EntreContos

Literatura que desafia.

O apocalipse deveria ter sido ontem (Sabrina Nunes)

É o dia do apocalipse.

A terra treme, o céu nubla, as pessoas correm.

Ninguém entende bem a catástrofe que se aproxima, mas todos estão convencidos de que é o último dia de suas vidas.

No meio da rua, estático, um homem chora copiosamente, de braços abertos.

Pessoas correm indistintamente e ele permanece imóvel.

O vento frio do tufão que se aproxima vai lhe roubando as lágrimas e esfriando suas extremidades.

Ele continua de braços abertos, mas não há quem abraçar.

Morrerá lamentando profundamente que hoje é o dia em que seus filhos ficam com a sua ex-mulher.

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109 comentários em “O apocalipse deveria ter sido ontem (Sabrina Nunes)

  1. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Achei super original, sério! Você começou falando de um tema que foi abordado por outros aqui no concurso, mas deu um enfoque totalmente diferente.
    Gostei muito!
    Boa Sorte!

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Um conto razoável, que não me “pegou”. A motivação do personagem diante da iminência da catástrofe foi incoerente, a meu ver.

  3. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(10,0): Um texto diferente, que desperta em mim uma coisa gostosa ao ler. Eu gostei do tom apocalíptico, e principalmente do plot twist ao final.

    -Construção(9,5): Posso ter me incomodado um pouco com o tempo verbal, mas é questão de costume mesmo. Achei um texto muito interessante, que constrói no leitor uma imagem e depois a derruba com maestria.

    -Apego(10,0): Coitado do homem ahhaha

    Parabéns!

  4. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    Conforme lia, pensava que o homem era apenas alguém que havia entendido que o mundo estava acabando, aceitando a morte certa. As pessoas têm diferentes reações e em casos extremos não é diferente. Entendi que aquele era o modo dele de ver a situação. Entretanto, o final mostra-se mais profundo. Não era apenas um homem encarando o fim do mundo, era um homem solitário, que estava dando adeus ao mundo sem os filhos dele. Não vi ironia, vi tristeza. Ótimo conto!

    • Samantha Stephens
      27 de janeiro de 2017

      Puxa, Andreza, obrigada pelo comentário.
      A essência do conto é exatamente essa. Tu foi fundo, foi além.
      Te agradeço pela leitura detida.
      Fiquei super feliz com teu comentário!
      Bjs

  5. Felipe Alves
    27 de janeiro de 2017

    A cena é muito boa de se imaginar. Não gostei da forma que a última frase foi construída, mas isso é algo mais pessoal asiuhdaius. Ótimo texto. Boa sorte!|

  6. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Pô, que azar. Bicho, fiquei entre o emotivo e o galhofeiro. Achei triste a cena, mas, me veio meio que um sorriso também, tipo “kkkkkkk, que hora para o mundo acabar!”. Sei que é estranho. Achei um bom conto.

  7. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Essa eminência do fim sensibiliza a gente né. Também acho, mas é uma certeza que ele ( o fim) se aproxima, então vamos viver o meio pois o princípio também já passou. Boa sorte

  8. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    O lha, eu sinceramente (ente) não gostei do texto. Atente (ente) para a quantidade de entes que seu conto possui. É um microconto e eu quase que fiquei doente (ente), espero que na próxima não se ausente (ente) para que eu continue contente (ente). Se é que me entende, foi só uma maneira descontraída de dizer que não me cativou dessa vez. Parabéns ainda assim!

    • Samantha Stephens
      27 de janeiro de 2017

      há três advérbios de modo terminados em “ente”. nada demais, acho eu.
      tranquilo se não gostou. acontece!

  9. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Samantha,

    Tudo bem?

    A ideia é muito boa. Tudo acontece no dia em que os filhos ficam com a ex. O final surpreende e ganha o leitor de uma só vez.

    Quem é pai e mãe, com certeza sentiu uma dorzinha ao ler seu trabalho.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  10. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Até que gostei, muito azar dele não estar com os filhos e ter que morrer sozinho : /

  11. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Não sei se deveria soar irônico mas eu captei algo do tipo kkkkk. Quanto à transmissão de emoção, de um sentimento de tristeza pelo homem: não houve nenhum. Não consegui criar qualquer laço com o personagem, criei mais com a cena do mundo se desmanchando à sua volta enquanto ele estava la, tal qual adorno, pregado ao chão. Mas de resto o conto não convence, não transmite nada.

  12. Tiago Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Um ótimo conto. Bem escrito e fechadinho. A tristeza dele ao saber que o mundo se acabará e ele não verá mais seus filhos fica palpável. Muito bom, parabéns.

  13. Renato Silva
    26 de janeiro de 2017

    Reparei o quanto usamos a palavra “apocalipse” de modo equivocado. “Apocalipse”, na verdade, é o livro que contém as revelações sobre o futuro da Humanidade e o possível fim do mundo, que ocorrerá após a última batalha, o Armagedon. Mas apocalipse se popularizou como o próprio fim do mundo.

    Seu uso não está errado, visto a grande aceitação do termo e o quanto ele é difundido. agora se fala muito no tal “apocalipse zumbi” e a molecada modinha, achando legal viver num mundo destruído onde não tem nem água para tomar banho, imagine internet e smartphones…

    Gostei da narrativa; simples e bem fluída. Sobre o enredo: é muita tragédia para uma pessoa só. Num dia perde os filhos para a ex-mulher e noutro é engolido por um tufão. Confesso que achei a cena aqui na minha cabeça um tanto tragicômica. Não consigo sentir empatia por homens fracos e só um homem fraco não luta por seus filhos. Foi tarde.

    Boa sorte.

    • Samantha Stephens
      26 de janeiro de 2017

      Renato, entendo tua interpretação.
      Sei que, nela, eu não tenho o direito de me intrometer, mas vou defender meu personagem, pois eu não o construí fraco.
      Vou apenas deixar registrado que ele tinha, digamos, “guarda compartilhada” dos filhos com a ex-mulher. Por isso o título.

      Grande abraço! Agradeço tua sinceridade.

  14. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    Achei interessante essa questão levantada, do cidadão que vai morrer e lamenta que aqueles que ama não vão estar ali com ele. Por outro lado, também fica o pensamento: ele não deveria achar bom os filhos estarem a salvo? Mas aí vc lembra que é o apocalipse, apesar de o conto não deixar claro como as pessoas sabem disso – seguindo a lógica, ninguém, em lugar nenhum, estaria a salvo, portanto é fácil compreender a vontade de partir junto de quem se ama.

    O modo frio de escrita no início do conto me lembrou Muarakami. Não gostei muito, mas vi a qualidade. Abraços.

  15. Poly
    25 de janeiro de 2017

    Li a descição do apocalipse ciente de que chegavam as ultimas linhas, e ansiosa para descobrir o que me esperava. E o último parágrafo me pegou de surpresa, pois me pegou desprevenida. Então sorri.
    Muito bem amarrado com o título, com o texto, e um toquezinho de ironia incrível. 😉

  16. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    um dramalhão que acabou por me fazer rir, o final apesar de surpreendente não me convenceu e acabei por ler mais vezes para tentar sentir o homem de braços abertos, mas não consegui deixar de sorrir nessas várias leituras

  17. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Há uma contradição estranha nos sentimentos do protagonista. O apocalipse deveria ter sido ontem para que pudesse morrer ao lado dos filhos, mas morrer com os filhos e vislumbrar o sofrimento deles seria tão melhor que morrer sem eles? No final das contas, não faria tanta diferença dali a alguns minutos, mas é uma contradição que sustenta o sentimento do protagonista, assim como o conto. Devo mudar minha frase então: há uma contradição puramente humana nos sentimentos do protagonista, e é ela que torna o conto tão bom.
    Parabéns e boa sorte.

  18. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    Bem criativo. A imagem aqui conjurada é muito forte, apesar de estar entre palavras um tanto secas e diretas. Deu para sentir a dor do homem enquanto chorava com a certeza do seu fim sem poder abraçar os seus filhos uma última vez.

    O tema do fim do mundo sempre é interessante para mim. Gosto de pensar que o mundo já acabou bilhões de vezes: afinal, sempre que alguém morre o mundo acabou para aquela pessoa. Sendo assim, o conto poderia muito bem não estar retratando do Armagedom bíblico: poderia ser um acidente de carro ou uma bala perdida. O que importa aqui é a agonia do homem em saber que morrerá sem rever, por uma última vez, o que mais lhe importa na vida.

    Bem forte. Gostei da originalidade. Parabéns!

  19. Evandro Furtado
    25 de janeiro de 2017

    Tem um humor negro bastante particular aí, que se levado em consideração profundamente, torna a trama ainda mais aterradora. Interessante ter amarrado bem o enredo ao título.

    Resultado – Average

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Toda a construção está ali: o fim do mundo, o desespero, a inutilidade da vida. E a reviravolta, a razão da raiva, não é mais pelo mundo, mas por si mesmo. Talvez por arrependimento, ou só por raiva, não dá para saber. Por isso, como você uso 98 palavras, eu acrescentaria ao final- é claro, no meu final: – Maldita! Na parte técnica, me senti confuso às vezes com as escolhas dos tempos verbais (presente para a narrativa, futuro para o “morrerá”, o “deveria ter sido” do título). Mas, no cômputo geral, um conto muito bom. Parabéns!

  21. rsollberg
    24 de janeiro de 2017

    O grande mérito deste texto é atmosfera apocalíptica criada em tão curto espaço.
    Nesse sentido, a ambientação cumpriu bem seu papel.
    Gostei da perspectiva escolhida pelo autor, mostrando o universo se encolhendo. A catástrofe em grande escala diminuindo até alcançar o protagonista, afinal, cada um temos o nosso próprio mundo e nosso universo particular.

    Por fim, o que torna o desfecho bastante competente é o fato dele parecer absolutamente crível, um pai lamentando não estar com seus filhos em seus últimos suspiros. Nesse diapasão, senti algo parecido quando a época vi o “melancolia”, que acompanha esse movimento “fora para dentro”

    Parabéns!

  22. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO apocalíptico sem maiores efeitos. Ficou uma poeira no ar. Gostei do IMPACTO do último pensamento de um pai. Tocante a premissa, a realização nem tanto.

  23. Fabio Baptista
    24 de janeiro de 2017

    Foi uma abordagem interessante do fim do mundo, gostei das imagens criadas. Porém, mesmo conseguindo me colocar exatamente na pele do protagonista (todo dias em que não estou com meu filho pra mim é um pequeno Apocalipse), não consegui desenvolver muita empatia.

    Estou rabugento nesse desafio, me desculpe. Provavelmente se tivesse lido isoladamente, em outra oportunidade, teria gostado mais.

    Abraço!

  24. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Um dos melhores microcontos, está já na minha lista. Gostaria de ler mais sobre esse pai…

    • Samantha Stephens
      23 de janeiro de 2017

      Mariana, obrigada!
      Depois do desafio te conto tudo sobre ele!

  25. Fheluany Nogueira
    23 de janeiro de 2017

    Do geral para o particular, do fim do mundo para o fim dele, a dor da separação. Narrativa muito instigante, bem amarrada ao título e até ao pseudônimo, nome da personagem da antiga série “Casei com uma Feiticeira” que conseguia organizar toda a vida com uma torcidinha de nariz. Acho que era esta solução que o homem do conto esperava. Frases curtas, diversos parágrafos, um texto com formato e ideias diferenciados. Bom trabalho. Abraços.

    • Samantha Stephens
      23 de janeiro de 2017

      Oi Fleluany,
      Tu foste a primeira pessoa que observou o pseudônimo!
      Muito legal!!!!
      Obrigada pelo comentário.

  26. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    Genial! Seria ontem o dia que ele ficaria com os filhos? Se fosse uma pessoa sozinha sem ter quem abraçar o conto já seria interessante, mas o fato de saber que ele tinha uma família, mas não podia estar junto dos filhos em um momento que, imagino eu, seja tão importante (afinal, é o último momento!)…Muito bom. Parabéns!

  27. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    Uau, q conto bacana! Muito criativo, achei incrível a cena que vc criou. O final é o mais inesperado, e mesmo assim se encaixa totalmente com a história. Muito bonito seu trabalho, parabéns!

  28. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Desculpe, mas eu ri no último parágrafo. Que sujeitinho, hein? Terminei o conto pensando: “Vai, toma, quem mandou?” Gostei da surpresa no final, sim, foi contra o que parecia ser apenas “mais do mesmo” e aí o título se justifica totalmente no egoísmo da personagem. Muito bem pensado. Parabéns!

  29. Thayná Afonso
    21 de janeiro de 2017

    Pesado. Muito bem escrito e causa empatia pelo personagem. No fim das contas fez até com que eu me perguntasse o que faria se soubesse que era o ultimo dia da minha vida. E pior, de todos os outros também. Não dá pra morrer sem decepções, sempre haverá algo que deixamos para depois ou que está fora do nosso alcance. Parabéns pelo trabalho!

  30. chrisdatti
    21 de janeiro de 2017

    Olá, Samantha
    Lembrou-me da cena daquele filme 2012, quando o hindu, amigo do protagonista para de correr com a família, abraçam-se e aguardam a onda gigante levarem suas vidas. Como já assisti a um milhão de filmes de catástrofe, esta história não se revelou em novidades; contudo está bem escrito e, ao final, o narrador dá uma “quebradinha” no rumo para inserir um bocadim de ironia.
    Redondinho, mas sem novidades.
    Boa sorte! 🙂

  31. Sandra A. Datti
    21 de janeiro de 2017

    Olá, Samantha
    Lembrou-me da cena daquele filme 2012, quando o hindu, amigo do protagonista para de correr com a família, abraçam-se e aguardam a onda gigante levarem suas vidas. Como já assisti a um milhão de filmes de catástrofe, esta história não se revelou em novidades; contudo está bem escrito e, ao final, o narrador dá uma “quebradinha” no rumo para inserir um bocadim de ironia.
    Redondinho, mas sem novidades.
    Boa sorte! 🙂

  32. Amanda Gomez
    21 de janeiro de 2017

    Olá,

    Achei interessante, já pensei em coisas parecidas como ” se o mundo acabar agora, eu não vou estar perto da minha família, será que dá pra chegar a tempo?” são coisas que divagam na mente das pessoas.

    Acho que o caminho até a conclusão estendeu-se demais, não dando tempo pra sentir o personagem e suas dores. Ficou tudo muito artificial, não causou o impacto desejado.

    Pode ser por causa do limite, mas acredito que foi o enfoque narrativo, acho que em primeira pessoa daria mais certo, ou não.

    Boa sorte no desafio.

  33. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Samantha, mais do que qualquer outro comentário que eu possa fazer, eu queria compartilhar com você uma dúvida: se o homem queria que o apocalipse tivesse ocorrido na véspera, para que os filhos estivessem com ele, e considerando que normalmente os filhos ficam sempre com a mãe, talvez você devesse ter dito: “Morrerá lamentando profundamente que hoje seja um dia em que os filhos estão com a ex-mulher” …
    Não?

    • Samantha Stephens
      20 de janeiro de 2017

      É um modo de escrever também, mas que não muda nada, a meu ver, o sentido.
      Obrigada pela sugestão!
      Essa frase, por ser a mais importante do texto, entendo que chame atenção e acabe sendo o foco da leitura.
      Enfim, espero que tenha gostado.

      Um abraço!

  34. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Samantha, uma análise diferente sobre a sensação de perda de um divórcio e a dificuldade de dividir os filhos… Estar sozinho no dia em que sabe que vai morrer deve ser horrível. Ficou bom. Parabéns e boa sorte!

  35. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    Uma mensagem poderosa feita de uma maneira surreal. Gostei do modo com que a mesquinharia de estar presente, contra a ex-mulher, que lhe arrebatou o direito da presença com os filhos no apocalipse. Parabéns.

  36. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    O “mundo” acaba localmente por conta de um furacão e o apocalipse é mais uma força da impressão de quem está diante da situação? Bom, o cara é um paspalho, pq a realidade é uma só: CORRER e CORRER.

    Parece uma boa sacada a frase final? Só parece. Sacada mesmo seria vc dizer que o cara estático de braços abertos alí era ninguém menos que Jesus Cristo. hahauhuahekahohlaihfrakughaqgtfa

    • Samantha Stephens
      19 de janeiro de 2017

      ã?

    • Gustavo Aquino Dos Reis
      19 de janeiro de 2017

      ã?

    • Brian Oliveira Lancaster
      20 de janeiro de 2017

      ã?

    • catarinacunha2015
      24 de janeiro de 2017

      ã?

    • Pedro Luna
      25 de janeiro de 2017

      HUAHUAHUAHA

    • Srgio Ferrari
      28 de janeiro de 2017

      Pus em dúvida a eficácia do final, que deve ter parecido satisfatório, mas não foi suficiente.

      E vou reformular a frase pra maior clareza:

      Uma boa colocação final seria revelar que o sujeito de braços abertos no vento frio do tufão era ninguém menos que Jesus Cristo!

      E de começo foi uma pergunta honesta, achei que tinha sido claro. Anyway, é isto.

      • Sabrina Dalbelo
        28 de janeiro de 2017

        Achei mais engraçado do que claro.
        O final que tu sugere não tem absoluta correlação com a ideia original, mas entendo a sugestão.
        Obrigada por ter voltado e esclarecido.

  37. Simoni Dário
    19 de janeiro de 2017

    As reflexões e solidão do personagem foram bem demonstrados. Nada mais importa no momento do fim do mundo a não ser a acolhida de quem se ama. O conto deu uma boa mistura e a frase do final encerra bem o enredo. Gostei.
    Bom desasfio!

  38. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Oi, Samantha!

    Micro muito bem escrito, no início a gente não sabe o que esperar e quando você fala do homem, achei que o conto poderia pender para um lado mais espiritual ou religioso. Fiquei bem surpreendido com o rumo final da história, meus parabéns. Demais essa saída do macro (o apocalipse) para o micro (o sentimento de um homem). Gostei muito.

    Sorte no desafio.

  39. Leo Jardim
    19 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): o fim do mundo e o homem queria ter seus filhos ao seu lado. Achei interessante a proposta. Acho que, no momento da morte, lembrarei dos meus.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, não vi problemas, apesar de textos no presente sempre me incomodarem.

    💡 Criatividade (⭐⭐): tem sua dose de criatividade ao unir elementos comuns (fim de mundo e crianças) num único texto curto.

    ✂ Concisão (⭐▫): acho que estendeu demais a parte que narra o fim do mundo e deu pouco espaço ao homem. Talvez ficasse melhor se focasse a narrativa nele.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): o texto faz pensar, mas o impacto não foi maior pois vemos o personagem muito à distância. Queria ter visto mais seu desespero e sentir sua dor.

  40. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    Muito azar. O mundo se acabando mesmo no dia em que ele não estava com os filhos. Então o coitado abre os braços e chora porque não há ninguém para abraçar.Vai morrer sozinho. Interessante. O título do conto ajuda na compreensão do texto, embora dê para entender sem ele. Entendo bem a situação de ter que dividir filho, porque sou divorciada. Gostei do seu conto. Abs.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .