EntreContos

Literatura que desafia.

Correntes (Tatiane Mara)

correntes

Ele usava roupas comuns, não se destacava na multidão. Seus cabelos, olhos, corpo, eram medianos, mais um apenas. Trabalhava numa loja de armas, vendedor atencioso e eficiente.

Quase sempre levava um doce para casa ao final do dia. Sentia-se realizado.

– Papai,  por que o senhor não fala mais com mamãe ? – perguntou, um dia, a filha do casal.

– Mamãe não está mais conosco, lindinha, não podemos falar com ela jamais  – respondeu distraído.

– Eu falo todo dia, comemos os doces, ela brinca comigo e vou dormir – disse feliz.

O pai sorria, a mãe abraçada à filha, vigiava.

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94 comentários em “Correntes (Tatiane Mara)

  1. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Eita. O cara matou a esposa? Creio que sim…
    O elo entre eles pode até ter sido rompido, mas o que unia a mãe e a filha permanece intacto!
    Boa Sorte!

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Assassinato? Sim, eu também interpretei dessa forma. E achei fantástico. As palavras colocadas no lugar certo. O “vigiava”, no final, foi uma sacada e tanto. Parabéns, boa sorte mesmo!

  3. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(10,0): Seu texto foi tenebroso de se ler, principalmente quando se chega ao final. Uma história de assassinato contada de maneira diferente.

    -Construção(9,5): A ideia dos espíritos é sempre bem vinda para causar suspense num conto, quando bem executada. Foi esse o seu caso.

    -Apego(9,5): Fiquei com muita dó da garotinha, e de sua mãe também. Queria saber mais sobre a história… srsrrss

    Boa sorte!

  4. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Não tive dificuldade de entender o conto, logo na primeira leitura. Li mais duas vezes e resolvi ler alguns comentários. Muitos disseram não ter entendido e outros citaram o fato de mulher ter sido assassinada pelo marido. De início, não parecia, mas se o autor pensou cada palavra do texto, então tudo faz sentido. a descrição de um homem comum e, aparentemente, inofensivo é uma forma de ilustrar que as aparências enganam. Ele realmente assassinou a mulher e seu espírito continua na casa, VIAGIANDO a filha. Quer dizer, a alma da defunta teme que que o marido faça à sua filha o mesmo que fez a ela.

    Eu gostei muito do conto e gosto muito desses temas sobre espíritos que continuam interagindo com os vivos. Quando escrevo sobre o assunto, eu associa a mediunidade mais às crianças, às mulheres e às pessoas com algum problema tipo esquizofrenia ou autismo; em alguns casos, são os animais que veem os espíritos.

    Boa sorte.

  5. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    O fato do homem estar distraído ao responder a filha demonstra que ou ele queria desviar o assunto por se entristecer, ou estava pensativo, arrependido. Na primeira leitura, parecia que ele apenas sentia saudade da mulher, mas ao reler, o emprego dele poderia ser uma sugestão de que houve um assassinato. A mãe cuidando da filha é uma imagem muito singela. Como negativo, não entendi a necessidade de dar tanta ênfase ao fato do homem ser tão comum, e a fala do homem no diálogo poderia ser melhor trabalhada, ficou um pouco inverossímil, formal demais, acho que ninguém fala daquele jeito, ainda mais com uma criança. Hehehe O conto é muito bom, gostei bastante da forma e da história. Abraços.

  6. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Achei um bom conto. A sensibilidade infantil que pode ver coisas que poucos adultos conseguem e a dedicação materna que cuida mesmo em outro plano. Sobrenatural e bem executado. Boa sorte.

  7. Tiago Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Texto muito bom mostrando o elo entre mãe e filha. Um amor que transcendeu. Bela história, parabéns.

  8. Andressa
    27 de janeiro de 2017

    Gosto bastante desta temática, o transcendente. Par
    abéns bom conto. Boa sorte!

  9. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    C onsegui visualizar bem a cena da fantasma abraçada afilha e isso mudou minha concepção inicial.

    O la só como é, um conto que mostra o amor da mãe, a força desse amor que une e acorrenta a alma dela a de seu filho.

    R ealmente é um bom conto, de terror, de drama e que sugere também outras interpretações, entretanto a mim essa soou ser mais óbvia.

    R aro é o conto de terror que me assusta e esse aqui não me assustou, mas de certa forma tende a impressionar alguns leitores mais despreparados.

    Ela ali abraçada a filha, o pai vendo apenas a filha, a filha enxergando os dois. Isso é de fato uma boa tomada hein?

    N ada é o que parece ser e tudo é exatamente o que parece. Será por que que esses fantasminhas só aparecem para as crianças nessa hora? Estou me decidindo sobre o quanto eu gostei do seu texto, sabia?

    T em elementos tão bacanas nele, e você foi tão bem nos diálogos.

    E ntretanto o título não me agradou o suficiente, mas digamos que é compreensível e casa com o conto de fato.

    S im, ao final digo que gostei do texto e de como você de maneira simples mais eficiente nos apresentou algo bom, agora é continuar as leituras e ver o que ainda tenho a encontrar. Parabéns pelo trabalho!

  10. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    27 de janeiro de 2017

    Olá, Elos,

    Tudo bem?

    Eu ousaria dizer que o seu conto é um microconto concreto, já que a imagem complementa o trabalho e dá a chave para a solução da história. Um texto maduro e muito bem pensado

    Um autêntico representante do gênero terror, instigando e causando um sentimento real de angústia em quem lê.

    Parabéns por seu trabalho e muito boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    O texto tem um suspense muito bom, não consegui entender muito a charada do texto, acho que no máximo sei que o pai fez algo com a esposa e com a filha, esse conto tem um ar sobrenatural e macabro, mas mesmo assim não teve tanto impacto. Boa sorte!

  12. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2017

    Sinceramente? Não consegui matar a charada desse conto. Digo charada porque o início, descrevendo o cidadão, me pareceu com pistas para entender melhor o fim do conto. Mas o fim chegou e não entendi bem o papel da mãe ali presente, como um fantasma. Foi o cara que matou ela? Ainda assim, não consegui ver como as informações passadas no início: de que ele era mediano, não se destacava, cabelo assim e assado, fazem conexão com o restante do conto. Acho que não foi um texto muito bem montado. Desculpe.

  13. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Se o que entendi está correto, a ideia é muito boa. O homem mata a mulher a tiros (provavelmente por isso enfatiza que trabalha em uma loja de armas, caso contrário isso é desnecessário) e sua alma toma conta da filha que é inocente demais para saber o que se passou. Isso cria uma atmosfera muito tensa à sua última linha e funciona muito bem.

  14. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    bem escrito mas de pouco impacte, porque deixas a história demasiado aberta, falta definires mais percursos às tuas palavras para conduzires o leitor e pareceu-me que o teu conto perdeu, exatamente, por deixares o leitor fazer interpretações em demasia, faltou algo forte um acontecimento que amarrasse o leitor

  15. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Fui levado a crer que o protagonista tem alguma relação consciente com a presença da esposa ali – não só por suas reações duvidosas no diálogo com a filha (sorrindo para o que ela disse), pelo título e pela imagem, mas também pelo foco que se dá a ele (o pai). Se não fosse um personagem realmente incomum, não faria sentido focar tanto na aparente mediocridade que ele ostenta. Foi necessário forçar um pouco para chegar nessa interpretação, o pano de fundo acabou engolindo a peça.
    Parabéns e boa sorte.

  16. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    Senti uma tentativa de escrever um micro conto de terror, mas não senti a atmosfera tenebrosa que ele deveria passar. Ficou claro para mim que a mulher morrera e que o homem, distraído, nem prestava atenção no absurdo que a filha falava: que ela conversava com a mãe todos os dias, comia junto dela e que ela a levava para dormir.

    Se a tentativa era de surpreender o leitor com o final paranormal, acho que você perdeu tempo demais com o início do conto, narrando coisas pouco importantes, como o fato do homem ser mediano em tudo o que fazia e por ele trabalhar em uma loja de armas. Não vi a relevância destes apontamentos. Continuo confuso sobre o homem ter matado a esposa ou não, já que o texto não dá nenhuma pista sobre isso, e o fato do homem trabalhar em uma loja de armas não me diz nada a respeito.

    Para mim, este espaço inicial poderia ser usado para trabalhar melhor a atmosfera do texto, criando mais suspense para preparar o leitor para a surpresa no final. De resto, sua técnica é boa: sóbria e simples. O texto pede apenas uma revisão na pontuação, já que vi vírgulas que não deveriam existir e outras vírgulas que estão no lugar errado.

  17. krimer
    25 de janeiro de 2017

    Grande conto, com alto impacto.

    Bem escrito, com estilo simples e direto.

  18. Evandro Furtado
    25 de janeiro de 2017

    Fosse o nível de cagaço um pouquinho maior, teríamos um grande conto. Acho que o impacto diminui porque já tivemos contos com enredos bastante parecidos nesse desafio e, talvez, melhor executados. Nesse caso, a comparação, no subconsciente, é inevitável.

    Resultado – Average

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Nesso conto, o não dito é mais importante do que o que foi explicitado. Mas, no caso, a ausência dessas ideias gera interpretações muito diversas. A meu ver, o pai matou a mãe, mas a filha continuava a ver seu espírito. O fato de vender armas e trazer um doce foram boas pistas. Na parte técnica, as vírgulas da última frase deveriam ser revistas e o verbo ao final, se a intenção era protegê-la, deveria ser outro.

  20. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO de fantasma no além. Tem um ar casual para disfarçar a intensidade da presença da mãe. Ficou interessante, mas faltou o IMPACTO da cereja do bolo e recheio nos personagens. As correntes ficaram soltas entre o título e a ilustração. Faltou intensidade para que as correntes fizessem seu papel.

  21. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Achei bem confuso. Não consegui ‘entrar’ na história. Boa sorte!

  22. Fheluany Nogueira
    24 de janeiro de 2017

    Buscando amarrar ilustração, título. pseudônimo e trama, mas está complicado; são poucos elos para a minha corrente. Penso que a chave está na descrição do personagem que insiste que ele é “mais um apenas”, mas é aparência. Pelo desfecho que tem um impacto assustador: a filha vigiada pela mãe, que não deveria estar mais ali, e pelo familiaridade com as armas, parece-me que temos aqui um psicopata, assassino. A execução da narrativa tem algumas falhas ou omissões que dificulta a interpretação; mesmo assim bom trabalho. Abraços.

  23. Fabio Baptista
    24 de janeiro de 2017

    E lá vamos nós… então, acho que é mais um conto aberto demais, que deixa muitas lacunas para o leitor. Aqui, até que dá pra formular uma história com o que foi narrado: o cidadão comum, matou a esposa e agora ela fica “acorrentada” junto à filha, para protegê-la. Bom, eu imaginei isso pelo menos.

    É muita coisa para o leitor imaginar, com base em vagas suposições. Não causou impacto.

    Abraço!

  24. Anorkinda Neide
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Teu conto ficou intrigante, acredito q vc colocou pistas no titulo e imagens, mais q isto, quis q eles (titulo e imagem) fizessem parte do texto. e acho q deu espaço demais a eles. Nao funcionou muito bem, nao é? Titulo e imagem podem complementar,mas nao ter uma importância tão vital…
    Claramente, na imagem a mulher está presa por correntes verdadeiras e bem compridas… Ele diz q ela está morta, mas pq devemos acreditar nele?
    Ela nao está morta, está acorrentada dentro de casa, um espírito nao comeria doces, nao é?
    Ele a ignora pois é louco, demente, cruel.. rss
    Ela tenta cuidar da filha, mas o q ela pode fazer? Ele certamente anda armado, por isso a referência à loja de armas.
    O q nao acho legal, pois levanta a bandeira de q deixar pessoas comuns possuírem armas legais levaria todo mundo a um perigo destes, como se todos fôssemos psicopatas em potencial.
    Enfim, teu conto acabou perdendo-se do leitor devido a lacunas demais, mesmo eu fazendo esta interpretação, ainda acho q o texto nao brilha, está simples demais enquanto diz muito pouco, falta…
    boa sorte e abraço

  25. Leo Jardim
    23 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): um conto espírita de uma mãe morta ainda presa à família (as correntes do título). É bom, mas faltou algo mais forte para fugir do comum. Quando disse que ele trabalhava numa loja de armas, imaginei que o pai era o assassino e gosto dessa interpretação, mas acho que o autor não deu indícios disso.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): não vi nenhum problema que travasse a leitura.

    💡 Criatividade (⭐▫): é um tema um tanto comum.

    ✂ Concisão (⭐▫): acho que ou sobrou ou faltou informação, pois o fato dele trabalhar na loja de armas, por exemplo, como não foi usado, sobrou. Se era pra ser usado, faltou informação para fazer sentido.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): um texto bonito, mas que não fugiu do comum.

  26. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    A ideia é bem interessante e gostei da pegada sobrenatural. Entendo que o título se refere ao elo que a mãe tem com a filha e fiquei bastante curiosa do motivo para a mãe “vigiar”: estaria ela vigiando o pai, que cometeu algum mal? Parabéns pelo conto

  27. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    fantasmas… gostei do conto, vc cria o clima de suspense e o final dá um arrepio na gente. Muito bom seu poder de síntese! Parabéns.

  28. Priscila Pereira
    22 de janeiro de 2017

    Oi Elos, o pai matou a mãe e a mãe continua ligada a filha para protege-la, é isso?? É bem tocante… ele não parece estar tentado a fazer mal algum para a filha, pelo menos por enquanto… mas mesmo assim a mãe vigia… Boa história. Parabéns e boa sorte!!

  29. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    É, acho que o primeiro parágrafo já deixa claro o que aconteceu com a mãe, ou seja, a surpresa, pra mim, se perdeu. Creio também que foi uma ênfase muito grade nas características do pai, coisa que se resolveria em poucas palavras, menos do que foi utilizado. Achei o narrador meio frio também, talvez fosse mesmo o tom desejado por você, autor(a), mas pra mim não funcionou.

  30. Benjamim Boaventura
    21 de janeiro de 2017

    O temor ”vigiava” sugere o perigo relacionado á figura do pai, cuja normalidade parece se limitar apenas ás aparências. Sutil.

  31. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    A ideia é interessante. A forma, com os diálogos entremeados, é sempre uma escolha que contribui para o movimento. O fio narrativo é consistente, tem princípio,meio e um final que fica por conta do leitor, mas tem a sua coerência. O resultado, eu achei que foi prejudicado pela descrição do personagem, que não contribuiu em nada para a lógica do que iria acontecer (exceto, é claro, o fato de trabalhar na loja de armas e levar doces para casa), bem como pelo erro na colocação da vírgula na última linha.

  32. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    A vida continua. No olhar de uma criança, isso se comprova, ao ver, falar e interagir com a mãe, falecida. O pai a apoia com um sorriso, infeliz. Sem entrar no mérito, só entendo o chamado de vendedor em uma loja de armas, se utilizou de alguma delas para matar a esposa e, no meu entender, isso se evidencia com a mãe abraçada à filha, vigiando para que nenhum mal fosse feito a ela. Parabéns!

  33. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    É impressionante o quanto pode melhorar este micro CORTANDO e REALOCANDO palavras dele. Tipo, se me permite, (dois pontos) :

    correntes

    Trabalhava numa loja de armas, vendedor atencioso, eficiente.

    Levava sempre um doce para casa ao final do dia. Sentia-se realizado.

    – Papai, por que o senhor não fala mais com mamãe ? – perguntou, um dia, sua filha.

    – Mamãe não está conosco, lindinha, não podemos falar com ela.

    – Eu falo todo dia, comemos os doces, ela brinca comigo e vou dormir – disse feliz.

    O pai sorria distraído, a mãe abraçada à filha, vigiava.

    E, claro, o tempo da palavra vigiava. Acredito que daria mais impacto no fim se vc mudasse para “Vigiando” ou “Vigilante!” ou até simplesmente sumir com essa palavra. Medo né? Eu vi uma força tremenda em colocar o cara como o personagem normalzão do filme “Um dia de Furia”…mas….viu….2017, já sabemos que o pior psico é sempre o mais nmormal na aparência. Abraçs

  34. Felipe Alves
    19 de janeiro de 2017

    Ao meu ver, faltou espaço para introdução do elemento surpresa. A filha surge e já joga a real no pai sem que nós tivéssemos tempo de ao menos entender a ideia apresentada. Talvez o protagonismo tivesse que estar na criança e o elemento surpresa no pai. Boa sorte!

  35. Tom Lima
    19 de janeiro de 2017

    A ideia é bem interessante, mas falhou na execução. Fiquei com a sensação de que o conto perde muito tempo marcando como ele era comum. Entendo que isso é importante pra narrativa, mas poderia ser mais dinâmico nessa marcação.
    A melhor parte é a ideia de que esse “pai normal” pode ser uma ameaça à filha, mais do que a ideia de um fantasma preso a ela.

    Parabéns.

    Abraços.

  36. Thayná Afonso
    18 de janeiro de 2017

    Teria sido muito mais impactante ter narrado a rotina da mãe com a filha e no final mostrar o pai explicando que ela estava morta. Devido ao título e a conclusão do conto, achei que o foco seria a mãe morta se fazer presente na vida da filha, então não entendi a relevância de sabermos a rotina do homem, que, como dito no próprio conto, é só mais um. Entretanto, acredito que esse problema só se revele por conta da limitação de palavras. A qualidade da sua escrita mostrou que você teria conseguido concluir a história com excelência se ela pudesse ter sido maior.

  37. Felipe Teodoro
    18 de janeiro de 2017

    Oi!

    Segundo a descrição do início o narrador nos leva a crer que o homem é “mais um apenas”, acredito que é nesse jogo linguístico que está a chave para compreensão do conto. Ele não era mais uma apenas. Outra dica, me parece ser a Loja de Armas. No geral, achei uma trama bem interessante, porém a escrita peca muitas vezes, principalmente nos diálogos que não um tanto superficiais. Mesmo assim, o desfecho é traz uma cena bem assustadora.

    Parabéns pelo trabalho. (Ps: confesso que assim, em uma primeira leitura, não ví relação do título, imagem e trama).

  38. Mariana
    18 de janeiro de 2017

    O conto é assustador, perturbador mesmo. A violência na família, algo mais comum e tão, tão terrível. O aspecto do sobrenatural (será?) foi bem trabalhado. Parabéns

  39. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um contexto mais sobrenatural. Dá a entender que aconteceu alguma coisa à mãe e que o pai estava envolvido, até por se dar ênfase no que ele trabalhava. Se for isso mesmo, é meio assustador o pai ainda continuar ao lado da filha. O clima de suspense cativa e transmite bem as emoções. – 9,0
    O: Simples, mas eficiente. Tem um “q” de fantástico e deixa uma boa pergunta no ar. O que aconteceu à mãe dela? Se minha teoria se confirmar, o próprio texto traz a resposta. Ela continua ali, pronta para “atacar” se surgir uma oportunidade. Causa arrepios. – 8,0
    D: O texto tem um suspense muito bom, desde o início. A condução da atmosfera chefa ao clímax ao fim, de forma eficiente. – 9,0
    Fator “Oh my”: a simplicidade às vezes atrai mais do que enredos complexos. Neste caso o autor se saiu bem, mesmo sem deixar uma respostas explícita.

  40. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    A mãe está presa, com medo de deixar a filha com aquele homem? Ele a matou, e ela tem medo de deixar a menina sozinha com ele? Talvez seja isso. Se sim, é muito interessante a forma como foi narrado este conto.
    Parabéns e boa sorte!

  41. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Olá,

    Eh, tenho que ficar esperta nas leituras, muitos contos abertos a várias interpretações, o leitor trabalha junto aqui.

    Lido a primeira vez , fiquei me perguntando qual a necessidade de usar as poucas palavras disponíveis com a aparência física do personagem. Acredito que seja para dar ênfase no que já se sabe sobre psicopatas, eles podem ser qualquer um em qualquer lugar, geralmente acima de suspeitas.

    Vou optar pela ideia do assassinato dá esposa e mediunidade dá criança. Fica mais coerente com todo o resto. Tendo essas idéias formadas o conto toma forma e mostra uma boa sacada do autor, usar o cotidiano o banal… E o sobrenatural em um mesmo contexto. Funcionou bem.

    No fim, a imagem deve fazer referência a mulher morta que não pode partir pelo elo com a filha. É bem triste.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .