EntreContos

Literatura que desafia.

Ancestralidade (Edson Carvalho)

Cícero tinha um brilho novo no olhar. O brilho das manhãs após noites longas. Do peito desaguava um rio de mágoa tão antiga quanto as rugas secas de sua pele de lavrador, e bem maior do que as lágrimas que agora, enfim, as irrigavam. Dava pra ver em seu sorriso que ele finalmente entendia seu pai, seu avô, seus antepassados, e todos os seus mais longínquos ancestrais. Sentia a presença de todos naquele momento ao escutar aquela única e primeira palavra, vinda da criança que fez nascer, inocente. Palavra que resumia todo o significado do que é amor.

– Papai…

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186 comentários em “Ancestralidade (Edson Carvalho)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Mexeu comigo esse, hein. Ainda não sou pai e pude sentir forte no peito essa sensação, viu? Que lindeza. Parabéns, boa sorte!

    • Américo Brasil
      29 de janeiro de 2017

      Muito grato, Lohan!

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Que conto bonito. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Américo Brasil
      29 de janeiro de 2017

      Valeu, Gustavo!

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Amor traduzido em palavras. O texto é simples, mas muito bem escrito e transborda coisas boas em todos os momentos. É emocionante e causou um grande impacto. Achei extremamente belo e delicado. Parabéns!

    • Américo Brasil
      29 de janeiro de 2017

      Grato, Thayná! Fico muito feliz que tenha gostado. Abraço!

  4. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Um bom conto que faz pensar, principalmente quando diz que o personagem agora entendia seu pai, o avô, os ancestrais. Isso é vida. As coisas vão acontecendo e muitos de nós vamos apenas nos transformar em nossos pais, avôs e por aí vai. Seguir o mesmo caminho. Senão como um todo, pelo menos na maioria dos aspectos. Se eu fosse pai, acho que teria gostado mais e até me emocionado no final. Mas é um bonito micro conto, acima da média.

    • Américo Brasil
      29 de janeiro de 2017

      Valeu, Pedro!

  5. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    O texto é muito rico e nos traz imagens tão belas quanto o sentimento narrado. As analogias da pele do homem com a terra são fantásticas, e aumentam a nossa percepção de onde a história se passa. Parabéns pelo trabalho primoroso.

    • Américo Brasil
      29 de janeiro de 2017

      Muito grato pelas palavras, Andreza!

  6. Leo Jardim
    27 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): sei muito bem como é bom ouvir essa palavra e, melhor ainda um “Papai, eu te amo”. O texto narra essa sensação com bastante beleza e de forma singela.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): bela forma de contar uma cena tão bonita, que nos liga ao passado e ao futuro, pois assim será até o fim do mundo.

    💡 Criatividade (⭐⭐): uma forma interessante e nova de analisar o amor de pai.

    ✂ Concisão (⭐⭐): texto bem fechadinho, conta a história do personagem em poucas palavras.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): não chegou a me emocionar nem me arrebatar, mas não posso negar que mexeu com esse meu coração de pai.

    • Américo Brasil
      29 de janeiro de 2017

      Valeu, Leo! Se mexeu com o coração de um pai já é a emoção mais importante que eu almejava provocar. Grande abraço!

  7. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Poesia em forma de conto, ou prosa poética, linda, apaixonante, tirada do fundo do coração. A boa relação entre pais e filhos é sempre gratificante. Boa sorte.

    • Américo Brasil
      29 de janeiro de 2017

      Muito grato, remisson!

  8. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Américo
    Que bela imagem, quanta poesia destilada em tão poucas palavras! Ecos de passados longínquos atados pelo sangue e pela alma. Lembrou-me de Cem Anos de Solidão.
    Amei o recorte.
    Pro…fundo.
    Boa sorte!

    • Américo Brasil
      29 de janeiro de 2017

      Muitíssimo, Sra. Datti!

  9. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Américo.

    Gostei mais do texto na segunda vez que li e apreciei mais as metáforas em consonância com a vida do agricultor. ALiás, o micro da uma boa trajetória dessa vida, o que torna a leitura bem satisfatória por falar muito com poucas palavras.

    Se fosse tentar realizar uma critica construtiva, diria que senti falta das metaforas mencionadas na segunda metade do conto. Talvez elas estejam lá e eu não tenha percebido.

    Enfim, parabens.

    • Américo Brasil
      27 de janeiro de 2017

      Grato, Leandro!

  10. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Conto bonito e delicado. É claro que ser pai desperta emoções, mas o que achei bacana mesmo foi a ligação que o protagonista fez com seu pai, avó e todos os seus ancestrais, como se estivesse na essência do homem continuar a linhagem. Parabéns

    • Américo Brasil
      27 de janeiro de 2017

      Que bom, Victória, essa foi a intenção, de fazer o leitor viajar milhões de anos no passado e, lá também, encontrar o amor. Muito grato, grande abraço!

  11. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Ponto positivo: Demonstrar a ancestralidade, o atavismo dos personagens, culminado a repetição do ciclo. A palavra mágica que desperta até o ser mais insensível.

    Ponto negativo: As analogias são pouco originais, mais do mesmo, “brilho da manhã após noites longas” “peito que deságua um rio de mágoa”. Sei que existe a conexão com o fato do protagonista ser um lavrador, mas as passagens poderiam trazer algo novo, especialmente em um texto tão curto.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

    • Américo Brasil
      27 de janeiro de 2017

      Uma pergunta, pra você refletir: a expressão “Rio de mágoas” não deve ser usada jamais, em hipótese alguma? Pense nisso. A associação com o fato dele ser lavrador, rugas secas, lágrimas, é um caminho poético. Não se prenda a conceitos. Mas isso, também, é uma questão de sensibilidade.

      • rsollberg
        27 de janeiro de 2017

        Já havia refletido sobre isso antes de escrever o comentário. Na verdade, esse é um ponto que tenha mais pensado durante esse certame. “Deve” é uma opinião, “Pode” é direito do autor. Em uma narrativa de trezentas páginas é muito mais comum encontrar essas passagens menos inspirados, mas em um conto de 99 palavras espero mais, muito mais. Inclusive, passagens mais sensíveis; afluentes, sulcos, depressões…que me tocariam sobremaneira. Enfim, só para deixar claro não me prendi a nenhum conceito, é apenas uma questão de observação e opinião, muito menos complexo do que aparentemente você quer crer. Abraço.

  12. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Belo conto. O rio do entendimento quando finalmente brota, irriga o solo por onde passa, faz as ideias férteis e as mágoas tolas… Não entendi a metáfora de “O brilho das manhãs após noites longas.”. Me parece q esse trecho sobra, ou poderia ser reescrito. Mas é um belo recorte esse q vc fez, parabéns!

    • Américo Brasil
      27 de janeiro de 2017

      Não sobra não, Juliana. As longas noites é uma metáfora, mostrando a escuridão que tem sido a vida de Cícero desde que nasceu. Escuridão por não enxergar aquela gota de amor que surge e a história e amor de seus ancestrais. Se tirar, vai fazer falta não só na poesia, mas no entendimento também.

  13. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Um texto delicado e profundo. Bem escrito, com reflexões e beleza quase poética. Um ótimo conto.
    Bom desafio!

    • Américo Brasil
      27 de janeiro de 2017

      Grato, Simoni! Sim, a intenção do texto é ser poético. Se você achou que foi “quase poético”, não cumpri meu objetivo! rsrs Grande abraço!

  14. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Conto muito bonito, bem escrito e com ótimas descrições. Adorei a imagem que me passou do rosto, das lágrimas, dá emoção. Muito bom. Fala de um momento que traz tantos outros, as marcas da vida em contraste com a pureza do nascimento. Bem redondinho e legal. Só não peguei se era um recém nascido, por conta do “papai” em relação ao “nascido”.

    • Américo Brasil
      27 de janeiro de 2017

      Grato, Fil! Não é um recém nascido. É a primeira palavra de seu filho (por volta de um ano de idade, talvez), que marca uma forma de reconhecimento que desperta o amor e a memória de Cícero quanto a seus antepassados. Grande abraço!

  15. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Américo,

    creio ter captado a essência da tua obra. É bem bonita, de verdade. E me fez lembrar de uma canção de João Nogueira e Paulo César Pinheiro chamada “Espelho”.

    Porém, amigo, e isso não foi uma falha sua, mas minha: ela não me tocou tanto.
    É linda, grande demais, mas não me evocou o arrebatamento literário.
    Falhei contigo.

    De todo modo, um efusivo parabéns.

    • Américo Brasil
      27 de janeiro de 2017

      Pelo seu comentário, vejo que tocou sim. Se você achou linda e grandiosa, esse é o “tocar” mais importante pra mim. O arrebatamento literário, na minha opinião, é o menos importante, apenas uma vaidade intelectual desnecessária e que faz muita gente comum não gostar de ler. Mas é apenas minha opinião.

    • Américo Brasil
      27 de janeiro de 2017

      Não conheço a música, vou pesquisar. Muito grato!

  16. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Américo.

    Bonito conto, com linguagem um tanto poética e imagens fortes. Eu trocaria a fala da criança de “Papai” por “Papá”, ou algo assim.

    Nota: 8.5

    • Américo Brasil
      26 de janeiro de 2017

      Grato, Rubem!

  17. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    Caro autor, gostei da poesia, dessa coisa de laço familiar e o desenho da vida rural. Uma leitura gostosa, fluída, sem tropeços, mas muito linear, não que haja a necessidade de altos e baixos num conto, mas alguma coisa para nos tirar do lugar faz a diferença.

    • Américo Brasil
      26 de janeiro de 2017

      Muito grato, Lee!

  18. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Américo,

    Tudo bem?

    Seu conto é simples, direto e cativante. Um trabalho que, como diz o título, fala de algo atrelado àquilo que entendemos como sendo a essência da humanidade.
    Só quando me tornei mãe entendi vários aspectos até então incompreendidos (para mim) de minha mãe. E acredito que assim seja com todo pai e mãe, filho e filha do planeta. Nesse aspecto, seu conto vai ao ponto, sem ser didático.

    A imagem da pele do pai, externando sua vida de luta, também é muito boa.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Américo Brasil
      26 de janeiro de 2017

      Muito grato, Paula!

  19. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    texto bem escrito e corrido mas faltou algo que prendesse a leitura para além da importância da família

    • Américo Brasil
      26 de janeiro de 2017

      Esse algo além da importância da família é justamente a essência do texto: A ancestralidade do amor. Não o amor de pai e filho. Leia novamentel.

  20. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Lendo os comentários dos colegas, percebo de imediato o quanto o tema escolhido toca as pessoas. E não há mesmo do que discordar. Quanto à forma, ou seja, à estrutura, à originalidade dos recursos, ao andamento do que é contado, à construção, etc.etc.etc. quase não vi comentários e este é, justamente, o aspecto que mais me interessa… E aí percebo que também não tenho críticas a fazer nem pontos fortes a enaltecer… Pra falar a verdade, acho meio longas e um tanto deslocadas em um microconto frases do tipo ” Do peito desaguava… irrigava”. Questão de gosto, é claro, mas como vi que vc costuma responder aos comentários, fica a ressalva…

    • Américo Brasil
      26 de janeiro de 2017

      Olá, Estela. O forte do texto é a poética entre rugas segas / irrigação / lavrador. Os detalhes técnicos são importantes, é claro, mas só por eles fica difícil mesmo você tirar algo para criticar ou enaltecer. Abraço.

  21. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Para de encher meu saco com enredo de novela da Globo, bicho. rsrsrs Foi o que pensei, mas jamais falaria isso num comentário, pois acho gratuíto demais. A questão é que a verdade é amarga. Complicado então, comentar. O que se espera de um comentário quando o escrito está perfeito mas a história piegas pacas? Acho q a verdade, né? Me abstenho então de dizer o que achei. 🙂

    • Américo Brasil
      26 de janeiro de 2017

      Cara, confundir meu texto com enredo de novela da globo é tomar a forma e a aparência pelo conteúdo. Eu vejo, modéstia a parte, que o conteúdo não tem absolutamente nada a ver com novela da globo. Lá, só se fala de desavenças mesquinhas. Aqui, estamos falando de milhões de anos de vínculo ancestral. Ou seja, é absolutamente o oposto de novela (inclusive, eu mesmo não assisto novela e nem televisão há muitos anos). Sugiro, se estiver disposto, uma releitura mais cuidadosa do texto.

  22. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    A vida que se renova em uma nova geração. Nada de novo nisso, mas nem por isso deixa de ser verdade. O texto trabalha muito o ambiente e o sentimento, só o final revela do que se trata – apesar de relativamente previsível. Na parte técnica, eu só estranhei “na criança que fez nascer” – me pareceu que ele poderia ter sido só o parteiro, antes de conhecer o final da história. Boa sorte!

    • Américo Brasil
      25 de janeiro de 2017

      Grato, Daniel. Quanto ao “da criança que fez nascer”, foi uma forma poética de trazer dois significados juntos: Cícero “fez” a criança e, ao mesmo tempo, deu oportunidade para que ela nascesse, já que é outra pessoa. Abraço!

  23. Tom Lima
    25 de janeiro de 2017

    Muito bonito. Me emocionou de certa forma. me fez pensar nessa ancestralidade, e que, talvez, os laços que nos ligam a ela nem sempre são genéticos. Contrastes sempre me agradam, aqui tem um entre um vida um tanto bruta e esse amor maior que o mundo que a personagem sente no final. Muito bom.

    Parabéns.

    Abraços.

    • Américo Brasil
      25 de janeiro de 2017

      Muito grato, Tom!

  24. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    De início, pensei que ele tinha morrido e estava reencontrando seus ancestrais no além-vida. Mas o final trouxe uma reviravolta, ainda que sutil e delicada. Interessante essa noção de ele entender seus ancestrais. Talvez seja apenas uma revelação que ele teve, mas gosto de imaginar um quê de fantástico, como se os espíritos dos antepassados pudessem estar com ele nesse momento.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Bacana, Laís. Grato! Exatamente. A ancestralidade, para alguns, pode ser apenas transmissão genética. Porém, para outros, pode ser muito mais que isso! Abraço.

  25. Anderson Henrique
    24 de janeiro de 2017

    Simples, mas bonito. Algumas imagens como “rio de mágoa” são um pouco batidas e tiraram um pouco do brilho do texto, apesar de ter gostado dele. Mas é um bom conto, sem dúvida.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Olá, Anderson. Muito grato. Quanto ao rio de mágoa, concordo que seria uma imagem batida, se fosse usada gratuitamente. Mas a ideia é de uma associação entre a irrigação (lavrador), rugas secas e lágrimas. Abraço!

  26. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Olá Américo,

    Seu conto deixa uma mensagem bem bonita (ao meu ver) sobre aquilo que a gente traz de nossos pais no decorrer da vida.

    É como se carregássemos uma certa mágoa por ações que jugamos incorretas de nossos queridos e, quando tomamos o lugar deles, começamos a entender todas as pequenas e grandes coisas das quais eles se comprometeram e fizeram para que pudéssemos chegar até aqui em melhores condições que eles.

    A história me proporcionou uma sensação muito legal. Obrigado.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Grato, Miquéias!

  27. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Um conto muito bonito. Gostei da forma que representou o amor e como ele pode conectar as pessoas. O início é um tanto ambíguo e a gente não sabe o que esperar dos sentimentos. É bem escrito, com excelentes comparações e um ótimo final. Parabéns pelo trabalho.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Valeu, Felipe!

  28. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    É um conto bonito. Como já disse em outro conto, saber trabalhar bem um clichê é para poucos. Parabéns

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Grato, Mariana!

  29. Amanda Gomez
    23 de janeiro de 2017

    Oi, Américo.

    Um conto bem bonito, trás uma atmosfera não muito atual. Imaginei um homem simples que cresceu sob o rigor de todas as figuras masculinas que passaram por sua vez. De certo nunca soube o que que um afago de pai, devia sentir bastante mágoa do pai, do avô.

    Não se sabe o que acontece, apenas deduzimos. O que vemos é que esse homem está sendo curado , por assim dizer, desses sentimentos. Talvez numa promessa velada de que será pra ele o que nunca foram pra ele.

    Gostei das construções e o estilo dá narrativa. Está bem escrito e envolvente até certo ponto. Não causa impacto, mas é um bom conto.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Grato, Amanda! Bela comparação com a “cura”. É essa a ideia! Quanto ao impacto, tenho a opinião que um conto, para ser bom, não tem que ser contundente, de maneiras chocantes ou surpreendentes. Pode ser tocante e poético, que também valerá a pena tê-lo lido. Abraço!

  30. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Muito bonito. Esse deve ser um dos momentos mais únicos na vida de um ser humano – prova de que uma simples palavra pode nos levar ás lágrimas.
    Boa sorte!

  31. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. A emoção de ser pai e ouvir seu filho/filha chamando de “papai” deve ser mesmo emocionante. Acho que dava para colocar um pouco mais de emoção/impacto no final. Entretanto, isso é apenas um detalhe.
    Américo, se o seu objetivo foi fazer o leitor sentir que valeu a pena ler sua obra, então, missão cumprida!
    Parabéns!

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Grato, Givago! Pois é, as pessoas estão acostumadas a esperar uma reviravolta surpreendente no final, como se isso fosse necessário para um bom conto. Gosto das surpresas inesperadas, nesse caso, contida no sentimento de libertação. Abraço!

  32. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Eu gostei. Não tenho filhos, mas consegui me colocar no lugar de Cícero e sentir um pouco o que ele sentiu. Eu sempre vi a paternidade com um sentido de legado, de transmitir para outras gerações tudo aquilo que construímos e fomos aperfeiçoando ao longo de várias gerações. Não me refiro somente a coisas materiais, mas também a valores e princípios. Parabéns e boa sorte.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Ótima comparação, é essa a ideia, Renato! Grato.

  33. angst447
    23 de janeiro de 2017

    O conto apela para uma ligação pai/filho e suas raízes ancestrais. Funcionou, mas nem tanto quanto o pretendido.
    O título não casou muito bem com o estilo do conto. Eu já fiquei esperando uma coisa menos sentimental.
    A imagem criada transmite a beleza do momento da primeira palavra dita (ainda acho uma sacanagem o bebê falar primeiro “papai” do que “mamãe”,mas tudo bem.)
    Não encontrei erros. O ritmo é mais lento, pois é um mergulho emocional,então adequa-se ao tema desenvolvido.
    Boa sorte!

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Nem sempre o que achamos é o que acontece, e essa é a beleza e o encanto da leitura. Quanto ao que eu havia “pretendido”, talvez não tenha sido isso mesmo que você imaginou. Minha pretensão foi de falar do amor, que é ancestral e sempre existiu, e da compreensão de um pai com uma vida sofrida que, ao ouvir o reconhecimento de um filho em sua primeira manifestação verbal, imagina que seu próprio pai, avô e antepassados tiveram a mesma sensação que, só agora, ele pode reconhecer também. O conto trata, enfim, do reconhecimento do amor ancestral. Abraço!

  34. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    Um conto singelo, subjetivo, encantador, com força de futuro e continuidade. Parabéns!

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Muito grato, Cilas!

  35. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    MERGULHO rápido na emoção da paternidade. Eu também ficaria muito emocionada se meu filho nascesse falando. Assustada até. As construções são bonitas, principalmente as rugas irrigadas. IMPACTO de um leve aperto de mão.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Olá, Cararina. Grato pela leitura. A criança não nasceu falando. A história conta o momento em que ela fala pela primeira vez, reconhecendo seu pai. É um momento de ternura que palavra alguma pode explicar, e que somente quem o vive pode entender. E não diria, também, que é um momento “rápido”, já que essa mesma emoção existe há milhões de anos desde nossos ancestrais. Abraço!

  36. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    O conto não apelo direto comigo, mesmo assim conseguiu transmitir esse sentimento muito bonito. Tudo foi bem montado e cada palavra contribuindo para o desfecho. Gostei do conto.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Grato, Davenir!

  37. Lídia
    22 de janeiro de 2017

    Não sei como deve ser quando seu filho te chama pela primeira vez, mas confesso que imagino se tratar de algo emocionante e foi isso o que seu conto me passou.
    Há poesia em sua prosa, acho isso lindo!
    Boa sorte!!

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Valeu, Lídia! Essa foi a intenção!

  38. Tiago Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Um conto simples e ao mesmo tempo belo e meigo. Nos mostra os sentimentos que surgem ao ver o nascimento de seu primeiro filho. Momento esse que estou aguardando, pois em Julho nascerá meu primogênito. Parabéns e boa sorte.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Que ótimo, Tiago! Parabéns! Infelizmente, ainda não sou pai, mas quem sabe um dia? rsrs Grande abraço!

  39. Wender Lemes
    22 de janeiro de 2017

    Olá! Um conto que pega fundo nesse sentimento capaz de desmanchar até o mais obstinado dos Cíceros. Gostei muito da técnica e das analogias. Penso que esse sentimento de ancestralidade esteja ligado a algo muito instintivo. Se olhar pelo lado biológico, um filho é o próximo passo na busca da vida pela eternidade, e não há como descrever a satisfação de ver essa parte de si se desenvolvendo.
    Parabéns e boa sorte.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Grato, Wender!

  40. Jowilton Amaral da Costa
    22 de janeiro de 2017

    Bom conto. esses contos sempre me pegam. Sou meio bestão para as cenas cotidianas entre pais e filhos, sobretudo quando os filhos ainda são crianças.. Está bem escrito, acho que poderia ter tido mais força narrativa, para causar um impacto maior com aquele “Papai” do desfecho. Não sei se me fiz entender, enfim, eu gostei.

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Entendi, Jowilton. Grato!

  41. Luiz Eduardo
    22 de janeiro de 2017

    AChei o conto bonito, mas um pouco vago. Acho que faltou mais “história”, mas voc~E soube fazer bem aquilo a que se propôs, as descrições deram certo. Parabéns pela criatividade e boa sorte!

    • Américo Brasil
      24 de janeiro de 2017

      Grato, Luiz. Mas você achou vago em que sentido? Tem algo que não ficou bem entendido?

  42. Américo Brasil
    22 de janeiro de 2017

    Muito grato, Zé. Mas nem tudo foi entregue de bandeja, Zé. Se formos pensar de maneira literal, materialista, sim. Mas sob uma ótica espiritual, o conto é aberto no sentido da questão: O que é essa ancestralidade? O que é esse amor que sempre existiu desde os mais antigos? Aliás, não gosto de limitar um conto (seja micro, macro, nano…) entre ter que ser aberto, ou ter que ser fechado. O importante é o conto tocar o leitor, funcionar, ter valido a pena tê-lo lido.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .