vulcão fosse um agora. Show de conto. Parabéns e sucesso!

  29. Elisa Ribeiro
    1 de junho de 2017

    Olá autor. Um enredo criativo com aventura e fantasia em que um pai persegue um malvado que sequestrou seu filho para uma espécie de sacrifício. A ambientação nos Andes ficou muito boa. Há uma confusão temporal no seu conto, inclusive no uso dos tempos verbais, que prejudica o entendimento. Talvez uma transição melhor das cenas, principalmente o flash-back do rapto, fizesse bem ao seu texto. Sobre essa cena, ela me pareceu um pouco brusca, faltou densidade emocional e também uma explicação do porque do rapto daquele menino específico. O final também me soou meio brusco. Enfim, uma boa ideia, bastante criativa, que com alguns ajustes pode render um ótimo conto. Boa sorte! Abraço.

  30. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    28 de maio de 2017

    Um conto aventuresco. Está bem escrito, nenhum erro que eu tenha notado. Só não sei se a ideia é plausível, digo, o que aconteceria com a Terra se tal meteoro colidisse com ela. Incomodou-me um pouco a parte em que diz:

    “O sol, conservando-se sempre um pouco abaixo da linha do horizonte, oferecia uma luminosidade crepuscular.”

    Não sei se o sol, nas condições apresentadas, permaneceria sempre abaixo da linha do horizonte. Talvez uma pesquisa mais apurada poderia resolver essa hipótese. Mas como eu disse em um outro conto, não se pode pretender que a ficção seja fidelíssima à realidade.

    Quanto à adequação ao tema, acho que a figura do homem e do javali estão presentes, em boa medida. A reviravolta ficou um tanto fraca, assim como o final. Esperava que Martin saísse com vida desse resgate ao filho.

    Parabéns!

  31. Fátima Heluany AntunesNogueira
    28 de maio de 2017

    Aventuras e distopias são meus gêneros preferidos e aqui se casaram e ofereceram uma leitura interessante e rápida, curiosa por saber o que aconteceria ao final da perseguição. Pena que a adequação ao tema aconteceu somente em parte, já que a cena proposta não apareceu no conto, apenas o homem e o javali.

    O vulcão Llullaillaco tem grande importância cultural na região andina e a sugestão do sacrifício do menino-personagem ficou instigante, mediante o achado, no cume, de um sitio arqueológica de três crianças incas repletas de adornos. E até o pseudônimo aqui fica interligado ao enredo, pois o personagem-rei Ar-Pharazôn, o Dourado, perdeu tudo, pela fé, como aconteceu nesta trama.

    Portanto, a história é criativa, mas tornou-se meio entediante na excessiva descrição do cenário pós – apocalíptico, em detrimento do desenvolvimento dos personagens e detalhes de enredo que auxiliariam o leitor na interpretação.

    Outro entrave à fluidez do texto está no trabalho gramatical, faltou correlação no uso dos tempos verbais, alguma questão de concordância e repetições de palavras. Uma pequena revisão e problema resolvido.

    Enfim, grata pela boa leitura; o título chama atenção e está bem encaixado no texto. Parabéns pela participação e abraços!

  32. Jorge Santos
    26 de maio de 2017

    Num cenário pós-apocalíptico, Martin persegue Santiago que, montado num javali, lhe raptara o filho em direcção ao cume de um vulcão onde uma feiticeira esperava para sacrificar o rapaz. O fantástico é uma das áreas da minha preferência. É extremamente difícil manter uma coerência neste tipo de texto. Parece-me inverosímil que cem anos fossem suficientes para as alterações descritas. O conto é escrito numa linguagem simples, mas repleto de lugares-comuns ou clichés. Durante a sua leitura, não consegui deixar de pensar na semelhança com o primeiro episódio do “Ice Age” ou a luta final do “Lord of the rings”. Deveria ser revisto o texto, porque noto bastantes faltas de concordância nos tempos verbais.

  33. Iolandinha Pinheiro
    25 de maio de 2017

    Olá! Vamos ao conto. Eu imagino que nunca escrevi um conto pós – apocalíptico exatamente pela dificuldade que encontrei no seu. Quando a pessoa quer ambientar a história num mundo que não é o nosso ou num tempo futuro, ela, necessariamente, precisa apelar para explicações descritivas e contação de como a terra chegou a este estágio, ou como é um outro planeta, etc. Acaba que o autor investe muito no espaço para o texto nestas explicações e o investimento nos personagens. Eu gostei da história. Ela conseguiu me prender a partir da perseguição do caçador ao homem do javali, despertando a minha curiosidade. Algumas perguntas que gostaria de fazer. Para o leitor (eu) Martins perseguia Santiago desde o começo do conto, sabendo, talvez, de suas intenções criminosas, de que o homem iria pegar o seu filho, então estava disposto a tudo para impedí-lo, mas, logo adiante no texto o autor trata de desfazer esta impressão introduzindo o seguinte trecho no conto:” Martin mal podia acreditar no que aconteceu. Nem mesmo em seus mais sombrios pesadelos imaginaria tal cena. Seu filho foi levado por um demônio? E por quê?” Aí eu que fico perguntando, e por que o Martins perseguia o tal homem se não sabia o que estava prestes a acontecer? Santiago era acostumado a sequestrar crianças? Os habitantes da vila não fizeram nada porque Santiago tinha poderes? A sua história é boa, então seguem as minhas dicas se vc quiser utilizar: a) não precisa ambientar sua história num cenário pós – apocalíptico, a sua história caberia perfeitamente na terra como ela era na Idade Média, por exemplo, e aí você não precisaria entediar os leitores com tantas explicações que, no final, nem interferem na trama. b) Se vc quiser envolver o leitor na sua história, crie uma identificação deste com os seus personagens, a gente só torce pelo Martim porque sabe que ele quer salvar o filho, mas, fora isso não há uma verdadeira empatia. c) a proposta do tema era colocar o cara, a mala e o javali, mas na sua história só rolou o javali e mesmo assim, ficou meio estranho alguém conseguir subir um aclive para perto de um vulcão, montado em um javali. Ficou forçado. d) Troque a palavra “estava” desta frase aqui “Talvez o deus sol houvesse despertado, e uma nova catástrofe estava por vir.”, por “estivesse”. Abraços e boa sorte no desafio.

  34. M. A. Thompson
    25 de maio de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos, mas para não ficar muito engessado começarei com um comentário geral:

    O conto perde o dinamismo por conta de descrições muito longas.

    Adequação ao tema:
    Tem um homem, tem um javali, para mim basta.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    Quase nada a reclamar. Eu não usaria a palavra ventre associada ao sexo masculino. Está correto, mas causa estranhamento.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Desenvolveu mais ou menos. Foi preciso ler duas vezes para entender quem era quem e de quem se tratava em certos trechos.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Bom enredo, tem coerência, mediana mas tem. A criatividade está presente sim. Criatividade não é só quimera ou mashup.

    De modo geral foi um bom conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  35. Friedrich Norstand
    24 de maio de 2017

    Olá autor(a). Achei bem bacana seu conto
    Adequação ao tema proposto: Apenas o elemento javali está presente, foi uma adequação bem vaga;
    Gramática: Encontrei alguns erros, como falta de artigos na junção de palavras, fora isso estava tudo correto. Boa escolha de palavras e gostei da narrativa;
    Criatividade: Gosto do tema pós-apocalíptico, porém, 100 anos é um tempo muito curto para regredirmos ao nível que nos é mostrado no conto, somente se já fosse uma sociedade primitiva antes do impacto do meteoro. Gostei muito da explicação geográfica sobre como o planeta foi alterado, mostrou muita pesquisa e preocupação, um ponto bem alto.
    Enredo: é Ok, o pai em busca do filho é legal, não original, mas me entreteve, gostei das descrições das paisagens e da ambientação, bem detalhistas. Achei que os confrontos (como do javali e do final) muito fracos, entendo as limitações por conta do número de palavras, mas ficaram bem vazios e não instigavam preocupação com o personagem ou tensão.
    Apesar dos pontos negativos eu realço os pontos positivos do seu conto, mostram um futuro promissor, um bom conto. Nos presentei c.m mais obras no futuro.

  36. Afonso Elva
    24 de maio de 2017

    Salve sai! Que seus dias sejam longos sobre a terra! Sou fã alucinado da torre, quando vejo referência fico bobo. Digamos obrigado!
    O cenário que construiu foi genial. Toda a coisa do impacto, seguido da divisão da terra, a formação do “estreito’ etc. Queria eu ter pensado nisso antes! Mais senti falta disso aparecer mais efetivamente dentro do texto. No mais, a história acaba ficando meio previsível do meio pra frente, e alguns parágrafos, no geral os de ação (o rapto do garoto, a luta final etc), estão muito confusos e algumas cenas estão bem complicadas de serem imaginadas, por razão de frases estranhas como: “El Perico estava em paz até a chegada do homem com a criatura, que até então nunca havia sido vista, ou dela tivessem conhecimento.”
    Forte Abraço 🙂

  37. Rubem Cabral
    23 de maio de 2017

    Olá, Ar-Pharazôn.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    A adequação foi parcial. Não há homem encasacado e com capuz e óculos de aviador, não há mala. Só há o javali.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O texto está bem escrito, em linhas gerais. Vi pequenos erros somente, feito concordância verbal.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Os personagens ficaram um tanto unidimensionais. Tanto Martin quanto Santiago são mais “templates” do que personagens. Os diálogos estão um tanto teatrais. As descrições ficaram muito concentradas no início, em posicionar o leitor, resultando em “infodump”.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Não gostei muito do conto. Houve excesso de “contar” e pouco de “mostrar”. O cenário pós-apocalíptico é interessante, mas um século é relativamente pouco tempo para as alterações radicais descritas.
    Como não houve bom desenvolvimento dos personagens, passamos a não nos importar por eles: Martin morre, Santiago morre, a bruxa morre e o menino sobrevive, mas e aí?

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  38. Olisomar Pires
    22 de maio de 2017

    1, Tema: quase ausente;

    2. Criatividade: Normal. Sacrificio humano, vítima raptada, herói para o resgate.

    3. Enredo: A descrição do ambiente, da nova Terra, ficou muito boa, convincente.

    Talvez tenha tomado muito espaco dos personagens e as razões de cada um, o que criaria mais empatia, seja com o garoto, com o pai ou com os vilões.

    Tem um ritmo bom pra esse tipo de texto.

    O encontro da criança foi meio abrupto pelo final do quantitativo das palavras, mas tá valendo.

    4. Escrita: Boa, sem erros que eu tenha notado. Bom estilo de aventura.

    5. Impacto: médio.

  39. Jowilton Amaral da Costa
    22 de maio de 2017

    Achei o conto médio. As descrições de como o mundo havia se tornado não me agradaram. Acho sempre melhor quando as explicações são dadas no decorrer da história. Uma aventura num mundo pós-apocalíptico com uma trama confusa, ao meu ver. O menino foi sequestrado para ser oferecido em sacrifício, mas, qual era a finalidade da entrega da vida da criança? As cenas de luta foram narradas de forma adequada, no entanto, o final, para mim, ficou nebuloso, sem impacto, justamente, por não me dar uma boa explicação para o rapto da criança. Boa sorte.

  40. Roselaine Hahn
    22 de maio de 2017

    Olá, Ar-Pharazôn, o palavreado difícil já começa no pseudônimo. Não é muito a minha praia esse gênero, por isso me disperso na leitura, mas isso é problema meu. A narrativa funciona bem, tem fôlego, com alguns estranhamentos, como a introdução muito longa, com descrição em excesso de questões geográficas, aclives e declives, etc. Os diálogos muito explicadinhos, aliás, pensamentos dispensam travessões. A parte final me prendeu mais, maior ação, tens potencial para investir nessa seara. O palavreado rebuscado quebrou a fluidez da narrativa, acho que não combinou muito com a história. Go ahead! Abçs.

  41. Priscila Pereira
    22 de maio de 2017

    Oi Ar, seu texto é bem interessante, achei criativa e estória. Como mãe, pude sentir o desespero do pai tentando salvar seu filho, o que foi bem legal. A parte explicativa do conto ficou muito didática, você poderia ter feito de outro modo, mesmo gostando das explicações, me senti lendo um livro de história na escola. No geral eu gostei, apesar de ter que forçar um pouquinho para aceitar a imagem dentro do conto.

  42. Roselaine Hahn
    22 de maio de 2017

    Olá, Ar-Pharazôn, as palavras difíceis já começam no pseudônimo. Interessante a temática escolhida, não é muito a minha praia o gênero da fantasia, confesso que tendo a me dispersar, mas isso é problema meu, né. Vamos ao texto: achei a introdução muito longa, com detalhamentos geográficos,aclives e declives desnecessários. A parte final do conto me prendeu mais, conseguiu imprimir um ritmo na ação. Achei os diálogos muito descritivos e o palavreado difícil roubou várias cenas bem contadas. Concluindo, a história tem um bom fôlego, um ajuste aqui, outro acolá, e estará pronto para incendiar aldeias. Go ahead! abçs.

  43. Brian Oliveira Lancaster
    22 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: O texto tem uma pegada pós-apocalíptica maia, que dá um tom único à atmosfera apresentada. Tem seu charme, apesar de achar falta de maior presença do javali e de seu companheiro.
    G: As explicações iniciais ficariam melhores em negrito, bem como algumas no meio do texto, evitando, assim, explicações no meio da ação. A parte de cavalgar um javali foi a mais interessante, pois a subida ao topo pareceu um pouco apressada. Pontos pela inventividade ao associar lendas mexicanas ao contexto, deixando um ar de Indiana Jones. Como mencionado acima, não consegui me importar tanto com o personagem principal, talvez faltasse descrevê-lo um pouco mais ou dar-lhe alguma característica mais marcante. Já, ao contrário, o javali tem bastante presença. Mas no final estava torcendo para que todos morressem e o javali virasse o dono do topo do mundo.
    O: A escrita flui bem. A única frase que me incomodou foi essa: “A vida tornou-se impossível germinar em meio…”. Não ficaria melhor “Tornou-se impossível germinar vida em meio a…”?

  44. Fil Felix
    22 de maio de 2017

    Bom dia! O que mais me chamou atenção (e gostei) no conto é a forma como recriou o mundo, após o suposto meteoro. Muito legal colocar a Terra numa outra posição, com velocidade alterada e as pessoas vivendo no meio termo, com o eterno crepúsculo, ficou uma descrição muito bonita! Não parei pra raciocinar muito (como as consequências da Terra diminuir sua velocidade, que ia parecer um carro batendo), só entrei na magia e os termos mais técnicos venderam a ideia, o que é ótimo. Em relação ao tema, ele está presente na forma do Javali que serve de meio de transporte. Alguns pontos gostei, como a subida pelo entorno do vulcão, o suicídio pra salvar o filho, o lance das flechas sendo alteradas pelo vento, mas em outros pontos a história, propriamente dita, não achei tão empolgante quanto o ambiente foi.

  45. catarinacunha2015
    22 de maio de 2017

    INÍCIO arrasador. Ação enlouquecedora em pouquíssimas palavras. Já valeu a viagem.
    Feliz TRADUÇÃO DA IMAGEM. O ambiente catastrófico foi muito bem construído e a ação intensa não exigiu muita evolução dos personagens; mas senti falta. A frase “A criança continuava com vida.” Tirou um pouco do suspense. Fica a dica.
    EFEITO sessão da tarde. Diversão simples, sem grandes reflexões e recheada de imagens. Cabe pipoca.

  46. Vitor De Lerbo
    21 de maio de 2017

    Gostei de imaginar o mundo pós apocalíptico de sua criação, é interessante.

    A falta de concordância em determinados pontos do texto acabam tirando a atenção do leitor.

    Algo que me casou certa estranheza foi a utilização de travessões nos momentos que o protagonista está ou falando sozinho ou pensando. Pessoas falando sozinhas normalmente tiram a credibilidade de uma história, a não ser que a personagem tenha problemas psíquicos; e, para os pensamentos, não há necessidade de abrir diálogo. Acaba ficando a ideia de que há mais alguém junto dele, o que o leitor leva um tempo pra perceber que não existe.

    O final do conto me agradou.

    Boa sorte!

  47. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Oi, tudo bem?

    Primeiramente parabéns pela imaginação, tema bem difícil.

    Percebo que seu conto é mais para os que gostam de Senhor dos Anéis e enredos similares, textos que têm a característica de extrema descrição.

    Não é o perfil dos livros que gosto, então não sei se minha opinião vai ser útil ao seu estilo, pois sei que tem público fanático por este tipo de texto. Então considere minha opinião com muita restrição.

    A primeira parte tiraria inteira, seria mais interessante se o texto começasse a partir desta parte: “Martin, o caçador, estava com sede e com raiva também. A cada metro vencido na escalada, o sujeito sobre o javali parecia estar ainda mais longe …”

    Por que eu ficaria muito curiosa para saber por qual motivo Martin está com raiva e instigaria muito mais a ler o texto. Repito, veja minha crítica com um pé atrás, porque sei que tem público para seu texto.

    Não gostei da descrição da aldeia no meio da perseguição, quebrou o texto completamente. Estava num momento de aventura, a história legal e, de repente, a descrição da cidade. Ou, caso quisesse fazer a descrição da cidade, colocar em outro momento ou de outro jeito.

    Tirou a empolgação do texto.

    Por fim, acredito que seria mais legal revelar o motivo da perseguição no final, tentar focar mais na perseguição.

    Erros de gramática todo mundo tem, se eu apontar que você tem erros é óbvio, PORQUE TODO MUNDO TEM. Não vi nada de muito espantoso que chamasse minha atenção.

    Mas, meu…seu texto dá um livro muito bom. Repito, leve minhas considerações com cuidado, novamente: tem público!

    Sucesso!

  48. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Ar-Pharazôn,
    Gramática – Deve revisar a concordância. Isso prejudica a leitura porque o cérebro fica se questionando se está certo ou não.
    Criatividade – Eu gostei de pensar em como a história poderia ter se configurado se houvesse mais tempo e se pudesse usar mais palavras. Talvez essas lacunas não estariam aí.
    Adequação ao tema proposto – Para mim, está ok, apesar de o javali ser um enfeite para o conto. Nem precisaria estar nas sequências. É dispensável. E é por isso que não conta se pensarmos que deveríamos ter o javali como elemento da história. Lógico, talvez não precisasse ser tanto, mas aqui, foi de menos.
    Emoção – Nenhuma despertada, infelizmente. Estava esperando muita ação pelo fato de ele estar sendo perseguido no começo.
    Enredo Começo, meio e fim, até que ok. Mas tem muita descrição. É uma atrás da outra. E contar uma história, não é o mesmo que mostrar o que acontece.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

    Em tempo: gostei do título.

  49. Gilson Raimundo
    21 de maio de 2017

    O texto é narrado de uma forma coloquial salpicado por palavras nobres como assecla, divisar (onde punha os pés ), protuberância, setas (deveria ter usado a boa e eficaz flecha). Átimo é uma palavra criada apenas para tornar textos esnobes. Fica parecendo uma garota bonita com maquinagem errada. A história foi agita e tem possibilidades com este mundo pós apocalíptico, a ideia de um mundo com zona segura entre o quente e frio foi bem explorada ( lembro de um episódio de Bem 10 e das crônicas de Ridick ). No fim deixar um pouco a desejar por ocultar a motivação de tudo aquilo.Quem era a feiticeira? Quem era o homem do javali? Faltou uma continuação.

  50. Olá, Ar,
    Tudo bem?
    Você optou por um texto de fantasia. Uma saga que, bem trabalhada, tem fôlego para uma narrativa bem mais longa.
    Não sou especialista no gênero, mas a impressão que tive foi a de que o conto havia sido “recortado” de um outro trabalho seu. Isso não é problema. Digo isso, apenas, pela maneira que você apresentou seus personagens como, por exemplo, a feiticeira, já posicionada na boca do vulcão, e em plena ação, como se o leitor já a conhecesse previamente.
    O interessante no desafio é como cada leitor recebe aquilo que você preparou para ele. No meu caso, gostei muito da introdução. A continuidade, para mim, perdeu um pouco o ritmo. Talvez pela pressa de entregar o trabalho, talvez pelo limite de palavras imposto. Ainda assim, creio que este seja um texto no qual você poderia investir muito mais, independente da participação no Desafio.
    Boa sorte no certame.
    Beijos
    Paula Giannini

  51. Antonio Stegues Batista
    21 de maio de 2017

    O autor tem boa imaginação, criou um mundo apocalíptico bem interessante e verossímil. A escrita é boa, mas a historia é fraca, parece parte de uma história maior e o tema-imagem ficou superficial. Li o conto como se entrasse no cinema com o filme já em andamento. Mas, a obra não é de toda ruim. Melhores dias virão. É com a prática e a leitura, que se aperfeiçoa a escrita.

  52. Neusa Maria Fontolan
    21 de maio de 2017

    Tudo já foi dito aqui, então não vou te chatear com isso novamente.
    Digo o seguinte: acho que você tem grande jeito para a escrita, então insista sempre. Os tombos estão aí, mas nós somos bem capazes de nos levantar e continuar.
    Quero ler seu próximo conto
    um abraço

  53. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Olá!! Pois é, não é… cansou.
    A primeira parte é desnecessária, está um texto bem trabalhado, repleto de palavras dificeis, q gosto, mas acho até q algumas estão deslocadas no sentido e na importância.
    O que acontece depois poderia acontecer em qualquer cenário, não precisava disto tudo e ocupou espaço que vc precisava pra construir os personagens, nao sabemos nada sobre Martin, a feiticeira e o cara do javali, sequer do javali..quem é ele? como vive? do q se alimenta? nem o globo reporter se interessou pelo nosso mascote?
    Vc tem a veia do escritor, vamos ajustar algumas coisas que o aprimoramento só vai nos ser proveitoso, ok?
    Abração

  54. braxit
    21 de maio de 2017

    Cansou um pouco ler, até cansou. Mas como esse pessoal usa termos bonitos, não?

  55. Lee Rodrigues
    21 de maio de 2017

    Caro autor, apesar da sua ideia ter sido boa, ela foi sufocada por detalhamentos geográficos que não acrescentaram da forma – que creio – que você esperava, ao contrário, em algumas partes, na minha opinião, ficou cansativo.

    Acredito que a sua intenção tenha sido criar a atmosfera pós-apocalíptica, mas foi tanta informação do pedaço de terra que foi para um lado e para o outro, que no fim embaralhou tudo e o que importava mesmo era a o conflito familiar e situação no cume do vulcão, que poderia ter sido melhor explorada, inclusive no que tange a sacrifícios.

    Talvez, pelos motivos acima, e pouca exploração dos sentimentos dos seus personagens, eu não tenha sentido empatia.

    Quanto à adequação da imagem, ficou superficial, mesmo tendo a presença do javali.

    Mas olha, você tem uma mente fértil, bem direcionada, vai longe. Leia mais, escreva mais, não fique triste se os comentários não chegarem bem da forma que você quer, ao contrário, peneire as dicas, use-as a seu favor. Esse exercício vai aprimorar as suas construções.

  56. Milton Meier Junior
    20 de maio de 2017

    A história é interessante, mas a falta – repetidas vezes – de concordância, me fez perder um pouco o interesse. Preste mais atenção nisso da próxima vez. Por melhor que seja o conto, a narrativa fica truncada e o leitor passa a prestar mais atenção nos erros gramaticais do que na história em si.

  57. juliana calafange da costa ribeiro
    20 de maio de 2017

    O começo estava interessante, mas não consegui me envolver na história. A narrativa pareceu muito distante. Aquele velho papo de “show it, don’t tell it”. Sinto falta de vc acrescentar profundidade ao protagonista, não sei se com diálogos, ou talvez com algum momento de ternura, isso humanizaria e aproximaria o leitor do personagem.
    Tb não gostei do enorme parágrafo explicando como o mundo “acabou”. Acho q não é relevante pro conto (não se ofenda, eu tomei a mesma crítica no meu primeiro desafio aqui e acho q o pessoal tinha razão, afinal…). Fica tudo meio clichê, sabe? Sem surpresas. Acho que se vc reescrever, com mais tempo, vai ficar muito legal. Parabéns!

  58. Ana Monteiro
    20 de maio de 2017

    Olá Al. O seu conto entra bem no fantástico. Confesso que tropecei algumas vezes na leitura. O conto tem um início bem construído, mas depois passa de repente para o meio da ação, vindo mais tarde e sem explicação mostrar o seu início. Foi um pouco confuso. A conjugação verbal também não ajuda a uma melhor compreensão, uma vez que sai muitas da necessária concordância. Posto aquilo que acho que poderia melhorar, passo à apreciação global levando em conta as linhas propostas pelo Gustavo. Acho que ao nível de criatividade está muito bom, pecando apenas por uma certa atrapalhação talvez ditada pela necessidade de não exceder o limite de palavras. A adequação ao tema proposto é relativa. Tem um bom enredo mas falta emoção. Seu conto precisa de muito mais espaço que o possível em 2000 palavras. Escreva-o em formato alargado e troque o javali por um meio de transporte mais adequado. Aguardo a versão final.

  59. Matheus Pacheco
    20 de maio de 2017

    É um conto muito legal, do começo para o fim eu pensava estar lendo uma fantasia quase que mítica, mas na minha visão, se existir magia nesse seu universo ela seria algo muito sutil e poucas vezes vistas.
    Ótimo conto e um abração ao escritor

  60. Luis Guilherme
    20 de maio de 2017

    Olá, amigo! Tudo em ordem por aí?

    Olha, seu texto é interessante e bem tramado, mas achei que faltou algo pra me prender totalmente. Acho que esse tipo de história tá um pouco batida, sei lá.

    Achei que foi meio que uma descrição apressada de uma jornada. A contextualização da situação do planeta e o desfecho são bons, mas a maior parte do texto acabou não sendo tão interessante pra mim.

    Também achei que o javali foi meio que colocado à força na história. Não ficou muito claro o pq do cara estar montado num javali, e o coitado do bicho logo vai pro saco sem representar muita importância pra história.

    No fim, é um bom texto, bem tramado, mas que careceu de algo que me mantivesse preso na leitura.

    Parabéns e boa sorte!

  61. Mariana
    20 de maio de 2017

    Estou lendo a Torre Negra e percebi a inspiração ( “o mundo seguiu adiante”). Ótimo, adoro Stephen King. Estava esperando algo com um final mais feliz, queria que Martin recuperasse o filho e se mantesse vivo. O final também ficou um pouco mais aberto do que esperava. Valeu a leitura.

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .