EntreContos

Detox Literário.

Com Licença Poética (Lídia Duarte)

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Namorados, quem diria!

Ela sempre teve um comportamento destoante, lera tanto Nietzsche e Schopenhauer que desacreditara no amor.

Questionava-se com frequência porque não terminava o relacionamento; a presença dele era aprazível e  era um “bom rapaz” de acordo com critérios socialmente determinados, entretanto ela gostava de ter um tempo para si… quiçá seja essa a razão: ele a deixava livre, permitia que seguisse seus próprios caminhos.

Mas um dia ele a propôs em casamento; disse ainda que deveria abandonar a faculdade quanto antes. E ela respondeu de prontidão: Tô fora! (Felizmente, também lera Simone de Beauvoir).

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86 comentários em “Com Licença Poética (Lídia Duarte)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Haha nossa, gostei bastante do seu conto, ficou muito legal. Parabéns e boa sorte.

  2. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Simone como uma bela representação de uma mulher feminista conseguiu mostrar a mulher do texto que ela não precisa ser submissa e pode sim trilhar seus caminhos. A referência ao Nietzsche foi bem clara também, até porque ele era um homem machista e pelo que eu li achei ele um pouco frio. Achei que ficou nítido que nem todo relacionamento precisa ser guiado por uma única ideia e que por mais que seja apenas UM relacionamento, são duas pessoas vivendo e construindo história e nem por isso precisam seguir um mesmo pensamento, até porque é ótimo quando a relação tem duas pessoas diferentes, que sabem se respeitam e podem trilhar o caminho com ainda mais conhecimento. Parabéns pelo conto!

  3. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Não consigo deixar de sentir a falta de personalidade da personagem. Precisando ler de tudo para moldar os atos. Claro que isso acontece de vez em quando, pois somos entregues a influências externas, mas o que posso dizer, é que já conheci uma pessoa que a cada livro que lia, mudava as atitudes. Um inferno. Enfim, não consegui gostar da personagem, pois a achei fraca, e de quebra o conto não me conquistou. Desculpe.

  4. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Boas referências, bem escrito. Mas acho que se estendeu um pouco além da conta, e o final não impactou tanto.
    Boa sorte!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    As menções a Nietzsche,Schopenhauer e Simone de Beauvoir foram importantissimas para a compreensão da trama. Quem leu algum deles ou, de preferência os três, saberá melhor a mensagem que a autora quis passar. Li três vezes para “namora”r mais o conto.

  6. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Os danos do intelectualismo sem moderação, rs… Nietzsche era um filho da mãe de um machista e Simone uma feminista da gema, Schopenhauer, pessimista: está aí um fim trágico para uma leitora.
    Ótima ideia, bem trabalhada em sua forma e conteúdo.

    PS: nem Beauvoir largou o “osso” por completo, rs. Boa sorte!

  7. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Dhélia.

    Eu nunca li nada do Nietzsche a respeito do amor, embora saiba de sua desnaturalização da moral. É curioso que ele admirasse o budismo.

    Sobre o conto, achei bacana, mas sem surpresa. A conclusão meio já era apontada pelo inicio e meio do texto, dado o amor a si mesma da personagem. Mesmo com as palavras duras no final, acabei lendo o micro com certa serenidade e creio que não era bem esse o intuito.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Conto bem divertido com várias referências, em especial, a resposta final dada graças ao que aprendeu com Simone de Beavoir. Não entendi por que o rapaz pediu pra moça abandonar a faculdade, talvez isso tenha prejudicado o conto – que é muito bom, por ser em 99 palavras.

  9. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, achei bacana as referências, mas a evolução da trama apresenta incoerência. Veja, a personalidade dele foi inicialmente apresentada como um cara “tranquilão”, permissivo… e no dia que deveria ser cheio de “melas” e romantismo, o cara vira “Macho Alpha”. Esse rompimento abrupto cortou a linha do crível.

  10. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Hahahaha, muito bom!

    O conto tem ótimas referências, as duas primeiras são Nini e Schop que realmente trazem esse lado mais sombrio do amor. A primeira vez que li Schopenhauer fiquei embasbacado, acreditando em tudo que o niilista sacana dizia, mas com o tempo fui moldando meu pensamento. Voltando ao conto, quando, quando a protagonista, assim como eu, parece estar vencendo esse preconceito, o fanfarrão surge com essa proposta sacana! Ainda bem que a mulher tinha lido Beauvoir!! Sem dúvida que é um conto que depende da bagagem do leitor, mas na minha opinião esse é um problema exclusivo de quem lê. O autor não tem que ficar facilitando a vida dos outros, mutilando suas ideias e criando algo raso, ou mais do mesmo. Por fim, nenhuma das personalidades é obscura, qualquer pesquisada com afinco pode dar uma ideia geral do que se trata.
    Pois bem, curti bastante!
    Parabéns!

  11. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Um conto divertido e que mostra amplo conhecimento do escritor ao citar influentes autores. Gostei das fontes, da narrativa e me diverti lendo.
    Bom desafio!

  12. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Achei estranho o comportamento do namorado, que a deixava tão livre (e por isso gostava dele) de repente pedir para largar tudo. Mas vamos entrar na magia da licença poética! Gostei que o conto traz referências ao mundo mais acadêmico e pode funcionar muito bem numa aula de faculdade, pra apresentar Nietzsche ou a Simone de Beauvoir. Traz aquele tom irônico. É possível levantar algumas reflexões e a que mais me vem à mente é que quanto mais se afunda nesses autores, mas distantes ficamos do próximo, num sentido de isolamento ao crer num sistema falido de relacionamento. O que chega a ser cômico, já que a Simone de Beauvoir e o Sartre aprontavam poucas e boas no tempo livre. Acho que o único defeito não foi mergulhar mais fundo, trazer alguma crítica, não o fugir por fugir.

  13. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Gostei!

    Recheado de referências! (Ahhhh, como amo referências!)

    Muito bem escrito e de uma qualidade narrativa impecável.

    Parabéns.

    Dá-lhe Beauvoir neles!!!

  14. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Dhélia.

    Bem divertido e simpático o conto. Achei um pouco estranho o comportamento do futuro marido: era liberal enquanto a namorava e transmutou-se num machista ao propor casamento? Sei que existem casos assim, mas é algo no mínimo curioso.

    Boa a escrita, boas as referências, não achei erros para apontar.

    nota: 8.5

  15. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Dhélia,

    Tudo bem?

    Seu conto é cheio de referências.

    Fico aqui pensando no quanto nossa bagagem cultural pode ou não influenciar em nossas decisões. Em especial as amorosas. Creio que seu conto, mais que falar de um romance, fala disso. Da influência da leitura e da filosofia na formação do caráter, e mais que isso, da personalidade de uma pessoa.

    É uma boa reflexão. Uma premissa criativa que daria mais “pano para manga”.

    O toque de humor ao final, também é um ponto forte de seu trabalho.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no certame.

    Beijos

    Paula Giannini

  16. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    bom texto e com um final que me fez sorrir, parabéns pela mensagem. O texto é de fácil leitura, bem escrito e sem rodeios, apresentando uma boa mensagem, então desejo-te as maiores felicidades aí no desafio. Gostei do título também, parabéns

  17. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Logo de saída, o que me chamou mais a atenção foi uma certa incoerência na composição dos personagens: se ela, em decorrência de leituras “sofisticadas”, já não acreditava no amor, por que estaria namorando alguém? Pelas razões tão “caretas” apresentadas? E ele? Se costumava deixá-la fazer o que quisesse, por que teria tomado uma iniciativa tão contraditória? Sem contar que ela, tão moderninha e independente, foi precisar da Simone de Beauvoir para dar o seu não? Enfim, ficou difícil me envolver com a história a partir daí…

  18. Tom Lima
    25 de janeiro de 2017

    Ótima idiea. Mostra um conflito ideológico que ainda é bem comum. Mas não gostei da forma. Esse final entre parênteses me incomodou muito. A personagem é muito boa, gerou empatia. Mas a forma escolhida pra “relevar” esse lado dela não funcionou bem.

    Boa sorte.
    Abraços.

  19. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    É bem escrito, mas muito cansativo, quem sabe se cortar 70% fique bem bom com o final disruptivo como um sacaneado e chique: “Tô fora”

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Garoto encontra garota. Mas a menina tinha tinta no cabelo. Essa versão agridoce de Eduardo e Mônica mostra um caso que não deu certo, e passa levemente pelos conceitos filosóficos do amor não-romântico. Eu gostei do geral, apesar da escolha óbvia de Simone de B. como a influência para a decisão final. Num formato maior, acho que essa história poderia ficar mais rica, mas isso não tira o mérito da atual versão.

  21. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2017

    Um pouco pedante. Afinal, ninguém é obrigado a ler autores consagrados, louvados e de talento mais do que reconhecido para poder fazer uma comparação ao que tudo no conto procurou demonstrar. Um bom conto, entretanto, direto e objetivo. Boa sorte!

  22. Miquéias Dell'Orti
    24 de janeiro de 2017

    Oi,

    Muito boa a relação que vocês da sua narrativa com esses autores. Remete o pensamento de cada um ao do personagem e suas escolhas.

    O fato narrado também é algo que acontece bastante. Tudo é lindo no início de um relacionamento. De repente, um choque de responsabilidade e você é “obrigado” a deixar sua “liberdade” para trás.

    Sua escrita flui bem, é simples e direta.

    Gostei.

  23. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    A narrativa não me fisgou. Achei que faltou mostrar mais, utilizar aqueles elementos narrativos que envolvem o leitor.

    O enredo me decepcionou. Citar outros livros foi um recurso interessante e o livro ainda quebra alguns clichês do romance, mas ao terminar a leitura fiquei sentindo falta de algo. Não parece o tipo de texto que pede uma reviravolta de fazer queixos caírem, mas ao mesmo tempo ficou previsível demais (o que talvez seja culpa da narrativa).

  24. Anderson Henrique
    24 de janeiro de 2017

    Gostei de conexão de Nietzsche e Schoppenhauer da parte inicial à Bevouir do encerramento. Mas acho que o problema foi que o texto é uma linha reta. A única ruptura ocorre no fim, mas ela já estava ensaiada na primeira frase e rascunhada no miolo. O texto tem potencial, mas falhou em criar o clímax, a tensão.

  25. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Gostei das referências literárias. Não sei nem se foi o objetivo, mas fica a questão: viver de palavras de outros, ainda que gênios, nos faz mais felizes? Ou mais vale fazer um churrasco na laje com os amigos?
    Boa sorte!

  26. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Oi!

    Apesar das boas referências para representar os comportamentos dos personagens, o texto carece de emoção. E na minha opinião, mesmo que seja para representar uma situação do cotidiano ou (principalmente) para descrever relação humanas, o texto precisa ter emoção em suas palavras ou despertar sensações no leitor. Aqui, a única coisa que aconteceu, foi o riso com o canto da boca no fim da história, mas creio que faltou um pouco mais.

  27. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Fazer referência aos intelectuais é bastante clichê, mas ok… Linear, simples e simpático, mas não me cativou…

  28. Givago Domingues Thimoti
    23 de janeiro de 2017

    O conto tem um tema diferente e faz referências a grandes mentes da filosofia. É linear e fácil de ler.
    Boa sorte!

  29. Renato Silva
    23 de janeiro de 2017

    Esse negócio de “os opostos se atraem” pode funcionar bem na Física, mas nunca entre um casal. se os dois não andam juntos, pensam do mesmo modo, esse relacionamento está iminentemente ao fracasso. Eu, por exemplo, sairia correndo de uma mulher que tem Marx ou Simone de Beauvoir como exemplos a serem seguidos. Casar, então, nunca.

    Teu conto me lembrou a música “Eduardo e Mônica” e você conseguiu mostrar bem como estava andando esse relacionamento. No início, eles pareciam caminhar juntos, apesar das diferenças. O que levou à ruptura do relacionamento foi quando ele demonstrou um interesse que iria totalmente na contra mão dos interesses da moça. E ela, fazendo uso da sua LIBERDADE, disse “não” e foi viver sua vida.

    Boa sorte.

  30. angst447
    23 de janeiro de 2017

    Um conto bem singelo, com referências de autores conhecidos. A mocinha toda trabalhada na liberdade e vai namorar bem um sujeito que prefere amarrá-la ao invés de simplesmente amá-la. Pedir em casamento, tudo bem. Pedir para abandonar a faculdade parece bastante insensato da parte do rapaz, já que ele deveria conhecer bem a namorada.
    “Mas um dia ele a propôs em casamento (…)” – Ficou bem estranho isso ai, viu? Seria melhor – (…) ele propôs casamento A ela ou ainda (…) ele propôs-lhe casamento.
    Aprendemos com o microconto do dia que não devemos confiar em um homem apaixonado e nas suas propostas indecorosas.
    Leitura leve, com tom até divertido, mas faltou algo que tirasse o texto da ala “eu-quero-uma-ideologia-pra-viver”.
    Boa sorte!

  31. Leo Jardim
    23 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): uma boa personagem feminista que não quer se prender a ninguém. É, porém, uma trama bem simples e linear.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, sem entraves na leitura.

    💡 Criatividade (⭐⭐): achei criativo.

    ✂ Concisão (⭐▫): o texto é fechado, mas parece se estender demais sobre a mesma ideia. Poderia ter sido bem mais curto.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não tive um grande impacto, pois o texto acabou sendo muito linear. Eu já imaginava, pela personagem, o que aconteceria.

  32. Catarina
    23 de janeiro de 2017

    MERGULHO em águas calmas com boia de braço. Não correu riscos e escreveu um conto linear, que bem poderia ser parte de uma história maior. Sem IMPACTO, esperado até.

  33. Davenir Viganon
    23 de janeiro de 2017

    O conto incomodou uma parte do pessoal. Só de ver os comentários cheios de rebatidas discursivas a ideologia presente no conto, já valeu. Infelizmente a forma que a estória se apresentou não me agradou. Digo isso porque apenas os nomes de autores filósofos para construir um personagem costuma não funcionar bem, sem trabalhar melhor as ideias. Cada um interpreta Nietzsche, Schopenhauer e Simone de Beauvoir com sua particularidade. Apenas uma conexão nominal é muito pouco para mim.

  34. Tiago Menezes
    22 de janeiro de 2017

    O conto foi bem elaborado. Mostrou a personalidade da menina, que parece ser bem forte por dentro. Parabéns e boa sorte.

  35. Jowilton Amaral da Costa
    22 de janeiro de 2017

    Achei o conto médio. O texto ilustra bem as contradições na cabeça feminina. Ela achava o cara bacana e gostava de ter seu tempo livre e o cara dava espaço a ela, mesmo assim ela pensava em abandoná-lo, contraditoriamente. Ela queria espaço o cara dava, ela gostava e achava ruim ao mesmo tempo. Aí o cara propôs casamento e ela caiu fora. Vai entender. kkkkkkkk O conto é simples e bem escrito, no entanto, não me impactou. Boa sorte

  36. Wender Lemes
    22 de janeiro de 2017

    Olá! Gostei da simplicidade do conto, da maneira espontânea como a protagonista sai daquela relação – que nem lhe era tão necessária. O comportamento do namorado, por outro lado, me pareceu estranho, a súbita mudança de interesse como estopim para o final do relacionamento. Não vi um grande diferencial que merecesse ser citado, o conto cumpre com seu papel.

  37. Luiz Eduardo
    22 de janeiro de 2017

    A intenção foi indiscutivelmente boa, já o desenvolvimento na ideia, nem tanto. TODAVIA, acho que com um pouco mais de tempo e de linhas, quem sabe, a/o autora/o poderia ter criado uma narrativa um pouco mais atraente e instigante. Trata-se de uma questão de amadurecimento, o que não significa que a história não valha a pena. Boa sorte!

  38. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    O único erro nesse texto foi tentar fazer de uma maneira quase que despercebida passar a imagem que Nietzsche é bom.
    Essa é a única coisa que eu tento ensinar para as pessoas que eu tento ensinar filosofia enquanto estou no caminho da formação, que Nietzsche não é tudo que falam principalmente por causa das contradições que ele mesmo fala em seus livro.
    De resto é um bom texto, muito bem desenvolvido, um abração ao escritor.

  39. Gustavo Castro Araujo
    21 de janeiro de 2017

    Um conto fundado em paradigmas literários e filosóficos. Ficou muito bacana a alusão a Nietzsche, Schopenhauer e Beauvoir para demonstrar a personalidade da protagonista, alguém independente, dona de si. Só fiquei imaginando o motivo pelo qual o namorado, sabendo que ela era desse jeito, iria lhe propor casamento e, pior, que largasse a faculdade… Evidentemente, ele não a compreendia. Enfim, um bom conto. Parabéns.

  40. Juliano Gadêlha
    21 de janeiro de 2017

    Um bom texto, bem escrito. Acho que vemos aqui um relacionamento menos incomum atualmente do que possa parecer. Gostei do “Tô fora!”, apesar de achar que a moça nem deveria ter começado o relacionamento se apenas aturava o rapaz, que acabou se revelando uma decepção.

    Enfim, bom trabalho. Parabéns!

  41. Thiago de Melo
    21 de janeiro de 2017

    Amiga Dhélia,

    Infelizmente não consegui simpatizar com o seu texto. O personagem masculino descrito como “bom rapaz” não convenceu (nem a mim, nem à personagem feminina). Por outro lado, a personagem feminina pareceu mais preocupada em seguir uma cartilha (escrita por outras pessoas, não por ela) que determina o que ela deve fazer em situações como a que foi apresentada a ela.

    Dizem que não se pode servir a dois senhores. Ao dizer não ao “bom rapaz” ela pensou estar seguindo as próprias ideias e convicções, mas ao basear isso nas ideias e outra pessoa (e não nas dela própria), ela nada mais fez que trocar um “senhor” por outro “senhor”, enquanto ela mesma continou sendo escrava de pensamentos alheios, que predeterminam como ela deve se comportar, ou seja, sem qualquer livre arbítrio, por mais que tente se convencer do contrário.

    Assim, os dois únicos personagens do texto são finos como as folhas de papel onde a personagem feminina encontra as respostas que não consegue elaborar sozinha.

    Acho importante, contudo, enfatizar um ponto. Eu não defendo que ela deveria largar tudo para ser “esposa de forno e fogão” do tal “bom rapaz”. Não. Na minha opinião a mulher pode (e deve) ser o que ela quiser, PODE INCLUSIVE SER DONA DE CASA, mas quem tem que querer ser ou deixar de ser qualquer coisa é ELA MESMA, e não este ou aquele filósofo(a).

    Abraço

  42. Glória W. de Oliveira Souza
    21 de janeiro de 2017

    Conflito interno tendo como mote a leitura de autores. Dúvida: vivência real ou projeção de moçoila sonhadora? Eu, pelo menos, fiquei com uma certeza: solidão permeia os pensamentos da moça. Ficou difícil, para mim, identificar conflito dramático sem os elementos de início, meio e fim.

  43. Sabrina Dalbelo
    21 de janeiro de 2017

    É um conto sem muito impacto.
    Faz referências de forma tão descarada que não leva o leitor a nenhum exercício de imaginação.
    Um texto na média. Boa sorte.

  44. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    20 de janeiro de 2017

    Tanto ele quanto ela, apenas, se interessam por si mesmos. Relacionam-se para tentar convencer a si próprios de que é possível se interessar pelo outro. O que não acontece. Machismo e feminismo… ambos expostos. Uma bela contradição! Boa sorte.

  45. Amanda Gomez
    20 de janeiro de 2017

    Humm, O conto é curto mas cheio ao mesmo tempo. Pessoalmente eu me identifico com a ideia de liberdade , das dúvidas, certezas e incertezas do personagem, mas como foi colocado aqui me pareceu muito contraditório, não sei se era essa a intenção do autor.

    As referências literárias me pareceu algo que a manipulava, e ela dizia isso claramente. De repente casar, ter filhos se tornou algo reprovável, não aconselhável para as mulheres de hoje. ( Totalmente contraditório).

    A mudança abrupta do namorado ficou destoante, como se fosse preciso usar esse clichê pra justificar a inconstância dá personagem…o quanto ela não sabe de si mesma…Ou não tem personalidade ( já que ela aprende como deve ser em livros com opiniões adversas)

    Bem, o conto começou bem e promissor, mas caiu bastante na conclusão, ou na pressa do autor em defender um ideial. Não vou chamar de planetário, mesmo porque se fosse meu comentário seria bem mais arisco, já que desaprovo totalmente esse feminismo de hoje, que nada tem a ver com direitos iguais como um dia foi, que é sustentando por ideológias controversas. Mas o autor se perdeu um pouco na formatação dá sua ideia.

    No mais, boa sorte no desafio.

  46. Tatiane Mara
    20 de janeiro de 2017

    Olá …

    Texto sobre a infelicidade da manipulação.

    Achei meio sem noção.

    Só isso.

  47. waldo gomes
    20 de janeiro de 2017

    Só de ler a louca da Beauvoir e achar que é um bom caminho, merece ficar sozinha mesmo.

    Texto simples, construções quase populares, entretanto, é inconsistente ou inverossímel: o rapaz sabe que a tonta é tonta, metida a maluquices de adolescente, mas namora com ela e exige que ela largue a faculdade ?

    Sei não… não me disse muita coisa.

    • Luiz Eduardo
      22 de janeiro de 2017

      “Só de ler a louca da Beauvoir e achar que é um bom caminho, merece ficar sozinha mesmo” não acho que esse tipo de comentário ajuda no desenvolvimento da/o autora/o. Pelo contrário, para mim soou grosseiro e arrogante. Além do mais às vezes é melhor ficar siznha/o do que ouvir esse tipo de coisa, vlw?

  48. Luis Guilherme
    20 de janeiro de 2017

    Gostei!

    Adorei as referencias, e concordo com um dos comentários que citaram a referência ao machismo.

    Gostei da forma como foi construído, da trama e da conclusão.

    Por outro lado, achei que em alguns momentos teve frases um pouco confusas.

    Enfim, parabéns e boa sorte!

  49. Douglas Moreira Costa
    20 de janeiro de 2017

    O seu texto é muito bem escrito, com algumas passagens que me agradaram bastante. O tema, a forma como escolheu tratar da personalidade da moça a partir dos autores que citou foram uma sacada excelente. Diferentemente dela eu não preciso nem ler Nietzsche e Schopenhauer pra começar a desacreditar no amor kkkkkkkk (olha o drama). E ao contrário de alguns comentários que vi aqui, não acho de modo algum que tenha sido uma panfletagem ao feminismo, é apenas a descrição de uma moça cujas influências dos autores que leu a leva a formar um tipo de consciência que recusa o comportamento do namorado e vê o mundo de uma outra perspectiva. E, caso tivesse sido uma “panfletagem ao feminismo” eu gostaria da mesma forma, uma vez que é um fenômeno de grande importância na sociedade, já que um texto que mostra a força da mulher tem força pra incomodar homens o suficiente ao ponto de os fazerem dizer que é um texto feminista demais. Em suma, seu conto é muito bom e muito bem escrito, e o tema não poderia ter me agradado mais.

  50. mariasantino1
    19 de janeiro de 2017

    Oi, tudo bem?

    Então, achei muito bom o início, pareceu EDUARDO E MÔNICA, do LEGIÃO, devido a moça ser culta e tal. Entretanto o final me fez desgostar (um pouco) porque parece que ela só tolerava ele, e que ele, no fundo era um machista em dormência.
    Há pessoas e pessoas e eu acredito na individualidade de cada um.

    Queria muito ter curtido.

    Boa sorte no desafio.

  51. juliana calafange da costa ribeiro
    19 de janeiro de 2017

    Me parece um texto q fala sobre a própria autora. Confesso q achei bobinho, ingênuo até pra os dias de hoje. Vc pode tentar reescrever tentando tratar a questão de forma inusitada, com alguma surpresa e criatividade, coisa q não há nesse texto, é mais do mesmo. Por exemplo, o tema do seu conto me lembrou a morte da Rebordosa. A “porralouca” casou, engordou e simplesmente explodiu quando o marido propôs filhos… rs

  52. elicio santos
    19 de janeiro de 2017

    “Desacreditara do amor”. Achei o texto sem novidades e um pouco nebuloso. Já que a protagonista não queria se relacionar a fim de ter um tempo para si, deveria ter renunciado ao namoro desde o início. O conflito está mal construído, pois exalta uma complicação desnecessária. Também não entendi por que o autor descreve o namorado da filósofa como alguém liberal: “a deixava livre para seguir os próprios caminhos”, depois diz que ele exige dela a renúncia da faculdade. No mínimo incongruente.

  53. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2017

    Ahhhhh, deixa eu contar uma historinha aqui?
    Meu primeiro namorado me deixava bem livre, até porque foi uma das minhas condições para que eu aceitasse o pedido. Não queria saber de ciúmes – que de fato nunca rolou entre a gente – ele saia com os amigos dele e eu com os meus. Mas ele era muito machista e isso atrapalhou nosso relacionamento em determinado momento. Eu tinha um ótimo emprego com 18, curso técnico e ele apenas estudava, bancado pelos pais. Eu queria fazer arquitetura na época e ele queria que eu esperasse ele se formar, arrumar emprego para ele pagar a minha faculdade!!! Eu estaria esperando até hoje, pois ele se formará no mesmo ano que eu (pelo que sei, porque não conversamos mais).

    Por isso, achei que alguns casos podem sim se encaixar no seu texto e a minha identificação foi máxima, né! A única diferença pro lado de cá é que encontrar um boy que ature esse menina banhada na semiótica tá osso aqui no interior, viu!

    Lindo texto, muito bem conduzido e com ótimas referências.

    Boa sorte!!

  54. Tiago Volpato
    18 de janeiro de 2017

    Bom texto. Uma boa reflexão sobre o machismo. Em alguns momentos o texto soou estranho, por exemplo:
    ‘a presença dele era aprazível e era um “bom rapaz”.’
    A frase poderia ser reescrita pra soar melhor. Isso deixaria o texto mais fluído.
    Abraços e boa sorte!

  55. Marco Aurélio Saraiva
    18 de janeiro de 2017

    Caramba, que cara mais ignorante: “vamos casar e você vai largar a faculdade imediatamente!” rs rs. Tenso. Não tem como não concordar com a personagem principal quando ela nega e termina o namoro.

    Conto bem escrito, sem rodeios e floreios: uma história fechada, de um relacionamento que era empurrado com a barriga pela conveniência, mas que apenas esperava uma desculpa para chegar ao fim.

    É bom, mas ao mesmo tempo sem muito brilho. Acho que o conto seria mais interessante para mim se eu entendesse as referências aos escritores clássicos citados no texto, mas o inculto aqui ainda não leu nenhum dos três. =(

  56. Vanessa Oliveira
    18 de janeiro de 2017

    Só eu sei o quanto me identifiquei com esse conto. Sou assim, exatamente assim. Você me descreveu, hahaha. Namoro há 4 anos, amo meu namorado, mas não quero casar. Simplesmente pelo fato de que não quero me ver “presa”, não quero me sentir presa. E o casamento faz isso – prende, sufoca. Apenas o termo, ou o que se é socialmente esperado dele. Portanto, apenas moramos juntos, e já está bom demais para mim. Adorei as citações, achei ótimo a referencia feminista, o primeiro texto que li tratando do assunto com esse viés. É um fato: machismo tá ai, e NÃO é coisa do século passado. Alias, tema mais moderno impossível. Parabéns pelo conto, amei, de coração. Vai pros 20!

  57. Antonio Stegues Batista
    17 de janeiro de 2017

    Me parece que a história se passe no século 19. A narrativa com termos arcaicos são propositais, eu acho. A personagem sofisticada que estuda filosofia, também lê textos de baixo nível, cheios de gíria. Uma amostra do que era os costumes do passado.

  58. Andreza Araujo
    17 de janeiro de 2017

    O trocadinho no título é sensacional, logo me chamou atenção. A história é divertida, parece que desde o início a menina é contra relacionamentos (ou contra o amor), como se ela se sentisse desconfortável com a situação mas estava com ele porque o rapaz não fazia mal a ela (mas pelo visto não fazia bem também!). O final é esperado, mas isso não tira a magia do texto. Bom conto, cumpriu o desafio.

  59. Fheluany Nogueira
    17 de janeiro de 2017

    A intertextualidade é interessante e enriqueceu a narrativa que é simples, sem maior profundidade ou impacto. Não vejo feminismo no texto, mas uma história comum. (Ou, talvez, seja eu a feminista. Rsrsrsrs)

    Alguns deslizes na construção frasal (repetições não estilísticas, cacófatos, uso inadequado dos tempos verbais prejudicam a coesão textual.

    O desfecho ficou bem humorado e traz reflexão que instiga. Afinal, bom trabalho. Abraços.

  60. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Eu apoio o feminismo aqui do meu canto, sem falar por vocês, e acho, sim, que vocês estão certas em lutar pela igualdade. Mas, falando em termos literários, achei o seu conto sem graça. Não teve impacto nem margem pra interpretações. Talvez fosse mais interessante se você tivesse encaixado alguma ideia que pudesse conectar os três autores, isso daria mais sentido ao conto no geral.

  61. Iolandinha Pinheiro
    16 de janeiro de 2017

    Gostei das referências aos autores e autora citados no conto. São referências. A mídia criou um paradigma tão forte de como as mulheres devem ser, pensar, escolher, que qualquer mínimo passo para fora deste padrão é uma ofensa sem igual. Se não fosse assim, a história seria comum. Mulheres, assim como homens, podem fazer aquilo que a sua vontade aponta, e arcar com a consequência destas escolhas. Simples, aceitável, tranquilo. Não existe motivo para as ações da protagonista virarem polêmica a não ser pela vontade de que ela se encaixe no padrão formulado, tão velho e quebrado que não serve de molde para ninguém, a não ser que a pessoa assim o deseje. Gostei das referências, fora isso, uma história banal.

  62. Guilherme de Oliveira Paes
    16 de janeiro de 2017

    O componente filosófico é interessante, gostei bastante. A forma me pareceu carecer de maior elaboração; a narrativa e simples e sem embaraços, o que geralmente é bom, mas não percebi elementos que lhe dessem mais profundidade ou trouxessem mais impacto. O final, bem humorado e que propõe reflexão, me agradou.

  63. Evandro Furtado
    16 de janeiro de 2017

    O conteúdo é o ponto forte do texto. O teor de crítica social está presente de uma forma bem inteligente. A personagem principal é bastante interessante e sinto que poderia ser aproveitada em outros texto, há potencial aí.

    Resultado – Average

  64. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Dhélia.

    A protagonista deve ter lido Kierkegaard também. (Aliás, recomendo, a respeito do tema.) Ela tem senso crítico apurado, mergulha nas filosofias dos autores citados, e quando o rapaz lança um condicionante dentro de algo que ela mesma aparentemente não quer, o rejeita.

    Não posso afirmar se teve espaço para o lado panfletário; ela apenas citou Beauvoir (embora, claro, a atitude baseada em tal leitura tenha sido a parte decisiva do micro conto). Exaltação de um empoderamento? Panfleto com fins feministas? Acho que ambas as possibilidades cabem aqui.

    Boa sorte nesse desafio.

  65. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Homenagem muito bem feita aos pensadores mencionados. Um cotidiano romântico, mas com certo tom de ironia – a começar pelo título. Tem bastante entrelinhas, mas são fáceis de compreender, mesmo para quem não teve tanto contato com os escritores descritos. – 9,0
    O: É um cotidiano bastante comum, se pararmos para pensar. Mas o conjunto de sensações fala mais alto e isso compensa a falta de ação. Os livros fazem parte do enredo e isso foi um ponto alto. – 8,5
    D: Escrita leve, tranquila, com certo tom poético embutido. O diferencial é o sarcasmo escondido no interior das reflexões. – 9,0
    Fator “Oh my”: a premissa não é original, mas o modo como foi contado sim, e ganha pontos por isso..

  66. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Um conto com opinião firme. Gostei.
    Não vejo nada de feminista. Há a opinião da personagem, que não se permitiu dominar, pelo machismo do namorado. Tem que olhar de forma mais ampla, para saber que a sociedade sempre, a todo momento, se comporta de forma machista. Qualquer luta de uma mulher pela liberdade não a transforma em feminista, mas em uma pessoa que busca por seus direitos: de estudar, de transar, de trabalhar e de ser tratada com igualdade.
    Parabéns pela lucidez!

  67. Bianca Machado
    15 de janeiro de 2017

    Foi uma boa leitura, mas algumas coisas me incomodaram. No começo, diz que ele a deixava livre, que permitia que seguisse seus próprios caminhos. E depois quando a pede em casamento, diz que ela tem que largar a faculdade? Estranho mesmo. Ainda mais em se tratando de um conto contemporâneo. Gostei da citação a grandes autores/as desde o título e o pseudônimo, mas não me conquistou.

  68. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Gostei do seu texto, principalmente porque você criou referências aos filósofos ao longo da narrativa, e mesclou realidade aos pensamentos da personagem, de forma que ao leitor pareceu que ela tomava suas decisões com base no que havia lido dos filósofos. Confesso que eu comecei achando que era uma trama adolescente, e que tudo culminaria em uma paixão carnal ou em um enredo de Sessão da Tarde, mas o seu final me agradou, ao contrário dos outros comentaristas.

    -Originalidade(9,0): A ideia de colocar a garota como independente, filosófica, lembra-me muito uma antiga professora de filosofia, o que me deixou feliz. Você mostrou o poder das ideias na vida das pessoas.

    -Construção(8,5): Como eu já disse, a superação da trama juvenil no final do texto fechou muito bem a história. Se ela tivesse simplesmente largado tudo e ido segundo os anseios dele, eu não teria gostado. Não achei que foi um feminismo gratuito, longe disso. Para mim, a simples menção a Simone de Beauvoir mostra que a garota quis buscar seus caminhos, e tornou-se livre.

    -Apego(8,0): Gostei da personagem, de personalidade forte e marcante.

    Parabéns pelo conto!

  69. Fernando Cyrino
    15 de janeiro de 2017

    Como não leio com antecedência os demais comentários, pois tenho receio de terminar me influenciando. não sei o que já está dito. Fato é que senti ter diante dos meus olhos, mais que um conto, uma crônica social a tratar de uma jovem e inteligente leitora de bons autores filosóficos. Uma narrativa que não conseguiu trazer brilho aos meus olhos. Abraços e sucesso.

  70. Edson Carvalho dos Santos Filho
    15 de janeiro de 2017

    Eu sei que muitos já comentaram isso, mas não posso deixar de concordar: Ficou feminista demais. Concordo com o empoderamento de qualquer ser humano, e concordo que o empoderamento feminino é mais urgente que o masculino. A mulher precisa se valorizar e o homem a respeitá-la. Mas o feminismo é um movimento político que não concordo cem por cento. Existe um pé no extremismo aí que me faz torcer o nariz. O conto começou bem, mas acabou ficando panfletário no final.

  71. Lídia
    15 de janeiro de 2017

    É, acho que esse é mais um caso de autor incompreendido… Sapere Aude, my friends…
    Mesmo com citação explícita a Adelia Prado, Nietzsche e Schopenhauer (só dar um google aí galera, são dois filósofos e uma poetiza), muita gente transformou o texto em uma espécie de Manifesto Feminista só por aparecer o nome da Sr. Beauvoir. É inegável que a personagem tende a seguir o feminismo.ok, concordo. Posso estar totalmente enganada, mas vejo que se trata muito mais da aplicação de um conceito da filosofia kantiana do que uma luta social.
    Pouco me lembro das aulas de filosofia do Ensino Médio sobre Schopenhauer (isso porque fui privilegiada por ter frequentar uma escola particular, mas é assunto para outra discussão), mas lembro que a visão que ele tinha sobre “as mulheres” era quase (se não totalmente) oposto a da escritora de O Segundo Sexo. Dá-se a entender no texto que a personagem conhece bem a vertente filosófica do pessimista, logo espera-se que ela tenha ciência do que ele pensa a respeito do sexo feminino.
    No fim do texto, é revelado que ela também conhece os escritos da Sr. Beauvoir, entretanto a postura incorporada diante do pedido do namorado não é consequência direta disso. O choque entre as reflexões opostas dos filósofos acaba fazendo-a elaborar as próprias conclusões a respeito do assunto; não há uma absorção de ideias alheias sem o uso do pensamento crítico, como alguns comentaram. Creio que seja isso o que Kant quis dizer com “sair da menoridade”, ou melhor, “Esclarecimento, e talvez é o que a personagem busca em meio a tantos livros “cult” (Será que viajei demais ou Kant é uma referência implícita? Só acho que alguém sofreu influência do tema da redação da Fuvest deste ano…).

    Por fim, creio que a ideia principal do texto é a forma em que a literatura se faz presente na vida da personagem, capaz de fazê-la observar o mundo com outros olhos. De certa forma, percebe-se que considera mais seu próprio engrandecimento intelectual do que as relações sociais, tal como Schopenhauer…

    Ainda assim, percebe-se falhas como um final rápido, meio jogado às pressas para terminar um texto no qual o gênero permitia ser aberto…

    Acho que empolguei kkkk Enfim, nada mais a dizer além de boa sorte.

  72. Anorkinda Neide
    15 de janeiro de 2017

    Um texto claro, bonito, mas a historia destoou, pq a personalidade do namorado foi abruptamente modificada.
    E eu sei pq, tenho uma filha jovem…
    Gurias, os rapazes nao voltaram aos anos 50 nao.. é propaganda isto.. vcs vao dizer q eu nao sei, vcs q vivem e q sabem das coisas.. será q vcs nao estao olhando com os olhos nublados para eles?
    É uma fomentação para a guerra dos sexos e os meninos nao estao querendo nada mais do que amar e serem amados. e vs vem com pedras nas maos, sorry, mas é isso.
    Voltando ao texto, o rapaz merecia sim, levar um nao, mas a questão q denigre o conto é q ele mudou abruptamente, visto q ele era liberal no namoro, iria querer escraviza-la após casado?
    nao adianta dizermos q isto nao acontece, pq vcs nao acreditam.. temos q observar apenas.. 😦
    mas enquanto conto, posso dizer q nao curti, se nao vemos como normal esta mudança no conto, percebe q muito menos vemos como usual esta mudança na vida real?
    abraços

  73. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Beauvoir e Nietzsche podem se tornar meio indigestos,em alguns momentos.Gostei da fina ironia que me parece permear o conto bem escrito e delineado.

  74. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    História simples de uma moça amargurada que se refugia em conceitos inventados por outros amargurados e os toma como definitivos.

    O colega Eduardo S. apontou muito bem alguns equívocos textuais, aos quais incluo a falta de veracidade na proposta do namorado para que ela encerrasse seu curso no faculdade. Se os dois estavam juntos há um tempo, ele saberia que isso não seria aceito (talvez por isso mesmo tenha proposto, estava sem coragem de terminar o triste relacionamento com alguém tão manipulável).

    Lamento.

  75. Priscila Pereira
    14 de janeiro de 2017

    Oi Dhelia, felizmente eu não li nada das suas citações aí, e pelo contrário, tudo o que li me fez acreditar e buscar ainda mais em um amor puro e verdadeiro, então, seu texto não me agradou, é só a história de uma moça que provavelmente ficará sozinha e amargurada no futuro e imaginará se não jogou fora as suas chances de ter uma família. Boa sorte pra você!!

  76. Eduardo Selga
    14 de janeiro de 2017

    A ideologia nunca é um ponto desprezível no processo de análise de um conto, embora muitas vezes ela consiga ficar escondidíssima, para deleite dos que acreditam no mito da existência de uma arte “pura”, sem a interferência “perniciosa” da concepção política ou social.

    O presente conto está evidentemente ancorado na ideologia feminista, o que eu considero positivo. Mas isso não o salva de suas falhas capitais: um enredo que, literariamente frágil, se mostra pretexto para conceitos ideológicos absolutamente necessários na atualidade; uma quantidade de erros no uso da palavra que comprometem muito a qualidade textual. São eles:

    Em “[…]a presença dele era aprazível e era um ‘bom rapaz’ […]” há uma repetição não estilística e portanto inconveniente da palavra ERA;

    Em “[…] ela gostava de ter um tempo para si…” há um cacófato em DE TER (= DETER);

    Logo após esse trecho temos “quiçá seja essa a razão: ele a deixava livre, permitia que seguisse seus próprios caminhos”, em que ocorrem dois problemas: SEJA deveria ser substituído por FOSSE, a considerar o contexto, e todo o trecho não se coaduna perfeitamente com o seu antecedente;

    “Mas um dia ele a propôs em casamento […]” significa que ele PROPÔS ELA, o que não faz sentido. O correto seria ELE PROPÔS CASAMENTO A ELA, ou LHE PROPÔS CASAMENTO.

  77. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    O texto tava indo tão bem, mas tão bem… e do nada vem a tijolada em forma de feminismo. A mulher não precisa seguir extremistas, basta ela ter amor próprio que verá que nada é mais importante que a sua felicidade. Quando o homem ama, ele admira, e ninguém admira uma mulher submissa. Se ele a queria longe dos estudos, estava pensando em si, e não na amada. Só isso era suficiente para dispensá-lo. Tá vendo como não precisa vociferar extremos para ter razão? Mas claro, respeito todas opiniões contrárias. Só que a minha é que não gostei.

    • Edson Carvalho dos Santos Filho
      15 de janeiro de 2017

      Tirou as palavras da minha boca! rsrs

  78. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    É um conto bem desenvolvido. Nos mostra um personagem feminino reflexivo, determinado, feminista, aberto, inflexível e controverso. Até o moço não mostrar-se machista, inflexível e objetivo, ela não se impôs ao relacionamento. Existe um linha bem clara separando os dois. Os opostos jamais se atrairão. Apenas os pensamentos iguais conseguem conviver por longos anos. Terminou de forma abrupta, meio de supetão, mas apropriado.

  79. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Olha, eu gostei do texto de empoderamento feminino, é usual, está em voga, para mim valeu. Contudo, o microconto supõe-se texto aberto, deixando o leitor buscar os entendimentos por si só e nesse você entrega tudo de bandeja. Mas com relação a tudo o mais, está excelente, principalmente o desfecho!

  80. Bruna Francielle
    13 de janeiro de 2017

    Bem, ‘boiei’ aqui nas referências literárias. Pesquisei no google a última e vi q tem a ver com feminismo.
    Confesso que achei um pouco..poucos ou muitos séculos atrás, não sei. Existem homens que realmente pedem pras mulheres trancar a faculdade, e isso, atualmente ? Existiu algum dia? Eu realmente não tenho conhecimento disso ou não convivo com pessoas com esse tipo de pensamento, mas após ler o texto, essas perguntas me vieram a cabeça.
    Mas entendi que a personagem não queria ser dona de casa !
    E recusou a oferta de casamento, pq ele queria q ela largasse a faculdade.
    E foi isso, fim.
    Confesso q não vejo nada revolucionário, e até mesmo a maioria das pessoas na faculdade são mulheres atualmente.

  81. Guilherme
    13 de janeiro de 2017

    Gostei do tom ironico no final. Realmente achei um pouco “panfletário”, mas gostei da atitude da personagem 🙂

  82. Fabio Baptista
    13 de janeiro de 2017

    O desenvolvimento estava indo até bem, criando a expectativa para qual seria o desfecho do namoro da nossa simpática “filósofa”.

    Porém, o tal desfecho, com cara de textão feminista / fanfic de esquerda (só que com a vantagem de ser bem menor) acabou estragando tudo, dando um ar totalmente panfletário para o texto, ressaltado pelo “Felizmente”.

    – desacreditara no amor
    >>> do amor

    Abraço!

    • Evandro Furtado
      16 de janeiro de 2017

      Agora sabemos que o Fabio Batista é do tipo que faz as minas largarem a facul pra ficar pilotando fogão, kkkkk.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .