EntreContos

Detox Literário.

Semáforo (Wender Lemes)

semaforo

Faz calor, muito calor.

Sinal fechado, sanidade escorre pelos poros. O display de calçada, monótono e compassado, ora explicita minha urgência, ora mostra um embaralhado de segmentos. Termômetros que nunca funcionam, nem precisam. Faz calor, é óbvio!

– Vai um picolé aí, moço? – ignoro, fecho o vidro e espero. Ouço a criança riscando minha lataria.

Sinal aberto, as buzinas avisam – óbvias. Contorno o quarteirão, estaciono e desço.

O display, pasmo com a cena que se segue, atrasa-se alguns segundos. Olha para um lado, para o outro – ufa!!! Ninguém percebeu.

– Dois de limão, por favor.

-…?!

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91 comentários em “Semáforo (Wender Lemes)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Muito bom, recorte cotidiano, tom leve, sem nada de mortes ou viagens no tempo (como muito temos visto por aqui, rs). Boa sorte!

  2. Roselaine Hahn
    27 de janeiro de 2017

    Muito interessante o seu conto, dá margem para muitas interpretações, há quem não goste disso, eu particularmente gosto, finais abertos, o display como observador do cotidiano, ótima narrativa. Parabéns!

  3. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. Boa sorte!

  4. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Me remete a um fato cotidiano, mudou o ritmo sobre vida e morte que vinha aparecendo até então. Boa sorte!

  5. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Adorei essa prosopopeia! Isso se o narrador for o Display, claro. A parte em q ele fala das crianças riscando a lataria e o pedido do picolé dão a entender isso…
    Gostei muito dessa originalidade!
    Boa sorte!

  6. Poly
    27 de janeiro de 2017

    Gostei do texto que retrata um pequeno recorte do dia-a-dia. Não entendi bem o título, se quem realmente ‘participou’ da história foi o relógio-termômetro (se bem entendi). Gostei da parte final em que o que vi foi um erro do relógio e o alívio do personagem, como se ao ver o mostrador de um relógio atrasado ele mesmo não esteja mais atrasado .

  7. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Celsius,

    Tudo bem?

    Gostei muito de sua fluência. O texto é um recorte do cotidiano, em tempos de calor extremo a nos cozinhar o cérebro.

    O display como observador da cena é muito bom, poderia até ser o narrador.

    Não sei se captei o todo da história, mas também não sei se havia algo para se captar, ou se você quis somente fazer um retrato do momento mesmo. Esses pequenos delays que temos no dia a dia em pleno verão e o caos da cidade grande.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  8. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Um bom conto. O calor tava tão brabo no conto que queimou mus neurônios. Primeiro eu achei que quem havia pedido os picolés de limão no final fora o display. indignado, naquele calorzão, vendo o cara dispensar a guloseima. Depois entendi que o display atrasou alguns segundos e aí o cara teve uma nova chance de se refrescar e pediu o picolé. Me perdi um pouco mas, gostei. Boa sorte.

  9. Renato Silva
    26 de janeiro de 2017

    Eu não vi nenhuma viagem no tempo, como a turma tá falando aqui. Mas teve viagem no tempo, o menino do picolé deve ter percebi algo. Aquela última “fala”, que apenas expressa uma grande surpresa, parece ser a do garota que não entendeu a do cara; primeiro ele se recusa a comprar um sorvete, depois ele do nada ou saiu de algum lugar que ele não percebeu. O conto tá bom, pena que eu não entendi. A minha reação após terminar de ler foi a mesma:

    ?!

    Boa sorte.

  10. Tiago Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Curti muito seu texto. Bem escrito e com ótimas descrições para nos passar a sensação do calor infernal. O display que retrocede um pouco o tempo caiu bem nesse contexto. Ele ficar pasmo com a cena que se seguiu me fez entender que talvez, quando desceu do carro, o cara pode ter brigado com o moleque e poderia acontecer o pior. O display retrocedeu e evitou isso. Muito bom, parabéns.

  11. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    O autor foi muito competente em criar a atmosfera infernal juntando calor, trânsito caótico e luzes insuportáveis. Tudo com muita dinâmica e simplicidade.
    Para arrematar o conto usou um recurso muito interessante ao não escancarar o que ocorre na cena. Nesse sentido, conseguiu despertar no leitor a curiosidade.
    Ao descrever a cena o autor foi muito feliz, fosse um filme a coisa toda seria fácil de ser feita, mas sem qualquer impacto. Por essa razão, penso o conto está acima da média e que até as repetições (provavelmente propositais) empurraram a história para frente, sem display.
    Parabéns.

  12. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    texto leve e sem grandes pretensões, de leitura interessante, mas que precisava de algo mais que a simples descrição que faz

  13. Douglas Moreira Costa
    25 de janeiro de 2017

    Me parece que o display se tornou um objeto animado ao final do texto pra dar uma carga de sarcasmo ao texto, para enfatizar a cena que se passou ali (que eu sinceramente n sei se entendi. Achei que fosse uma morte. Ou só o cara comprando picolé msm), e se foi isso mesmo, eu gostei, é uma forma de dar mais ênfase aos elementos apresentados, eu costumo usar bastante.
    Quanto ao resto do conto, é bem fluido; Achei bem escrito e, até aquela ultima parte, não causa confusão. É um conto bom.

  14. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    Gostei bastante do modo como a narrativa se apresenta, o texto flui naturalmente e até criei empatia pelo personagem. Mas… Quando li pela primeira vez, entendi que o display tinha ganhado vida (oi?) e pedido os picolés. Nossa, viajei. Hahaha Então li alguns comentários e voltei ao texto. Ah, verdade, o lance dos segundos voltarem… parece que o personagem faz o tempo voltar de alguma forma, mas só pra comprar os picolés? Por que não comprou antes?

    A mudança de primeira para terceira pessoa creio que tenha sido apenas um erro de digitação (olha – olho), por isso eu havia pensando que era o display comprando picolé. Achei uma história criativa e divertida de se ler, e sua narrativa me seduziu.

  15. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Com certeza, não se trata de um autor paulista, ou o título deveria ser “Farol” rsrsrs. A propósito, a imagem do display se confundiu com a noção de semáforo, que é o sinal de trânsito, e trouxe uma certa dissonância cognitiva a esse burro leitor aqui… Mas eu gostei da narrativa, e principalmente da inversão da expectativa ao final da história. Parabéns!

  16. Wender Lemes
    24 de janeiro de 2017

    Ola! A questão das perspectivas me deixou encucado nesse conto. Aparentemente, a partir do momento em que o protagonista desce do carro, acontece alguma coisa (não tenho certeza sobre essa teoria da viagem no tempo… não tenho certeza se saem todos vivos da situação, para ser sincero) e o foco muda do narrador personagem para um narrador em terceira pessoa, conforme comentaram, como uma mudança de câmeras em filmes. Creio que caberia algum tipo de separação ali, se foi esse o caso – não deixaria de ser um pouco confuso, mas organizaria melhor.
    Parabéns e boa sorte.

  17. Victória
    24 de janeiro de 2017

    Poxa, parece ser super interessante! Infelizmente, me junto ao pessoal que não entendeu de primeira – se for a ideia de viagem no tempo, muito legal… Pena que ficou confuso, né?

  18. Simoni Dário
    24 de janeiro de 2017

    Só faz sentido se for viagem no tempo mesmo. É interessante, palavras bem colocadas, autor criativo, mas ficou uma história meio insana, só para ter 99 palavras, sem grandes conteúdos. Não é ruim, é só o conto pelo conto.
    Bom desafio!

  19. Srgio Ferrari
    24 de janeiro de 2017

    E se não tivesse a foto, todos saberiam o que é display? Confusão a vista. Uma utilização arriscada, posto que não é denominação cotidiana de ninguém, creio. Então, começa mal por aí. Abrçs.

  20. Fil Felix
    24 de janeiro de 2017

    Pela ideia de atraso no relógio, há uma *pequena* sugestão que possa ser viagem no tempo. Mas até aí, em Arquivo X quando os relógios atrasam alguns minutos é sinal de abdução. Isso acabou ficando um pouco sem resposta. Gostei muito da ambientação do conto, de como usou o relógio da rua pra falar do calor. Achei muito boa! O desenrolar na verdade deu uma enrolada no final. Imaginei que ele simplesmente estacionou o carro e voltou pra comprar o sorvete, mas surgiram tantas teorias da conspiração que me perdi. O conto é em primeira pessoa e nesse momento me confundi um pouco: “O display, pasmo com a cena que se segue, atrasa-se alguns segundos. Olha para um lado, para o outro – ufa!!! Ninguém percebeu.”. Quem olha para um lado e para o outro? Parece que foi o display. Se for o narrador, a mudança para terceira pessoa foi um erro ou proposital? Pra passar a imagem de alguém de fora?

  21. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    A narrativa comete alguns pecados que comprometem a sua legibilidade. Por exemplo, apesar de em todo o seu percurso ele não apresentar discurso que o insira no insólito, próximo ao desfecho, estranhamente, temos a informação de que o display, um objeto inanimado, olha para os dois lados da rua ou da calçada.

    Como todo o texto vem escrito em primeira pessoa, e nesse ponto passa para terceira. é possível que “olha para um lado, para o outro […]” seja falha de revisão. No caso, um escorreu altamente prejudicial à compreensão textual.

  22. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    Celsius, aqui também faz um calor daqueles!

    Até ele contornar o quarteirão ficou bem claro, depois a personificação do semáforo espantado com o retrocesso dos segundos, me fez entender, assim como os demais, uma breve voltinha no tempo, não por apenas um picolé, mas para evitar o risco na lataria (ainda mais se for um DeLorean), afinal, para que resolver tudo no tapa, né? É só voltar no tampo rs

    Ou tava muito calor mesmo, e ele só imaginou voltar no tempo, se refrescar e evitar o arranhão.

  23. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    Um MERGULHO no mar talvez te ajudasse a recuperar a sanidade. A premissa do jogo com o tempo foi interessante, mas a execução deixou a desejar e IMPACTAR. uma atenção maior ao último parágrafo teria salvo vidas.

  24. Marco Aurélio Saraiva
    24 de janeiro de 2017

    Ele consegue viajar no tempo!!

    Ao menos foi o que me pareceu. Ele estaciona e volta no tempo, arrependido (na verdade, mais irritado por ter sua lataria arranhada) e pede os picolés. Ou isso, ou o conto expressa a vontade que o protagonista tinha de poder fazer isso.

    O conto fecha com uma linha um tanto inútil, com reticências e exclamação-interrogação que não entendi o significado, a não ser o fato de expressar bem o meu semblante quando terminei de ler o conto, rs.

    O cotidiano (especialmente do Rio de Janeiro em dias recentes) é muito bem explorado aqui, desde o termômetro que não funciona até o desgraçado do motorista de trás que buzina pra avisar que o sinal abriu.

    Gostei da sua escrita. Ela flui bem e expressa bem a agonia do calor insuportável, especialmente quando você está dentro de uma lata sem ar-condicionado.

  25. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Vi os comentários, pra mim funcionou se a ideia for viagem no tempo mesmo.
    O cara desce do carro porque ia descer mesmo, chegou ao seu destino e , então volta.

    Eu até gostei, mas tenho problemas com viagem no tempo. Aqui, por exemplo, de repente ele esta de volta no carro? Fica estranho, e impossível dar sentido e explicações sobre isso com esse limite. Mas me pareceu a forma como se dá a viagem no tempo no jogo Life is Strange.

    Mas ainda apode ser a personagem, com a sanidade escorrida, imaginando o futuro quando vê o garoto vindo…

    Enfim, gostei.

    Abraços.

  26. Pedro Luna
    24 de janeiro de 2017

    Sem crueldade eu confesso que queria comentar apenas: “-…?!”, mas não farei isso.

    Bom, não posso dizer que entendi. Sei que algo aconteceu quando o cidadão contorna o quarteirão, envolvendo viagem no tempo (já que ele pede o picolé que antes havia negado), mas a ação com o Display bugou tudo e perdi o fio da meada. Não rolou.

  27. Thayná Afonso
    23 de janeiro de 2017

    O começo esta bem escrito e me agradou bastante, mas depois me senti terrivelmente perdida. De qualquer forma, gostei muito do uso das metáforas. Calor às vezes é algo agonizante, gostei de como você descreveu isso. Boa sorte!

  28. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Faço coro com o pessoal que não entendeu. Fora isso, a metáfora sobre calor que engole, nesses infernos das grandes cidades, está muito bem escrito.

  29. Gustavo Aquino Dos Reis
    23 de janeiro de 2017

    Celsius,

    sinto muito, de verdade. Sanidade está escorrendo pelos meus poros enquanto tento, inutilmente, compreender a obra que você criou.
    Ela está bem escrita, com uma boa construção de frases.
    Porém, me faltou criatividade para imaginar o que se passa na cena.
    Falhei com você.

    Boa sorte.

  30. Evandro Furtado
    23 de janeiro de 2017

    Acho que perdi alguma coisa nessa trama. Me pareceu um pouco confusa no final. Gostei no entanto das metáforas utilizadas ao longo do texto.

    Resultado – Average

  31. Fabio Baptista
    22 de janeiro de 2017

    Esse foi o conto que comentei no grupo no Facebook. Não entendi patavinas, daí nos comentários vi uma sugestão sobre viagem no tempo.

    Relendo, com essa ideia de viagem no tempo na cabeça, até que faz algum sentido, mas, de qualquer forma, sendo isso ou não, apesar da boa cena cotidiana, acredito que o(a) autor(a) tenha falhado ao transmitir a ideia com clareza.

    Abraço!

  32. Andre Luiz
    22 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,5): Se aquele final for o display comprando picolé, merece essa nota rsrsrs

    -Construção(7,0): Gostei da ideia proposta, mesclando real e surreal com uma linha tênue. Eu alteraria alguma coisa no final da história para deixar claro que o display se levantou e pediu os picolés, visto que muitos não entenderam o conto. Tá, eu posso estar fazendo julgamento errado também e não ser nada disso…

    -Apego(7,0): Um conto que brinca com o leitor, principalmente porque não se sabe o que é real e surreal.

    Boa sorte!

  33. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    Não entendi. O narrador é o cara do carro, narrando em 1ª pessoa. A cena se desenvolve muito bem até “Contorno o quarteirão, estaciono e desço.” Daí ocorre algo inusitado: “O display, pasmo com a cena que se segue, atrasa-se alguns segundos. Olha para um lado, para o outro – ufa!!! Ninguém percebeu.” Pergunta 1: Qual é a cena que se segue e faz até com q o relógio atrase? Pergunta 2: Quem está contando isso é o narrador. Se o narrador é o cara que desceu do carro, ele está vendo o display propositalmente atrasar o relógio? Pergunta 3: não fica claro quem é q pede os picolés. O narrador? O display q ganhou vida, atrasou o tempo rapidinho pra tomar 2 sorvetes? Não é tão impossível, já q o display estava até confuso pra mostrar quantos graus Celsius fazia naquele dia quente. Achei leve, divertido, clima de crônica dos nossos dias de verão. Mas o que me corta a onda é esse monte de dúvidas q ficam no fim (e parece até q o autor Tb ficou na dúvida, pois termina o texto com um “-?!”). Sugiro reescrever esse finalzinho, pra deixar um pouco mais claro seu foco narrativo e mais visível o seu desfecho. Parabéns.

  34. Bia Machado
    22 de janeiro de 2017

    haha, bom final! Na primeira leitura, que foi rápida, não compreendi. Ou fiquei esperando mais, talvez, porém é um conto do cotidiano, que reserva uma boa surpresa para finalizar o conto. Confesso que ri imaginando a cena. Terá sido essa uma cena realmente acontecida? Depois me diz se é! No geral, uma boa leitura! 😉

  35. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2017

    Um display que viu um cara, sagaz, esperto e mau humorado com o calor, fazer um gesto digno, primeiro para aplacar a sede, depois para demonstrar que nem sempre vale a pena discutir erros alheios. Gostei do final. Parabéns! Boa sorte!

  36. Fheluany Nogueira
    21 de janeiro de 2017

    Pensei que o motorista havia estacionado para brigar com o moleque, mas não, queria mesmo era refrescar-se com os picolés… Surpresa! Só não entendi o papel do display. Falha minha. De qualquer forma um bom texto, que quebrou as filosofias, as reflexões sobra morte e vida; e, de gorjeta, deu uma lição de moral. Parabéns, abraços.

    Ops! Celsius, o pseudônimo, seria referência à unidade de temperatura?

  37. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Não sei o que dizer… E nem sei se entendi… Li, reli, pelos comentários percebi as tentativas de interpretar ou explicar a intenção do autor, o que, para mim, geralmente invalida um texto… Além disso, vários elementos me pareceram improváveis: um garoto que, já devendo estar acostumado a recusas, ainda assim decide riscar um carro com um sinal ainda fechado… Um motorista que, além de não se aborrecer, ainda se dá ao trabalho de dar a volta ao quarteirão, consegue achar uma vaga(!), estaciona, e tudo isso por conta de um picolé de limão… Um relógio, se é que foi o relógio, que, até então um mero objeto, cria vida e interfere no andamento do tempo… Sei não…

  38. Givago Domingues Thimoti
    20 de janeiro de 2017

    Esse é um conto meio confuso, mas, pelo que eu entendi, houve uma volta no tempo. Daí, para evitar um risco no carro, o motorista compra dois picolés.
    Não gostei muito pois acheis as ideias bagunçadas.
    Boa sorte!

    • Givago Domingues Thimoti
      20 de janeiro de 2017

      *Achei
      *, pois

  39. Leandro B.
    20 de janeiro de 2017

    Oi, Celsius.

    Estou quebrando a cabeça aqui.

    Não acho que houve retorno no tempo, afinal, o relógio se atrasou, não retrocedeu. Tão pouco o display criou vida para comprar o sorvete. Acontece que a cena foi tão surpreendente/sem sentido (retornar ao local para comprar dois picolés depois do carro ter sido riscado) que até o relógio perdeu seu tempo para avaliar o caso.

    É uma história interessante, mas acho que falta uma ou duas frases para que ela não seja tão nonsense, porque da forma que está é um pouco incompreensível a decisão do personagem. Provavelmente estava calor pra caralho e o cara foi lá.

    Acho que faltou uma ponte entre o motivo para não ter aceito o sorvete no carro e decidir comprar depois. (não querendo me meter no texto =x)

    Ou pode ser limitação de compreensão minha mesmo. Não seria a primeira vez hehe

    enfim, um bom conto de, acho, realismo fantástico, mas que, acredito, ficou devendo um pouco na coerência.

  40. Sidney Muniz
    20 de janeiro de 2017

    S em sombra de dúvidas um conto que deixe sérias dúvidas. Que louco isso!

    Eu sinceramente li umas cinco vezes, depois voltei lendo de trás para frente para ver se tinha uma pegadinha. Estou brincando. Só li as cinco vezes, sem voltar.

    M as falando em relação a imagem, é uma boa imagem, o título é bom, mas não é algo que mereça meus aplausos, e o enredo em si é o que se sobressai devido a esse enigma que pode ou não estar na cara de todos nós.

    A cho que é uma critica ao ato de vandalismo. O display ao ver a cena volta segundos antes dando a oportunidade ao motorista de aceitar os picolés. isso faz com que o fato não ocorra.

    F oi isso que captei e acho até que a mensagem nesse caso é muito interessante, afinal quantas vezes esses segundos que estamos absortos em pensamentos fúteis e ignoramos algo que está ao nosso lado nos levam a consequências e danos irreparáveis ou não.

    O lha, gostei bastante, e achei muito válida e criativa a ideia.

    R ealmente muito bem bolado. Meus parabéns!

    O bservarei os outros comentários para ver o que o pessoal achou! Boa sorte no desafio!

  41. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Um conto insólito muito interessante. Esse final, levanta muitos questionamentos sobre o desenvolvimento da narrativa. Através do que é descrito, dá a entender que a atitude de comprar os sorvetes é do display, assim como a indignação perante a cena do homem ignorando o menino e do menino riscando a lataria do carro. Mas então, qual seria a representação por trás desse display?

    A probabilidade de viagem no tempo por parte do homem, como acho que alguém falou nos comentários, é nula na minha opinião. Enfim, eu gostei e não gostei. Senti uma sensação muito ruim ao terminar e ficar sem entender, mesmo querendo sacar qual foi a sua.

    De qualquer forma, parabéns!

  42. waldo Gomes
    19 de janeiro de 2017

    Belo conto sobre o cotidiano e reações inesperadas.

    Bem escrito, narrativa leve e fluida.

  43. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Olá,

    Olha, novamente eu gostei de um conto sem entender qual é a dele. A narrativa do cotidiano muito bem ambientada dentro dos limites deixa tudo mais aconchegante e difícil de se desvencilhar… não saquei a viagem do tempo, poderia ter sido melhor elaborada. Mas não vou tirar os méritos da história. Gostei.

    Boa sorte no desafio.

  44. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    Pois é. No começo lembrei do conto dos skatistas, porque o comportamento dos policiais foi inusitado, sem truculência, assim como o do cara que teve o carro riscado, mas daí eu vi que comprar os picolés foi uma volta no tempo, não como forma de pedir desculpas, mas para evitar os riscos no carro. Ah se a vida fosse assim mesmo. A gente poder voltar atrás e consertar tudo. Achei que não precisava do display oara contar a história, mas no fim ficou bem sacada. Parabéns.

    • Iolandinha Pinheiro
      19 de janeiro de 2017

      Por outro lado, o display vendo a cena do homem voltando atrás e comprando os picolés, pode ter voltado alguns segundos sem que ninguém percebesse para tirar os riscos do carro. Aí ele teria uma função importante.

  45. Priscila Pereira
    19 de janeiro de 2017

    Oi Autor, me desculpe, mas não entendi nada, imaginei que fosse uma pequena viagem no tempo, mas mesmo assim não fez muito sentido… se puder explicar, ficaria grata. Boa sorte!!

  46. Miquéias Dell'Orti
    19 de janeiro de 2017

    E aê Celsius,

    Cara… Eu, particularmente, adoro esse tipo de história, envolta num realismo cotidiano e contemporâneo, para fechar com um surrealismo maluco.

    Gostei do desfecho pois deixa a imaginação do leitor criar diversas teorias tão malucas quanto a situação descrita. O que aconteceu? Agressão e morte? Se foi, quem morreu? O cara? O guri?
    Achei genial, parabéns.

  47. mariasantino1
    19 de janeiro de 2017

    Confesso, tive que pedir ajuda dos universitários para entender (acho que foi o Victor que comentou lá no grupo e elucidou tudo aqui).
    Então, autor (a), fiquei a ver navios imaginando: o cara saiu do carro e vai meter a mão na cara do moleque, mas aí com o spoiler dos colegas, eu percebi que ele voltou no tempo e evitou que o carro fosse riscado (e ainda deixou o moleque feliz).
    Achei muito boa a ideia, mas se não pude captar sozinha temos um impasse: ou eu não sou a leitora ideal para esse texto, ou você não conseguiu ser claro.

    Boa sorte no desafio.

  48. Anderson Henrique
    18 de janeiro de 2017

    Não gostei. Ninguém percebeu. Gostei. Tá calor no RJ. Dá um picolé! Só um! Por que dois? Depois volto no tempo e talvez mude de ideia. Vamos ver. Bem ousado.

  49. Vitor De Lerbo
    18 de janeiro de 2017

    Há ambiguidade no final, o que pode ter sido proposital por parte do autor.
    Qualquer que seja o fim, com o motorista voltando no tempo ou o display ganhando vida, o que é certo é que o conto, que vem seguindo uma tendência cotidiana e realista, transforma-se em surreal ao extremo. E essa quebra surpreendente me agrada.
    Boa sorte!

  50. Anorkinda Neide
    18 de janeiro de 2017

    Ora! quem comprou os picolés afinal? o homem ou o display?
    rsrs viagem no tempo? foi o q pensei a princípio, mas nao faria sentido pois o cara estava agora a pé e segundos antes estava no carro.
    Entao reli depois de ler todos os comentarios e saquei!! haiuha eu e minha veia xerox holmes de butequim 😛
    Sim, ele desce do carro, e compra os picolés do guri, nao ficou chateado pelo riscamento do carro, ao contrario, naquele momento ele se deu conta da grosseria q ele cometeu com o garoto e a reação deste foi aceita como represalia por sua má conduta.
    o display (tornando -se um personagem, isto é muito legal) percebe e surpreende-se com a cena, este momento de susto faz com q ele atrase alguns segundos. q bom, ninguem percebeu.
    ^^
    to feliz com minha eureka!! haiuhua
    parabens pelo conto, autor..deveria ser mais claro? acho q sim, mas dae eu perderia meu momento epifânico no semáforo da paulista …
    abraço

  51. Gustavo Castro Araujo
    17 de janeiro de 2017

    Pelo que entendi, trata-se de uma pequena viagem no tempo, o protagonista retrocedendo com a cumplicidade do termômetro/relógio para comprar dois picolés e assim impedir que o garoto risque seu carro. Bem leve a trama, fluida e divertida, sem maiores pretensões.

  52. Brian Oliveira Lancaster
    17 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Caramba. Devo ter viajado muito, mas tem uma viagem do tempo embutida em seu texto, não tem? Está presente apenas nas nuances. Primeiro achava que o protagonista estava com vergonha de aceitar picolé de “gente pobre”. Depois li novamente e vi a ênfase no atraso do relógio. Não era vergonha. Era a viagem, certo? No entanto, se for realmente isso, ficou muito, muito subjetivo. Até demais. Exige esforço do leitor e olha que sou fã do gênero. – 8,0
    O: Pois é. Aqui complica. É original nas nuances, mas a história em si parece simples demais. Calor, transito, picolé, buzina, ritmo. Espero estar certo com minha teoria acima. Isso aumenta os pontos, mas ainda fica muito “escondida” a experiência. – 8,0
    D: Os diálogos e a escrita em geral convencem. São simples, mas eficientes. Talvez econômicas demais nas explicações. – 8,0
    Fator “Oh my”: esse texto é bastante intrigante. Irei voltar novamente para ver se capto mais alguma coisa sutil.

  53. Juliano Gadêlha
    17 de janeiro de 2017

    Gostei bastante da ideia. A linguagem faz o texto fluir bem, muito bem executado. O humor me agradou. Ficou um pouco confuso no final, mas no geral é um bom texto. Parabéns!

  54. Thata Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Um conto muito legal e criativo, só que duas frases deixam a mensagem final confusa e por mais que eu leia outra vez, as duas ainda causam confusão.

    O rapaz contorna o quarteirão, ou seja: volta para o mesmo local. Dá a impressão que ele comprou o picolé.

    Mas a frase “Olha para um lado e para o outro”, refere-se ao display, pois o conto é narrado em primeira pessoa, se fosse o rapaz seria “olho para um lado e para o outro”.

    Gostei da ideia que passa quando se trata do carro, pois leva a muitas conclusões, como o calor extremo e até uma crítica social.

    Boa sorte!

  55. Laís Helena Serra Ramalho
    17 de janeiro de 2017

    No começo o texto se mostra imersivo: dá para sentir o calor (ou talvez esteja calor aqui na minha casa mesmo, kkk) e o tédio, dá para visualizar o trânsito. Mas não entendi o final. O que quis dizer com “Olha para um lado, para o outro – ufa!!! Ninguém percebeu.”? O conto até então não era em primeira pessoa? E por que a preocupação com alguém ter percebido o que quer que seja? O vendedor de picolés é o mesmo do semáforo e ficou surpreso pelo protagonista ter mudado de ideia? Enfim, realmente não entendi.

  56. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Pra mim as palavras não pareceram bem conectadas para que o texto fluísse, mas peguei a ideia. Gostei da história.

  57. Luis Guilherme
    16 de janeiro de 2017

    Boa noite, amigo!

    Olha, por mais que eu goste de histórias meio malucas, não consegui entender de forma alguma a sua, até ler os comentários.. hahaha

    Gosto de histórias que me deixam na dúvida sobre o que aconteceu, mas isso quando elas ao menos me deixam com opções e entendendo a lógica para o desfecho inconclusivo. Mas isso não aconteceu aqui.

    Infelizmente fiquei do início ao fim sem entender o mínimo que me permitisse criar uma teoria.

    De qualquer forma, parabéns pela ousadia e boa sorte.

  58. Davenir Viganon
    16 de janeiro de 2017

    O inusitado foi não descambar para a violência. É o que eu esperaria na vida real. A construção das frases é boa e exige mais de uma leitura [acho que todos os contos merecem mais de uma leitura, já que estamos avaliando.] As sensações funcionaram e convenceram, o calor e a sensação de torpor combinou bem com a ignorância do motorista e, justamente por isso, o final surpreendeu. Gostei bastante.

  59. Rubem Cabral
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Celsius.

    Gostei do conto, mas o final ficou dúbio. Não percebi se o display atrasou alguns segundos e o narrador comprou os picolés ou se estava tão quente que o aparelho criou vida e comprou as guloseimas refrescantes.

    Está bem escrito, não notei erros.

    Nota: 7.5

  60. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá….

    Texto sobre o cotidiano num dia quente e uma reação tranquila a algo ruim.

    Depois de se entender, o conto fica bem legal, só acho que uma revisão nas frases e construções facilitariam o entendimento, no mais é jóia.

    Boa sorte.

  61. angst447
    15 de janeiro de 2017

    O calor realmente derrete os neurônios da gente. Vai saber se o protagonista viveu isso ou se imaginou a cena durante os segundos da mudança do semáforo. Uma volta ligeira ao passado, coisa de menos de um minuto, o suficiente para se mudar um episódio da vida.
    O espanto do vendedor dos picolés me deixou em dúvida – se fosse uma volta ao passado, ele não estranharia o pedido do homem. Vender dois picolés é melhor do que vender um, né?
    Enfim, bom conto, sem erros, bem redondinho, final aberto a interpretações. Bom jogo de imagens e palavras.
    Boa sorte!

  62. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Celsius!
    O que posso dizer além de parabéns?
    Então, minha dificuldade ficou no final, sanada com várias releituras, até entender que o tempo retrocedeu para que tudo fluísse de forma equilibrada.
    Amei a foto, porque amo a Paulista. Tenho bons momentos aí.
    Independente disso, teu conto é bom, sim. Tem elementos quotidianos, mas nossa vida é o que além de normalidade? O elemento que quebra a monotonia do tudo igual é o Display.
    Adorei! Parabéns!

  63. Glória W. de Oliveira Souza
    15 de janeiro de 2017

    O que não faz um sorvete. Um, não. Dois. Há uma mancomunação entre sorveterias e calor. Só pode ser!. Principalmente quando você sonha com um delicioso picolé e o trânsito derrete seus pensamentos. Derrete suas paciências. Derrete suas resistências físicas. Derrete tudo. Até mesmo suas fantasias por um picolé, porque, nestes momentos, não há uma sorveteria por perto. E perto, só assombros de vendedores ambulantes, riscadores de carros, vidros fechados. Delírio de paulistano sob 33.º numa Avenida Paulista engarrafada. Sorve-se até palito de sorvete sem sorvete. Texto flui com capricho. Há dramaticidade. Há início, meio e fim na trama. Final desejoso, mas improvável. Esperava alguém sair do carro atirando para todos os lados.

  64. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Bem elaborado.

  65. Thiago de Melo
    15 de janeiro de 2017

    Amigo(a), Celsius,

    Parabéns pelo seu texto. Realmente excelente!

    Dei uma olhada nos comentários e não vi ninguém com a mesma interpretação que eu tive do seu conto.

    Na minha opinião, o Display “viu” o que aconteceu entre o motorista e o menino vendendo picolé e resolveu “voltar o tempo um pouco” (tipo o super-homem fez naquele filme dos anos 80) para que a cena se passasse de forma diferente. E funcionou!

    Para mim foi uma excelente sacada! Meus parabéns de novo!

    Um abraço!

    • Thiago de Melo
      15 de janeiro de 2017

      “O display, pasmo com a cena que se segue, atrasa-se alguns segundos. Olha para um lado, para o outro – ufa!!! Ninguém percebeu.”

      O display voltou o tempo alguns segundos e a cena se desenrolou de forma diferente do que o leitor poderia esperar. Adoro viagem no tempo! Parabéns!

      Não se esqueça dos meus livros de brinde!

      Abraço!

  66. Matheus Pacheco
    14 de janeiro de 2017

    Eu achei muito legal, sobre o homem não suportar o calor, e depois de “destratar” o garoto vendendo o picolé ele voltar para se “redimir” mesmo tendo sido lesado muito mais que a criança.
    Um abraço amigo.

  67. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Microconto de primeira, final abertinho, abertinho! Por que o espanto do vendedor de picolés? Por que pedir dois, se era apenas um motorista? São as dúvidas que devem ser sanadas antes de mais nada. Bom texto, bem trabalhado, bem escrito.

  68. Antonio Stegues Batista
    14 de janeiro de 2017

    Num dia quente de verão até display precisa de um refresco! A historia não impressiona, nem a atitude do menino, tampouco a do rapaz. Num dia quente de verão tudo pode acontecer, até relógios derretem, é só você olhar dali…

  69. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Gostei! Muito bem humorado, com o Display criando vida e comprando um picolé, tamanho o calor que estava. Parabéns!

  70. Vanessa Oliveira
    14 de janeiro de 2017

    Bem, o display pode demonstrar a impaciência das pessoas no dia a dia, e como temos o tempo corrido. Talvez ele resolveu parar o carro e sair da rotina, fazer algo diferente, surpreendente até para ele mesmo. Agora, que contraste, não? Tão impaciente e, ao mesmo tempo, comprou o picolé do menino que riscou o carro dele. Bem legal, haha. Boa sorte!

  71. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    14 de janeiro de 2017

    Ótimo! Senso de humor presente… Bem escrito, fluído. Uma crônica em micro conto!

  72. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Um pouco estranho. Tive que reler para conseguir entender. Até procurei no google pra saber o que era display de calçada, que não existe. Mas entendi que seja o mesmo que da foto, algo que mostra a hora e a temperatura.
    “ora explicita minha urgência”, aqui, entendi que fazia referência ao tempo, as horas.
    Dpois entendi que ele, após ter o carro riscado, estacionou em outra quadra, voltou ao lugar do incidente, e comprou 2 sorvetes do menino, o mesmo que riscou o carro, que ficou sem entender.
    Teria aí alguma moral da história ?

  73. José Leonardo
    14 de janeiro de 2017

    Olá, Celsius.

    Um final de certa forma surpreendente, já que temos visto tantas atitudes de ódio ultimamente. Até o display virou personagem. Se posso sugerir (embora seja tarde para isso), um efeito semelhante pode ser conseguido se você deslocar o antepenúltimo parágrafo para o final — o display, pasmo com tudo aquilo e, depois, voltando ao normal.

    Boa sorte neste desafio.

  74. Luiz Eduardo
    14 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, sempre admiro quem sabe contar uma boa história a partrir de simples fatos do cotidiano. Achei o final um pouco truncado, mas a trama como um todo me agradou bastante.

  75. Sandra A. Datti
    14 de janeiro de 2017

    Lembrou Veríssimo, em Comédias da Vida Privada.
    Contito despretensioso, de linguagem simples, direta, mas que não se entregou em primeira leitura. A ideia foi bacana, o personagem foge do senso-comum, sai do habitual e se refresca nas mãos daquele que acabara de riscar seu carro (aiaiaiai…, gostei disso).
    Ótimo micro.

  76. Guilherme
    14 de janeiro de 2017

    Achei o conto bastante promissor a princípio, mas acabei me confundindo com o final e acho não entendi nada, mas pode ser comigo. Você escreve muito bem, e o personagem me pareceu bem crível. Boa sorte!

  77. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    O texto tem uma bela frase: sanidade escorre pelos poros.

    Depois vira uma loucura. Subentende-se com esforço que o sujeito voltou e comprou picolés do garoto que os oferecera antes.

    Texto truncado, embora seja divertido pela situação comum.

  78. Leonardo Jardim
    13 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): não entendi os últimos parágrafos. Quem pede o picolé no fim? O display?

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, sem entraves. Demorei a entender o que significava “display” (a imagem ajudou). Depois de entender que era um daqueles relógios que mostram temperatura, boiei no fim.

    💡 Criatividade (⭐▫): uma cena cotidiana.

    ✂ Concisão (⭐▫): senti falta de mais algumas informações para o conto fazer sentido e nem todas as palavras usadas eram necessárias.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não entendi o fim e terminei frustrado com isso.

  79. andré souto
    13 de janeiro de 2017

    Boa trama,com um desfecho um tanto confuso,para mim.

  80. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Eu gostei do conto. Ele é leve e traz uma mensagem positiva, apesar de eu não acreditar nela. Num calor do cão, você tem o carro riscado e não tem nenhuma vontade de massacrar o infeliz que fez o risco na lataria. Antes, compra picolé do sujeito. Então… acho que ele é um daqueles contos que você lê e sorri no final porque surpreendeu, apesar da simplicidade.

  81. Fernando Cyrino
    13 de janeiro de 2017

    Achei legal a história até o meio dela. O calor que vai fazendo com que a sanidade se perca e aí há a interação com o display. Já o fechamento da história me pareceu que necessita de um pouco mais de trabalho. abraços e sucesso.

  82. Tiago Volpato
    13 de janeiro de 2017

    Tava gostando até o final, confesso que pra mim ficou confuso. O display não serve pra muita coisa na história, devia ter explorado outros elementos.
    Abraços.

  83. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    O final ficou pouco claro pra mim, confesso que tenho dificuldade de entender o papel do display na história.

  84. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    Eu tive que fazer um esforço para pensar que o cara fez a volta no quarteirão para estacionar e, mesmo assim, voltou, naquele sol desalmado, para comprar picolé do moleque.

    Olha, eu gostei tanto da brincadeira com o display – o display vira um personagem a certa altura – que acho que queria alguma coisa a mais com ele também no final.

    Tá super bem escrito, mostra domínio da língua, mas achei que não valorizou o final do texto o cara ter voltado para comprar o picolé. Mas isso é opinião minha, que não tenho nada que interferir no teu desfecho.

  85. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    O final surpreende. O penúltimo parágrafo trava a leitura. Por que citar com tanta insistência o display de calçada? Microcontos devem se ater ao essencial. Fora isso, gostei. Boa sorte!

  86. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Se a ideia foi surpreender no final, conseguiu. Achei que o rapaz iria dar um esporro no moleque, mas não, comprou dois picolés de limão. Até o jovem se assustou com a atitude inesperada. Ele combateu o mal com amor. Claro que estamos falando de um carro riscado, daí ainda tem cura. Se fosse um homicida, estuprador, etc, daí tinha mesmo que descer o coro. rsrs. Parabéns pelo microconto e pela mensagem.

    • Edson Carvalho dos Santos Filho
      14 de janeiro de 2017

      Pelo que entendi, não foi o rapaz que voltou. Foi o Display que criou vida e comprou os picolés.

      • Virgílio Gabriel
        15 de janeiro de 2017

        Mas o rapaz contornou o quarteirão, parou o carro e desceu. Se fosse o display, porque o autor diria isso? Estranho… Mas dá para os dois entendimentos.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .