EntreContos

Detox Literário.

Crias Áridas (Wender Lemes)

crias

– Então… vocês são filhos do deserto? – o soldado de olhos azuis nos perguntou, logo antes de sua gargalhada contaminar seus companheiros no armazém. Mantínhamos a expressão séria, mas isso só parecia catalisar a troça. No fim das contas, éramos dois moleques sujos, filhos da mesma mãe, mas de pais há muito fugidos. Sonhávamos ser filhos do deserto porque seria melhor ter areia correndo nas veias a aceitar a verdade.

– Senhor Rashid, pode nos vender meio quilo de sal? – perguntou Nahbur.

O homem nos mirou com seu olhar de hiena por trás do balcão.

– Diga à sua mãe que ainda me deve o mês passado. Se quiserem continuar comprando, terão que pagar.

– Por que não pedem ao seu pai? Quem sabe não lhes cospe algum ouro?  – zombou outro soldado.

Nahbur puxou-me pelo pescoço, passaríamos mais alguns dias sem sal.

– Ei! Miúdo! Eu te pago um quilo de sal… não se apresse, venha cá – gritou o dos olhos azuis, remexendo sua carteira, mas meu irmão não fazia menção de voltar -, só precisa me explicar como funciona o pau de areia que enfiaram em sua mamãe.

Não me lembro exatamente do momento em que Nahbur saiu do meu lado. Quando percebi, meu irmão já havia derrubado o estrangeiro de sua cadeira e tentava estrangulá-lo a qualquer custo. Apesar de tudo, éramos crianças, ele foi arrancado a socos e chutes do pescoço daquele homem, o senhor Rashid nos enxotou pessoalmente.

Durante meus breves seis anos de vida, nunca havia visto Nahbur chorar. Tampouco foi daquela vez, para minha surpresa. Sangue escorria pelo canto de sua boca, a testa inchada, mas ele sorria, e aquele sorriso ensanguentado é a última boa lembrança que tenho de meu irmão. No instante seguinte, um flash transformou a realidade em branca inconsciência, mas só por um segundo. A partir dali, escuridão.

Às vezes, penso no que ocorreu logo após a explosão. Lembro-me vagamente da cama fria, dos sussurros apáticos, do grito infeccionado – alojado no peito. Lembro-me das agulhas, do sangue fluindo para fora do corpo, da sensação de estar sendo envenenado quando ele retornava. Lembro-me de tentar asfixiar cada pensamento curvo – e falhar suinamente.

Quando, finalmente, consegui escapar daquele pesadelo, estava muito longe de casa. Com talvez oito anos completos, quis morrer logo, mas também essa opção me foi tomada.

Perdoem-me os corações depilados, pois minha história realmente não é nenhum ápice de regozijo. Se posso destacar, contudo, uma onda de colírio nesse mar de pimenta, seria justamente ter conhecido Ahmed. Faltaram-me visão, sorte e felicidade, mas não um bom amigo.

Ahmed era uma criança de rua, dois anos mais nova que eu, quando me encontrou. Compartilhamos restos, porque eram o que tínhamos para compartilhar. Nasceu dali certa cumplicidade fraternal. Nahbur nunca seria substituído em minha memória, mas criei em Ahmed uma extensão de mim.

A dada altura, começamos a trabalhar, os anos passaram mais rápido então. Quando percebi, estávamos em um carro alugado atravessando o trecho final de deserto rumo à minha província natal e, apesar do trilho de morte que meu monstro deixava, Ahmed nunca se afastou. Isso só aumentou meu pesar por perdê-lo de forma tão abrupta.

***

Acordei no meio da noite tomado por uma vontade extrema de urinar. Naqueles momentos, passava-se uma ligeira eternidade entre a noção da necessidade e o calçar dos sapatos. De qualquer forma, calcei os malditos sapatos, e o familiar incômodo da areia raspando nos vãos dos dedos me trouxe à consciência satisfação e medo: “Al Anbar” – minha província de origem estava próxima.

Chegamos ao hotel por volta das duas da tarde. Ahmed se recolheu e resolvi descansar também, o próximo trajeto seria o último. Era bom sentir o calor do deserto novamente – o abraço saudoso de nosso velho pai. Fui tirado de um cochilo confortável por batidas insistentes na porta.

– Bastik Moinar? – chamava a voz feminina do outro lado.

– Quem pergunta?

– Meu nome é Israela, sou uma velha amiga de seu irmão. Podemos conversar?

– Eu não tenho irmão. Sinto muito por ter perdido seu tempo.

– Mas Bastik! Nahbur me mandou aqui pessoalmente!

Ao abrir a porta, um perfume quase asfixiante invadiu minhas narinas. Eu não sabia quem era aquela mulher, mas me parecia falsa desde o cheiro.

– Então você é uma velha amiga de Nahbur?

– Isso mesmo. Ele me pediu para vir aqui recepcioná-lo.

– Se ele morreu há quinze anos, como poderia?

– Ora, ele não morreu e o você sabe disso. É por isso que voltou, não é?

– Veja bem: eu não sei o que lhe traz aqui, nem o que quer dizer com essa história. Não me importo, para ser sincero. Agora, se vai continuar com suas mentiras, devo pedir que me deixe em paz.

– Você tem razão, eu menti.

– Claro que sim.

– Eu não sou uma velha amiga, mas seu irmão realmente não faleceu no incidente de Al Anbar.

– Vocês chamam de “incidente” agora?

– Sim, eu…

– Um terço da província morreu naquele dia, sem contar os que simplesmente desapareceram. Até onde sei, sou agraciado por ter perdido apenas minha visão, porque o restante de minha família ficou no terço errado dos números. Então, você vem me dizer que aquilo foi um “incidente”?!

– Bastik, por favor, se acalme.

– Me acalmar?!

– Seu irmão está vivo e seguro conosco. Só queremos ajudar.

– Saia do meu quarto.

– Você vai se arrepender se não vier agora.

– SAIA!

– Bas-t-t-ik…

***

– Tivemos que adiantar a saída. – disse Ahmed ao me perceber reavendo a lucidez.

As palavras da mulher ainda rodopiavam por minha mente. Quinze anos buscando respostas, seria possível ele estar vivo? Acho que toda minha história, desde o dia da explosão, convergia naquela única dúvida. Finalmente encontrara alguém que poderia ter algumas respostas, mas minha maldição tinha que tomar o controle no momento crucial…

– Ela está morta?

Ahmed tinha respiração pesada.

– A mulher do hotel – reafirmei.

– Sim. Quando entrei no quarto, você estava desacordado e ela…

– Ela?

– Tinha o pescoço partido e nenhum pulso.

O despertar do monstro era como um desmaio inverso. Por um instante, eu era desvencilhado da escuridão e via o mundo vermelho – não deixava de ser um instante de mundo.

Seguimos o percurso que deveríamos seguir para chegar aonde queríamos chegar – e chegamos.

– O que você vê, Ahmed?

– Um punhado de ruínas. Acho que ninguém mais vive aqui. Terá que forçar a memória, a paisagem não ajuda muito… muito… ei! Você?!

– Como?

– Mas, mas vo..

– Ahmed? – o vento fustigava de vários lados, como uma britadeira de mau gosto – Ahmed?!

O silêncio me fez euforia por alguns momentos. Tentei tatear o nada, mas nada foi o que recebi em troca. Andei em círculos a procurá-lo, até tropeçar em meu amigo amorfo e cair sobre a poça morna que lhe escapava do pescoço.

–  Eu disse que se arrependeria, Bastik.

– Israela? Você está viva?!

– Quase isso. Agora, se não tem mais chouriços a encher, um familiar te espera.

O monstro em mim salivava pelo último suspiro daquela desgraçada, mas eu não podia desperdiçar a mesma chance duas vezes. Deixei-me levar – e me arrependi prontamente.

***

– Ora, ora, se não é o filho do deserto!

Aquela voz era, facilmente, a última que eu esperava ter que ouvir novamente. Depois de tanto tempo, um fantasma de olhos azuis voltava para meu tormento. Dessa vez, uma jaula de aço nos separava.

– Filho do deserto, Bastik Moinar, Projeto 52… você tem muitos nomes, miúdo.

– O que querem de mim? Por que estão me perseguindo?

– O que queremos? Bastik, você carrega um milagre bioquímico em suas veias e escolhe suprimir todo esse poder por nada.

– Milagre? Vocês me transformaram em um monstro! Nem mesmo sei quantos cadáveres já fiz.

– É aí que você se engana, miúdo. Apenas despertamos um gene recessivo, o monstro já estava em você desde o início. Pode continuar lutando contra ele, ou…

Por mais estranho que pareça, aquele maldito estava certo sobre algo: o monstro estava lá, meu sangue fervia apenas de escutá-lo. Pela primeira vez, eu entendia seu desejo. Os contornos da prisão surgiram aos poucos – vermelhos. Eu podia ver, podia sentir – vermelho – a sede de sangue da criatura a pulsar – vermelha -, mas ela não tomou o controle. Pela primeira vez, sua sede era também minha sede – vermelha.

– Não é tão difícil, é?!

– Deixe-me sair.

– Uma descarga de cortisol e seu organismo muda totalmente, metamorfose instantânea. Percebe o quão bonito isso é? Mas por que parar por aqui? Israela! Traga o Projeto 35! Veremos até onde o caçula consegue aguentar.

Por quinze anos eu procurei respostas e, de repente, elas estavam todas ali, bem na minha frente: a tragédia de Al Anbar nunca foi um incidente – foi um experimento, a fachada de um campo de testes.

– Você o reconhece, certo? – ele parecia se divertir com a situação.

Diante de mim, uma criatura tão horrenda que me fazia odiar o fato de poder enxergar novamente. Um ser ao avesso, com carne e nervos expostos e ossos em forma de escamas a brotar por todos os lados. E o que mais me doía: no fundo daquele olhar inerte, eu sabia que estava Nahbur.

– O que vocês fizeram com meu irmão?!

– Bom, ele não reagiu tão bem quanto você à transmutação. Quem pode culpá-lo? Israela, traga-me o Taser.

O grito de Nahbur ao ser eletrocutado fez meu crânio vibrar, as barras de metal se afinavam em minhas mãos.

– Vamos, miúdo. Mostre-me do que é capaz.

– Pare com isso!!!!!!!!! – mas nenhum protesto meu adiantava.

O sofrimento de Nahbur saía aos solavancos – rouco e incompreensível, como sua própria imagem. Foi o fim de qualquer humanidade que tentei preservar. O que, momentos antes, era uma cela reforçada, transformou-se em metal retorcido amontoado.

– Sim!!! – e o grito de satisfação do homem extinguiu-se em olhar vidrado quando abri metade de sua garganta.

Como uma peça do destino a se repetir, percebi-me sorrindo com a boca banhada em sangue (meu fantasma estava morto, mas eu havia perdido muito mais). Assim, pela primeira vez, pude ver Nahbur chorar – não pelo próprio sofrer, mas pela dor que sentia em mim.

Israela permanecia agachada a um canto, observava em choque, sem acreditar totalmente no que seus olhos lhe mostravam.

– Não se preocupe, Nahbur, dessa vez eu garantirei que eles não voltem.

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40 comentários em “Crias Áridas (Wender Lemes)

  1. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): a história se fecha em si e isso sempre agrada, mas faltou algo para ficar mais verossímil, talvez uma explicação melhor para os projetos. O texto fala de monstros, mas demora a dizer como ele é o que ele é. Acho que poderia ter gastado mais um tempo após as experiências explicando as mudanças no corpo do rapaz. Uma pergunta me veio na cabeça ao final do texto: Por que o cara ia querer que ele despertasse o monstro, se a jaula não resistiria e o monstro o mataria? Poderia ter deixado mais claro a surpresa dele quando as grades caíram.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): boa, transparente, não encontrei nenhum erro, exceto as gorduras da trama. Saber escrever um conto coeso no limite proposto exige um certo treino.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): essas histórias de monstros criados por experiência são bastante comuns.

    🎯 Tema (⭐▫): Pode-se dizer que a tentativa era de biopunk, mas não é bem assim essa vertente Punk. Nela, o uso de biotecnologia já está bem difundido.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): devido aos problemas apresentados, o texto não me impactou tanto como poderia.

    ⚠️ Nota 6,5

  2. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Seu conto me lembrou o roteiro desses filmes de FC terror com monstros criados em laboratório sedentos por sangue, algo na linha Resident Evil. Até gosto de histórias assim, mas gosto quando vem acompanhadas de suspense, de tensão e não só da carnificina pura e simples; mas eu gostei do conto.

    Boa sorte.

  3. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Gostei em partes. Gostei da forma dinâmica como foi contada a história apesar de algum excesso, acho que tem muita coisa, mais do que comporta a quantidade máxima de palavras, seria bom uma enxugada, reestruturar (e afinal, o que aconteceu com Israela, perdi alguma coisa?), ou então após o desafio dar asas à criatividade sem se preocupar com limite de palavras. O enredo também achei criativo, algo diferente por aqui. O final poderia ter sido melhor. O único personagem que me cativou foi o principal, o que foi mais bem elaborado, penso eu. No contexto geral, acho que pode ser chamado de x-punk.

  4. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    28. Crias Áridas (Projeto 52): Nota 6

    Olá, amigo Projeto 52,
    Então…. Infelizmente não rolou uma química muito legal entre eu e o seu conto. Eu achei que as várias mudanças de cena complicaram um pouco para acompanhar o desenvolvimento da história.
    Uma hora o menino tem 6, depois tem 8, depois está mais velho e cego, com o irmão já morto há 15 anos, depois o ir.ao não está mais morto, depois o menino está numa jaula e o irmão está sendo torturado para força-lo a se transformar.…. Foi mudança demais em um espaço muito curto de texto para poder fazer sentido e para o leitor conseguir ir acompanhando o que estava acontecendo.
    Achei que caberia enxugar um pouco essas mudanças para deixar o texto mais direto e claro.
    Boa sorte no desafio.

  5. Fil Felix
    16 de dezembro de 2016

    GERAL

    A primeira coisa que me passou pela mente ao terminar de ler (além do Hulk-ismo), é que essa história, principalmente as partes finais, poderia ser um especial do Wolverine. Nas HQs do Logan, quase sempre ele está fugindo ou perseguindo alguma organização criminosa, acabando por brigar com alguma outra experiência. Outro ponto que me lembrou são os “Projetos” do conto; nas HQs dele, são as “Armas”. O desenrolar do texto é tranquilo, bem contextualizado com a guerra, os soldados abusando de nativos e abriga final, bem redondinho, mas senti falta daquele “algo mais”.

    O X DA QUESTÃO

    Não achei muito X, nem muito punk. Uma história que poderia acontecer em qualquer realidade, não há tantas características marginais ou virtuais. Um pouco difícil de avaliar, nesse sentido do tema.

  6. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Cara, teu conto causa uma tensão bem grande! Gosto bastante desse tipo de historia, pois combina com o tipo de coisa que gosto de escrever.
    Em alguns momentos fiquei meio confuso, mas tudo se resolveu super bem, e acabou levando ao desfecho que, apesar de deixar a história em aberto, finaliza bem o proposto.
    A escrita correu bem, sem problemas, assim como a estrutura do texto.
    Enfim, gostei bastante.
    Parabéns!

  7. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Engraçado, o texto é limpinho, diálogos bons, mas a coisa não funciona, achei meio forçado e sem sentido.

  8. mariasantino1
    15 de dezembro de 2016

    Olá, autor(a)!

    Então, não sei bem o que comentar, porque senti que o seu conto é curto para a trama. O leitor (EU) ler e deseja saber mais, ver mais detalhes, afinal há um mistério todo que por mais que o narrador onisciente diga estar solucionado, o leitor ainda quer saber o que houve. Pois bem. Gostei da objetividade, mas a trama merecia mais linhas porque acontece tudo muito rápido. >>> “– Milagre? Vocês me transformaram em um monstro! Nem mesmo sei quantos cadáveres já fiz.” >>> Hã? Que cadáveres? Eu não vi nenhum. >>> “a tragédia de Al Anbar nunca foi um incidente – foi um experimento, a fachada de um campo de testes.”, ok, mas você só menciona no fim, tipo, não há fluxo de consciência do Bastik. É tudo muito rápido e, diria até, corrido.

    Gostei, mas sinto que poderia ter gostado mais.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7,6

  9. rsollberg
    15 de dezembro de 2016

    Crias Áridas (Projeto 52)
    Caro (a), Projeto

    Um conto muito bem escrito. Ágil e com bom ritmo, instiga o leitor a cada frase, Ou seja, o autor sabe conduzir, criando várias expectativas. A ambientação bem original serviu bem ao conto.

    Alguns trechos são realmente ótimos, como esse por exemplo: “Lembro-me vagamente da cama fria, dos sussurros apáticos, do grito infeccionado – alojado no peito. Lembro-me das agulhas, do sangue fluindo para fora do corpo, da sensação de estar sendo envenenado quando ele retornava. Lembro-me de tentar asfixiar cada pensamento curvo – e falhar suinamente.”

    Uma história de vingança bem contada, cercada de segredos e boas sacadas.
    Parabéns e boa sorte.

  10. Pedro Luna
    15 de dezembro de 2016

    Bom, o conto tem trechos interessantes e no geral gostei. Só senti falta de mais detalhes quanto a explosão que modificou os irmãos, tanto como dos soldados no fim (afinal, eram motivados pelo que mesmo?), e também não gostei do trecho que fala que Israela esta morta e logo depois ela aparece viva, do nada.

    Enfim, a leitura correu bem rápido e acabou sendo agradável. Não posso dizer que é um super conto, mas cumpriu o seu papel, apesar de ter deixado pontas soltas.

  11. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2016

    Oi,

    Bem, o conto é interessante e tem nítidas qualidades, mas ainda assim não consegui me “apegar” a história. Me pareceu muito do mesmo, e a tentativa do autor fazer algum suspense não funcionou pra mim.

    O início é bem interessante, já dá pra captar algumas coisas, os dois irmãos e sua história apenas subentendida ficou legal também. Acho que o “ problema” foi essa volta que o autor deu, só pra voltar ao mesmo lugar.

    Não diria um problema, foi uma saída comum, mas acho que podia ter ficado mais na história do acidente, das experiências e tudo mais, aliás, tem uma pegada Resident evil aí. O final foi abrupto e meio sem sentido pelo homem de olhos azuis, juntar os dois apenas para morrer? Ou ele tbm tem alguma modificação?

    Ficou claro que é um teste para o guri cego despertar ainda mais seus poderes e tals, mesmo assim não me agradou muito.

    Mas é um bom conto, a narrativa tem fluidez, e está OK.

    Quanto à adequação ao tema, bem, não sei.

    Boa sorte!!

  12. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Oi, projeto.

    Achei o texto bem divertido, com dois pontos bastante fortes: primeiro, a relação entre Bastik e Ahmed; segundo as impressões do narrador enquanto sujeito cego. Acho que essa última poderia ter sido um pouco mais explorada.

    A história e a narrativa são leves e as explicações (como a libertação do monstro mencionada no início pelo protagonista) são bem inseridas. Mas, confesso que me perdi um pouco ao final. O soldado de olhos azuis não percebeu que teria problemas quando Bastik dobrou as barras? Ou queria a morte?

    Enfim, uma história divertida. Parabens

  13. angst447
    14 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, esclareço que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto. Não me considero apta para tal.

    Não encontrei lapsos de revisão no texto.

    A narrativa prende a atenção lançando mão da empatia que sentimos de imediato pelo narrador. Os filhos do deserto, bonita imagem essa. Não sei porque mas os meninos me lembraram das histórias de Mia Couto.

    Gostei bastante da linguagem empregada, tecida em belas imagens e poesia. Apesar da trama ser bastante clara, há emoção em cada frase. Não gosto do tema, mas mergulhei neste enredo.

    Boa sorte!

  14. Eduardo Selga
    14 de dezembro de 2016

    Consertando abaixo um erro de lógica de minha parte no trecho originalmente escrito por mim “Ora, o personagem, que também narra, diz que existem dois pais (homens) distintos, mas o soldado, que está conversando com este que considero ser apenas um, usa COSPE, no singular, indicando que ele está falando com apenas uma ‘pessoa’ (o ‘monstro’)”:

    O raciocínio é este: se o soldado usa COSPE significa que ele está falando de apenas um pai. Por que a contradição quanto ao que o protagonista disse, partindo de um personagem que, conforme sabemos ao final, por fazer parte do experimento científico, conhece bem o menino? Ressalta-se que o LHES não designa dois irmãos e sim o protagonista e sua mãe. Fazendo um recorte maior, percebemos isso:

    “– Diga à sua mãe que ainda me deve o mês passado. Se quiserem continuar comprando, terão que pagar.

    – Por que não pedem ao seu pai? Quem sabe não lhes cospe algum ouro? – zombou outro soldado”.

  15. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Projeto 52, seguem meus critérios:
    PREMISSA: Esaú e Jacó vêm imediatamente à memória, mas a história vai além disso, com viés sombrio e ambientação no oriente médio.
    DESENVOLVIMENTO: as situações são bem explicadas, e a meu ver o grande mérito é não despejar informações sobre a realidade punk, mas entregar aos poucos a situação.
    RESULTADO: um conto correto. Mas senti falta de emoção, de mais “sangue nos óio”.

  16. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Nos leva ao horror, simplesmente. Um conto forte, colérico, estúpido, mas, ao mesmo tempo, correto em sua formação, com diálogos fortes e um temperamento irascível do personagem. A vingança forte e destemperada. Um final coerente. Nota 9,0.

  17. Rubem Cabral
    13 de dezembro de 2016

    Olá, Projeto 52.

    Achei que foi um ótimo conto de horror, com boa narração, ambientação e personagens bem definidos. Contudo, achei tbm que houve pouco de x-punk no texto, e terei que cortar alguns pontos em função desta falta de adesão ao tema.

    Nota: 7.

  18. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um conto sem nada de punk, nem um vestígio. Se fosse considerar isso um X-Punk, seria um Werewolfpunk, mas não chega a ser, porque falta o clima punk. Num ambiente que parece ser algum lugar no oriente médio, um experimento científico transforma um sujeito chamado Bastik numa espécie de lobisomem. Infelizmente devo ser sincero, a história é pouco envolvente, os personagens não convencem muito, falta vida, alma, vigor, originalidade e inteligência no mundo mostrado no conto. Talvez tenha sido escrito muito às pressas, no último momento, criação requer calma. Desejo para você Boa Sorte.

  19. Anorkinda Neide
    11 de dezembro de 2016

    Nossa, que texto bem escrito, caprichado. Dá gosto de ver e de ler.
    Olá, autor.
    Como introduzi, vc demonstra ser experiente e eficaz nesta matéria da escrita. Meus parabéns.
    Colocou as informações uma a uma com cuidado e destreza, é gostoso de ler um texto inteligente.
    Mas, não me conectei com o Hulk, sei lá.. o clichê disto não combinou com a excelência do texto. x-punk? acho que não vi.
    De qualquer forma, obrigada pela leitura, valeu muito a pena!
    Abraço e boa sorte

  20. Marco Aurélio Saraiva
    11 de dezembro de 2016

    Uau. Muito bom!

    Uma história tensa, com uma reviravolta interessante e escrita com maestria. O fato de você mostrar, pouco a pouco, o que aconteceu com Bastik foi muito bom. Cada novo fato adicionava tensão. O leitor segue sempre com uma surpresa na cabeça: “De que monstro ele está falando?”, “Ah, então o Bastik ficou cego?”, “Uau, ele vira um monstro de verdade!”.

    O português está primoroso. Não vi erro nenhum, e a leitura é limpa e suave, cheia de detalhes que ajudam na imersão do leitor. “Sentir a areia entre os dedos dos pés”? Isso foi genial. Especialmente por quê, logo depois, entendemos que estes eram os sentidos que restavam a Bastik. Tato, Olfato, Audição.

    Por fim, Bastik é muito bem trabalhado durante todo o conto. Talvez eu tenha sentido falta de um antagonista mais a altura (afinal, o soldado de olhos azuis parecia um tanto idiota pra atiçar Bastik só pra morrer em seguida, rs). Mas é uma gota no mar de beleza e originalidade que é este conto.

    Destaque para o trecho abaixo:

    “Acordei no meio da noite tomado por uma vontade extrema de urinar. Naqueles momentos, passava-se uma ligeira eternidade entre a noção da necessidade e o calçar dos sapatos. De qualquer forma, calcei os malditos sapatos, e o familiar incômodo da areia raspando nos vãos dos dedos me trouxe à consciência satisfação e medo: “Al Anbar” – minha província de origem estava próxima.”

    `Parabéns!!

  21. Bruna Francielle
    10 de dezembro de 2016

    Tema: penso que pode ser punk, sim

    Pontos fortes: – não é cansativo de ler, e a história leva o leitor facilmente
    – boas descrições, de forma que é possível entender cada cena da história, sem perder-se
    – Gostei de passar-se no Oriente Médio, ou pelo menos parece ser. É legal ler algo diferente as vzs
    – Um enredo interessante.

    Pontos fracos: – algumas coisas ficaram por alto, como, o cara d olhos azuis e a Israela eram cientistas, ou o que? Tavam fazendo experimentos, porque ? Qual era o objetivo? Parece não ter nenhum..

  22. Sick Mind
    10 de dezembro de 2016

    Que história confusa! Imagino que ela está bem clara na mente do autor(a), mas infelizmente, ao passar para o papel, os acontecimentos ficaram muito desordenados. Sugiro uma revisão após um longo tempo sem pensar no texto. Mas o problema maior, acredito que seja a dificuldade de encaixar o conto em um subgênero pro concurso, o mais próximo seria o biopunk, mas mesmo assim, a ausência de um worldbuilding torna impossível fazer isso. A única coisa que o leitor consegue saber, é que houve experiencias genéticas. Fim. Cade o resto dos elementos? Tudo acontece sem prender o leitor, falta técnica narrativa, o famoso show don’t tell poderia melhorar mto o texto.

  23. catarinacunha2015
    9 de dezembro de 2016

    Tem uma ação interessante. A trama precisa ser melhor trabalhada, como, por exemplo, a volta da visão do protagonista. Sua cegueira era importantíssima e sumiu num estalar de dedos. O irmão pelo avesso foi a pitadinha punk, mas não fez a menor diferença. Não senti a evolução do personagem para se tornar, digamos, tão árido.

  24. Evandro Furtado
    9 de dezembro de 2016

    Gênero – Average

    Realmente não encontro elementos que encaixem no tema, tampouco qualquer coisa que o distingua do restante. Pelo menos não é uma distopia com ditadores.

    Narrativa – Average

    A narrativa em primeira pessoa não faz muita diferença, poderia tranquilamente ser em terceira pessoa e causaria o mesmo efeito.

    Personagens – Average

    Achei essas crianças muito maduras sem aparente razão. Além disso, falta-lhes algo que permita criar empatia e fazer importar com seus conflito.

    Trama – Average

    Trama simples, sem muito apelo.

    Balanceamento – Very Weak

    Um conto que não consegue se destacar em algum aspecto, navegando em um mar calmo e sem ousadia.

    Resultado Final – Weak

  25. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    A trama devia ser mais límpida, pois acaba por cansar a leitura.Escreves muito bem mas neste desafio esta ideia de texto devia ter sido trabalhada de um modo mais linear, mas de qualquer modo parabéns. Também penso que podes retomar esta excelente trama e fazer um belo texto sem qualquer limite de palavras nem de outro tipo de limite.

  26. Fabio Baptista
    8 de dezembro de 2016

    O conto começou muito bem, mas acabou dando uma desandada do meio para o final.
    Eu gostei bastante da primeira cena com os irmãos no armazém e a queda da bomba também foi muito bem narrada.

    Não curti muito a inserção de Ahmed… poderia até ser um bom personagem numa narrativa mais longa (que essa história pedia, aliás), mas aqui, no formato conto, ficou meio sem propósito, só entrando para morrer logo em seguida.

    Até aí, estava até ok. Mas a parte em que vira tipo um “Arma X” foi muito abrupta e confusa.

    A escrita é boa, mas o texto exige atenção redobrada, pela cadência empregada e, sobretudo, pelos nomes bem diferentes da nossa realidade.

    – ele não morreu e o você sabe disso
    >>> sobrou um “o”

    NOTA: 7,5

  27. Eduardo Selga
    7 de dezembro de 2016

    Um conto muito intrigante, a respeito do qual não tenho certeza se compreendi inteiramente. O que a princípio parece ser um enredo envolvendo a morte de um dos dois irmãos por motivo de uma explosão, vai revelando-se bem diferente. Na verdade, assim entendi, os personagens Nahbur e Bastik são duas personas de um mesmo personagem. Ou seja, não há irmãos e sim apenas uma “pessoa”, que traz em si o que chama de “meu monstro”. Essa “pessoa” ora se identifica como Bastik, ora como Nahbur, o que, em minha opinião, fica claro no final.

    Há dois trechos que podem indicar que na verdade a “pessoa” é uma só: o primeiro é “[…] filhos da mesma mãe, mas de PAIS há muito fugidos”, dito pelo próprio personagem; o segundo, “Quem sabe não lhes COSPE algum ouro?”, dito por um soldado. Ora, o personagem, que também narra, diz que existem dois pais (homens) distintos, mas o soldado, que está conversando com este que considero ser apenas um, usa COSPE, no singular, indicando que ele está falando com apenas uma “pessoa” (o “monstro”).

    Também os personagens Ahmed e Israela, assim entendo, não passam de projeções da personalidade doentia de Bastik ou de Nahbur. Se não existem, não morrem de fato, embora a cena das mortes seja real para o “monstro”. Não à toa a projeção Israela retorna ao final. O seguinte trecho demonstra a imaterialidade dela: “Israela? Você está viva?! / QUASE ISSO”, dito após ela ter sido supostamente assassinada pelo protagonista (“tinha o pescoço partido e nenhum pulso”).

    O texto é sutil. Aqui e ali o(a) autor(a) vai largando pistas do que a estória trata, de fato. As personas, por exemplo, podem ser vislumbradas nos seguintes trechos, se a leitura não se ativer ao contexto imediato da oração, e sim ao conto como um construto e a palavras e expressões escolhidas a dedo nessas orações: “[…] mas criei em Ahmed uma EXTENSÃO de mim”; “[…] mas me parecia FALSA desde o cheiro”; “Ora, ELE NÃO MORREU e o (sic) você sabe disso”. Ademais, o seguinte trecho me parece o personagem enxergando-se a si mesmo, seja como alucinação ou concretamente, já que o personagem traz consigo “[…] um milagre bioquímico […]”: “Diante de mim, uma criatura tão horrenda que me fazia odiar o fato de poder enxergar novamente. Um ser ao avesso, com carne e nervos expostos e ossos em forma de escamas a brotar por todos os lados”.

    Como disse, é sutil. Ao mesmo tempo em que espalha pistas, disfarça. E esse jogo, diga-se de passagem, é feito com habilidade e alguma nebulosidade. No início, por exemplo, o comerciante diz “diga à sua mãe que ainda me deve o mês passado. Se quiserem continuar comprando, terão que pagar”. Aparentemente, o QUISEREM se refere aos dois meninos, mas quando chegamos ao final e concluímos que o personagem é apenas um com várias personas, nos damos conta de que o balconista referia-se ao menino e à sua mãe. A leitura do período citado, contudo, engana.

    O trabalho com a palavra, coisa que eu tanto gosto de ver num conto por ser essa característica, a meu ver, a razão de se produzir literatura, encontra-se de maneira muito viva e surpreendente. Quero ressaltar duas passagens ao mesmo tempo poéticas – mas não românticas – e inusitadas quanto às imagens produzidas: “lembro-me de tentar asfixiar cada pensamento curvo – e falhar suinamente”; “perdoem-me os corações depilados […]”.

    Também ressalto a bela anáfora (repetição de palavra com efeito estético): “os contornos da prisão surgiram aos poucos – vermelhos. Eu podia ver, podia sentir – vermelho – a sede de sangue da criatura a pulsar – vermelha -, mas ela não tomou o controle. Pela primeira vez, sua sede era também minha sede – vermelha”. No trecho, a palavra VERMELHO e derivadas, além de marcar ritmo na oração, conseguem transmitir ao leitor o estado emocional do “monstro”.

    O título do conto, que reforça a ideia de múltiplas personas, é uma aproximação sonora com a palavra CRISÁLIDA, a fase de casulo entre a larva e a forma definitiva de um inseto. É a incubadora de um ser, como o personagem incuba personas.

    Falo agora de alguns escorregões.

    Em “durante meus breves seis anos de vida, nunca havia visto […]” há uma AMBIGUIDADE. É que BREVES pode significar POUCOS ANOS ou ainda que o personagem MOREU CEDO. Adiante, a segunda hipótese é descartada, pois é citado que ele já possui oito anos, e mais á frente ele já trabalha, mas no momento da leitura do trecho destacado, forma-se a ambiguidade.

    Em “[…] porque seria melhor ter areia correndo nas veias a aceitar a verdade”, a regência correta não seria MELHOR A, como está escrito, e sim PREFERIR A. O uso do MELHOR exigiria DO QUE, um comparativo de superioridade, que não caberia na oração.

    Coesão textual: poucos erros, sempre prejudiciais.

    Coerência narrativa: as partes dramáticas estão bem amarradas, mas a porção final é um tanto nebulosa. Sim, há uma ambiguidade proposital, mas junto com ela surge uma incerteza da ambiguidade. E não é uma questão de vocabulário, e sim como as partes da cena foram encadeadas.

    Personagens: o protagonista é muito bem arquitetado em sua identidade principal e em suas personas.

    Enredo: muito boa a ideia de personas mais ou menos ocultas. O experimento científico implícito na descrição do personagem relativo a quando ele internado é um pouco clichê, mas não compromete.

    Linguagem: a maestria na manipulação da linguagem é evidente.

  28. Davenir Viganon
    7 de dezembro de 2016

    Olá Projeto
    Gostei da estória do seu conto. Um projeto de mutação genética do ocidente que usa cobaias no Oriente Médio. A execução me incomodou. O início deixa muita coisa no ar e eu fiquei perdido na primeira metade. A segunda parte explicou tudo, é verdade, mas a impressão ruim das primeiras cenas ficou. Os diálogos cortados no meio não funcionam se não houver umas frases para explicar, sem entregar tudo o que está acontecendo, o motivo da interrupção. Acho que é uma estória que vale a pena investir e espero que o autor faça isso.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?” [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Com certeza você irá gostar de ler (se já não leu) o conto “A Segunda Variedade” de Philip K. Dick. O conto explora essas questões da guerra num cenário onde a URSS tomou conta dos EUA, mas foram dizimados por tipo de drone estadunidense.

  29. Priscila Pereira
    5 de dezembro de 2016

    Oi autor, muito interessante o seu texto. História bem pensada e bem escrita. Dá pra imaginar bem as cenas e se interessar bastante pelos personagens. Muito bom. Parabéns!!

  30. Jowilton Amaral da Costa
    4 de dezembro de 2016

    Um bom conto. Muito bem escrito. A narrativa é muito bem feita e os diálogos são muito bons. Achei o final um tanto abrupto, acho que poderia ter sido mais trabalhado. Fiquei com algumas dúvidas no fim da leitura, sem saber porque a Israela havia morrido e depois aparecido de novo. Ele era cego e voltou a enxergar e quem seria o estrangeiro que o chamava de miúdo. Boa sorte no desafio.

  31. Pedro Teixeira
    4 de dezembro de 2016

    Bem escrito, um texto sem grandes construções mas eficiente, ágil, fluido. O perfil dos personagens está bem desenhado e há bons momentos de ação. Em termos de ambiente, acho que podia haver mais descrições, e da metade em diante o ritmo fica acelerado demais Fiquei procurando o elemento punk e não encontrei, mas é uma boa fc.

  32. tatiane mara
    3 de dezembro de 2016

    Interessante conto, meio terror, meio futurista. Bem escrito e fluido. De certo modo é emotivo.

    É isso.

  33. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Olá, Projeto 52,

    Tudo bem?

    Seu texto é bem escrito. Uma história que foge da zona de conforto a que o tema remete, criando um conto no deserto e cheio de surpresas.

    O amor entre irmãos costura todo o trabalho e lança a história para além do pano de fundo do projeto e tudo o mais.

    O final, para mim, ficou um pouco abrupto, mas não compromete a qualidade do trabalho.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  34. Fheluany Nogueira
    30 de novembro de 2016

    A narrativa está de acordo com a TEMÁTICA, sem questionamento, já que lema primordial punk seria – “se queres paz prepare-se para a guerra” – E há uma luta constante entre os personagens, com outros, com o ambiente, com o mudo todo.

    O ENREDO é muito simples, com bastante ação; a transmutação deixou o texto instigante, meio a X-Men, cada detalhe é lembrado para mostrar a ligação entre os dois irmãos.

    Os PERSONAGENS estão bem trabalhos, a EMOÇÃO aflorou, sobretudo nas cenas do choro de Nahbur. Gostei dos nomes, mais de Israelada.

    LINGUAGEM e ESTILO: Texto bem escrito, gostei muito de frases cheias de imagens, como: “O grito de Nahbur ao ser eletrocutado fez meu crânio vibrar, as barras de metal se afinavam em minhas mãos.”

    LEITURA fluente, com bom ritmo, não cansativo.Parabéns pela criatividade. Abraços.

  35. Gustavo Castro Araujo
    30 de novembro de 2016

    O contexto é interessante: irmãos são utilizados em experimentos e acabam se encontrando depois de muito tempo, numa espécie de duelo; um deles porém (Bastik) fura a segurança e elimina seus algozes, preservando a vida do irmão (Nahbur). Gostei também da ambientação inicial, traduzida no deserto, e também dos nomes. O que me desagradou foi o foco principal na ação, no desdobramento à la Jason Bourne, típico hollywoodiano, em que as coisas simplesmente acontecem sem razão aparente. Somem-se a isso personagens estáticos e pouco desenvolvidos (à exceção do protagonista), além do final telegráfico. Enfim, creio que havia material para ir muito além do que foi apresentado, já que o autor escreve bem e sabe expor suas ideias. A sugestão que faço é que se liberte das amarras advindas de filmes e conceitos pré-fabricados e invista na psicologia dos personagens.

  36. Brian Oliveira Lancaster
    30 de novembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Um conceito bem interessante, aliada à uma distopia criada dentro do próprio enredo. Não entendi muito bem a transformação – o texto não deixa claro no que ele se transforma. Dá a entender apenas que é uma aberração. Senti falta de mencionar engrenagens ou coisas do tipo. Tem certo apelo genético, mas passeia por várias vertentes de forma suave, sem especificar uma. – 7,0
    R: No entanto, gostei da história, pois o autor consegue esconder que o protagonista é uma das criaturas até perto da conclusão. Foi uma ótima jogada. Também apreciei o cenário apresentado, arenoso, ao estilo “árabe”. Manter o texto curto também ajudou a criar empatia com suas reflexões. – 9,0
    E: Desenvolvimento simples, mas eficiente. É obvio que haveria mais espaço para outros detalhes, mas acho que do jeito que está, é suficiente. Conforme mencionado acima, senti falta apenas de alguns elementos identificadores. – 8,0
    M: A escrita flui bem, encontrei apenas uma inconsistência nesse diálogo “Ora, ele não morreu e o você sabe disso” – tem um “o” sobrando. Simples, mas eficaz. – 8,5
    [8,1]

  37. olisomar pires
    28 de novembro de 2016

    Hum… bem contado, tem um ritmo crescente, envolvente, aí chega na parte final e … não se justifica, infelizmente.

    Mas é uma boa história, talvez os algozes tenham sido muito ingênuos em ficar no mesmo ambiente que o “monstro”, mas é opção do autor.

    Bom conto no sentido da narrativa.

  38. Zé Ronaldo
    27 de novembro de 2016

    Texto fluido, fácil de se ler e muito agradável também.
    Personagens fortes e carismáticas. Alto as características psicológicas das personagens são muito fortes.
    Ideia sensacional, pitoresca e bem trabalhada e elaborada.
    Texto de estrutura bem feita, bem amarrado.
    Diálogos muito bons, tensos.
    Particularmente gostei do trecho do “pau de areia”, foi muito bem elaborado.

  39. Dävïd Msf
    26 de novembro de 2016

    Transmutações indesejadas…

    Muito interessante, mas infelizmente não achei ser uma história que cabia num conto, e sim uma pequena parte de uma trama bem mais complexa…

  40. Evelyn Postali
    26 de novembro de 2016

    Oi, Projeo 52,
    É um bom conto. Está bem escrito. Gostei da ambientação e também dos diálogos. Tem um equilíbrio entre narração e fala. Passa com clareza a trama.
    Eu não sei se ele se enquadra nessa coisa de x-punk. Acredito que sim, mas tive dúvidas ao ler, porque, em algumas partes pensei que era apenas ficção científica.
    Então, é isso.
    Parabéns pelo conto.

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Publicado às 26 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .