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Detox Literário.

Se eu pudesse voltar atrás… (Marco Piscies)

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Tinham uma vida inteira pela frente, mas um acidente de carro trouxe o fim de tudo.

No hospital: ossos quebrados, trocas de soro e a descoberta de uma cumplicidade divertida. Após a baixa, cerveja e rodas de samba. Coxa com coxa. Lábios sobre lábios. Enfim, mão sobre mão: os anelares em regozijo com os novos adornos dourados.

Felizes lembranças longínquas.

Agora a cama tornara-se grande demais; havia um abismo entre os corpos insones. Os olhos a fitar o teto em silêncio escondiam um único pensamento:

De que adianta escapar da morte, se há tantas outras maneiras de morrer?

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92 comentários em “Se eu pudesse voltar atrás… (Marco Piscies)

  1. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Percebo que se trata de um texto carregado de metáforas…
    O casal morreu, não há mais relacionamento, pelo visto.
    Gostei da forma poética em que descreveu o fim.

    Boa sorte!

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Gostei da abordagem, desse lance do cotidiano, relacionamento conjugal, e tal. Mas o começo me pareceu confuso, o que de fato aconteceu ao casal. Enfim, boa sorte!

  3. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,5): Um conto que tem seu valor, porém que não foge da vida cotidiana.

    -Construção(8,0): Acabei me perdendo no primeiro e último parágrafos. Para mim, ficou faltando algo no texto que deixasse tudo mais conciso, apesar de que a história principal do acidente parecer estar revelada.

    -Apego(7,5): Triste acontecimento, porém não me conectei.

    Boa sorte!

  4. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    A primeira frase parece não bater com o restante do conto. Morreu um dos dois ou ambos sobreviveram? Quando um casal gosta de ficar juntinho, a cama costuma ser grande. Quando se evitam, a cama parece ficar pequena e começa a disputa pelo espaço (“Sai daí, que você está no meu lugar”). O texto é legal, as descrições são boas, você mandou bem. Só achei estranho algumas passagens que me deixaram confuso.

    Boa sorte.

  5. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Esse conto é prejudicado por alguns detalhes que o deixaram um pouco confuso. A minha interpretação vai no sentido de que as vezes as coisas nascem do nada, por acidente, ou então já existiam, mas afloram no calor de uma emoção muito forte, no caso o acidente. A partir daí, tudo é adrenalina, novidade, fogo. Depois de um tempo, a chama se esvai.

    Gostei do conto.

  6. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    Profundo! O modo como toda uma história é errada foi executado de modo brilhante. O jogo de palavras é incrível, abrindo caminho aos poucos para a nova situação que se descortina. Aqui temos também uma inversão de intensidade, pois o texto começa com uma velocidade ímpar de cenas e imagens, para no fim tornar-se introspectivo e dramático. Excelente!

  7. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Bom conto. A felicidade do início do casamento é exacerbada por escaparem ilesos de um grave acidente antes do matrimônio. Depois o convívio e a pesada conclusão final, que compara um casamento desgastado com a morte. Gostei do tema e da forma como foi conduzido. Boa sorte.

  8. Tiago Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Um bom texto que procura nos fazer refletir. Apesar de ter conseguido passar bem sua mensagem, o texto não foi tão impactante quanto poderia ser. Faltou algo. Boa sorte no desafio.

  9. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    S e eu não gostei de fato de algo, foi da imagem. Essa eu detestei, por mais que tenha sim a ver com o texto, apenas em relação ao acidente, entretanto o texto não trata disso, e sim de arrependimento e de relacionamentos.

    E u não tenho muito o que falar. É um conto que é até bem escrito, mas que não me convenceu em seu conjunto. Queria algo mais, nesse tipo de texto procuro uma emoção que não senti aqui. Entretanto a culpa não deve ser sua e sim minha, pois devo estar mais chato que o normal. Parabéns!

  10. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    27 de janeiro de 2017

    Olá Mike,

    Tudo bem?

    Sua verve é muito boa. Você desenvolveu um trabalho com palavras bem escolhidas. O conto tem poesia, e a paixão com que os personagens se entregam ao casamento é muito bem descrita, mesmo com tão poucas palavras.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Eu gostei muito, foi bem escrito, provavelmente vai para o meu top 20.

  12. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    A sua escrita é muito boa, gostei muito da narração, da descrição dos dias de farra e de como passou para o matrimônio e de tudo mais. A trama, no entanto, não passa nada mais. Parece que ficou perdida em algumas palavras faltantes. O final, apesar de ser bem escrito, parece solto, como uma frase que você quis colocar em algum lugar.
    Faltou uma conexão entre as partes do texto.

  13. Evandro Furtado
    26 de janeiro de 2017

    A estrutura narrativa, atuando no campo das metáforas, é muito bem construída. O desenvolvimento da trama, no entanto, deixa a desejar, com o final não contribuindo muito para causar impacto.

    Resultado – Average

  14. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    Um bom final mas o texto saiu meio confuso, escreves bem e a trama até pode ser boa, mas desenvolveste a história de um modo meio baralhado, talvez por quereres dizer muito e já estares no limite das palavras. Penso que tens aqui um bom conto para desenvolver já sem limites.

  15. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Entre as interpretações possíveis para esse conto, a que me faz mais sentido seria a de que o protagonista perdeu quem estava com ele no acidente e encontrou outra pessoa no hospital. O “fim de tudo” no primeiro parágrafo e “baixa” (no sentido de perda) do segundo parágrafo suportariam esse entendimento. Por outro lado, é possível que eles simplesmente tenham se conhecido através do acidade e a baixa seja em relação aos papéis do hospital. Há casos em que a multiplicidade de entendimentos agrega valor ao conto, quando ela é visivelmente intencional. Não tenho certeza se foi o caso aqui.
    Parabéns e boa sorte.

  16. krimer
    25 de janeiro de 2017

    Conto confuso sobre as dores de algo.

    Metade do tempo fiquei perdido.

  17. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Prezado autor@:
    Gostei da premissa da sua história, fazendo um paralelo entre o acidente e o casamento. E do desencanto dos dois, com a maneira com que as coisas se encaminharam. Acho que você soube dosar adequadamente a narrativa e a reflexão. Somente a palavra “baixa” me soou estranha. Seria a alta do hospital? Parabéns!

  18. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO de pé tapando o nariz para não entrar água. Não há risco, texto linear e dentro dos conformes. A frase final foi profunda como agulha de crochê no olho gerando certo IMPACTO existencial. Perdas, perdas…

  19. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    O que mais gostei foi do tom cômico, coisa que dificilmente se vê em histórias de casais. Parabéns e boa sorte.

  20. Fheluany Nogueira
    24 de janeiro de 2017

    A primeira frase cria a expectativa de que os personagens morreram no acidente, mas não; casaram-se e tiveram momentos de amor e alegrias. Agora estão separados e lamentam ter escapado da morte? O significado do título seria que era preferível ter morrido naquele acidente do que suportar a dor da separação? Bem pouco valor é dado à vida. Ficaram estranhas essas ideias ou, talvez, a construção da trama. Apesar disso, bom trabalho. Parabéns pela participação. Abraços.

  21. Fabio Baptista
    23 de janeiro de 2017

    Bom… mais um texto confuso no desafio. O que entendi: o casal se acidentou, escapou da morte e depois se casou. Com o passar do tempo, as coisas “esfriaram” no casamento.

    É meio contraditório com a primeira frase, pois ali dá a entender que morreram.

    Enfim… a reflexão até que é boa, mas infelizmente o jeito de contar não conseguiu dar o impacto necessário.

    Abraço!

  22. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    Gostei principalmente da frase final, mas a primeira frase do texto me deixou em dúvida da ordem dos acontecimentos. Pelo que entendi do conto, eles escaparam da morte física, porém o relacionamento foi morrendo pouco a pouco. Se foi isso, ideia bem interessante. Valeu pela reflexão!

  23. Leo Jardim
    22 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): se conheceram no hospital, se apaixonaram, casaram e depois vivem o marasmo do casamento, é isso? Sei que muitos pensam nisso, vivem uma depressão de uma vida triste, mas não é motivo para preferir ter morrido.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): achei muito boa, a parte depois do hospital ficou muito interessante, com pouca palavras contou bastante coisa.

    💡 Criatividade (⭐▫): fala de um tema corriqueiro.

    ✂ Concisão (⭐⭐): usou bem as palavras disponíveis.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): não dá dizer que é um texto arrebatador, mas gostei dessa reflexão, apesar de achar um pouco exagerada.

  24. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    boa sacada. A gente pensa q eles morreram, mas não, são apenas “mortos-vivos”. Ah, os dramas do casamento… Se pudesse, tinha fugido do altar como o Bentinho Machado, do conto Votos Eternos! Rsrs. Muito bom seu texto, o elemento surpresa é compensador, parabéns!

  25. Eduardo Selga
    22 de janeiro de 2017

    Estavam juntos no mesmo carro acidentado e, tendo escapado, desenvolveram relação amorosa e se casaram? Estavam em carros distintos no acidente e se casaram após terem sobrevivido? A depender dessas respostas o sentido da narrativa muda: No primeiro caso, seria a recuperação de um amor, que aos poucos se esvai; no segundo, o nascimento de um amor. Mesmo assim, não é mais importante um ou outro sentido quanto o fato de que, seja no primeiro ou no segundo caso, temos a morte desse amor por inanição.

    O tema é cansado, mas não está de todo exaurido. Aqui, por exemplo, a péssima qualidade do relacionamento leva ambos os personagens, por intermédio de um narrador que traduz os sentimentos deles, não à vontade de morrer ou fugir, e sim à inferência que já estão mortos, interiormente. De modo subliminar há a dedução de que talvez fosse melhor ter morrido antes, no acidente.

    Observe-se que não é uma revolta com o destino (se é que isso existe), ou com a instituição matrimônio. Antes, é uma reflexão conformada de seres conformados pela tristeza.E não é dela ou dele: é de ambos. Nisso, ao menos, estão juntos.

  26. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Não, não houve uma morte física. Pior, talvez: morte de amor, de sentimentos, de algo bom que nasceu de uma situação complicada e que se perdeu… Ou seja, morreu. Um bom jogo de palavras, que leva o leitor a pensar, e lendo apenas uma vez, ou se não se preocupar com “aquelas palavrinhas ali”, leva a compreensão para outro rumo. Muito bom!

  27. Anorkinda Neide
    21 de janeiro de 2017

    Quero crer que eles nao se conheciam antes do acidente, vieram a conhecer-se no hospital, casaram, tiveram um vida feliz..depois de muito tempo, o casamento desgastou e o pensamento é: se pudesse voltar atrás, queria ter morrido no acidente ao inves de ver o relacionamento morrer aos poucos? ahhh valha-me!
    e os anos felizes nao valeram nada? como disse o Leandro, acho.. divorcia e volte a viver, uai!
    talvez a interpretação correta nao seja esta, visto que o autor desabafou um incept, ae embaixo… mas azar.. hauhiua alias o desabafo está muito melhor escrito do que o microconto em si.
    abraço ae.

  28. andressa
    21 de janeiro de 2017

    Interessante a forma da narrativa, porém a comparação do fim do casamento com a morte um pouco pesado. Mas uma boa leitura! Boa sorte!

  29. Benjamim Boaventura
    21 de janeiro de 2017

    Reflexão mais do que válida no final. Parabéns.

  30. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Mike, não sei se entendi totalmente o seu conto, está muito confuso, no primeiro parágrafo dá a entender que eles morrem, depois a história continua legal… mas será que comparar a morte do casamento com a morte física não é demais?? Desejo boa sorte para você!!

  31. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Ideia interessante. A forma de narrar direta e simples, original na escolha de certas palavras, a divisão dos parágrafos contribuindo para o movimento, começo, meio e um final rápido e bem trabalhado. Mas fiquei presa a um detalhe que, para mim, prejudicou um pouquinho o resultado final: no primeiro parágrafo, a expressão “fim de tudo” foi muito definitiva para o que na verdade continuou a acontecer e, no último, talvez um “ter escapado da morte” fosse mais coerente do que “escapar da morte”…

  32. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    Bem definida a tristeza após a morte de um(a) querido(a) parceira. A festa sempre será lembrada, mas, nesse caso, com a continuidade imersa em solidão. Bom conto.

  33. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    A comida de hospital tbm mata. O que não mata, né? Parece comercial do Governo Federal nos anos 90. Tipo aqueles DROGAS? NEM MORTO hahaha….afff…não pode ser um elogio essa comparação….ou pode?

  34. Felipe Alves
    19 de janeiro de 2017

    A primeira linha entrega a surpresa, mas mesmo assim há de se notar o foco do texto. Incrível jogo de palavras e retrato cotidiano. Boa sorte, até agora é um dos meus favoritos!

  35. Tom Lima
    19 de janeiro de 2017

    Fiquei confuso a maior parte do tempo. Reli algumas vezes e, parece, que um casal sofre um acidente( juntos ou separados não ica claro, mas prefiro pensar que separados e se conhecem no hospital), se aproximam durante a estadia no hospital, vivem juntos e felizes, por um tempo. Ai, quando o amor acaba, eles se perguntam se valeu a pena sobreviver. O que me faz ficar com raiva deles! 🙂

    Só ficou a impressão de que foi um pouco confuso demais, muito provavelmente por causa do limite de palavra, já que é uma ideia grande.

    Boa sorte.

    Abraços.

  36. Thayná Afonso
    18 de janeiro de 2017

    Descobri pelo menos duas possíveis interpretações, no início achei que um acidente pudesse tê-los unido e outro acidente tê-los separado (morte), mas seria muito azar, né? A outra possibilidade que imaginei é a de que o relacionamento foi se desgastando com o tempo, nesse caso, a morte seria metafórica. Só salientando que o título é redundante, mas gostei bastante do conto, muito bem escrito. Parabéns!

  37. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Olá!

    Olha, eu demorei um pouco pra entender o que realmente aconteceu aqui. Uma vez entendido (acho eu) eu não sei se curti muito, o personagem me irritou. Não me identifique com as dores dele. Sofreu um acidente, encontrou um amor, a vida passou o amor acabou é, ele volta a fita e se lamenta do que viveu e preferia ter morrido? Ou vive de lamentos… enfim.

    Bem, não me causou empatia. Embora tenha algumas construções legais es está bem escrito… as dicas jogadas ali e acolá e o leitor que trate de achá-las. Curti isso.

    Boa sorte no desafio.

  38. Felipe Teodoro
    18 de janeiro de 2017

    Oi!

    Um conto bem reflexivo e que conta uma história muito maior do que o imaginado quando se olha, antes de ler. É um resumo de vida ou vidas, é o olhar para trás e tentar reduzir todos os sentimentos em poucas palavras. Eu gosto dessa tentativa e dos pensamentos que ela nos trás, porém como enredo, sinto que as coisas ficaram um pouco corridas, claro que você tinha pouco espaço, mas me parece que falta organização aqui, nesse turbilhão de sentimentos. Outro ponto, será que a palavra correta para esse contexto é “escapar da morte”, acho que cabe uma reflexão não? Seguimos sobrevivendo a morte, mas morrendo de muitas outras formas.

    Parabéns pelo trabalho. E boa sorte no desafio.

  39. Mariana
    18 de janeiro de 2017

    Falou mais sobre o meu momento do que eu queria ouvir. Bom conto, muito bem escrito. Parabéns

  40. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Profundo. Mas vamos ver se entendi. A pessoa se recuperou do acidente (então não foi o fim de tudo), conheceu alguém no hospital, se apaixonou, teve uma vida com ela, e ela morreu de velhice, só que primeiro. É isso? Mas por que ele desejaria voltar atrás, então? Preferia ficar sozinho? O texto tem uma carga dramática excelente, mas deixa essas dúvidas. – 9,0
    O: A imagem é ótima e casa perfeitamente com o contexto. Conseguiu condensar uma vida inteira em poucas palavras, demonstrando habilidade. Tem muita coisa diferente aqui, apesar de ser mais um cotidiano. – 9,0
    D: A primeira frase me incomodou muito. Havia outra pessoa com ele? Isso ficou bastante vago. No entanto, a escrita flui de forma suave e bastante intimista. O título também me pareceu uma incógnita. – 8,0
    Fator “Oh my”: textos mais emotivos me atraem, e este está bem escrito. Deixa uma dúvida no ar, mas compensa pelas sensações diversas.

  41. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Um conto sobre coração partido e a dor da perda! Estamos muito melancólicos mesmo! Interessante. Tudo ficou muito bem explicado. Senti falta de alguma sutileza, alguma coisa deixada no ar. Mas é um bom conto.
    Boa sorte!

  42. ROSELAINE HAHN
    17 de janeiro de 2017

    Olá Mike, texto truncado, no bom sentido, a cumplicidade no início, vidas secas no final, a melancolia de tantos relacionamentos que sobrevivem como fantasmas. Bacana de ler. Go ahead!

  43. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    A ironia do texto é que tendo escapado da morte real, no desastre automobilístico, acabam morrendo de tédio, na relação que não instiga mais. O encontro no hospital os une e a união é o que os mata. Foi bem bolado, sem dúvida. Numa primeira leitura parece mais simples do que de fato é. Acidentes, experiências de quase morte deixam as pessoas mais sensíveis e propensas a se ligar emocionalmente, daí para um casamento precipitado é um pulo.

  44. Luis Guilherme
    16 de janeiro de 2017

    Boa noite, amigo!

    Olha, teu conto tem um peso legal, carregado de sentimento, mas não me conquistou totalmente.
    Não sei, achei que ficou meio confuso o momento em que tudo acontecia, não entendi bem se o acidente acontecera no passado ou foi que deu início à problemática do casal. Acredito que ao fim da leitura isso ficou mais claro, mas ainda assim faltou algo pra me apaixonar pela história.

    Mesmo assim, um belo trabalho, parabéns!

  45. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Acho que dava pra ter secado mais o texto. E achei contraditório ter sido o fim de tudo se no final eles se questionam sobre o que adianta driblar a morte. Não gostei muito do geral, mas a última frase deu mais – vida – ao conto auhaha. Boa sorte.

  46. Gustavo Aquino Dos Reis
    16 de janeiro de 2017

    Mike,

    Tua obra me lembrou a ironia da vida contida nas obras do mestre Nelson Rodrigues. É um microconto que pisa no terreno da morte do sentimento conjugal, e ela se revela nos dois parágrafos finais.

    Eu gostei, porém creio faltou algo ali. Não sei, alguma coisa que nos chocasse e inquietasse.

    No mais, meu amigo, é um trabalho de peso.

  47. Sandra A. Datti
    16 de janeiro de 2017

    Percebi que estou à caça de contos reflexivos., mesmo que não os quebre da forma que os escritor pariu. rs…
    E você, Mike, já mexeu através do título. Quantas coisas, depois de vividas, dão-nos a dimensão ampliada de vida! E quantas aprendemos de verdade?! Quantas vezes voltaríamos no tempo, acaso tivéssemos um controle mágico, tal qual naquele antigo filme do Jim Carrey, em que uma simples pressionada em um botão nos reposicionasse novamente na linha de largada?
    Coincidências? A ausência do amor em tempos de dificuldades não seria, na verdade, o fim de algo que nunca existiu em essência? O amor de Vinícius, o carnal, que se esvai com o tempo. Sim, há tantas e tantas formas de morrer ainda em vida. Quando deixamos os ideais morrerem, quando abrimos mãos de escolhas a que nossa intuição tanto aponta…. Sepultar-no à frieza dos sentimentos, ou a mornidão do sentidos, sentimentos, emoções é um tipo triste de morte. Abaixarmos a cabeça por medo… ah, quantas e quantas maneiras de desencarnar sem nos percebermos.
    “De que adianta escapar da morte, se há tantas outras maneiras de morrer?”
    Não haveria melhor fecho, pelo menos, para esta leitora meio viajandona…
    Foi isso que quis dizer? rs Foi isso que li.
    Bom, acho que viajei.
    E valeu pela viagem, Mike.
    Paz e bem!

  48. waldo gomes
    16 de janeiro de 2017

    Sinceramente, boiei aqui.

    Tem um acidente, aí alguém se conhece e casa, quem ? depois do acidente, um casal fica frio e distante, por que ?

    Peguei nada da coisa, desculpe.

    Escrever é comunicar, como no caso, pelo menos pra mim, não houve essa comunicação, sinto dizer que o autor fracassou comigo.

  49. Lee Rodrigues
    16 de janeiro de 2017

    Achei perfeita a analogia entre a tragédia da rotina e a imagem pictórica, levando ao leitor a possibilidade da reflexão, do olhar para si.

    Talvez, “após a baixa”, ficasse melhor “após a alta”.

    E o fechamento é um “soco no estomago”.

  50. Nina Novaes
    16 de janeiro de 2017

    Ótimo conto.

    Um acidente que muda tudo. Os corpos ainda que inteiros não se recuperam de alguma forma. O texto caiu muito bem no desafio. Conto aberto, dinâmico, da pra supor um monte de coisas e todas continuam interessantes.

    Parabéns, de fato, há muitas formas de morrer mesmo estando vivo.

  51. Juliano Gadêlha
    16 de janeiro de 2017

    Muito bem escrito. Narrativa forte. Um roteiro de filme dramático em poucas palavras. A essência do gênero microconto está presente aqui em grande estilo. Refletir sobre o título após ler o texto torna tudo ainda mais melancólico. E não tenho problemas com a frase final, honestamente. Parabéns!

  52. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá…

    Casal sofre acidente, parece que a situação no casamento muda e o amor acaba.

    Texto é bem escrito, mas confuso. O amor acabou por causa do acidente ? Eles se conheceram no hospital ? eram enfermeiros ? confuso. Desculpe se não entendi.

  53. Zé Ronaldo
    15 de janeiro de 2017

    Microconto aberto, perfeito, o que levou esse casal, após uma provação tão forte, a se considerar mortos, um para o outro? A escolha das palavras foi outro ponto forte, bem escolhida, bem talhadas! Texto forte, filosófico. Ótimo!

  54. Poly
    15 de janeiro de 2017

    Uma história que com poucas palavras conta muito. Gostei da forma como você amarrou tudo, sem deixar pontas soltas. A última frase entrega o que poderia ter sido uma conclusão do leitor mas, ainda assim, um ótimo conto.

  55. Evelyn Postali
    14 de janeiro de 2017

    Um ótimo conto. Fechado para mim. Não sei se a frase final pesa. Talvez se fosse escrita de outra maneira. Gostei da linguagem, do tema, da reflexão que ele provoca. Gostei de como você desenrolou o antes e o depois de um relacionamento – e não sei se é sempre assim, mas escuto muito sobre isso.
    Parabéns pelo conto.

  56. Thiago de Melo
    14 de janeiro de 2017

    Olá, amigo Mike,

    Muito legal o seu conto. A história em si é triste, mas a maneira como vc conseguiu retratar o que parecem ser anos de relacionamento em apenas algumas linhas é digno de nota.

    Acredito que vc fez um questionamento muito válido: viver pra quê? Mas, acredito, vida é acima de tudo, uma fonte inesgotável de possibilidades.

    Belo conto! Parabéns!

  57. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    O texto estava indo muito bem, mas a última frase destoou bastante, a meu ver. Até então estava falando do relacionamento dos dois antes do acidente, não entendi porque trazer à tona que há “outras maneiras de morrer”.

  58. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Uma criativa metáfora da questão do amor. Amar é morrer, amar é mais complexo ainda, é viver. É passar por temporadas em que a cama possa ter-se tornado grande demais. Não achei que a última frase esteja à altura da história. Achei-a um tanto lugar comum. Parabéns. Sucessos no concurso.

  59. mariasantino1
    14 de janeiro de 2017

    Como diria Vinicius de Morais” Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure.”

    Olá, autor!

    Ah! Bonito, real, triste e bem narrado. A cumplicidade na tragedia engana o leitor e o faz pensar que tudo ficará bem, mas aí vem a queda, a puxada de tapete chamada rotina, o marasmo conjugal abocanhando a relação que resulta no questionamento: morrer enquanto há vida, ou viver arrastando correntes? (sua construção frasal é muito melhor que a minha 🙂 ). Gostei muito, me trouxe lembranças ruins, reflexões sobre deixar ficar e deixar partir.

    Bom conto.Boa sorte no desafio.

  60. Laís Helena Serra Ramalho
    14 de janeiro de 2017

    Gostei do conto: uma história inteira contada em poucas palavras. Também gostei do enredo: a “aventura” unindo os dois, e depois a rotina os separando (ou quem sabe algumas coisas acabaram perdendo o brilho com o fim da juventude).

    Só a primeira frase me incomodou um pouco. Na primeira leitura, interpretei como se você estivesse falando de um acidente fatal. Só depois me passou pela cabeça que essa frase poderia fazer alusão à morte do relacionamento, algo que o narrador já sabia, mas os personagens ainda não. Ainda assim, achei que destoou um pouco.

  61. Glória W. de Oliveira Souza
    13 de janeiro de 2017

    O texto termina com “De que adianta escapar da morte, se há tantas outras maneiras de morrer?” Como vivemos hoje na era da imagem, a utilizada neste conto mata a curiosidade do que seria descrito. Aliás, quase todas as ilustrações tem essa finalidade: indicar o conteúdo. Assim, o texto é por demais detalhista no meu ponto de vista. E isso, creio eu, abafa a dramaticidade. Recomenda-se que contos deixem para o leitor a conclusão. E quanto mais inesperado, melhor. O texto é bem escrito, mas senti falta de sedução literária enquanto gênero conto.

  62. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    13 de janeiro de 2017

    Desilusão é o tema central. O acidente soa como renovação da vida onde se apostam todas as fichas. No jogo, algumas vezes se ganha… outras se perdem. Ali, a cumplicidade está perdida. Sugere reflexão.

  63. Vitor De Lerbo
    13 de janeiro de 2017

    A ideia de fazer com que um acidente crie laços fortes entre duas pessoas que sobrevivem apenas para matar seus espíritos tempos mais tarde é ótima.
    A frase final é, com o perdão do trocadilho, matadora.
    Parabéns e boa sorte!

  64. Gustavo Castro Araujo
    13 de janeiro de 2017

    Muito bom! Um texto maduro (odeio essa palavra, mas não consigo pensar em outra), que trata de encontros e desencontros. O conhecido problema que afeta muitos relacionamentos, casais que se afastam, que deixam de mostrar cumplicidade. Num instante, como leitores, sentimo-nos aliviados por vê-los escapar de uma fatalidade; depois, com o passar dos anos, a rotina os mata. É o fantasma que, querendo ou não, mostra-se presente aqui e ali, para todo mundo que junta os trapos. Alguns conseguem espantá-lo; outros, a ele se abraçam. O conto deixa um gosto amargo no fim, ainda que verdadeiro. O arremate, aliás, ficou excelente – frase de efeito que encerra a questão com toque de mestre. Parabéns.

  65. Ceres Marcon
    13 de janeiro de 2017

    Mike Selif!
    Uma história com uma mensagem que remete à sobrevivência do amor dentro da convivência diária do casamento. Uma sobrevivência torta, que mata as fantasias e destrói vidas.
    Se tivessem morrido no acidente, seria um capítulo fechado na vida deles. Teriam evitado a frustração final?
    A surpresa é a sobrevivência dos dois, depois da frase inicial, que me levou a acreditar que ambos haviam morrido. Ao seguir com a leitura, pensei que você usaria a premissa de vida pós morte. Depois que usaria algo sobre experiência pós morte.
    Você me fez pensar várias coisas.
    A palavra “baixa”, não está adequada. Quando saímos do hospital, recebemos “alta”.
    Parabéns.

  66. Anderson Goes
    13 de janeiro de 2017

    Um conto que nada contra a maré, o acidente nas histórias poderia ser o inicio de um final feliz acabou os condenando a uma morte em vida… Gostei da ideia!

  67. rsollberg
    13 de janeiro de 2017

    O conto foge do óbvio, brincando com a ideia de morte. Aqui, o autor nos leva crer que o acidente de carro foi o fim do casal, para depois nos dizer que o óbito do amor ocorreu depois, sem acidentes, no marasmo conjugal apesar do abismo que dividia a cama. Ou seja, sobreviveram a tudo, mas a morte é uma vadia sem coração e pode nos atacar em qualquer lugar e com qualquer roupa, inclusive metaforicamente,

    Por um acaso, me fez lembrar de uma celebre frase do Ernesto Guevara que dizia “Onde a morte puder nos surpreender, que ela seja bem vinda”. Teriam falecido no auge, o amor eternizado. Será?

    O ponto alto do texto é que ele abre espaço para reflexões. O leitor se projeta e faz indagações usando suas próprias experiencias; Por que a relação foi se desgastando? Qual foi o impacto do acidente nessa história? Sobreviver ao acidente conferiu novas perspectivas aos personagens? Bem, são perguntas que o autor não deve responder… Pelo bem do conto e pelo bem da gente.

    Parabéns e boa sorte

  68. Miquéias Dell'Orti
    13 de janeiro de 2017

    Oi Mike.

    A morte se dá de várias formas e acho que a pior delas é a do tipo que você descreveu. A morte consciente. Morrer, mas ainda permanecer. Coloca em cheque as diversas escolhas que podem acabar com nossas vidas.
    Um ótimo conto. Parabéns.

  69. Fil Felix
    13 de janeiro de 2017

    Achei engraçado! Não morreram no acidente, mas o casamento foi um porre. Antes a morte que uma vida infeliz, não é? Tem um “depois da baixa”, que fiquei pensando se foi a baixa do hospital ou de morte. O ponto positivo do texto é trazer um humor negro sem forçar ou sem até tentar ser cômico, o que é ótimo e dá pra investir!

  70. Vanessa Oliveira
    13 de janeiro de 2017

    Lendo os comentários, vi que várias pessoas interpretaram de forma diferente. A minha foi a seguinte: um casal se precipitou em casar, após terem escapado da morte, para logo descobrirem que não davam certo juntos. Se for isso, achei bem interessante explorar a questão do fazer sem pensar, por impulso, no momento. Como um casamento em Las Vegas, sem preparação, apenas porque parece o certo no momento. O que eu mais gostei, no entanto, foi a forma como ele é aberto as mais diversas interpretações. Gostaria muito de saber como o autor interpretou o seu texto.
    Boa sorte!

  71. Leandro B.
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Mike.

    Achei o conto interessante com uma pegada bastante original.

    A frase de fechamento é bastante forte.

    Não curti muito o comentário explicando a história rs. Deixa ser.

    Só o título que me pareceu um tanto exagerado. Da maneira que o conto termina, abre margem para o arrependimento da sobrevivência em si, sendo que a desilusão parece estar limitada à convivência do casal, e não à existência no mundo. Peçam um divórcio e vivam de novo rs

    Mas reforço que o trabalho com a “morte” está muito bem feito.

    Parabens pelo texto.

  72. angst447
    13 de janeiro de 2017

    A proximidade da morte trouxe a valorização da vida. Como sempre acontece. E se descobre outras possibilidade, um novo amor, uma nova rotina. Mas o tempo que se apressou em unir o casal, também foi o responsável por separar os dois amantes. Triste constatar que a rotina, mesmo a mais feliz delas, acaba por esvaziar uma relação.
    História bem contada em poucas palavras, sem voltas desnecessárias. Começo, meio e fim, narrado de forma clara. Sem erros.
    Boa sorte!

  73. Thata Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Estou muito curiosa para saber se entendi esse conto. Vamos lá!

    O acidente de carro uniu o casal, que viveram felizes esse romance. “lembranças longínquas” me passa a impressão que eles viveram muito tempo juntos ou até ficaram velhinhos um do lado do outro. Mas um veio a falecer e, sozinho ou sozinha, não tendo como quem dividir a cama, é como se o que ainda vive também morresse.

    Acertei?? Se for isso, BELÍSSIMO conto, parabéns!!

    Boa sorte!!

  74. Anderson Henrique
    13 de janeiro de 2017

    O interessante do conto é a relação entre o início e o encerramento. Um acidente de carro que não mata, une. E condena a uma vida enfadonha, um tipo de morte. Não me pegou pelo impacto ou pela estrutura, mas pelo significado.

  75. Mike Selif
    13 de janeiro de 2017

    Tinha um conto inteiro pela frente, mas metáforas e sutilezas trouxeram o fim de tudo.

    Em frente ao computador, mil pensamentos trocavam empurrões na mente que se adornava com um semblante triste a imaginar vidas que seguem sem vida; um casal que segue sucumbir a uma morte lenta e inexorável; impalpável.

    Feliz ingenuidade perdida.

    Agora o conto tornara-se um amálgama de interpretações errôneas, e ele só tinha a si mesmo para culpar. Na cama, os olhos a fitar o teto em silêncio escondiam um único pensamento:

    De que adianta a metáfora, quando os olhos que a leem são literais?

    • Mike Selif
      13 de janeiro de 2017

      Um adendo: estas são apenas palavras usadas para extravasar a frustração de ver leitores não captando a real mensagem do conto. A maioria captou, o que já me satisfaz. Gostar ou não gostar do conto é de direito de cada um, mas quando não captam a minha mensagem a frustração aperta o peito.

      Não quis explicar-me exaustivamente para cada um que interpretou de forma errada minhas palavras, então um microconto nos comentários deverá bastar.

      O verdadeiro “inception” dos microcontos!

    • Sabrina Dalbelo
      13 de janeiro de 2017

      Ei, relaxa.
      A obra é um infinito de braços abertos. Aceite as pessoas abraçando o que quiserem.
      Tua escreve super bem… esse desabafo é mais um exemplo disso.

  76. Guilherme
    13 de janeiro de 2017

    Gostei sobretudo do final. Confesso que no começo não me agradou muito a maneira “pouco convencional” como eles haviam se conhecido, mas o desfecho foi inteligente, irônico.

  77. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    Nossa! Que reviravolta!
    De uma quase morte, para um grande amor, para um casamento horrível!?
    Um pouco clichê, mas muito bem escrito. Certamente o autor tem grande domínio da língua. Parabéns.

  78. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    Reflexão de alguém que sofreu uma perda. Não há elementos catalisadores, apenas a descrição da dor do sobrevivente.

    Perdão, mas achei meio fraco, parece-me que faltaram elos que conduzissem o leitor à empatia pelo casal, pelo amor do casal.

    Li que alguns gostaram da última frase, mas ela é um clichê gigantesco, não creio que ela salve o conto. Lamento.

  79. Antonio Stegues Batista
    13 de janeiro de 2017

    O protagonista, narrador, personagem sofreu uma acidente onde a esposa morreu. Sozinho na cama ele relembra os bons tempos que passou com ela. É um fato comum, mas seria uma boa historia se fosse mais longa, onde você pudesse explorar com mais intensidade os sentimentos. Faltou espaço, faltou emoção maior.

  80. Tiago Volpato
    13 de janeiro de 2017

    Um texto bem carregado em sentimentos. Você conseguiu colocar uma vida inteira nele. Parabéns.

  81. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    Já que todos sobreviveram, por que a vida passada do protagonista mostra-se perdida? Acho que o autor exagerou na dramaticidade. A última frase salvou o texto. Boa sorte!

  82. Matheus Pacheco
    13 de janeiro de 2017

    Há uma pegada para a consciência automobilística, mas uma pitada por assim dizer “Poética” com o conceito de uma vela se apagando, representando a vida se esvaindo.

  83. andré souto
    13 de janeiro de 2017

    Muito bom,tratando da criação de uma situação-limite,a meu ver.

  84. Rubem Cabral
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Mike.

    Gostei do conto, em especial do significado dúbio da frase de abertura: eles não morrem no hospital, morrem depois aos pouquinhos, ligados numa relação que morreu. Há um tanto de exagero, mas creio que funcionou.

    Está bem escrito e a imagem que ilustra o conto foi muito boa.

    Nota: 8.

  85. Davenir Viganon
    13 de janeiro de 2017

    Se eu pudesse voltar atrás…
    Um conto sobre o arrependimento. É muito difícil equiparar as dores do corpo e da alma. A que sentimos no momento é sempre mais forte, penso eu, mas independente das minhas reflexões, o conto é competente em contar uma estória grande com esse mínimo de linhas e em me fazer refletir [espero que aos outros leitores também]. Gostei bastante.

  86. José Leonardo
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Mike Selif.

    O texto expõe uma “morte em vida”, mas não da maneira como aventamos ao ver a imagem e ao ler a primeira linha. A morte literal, da qual escapou, transformou-se noutra, ou seja, da privação da liberdade anterior frente à nova situação: o casamento.

    Um micro conto muito bem pensado, e que até pode “enganar” se submetido a uma leitura demasiado superficial. Aquilo que seria renascimento e virou cumplicidade acabou se tornando tropeço e desilusão.

    Muito bom. Boa sorte neste desafio.

  87. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Olha, não achei muito interessante, porééééém, a frase final valeu por todo o resto. Desculpe-me se parecer rude, mas se apagasse tudo e deixasse só a última frase, acharia melhor.

  88. Bruna Francielle
    13 de janeiro de 2017

    Aqui tem duas situações que se interligam, dois tipos de ”mortes”, uma do casamento, outra da vida. Risos
    Achei em certo grau divertido e inteligente. Realmente termina com algo que faz o leitor pensar sobre a situação vivida pelos personagens.
    Está bem escrito

  89. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    Gosto da reflexão e do lirismo.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .