EntreContos

Detox Literário.

Miudinha (Anorkinda Neide)

menina-tronco

– Shh… não faça barulho.

– Larga de ser besta, eles não ouvem mais nada, não.

– Não sei. Talvez ouçam tudo e mais um pouco.

– Você diz, pensamentos? Ahh.. tenha paciência!

– Eu não sei… É o que falam.

Ficaram mesmo em silêncio e caminhavam com cuidado e vagarosamente. A menina os observava de longe, me perguntei até onde a curiosidade dela seria maior que sua timidez. Ela passeia sempre por aqui, todo dia. sozinha com seus olhinhos tristes. Suspira tanto e a cada suspiro parece que diminui de tamanho, eu a chamo de Miudinha.

Não sei de onde ela vem ou onde mora, mas deve morar em algum lugar pois todo dia ela vem com uma roupa diferente. Às vezes roupas de verão, noutros dias bem agasalhada, certa vez apareceu de galochas e um enorme guarda-chuva, achei muito engraçado, será que a menina imaginava temporais, variações de clima? Estes fenômenos não ocorrem por aqui, não ocorrem no mundo dela.

Hoje ela estava escondida, espiando por uma fresta na madeira. Miudinha não costumava fazer isto, mas também não costumávamos receber a visita de meninos traquinas como aqueles.

– Você acha que vamos conseguir chegar bem rápido ao outro lado?

– Claro! Olhe já dá pra ver o portão dos fundos, lá adiante!

– Tô vendo, não.

– Você precisa usar óculos, Teleco.

– É, eu sei mas eu não gosto.

– Eita, que você é teimoso mesmo…

Os garotos seguiram pela ruazinha delimitada por meio-fios caiados, iam chutando uma latinha amassada de cerveja, fazendo um barulho estridente, fazia Miudinha estremecer em seu improvisado esconderijo.

Pelo visto esqueceram-se de onde estavam e do silêncio que haviam pensado em fazer. Chutavam de um para o outro, narrando passes de futebol imitando locutor esportivo, ao dar um chute mais forte que arremessou a latinha para dentro de um arbusto, Xandinho gritou: Gooool!

De repente, já estavam próximos do portão, apostaram uma pequena corrida até ele mas abandonaram o veredito de vencedor ao repararem que estava trancado, com um grande cadeado.

– Ah, não! E essa agora?

– Eu sempre passo pela rua ali atrás e sempre este portão tá aberto! Que raiva!

– Tá com cara de que este cadeado ta aí a mil anos, Xandinho.

– O cadeado pode ser velho mas que este portão tá sempre aberto, ah isso eu garanto.

– Mas agora não tá…

– Vamos ter que voltar.

Ao virarem para trás, os dois amigos pularam ao mesmo tempo e arregalaram bem os olhos… Miudinha estava bem próxima a eles, agarrada em seu ursinho de pelúcia tão miudinho quanto ela. A pobrezinha criou coragem e convidou os meninos para brincar.

Mas os dois foram tomados pelo medo. Foi até engraçado de ver, cada um correu para um lado. Quando pararam para tomar fôlego, fizeram sinais um ao outro e se encontraram na esquina da capelinha. Quase se abraçaram de tanto nervosismo.

Vinha entrando, dobrando da rua principal, um féretro com muitas pessoas vestidas de preto e cantando um hino evangélico, acho que isto assustou ainda mais os meninos que correram para dentro da capela.

Procurei por Miudinha, mas a perdi de vista. Depois que as pessoas passaram pela capelinha, fui até lá. Os garotos estavam saindo num silêncio assustado e com a respiração fazendo todo o barulho do pavor que sentiam.

– Teleco, eu quero ir embora daqui…

– Shh… fala baixo

– Se ela aparecer de novo?

– Não vai aparecer. Vamos correr bem rápido.

– Pra onde? Tamo perdido!

Deixei que eles me vissem, dando alguns passos vagarosos em sua direção e disse que poderia ajudar. Mas eu sou grande e feio e, novamente, os coitados tremeram tanto de medo que só posso pensar que molharam as calças. Queriam correr, mas eu sabia que o desespero só faria com que se embrenhassem mais ainda naquele labirinto de ruazinhas caiadas.

Então, eu os segurei pelos bracinhos magros e os conduzi até a rua principal poucos metros à frente, dizendo da forma mais pacífica do mundo que estava tudo bem e que eles deveriam seguir reto, sem desvios, que encontrariam a entrada que dava para a rua do colégio.

Estavam tão apavorados que assim que os soltei correram tanto que quase tropeçaram nos próprios passos. Saíram pelo portão afora e sei que nunca mais os verei, não com vida.

Vi Miudinha observando a cena escondida na mesma fresta de madeira que antes lhe serviu de esconderijo… Seus olhinhos cheios de melancolia. Não sei se ela me viu, eu nunca soube se ela conseguia me ver…

Miudinha caminhou sem pressa em direção ao portão principal, o mesmo que se abria para a rua do colégio. Saiu, atravessou a rua. Fiquei muito curioso, nunca tinha visto a menina fora dos portões… Estava na hora de as crianças saírem das aulas, a rua estava cheia de carros de mães e pais que vinham buscar seus filhos na escola.

Cheguei perto das grades do portão para ver mais longe, para onde tinha ido Miudinha. Não acreditei, fiquei muito, mas muito pasmo com o que vi: a menina entrou num carro que tinha um homem de óculos e bigode na direção. Não pude ouvir o que disseram, mas vi que trocaram beijos no rosto. O carro seguiu rua afora e eu fiquei sem saber o que pensar!

Passaram-se alguns dias, e eu sem conseguir uma resposta para o que vira naquela tarde… Lembrei que era feriado e quando as aulas voltaram, Miudinha apareceu fazendo seu passeio costumeiro pelas ruelas tão nossas conhecidas.

Finalmente, concluí que ela era estudante do colégio em frente e eu um mísero diretor de cemitério sem história de assombração para contar.

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90 comentários em “Miudinha (Anorkinda Neide)

  1. Fil Felix
    14 de outubro de 2016

    Miudinha Troll

    GERAL

    Outro conto que aposta no clima jovem. A leitura é bastante tranquila e o clima apela pra nostalgia, como nas histórias da Coleção Vaga-lume. Tem crianças, escola, cemitério, monstros que não são monstros, criaturas que não são criaturas. Um mundo bonito em que as crianças brincam, aprontam, sentem medo. Mas sem as problemáticas do mundo real.

    ERROR

    Achei a narrativa um pouco simples, sem grandes pretensões. Vou na contra-mão de alguns comentários e não gostei tanto do final. Achei bastante didático, como pegando na mão do leitor e apontando “isso foi x, aquilo foi y, ok?”, apesar da ideia ter sido boa.

    • Mal assombrado
      14 de outubro de 2016

      Oi, Fil!
      Entendo o didatismo.. realmente tem um quê ali no final que não parece bem montado, mas… foi o que deu. hehe
      Olha, há uma problemática, sim, se vc atentar bem… pq a menina fingia q ia ao colégio e passava a tarde toda no cemitério?
      Obrigada pela leitura.
      Um abraço e boa sorte pra nós!

  2. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    24. Miudinha (Mal assombrado)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: mais uma história de infância aventureira deste desafio, o que não desmerece a narrativa ágil da situação apresentada. No entanto, aprendi com o seu conto que o final deceptivo, mesmo quando óbvio, deixa um travo amargo na memória do leitor.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Perplexivo.

    • Mal assombrado
      14 de outubro de 2016

      Gente! Que estrutura de comentario diferente!
      Bem.. nao sei se entendi.. o fato de teres te decepcionado com o final te desgostou, é isso? e era óbvio?
      Bem, de qualquer forma agradeço tua atenção e o neologismo Perplexivo ali na conclusao..
      Abraço e boa sorte pra nós!

  3. Marcia Saito
    13 de outubro de 2016

    Oi. Como estás?
    Geralmente contos com crianças como protagonistas fico com um pé atrás ou com o senso crítico mais em alerta. Digo isso pois já li muitos contos onde retratam a crinça de forma equivocada e de tal forma que torne a narrativa ridícula.
    Mas não é o caso do seu conto, fique tranquilo.
    Apesar de mau humor de hoje (choveu o dia todo em São Paulo), não quero destilar maiores chatices nos comentários na lelitura.
    Foi bem escrito e com um bom desenvolvimento, onde o começo foi relativamente bem e o final foi adequado.
    Gostaria de tecer maiores comentários, mas não vou delongar demais.
    Parabenizo pelo conto e sorte no Desafio

    • Mal assombrado
      14 de outubro de 2016

      Ahh que pena que não delongou… hehe
      Obrigada pelo comentário, Marcia.
      Eu tenho muito cuidado com tudo sobre e/ou para crianças.
      Boa sorte pra nós!
      Abraço

  4. Bia Machado
    13 de outubro de 2016

    Tema: Totalmente adequado!

    Enredo: Muito bom! Eu já estava conformada de que tudo ali tinha a ver com fantasmas, mas que bom que veio a surpresa! Ponto mais que positivo. 😉

    Personagens: Levaram bem minha leitura, inclusive o narrador. Fofos, se fosse para classificar em uma palavra. ❤

    Emoção: Gostei muito. Será um dos meus destaques, com certeza!

    Alguns toques: Só quanto a questão da revisão do que passou, coisa que certamente já disseram aqui. Parabéns!

    • Mal assombrado
      14 de outubro de 2016

      Olá, Bia!
      Que bom que a surpresa funcionou com vc tb!
      Emoção? É a minha! Muito obrigada pelo destaque!
      Um abração e boa sorte pra nós!

  5. Jowilton Amaral da Costa
    13 de outubro de 2016

    Hahaha. Bom conto. O conto é conduzido muito bem para a surpresa final. Tudo nos leva a crer que miudinha e seu companheiro eram fantasmas. Não vi erros gramaticais, achei a escrita fluida e leve. Boa sorte.

    • Mal assombrado
      14 de outubro de 2016

      Jowilton!
      Obrigada por tuas palavras! Que bom que a surpresa te agradou.
      Valeu!
      Boa sorte pra nós!

  6. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Nossa, me enganou legal! Hahahaha
    Eu tava pronto pra comentar “nossa, ficou muito óbvio desde o começo que o narrador é um fantasma, e continuei lendo meio com um tédio de quando já se sabe onde vai dar, mas no fim, me surpreendi e ri de mim mesmo.. hahaha
    Bom, isso acabou mudando bastante a opinião sobre o conto. Não que o coloque entre os melhores, mas sem dúvida mudou de patamar.
    Achei em alguns momentos um pouco truncada a escrita, com uns erros de pontuação e/ou revisão.
    O enredo não tava me agradando tanto, mas obviamente o fim salvou tudo e deu um sentido até pros meninos, que até então me deram a impressão de não ter nenhuma importância no todo.
    Enfim, o resultado foi bom, e o conto é leve e sincero. Parabéns!

    • Mal assombrado
      11 de outubro de 2016

      Olá, Luis!
      Que bom que o resultado foi bom!
      Um abraço
      e boa sorte pra nós

  7. Anderson Henrique
    11 de outubro de 2016

    Texto bacaninha (pra ficar no mesmo tom), mas a surpresa no fim é perigosa. Vai agradar a alguns, mas vai deixar outros com raiva. Eu gostei, mas fiquei com aquela pulga pequenina atrás da orelha. De qualquer maneira, o saldo foi positivo.

    Algumas observações:
    – a marcação do diminutivo ao longo do texto incomoda um pouquinho, mas passa;
    – há trechos em que a pontuação precisa ser revista e algumas quebras que podem ser melhoradas.

    Boa sorte!

    • Mal assombrado
      11 de outubro de 2016

      Obrigada, Anderson!
      Pela leitura e pelas palavras. Sabe q nem percebi tantos diminutivos? Vou fazer uma revisão neles tb… hehe
      Abraço e boa sorte pra nós

  8. Felipe T.S
    10 de outubro de 2016

    Gostei da leitura. É leve, divertida e bem narrada.

    Creio que o autor atingiu os objetivos dele. O destaque vai para o cuidado com a construção, muito bem realizada. Dentro da avaliação geral, como trama, o contto é mediano, pois praticamente não tem conflito e sua revelação soa mais como uma “pegadinha”, pra usar uma palavra que os colegas já citaram aqui nos comentários. Mas como eu falei, a escrita é competente.

    Parabéns pela produção. Sei que defendeu aqui que esse é seu estilo, ainda assim, espero ler algo seu em outra oportunidade que trabalhe um pouco mais com as emoções, aqui, eu queria ter “sentido” mais.

    Abraço!

    • Mal assombrado
      10 de outubro de 2016

      Olá, TS!
      Obrigada pelas palavras…sabe vc já leu uns trabalhos meus que apesar de mornos, ainda assim mexeram mais com os sentidos do que este aqui… hehe
      É uma pena q muitos sentiram a ‘pegadinha’, eu queria mesmo era sair dos clichês, mas não tem problema.
      Abraço e boa sorte para nós!

  9. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Excelente! E eu aqui, esperando o fantasma, o sobrenatural. Miudinha estaria morta, testemunhando a traquinagem dos meninos. Só que não. Muito bom, o conto brinca com os clichês do gênero para, no final, dar um tapa na cara do leitor e dizer que há, sim, bons contos sobre cemitérios que retratam a vida real. Ou seja, o texto me ganhou não só pela simplicidade, mas principalmente pela ironia embutida, na medida em que soa como crítica aos lugares comuns associados ao tema proposto. Parabéns!

    • Mal assombrado
      10 de outubro de 2016

      Opa! Valeu, Gustavo!
      Será que, enfim, acertei a mao aqui? Começo a acreditar! hehe
      Sabes que não pretendi brincar com os clichês, não conscientemente… mas confesso q aproveitei o clima e o ambiente para induzir o leitor a pensar em fantasmas, até eu pensei em certo momento!
      De verdade, o personagem me levou pela mão, o coveiro q em dado momento me pediu para subir de cargo! rsrs
      Abraço e boa sorte pra nós!

  10. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Simplicidade formalizada neste texto, deixando a leitura correr normalmente, pois está bem escrito, e o final é surpreendente. Tem uns apontamentos de humor, portanto parabéns e desejo que fiques nas primeiras posições do top deste desafio.

    • Mal assombrado
      9 de outubro de 2016

      Vitor!
      Obrigada pelo desejo de sucesso! que tenhamos!
      Que bom que gostou do texto.
      Um abraço

  11. Simoni Dário
    7 de outubro de 2016

    Olá Mal-Assombrado

    Eu precisei reler o conto porque não tinha entendido bem as coisas. O embuste, então, ficou bem evidente.

    Coitados dos alunos, ninguém merece um cemitério que dá de cara com o portão da escola. Para a Miudinha parece que foi uma boa, passou a impressão de uma morta viva, do tipo que não faz amigos, daí a identificação com o ambiente hostil.

    Não sei, para mim o conto foi meio que pipoca sem sal. Está bom sim, bem escrito. Os diálogos das crianças foram meio carregados para fala de crianças, em minha opinião. E aqui, eu acho que preferia que eles fossem fantasmas mesmo, não gostei de ser ludibriada.

    Tem o mérito da surpresa, mas confesso que pelo andar da história eu preferia o final mais clichê. Gostos são gostos.

    Mas você está de parabéns pelo talento narrativo.

    Bom desafio.
    Abraço

    • Mal assombrado
      9 de outubro de 2016

      Obrigada pela leitura, Simoni
      Sabe, a escola onde passei toda minha infancia era vizinha de um cemiterio, de algumas salas de aula do segundo andar dava pra se ver as sepulturas.
      Entendo que o final não tenha lhe agradado, acontece…
      Boa sorte para nós e abraço!

  12. Marcelo Nunes
    7 de outubro de 2016

    Olá mal-assombrado.

    Mais um conto bom de ler, boa escrita e uma estrutura que me agrada. Em poucas palavras, o autor conseguiu manter minha atenção até o final do texto.

    Fiz um passeio agora, pela simplicidade e sutileza do seu conto. Uma leitura agradável e sem travas. Gostei da ambientação e do ritmo. Me diverti com os poucos diálogos. Neste ponto dos diálogos, o autor na minha modesta opinião, com o espaço que tinha, poderia ter colocado mais umas falas. Boa criatividade e destreza com as palavras.

    Só uma coisa me incomodou, o excesso de olhinhos, miudinha, ruazinha, latinha, Xandinho, miudinho, ursinho, pobrezinha, capelinha. Logo no início do texto, cansei um pouco. Mas não chega ser um ponto negativo.

    Meus sinceros parabéns. Boa sorte no desafio.

    Abraço.

    • Mal assombrado
      9 de outubro de 2016

      Olá, Marcelo! Vc é novo aqui? Bem-vindo!
      é poderia ter estendido mais, mas provavelmente teriam mais diminutivos! haha
      Obrigada pelas palavras positivas!
      Boa sorte pra nós e abraços

  13. Catarina
    7 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Mais um conto de fantasma mirim. Valei-me!

    TRAMA muito fofa. Cheia de induções fantasmagóricas sem nem um sustinho. A narrativa é a mais fluida que encontrei por aqui e ainda estou em dúvida se gostei. Sabe picolé quente? Por aí.

    AMBIENTE sugestivo. O autor se aproveitou do tema para incutir um suspense na imaginação do leitor. Manipulou legal.

    EFEITO ducha gelada pós-sauna. Cadê a fantasminha que estava aqui? Inteligência vingativa.

    • Mal assombrado
      9 de outubro de 2016

      Catarina!
      Ducha gelada depois da sauna é bom né? eu acho,nunca fiz sauna, a não ser aquela suadeira de dia de verão longe da praia…
      Tb acho positivo a narrativa ser fluida, então, to contente com tuas observações. Obrigada!
      Boa sorte pra nós, abraço

  14. Pedro Teixeira
    6 de outubro de 2016

    Olá, Mal assombrado! É um conto divertido, uma leitura leve e agradável. Senti falta de mais ambientação e acho que o espaço poderia ser utilizado para trabalhar mais esse aspecto. No mais, a trama foi conduzida com habilidade até as reviravoltas no final. Gostei dos personagens e notei que você conseguiu, com poucas palavras, criar imagens bem vívidas deles na cabeça do leitor. É um conto que diverte tanto adultos quanto crianças, apesar de não ser meu gênero favorito. Enfim, gostei. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Mal assombrado
      6 de outubro de 2016

      Olá, Pedro!
      Bem, na verdade eu não quis sequer pronunciar a palavra cemiterio em todo o texto, exceto no finalzinho. Queria que o leitor fosse montando o cenário enquanto lia, por isso nao descrevi minuciosamente, gosto de q em cada mente, se crie o seu cenário particular.
      Obrigada pelas palavras positivas!
      Um abraço e boa sorte para nós!

  15. Pétrya Bischoff
    5 de outubro de 2016

    Olá, autor! Genial! Devo começar com essa expressão, pois foi justamente o que exclamei quando terminei a leitura. Um conto que transcorre “morno” e apresenta ao leitor duas enormes reviravoltas nos três últimos parágrafos. Toda a narrativa leva a crer que ambos (Miudinha e narrador) estão mortos. Quando o narrador percebe que ela não está, fica impressionado. E só então revela-se que ele também não está morto, ou seja, pra ele, a guria morta fazendo-se presente diariamente era algo corriqueiro. Isso foi tão bem executado que, creio, vá estar entre meus escolhidos.
    A escrita é simples e clara e a narrativa é utilizada como embuste durante quase todo o texto, para nos surpreender no final. Apesar de pecar na ambientação, é um baita conto. Parabéns e boa sorte.

    • Mal assombrado
      6 de outubro de 2016

      Obrigada, Pétrya!
      Genial!? Uau! Ganhei um prêmio agora com esta exclamação! hehe
      Que bom que você viu as coisas desta forma, espero que meu texto mereça realmente a sua admiração, neste tanto!!
      Abraço e boa sorte pra nós!

  16. Maria Flora
    5 de outubro de 2016

    Escrita simples e narrativa tranquila. Proporciona um passeio ao leitor, junto de brincadeiras e medos infantis, entremeado com ruelas. O conflito é sutil, sem sustos. A menina cativa a atenção e o diretor nos deixa curiosos. Leitura deliciosa. Boa sorte.

    • Mal assombrado
      6 de outubro de 2016

      Maria Flora! Que nome lindo!
      Obrigada pelas palavras, me fizeram feliz e a Miudinha tb!
      Abraços

  17. Pedro Luna
    5 de outubro de 2016

    Haha, esse é o famoso conto “pegadinha do malandro”. A revelação no final diverte, deixa um pouquinho de frustração, mas sem dúvida funciona (pro bem ou pro mal).

    Não há muito o que dizer. Uma leitura simples, um texto bem escrito e com uma personagem que não fala nada, mas que se mostra muito simpática e que me lembrou o filme “Ensina-me a Viver”, pela fixação com a morte e temas macabros.

    Ah, e essa é a parte interessante do conto. Como a personagem parece mesmo um fantasma, que só aparece de soslaio, pelos cantos, mas o leitor facilmente a enxerga e cria simpatia. Pontos pro escritor (a). Gostei.

    • Mal assombrado
      6 de outubro de 2016

      Olá, Pedro!
      Que legal o teu apontamento sobre Miudinha.. realmente, ela está ali, mas ‘pelos cantos’ hehe pois é, a fixação com cemitérios lembrou bastante o rapaz do filme,. gosto muito deste filme.
      Obrigada pela visão positiva da leitura.
      Um abraço e sorte pra nós!

  18. Gilson Raimundo
    5 de outubro de 2016

    Este foi um bom conto, segue na linha água com açúcar ou fofinho como estão dizendo, mas tem algo que o separa dos outros, um tom de anedota talvez,um bom enredo, um narrador marcante, um conflito sutil… no fim foi simples… aquele último parágrafo explicativo foi desnecessário ou poderia ser melhor formulado… gostei bastante do conjunto.

    • Mal assombrado
      6 de outubro de 2016

      Obrigada pelas palavras, Gilson!
      Gostei delas!
      Abraço

  19. Gustavo Aquino Dos Reis
    4 de outubro de 2016

    Olá,

    é um conto carregado de sensibilidade. A escrita é simples, sem grandes construções, porém competente. Quanto a história, infelizmente, achei ela muito simples. Não que a simplicidade não seja fascinante, muito pelo contrário. No entanto, nesse conto, o enredo não teve nenhum evento arrebatador em sua simplicidade – a não ser, claro, no final.

    Gostei muito da ausência dos clichês de assombração.

    É um trabalho, como devo dizer, fofinho.

    Parabéns.

    • Mal assombrado
      4 de outubro de 2016

      Olá, Gustavo!
      um evento arrebatador não seria o contrário de ‘simples’?
      Bem, e não tenho mesmo arrebatamentos pra contar, então eu sigo ‘fofinho’.. rsrs
      Obrigada pela leitura.
      Boa sorte pra nós, abraço!

  20. Amanda Gomez
    2 de outubro de 2016

    Haha, fui enganada de novo, novamente, cemitério é só um cemitério…sem sobrenatural. Gostei que alguns autores resolveram fazer isso.

    O conto é bem fofo, eu diria… A narrativa flui bem, e a curiosidade fica aguçada, a menina apesar de ser apenas uma figura a ser descrita, tem uma forte presença, por isso o autor a colocou no título.

    Quando ao diretor… Eu imaginei várias coisas…Maa a última opção era um simples homem, normal.

    Enfim, gostei do conto, ele entretém.

    Boa sorte no desafio.

    • Mal assombrado
      4 de outubro de 2016

      Olá, Amanda!
      Obrigada por suas palavras.
      Que bom que o conto foi fofo pra você
      Um abraço e bos sorte pra nós!

  21. Thiago Amaral
    2 de outubro de 2016

    Muito bonita a imagem escolhida. Me parece importante colocar uma figura, já causando efeito no leitor antes da leitura.

    A história é agradável, e faz bem o que pretende: enganar o leitor quanto à natureza dos personagens. Nesse caso, gostei da revelação final. Miudinha se mostrou personagem mais interessante ao estar viva, mas curiosa em relação à morte. Só acho que, talvez, teria um efeito melhor se a revelação do último parágrafo fosse mais sutil, quanto ao diretor.

    A simplicidade do conto, sem muitas pretensões, me lembrou uma história um tanto mais sobrenatural do desafio anterior. Será que estou certo? Não vou arriscar hauhauh

    Um bom conto!

    Até!

    • Mal assombrado
      4 de outubro de 2016

      Thiago! Tudo bem?
      Não sei o que que você não quis arriscar ae! haha
      Obrigada por suas palavras aqui, sua leitura me fez feliz.
      Um abraço e bos sorte pra nós!

  22. mariasantino1
    2 de outubro de 2016

    Oi, Autora!

    Olha, escrever para crianças é um dom. Já tentei fazer umas coisas pra minha sobrinha e quase choro quando ela gostou e sorriu mostrando que entendeu, mas no geral ela nem tchum. Esse lance de “dom” não é no sentido desvalorização/preguiça ( como o Leandro Karnal explica), é porque acho difícil mesmo, porque tem que se colocar no lugar da criança, tem que manter o equilíbrio do vocabulário sem poder usar palavras mais rebuscadas, para não causar confusão e ainda tem que ser objetivo pra que não se perca do interesse. Você consegue fazer isso em grande parte do seu texto, exceto pelo uso de “féretro”.
    Gostei da personagem, mas a inserção de “mundo dela” deu a entender que menina era um fantasma. Essa parte ficou confusa assim como a passagem em que ela entra no carro. Em seu lugar eu eliminaria o lance de temporais e mundo dela e deixava só a admiração pelas roupas mesmo. Já a entrada no carro torna confuso porque não há mais dúvidas de que a menina é real. Fora isso tem umas coisinhas bobas por aí quanto à revisão que você já deve ter notado.

    No mais, o conto está bacana, o tema está aí e faz parte da trama.

    Boa sorte no desafio e parabéns.

    • Mal assombrado
      2 de outubro de 2016

      Autora, eu?! Sei não…
      Tudo bem, Maria?
      Obrigada pela leitura e pelas palavras positivas.
      Na verdade, o conto não é infantil, por isso usei a palavra féretro…hehe Digamos que eu gosto de despertar a criança dentro do adulto (?) ^^
      Quanto a observação do clima, já comentei em duas oportunidades aqui e entrar no carro é já a revelação de que não á fantasmas na história.
      Eu sempre tenho coisas a ajustar no texto, todos temos não é?
      Um abraço e boa sorte pra nós!

      • Mal assombrado
        2 de outubro de 2016

        Olha só;… escrevi á sem h
        dei-me conta de uma coisa, meu teclado está com a letra h avariada, tem q apertar dicumforça pra ele sair…
        ahá, foi por isso q há o erro no conto!
        mas nao justifica nao ter visto na revisao.. hehe

  23. Iolandinha Pinheiro
    1 de outubro de 2016

    Ah, gostei. Conto fofinho. A personagem ficou bem desenhada e achei legal o truque para enganar o leitor, funcionou comigo. Só não entendi quando o narrador fala que as mudanças climáticas não fazem parte do mundo dela. Como assim? Se ela era uma pessoa como o diretor, então eles estavam no mesmo mundo. Talvez ele achasse que ela era uma fantasma, e por isso mesmo a surpresa em vê-la entrando em um carro na porta da escola.Vai saber. O conto é bom, bem escrito, a linguagem é ótima, o texto é fluido, as imagens finais são bonitas, a única coisa que faltou foi emoção. Ainda assim, gostei muito. Parabéns.

    • Mal assombrado
      2 de outubro de 2016

      Oi, Iolandinha!
      Vc é nova aqui,não? Bem-vinda!
      Bem, quanto a q não entendeste, vc mesmo chegou à conclusão ae.. é isso mesmo. o diretor pensava q a menina era fantasma, por isso disse aquilo do clima, mas ele estava errado, como vemos ao final.
      Eu sei o que vc quer dizer ao se referir è emoção.. é q o conto é morno.. é meu estilo mesmo.. rsrs Sem grandes impactos. na verdade, nem pequenos impactos.
      Mas estou muito feliz que gostou da leitura!
      Abraços e boa sorte pra nós!

  24. phillipklem
    1 de outubro de 2016

    Boa noite Mal assombrado.
    Seu conto me envolveu do início ao fim. Foi uma leitura muito leve e agradável e a surpresa no final foi a cereja no topo do bolo. Sem dúvida foi escrito por alguém que já vem brincando com as palavras a algum tempo.
    Parabéns pela escrita e pela criatividade.
    Boa sorte.

    • Mal assombrado
      2 de outubro de 2016

      Obrigada, Phillip!
      Fiquei muito feliz com suas palavras. Ganhei o domingo! haha
      Que bom que vc viu criatividade ae!
      Um abraço e boa sorte pra nós!

  25. Davenir Viganon
    29 de setembro de 2016

    Olá Mal assombrado, ou seria “não assombrado” kkkkk
    Seu conto é muito bom e muito fácil de entender. Então acho que não vou conseguir dizer algo que acrescente ao que já foi dito. Você nos manobrou
    (para não dizer que enganou) direitinho, criou um clima que levaria a pensar no sobrenatural e nos deixou vendo “pelo em casca de ovo” feito os dois guris e o diretor do cemitério. O efeito foi singelo e eficiente. A escrita é muito boa. O tom de crônica/cotidiano não só quebra o clima tenso de ficar lendo terror (que é bom, mas não toda hora…) mas fez isso muito bem.
    Estou com um palpite de que seja uma pessoa com vários desafios nas costas, pois não se afobou com o limite de palavras. Contou a estória e colocou o ponto final no momento certo (talvez uma linha a mais…).
    Gostei bastante.
    Um abraço.

    • Davenir Viganon
      29 de setembro de 2016

      “talvez uma linha a MENOS…”, digo

    • Mal assombrado
      29 de setembro de 2016

      Caro Davenir,
      vários desafios nas costas deve pesar um bocado,não? Não sei se os carrego, vou consultar um quiropata e ver o q ele me diz.
      Você captou o meu pseudônimo, pois vem mesmo de Não assombrado, afinal é a conclusão do conto.
      Gostei das suas palavras.. você poderia falar mais, neste mesmo viés, que eu não reclamaria! hehe
      Boa sorte pra nós, colega!

  26. Claudia Roberta Angst
    29 de setembro de 2016

    Comecemos pelo final: gostei do desfecho do seu conto. O diretor do cemitério sem história de assombração para contar provoca pena na gente, mesmo.
    Ele queria tanto presenciar um fantasma que passou a enxergar assombração onde só havia elementos comuns do cotidiano.

    A menininha com o seu ursinho lembrou-me daquelas lendas urbanas, da menina fantasma com a sua boneca. Ou algo assim… Uma trama que começa bem singela e depois provoca a impressão de que ou Miudinha é uma visão, ou o diretor (que pensei ser o coveiro) é uma alma de outro mundo.

    Não encontrei erros fugitivos de revisão.

    O conto é curto mesmo ou eu é que nem senti a leitura passar? Enfim, o ritmo é muito bom, cadenciado com os poucos diálogos, mas com muitas imagens bem colocadas.

    Boa sorte!

    • Mal assombrado
      29 de setembro de 2016

      Claudia!
      O conto chegou próximo das mil palavras, não usei todo o limite.
      Eu até pensei em colocar mesmo um dos dois como fantasmas ou mesmo os dois, mas não vi saída legal q não ficasse clichê e a frase final veio me trazer a solução mais acertada, acreditei eu.
      A princípio seria um coveiro, mas um cemitério grande tem vários funcionarios, não é mesmo? Achei q o narrador expressava-se muito bem e elevei o cargo dele!
      Fiquei muito feliz com tuas palavras, obrigada por elas.
      Que tenhamos uma boa sorte!

  27. Evandro Furtado
    29 de setembro de 2016

    Fluídez – Good

    Texto bem escrito, sem aparentes problemas com a ortografia ou com a sintaxe.

    Personagens – Average

    Miudinha – estudante solitária sem amigos. Ronda em torno de cemitérios.
    Eu-narrador – diretor de um cemitério. Sujeito solitário. Stalker.
    Teleco e Xandinho – garotos comuns. Melhores amigos. Traquinas, aventureiros. Corajosos até verem algo que realmente possa assustá-los.

    Trama – Average

    Gira em torno de uma premissa muito simples e se baseia sobre um acontecimento um tanto banal. A confusão dos moleques em acharem que as outras pessoas envolvidas eram espíritos não foi muito desenvolvida.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Average

    Estilo – Good

    Narrativa em primeira pessoa. Um conto mais voltado para o público infanto-juvenil. Apresenta uma linguagem mais simples que se adequa ao gênero proposto.

    Efeito Catártico – Weak

    Creio que impactaria mais se as pessoas estivessem, de fato, mortas. Havia uma premissa bem bacana da menininha-espírito que só quer brincar. Chega a ser assustador mesmo. Mas parece que, ao final, o autor ficou meio que com preguiça de seguir, terminando o texto abruptamente com uma plot twist que não só não funciona como também decepciona.

    Resultado Final – Average

    • Mal assombrado
      29 de setembro de 2016

      Evandro, obrigada pela análise!
      Sabe que quando escrevi a cena em que os meninos se assustam com Miudinha eu pensei q esse fantasminha com ursinho de pelúcia poderia ser bem assustador.. pobrezinha!
      Mas não era essa a minha ideia inicial, então segui no meu rumo. E ademais poderia se parecer demais com pegadinha do Silvio Santos hahaha
      Pena que o conto não funcionou para você… faz parte!
      Boa sorte pra nós!

  28. Fheluany Nogueira
    29 de setembro de 2016

    Quase uma crônica. Narrativa suave, terna, boa dose de suspense e uma interessante surpresa final – não há fantasmas nem mortes (e nem coveiros). Gostei muito.

    As falas dos meninos podem não ter verossimilhança suficiente, mas são divertidas, assim como o medo deles por tudo que se movimenta ali naquele espaço. O foco narrativo está construído com eficácia sob os olhos do “diretor”.

    Parabéns pela originalidade e pela leitura oferecida. Abraços.

    • Mal assombrado
      29 de setembro de 2016

      Obrigada pelas palavras gentis, Fheluany!
      O pessoal tem falado no ar de crônica.. gostei disto!
      Que bom que viste originalidade.
      Um forte abraço e boa sorte para nós!

  29. Brian Oliveira Lancaster
    26 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Quase um conto de fadas. Linguagem simples, mas eficiente em transmitir as emoções e a melancolia, bem presente. Demorou um pouco para entender que o narrador fazia parte da história. Texto bastante meigo.
    ME: É um enredo simples, mas que cativa justamente por isso. Manteve os pés no chão e preferiu seguir um caminho mais urbano. Um cotidiano de cemitério. A ideia foi bem interessante, mas senti falta de algo mais, apesar das aventuras dos garotos serem um mote bastante acertado. Essa frase ficou um pouco engraçada: “entrou num carro que tinha um homem de óculos e bigode na direção” – fiquei imaginando um bigode dirigindo. “Usava óculos e bigode”, como frase isolada, talvez ficasse melhor.

    • Mal assombrado
      26 de setembro de 2016

      Brian, tudo bem?!
      Que bom vê-lo cativado! Definiu bem, um conto de cotidiano e neste tipo de conto não acontece muita coisa mesmo, não é?
      Sabe que nesta frase do bigode eu travei bastante e tentei dar um jeito nela e não consegui! Poderia ser: na direção estava um homem de óculos e bigode. A solução vem depois.. viu só? haha
      Boa sorte pra nós, obrigada pela análise.

  30. jggouvea
    25 de setembro de 2016

    Ontem eu estava um pouco de mau humor e acabei sendo injusto com esse conto. Por isso voltei hoje para comentar, sem nem ler se alguém respondem aos meus impropérios…

    Bem, vamos lá. O texto é bem sucedido em criar atmosfera e o autor mantém a mão firme no clima de suspense. O problema é que o final é muito brochante. Não me refiro ao final não ser sobrenatural, mas ao fato de ele ser um anticlímax, um “nada acontece”. Ficou parecendo que o autor quis se livrar do texto, quase com nojo. Isso comprometeu o resultado geral e fez toda a qualidade do início parecer em vão.

    O texto não chega a ser uma porcaria, mas se você o mandar para um editor com vistas a uma antologia ele lhe responderá perguntando se você já escreveu o final da história.

    Porque na verdade o que faz o fim da história ser ruim é que ele é muito menos denso do que o resto, dando a impressão de ser só anotações para futuramente escrever um final de verdade.

    Mas você escreve bem, e tem plena capacidade de tornar este texto bom.

    Mas não terá meu voto.

    • Mal assombrado
      26 de setembro de 2016

      Hum, então é para eu ignorar o comentario pequenino? rsrs
      Entendo seus apontamentos, pensarei sobre o final. Te digo que a frase final foi inspirada, sabe qd vc vai pensando num fechamento, o que fazer e tal.. e pá! veio a frase, dae os dois parágrafos anteriores foram o caminho q chegou neste final q veio ‘do além’.
      Pode este desenvolvimento ter sido meio apressado mesmo, mas ainda não consigo ver outra fórmula.
      Obrigada pela análise.
      Boa sorte pra nós

  31. José Geraldo Gouvêa
    25 de setembro de 2016

    Achei o conto bem fraquinho e com um final forçaaaaado pacas. Total anticlímax. Não porque não há nenhum sobrenatural, mas porque é de uma banalidade total.

  32. Anorkinda Neide
    24 de setembro de 2016

    Olá!
    Adorei a imagem!
    Que conto gostosinho! Bem, vc me enganou tb, achei que alguem ali seria fantasma.. que bom q fugiu do óbvio como vc mesmo disse, vai ficar legal uma continuação.
    O que a menininha ia fazer no cemiterio, como ninguem percebe q ela falta as aulas? Achei original tb fugir do coveiro e mandar um diretor de cemiterio! hehe legal
    Abraços e boa sorte.

    • Mal assombrado
      26 de setembro de 2016

      Anorkinda, que bom que gostou!
      Já estou com uns diálogos diretor/Miudinha sobrevoando minha cabeça.
      Boa sorte pra nós.

  33. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    24 de setembro de 2016

    Oi, Mal Assombrado,

    Gostei seu conto. Gosto muito de contos que têm crianças, mas, não têm nada de infantis (mesmo quando a narrativa parece puxar para isso).

    A quebra do clichê no final, deslocando a premissa do sobrenatural para o mundo dos vivos, por assim dizer, é muito legal. Interessante ver que o personagem queria ver algo de misterioso, mas só vê uma menina com mania de ir no cemitério.

    Achei o foco da narrativa no Diretor muito bem executado, mesmo com o diálogo dramático dos meninos puxando o ponto de vista para esta perspectiva, você não perde o “olhar” do Diretor de vista.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

    • Mal assombrado
      26 de setembro de 2016

      Paula! Obrigada pelas palavras, fico feliz mesmo quando encontro O público. hehe
      Boa sorte para nós

    • Mal assombrado
      26 de setembro de 2016

      Opa! Nao entrou minha resposta aqui.. repeti-la-ei
      Obrigada, Paula,
      Gosto quando encontro o público certo.
      Boa sorte para nós

  34. Fabio Baptista
    23 de setembro de 2016

    Relembrando a famosa frase de algum famoso que esqueci agora quem é: “o conto tem duas chances de ganhar o leitor: no primeiro parágrafo, ou na última frase”. Esse aqui, sem dúvida conquista na última frase.

    Até então a história estava morna e clichê, um terror de não assustar ninguém.

    Daí, a revelação, o anticlimax… e tudo se transforma e acabamos a leitura com um sorriso no rosto.

    Muito bom!

    Abraço!

    • Mal assombrado
      23 de setembro de 2016

      Fabio!
      Que bom que você sorriu, pq a história realmente não era pra ser terror nem morno nem quente.. rsrs
      A intenção era ser leve.
      Fiquei feliz mesmo com seu comentário, obrigada!
      Boa sorte pra nós

  35. Wender Lemes
    21 de setembro de 2016

    Olá! Enquanto uma boa parte dos contos fecha com a suposição do sobrenatural como solução da trama, este surpreende por seguir pelo caminho oposto. Toda a narrativa nos leva a crer que o narrador e a Miudinha não pertencem ao mundo real, para no fim tentar desconstruir este pensamento. A ideia é muito boa, pois a própria perspectiva do narrador (imaginando o sobrenatural na menina) nos leva ao engano. A conclusão faz crer que ele se decepcionou com a normalidade de tudo. Parecia querer que as coisas fossem menos previsíveis, o que o induziu ao erro. Bom conto. Parabéns e boa sorte.

    • Mal assombrado
      21 de setembro de 2016

      Wender!
      Enquanto eu respondia ao Rich, você estava comentando aqui exatamente o que eu falei lá.. a perspectiva do narrador, ele achava q a menina era fantasma. E sim, você pegou todo o espírito da história que não tinha espirito nenhum.. haha
      Que boas as tuas palavras, obrigada!
      Boa sorte pra nós!

  36. Taty
    21 de setembro de 2016

    Uma estória simples que parece ter pecado no modo de apresentação. A menininha no cemitério sempre, os garotos sem noção, o diretor-espião, são personagens interessantes, mas (desculpe a brincadeira) meio mortos.

    Não dá vontade de saber quem eram ou porque o faziam. Contou e pronto. Acabou. rrsrsrs

    • Mal assombrado
      21 de setembro de 2016

      Taty,
      que pena, você não gosta de contos mornos? Tudo bem!
      Eu parto sempre do princípio que conto é uma história curta, derivado do ”causo’, aconteceu, narrou. Claro que quanto mais engenhosa a narrativa, mais agrada, como eu não tenho muito jeito pra coisa, eu me contento de escrever contos leves, contou e pronto. hehe
      Boa sorte pra nós!

  37. Olisomar Pires
    21 de setembro de 2016

    Um texto muito legal com todas essas crianças perambulando pelo cemitério.

    O começo me confundiu um pouco, depois peguei as coisas e entendi que não tinha nada pra ser entendido mesmo rsrsrs

    É isso.

    • Olisomar Pires
      21 de setembro de 2016

      Só pra reforçar uma resposta anterior ao autor, mas cliquei no espaço errado. Peço ao autor que junte os comentários. Obrigado.

    • Mal assombrado
      21 de setembro de 2016

      Que bom que continuas achando o conto legal.. espero q ele entre em tua lista de favoritos! haha

  38. Ricardo de Lohem
    21 de setembro de 2016

    Oi, como vai? Vamos ao conto! Bom, eu diria que esse conto padece de um problema paradoxal: é simplório e confuso ao mesmo tempo. É uma história infantil de aventura, só que curta e sem aventura, e nem personagens cativantes. Histórias com crianças podem ser incríveis, muito divertidas mesmo, o que não foi bem explorado, já que a história é morna. No final, não havia nenhum fantasma? E o que dizer então desse trecho: “…achei muito engraçado, será que a menina imaginava temporais, variações de clima? Estes fenômenos não ocorrem por aqui, não ocorrem no mundo dela”. Que outro sentido poderia ter isso de ocorrer variações de clima no mundo dela, além dela ser um fantasma? O diretor de cemitério não podia ter certeza que ela era um fantasma, apenas desconfiava. Essa frase é uma tentativa deliberada de levar o leitor para uma direção errada? É perfeitamente válido colocar em uma história ambiguidades, mistérios, coisas não bem explicadas, ou em aberto. Enganar o leitor, com informações deliberadamente falsas, é um outro caso: considero esse um recurso inválido, totalmente desonesto. Seu conto é uma história infantil que deixou um pouco a desejar, mas agrada quem gosta de histórias leves. Desejo para você muito Boa Sorte!

    • Mal assombrado
      21 de setembro de 2016

      Ricardo, tudo bem?
      Olha só.. é o primeiro caso que vejo de leitor reclamando de ser enganado, sempre vejo o oposto:- Cara, meu! vc me enganou, que irado! rsrs
      Bem, mas em minha defesa digo que não enganei ninguém, porque o texto todo é narrado pelo diretor do cemiterio, inclusive os diálogos são o q ele ouve, se os meninos falaram mais, não se sabe, só se sabe o que ele ouviu. Então, ele acreditava q recebia a visita de uma fantasminha todos os dias e se encantava com aquela fantasia q ele mesmo criou, portanto quando ele acha engraçadinho que ela sinta a chuva, o frio, o calor, é culpa da mente criativa dele, nao minha.
      Outro ponto é que este não é um conto infantil, direcionado para q as crianças leiam, não. Um conto infantil tem outro vocabulário.
      Obrigada pela leitura e pelo desejo de boa sorte, tenhamos!

  39. Priscila Pereira
    21 de setembro de 2016

    Oi Mal assombrado, eu gostei do seu conto!!! Está bem escrito, é suave e bem humorado, sem assombrações… Só poderia ter explicado porque a Miudinha gostava tanto de visitar um cemitério. Boa sorte!!

    • Mal assombrado
      21 de setembro de 2016

      Oi, Priscila!
      Obrigada pelas palavras.
      Pois é, eu fiquei com vontade de fazer um Miudinha ll, e desenvolver uma amizade dela com o diretor, que tal?
      Além de sabermos o que está havendo com ela, ainda podemos ajudá-la. hehe
      Boa sorte pra nós!

      • Priscila Pereira
        26 de setembro de 2016

        Oi Mal Assombrado, eu acho ótimo você continuar o conto, a história tem potencial para um romance até, contanto que você seja bem criativo… Me avise quando escrever que com certeza vou querer ler. Até mais!!

  40. Ricardo Gnecco Falco
    21 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> A leitura fluiu bem rápida e sem entraves. A história foi me causando interesse e curiosidade. Pena que, ao final, pelo menos foi o que me pareceu, não haviam fantasmas na história. Senti falta de alguma tensão maior, algum conflito. Está bem escrito, mas a leitura acabou e nada da história ficou. Um conto morno, porém bem escrito. De 1 a 10, daria nota 6.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Escrita boa e direta. Faltaram pontos de tensão na trama e, ao final, a história soou como um passa-tempo, sem maiores legados na mente de quem a lê. Algumas falhas gramaticais e de revisão, mas nada que atrapalhe o todo. Boa alternância entre narração e diálogos, embora estes não soem muito naturais.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Aguardando algo mais inspirado do(a) autor(a).

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

    • Mal assombrado
      21 de setembro de 2016

      Ricardo!
      Obrigada pela análise dedicada!
      O tema não exigia que o conto fosse de terror, portanto, não há fantasmas e não vi problema nisso.
      Eu pretendi que os diálogos fossem meio nervosos, afinal eles estavam em um terreno desconhecido e cheio de lendas urbanas!
      Quanto a minha inspiração, acho que ela será sempre morna…
      Boa sorte pra nós!

      • Ricardo Gnecco Falco
        21 de setembro de 2016

        Olá, autora! Não fica triste comigo, please… 🙂 O texto está muito bem escrito e ambientado. Li sem parar do início ao fim. Não era exigido fantasmas, terror; nada disso, claro… Eu só quis dizer que, como a narração está muito bem feita, fui levado pelo clima de alma penada sugerido pela leitura e, quando ao final descobre-se que não havia nenhuma assombração, fiquei (eu) tristinho… 😉
        Um abraço bem vivo e boa sorte pra nós!
        🙂

  41. Olisomar Pires
    21 de setembro de 2016

    Olá, o texto fala de uma visitante assídua de um cemitério, alguns garotos curiosos e o diretor do local.

    É um conto sobre mal entendidos, parece.

    Lamento, mas a estória toda não me pareceu verossímil, os diálogos dos peraltas são questionáveis, por exemplo, “– Eu sempre passo pela rua ali atrás e sempre este portão tá aberto! Que raiva!” , não consigo ver um moleque dizendo isso.

    O narrador é o próprio diretor, o que é curioso, pois ele passa despercebido o tempo todo, chega até a dizer que não tem certeza se a menina já o viu ou não, e os meninos também não o percebem antes, não parece razoável, exceto se ele fosse um fantasma, coisa que ele mesmo admite não ser. E porque o diretor ? Seria mais crível se fosse um coveiro ou outro funcionário do escalão menor.

    Tirando o verbo haver no sentido de tempo passado não ter sido utilizado na frase ” tá aí A mil anos”, quando seria correto “HÁ mil anos” ou “FAZ mil anos”, não notei outros erros, até porque não me atento muito nesses detalhes.

    Enfim, é um enredo simples, mas não me conquistou.

    Boa sorte.

    • Mal assombrado
      21 de setembro de 2016

      Oi, Olisomar
      Bem, quis criar uma suspeita de que alguns do personagens poderiam ser fantasmas e achei que seria crível que ninguém prestasse atenção a um funcionário do cemitério, geralmente não damos atenção às pessoas em suas ocupações, principalmente as mais simples.
      A princípio ele seria um coveiro, mas pensei: o pessoal vai criticar q o coveiro está narrando de forma muito ‘bonita’, culta, e blablabla, então subi o cargo dele e achei q faria mais sentido, o diretor tem mais disposição para ficar observando os visitantes.
      Escrevi ‘a’ sem ‘h’? poxa, mesmo a gente revisando mil vezes não vê as coisas, né? veja como é! Obrigada pela correção.
      Boa sorte para nós!

      • Olisomar Pires
        21 de setembro de 2016

        Olá, preocupe-se com isso não, o texto está bem escrito, é até divertido se a gente deixar de lado essa coisa de análise mais séria. Lembre-se que não somos somente leitores, somos escritores também e estes tem um modo particular de avaliação que, às vezes, os demais não se dão conta. Importante é que tenho aprendido muito aqui, justamente com as críticas mais duras ou mais sinceras, a meu ver.

        Um abraço fraterno.

  42. Evelyn
    20 de setembro de 2016

    Oi, Mal Assombrado…
    Gostei demais de seu conto. Simples, de linguagem clara, bom de se ler. É um encanto. Gostei dos personagens, da maneira como vai mostrando como tudo se desenrola. E o fato de não ter assombração alguma é maravilhoso. Apenas garotos travessos, uma menina curiosa e um diretor de cemitério frustrado.
    Ganhou todos os pontos comigo.
    Parabéns.
    Abraço!

    • Mal assombrado
      21 de setembro de 2016

      Obrigada, Evelyn.
      Fiquei tenso com o final, que bom que você entendeu o clima leve que quis dar ao conto.
      Boa sorte para nós!

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Publicado às 20 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .