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Detox Literário.

Correntes (Tatiane Mara)

correntes

Ele usava roupas comuns, não se destacava na multidão. Seus cabelos, olhos, corpo, eram medianos, mais um apenas. Trabalhava numa loja de armas, vendedor atencioso e eficiente.

Quase sempre levava um doce para casa ao final do dia. Sentia-se realizado.

– Papai,  por que o senhor não fala mais com mamãe ? – perguntou, um dia, a filha do casal.

– Mamãe não está mais conosco, lindinha, não podemos falar com ela jamais  – respondeu distraído.

– Eu falo todo dia, comemos os doces, ela brinca comigo e vou dormir – disse feliz.

O pai sorria, a mãe abraçada à filha, vigiava.

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94 comentários em “Correntes (Tatiane Mara)

  1. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Eita. O cara matou a esposa? Creio que sim…
    O elo entre eles pode até ter sido rompido, mas o que unia a mãe e a filha permanece intacto!
    Boa Sorte!

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Assassinato? Sim, eu também interpretei dessa forma. E achei fantástico. As palavras colocadas no lugar certo. O “vigiava”, no final, foi uma sacada e tanto. Parabéns, boa sorte mesmo!

  3. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(10,0): Seu texto foi tenebroso de se ler, principalmente quando se chega ao final. Uma história de assassinato contada de maneira diferente.

    -Construção(9,5): A ideia dos espíritos é sempre bem vinda para causar suspense num conto, quando bem executada. Foi esse o seu caso.

    -Apego(9,5): Fiquei com muita dó da garotinha, e de sua mãe também. Queria saber mais sobre a história… srsrrss

    Boa sorte!

  4. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Não tive dificuldade de entender o conto, logo na primeira leitura. Li mais duas vezes e resolvi ler alguns comentários. Muitos disseram não ter entendido e outros citaram o fato de mulher ter sido assassinada pelo marido. De início, não parecia, mas se o autor pensou cada palavra do texto, então tudo faz sentido. a descrição de um homem comum e, aparentemente, inofensivo é uma forma de ilustrar que as aparências enganam. Ele realmente assassinou a mulher e seu espírito continua na casa, VIAGIANDO a filha. Quer dizer, a alma da defunta teme que que o marido faça à sua filha o mesmo que fez a ela.

    Eu gostei muito do conto e gosto muito desses temas sobre espíritos que continuam interagindo com os vivos. Quando escrevo sobre o assunto, eu associa a mediunidade mais às crianças, às mulheres e às pessoas com algum problema tipo esquizofrenia ou autismo; em alguns casos, são os animais que veem os espíritos.

    Boa sorte.

  5. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    O fato do homem estar distraído ao responder a filha demonstra que ou ele queria desviar o assunto por se entristecer, ou estava pensativo, arrependido. Na primeira leitura, parecia que ele apenas sentia saudade da mulher, mas ao reler, o emprego dele poderia ser uma sugestão de que houve um assassinato. A mãe cuidando da filha é uma imagem muito singela. Como negativo, não entendi a necessidade de dar tanta ênfase ao fato do homem ser tão comum, e a fala do homem no diálogo poderia ser melhor trabalhada, ficou um pouco inverossímil, formal demais, acho que ninguém fala daquele jeito, ainda mais com uma criança. Hehehe O conto é muito bom, gostei bastante da forma e da história. Abraços.

  6. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Achei um bom conto. A sensibilidade infantil que pode ver coisas que poucos adultos conseguem e a dedicação materna que cuida mesmo em outro plano. Sobrenatural e bem executado. Boa sorte.

  7. Tiago Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Texto muito bom mostrando o elo entre mãe e filha. Um amor que transcendeu. Bela história, parabéns.

  8. Andressa
    27 de janeiro de 2017

    Gosto bastante desta temática, o transcendente. Par
    abéns bom conto. Boa sorte!

  9. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    C onsegui visualizar bem a cena da fantasma abraçada afilha e isso mudou minha concepção inicial.

    O la só como é, um conto que mostra o amor da mãe, a força desse amor que une e acorrenta a alma dela a de seu filho.

    R ealmente é um bom conto, de terror, de drama e que sugere também outras interpretações, entretanto a mim essa soou ser mais óbvia.

    R aro é o conto de terror que me assusta e esse aqui não me assustou, mas de certa forma tende a impressionar alguns leitores mais despreparados.

    Ela ali abraçada a filha, o pai vendo apenas a filha, a filha enxergando os dois. Isso é de fato uma boa tomada hein?

    N ada é o que parece ser e tudo é exatamente o que parece. Será por que que esses fantasminhas só aparecem para as crianças nessa hora? Estou me decidindo sobre o quanto eu gostei do seu texto, sabia?

    T em elementos tão bacanas nele, e você foi tão bem nos diálogos.

    E ntretanto o título não me agradou o suficiente, mas digamos que é compreensível e casa com o conto de fato.

    S im, ao final digo que gostei do texto e de como você de maneira simples mais eficiente nos apresentou algo bom, agora é continuar as leituras e ver o que ainda tenho a encontrar. Parabéns pelo trabalho!

  10. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    27 de janeiro de 2017

    Olá, Elos,

    Tudo bem?

    Eu ousaria dizer que o seu conto é um microconto concreto, já que a imagem complementa o trabalho e dá a chave para a solução da história. Um texto maduro e muito bem pensado

    Um autêntico representante do gênero terror, instigando e causando um sentimento real de angústia em quem lê.

    Parabéns por seu trabalho e muito boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    O texto tem um suspense muito bom, não consegui entender muito a charada do texto, acho que no máximo sei que o pai fez algo com a esposa e com a filha, esse conto tem um ar sobrenatural e macabro, mas mesmo assim não teve tanto impacto. Boa sorte!

  12. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2017

    Sinceramente? Não consegui matar a charada desse conto. Digo charada porque o início, descrevendo o cidadão, me pareceu com pistas para entender melhor o fim do conto. Mas o fim chegou e não entendi bem o papel da mãe ali presente, como um fantasma. Foi o cara que matou ela? Ainda assim, não consegui ver como as informações passadas no início: de que ele era mediano, não se destacava, cabelo assim e assado, fazem conexão com o restante do conto. Acho que não foi um texto muito bem montado. Desculpe.

  13. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Se o que entendi está correto, a ideia é muito boa. O homem mata a mulher a tiros (provavelmente por isso enfatiza que trabalha em uma loja de armas, caso contrário isso é desnecessário) e sua alma toma conta da filha que é inocente demais para saber o que se passou. Isso cria uma atmosfera muito tensa à sua última linha e funciona muito bem.

  14. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    bem escrito mas de pouco impacte, porque deixas a história demasiado aberta, falta definires mais percursos às tuas palavras para conduzires o leitor e pareceu-me que o teu conto perdeu, exatamente, por deixares o leitor fazer interpretações em demasia, faltou algo forte um acontecimento que amarrasse o leitor

  15. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Fui levado a crer que o protagonista tem alguma relação consciente com a presença da esposa ali – não só por suas reações duvidosas no diálogo com a filha (sorrindo para o que ela disse), pelo título e pela imagem, mas também pelo foco que se dá a ele (o pai). Se não fosse um personagem realmente incomum, não faria sentido focar tanto na aparente mediocridade que ele ostenta. Foi necessário forçar um pouco para chegar nessa interpretação, o pano de fundo acabou engolindo a peça.
    Parabéns e boa sorte.

  16. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    Senti uma tentativa de escrever um micro conto de terror, mas não senti a atmosfera tenebrosa que ele deveria passar. Ficou claro para mim que a mulher morrera e que o homem, distraído, nem prestava atenção no absurdo que a filha falava: que ela conversava com a mãe todos os dias, comia junto dela e que ela a levava para dormir.

    Se a tentativa era de surpreender o leitor com o final paranormal, acho que você perdeu tempo demais com o início do conto, narrando coisas pouco importantes, como o fato do homem ser mediano em tudo o que fazia e por ele trabalhar em uma loja de armas. Não vi a relevância destes apontamentos. Continuo confuso sobre o homem ter matado a esposa ou não, já que o texto não dá nenhuma pista sobre isso, e o fato do homem trabalhar em uma loja de armas não me diz nada a respeito.

    Para mim, este espaço inicial poderia ser usado para trabalhar melhor a atmosfera do texto, criando mais suspense para preparar o leitor para a surpresa no final. De resto, sua técnica é boa: sóbria e simples. O texto pede apenas uma revisão na pontuação, já que vi vírgulas que não deveriam existir e outras vírgulas que estão no lugar errado.

  17. krimer
    25 de janeiro de 2017

    Grande conto, com alto impacto.

    Bem escrito, com estilo simples e direto.

  18. Evandro Furtado
    25 de janeiro de 2017

    Fosse o nível de cagaço um pouquinho maior, teríamos um grande conto. Acho que o impacto diminui porque já tivemos contos com enredos bastante parecidos nesse desafio e, talvez, melhor executados. Nesse caso, a comparação, no subconsciente, é inevitável.

    Resultado – Average

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Nesso conto, o não dito é mais importante do que o que foi explicitado. Mas, no caso, a ausência dessas ideias gera interpretações muito diversas. A meu ver, o pai matou a mãe, mas a filha continuava a ver seu espírito. O fato de vender armas e trazer um doce foram boas pistas. Na parte técnica, as vírgulas da última frase deveriam ser revistas e o verbo ao final, se a intenção era protegê-la, deveria ser outro.

  20. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO de fantasma no além. Tem um ar casual para disfarçar a intensidade da presença da mãe. Ficou interessante, mas faltou o IMPACTO da cereja do bolo e recheio nos personagens. As correntes ficaram soltas entre o título e a ilustração. Faltou intensidade para que as correntes fizessem seu papel.

  21. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Achei bem confuso. Não consegui ‘entrar’ na história. Boa sorte!

  22. Fheluany Nogueira
    24 de janeiro de 2017

    Buscando amarrar ilustração, título. pseudônimo e trama, mas está complicado; são poucos elos para a minha corrente. Penso que a chave está na descrição do personagem que insiste que ele é “mais um apenas”, mas é aparência. Pelo desfecho que tem um impacto assustador: a filha vigiada pela mãe, que não deveria estar mais ali, e pelo familiaridade com as armas, parece-me que temos aqui um psicopata, assassino. A execução da narrativa tem algumas falhas ou omissões que dificulta a interpretação; mesmo assim bom trabalho. Abraços.

  23. Fabio Baptista
    24 de janeiro de 2017

    E lá vamos nós… então, acho que é mais um conto aberto demais, que deixa muitas lacunas para o leitor. Aqui, até que dá pra formular uma história com o que foi narrado: o cidadão comum, matou a esposa e agora ela fica “acorrentada” junto à filha, para protegê-la. Bom, eu imaginei isso pelo menos.

    É muita coisa para o leitor imaginar, com base em vagas suposições. Não causou impacto.

    Abraço!

  24. Anorkinda Neide
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Teu conto ficou intrigante, acredito q vc colocou pistas no titulo e imagens, mais q isto, quis q eles (titulo e imagem) fizessem parte do texto. e acho q deu espaço demais a eles. Nao funcionou muito bem, nao é? Titulo e imagem podem complementar,mas nao ter uma importância tão vital…
    Claramente, na imagem a mulher está presa por correntes verdadeiras e bem compridas… Ele diz q ela está morta, mas pq devemos acreditar nele?
    Ela nao está morta, está acorrentada dentro de casa, um espírito nao comeria doces, nao é?
    Ele a ignora pois é louco, demente, cruel.. rss
    Ela tenta cuidar da filha, mas o q ela pode fazer? Ele certamente anda armado, por isso a referência à loja de armas.
    O q nao acho legal, pois levanta a bandeira de q deixar pessoas comuns possuírem armas legais levaria todo mundo a um perigo destes, como se todos fôssemos psicopatas em potencial.
    Enfim, teu conto acabou perdendo-se do leitor devido a lacunas demais, mesmo eu fazendo esta interpretação, ainda acho q o texto nao brilha, está simples demais enquanto diz muito pouco, falta…
    boa sorte e abraço

  25. Leo Jardim
    23 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): um conto espírita de uma mãe morta ainda presa à família (as correntes do título). É bom, mas faltou algo mais forte para fugir do comum. Quando disse que ele trabalhava numa loja de armas, imaginei que o pai era o assassino e gosto dessa interpretação, mas acho que o autor não deu indícios disso.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): não vi nenhum problema que travasse a leitura.

    💡 Criatividade (⭐▫): é um tema um tanto comum.

    ✂ Concisão (⭐▫): acho que ou sobrou ou faltou informação, pois o fato dele trabalhar na loja de armas, por exemplo, como não foi usado, sobrou. Se era pra ser usado, faltou informação para fazer sentido.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): um texto bonito, mas que não fugiu do comum.

  26. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    A ideia é bem interessante e gostei da pegada sobrenatural. Entendo que o título se refere ao elo que a mãe tem com a filha e fiquei bastante curiosa do motivo para a mãe “vigiar”: estaria ela vigiando o pai, que cometeu algum mal? Parabéns pelo conto

  27. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    fantasmas… gostei do conto, vc cria o clima de suspense e o final dá um arrepio na gente. Muito bom seu poder de síntese! Parabéns.

  28. Priscila Pereira
    22 de janeiro de 2017

    Oi Elos, o pai matou a mãe e a mãe continua ligada a filha para protege-la, é isso?? É bem tocante… ele não parece estar tentado a fazer mal algum para a filha, pelo menos por enquanto… mas mesmo assim a mãe vigia… Boa história. Parabéns e boa sorte!!

  29. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    É, acho que o primeiro parágrafo já deixa claro o que aconteceu com a mãe, ou seja, a surpresa, pra mim, se perdeu. Creio também que foi uma ênfase muito grade nas características do pai, coisa que se resolveria em poucas palavras, menos do que foi utilizado. Achei o narrador meio frio também, talvez fosse mesmo o tom desejado por você, autor(a), mas pra mim não funcionou.

  30. Benjamim Boaventura
    21 de janeiro de 2017

    O temor ”vigiava” sugere o perigo relacionado á figura do pai, cuja normalidade parece se limitar apenas ás aparências. Sutil.

  31. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    A ideia é interessante. A forma, com os diálogos entremeados, é sempre uma escolha que contribui para o movimento. O fio narrativo é consistente, tem princípio,meio e um final que fica por conta do leitor, mas tem a sua coerência. O resultado, eu achei que foi prejudicado pela descrição do personagem, que não contribuiu em nada para a lógica do que iria acontecer (exceto, é claro, o fato de trabalhar na loja de armas e levar doces para casa), bem como pelo erro na colocação da vírgula na última linha.

  32. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    A vida continua. No olhar de uma criança, isso se comprova, ao ver, falar e interagir com a mãe, falecida. O pai a apoia com um sorriso, infeliz. Sem entrar no mérito, só entendo o chamado de vendedor em uma loja de armas, se utilizou de alguma delas para matar a esposa e, no meu entender, isso se evidencia com a mãe abraçada à filha, vigiando para que nenhum mal fosse feito a ela. Parabéns!

  33. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    É impressionante o quanto pode melhorar este micro CORTANDO e REALOCANDO palavras dele. Tipo, se me permite, (dois pontos) :

    correntes

    Trabalhava numa loja de armas, vendedor atencioso, eficiente.

    Levava sempre um doce para casa ao final do dia. Sentia-se realizado.

    – Papai, por que o senhor não fala mais com mamãe ? – perguntou, um dia, sua filha.

    – Mamãe não está conosco, lindinha, não podemos falar com ela.

    – Eu falo todo dia, comemos os doces, ela brinca comigo e vou dormir – disse feliz.

    O pai sorria distraído, a mãe abraçada à filha, vigiava.

    E, claro, o tempo da palavra vigiava. Acredito que daria mais impacto no fim se vc mudasse para “Vigiando” ou “Vigilante!” ou até simplesmente sumir com essa palavra. Medo né? Eu vi uma força tremenda em colocar o cara como o personagem normalzão do filme “Um dia de Furia”…mas….viu….2017, já sabemos que o pior psico é sempre o mais nmormal na aparência. Abraçs

  34. Felipe Alves
    19 de janeiro de 2017

    Ao meu ver, faltou espaço para introdução do elemento surpresa. A filha surge e já joga a real no pai sem que nós tivéssemos tempo de ao menos entender a ideia apresentada. Talvez o protagonismo tivesse que estar na criança e o elemento surpresa no pai. Boa sorte!

  35. Tom Lima
    19 de janeiro de 2017

    A ideia é bem interessante, mas falhou na execução. Fiquei com a sensação de que o conto perde muito tempo marcando como ele era comum. Entendo que isso é importante pra narrativa, mas poderia ser mais dinâmico nessa marcação.
    A melhor parte é a ideia de que esse “pai normal” pode ser uma ameaça à filha, mais do que a ideia de um fantasma preso a ela.

    Parabéns.

    Abraços.

  36. Thayná Afonso
    18 de janeiro de 2017

    Teria sido muito mais impactante ter narrado a rotina da mãe com a filha e no final mostrar o pai explicando que ela estava morta. Devido ao título e a conclusão do conto, achei que o foco seria a mãe morta se fazer presente na vida da filha, então não entendi a relevância de sabermos a rotina do homem, que, como dito no próprio conto, é só mais um. Entretanto, acredito que esse problema só se revele por conta da limitação de palavras. A qualidade da sua escrita mostrou que você teria conseguido concluir a história com excelência se ela pudesse ter sido maior.

  37. Felipe Teodoro
    18 de janeiro de 2017

    Oi!

    Segundo a descrição do início o narrador nos leva a crer que o homem é “mais um apenas”, acredito que é nesse jogo linguístico que está a chave para compreensão do conto. Ele não era mais uma apenas. Outra dica, me parece ser a Loja de Armas. No geral, achei uma trama bem interessante, porém a escrita peca muitas vezes, principalmente nos diálogos que não um tanto superficiais. Mesmo assim, o desfecho é traz uma cena bem assustadora.

    Parabéns pelo trabalho. (Ps: confesso que assim, em uma primeira leitura, não ví relação do título, imagem e trama).

  38. Mariana
    18 de janeiro de 2017

    O conto é assustador, perturbador mesmo. A violência na família, algo mais comum e tão, tão terrível. O aspecto do sobrenatural (será?) foi bem trabalhado. Parabéns

  39. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um contexto mais sobrenatural. Dá a entender que aconteceu alguma coisa à mãe e que o pai estava envolvido, até por se dar ênfase no que ele trabalhava. Se for isso mesmo, é meio assustador o pai ainda continuar ao lado da filha. O clima de suspense cativa e transmite bem as emoções. – 9,0
    O: Simples, mas eficiente. Tem um “q” de fantástico e deixa uma boa pergunta no ar. O que aconteceu à mãe dela? Se minha teoria se confirmar, o próprio texto traz a resposta. Ela continua ali, pronta para “atacar” se surgir uma oportunidade. Causa arrepios. – 8,0
    D: O texto tem um suspense muito bom, desde o início. A condução da atmosfera chefa ao clímax ao fim, de forma eficiente. – 9,0
    Fator “Oh my”: a simplicidade às vezes atrai mais do que enredos complexos. Neste caso o autor se saiu bem, mesmo sem deixar uma respostas explícita.

  40. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    A mãe está presa, com medo de deixar a filha com aquele homem? Ele a matou, e ela tem medo de deixar a menina sozinha com ele? Talvez seja isso. Se sim, é muito interessante a forma como foi narrado este conto.
    Parabéns e boa sorte!

  41. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Olá,

    Eh, tenho que ficar esperta nas leituras, muitos contos abertos a várias interpretações, o leitor trabalha junto aqui.

    Lido a primeira vez , fiquei me perguntando qual a necessidade de usar as poucas palavras disponíveis com a aparência física do personagem. Acredito que seja para dar ênfase no que já se sabe sobre psicopatas, eles podem ser qualquer um em qualquer lugar, geralmente acima de suspeitas.

    Vou optar pela ideia do assassinato dá esposa e mediunidade dá criança. Fica mais coerente com todo o resto. Tendo essas idéias formadas o conto toma forma e mostra uma boa sacada do autor, usar o cotidiano o banal… E o sobrenatural em um mesmo contexto. Funcionou bem.

    No fim, a imagem deve fazer referência a mulher morta que não pode partir pelo elo com a filha. É bem triste.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  42. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    Um bom conto aberto com finais para várias versões. Adoro isso. Não entendi porque a descrição do tipo físico do pai, já que quem mata com revólver pode ter qualquer compleição física, então, no meu entender, ficou sobrando. As correntes da foto tanto podem significar que a mãe é mantida presa, como que existem correntes que a ligam à vida terrena, correntes de ódio contra o marido, correntes de amor pela filha. Prefiro optar pelo sobrenatural. Gostei, tem estrelinha para você.

  43. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Acho que eu teria gostado se o final fosse mais sugestivo, tipo ele rindo como se sentisse uma presença ali com a filha ou alguma coisa que não entregasse diretamente a mãe vigiando. Pra mim teria mantido o suspense e a dúvida entre o sobrenatural e a loucura, poderia ter levantado mais perguntas. Acho que a ideia dava pra ser explorada melhor.

  44. mariasantino1
    16 de janeiro de 2017

    Oi, autor (a)!

    Hum… Elos para o título desse conto ficaria melhor, não?
    Bem, entendi que o pai matou a mãe e o espírito desta não pôde descansar por temer que algo ruim pudesse acontecer com a filha do casal. A menininha então não seria clarividente.
    Não fiz relação entre vendedor de arma e assassino, porém acho que a menção à profissão não está aí a toa.
    É legal imaginar que todos podemos ter algum momento de loucura que desencadeia atos impensados, e talvez a calma e/ou frieza frente ao ocorrido (o suposto assassinato) seja o ponto alto do texto.

    Boa sorte no desafio.

  45. Givago Domingues Thimoti
    16 de janeiro de 2017

    Contos abertos ou fechados, eis a questão…
    Elos, seu texto é muito bom. Ele nos deixa em dúvida sobre algumas coisas que já foram observadas por outras pessoas.
    Eu, particularmente, gostei do seu texto, já que provoca perguntas em mim. Além disso, não observei erro gramatical.
    Parabéns e boa sorte!

  46. ROSELAINE HAHN
    16 de janeiro de 2017

    Elos, acho que saquei a sua, depois me diz se acertei. A informação da loja de armas não está à toa no texto, a mãe morta, e a última frase “…a mãe abraçada à filha, vigiava. Acho que o espírito dela protegia a menina, pois temia que o marido fizesse o mesmo com a filha. Conto a la Hitchcock, muito bom. Go ahead!

  47. Gustavo Aquino Dos Reis
    16 de janeiro de 2017

    Elos,

    Misterioso o seu conto.
    Ele nos permite inúmeras releituras, parágrafo por parágrafo.
    Acho que os diálogos poderiam ter sido mais bem construídos.
    Elevar o conto a mediunidade foi um bom artifício, mas conferiu uma alternância de clima na história. O que, na minha humilde opinião, não foi tão bem acertado.

    De todo o modo é um bom trabalho.

  48. waldo gomes
    16 de janeiro de 2017

    Que conto especial. Como quem não quer nada, vem uma história toda de repente:

    – Um pai normal, mas maluco, pode ter matado a esposa ou não, a esposa pode estar morta ou não, o cara não fala com a mulher porque não quer ou porque ela está morta, a mãe “vigia”, cuida, protege, a filha, por amor, por medo. tanta coisa boa em tão pouco espaço.

    Tão bem escrito. Tão enigmático e misterioso. É um conto que nos desafia.

    Ótimo.

  49. Juliano Gadêlha
    16 de janeiro de 2017

    Bom texto. Sugere, instiga, talvez deixe um pouco aberto demais, mas no final cumpre bem o propósito de contar uma história relevante em poucas palavras. E, quando as palavras são escassas, usar bem o título (e o pseudônimo) pode ajudar bastante, e isso aconteceu aqui. Parabéns pelo bom trabalho!

  50. Rsollberg
    15 de janeiro de 2017

    Laconicamente instigante.
    Faz o leitor pensar, desenvolver teorias em sua mente, tentando desvendar o que o autor sugeriu.
    Vendedor de armas não á uma profissão qualquer, será que há uma relação com a morte da mãe? Será que a mãe vigia a filha justamente por essa razão?

    Certamente um conto acima da média.
    Parabéns e boa sorte.

  51. Eduardo Selga
    15 de janeiro de 2017

    Um conto que mais sugere do que diz, e isso é algo que me parece quase sempre positivo. Por exemplo, sabemos que a mãe é falecida, mas não há indicação segura de que o marido a tenha assassinado. O fato de ele trabalhar numa loja de armas funciona para sugestionar o leitor, mas não há relação causa-efeito. O motivo da morte dela pode não se vincular ao personagem.

    Outro exemplo está no parágrafo final. Se o espírito da mãe vigia a filha não significa necessariamente que seja por causa do pai. Podem ser fatos distintos, vigiar pode ser no sentido mais maternal de zelar, não de estar de sobreaviso contra algum perigo iminente.

    O ponto forte do conto, acredito, é da ordem da construção formal: está na falta de nexo causal, ou melhor, na presença de nexo sugerido. Apesar disso, o que foi proposto ao leitor (a morte da mãe pelas mãos do personagem e o fantasma vigiando a filha contra o pai) precisaria ter maior apelo literário.

    • Elos
      22 de janeiro de 2017

      Se me permite, o que é “apelo literário” ?

      • Eduardo Selga
        24 de janeiro de 2017

        Elos,

        O universo literário não é o mesmo feito da mesma matéria do universo real, muito embora muitas vezes se alimente dele. A construção de um enredo tem uma mecânica própria, na qual conta muito a sensação, provocada no leitor, de que o ficcional é mais interessante que a realidade. Assim, um texto literário, mesmo aquele mais fincado na realidade, precisa ir além dela, propondo novas interpretações da vida.

        Não apenas isso: o texto literário é construído dentro de vários paradigmas, como gênero e linguagem. sob o último aspecto, é preciso escrever construindo imagens com as palavras, o que, muitas vezes, passa por uma abordagem de algum modo inusitada de determinado tema.

  52. Simoni Dário
    15 de janeiro de 2017

    O conto é competente mas fiquei com a sensação de que tem um algo mais que não consegui captar. Fica muito óbvio que o pai, trabalhando com armas teria matado a esposa, mas contos curtos talvez peçam esse tipo de agilidade.
    Bom desafio!

  53. Nina Novaes
    15 de janeiro de 2017

    Ótimo conto.

    O elo entre uma mãe e uma filha quebrados por um pai assassino. E o texto libera aos poucos as pistas ou associações de o que de fato aconteceu.

    De fato, elos – pseudônimo ,e correntes espirituais não se quebram assim, são eternos.

    Associei ao filme Ghost a questão do proteger, cuidar e vigiar.

    Sobre a temática do feminicídio, comentei em outro conto aqui também com o mesmo tema sobre a grande incidência desse tema nesse concurso, que é, infelizmente, bem atual. :/

    Parabéns pelo conto.

  54. Fil Felix
    15 de janeiro de 2017

    Acho difícil e arriscado trabalhar com o efeito “Sexto Sentido” e o conto faz bem, li duas vezes para pegar bem a ideia. A mãe morta, mas ainda presente na imaginação (ou plano espiritual) da filha. Essa seria a reviravolta da narrativa, mas que deixa o início um tanto aberto. A ênfase que dá na normalidade do pai (e que trabalha numa loja de armas) faz pensar que seja importante para a construção do conto. Seria o pai o assassino, então? Se não, não haveria porque dar importância a esses detalhes. E se for, seria a ideia de que pessoas normais também matam? (me lembrou aquela nova propaganda do Governo – que no caso é péssima). Pessoas normais também tem seus momentos de loucura.

  55. Zé Ronaldo
    15 de janeiro de 2017

    Texto aberto, pode até parecer fechado, mas é aberto. Afinal de contas, de que morreu a mãe? Para que informar ao leitor que o pai trabalhava em loja de armas? A mãe vigiava a filha de quê? Ou melhor, de quem? Um dos melhores textos do concurso. Vintão nele!

  56. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Os homens ainda não aprenderam que, para os filhos, a mãe nunca morre.

  57. Sandra A. Datti
    15 de janeiro de 2017

    Oi, Elos
    Fiquei em dúvida com relação ao pai… À primeira leitura, o verbo “vigiava”, me sugeriu algo errado com o ele. Talvez, até o trabalho na loja de “armas”. Ao mesmo tempo, não encontrei pista alguma no texto que demonstrasse algum sentimento, emoção, sensação que o incriminasse de alguma forma, a não ser o título e a imagem… Ai que gangorra… Ao contrário, bom profissional, pai amoroso, que sentia-se realizado ao levar os doces à filha (que o espírito da mãe também comia), o adjetivo substantivado diminuto: “lindinha”, nos traz ternura, carinho à mente… mais uma pista, mesmo que subliminar, oh, céus!

    Desculpe, se foi falha minha e deixei passar. Os elementos estão aí boiando à minha frente à espera que eu, o leitor, lhe dê sentido. Mas não consegui ligá-los…
    Voltarei para colher essas informações depois.
    Abs,

  58. Poly
    15 de janeiro de 2017

    O que a mãe vigiava? O pai da criança? Faria ele mal à menina, como talvez fez à mãe?
    Acho que se a história tivesse se concentrado menos nas descrições iniciais e mais no real mistério teria ficado mais interessante. Mas talvez a inteção tenha sido deixar o mínimo de pistas possível, não sei. De qualquer forma, fiquei um pouco confusa ao final.

  59. Thiago de Melo
    15 de janeiro de 2017

    Amigo Elos

    Decidi escrever meus comentários antes de ler as observações dos colegas.

    Acho que seu conto tem muitas qualidades, mas algumas coisas me incomodaram.

    A ideia era insinuar que ele matou a esposa? O fato de ser “um homem comum” e trabalhar vendendo armas não indica necessariamente que ele matou a esposa.
    Além disso, para um conto tão curto, achei que vc se demorou demais descrevendo o quão normal o cara era. Repito, se era para dizer que ele matou a esposa, não convenceu tanto assim. O que me aponta na direção de que a intenção era dizer que o cara matou ela é o último verbo: “vigiava”.

    Fora isso, gostei do conto e da noção de que a esposa ainda estava com eles.

  60. Glória W. de Oliveira Souza
    14 de janeiro de 2017

    Escrita bem desenvolvida. Típica história de casal mal-sucedido. Senti falta de dramaticidade. Texto correto.

  61. Lee Rodrigues
    14 de janeiro de 2017

    O autor nos fornece pistas interessantes, a começar pelas correntes que simbolizam elo, seja físico ou espiritual, laços entre céu e terra, e é nisso que aumenta a dúvida, se viva e prisioneira por amor à filha, ou se morta (por ele ou não), e ligada a terra pelo laço forte de mãe.

    Nada de suspeito nas ruas, satisfeito com a ausência (ou não) da esposa, e a inocência de uma criança que recebe doces para disfarçar o amargor.

    E tudo isso com um ponto de interrogação!

    O certo, é que por algum motivo, a menina é vigiada, nada comum essa cara em casa.

  62. Evelyn Postali
    14 de janeiro de 2017

    Três coisas:
    1. ele matou a mulher que, agora, é um espírito protetor da filha.
    2. ele não matou a mulher e não fala com ela porque é doido de pedra.
    3. ele não matou, mas a mulher morreu e, agora, é um espírito protetor da filha.
    Ficou tão duvidosa a resposta para a ausência da mulher… É aí que mora a beleza do conto.

  63. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Um homem comum, como qualquer outro, com uma filha bastante incomum. Se foi essa a intenção, foi bem feliz.

  64. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Gosto do conto. Gosto da sugestão “armas” e a morte da mãe. Os doces fazem o contraponto. A criança enche o texto de emoção. Texto que me oferece leituras mais profundas. Esse sentir-se realizado sem a mãe dá panos para manga, como se dizia de antanho (epa). Parabéns por sua bela história. Abraços de sucesso.

  65. Laís Helena Serra Ramalho
    14 de janeiro de 2017

    Aqui você tem uma história fechada, que é até interessante. No entanto, acho que você entregou a reviravolta muito rápido, e o conto perdeu o impacto.

    Quanto ao começo (o primeiro parágrafo), tive uma relação meio dúbia com ele. Ele é interessante porque você conta que o personagem é uma pessoa comum, e que mesmo as pessoas comuns e “de bem” podem cometer atrocidades como essa. Mas o que me incomodou é que você contou, em vez de dar um detalhe ou outro que mostrasse que ele tem uma rotina comum, realiza um trabalho comum, etc.

    Gostei do toque sobrenatural. Só não entendi por que no final você menciona que o pai está sorrindo.

  66. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    13 de janeiro de 2017

    A ingenuidade e imaginação inerentes a infância amenizam a densidade do texto e constroem uma possibilidade… ao menos para filha.

  67. Vitor De Lerbo
    13 de janeiro de 2017

    Gosto do ar de dúvida que paira sobre o final do conto: seria a mulher um espírito ou estaria o homem louco? Ou mesmo estaria ele fingindo não ver a mulher?
    O trabalho do pai e o nome do conto trabalham ainda mais para despistar a resposta “correta”.
    Parabéns e boa sorte!

  68. Luis Guilherme
    13 de janeiro de 2017

    Boa noite.

    Olha, fiquei na duvida sobre a sacada do conto, e acho q essa era sua intencao. Pontos por isso!

    Acredito q o cara nao matou a mulher, nao. Acho que a historia da arma era so pra Despistar. . mas isso tudo eh soh minha Interpretação, no fin, valeu o fato do conto causar Uma duvida.

    Parabens!

  69. Gustavo Castro Araujo
    13 de janeiro de 2017

    Boa narrativa. A impressão que tive foi que o pai matou a esposa, que agora o vigia para que ele não faça mal à filha do casal. Achei que ficou bem construído o argumento, mas creio que a menção à profissão do rapaz foi desnecessária, eis que criou um estereótipo e entregou o final. De repente, se ele fosse tratado como um profissional comum, a reviravolta tivesse ficado mais interessante. De todo modo, é um conto competente.

  70. Ceres Marcon
    13 de janeiro de 2017

    Oi, Elo!
    Acho o tema da vida após a morte uma boa proposta.
    As crianças, dizem, conseguem ter uma conexão maior com o mundo além da vida material. A relação da menina com a mãe é bem profunda e amorosa.
    O início faz a gente pensar em algo diferente, um assassino ou alguém que cometeria alguma loucura, por ser uma pessoa “certinha”.
    O que tira a surpresa é a menina afirmar falar com a mãe. Talvez continuar a narrativa com um narrador distante, apenas mostrando que a menina sorria para o vazio ou algo nesse sentido.
    Parabéns!

  71. Anderson Goes
    13 de janeiro de 2017

    Eu acho que entendi a proposta, porém, tem coisas que achei desnecessário colocar, como o “trabalho com armas”, talvez fosse para ressaltar o ar de perigo no homem… Ficou tudo no campo do mistério que no fim foi bom por uma parte, mas deixou a história em aberto por outra… Boa sorte!

  72. Miquéias Dell'Orti
    13 de janeiro de 2017

    Olá,

    Á princípio, achei que se tratasse de um assassino: homem de esteriótipo simples e que não chama atenção, trabalhador de uma loja de armas (que pode ou não ter uma relação com a morte) e – o que mais marcou essa impressão – a fala ríspida e direta sobre não poder falar com a mãe “jamais”. O final, com a “vigia” da mãe, também pode remeter a isso.

    Porém, o fato do pai sorrir quando a menina diz que brinca com ela todos os dias me deixou intrigado (no bom sentido rs). O espírito da mãe só permanece devido a força da ligação com a família, sem conseguir se desgarrar desse plano? Ou é realmente uma vigilante da filha, caso o pai queira dar o mesmo fim à criança?

    Enfim, um conto que abre para um leque de interpretações do leitor. Muito bom.

  73. Leandro B.
    13 de janeiro de 2017

    Oi, Elos.

    Acho que o conto se destaca pela última palavra. É ela, e apenas ela, (com exceção do título) que explica todo o subtexto do conto.

    Quando a filha comentou que brincava com a mãe, achei que a história se transformaria em uma questão sobrenatural, mas a impressão que tive é que essa inserção foi apenas uma forma (divertida, por sinal) de explicar o conto sem entregar tudo.

    Com o final, o título se explica, ganha força. A corrente não diz respeito ao nosso amigo vendedor de armas (já falo sobre isso), mas à mãe, presa pelo medo de que algo aconteça com a filha.

    Sobre o vendedor de armas…. achei desnecessário. Acho que nos microcontos, quanto mais pudermos falar com a menor quantidade de palavras, melhor. Mais rico. O trabalho do homem de nada impacta na narrativa e, de certa forma, traz uma especificidade que rompe com a generalização do início (um sujeito comum, mediano, um qualquer um)

    Enfim, um bom trabalho.

  74. Vanessa Oliveira
    13 de janeiro de 2017

    Bem, a principio, imaginei que seria uma história de assassinato, apenas por ele ser vendedor de uma loja de armas; depois, achei que poderia ser a história de um homem triste, sem perspectivas. O fim me surpreendeu um pouco, pois não foi nada do que eu esperava. Deixou em aberto a questão da morte da esposa: foi ele ou não, no fim das contas? Se for, chega dar um arrepio em pensar que o fantasma dela ainda paira pela casa, vigiando-o. Gostei, até leria se fosse um conto maior.
    Boa sorte!

  75. Thata Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Esse conto funcionaria como continuação do “Enfermaria 9”, porque as mesmas coisas que foram ditas lá eu poderia repetir aqui e porque, juntos, temos um conto fechado.

    Foi o pai que matou a mãe? Não sei! O autor tem todo o direito de fazer isso com o leitor, mas particularmente eu não gosto de contos abertos que abordem tais temas. O fato de alguém trabalhar em uma loja de armas não é o suficiente para eu julgar sua personalidade e talvez seja uma intenção do próprio autor. A palavra “vigiando” pode até querer dizer algo, mas não diz por completo.

    Boa sorte!

    • Leandro B.
      13 de janeiro de 2017

      É verdade! Funcionaria ainda melhor se a profissão das armas (que da a entender o uso de uma arma para o crime), ou o método para encerrar o serviço no “enfermeiras” fosse ocultado.

  76. Anderson Henrique
    13 de janeiro de 2017

    Não ficou claro pra mim que houve assassinato. Se há, a ligação entre o crime o e fato do homem ser um vendedor é frágil (há um riso no fim, mas que pode ter sido apenas uma risada de deboche das bobagens que a criança falava). Entendi (interpretei) apenas como uma história de fantasmas.

  77. Guilherme
    13 de janeiro de 2017

    Não entendi bem a caracterização do personagem no inicio do conto. Primeiro, pelo fato de ele vender armas, imaginei que ele possa ter sido o assassino da esposa, mas não tenho certeza. O final me surpreendeu bastante apesar de não ser muito fã de histórias sobrenaturais. Acho que o autor soube manter uma expectativa até o fim, por isso acho que valeu. Boa sorte!

  78. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    Desculpa, querido colega, mas está mal escrito, pois tem elementos irrelevantes.
    A história, que deveria ser tocante, perde a sensibilidade por isso. Sente-se ao lado desse conto e reescreva-o, sem limite de palavras.
    Ele tem um belo futuro pois a ideia é muito legal!

  79. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    Bom conto. Uma história de fantasma (ou não). À primeira vista parece que a mãe foi assassinada pelo marido, mas continua na Terra cuidando de sua filha, com medo de algo ruim aconteça com ela.

    Entretanto, também pode querer significar que a mãe está viva e presa na casa, mas o marido a ignora totalmente, não se importando que a filha interaja com a mãe – notem que a frase “… ela brinca comigo e vou dormir.” implica que a criança deixa a mãe onde ela está para ir para o seu quarto, quando o normal seria a mãe levar a criança para se deitar ou mesmo, acompanhá-la.

    A menção à atividade laboral do homem talvez seja apenas psicológica vinculando armas com violência.

  80. Antonio Stegues Batista
    13 de janeiro de 2017

    Um homem de aparência comum trabalhava numa loja de armas. Ele volta para casa do trabalho e dá um doce para a filha, que conversa e brinca com a mãe, que o marido diz não estar mais com eles. Então, o que a menina vê é um fantasma. Faltou elementos mais conclusivos para tornar esse fato mais impactante. Se a mãe era um espirito, vigiava com que intensão? Poderia impedir alguma coisa? Assombrar o marido, talvez…

  81. Tiago Volpato
    13 de janeiro de 2017

    Gostei. Em uma narrativa curta você conseguiu construir uma história instigante. Parabéns.

  82. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    O fim surreal, ao afirmar que a mãe vigiava a filha, e o fato do homem trabalhar com armas, sugere que ele a matou. Mas fica tão subentendido que fica difícil para o leitor entender os motivos do crime. Boa sorte!

  83. andré souto
    13 de janeiro de 2017

    Bem escrito,enredo muito imaginativo.Nota 9

  84. Matheus Pacheco
    13 de janeiro de 2017

    Eu estava tentando pegar o clima do texto, porque eu não tinha intendido, mas lendo os comentários eu pude entrar na historia, (eu as vezes preciso das coisas mastigadas), e é extremamente bem escrito.
    Abração amigo (a).

  85. Rubem Cabral
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Elos.

    O conto está bem escrito, insinua e provoca, sem entregar explicitamente o ocorrido. Não gostei muito da imagem que o ilustra, mas isso é um detalhe menor.
    A profissão do pai sugere um crime passional, mas talvez seja um pouco injusto pensar assim.

    Nota: 7.5

  86. angst447
    13 de janeiro de 2017

    A menininha vê gente morta, né? No caso, a mãe, assassinada pelo marido. O fantasma da mãe vigia a menina para que nada de mal lhe aconteça? E o autor quis criar um personagem psicopata verossímil, aquele tipo de cara que ninguém nota a presença, comum, sem nada que denuncie o seu crime.
    Não havia necessidade de sugerir que ele tenha usado uma arma do local de trabalho. O modo como assassinou a mulher nem precisava ser citado ou insinuado.
    No geral, a ideia ficou muito bem desenvolvida.
    Boa sorte!

  87. Davenir Viganon
    13 de janeiro de 2017

    Correntes
    O que me parece óbvio é que a filha conversa com a mãe (já morta) e que o pai não dá bola para a filha pois crianças tem dessas coisas. A mãe abraçando a filha e o pai trabalhando com armas, podem gerar uma suspeita de que ele a matou. Ficou essa suspeita.
    A imagem confunde mais que explica, tentei ignorar mas não deu kkkk.

  88. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Não consigo ver ligação do rapaz trabalhar numa loja de armas, com ter matado a mulher. Esse estereótipo e generalização não me agradam. No mais, misterioso e bem escrito.

  89. Bruna Francielle
    13 de janeiro de 2017

    Bem, as pistas dadas pela história indica que o pai matou a mãe, e ela continua presente, cuidando da filha. Mas ai entraria questionamentos.. cuidando como ? O que ela poderia fazer pra proteger a filha ? Talvez pelo titulo, a ideia de que a mulher estava presa no ‘plano físico’ , acorrentada
    Tbm deu a ideia de que se tratava de um homem comum, normal.. que de acordo com a ideia do texto, ninguem suspeitaria.

  90. José Leonardo
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Elos.

    De fato, uma corrente tão forte, surgida umbilicalmente, que não se rompe mesmo depois daquilo que soubemos ter acontecido. O pai, claro, não diz nem desdiz, alimentando assim a fantasia da filha e evitando-lhe tristeza.

    Acredito que a última linha, quando à pontuação, poderia ter ficado assim: “O pai sorria. A mãe, abraçada à filha, vigiava.” Mas é só uma sugestão.

    Boa sorte neste desafio.

  91. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    Muito bom, algo surreal, o que gosto bastante.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .