EntreContos

Literatura que desafia.

Lembrem-se dos Esquecidos (Gilson Raimundo)

foto

O voo de Brasília até o pequeno sítio ao norte da Serra das Andorinhas foi tranquilo. Após quarenta anos do termino da guerrilha, mais um cemitério clandestino havia sido descoberto, outros já tinham sido revistados, na verdade em 1975 a Brigada de Selva fez o rescaldo da zona de conflito escavando, removendo, incinerando ou jogando as ossadas nos rios da região, mas vez por outra surge algo novo e a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos envia um grupo misto de civis e militares para investigar a fim de elucidar a conturbada ação governamental da época. Nossa missão agora não era dar fim as provas, mas sim dar nomes aos despojos.

Na lida do campo, um fazendeiro teve seu arado enroscado em algo parecido com uma lona. Tentando desatar o equipamento deparou com partes de um esqueleto envolto no que parecia um paraquedas. Acionada a polícia local, suspeitaram serem os restos de algum guerrilheiro perdido. Uma inspeção superficial mostrou que no local se encontravam sete ossadas diferentes. A Polícia Federal assumiu o caso preparando o local para nossa chegada.

Trabalhamos por uma semana naquela vala rasa que os militares tornaram um pequeno cemitério sem lápides, nem sequer uma cruz de madeira protegia aquelas almas penitentes. Depois de Xambioá, tínhamos o mais promissor deposito da vergonha produzida pela ditadura no Brasil. Não sete, mas vinte e seis pessoas foram enterradas ali e seus restos iam sendo acondicionados em caixas plásticas. A princípio, faríamos apenas a verificação antropológica, estimando sexo e possíveis traumas, apesar das dificuldades, pois muitos esqueletos estavam incompletos.

À medida que os trabalhos se adiantavam, a consternação da equipe aumentava. Informações dos ex-combatentes, tanto das forças repressoras quanto dos guerrilheiros diziam que eram pouco mais de oitenta homens e mulheres que chegaram ao Araguaia pregando o desconhecido comunismo, no entanto, somando-se sobreviventes e outras vítimas descobertas, aquilo ali mais parecia um massacre. Jamais imaginávamos encontrar tantos esquecidos naquele local.

Durante as escavações, e mesmo a noite quando nos recolhíamos, tínhamos a sensação de sermos observados. Numa conversa informal na hora do almoço, um dos assistentes brincou dizendo que os espíritos dos mortos vigiavam nossas ações. Pelo menos uns três fizeram o sinal da cruz.

Tendo muito a fazer, mesmo domingo sendo folga, resolvi analisar algumas fotos da pericia enquanto os colegas seguiram para a cidade, o isolamento começava a pregar peças em todos nós.

Eu nasci no ano de 1972, meu pai trabalhava em um circo na época, ele nunca soube o que era o famigerado comunismo, não ouvira falar em Lamarca Lamarca, nem da guerrilha do Araguaia, mesmo assim, por ter os cabelos compridos passou dias confinado num porão juntos com outros como ele detidos arbitrariamente. Cresci ouvindo suas histórias de angustias, então acabo me simpatizando com a luta daqueles ali abandonados. Queria o mais breve possível revelar ao mundo o nome daqueles que resistiram ao infame regime dos generais, queria dar a suas famílias o conforto de saber que seus filhos perdidos enfim conquistaram um lugar de repouso, pensava que por muito pouco meu pai poderia ter tido um fim parecido.

O sol estava a pino enquanto eu analisava algumas marcas feitas no valão, aquele cemitério possuía ainda vários segredos a serem revelados. As moscas alvoroçadas aumentavam a sensação de ser vigiado. Do acampamento era possível ver uma grande área aberta, não havia como alguém se ocultar, bem longe era a borda da mata, o calor dava a impressão de que colunas de vapor emanavam suaves do solo, meus olhos divisavam pequenas criaturas bailando, seguindo-as em direção ao céu. Um sorriso brotou em meus lábios, minhas pernas fraquejaram. Tombei vítima de meu próprio peso.

Difícil saber quanto tempo se passou, aos poucos recobrava a consciência. Primeiro ouvia sons ritmados de vozes humanas roucas e batidas de pés no solo poeirento, meus olhos não se acostumavam com a penumbra local, depois meu olfato denunciava um cheiro doce de jasmim, quase nauseabundo, o corpo parecia envolvido por uma camada macia e quente, era como ser devolvido ao próprio útero de minha mãe, eu estava em paz.

Encontrava-me sepultado de pé numa cova tão estreita que mal podia mexer. Alguns indígenas circulavam cantando quase pisoteando minha cabeça. Faziam com que ingerisse um caldo de folhas muito amargo que roubava toda minha vontade de viver. Dentro daquela oca pensava encontrar o meu fim.

Daqueles momentos de terror, as visões, os delírios e as revelações de uma mente atordoada são nítidas como seu eu mesmo as tivesse vivido.

…………………………..

Sem aviso, três helicópteros sobrevoavam a pequena aldeia Suruí despejando seu conteúdo truculento sobre os inocentes selvícolas. Tomados de assalto, os índios se enfiaram nas ocas armando-se com tacapes e flechas. Rapidamente dominados pela brigada paraquedista, homens, mulheres e crianças foram jogados de bruços na área central da aldeia. Seus lideres, previamente identificados por um militar disfarçado de funcionário do Serviço de Apoio ao Índio, foram arrastados até a presença do oficial em comando. Seriam os guias das forças combatentes, deveriam localizar e identificar acampamentos comunistas. Ao sul, o exército montou o centro de comando no local conhecido como Bacaba.

……………………………..

De 1967 até 1974 os Suruís foram coagidos a lutar numa guerra que desconheciam, eles abriam as picadas, localizavam acampamentos do PCdoB, identificavam camponeses colaboradores, ajudavam a enterrar os vencidos e em falta de prostitutas suas mulheres saciavam a luxuria dos brigadistas.

Eu parecia embriagado pelo cheiro do jasmim, as visões açoitavam meu espírito como o verdugo do carrasco. Entre um despertar e outro elas seguiam sem trégua, a cada golpe, mais eu sentia a dor daqueles que jaziam no solo do Brasil central.

………………………………

Um tenente com a farda decomposta passou arrastando pelos cabelos uma bugra aos berros, ela foi jogada dentro da barraca. A menina gritava enquanto era violada. Tentando se defender, usou os resquícios de forças que ainda tinha, mordeu com toda energia a bochecha do militar. Seu urro de maldição ecoou pela mata. A socos e pontapés foi levada para o castigo. Ela foi estuprada por todo o efetivo presente. Saciados, espancaram, urinaram e como se não bastasse, o tenente apareceu com uma pedra do tamanho de uma batata inglesa, introduzindo-a na vagina deflorada, pediu linha e agulha, costurando-a lá dentro. Se ela não servisse para lhe dar prazer, não daria a mais ninguém. Por fim, com a moça desmaiada, pisou em seu antebraço e com a coronha do fuzil esmagou suas mãos. A índia ficou atada num tronco de jatobá por dois dias até que na segunda noite seus lamentos cessaram e com eles seus sofrimentos. Seu descanso foi na cova junto a outros indigentes.

Os helicópteros decolavam umas três vezes ao dia. Sabedores da escassez de armas e munições entre os guerrilheiros, faziam voos rasantes sem o temor de serem alvejados por tiros de pistolas ou espingardas de caça, tanto ineficaz em combate, do lado de fora, pendurados pelos pés corpos sem vidas balançavam de um lado a outro com o intuito de abalar o moral dos revolucionários. No acampamento, cabeças decapitadas eram jogadas aos pés dos prisioneiros para que estes identificassem os rostos deformados de seus pares.

Os mais resistentes durante as torturas, como castigo eram pendurados numa espécie de jirau. Duas forquilhas fincadas no solo com um varão de madeira por cima. O sujeito tinha suas mãos e pés amarrados juntos como se estivesse de cócoras, o varão era introduzido entre as pernas e braços na altura dos joelhos que ficavam para frente e cotovelos para trás, ai eram erguidos e o varão colocado nos ganchos da forquilha. Quem visse de longe pensava serem araras brincando em seu poleiro. Nesta posição tinham suas nádegas expostas a qualquer sorte de flagelo, os pés eram queimados com tochas de estopa embebidas no querosene. Mutilados não conseguiriam empreender fuga pela selva.

…………………………

O tempo se arrastava, dos oitenta guerrilheiros inicialmente estimados pelo exército, mais de cento e vinte pessoas perderam suas vidas na guerrilha esquecida.

Na tarde daquele domingo, ao retornarem da cidade, meus amigos me encontraram encharcado de suor, me debatia numa das covas ardendo em febre. As visões foram obras da insolação, mas isso não me interessa, o que sei é que aqueles ossos não desejam uma sepultura com jazigos imponentes, seus espíritos não querem a glória ou seus nomes nos livros, o que desejam é que sua história seja contada para que nas horas mais negras o país não se esqueça e repita sua maior vergonha.

Anúncios

43 comentários em “Lembrem-se dos Esquecidos (Gilson Raimundo)

  1. Fil Felix
    14 de outubro de 2016

    Terei pesadelos sim ou com certeza?

    GERAL

    Bom, o conto está muito bem escrito e prima pelos detalhes. Ser o último desta noite foi uma péssima ideia porque ficarei impressionado. E olha que não sou muito sensível! A ambientação e o nível de detalhes e como o autor escreve são os pontos fortes. Num momento não sabia se estava lendo um conto ou reportagem. E isso não é necessariamente bom.

    BUGUEI

    Não entendi direito a história. Ela toma ares de jornalismo, como se estivesse lendo um livro sobre a ditadura e os tipos de tortura que se praticaram. O nível de detalhes é grande e demonstra capacidade do autor, mas ficou o chocar por chocar. Além da crítica ao atual estado do Brasil e o receio de um novo retorno à censura e torturas (do qual também tenho), não captei onde queria chegar com a “história”.

  2. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    23. Lembrem-se dos Esquecidos (Legista)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: narrativa crua e violenta, muito bem pesquisada e embasada. Apesar da neutralidade aparente do narrador onisciente, há um tom de denúncia que, se a muitos incomoda, não pode ficar calada. Só acredito que a forma como o personagem chega à conclusão não precisava ser sobrenatural, mas uma dedução macabra e lógica.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Denúncia.

  3. Bia Machado
    13 de outubro de 2016

    Tema: Ok, de acordo com a temática.

    Enredo: Sinceramente, tenho dúvidas. Acabei lendo como um relato jornalístico. Lembrou-me um pouco o “Nove Noites”, do Bernardo Carvalho, com relação ao tom da narrativa. Mas aí é que está: talvez se o texto fosse maior, muito maior, um livro inteiro…

    Personagens: São tantos, coadjuvantes da narrativa, tirando o “narrador”.

    Emoção: Embora goste de texto com esse viés histórico, jornalístico, não gostei, desculpe.

    Alguns toques: Talvez diminuir o tom jornalístico? Ou aumentar o texto e dele fazer um romance histórico, ou de não-ficção? De qualquer forma, o autor/a autora mostra que escreve bem. Talvez mudando o tom e a estrutura esse texto seja mais bem apreciado.

  4. Simoni Dário
    13 de outubro de 2016

    Olá Legista

    Sabe quando você vai a um restaurante japonês para comer sushi e chegando lá estão servindo churrasco? Foi essa a sensação que tive ao ler este conto. O sentimento foi estranho, como se o texto tivesse me invadido, pelo traço jornalístico que apresenta.

    Não tirando o mérito do autor com a escrita competente, apenas não gostei de ter lido, não aqui.

    Bom desafio.
    Abraço

  5. Jowilton Amaral da Costa
    13 de outubro de 2016

    Bem, como já foi falado em vários comentários, eu também não acho que a estrutura do texto seja a de um conto. O texto é um relato histórico sobre os cemitérios clandestinos durante a ditadura militar, narrado de forma jornalística. Boa sorte.

  6. Marcia Saito
    12 de outubro de 2016

    Olá
    Ao ler seu conto, meio que pareceu estar lendo um texto jornalístico do que propriamente algo que seja mais “literário”.
    É inegável que a escrita seja bem competente, mas o desenvolvimento foi muito engessado e com um teor político que meio que mata o contexto da intenção desse Desafio.
    Está mais pra relato do que necessariamente um conto.
    Boa sorte no Desafio

  7. Felipe T.S
    11 de outubro de 2016

    Um texto bem escrito, com um vocabulário bem aplicado e descrições fortes. Achei a escrita boa e as ideias do texto muito interessantes. É uma narrativa com forte carga de protesto e denuncia, isso é bom. O tom jornalístico não é superficial, é bem feito e provavelmente o autor que escreveu tem prática nessa linha narrativa. No geral um texto que agradou muito. Parabéns.

    Agora como crítica-dica: Nesse tipo de narrativa precisamos deixar melhor delineado o narrador em primeira pessoa, precisamos sentir que ele é real, humano, para quando ele usar frases como essa no final, não soar como um protesto vindo direto do autor (mesmo que seja isso), pq afinal aqui você criou uma história, um episódio ficcional. Acho que prestar atenção mais nisso, na personalidade do narrador, vai ajudar com outra coisa, trazer um pouco mais de vida para a própria narrativa, que em alguns momentos é meio mecânica. Parece um documentário, não a voz do seu personagem, entende?

    E por fim, buscar um pouco mais de unidade, no que diz respeito a essa história. Fragmentar ela assim, com esses pequenos trechos, nesse tipo de narrativa, atrapalhou um pouco. Mas eu compreendi a ideia da trama, e achei a ideia muito boa.

    Parabéns e segue firme!

  8. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?
    Bom, difícil classificar o conto.
    Por um lado, percebi um certo desabafo político (com o qual eu concordo), diante de um cenário meio desesperador de golpe e retrocesso. Quero deixar bem claro que concordo em gênero, número e grau com isso, e especial na questão de não esquecer do passado. O brasileiro parece que esquece facinho, facinho, né?
    E li esse conto num momento muito complicado, em que me deparo constantemente com comentários imbecis sobre os acontecimentos do carandirú, os quais nem preciso reproduzir aqui, mas variam em torno de “bandido bom é bandido morto”, manja?
    Diante disso, tudo, acho válido todo tipo de protesto, e seu texto me pareceu um, tô certo?
    Porém, por outro lado, um conto todo baseado em documentário de protesto político pode acabar ficando pesado e lento.
    Resumindo: gosto do conceito e do enredo, mas não gosto muito da execução, que se tornou um pouco pesada. Mas no fim das contas, ficou mais pra positivo que negativo o balanço, pra mim.
    Também queria ressaltar que tem constantes erros gramaticais, de pontuação e acentuação, em especial crase.
    Boa sorte!

  9. Anderson Henrique
    11 de outubro de 2016

    Gostei do fundo histórico do texto. Tinha bastante conteúdo, mas faltaram os componentes básicos que configuram um conto.

    “Após quarenta anos do termino da guerrilha, mais um cemitério clandestino havia sido descoberto, outros já tinham sido revistados, na verdade em 1975 a Brigada de Selva fez o rescaldo da zona de conflito escavando, removendo, incinerando ou jogando as ossadas nos rios da região, mas vez por outra surge algo novo e a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos envia um grupo misto de civis e militares para investigar a fim de elucidar a conturbada ação governamental da época. Nossa missão agora não era dar fim as provas, mas sim dar nomes aos despojos.”

    A frase acima é gigantesca! Dá pra quebrar em períodos menores melhorando a pontuação. Reduzir as frases deixa o texto mais dinâmico. Uma das partes que mais me agradou no texto (desagradando ao mesmo tempo pelo efeito causado) foi a da índia. Muito sinistro e cruel, mas bem executado.

  10. Pedro Luna
    10 de outubro de 2016

    Olá. Bom, o texto não tem o formato de conto. No entanto, analisando-o apenas como texto, achei muito bem empregado o formato jornalístico. Já escrevi um livro reportagem e aqui o autor ou autora pode bem ir por esse caminho se quiser. Talvez apenas humanizando personagens e outras técnicas que seriam permitidas num texto maior.

    É bem escrito, apesar de alguns problemas com vírgulas (como no primeiro parágrafo), e tem o principal: mantém o leitor preso. Acho que as descrições das torturas sofridas pelos índios ficaram no ponto certo de informar através do choque.

    Bom, é isso, é um texto pesado e interessante, mas como se trata de um desafio, não mantém as características principais de um conto. O personagem principal, por exemplo, serve apenas como motivo para o autor destilar os acontecimentos na época da guerrilha, em flashbacks (no caso, visões).

    Apesar do conto mostrar a sua intenção nos parágrafos finais, foi o começo que prendeu mais a minha atenção. A situação da descoberta do cemitério foi misteriosa e nos faz pensar nos cemitérios clandestinos que existem por aí.

  11. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Não se trata de um conto na acepção literária do termo. Na verdade, o texto se apresenta como um relato jornalístico, uma espécie de artigo-reportagem em que o narrador expõe opiniões pessoais acerca de um período polêmico da história recente do Brasil.

    Sem querer entrar no mérito ideológico, o fato é que não há conflito, não há ação, não há obstáculos a serem superados. Não há personagens definidos, apenas a exposição de fatos de forma direta e unilateral, como um relatório de necropsia.
    Penso que a Guerrilha do Araguaia poderia servir de inspiração para abordagens ficcionais mais corajosas, que saíssem do senso comum maniqueísta, que oferecessem ao leitor ferramentas para a elaboração de um juízo próprio e não se constituíssem na imposição pré-formatada que ingenuamente define mocinhos e bandidos.

    Fazendo um paralelo com o conto “Homens de Preto”, do Desafio sobre Cinema, é possível dizer que aquele texto, embora escrito à luz de ideologia contrária a deste, trouxe uma história que, no geral, fez o leitor pensar. Aqui, infelizmente, isso não ocorreu. A receita veio pronta e, como uma lista de supermercado, não permitiu interpretações diversas.

    Sugiro ao autor que da próxima vez dê um passo adiante. Crie personagens verossímeis, conflituosos, que tenham defeitos e qualidades; estabeleça objetivos, construa ações cotidianas de guerrilheiros e soldados; enfim, use o contexto histórico apenas como pano de fundo.

    É possível posicionar-se ideologicamente contando uma história. É o que Fernando Morais fez em “Olga” e em “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”.

  12. Gilson Raimundo
    8 de outubro de 2016

    A literatura é uma faca de dois gumes, um texto polêmico que divide opiniões, ou seja em meio a tantos textos fofinhos aparece algo bruto… o período da ditadura militar até hoje é tabu para muitas pessoas, tem aqueles que exageram e aqueles que ignoram, foi boa a inserção dos índios lutando uma guerra que desconheciam apenas pela pressão militar. As visões eram delírio pela febre ou feitiçaria indígena, ou seria a soma dos dois revelando o passado?

  13. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Texto bem escrito, mas houve uma ou outra passagem que me deixou perdido, mas acredito que seja um problema meu. Penso que faltou escreveres o texto sem explicitar a “tua publicidade”, é muito mais difícil transmitirmos o que queremos sem dizer as coisas, imagina que vivias nessa ditadura e fazias este texto de modo a passar pela censura, percebes o que eu quero dizer? Aí sim, terias um textão. Mas parabéns pelo resultado que apresentas.

  14. catarinacunha2015
    7 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Quero sim. Adoro contos com base histórica, principalmente da história contestada.

    TRAMA estava indo muito bem, atingindo o clímax com a costurada da pedra e as araras no poleiro. A narrativa, em forma de testemunho jornalístico, foi bem feita, mas o tema, muito mais terrível e sério até do que esta narrativa, não passou a emoção que um conto curto exige. A conclusão foi protocolar.

    AMBIENTE ficou mais focado nos crimes do regime militar do que necessariamente no cemitério.

    EFEITO jornal amarelado. O enredo quase engrena, mas a bateria arriou. Pena, tenho um grande respeito pelos guerrilheiros do Araguaia.

  15. Marcelo Nunes
    7 de outubro de 2016

    Boa tarde legista.
    A escrita está boa e a leitura foi um pouco travada. Está mais para um relatório jornalístico, do que para um conto.

    Achei os parágrafos um pouco extensos, me causando sono. Não teve diálogos no seu texto, e isso fez minha atenção ficar dispersa.

    Percebo e reconheço o seu trabalho feito no texto, mas não consegui gostar dele.

    Boa sorte no desafio.
    Abraço

  16. Pedro Teixeira
    6 de outubro de 2016

    Olá, legista! É um conto interessante, com algumas ideias muito boas. As descrições são bem viscerais, mas não me senti envolvido pela trama, senti que faltou uma construção mais aprofundada do narrador. A escrita é boa,clara, e permite um entendimento bem completo de toda a trama. A escolha da narrativa em primeira pessoa também foi um acerto. Acho que faltou trabalhar mais a ambientação, e também “mostrar” mais e “contar” menos, isso tornaria o texto mais instigante. Não vejo a linguagem jornalística como um problema, penso que seria até interessante para o enredo que você criou aqui algo na linha do new journalism,o jornalismo mais literário de um Norman Mailer, por exemplo. Enfim, gostei mas não tanto quanto queria ter gostado, e gostaria de ver uma segunda versão mais lapidada dele. Parabéns e boa sorte no desafio!

  17. Pétrya Bischoff
    5 de outubro de 2016

    Olá, Legista! Cara, que dores… Um dos contos mias importantes desse desafio, embotado de história, vergonha e tristeza avassaladora. O que foi aquela cena aterradora da mulher mutilada?
    A escrita é extremamente característica e profissional. A narrativa, com esse viés de jornalismo investigativo, é uma das melhores desse desafio. A ambientação é rica, especialmente pelas boas descrições, ainda que o autor não tenha se atentado tanto para os cenários quanto para as ações.
    Um texto que, certamente, me fará refletir muito acerca dessas vidas ceifadas e, principalmente, das maneiras que isso ocorreu. Lembrando, sempre, que esses perigos, extremismos e brutalidades não são exclusivos de A ou B. O ideal é não vivenciarmos novamente regime semelhante, independente de quem estiver a bater o martelo.
    Parabéns e boa sorte.

  18. Maria Flora
    5 de outubro de 2016

    Olá, seu conto se destaca na narrativa psicológica. O ambiente e personagens detalhados e bem elaborados. Soube inserir o leitor em uma jornada bastante interessante. Na minha opinião, existe o horror, pois se baseia na realidade. Ficção com fundo real. Parabéns. Boa sorte.

  19. Gustavo Aquino Dos Reis
    4 de outubro de 2016

    Provocar o leitor. Causar o desconforto. Valer-se de histórias com pontos de vista ambíguos para construir uma atmosfera literária que promova o debate (seja ele qual for). Ponto positivo para essa audácia sua, autor(a).

    Porém, creio que a maneira como você conduziu a narrativa falhou um pouco. Não achei a escrita ruim – de fato, ela é boa e prima pelo uso de palavras elaboradas. Mas, na minha humilde opinião, a forma jornalística de narrar o conto não casou muito bem.

    Não desista e continue provocando.

    No mais, parabéns.

  20. phillipklem
    3 de outubro de 2016

    Boa noite Legista.
    Achei interessante a forma como escolheu utilizar o tema do desafio.
    Sua escrita não é má… mas, para mim, não funcionou muito bem. Foi uma leitura um pouco arrastada.
    Não sou grande apreciador de histórias que descrevem algumas cenas de forma tão “crua”, com o objetivo de chocar o leitor. Senti um incômodo maior na última parte, em que me peguei fechando os olhos a medida que lia.
    Gostei da mensagem no final . Concordo com a opinião do autor e acho que conseguiu passar a mensagem muito bem.
    Boa sorte.

  21. Thiago Amaral
    3 de outubro de 2016

    Apesar de narrado em primeira pessoa, esse conto me pareceu frio e distante como um documentário ou matéria de jornal. Talvez eu tenha sido influenciado pela imagem no início, também nesse estilo.

    Entendi a ideia da história e a intenção de chocar, mas não funcionou dessa vez. Sou muito “do contra” quando o texto claramente quer me causar algum efeito! E nesse caso o autor estava transparente.

    Obrigado pelo conto, boa sorte, até a próxima!

  22. mariasantino1
    2 de outubro de 2016

    Oi!

    Um assunto espinhoso, de fato uma vergonha na nossa história e sei que esse conto, em um blog pessoal (com as devidas correções gramaticais) referindo-se à denúncia, um lembrete mesmo desse período, ou até para ser debatido em uma aula de história, trariam leitores que certamente poderiam apreciar mais o seu escrito, porque você tem um bom tom e boa escrita.

    É um texto altamente informativo centrado no fator histórico. A imagem usada é real e vi ela neste blog aqui >> http://borgesengenheiro.blogspot.com.br/2013_05_01_archive.html

    O tema do certame foi utilizado de modo diferente, mas está aí. As cenas incomodam, mas repassam a tensão do período, no entanto acabamos nos sentindo diante de um relato com intuito de chocar para que não se repita, para que não caia no esquecimento, e esse didatismo impede que o leitor tire conclusões, porque dá lição.

    Tem aquela frase (talvez do Stephen King, acho) que diz: “Você deve concentrar-se em fazer o leitor esquecer que de fato esta lendo uma estória.” E existem algumas formas de se interpretar isso, mas eu penso que essa conexão acontece quando o leitor se liga ao personagem, percebendo-o tão humano e fadado a erros quanto ele. No caso desse texto, não houve tal conexão, porque o personagem é mais um agente de denúncia.

    Boa escrita e boa ideia para se usar o tema, enfim.

    Boa sorte no desafio.

  23. Iolandinha Pinheiro
    2 de outubro de 2016

    Oi, a despeito de alguns erros encontrados, como, por exemplo, a palavra “selvícola” (silvícola), o seu conto foi um relato muito interessante, de um período brutal por qual passou o nosso país. Achei interessante o caminho que o autor traçou até chegar na cena onde tudo é explicado. De quem são os corpos, e o que aconteceu ali. Então, eu o aplaudo por este trabalho. Claro, o conto não foi fácil de ler, os erros saltavam aos olhos, a escrita só ficou fluida do meio para o fim, o autor colocou detalhes demais, nem todo mundo compreendeu as visões do rapaz, mas se formos analisar conjuntamente, eu achei o conto bom, e prendeu minha atenção. Coincidentemente eu também ia escrever sobre a ditadura militar, mas mudei de ideia porque o conto não estava fluindo. Há muito o que se escrever sobre esta época, há muito o que refletir também. Fazer de conta que não aconteceu nada não apaga o passado, não ressuscita os mortos, não faz sorrir a mãe que teve seus filhos assassinados, não tira a dor das torturas sofridas, não torna justa a injustiça infligida. Sem mais. Sorte no desafio.

  24. Evandro Furtado
    30 de setembro de 2016

    Fluídez – Good

    O texto prende bastante a atenção do leitor. O único adendo que faço é em relação a alguns probleminhas com a pontuação. Uma leitura mais profunda, seguida de uma revisão pode corrigir isso.

    Personagens – Good

    Não há, de fato, personagens importantes para a trama. Há um eu-narrador em algumas passagens, mas ele funciona mais como coadjuvante do que protagonista. Como a visão do conto parte de uma perspectiva macro, isso não compromete sua qualidade.

    Trama – Outstanding

    Muito bem amarrada. O autor faz uso de flashbacks com competência. O conflito é bastante interessante, baseado sobre um fato histórico – a despeito do que alguns teimam em negar. As imagens construídas a partir das descrições são extremamente impactantes.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Very Good

    Estilo – Average

    Há dois aspectos negativos que gostaria de destacar. O primeiro vem em relação à narrativa em primeira pessoa. Sinto que ela não tem o poder necessário aqui, sobretudo se considerarmos aquilo que considerei em relação à perspectiva macro. Como o seu escopo de visão é amplo, a narrativa em terceira pessoa se encaixa melhor. Tanto que, no momento em que você detalha as visões em terceira pessoa, o nível do conto sobe de patamar. O segundo ponto a destacar é o nível de propagandismo expresso. Nesse ponto acho que você passa um pouco da conta. Vide o último parágrafo no qual você expressa, sem economizar, um posicionamento “correto” com o uso da palavra “vergonha”, por exemplo. Eu, particularmente, concordo com a ideia, mas quero, ao ler um texto desta natureza, tirar minhas próprias conclusões. É possível transmitir uma ideia por meio de um conto sem, necessariamente, apontar ao leitor o que é certo ou errado. Quando a propaganda ultrapassa a estética, ainda que ligeiramente, a arte perde um pouco de seu valor.

    Efeito Catártico – Good

    Acho que a grande qualidade do conto gira em torno das imagens construídas. A passagem da índia violentada é visceral e atinge a gente em cheio. Essa é uma passagem que mostra, claramente, que você pode provar um ponto sem pular para a propaganda. Durante a descrição do ato, em nenhum momento você diz que é “certo” ou “errado”. Você simplesmente traz ao leitor o acontecimento, usa do discurso livre indireto para mostrar o que os personagens envolvidos estão pensando, e deixa que seu interlocutor tire suas próprias conclusões.

    Resultado Final – Good

  25. Davenir Viganon
    29 de setembro de 2016

    Olá Legista
    Título expressa passa a impressão de que existe uma grande vontade de denúncia, que acabou prejudicando a experiencia de leitura.
    Acho muito pertinente o assunto que você abordou no conto, o problema está na forma que você fez isso. A sua pesquisa histórica foi muito bem feita e nesse aspecto o conto é plenamente satisfatório, mas ela apareceu demais no texto. É o que chamamos de “infodump”: muita informação e pouca estória, pouca ficção. Faltou trabalhar em cima desse elemento ficcional. Eu fiquei por demais interessado em saber mais do personagem e não tivemos disso. Eu gostaria muito de ver este conto reformulado. Espero que não desista do conto, nem de nós aqui que participamos a mais tempo (estou chutando que você é novo nos desafios).
    Um abraço.

  26. Fheluany Nogueira
    29 de setembro de 2016

    Texto bem escrito, mas que oferece uma leitura difícil, pesada. Tom de persuasão e, assim, cenas fortes com função pedagoga, a narrativa (se é este o gênero aqui) quer mais que um registro histórico, objetivo já apresentado no texto.

    A falta de vários acentos e crases, o emprego indevido de tempos verbais, como em “jamais imaginávamos encontrar” incomodaram um pouco.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  27. Amanda Gomez
    28 de setembro de 2016

    Olá,

    No contexto geral, o conto não me agradou, também não vou entrar nas questões ideológicas, ou a doutrinação.. É muito incômodo ler algo em que o autor obriga o leitor a aceitar aquilo como sendo um fato inquestionável, durante todo o texto você deixou o leitor completamente sem voz, sem atividade, apenas absorvendo o que você exigia.

    Isso é algo a elogiar, mostra o talento em prender o eleitor.

    O formato da narrativa, não me deixou cansada, me deixou desmotivada porque só o que eu veria a cada parágrafo era o mesmo: violência, terror, torturas, tudo o que podia ser usado pra chocar o leitor foi usado com sucesso.

    As descrições são bem nítidas, o autor sabe os detalhes perfeitamente. O protagonista foi mais figurante, terminando o conto , mal lembro quem era… Só lembro de mortes, torturas, etc etc etc.

    No geral é um conto diferente, o autor fez uma pesquisa, se esforçou em cada parágrafo para trazer mais e mais. Tenho que elogiar isso.

    Terminando de ler, fiquei pensando no ponto alto do conto, acho que foi o nítido esforço que o autor teve ao mostrar esse trabalho.

    Boa sorte do desafio.

  28. Brian Oliveira Lancaster
    26 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Um texto bastante denso em sua construção. O autor optou por utilizar conceitos históricos e aplicar uma dose da boa e velha polêmica. É bem construído, mas as partes mais “didáticas” incomodaram um pouco.
    ME: Atmosfera fria e realista. O cemitério faz parte do enredo, apesar de não ser o “personagem” principal. Tem algumas trocas verbais inconstantes lá no início, mas não chegam a atrapalhar. Não é um texto do meu gosto, mas por conseguir trazer toda a tensão de um conflito e suas nuances cruéis, dando vida ao relato, ganha pontos.

  29. jggouvea
    25 de setembro de 2016

    Dizem que um texto não vale a pena ser escrito se ele não incomodar alguém. Pelo menos uma pessoa nesses comentários todos se sentiu bastante ofendida e incomodada por ele, então ele valeu a pena.

    Eu acredito, provavelmente como você, que a boa literatura é desconfortável. Divergimos certamente quanto à natureza do desconforto, pois eu estou menos interessado em chocar do que em provocar a pensar, mas eu concordo que um texto que não incomoda, que não faz pensar, é um texto que não precisava ser escrito.

    Se acho que algumas das críticas aqui foram imerecidas, eu concordo que seu texto não é dos melhores do desafio, por causa de uma falha básica, a falta de um argumento. Uma obra de ficção histórica só se torna ficção se contiver o elemento ficcional, obviamente. Mas este elemento não pode ser tão tímido a ponto de não impor as suas próprias perguntas.

    Talvez o problema real do seu texto seja a complexidade: ele não possui a complexidade que o tema exige, não desenvolve o tema a contento. Por isso você perde pontos.

  30. Anorkinda Neide
    25 de setembro de 2016

    Olá!
    Bem, o povo já falou sobre o formato jornalístico, por isso, achei chato de ler e de reler. Não entendi o lance dele enterrado pelos indígenas.. pq?
    Bem, dae a partir dali ele teve visões do q ocorrera ali no passado? Não podem ser alucinações?
    Nada ficou muito claro, a não ser a panfletagem.
    Não gostei, sorry.
    Boa sorte, ae

    • Iolandinha Pinheiro
      1 de outubro de 2016

      Kinda. Na verdade, ele não foi enterrado. O que aconteceu foi que enquanto trabalhava ao sol, perto da vala onde estavam os esqueletos, o narrador teve uma forte crise de insolação e desmaiou. Estando desmaiado ele teve visões do que de fato aconteceu naquele local, quando o exército (acho) invadiu, torturou e matou uma tribo de índios/ou um acampamento de guerrilheiros. Espero ter ajudado.

  31. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    24 de setembro de 2016

    Olá, Legista,

    Boa tarde.

    Li seu conto e os comentários dos colegas. É interessante ver como cada um reage de modo diferente a um mesmo texto e às informações nele contidas.

    Achei o trabalho muito bom. Bem escrito, forte, com imagens vívidas e descritas com maestria, sem fazer conceções ou apelar para o piegas.

    A premissa, bem como a história em si, são um soco no estômago e, acredito, calcada em pesquisas, narra fatos reais em forma ficcional.

    Textos sobre ditadura não costumam me agradar muito. A tortura, ainda que concordando que esses tempos negros não devam ser esquecidos, não é bem a minha “praia”. Questão de gosto por gênero. Sua narrativa, porém, me “pegou de jeito”.

    Também gostei do estilo beirando o jornalístico, que, certamente, é o que esse tipo de história pede.

    Parabéns por seu trabalho e sorte no desafio.

  32. Fabio Baptista
    23 de setembro de 2016

    A técnica foi muito bem empregada dentro da proposta, praticamente um documentário. Falhou um pouco na gramática, mas o clima jornalístico de quem relata um fato histórico está bacana.

    A parte da índia me soou um pouco como violência gratuita, mas tudo bem… às vezes é preciso chocar.

    Assim como acabei de comentar em outro conto, aqui fica difícil avaliar sem levar em conta aspectos ideológicos. Eu curto histórias de todos os tipos, mas começo a torcer o nariz quando a coisa fica panfletária de ideologia A ou B. E alguns trechos desse texto, sobretudo esse final: “o que desejam é que sua história seja contada para que nas horas mais negras o país não se esqueça e repita sua maior vergonha.”, deixaram muito panfletário.

    Acredito que seria melhor apenas contar a história e deixar o leitor tirar suas conclusões sozinho, sem impor esses juízos de valor.

    Abraço!

  33. Claudia Roberta Angst
    22 de setembro de 2016

    Olá, autor. Demorei um pouco para comentar o seu conto porque tive de sair para comer algo bem doce para destravar o gosto amargo na boca.

    Eita, que você escreve bem é fato. Emprega um tom jornalístico, focando na transmissão de uma mensagem com detalhes que esfregam a realidade na cara do leitor.

    Foi uma leitura bem difícil para mim, o que não tira a qualidade do seu trabalho.

    O tema do desafio foi abordado de uma forma diferente, mas está aí, com seus mortos, valas e almas perdidas

    Boa sorte!

  34. Wender Lemes
    21 de setembro de 2016

    Olá! Acho que a “falta de diálogos” me tornou a leitura um pouco cansativa. Há várias imagens fortes, que se relacionam enquanto visão do narrador, mas que não apresentam propósito dentro da trama, a não ser convencer o leitor de um ideal (como já dito por outros colegas). Particularmente, acho que todo conto é pautado em algum tipo de ideologia (às vezes mais visível, como aqui), pois todo autor está inserido em um meio que lhe afeta. Não vejo problema em explorar esse aspecto, desde que isso não prejudique a estrutura do conto. No mais, parabéns e boa sorte.

  35. Taty
    21 de setembro de 2016

    Um texto fácil de ler, apesar de nitidamente panfletário, como já foi observado por outros.

    Parece que o tema não foi observado, mas sou novata por aqui e não sei até que ponto isso tem peso nas notas ou avaliações.

    Pra não gerar polêmica, fico por aqui.

  36. Ricardo de Lohem
    21 de setembro de 2016

    Olá, como vai indo? Vamos ao conto! Posso ser sincero? Bom, tenho que ser, é meu dever aqui.Possivelmente um dos contos mais fracos do presente desafio. O autor usou frouxamente o tema cemitério como pretexto para uma história de cunho político-social, com pretensões ideológicas explícitas. A ênfase no aspecto conto-verdade foi tão grande que o autor esqueceu de colocar um enredo em seu texto, que mais parece um ensaio de história meio amadorístico. Cenas de tortura e estupro são um modo fácil de atrair e chocar o público, uma tática muito usada por escritores do mundo todo, e particularmente querida pelos brasileiros. Quando leio essas descrições, nunca sei se o autor quer despertar no leitor solidariedade com as vítimas, ou identificação com os algozes, despertando o lado sádico estupra-torturador dormente do leitor. Provavelmente as duas coisas, o que importa aqui é causar alguma emoção forte, seja ela qual for, que leve o leitor ingênuo a acreditar que leu um texto impactante, quando na verdade era apenas chocante e apelativo. O final sem final, só com a mensagem, prova que não lemos uma história, mas um ensaio, portanto a pontuação como conto deveria ser zero. Aconselho que da próxima vez que queira escrever um texto com mensagem ideológicas de cunho político-social escreva um ensaio, não um conto. Desejo para você Boa Sorte.

  37. Priscila Pereira
    21 de setembro de 2016

    Oi Legista, seu texto é bem incômodo de ler. Está bem escrito, quase como um texto jornalístico. As imagens criadas são fortes e difíceis de esquecer. Ainda não sei se gostei ou não. Boa sorte!!

  38. Ricardo Gnecco Falco
    21 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Uma fanfic histórica bem escrita, com claro teor ideológico, misturando pequenos fragmentos de dados históricos com eficiente criação ficcional, resultando em um trabalho ao estilo “Dan Brown”. Não é o meu estilo preferido de escrita/criação, porém o trabalho foi bem feito, dentro do objetivo buscado pelo(a) autor(a). De 1 a 10, daria nota 3 à obra, devido ao formato mais de artigo ficcional do que de conto encontrado no trabalho.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Escrita fluída, boa manipulação psicológica da trama. Final (ápice) pouco impactante.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Obra destinada a públicos fiéis/ideológicos, com grande possibilidade de disseminação entre os respectivos nichos.

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  39. Evelyn
    21 de setembro de 2016

    Nossa cara… Você lembrou de um tempo funesto, de um mar de mortos e desaparecidos, de uma liberdade que entalava na garganta, de gente que não tinha voz, mas que, depois de mortos, gritam alto ainda hoje pelos cantos desse país. Um tempo de puro torpor, de quando não se tem como se sentir livre ou capaz. A mudez de todas as vontades. De coisas que só quem viveu quer esquecer e não consegue. Me arrepiei, disse palavrão, senti raiva e muito incômodo com o texto.
    Não sei se o meu comentário fará sentido, nem se é isso mesmo que se pode comentar de um texto, mas ele fez todo o sentido para mim. É preciso não deixar a memória falhar, não deixar a voz se calar e, vez ou outra, colocar o dedo na ferida, fazer a carne tremer e o coração sangrar.
    Abraço.

  40. Olisomar Pires
    21 de setembro de 2016

    Olá, não entrarei muito no mérito ideológico da mensagem do texto, afinal estamos em um desafio de ficção, ainda que a foto ornamental do texto possa ser verdadeira. É como dizem, meias verdades junto a meias mentiras fazem uma mentira inteira. 🙂

    O texto é bem escrito, o que não deve ter sido fácil, pois os parágrafos são longos e o estilo da narrativa também não facilita. Fator positivo.

    As imagens são vívidas e bem descritas. Há talento aqui, é óbvio, o que nos prova que esse dom independe de nossas interpretações ou conhecimento real dos fatos.

    Boa sorte.

    • Olisomar Pires
      22 de setembro de 2016

      Adendo: Também fiquei na dúvida se o texto pode ser classificado como um conto. Aguardando mais comentários qualificados para melhor decidir.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 21 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .