EntreContos

Detox Literário.

Vale das Noivas Suicidas (Andreza Araujo e Wesley Nunes)

noivas

Os raios exploravam o céu monocromático através de seus prantos raivosos e insolentes. As nuvens zombavam de mim, eu desdenhava delas com sutileza. Era o meu auge. Puxei levemente a calça com risca de giz para cima a fim de folgá-la no joelho. Abaixei. O solo arenoso parecia úmido, meus dedos tingiram-se de vermelho. No final do declive, um corpo deteriorava-se. Não era possível ver daqui de cima, mas eu sabia que ele estava lá.


Busquei manter o foco nas fotografias sobre a mesa, mas o modo como a persiana se movia contra o vidro da porta, tilintando-o vez ou outra, me irritava profundamente. Levantei da cadeira, empurrando-a para trás com força. Ela deslizou somente um pouco sobre o chão; uma de suas rodas estava travada. Merda! Nada presta nesta delegacia. Fechei a pequena cortina de faixas em cor marfim, cobrindo de minha visão o meu próprio nome no outro lado do vidro. Delegado Dauton. Com “u” mesmo. Minha mãe morreu analfabeta; acho que no cartório o escrevente também era.

Voltei para a cadeira e abri o botão do paletó, permitindo que eu esticasse meu braço para alcançar a luminária na outra extremidade da mesa. A luz intensa destacou nas imagens o vermelho que havia na roupa branca daquela mulher pálida. Terrivelmente pálida, aliás, mesmo quando ainda era viva. Observei a foto onde ela ostentava um grande sorriso, os olhos miúdos quase se fechando. A boca estava aberta e a língua batia nos dentes, a caminho do lábio superior. Revoltei-me contra os meus demônios que, naquele momento, me obrigaram a fantasiar com ela, Katrina, a morena no vale das suicidas.

Pensei na grande ironia daquilo tudo. Uma noiva encontrada no mesmo local onde tantas outras se mataram alguns anos atrás. A notícia correu o mundo, apesar de ter nascido numa cidade tão pequena. Foram mais de trinta mulheres. Nunca pegaram o assassino, pois disseram que todas cometeram suicídio. Arquivaram como histeria coletiva. Grande coisa, ninguém nunca é preso nesta cidade.

Olhei para Katrina novamente, desta vez na foto onde seus pulsos estavam rasgados verticalmente, numa tentativa óbvia de lembrar o episódio dos – supostos – suicídios. A morena – outrora exuberante – estava com a saia do vestido suspensa até a cintura, revelando o que um dia provocou gemidos cálidos no seu noivo, e certamente em muitos outros homens. Era improvável que Katrina fosse feliz com ele. Entrevistei o sujeito semana passada. Pensei que o cara fosse astuto, não é qualquer jovem de vinte anos que compra todas as imobiliárias da cidade.

Acontece que o sortudo filho da puta, agora nem tão sortudo assim, era um grande otário. O cara chegou aqui tremendo. Deu pena. Chorava pra cacete, um saco interrogar gente assim. O rosto do polaco estava preenchido por manchas vermelhas. O nariz escorria constantemente, aumentando a minha agonia cada vez que ele limpava o rosto com as mãos, espalhando aquela gosma, e depois limpando na roupa. O excesso de sentimentalismo atrapalhou a porra toda e precisei encerrar logo aquilo.

Alguém bateu na minha porta. Era o Evandro, o cara da recepção. Que é, porra? Mandei o homem entrar. Aproveitei aqueles segundos de descanso perante minhas investigações e puxei a segunda gaveta da mesa. Peguei um charuto Gran Corona da sua caixa de madeira, mas antes mesmo que eu pudesse acendê-lo, Evandro chegou perto da minha mesa, com o seu jeito característico de andar com as pernas arqueadas, cambaleando levemente para os lados, e disse:

– Tem um sujeito aí fora, senhor Dauton. Disse que é detetive particular.

Apenas balancei a cabeça, depois devolvi o charuto para a gaveta.

– Diz que ele pode entrar. Obrigado.

Aquele homem era meu próprio reflexo, só que loiro, e não tão elegante quanto eu. O terno dele tinha costuras arredondadas na altura dos cotovelos. Tentei sair da cadeira para me levantar, mas ela agarrou de tal modo que sequer se moveu. O jovem polido, vendo o meu embaraço, apressou-se em esticar o braço direito, e assim nos cumprimentamos. Depois virei a palma da mão na direção da cadeira em frente. Ele sentou-se, acomodando o chapéu Panamá sobre a mesa.

– Muito prazer, senhor Dauton. Eu sou o detetive Uillian, com “u” mesmo – disse ele, me entregando seu cartão de visitas após soltar o botão de seu paletó.

Fingi ler com atenção os dizeres no diminuto papel enquanto passeava com os dedos sobre o meu bigode. Olhei para o bigode do tal Uillian. O meu era mais espesso.

– Eu fui contratado pelo senhor Philip para acompanhar o caso da noiva dele – ele prosseguiu.

– Falecida noiva – corrigi friamente.

Philip… o polaco fajuto tinha nome de nobre. Juntei rapidamente as fotos sobre a mesa, enquanto ele continuava a falar.

– O senhor também acompanhou o caso das suicidas, correto? Posso fazer algumas perguntas?

Uillian retirou do bolso interno do paletó um pequeno bloco de notas e uma caneta. Eu apenas concordei, devagar. Talvez esse sujeito tivesse algo a acrescentar na minha investigação. Talvez ele mesmo resolvesse o mistério, me poupando de vez o trabalho.

– Quantas noivas foram encontradas no vale?

– Trinta e duas… Tirando a Katrina – emendei rapidamente.

– Nenhuma delas tinha marca de violência?

Notei onde ele queria chegar. Então me ajeitei na poltrona e tentei ser breve.

– Nenhuma. Elas foram encontradas em datas diferentes, exceto duas, descobertas no mesmo dia, no vale após o pórtico de entrada da cidade. Tinham a arma perto do corpo. Algumas usaram facas, outras canivetes, estiletes. E teve uma que levou um pequeno punhal – percebi que estava enrolando, agora eu sabia como os meus interrogados se sentiam desconfortáveis. – Olha, com a Katrina foi diferente. Tinha sangue na parte de cima do morro, eu acho que ela já chegou lá sem vida, e alguém cortou os pulsos dela pra dizer que foi o mesmo assassino das outras noivas. Só que foi burrice do cara, porque ela nem estava usando um vestido de casamento como as outras – fui interrompido.

– Mas usava branco. A Katrina ainda não tinha escolhido o vestido de casamento.

– Hmm… eu não sabia disto. Mas isso não é relevante.

– Claro que é, assassinos em série são extremamente meticulosos. Nunca fogem do padrão – ele disse, com uma calma invejosa. Talvez esse homem não fosse nada parecido comigo, como eu supus inicialmente. – Eu tenho outra pergunta.

– Fale.

– Como você a encontrou?

– Tinha abutres sobrevoando o local.

– E eles não poderiam ter feito as feridas no estômago dela? As feridas, que segundo o relatório do legista do IML… – então ele passou algumas folhas no seu caderninho. – São “perfurações não identificáveis”.

Eu me remexi na cadeira, incomodado com aquilo tudo. Só faltava ele me acusar de estar atrapalhando a investigação com a minha burrice!

– E tem outra coisa que eu notei.

Cacete! Xinguei em pensamento. Quer meu emprego também, caralho?

– Diga – falei educadamente.

– Você interrogou o padre Pedro?

– Claro que não. Por quê? – Esse tal Uillian deveria mesmo ser um idiota. Pronto, já estou em paz comigo de novo.

– Porque o padre Pedro foi o escolhido por todas as noivas para realizar a cerimônia, inclusive a Katrina.

– Tá. E daí? Também só temos uma igreja. Um cartório. Um posto dos Correios…

– Acontece, senhor Dauton, que a cidade tem mais de um padre.

Apertei meus lábios um contra o outro, tentando raciocinar. Como eu tinha deixado passar esse detalhe?

– E também – seguiu ele, tirando mais uma carta da manga. – Eu notei que as vendas de imóveis no negócio do meu cliente, o senhor Philip, caíram drasticamente, exatamente porque as pessoas pararam de se casar.

Talvez eu realmente devesse procurar o padre para alguns esclarecimentos. Será que Katrina era mais uma vítima de um assassino em série, ou apenas sofreu uma histeria coletiva? E se mais mulheres morrerem a partir de agora? Acho que vou precisar de ajuda para resolver esse caso. Porque eu desisto dessa merda!

Minha visão embaçou de repente, engolida pela fumaça do meu refúgio imaginário, quando ele se dissipou na minha frente. Não dava pra ter certeza de mais nada. Talvez as nuvens lá fora do prédio zombassem de mim outra vez, mas eu já não estava mais em condição de desprezá-las. Era a minha decadência.

– Então detetive, Dalton. O próximo passo salta a vista.

Bufei. Bufei a ponto de jogar o meu bafo de fumaça e café na cara dele. Quem já tinha olhado para a mim, sabia que eu não estava nos meus melhores dias.

– O que tem na cabeça, investigador? – Perguntei já buscando um maço de cigarro dentro da gaveta da minha mesa.

– Estava pensando em falar com o Padre. E também…

– Se estava pensando e ainda não fez, deve existir um porém. Não consegue dar uma prensa no padre? Precisa de ajuda?

Sorriu, mostrando os dentes meio amarelados que não combinavam bem com os cabelos loiros e a pele pálida.

– Espero poder ajudar na investigação.

– Também espero que você ajude.

Não havia muita escolha. Se o mole do Philip contratou o cara, não iria demorar para começar encher o meu saco. Era até estranho ele não me ligar dizendo: “Contratei alguém para ajudar o senhor”. Dei um gole na caneca de café pela metade e depois apontei para saída.

Passei pelo corredor junto com o investigador. Andei e encarei as caras tão acabadas e cansadas como a minha. Eles, todos eles, viviam debaixo de uma a lâmpada que sempre ficava ligada e não era muito ajudada pelos poucos raios de sol que atravessavam as persianas fechadas. Queimavam o tempo com um cigarro atrás de cigarro ou o ocupavam com conversas baratas.

Em frente a delegacia, notei que não tinha esquecido a minha arma, mas não havia trazido a chave do meu carro.

– Você está de carro? – Se o cara estivesse a pé, eu iria voltar para a minha cadeira e aproveitaria o meu charuto com café frio.

– Um investigador sem carro não passaria muita credibilidade.

Andamos por duas quadras. Uilliam abriu a porta de um Corsa, daqueles tipo Sedan. Antes de entrar no carro, eu já estava pensando em dormir o caminho inteiro até a chegada na igreja. Mas os meus olhos sempre foram teimosos, eles gostam de reparar em tudo. Para a maioria das pessoas, um homem com o banco adiantado ao máximo é algo sem importância. Porém, alguns anos lidando com todos os tipos de gente, me ensinaram a ser curioso. Era no mínimo estranho. Parecia que o Uilliam queria encostar a porra do volante no umbigo.

Mal o motor tinha ligado e o investigador começou a falar:

– É difícil achar informações sobre esse padre Pedro. Não encontrei nenhum site da igreja, nenhum aviso de festa Julina no Facebook e…

Passou um bom tempo e o tal do Uilliam não calava a boca. O carro não passava dos 60 km. Mesmo em uma rua deserta.

– Posso fumar? – Interrompi as suas teorias. – A pergunta ficou no ar enquanto eu me mantive sério diante de uma cara de bunda. – Eu deixo o vidro aberto, seu carro não ficará fedendo, não.

– Pode sim. – Uilliam respondeu contrariado.

Não demorou muito tempo para ele voltar a tagarelar:

– Tentei por diversas vezes entender a relação entre os assassinatos. Porque não há nenhum fundamento nessa explicação de histeria coletiva… – Dei outra bufada. O dia ainda não havia terminado e o cara me fez dar duas bufadas.

Avançávamos pela estrada. Em meio a uma tragada longa no cigarro eu olhei para fora, tentando fugir da voz do Uilliam. Passou um carro e ele estava ocupado pelo mais belo dos clichês. Homem e mulher no banco da frente e filho pequeno no banco de trás. Fechei os olhos, deitei a cabeça no banco e não demorou para a culpa começar a cutucar. Ela sempre se resumiu em: ” Você poderia fazer mais, seu merda”. Esse remorso mais uma vez me enchia o saco e me fazia pensar no Philip, ocupando o banco da frente e Katrina ao seu lado, enquanto um filho cabeçudo ficava no banco de trás. Quem sabe depois de casado e com filho, o Philip deixasse de ser cuzão.

Joguei a bituca de cigarro pela janela e voltei a prestar atenção no Uilliam.

– A vigésima vítima foi a que mais me intrigou. Os cortes foram precisos, a justificativa para o suicídio foi magistralmente montada…

Era no mínimo estranho. Quando você está animado, falando com uma pessoa e ela não responde, é normal chamar a atenção dela. Porém, o investigador continuava sem nenhuma interrupção.

Os olhos, sempre os olhos. Eles começaram a vasculhar o carro. De início tudo parecia comum: painel, banco, câmbio, tapete e tudo mais. Mas os olhos insistiam e decidiram perseguir os pequenos detalhes. Uilliam aparentava não notar o meu investigar e continuava a falar. Algo chamou a minha atenção: Era uma pequena imagem, um pequeno adesivo de Jesus Cristo colado no retrovisor central.

– É um homem de fé, senhor Uilliam? – Perguntei e apontei para o retrovisor.

– Isso ai não é nada de importante… Como eu estava te dizendo, sinto que estou perto de uma solução do caso e o interrogatório do padre Pedro será de vital importância…

– Costuma ir na igreja, senhor Uilliam? – Até que enfim ele calou a boca.

– Todo homem tem a sua fé, detetive. – O tom animado e robótico alterou-se para uma fala calma e tranquila. – Desculpe falar tanto sobre esse caso e sobre a mente deste assassino. Já trabalhei em diversos crimes e também li vários livros com esse tema. Você acaba se contagiando por essas coisas e não consegue falar de outro assunto. O detetive sabe como é, não é?

– Não. Não sei como é não. Você poderia me explicar? – Perguntei e tirei outro cigarro do maço, porém sem acende-lo. Depois, fui abordado pelo sorriso amarelado.

– Também já fui policial, Dalton. Já passei por aquele momento de desânimo, de sentir raiva de mim mesmo e de achar que tudo está na merda. Resolvi sair da delegacia e dar um tempo. Só que a vontade de lidar com crimes surgiu novamente e acabei me tornando detetive particular.

– Eu não sinto isso não. Estou bem com a minha profissão.

– Não parece. – Uilliam disse esperando uma resposta, mas eu me mantive quieto. Ele passou uma marcha e começou a pisar mais no acelerador. O carro chegou a 80 km. – Não sabe mesmo detetive? Não chegou naquele momento em que tudo vai cansando, as pistas que eram obvias passam desapercebidas?

Para variar o investigador falava de mais. O carro estava a 95 km e logo estaríamos na igreja.

– Ainda não sei do que você está falando, investigador. – Falei e coloquei o cigarro na boca, tentando parecer tranquilo e nada desconfiado. Deixei o dedo frouxo, tentei acender o isqueiro e não consegui. – Se você já trabalhou na policia, com certeza deve fumar. Vou pegar um isqueiro emprestado. – Falei e já abri o porta luva. Os segundos que tive, foram poucos, por que a mão do Uilliam me segurou. Logo em seguida o porta luva foi fechado.

– Parei de fumar já faz alguns anos, detetive. – Ele esclareceu.

Não insisti e nem deveria. Meus olhos nunca me deixam na mão e conseguiram ver um montinho de panfletos. O primeiro deles, eu vi de relance e tratava-se de uma imagem de Nossa Senhora.

– Estou tentado parar. Como você conseguiu? – Eu tinha pratica naquilo que fazia. A boca falava qualquer merda, enquanto a cabeça trabalhava: Padre, Noiva, Imobiliária e suicídio.

– Parei, parando. – Falou Uilliam com um bom humor esquisito. – Larguei o cigarro no tempo em que dei uma folga para mim mesmo. É difícil não fumar quando se está exausto de ter que conviver com esses psicopatas. Para mim, era quase insuportável lidar com os jogos desses retardados. Eles possuem uma obsessão em se mostrar inteligente.

A voz aumentava, ela era quase gritada de tanto entusiasmo no momento em que falou: “mostrar inteligente”. Havia muitos pensamentos na minha cabeça, mas não podia prova-los. Um dedo encostou no feixe do coldre e fui interrompido por uma parada brusca. Segui os meus reflexos e olhei para o lado.

– Desculpa Dalton, ainda não me acostumei com esse carro. Já chegamos na igreja – Disse, depois da porra do seu sorriso amarelado.

A cidade era pequena e nem era domingo, o local só poderia estar vazio. Uilliam andava ao meu lado e as palavras rodavam: Padre, noiva, imobiliária e morte. Essas peças não se encaixavam e eu não parava de pensar no Uilliam. A desconfiança era melhor do que café para me deixar atento.

Por que o Uilliam está tão interessado nessa merda? É difícil um investigador particular se envolver com crimes. A maioria só pega casos de traição.

Andamos em direção da igreja e a minha mão chegava a formigar de vontade para puxar a arma. A entrada era enfeitada com estatuas de anjos. Passei por elas e vi uma fileira de bancos bem pintados, parecendo novos. A imagem de Jesus Cristo na parede tinha detalhes folheados a ouro. Uma freira foi em direção a Uilliam, beijou a mão dele e recebeu uma benção. O quebra cabeça se montava e logo saquei a minha arma. A freira não notou a minha presença. Coitada, como ela iria prestar atenção em mim se estava tossindo a ponto de cuspir o pulmão. Ela saiu por uma porta. Em seguida, Padre Pedro ou Uilliam, sei lá qual era o nome daquele porra, se virou.

A minha frente estava um homem de braços abertos a ponto de chorar.

– Mão na cabeça!

– O que está acontecendo, detetive? – Disse ele em uma voz fina.

– O que está acontecendo? É isso o que eu quero saber! Por que mentiu dizendo que se chamava Uilliam? Aonde estão os documentos desta Igreja?

– Isso detetive! Era isso que eu esperava de você. Só tem graça quando você interage. – O sorriso amarelado se exibiu largo em um rosto que continha uma animação doentia.

– Que porra você está falando? Coloca a mão na cabeça!

Uilliam deu alguns passos em minha direção e eu avancei com a minha arma.

– Mão na cabeça e responde o que eu te perguntei! – Ordenei e o cara parou. Mas continuava de braços abertos, com o rosto escorrendo lágrimas e a cabeça inclinada para o lado.

– Que triste, terei que explicar. A maioria dos detetives é burra, Dalton. Eles se deparam com enigmas e tem preguiça de resolve-los. Mas você não. Nos primeiros casos, você foi fantástico. Olhava com atenção as pistas e saia em direção ao meu encalço. Eu sentia a adrenalina e adora. Era…

–  Cala a boca porra!

– É triste detetive! Você começou bem, mas cansou. Não descobriu as minhas obras de arte: cometer um assassinato, mas pintar para o mundo a imagem de um suicídio.

– É um doente mesmo. Tudo isso para se entregar no final?

– Tudo isso para ter o resto de adrenalina. – As mãos dele me chamavam. – Para colocar um ponto final em nosso jogo – O homem começou a apontar para própria testa. – Terminará com um clichê. Você sabe que eu sou o assassino, porém, não pode provar. Se você não me matar, a freira que você viu agora pouco irá morrer. Envenenei ela. Não existe um hospital decente para atende-la. A localização do antídoto está em um pen-drive dentro de mim.

– Você acha que eu vou acreditar?

– E se você não acreditar?… Basta me matar… – Fiquei por longos segundos mantendo a mira na cabeça daquele filho da puta – Vamos detetive! Jogue! Termine o jogo!

Medo de me sentir culpado ou vontade de não querer participar daquele jogo doentio? Só sei que não atirei. Prendi o doente, depois corri para ajudar a freira. De frente dela, expliquei tudo que estava acontecendo e quis leva-la para algum pronto socorro. Ela sorriu diante do meu desespero e disse que tinha tuberculose já faz algum tempo.

O filho da puta tinha mentido. Jogou comigo até o último segundo.

 

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38 comentários em “Vale das Noivas Suicidas (Andreza Araujo e Wesley Nunes)

  1. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    Lembro que no desafio “Noir”, a maior dificuldade dos participantes foi criar uma atmosfera de suspense-policial e termina-la de modo aceitável, dentro do limite proposto. Isso é muito difícil, já que esse tipo de narrativa requer tempo e paciência para que se ergam os alicerces do mistério e se produza um final sem atropelos. Vejo aqui neste conto policial essa mesma dificuldade. Temos um crime e duas pessoas que conversam – logo, uma delas será a culpada. Sem problemas quanto a isso, já que o que importa é o caminho e não a chegada. Embora com boas descrições, o conto, como um todo, é um tanto ingênuo. Eu gostei bastante do Dauton do início, especialmente quando ele faz piadas consigo mesmo, mas no fim achei-o de fato pouco esperto para um policial. Uilliam é esquemático, não cativa, se bem que fiquei surpreso quando vi que ele era o padre suspeito. Como um todo, o conto ficou fluido. O segundo autor soube dar sequência ao estilo inicial e também – este é seu maior mérito – manter o suspense até o fim, instigando a leitura. Enfim, um estilo difícil de trabalhar, que exige bastante criatividade. Um esforço que merece reconhecimento, ainda que o resultado não tenha me agradado tanto assim.

  2. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Dauton? DaLton?
    Uillian? UilliaM?

    Aff… para mim, isso já tirou pontos da nota que eu daria. Não é só um pequeno erro. Ao meu ver, isso foi um GRANDE erro. O Dauton fez questão de enfatizar que seu nome era escrito com U, e não com L. Só com isso, o segundo autor já demonstrou que não deu importância nenhuma para a primeira parte. Ele parece que leu a primeira parte uma vez só… e foda-se, vamos tocar o barco, né?

    A primeira parte está fenomenal! Gostei bastante da escrita e da forma como as personagens são desenvolvidas. O delegado se comparando com o UiliaN (com N) ficou muito legal, e o deixou ainda com mais vida. Essa história eu estava ansioso para ler a segunda parte… mas acabei me decepcionando bastante.

    Fora os erros que já mencionei no início, a segunda parte foi totalmente desinteressante e chata. Infelizmente, isso para mim afundou a nota do conto completamente. O final ficou corrido e fechou a narração de forma insatisfatória. A reviravolta nas últimas linhas não foi nem um pouco convincente.

    Infelizmente, não gostei.

  3. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    Ótimo, um conto policial, ao estilo de Chandler e Hammet, hahaha. Esse eu li tomando rum, no Timoneiro. De começo gostei do título, parecido com o que eu escrevi certa vez (“Estupradas ao anoitecer”) e também do nome-furacão. O conto foi tão bem conduzido que não deu para saber onde começa um e onde termina o outro. Mesmo como os erros de revisão e a mudança do nome do delegado foi uma excelente diversão, do começo ao fim. O mias puro estilo Graham Greene, parabéns aos dois.

  4. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Amigos autores,
    Vocês juram que não ligaram um pro outro pra discutir os detalhes dessa história? Não teve nem um bate papo no whatsapp pra definir as pistas que seriam colocadas no início da história para serem retomadas mais adiante?
    Cara, como vocês fizeram isso? Vocês estão mais do que de parabéns pelo conto. Gostei demais e fiquei intrigado do início ao fim. Achei que tudo fez muito sentido e o resultado ficou excelente. Houve alguns pequenos errinhos de ortografia no conto, algumas crases e outros deslizes que passaram pela revisão, mas isso não tirou nem um pouco a qualidade do trabalho de vocês.
    Achei também que o número de noivas (32) foi um pouco elevado para ser classificado como “histeria coletiva” e, ao mesmo tempo em que chamou a atenção do mundo todo, ter ficado sob a responsabilidade apenas do investigador da cidadezinha pequena. MAS, EU CAPTEI A REFERÊNCIA! O camarada era padre, matou 33 noivas no total (idade do bom e velho J.C.) para então querer ser sacrificado pelo investigador de braços abertos como o Redentor “A minha frente estava um homem de braços abertos a ponto de chorar”. Fez muito sentido. Talvez se a história tivesse se passado numa cidade grande e as noivas espalhadas, teria ficado um pouco melhor esse número de noivas “suicidadas”. Mas fora, isso, sou só elogios!
    Meus parabéns!

  5. mariasantino1
    19 de agosto de 2016

    Hum… 😦

    Olha, acho que a complementação colaborou sim para o conto decair, mas acho mesmo é que o espaço foi curto para o texto. Seu texto, como é comum dos contos policiais, precisaria de mais espaço. A pegada da narrativa inicial, descritiva, oferecendo sons de cadeira, irritação com sons, para fazer ouvir e sentir e assim se ligar ao personagem, é recurso que faz lembrar dos anos 80. A complementação teve mais objetividade, mas foi ofuscada pela falta de técnica (perdão se isso parece prepotente, metido, ou algo que valha, uma vez que não sou crítica literária, e sim alguém curioso que gosta de passar as vistas nalgumas coisas) e pela falta de um espaço maior. A ideia é bacana e cabível numa novela ou romance (o lance de se rodar e não perceber o que está diante do nariz), mas alguns detalhes precisariam ser acertados, como o fato do Dauton (o segundo autor esqueceu do “U” e escreveu o nome com “L”) não saber que o Padre Pedro era na verdade o Uilliam. Numa cidade pequena é comum as pessoas se conhecerem, mas se o Dauton fosse novo na cidade, daí ficaria mais acertado.
    Bem, fora isso tem alguns deslizes na segunda parte que podem ser limados numa revisão posterior. Não curti o trabalho como um todo, mas curti a levada da primeira parte e a ideia da segunda.

    Boa sorte no desafio

    Nota: 7

  6. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA:interessante notar como o arquétipo da noiva assassinada está presente no inconsciente de autores – penso se não teria algo a ver com o fetichismo do sangue vermelho no vestido branco, sujeira sobre o imaculado… Deixando de lado a elocubração, percebo que essa pulp detective fiction padece, desde a primeira parte, de exagero da linguagem naturalista.
    INTEGRAÇÃO: a emenda da história está visível, e o desleixo do continuísta (desculpe, só posso usar essa expressão por uma questão de justiça com o autor da primeira parte) é visível – nem a questão do nome Dauton/Dalton foi observada.
    CONCLUSÃO: a temática já não me interessa muito, e com essa construção ainda me desinteressei pela história na metade. Sem falar que estava telegrafado quem era o Uilliam na história…

  7. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    história negra com um excelente ambiente. Os autores conseguiram um texto unificado, onde transmitem uma atmosfera de investigação de crimes muito comum nos film noir e com um final surpreendente. Muitos parabéns

  8. Bruna Francielle
    18 de agosto de 2016

    É, foi uma boa história.. a limitação de palavras pode ter impedido um maior desenvolvimento da história, que confesso, estava interessante. A personalidade do detetive da polícia foi bem montada.. só achei que as noivas ficaram em segundo plano. O desdobramento da história foi extremamente rápido.. O investigador nem precisou trabalhar, o cara praticamente se entregou, sem nenhuma emoção, ele prende facilmente o sujeito e nada ocorre coma freira. Acho que faltou ação, emoção, e mais dificuldades. A conversa no carro, com a enfase nos pensamentos do detetive, foi legal. As 2 narrativas não estão totalmente destoantes e diferentes uma da outra, um ponto positivo. Enfim, de negativo, a resolução do ‘mistério’ é que ficou corrida demais mesmo.

  9. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Bom, acredito que a premissa desse desafio é verificar a capacidade do segundo autor conduzir a história e o estilo do primeiro, e dar uma continuidade e fim interessantes. Assim, acredito que não dê pra avaliar separadamente os autores, nesse caso, infelizmente.
    O começo da história tava bem interessante, bons personagens, uma história de detetive que chama a atenção, o que é raro para mim, criou um bom clima, um bom suspense, a trama e os crimes deixaram abertura para um conto eletrizante. Os diálogos muito bons e fluentes, reais e convincentes.
    Mas, infelizmente, acho que a segunda metade deixou bastante a desejar. Muitos erros gramaticais, como “Eles possuem uma obsessão em se mostrar inteligente.”, muitos erros de pontuação, e pra mim dois erros bem importantes, que foram nos nomes dos personagens. Primeiro, o nome do investigador particular era “Uillian”, e não “Uilliam”. Mas o mais grave, pra mim, foi o erro no nome do Dauton. Ele falou no próprio texto que seu nome era Dauton, sim, com U mesmo. Mesmo assim, encontramos “Dalton” no fim do texto.
    Acho importante uma revisão mais refinada pra evitar esse tipo de erro, que acaba desvalorizando a obra toda. É a dica que queria deixar pro segundo autor.
    Também não achei que a continuação foi convincente. Acho que não abrangeu legal as inúmeras possibilidades que o primeiro autor criou, e o fim também não me agradou tanto. Não foi de todo ruim, teve aspectos legais, no caminho que decidiu seguir, mesmo que pra mim não tenha sido o ideal, conseguiu fechar todas as pontas.

  10. catarinacunha2015
    18 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Quem tem uma boa ideia para uma morte merece aplausos, e vale das noivas suicidas é muito bom! O argumento é inteligente, o suspense na dose certa e a narrativa, entrecortando a fala com os pensamentos do delegado, ficou forte. OBS: 33 mortas, o nº do conto é 33 no desafio! Sabe o que isso quer dizer? Absolutamente nada.

    PIOR MOMENTO: – “O excesso de sentimentalismo” não precisava traduzir a brilhante frase anterior.

    MELHOR MOMENTO: “O nariz escorria constantemente, aumentando a minha agonia cada vez que ele limpava o rosto com as mãos, espalhando aquela gosma, e depois limpando na roupa.” – Asco representado com categoria.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Essa modalidade olímpica é cruel. O primeiro corredor percorre 200 metros confortavelmente e passa o bastão para o segundo se virar para desvendar a porra toda.

    2ª PARTE: Pegou o bastão com gosto. Deu corpo à trama e foi brilhante na conversa entre os dois personagens dentro do carro. Conseguiu me manter presa à leitura. Só achei que o final foi abrupto. Eu precisava saber mais sobre os motivos do padre para matar. Vale uma continuação digna.

    PIOR MOMENTO: “O dia ainda não havia terminado e o cara me fez dar duas bufadas.” – Muito mais do que duas. Aliás, ele bufafa um bocado; isso ficou forçado.

    MELHOR MOMENTO: “Mas os meus olhos sempre foram teimosos, eles gostam de reparar em tudo.” – Frase forte para definir as inquietações do personagem que o levam à inteligência ímpar.

    EFEITO DA DUPLA: Muito boa! Ficou um ar de mistério e cumplicidade entre os dois.

  11. Bia Machado
    17 de agosto de 2016

    O primeiro parágrafo poderia ser melhor, da forma como está ficou com umas construções meio exageradas, que em nada acrescentam para um início de trama. Eu gosto de coisas mais diretas, ou pelo menos sem tanto rodeio assim.Tem coisa que enjoa, por exemplo, quando diz “apressou-se em esticar o braço direito”, qual o motivo de dizer que era o braço direito? E aí fico com a ideia de que poderia ter enxugado o texto.
    Também seria interessante revisar de forma mais atenta, inclusive para arrumar o nome da personagem, que saiu Dalton quando seria Dauton… O desenvolvimento, como um todo, deixou a desejar. Um conto policial investigativo é complicado caber nesse tamanho, principalmente existindo um crime tão incomum… Outro problema foi que o primeiro autor jogou a resolução do caso para o segundo, sendo que infelizmente o segundo não soube o que fazer, ou dar uma virada de 180 graus. No final ficou tudo corrido, resumido. Enfim, não gostei muito e poderia ter sido uma narrativa bem melhor.

  12. Renata Rothstein
    17 de agosto de 2016

    Olá! Neste conto destaco o ritmo envolvente, o enredo e a inteligência dos autores. No entanto, alguns fatos não me convenceram, como um delegado entrar no carro de um desconhecido, e a cidade ser pequena, ter apenas um padre, e o delegado não ter reconhecido o mesmo. Enfim.
    Além disso também senti falta de uma revisão, a ortografia realmente deixou a desejar.
    Nota 8,0

  13. Wesley Nunes
    17 de agosto de 2016

    Decidi não adotar o tom poético (usado em alguns trechos) em meu texto e sim um tom mais seco e direto. Em minha concepção ele combinava melhor com o personagem Dauton. Falando a respeito do personagem, gostei dessa personalidade irritada que se questiona e parece estar no fundo do poço.

    Devo agradecer ao autor, pois deixou uma base sólida para ser continuada e um mistério que tinha muito potencial. O que mais me chamou a atenção foi o olhar atendo de Dauton, demonstrado nas belas descrições do autor.

    Gostei da maneira que Uilliam foi construído e resolvi aproveitar as suspeitas do personagem principal para complementar o conto.

    Peço perdão por ter escrito Dalton com L e não com U. Somente na hora de comentar sobre os desafios é que percebi este erro. Também devo desculpas aos meus escorregões gramáticas.

    Não sei se a sua ideia era transformar Uilliam no padre Pedro. Tentei focar a trama com a questão do jogar. A respeito do assassino das noivas, pensei que se fosse outro e não o Uilliam, teria que desenvolver a personalidade de outro personagem e o conto poderia ter o enredo muito condensado.
    Fiquei satisfeito com o meu desempenho, mais até do que no conto a qual iniciei.

    Espero não ter estragado a sua obra e gostaria da saber a sua opinião sobre a minha continuação.

  14. Junior Lima
    17 de agosto de 2016

    Mais um conto que começa muito bem, mas cuja segunda metade enfraquece um pouco a história por uma infinidade de erros revisionais.

    Adorei a recorrência de nomes grafados de forma incomum, e do protagonista competir com o detetive. Detalhes desimportantes que fazem toda a diferença, divertem.

    Mas o(a) segundo(a) autor(a) não prestou muita atenção na própria parte, pela quantia de erros, nem na anterior, errando até o nome do protagonista. Uma pena.

    Também achei o final pouco impactante e um tanto corrido.

  15. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): gosto muito de contos de mistério e esse me prendeu bastante, mas geralmente funcionam melhor quando o fim explode nossas cabeças. O problema desse conto é que o fim não é ruim, não é desses que nos deixam surtados. Acho que o padre resolver se entregar e não o detetive descobrir causou esse problema. Como eu disse, o fim ainda funcionou pelo suspense criado, mas não como um conto de mistério.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): achei que, em ambas as partes, mais na segunda, a técnica foi um pouco vacilante, com erros de pontuação e acentuação. Anotei os problemas abaixo:

    ▪ Não sei como é *vírgula* não. Você poderia me explicar? – Perguntei e tirei outro cigarro do maço, porém sem acende-lo (acendê-lo).
    ▪ Eu não sinto isso *vírgula* não
    ▪ Não sabe mesmo *vírgula* detetive?
    ▪ não podia prova-los (prová-los)
    ▪ Já chegamos na igreja *ponto* – Disse
    ▪ Isso *vírgula* detetive!
    ▪ tem preguiça de resolve-los (resolvê-los)
    ▪ saia (saía) em direção ao meu encalço. Eu sentia a adrenalina e adora (adorava)
    ▪ Cala a boca *vírgula* porra
    ▪ É triste *vírgula* detetive
    ▪ Não existe um hospital decente para atende-la (atendê-la)
    ▪ quis leva-la (levá-la) para algum pronto socorro

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o crime é criativo. A solução, nem tanto.

    👥 Dupla (⭐⭐): por mais que eu ache que o primeiro autor tivesse uma solução diferente, acredito que o segundo respeitou a história criada e o protagonista.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o momento final é interessante, quando o assassino coloca o detetive em cheque. O crime original, porém, acabou ficando com uma solução um pouco insatisfatória.

  16. Simoni Dário
    16 de agosto de 2016

    Olá
    Um o’timo texto policial que prende a curiosidade por tratar-se de uma investigação, deixando a leitura muito fluida. O que ocorreu comigo durante a leitura da primeira parte é que tantos detalhes narrados parece que ficam melhores com imagens, como num filme do tipo Tropa de Elite, onde o capitão Nascimento narra em alguns momentos e a imagem vai sendo cúmplice da narrativa. Isso é o que posso dizer que me cansou um pouco, sem tirar o mérito do autor na brilhante narrativa. O conto inicial está melhor escrito, mas o complementar entrou muito bem, apenas, na minha opinião, perdeu a mão com esse final, que ficou fácil e previsível. Quase não percebi a troca de autores, mérito para o autor complementar.
    Um bom conto, parabéns para a dupla.
    Abraço

  17. Danilo Pereira
    15 de agosto de 2016

    o Conto segue a linha do suspense e mistério. Envolve uma sensação de hesitação diante dos desdobramentos dos eventos que seguem. O conto até certo ponto quebra a nossa primeira análise diante do personagem Dauton. Achamos ele no início um sujeito de pensamento e ações fechadas. Entretanto vemos o seu desdobramento em raciocínio no decorrer do conto. Me fez lembrar até mesmo o detetive Dupin do conto “A carta Roubada” de Edgar Allan Poe. O conto desperta uma sensação de profunda inquietação ante o desconhecimento das consequências dos fatos. A sua continuidade seguiu o mesmo ritmo, não enfraquecendo a história. NOTA:9

  18. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vão? Vamos ao conto! Gostei bastante da primeira metade do conto: uma história policial bem típica com um crime a ser desvendado. Não sei quando entrou o segundo autor, mas sei que ele fez um estrago… Primeiro, logo se torna óbvio demais que é o assassino, é claro que não podia ser outro. Sabendo-se que esse mistério foi resolvido tão facilmente, restava saber qual seria a surpresa adicional, a do desfecho. Só que não houve nenhuma! O assassino faz um blefe, tudo acaba e pronto. Que final sem graça! Eu esperava mais alguma coisa. Achei até interessante isso de “A localização do antídoto está em um pen-drive dentro de mim”. Então o endereço de onde estava o antídoto estaria em um arquivo no pen drive? Não devia ter sido um blefe, a busca do antídoto seria um desdobramento interessante, poderia terminar num final aberto, ele achando o o antídoto e descobrindo que era falso, ou terminar com o detetive ainda buscando o que o salvará da morte. Como está, ficou um final sem graça. De qualquer forma, valeu pela excelente primeira metade, foi bom ler um conto noir, gosto muito do gênero. Desejo para vocês muito Boa Sorte!

  19. Evandro Furtado
    15 de agosto de 2016

    Complemento: mesmo nível

    Senti um texto fraco no geral. O conto jogou com alguns clichês de histórias policiais mas não conseguiu convencer. Nenhum dos autores desenvolveu uma trama que, de fato, pudesse atrair o leitor. A resolução do problema também me pareceu um tanto sem efeito, talvez porque o próprio problema não tenha convencido.

  20. Rubem Cabral
    15 de agosto de 2016

    Olá, Dauton.

    Cara, uma pena! A primeira metade do texto é ótima: bem-escrita, explorando bem os clichês das histórias policias. Infelizmente, o segundo autor errou um bocado: há montes de acentos faltando, alguns erros de concordância e tal.

    A ideia de um serial-killer que fica desanimado com a falta de empenho dos investigadores não é má. Mas a solução final, com pendrive no estômago e tudo mais, não me agradou.

    Nota: 7.0

  21. Pedro Luna
    14 de agosto de 2016

    Olha, no geral o conto é bacana. As duas partes são bem escritas. Ele é fácil de ler, tem uma trama que deixa o leitor preso. Os destaques negativos ficaram para as soluções no fim. O fato do policial ficar desconfiado com os símbolos religiosos no carro do padre não me soou algo concreto o bastante para despertar essa sensação de algo errado. O motivo do padre se entregar também ficou meio assim. O lance do Pen Drive na barriga foi totalmente jogos mortais e destoou. Acho sim que perdeu força no fim. Mas era realmente uma difícil tarefa, tendo em vista que é uma trama policial que no início apresenta um interessante cenário de crime. O segundo autor teve que se virar para solucionar a situação, mas acho que no geral, ele fez o que pôde e não ficou ruim.

  22. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: clássico conto policial, bem revisado e, embora razoavelmente previsível, soube manter a atenção cativa.
    Criatividade: a ideia do detetive perseguindo o serial killer que está debaixo do seu nariz é comum, assim como estética escolhida (suspense em detrimento do humor ou da poesia).
    Unidade: acho que o coautor – ao contrário do detetive Dauton – soube aproveitar a atmosfera proposta e adivinhar a continuação e o primeiro criador esperava. Sua única falha, se foi uma falha, foi deixar de usar o Dauton com “u”.
    Parabéns e boa sorte.

  23. apolorockstar
    11 de agosto de 2016

    o conto tem um suspense legal, a trama policial é sempre envolvente, e o final é inesperado. o conto podia ser muito melhor explorado, ainda é muito parado, com alguns furos na história (se era uma cidade tão pequena como o principal não sabia quem era o padre pedro?), no entanto o que ficou mesmo é que teve um tema, um final e um começo excelente porem esperava mais do desenvolvimento

  24. A primeira parte do conto, conduzida ao estilo “Noir”, é bem estruturada, dando para perceber a amargura do narrador e sua insatisfação dentro de seu universo.

    O segundo escritor seguiu pelo mesmo caminho, introduzindo novas nuances e apontando mais para uma espécie de “triller”.

    O resultado final é bom. Ambas as partes foram escritas com talento.

    Parabéns à dupla.

  25. Thomás Bertozzi
    9 de agosto de 2016

    Muito bom o conto. Movimentado. Gostei.
    É meio clichê, com essa coisa do assassino/psicopata/gênio do crime se revelar no final, mas compensa.

    Uma coisa que achei positiva é o fato de não notar a “passagem” de um autor para o outro (eu, pelo menos, não percebi). A leitura vai fluida do início ao fim.

  26. angst447
    9 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)
    T – O título chama a atenção e desperta o interesse pelo enredo.
    R – Alguns poucos lapsos de revisão encontrados:
    Andamos em direção da igreja > andamos em direção à igreja
    Aonde estão > Onde estão
    Dalton > Dauton (no caso do personagem)
    para atende-la > para atendê-la
    quis leva-la > quis levá-la
    a formigar de vontade para puxar a arma. > a formigar com vontade de puxar a arma
    E – Não houve conflito de estilos na continuação deste conto. O segundo autor pareceu estar à vontade com o tema desenvolvido. Considero cumprido o objetivo do desafio.
    T – A trama toda se baseia em um caso policial – as noivas assassinadas (camufladas como suicidas). Os elementos de suspense, ritmo de investigação e muitos diálogos apresentaram bom resultado. No entanto, o desfecho do crime não me pareceu muito plausível, como se deixasse pontas soltas. Pode ter sido uma impressão errônea, mas foi o que me pareceu.
    A – A leitura flui bem com os diálogos agilizando o ritmo imposto pela narrativa. Claro que se espera descobrir o autor do crime e por isso, o tom de suspense cai muito bem. O final não foi tão bom quanto eu esperava, faltou algo para me fazer dizer – caramba! – Mas de um modo geral, o conto está bem escrito e segue a linha policial que sempre prende a atenção do leitor.
    🙂

  27. Jowilton Amaral da Costa
    8 de agosto de 2016

    Achei o conto policial médio. A primeira parte caracteriza bem o Dauton. Policial mal-humorado, truculento e já de saco cheio da profissão. Atributos clássicos de um investigador em contos noir. A segunda parte começa bem, no entanto, depois de poucas linhas já dá pra desconfiar que o tal do Uilian era o assassino. O desfecho não ficou muito bom, na minha opinião. Pareceu-me que tudo foi resolvido muito rapidamente e fácil demais, sem nenhum clímax. A segunda parte tem alguns errinhos bem perceptíveis, coisa que não percebi na primeira, além de grafar o Dauton com L e não com U. Não sei se foi proposital. se foi, não entendi o porquê. Mas, isso não é muito relevante, e sim a trama que poderia ter sido mais complexa, na minha opinião, claro. Boa sorte

  28. Amanda Gomez
    8 de agosto de 2016

    Olá autores!

    Poxa, terminei de ler o conto, sem ao menos perceber onde começava continuação. Nem notei muita diferença entre as escritas. A dupla ficou bem sincronizada, me pergunto agora se quem iniciou, tinha algo parecido em mente, pois pareceu bastante natural.

    Em um conto de investigação, acho complicado sair de alguns clichês nesse gênero, precisa ter bastante cuidado para não ter sempre o mesmo perfil de personagens. No caso, acho que não conseguiram muito, parecia tudo muito previsível. Não houve um mistério a ser resolvido, já depois de alguns diálogos de Uilliam, estava claro que era ele o assassino.

    O plano de fundo, das noivas suicidas me pareceu uma ideia bem interessante, focar na história dessas mulheres, talvez, teria dado um Up a mais na história. Mas a conversa interminável dos únicos personagens da trama, foi um tanto entediante, visto que o mistério não foi bem guardado.

    O assassino, tal como o investigador, não causou e mim empatia, infelizmente.

    O final, foi um tanto abrupto, sem emoção. Uma resolução muito fácil. Acho que o ponto baixo do conto, é a falta de originalidade. Não temos surpresas ou reviravoltas, que um conto investigativo pede. O positivo, é que é bem escrito, com boas descrições e diálogos.

    No mais, parabéns a dupla por terem conseguido seguir no desafio, não foi fácil.

    Obs: Gostei do nome do conto.

    Parabéns!

  29. Marco Aurélio Saraiva
    8 de agosto de 2016

    O conto ia muito bem! Até o clímax um tanto nonsense. Iniciou lento e interessante, com o encontro no escritório do delegado, conversas regadas a cigarros e uma narrativa minuciosa, preocupada na imersão do leitor. Depois (e eu não sei a partir de que ponto o segundo escritor entrou em cena), a narrativa perde o rumo. O delegado, primeiramente tranquilo e pensativo, repentinamente está com a mão coçando para sacar a arma. A narrativa antes cheia de mistério repentinamente deixa claro quem é o assassino. Uma trama um tanto complexa termina revelada à moda Jogos Mortais (sério, um pendrive dentro do cara? Nada a ver com o enredo misterioso do conto) e um pouco de Seven, quando o assassino tenta forçar o delegado a cometer um crime.

    A trama toda é muito interessante. Mesmo o segundo autor, apesar do clímax pouco condizente com o resto da trama, consegue manter, no início, a narrativa coesa e cheia de suspense. Foi uma pena desandar no final.

    De qualquer forma, uma boa leitura!

    PS: Que cena inicial maneira ! O autor estava inspirado! Rs

  30. Brian Oliveira Lancaster
    8 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Vale das Noivas Suicidas (Senhor Dauton)
    CA: Clima interessante, com certo ar de anos 60. A atmosfera de detetive, com um caso abrindo a história, cativa. – 8,5
    MAR: O desenvolvimento é tranquilo, e mantém o suspense até o final. Contar a história anterior por partes também foi uma saída acertada. Não quebrou o clima policial do conto. – 8,5
    GO: Consegue manter a curiosidade por um bom tempo, mas achei o mote da trama meio fraco. A atmosfera pede coisas mais clichês, mesmo assim, o autor(a) poderia ter ousado um pouquinho mais. Os diálogos em pensamento foram a melhor parte. – 8,5
    [8,5]

    JUN: Um desenvolvimento bem consistente com a premissa apresentada na parte anterior. As personalidades foram mantidas e o jogo “detetive” bem representado. Quando ele disse que ninguém o havia informado sobre uma nova ajuda, já comecei a sacar a trama. Mesmo assim, foi uma quase-surpresa interessante. – 8,0
    I: O texto se desenvolve bem. Tem alguns errinhos nas partes finais, mas que não chegam a atrapalhar o contexto. Contos policiais são raros por aqui e este, no geral, está bem escrito e envolvente. – 8,5
    OR: O próprio texto fala em clichês. E aqui não havia muito que se fazer. Conseguiu manter bem o suspense até próximo ao final, mas seria interessante inverter os papeis, com o próprio protagonista sendo culpado ou algo assim. – 8,0
    [8,1]

    Final: 8,3

  31. Anorkinda Neide
    8 de agosto de 2016

    Comentário primeira fase:
    Um bom conto. Os personagens detetives empolgam, cada um com suas peculiaridades. Fiquei intrigada com as suspeitas e os suspeitos, espero que na continuação tudo seja elucidado.
    .
    Comentário segunda fase:
    Até gostei da reviravolta. O policial q seguia meio burro, ficou esperto. O detetive virou padre! haha Só faltou mesmo a motivação dos crimes, eu acho, não captei.
    Mas está bom. vc está de parabéns, autor.
    .
    União dos textos:
    Acho que ficou bem visível a divisão das partes, dos autores, mas isso não deixou a peteca cair. O conto teve uma reviravolta e até um certo humor ao final. Eu gostei do todo. Boa sorte aos autores. Abração

  32. Davenir Viganon
    7 de agosto de 2016

    Olá. Gostei mais dos personagens e dos diálogos do que da estória em si. Acho que ficou muito bom para uma estória em que os dois autores não puderam se comunicar. O continuador conseguiu manter o personagem bem fiel ao primeiro, isso não significa que o continuador perca personalidade ou coisa parecida, na verdade mostra que ele é antes de mais nada um bom leitor e nesse desafio exigiu de nossa habilidade em ler muito mais do que nos outros desafios. Eu já tenho afinidade com o estilo policial, apesar de não ter lido muito do gênero e isso vai acabar ajudando na avaliação. Gostei do resultado. Parabéns aos dois.

  33. Matheus Pacheco
    7 de agosto de 2016

    A motivação do Padre para matar todas aquelas mulheres foi para fisgar o detetive novamente para o interesse dos crimes?
    Eu achei a reviravolta final do Padre que se passou por detetive sensacional, e como eu peguntei, eu não gostei muito da motivação.
    Abração Amigos

  34. Andreza Araujo
    3 de agosto de 2016

    Olá, amigo(a). Eu sou a autora da primeira parte! E gostaria de te parabenizar pelo excelente trabalho que fizeste aqui. Eu fiquei realmente impressionada com a sua capacidade de manter a personalidade do detetive. A cena do volante quase encostando no umbigo foi hilária, a parte do filho cabeçudo também!

    Adorei os detalhes, deram veracidade ao conto e também ao personagem, afinal, ele era mesmo curioso e reparava em tudo. Inclusive, achei muito inteligente o modo como você foi adicionando aos poucos as dicas para que a gente montasse o quebra-cabeças e percebesse que Uillian na verdade era o padre. Aliás, eu não escrevi pensando num final. Mesmo assim confesso que me surpreendeu, porque na minha cabeça o detetive era mesmo um detetive e o padre seria uma outra pessoa.

    Como nem tudo são flores, acho que você cometeu uma gafe ao escrever corretamente o nome do detetive, pois o nome dele era errado de propósito, Dauton, com u! Até chamei a atenção sobre isso no início do texto, e também é ele quem assina a autoria do conto. E também escreveu Uillian diferente kkk Claro que isso é só um detalhe de revisão 😉
    Outra coisa, velocidade é em km/h, não km. Hahahah

    Fiquei realmente muito satisfeita com o resultado, espero que os demais amigos gostem do nosso conto. Muito obrigada por termina a história, eu certamente não faria melhor.
    Abraços!

    • Wesley Nunes
      22 de agosto de 2016

      Fiquei morrendo de medo e achei que você odiaria a continuação. Fico feliz em saber que vocês gostou. A parte do volante eu pensei em tirar rsrsrsrs.
      Comentei nesse mesmo post a minha experiência em dar continuação ao seu conto e vou informa-la a vocês

      Decidi não adotar o tom poético (usado em alguns trechos) em meu texto e sim um tom mais seco e direto. Em minha concepção ele combinava melhor com o personagem Dauton. Falando a respeito do personagem, gostei dessa personalidade irritada que se questiona e parece estar no fundo do poço.

      Devo agradecer ao autor, pois deixou uma base sólida para ser continuada e um mistério que tinha muito potencial. O que mais me chamou a atenção foi o olhar atendo de Dauton, demonstrado nas belas descrições do autor.

      Gostei da maneira que Uilliam foi construído e resolvi aproveitar as suspeitas do personagem principal para complementar o conto.

      Peço perdão por ter escrito Dalton com L e não com U. Somente na hora de comentar sobre os desafios é que percebi este erro. Também devo desculpas aos meus escorregões gramáticas.

      Não sei se a sua ideia era transformar Uilliam no padre Pedro. Tentei focar a trama com a questão do jogar. A respeito do assassino das noivas, pensei que se fosse outro e não o Uilliam, teria que desenvolver a personalidade de outro personagem e o conto poderia ter o enredo muito condensado.
      Fiquei satisfeito com o meu desempenho, mais até do que no conto a qual iniciei.

      Espero não ter estragado a sua obra e gostaria da saber a sua opinião sobre a minha continuação.

      Responder

  35. Olisomar pires
    2 de agosto de 2016

    A primeira parte tem um um estilo mais elegante, para meu gosto. Porem, o complemento é mais dinamico. Achei um pouco forçado o assassino se entregar assim , do nada. Criatividade em alta, mas o enredo nao me convenceu. O conto é bom ao nivel de um exercicio literario.

  36. Fabio Baptista
    1 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Vale das Noivas Suicidas

    TÉCNICA: * * *

    Aqui houve uma disparidade grande.
    A primeira parte, bem narrada e construída, embora com excesso de rebuscamento no começo, e a segunda parte, tentando emular a primeira, sem muito sucesso, além de apresentar diversos erros de revisão:

    – tilintando-o vez ou outra
    >>> acho que ficaria melhor: “fazendo-o tilintar”

    – Então detetive, Dalton
    >>> Então, detetive Dauton
    (aqui notamos que o segundo autor não teve cuidado com os detalhes… os dois nomes eram com U)

    – olhado para *a* mim
    – debaixo de uma *a* lâmpada
    >>> sobrou um “a”

    – acende-lo
    >>> acendê-lo

    – Eu não sinto isso não
    >>> Eu não sinto isso, não

    – obvias
    >>> óbvias

    – falava de mais
    >>> demais

    – Eles possuem uma obsessão em se mostrar inteligente
    >>> erro de concordância na frase

    – A desconfiança era melhor do que café para me deixar atento
    >>> essa frase foi boa!

    – Eu sentia a adrenalina e adora
    >>> adorava

    ATENÇÃO: * * *
    Mesma coisa da técnica, decaiu na segunda parte ao conduzir a trama para uma resolução fácil e previsível.

    TRAMA: * * *
    Infelizmente a trama foi conduzida para uma solução óbvia e o policial se tornou somente um bobão boca suja no meio do caminho.
    Teve até certa tensão ali no final, com o clássico “você sabe que sou eu, mas não pode provar”, mas não foi o suficiente para salvar.

    UNIDADE: * * *
    O segundo autor tentou manter a mesma pegada, o que é um ponto positivo.
    Mas, infelizmente, a transição foi bem perceptível.

    NOTA FINAL: 6

  37. Gilson Raimundo
    31 de julho de 2016

    Dauton com u era a premissa criada pelo primeiro autor, mas não me apego a isto, a história é boa, o primeiro autor elabora muito bem o perfil do delegado frustrado de uma delegaciazinha de nada, méritos a ele pois até enxerguei um sujeito barrigudo metido a dono do mundo, agora o padre ser o criminoso fica bacana, todo maluco tem seu motivo, além do show o que mais o padre queria, o segundo autor manteve uma pegada parecida mas não seguiu as dicas do seu predecessor, ao meu ver escorregou um pouco… foi muito fácil o fim do conto, não teve conflito, seria melhor se o padre fizesse uma coletiva de imprensa e se entregar… ficou falho a segunda parte…

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Publicado às 13 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .