EntreContos

Literatura que desafia.

Ela já foi feliz (Matheus Pacheco)

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Vê aquela garota chorando no canto da sala?

Ela já se entregou de corpo e alma para mim, repleta de solidão e desamparo.

Em mim ela encontrou o conforto digno de uma religião, mas não durou muito, pois no caminho que Deus traçou para nós a felicidade não estava lá.

Perdi-me na tristeza, nas dores da perda. Deixei-a sozinha com seus pensamentos enquanto me distanciava sem perceber.

Ela se afundou em sua mente, chorando e gemendo, lembro-me que dá última vez que a vi sorrindo, foi a última vez que estive ao seu lado, a última vez que sorri.

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87 comentários em “Ela já foi feliz (Matheus Pacheco)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Poxa… não rolou a química. Não me cativou, infelizmente. Mas valeu pela proposta. Boa sorte!

  2. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Não entendi direito quem são os personagens.
    Se for um casal, o cara tá sendo bem sacana por colocar Deus no meio da separação dele… parece uma desculpa sem fundamento, sabe?
    Boa sorte!

  3. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    O texto pode ser interpretado como sendo uma separação de um casal. Mas eu entendi mais como um conto sobre um Santo que perdeu uma fiel. A moça perdeu a fé, saiu do caminho de Deus. Eu gostei da narração, mas o conto em si não é impactante.

  4. Felipe Alves
    27 de janeiro de 2017

    Muito sentimento no que foi apresentado. Isso é interessante, mas o todo não me cativou. Talvez pelo elemento surpresa (ou a falta dele). Boa sorte!

  5. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Que conto sensível, muito bonito e adorei a poesia da frase ” no caminho que Deus traçou para nós a felicidade não estava lá” muito poético. Parabéns. Boa sorte!

  6. Luiz Eduardo
    27 de janeiro de 2017

    A escrita é boa, mas o texto não conseguiu me envolver, boa sorte.

  7. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Um conto médio. É uma história triste de fim de relacionamento, que não me emocionou o suficiente. A narrativa poderia ser melhor trabalhada. Boa sorte no desafio.

  8. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    E la estava com a felicidade, pelo visto. E o texto trata de depressão. De como a pessoa se perdeu no caminho.

    Li o texto, achei ele interessante e a proposta/mensagem é bonita, porém o conto não causou o efeito que eu queria.

    A inda assim dou os parabéns ao autor (a) que o escreveu.

  9. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Oi, Sandro,

    Tudo bem?

    Seu texto tem um quê de lirismo e mescla amor e morte. Um bonito trabalho, no qual conseguimos, de fato, enxergar a imagem da garota triste.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  10. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Achei bem depressivo, mas não ficou ruim não! Boa sorte

  11. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Um conto muito bonito, com uma história forte, bastante clara pra mim, com coisas que deixa para o leitor preencher. É muito bem escrito, não só a estrutura do texto mas também o vocabulário usado. Tem muita força a forma como descreve a tristeza dos dois, o fato de o último sorriso dela ter sido acompanhado do último dele, muito bem transmitido. Parabéns.

  12. Andre Luiz
    26 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,0): Uma temática abordada de forma pouco usual.

    -Construção(6,0): Não curti o texto como um todo, pois senti que faltou um pouco de personalidade na escrita. Digo isto porque os primeiros parágrafos foram bons, porém o final ficou perdido nas letras. Infelizmente perdeu-se o ritmo ao longo do texto.

    -Apego(6,0): Senti falta de mais características que me fizessem conectar com a personagem ao que o narrador tanto fala.

    Boa sorte!

  13. Renato Silva
    26 de janeiro de 2017

    Li algumas vezes, mas não consegui entender muito bem. Não me parece ser algo sobre morte, os dois parecem bem vivos. Que distanciamento é esse? Pode ser um relacionamento desgastado, aquele situação onde um casal mora na mesma casa, mas vivem como se estivessem sós, um ignorando o outro. E se a moça sofre, o rapaz também. Viver assim é pior do que estar separado. é uma situação angustiante.

    Boa narrativa, pena que faltou aquele frase de efeito no final. Boa sorte.

  14. Tiago Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Sinto, mas não gostei muito. O “dá” ao invés de “da” nem me incomodou muito, mas o sentimento que ocorreu entre eles não me pareceu crível. Achei a história meio rasa.

  15. Poly
    25 de janeiro de 2017

    Precisei de uma segunda leitura para apreender o discurso do narrador, alguns errinhos dificultaram um pouco o entendimento.
    Não me identifiquei tanto com a menina que sofre, talvez pelo fato de tudo ter sido narrado por esse personagem que prefere ficar distante. Tentei entender o que ele seria, se um espírito, uma consciência, mas não cheguei a nenhuma conclusão.
    Boa sorte com o desafio!

  16. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    pareceu-me que faltou uma revisão final neste texto, a trama é interessante, mas perde por mostrares os acontecimentos vistos só por um lado, não sei se foi isso, mas faltou qualquer coisa neste texto

  17. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Fora uma pequena revisão para sanar os detalhes gramaticais, acredito que tenha faltado algum detalhe como diferencial. Confesso que reli algumas vezes em busca de uma nuance perdida, mas o que pude ver ao final foi apenas um protagonista infeliz, que também fez infeliz a garota de quem gostava, além da sugestão do que teria feito para chegar a esse ponto.
    Parabéns e boa sorte.

  18. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    Um conto bem direto para mim: fala sobre o romance momentâneo; temporário. O romance usado para esquecer outro romance. Suas palavras expressam bem as dores de alguém que entra de cabeça em um relacionamento onde a outra pessoa quer apenas “nada muito sério”.

    Há alguns problemas na pontuação, especialmente com as vírgulas no último parágrafo. De resto, a escrita é bem sucinta e direta, mas sem muito brilho.

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Gostei muito da técnica narrativa, mas a construção da história me pareceu muito hermética, de difícil compreensão. Acho que só o escritor poderia dizer o que quis dizer com seu texto, o que é bem diferente de um final aberto, em que qualquer um pode ler o que quiser. Aqui, seria essencial que o autor desambiguasse por que foi a última vez que o narrador sorriu. Boa sorte!

  20. rsollberg
    24 de janeiro de 2017

    Esse é o tipo de conto que os personagens precisam muito despertar empatia no leitor. O problema é que em tão curto espaço, essa tarefa é hercúlea. Aqui, apesar de bem escrito, o autor não logrou exito nessa ação, no meu entendimento, é claro.
    Em determinado momento, me fez lembrar um pouco do filme “Encontro Marcado – Meet Joe Black”, principalmente em razão da primeira frase.
    Bem, o acerto aqui foi deixar uma margem para o leitor elaborar teorias, seria ele um fantasma narrando? Alguém visitando a paciente no manicômio?

    Parabéns e boa sorte.

  21. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    Apenas uma intensão de MERGULHO. Ficou ali, mexendo os dedos na água. Descreveu um entrave amoroso que poderia ser uma conversa ouvida aos pedaços no ônibus. Construiu umas frases de efeito e ficou por isso mesmo. Sinto que o autor poderia ir além, mas deixou o IMPACTO para o próximo conto.

  22. Evandro Furtado
    24 de janeiro de 2017

    A grande dificuldade do microconto – e tô me incluindo nessa – é desenvolver todos os aspectos bem o suficiente para criar um clímax no curto espaço de tempo. Sinto que esse conto é mais um que falhou nesse aspecto. Há elementos interessantes, mas que necessitam de um espaço maior para causarem impacto.

    Resultado – Average

  23. Pedro Luna
    24 de janeiro de 2017

    Infelizmente não gostei muito. A única questão que martelou em minha cabeça foi o “chorando no canto da sala”. Isso intriga. Que sala? Talvez o personagem esteja contando a história para alguém (que não seja o leitor) e apontando para a moça. Ou talvez eu tenha deixado passar algo. O resto traz ele falando sobre como a mulher sofria e encontrou nele um porto seguro, mas no fim sabemos que ele também provavelmente não é nada feliz. É isso. Texto tranquilo, mas não me trouxe nada de novo.

  24. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    O texto me remete a uma separação amorosa e, se for isso, entendi bem o personagem, inclusive a ideia que ele tem de si mesmo de ser capaz de confortar uma pessoa/fazê-la feliz/ser responsável por alguém. Boa sorte

  25. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Admito que eu não conseguir ler o conto sem lembrar de um sertanejo universitário que tem uma letra bastante parecida. Malditas associações, mas ele está bem escrito e bonito

  26. Anorkinda Neide
    23 de janeiro de 2017

    Nossa, pode ser mil coisas e nenhuma!
    Gostaria q a imagem ajudasse… se fosse um confessionário…^^
    pode ser um padre, ele mostrando a um pároco a moça triste, em vez de sala poderia ser sentada na igreja..enfim… vc deixou nebuloso demais
    tb pode ser qualquer outro tipo de relcionamento
    mas nao dá pra inferir nada,
    uma pena, abraço

  27. Leo Jardim
    23 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): é bonita a ideia do casal que não sorriu mais depois de separarem. Mas por que não voltam, então? Por que terminaram? O texto fica na consequência, mas esta fica solta sem as causas.

    📝 Técnica (⭐▫▫): um problema do corretor do celular: “lembro-me que dá (da) última vez”. Tem acontecido muito comigo nos comentários do desafio (comentando só pelo celular). Fora isso, algumas frases não ficaram bem construída.

    💡 Criatividade (⭐▫): tema bastante batido, sem novidades.

    ✂ Concisão (⭐▫): o texto precisava explicar melhor, mesmo que em poucas palavras, o fim do relacionamento. Culpar apenas Deus não funcionou comigo.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): peço desculpas, mas não curti muito, depressão assim, sem motivos, sem saber o que os levaram a ela, fica forçado…

  28. Fabio Baptista
    23 de janeiro de 2017

    A primeira impressão que tive foi de algo meio “Amigos para sempre” com um demônio/espírito maligno narrando as peripécias da profissão de “encosto”.

    Mas nas frases finais essa ideia passou, pareceu uma tristeza mútua, quando, se fosse demônio mesmo, provavelmente ele estaria satisfeito com a tristeza. Sei lá…

    Ou talvez, ele a tenha feito sorrir uma última vez, incentivando um vício, um último pico de heroína, uma última transa no banheiro sujo de um posto de gasolina de beira de estrada, algo assim. E depois, se afastou, retornando ao estado de tristeza de seu caminho sem felicidade.

    Viajei… HAUAHUAHUA.

    Abraço!

  29. Fheluany Nogueira
    23 de janeiro de 2017

    Narrativa em tom conversacional sobre um caso amoroso que não deu certo. Pelo título, já foram felizes, pelo pseudônimo e relato, ambos estão amargurados; estão no mesmo ambiente, sem condições de se aproximarem. Parece-me um desabafo do narrador. É preciso rever vários pequenos deslizes na construção das frases. Bom trabalho. Abraços.

  30. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    não sei quem é o seu narrador. Mas sei q ele me comoveu. Não sei se me identifiquei com ele ou com a garota q chora. Talvez sejam dois lados da mesma moeda, da mesma pessoa, que eu Tb vejo como dois lados de mim… Muito bom, parabéns!

  31. Eduardo Selga
    21 de janeiro de 2017

    O primeiro parágrafo dá o que pensar. Em seu todo, a narrativa nos dá conta de um narrador-personagem que conta a outrem, brevemente, a relação amorosa que o uniu à personagem, e também a separação, causa do definhamento dela. No entanto, quando lemos “vê aquela garota chorando no canto da sala?”, há uma informação relevante para a compreensão do conto: o narrador está no mesmo espaço ficcional que a personagem, porém distante e junto à pessoa com quem conversa. É o que indica o pronome demonstrativo “aquela”.

    Esse posicionamento, entretanto, contradiz o discurso algo saudosista do narrador, pois se ele está no mesmo ambiente que ela, por qual motivo não se aproxima, preferindo conversa sobre ela com alguém? Talvez por sentir culpa pela separação, mas o texto não fornece elementos para sustentarmos isso com alguma certeza.

    A contradição desaparece se um dos dois personagens for de ordem espiritual, e se essa condição for a do narrador, também nela está inclusa seu interlocutor. Nesse caso, ainda que estejam no mesmo espaço físico, suas naturezas distintas determinam a distância e o não diálogo.

    Está no primeiro parágrafo, acredito, a chave para a compreensão desse conto literariamente bom.

  32. Thayná Afonso
    21 de janeiro de 2017

    Tive a impressão de que ele acha que a felicidade dela depende dele, que pensamento egocêntrico. Além disso, culpou Deus por algo que seria de sua responsabilidade? Bom, não gostei do personagem. E acho que o conto merecia uma edição melhor. De qualquer maneira, boa sorte.

  33. chrisdatti
    21 de janeiro de 2017

    Retrato triste de uma separação. Parece-me que o protagonista foi deixando aquele amor partir sem dar-se conta do quanto lhe era importante, do quanto o fazia feliz.
    (e agora? Sai do micro, que engessa, e parte para o canto. Seque as lágrimas que caem e construam uma vida nova, rs!)

    Quanto à forma, senti falta de alguma pontuação no segundo parágrafo e do acento no artigo “a” contraído com a preposição “de”.

    (o autor deixou escorrer um bocadim de sua religiosidade pela fala do narrador)
    Boa sorte! 🙂

  34. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Só consigo pensar que o cara está contando a história dos dois na versão dele. E uma versão que a princípio o deixa “por cima”, mas que no final vemos que não é bem assim. Não me empolgou o texto, sinceramente, não consegui criar uma imagem para esse enredo.

  35. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Puxa, Santo, você não foi cuidadoso com a sua ideia tão bonitinha e delicada e ela acabou triste… Faltou uma revisão que eliminasse uma repetição de palavras que sempre embaraça o andamento (mim, última), um acento inexistente em “dá”,
    que, aliás, era também palava dispensável na frase em que aparece, assim como o “lá” em frase anterior, e vai por aí a fora…

  36. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Santo, não sei se entendi o sentido do seu conto. Era mesmo um padre? Não consegui entender tudo. Eu mudaria essa frase, pra mim, não ficou legal: “pois no caminho que Deus traçou para nós a felicidade não estava lá.” Que tal: “pois no caminho que Deus traçou para nós não havia felicidade” ? Ainda economizaria uma palavra… Boa sorte no desafio.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .