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Literatura que desafia.

Noite de Confidências (Priscila Pereira)

noite-de-confidencias

Marcelo anda solitário pelas ruas impulsionado por um comichão na consciência que não o deixava ficar em paz. Era uma noite muito fria e a lua brilhava, redonda, prateada e cheia de buracos escuros que pareciam manchas de lágrimas em um papel branco. O ar era gelado e perfumado com o aroma distante de dama da noite. Podia-se ouvir o vento uivar e ver as respirações subirem como fumaça.

Sem saber para onde ir, ele vagava sem destino já há muito tempo quando percebe que está passando em frente a um cemitério, que apesar de antigo, parecia muito bem cuidado, suas grades de ferro formavam lindos desenhos, os túmulos estavam limpos e havia flores por todos os lados, viu que o portão estava aberto.  O mesmo comichão de antes o moveu para dentro do cemitério, desceu os poucos degraus e logo estava entre os túmulos, estranhamente não sentia medo algum, nenhum calafrio ou estranhamento, só curiosidade.

Olhou em volta por alguns instantes e notou que uma neblina fina e branca subia do solo gelado, o que dava um aspecto ainda mais etéreo ao lugar. Começou a andar prestando atenção em tudo o que via: estátuas de anjos, brancas, quase brilhantes, pequenas capelas, mausoléus imponentes, cruzes de marfim e de granito preto. Quando percebeu já estava bem longe da entrada, olhou em volta e não sabia mais para que lado deveria ir para sair de lá.

Continuou andando até chegar ao que parecia ser o centro do cemitério, avistou ao longe, sentada sobre um túmulo de mármore branco, uma moça, ou seria um anjo? Parecia uma estátua, se não fosse os cabelos pretos e lisos que balançavam com o vento.  Ele ficou olhando atentamente para a moça, e viu que chorava. Estava trajada com um vestido longo e branco, de tecido esvoaçante e abundante, parecia não ter notado ainda a presença dele.

Sem saber o que fazer, ele foi caminhando até estar a uma distância razoável da moça, ficou olhando suas lágrimas rolarem por seu rosto delicado e caírem, uma a uma sobre o mármore frio. Com uma voz suave e doce a moça falou, parecendo conversar consigo mesma:

– Ele não precisava ter morrido.

Marcelo ficou calado, não sabia se ela estava falando com ele ou se nem o havia notado ali ainda.

– Ele era muito jovem, e eu o amava muito.

Depois de um instante de silêncio pesado, onde só se ouvia o vento por entre os túmulos, ela disse:

– Você acha que ele pode me ouvir?

Ela queria uma resposta e Marcelo resolveu que participaria da conversa. O que falar para uma moça chorando sobre um túmulo, no meio da noite? Resolveu aliviar sua dor.

– Claro que pode, ele ainda sente o seu amor.

Sem nem olhar para o lado, como se não houvesse ouvido nada, ela responde:

– Acha mesmo? Preciso esclarecer algumas coisas…

-Tenho certeza! Se quiser,  vou embora para você falar com ele á vontade.

– Não precisa, é bom ter alguém por perto.

Marcelo sentou em um banco de pedra ao lado do túmulo em que ela estava e esperou. Alguns minutos depois, após colocar em ordem seus pensamentos ela começou sua narrativa.

“Nós nascemos no mesmo dia, com diferença de algumas horas, eu nasci primeiro. Nossas mães não se conheciam, mas ficaram muito amigas depois de darem a luz no mesmo dia e ficarem no mesmo quarto do hospital. Crescemos juntos, éramos melhores amigos até a adolescência, eu sei que parece clichê, mas nos apaixonamos. Namoramos por um longo tempo, éramos almas gêmeas.” Ela parou de falar, olhou para Marcelo e ele percebe que seus olhos são de um tom estranho de castanho, muito claro, quase amarelo. Ela seca os olhos em um lenço e recomeça sua narrativa.

“Só uma coisa manchava nosso amor, o ciúme. Ele procurava ficar perto de mim tanto quanto podia, chegava a ser quase irracional, eu me preocupava, mas não ao ponto de tentar um rompimento. Quando ficamos noivos tudo começou a piorar, ele parecia obcecado em me manter por perto todas as horas do dia. Eu o amava muito, ficar perto dele era ótimo, mas eu precisava de espaço. Sua obsessão começou a me preocupar seriamente. Tentei conversar com ele, que parecia não notar qualquer anormalidade em seus atos. Tentei conversar com parentes e amigos, que estranhamente não viam nenhum excesso. Eu já estava desesperada. Não sabia o que fazer. Eu tinha que tomar alguma atitude!”

Marcelo estava intrigado, não via onde a narrativa da pobre moça poderia chegar, mas um medo irracional começou a tomar conta dele.  Continuava olhando para a moça, que chorava enquanto tentava continua sua história. Enquanto isso a noite ia ficando cada vez mais fria e a lua, outrora tão brilhante, ia sendo encoberta por pesadas e negras nuvens. O vento uivava com mais força, tudo parecia conspirar para o fim da história da moça, que alheia ao tempo, recomeçou a falar.

“Dois dias antes do nosso casamento eu preparei um jantar para ele, iria tentar uma última conversa a respeito do ciúme excessivo dele, mas ele nem quis me ouvir, ficou irritado, desconfiado, quase agressivo. Eu não o reconhecia mais, não era o meu futuro marido que estava lá, eu tinha que tomar uma decisão. Fui até a cozinha e preparei uma taça de vinho. Coloquei uma dose letal de sonífero. Fiquei olhando enquanto ele bebia  e adormecia para sempre.”

Marcelo estava horrorizado com a frieza com que a moça falava, quase como se não houvesse sido ela quem assassinara seu noivo, mesmo estando chorando, parecendo profundamente arrependida, falava com uma frieza de aço. Continuou como se falasse consigo mesma.

“Entreguei-me para as autoridades, que me submeteram a um interrogatório e depois a um exame psicológico, onde fui diagnosticada com doença mental grave. Mania de perseguição, foi isso o que disseram que me levou a imaginar o ciúme e as mudanças de humor e personalidade de meu noivo, que sempre havia sido o mesmo homem decente, amoroso e carinhoso. Eu o matei, por nada, tudo fruto de minha doença. Passei alguns anos em um hospital psiquiátrico e hoje foi o primeiro dia que pude sair para vir me explicar. Eu sinto muito, muito mesmo. Por favor me perdoe, eu ainda o amo e amarei para sempre.”

Marcelo ouviu atentamente toda a história, não sabia o que pensar. Começou a sentir epatia pela moça e todo o horror foi se dissolvendo. Enquanto pensava a respeito de tudo o que ouvira, viu que a moça estava indo embora. Ela nem havia se despedido.  Após alguns instantes ele se levantou e foi até o túmulo do pobre noivo assassinado, leu o nome na lápide, suas feições não se abalaram muito, só parecia um pouco espantado, um tanto chocado e depois uma expressão de entendimento, aceitação e sossego.  Notou que o vento cessara seus uivos e sibilações, só uma brisa calma e serena podia ser sentida, a lua voltara a brilhar intensamente no céu polvilhado de estrelas. Tudo parecia estar em seu lugar, em ordem. O comichão que o levara a vagar sem rumo havia desaparecido, poderia enfim descansar em paz.

 

A moça triste

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89 comentários em “Noite de Confidências (Priscila Pereira)

  1. Rodrigues
    15 de outubro de 2016

    Achei o conto ainda meio verde, no sentido de que o autor pode trabalhar melhor a trama, personagens, entre outros aspectos. Por mais que a história não seja brilhante, a escrita leva bem o leitor e dá a regularidade ao texto, pois as frases mais trabalhadas (até meio rococós) não soam afetadas, somente como fruto de um autor batalhando para melhorar seu texto o máximo possível.

    • A Moça Triste
      15 de outubro de 2016

      Oi Rodrigues, obrigada pela leitura e comentário!!

  2. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    40. Noite de Confidências (A Moça Triste)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: algumas vezes, o que parece uma situação óbvia acaba se destacando e chamando muito a atenção para o absurdo, como um encontro noturno inesperado – um dos dois, com certeza, está morto. E diálogos precisam conduzir a história para frente, e não explicar demais quem são os falantes.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Soturno.

    • A Moça Triste
      14 de outubro de 2016

      Oi Daniel, obrigada pela leitura e comentário!!

  3. Pedro Luna
    13 de outubro de 2016

    Olá, o conto tem problemas com o tempo verbal e erros de revisão, mas por outro lado, isso não travou a leitura. Achei interessante. Prova que é só falta de prática mesmo e que o autor ou autora tem boa escrita. Basta desenvolver.

    Sobre a trama, não gostei muito. A começar que o protagonista entra num cemitério pq sente um comichão? Kkk. Não comprei a ideia. O final é previsível também, mas gostaria de dizer que quando a moça revela que tinha uma doença mental e que o namorado maluco não era nada ciumento, dei um sorriso. Foi uma boa mudada de direção. Nada grandioso, mas gostei.

    No geral, um conto bacana, ainda que com muitos problemas.
    Abraço

    • A Moça Triste
      13 de outubro de 2016

      Oi Pedro, obrigada pela leitura e comentário. 🙂

  4. Fil Felix
    12 de outubro de 2016

    Murta que se arrepende

    GERAL

    Lembro de várias pegadinhas do Silvio Santos envolvendo a famosa lenda da noiva no cemitério, ainda com seu vestido branco. Impossível não relacionar. O conto é coeso e compacto, a ideia de um estranho que entra no cemitério e conversa de boa com uma outra estranha, um pouco estranho. Não há grandes entraves ou conflitos. A narrativa está boa e deixa a leitura tranquila, há um traço de literatura infantil juvenil até nostálgica. Ponto positivo.

    ERRORr

    A história da noiva é narrada muito rápida. Nasceu, cresceu, namorou, matou, endoidou, saiu do hospital. Tudo isso numa pancada só, ficou corrido. Não percebi nada de “errado” no conto, mas faltou algo pra cativar o leitor. Ir além, pois ficou um tanto superficial e previsível, ainda mais sobre uma das lendas urbanas mais classicas do tema. Um melhor desenvolvimento das personagens seria ótimo!

    • A Moça Triste
      12 de outubro de 2016

      Oi Fil, obrigada pela leitura e comentário. Como já disse em outro comentário, não conheço a lenda da noiva no cemitério… Vou pesquisar… Kkk Obrigada pelas dicas!!

  5. Anderson Henrique
    12 de outubro de 2016

    Um conto que li com facilidade, sem entraves. A conclusão é um tanto previsível, mas é difícil surpreender em um desafio temático. Mortes, vingança e fantasmas aparecerão o tempo todo. Um bom conto, que tem suas qualidades. Observações: a cor branca é recorrente no conto (Papel Branco, neblina fria e branca, Estátuas brancas, mármore Branco e Vestido Branco). Se há um propósito específico, não percebi, apesar de achar interessante. Comichão é um substantivo feminino, não? Abs!

    • A Moça Triste
      12 de outubro de 2016

      Oi Anderson, obrigada pela leitura e comentário!! A cor branca fazia parte da ambientação, tentando contrastar com o clima pesado… Kkkk não sei se deu certo… Não sabia sobre o (a) comichão.. kkk obrigada por me mostrar!

  6. Marcelo Nunes
    11 de outubro de 2016

    Olá Moça.
    Com um final muito previsível, foi assim este conto. A escrita está boa, a leitura até que fluiu bem, em alguns momentos perdi o interesse.

    Os tempos verbais me deixaram confuso, ambientação ficou um pouco a desejar. Percebi que tens talento, seu conto não está ruim, carece de ajustes.

    Parabéns e boa sorte neste desafio.
    Abraço!

    • A Moça Triste
      11 de outubro de 2016

      Oi Marcelo, obrigada pela leitura e comentário!!

  7. Bia Machado
    11 de outubro de 2016

    Tema: Está adequado ao tema, embora eu tenha ficado com a sensação de que o cemitério serviu apenas como ambientação, que toda a ação poderia se passar em outro lugar (claro que com outro desfecho, obviamente).

    Enredo: Acho que é um enredo que pode ser mais bem trabalhado. Da forma como está, a leitura não exige muita coisa dele. Demonstra ainda a inexperiência, e a experiência é só com o tempo, praticando, então… Continue praticando!

    Personagens: Não me conquistaram muito. Acho que poderiam render mais, mas no decorrer da narrativa vou me aprofundando mais no caso do Marcelo, a moça foi apenas um estepe, não sei se posso dizer dessa forma, mas foi a sensação que me passou.

    Emoção: Gostei do conto, dentro de suas possibilidades. Foi uma leitura agradável.

    Alguns toques: Acho que o pessoal já deve ter falado sobre a revisão, as repetições, a mudança de tempo verbal, o toque é para que agora, com calma, reveja isso e siga as dicas do pessoal que deu umas dicas bem interessantes.

    • A Moça Triste
      11 de outubro de 2016

      Oi Bia, obrigada pela leitura e comentário. Vou seguir as dicas sim!!

  8. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Boa tarde, amigo, tudo bem?
    Gostei do texto! achei interessante a história, meio despretensiosa. Tipo, não ta ligada a grandes acontecimentos, é só um encontro entre duas pessoas desconhecidas, pra um fim específico. nao sei se ficou claro o que quis dizer hahaha
    Voltando ao que interessa. Tenho algumas observações:
    1- Cuidado com a oscilação no tempo verbal, que acaba atrapalhando a fluência da narrativa. Por exemplo, logo no começo, na frase “Marcelo anda solitário pelas ruas impulsionado por um comichão na consciência que não o deixava ficar em paz. Era uma noite muito fria e a lua brilhava, redonda, prateada e cheia de buracos escuros que pareciam manchas de lágrimas em um papel branco. O ar era gelado e perfumado com o aroma distante de dama da noite. Podia-se ouvir o vento uivar e ver as respirações subirem como fumaça.” – repare que você começa o parágrafo no presente (anda), e logo em seguida muda pro pretérito (era, brilhava). Isso acontece mais vezes ao longo do conto.
    2- Se, por um lado, em alguns momentos as descrições tão bem legais, em outros soam meio bobas, como na descrição da lua no começo do conto: “Era uma noite muito fria e a lua brilhava, redonda, prateada e cheia de buracos escuros que pareciam manchas de lágrimas em um papel branco.” Não gostei muito do “cheia de buracos escuros”, achei que não ficou legal, e podia ser melhor trabalhada, partindo do pressuposto de que todos sabem que a lua tem buracos, sabe? Acho legal usar o subentendido nas descrições.
    3- Cuidado com a repetição de palavras num espaço muito curto. Exemplo: “Marcelo estava intrigado, não via onde a narrativa da pobre moça poderia chegar, mas um medo irracional começou a tomar conta dele. Continuava olhando para a moça, que chorava enquanto tentava continua sua história. Enquanto isso a noite ia ficando cada vez mais fria e a lua, outrora tão brilhante, ia sendo encoberta por pesadas e negras nuvens. O vento uivava com mais força, tudo parecia conspirar para o fim da história da moça, que alheia ao tempo, recomeçou a falar.” – a palavra “moça” aparece três vezes num único paragrafo. Eu faço bastante isso, e tenho tentado me polir lendo e relendo as frases e buscando sinônimos.

    Essas observações são bem pontuais e não afetam diretamente a historia, mas acho importante destacar.
    Em geral, achei bem positivo o balanço, e gostei de ler o texto.
    Abraço!

    • A Moça Triste
      11 de outubro de 2016

      Oi Luis Guilherme, obrigada pela leitura e comentário. Gostei da sua avaliação, obrigada pelas dicas!!

  9. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    O conto tem um evidente apelo juvenil, na medida em que revisita o maior clichê do universo dos cemitérios – a conversa entre duas pessoas, sendo que uma dela estava morta desde o princípio. A utilização de narrativas batidas, cujos enredos já foram abordados um sem-número de vezes não é ruim, por si. Muita gente defende que todos as histórias já foram contadas, cabendo a nós, autores do Século XXI dar-lhes novas roupagens. E é exatamente na releitura de peças consagradas que se revela a habilidade de cada um. Neste caso, apesar do enredo-clichê, dá para perceber que a autora buscou inovar, sobretudo no que se refere à ambientação. Os diálogos também ficaram interessantes e a descrição das cenas não fugiu ao que se espera de um texto desse tipo. Se me permite a sugestão, porém, talvez fosse interessante aprofundar a relação entre os personagens, dar-lhes defeitos e qualidades. Isso poderia fazer com que o leitor se identificasse melhor com eles, favorecendo a leitura. De todo modo, dá para ver que a autora está num bom caminho. Só resta ousar mais.

    • A Moça Triste
      10 de outubro de 2016

      Oi Gustavo, obrigada pela leitura e comentário. Não sou fã de suspense e terror, e para falar a verdade nunca li nada sobre o tema… falha minha.. kkk então não vi o clichê. Agradeço muito os conselhos!!

  10. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Uma das tramas mais interessantes neste desafio e com um desenvolvimento bom de ler. Não foi completamente surpreendente nem original, mas gostei da pequena surpresa guardada para o final. O texto merece uma revisada e talvez um desenvolvimento sem o limite de palavras. Muitos parabéns.

    • A Moça Triste
      8 de outubro de 2016

      Oi Vitor, obrigada pela leitura e comentário!! Fico muito feliz que você tenha gostado!!

  11. Simoni Dário
    7 de outubro de 2016

    Olá Moça Triste

    Eu gostei. O conto me cativou e eu não adivinhei o final, fui sendo conduzida até ele.

    A frieza da moça assusta porque a narrativa vem sendo delicada e quase poética, o tom muda bruscamente, mas aí é que me pegou.

    O final ficou bom, apesar de já ter visto esse em filmes, aqui achei muito original.

    Parabéns.

    Bom desafio.
    Abraço

    • A Moça Triste
      7 de outubro de 2016

      Oi Simoni, obrigada pela leitura e comentário!! Fiquei muito feliz que você tenha gostado!!!

  12. Pedro Coelho
    4 de outubro de 2016

    Apesar do final ser um pouco previsível, e alguns elementos de cemitério acabaremos sendo repetitivos demais, é um bom conto, prende a gente. Particularmente sou muito fã de contos com longas conversas ou contação de história em lugares inusitados, como foi o caso. Gostei de algumas descrições e da forma tranquila e cativante de escrever.

    • A Moça Triste
      5 de outubro de 2016

      Oi Pedro, obrigada pela leitura e comentário! Que bom que gostou!! Fico feliz!!

  13. Leandro B.
    1 de outubro de 2016

    Oi. moça triste. Anime-se!

    Sobre o conto, há aspectos que precisam ser melhorados. Tenho a impressão de que uma revisão calma e atenta melhorariam a qualidade da narrativa.

    Sempre tenho o pé atrás de apontar a probabilidade de o autor estar iniciando no processo de escrita, por poder parecer arrogante e, sobretudo, pela possibilidade de estar errado. Mas alguns aspectos específicos da narrativa apontam para isso.

    Sendo este o caso, adianto que escrita é isso mesmo, melhorar na medida do que podemos, reconhecendo criticas bem fundamentadas e simplesmente tentando de novo. Não falo isso como alguém que gosta de escrever, ou que se reinventou dessa forma, mas como alguém que viu muitos escritores melhorando através dos desafios.

    Sobre o texto, mencionei que alguns aspectos acabam enfraquecendo a trama, por exemplo, há uma alternância nos tempos verbais desde o início da história que me causou certo incomodo. Vou listar abaixo algumas colocações e sugestões de revisão.

    “Marcelo anda solitário pelas ruas impulsionado por um comichão na consciência que não o deixava ficar em paz. Era uma noite muito fria e a lua brilhava, redonda, prateada e cheia de buracos escuros que pareciam manchas de lágrimas em um papel branco”

    Isso é reproduzido na narrativa inteira. Creio que seria mais elegante estabelecer o passado ou o presente e seguir com ele. Em caso de descuido, poderia ter corrigido com uma revisão atenta (e entendo mesmo nossa ânsia de receber logo as críticas).

    “estranhamente não sentia medo algum, nenhum calafrio ou estranhamento”
    Aqui a “repetição” não ficou muito legal. Vale a pena uma substituição.

    “Olhou em volta por alguns instantes e notou que uma neblina fina e branca subia do solo gelado, o que dava um aspecto mais etéreo ao lugar”
    Eu achei a construção (no que diz respeito à escolha de palavras) muito boa. Parabens. O problema é que você a utilizou para montar um cenário bem clichê, reproduzindo um visual que cansamos de ver em cemitérios. Então, cuidado com esse tipo de coisa.

    “Éramos”
    Acento.

    “que chorava enquanto tentava continua sua história”
    continuar

    Um aspecto importante, passível de desenvolvimento, que acabou fazendo com que o conto perdendo um pouco de pontos comigo foi a revelação final. O fato de Marcelo estar morto não funciona como conclusão porque a “surpresa” já havia sido datilografada ao longo do texto.

    Temos essa cultura em histórias de terror, ou sobre os mortos, de que precisamos de uma grande reviravolta ao final da história para surpreender o leitor. Mas essa reviravolta já está meio batida. Minha sugestão é esquecê-la. Há outros caminhos para o terror.

    É isso, moça triste. Algumas construções feitas por você me mostraram uma boa capacidade de seleção de palavras. Acho que o próximo passo é usar essa capacidade para construir algo um pouco diferente.

    E revisão. Sempre revisão.

    Parabens pelo trabalho

    • A Moça Triste
      3 de outubro de 2016

      Oi Leandro, obrigada pela leitura e comentário. Os tempos verbais foram um lapso mesmo, já corrigi no original. Você acertou, sou iniciante mesmo e aprecio toda a ajuda que deu. Terror não é meu estilo preferido, não leio nem escrevo nesse estilo. Notei que deveria ter usado o tema em outro estilo, teria me saído melhor. Obrigada pelo encorajamento.

  14. Gustavo Aquino Dos Reis
    29 de setembro de 2016

    Temos aqui um bom trabalho e uma história de um autor que, com prática e confiança na força de sua escrita, vai longe.

    Em termos de enredo, o conto não possui nada de arrebatador. É na escrita que ele brilha. Gostei muito da sua confiança. Da ousadia de algumas palavras mais rebuscadas – sou defensor desse tipo de escrita e já venho lutando muito para tentar aprimorá-la dentro de minhas limitações literárias.

    Você conferiu autoridade ao seu trabalho com esse rebusque, sem cansar o leitor. Por isso, indiferente das críticas, lapide o conto e continua na sua escrita.

    Parabéns pela confiança em si e pelo conto.

    • A Moça Triste
      29 de setembro de 2016

      Oi Gustavo, obrigada pela leitura e comentário!! Nem sei o que dizer… só agradeço por ter visto o conto com outros olhos, nem tudo está perdido afinal (já estava achando que não levava jeito mesmo para escrever) Comentários como o seu me dão vontade de não desistir de escrever. Obrigada mesmo!!

  15. Amanda Gomez
    28 de setembro de 2016

    Oi, Moça triste.

    O seu conto conseguiu me pegar de surpresa em um momento, que foi a forma como ele foi assassinado, despertou sentimentos em mim , li e disse (Sacanagem!!!) O cara ter morrido dessa forma, achei criativo.

    O texto tem passagens poéticas um tanto forçada, lendo o primeiro parágrafo isso fica nítido, o esforço do autor em deixar o texto rebuscado, não funcionou muito bem, na minha opinião.

    O conto parece com aquele filme que já vimos várias vezes, aquela história que já sabemos o final, mas, nem por isso deixamos de assitir e nos entreter, e quabdo ele passar de novo dali um tempo, você vai assistir de novo e não está nem aí.

    rs O conto é bacana, no geral.

    • A Moça Triste
      29 de setembro de 2016

      Oi Amanda, obrigada pela leitura e comentário!! Que bom que não detestou de todo o conto… fico feliz!!

  16. Thiago Amaral
    28 de setembro de 2016

    Olá!

    Achei regular, do ponto de vista emotivo. Não mexeu muito comigo, apenas o final me agradou. Não tanto pelo twist, mas amarrou bem o vagar sem rumo do moço.

    Em termos de clima a história é boa, principalmente no já citado final. Gostei da abordagem no momento em que Marcelo finalmente descansa, sereno. Foi o ponto alto.

    A linguagem também está boa, apesar de algumas vírgulas que poderiam ser pontos finais e mudanças do presente para o passado. Mas nada que deva nos preocupar muito. Da próxima você estará mais atenta, com certeza.

    Ao terminar o texto, li “a moça triste” e, desmemoriado que sou, pensei ser o título da história fechando tudo. Gostei do toque, como um filme que mostra o título no final, impactando. Depois descobri não ser nada disso, e sim uma assinatura. hauhauah Mas gostei da ideia involuntária que você me deu!

    No geral, simples como um carinhoso sopro de ar no rosto.

    Felicidades!

    • A Moça Triste
      28 de setembro de 2016

      Oi Thiago, obrigada pela leitura e comentário!! Gostei muito de sua análise, você foi um dos únicos a achar alguma coisa boa no texto!! Obrigada!!

  17. mariasantino1
    26 de setembro de 2016

    Olá! Boa noite.

    Olha a ideia é batida mas acredito muito que não há nada que uma boa narrativa não possa arrumar. Acho, mesmo que a ideia (delírio e incerteza do ciúme, que consequentemente leva a um assassinato) pode sim render e não é ruim, mas infelizmente o seu conto está muito mastigadinho, sabe? A moça lá monologa tudo de graça e o rapaz serve apenas para o Tchan, a surpresinha no leitor.
    A narrativa e está ok até a moça aparecer, exceto por alguns probleminhas de mistura de tempos verbais que seriam muito bons se vc os limasse numa próxima narrativa >>>> Marcelo anda solitário pelas ruas impulsionado por um comichão na consciência que não o deixava ficar em paz. — Se ele ANDA, no presente, a coceira não o DEIXA em paz também no presente >>>>>Ela parou de falar, olhou para Marcelo e ele percebe — Se PAROU, OLHOU, então PERCEBEU. A dica é narrar tudo no passado. Bem, daí quando a moça aparece o conto perde toda força, pois ela nó narra sem convidar a desvendar nada, sem instigar. É como se sentar diante da TV dar o Play e só assistir, sem deixar de mencionar ao final da película (já vi esse filme antes).

    Então, em resumo, a ideia é bacaninha, mas a narrativa e estrutura não.

    Boa sorte no desafio.

    • mariasantino1
      26 de setembro de 2016

      Ela nó narra é muito escroto. KKKKK Ela só* narra

    • A Moça Triste
      26 de setembro de 2016

      Oi Maria, obrigada pela leitura e comentário!

  18. Maria Flora
    26 de setembro de 2016

    A poética no início do texto dá uma impressão de exagero. As frases longas são cansativas e fazem o leitor se perder.. Não sou mestre em gramática, mas digo-lhe que o texto precisa de uma revisão mais aguçada. A partir do meio, o texto segue um fluxo mais coerente. A narrativa monótona faz parte da estória, ao meu ver, dá o clima do conto. História bacana, com um final interessante. Boa sorte!

    • A Moça Triste
      26 de setembro de 2016

      Oi Maria Flora, obrigada pela leitura e comentário.

  19. Davenir Viganon
    26 de setembro de 2016

    Olá Moça
    O título é muito bom, misterioso. Promete revelações de arrepiar os cabelos. Achei equilibrado em aproveitamento do espaço. 1.500 palavras é pouco e você conseguiu dar inicio, meio e fim, sem atropelar a narrativa. A estória faz o seu trabalho. O ponto forte é a ambientação, dando cor, luz/sombra e sensações. Pena que os personagens não conseguiram me passar emoções fortes. Frases muito longas atrapalharam também, ainda que encurtá-las demais não fica tão bom num drama. É um conto bom e espero que você não desista dele e o aperfeiçoe com as dicas da galera.
    Um abraço.

    • A Moça Triste
      26 de setembro de 2016

      Oi Davenir, obrigada pela leitura e comentário. Não vou desistir do conto!

  20. Pétrya Bischoff
    24 de setembro de 2016

    Buenas, autor(a)! Sem delongas, vou à avaliação:
    A escrita delata uma pretensão lírica do autor, o que é maravilhoso pois, apesar de não estar exatamente bem executado, o exercício constante é responsável pelo aprimoramento. Há erros de pontuação e tempos verbais a serem trabalhos.
    A narrativa não é exatamente truncada, mas monótona. E não pelos acontecimentos em si, mas por não evocar grandes emoções no leitor. Entretanto, gostei da trama, apesar do final previsível. E, definitivamente, gostei do encerramento, a partir de “Notou que o vento cessara seus uivos e sibilações…”.
    A ambientação vence o proposto pelo autor, que é situar o leitor no cemitério de uma noite fria.
    De maneira geral, um conto fraco que, entretanto, mostra o potencial de escrita do autor. Parabéns, siga escrevendo e aprimorando seu trabalho e boa sorte no desafio!

    • A Moça Triste
      26 de setembro de 2016

      Obrigada Pétrya, pela leitura e comentário!

  21. José Geraldo Gouvêa
    22 de setembro de 2016

    O conto não é grandes coisas em termos de execução, mas a história é interessante. Merece ser revisitada. O que faz o conto falhar, além da linguagem muito didática, é que os personagens não são convincentes em suas motivações. Em uma boa história, nem uma folha se mexe sem que isso tenha um significado. Porque aquilo que não tem significado não precisa ser mencionado. Você não percebe as formigas que pisa enquanto caminha pelo parque, por exemplo. O protagonista precisa ter uma motivação clara para seu perambular, precisa ser melhor construído. A entrada dele no cemitério é totalmente artificial, ninguém entra em cemitérios assim. Mas se você consegue convencer o leitor que ele tinha um motivo para entrar ali, então a suspensão de descrença funciona.

    • A Moça Triste
      23 de setembro de 2016

      Oi José. Obrigada pela leitura e comentário.

  22. Felipe T.S
    22 de setembro de 2016

    Olá Moça!
    Tudo bem?

    Achei muito interessante sua história, logo no começo você cria uma bela cena na imagem do leitor e a partir do momento do encontro+relato, você deixa a gente curioso pra seguir em frente. Isso é muito bom.

    Já vi que vários colegas lhe ajudaram com dicas, acredito que não tenho muito mais para contribuir. De qualquer forma, aqui vão algumas coisas que sempre me ajudam e podem ser utéis para você.

    – Situar quem, quando e como vamos contar a história. Antes de passar para o papel ou até mesmo depois, na hora de revisar, é bom reforçarmos esses aspectos. Se é um narrador em 3º pessoa, ele vai contar como essa história? No tempo presente? Como algo que já aconteceu? Até que ponto ele vai narrar? Como os personagens vão se manifestar na narrativa? (Nesse ponto você usou uma boa sacada, passou a voz para a mulher).

    – outro aspecto é na questão de pontuação e também de ritmo. Muitas vezes passei por sentenças truncadas ou momentos que tudo soava corrido. Tenha mais calma na hora de organizar as ideias, para distribuir elas da melhor forma possível no texto. Imagine que o seu leitor encontra um foi condutor já na primeira linha e você precisa cuidar da viagem dele até o fim do texto. No caso da sua história, eu senti a necessidade de uma suavidade maior e um ritmo mais calmo. Enfim, espero ter ajudado de alguma forma e tome cuidado com as vírgulas e pontos.

    Parabéns e sorte no desafio.

    • A MoçaTriste
      22 de setembro de 2016

      Olá Felipe, obrigada pela leitura e comentário. Gostei das valiosas dicas, com certeza colocarei em prática!!

  23. Jowilton Amaral da Costa
    22 de setembro de 2016

    Um conto mediano. A estória é boa a execução é que ficou um pouco a desejar. A narrativa ainda carece de prática, assim me pareceu. Gostei do final. Eu também costumava escrever no presente e sem nem me ligar, de uma hora para outra, mudava para o passado. É difícil escrever no presente. Boa sorte.

    • A Moça Triste
      22 de setembro de 2016

      Oi Jowilton, obrigada pela leitura e comentário.

  24. Brian Oliveira Lancaster
    21 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Atmosfera padrão, mas com uma reviravolta interessante, apesar de mais ou menos esperar esse tipo de resolução final. Notei que o autor ainda está encontrando seu caminho. Pratique. Está quase lá. O texto precisa de algumas revisões, mas o cerne está bem desenvolvido.
    ME: O final chega a surpreender um pouco, por isso destaco a construção do clima de suspense. Deixar a moça falar em terceira pessoa foi uma grande sacada. Tem vários pontos a melhorar, mas a ideia principal, mais intimista, foi certeira e cativa.

    • A Moça Triste
      21 de setembro de 2016

      Oi Braian, obrigada pela leitura e comentário. Gostei muito, nem tudo está horrível…rsrsrs

  25. catarinacunha2015
    21 de setembro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Só essa descrição lunática florida já me ganhou para continuar.

    TRAMA sabrinesca dramática. “Marcelo estava intrigado, não via onde a narrativa da pobre moça poderia chegar…”. Eu também fiquei intrigada, mas infelizmente não aconteceu nada que aprofundasse os personagens e o enredo. Talvez seja uma questão de estilo. Gosto da narrativa no presente, desde que se mantenha nele e possua técnica apurada.

    AMBIENTE riquíssimo. Interessante como a narrativa decorou o ambiente com cores dramáticas.

    EFEITO terapêutico. Esse negócio de assistir fantasma DR (discutindo a relação) deve ter sido muito chato para Marcelo.

    • A Moça Triste
      21 de setembro de 2016

      Oi Catarina, obrigada pela leitura e comentário! Gostei de suas observações… DR de fantasma é forte mesmo…rsrsrsr

  26. Gilson Raimundo
    21 de setembro de 2016

    Uma boa versão da lenda urbana da noiva do cemitério, gostei da variação, não se ateve ao enredo original apenas usando-o como inspiração. Desta vez o fantasma era o noivo e a pobre moça era vítima de uma doença psicológica bem comum nos dias de hoje. Este também foi um dos contos que parece se interromper sem dar todos os detalhes da história, senti que poderia ter algo a mais pela frente, faltou uma coisinha, mas ficou bacana.

    • A Moça Triste
      21 de setembro de 2016

      Oi Gilson, obrigada pela leitura e comentário. Não conheço essa lenda urbana da noiva no cemitério… Foi uma coincidência mesmo… rsrsrs.

  27. Fabio Baptista
    20 de setembro de 2016

    O problema de narrar no presente é que mais cedo ou mais tarde vamos acabar confundindo os tempos verbais. Aqui aconteceu mais cedo:

    – ele vagava sem destino já há muito tempo quando percebe

    Tirando isso, está bem escrito na parte gramatical (não achei nada além de uma crase que virou agudo em “á vontade”), mas sem construções que se destacassem. A história também não empolgou, foi apenas mais um encontro “aleatório” no cemitério e mais um fantasma que se descobre morto, como acho que ainda verei muitos até o final do desafio.

    Não gostei, infelizmente.

    Abraço!

    • A Moça Triste
      20 de setembro de 2016

      Oi Fábio, obrigada pela leitura e comentário. Gosto não se discute né. 🙂

  28. Phillip Klem
    20 de setembro de 2016

    Boa noite Moça Triste.
    Seu conto revela que você tem muita criatividade e talento. Apesar de não ter me agradado completamente, é fácil perceber que se você reescrever esta mesma história daqui dois anos, e eu tiver o prazer de lê-la, sei que vou amar.
    Você precisa de experiência, aprender um pouco com os erros que comete. E estar participando no desafio entrecontos é a melhor coisa que você poderia fazer para conseguir isso. Eu mesmo, quando comecei aqui, cometia muitos erros que aprendi a corrigir com os comentários sábios e construtivos que recebi aqui.
    Tenho certeza de que você é um(a) escritor(a) nato(a) e que vai melhorar muito com o passar do tempo.
    Não vou me aprofundar muito na análise do conto, em si, pois você só ler mais uma vez tudo o que já leu nos comentários anteriores.
    Minha dica é: Tente fazer seus personagens mais humanos, emotivos e cativantes. Tente fazer os leitores os amarem desde o primeiro parágrafo. Tenha certeza de que, mesmo se sua história não for a melhor do mundo, cheia de suspense, romance ou reviravoltas, um personagem marcante fica com o leitor durante muito tempo depois que ele acaba de ler. E esse é o objetivo de todo bom escritor.
    Boa sorte no certame e continue escrevendo!

    • A Moça Triste
      20 de setembro de 2016

      Oi Phillip, obrigada pela leitura e comentário! Gostei das dicas, com certeza colocarei em prática!

  29. Pedro Teixeira
    20 de setembro de 2016

    Olá, Moça Triste! Gostei bastante do clima criado no primeiro parágrafo, criou uma excelente ambientação com poucas palavras. O conto prometia. Pena que ao menos pra mim o desenvolvimento não funcionou tão bem.
    Seria interessante uma revisão da construção das frases: algumas estão confusas, com dois tempos verbais referindo-se à mesma cena, ou muito longas. Acho que é possível “quebrar” a narrativa em sentenças menores, para dar mais eficiência e clareza.
    A trama se desenvolve de maneira a manter o interesse do leitor. Mas a conclusão acabou me decepcionando: talvez melhorasse se ficasse claro que ela não estivesse o ouvindo, e ele pensasse que sim, mas a resposta elimina essa possibilidade. Assim, acabou se tornando uma contradição no enredo.

    Alguns pitacos:
    *se não fosse os cabelos – se não fossem
    *lágrimas rolarem – será que “correrem” não ficaria melhor?
    *Ele vagava…quando percebe – mudança no tempo verbal, me parece que deveria ser “quando percebeu”
    *Ela parou de falar, olhou para Marcelo e ele percebe – o mesmo problema
    *o vento uivava – esse trecho estava muito bom até ali: o clima acompanhando o desenrolar da estória, mas quando isso é explicitado pela voz do narrador, perde boa parte de seu efeito, na minha opinião

    Bom, é isso. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • A Moça Triste
      20 de setembro de 2016

      Oi Pedro, obrigada pela leitura e comentário! Valeu pelas dicas!

  30. Fheluany Nogueira
    19 de setembro de 2016

    Os personagens valeram pela narrativa, muito simpáticos. O recurso empregado para desenvolver a trama não é original, mas está repaginado de maneira elegante. Mostrou certa imaturidade no fato de os noivos não se reconhecerem.

    A leitura está bastante fluente, exceto pela confusão dos tempos verbais, já tão comentada, mas que não prejudicou o conjunto tanto assim; basta uma boa revisão ao lado de outros problemas gramaticais.

    A presença de imagens significativas enriqueceram o texto; apenas é preciso cautela para não cair no lugar-comum. Você se diz iniciante na arte, tem potencial. E se aprende a escrever, escrevendo. Treinar e treinar. Abraços. Parabéns pela participação.

    • A Moça Triste
      19 de setembro de 2016

      Oi Fheluany, obrigada pela leitura e comentário. Gostei muito!!

  31. Anorkinda Neide
    18 de setembro de 2016

    Então apareceu o fantasma com Alzheimer… qd foi divulgado o desafio comentamos que os fantasmas geralmente tem alzheimer e nao lembram quem sao, nao sabem q morreram e nao reconhecem amigos e parentes, aqui ele nao reconheceu a propria noiva, mas o q achei mais estranho foi ela não ter reconhecido o rapaz.
    Eu nao tenho problemas com clichês, sempre há formas diferentes de contar as histórias e cada uma é única mesmo com pontos universais a serem abordados, então procuro pela beleza ou criatividade ou eficiência ou tudo isto junto… Aqui há belas frases q me fizeram viajar na poesia, como as manchas na lua q parecem lagrimas no papel, fiquei um tempão pensando nisso e tb do céu polvilhado de estrelas, achei lindo!
    O que não ficou legal foi a narração da moça.. muito detalhada e ao final confessa-se com doença mental grave…nao sei, acho muito dificil um doente mental grave admitir isto, mas tá. ela tava curada.. pode ser.. mas tipo fechou o rol de estranhezas q foi toda a confissao dela a um sujeito desconhecido num cemiterio deserto com neblina no chão e tudo o mais.. rsrs
    Acho q precisaria bolar outra maneira de contar os fatos ao leitor, mas este tipo de ‘saída’ para o enredo vem com a prática, com a experiência em ler e escrever muito e vc tá no caminho certo, principalmente participando aqui conosco ^^
    Em contrapartida com as frases poéticas encontrei esta q me fez pensar tb, mas pelo lado ruim da força rsrs ‘ mesmo estando chorando, parecendo profundamente arrependida, falava com uma frieza de aço. ‘ pra mim isto nao faz sentido, completamente incoerente.
    Em suma, me apeguei aos personagens, achei eles ricos e com uma história ótima, precisando mudar a forma de contar esta historia, apenas isto.
    Boa sorte ae e abração

    • A Moça Triste
      18 de setembro de 2016

      Oi Anorkinda, obrigada pela leitura e comentário. Que bom que você gostou das frases poéticas, fiquei feliz!!! Sobre a frase que você achou incoerente, eu pretendi acentuar a doença dela, que apesar da aparência de arrependimento, a voz traía sua efetiva “melhora” pena que não consegui passar isso direito.

      • Anorkinda Neide
        18 de setembro de 2016

        hummm bom saber deste detalhe ae!! hehe
        abraço

  32. Ricardo Gnecco Falco
    17 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> A leitura fica um pouco atrapalhada por causa de problemas de acentuação e uma perceptível imaturidade (no sentido literário) do(a) autor(a) desta bela história. Senti-me como se estivesse viajando dentro de um trem muito lotado, todo apertado e balançando de lá pra cá enquanto, pela janela, algumas das Sete Maravilhas do mundo passassem enfileiradas, com todos os seus esplendores.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Já no segundo parágrafo, uma série de erros de pontuação (vírgulas no lugar de pontos finais) e repetição de imagens (“…estranhamente não sentia medo algum, nenhum calafrio ou estranhamento…”) foram minando as boas expectativas vislumbradas no anterior. Com a perpetuação de tais características, torna-se latente a imaginação de um(a) autor(a) mais jovem, pelo menos no sentido de contato com a escrita. Porém, torna-se igualmente perceptível a riqueza criativa do(a) escritor(a), fato muito mais importante (para não dizer necessária) do que uma experiência com a labuta de criar histórias, cenários e personagens, visto que esta última pode-se adquirir com o tempo e perseverança, ao contrário da outra. Quando a “ponte mágica”, que faz a ligação entre a riqueza do imaginário de uma pessoa com a folha de papel ou tela em branco, tiver seu acabamento pronto, tenho certeza que todo o brilho do diamante (aqui ainda em pedra bruta) deste(a) autor(a) irá iluminar muito longe…

    EU EDITOR (o lado negro da força) –> Continue escrevendo! Vislumbro um “lugar ao Sol” mais adiante. 😉

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

    • A Moça Triste
      17 de setembro de 2016

      Oi Ricardo, obrigada pela leitura e comentário. Fiquei muito feliz!! Você acertou quando disse que eu ainda sou nova e imatura… rsrsrs, só na escrita mesmo!!! Pretendo melhorar muito nos próximos desafios!!

  33. Iolandinha Pinheiro
    17 de setembro de 2016

    Olá, autor. ATENÇÃO, ESTE COMENTÁRIO CONTÉM SPOILERS . A gente começa a ler o conto e não demora a adivinhar o final. Um fato que desanima muito alguns leitores, não eu. Consigo separar qualidade de criatividade. O seu conto é bonito, poético, bem escrito. Falta criatividade, é certo, mas isso é apenas uma das muitas características para que um conto seja considerado bom. A história passou para mim uma espécie de redenção de lado a lado, a moça que se desculpava pela atitude, e o rapaz que (finalmente) depois de vagar por um longo tempo sem entender o que houvera ocorrido consigo, descobriu-se morto e quedou-se em paz. A partir da crença de um mundo espiritual a gente pode até imaginar que cenas como esta ocorram. Concordo com o Ricardo de Lohem quando ele cita que os personagens são muito frios. Achei que o choque do rapaz ao se descobrir morto e assassinado poderia ser melhor explorado, porém, sempre acho que o leitor deve analisar o conto sem pretender reescrevê-lo. No geral eu gostei. Escrita elegante e fluida. Parabéns.

    • A Moça Triste
      17 de setembro de 2016

      Olá Iolanda, obrigada pela leitura e comentário, gostei muito!! Já ganhei o dia pelo ” escrita elegante”, é desanimador ver em todos os comentários só os seus erros… Pretendo ser mais criativa no próximo desafio!!

  34. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    14 de setembro de 2016

    Olá Moça Triste,

    Embora seu conto, a princípio, possa parecer um tanto quanto clichê, creio que se adequou perfeitamente ao tema.

    Os escritores, de uma forma geral, costumam “demonizar” o clichê e sobre essas “fórmulas previsíveis” criou-se uma espécie de tabu. A gente lê e pensa: É clichê, logo é ruim. E, obviamente, não funciona bem assim. Tudo depende do formato do texto, e, especialmente acredito, para QUEM se destina seu conto. Qual será o leitor de sua obra? Pense nisso. 😉

    Gostei muito da fluência da história e da delicadeza com que a trama vai se desenvolvendo.

    Percebi uma confusão nos tempos verbais. Nada que uma revisão não possa resolver, não é?

    Parabéns por seu talento e boa sorte no desafio.

    • A Moça Triste
      14 de setembro de 2016

      Obrigada Paula, pela leitura e comentário! Esse é meu primeiro desafio e não fazia ideia que os participantes eram tão bons e exigentes… No próximo vou me preparar mais. Gostei muito do seu comentário!!

      • Paula Giannini - palcodapalavrablog
        14 de setembro de 2016

        Oi querida,
        Também sou novata por aqui.
        O legal é que a gente aprende muito com tudo isso.
        Leve os comentário “na boa”, afinal o Desafio é um jogo e, além disso, aproveite para se aperfeiçoar.
        Você tem talento!

  35. mhs1971
    14 de setembro de 2016

    Olá
    Tudo bem?
    Ao perceber uma conjunção de clichês pouco originais em uma escrita que denota ser aprimorada, meio que me desanima e procuro não ser muito incisiva nos apontamentos dos problemas encontrados.
    O principal é o uso constante das frases feitas, conceitos e construção de frases já visto em inúmeros textos. é algo que se melhora com o tempo, a partir de leituras variadas e de gêneros e escrita diversos, para se aprimorar o vocabulário e construção frasais. Até mesmo conceito de histórias podem ser aprimorados com esses tipos de leituras.
    Não gosto de simplesmente de dizer que a escrita de certos escritores peca por isso e aquele outro, e outros tipos de apontamentos que soam agressivos e óbvios no aprendizado de um bom escritor, que ´o de ortografia, que é o que tecnicistas gostam de pegar no pé, em detrimento do que é o principal, o cerne de um conto é a forma em que se contou uma história.
    Provavelmente com um pouco mais de retrabalho, com melhor escolha de termos diferentes dos clichês utilizados, torne o conto melhor em um tom mais original.
    Tem um bom potencial na escrita e se aprimorando, não demorará em demonstrar o seu valor textual e de contador de história.
    Boa sorte e abraços

    • A Moça Triste
      14 de setembro de 2016

      Obrigada pela leitura e comentário, com certeza preciso estudar e praticar mais.

  36. Wender Lemes
    13 de setembro de 2016

    Olá! É um conto muito simples, que peca em questões de ortografia e de tempos verbais, como já apontado pelos colegas, mas que também oferece personagens muito cativantes e uma trama (ainda que não muito original) que se sustenta, além de se enquadrar perfeitamente no tema. Acho muito interessante que a autora, que se intitulou como iniciante nos comentários, seja capaz de criar personagens como os que apresentou. A ortografia, de modo geral, pode ser aperfeiçoada com um pouco de esforço, mas o trabalho com o emocional é muito mais intuitivo que técnico, portanto mais difícil de se adquirir. Enfim, o que quero dizer é que, mesmo que o conto atual não seja tão primoroso, há um bom potencial em quem o criou. Boa sorte e parabéns!

    • A Moça Triste
      13 de setembro de 2016

      Olá Wender, obrigada pela leitura e comentário, fiquei feliz com seu comentário, é sempre bom um incentivo quando se está começando, me deu mais vontade de me aperfeiçoar!

  37. Taty
    13 de setembro de 2016

    Uma boa estória, meio clichezona, mas boa rsrsrs… Foi contada de uma forma legal também, descontando os erros apontados quantos aos tempos verbais e aí que o negócio fica mais duro – os tempos verbais são muito importantes, não é como escrever uma palavra errada, eles são parte da estrutura e se a estrutura está comprometida, o resto todo está. Ponto positivo é a tranquilidade da narração, sem atropelos. Conto mediano.

    • A Moça Triste
      13 de setembro de 2016

      Oi Taty, obrigada pela leitura e comentário, é uma pena mesmo que os tempos verbais estejam errados, quem sabe na próxima eu melhore!

  38. Evelyn
    13 de setembro de 2016

    Oi, A Moça Triste,
    Eu gostei da história. Lá, no começo, eu meio que já sabia que algo desse tipo – ele ser o espírito caminhante ou encontrar um espírito que não sabe exatamente que é espírito – estava para acontecer. Mas isso não tirou a vontade de ler o conto até o fim. Gostei muito. Ele flui, apesar dos tempos verbais.
    Parabéns.
    Abraço!

    • A Moça Triste
      13 de setembro de 2016

      Oi Evelyn, obrigada pela leitura e comentário!! Fico muito feliz que você tenha gostado apesar dos erros, é importante para uma iniciante como eu contar com seu apoio!!!

  39. Claudia Roberta Angst
    13 de setembro de 2016

    O conto está bem desenvolvido dentro do tema proposto.
    Uma baguncinha com os tempos verbais, não, Moça Triste? Parece que ficou indecisa e deixou esse quesito de lado na hora da revisão. Pena porque isso prejudicou a minha leitura. Sou chata mesmo!
    O tom do conto mergulha em prosa poética. Eu gosto, mas não é uma preferência da moçada. No entanto, a narrativa fluiu bem, sem que me arrancasse bocejos.
    Gostei da história contada, só teria cortado um pouco as explicações da noivinha assassina. Deixaria um pouco de mistério ou talvez, até mesmo, um pouco da culpa ser dela e não da patologia mental. Se afinal, ela estava doente, talvez não alcançasse tal entendimento com facilidade para se confessar culpada. Ou sim.
    O que percebo nitidamente é uma vontade real e natural da autora de escrever, de contar histórias, de se revelar nas entrelinhas. E isso é o essencial para crescer como escritora.
    Boa sorte!

    • A Moça Triste
      13 de setembro de 2016

      Oi Cláudia, obrigada pela leitura e comentário, o problema com os tempos verbais eu fui perceber só quando me alertaram disso aqui nos comentários, erro de principalmente… Espero melhorar com a prática!! Gostei muito da última parte do seu comentário! 🙂

  40. José Geraldo
    13 de setembro de 2016

    Vou comentar esse trecho em diversos momentos diferentes, à medida que leio e releio.

    Numa primeira leitura, me senti bastante irritado pela confusão de tempos verbais:

    Primeiro parágrafo: “Marcelo anda solitário pelas ruas… Era uma noite…”
    Segundo parágrafo: ”

    Segundo parágrafo: “ele vagava sem destino já há muito tempo quando percebe ”

    Terceiro parágrafo: “Olhou em volta por alguns instantes”

    Resumindo; somente nos três primeiros parágrafos você utilizou três tempos verbais diferentes (presente, pretérito imperfeito e pretérito imperfeito) e, mesmo narrando fatos anteriores a outros passados, não empregou o pretérito mais que perfeito (nem mesmo em sua forma composta).

    Esse é um defeito bastante grave e comprometedor, porque prejudica a compreensão da sequencia dos fatos e afeta a interpretação do tom do texto. Se é um texto narrado em presente, por exemplo, ele tem uma tensão diferente, pois o narrador ainda não sabe o que acontecerá a seguir, mas se é um texto narrado no passado, então a história já está completa antes de ser narrada.

    Este é um ponto que você deve trabalhar muito, mas muito mesmo. Caso não melhore nisso, ficará a mercê de seus revisores (que podem não existir ou podem não ser competentes ou podem não te respeitar e enfiar a faca sem dó no seu texto).

    Mais tarde vou reler para analisar a história e os personagens.

    • A Moça Triste
      13 de setembro de 2016

      Olá José Geraldo, obrigada pela leitura e comentário. Você está certo. Reli o texto procurando notar os diversos tempos verbais e fiquei muito chateada de ter deixado isso passar. Na verdade o conto pretendia ser no presente, mas a falta de prática me atrapalhou muito. Quanto aos revisores… sou iniciante e nunca fiz uso deles, pretendo melhorar muito. Se me permite dizer, seu comentário seria muito mais pertinente se fosse um desafio de profissionais, o que acho que não é o caso, já que amadores também podem participar, estou torcendo para que na próxima leitura o sr releve esses erros que já mencionou e veja alguma coisa boa. 😉

  41. Olisomar Pires
    13 de setembro de 2016

    A trama é clara e bem escrita. A ambientação ficou razoável, assim como a personificação dos atores. Porém, não me contagiou. Como disse outro comentarista, é um conto correto, mas sem muita ousadia, eu complemento. Diria que o texto segue as regras para um bom conto, infelizmente, faltou algo que não se encontra nas regras: emoção.

    • A Moça Triste
      13 de setembro de 2016

      Oi Olisomar, obrigada pela leitura e comentário. Tentarei ser mais ousada em um próximo desafio e colocar mais emoção no texto.

  42. Evandro Furtado
    13 de setembro de 2016

    Fluídez – Average

    O texto tem um compasso bastante interessante que se apóia em uma trama bem estruturada. A única questão que realmente se destaca é a mudança dos tempos verbais, às vezes em uma mesma frase. Ou se escreve no passado ou no presente, a contínua mudança de um para o outro trunca bastante a leitura e confunde a mente do leitor. A ortografia não apresentou problemas que justifiquem destaque.

    Personagens – Oustanding

    Marcelo – o fantasma que vaga pelo cemitério. Ficou claro que ele era o marido desde o início, mas isso não afetou o impacto. Preso ao mundo material por causa da ex-esposa, liberto ante o perdido de perdão. Ainda confuso pela recente morte, não reconhece a esposa. “Fantasma com Alzheimer”.
    Moça Triste – esposa de Marcelo, portadora da síndrome da perseguição, envenenou o marido. Ficou internada por algum tempo, mas, apesar do arrependimento, ainda demonstra certos aspectos em seu comportamento que denunciam que não está completamente sã. Insegura e confusa, perdida no mundo. Não olha para o homem com quem conversa no cemitério e, por consequência, não reconhece nele o espírito do marido.

    Trama – Outstanding

    Muito bem amarrada por um “comichão”. A relação entre os personagens é muito bem trabalhada. Boa ambientação. O conflito, apesar de clichê, foi trabalhado de uma forma bastante particular pelo autor. A resolução, apesar de previsível, não foi entregue de graça. Em nenhum momento o autor diz claramente que Marcelo era o marido da Moça Triste.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Outstanding

    Estilo – Good

    Apesar de alguns probleminhas pontuais, o autor consegue entregar uma narrativa bastante decente. A escrita em terceira pessoa é interrompida pelos relatos em primeira pessoa da Moça Triste, e ambos articulam-se muito bem no corpo do texto. A ressalva volta a ser para a questão dos tempos verbais que impediram uma avaliação melhor para essa categoria.

    Efeito Catártico – Very Good

    O impacto criado ao final do texto foi preciso. O desenvolvimento da trama com os personagens fortes contribuiu para isso. O autor parece ter um bom senso de denouement e isso contribuiu para a construção do conto, muito bem amarrado. Início e fim conversam muito bem.

    Resultado Final – Good

    • A Moça Triste
      13 de setembro de 2016

      Oi Evandro, obrigada pela leitura e comentário, fiquei muito feliz com seu comentário, independente do resultado do desafio já estou contente com a sua avaliação, pode ter certeza que seguirei suas dicas.

  43. Ricardo de Lohem
    13 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Clássica história de fantasma que encontra sua redenção. Trata–se de uma narrativa simples e direta, altamente previsível, sem inovações, mas também sem problemas muito grandes, esmagadores, como muitos contos apresentam. É difícil falar da estória sem soltar spoilers do final, por isso me abstenho desta vez, que outros executem essa tarefa. Um defeito que achei mais grave foi a frieza: os personagens aqui não conseguiram me passar nenhuma emoção, e narrativa passa uma certa sensação de mecanicidade. Concluindo, é um conto fraco e meio aguado, mas bonzinho e correto: enfim, semibom. Desejo para você muito Boa Sorte no Desafio!

    • A Moça Triste
      13 de setembro de 2016

      Olá Ricardo, obrigada pela leitura e comentário, uma pena que o texto não tenha te agradado, quem sabe em um futuro desafio eu tenha mais sorte.

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Publicado às 12 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .