EntreContos

Literatura que desafia.

Zico e Mário (Pedro Luna e Claudia Roberta Angst)

Zico e Mário degustavam um tranquilo fim de sábado e faziam o que mais gostavam de fazer: assistir ao programa de Ernesto Varíola, o sabichão da TV.

Você tem saudades do rei do pop? Até hoje se pergunta como diabos alguém era negro e ficou branco? Pois saiba que aqui mesmo, no Brasil, temos um caso idêntico ao de Michael Jackson, mas que foi mantido em segredo de estado. Bom, pelo menos até hoje. Sim. Os nossos repórteres investigativos descobriram e aqui está para vocês o furo da noite: Xuxa era negra.

Zico e Mário se entreolharam, incrédulos.

– Tá de sacanagem – disse, Zico. – Por essa eu não esperava.

É isso mesmo, caro telespeque. Temos provas materiais e depoimentos que garantem que a rainha dos baixinhos foi uma criança negra, e que ficou branca após uma terrível doença.

– Ei, ei… espera aí – disse, Mário, dando um tapinha na propria testa. – Eu já vi isso acontecer. É claro.

– Como assim, cara?

– Os filhotes da cadela do meu primo. Nasceram branquinhos, branquinhos. E agora eles são da cor do meu sapato.

– Eles eram brancos e ficaram marrons?

– Isso mesmo, cara.

– Nossa – Zico estava sinceramente impressionado. – Sinistro demais.

Por hoje é só, querido telespeque. Mas amanhã estaremos de volta com mais segredos escancarados aqui, no show do sabichão.

Zico pegou o controle e desligou a TV. Os amigos aproveitaram alguns minutos de um silencioso ócio, olhando para o aparelho desligado, até que Mário manifestou sua dúvida.

– Cara, nós não tínhamos uma festa para ir hoje?

Zico franziu a testa, tentando lembrar.

– Acho que não.

Então voltaram a ficar em silêncio, fitando o nada, até que dez minutos depois Mário finalmente pareceu lembrar.

– Cara, a festa surpresa de aniversário da Darline. É hoje.

Zico coçou o queixo, visivelmente confuso.

– Humm. Não sei não. Eu acho que a festa é amanhã.

– Não, brow. É hoje. Eu tenho certeza.

– Cara, eu não consigo lembrar. Que confuso.

– Vai por mim.

– Mas e se você estiver errado? E se chegarmos lá no dia errado e estragarmos a surpresa?

Mário foi atingido pelo questionamento de Zico e envolvido por um obscuro medo de estar enganado. Agora, não tinha mais certeza de nada.

– Cara – disse. – Agora eu também estou na dúvida. O que a gente faz?

Passaram os quinze minutos seguintes pensando em silêncio, assistindo a TV desligada, até que Zico bateu na testa, como se a resposta tivesse estado ali o tempo todo.

– Cara, vamos ligar para alguém e perguntar.

Mário sorriu.

– Boa ideia.

Zico pegou o celular e discou um número. Alguns segundos depois, alguém do outro lado da linha atendeu.

– Alô? – disse, Zico. – Darline? Hum.. oi Darline, é o Zico, da faculdade. Sim, o do narigão. Sou eu mesmo. Tudo tranquilo? Escuta, eu estou aqui com o Mário e nós estamos ferrados em uma dúvida. Me diz uma coisa, hoje é o seu aniversário? Ah, é hoje mesmo? Maneiro, então o Mário estava certo. Hum.. por que queremos saber? Ah, não esquenta, é que estávamos nos perguntando se a sua festa de aniversário surpresa seria hoje ou amanhã. Mas agora sabemos que é hoje. Darline? Darline? Ah, oi, oi. Bom, só queria dizer que iremos aparecer, beleza? Beijão.

Zico desligou e recebeu um soco de Mário em seu braço.

– Viu, idiota – disse, Mário. – Eu falei que era hoje.

Zico deu de ombros.

– Cara, eu vou me arrumar então.

Mário, que havia ido do emprego em uma loja de aquários para a casa do amigo, já estava arrumado, e então esperou pacientemente sentado no sofá da sala, quando ouviu o grito desesperado de Zico.

– PUTA MERDA!

– O que foi, cara? – perguntou, Mário, sobressaltado. – O que houve?

Zico entrou na sala vestindo as suas roupas de sair e olhando para os pés.

– Cara, aconteceu um desastre – disse. – Você não vai acreditar.

– Fala logo – suplicou, Mário. – Você está me deixando ocioso.

Zico apontou para os tênis que calçava.

– Eu comprei esses tênis ontem, cara. Na loja do shopping. Comprei para ir ao aniversário, mas o vendedor se confundiu na hora de botar na caixa, eu sei lá. O tênis do pé direito é o meu número, 38, mas o do pé esquerdo estava grande demais. Virei ele para olhar o tamanho e ele é número 45. Dá pra acreditar?

Agora que sabia o que estava acontecendo, Mário olhou bem para os tênis que Zico usava e percebeu que um era muito maior que o outro.

– HAHAHAHAHAHA – ele explodiu em uma gargalhada. – Meu, que bizarro.

– Para de rir, seu animal – Zico estava furioso. – Bom, agora não tenho tempo de ir lá trocar. Vou ter que ir assim mesmo.

Os amigos saíram da casa e pegaram o Palio ano 2000 que a mãe de Zico havia lhe dado. Logo estavam rodando pela cidade. Zico ao volante, e Mário tentando lembrar o endereço da casa de Darline.

– Cara, eu preciso parar em um posto – Zico apontou para o medidor no painel do carro, que piscava uma luz laranja. – A gasosa tá quase no fim.

E como num passe de mágica, um posto de gasolina surgiu na esquina seguinte. Zico manobrou e parou o carro ao lado de uma das bombas. Juntaram os trocados e pediram para o frentista colocar quinze reais. Enquanto esperavam, um simpático velhinho, vendedor de aromatizantes para carros, apareceu de surpresa.

– Olá, garotos – disse, mostrando um vidrinho com um líquido dentro. – Querem um aromatizante? Basta borrifar um pouquinho dentro do carro. O cheiro é bom.

– Ah, eu já tenho – disse, Zico, sorrindo. – E eu acho que comprei com o senhor, em outro posto.

O vendedor pareceu surpreso, e ao mesmo tempo, muito feliz.

– Que bom, meu jovem. Não me lembro de você, mas também não lembro mais de muita coisa. E onde está o seu frasco? – ele vasculhou o interior do carro com os olhos.

– Eu deixei no carro da minha mãe. Emprestei para ela – respondeu, Zico.

– Humm. E não quer comprar um outro frasquinho?

– Ah, não – Zico deu de ombros. – O que eu tenho ainda está cheio. Depois eu vou pegar de volta.

O vendedor deu-se por satisfeito, disse que ele havia feito uma excelente escolha em comprar o aromatizante, agradeceu e saiu.

Zico e Mário observaram o velho ir embora, até que Zico quebrou o silêncio.

– Tenho é porra.

Os dois se entreolharam e imediatamente começaram a rir. O frentista surgiu para receber o dinheiro e então eles partiram. Adiante, Mário avistou um conhecido.

– Cara, aquele não é o Dudé, lá da sala?

– Ih, é ele mesmo. Muleque chatão.

– Será que ele sabe onde fica a casa da Darline?

– Eu paro e tu pergunta.

Zico parou o Palio ao lado do jovem Dudé, que caminhava na calçada. O sujeito estava bastante suado e parecia cansado. Quando reconheceu os amigos, correu até o carro.

– E aí, caras.

– Fala, Dudé – disse, Mário. – Você tá indo para o aniversário da Darline?

– Opa. Estou sim.

– E você sabe onde fica?

– Claro.

– Então fala aí.

Dudé estranhou, ajeitou os imensos óculos, mas por fim os contou.

– Ela mora ali na rua do arvoredo. No número 30. É pertão do shopping.

– Ah, eu sei onde fica – disse, Mário. – Agora eu lembrei.

Dudé sorriu.

– Vocês estão indo para lá?

Zico e Mário novamente se entreolharam e responderam ao mesmo tempo.

– Não.

– Er.. mas eu pensei que…

– Pô, Dudé. Bom te ver, irmão. Tamo indo.

Zico arrancou com o Palio e deixaram Dudé para trás. Os dois amigos botaram um rock para rolar no rádio do Palio e foram rumo a festa de aniversário surpresa da Darline, cheios de vontade de curtir e de ter uma grande noite.

Os dois amigos logo chegaram ao prédio da Rua do Arvoredo. Um edifício apresentando nítidos sinais de deterioração pela passagem do tempo. As linhas arquitetônicas revelavam forte ligação com os primeiros anos da década de 60.

Zico e Mário, indiferentes a qualquer beleza ou diferencial do imóvel, aproveitaram a chegada de um morador e perguntaram sobre o salão de festa. Já foram entrando, ignorando o mau humor do porteiro. Pegaram o elevador junto com o mesmo morador que lhes dirigia o princípio de um longo interrogatório. Os rapazes responderam laconicamente, concentrados no que viria depois: comemorar, dançar e beber muito.

Ao chegar à porta do salão de festas, os dois rapazes carregavam um sorriso idiota e nada mais. Entraram, sem presentes ou bom senso, e logo se viram cercados por paredes de cor indefinida. Ao invés de encontrarem toda a turma por lá, entre risadas, músicas e baboseiras, surpreenderam-se com o silêncio do local.

− Te falei, mano, que não era hoje. – Disse Mário estranhando o eco da sua voz se espalhar pelo ambiente.

− Mas você não falou com a própria Darline? Porra, parece que alguém andou cheirando talco paraguaio, hein?

Mário esticou as pernas e riu novamente ao olhar os tênis desconjuntados do amigo. Ridículo, esse mano. A risada ecoou pelo salão vazio. De repente, viram um senhor varrendo os cantos do recinto, sem pressa ou qualquer intenção, apoiando-se no cabo da vassoura como se fosse quase uma muleta.

− Tio, sabe onde tá o pessoal?

− Que pessoal?

− Da festa surpresa.

− Que festa?

− Da Darline

O diálogo ping pong finou-se com o velhinho, que estava mais pra lá do que pra cá, sacudindo os ombros. Ele, sem dizer mais nada, continuou com o vai e vem monótono da vassoura. Mário e Zico olharam-se sem saber o que fazer. Se a festa não era ali, em algum lugar deveria ser. Mas se não era ali, melhor não insistir no atual endereço.

Quando já estavam indo embora, desistindo de obter qualquer informação do senhor das vassouras, encontraram Dona Deolinda. A avó de Darline, muito redonda e esbaforida, entrava pela porta lateral, carregando duas caixas de peso e conteúdo indeterminados.

Zico olhou para a pele manchada da senhora e logo lhe veio à mente Ernesto Varíola dizendo – Como diabos alguém era negro e ficou branco? Xuxa era negra.

− O que fazem aqui, rapazes? – Perguntou a senhora intercalando as sílabas com a tomada de fôlego.

− Viemos pra festa da Darline. – Respondeu Mário, pois Zico ainda bastante concentrado nas manchas espalhadas pela epiderme de Dona Deolinda.

A senhora pareceu surpresa com as palavras de Mário. Sempre se espantava ao perceber como os mais moços eram lerdos e não conseguiam se comunicar direito. Pareciam não saber de nada, apesar de viverem com as cabeças baixas e os olhos grudados naqueles aparelhinhos, celulares dos demônios.

− Não vai ser mais aqui. − Respondeu revelando irritação e agressividade acumuladas. − Parece que um idiota contou pra Line e tivemos de mudar o lugar.

− Mas que mané! – Finalmente, Zico saiu do transe e se manifestou o descontentamento.

− Otário! – Emendou Mário já ensaiando uma careta de desaprovação.

E os dois foram saindo dando ré nas palavras. Havia uma festa em algum lugar aguardando por eles. Que fosse mais animada do que a última da qual participaram. Aquela não acabara muito bem. Zico e Mário haviam bebido demais, experimentando todas as caipirinhas que o barman, um tal de Bernardo, testava com as mais diversas frutas. Culminou a experiência com vexame na frente de toda a galera. Nojenta lembrança. Desde lá, Mário percebera que os convites rareavam dia a dia. No entanto, passado algum tempo, alguém soprara sobre a festa surpresa de Darline. Não custava tentar reintegrar a dupla ao convívio dos colegas.

− Bora lá, descobrir onde a festa vai rolar.

− Liga pra Manu, ela deve saber…

Pararam novamente em um posto de gasolina. Zico aproveitou para ir ao banheiro, enquanto Mário ligava para Manuela. Com um aceno de cabeça recusou mais um vidrinho misterioso do velhinho. Olhou de relance, meio esquivando-se do olhar suplicante do vovô do aromatizador, e ecoou foi uma criança negra, e que ficou branca após uma terrível doença. O rosto do velho estava coberto por sardas bem pálidas que deixavam pouca pele escura a mostra. Nisso veio voltando Zico mancando e jogando o pé com o tênis 45 para frente, como se chutasse uma bola invisível. Cara sem noção!

− Então, ela disse que vai ser na casa da prima da Darline, uma tal de Odilinha. Tu sabe qual é o endereço dessa mina?

O amigo negou com a cabeça, acomodando as mãos ao volante. Começava a se cansar daquela caçada à festa. Seu corpo estava ali no carro, mas sua mente ainda estava grudada na tela da televisão. As palavras do repórter Varíola não lhe saiam da cabeça. Foi uma criança negra, e que ficou branca após uma terrível doença.

Tentando desviar os pensamentos que começavam a parecer bastante desconexos e ameaçadores, ele ligou o rádio. Por uma dessas coincidências que a ciência não explica, começou a tocar um sucesso musical dos anos 80, na voz infantilizada e bastante loira.

Tá na hora tá na hora,tá na hora de brincar pula pula bole bole se embolando sem parar… A música parecia girar dentro do veículo, bater no teto e ricochetear no vidro das janelas. As palavras repetidas serviram de espeto para que a curiosidade de Mário se pronunciasse.

− Hei, Brow, tu acha que Darline era negra? – Perguntou mais a si mesmo do que ao amigo.

A ideia lhe veio como pronta, já que Darline apresentava semelhança espantosa com a rainha dos baixinhos. Agora, parecia que qualquer coincidência carregava um elemento sinistro, como naqueles filmes da madrugada.

Zico abriu os olhos de forma exagerada, fazendo as órbitas saltarem como em um desenho animado. Cada uma que Mário inventava. Surreal, como dizia. Surreal.

− Olha, mano, tu devia mesmo é parar de cheirar essa parada do vidrinho do velho. – Disse ao recordar do senhorzinho no posto de gasolina.  − Já deve ter derretido seus miolos, isso sim.

Sem se importar com o comentário debochado do amigo, Mário encolheu os ombros e resolveu deixar a recente descoberta de lado, pelo menos, por enquanto. Pegou o celular e escolheu um número na lista de favoritos no celular. Ela deveria saber, claro. Como não havia pensado nisso antes?

− Oi, Darline, tudo bem? Então, você pode me passar o endereço da Odilinha? – Perguntou já imaginando Darline ainda criança tal e qual uma boneca de piche. Engraçadinha, risonha e com os olhos azuis brilhando em contraste com a pele.

Depois de alguns segundos, um pouco mais talvez de devaneio, pois ele não sabia ao certo o que dizia e o que imaginava, Mário fez um sinal para Zico anotar rua e número ditados por Darline. Então, deu-se o estalo e a mente rebobinou as últimas cenas. Havia uma festa! Uma festa e mais de uma intenção.

Zico acenou com o papel onde havia escrito o endereço, fazendo sinais para que o amigo encerrasse a conversa para que pudessem partir logo para a diversão da noite.

Darline, antes de desligar, quis saber a razão daquela curiosidade em relação à prima. Odilinha nunca fora muito popular entre seus amigos. Mário, pressionado pela impaciência de Zico, tratou de terminar o papo ali mesmo.

− Nada não, Darline. Era só para confirmar onde tá rolando a sua festa surpresa. − Falou sem pensar nem mesmo pausar para tomar fôlego. − Na boa, valeu. A gente se encontra lá, tá ligada? Beleza!  Beijão.

Após um breve momento de silêncio, Zico olhou espantado para Mário. Então, sem nada dizer, os dois caíram em explosiva gargalhada. A noite prometia.

 

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41 comentários em “Zico e Mário (Pedro Luna e Claudia Roberta Angst)

  1. nicolino
    22 de agosto de 2016

    esses dois amigos são uns tipos sem noção

  2. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Me senti assistindo a um episódio de Beaves and Buthead. Isso é um ponto positivo, pois eu gostava do desenho animado.

    No entanto, em muitas partes me senti um pouco entediado, pois parecia que a narração não estava me levando a lugar nenhum. Até mesmo no final, parecia que eu ainda não tinha saído do começo. Em meio a diálogos sem sentido, os dois patetas ainda estavam tentando encontrar a festa, enquanto estragavam a surpresa da aniversariante.

    O grande mérito aqui foi que o segundo autor se fundiu perfeitamente com o primeiro, seguindo todas as linhas propostas pelo primeiro e cumprindo muito bem o papel do conto no desafio.

  3. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    Posso dizer que a Xuxa salvou este conto. Os diálogos ágeis do início são até engraçados, mas nada mais que isso. Porém, confesso que na hora em que a Rainha dos Baixinhos apareceu eu soltei uma boa risada. Ela sempre foi o nosso Michael Jackson. Costumo não gostar de besteirol, a piada pela piada, e neste conto, especialmente no início, foi exatamente isso que vi. Uma boa diversão para quem aprecia o gênero, mas devo dizer que não o foi para mim. O segundo autor, mais descritivo, tentou manter a pegada, substituindo os diálogos por uma descrição mais apurada. Isso, contudo, travou um pouco a leitura, apesar de que, no fundo, continuava tudo igual. Festa da Darlene com direito a estragar a surpresa. Apesar de bem emendado, o conto não se sustenta em razão da superficialidade. Questão de gosto pessoal, porque sei que há quem goste.

  4. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    Juro que o início me pareceu o velho Fernando Sabino, em se estilo de crônica humorística. Esses contos com muito diálogos são ótimos de ler, não cansam, deixam o leitor acordado. É um estilo roteiro, com tiradas engraçadas, como perguntar à aniversariante sobre a festa surpresa. Os autores conseguem que a gente imagine os dois, Zico e Mário, na televisão. O segundo autor manteve o estilo coloquial, as gírias, fazendo uma transição perfeita. Além do mais, o autor deu coesão ao texto, ao trazer de volta a história da Xuxa. Uma dupla bem entrosada, como o Zico e o Mário.

  5. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Galera, hahahaha, que história divertida!
    Vocês mandaram muito bem na história. Claro, foi uma história leve, divertida e sem grandes pretensões estilístico-linguístico-filosófico-literárias. Mas, pow, e daí???? São 41 contos nesse desafio e o tema era livre! Cada um podia escrever o que quisesse. Além disso, depois de ler uns contos muito chatos, o conto de vocês serviu pra dar uma boa respirada e umas boas risadas também hehehehe.
    Na hora que o Mário falou “− Hei, Brow, tu acha que Darline era negra?” eu dei uma gargalhada alta aqui em casa! Hehehehehe.
    Acho que os dois autores fizeram um bom trabalho e o segundo autor conseguiu manter a “pegada” inicial da história. Foi muito divertido. Parabéns!

  6. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: a linguagem adolescente, o contexto da amizade meio Beavis e Butthead, foi um diferencial notável, tanto em temática quanto em linguagem. Os diálogos bem construídos da primeira parte foram mantidos com mérito pelo autor subsequente.
    INTEGRAÇÃO: boa integração em linguagem e expressão, mas ainda assim há um desnível na narrativa, quase sobre nenhum dos dois autores saber exatamente o que fazer com as personagens.
    CONCLUSÃO: texto simpático, mas de efeito muito menos notável do que se poderia esperar do começo. E a última frase deixa a história em aberto, quase como se fosse um primeiro capítulo de uma novela, e não um conto.

  7. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    história muito divertida, que apresenta uma unidade de escrita, pelo que os autores estão de parabéns.Só lamento que o texto não tenha saído da procura da festa, gostei da descrição do edifício, mas depois não se ouviu mais nada sobre a cidade nem de casas. Mas de qualquer modo parabéns.

  8. angst447
    18 de agosto de 2016

    Quando recebi a missão de continuar este conto, pensei: fu…..futuramente, vou rir disso. O autor que iniciou o texto narrativo e eu não temos nada em comum a não ser a aparente teimosia em escrever. Estilos quase opostos, ideias desconexas, um abismo entre nós e eu pronta para pular. Pulei e quem se esborrachou adivinha quem foi? A criação de Escroto. Fiz o que pude, não dei o meu melhor porque não soube alinhavar a história proposta.
    Zico e Mário (seria Romário?) – dois jovens bem perturbados, que cheiraram sei lá o que na festa de Debi e Lóide, só pode.
    Portanto, peço desculpas ao autor e aos demais leitores por entregar um trabalho pífio, morno, tíbio, moroso, mas nada sabrinesco.
    E quer saber? No final, até que me diverti com esses personagens doidos e sem noção.
    🙂

    • Pedro Luna
      22 de agosto de 2016

      Quando fui ao cinema assistir Debi e Lóide 2, metade do cinema morreu de rir e metade não. Não comparando o conto com o filme, mas aqui aconteceu o mesmo. Alguns não gostaram, outros alegaram ter dado boas risadas. Então é isso aí, a missão foi cumprida e nossa parceria foi show.

      • angst447
        22 de agosto de 2016

        Eu não assisti ao filme Debi e Lóide, mas concluí que tivesse se baseado nele. Como dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra, então parabéns aos nossos colegas inteligentes e a nós pela parceria. Foi show mesmo! 🙂

  9. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Cara, na boa, eu sou muito fã de história nonsense, mas acho que vocês foram longe demais ahahaha. Curto bastante esse estilo, mas achei que o conto pecou e não soube manter a linha entre o nonsense e o sem sentido total. Achei as situações e diálogos desnecessários, e não acrescentavam nada ao todo.
    Achei que a segunda parte teve uma melhora sensível, mas não conseguiu salvar muito, e o fim não foi legal.
    A premissa em si poderia ser interessante, mas acho que poderia ser melhor elaborada e explorada. Dá pra ver também que os dois autores manjam muito da escrita, o texto tá gramatical e estruturalmente impecável.

  10. catarinacunha2015
    18 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Uma típica comédia americana com algumas batidas piadas prontas. Não que o estilo não possa ser brilhante, como “O Gordo e o Magro” e os “Três Patetas”. O problema é que não há nada que já não tenha sido explorado por outros autores.

    PIOR MOMENTO: “Você está me deixando ocioso.” – Não ficou claro se o autor queria dizer “ansioso” ou colocou de propósito o caco na boca do personagem.

    MELHOR MOMENTO: “Ah, não esquenta, é que estávamos nos perguntando se a sua festa de aniversário surpresa seria hoje ou amanhã.” – É um clichê batidíssimo, mas ainda é engraçado.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Taí, boa passada de bastão. Os “atletas” são tão idiotas que podem gerar muita confusão engraçada.

    2ª PARTE: O companheiro foi fiel ao contexto unitário e abestalhado. Não acrescentou nada ao nada pré-existente.
    PIOR MOMENTO: “Tá na hora tá na hora,tá na hora de brincar pula pula bole bole se embolando sem parar…” – Senti meu estômago embrulhar.

    MELHOR MOMENTO: “− Olha, mano, tu devia mesmo é parar de cheirar essa parada do vidrinho do velho. – Disse ao recordar do senhorzinho no posto de gasolina. − Já deve ter derretido seus miolos, isso sim.” – Kkkk… justifica muita coisa!

    EFEITO DA DUPLA: Vestiram a mesma camisa de força e partiram pro abraço!

  11. Junior Lima
    17 de agosto de 2016

    A premissa de uma história no estilo Beavis e Butt-head poderia ser interessante, mas para mim o conto não funcionou tão bem. Não achei tão engraçado.

    Mas achei que alguns elementos esquisitos da história, como o programa de tv do início e o os sapatos de números diferentes deram um certo charme à história, como todos os detalhes desconexos de um Napoleon Dynamite. Se houvessem mais coisas assim, poderia ter criado um clima melhor pra história.

    O ponto alto para mim foi a quebra de expectativa após o soco no braço, logo no início.

  12. Bia Machado
    17 de agosto de 2016

    Desculpe, mas não gostei nem um pouco. Sem paciência, foi difícil chegar ao final. Não vi razão de ser nisso… Infelizmente não achei engraçado, não achei divertido. Uma trama fraca, no estilo de alguns filmes no estilo besteirol, mas com uma qualidade menor. Ainda me pergunto qual a razão de ser disso. E não entendi, o segundo autor continuou a coisa? Sei lá, fizesse a versão da Darline, mudasse a coisa, mudar totalmente o rumo não seria desrespeito com o primeiro autor. A continuação foi deixada livre, a cargo do segundo autor. Diálogos fracos, graça que comigo não funcionou, não gostei mesmo, desculpe.

  13. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): um Debi & Lóide versão brasileira, divertida, mas muito simples. Achei que, no fim, a trama acabou dando uma volta e ficando muito circular. Acho que faltou uma ousadia no fim para que o final ficasse mais divertido.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa e madura nas duas partes. Não encontrei nenhum erro e a leitura simplesmente voou.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): fiquei com aquela sensação de estar vendo um Debi & Lóide 3 com personagens de nomes diferentes.

    👥 Dupla (⭐⭐): nem percebi onde houve a troca. Não saberia que eram dois autores se não estivesse neste desafio.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): não cheguei a rir, mas sorri em vários momentos. A piada do fim é exatamente a mesma do meio e, por isso, não teve o mesmo impacto.

  14. Renata Rothstein
    16 de agosto de 2016

    Divertido, inteligente, bem estruturado, o mais diferente que li, até agora, pelo humor utilizado em meio à maioria, com muitos dramas, lágrimas, questionamentos.
    Neste o maior questionamento é: foi baseado em fatos reais? rs
    Muito bom, parabéns.
    Nota 9,0

    • Pedro Luna
      22 de agosto de 2016

      Oi Renata, você tocou num ponto interessante..rs. Algumas cenas foram baseadas em fatos reais, sim. Como a do Sapato com números trocados. Isso ocorreu com um amigo meu e guardei na memória para usar em um conto. Abraços.

      • Claudia Roberta Angst
        22 de agosto de 2016

        Nossa, que surpresa! Bem o ponto que achei mais difícil de encarar como verossímil foi baseado em fatos reais.

  15. Evandro Furtado
    16 de agosto de 2016

    Complemento: downgrade

    A primeira parte foi muito boa mesmo. A trama super bem desenvolvida, permitiu criar uma baita de uma aversão pelos personagens principais. Mais de uma vez eu gritei aqui: BABACAS!!! Na segunda parte, no entanto, o autor assumiu uma linguagem mais formal, o que já derrubou um pouco o conto. Me pareceu também que estava perdido, sem saber para onde seguir na trama. Ao final, me pareceu que ele copiou algumas coisas da primeira parte, inseriu algo que acabou não indo a lugar nenhum – as frases ligadas à suposta transformação da Xuxa – e terminou com um parágrafo que pareceu um conjunto desses últimos dois problemas apontados.

  16. Wesley Nunes
    16 de agosto de 2016

    O texto possui humor. A linguagem é o que mantém o texto engraçado, principalmente se tratando dos diálogos. Gostei dos dois amigos bobos e lerdos, eles são divertidos.

    Em relação a esse texto, achei tudo muito simples. A trama não cresce e o conflito “Como chegaremos na festa” não me empolgou. Os personagens com exceção dos dois amigos não influenciam na trama. A lerdeza de Mario e Zico não gera cenas engraçadas e atrapalham o avançar da história, a brincadeira da xuxa ter nascido negra apenas ocupa espaço e os desfecho apenas promete algo grande/divertido e não acontece algo grande/divertido. Os acontecimentos: ligar, encontrar o tiozinho, se perguntar o que irão fazer, se repetem e deixam o texto cansativo. Vejo um esmero em relação aos diálogos, mas a narração é simples e sem brilho.

    Desejo sorte com os próximos textos.

  17. apolorockstar
    15 de agosto de 2016

    o conto é bem divertido , parece uma versão brasileira de debby e loid e embora seja bem simples a linguagem foi cativante e bem escrito. porem eu senti falta de um clímax e uma resolução mais emocionante

  18. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Oi, como vão? Vamos ao conto! Não sei o que dizer: dois amigos idiotas falando coisas sem sentido, Xuxa negra, final abrupto. Parece uma daquelas chatíssimas comédias estadunidenses que a gente não vê a hora que acabe; ou melhor, parece um episódio de “Beavis and Butt-Head” transformado em conto Fusão perfeita dos autores, o que neste caso não ajuda em nada…Teria sdio melhor o autor 2 ter partido para uma direção totalmente diferente. O psedudônimo do autor 1 foi perfeito, praticamente uma síntese da história e de sua qualidade. Boa Sorte.

  19. Simoni Dário
    15 de agosto de 2016

    Mas bota escrotos nisso! Bem escrito tanto na fase inicial quanto complementar. Mais um texto que quase não percebi a mudança na narrativa, para ser sincera não percebi. Fiquei curiosa onde o enredo ia levar e entendi que eram apenas dois escrotos à toa procurando o que melhor, pelo jeito, sabiam fazer, ter prazer e diversão. Gostei da leitura, foi divertida. Parabéns aos autores.
    Abraço

  20. Danilo
    15 de agosto de 2016

    Conto de aspecto muito divertido e confuso. Os personagens Zico e Mário é uma mistura dos irmãos “TWEEDLEDEE e TWEEDLEDUM” de Alice no país das maravilhas com as confusões de Debi e Lóide. A narração segue apenhas um tema, a confusão entre os personagens para encontrar o local da festa. Os personagens por um outro lado sentem um drama ao confrontarem uma notícia, em que Xuxa era negra. Então todo as seu redor podem também ter sofrido dessa suposta “doença”. Achei o conto muito criativo. NOTA:8

  21. Bruna Francielle
    14 de agosto de 2016

    Hm.. um tanto repetitivo. Ai chgariam na casa da prima, teria mudado d lugar, eles ligavam pra Darlinha e ela informava o outro endereço. Mas, de inicio, o conto realmente foi muito divertido. E, eu posso estar enganada, massssss….. eu acho que reconheci uma escrita aqui. kkk’ Será que quem continuou este conto, nao foi o autor do conto que eu peguei pra continuar? Sera que acertei ? RS’ Enfim, os 2 retardados, Ziko e Mario, uma dupla muito interessante, conversas bem feitas, a narrativa continuou parecida na continuação. Apenas achei que a história se resume em mostrar em como os 2 são retardados.. RSRS’ Mas , é sim, divertidinha. Gostei

  22. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: o estilo pastelão deste conto acabou arrancando alguns sorrisos. É um conto cativante, ainda que, teoricamente, simplório.
    Criatividade: fora a repetição da mesma paspalhada do telefonema para a aniversariante, as sacadas humorísticas até foram bem criativas, como os sapatos de tamanhos diferentes. Foi bom ter este tipo de apelo no desafio que já estava com tantos dramas.
    Unidade: realmente não consegui definir onde um autor “passou a baqueta” para o outro, a temática do “Débi & Loide” foi mantida durante todo o conto.
    Parabéns e boa sorte!

  23. Amanda Gomez
    12 de agosto de 2016

    Risos!
    Uma recontagem de Deby e loide, será? Haha. Achei o conto muito legal, super rápido, com ótimas sacadas. Sinceramente, parece que foi escrito por uma pessoa só, não vi a emenda, e a narrativa e escrita ficou praticamente a mesma do início. Impressionante.
    O autor seguinte teve o cuidado, de seguir na mesma linha de raciocínio, deixou os personagens com as mesmas características apresentadas: Idiotas.
    O final, foi uma ótima sacada, no geral, o conto está interligado… parece que combinaram de usar todas as pontas soltas sem exceção.
    Não tenho muito mais o que dizer… é uma história leve e despretensiosa, apenas para entretenimento, divertir. Se esta era a intenção, conseguiram… Bons personagens. Gostei.

  24. Andreza Araujo
    12 de agosto de 2016

    Uma história sobre dois retardados que estragam o tempo todo a festa surpresa da amiga. Os personagens são chatos, a ponto de me incomodar. A leitura se arrasta, o texto não empolga, a história não empolga, não tem nenhum mistério, não desperta nenhum sentimento, não faz a gente querer prosseguir com a leitura.

    Estava torcendo para que chegasse uma grande revelação que explicasse por que os dois protagonistas eram tão idiotas, mas não esse momento não chegou.

    Que os autores me perdoem, mas não consegui levantar nenhum ponto positivo no texto.

  25. palcodapalavrablog
    11 de agosto de 2016

    Uma das coisas boas desse desafio, foi ver a diversidade de gêneros e estilos. Típico representante do besteirol, este conto e seus personagens (talvez extraídos de algum trabalho pré-existente do autor) funcionam muito bem, dentro do universo a que se propõem.

    O que mais gostei, sem sombra de dúvida, foi de ver como o segundo escritor se comportou. “Abraçando” a causa e vestindo a camisa da obra para a qual foi sorteado. Alguém desavisado, poderá imaginar que se trata de um único autor.

    Parabéns!

  26. Thomás Bertozzi
    10 de agosto de 2016

    Achei o conto um pouco truncado, sem muita fluidez. Isso estragou o humor, que poderia ser mais bem explorado.

    Os diálogos poderiam ser mais diretos, mais “ping pong”, como lá na conversa com o velho que limpava o salão.

  27. Rubem Cabral
    10 de agosto de 2016

    Olá, Escroto.

    Então, não gostei muito do conto. O português está bom, com pouco a acertar, mas o enredo e os personagens não me “ganharam”. Digo, os caras são muito bobos, algumas boas ideias foram desperdiçadas (o programa sensacionalista e suas revelações bombásticas, por exemplo), e o enredo parece meio aleatório, zanzando sem rumo, não sei. Não consegui formar tbm uma imagem mental fosse do Zico, fosse do Mário.

    Nota: 5.0

  28. mariasantino1
    10 de agosto de 2016

    Oi, autores!

    A primeira parte foi bem divertida e prometia. Mas a segunda expôs praticamente os mesmos elementos que já haviam funcionado, então ficou como um passeio longo em um carrossel, entende? É notório como os personagens foram mantidos, mas não houve história, fatos novos (palpáveis), foi apenas a extensão da primeira parte. Senti também que faltou um fuminho ou cervejinha pra fincar mais a personalidade desses dois: dois abestalhados na faculdade? Sim, existe, mas que cabia uma incrementadinha,ah!, isso cabia. Pensei que haveria um lance de viagem no tempo quando eles chegaram no lugar, ou até algo sobrenatural como uma aniversariante que já havia falecido há anos, mas não julgo o conto pelo que passou pela minha cabeça. Enfim, curti a primeira parte mas não o trabalho como um todo. Faltou ousadia, incremento, ir além. O conto começou prometendo e terminou com mais promessas.

    Boa narrativa e personagens divertidos.
    Boa sorte no desafio.
    Nota: 6

  29. Davenir Viganon
    9 de agosto de 2016

    Olá. Senti uma inspiração em Hermes e Renato, nessa dupla Zico e Mário. O clima de anedota e os nomes absurdos ficaram engraçados e ficou um desafio e tanto para o continuador. Este, em relação a escrita, conseguiu manter o clima mas o final ficou muito aberto, faltou uma baita cena de impacto mas ela não veio. Acho que o continuador poderia ter pesado mais a mão no nonsense que o conto pedia e fechar com algo muito absurdo e chapado.

  30. Brian Oliveira Lancaster
    8 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Zico e Mário (Escroto)
    CA: Um texto bem inusitado, com uma quebra de expectativa inesperada no meio do enredo. A atmosfera “moleque” foi bem representada, apesar de simples. – 8,5
    MAR: Tirando algumas frases estranhas, o desenvolvimento flui bem. O que achei estranho foi o fato dos protagonistas se comportarem como crianças (estava claro, pra mim, desde o início, se tratar de “crianças de quinta-série”). Quando menciona que eles partem de carro, chegou a dar um nó no cérebro, pois os trejeitos já não combinam tão bem com a idade pretendida. – 7,5
    GO: O enredo bem humorado atrai, mas preferia que tivesse seguido a linha de crianças peraltas. – 7,5
    [7,8]

    JUN: A atmosfera cotidiana e adolescente foi mantida, levando a outras cenas cômicas e um final bem surpreendente, deixado para a mente do leitor. – 8,5
    I: Uma história simples, porém simpática. Talvez o autor tenha se inspirado em Cidade de Deus ou outros filmes brasileiros. Tem um clima de coisa antiga, velhos tempos e nostalgia. Tirando as partes apontadas acima, convence como um “causo”, de final aberto e duvidoso. – 8,0
    OR: Ganha pontos pela simplicidade. Menos é mais, já diziam. Os diálogos da segunda parte são mais convincentes e condizem com suas personalidades. – 8,0
    [8,1]

    Final: 8,0

  31. Anorkinda Neide
    8 de agosto de 2016

    Comentário primeira fase:
    Leitura leve e fluida. Deby e Loyd… rsrs A trama é superficial, mas seria fácil de segui-la, quem sabe para colocar alguma pimenta na historia. Sem erros mas tb sem brilhos
    .
    Comentário segunda fase:
    O conto seguiu sem brilhos e na trama superficial. Os personagens são muito caricatos e assim seguem, ok, vc deveria continuar um texto vinha nesse tom. Mas eu esperei alguma surpresa.
    .
    União dos textos:
    Ficou coeso. Os personagens seguiram fazendo nada o conto todo…kkk
    Boa sorte aos autores. Abraços

  32. Jowilton Amaral da Costa
    7 de agosto de 2016

    O conto me lembrou o filme Debi e Loide. As situações mostradas são bem surreais, o que é interessante, no entanto, não provocaram em mim tantos sorrisos quanto o filme, que eu achei muito engraçado. Devo estar de mau-humor, deve ser por conta do meu tornozelo recentemente operado. A ligação entre o primeiro autor e o segundo é quase imperceptível, o que para mim ganha pontos. Enfim, eu achei uma leitura leve e o conto médio. Boa sorte.

  33. Marco Aurélio Saraiva
    7 de agosto de 2016

    Dèbi & Lóide versão brasileira?

    Foi um conto diferente de ler. Acho que é a primeira vez que leio um conto completamente “besteirol”. Infelizmente, a fórmula não funcionou muito para mim. As cenas sem sentido e objetivo não me seguraram e houveram momentos em que eu revirava os olhos pensando “putz que coisa de retardado”.

    O segundo autor tentou emprestar uma linguagem mais rebuscada ao conto, mas a comédia apresentada pelo primeiro autor combinava mais com o seu estilo simples. O que aconteceu foi que comecei a ler um besteirol em tom cômico para então ler um besteirol escrito de forma rebuscada, com metáforas e frases bem pensadas, o que em nada ajudava no quesito “humor”, que, entendo eu, deveria ser o principal aqui.

    No fim não tive resposta sobre a mudança de cor da pele das pessoas (era pra ter visto e eu não notei? Se foi isso mesmo, então EU que sou o Debi ou o Loide, rs) e também não vi o que mais queria: um fim na história. Parou no meio.

    De qualquer forma, entendo que há um público para este tipo de história. Eu só achei muito difícil analisar o conto de forma positiva mesmo me esforçando o máximo para vê-lo de forma imparcial.

  34. Matheus Pacheco
    7 de agosto de 2016

    Po mano o Zico só F*de os esquemas, quem liga dois vezes para perguntar da festa surpresa para a mesma pessoa, o aceitável é só uma vez, (AHAHHAHAAHAH) sensacional escrita amigos, coitado foi o nerdão que nem ficou sabendo que a festa tinha mudado.
    Abração Amigos

  35. Olisomar pires
    2 de agosto de 2016

    Um conto que, a exemplo dos personagens, nada diz. Uma brincadeira bem escrita. É preciso reconhecer que os autores tem facilidade p escrever. É só. Boa sorte.

  36. Fabio Baptista
    1 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Zico e Mário

    TÉCNICA: * * *

    Cumpriu bem o papel, dada a proposta mais escrachada.
    A segunda parte, mais séria, é bem escrita, mas destoou um pouco, apesar de ter finalizado com uma boa piada.

    – perguntou, Mário, sobressaltado
    – disse, Zico, sorrindo
    >>> essa primeira vírgula não deve ser utilizada:
    >>> perguntou Mário, sobressaltado
    >>> disse Zico, sorrindo

    – As linhas arquitetônicas revelavam forte ligação com os primeiros anos da década de 60.
    >>> isso aqui contrastou totalmente com o clima construído até então

    – finou-se
    >>> findou-se

    – pois Zico ainda bastante concentrado
    >>> ainda *estava* bastante

    ATENÇÃO: * * * *
    O clima de besteirol americano (não falo de modo pejorativo, pois gosto muito desse gênero) conseguiu me entreter

    TRAMA: * *
    Os personagens são carismáticos e é construída uma boa ambientação, estilo “Beavis and Butthead” e “Cara, cadê meu carro?”.
    Porém principalmente na metade final, dá impressão que o conto fica rodando em círculos, só esperando a hora de dar os 1000 caracteres para acabar e não sai muito do lugar.

    UNIDADE: * * *
    Conforme comentado, a mudança de autor é perceptível e o complemento destoa do início.

    NOTA FINAL: 6

  37. Gilson Raimundo
    31 de julho de 2016

    Revivendo a famosa dupla Deby e Loyde do cinema, dois amigos sem noção que só aprontam. Um texto difícil de ser trabalhado, o primeiro autor brinca com a criatividade o segundo se vê preso no torvelinho de burrice do Zico e Mário… Parabenizo o segundo autor que soube muito bem se adequar à história bem duvidosa de méritos…

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Publicado às 13 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .