EntreContos

Detox Literário.

Negrinho, a Fada Madrinha e o Cemitério sem Flores (Fabio Baptista)

negrinho

Era uma vez, um menino chamado Negrinho.

Não era esse o nome dele, mas era assim que todo mundo chamava.

Negrinho queria ganhar um presente de Natal. Na verdade, ele não sabia direito o que era Natal, não entendia o porquê das ruas enfeitadas, luzes piscando sem parar e árvores cheias de bolinhas, anjinhos e caixas embrulhadas com laços coloridos. Também não conhecia o velhinho de barba branca (ele devia sentir muito calor debaixo do casacão vermelho!) tirando foto com as crianças que podiam entrar nas lojas. Negrinho achava tudo aquilo até divertido, mas, entender mesmo, não entendia. Também não sabia o que era presente. E como haveria de saber, se nunca ganhara um? Nem bola, nem carrinho, nem bicicleta, muito menos videogame. Nada. Nadinha.

Mas Negrinho não ligava. Nunca foi de querer muita coisa. Pelo menos não até ver um aviãozinho tão bem feito que parecia de verdade, com a metade de baixo pintada num azul vistoso e a metade de cima bem branquinha, salpicada de janelas prateadas. Entre um farol vermelho e outro, Negrinho aproveitava a folga no trabalho para espiar o tal do avião, encostando a carinha suja na vitrine, feito peixe-limpador-de-vidro-de-aquário.

Durante uma das espiadelas, saiu da loja uma senhora de vestido amarelo, com um chapéu esquisito. Usava óculos escuros, tão grandes que lhe cobriam quase todo o rosto e emprestavam a ela aspecto de abelha rainha que exagerara na dose de geleia real. Logo atrás vinha o vendedor da loja, todo esbaforido. Pobre homem – precisaria de mais dois ou três braços para carregar tantas sacolas! Junto àquela senhora, também vinham dois meninos, mais ou menos da mesma idade do Negrinho.

— Veja só, mamãe: como aquele menino está sujo, ha-ha-ha-ha! – disse um deles, apontando para o Negrinho.

— Parece que nunca tomou banho, hi-hi-hi! – o outro completou.

Hi-hi-hi, como eram divertidos! Tão limpinhos, com bochechas rosadas, olhinhos claros e cabelos lisos. Quem para eles de vislumbre olhasse, podia até pensar ter visto dois anjinhos de verdade, caídos do céu naquele mesmo instante. Faltava só harpa e auréola…

— Ora, se não é mesmo! Como vocês observam bem! Hi-hi-hi-hi! – a mamãe elogiou, toda orgulhosa.

— Por que ele está assim?

— Decerto é filho de um desses que não querem nada com nada e vivem da boa vontade dos que trabalham. Não teve culpa de nascer assim, mas agora vejam: pelo jeito também não quer saber de estudar! E é desse jeito que ficam os que não estudam! – a mamãe explicou, em tom de profecia bíblica. – Agora vamos, meus queridos.

O papai do Negrinho uma vez ensinou que não era vergonha pedir, vergonha era roubar e não poder carregar (seja lá o que isso quisesse dizer). Vendo aquela mulher tão cheia de sacolas e de amor pelos filhos, resolveu arriscar. Metade da loja já estava ali atulhada no porta-malas, que diferença faria um brinquedo?

— Tia, compra um aviãozinho pra mim?

— O quê? – a bondosa senhora virou-se bruscamente, dando impressão que estava indignada com o fato de Negrinho ter a petulância de lhe dirigir a palavra.

Hi-hi-hi-hi! Ainda bem que foi só impressão…

— Aquele aviãozinho ali, compra ele pra mim, tia?

— Nã-ná-ni-ná-não! Nada de dar o peixe. Aprenda a pescar! – ela respondeu. Depois virou as costas, com ímpeto e alívio de quem se desfaz de um estorvo.

Que mulher generosa! O que nessa vida é mais valioso que um bom conselho, igual ao que ela acabara de dar ao Negrinho, mesmo que ele não tenha entendido. Onde haveria de pescar, se por ali não tinha lagoa, nem rio, nem vara, nem nada? Nadinha…

— Sai, maloqueiro! – o vendedor enxotou Negrinho, confundindo-o com um cão sarnento. Hi-hi-hi-hi, que homem distraído!

Negrinho saiu, sem se importar muito. Estava acostumado a ser confundido com bicho, desde que se dera por gente. Às vezes nem sabia direito se era bicho mesmo, igual todo mundo dava a entender, ou se era gente, igual o papai uma vez falou. Voltou ao farol. Precisava vender muitas balas ainda, porque se voltasse pra casa sem ter vendido tudo, acabaria tomando bronca da mamãe.

E a mamãe era muito brava…

Não vendeu tudo, mas naquela noite não teve bronca. Também não teve mamãe. Às vezes ela sumia, pra fazer sabe-se lá o quê, mas quase sempre voltava pela manhã, ora com dinheiro, ora com hematomas. Negrinho deitou na caminha de papelão e ficou olhando o céu enluarado, tentando imaginar qual daquelas estrelas era o papai. Pegou no sono e sonhou. Sonhou que brincava de aviãozinho com os dois meninos de cabelos lisos, enquanto as mamães conversavam e davam risada. O vendedor estava lá e ria também. Até o papai apareceu para matar a saudade, dar um abraço e umas boas gargalhadas. Ha-ha-ha-ha, como era bom aquele sonho: ninguém confundia criança com cachorro! Todos eram iguais! Todos eram felizes!

Estava tudo ótimo, mas às vezes dava impressão que ao Negrinho até sonhar era proibido. Sons de giro de sirene e de borracha de pneu cantando no asfalto misturaram-se aos votos de amor oníricos. Negrinho acordou, um pouco decepcionado como sempre costumava acordar – porque, por ele, continuaria ali no mundo de faz-de-conta que a cabeça inventa enquanto a gente dorme. Nem teve tempo de abrir os olhos e já recebeu a saudação de uma bota preta bem nas costelas. Ai, ai, ai, essa doeu!

— Vai todo mundo pro canto, ali. Junta todo mundo no canto – o dono da bota ordenou. Parecia que estava bravo! Depois que todos os meninos se enfileiraram, o homem de bota preta e roupa cinza continuou: – Vou perguntar uma vez só: quem andou roubando sacola na esquina do Metrô?

Entre os que ali estavam, encolhidinhos com os braços enlaçando as pernas, os olhares se cruzaram, com um pouquinho de medo e um pouquinho da sensação de “do que é que ele está falando?”. Mas boca para responder a pergunta, ninguém abriu.

— Agora não foi ninguém, né? – o homem passou o olhar, decepcionado que dava dó, pelos meninos à sua frente. – Então, se não foi ninguém, vamos bater em todo mundo…

Hi-hi-hi, que homem zeloso no cumprimento do dever!

Havia outros dois, também com botas pretas, que só se mexeram quando a palavra “bater” foi pronunciada, feito hipnotizados despertando do transe ao ouvir um sininho. Adiantaram-se, sacando cassetetes e pisando firme no chão. Como eram destemidos! Os que estavam mais na beirada da amontoação acabaram levando umas cacetadas, que azar! Os outros só não levaram também porque o homem das ordens interrompeu:

— Ainda não foi ninguém? – Mais uma pausa e mais silêncio. – Então vamos ver se não foi ninguém mesmo. Traz um desses moleques aqui…

Veio o moleque (não era o Negrinho, que sorte!). Agarrou o menino pelo braço, quase erguendo-o do chão.

– Traz um isqueiro…

Veio o isqueiro. A mãozinha indefesa, suspensa no ar, começou a queimar. Ai, ai, ai, como arde!

— Quem foi que roubou a sacola?

Quando a mãozinha esquerda queima, a direita aponta pra qualquer lado. E apontou bem pro Negrinho, que azar! Largaram o menino com a mão ardendo, pegaram o Negrinho e o jogaram (com muito carinho) no carro com sirene. Tudo tão rápido que ele não teve tempo nem de dizer “eu não fiz nada, tio!”. Hi-hi-hi, que homens eficientes!

— De agora em diante é o seguinte: quem tá fazendo a segurança particular dessa área aqui é a gente. Fica de boa que a gente fica de boa, estamos combinados? Agora, quem sair da linha, vai acontecer o mesmo que com esse moleque que a gente pegou pra dar uma carona agora – o homem explicou, de modo que pareceu ter ficado bem claro pra todo mundo. Como era didático!

O passeio foi meio demorado e ninguém falava nada, nem deixava o Negrinho olhar pela janela. Só ficavam ouvindo os chiados daquele rádio esquisito e respondendo uma coisa ou outra de vez em quando, numa língua igualmente esquisita. Enfim, chegaram a um lugar escuro, cheio de pernilongos zunindo por todos os lados. Era alto. Tão alto que lá de cima dava pra ver a cidade quase inteira, com luzes de Natal escorrendo pelas fachadas dos prédios como cachoeiras cintilantes. Quanta alegria! Tão longe, tão bonito! Os homens valorosos levaram o Negrinho bem na beiradinha do barranco, para que ele pudesse apreciar melhor a vista. Mas daí, ai, ai, ai… um deles foi fazer carinho nas costas do menino e exagerou na força, que descuidado!

E o Negrinho caiu, gritando com um desespero danado, pobrezinho. Ha-ha-ha-ha, que belo susto ele levou! Se não fosse eu, ele estaria lá até agora, no lugar em que se acumulam os ossos de um monte de Negrinhos, no cemitério que as pessoas da cidade esquecem que existe e nunca levam flor.

Hi-hi-hi, que gente distraída!

Teria sido triste! Mas eu peguei ele no colo e levei lá para o céu, onde virou estrelinha ao lado do papai. Os dois ficaram muito contentes com o reencontro e agora podem sonhar o tempo todo sem precisar acordar nunca mais.

E assim, todos viveram felizes para sempre…

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74 comentários em “Negrinho, a Fada Madrinha e o Cemitério sem Flores (Fabio Baptista)

  1. Fada Madrinha
    15 de outubro de 2016

    Hi-hi-hi chegando a hora da revelação!

    Beijokas da Dinda!

  2. Anderson Henrique
    14 de outubro de 2016

    A aproximação com a fábula é evidente. A mensagem é claramente moralista, o que talvez não fosse um problema, mas ela é dada de maneira um tanto óbvia. O texto é fácil de ler e não cansa, mas decepciona por ser extremamente linear. Literatura boa é a que incomoda. O assunto abordado deveria ser incômodo , delicado, mas como o texto vai pelo um lugar comum, o leitor fica com a impressão de que não há novidades. O narrador é um tanto irritante, mas parece construído propositalmente dessa maneira (fadas irritantes são recorrentes na literatura fantástica).

  3. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    25. Negrinho, a Fada Madrinha e o Cemitério sem Flores (Monteiro Lobatomia)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: a coragem de expor uma ideia e se expor, por meio da ironia violenta quanto a um universo de conto de fadas inexistente. Apesar de algumas vezes ser interpretado como panfletário ou piegas, a história levanta inteligentemente questões para debate e reflexão. A meu ver, poderia ser discutida em sala de aula, em todos os níveis – seja para elogiar, ou para criticar os postulados do autor. Texto que faz pensar merece leitura, mesmo que não se concorde com ele.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Parodiesco.

  4. Fil Felix
    13 de outubro de 2016

    Santa ironia, Bátima!

    GERAL

    Um ponto sempre positivo de qualquer conto é levar o leitor ao além-texto, fazer pensar mesmo depois de finalizado. Não terminar em si mesmo. E este conto tem isso de sobra. A começar pelo título, que já foge do comum e ainda provoca com o pseudônimo, uma sátira ao ilustre, reaça e metido a crítico de arte Sr. Monteiro Lobato. E Lobato e Negrinho na mesma frase é motivo de polêmica. Bom, o conto está muito bem escrito, a leitura é fluida e poderia continuar acompanhando as desventuras de Negrinho por mais tempo. A Fada Madrinha narradora é a ironia encarnada. Ou a inocência, não sei ao certo. Ela deixa a história mais leve, apesar de manter a crítica pesada ao sistema policial e ao modo como vemos os moradores de rua. São invisíveis ou empecilhos. Também aproveitar pra dar um beliscão à velha história da meritocracia. É um conto que aproveita bem tudo que está acontecendo nesse momento, para onde as discussões estão apontadas: a desigualdade social, as injustiças, o politicamente correto, racismo. Não posso deixar de relacionar à série Justiça, que a Globo recentemente transmitiu (e achei ótima), que trata exatamente desses pontos (mas por diversos olhares).

    ERROR

    O vocabulário do conto me irritou um pouco, confesso. Tudo no diminutivo e as risadas, apesar de deixar claro o tom do conto, cansou num determinado momento. Também senti falta do cemitério, que surge só pra dar um lacinho. O “panfletarismo”, como muitos estão dizendo, pra mim nem está tão explícito assim (ele até tem momentos cínicos). Posso parecer ignorante, mas a histeria Anti-PT e o medo da galera brasileira de que o Brazel se torne Cuba e enfrente a ditadura gayzista-bolivariana-feminazi-esquerdopata é tanto que qualquer crítica ou ataque ao sistema se torna comunismo. E percebemos isso em muitos comentários onde ultrapassaram o tom do EC e parte pro deboche e má educação, ou até mesmo colocar coisa que sequer está lá, tirando sarro com outras questões ditas de “esquerda” (de repente qualquer coisa social é representada pela Esquerda) como questão de gênero, golpe de Estado, vitimismo e afins.

  5. Jowilton Amaral da Costa
    13 de outubro de 2016

    Um bom conto. Cheio de ironia e sarcasmo. Bem escrito e de leitura fluida. Os personagens são estereotipados. O tema passou raspando no conto. Boa sorte.

  6. Bia Machado
    13 de outubro de 2016

    Tema: Adequado ao tema do desafio, mas por pouco.

    Enredo: Não sei, acho que você foi perfeita, ou quase. Não sei se é autor ou autora, mas agora que conheci essa fada só consigo pensar nela. Os hi-hi-hi e ha-ha-ha me enervaram um pouco, mas têm sua razão de ser. É uma história triste, muito triste, que vai além da ficção. Alguém pode dizer que ficou muito luta do bem contra o mal, e até acho que poderia ter colocado algo para balancear a coisa, mas essa foi a forma como escolheu abordar o tema, e com certeza há crianças por aí que jamais conheceram um policial que não batesse e uma socialite que comprasse um brinquedo, o que é pior, há crianças que sequer tiveram direito a uma fada madrinha… Há contos da literatura mundial bem maniqueístas também, do tipo “A pequena vendedora de fósforos”, já leu? E ninguém o rotula como panfletário… Por que será?

    Personagens: Muito bem compostos, inclusive a fada com seus hi-hi-hi’s… Parabéns.

    Emoção: Gostei, muito. Me desculpe pelo comentário meio sem jeito, mas depois da leitura dos últimos parágrafos do seu texto não consigo parar de chorar.

    Alguns toques: Nada mais a acrescentar, obrigada.

  7. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Caraca! Precisei segurar um palavrão aqui, rsrs.
    Preciso dizer, Lobatomia (aliás, belo pseudônimo hahaha), que você me deu uma baita duma bela surpresa! Comecei achando meio chatinho o texto, e achei que não fosse dar em muita coisa. Mas caramba, o texto é muito tocante! Retrata bem a triste realidade da periferia e de nossas crianças. Como é triste convivermos diariamente com essa realidade, e você trouxe isso com uma pancada na cara com seu texto. As ironias da (só no fim percebi que se tratava dela) fada madrinha narradora da história foram muito bem colocadas, também!
    Quantos negrinhos perdemos todos os dias, e o sangue escorre, e a gente olha pro outro lado e finge que não vê, né?
    Por essas e outras você transformou uma história pouco promissora (desculpa a sinceridade), numa obra tocante, bela, emocionante e cheia de reflexões, que roubou meu coração e uma das primeiras posições pra mim até agora, sem dúvida!
    Só mais um adendo: tava me perguntando quando diabos ia aparecer um cemitério, e se você teria ignorado essa parte do tema do desafio, mas aí vem o final e arrebenta tudo (da forma mais positiva possível). “Cemitério sem flores”, snif snif :´(

  8. Felipe T.S
    10 de outubro de 2016

    Parabéns pelo texto.

    Bem escrito, com uma linguagem que flui e a voz narrativa da Fada muito bem desenvolvida. É um texto que mesmo não passando as verdadeiras intenções do autor para alguns leitores, deixa um certo incomodo. E isso é muito bom.

    Não gosto dessa história de rotular alguns textos com panfletários, a literatura é feita por homens e traz consigo suas marcas e suas ideias. O conflito aqui não está maquiado, essa é infelizmente a realidade de muitos menores aqui do Brasil, isso acontece, independente da opinião do leitor. Acho muito triste também esse tipo de história não abalar alguns, não se trata de “já vi coisas piores” ou “tudo isso é mais profundo”, a questão é que a situação aqui descrita é muito triste pelo fato de ser algo que está acontecendo todos os dias. E tom que o texto termina, carregado dessa falta esperança, é ainda mais doloroso.

    Fiquei triste, mas ao mesmo tempo muito feliz em ver um texto assim aqui. Muitos preferem torcer o nariz, e jogar tudo dentro dessa pobre dicotomia política que alguns insistem em viver, mas leituras assim são importantes, sejam elas de um nível mais mediano (no caso do seu, o qual acredito ter ficado com algumas reflexões e descrições muito levianas, provavelmente devido ao limite de carácteres) ou canônicas.

    Segue firme, sua escrita é muito segura.

    Abraço.

  9. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Estou dividido quanto a esse conto. Às vezes, a linguagem simples é a melhor maneira de atingir um objetivo. De fato, a narrativa direta (cínica, talvez), isenta de floreios mas extremamente irônica tenha sido concebida para chocar e indignar. Diferente do conto “Lembremos dos Esquecidos”, há aqui uma história, uma fábula na verdade. Porém, há algo de panfletário no momento em que se busca o lugar comum da polícia-malvada-contra-os-menores-inocentes, com o objetivo de chocar e gerar empatia com o protagonista Negrinho. Pessoalmente, prefiro textos que abordem personagens de vários lados, demonstrando qualidades e defeitos. Da maneira como aqui foi exposto, é inevitável concluir que há um maniqueísmo que, no mais, soa ingênuo. Apesar disso, é inegável que o conto está bem escrito, não possui erros e conduz o leitor de modo fácil. Um mérito que, infelizmente, não diminui falta de ousadia do enredo.

  10. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Texto bem escrito, mas a trama não teve nada de surpreendente, a história é uma sequência de clichés e pronto. Parabéns pela escrita, mas parece-me que podes avançar para outro tipo de tramas, mais envolventes para ganhares um maior leque de leitores e leitores envolvidos contigo.

  11. Phillip Klem
    7 de outubro de 2016

    Boa noite, Monteiro.
    Vou comentar o que achei do seu conto e da sua escrita, mas só, por que nós estamos aqui para comentar SÓ sobre isso.

    Você escreve muito bem, não há duvidas sobre isso. Dá pra ver que você tem completo controle das palavras e que nada está no conto por acaso, nem as irritantes risadinhas hi hi hi hi.
    Achei que a personalidade do narrador demorou um pouquinho pra se definir, mas definiu bem quando aconteceu, por mais que eu não tenha gostado.

    Gostei do protagonista, e do fato de ele não ter um nome definido, por que é assim mesmo que acontece. Já trabalhei com moradores de rua, prostitutas e toxicodependentes e vi isso de perto. O descaso, o preconceito e o asco que a sociedade, de um modo generalizado, sente por eles é palpável quando sentamos para conversar e perguntamos sobre suas vidas. Isso pra não comentar a violência policial desnecessária. E não, não é um problema exclusivo brasileiro. Eu estava na Europa quando participei desse projeto. A diferença é que este é um tema saturado na cultura nacional, enquanto que, nos países chamados de primeiro mundo, é um tema praticamente ignorado.

    Você escolheu usar uma voz infantilizada para narrar o seu texto, que funcionou em alguns aspectos, mas não ajudou a criar o impacto que você queria. Serviu para definir claramente o bem e o mal, o que se encaixa perfeitamente com o sistema de contos de fadas.
    Talvez a parte que eu mais gostei tenha sido a maneira sutil com a qual você abordou o cemitério. Gosto de pessoas que fogem do óbvio. É fácil pensar em almas penadas quando se fala de cemitério, então, ver um texto abordar o tema de maneira tão diferente é refrescante e revigorador. Meus parabéns.
    Talvez este não tenha sido o seu melhor texto, mas demonstra que você tem maturidade de escrita, e esta é uma habilidade muito rara hoje em dia.

    Quanto à ideologia política impregnada no conto: Concordo? Não concordo?
    Isso não importa e nem deve influenciar no meu julgamento do texto.
    Você tem todo o direito de expressar o que pensa e eu tenho todo o direito de concordar ou não, mas debater isso está fora do que o Entrecontos propõe como espaço para escritores e leitores.

    Talvez alguns de nós tenhamos nos esquecido disso.

    Enfim, um bom conto, escrito de maneira madura, que funciona em algumas áreas e deixa a desejar em outras.
    Boa sorte e continue escrevendo.

  12. Marcelo Nunes
    5 de outubro de 2016

    Boa noite Monteiro.

    O conto está bem escrito e a leitura flui até o final. A mistura dos assuntos foi interessante, mas em filmes brasileiros é possível ver o que o autor tentou passar. Essa realidade todos acompanham. Menino pobre, família rica e policiais despreparados. Uma marca brasileira de anos, que nos gera vergonha!

    O contraste disso não me surpreendeu, o final já era esperado. Não funcionou comigo. O tema surgiu de uma forma, que quase não percebi no seu texto.
    Gostei em partes do seu conto. Dos que já li, esse não é pesado e nem apelativo. Parabéns pela criatividade e ousadia.

    Enfim, não sei qual foi sua intenção com o conto, mas, fique firme, acho que vais receber mais porrada ainda. Rsrsrsr

    Boa sorte no desafio para você.
    Abraço

  13. catarinacunha2015
    5 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    O título é belíssimo e a primeira frase remete aos contos de fada, bora lá!

    TRAMA narrada por um inocente anjo da guarda enviado pela fada madrinha de Charles Dickens: “As coisas mais bonitas do mundo são sombras.” e “A caridade começa em casa e a justiça na porta ao lado.” Há emoção e uma pegada social difícil de engolir; principalmente por quem não quer ver o moleque deitado na esquina. O que seria da humanidade se todos falassem das flores e esquecessem de quem as plantou?

    AMBIENTE ficou meio piegas, mas não há nada mais cru do que ver um cemitério desses. Já vi e com vários “Negrinhos” sem nome.

    EFEITO nua na praça lotada numa noite fria. Vai pra lista: precisamos de mais contistas que vejam além do próprio umbigo e das janelas do castelo imaginário.

  14. Pétrya Bischoff
    5 de outubro de 2016

    Olá, autor! Primeiramente, gostaria de dizer que esse texto (e alguns outros) foram impressos para que eu pudesse ler e escrever um comentário no meu horário de trabalho, portanto, meu comentário está livre da influência das impressões dos demais colegas. Pois bem, vamos à minha impressão:
    Fica evidente a impressão de crítica do texto, o que é muito importante, visto que os escritores possuem esse papel social em quaisquer sociedades, mas não creio que esse caso específico tenha me agradado. Na verdade, essa demonização das forças policiais não me agrada, tampouco me agrada a evidente comiseração exacerbada, mas, mais uma vez, isso é questão de gosto pessoal, o que não pesa no meu julgamento.
    No início da leitura, antes de perceber a intencionalidade da escrita abordada, pensei que se tratava de um amadorismo ingênuo. Mas logo percebi que se trata exatamente do contrário; um baita escritor, justamente pelo viés social abordado com maestria (EDIT pós visualização dos outros comentários: Uma prova disso é a inquietação que causou nos demais, expresso nos comentários com posicionamentos diversos).
    Pois bem, o texto me causou um incômodo enorme, me irritou essa forçação de barra para os desafortunados e, sem entrar inda mais no mérito da coisa, eu pensei que a leitura seria um saco e acabou por me emocionar. E terminou assim, com ambos sentimentos antagônicos em mim. Creio que haja uma genialidade implícita aqui.
    A ambientação é boa, suficiente, e a narrativa irritante é muito característica. O autor teve sucesso nessa abordagem . Parabéns e boa sorte.

  15. Pedro Luna
    5 de outubro de 2016

    Não gostei do conto, e vou me explicar. Mas antes de tudo preciso dizer que ele não tem o tema do desafio.

    Bom, a história do conto é pesada e muito importante. Gostei que o autor quis tocar o dedo na ferida, mas a forma como ele fez deixou muito a desejar. Digo isso porque nesse texto tudo é explícito e uma boa ironia, pelo menos para mim, não funciona dessa forma. Os personagens que surgem são escancaradamente bons ou ruins, criando o embate tipo de pessoa ruim x tipo de pessoa boa. E eu jamais aceitarei que a vida é assim, feito novela da globo. Além, lógico, dos diálogos pré-formatados,

    ” Veja só, mamãe: como aquele menino está sujo, ha-ha-ha-ha! – disse um deles, apontando para o Negrinho.”

    Meu, na moral. Não rola. O diálogo incomoda mais pelo gesso em que foi moldado do que pelo conteúdo. Parece diálogo de filme ruim.

    Não gostei da escrita. Quanto ao que foi abordado, continuo a dizer que é algo de extrema importância, mas que não colou. Eu moro num bairro violento, e já vi cada atrocidade, tanta atrocidade, que desenvolvi uma espécie de carapaça emocional. E isso foi completamente involuntário, não foi porque eu quis. Logo, crianças pedindo esmola, mães saindo de lojas com seus filhos cheios de brinquedo, violência policial, são praticamente rotina pra mim e muita gente. Tem vezes que a gente bate o olho e se sente triste, e tem vezes que a gente bate olho e nem pensa duas vezes. Passa apressado, pro compromisso. Vai dizer que não é assim? Uma vez tocaram fogo em um ladrão vivo próximo onde moro e simplesmente o vídeo do acontecido estava sendo compartilhado no facebook. A reflexão que fiz lendo esse conto é: se a violência urbana escrachada já não choca tanto, como um texto explícito assim pode chocar?

    Então, o modo explícito como o drama foi abordado aqui não me chocou. Esse tema precisa ser abordado de forma singela, com aquela ironia que te pega pelos ovos e te deixa: puta que pariu. Com um amargo na garganta. Não foi o que rolou aqui, pois eu já sei que o mundo é uma merda, e você apenas confirmou isso, mas não de uma maneira que me deixou pensativo.

    Peguei pesado, mas digo com toda sinceridade, que se o autor continuar a escrever essa temática, eu vou continuar a ler. Até o dia em que finalmente as palavras dele vão me deixar sem ar.

    Abraços

  16. Maria Flora
    5 de outubro de 2016

    Olá! Antes de mais nada, quero lhe dar os parabéns! Adorei seu conto! de verdade! Precisamos de mais destes contos, entende? Você expressou bem a realidade, ela é feia. Incomoda. Os leitores não gostam. Mas acredito que a função da literatura (uma delas) é atrair a atenção para a verdade. O que é real. A crueldade cotidiana que ninguém percebe. O tema cemitério foi muito bem explorado aqui. Negrinho foi parar em um cemitério clandestino, que existe em várias cidades e ninguém vai colocar flores ali. Gostei da narrativa, que nos leva junto com Negrinho ao dia a dia das cidades. Os personagens são bem elaborados. Gostei. Estará em minha lista.

  17. Gustavo Aquino Dos Reis
    3 de outubro de 2016

    Amo esse espaço, amo as pessoas que frequentam esse lugar de aprendizagem literária.

    Mas, o que vi aqui nos comentários, na minha humilde e totalmente descartável opinião, foi péssimo.

    Sério mesmo esse deboche como uma crítica?

    Esse deboche que massacra a criatividade alheia?

    Sério que agora, na construção de nosso processo criativo, devemos limitar tudo aquilo que nós faz seres pensantes? Devemos podar nossas construções de enredo e narrativa por conta da visão política menos aceita por outrem?

    E daí que o conto tem um viés político?

    Qual o problema nisso?

    Guerra e Paz também tinha!

    Os Capitães de Areia também!

    Crime e Castigo, idem!

    Drácula, de Bram Stoker, pasmem, também!

    Literatura é isso! Ela veio para cutucar, chocar, mexer com os sentidos!

    Gosto muito de vocês, meus amigos literários. De verdade! Não me entendam de uma maneira errônea. Mas, o que li aqui, os deboches, o asco, foi o pior.

    Não castrem os processos criativos.

    Somos melhores que isso.

    Você pode não concordar com o viés político-social do conto.

    Mas o deboche foi algo patético de se ver.

    Monteiro Lobatomia, obrigado pelo conto e pela coragem.

    O contraste entre o tom infantil e crítico foi muito bem empregado. Como muitos mencionaram, achei também que o tema cemitério foi parcialmente resvalado. No entanto, para mim, não chegou a causar uma falta de apreço pelo trabalho.

    Parabéns.

  18. Pedro Teixeira
    2 de outubro de 2016

    Olá, Monteiro! Fiquei pasmo com alguns comentários ali embaixo, acho que todos tem o direito de pensar como quiserem e de gostar ou não do conto, mas partir para o deboche como eu vi aqui é desrespeitoso e demonstra um rancor que não deveria existir. Até já estou pensando no quanto todo o preconceito e arrogância que eu vi em alguns comentários se reflete nas avaliações, e isso é algo que me preocupa,e muito. Praticamente dizer a um colega que ele não deveria enviar um texto porque ele não fecha com a minha opinião é um modo de agir muito parecido com o da censura. Mas vamos ao seu conto.
    Gostei, acho que a ironia no geral foi bem utilizada, mas há alguns excessos, como a risadinha. Lembra um pouco o que o Jonathan Swift fazia. Acho que dá pra moderar algumas passagens para que não fique tão exagerado.Mas o texto é muito bem escrito e essa ideia do anjo narrando realmente foi boa. Causou inicialmente um estranhamento, e acho que dá pra tornar a crítica social um pouco mais sutil, mas é um bom trabalho.
    Senti falta do tema, ele ficou um tanto superficial.
    Parabéns e boa sorte no desafio!

  19. Thiago Amaral
    2 de outubro de 2016

    Já adianto: um dos meus preferidos até aqui!

    Linguagem perfeita, história envolvente, comovente. Minhas frases simples de crítico não exprimem meu encanto ao ler sua história, infelizmente!

    A crítica em contraste ao tom infantil da história (Seriam as ideias dos personagens adultos tão fantasiosas quanto contos de fadas?), o simbolismo da cidade como cemitério dos excluídos (captei?), os comentários e risinhos um tanto safados da fadinha (Seria a minha querida fada Catarina?). Todos ingredientes saborosos dessa refeição completa.

    A polêmica causada serve como evidência da força do conto. Não necessariamente compactuo com qualquer ideologia que nele possa haver, sou um belo isentão, mas é inegável que a mensagem está bem mandada.

    Muito obrigado, vai já pra minha lista! Hahaha

  20. mariasantino1
    2 de outubro de 2016

    Ah! Vontade danada de tascar aqui um PUTA QUE PARIU, mas não falo palavras de baixo calão (Hi-hi-hi!)

    Olha esse texto me lembrou aquele do microcontos (Celestino Araújo), mas lá a porrada foi mais seca. Captei a ironia, o link com o conto Negrinha do Monteiro Lobato (que também deixa transparecer alguma ironia ao falar da dona da casa). O narrador (Fada Madrinha) foi uma bela sacada e, a princípio eu ia até mencionar que preferia mais imparcialidade da parte dele, mas dá pra entender que foi opção sua pra incutir o deboche, o contraste, a ironia.
    Senti falta do tema, e acho que vc quis deixar um lance mais ou menos de que o moleque já estava meio morto (só faltava parar de respirar mesmo), mas, ainda assim senti falta de um link maior com o tema do desafio (quem sabe o menino dormir em um cemitério — Ou algo com maior participação do cemitério em si).

    Gostei do conto, parabéns, mas senti falta do tema.

    Boa sorte no desafio

  21. Iolandinha Pinheiro
    1 de outubro de 2016

    Olá Então, seu conto é um relato social do que acontece, indiscutivelmente e cotidianamente, em grandes cidades. A polícia fazendo o seu trabalho de proteger os ricos, os ricos se recusando a fazer caridade com a velha e cínica ladainha do “ensinar a pescar”, e da meritocracia. Uma coisa que me agradou foi o caráter otimista do menino que se mantém incólume durante toda a trama. O personagem me lembrou um pouco o menino Cândido do livro com o mesmo nome, de Voltaire, e do seu perpétuo otimismo. Em seu conto a inocência da infância vai sendo vilipendiada um pouco a cada parágrafo, mas não perdida. Até o fim o menino mantém seus sonhos, sua impressão das coisas inalterada, e em momento algum ele sucumbe a auto piedade, ou a enxergar a monstruosidade alheia. Parabéns por isso. Quanto ao que não gostei, veja bem, não sou destes leitores insuportáveis que “reescrevem os contos alheios” mas, fosse eu a autora do texto, teria escolhido situações mais criativas para contar a tragédia do garoto. A parte chata foram as conclusões que o menino ou sei lá quem tirava, no texto, seguido de um “hihihi” demoníaco. Quando for revisar, por caridade, extirpe isso do seu conto com uma navalha bem amolada e depois queime para não nascer de novo. É isso. Sorte no desafio.

  22. Davenir Viganon
    29 de setembro de 2016

    Olá Monteiro Lobatomia
    Gostei do pseudônimo, bem criativo e condizente com a proposta do conto.
    O título é muito extenso e já é uma ironia aos clichês que você usa para efeito inverso ao que se propõe, ou seja, um clima açucarado para retratar uma realidade amarga. Antes de entrar no conto em si vou dar um copia-cola da mesma consideração que fiz num outro conto que também tinha um conteúdo político mais “saliente”, feito o seu:

    “É difícil comentar sem emitir uma opinião politica, mas o caminho é despolitizar um comentário? A ideologia está em tudo que fazemos, ninguém guarda suas posições em uma gaveta quando começa a escrever. Contudo, é comum apontar o conto como “político”, “ideológico” ou “panfletário” quando essa carga ideológica nos atinge de alguma forma, principalmente a forma negativa. Quando concordamos com ela, já não chamamos de ideologia, apenas de ‘verdade’. ”

    Ray Bradbury, no posfacio de “Farenheit 451”, diz que existem várias formas de queimar um livro. Comentários que sugerem indiretamente que você não deveria ter escrito o conto são um exemplo lamentável disso.

    Vamos ao conto em si, pois o autor merece uma análise sobre as outras características do conto como qualquer outro participante.
    Entendi que o conto não foi feito para crianças, apenas usou a linguagem dos contos voltados para esse público e a subverteu, com a realidade dura das ruas. Em outras palavras, o conto é para adultos mesmo (a menos que o autor me desminta em rede nacional). O problema é que essa forma infantil acabou jogando contra a intenção de denúncia, presente na camada do texto sobre a dura realidade. Digamos que você jogou a água do banho junto com o bebê. O tamanho conto também te atrapalhou, pois ele tem muitas repetições de ideias pois a mensagem foi tão incisivamente passada nos primeiros parágrafos que o conto poderia ser bem mais curto. Aqui valia aquela dica do “menos é mais”.
    Quanto ao conteúdo (já discutimos a forma) eu acho muito bom vê-lo aqui e muito bom ver autores com a coragem de mandar o texto e aguentar esse festival de porradas.
    Espero que continue a escrever conosco.
    Eu gostei do conto.
    Um abraço!

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Davenirzinho, querido!

      A Dinda achou muito interessante esse comentário, sobre a questão da ideologia. E não vou te desmentir em rede nacional, não, meu amor!
      Então não gostou do tamanho, querido? Prefere menorzinho? hi-hi-hi-hi

      Beijokas de chimarrão!

  23. Fheluany Nogueira
    28 de setembro de 2016

    Texto bem escrito, leitura fluente, o tom infantil da narrativa serve, de um ponto-de-vista para satirizar um clichê de menino brasileiro favelado, de outro lado para anestesiar a dureza da realidade. O tema apareceu apenas no desfecho. O “hi-hi-hi”, de início pareceu-me engraçado, depois cansativo, assim como as demais intervenções do narrador (” E como haveria de saber, se nunca ganhara um? / Que mulher generosa! “)

    Parabéns pela participação. Abraços.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Oi, colega! (nossa, que nome difícil, não vou nem me arriscar a pronunciar hi-hi-hi).

      Brigadinha pelo comentário, pena que a histórinha te cansou. Mas acontece, né?

      Beijokas de lantejoula!

  24. Simoni Dário
    28 de setembro de 2016

    Olá Monteiro

    Li o texto ouvindo a narração pela boca do tio Barnabé, personagem do Sítio-do Pica-Pau Amarelo de Monteiro Lobato. A risadinha sarcástica dele contando as histórias está na minha memória até hoje. Até quando ele contava as maldades da Cuca dava uma risadinha volta e meia. Ou o narrador poderia ser o Saci, esse sim, endemoniado que era, contava as suas traquinagens sempre acompanhadas da risadinha medonha.

    O conto é, com certeza, inteligente, criativo, bem escrito, de narrativa fluída, mas incomoda. A crítica social narrada como uma fábula, começando com Era Uma Vez, já revolta pelo conteúdo pesado, ainda que tenhamos histórias do Era Uma Vez com um significado (oculto na maioria das vezes), indigesto.

    O cemitério dos excluídos como você narra, entra no leitor de forma revoltante. Até o filme Tropa de Elite podemos ver ali, bem como o folclórico Negrinho do Pastoreio.

    No mais, críticas e risadinhas à parte, o conto é bem escrito. O autor tem talento e pelo que vi incomodou bastante, isso quer dizer que mexeu com as emoções, bem ou mal, mexeu.

    Parabéns e bom desafio.
    Abraço.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Si, querida!

      Brigadinha pelo comentário. A Dinda fica feliz por ter mexido com as emoções (espero que bem hi-hi-hi).

      Beijos de pudim de leite!

  25. Evandro Furtado
    27 de setembro de 2016

    Fluídez – Outstanding

    Perfeito. Não há problemas com a ortografia ou sintaxe. O conto pega a gente, chacoalha, joga de um lado pro outro e pergunta: “E aí, gostou?”

    Personagens – Outstanding

    Negrinho – figura máxima de representatividade. Retrato exato de uma sociedade injusta. Pobre, preto, favelado. Vítima. Sonhador, esquecido. Menino perdido, mas não daqueles do Peter Pan.

    Trama – Outstanding

    Muito bem trabalhado o macro no micro. Você pegou um campo de visão fechado e conseguiu trabalhar toda uma situação social em um pequeno espaço e com muita maestria. Diálogos muito bem colocados.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Outstanding

    Estilo – Outstanding

    Munido de uma linguagem infantil – emulando alguns aspectos de contos de fada – o autor imprime uma atmosfera semi-satírica sem arrancar o peso dramática de uma história tão poderosa. A crítica social é posta de forma exata.

    Efeito Catártico – Outstanding

    Eu confesso que li alguns comentários antes de comentar e me desaponta que algumas pessoas ainda falem sobre um “vitimismo”. Talvez sejam os habitantes do chamado “berço explêndido”. Só vi verdades aqui. Como também tenho empatia por meus semelhantes – o que, por definição, reafirma a minha posição de não-psicopata – lágrima involuntárias brotaram de meus olhos. A estética se sobressaiu ante a propaganda. A standing ovation to you.

    Resultado Final – Outstanding

    • Priscila Pereira
      28 de setembro de 2016

      Oi Evandro, acho que você acabou de entregar qual é o seu conto… Kkkkkk

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Felicidade da Dinda ao ver esse comentário – Outstanding.

      Beijos outstandings! Hi-hi-hi

  26. Claudia Roberta Angst
    27 de setembro de 2016

    Já li o seu conto há um bom tempo. Aí, fiquei sem saber o que dizer. Pensei no Negrinho do Pastoreio, na Fada Madrinha e minha mente virou um cemitério sem flores. E eu sem flores não sou ninguém.

    O tema proposto pelo desafio foi abordado, não lá muito ao pé da letra, mas está presente.

    Não vou entrar no mérito se o conto é panfletário, se divulga uma ideologia, se é de esquerda, direita, ou muito pelo contrário. Isso não me interessa. Se o autor achou que deveria explorar esse viés, que seja. Só que isso tirou um pouco a naturalidade da narrativa.

    Não encontrei lapsos de revisão. As risadinhas tinham a sua razão de ser, talvez me irritar, não sei, mas acredito que contribuem para criar uma espécie de sinestesia. Ficam ecoando por todo o texto, como se fossem palpáveis. Bem estranho isso… ainda mais em um cemitério.

    Enfim, narração singela (tipo fada madrinha mesmo) de uma trama bem triste.

    Boa sorte!

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Clau, querida!

      A Dinda não quis ser panfletária, não (nem sei o que é isso hi-hi-hi). Só quis contar a história verídica do Negrinho.

      Beijinhos com a mesma doçura dos seus comentários!

  27. Amanda
    26 de setembro de 2016

    *espectadores. 😁

  28. Amanda Gomez
    26 de setembro de 2016

    Olá,

    Olha, o texto me incomodou em certos pontos, pela extrema ideologia, política/ social impregnada… O ” coitadismo” foi o tema aqui, por assim dizer. Vi nos polícias vilões e a classe A esnobe o plano de fundo para uma crítica ( a qual o autor tem todo direito) mas que não me cativou, entendi a ” mensagem” mas não funcionou.

    Tirando essa quase doutrinação, vamos ao texto, que é muito bem escrito. A história não tem nada de novo, mas leva o leitor satisfeito até onde o autor gostaria de levar. Eu imaginei ( não sei por que) uma palhaço narrado a história, em um picadeiro cercado por uma multidão de telespectadores alienados. Sim, eu imaginei isso kk. E para cada risadinha desse ” palhaço” eu o vi passear pelo palco, em gestos exagerados contando a história. Cara, seu conto me fez viajar e, por causar tantos sentimentos em mim, como leitora, o parabenizo.

    Demostra ser um escritor com uma boa bagagem, que sabe usar as palavras, e usar de artifícios peculiares para chamar atenção.

    No final, o que mais me chamou atenção na história não foi o enrendo ou os personagens que , e sim a peculiaridade com a qual foi contada.

    Boa sorte no desafio.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Amandinha, querida!

      Imaginou a Dinda como uma palhaça? Ai, que triste! Ainda mais agora com essa onda de palhaços assustadores se espalhando pelo mundo hi-hi-hi-hi.

      Beijokas na alma!

  29. Brian Oliveira Lancaster
    26 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Outra construção bastante singela, com toques de história infantil, mas com boas críticas embutidas nas camadas internas. A atmosfera lembra muito os contos antigos.
    ME: Só as risadas descompassadas me incomodaram um pouco. O restante do texto flui muito bem, e foi possível entender que a história estava sendo contada pela fada (que mais parecia um saci, pela risada). Diferente, incomum. O tema não foi tão bem explorado, mas é um enredo que cativa pela sua “suposta” simplicidade. Há todo um subtexto metalinguístico (complicado isso aí) fascinante.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Verme? Ai, que nojo!

      Podia ter colocado um bichinho mais fofo pra avaliar o conto da Dinda, né? Hi-hi-hi-hi

      Mas brigadinha mesmo assim, querido.

      Beijos sabor domingo no zoológico!

  30. Gilson Raimundo
    25 de setembro de 2016

    Adoro fábulas contemporâneas, daria um 10 com toda satisfação, porém como o tema era cemitério achei que ele foi pouco caracterizado, foi apenas mencionado, a história deveria girar um pouco mais a seu redor, enfim, foi um dos melhores que li, uma dura critica às relações humanas e ao descaso do estado que se ausenta nas comunidades e favelas deixado a lei nas mãos de um poder paralelo.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Ai, Gilsinho… que pena você não ter visto o tema.

      A Dinda tava precisando tanto de um 10.
      Mas tudo bem, amore, fica pra próxima, né?

      Beijinhos de framboesa!

  31. mhs1971
    25 de setembro de 2016

    Olá
    Não sei se é por causa do horário (meio tarde da noite) ou por ter a vista varada de tanta leitura, mas o conto me irritou um pouco. Talvez o recurso da risadinha achei um pouco demais com essa “gracinha” literária.
    Fora que existe um lance que muitos escritores se valem, que acho uma picaretagem (com o perdão da palavra) de apenas mencionar o tema proposto em apenas um parágrafo e apresentar uma história que não tem nada a ver. Por exemplo, vi isso em inúmeros contos e livros que tinham a pretensão de serem policiais, só com a menção da própria polícia apenas.
    Desculpe o mau humor.
    Mas no contexto geral, é perceptível a experiência na escrita, a boa construção textual, além de uma boa coesão.
    O conto me soou um “reaproveitamento” de algo já escrito para outro propósito e adaptado para esse Desafio. É só uma impressão mas que, como já ocorreu comigo, de que, se não tem algo no tema, não adapte às pressas ou apresente algo que não tenha nada a ver com o tema, remendando textualmente. Na maioria das vezes, o remendo é pior que o soneto. Ou no caso, conto.
    Mas parabenizo pela qualidade na escrita e mais sorte na próxima vez.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Brigada, Marcinha!

      Tudo bem pelo mau humor, querida. A Dinda fica assim uma semaninha todo mês e sabe bem como é! Hi-hi-hi!

      Beijokas de azuki!

  32. José Geraldo Gouvêa
    24 de setembro de 2016

    Bem, vamos lá. O texto padece de certa pieguice, do tipo “no céu tem pão” (hi-hi-hi) e também de indefinições quanto ao público e ao estilo.

    O narrador é meio infantil e bonachão (é um anjinho, afinal) e funciona (bem) como um amortecimento da dura realidade narrada. Esse narrador é a melhor coisa que o conto tem, e quando você for revisar, é a única coisa em que não deve tocar.

    Porém faltou mais equilíbrio entre o narrador-personagem e o conteúdo que ele efetivamente narra. Às vezes você perde um pouquinho a mão. Sugiro que você elabore melhor o texto do narrador, para ele ficar mais redondinho. Mas, repito, não está ruim e a ideia em si deste narrador é muito boa.

    Essa inadequação é que torna o conto meio sem lugar entre a infância, a juventude e a idade adulta. Qual é o público que você imagina para esse conto? Adeque-se a ele. Eu acredito que esse texto funciona para um público entre 8 e 11 anos de idade, se você enxugar no tamanho e der uma guaribada no estilo do narrador.

    Acho que o texto não está muito enquadrado no desafio, não. Por isso, entre outras coisas, acho que não vou votar em você. Mas não pense que eu te achei mau escritor. Foi só que você não esteve muito feliz no texto.

    Quanto à pieguice, é um texto infantil, pombas! Se não puser açúcar, criança não gosta.

    Aliás, parabéns pela ousadia de pôr um texto infantil nesse desafio pesado.

    • Priscila Pereira
      26 de setembro de 2016

      Me desculpe, mas que criança gostaria de uma história dessas?? Acho que o autor não pretendia que fosse uma história infantil e sim uma crítica social. Eu como mãe não considero esse texto próprio para crianças!!

      • jggouvea
        9 de outubro de 2016

        Marcelino Pão e Vinho era para crianças.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Gegê, que saudade!

      Brigadinha pelo comentário, meu pãozinho de queijo recheado com doce de leite.
      O texto era infantil, sim! Todo texto que começa com “era uma vez” e termina com “viveram felizes para sempre” é infantil, não é? Hi-hi-hi-hi.

      Beijokas da Dinda!

  33. Anorkinda Neide
    24 de setembro de 2016

    Olá, autorx
    Bem, vc não vai me fazer reler isto, ok?
    A ironia, em mim, foram alfinetadas de adolescente, meus filhos já passaram desta terrível fase, da qual eu mesma quero esquecer q já passei tb.
    A questão de pobreza, injustiças e modo de viver e ver a vida é tremendamente muito mais profunda do que ainda sonha vc.
    O texto é bem escrito, mas o conteúdo só me afastou. Há cemitério no conto mas as chapuletadas devem ser dadas no facebook, nos manifestos, nos e-mails dos políticos, não tente fazer minha cabeça pq não vai rolar, já foi feita e desfeita.
    Abraços

    • José Geraldo Gouvêa
      24 de setembro de 2016

      Que isso, Anorkinda, negar ao autor o direito de expressar sua ideologia como parte de sua obra? Se o autor não tiver a liberdade de ter uma opinião própria, o que ele vai ter?

      Não seja assim censora. O tema é válido como qualquer outro, desde que o autor o faça valer.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Oi, Kindinha!

      Não vou fazer ninguém reler nada, não, querida.
      Só obrigaria alguém a ler novamente se eu fosse fascista.

      Mas eu sou comunista, lembra? Hi-hi-hi-hi

      Beijos chubescos!

  34. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    23 de setembro de 2016

    Oi, Monteiro,
    Boa noite.

    Quando li o título pensei que não iria gostar…

    Seu texto me angustiou muito e isso é um elogio.
    Gostei muito da narração da fada com seus risinhos e sons onomatoáicos dando ritmo à narrativa.

    Não sei se o que dirão os outros leitores, pois o tema era cemitério. Mas para mim, valeu! O cemitério estava presente o tempo todo, não só como figura símbolodo do fim inevitável de Negrinho, mas como uma lembrança incômoda de que esses personagens já estão todos mortos de alguma forma.

    Parabéns por seu trabalho impecável.
    Neste grupo tem gente muito boa escrevendo.
    Boa sorte no desafio.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Brigadinha, Paulinha!

      A Dinda ficou muito feliz com seu comentário.

      Beijokas de maçã do amor vendida em porta de teatro!

  35. Fabio Baptista
    23 de setembro de 2016

    A técnica está muito boa e a mistura da narrativa infantil com uma história “pesada” ficou bem interessante. E gostei de uma pausa na mesmice de cemitérios e almas penadas.

    Aqui, no entanto, é difícil não entrar no mérito de ideologias… (na verdade, li 3 contos em sequência antes de comentar e, pouco à frente, tem outro falando sobre ditadura de um jeito meio panfletário e estou pensando no que escrever lá também rsrs). Bom, sem mais enrolações, a verdade é que não posso dizer que não fiquei com um ranço amargo de esquerdismo depois da leitura (vou até tomar banho pra ver se sai mais depressa! hi-hi-hi).

    Mas, falando sério… aqui não sei dizer até que ponto isso foi panfletário, irônico ou os dois. Difícil julgar.

    Fiquei com um sentimento vazio depois da leitura, sei lá. Meio estranho.

    Abraço!

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Fabito, meu reacinha preferido!

      A Dinda tava ansiosa pelo seu comentário, meu querido!
      Tomou banhinho, tomou? Espero que tenha saído essa nhaca esquerdista (seja lá o que for isso) de você.

      Ficou vazio, é? Bom… depois a Dinda te dá umas dicas de como você pode preencher isso aí hi-hi-hi.

      Beijos reacionários!

      • Sami Terry
        16 de outubro de 2016

        É um camaleão, esse FB… 😛

  36. Wender Lemes
    21 de setembro de 2016

    Olá! É interessante como a crítica se faz velada e explícita simultaneamente: velada pelo tom irritantemente feliz da Fada Madrinha, explícita pela incoerência que esse tom possui em relação aos acontecimentos. Não só os fatos, mas também a própria maneira como são narrados, emulam o desgosto. Quem escreveu merece reconhecimento por isso. Sobre o pano ideológico, acho que também foi bastante feliz, uma vez que, indubitavelmente, levantou a discussão. Me pareceu um trabalho consciente sobre o estereótipo/clichê, mais que uma simples defesa de posicionamento. É uma pena quando a sátira é creditada unicamente como discurso. Em resumo, achei um trabalho muito bom. Parabéns e boa sorte.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Brigadinha, Wender!

      Beijokas estereotipadas conscientemente!

  37. Ricardo Gnecco Falco
    21 de setembro de 2016

    “O conto em si é uma fantasia infantil comunista favelística.” — Mitou! 🙂

    Bem, eu ia utilizar o Método dos “3 EUS” para comentar o conto, porém percebi que este método é opressor e racista, colocando o EU em destaque. Assim sendo, buscarei nesta análise utilizar um processo mais justo e igualitário, que chamarei de “3 MIS”, ou “MI-MI-MI”.

    MI LEITOR (o menos coxinha) – A leitura fluiu gostosa e sem entraves, hi-hi-hi! Fiquei impressionado com a imaginação dx autxrx e com a profundidade dxs personagens, hi-hi-hi-hi! A cena da polícia fascista oprimindo as vítimas desta sociedade capitalista mexeu comigo de uma forma que jamais esquecerei. Estas cenas cruéis em minha mente… Jamais passarão! Não darei nota ao conto porque não acredito neste sistema de mérito, porém recomendarei ao MinC que libere uma pequena verba federal para levar esta obra-prima a todos os cinemas do Mercosul.

    MI ESCRITOR (o menos reaça) – Escrita perfeita, hi-hi-hi! Creio que x autxrx foi tão profundo no assunto que este texto nem deva ser considerado uma ficção. Foi como um gopi no estômago! E, para quem acha que todo trabalho (urght!) tem que compactuar com esse tema vivofóbico proposto, só tenho uma coisa a dizer: #ForaTema!

    MI EDITOR ( o lado ‘vai estudar História’) – #TemaGolpista!

    Boa sorte,
    companhêro!

    • Olisomar Pires
      21 de setembro de 2016

      Vai ganhar o Troféu Melhor Comentário pela criatividade, crítica e ironia. 3 MIS foi fantástico, aliás, tem tanta coisa boa que nem dá pra separar.

      Agradeço ao autor do conto por possibilitar a existência desses comentários, incluo também as falas do Ricardo de Lohem.

      rsrsrsr

    • Thiago Amaral
      2 de outubro de 2016

      Nossa, excelente comentário! ahuhauhuha

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Hi-hi-hi-hi como é espirituoso!

      Esse critério “mi mi mi” foi a coisa mais engraçada que eu já vi na minha vida. Vou até mostrar pro Negrinho, ele vai dar boas gargalhadas, tenho certeza!

      Beijokas da Dinda!

  38. Taty
    20 de setembro de 2016

    Então… que medo dos policiais malvados e das pessoas ricas !

    Agora, falando sério: a técnica é boa, a estória é um clichezão ideológico de fazer chorar qualquer adolescente que pretenda mudar o mundo cruel, mas nem arruma o próprio quarto e ainda xinga os pais pela bagunça.

    É isso.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Brigadinha pelo comentário tão doce, Taty, querida!

      Agora vou arrumar meu quarto hi-hi-hi.

      Beijos de caramelo!

  39. Priscila Pereira
    20 de setembro de 2016

    Oi Monteiro, me desculpe mas eu odiei seu conto! (Tenho a impressão de que era essa a sua intenção). A leitura é fácil, está bem escrito, mas a história é horrível, e os hihihis são terríveis! Desculpe a franqueza… mas gosto é gosto…

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Oi, Pri, querida!

      Tudo bem, amor, gosto é gosto… é assim mesmo.
      Às vezes a gente gosta de fazer magiazinha pro bem, poção do amor, essas coisas. Às vezes a gente gosta de fazer magia pra escorregar na casca de banana e outras travessuras…. hi-hi-hi.

      Tem problema não, tá, querida?

      Sem ressentimentos por parte da Dinda.

      Beijokas coloridas.

  40. Ricardo de Lohem
    20 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Não entendi o “Lobatomia” do seu nome: é Loba + Lobotomia? Ou é apenas Lobotomia escrito errado? Vamos ao conto! Primeiro, devo dizer que escapou totalmente do tema: nada de cemitério, só uma morte. Tudo bem ele foi ele terminou em um tipo de cemitério, mas um única linha sobre isso pra mim não é o bastante, o conceito de cemitério, fosse real ou abstrato, deveria permear a narrativa, ou pelo menos ter peso fundamental no desfecho. Morte é uma coisa: cemitério é outra. Se a chefia do desafio fosse um pouquinho mais rigorosa, você seria desclassificado, sem dúvida nenhuma. Prosseguindo. Causou em mim péssima impressão deparar com um erro de pontuação na primeira linha do conto: “Era uma vez, um menino chamado Negrinho”. A fórmula tradicional para início de contos de fadas, “era uma vez”, não é seguida por vírgula. O correto, portanto, seria: “Era uma vez um menino chamado Negrinho”. O conto em si é uma fantasia infantil comunista favelística. Acho o tema “mazelas na favela” muito cansativo, e excessivamente explorado pelos brasileiros, é quase uma obsessão. Uma fantasia comunista disfarçada de conto infantil, seu conto deve ser bom para quem quiser doutrinar criancinhas. Desejo Boa Sorte

    • Ricardo de Lohem
      20 de setembro de 2016

      Postscript: É claro que ficou óbvio que “Lobatomia” vem de Monteiro Lobato, mas pra mim ficou parecendo mais Loba + Lobotomia. E ainda não entendi a graça: Uma versão com lobotomia de Monteiro Lobato? A piada do nome não funcionou pra mim. Bom, é só um pseudônimo, esqueça. Até!

    • olisomar pires
      20 de setembro de 2016

      “O conto em si é uma fantasia infantil comunista favelística.” – Essa foi de lascar o cano da garrucha. kkkkk

      • mariasantino1
        2 de outubro de 2016

        Pessoal fazendo deboche a torto e direito por aqui, heim?

        Quanta arrogância, meu Deus!

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Richnho, meu querido!

      Então agora debater problemas sociais é coisa de comunista? Hi-hi-hi-hi, como é politicamente engajado!

      Mas a Dinda vai te contar um segredinho: você tem razão. O conto é mesmo para doutrinar criancinhas. Nós, comunas, gostamos de doutrinar as criancinhas e também deixá-las bem gordinhas, para comer no café da manhã.

      Hi-hi-hi, brincadeirinha!
      … Não gostamos de doutrinar, não!

      Beijokas da Dinda e um toquinho da vara de condão bem no meio do seu coração!

  41. Evelyn
    20 de setembro de 2016

    Oi, Monteiro,
    Gostei do seu conto. É fácil de ler. Está bem escrito. Flui. Prendeu a leitura até o final.
    O tema do cemitério está presente e me lembrou histórias de criança.
    Parabéns.
    Abraços!

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Evelyn, querida!

      Muito obrigada pelo comentariozinho tão fofo!

      Beijos no coração!

  42. Olisomar Pires
    20 de setembro de 2016

    Bem escrito, a leitura surge com facilidade, não notei erros fáceis. A estória é bem construída, possui um tom infantil que ficou muito bom.

    Quanto ao mérito da mensagem: é o típico enredo de filme brasileiro, faltaram apenas umas prostitutas, alguns palavrões e cachaça, mas o complexo de sofrimento está todo aí.

    O tema “cemitérios” foi abordado muito, mas muito, superficialmente.

    Boa sorte.

    • Fada Madrinha
      15 de outubro de 2016

      Olisomarzinho, meu docinho de maracujá!

      Obrigada por esse comentário tão guti guti. Você diz que faltou cachaça, prostitutas e palavrões. Hum… vamos ver… a cachaça estava lá, mas a mãe do Negrinho tomou. Sobre prostitutas, tudo que posso dizer é: a mesada de papai não era suficiente para pagar a escola de magia, hi-hi-hi-hi! (entendedores entenderão)

      E, a respeito dos palavrões, me lembrei de uma piadinha, olha só que fofinha:

      Duas semanas de casamento, o marido apesar de feliz, já estava com uma vontade reprimida de sair com a galera pra fazer a festa.

      Assim, ele diz à sua queridinha:

      — Amorzinho, vou dar uma saidinha, mas não demoro…

      — Onde você vai, meu docinho?

      — Ao barzinho, tomar uma geladinha.

      A mulher bota a mão na cintura e lhe responde:

      — Quer cervejinha, meu amor?

      Nesse momento ela abre a porta da geladeira e lhe mostra 25 marcas diferentes de cervejas de 12 países.

      O marido sem saber o que fazer, lhe responde:

      — Meu docinho de coco… mas no bar… você sabe… o copo gelado…

      O marido nem terminou de falar, quando a esposa interrompe a sua conversa e lhe fala:
      — Quer copo gelado, amor?

      Ela pega no freezer um copo bem gelado, tão branco, tão branco, que até tremia de frio. O marido responde:

      — Mas minha princesa, no bar tem aqueles salgadinhos gostosos… Já estou voltando, tá?

      — Quer salgadinho, meu amor?

      A mulher abre o forno e tira 15 pratos de salgadinhos diferentes, quibe,coxinha, pastel, pipoca, amendoim, coração de galinha, queijo derretido, torresmo…

      — Mas, minha Pitchuquinha… lá no bar… você sabe: as piadas, os palavrões, tudo aquilo…

      — Quer palavrões, meu amor? ENTÃO VAI $3 #¨&*@*#, PORQUE DAQUI VOCÊ NÃO SAI NEM F0#¨&*#*, SEU #&*#0 $@ &#(@!

      Ha-ha-ha-ha! Que piada engraçada!

      Beijos açucarados!

E Então? O que achou?

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Publicado às 20 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .