EntreContos

Detox Literário.

Antiga Jornada (Olisomar Pires)

O javali  é  o  lobo  do  homem:  quem  domina  o  javali,  domina o mundo.

Na principal entrada da cidade, sobre o grande arco que guardava o pesado portão de madeira e ferro, vivia esta inscrição muito bem estampada e impossível de não ser vista, mesmo a longa distância.

           Logo acima da escrita, fulgurava imensa gravura, em alto relevo, representando o rei acompanhado de portentoso animal, ambos usando armaduras magníficas de guerra e desfilando, altivos, num impressionante descampado pós-batalha, repleto de crânios e cadáveres.

Há muito tempo, um ascendente da atual realeza, depois de massacrar amigos e inimigos – por prazer ou astúcia – trouxe para seu castelo e instalou ao lado do trono um formidável animal, espécime de rara ferocidade, com presas exuberantes e ameaçadoras, sempre limitado por correntes, mas aparentemente submisso a seu senhor.

Este monarca mandou cunhar sua linha de governo e visão do mundo em pedra e desde então, isso era lei.

Durante algum tempo, é claro, muitos ousaram desafiar a predição. Foram dizimados por estratégia de guerra e habilidade. Com o passar lento das eras, distribuição farta de almas para outros mundos e o aumento rápido das lendas, a quimera se tornou concreta. O medo nem era motivo de discussão, cristalizou-se nos corações.

Os descendentes foram se aprimorando. As bestas, sendo substituídas, moldadas e treinadas, sempre maiores e mais brutais enquanto a nobre corte se fortalecia e o povo, deixado à míngua.

Tamanha ficou a crença no poder dominante que, anualmente, era realizado grandioso evento, onde qualquer um poderia desafiar a autoridade suprema numa luta individual de armas contra Sua Majestade, se abatesse seu animal primeiro, bem dito.

           Esse desafio festivo foi batizado Encontro Real.

Geralmente, apenas os desesperados da vida ou aqueles condenados à morte por um crime ou outro, é que ousavam entrar na arena.

O espetáculo era sangrento e ressoava sempre com a vitória do selvagem sobre a pobre carcaça do desafiante. Não havia virtude nessa luta. A cada ano, a multidão urrava mais e se comportava num crescente desvario, numa sede de tragédia sem explicação, contida duramente a ponta de lança e espada.

O poderoso líder assistia impávido a seu “monstro” destroçar aqueles arremedos de gente enquanto constatava o pavor nos olhos das pessoas, estivessem elas distantes ou próximas.

Contam que certa vez, um dos ministros mais importantes fez a seguinte pergunta, num momento ébrio de pensar:

– Vossa Majestade, o que aconteceria realmente, se por acaso um desses infelizes vencesse sua fera? – disse incauto, sorrindo. A pergunta feita em público.

Calmamente então, o rei se aproximou do subordinado, desembainhou o punhal que tinha à cinta e o enterrou no peito do notável, dizendo:

– “Isso” aconteceria, ministro.

Antes mesmo do corpo cair com a lâmina ainda presa em si, o autor já se retirava do ambiente. Essa era uma questão para a qual ele não pensava, nem queria, outra resposta.

Neste ano não seria diferente e os preparativos para a matança estavam bem avançados.

           O Dominador (título honorífico predileto do monarca) gostava de conhecer todos os detalhes. Para tanto, investigava quaisquer inscritos, inclusive o insólito viajante que se atreveu a tanto.

Esse estranho (nas palavras reais) havia aportado na cidade há poucas semanas. Era magro, de certa idade, barba por fazer. Exceto por suas vestimentas, que logo o denunciavam como intruso, passaria por homem trivial.

              À entrada, os guardas o interrogaram sem interesse:

– Alto – disse a vigilância – Qual seu nome, de onde vem e o que pretende?

– Venho de tempos e locais diversos, procuro a verdade do Encontro Real, chamo-me Darta – respondeu, sem medo na voz.

– Não traz bagagem ou armas? – insistiu por rotina, o soldado.

– Ainda não, talvez somente essa bolsa e uma mala que deixei escondida na floresta – disse sério.

Os guardas, após essa fala confusa, consideraram-no mais um estúpido das festas vindouras e deixaram-no ir adiante sem grande preocupação.

Darta hospedou-se no primeiro local disponível e saiu às ruas em busca de melhores elementos sobre o desafio.

          Não havia lugar mais rico para se informar do que a grande feira da cidade. Tudo era motivo de assunto. Ele se aproximava de cada grupo, fosse pequeno ou grande. Ouvindo e anotando. Fez isso seguidamente.

Estava se tornando conhecido no local, quando decidiu expressar opinião durante acalorado embate a respeito das mentiras, fome e violência do reinado:

– Vocês todos tem medo de um porco? – perguntou com estudado assombro.

O silêncio foi visceral. E Darta continuou:

– Sim, pois nos últimos dias em que aqui estive, ouvindo todos, tudo que tenho escutado é o mantra: “quem domina o javali, domina o mundo”. Ora, o javali é um porco, não é? Talvez grande, mas continua porco. Vocês temem e seguem, na verdade, um porco comandado por outro, não sei em qual ordem – o rosto dele estava serenado.

– Forasteiro – disse um ancião de grave semblante – bem se vê que você não entende o mal. Suas palavras, em minutos, brotarão nos ouvidos do rei. Em algumas horas você estará enforcado. Eu posso denunciar sua morte, pois sou velho e velhos são mortos que falam. Sua boca o condenou. Fuja, talvez haja tempo – encerrou a fala, o idoso.

– Fugir por medo não é viver. Não receio porcos. Vocês também não, talvez tenham esquecido. – retrucou calmo – Mas não se preocupe, meu bom senhor. Sou precioso para a encenação grotesca lá deles. Há muito, inscrevi-me para o Encontro Real. Tenho privilégios, conforme a regra – anunciou Darta sob o olhar ainda mais incrédulo dos ouvintes.

O velho tornou a pronunciar:

– Seu privilégio final será uma morte horrível, por isso concedem a breve ilusão da liberdade – não houve risos ante a covardia dos fatos.

No palácio, os informantes transmitiram integralmente os detalhes da reunião na feira, principalmente a ofensa ao seu líder.

– Esse reles sujeito chamou-me porco comandante de outros? – gritou, surpreso, o Dominador – pois que seja o primeiro a enfrentar nossa fome – olhava fixo para o nada – vigiem de perto, caso ele sofra um súbito arrependimento – disse por fim.

Nessa noite, Darta se recolheu cedo. Depois de tanto coletar dados, mediu, calculou e pesou seu único trunfo contra a força que enfrentaria.

Na manhã seguinte, despediu-se da estalagem e foi para o grande teatro montado para a diversão das massas. Durante todo o trajeto percebeu que era seguido pelos guardas reais, os quais não se escondiam, em absoluto.

Àquela altura, sua fama já tinha contagiado a cidade e muitos queriam ver o homem que insultara o nobre soberano, mesmo sabendo que aplaudiriam seu extermínio em seguida.

Darta chegou ao Encontro levando consigo apenas sua bolsa a tiracolo.

– Por aqui – disse-lhe um oficial bem sorridente – você é o prato de entrada – e o conduziu por um túnel ao subterrâneo do imenso estádio. Às suas costas uma sólida porta fora cerrada.

Ao nível do chão, a festa corria movimentada. Gritaria e brigas, bebidas e pessoas se espremendo nas arquibancadas circulares que davam visão ao grande centro e à tribuna onde estavam o monarca e sua numerosa corte.

As trombetas soaram anunciando a fala principal.

– Povo da minha terra, terra de meus ancestrais – muitos se calavam ou eram calados a contragosto – escutem a sabedoria: O javali é o homem do lobo, quem o domina, domina todos – o rei floreava seu brasão e a multidão entendia – vocês são meu mundo!

Em suas mãos, uma bela taça com vinho.

– Hoje – continuou ele – nos reunimos para celebrar essa verdade. Quem dominará o javali? Novamente, saberemos. Que se inicie a disputa. Soltem o predador e sua presa – dito isso, cuspiu no cálice e o atirou ao solo.

As ovações foram histéricas. Tiras de tecido vermelho caíram em linhas retas por todo canto. O som dos bumbos e cornetas ditava a cadência da platéia.

Então uma elaborada grade baixou e um homem estranhamente trajado, como se estivesse com bastante frio, surgiu. Trazia sobre os olhos, lentes escuras protetoras, além de boca e nariz tapados com pano. Seus pés estavam bem calçados. Apesar disso, os freqüentadores da feira o reconheceram como o curioso atrevido; os demais também assim deduziram e, animados por sua ousadia, começaram a gritar:

– Quem tem medo do porco?  Quem tem medo do porco?

O monarca ficou branco como o algodão vindo das terras distantes. Ordenou que liberassem a fera imediatamente. Queria abafar em sangue, os gritos.

Darta estava no centro da arena e olhava diretamente para o suserano. “Pobre e ridículo tolo”, pensou.

Quem tem medo do porco?”, ele ouviu o público gritando: –  continuem – pediu em baixa voz.

Porém, a gritaria estacou quando o javali veio ao campo de combate. Movimentou sua enorme cabeça de um lado a outro, lentamente, olhando todo o estádio, sugerindo um cumprimento macabro aos presentes.

          Havia saliva escorrendo de sua boca, formando poças no terreno abaixo de seu queixo. Seus pelos duros estavam eriçados e brilhavam, parecendo polidos à mão. Adornos de metal trabalhado enfeitavam seu peito e pernas musculosos.

            A população nunca havia visto esse animal. Era gigantesco. Talvez duas vezes maior que o do ano passado e mesmo esse já era enorme.

Darta sentiu um gelo cortante na espinha. Não havia previsto um bicho tão grande. E se arrepiou mais quando notou que o rei  lhe apontava algo. E era sua mala. A qual estava (ou deveria estar) abrigada na floresta.

Desde quando …?”, “Será que ele sabe?” perguntou a si. “Não interessa agora, lá vem o gigante”, concluiu ao sentir a vibração em seus pés.

Alheio a dúvidas, o javali fez o que lhe foi ensinado: correr para matar assim que estivesse livre.

           Darta viu a areia ser jogada ao ar pelas patas do animal. Levou a mão ao bolso, puxou um pequeno pote e o abriu de um só golpe.

Embora seus movimentos tivessem sido rápidos, o ser mítico já estava quase em cima de si. Darta não teria outra chance. Na confusão do ataque, ele se desviou o suficiente, não sem antes arremessar o conteúdo do recipiente no focinho da fera, que o respirou praticamente por inteiro. Era um pó esverdeado e seco.

Como o animal havia errado o primeiro bote a velocidade intensa, levou muitos metros até parar completamente e se reposicionar para novo ataque.

Darta esperava que o discreto artifício químico lançado fosse o suficiente, caso contrário, não voltaria para sua família jamais. Ele baixou o lenço que protegia seu rosto.

– Mate-o agora – grunhiu colericamente o rei.

O animal balançou a cabeça algumas vezes, talvez firmando a mira, e se atirou ao encontro de sua vítima.

Não se ouvia palavra.

Os olhos fechados de Darta não viram de pronto, mas o bruto, após reiniciar com vontade, desanimava a cada passo, até chegar trôpego para se deitar aos seus pés, em sacrifício.

O javali estava dominado.

Por alguns instantes, as pessoas não compreenderam o que tinha acontecido. O rei sim, mas quando tentou outro refúgio, sua prodigiosa, assustada e curiosa comitiva, involuntariamente, o atravancara.

Então começou devagar. Alguém sozinho lembrou, em voz,  para si mesmo:

– Quem tem medo do porco?

Outras pessoas ouviram e repetiram:

– Quem tem medo do porco?  

Até que uma voz de trovão explodiu e foi ouvida por muitos e muitos quilômetros:

– O porco está morto. Matem o porco!

A turba também solta de suas algemas correu a beber todo o sangue que pudesse.

          Darta só conseguiu procurar sua mala depois de muito tempo. Encontrou-a debaixo dos escombros do trono. Dentro dela, poucos livros, sua missão e os instrumentos necessários para o retorno a sua terra. Estava suja, mas intacta.

Nem tentou abri-la. Sua arrogância me salvou”, disse sozinho.

Ao sair pelas ruas incendiadas da cidade, ele se deparou com um javali-filhote, um dos muitos considerados intocáveis até então. Para evitar que fosse apenas mais um assado, passou-lhe uma corrente ao pescoço e sem ser incomodado por ninguém, partiu para iniciar sua viagem de volta.

         Entrou na floresta com sua mala, sobretudo de couro, capuz, óculos escuros e o dócil animal ao lado.

Iria libertá-lo em breve.

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92 comentários em “Antiga Jornada (Olisomar Pires)

  1. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Antiga Jornada (John Titor)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: tem adequação, no último momento aparece a cena. Parece o Sean Connery em Hobin Hood. Ou o Luke Skywalker no ultimo Guerra nas Estrelas.

    ASPECTOS TÉCNICOS: a premissa medievalista/Game of Thrones é interessante, terreno fértil para desenvolver uma história como a proposta. No entanto, me parece que determinados elementos (como o aviso do ancião, os gritos da multidão, etc.) são bastante convencionais. Faltou ousadia – e motivação ao personagem principal, a meu ver.

    EFEITO: bom resultado, ainda que limitado pelo campo escolhido para semear a história.

  2. Felipe Moreira
    23 de junho de 2017

    O texto começa forte, eleva-se de tal maneira que encanta os olhos. A gente vai mergulhando na narrativa dessa antiga jornada, parece crucial entender os acontecimentos. Parece ter deixado uma ou outra ponta solta. Mas a única ressalva é que talvez algumas cenas construídas tenham sido descritas demais, acho que o impulso da narrativa era o bastante, porque ela é bem imagética por si mesma.

    De qualquer maneira está de parabéns, é um bom conto. Adoro ler aventuras que sejam ambientadas assim. Imaginei um cenário bem avançado da Era do Bronze.

    Boa sorte no desafio.

    • John Titor
      23 de junho de 2017

      Obg pelo comentário, Felipe.

  3. Leo Jardim
    22 de junho de 2017

    Antiga Jornada (John Titor)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): gostei da ambientação e da história contada. A confiança de Darta torna ele uma espécie de badass daqueles que torcemos. Faltou, pra ficar melhor, explicar os motivos dele fazer o que fez. Criar um background melhor para o protagonista ia fazer com que torcesse ainda mais por ele.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): achei bastante boa, uma narração eficiente, boa descrição de cenas, fiquei realmente imerso no texto. Anotei, porém, alguns erros enquanto lia:

    ▪ bem dito (bendito?)

    ▪ apenas os desesperados da vida ou aqueles condenados à morte por um crime ou outro *sem vírgula* é que ousavam entrar na arena.

    ▪ Alto – disse a vigilância *ponto* – Qual seu nome (dê uma olhada nesse artigo: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279)

    ▪ freqüentadores (sem trema)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): temos histórias de monarcas cruéis e forasteiros que os destronam aos montes. O torneio do javali e a forma convivente como ele foi vencido deram personalidade a esta.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado, embora eu não tenha entendido muito bem a função da mala. Nela estava o segredo do pó que ele usou contra o javali?

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): gostei do texto, me diverti enquanto lia, preso que estava à narrativa, mas acho que o fim, após a morte do suíno, o conto perdeu um pouco da força dramática, principalmente por ter citado bem tarde a família dele. Fiquei pensando: o que o levou a isso? E a dúvida me frustrou um pouco.

    • John Titor
      23 de junho de 2017

      Obg pelo comentário, Leo.

      É “bem dito” mesmo, ou seja, “frise-se”, “fique marcado”.

      A outra coisa que vc apontou é a função da mala.

      Este pequeno trecho a explica:

      “Dentro dela, poucos livros, sua missão e os instrumentos necessários para o retorno a sua terra”.

      Valeu !

  4. Andreza Araujo
    22 de junho de 2017

    Foi uma leitura bem interessante, me prendeu. Por outro lado, algumas coisas não ficaram completamente transparentes pra mim. O que tinha na mala de tão relevante para que pudesse destruí-lo caso o rei a abrisse? E de onde ele veio, afinal, tipo, qual era sua real intenção? Porque ele veio de longe (suponho) apenas para derrotar o rei e seu javali, não sei se entendi exatamente sua motivação. De todo o modo o texto possui narrativa forte e agradável. Tema 100% presente.

    • John Titor
      23 de junho de 2017

      Obg pelo comentário, Andreza.

      Acho que este pequeno trecho ajuda em algumas das suas dúvidas com relação à mala.

      “Dentro dela, poucos livros, sua missão e os instrumentos necessários para o retorno a sua terra”.

      Valeu pela leitura e que bom que tenha apreciado.

  5. Evandro Furtado
    22 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto tem uma ambientação que lembra dos filmes históricos da década de 50/60.

    C: A história é bem construída, pautando-se na curiosidade do leitor. A todo tempo a pergunta de como o sujeito vai derrotar o javali surge. A resolução nem é tão brilhante assim, mas é construída de uma forma que não incomoda o leitor.

    F: A narrativa em terceira pessoa é bem construída, aplicando-se bem ao estilo do conto, sem arriscar demais ou cometer erros que se destaquem.

  6. Catarina
    22 de junho de 2017

    O INÍCIO, com a frase de domínio do rei, ficou muito bom. Assim como o título, que já induz o leitor a procurar a jornada do herói.
    Houve uma preocupação excessiva com a TRADUÇÃO DA IMAGEM com descrições desnecessárias. O personagem já era forte o suficiente e o desafio não exigia descrever a cena toda. Os excessos de vírgulas travaram um pouco o texto. A trama em si é apaixonante e me causou um EFEITO libertário.

  7. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo John,

    Meus parabéns pela sua história. Gostei de como você construiu esse mundo meio fantasia, meio mesopotâmia. Achei que você usou algumas construções muito boas no seu texto. Para mim, parte do prazer da literatura é poder encontrar frases bem estruturadas. Parabéns.
    Talvez fosse a sua intenção, mas fiquei curioso e um pouco desapontado por você não ter entrado nos detalhes quanto à origem do viajante e de como ele viajava. Era um viajante do tempo? Quem dera aquela missão a ele? Porque o fato de o rei não ter aberto a mala salvou a viagem de volta dele?
    Bem, como disse, gostei da história, gostei do seu mundo e o enredo casou direitinho com a imagem do desafio. Parabéns!

  8. Givago Domingues Thimoti
    19 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Adequado
    Criatividade: Alta
    Emoção: Gostei do conto. Acho que foi diferente e muito bem trabalhado.
    Enredo: Muito bem desenvolvido. O texto conseguiu prender a minha atenção. Embora o tema “Homem contra tirania” seja um pouco batido, o autor conseguiu fazer um conto que não fosse clichê. Parabéns!
    Gramática: Não notei nenhum erro.

    • John Titor
      19 de junho de 2017

      Obg pelo comentário generoso, Givago.

      Fico satisfeito que tenha gostado.

  9. Pedro Luna
    17 de junho de 2017

    “Calmamente então, o rei se aproximou do subordinado, desembainhou o punhal que tinha à cinta e o enterrou no peito do notável, dizendo:

    – “Isso” aconteceria, ministro.”

    Hahaha, esses ministros, asseclas, camareiros de reis tiranos não aprendem a ficar de boca fechada. Hahaha. São anos morrendo assim em filmes, livros, contos.

    A introdução do conto me desagradou. O clima de prólogo de livro de fantasia e resumão de acontecimentos me cansou, porém, quando você começa a narrar cenas, quando surge o forasteiro, os diálogos, e finalmente o embate na competição, fica tudo bem legal. Gostei da imagem que você criou, do javali enorme, monstrengo, enfurecido para destroçar o cidadão, em pleno palco de coliseu, e ele, como um bom herói desse tipo de história, vence a batalha. Conto bem divertido apesar do começo distante e frio. Curti.

    • John Titor
      18 de junho de 2017

      Obg pelo comentário.

      Não só na ficção os subalternos de tiranos morrem assim. Vacilou um pouquinho e pimba, já era !

      Que bom que tenha gostado do conjunto.

  10. Sick Mind
    17 de junho de 2017

    O conto tem um clima de prólogo de um mundo maior de fantasia. Inclusive, se fosse chutar, algo com aquele clima do filme antigo do Conan.

    Alguns parágrafos tem avanço na primeira linha, outros não. Dava para remover o que está contido entre parênteses sem afetar a compreensão do texto. Tem até palavra em negrito, espaço duplo. Faltou uma revisão na formatação, ou o que? Sei que isso não é nada, mas particularmente acho feio. Meu blog tbm é baseado em WordPress, assim como o EC, então sempre passo algo do bloco de notas ou word e nunca ocorreu erros assim.

    O comportamento do viajante não me pareceu mto crível. O sujeito já foi para o reino na intenção de acabar com essa história de javali-lobo-homem, mas precisou ficar estudando e anotando dados que pesquisou da boca do povo da feira? As únicas pessoas que ele deveria ouvir, caso fosse realmente um sujeito esperto, eram dos que treinavam esses javalis, pois os que os combateram já estavam mortos… Pessoas comuns de feira são boas para fofocar, mas fornecer dados técnicos… Aí tem a questão da mala, que se era para estar escondida, ele não deveria ter revelado. O pó esverdeado e seco (seria estranho se ele fosse úmido), entrou com ele na arena e ninguém questionou? Afinal, de onde veio esse sujeito, quais suas motivações?
    Tudo bem que havia um significado para o javali, mas bastou matá-lo para todo mundo ser consciente de sua situação? O Dominador tinha outros javalis, exército, mas não vemos esses elementos serem usados contra ele na “revolução”.

    Apesar disso, eu gostei da ambientação do conto, principalmente no início. Acho que vi alguns deslizes gramaticais, mas nada grave. Se a cena final do javali filhote foi apenas para reforçar o tema do concurso, não achei que era necessária.

    Mta coisa boa foi dita nos outros comentários desse conto, acredito que se o autor (a) tirar um bom proveito disso, esse conto pode virar uma ótima novela de fantasia.

    • John Titor
      17 de junho de 2017

      São tantas perguntas, nem faço idéia das respostas. Só sei que foi assim. 🙂

      Obg pelo comentário ao estilo Show da Luna. (risos)

      Ótima dica sobre a novela de fantasia, havia pensado numa série das Aventuras de Darta.

  11. Raian Moreira
    16 de junho de 2017

    Excelente texto, historia envolvente e interessante. Achei um pouco perdido no meio e terminou de maneira corrida, mas tudo bem, o prazo era curto e com maximo de 2000 palavras. Parabéns ao autor. Como ja falaram, Se o javali é o lobo do homem então estamos regredindo ao sermos guiados por porcos. Os diálogos fluem e combinam com o local e época que o conto parece transmitir.
    Boa sorte

    • John Titor
      16 de junho de 2017

      Obg pelo comentário.

      Que bom que gostou do conjunto da obra, pelo menos. 🙂

  12. Marco Aurélio Saraiva
    16 de junho de 2017

    ===TRAMA===

    Boa! Uma aventura de fantasia medieval… a única que vi por aqui. Bem legal!

    Ficou claro que o personagem principal tinha a missão de libertar o povo daquela opressão. O conto tece uma boa crítica ao nosso sistema político, sem nenhum caráter panfletário. A crítica é muito boa: o povo poderia, a qualquer momento, erguer armas e enfrentar o rei. Mas foi necessário que um homem comum derrotasse o javali (que representa, talvez, a máquina do estado?) para que as pessoas compreendessem o seu poder.

    Muito interessante!

    Até mesmo a saída do homem com o filhote de javali tem alguma conotação simbólica: a tendência do povo durante uma rebelião é o anarquismo, destruindo o estado por completo, instaurando uma sociedade desordenada. O homem, por sua vez, leva consigo um filho de javali “antes que virasse um assado”, ou seja, ele salva o lado bom do estado para usá-lo futuramente, “libertando-o”.

    E, é claro, no meio disso tudo temos uma aventura épica medieval, com direito a herói, vilão e um desafio quase impossível, sobrepujado com astúcia.

    Apenas uma questão saltou ao pensamento: se havia uma mala que deveria permanecer secreta, por quê o homem falou que ela existia? Ainda mais sabendo que, caso o rei encontrasse a tal mala, saberia de todos os seus planos!

    ===TÉCNICA===

    Boa. Muito boa. Uma escrita suave, com boas descrições e leitura excelente. Não há muito o que falar aqui. Foi um conto bom de ler, que me prendeu do início ao fim.

    O que achei de estranho e que vai pesar um pouco na nota final, mas nem tanto, foi:

    1) Às vezes fica difícil identificar quem está falando (por exemplo, no discurso inicial, antes de começar a luta contra o javali)

    2) A frase talhada na entrada da cidade está escrita de uma forma no início do conto, e de forma diferente no corpo do conto.

    ===SALDO===

    Muito positivo!

    • John Titor
      16 de junho de 2017

      Obg pelo comentário interpretativo.

      Como disse em outras respostas, pretendi um conto leve e divertido com possibilidade de “entrelinhas”. Você as captou bem, embora elas não sejam essenciais para o efeito do texto de entretenimento.

      Seu ítem “2” sobre a frase: assumo que houve uma inversão não intencional que passou batido na revisão.

      Grato.

  13. Cilas Medi
    16 de junho de 2017

    Olá John,

    1. bem dito = bem-dito.
    2. platéia = plateia.
    3. freqüentadores = frequentadores.
    Um bom conto, com suspense na medida certa, com a descrição dos locais bem definida e nos levando a várias possibilidades para o término dele. Com poucos erros que não prejudicam de nenhuma forma o trabalho em sua totalidade, deixa um mistério no ar: o conteúdo da mala. Os parágrafos curtos, o bom e bem escolhido diálogo, propicia acompanhar com bastante clareza as ações e suas consequências. Cumpriu completamente o desafio.

    • John Titor
      16 de junho de 2017

      Obrigado pelo comentário.

      Feliz ou infelizmente não me acostumei às novas regras ortográficas (suspeito que demorarei em aceitá-las) rsrsrs

      Que bom que tenha apreciado.

  14. Bia Machado
    16 de junho de 2017

    Desenvolvimento: O desenvolvimento do conto foi bem seguro, até demais, em certos momentos beirando o correto em excesso, o que tira um pouco a emoção. Parece, sim, ter sido bem pensado, passo a passo, mas ainda assim, acho que o final, do embate em diante, poderia ter sido mais bem narrado. A impressão que me passou é a seguinte: um conto escrito com esmero técnico, tanto, que a emoção da narrativa foi meio atenuada.

    Personagens: Não brilham muito. No entanto, consegui simpatizar com Darta, torci por ele e fiquei feliz por sua vitória. Acredito que ele é uma personagem que renderia muitas outras histórias.

    Emoção: Narrativas como essa não me animam muito, são as que menos procuro e as que deixo de lado mais facilmente em detrimento de outras, mas mesmo com essa sensação de “esmero técnico exagerado”, não foi cansativo, foi tranquilo de ler, foi uma leitura que me agradou e que me proporcionou alguns minutos de diversão, imaginando o que você narrou.

    Tema: Pra mim está adequado e não achei que ficou forçado reproduzir a foto ao final, diante de tudo o que foi narrado antes. Foi como se a imagem “fechasse” a história. Gostei desse “efeito”.

    Gramática: Ok, com algumas coisas a respeito de pontuação e acentuação, nada que tenha atrapalhado e que pode facilmente ser revisto. Bom trabalho!

    • John Titor
      16 de junho de 2017

      Obg pelo comentário gentil.

      Que bom que vc notou que a imagem-tema é quase uma consequência da estória, ela apareceria naturalmente em função dos elementos envolvidos.

      É a primeira vez que alguém elogia o “esmero técnico” de uma forma meio atravessada (risos), mas entendi seu ponto de vista.

      Como tenho repetido em outro coments, é um conto simples (apesar das entrelinhas) feito para entreter, divertir, e querer acompanhar Darta em outras aventurar. Se isso funcionar, já está ótimo pra mim.

  15. Gustavo Araujo
    15 de junho de 2017

    Uma história bacana, do tipo que vende bastante na Amazon (olha aí a dica 😉 ). Não chega a ser assim, original, mas o que é original hoje em dia? De certo modo, o conto me lembrou do argumento do filme “Gladiador”, em que o próprio imperador se propunha a lutar com os bárbaros no coliseu. Aliás, fiquei esperando por isso neste conto. Pelo que entendi, quem derrotasse o javali teria que se ver com o soberano, mas isso acabou não acontecendo, já que ele foi engolido pela turba ensandecida pelo abate da fera. Isso acabou me frustrando um pouco. Também não entendi direito o que era o tal pó que Darta (que raios de nome é este?) tinha guardado para usar na hora H, nem o que havia de tão secreto na mala que o rei havia resgatado da floresta… Enfim, pontos obscuros que podem ser melhorados numa eventual revisão.

    Vê-se que o autor privilegia a ação, deixando os personagens um tanto planos. É uma escolha que eu respeito, mas que ao mesmo tempo me afasta da leitura. É mais ou menos como assistir a um velho filme de sessão da tarde – vale como passatempo (o que não é pouco), mas não como enriquecimento literário, já que mesmo antes da metade do texto já dá para perceber o desfecho. De todo modo, o resultado foi uma construção satisfatória, desde a tradição explicada no início até o arremate, fechando o ciclo sem erros, sem sobressaltos. Fica a dica, entretanto, para que o autor ouse mais, subverta um pouco a lógica e os clichês, que aprofunde os personagens. Ferramentas para isso não lhe parecem faltar.

    • John Titor
      15 de junho de 2017

      Obg pelo comentário generoso.

      Gosto de clichês. Mea culpa. (risos)

      Num próximo desafio, prometo entortar a lógica da coisa em nível sub-atômico (não sei se vai dar certo), com personagens tão profundos que será preciso um guindaste para resgatá-los.

      Quanto ao nome “Darta” é algo que me lembra do Isaac Asimov e usei como homenagem particular.

  16. Wilson Barros
    13 de junho de 2017

    Pra começar, muito interessante o pseudônimo John titor, o pretenso viajante temporal que postava o futuro na net. Correndo o risco de gozações anorkh-indianas afirmo que o conto possui laivos de um dos meus autores favoritos, malba Tahan, principalmente por magnetizar o leitor. Isso se deve à Boa escrita, frase como silêncio visceral, porco comandando outros, etc. P.s. juro que pensei que o conto era do de lohem e seu homem lagarto mas parece que tocaram-no daqui na minha ausência.

    • Anorkinda Neide
      14 de junho de 2017

      ahh nao, nao sao gozações. eu gosto mesmo dos seus comentarios e as comparações com contos famosos só nos honra e dá incentivo! ❤

    • John Titor
      14 de junho de 2017

      Obg pelo comentário bondoso.

      O pseudônimo escolhido não foi aleatório, embora não seja obrigatório para a interpretação do texto. Só mais um detalhe.

      Que bom que tenha apreciado.

  17. juliana calafange da costa ribeiro
    11 de junho de 2017

    Achei a história um tanto juvenil, mas acho q era essa mesma a intenção do autor. A leitura flui sem maiores entraves e sem erros aparentes. Talvez pudesse ser um pouco enxugada, na metade do conto tive a impressão de que já sabia o que ia acontecer, com alguns parágrafos de antecedência. A imagem-tema foi utilizada, mesmo que a mala e o figurino tivessem tido importância secundária na trama, acho que cumpriu o quesito. As cenas de ação são bem escritas, mas ficou faltando explicar esse pó mágico (quase um Deus Ex-machina) que resolve toda a situação. Me pareceu meio um “samba do yogue doido”, uma mistura de budismo indú com tourada espanhola e pó de pirlimpimpim… O final também achei um pouco forçado, meio solto, só pra formatar a imagem do desafio. Boa sorte!

    • John Titor
      11 de junho de 2017

      Obg pelo comentário.

      Ri muito com o “pó de pirlimpimpim” … sou fã do Lobato desde menino pequeno bem novinho… rsrsrs

      Mas se vc atentar bem direitinho, tem nada solto. Aliás, até tem, mas é um solto pra ser amarrado pelo Vsiconde de SAbugosa. 🙂

  18. Fátima Heluany AntunesNogueira
    11 de junho de 2017

    Narrativa com ares de contos infantis, criativa, prende a atenção. Fui lendo de uma vez, só imaginando como John Titor seria inserido na trama. Gostei e fez sentido com aqueles trajes diferentes da época. Lembrou-me também a série “TRAVELERS”, quanto à intervenção no passado para ter melhores condições de vida no futuro.

    O estilo de linguagem está bem de acordo com a ambientação e o assunto, a imagem-tema apareceu bem definida. A pontuação e algumas frases carecem de uma revisão, nada que prejudique a fluidez do texto.

    É um trabalho com potencial, uma ideia boa. Parabéns pela participação. Abraços.

  19. rsollberg
    9 de junho de 2017

    Fala Titor

    Antes de tudo gostei da referência no pseudônimo, agrega valor a história do conto. Mas vamos ao conto…

    A história é linear, com boa ambientação, obviamente com certos elementos consagrados na jornada do herói de Joseph Campbell e aprimoradas por Vogler, que costumam casar com esse tipo de narrativa.

    Contudo, o ritmo empregado é lento, as construções frasais são longas sem que se justifiquem – estilo ou inovação – com linguagem rebuscada em certos momentos e singelas em outros, o que deixa a coisa toda sem muita fluidez. Os diálogos, que muitas vezes servem para acelerar o ritmo, aqui agem de forma contrária, isto porque são muito explicativos, dão voz ao autor e não aos personagens. Sempre trago esse tipo de debate por aqui no E.C, pois acredito que essa ferramenta é muito subutilizada em alguns contos. É preciso perceber que as falas, consequentemente, o diálogo, é a voz do autor, claro, mas especialmente dos personagens. É a voz da própria criação, do próprio personagem, com todas as suas idiossincrasias.. Assim sendo,acredito que não pode simplesmente ser um recurso de estrutura, comumente usada em inúmeras obras.

    Ultrapassada essa questão, percebi que o tema está bem presente no conto e isso inegavelmente é um ponto positivo. Na história em si, achei os guardas bem caricatos (o que não me parece ser a proposta do autor), perguntam sem interesse, deixam ir sem preocupação. Certamente apenas uma questão de gosto.

    A frase, que acredito que seja do Thomas Hobbes, é um elemento bem interessante do texto. Ela deu um toque bem legal e gerou, pelo menos em mim, certa reflexão. Até agora não consegui me decidir sobre o que acho. O pensamento original faz uma crítica ao comportamento humano, numa alusão a cadeia alimentar e seus predadores. Mais do isso, é uma advertência a humanidade. Quando você insere um outro animal nessa frase, ela automaticamente perde o seu sentido original e cria um outro sentido, que não me parece trazer muita reflexão. O lobo na frase é encarado como o predador temido das espécies, logo poderíamos substituir os vocábulos, então ficaria “o homem é o predador do homem”. Ou seja, se você coloca “o javali é o predador do homem” ela perde todo o seu poder. Bem, de qualquer modo, a simples existência dessa referência já me trouxe vários sentimentos e isso é sempre ótimo.

    Por fim, avaliaria esse conto como mediano, mas com potencial para ser bem aproveitado.

    • John Titor
      9 de junho de 2017

      Obg pelo bom comentário.

      Vc percebeu bem. A célebre frase original diz que o homem é o inimigo maior do próprio homem. No conto, por adaptação ao tema, trouxe que o javali seria o predador a ser temido e quem o dominasse, dominaria a todos. Claro que isso foi uma esperteza do rei, como está descrito no texto. Não leve a frase tão a sério.

      Agradeço os apontamentos em relação às construções frasais e aos diálogos, às vezes escrevemos em diferentes momentos e com espíritos diferentes. É preciso disciplina.

      Até mais.

  20. Rafael Luiz
    8 de junho de 2017

    Bem escrito e descrito. Acjhei a narrativa um pouco lenta, e acabei me desligando em alguns momentos. O final era previsível, mas boa a sacada e não mostrar. Gostei do conto.

    • John Titor
      11 de junho de 2017

      Obg pelo comentário.

      Que bom que gostou, importante é isso. 🙂

  21. Jorge Santos
    7 de junho de 2017

    Este conto parece ter saído do argumento do “Game of Thrones”. Os elementos estão lá todos: o líder despótico, a luta pelo poder, a diferença de classes e a crueldade da acção. Notei algumas falhas gramaticais, mas nada que tire valor ao conto, que prende o leitor. A tensão é constante, mas algo expectável. Ao contrário do que acontece em “Game of Thrones”, onde o desfecho é raramente o esperado e os “happy endings” muito raros, aqui o final é o convencional: o mocinho vence e leva como prémio o presunto – digo, javali…

  22. Fernando Cyrino
    3 de junho de 2017

    Uma história interessante. Uma narrativa que prende. Gosto dos parágrafos curtos que fazem com que se aumente a tensão em torno de Darta o rei e o javali. Ficou bacana e criativo o cenário da história e a maneira como você vai narrando o conto. Fiquei com a impressão que o conto perdeu força ao final com o pó esverdeado a gerar submissão à fera. Um bom conto denotando cuidado na sua construção.

  23. Ricardo Gnecco Falco
    3 de junho de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Está bem escrito. Não encontrei nada que atrapalhasse a leitura.

    – CRIATIVIDADE
    Mediana. Um conto ao estilo medieval. Boas imagens de batalha e suspense, mas sem muitas explicações a respeito dos próprios materiais apresentados na história e seus significados.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100% adequado ao tema do Certame.

    – EMOÇÃO
    Mediana. O final ficou mais preocupado em tirar uma selfie da imagem-tema do Desafio do que explicar ao leitor o que fazia, quem era, de onde viera e para onde iria o protagonista da história.

    – ENREDO
    Começo e meio bem delineados e desenvolvidos. Final, infelizmente, não fechou o trio, ficando aberto demais da conta (pelo menos para mim)… Ele era um viajante do tempo? Qual sua verdadeira missão na história? De onde ele veio? Para onde ele vai? O que de importante havia na mala e que o monarca não havia percebido? Enfim… Estas são apenas algumas das perguntas que ficaram sem resposta na trama. Mas foi uma boa leitura! 😉

    *************************************************

    • John Titor
      3 de junho de 2017

      Obg pelo comentário.

      Não é uma selfie para simples adequação ao tema. O conto inteiro conspira para que a imagem-tema apareça em algum ponto da narrativa, no caso ela surgiu no final. Seria natural que aparecesse dadas as circunstâncias do texto.

      Outro detalhe é que o conto não é tão aberto, pode até possibilitar uma continuação com outra aventura, mas nesse momento, Darta veio e insuflou uma revolta positiva.

      Pena que não tenha apreciado, mas faz parte.

      • Ricardo Gnecco Falco
        5 de junho de 2017

        Oi, John! Apreciei a leitura, sim. Você escreve bem e dá prazer ler a sua história. Só, realmente, fiquei com muitas perguntas não respondidas ao final da prazerosa leitura. Parabéns e boa sorte no Desafio! 😉

  24. Ana Monteiro
    2 de junho de 2017

    Olá John. O seu conto remeteu-me para “The Hunger Games” apesar do toque super medieval do ambiente recriado. Analisando de acordo com os parâmetros propostos para avaliação. Gramática: encontrei uma ou outra frase que teria ficado melhor com uma construção diferente, mas nada de grave. E talvez algum erro de construção, mas nada que me prendesse a atenção a ponto de, no final, ainda recordar; Criatividade: média. Não achei nada muito original, embora tampouco possa dizer que não foi criativo, mas soube um pouco a “déjà vu”; Adequação ao tema: total, mas criada de propósito para isso, você poderia ter escrito a mesma história sem nenhum dos elementos a não ser o javali, figura central; Emoção e enredo, médios também. Eu achei que a melhor qualidade deste conto é o autor. Deu para perceber que o sabe e é capaz de contar e criar histórias, dar-lhes enredo, conduzi-las, conduzir o leitor, prender a atenção. O conto, em si mesmo, senti-o, na generalidade, médio e abaixo do potencial do autor.

    • John Titor
      2 de junho de 2017

      “Eu achei que a melhor qualidade deste conto é o autor. ”

      Esse é o melhor elogio que jamais pensei receber. Muitíssimo obrigado. Já valeu a participação.

      🙂

  25. Fabio Baptista
    31 de maio de 2017

    Gostei!

    Não está um primor de escrita, mas a narrativa consegue segurar bastante a atenção do leitor (conseguiu prender a minha, pelo menos, apesar que sou meio suspeito, pois adoro fantasia). Não sei se já é estilo do autor ou se acabou saindo assim para esse conto específico, mas o jeito de escrever me pareceu querer simular um clima medieval/épico que, óbvio, tem tudo a ver com a história. Isso funcionou na maior parte do conto, mas às vezes soou um pouco forçado.

    A história é daquele tipo que todo mundo já sabe o que vai acontecer, mas mesmo assim a leitura é bastante agradável… prefiro um conto assim, simples, linear, do que um cheio de reviravoltas que acabe confundindo tudo. Imagino que o autor quis dar um suspense maior no final, mas eu não curti muito perceber que o Darta não estava com tudo sob controle. A morte do javali também foi meio sem sal. Mas todo o entorno criado para chegar até ali foi muito bom.

    – Na principal entrada da cidade, sobre o grande arco que guardava o pesado portão de madeira e ferro
    >>> talvez diminuir a quantidade de adjetivos torne a leitura mais fluida

    – Essa era uma questão para a qual ele não pensava
    >>> mesmo dando um desconto que a narrativa vai mais para o lado épico e tal, aqui eu utilizaria “sobre a qual”

    – insistiu por rotina, o soldado
    >>> insistiu o soldado, por rotina
    ou
    >>> insistiu, por rotina, o soldado

    – deixaram-no ir adiante sem grande preocupação
    >>> que belos vigilantes, hein! hauahua

    – Vocês também não, talvez tenham esquecido. – retrucou calmo – Mas não se preocupe
    >>> Vocês também não, talvez tenham esquecido – retrucou, calmo. – Mas não se preocupe

    – E era sua mala.
    >>> Meu, o Darta foi muito vacilão… kkkkkk

    Abraço!

    • John Titor
      31 de maio de 2017

      Por motivos óbvios, você ter gostado já significa muito.

      Obrigado pelas dicas.

  26. Wender Lemes
    29 de maio de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: o conto é bem organizado, construindo o contexto feudal aos poucos para culminar na batalha final entre o protagonista e a fera. A linguagem tendendo ao mais formal combina com a ambientação. Minha única ressalva quanto à construção do protagonista foi ele ter dito aos guardas que escondeu sua mala na floresta e depois ficar surpreso porque a encontraram.

    Aspectos subjetivos: partindo da imagem tema, imagino que quem escreveu deixou-se influenciar mais pela floresta que pelas figuras centrais. Trazê-los para uma era antiga foi uma opção bem legal, que casou muito com o javali, ainda que o homem ficasse mais deslocado (um intruso de outra era, não é?).

    Compreensão geral: no princípio, estranhei o modo como descreveu a inscrição no portal: “vivia esta inscrição”. Ao longo do conto, essa passagem mostra seu verdadeiro significado. Não se trata apenas de uma frase, mas de um organismo, um ser vivo que rege o comportamento de todos na região. O conto explora uma batalha mais ideológica que física. O javali, aqui visto como uma fera brutal e impiedosa, é a representação do poder absoluto sobre os mais fracos, daquilo que nos torna nossos próprios inimigos. Não é à toa que ele sempre está ao lado do monarca, personificação da autoridade. Não é à toa também que o único personagem que recebe um nome, propriamente, é Darta (inspirado em “D’Artagnan”?) – representações geralmente dispensam nomes. Com sua mala cheia de livros, ele é o estopim para o final do poder absoluto, como se o conhecimento estivesse fadado a vencer a ignorância. Poderia estender um pouco mais a viagem e dizer que o conto é quase uma ode à Revolução Francesa, mas acho que já passei do ponto, nem tenho conhecimento histórico para isso.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • John Titor
      30 de maio de 2017

      Obrigado por sua leitura e ótima interpretação dos elementos.

      Realmente o termo lapidado “vivia esta inscrição” tem importância especial para o texto, conforme você muito bem notou.

  27. Sabrina Dalbelo
    27 de maio de 2017

    Olá autor(a),

    Eu gostei do seu conto.
    Voltei ao passado lembrando de lutas de gladiadores em enormes arenas para firmar o poder do soberano e divertir o povo.
    Claro, algumas coisas ficaram bem em aberto para que o leitor completasse a mensagem como lhe aprouvesse.
    Agradeço por deixar o leitor participar do conto. Ele se enriquece ao ponto de vista de cada um.
    O fim do conto remete claramente à imagem do desafio.
    Não senti dificuldades na leitura e me diverti.
    Um abraço.

    • John Titor
      11 de junho de 2017

      Que bom que gostou. Isso é o mais importante. 🙂

  28. angst447
    25 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto passa a ideia de uma viagem no passado. Pelo menos,foi o que eu pensei.
    O tema do desafio foi abordado com sucesso.
    A princípio, achei o ritmo um tanto embolado, mas aí a narrativa foi ganhando fluidez. O enredo me fez pensar nas lutas no Coliseu, só que invés de leões, um javali estava à espera de mais uma vítima.
    O mistério do pó verde dentro da mala e suas vestimentas…bem, teria vindo o tal Darta um viajante do futuro? “Venho de tempos e locais diversos”
    Não encontrei falhas na sua revisão, pelo menos, nada que produzisse entraves na leitura. Trabalho bem desenvolvido, uma mistura de ficção científica com fantasia medieval. Arriscado, mas funcionou.
    Boa sorte!

  29. Mariana
    23 de maio de 2017

    O homem e o javali encontram Game of thrones rsrs. A escrita é gostosa e nenhum problema de gramática fica visível. Entre o medieval e o cômico, o autor foi criativo e soube conduzir a narrativa que desejava. Só não entendi a mala e a sua importância não tão importante, já que ela surge e é esquecida com a mesma rapidez. Talvez a única ponta solta do conto. Meus parabéns e sorte ao autor.

    • John Titor
      23 de maio de 2017

      “Dentro dela, poucos livros, sua missão e os instrumentos necessários para o retorno a sua terra”

      Obg pelo comentário generoso.

  30. Victor Finkler Lachowski
    23 de maio de 2017

    Achei um bom conto.
    O estilo medieval foi uma ótima sacada, boa escolha de palavras, a leitura é tranquila e esse universo criado possibilita continuações com o personagem Darta (que eu particularmente gostaria de ler).
    A descrição da cena narrada e da imagem proposta sendo feita apenas no final foi bem planejada, pois, ficou condizente com o universo mostrado.
    O final do conto foi o ponto fraco em minha opinião, muito corrido e acabou caindo no óbvio (complicado não ser corrido com apenas 2.000 palavras, eu sei), faltaram detalhes da ambientação para dar uma atmosfera mais envolvente.
    Apesar dos pontos negativos que apontei espero que você nos presentei com mais obras (se possível com o Darta).

  31. Afonso Elva
    23 de maio de 2017

    Começando! É minha primeira vez por aqui, estou gostando de participar. Não tive uma experiência muito boa em um outro concurso semelhante (panelinhas, preocupação excessiva com o comentário alheio etc…). Estou esperançoso! Mas vamos ao conto!
    Para um trabalho curto, como o proposto pelo desafio (só 2000 palavras), não penso que seja interessante toda aquela mitologia do inicio do conto. Mitologia, construir cenários etc leva tempo, assim de supetão, e resumido, cansa. Gostaria mais que as ocasiões fossem melhor trabalhadas, e, a mitologia por trás, deixa pro leitor sonhar! 😉
    Outro ponto é a frase que inicia o conto, ela não funciona como referência, pelo mesmo motivo que não funciona dentro do contexto da história: os javalis são submissos. confesso que a frase me desanimou um pouco. Com sinceridade, se eu entrasse numa Saraiva da vida, pegasse um livro aleatório, e desse de cara com essa frase, dificilmente levaria o livro, tome cuidado com isso!
    No mais o conto é fluído, sua escrita é madura e não vi nada quanto a revisão que merecesse puxão de orelha.
    Foi legal demais visitar por algum instante sua criação, forte abraço!

  32. Iolandinha Pinheiro
    23 de maio de 2017

    Olá, bom dia. Vamos ao conto. Li várias vezes a introdução tentando seguir na história porque achei o início enfadonho demais, felizmente eu persisti e o conto ficou bem mais agradável. Gostei da sua escrita que se manteve linear por quase todo o conto, com exceção de um começo meio exagerado na pomposidade. A história me agradou muito, me fez recordar histórias sobre reis insensatos do livro As Mil e Uma Noites, um conto de Voltaire e outro de Ítalo Calvino. A partir de um ponto o seu texto fica muito envolvente, o que é a característica, em uma história, que mais me agrada, então, parabéns por isso. Algumas soluções ficaram a desejar, como a história da mala na floresta, que foi encontrada pelos soldados do rei e não aberta, deixa fios pendentes. Explico: Se a mala era tão importante, e, provavelmente, guardava o segredo do pó verde, por que o homem saiu falando em lugar aberto e para o primeiro estranho que apareceu? Fica parecendo que ele é tolo, e não combina com o comportamento que ele deveria ter. O objetivo das pessoas que desafiavam o rei era ficar em seu lugar, mas o homem derrotou o javali gigante e foi embora, ele era uma espécie de justiceiro e viajante do tempo? O monarca também não era muito esperto, afinal, estava, constantemente, expondo o seu reinado ao risco de alguém chegar e matar o tal javali e tomar o reino dele. Outra coisa que me desagradou foi a inserção a fórceps da figura do desafio. Mas eu te entendo, era uma imagem chatinha mesmo, e a história do javali ser filhote. Você viu o tamanho do bichinho na imagem? Se aquilo ali era o filhote, tremo em pensar no tamanho dos pais. Fazendo um resumo das minhas impressões, eu gostei da sua história, a despeito das incoerências apontadas por mim e pelos colegas. Foi um conto que me prendeu a maior parte do tempo. Parabéns pelo texto e muita sorte no desafio.

  33. M. A. Thompson
    23 de maio de 2017

    Olá!

    Antes de qualquer outra coisa quero agradecer pela oportunidade de participar do Desafio.

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos, mas para não ficar muito engessado começarei com um comentário geral:

    A escrita está primorosa. O autor (ou autora) domina o gênero narrativo e não terá dificuldade, se é que já não ocorreu, de ser publicado(a).

    Adequação ao tema:
    Ficou fiel ao tema, mas exagerada fiel a imagem do Desafio. No parágrafo final a descrição da personagem é a descrição da foto. Faltou criatividade ou sair da zona de conforto.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    Apenas uma frase trocada, que não compromete nem a leitura e nem é motivo para perda de pontos. Se há algum outro erro gramatical, foge à minha competência “revisística”.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Bom desenvolvimento de personagens e qualidade literária.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O autor (ou autora) se prendeu muito a imagem do Desafio. Desfecho previsível. Ficou muito na zona de conforto. Faltou criatividade. Não foi um conto ruim, mas não foi um conto diferente de tantos outros com a fórmula “desconhecido aparece e derrota o opressor”. A criatividade fica por conta do uso do pó mágico e de ser um viajante do tempo.

    De modo geral foi um bom conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  34. Jose bandeira de mello
    22 de maio de 2017

    Diante de uma imagem dificil, o autor saiu-se com o velho expediente das lutas classicas entre fortes e fracos. Aqui mais do que isso… A repetida exploraçao da desmoralizaçao do monarca quando o fraco vira forte e derrota o(os) protegido (os) do rei.. E como se fosse possivel, o mandato do ditador eh posto em cheque quando a plateia toma partido diante vitoria do desafiador da coroa. A excluir o po magico, nao vi qualquer detalhe que pudesse ser um diferencial em relaçao a livros e filmes, inclusive hollywoodianos que adotaram esse formato. Por isso, penso que a criatividade nao eh o forte nesse conto.
    O que me impressionou aqui foi a elegancia na escrita. O texto tem uma boa pegada, velocidade, e frases bem elaboradas. Nao vi erros. Se existirem, certamente serao acidentes na digitaçao. Percebe-se nitidamente, que quem aqui escreveu, realmente sabe escrever. Congratulo-me com o autor e desejo-lhe sucesso.

  35. Jowilton Amaral da Costa
    22 de maio de 2017

    Um bom conto. Está bem ambientado e a narrativa condiz com essa ambientação. Não percebi erros gramaticais. A condução foi bem feita, a trama é boa e fiquei bastante curioso para saber qual era o pó químico que matou o Javali e de onde vinha Darta. Boa sorte no desafio.

  36. Fil Felix
    22 de maio de 2017

    Bom dia! A ambientação do conto, o clima que ele passa (o que acho um dos pontos mais importantes de qualquer história) ficou bem crível. Mesmo em poucas palavras, você conseguiu criar um mundo “Javalicentrico”, com seus próprios costumes (as lutas), a realeza, os povos, a cidade com a entrada já mostrando o lema vivido, tudo muito bem amarrado. A história, em si, traz alguns pontos já característicos, como a ideia de Pão & Circo, com o povo querendo ver sangue a todo custo, mesmo sabendo que nada vai pra frente, o Rei Histérico e a batalha Davi & Golias, mas ganham uma nova roupagem com os Super Javalis. A ideia de um Viajante (do tempo e espaço?) realizando missões ficou boa também e acaba abrindo espaço para outras interpretações, o que é ótimo.

  37. Brian Oliveira Lancaster
    22 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Gostei do tom de fábula “arthuriana”. Há detalhes muito bons que preenchem as lacunas da descrição de cenário. Alguém captou o efeito medieval da foto, sem ater-se à ciência propriamente dita (embora tenha leve suspeita quanto ao final).
    G: A atmosfera antiga convence. As descrições também. Tem uma boa construção inicial, que dá uma leve acelerada após o evento da “espada no bucho”, mas consegue manter o ritmo. Dá a entender que é apenas uma passagem na vida do protagonista. O final deixa um pulga atrás da orelha, pois soltar o animal depois e voltar aos seus afazeres com uma maleta misteriosa (“ele sabe?”), pareceu-me um plot de viajante do tempo, mas posso estar enganado. É sutil demais. Não sei se não revelar o que havia dentro foi uma boa escolha, mas entendo. Pelo menos, minha mente, vê o que descrevi acima.
    O: A formatação não ajudou muito em algumas partes, mas não vejo como um grande problema. Está bem escrito, mas talvez com excesso de vírgulas em certas frases em que o verbo já completava a informação, sem necessidade delas. No entanto, o clima favoreceu muito a imersão.

  38. Miquéias Dell'Orti
    22 de maio de 2017

    Olá John, tudo bem?

    Gostei da sua história. A personagem Darta intriga por nós deixar um ponto de interrogação sobre sua real jornada (que deve ser bem antiga, levando o título em consideração).
    O universo em que você​ ambienta a história me parece ser algo meio medieval/pós-apocalíptico e eu gostei bastante. Além de tudo, o fator social, com a massa sendo manipulada por um tipo de opressão, construiu uma crítica valida e, ao meu ver, não forçada. Outra coisa que gostei é o choque do simbolismo do javali, que representa, no início do texto, a opressão ao povo, mas no final, com o filhote, dá margem para a liberdade.
    Parabéns pelo trabalho.

  39. Rubem Cabral
    22 de maio de 2017

    Olá, John.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Aqui não há do que se reclamar. Quando Darta vai embora carregando sua mala, e leva um javali numa corrente através da floresta, temos exatamente a imagem do desafio.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    Aqui há alguns pequenos problemas. No segundo parágrafo, por exemplo, parece haver uma troca de “sob” por “sobre”, acento (Vocês todos têm medo de um porco?), etc.
    Embora não incorretas, o estilo do narrador abusa um tanto das vírgulas. Deixando algumas frases meio soluçantes. Creio que limar tais excessos deixaria o texto mais agradável. Por exemplo, sacando algumas vírgulas: “Há muito tempo um ascendente da atual realeza depois de massacrar amigos e inimigos – por prazer ou astúcia – trouxe para seu castelo e instalou ao lado do trono um formidável animal, espécime de rara ferocidade com presas exuberantes e ameaçadoras e sempre limitado por correntes, mas aparentemente submisso a seu senhor.”
    Como disse, o texto está bem correto em linhas gerais, e o que apontei acima foi mais uma questão estilística.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O autor conseguiu criar uma atmosfera eficiente e certo mistério quando ao protagonista Darta. O uso de adjetivos em geral à frente dos substantivos deram certo “ar” antigo, de lenda ao texto. As descrições foram boas. Os diálogos estão bons também.
    Quanto ao desenvolvimento de personagens, achei que aqui houve certa falta. O rei é um vilão unidimensional, Darta é um heroi idem. Sei que os limites do desafio não fornecem muito espaço, porém penso que aqui poderíamos ter algo com mais camadas.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Achei a história criativa, que a abordagem ao desafio foi boa. Contudo, achei estranho o recurso usado por Darta para matar o javali. Explico: o conto não deixa claro se os desafiantes tinham que enfrentar a besta “à unha”, sem armas. Caso tivessem, foi estranho não terem revistado Darta e o pote com veneno ter passado despercebido. Caso não tivessem, alguém com uma adaga ou espada provavelmente já teria dado cabo de algum javali em todos esses anos.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  40. Vitor De Lerbo
    21 de maio de 2017

    O elemento medieval, de fato, combina bastante com a imagem apresentada. Boa percepção do escritor.

    Alguns erros gramaticais e detalhes de diagramação acabaram passando.

    Não entendi inteiramente a necessidade de atrair pessoas para lutar contra os javalis: essas pessoas tinham sido condenadas à morte, e essa era a “guilhotina” dessa vila? Essas lutas existiam apenas para comprovar que o javali tinha grande poder? Ou era só pão e circo mesmo? Penso que a história ficaria mais forte se esse ponto tivesse sido mais bem trabalhado.

    No todo, é uma boa história, sem grandes reviravoltas, mas que prende a atenção do leitor e nos transporta para uma era atraente.

    Boa sorte!

    • John Titor
      21 de maio de 2017

      Obg pelo comentário.

      O desafio era aberto, participava quem quisesse, geralmente eram pessoas sem esperança, pois vencer o javali e depois vencer o rei seria quase impossível.

      Era uma forma de anestesiar o povo, impor obediência.

      A diferença com Darta é que ele insuflou a população primeiro, plantou a sementinha e esta quando viu o javali dominado partiu pra cima com tudo.

      A diagramação se perdeu na transferência do arquivo, coisas que acontecem.

      🙂

  41. Lee Rodrigues
    21 de maio de 2017

    Saudações, John!

    Principalmente nos primeiros parágrafos, a linguagem e algumas construções de frases deram charme ao texto, que apesar de antecipar – creio que intencionalmente – os sentidos, conseguiram, através da boa condução do autor, segurar a leitura sem torna-la fatigante.

    A armadilha aqui, é que essa fórmula de “o-detentor-do-poder-mauzão-e-o- escolhido-vindo-sei-lá-de-onde-para-arregaçar-o-reinado” nos entrega as ações seguintes, nos roubando o fator surpresa, mas que foi salva por sua boa narrativa – sem “pozinho verde”. rsrs

    A pincelada do fechamento casando todos os elementos da imagem deu uma quebrada no que eu suponha já saber, e essa – apesar de achar um pouco forçada na primeira leitura – sutil rasteira, figurou em mim, um bom efeito.

    Ahhh, sr. Viajente do Tempo, o pseudo está perfeito! 😉

    • John Titor
      21 de maio de 2017

      Obg pelo comentário.

      Realmente não é um conto com reviravolta. Ele é simples em sua essência. Ainda bem que tenha gostado da narrativa, pois ela é tudo para esse tipo de escrita, rsrsrs

      O fechamento, apesar de parecer forçado, tem fatores que o tornam natural: o javali-filhote é símbolo da liberdade conquistada, ele também será liberto.

      Acho que, por enquanto, só você e outra colega notaram a questão do John. 🙂

  42. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    A frase que enceta o conto é empolgante e promete muito. Por ter elementos medievais, como rei e castelo, aguçou a minha curiosidade. Mas muitas coisas me desagradaram, como o uso de certas palavras. Exemplo:

    “Darta hospedou-se no primeiro local disponível e saiu às ruas em busca de melhores elementos sobre o desafio.”

    Elementos?

    Poderia ter melhorado alguns parágrafos, usando pontuação correta:

    “– Esse reles sujeito chamou-me porco comandante de outros? – Gritou, surpreso, o Dominador. – Pois que seja o primeiro a enfrentar nossa fome! – Olhava fixo para o nada. – Vigiem de perto, caso ele sofra um súbito arrependimento – disse, por fim.”

    E também não se pode esperar que o monarca ficasse amedrontado quando um desafiante se mostrasse tão audaz, pois se assim fosse, ele não promoveria tal torneio, ou seria muito ingênuo e tolo por acreditar que o porco sempre venceria. Sendo assim, esse argumento se torna nada convincente.

    Outras questões:

    O artifício do pó esverdeado tira a credibilidade de Darta, pois na taverna ele se mostrou muito corajoso e debochou da covardia dos demais, transformando sua coragem em bravata, ao dizer: Quem tem medo do porco?

    Com um pó desses em mãos, até eu enfrentaria o javali!

    E como o monarca e seus sectários poderiam saber sobre a mala? Se estavam à procura ou suspeitavam de algo, é muita ingenuidade não ter aberto a mala, como mostra o parágrafo:

    “Nem tentou abri-la. Sua arrogância me salvou”, disse sozinho.

    É outro argumento insustentável, a meu ver.

    Para concluir, o final ficou um tanto fraco. Qual a necessidade de Darta se vestir de sobretudo de couro, capuz e óculos escuros? E por que carregar o javali se em breve iria soltá-lo?

    Enfim. Mera opinião. É um conto que tinha tudo para ser um bom conto, se a ideia fosse melhor trabalhada.

    Parabéns!

    • John Titor
      21 de maio de 2017

      Obg pelo comentário.

      À exceção da pontuação citada e da palavra “elementos” que lhe incomodou, todos os demais itens levantados estão respondidos no próprio texto.

      Pena que não tenha gostado, mas faz parte.

  43. Antonio Stegues Batista
    21 de maio de 2017

    O texto tem boa escrita, frases corretas, o enredo é a fórmula do guerreiro em luta contra um tirano, onde o ponto alto é o combate contra o campeão, no caso, o javali. Também notei os erros que já comentaram. O final, com a descrição correspondente à imagem, ficou parecendo mais obrigatória do que natural. De qualquer foma, é uma boa narrativa de aventuras medievais.

  44. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, John Titor,
    Gramática – Encontrei uns poucos erros, mas nada que travasse a leitura. Então, está ok. Não gosto muito de parênteses para explicar coisas, mas também está bem. Sem problemas.
    Criatividade – Gostei de como você inseriu o homem dentro da história. Começou como uma fábula, algo desse tipo e se transformou em outra coisa, meio futurista – o sujeito veio através de uma fenda no tempo? Veio de um futuro? De outra dimensão? Pareceu até conto de ficção científica por causa do final. O sujeito vem, cumpre uma missão, e vai embora, sabe-se lá como.
    Adequação ao tema proposto – A imagem está no conto, não muito marcante, mas está. Visualizei a mala, apesar de ela só ter aparecido no final. Também teve o homem da foto e o javali.
    Emoção – Talvez ele desperte um pouco mais de emoção nos leitores que gostam desse tipo de história.
    Enredo – A sequência de fatos está ordenada e coerente. Tudo bem estruturado, então, considero adequado esse item da avaliação.
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

    • John Titor
      21 de maio de 2017

      Olá… obg pelo comentário.

      Se não for pedir muito, poderia me apontar os erros de pontuação ou gramaticais.

      Confesso que os tenho procurado e não encontro: pode ser desconhecimento meu ou o próprio cansaço com a revisão que já não me permite enxergar.

      🙂

      • Evelyn Postali
        21 de maio de 2017

        Apontarei. Aguarde. Tenho um tempo livre à noite. Mas se assossegue, homem. São umas coisas irrelevantes.

  45. Elisa Ribeiro
    20 de maio de 2017

    Um bom conto do gênero fantasia. A leitura me cativou, um bom aproveitamento do tema. Destaco a ambientação como ponto alto do conto. Sucesso no desafio! Abraço.

  46. Priscila Pereira
    20 de maio de 2017

    Oi John, que estória legal!! Gostei bastante. Muito criativa, bem pensada e bem escrita. Ficou bem visual, bem dinâmica. Um viajante do tempo vindo salvar um reino da tirania de um javali, muito legal! Parabéns!!

  47. Iris Franco
    20 de maio de 2017

    Primeiramente,nunca achei que iria encontrar você por aqui John Titor!

    Vou começar com os pontos positivos, a narrativa é excelente. Não consegui parar de ler, acredito que será um grande escritor de enredos fantásticos, muito bom mesmo!

    Não sei se foi a sua intenção, mas marcar a figura do porco com a de governantes foi genial. A narrativa lembra muito as lutas do Coliseu e, se olharmos para os dias de hoje, as pessoas ainda tem medo de porcos apesar de todo o poder dos governantes emanar do povo.

    Ponto negativo, acredito que seria interessante colocar as regras do tal jogo, pois Darta disse que tinha privilégios conforme as regras. Eu fiquei muito curiosa para saber quais seriam os privilégios. Mas nada que afetou o texto de forma significativa.

    Você é muito bom! Parabéns!

    • John Titor
      20 de maio de 2017

      Obg pelo comentário generoso.

      O privilégio a que Darta se refere é não ser preso ou morto pelo governo pois está inscrito no jogo.

      Que bom que tenha gostado.

      • Iris Franco
        18 de junho de 2017

        Não fui generosa John, você escreve muito bem!

        Aaaaaaa…obrigada pelos esclarecimentos! 🙂

        Boa sorte!

  48. Milton Meier Junior
    20 de maio de 2017

    Boa história. Alguns problemas de pontuação e uma inversão da frase principal (“O javali é o lobo do homem”) no meio do texto (ficou “O javali é o homem do lobo”), que acredito não deve ter sido intencional, mas distração. Mesmo assim, um conto bom de ler.

    • John Titor
      20 de maio de 2017

      Olá… obg pelo comentário.

      Realmente não foi intencional. Escapou da revisão.

      Que bom que tenha gostado.

  49. Gilson Raimundo
    20 de maio de 2017

    O texto é bem adequado ao que se propôs a imagem, foi muito bem conduzido prendendo a atenção de quem aprecia aventura e fantasia. A luta entre o bem e o mal fica evidente apesar das características vagas do herói ou anti-herói, o personagem Darta não esclarece seus objetivos, derrota o monarca e vai embora. Não existe motivações claras em seus atos, o conteúdo de sua mala também não traz nada que satisfaça o leitor. O final em aberto deveria deixar dúvidas quanto ao futuro, mas frustra a mim como leitor. Um conto muito bom que peça por falta de clareza nas intenções do personagem.

  50. Neusa Maria Fontolan
    20 de maio de 2017

    A diferente roupa para aquele povo… os óculos escuros, também estranhos para aquela época… A missão já determinada e a necessidade de instrumentos para sua volta…
    Tudo isso indica que o estranho homem é um viajante do tempo.
    Gostei do conto, foi uma boa leitura.

  51. braxit
    20 de maio de 2017

    O ritmo do conto é muito bom. O autor tem grande potencial e gostaria bastante de observar o que ele poderia fazer numa narrativa maior. Parabéns!

    Ivo Aparecido Franco

  52. Ryan
    20 de maio de 2017

    Salve! Bom demais esse conto com exceção ao fim, coisa que pode ser facilmente perdoada pela delimitação de palavras. Gostaria bastante de continuar a acompanhar os passos de Darta. De todo modo, para acrescentar à crítica, eu diria que só faltou foi criatividade. Muito bem escrito, mas desde o início previsível. Talvez falte um pouco da sua voz nos seus escritos, pois o método você já dominou.

  53. Roselaine Hahn
    20 de maio de 2017

    Olá John, gostei do seu conto, um bom enredo, envolvente, vc levou ao pé da letra a inserção da imagem proposta ao seu texto, e conseguiu criar uma atmosfera de contos medievais, com bons parágrafos apocalípticos, dignos de nota, como em “Com o passar lento das eras, distribuição farta de almas para outros mundos e o aumento rápido das lendas, a quimera se tornou concreta. O medo nem era motivo de discussão, cristalizou-se nos corações”. No quesito “sempre dá pra melhorar mais”, sugiro a revisão da pontuação e a estrutura de algumas frases, para fins de maior clareza e concisão. É isso aí, boa sorte no desafio.

  54. Luis Guilherme
    20 de maio de 2017

    Olha, começou bem a leitura. Seu conto é muito bom! Tem alguns entraves de pontuação em alguns momentos, mas nada que comprometa. Também não entendi muito bem os parágrafos aleatórios, e a palavra “no” em negrito, mas, mais uma vez, não atrapalha em nada o todo.

    O enredo tá excelente! Me prendeu, curioso, do início ao fim.
    Achei muito bom, gostei da linguagem empregada, também.

    Os diálogos fluem e combinam com o local e época que o conto parece transmitir.

    Parabéns!

    • John Titor
      20 de maio de 2017

      Olá.. obg pelo comentário.

      A formatação dos parágrafos deve ter se perdido na transferência do arquivo, não sei o que aconteceu. O mesmo se deu com a primeira frase que estava em outra fonte. Faz parte.

      Que bom que gostou.

      • Luis Guilherme
        21 de maio de 2017

        Sim! Imaginei algo do tipo, por isso nem considerei isso

  55. Anorkinda Neide
    20 de maio de 2017

    Olá!
    Bem, eu gostei da leitura, o texto está bom, embora com algumas vírgulas a mais espalhadas por aí.
    Gostei do lugar pra onde a imagem te levou, a um reino co-dominado por um javali, com o livramento do povo realizado por uma pessoa misteriosa, talvez um mago viajante do tempo.
    A narrativa do duelo com pó verde e tudo foi bem eficiente, me prendeu à leitura.
    Na primeira parte do conto torci o nariz para quando o homem respondeu q sua bagagem ‘talvez’ fosse tal e tal, nunca vi uma pessoa nao ter certeza sobre sua propria bagagem.. rsrs Mas o que mais me deu dúvidas foi o seguinte, se o rei deixava claro que mataria quem vencesse o javali, porque isso continuava atraindo jovens a lutar com o animal?
    Foram apenas estes os ‘senoes’, no geral achei o conto bem bacana, embora tb não muito original, mas proporcionou uma boa diversão com o nosso querido javali-mascote do EC 🙂
    abração

    • John Titor
      20 de maio de 2017

      Obg pelo comentário.

      As pessoas que lutavam contra o javali não se importavam mais com a vida, estavam arriscando um tudo ou nada.

      Que bom que tenha gostado.

  56. Marcelo Milani
    20 de maio de 2017

    Fantástico conto. Simplesmente prende a a tenção até o desfecho por causa da cadência e a curiosidade que se cerca. Parabéns ao autor. Se o javali é o lobo do homem então estamos regredindo ao sermos guiados por porcos.

  57. Olá, John,
    Tudo bem?
    Seu conto nos convida à trama de aventura e batalha. A libertação do povo das mãos do terrível tirano que as domina pelo medo é uma excelente premissa. A figura do herói, um guerreiro, talvez um viajante do tempo, vingador preparado para tal missão e depois pronto a partir, empresta um tom otimista ao enredo. Não fosse o vencedor da Batalha um autêntico herói, tomaria o trono para si e jamais partiria.
    O final, descrevendo sutilmente a imagem proposta no desafio ficou muito bom. Gostei.
    Parabéns por seu trabalho e Boa sorte No desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  58. Matheus Pacheco
    20 de maio de 2017

    Excelente enredo, mostrando para os leitores a verdadeira e primal batalha que é travada desde tempos imemoráveis, do homem contra a tirania. Com pequenas minucias e preocupações sobre a escrita.
    Ótimo conto e um abração ao autor.

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .