EntreContos

Detox Literário.

Infinitos (Maria Santino e Fabio Baptisa)

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Entrou na cozinha, esbaforida, não só pelo calor do dia mas também devido ao peso da jaca, que vinha assim, nua, trazida pela haste e machucando, de vez em quando, a panturrilha da mulher. Lances e lances de escada por vontade própria, porque não queria mais se esquivar das perguntas acerca do marido internado, porque havia chegado no limite, não tinha pregado o olho ao lado do telefone, e queria mandar qualquer um à merda se ousassem desejar os sentimentos a ela mais uma vez. Pesares cabiam aos sete palmos, e Edgar resistia.

* * *

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Quarta Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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44 comentários em “Infinitos (Maria Santino e Fabio Baptisa)

  1. Evelyn Postali
    21 de janeiro de 2017

    huahauahaa eu surtada aqui com a Janaína, com a jaca, a França e a comida mole e todas as medalhas que caíram com a estante da sala. Com a ida, com a volta, com a perna que coçava e com a sobrevivências dos pássaros. Senti cada cheiro, cada barulho, cada pensamento colocado nessa escrita. Impossível desgrudar o olho da história. Ela é gostosa, leve e densa, tensa, espalhafatosa, e nada enfadonha. Foi um prazer ler esse texto. Valeu cada minuto aqui. Parabéns!

  2. Iolandinha Pinheiro
    24 de agosto de 2016

    Sensacional, menina! Sabe de uma coisa? Até esqueci que o conto era escrito em dupla, a história estava tão maravilhosamente harmônica e bem escrita que a história de Janaína não poderia ter outro desfecho, senão este dado pela pessoa que continuou o conto. Adorei tudo, o conto de vocês ficou tipo assim: o infinito + 1. Muito bom ter lido. Sucesso!

  3. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    Muito bom o conto. A premissa elaborada pelo primeiro autor é excelente. A mulher que se vê diante de uma oportunidade única, de abandonar uma vida ingrata e modorrenta, de fugir e ser feliz no além mar. Tudo isso por conta dos dedos afundados em uma jaca cheirosa. Fantástico, muito bom! Pude sentir o perfume doce daqui! Construções excelentes, indagações desconfortáveis, enfim, Janaína é uma personagem fascinante, humana. Impossível não se afeiçoar a ela. A segunda parte não fica atrás. Ao contar a história do Major Cunha, o autor lhe confere uma dimensão à altura da jovem esposa. Também é um sujeito cativante. Queremos, é claro, que ambos se entendam e, por óbvio é isso o que acaba acontecendo. No entanto, ainda que possamos vislumbrar o final mesmo no decorrer da narrativa, não é sem um sorriso no rosto que vemos a “profecia” se realizar. Isso por conta da habilidade empregada no fechamento, pontuada pela ótima tirada “Gordinha é a puta que te pariu”, sem falar na textura dos alimentos franceses – que de fato são moles. Enfim, um ótimo conto que tem tudo para figurar entre os melhores do desafio. Parabéns aos autores. Uma dupla de verdade!

  4. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Eu estava bastante curioso para ler este conto. Até sai um pouco da ordem que eu estava seguindo e adiantei este daqui, pois vi que várias pessoas estavam comentando da gordinha lá no grupo do Facebook.

    No entanto, fiquei um pouco decepcionado na hora em que li. Não sei se foi porque vim com muitas expectativas, mas não me empolguei com a história. A história está bem narrada, e os dois autores se entrosaram bem, mas acho que estou ficando meio esgotado de tanto ler dramas, um gênero que não me agrada muito, e que está começando a me deixar irritado neste desafio. Não gosto do estilo pois tudo é meio previsível, e poucas as histórias que conseguem fazer com que eu realmente me importe com as personagens.

    Enfim, acho que não sou a pessoa ideal para comentar este conto. Mas a leitura pelo menos foi fluida e leve.

  5. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    O início do conto parece inspirado no miniconto da cebola, do Fábio Batista, só que agora se trata de um vegetal bem maior. O estilo da primeira fase é literário, maduro e moderno, representando a evolução dos mestres consagrados do século passado. Na segunda parte o estilo muda bastante, pois não há mais as imagens densamente trabalhadas. O primeiro autor, por exemplo, diria algo como “a ausência da mulher incomodava como a perna arrancada”, ou algo do gênero, sempre criando frases estilizadas. Entretanto, a transição foi mais suave no enredo, embora pessoalmente me pareça que a intenção do primeiro autor, que está mais para Kate Chopin do que para Nélson Rodrigues, não fosse bem essa. No entanto, as duas partes são excelentes, e combinaram bastante entre si.

  6. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Minhas amigas Janainas,
    Que história incrível a de vocês! Gostei muito!! Gostei muito porque é uma história libertadora. É uma história sobre a mulher que se liberta do marido idiota que não a valoriza, MAS TAMBÉM! (e foi aí que vocês me ganharam) é uma história sobre a mulher que se liberta da ditadura do FemiNazismo também! Foda-se o “O que vão pensar?”. Puta merda! Vocês mataram a pau.
    Deixar de seguir as ordens do marido para ter que seguir as ordens do feminismo militante, que determina o que é “certo” para uma mulher, não é vantagem alguma. É sair de uma ditadura para entrar em outra. E é por isso que a história de vocês é libertadora!
    É uma história libertadora principalmente porque apresenta o que, na minha humilde opinião, é a essência do feminismo “de verdade”. A ideia central do feminismo é que as mulheres podem ser O QUE ELAS QUISEREM, ou seja, pode ser piloto de avião, caminhoneira, astronauta,presidente e o que mais ela quiser ser. Mas e se a mulher QUISER SER dona de casa? Vai ser o feminismo que vai dizer que MULHER NÃO PODE SER TAL COISA (tipo dona de casa?)
    O direito de a mulher ser o que diabos ela quiser ser é feminismo pra mim, e é também o que eu mais defendo!
    Infelizmente as FemiNazis da atualidade jamais aceitarão que uma mulher “em sã consciência” possa QUERER voltar a morar com o marido, como aconteceu no conto de vocês. Mas é justamente aí que está a liberdade. Não interessa “o que vão pensar”, seja a sociedade, seja a família, e menos ainda as FemiNazis.

    Se a Janaína DECIDIU voltar, e já chegou mostrando que as regras a partir daquele momento seriam outras, finalmente ela deixou de seguir uma cartilha predeterminada por outras pessoas (ou a cartilha do marido, ou a da sociedade, ou a da prima porraloka), para finalmente fazer O QUE ELA QUIS DE FATO FAZER! Isso sim é liberdade.
    Meus parabéns a ambos os autores dessa história. Gostei demais e tenho plena consciência de que eu não teria conseguido fazer melhor! Parabéns mais uma vez.

    • Fabio Baptista
      22 de agosto de 2016

      Cara, eu tenho exatamente a mesma opinião sobre essa questão do feminismo.
      Foi muito legal ver esse comentário.

  7. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: a separação da amizade e a mudança de perspectiva da primeira parte enfrentaram uma queda brusca com a história de fundo do pracinha, etc. , mas que aos poucos se regenerou, despertando o interesse na leitura.
    INTEGRAÇÃO: regular, apesar da linguagem ligeiramente díspar, a unidade da história não foi comprometida.
    CONCLUSÃO: a princípio não tinha gostado desse conto, mas numa leitura mais calma até que simpatizei com Janaína… e cantarolei “Coisa bonita, coisa gostosa…”

  8. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    gostei do texto, e a continuação trouxe mais valias. Parabéns à dupla. Conseguiram mostrar as dúvidas interiores, a normalidade dos problemas familiares e o que me pareceu mais importante, a mulher decidida a definir a sua vida, optou e marcou a sua posição no contexto familiar. Gostei muito dessa parte do texto. Obrigado pela leitura bem interessante que me proporcionaram

  9. Leonardo Jardim
    19 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa e divertida. A protagonista é uma daquelas personagens que marcam e ver ela se rebelando contra o sistema, vivendo suas aventuras não vividas (quem nunca teve esse desejo?), percebendo que o passado não volta e retornando por cima é muito legal. Um belo grito de independência.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa em ambas as partes, sem nenhum problema grave e algumas boas construções frasais. Encontrei só esse acento faltando:

    ▪ acometida pela incomoda (incômoda) conclusão

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): alguns bons pontos criativos numa cena cotidiana. A jaca, o infinito +1, o francês e etc.

    👥 Dupla (⭐⭐): muito boa a conjunção das duas histórias. O segundo autor pegou a bola no alto bem passada e cortou muito bem na quadra adversária (acho que estou vendo muita olimpíada).

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o texto muito divertido e gostosa ler. Uma crítica social bem feita em segundo plano. Quem não vibrou com o “Gordinha é a PQP” nunca sofreu bullying na vida 🙂

    💬 Destaque: “O que é a velhice, senão um constante remoer de memórias indesejadas e oportunidades perdidas, afinal?”

  10. catarinacunha2015
    19 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: A personagem cresce entre as linhas, tanto que se agiganta ao ponto de não caber mais dentro de si mesma. A narrativa demonstra isso com muita propriedade.

    PIOR MOMENTO: “odor de cândida.” – Vaginite? Cachaça? Chulé? Afta? Sapinho? Esse “de” só me leva a esses pensamentos destoantes do texto. Mas achei divertido.

    MELHOR MOMENTO: “O riso esquecido se desfez do rosto da mulher,” – Temos o retrato perfeito da frustração e decepção em tão poucas letras”.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Bonita passagem, cheia de otimismo e superação.

    2ªPARTE: Uma continuação impressionante com uma galhofa gaúcha intrincada. Cheia de emoção madura e mantendo a excelência. Superou as expectativas.

    PIOR MOMENTO: Não ter sido eu quem escreveu esta pérola.

    MELHOR MOMENTO: ““Então ela sumiu mesmo”, constatou naquele momento, jogando a última pá de cal na cova de uma esperança teimosa. – O estilo de construções poéticas e vocabulário de gente grande tornou este conto inesquecível.

    EFEITO DA DUPLA: Michael Phelps com Usain Bolt: imbatíveis!

    • mariasantino1
      20 de agosto de 2016

      Oi, Cat! Credo! Nada de vaginites. kkkk Cândida é a mesma água sanitária, ou hipoclorito de sódio. No contexto explica, mas se levou a esse pensamento é porque está zicado mesmo. Mas, para todos os efeitos, me referi ao desintectante 🙂

  11. Evandro Furtado
    18 de agosto de 2016

    Complemento – mesmo nível

    Mais um conto cujas partes se equilibraram muito bem, tanto na trama como no tom empregado pelos autores. Essa preocupação em dar uma unidade ao texto é muito importante e fica evidenciado ainda mais agora que caminho para o final das leituras do desafio. Também gostei bastante do desenvolvimento dos personagens sem muita enrolação. Às vezes a simplicidade ecoa muito mais alto.

  12. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Caramba, muito bom! Não sei por onde começar, mas vamos lá: primeiro, gostei bastante da forma como os dois autores se completaram. O segundo conseguiu manter a linha e o estilo do primeiro, achei muito interessante. O tema da história é muito pesado, e normalmente isso resulta em histórias maçantes, mas não foi o caso. Conseguiu me prender bastante. Para a parte inicial, só queria chamar atenção pra alguns erros pequenos de gramática, que poderiam ser notados numa revisão, mas que não comprometerem absolutamente o todo.
    Achei que a seguinte parte ficou meio confusa:— “Ei, Dinha? Taí? Nossa! Quase caio pra trás com essa gravação do pai na secretária. Nem lembrava disso. Haha! Adivinha quem falou teu nome hoje? Pois é, o Netinho. Sabe aquele álbum da patente do pai? Então, tinha uma foto tua e eu disse: Sabe quem é essa aí, Netinho? A mulher do Vô, a Gordinha. Daí ele repetiu: Dinha. Hahahahaha! Tu já foi lá ver o pai? Eu não vou poder, nem o mano. Mas vamo rezar que o pai é forte, ele vai sair dessa. Tchau!”
    Precisei ler algumas vezes pra entender. Não sei se fui só eu, mas enfim, acho que poderia ser melhor trabalhada essa fala, pois eu não tinha certeza se a pessoa era irmão, filha ou afilhada da Janaína, por alguma tempo. Mas, da mesma maneira, não comprometeu o todo.
    Gostaria de fazer um elogio ao autor que finalizou a história: parabéns por encarar o desafio e manter o padrão da historia. Não fugiu da responsabilidade e concluiu habilmente.
    Porém, acho que a história podia ter terminado quando a Janaína decidiu voltar pra casa, no trecho “— Tá, tá tudo bem. Eu só… – Janaína fez uma pausa e contemplou os barcos saindo do canal e ganhando o mar. – Eu só fiquei com vontade de voltar pra casa.”
    Não que o restante tenha ficado ruim, achei muito legal a conclusão, inclusive, mas acho que esse finalzinho podia ficar subentendido, sabe?
    Eu já achei que a história tivesse terminado no outro corte, em “Para pedir desculpas. E para pedir que ela voltasse.”, mas a continuação na França me agradou, deu um peso maior pro contexto. Só a parte final mesmo que achei que poderia ser dispensada. Mas, finalizando, não comprometeu o que vocês criaram, uma ótima história, parabéns!

  13. Junior Lima
    17 de agosto de 2016

    Gostei bastante. Continuar a história recontando tudo sob outro ponto de vista é arriscado, mas nesse conto rolou bem.

    Aliás, essa história, com suas idas e voltas, tinha tudo para dar errado. Contudo, o controle sobre a narração fez com que as motivações fizessem sentido. Além disso, várias situações e descrições deixaram a história muito divertida.

  14. Wesley Nunes
    17 de agosto de 2016

    O autor consegue transmitir a tensão e o nervosismo da personagem. Terminada a minha leitura, só posso dizer que acompanhei uma aula de ritmo. O fôlego dos autores não diminuiu e a leitura torna-se rápida, pontuada por virgulas e frases curtas. Acompanhamos um narrador ansioso e irritado que combina perfeitamente com Janaina. Passar esses sentimentos e essas sensações ao leitor é algo louvável.

    A escrita tem os seus méritos em relação a ritmo, mas não peca no quesito linguagem. Através dela noto uma cara de Brasil na obra. Vejo isso nos costumes e na maneira de interagir dos personagens. Essa forte caracterização também está presente nos cenários e até mesmo nos objetos. Em cada parágrafo é nítido os cuidados com os detalhes, desde a gaiola de passarinho forrada com jornal e até mesmo no Atari, ambos elementos que mostram para o leitor em que época o enredo se desenrola.

    Achei criativo o segundo autor usar o trecho a que lhe é correspondente para dar foco em Edgar. Isso gera contraste, conflito entre os personagens e interesse do leitor.

    Para encerrar, não poderia esquecer de elogiar o desfecho. É incrível acompanhar a transformação da personagem. O leitor chega a roer as unhas quando lê os diversos “gordinha” e sabe que Janaina não irá mais se submeter a esse apelido.

    Parabéns aos autores e a nota máxima e mais do que merecida.

  15. Renata Rothstein
    16 de agosto de 2016

    Muitíssimo bem escrito, ótimo desenvolvimento da narrativa, personagens consistentes e coerentes, a existência (e a crise existencial), de Janaína foram exploradas de forma profunda, com explicações pontualizadas e corretas . Viajei nos pensamentos e vida de Janaína, achei o título ótimo – enfim, aqui vai o meu primeiro 10. Parabéns.
    Nota 10

  16. Bia Machado
    16 de agosto de 2016

    – Conflito: 3/3 – Muito bom, muito bem pensado e levado com maestria por ambos os autores. Bacana ver como o segundo autor seguiu na mesma linha, conseguindo dar continuidade sem ter que mexer ou mudar muito o conflito, o que foi uma grande vantagem, nesse caso.

    – Clímax: 3/3 – Bem sutil, ou digamos que não foi de forma abrupta. Acho até que os autores não se preocuparam com isso, o que achei válido.

    – Estrutura: 3/3 – Brilhante trabalho da dupla. Percebi quem escreveu o quê, mas apenas por um detalhe técnico,

    – Espaço (ambientação): 2/2 – O suficiente para me fazer ver a sala, a cozinha, imaginá-la em Marselha, o cara no hospital, enfim, eficiente.

    – Caracterização das personagens (complexidade psicológica): 3/3 – Muito bom, cada ação das personagens pareceu muito bem pensada, arquitetada. E cada um com a sua característica muito bem definida.

    – Narração (Ritmo): 2/2 – Feita em um ritmo que me prendeu do início ao fim. E uma delícia de narração, pareceu bem arquitetada, cada palavra com uma razão de ser e construções muito ricas.

    – Diálogos: 2/2 – Trabalhados na medida, sem se destacarem muito, mas ajudando demais a narrativa, de forma segura e coerente.

    – Emoção: 2/2 – Amei, amei, amei. Não há mais o que dizer.

  17. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vão? Vamos ao conto! Na primeira metade tivemos uma clássica história de conflito entre marido e mulher, com um marido militar espancador. Esse início foi bem narrado, mas me deixou como medo do que seria feito da continuação: uma história feminista(nazi?) sobre um marido a ser punido e uma mulher que descobre não precisar de nenhum macho pra viver? Parecia um caminho óbvio que muitos seguiriam, e fiquei surpreso ao constatar que o continuador não fez isso, optando por uma reconciliação. Um segunda parte inesperada, que fugiu dos clichês maniqueístas e padrões feministas para criar um final muito compensador. Só não gostei muito de falar mal gratuitamene dos franceses e da França, achei uma visão estereotipada e preconceituosa de uma outra cultura. No geral, gostei, desejo Boa Sorte pra vocês.

  18. Thomás Bertozzi
    15 de agosto de 2016

    Gostei desse!
    Muito bem ambientado, o conto toca em pontos comuns à vida de todos nós: ciúme, medo, raiva, arrependimento… além de ser muito bem escrito!
    Ótimo entrosamento entre autor e coautor.
    Parabéns!

  19. Simoni Dário
    15 de agosto de 2016

    Olá
    Conto primoroso na parte inicial. Durante a leitura, arrepiei algumas vezes com a habilidade narrativa do autor, muito bom. Apesar da mudança do tom delicado da parte inicial, para um tom mais brusco na segunda parte, a complementação foi muito boa, fazendo jus à categoria da primeira. A segunda parte sustentou bem a primeira conduzindo bem ao excelente final. Parabéns aos autores.
    Abraço

  20. Pedro Luna
    14 de agosto de 2016

    Gostei. Conto bem escrito, simpático, e que considerei muito realista. Tem aquela pegada real, trazendo os sentimentos dos personagens. Aqui, eles são humanos, sofrem, e mudam. E também voltam atrás. A personagem voltar no final, ainda sem saber que o marido estava disposto a mudar, mostra a faceta humana de insistir, de pertencer a uma realidade, mesmo quando ela é ruim. Acho que houve uma boa união de textos aqui. Também gostei dos trechos que mostram o desdenho da família para com o pai e Janaína. No fundo, os dois só tinham um ao outro mesmo.

  21. Danilo Pereira
    14 de agosto de 2016

    O conto segue a linha dos dramas familiares. senti um pouco de ação no enredo, entretanto não compromete a escrita e a análise desse drama familiar. O personagem Edgar perde uma perna, todavia sinto no personagem que a maior ausência na verdade é de “Gordinha”. Semelhantemente ao um membro, Edgar sente muita dor por essa ausência. A continuação seguiu o mesmo enredo não comprometendo a história nas entrelinhas . NOTA:7

  22. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: acho que este foi um dos contos de última hora, e que bom que foi enviado. É de um humor leve e cativante que fez falta no certame. Não consegui achar problemas de revisão que viessem a prejudicar o conto.
    Criatividade: a simplicidade dos personagens e da história é um dos maiores atrativos do conto, que, se não é um ápice de criatividade, é um colírio para os olhares sorumbáticos.
    Unidade: as duas etapas se completaram perfeitamente bem. A continuação foi feita respeitando o estilo inicial e a perspectiva mais despudorada acrescentada à protagonista foi sensacional.
    Parabéns e boa sorte.

  23. Matheus Pacheco
    12 de agosto de 2016

    Amigos, minha única critica ao conto é em relação aos parágrafos gigantescos, que ao meu ver,me faz perder o foco muito rápido da leitura.
    Mas ao ver que as diabetes (eu acho que foi a diabete) pegaram o Edgar de jeito, coitado do “Gordo” que agora está aleijado (Isso foi um pouco incorreto, se ofendeu alguém, por favor digam que eu apago essa ultima parte)
    Abração amigos

    • mariasantino1
      20 de agosto de 2016

      Oi, Matheus!

      Não intendi seu comentário não, cara. Como está no texto, o Edgar perdeu a perna devido a um acidente no clube de tiros que ele frequentava. Foi uma bala e não o diabetes, beleza?

  24. Davenir Viganon
    11 de agosto de 2016

    Olá. Melhor que um conto que sabe evitar um final feliz é um que sabe fazer um bom final feliz. Para mim as duas partes se encaixaram perfeitamente e individualmente foram bem executadas também. Enfim, gostei muito. As construções de frases da primeira parte estão melhores mas a segunda parte chega bem perto e se nivela pelo alto. A Janaína (Gordinha é a puta que te pariu) é muito carismática, parabéns ao criador pela personagem e ao continuador pela bela frase. Gostei também de como em pouco espaço o continuador fez de uma viagem mudar a personagem sem parecer outra pessoa. Olha, foi um excelente trabalho de vocês, gostei demais!

  25. palcodapalavrablog
    11 de agosto de 2016

    Perfeito! É o que posso dizer deste conto.
    É o tipo de história que gosto de ler, é o tipo de história que amo escrever.

    Um texto maduro, amargo, profundo, desiludido e ao mesmo tempo cheio de amor. Um reflexo da vida, com seus encontros e desencontros.

    Já havia gostado muito ao ler a primeira parte, e a segunda, fechou a história com primazia, ao inserir também como personagem ativo o marido. Todos somos heróis e vilões em nossas próprias histórias e na maioria das vezes não há um culpado ou um carrasco. Esse papel cabe a nós mesmos.

    É engraçado como nesse desafio, intuímos pelo estilo e linguajar, quem escreveu o que…

    Parabéns aos dois escritores! Adorei!

  26. Andreza Araujo
    11 de agosto de 2016

    Olha, este texto me conquistou de jeito, do início ao fim. Mergulhei no mundo da personagem, nos seus dramas, sua vida, sua história. Tudo foi narrado de um modo sensível e ao mesmo tempo real, com pequenas doses de humor que fizeram toda a diferença.

    A narrativa é invejável, os detalhes do passado são nostálgicos. Eu poderia citar várias frases que me fizeram parar a leitura para reler o trecho em questão, a fim de rir outra vez ou de contemplar a beleza das palavras. Citarei esta como exemplo de uma que me fez rir, com toda a sua genialidade: “Diante da comoção de foto 3×4 no semblante do pai”.

    Os personagens são todos muito fortes, exceto a prima, que acabou ficando para segundo plano na cena em Marselha. Mas tudo bem, a prima foi só a fuga onde Gordinha se apoiou para descobrir-se.

    Um texto realmente excelente. Virei fã da personagem e também de vocês, autores. Abraços.

  27. apolorockstar
    10 de agosto de 2016

    a linguagem do conto é bem trabalhada, os dois autores usam figuras de linguagem muito boas , se complementando muitas vezes , é uma obra com poucos defeitos, por que embora a história seja simples em nenhum momento foi cansativo a leitura nem o desenvolvimento do enredo ,parabéns

  28. Amanda Gomez
    10 de agosto de 2016

    Capaz! Que conto bom. Gostei bastante, escrita gostosa e fluída ( as duas) temos aqui um bom exemplo de sincronia nesse desafio. O começo foi muito bem escrito e a segunda parte igualmente competente.

    É o tipo de narrativa que se faz, como um filme mesmo… a gente vê todos os detalhes e não cansa em momento algum. Adorei o enredo, os personagens, os dois protagonistas são muito bem apresentados.

    Confesso que quando pulou da JA-NA-I-NA Pro marido dela, fiquei um pouco desapontada, por que gostaria de ver o que ela iria viver, e a questão do marido ser um covarde que a agredia não me deixou interessada em uma redenção do mesmo.

    Mas teve a redenção, e achei super válido… aqui se faz aqui se paga. Acho que foi uma opção bem sensível deixar que ele mudasse, e repensasse sua vida. Quantos tem essa chance, não é mesmo?

    Por instinto, acredito que não era bem isso que o autor inicial estava pensando, acredito que a narrativa seria exclusiva da “Gordinha”, e que iriamos ver as descobertas que ela teria da vida depois de ter o peso do ” O que os outros vão pensar” tirados dos ombros. Mas ai o parceiro(a) foi esperto (a) e acabou dando esse desfecho também, mesmo que de forma resumida.

    Enfim, gostei bastante do conto, torci depois que conheci Edgar, achei que merecia uma redenção.

    Parabéns a dupla, foram muito bem.

  29. Brian Oliveira Lancaster
    8 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Infinitos (Gordinha)
    CA: Clima dramático, como muitos por aqui. Este tem um diferencial, por se tratar de uma avó, o que foi bem criativo. – 8,5
    MAR: O texto corre bem, com explicações embutidas e detalhes escondidos. Há duas histórias distintas, correndo em paralelo, mas unidas de forma tranquila. – 8,5
    GO: Talvez por causa do excesso de cotidiano, tenha gosta menos desse texto. Mas a personagem, sendo tão diferente, compensa o mote bem conhecido, e às vezes clichê, desse gênero. – 8,0
    [8,3]

    JUN: Excelente. Todo o clima irônico permaneceu. E as personalidades foram mantidas. – 9,0
    I: Um texto bem ao estilo “Os Normais”, com uma pegada cômica e um final realista, pé no chão, com uma piadinha escondida nas entrelinhas. – 9,0
    OR: Ganha pontos pela volta da protagonista no final, senão seria apenas mais um texto de traição e vingança. Gostei da solução mais próxima da realidade. – 8,5
    [8,8]

    Final: 8,5

  30. Anorkinda Neide
    8 de agosto de 2016

    Comentario primeira fase:
    Acho q o titulo poderia bem ser Infinito mais um… hehe gostei muito, numa segunda leitura, acho q eu estava mais atenta, arrepiei… Muito delicado e forte ao mesmo tempo. Parabens pelo texto.

    .
    Comentario segunda fase:
    Ahá, temos uma pessoa gaúcha aqui, ou está querendo disfarçar? hehe Bem, fizeste uma reviravolta aqui, trazendo um ponto de vista do homem, enquanto q antes era uma historia ‘de mulher’. Acho bastante difícil o casca-grossa ter amolecido e se dado conta de seus erros, isso é novela, vida real não é assim, mas dae q pega mesmo o tom novelesco da primeira parte. 🙂 Apesar de… gostei do final e até da volta da Gordinha, mulher pode fazer o que quiser, até mesmo voltar pra cuidar do marido, com novas bases de auto-respeito. É isso que o feminismo deixou de legado a todos nós.
    .
    União dos textos
    Acho que deu uma quebra de ritmo. A passagem pela França foi muito rápida, pq o segundo autor queria demorar-se no arrependimento do marido. Mas o final fechou legal. Gostei da cena da filha recolhendo pedaços de jaca seca…haha
    Parabens aos autores. Abraços

  31. Rubem Cabral
    7 de agosto de 2016

    Olá, Gordinha.

    Gostei bastante do conto. O enredo é muito bom e o segundo autor fez um bom trabalho de continuação. O estilo é nitidamente diferente, contudo. O primeiro autor não faz uso de parágrafos longos e muitas metáforas, o segundo parece ter um estilo mais “caudaloso”.

    Daria dez se a mistura de autores fosse então mais homogênea, mas, como disse, apesar disso o conto como um todo ficou muito bom.

    Nota: 9.0

  32. Claudia Roberta Angst
    5 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)
    T – O título de uma só palavra. Preciso e eficaz.
    R – Bem poucos erros. Revisão bem feita em ambas as partes do conto.
    chegado no limite > chegado ao limite
    em direção a pia > em direção à pia
    próxima a porta > próxima à porta
    incomoda conclusão > incômoda conclusão
    E – Houve afinidade de estilo dos dois autores. Se não soubesse que se trata de um conto escrito por dois colegas, diria que apenas uma mente elaborou e produziu todo o texto. Sendo assim, constato que o conto apresentou todos os requisitos para atender ao propósito do certame.
    T – A trama revela o que mais gosto – o cotidiano de gente como a gente, a ficção que esbarra em vários pontos de nossa própria vida. Um tema recheado de sensibilidade, com suaves toques de humor, abordando a relação marido e mulher, com todas as suas graças e desgraças. A realidade rasgando o véu da fantasia, a sombra pesando sobre a delicada luz dos vagalumes.
    A – Leitura deliciosa, daquelas que nem se percebe as palavras passarem. Ritmo preciso, sem reviravoltas mirabolantes ou elementos fantásticos – a vida é mais fantástica do que tudo A narrativa prende a atenção do começo ao fim, sem entraves ou ralentar de descrições. Conto muito bem escrito, com evidente habilidade dos dois autores no manejar das palavras.
    🙂

  33. mariasantino1
    4 de agosto de 2016

    Olá, autor que deu seguimento ao meu trabalho. Pow, fiquei enrolando pra não vir aqui movida pela emoção, mas não dá, toda vez que leio o que vc fez me sinto emocionada. Até chorei quando li da primeira vez, porque é grande demais saber que de alguma demos vida a algo que partiu de mim e que vc deixou melhor porque se envolveu com os meus personagens (queria ser melhor com as palavras em momentos assim).
    Bem, esse texto seria usado no desafio imagem, cujo vencedor (a imagem vencedora cujo texto deveria se basear) era uma biblioteca destruída. Mas o conto não saiu e eu estive cuidado do meu pai. Minha ideia não era de haver retorno e nem de ela se desiludir com a França, mas nem por sombra coloco algum porém no que vc fez aqui. Achei ótimo o retorno, as sacadas muito bem construídas, o teor mantido no conto, porque ele permaneceu com ar de catarse. Eu simplesmente não aguentei quando houve a percepção dele, o andar como saci pela casa, o fato dele esquecer a própria voz por não ter com quem conversar o que ele queria contar, e, claro, quando a porta se abriu. Adorei também o CAPAZ da filha do Edgar (que ganhou até nome), a ambientação que por conta do Atari ficou em anos passados (na minha mente o Edgar era só um admirador da Segunda Guerra, mas vc fez muito melhor), a fala da Janaína ao dizer que gordinha era a puta que pariu a moça e…. bem, se eu ficar descrevendo tudo aqui o comentário sai maior que o nosso conto.
    Então, muito obrigada mesmo. Me senti grande junto da sua narrativa e, por esse motivo minha participação torna-se a melhor desde que vim.
    Me desculpa não poder dar algo melhor para você trabalhar.
    Obrigada novamente.
    Abraço apertado.

    • Fabio Baptista
      22 de agosto de 2016

      Maria Santino, ler esse comentário me deixou realmente muito feliz.
      Só tenho a te agradecer e parabenizar pelo ótimo trabalho.

      Abração!

  34. pisciez
    4 de agosto de 2016

    SPOILER ALERT: Dei nota 10 pra esse conto aqui. Muito bom! A redenção de Janaína, então a redenção de Edgar, e até o “tapa na cara” de Ludmila, são momentos divinos, daqueles que você sorri e suspira. Este foi um daqueles contos que terminei de ler com um sorriso no rosto.

    Ambos os escritores são muito bons, e se complementam tais quais dois lados de uma moeda. A diferença entre os estilos é tão sutil, e tão boa, que nem dá para perceber a “virada de chave”.

    Os personagens do conto são muito bem construídos, possuindo profundidades singulares, não sendo caracterizados por esteriótipos. Não são previsíveis. Os momentos de reflexão criam uma conexão forte entre o leitor e o personagem, fazendo com que o leitor se identifique com os problemas dos mesmos, entendo-os e até torcendo por eles. Me peguei torcendo até mesmo por Edgar que, a princípio, é pintado de homem desprezível (O que realmente era). Em poucas palavras, os personagens evoluíram uma vida inteira.

    Parabéns escritores!!!

  35. Jowilton Amaral da Costa
    4 de agosto de 2016

    Muito bom. Tanto a primeira parte como a segunda. com um tantinho de superioridade na primeira parte, ao meu ver. É muito bem escrito, com tiradas engraçadas e irônicas e com muitas metáforas bacanas. Só achei que o desfecho da história me pareceu bem resignado, até meio machista, sei lá. Principalmente para uma mulher que tomava porrada constantemente sentir saudade de cuidar de voltar para casa e cuidar do marido. Sei lá, mulheres são bichos esquisitos. Talvez ela tenha se sentido vingada por ter autorizado a amputação da perna de Edgar. E o considerar meio-homem, fosse o suficiente para que ela voltasse. Ou era amor mesmo, que sobrevive até na humilhação e nos maus-tratos. Será? Uma névoa de sadismo flutua por todo o conto, o que que eu gostei bastante. Boa sorte.

  36. Bruna Francielle
    4 de agosto de 2016

    =O Estou, simplesmente, apaixonada pela história. Está aqui um conto com uma complementação digna.. Até me emocionei no final. Adorei essa Ludmila ! Adorei odiá-la, hahaha .. Que mulherzinha chata ! Tbm gostei da volta por cima que Janaína deu no fim, a encarando, impondo respeito. O fato de ela ter mudado, antes, vivia resignada, então joga tudo pro alto e volta renovada. Eu simplesmente adorei o enredo.. a dupla combinou perfeitamente, e não seria de mal que continuassem a fazer contos juntos(as). Os diálogos estão ricos, o enredo é um cotidiano bem escrito e bem feito. Vemos que a pessoa q continuou entrou na história, e acabou fazendo eu leitora entrar na história também. Foi muito divertido este conto. Palmas para os 2 autores! Merecem..

  37. Fabio Baptista
    1 de agosto de 2016

    Caro(a) autor(a), só passando para dizer que foi um grande prazer complementar esse conto. Você entregou belíssimos personagens de bandeja e facilitou bastante o trabalho.

    Espero que tenha gostado do resultado. 😀

    Abraço!

  38. olisomar pires
    1 de agosto de 2016

    Muito bom. Um conto sério e divertido. Muito bem escrito no todo. É possível ver a mão de dois autores, ambos com talento. Mas isso valorizou o texto. O segundo autor complementou o primeiro e arrematou perfeitamente. Uma trama densa com as questões de vida trabalhada suavemente.

  39. Gilson Raimundo
    31 de julho de 2016

    Muito bom, perfeita interação, não sei dizer quem começa ou quem termina, o estilo se complementa, a redenção parece ser o que buscava o primeiro autor e o segundo apresentou-a de bandeja… estes parecem bem afinados… Gostei do “Gordinha é a puta que pariu” e depois “era só dizer que não gostava do apelido”….

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Publicado às 14 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .