EntreContos

Literatura que desafia.

Enviei para você (Davenir Viganon e Pedro Luna)

Imagem Enviei para você

Mensagens recebidas

(B.F.Weller)

Olá!

Gostaria de te convidar para conhecer a página do meu livro “O Anjo da Vida”. É um romance e eu acho que você vai gostar. É o primeiro de uma trilogia que vai sair em breve.

10:34 24 Jan

 

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(B.F.Weller)

Olá!

Gostaria de te convidar para conhecer a página do meu livro “O Anjo da Vida”, que é o primeiro de uma trilogia que vai sair em breve.

https://www.facebook.com/O-Anjo-da-Vida-2111418521451909/

13:04 12 Mar

 

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(B.F.Weller)

Olá!

Fiz um blog sobre o meu livro e gostaria de te convidar para dar conhecê-lo. “O Anjo da Vida”, que é o primeiro de uma trilogia que será lançado no próximo mês.

https://www.trilogiaoanjodavida.blogspot.com.br

7:04 27 Mar

 

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(B.F.Weller)

Olá!

Vi no seu perfil, aqui no face, que você gosta de livros de ficção e romance, uma mistura de Jojo Moyes com Game of Thrones e como eu vi que você gosta dos dois. Então, me chamo B. F. Weller e acabei de lançar o livro: “O Anjo da Vida”. É o primeiro de uma trilogia, um livro que fala sobre uma jornada de autoconhecimento, com romance, fantasia, aventura. É sobre a vida sabe, o universo e tem lições sobre grandes questões que afligem a humanidade. Se você se interessa sobre esses assuntos eu gostaria de te presentear com um exemplar novo e autografado do meu livro e um marcador de página que vem junto também. Se tu se interessou me manda seu endereço com CEP e tudo direitinho que eu mando um exemplar para você.

Aguardo tua resposta.

Tudo de bom para você 🙂

18:34 2 Jun

 

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(B.F.Weller)

Olá!

Meu nome é B. F. Welber. Sou o autor do livro “O Anjo da Vida” e gostaria de te avisar que eu já enviei o exemplar do meu livro “O Anjo da Vida” para o endereço que você me deu. Espero que você leia e aprecie meu trabalho. Sabe que é difícil para um autor nacional ser reconhecido no mercado literário. O Brasil é um país que não valoriza os seus novos talentos. Se não for incômodo, poderia me avisar quando receber o seu exemplar de “O Anjo da Vida” e se veio tudo direitinho conforme eu mandei? Acho que uma foto sua segurando o exemplar de “O Anjo da Vida” seria muito bom para colocar no blog que fiz para o livro.

Esse é o número do rastreio: AA123456789BR

Esse é o meu blog: http://www.trilogiaoanjodavida.blogspot.com.br

12:34 4 Jun

 

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(B.F.Weller)

Olá

Desculpe incomodar você novamente mas eu gostaria de saber se o livro “O Anjo da Vida” que mandei para você já chegou.

2:34 15 Jun

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(B.F.Weller)

Olá.

Desculpe incomodá-la novamente. Tentei entrar em contato com alguma de suas amigas, a Millene, para avisá-la do livro que eu te enviei. Se te incomodo com mais uma mensagem é porque eu já tinha enviado o livro “O Anjo da Vida”, para o endereço que você me deu e não tive nenhum retorno seu. Só te peço ao menos que me confirme que recebeu, pois o endereço de rastreio me confirmou o recebimento.

2:34 15 Jun

 

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(B.F.Weller)

Oi.

Eu não sei porque sua amiga foi tão ríspida comigo. Apenas queria entrar em contado com você para ter algum retorno do meu livro que te presenteei com tanta gentileza já que você não se deu nem ao trabalho de responder as minhas mensagens. Eu só queria receber um feedback do meu trabalho.

11:43 15 Jun

 

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(B.F.Weller)

Finalmente você visualizou minhas mensagens, mas acho que já sei porque você não responde.

21:01 15 Jun

 

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(B.F.Weller)

É uma pena eu ter descoberto que você recebeu meu livro “O Anjo da Vida” pelo grupo “Escritores ajudando escritores”. Sabe, não havia necessidade alguma daquele textão ridículo da tua amiga, a Milene, tentando me denunciar e caluniar. Vim pra te falar que não assediei a sua amiga. Só pedi um favor para ela e ela foi extremamente estúpida comigo. Acho que você deveria esclarecer para ela que eu só queria te enviar um livro e que eu não fiquei procurando seu endereço nem pedir as coisas que ela disse na “denúncia”. Talvez ela tenha problemas psicológicos pois ela também está lançando um livro e sabe como é, acho que ela não sabe aceitar muito bem a concorrência.

21:05 15 Jun

 

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(B.F.Weller)

Quer saber, a Milene deve estar querendo fazer publicidade com meu nome. Você deveria rever as suas amizades porque vocês mulheres são assim: ficam de beijinhos e elogios na frente mas pelas costas ficam falando mal. É uma pena ela ter envolvido você nessa confusão toda. Como fui expulso do grupo, não tenho como me defender, nem me explicar. Só quero que você esclareça tudo.

21:04 15 Jun

 

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(B.F.Weller)

Quando você vai responder? É muita falta de educação da tua parte, sabia. Você sabe o quão sacrificante é escrever um livro nesse país que não valoriza a cultura e a leitura? Acho que a tua capacidade de compreensão do texto é muito prejudicado pelas porcarias que eu sei que você lê. Eu vi aquelas porcarias que você lê lá no Goodreads. Eu vi também os comentários caluniosos que você deixou no meu livro no Goodreads. Você não tem o direito de ir lá e marcar uma estrela. Tem muita gente que leu meu livro e adorou, mas elas não foram lá marcar no Goodreads. Então você que não deve ter lido direito, talvez porque te falte capacidade de entender o que eu escrevi, foi lá me dar nota baixa. Uma pessoa superficial que nem você só pode ter julgado meu livro pela capa!

Você foi lá dizer que o anjo Gabriel, meu protagonista, é um “homofóbico” como você diz, ele apenas não entende como funciona nossa sociedade e ele acabou se identificando com os amigos dele. Na sua imensa ignorância e mediocridade não percebeu que é um livro sobre a vida e a cena em que ele arranca os dedos de Helena, depois esfola ela viva é só uma parte da história. É uma trilogia, sabe? Tem certas coisas que serão explicadas nos próximos livros. Aposto que foi a quela sua amiga, a safada a Milene. Ela que te encheu a cabeça, porque você pode esclarecer tudo e não faz nada. Eu só quero que você faça ela pedir desculpas.

1:01 16 Jun

 

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(B.F.Weller)

Eu não tenho nada a ver com o sumiço de sua amiga. Aliás não sei da onde você chama ela de amiga. Vocês nem moram na mesma cidade. Nem saem juntas, só ficam conversando nas redes sociais. Não tem porque você ficar defendendo ela. Eu te dei um livro meu para você ler, sem te cobrar nada por isso e é assim que você me retribui? Acho que você não deveria ficar espalhando coisinhas no Facebook sobre mim. Eu não sei porque você não responde por aqui. Você não tem caráter para me dizer as coisas diretamente? Fica apenas falando nos posts do teu perfil pra ganhar curtida dos teus amigos. Você só quer se aparecer, isso sim. Você e sua “amiga” são iguaizinhas. Se merecem.

3:54 22 Jun

 

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(B.F.Weller)

Vamos resolver isso eu só quero um pedido público de desculpas. Você me deve isso!

3:59 22 Jun

 

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(Bernardo Farias)

Você ter me excluído foi a confirmação de que eu precisava. Você e sua amiguinha vagabunda são iguais. Toma cuidado.

7:41 22 Jun

Para Bernardo/ B.F.Weller

21 de janeiro

Olá, Bernardo. Ou prefere ser chamado de B.F.Weller? É só você dizer qual nome você prefere, pois eu te chamarei do que você quiser. Mas eu gosto de Bernardo. Já tive três namorados com esse nome. Apesar de que eu realmente acho que no seu caso, o nome não tem muita importância. Li sobre o seu caso no jornal, e quando vi sua foto, eu me apaixonei de cara. Só depois fui saber qual era o seu nome. Acho que você pode imaginar o sorriso que eu dei quando descobri. Às vezes acho que é o destino, ou pode ser apenas sorte. Todos os Bernardos que eu namorei foram ótimos namorados, e eu tenho certeza que você não fica atrás. Bernardo, eu sou tão apaixonada por você. Vou me descrever: tenho 1,62 de altura, 27 anos, sou branca, magra, olhos pretos, meus cabelos são compridos e bem negros, e minhas mãos são pequenas. Você gosta de mãos pequenas? O que achou do meu perfil? Eu realmente acho que formaríamos um belo casal. É uma pena você estar preso, mas eu não me importo com isso. Já li sobre mulheres que se casam com presos. É possível. Com cerimônia religiosa e tudo. Eu estou tão feliz por ter criado coragem de escrever essa carta, Bernardo. Espero que eu tenha a mesma coragem para enviá-la. Ha-ha-ha. Enfim, eu acho que é muito cedo para nós assumirmos alguma coisa, mas queria que você soubesse que tem uma mulher aqui fora que te ama muito. E quanto ao seu crime, pode ficar tranquilo que eu entendo perfeitamente as suas motivações. Sei como é quando desdenham da gente e nos culpam por algo que não fizemos. Aquela menina mereceu.

Ps. O que achou da minha foto?

Aguardo a sua resposta.

Luana.

 

Dia 28 de janeiro

Olá, Bernardo. Eu ia esperar a sua resposta, mas estou tão ansiosa que decidi escrever logo outra carta. É que eu li o seu livro, “O Anjo da Vida”. Nossa, ele é tão perfeito. Muito, muito bom mesmo. Faz a gente repensar a nossa vida. Eu, pelo menos, repensei a minha. O Gabriel é um personagem muito forte e dúbio, tinha horas que eu o amava e horas que eu o detestava. Achei o livro um pouco triste, também. Chorei em algumas partes, mas eu sou meio chorona mesmo. Ha-Ha-Ha. Eu gostei bastante e acho que você tem muito talento como escritor. Tenho certeza que quando você sair daí, vai ser um escritor de sucesso. Bernardo, eu fico com um pouco de vergonha de escrever isso, mas eu fiquei ainda mais apaixonada por você. Queria tanto te ver. Temos tanto em comum e você nem sabe. Eu escrevo também. Não tão bem como você, é claro, mas desde criança eu escrevo diários. Tenho vários. Vou usá-los para escrever a minha biografia um dia. Ha-Ha. Ou melhor, quem sabe você não a escreve? 

Luana

 

Dia 13 de fevereiro

Oi, Bernardo. Nenhuma resposta sua. O que houve? Não gostou de mim? Prefere que eu não te escreva?

Luana

 

Dia 25 de fevereiro.

Oi, Bernardo. Confirmei com os correios e também na penitenciária, que as minhas cartas foram entregues. Se você as recebeu, por que não as responde? O problema sou eu? Ou será que você já tem outra? Pelo que li, você não tinha namorada aqui fora, e isso me encorajou a enviar a primeira carta, mas quem sabe havia alguém? Se for isso, basta me dizer. Não vai ser a primeira vez que eu serei dispensada. Sei bem como é. Mas se estiver apenas com receio, peço que me dê uma chance. Saiba que já li o seu livro quatro vezes, e queria tanto ouvir da sua boca a continuação da história. Quero te visitar. Basta você responder que sim.

Luana

 

Dia 08 de março.

Ontem eu não conseguia dormir e me levantei para escrever. Sempre gostei de escrever durante a madrugada, pois de dia é muito barulhento. Os meus irmãos menores choram e bagunçam o tempo inteiro e a noite o meu pai sempre fica bebendo e escutando brega. Às vezes eu fico sem saco e saio para dar uma volta pelo bairro. Bernardo, eu não aguento mais ficar sem respostas. Juro que se você não responder essa carta, eu não irei escrever novamente. Por isso eu vou contar o que houve ontem, e espero que você perceba como eu estou louca por você. Eu decidi escrever sobre nós dois. Como seria a nossa primeira vez. Você aparecia aqui em casa de surpresa, e eu estava sozinha. Eu te convidava para entrar e te preparava alguma comida (eu sou ótima na cozinha), e enquanto você comia, nós conversávamos sobre os seus livros e então, de repente, você se levantava e me jogava na parede e nós nos beijávamos com raiva e saudade. Suas mãos tomavam o meu corpo, Bernardo, e logo estávamos no meu quarto, onde você me despia com ferocidade, rasgando as minhas roupas. Eu nem respirava. Fui jogada na cama e quando você veio eu fechei os olhos. Tinha medo de abri-los e não te ver ali, e tudo ter sido uma grande ilusão. Mas com eles fechados, eu apenas pude sentir o quão grande e forte você era. Bernardo, nessa hora eu parei de escrever e fui para a cama. Estava tão molhada. Queria que você estivesse aqui para ser o meu homem. Precisei me resolver sozinha, mas sempre pensando em ti. No fim, eu dormi, e quando acordei hoje, estava tão deprimida que precisei escrever essa carta. Diga se me quer ou não, para eu saber se posso continuar a ter esses pensamentos bobos.

Ps. Preciso confessar. Quando li que você estrangulou aquela mocréia, fiquei com muito tesão.

Luana

 

Dia 27 de março.

Tudo bem. Já percebi que você não está nem aí para mim. Mas sabe de uma coisa? Dessa vez eu não irei desistir. Já fui desprezada antes e apenas abaixei a cabeça. Nunca mais farei isso novamente. Você será meu.

Luana

 

Dia 28 de março.

O que eu posso fazer para você gostar de mim?

Luana

 

 

Dia 30 de março.

Oi, Bernardo. Ontem eu entrei naquele grupo “Escritores ajudando escritores”, que havia sido mencionado na matéria que saiu na revista, sobre o caso da Milene. Fiquei furiosa quando vi que eles falam muito sobre você. Queria que você pudesse ver. É tanta mentira e falsidade naquele grupo. Falam mau do seu livro, como se todos ali fossem grandes escritores. Na verdade, o grupo é uma piada. Fico doente quando vejo que todo dia alguém pergunta se é preciso fazer faculdade de letras para ser escritor, e outras bobagens desse tipo. Fiquei com vontade de sair, mas achei melhor ficar. Vou ser a sua espiã dentro do grupo, fazer algumas amizades, Ha-Ha. Pode deixar que eu vou anotar o nome de cada puta ou idiota que degrenir a sua imagem.

Você não quer falar comigo, mas eu vou escrever assim mesmo.

Luana

 

Dia 10 de abril

Não estou nada bem. Estava tão irritada que a minha mãe percebeu. Bernardo, eu contei a ela sobre nós. E como eu já esperava, ela surtou. Minha mãe nunca me entende. Falou horrores sobre você, como se ela te conhecesse bem. Aquela vaca. Se ela soubesse mesmo como você é, não teria dado o escândalo que deu. O clima está péssimo. Queria tanto te ver. Se eu também matar alguém, posso ficar presa aí com você? Ha-ha.

Luana

 

Dia 19 de abril.

Você nunca mais vai ter notícias minhas.

Luana

 

Dia 25 de abril.

A minha lista está enorme. Mas tem uma tal de Adriana Gabeira, que eu vou te contar. Invejosa e sem talento, pois sei que ela nunca vai conseguir escrever algo tão bom como o Anjo da Vida. Até criei um perfil fake para esculhambar com ela, mas ela não responde. O pessoal do grupo está combinando de fazer um encontro de escritores. Eu faço é rir. Na verdade, ninguém ali lê o texto do outro. Estão sempre apontando o dedo e criticando, vomitando regras. Que ódio! Eu comento aqui e acolá, respondo quando me citam, e sempre fazendo de conta que concordo com as besteiras que eles falam. Bando de urubus. Não vou para esse encontro nem morta. Se alguém abrisse a boca para falar mau de você, meu amor, eu juro que voaria em seu pescoço e o arrancaria a dentadas.

Luana

 

Dia 28 de abril.

Está tudo uma grande merda. Até uma entrevista de emprego a minha mãe me arrumou e adivinha? Não passei. Acho que nunca consegui ficar com ninguém porque sou um fracasso. Se pelo menos você me respondesse, meu amor.

Luana

 

Dia 2 de maio.

Oi, Bernardo. Eu sei que você não está nem aí para mim, mas eu simplesmente não posso mais deixar que aquele bando de urubus continue falando mau de você. Eles não passam de gado, manipulados pela mídia. Falam daquela Milene e da amiga dela, como se realmente estivessem com pena. Mentira. São urubus que adoram revirar uma carniça. Eles não te conhecem, e nem sei se chegaram mesmo a ler o seu livro. Mas não se preocupe, eu vou cuidar deles. Mesmo que você não mereça, eu vou te ajudar. Eu decidi ir ao encontro. Aquele que te falei. Vai ser na casa de um cara do grupo, um que não escreve porra nenhuma (já li o blog dele), mas que põe writer no sobrenome do perfil do facebook (sei que você vai rir). Cada pessoa vai levar um prato, e eu me ofereci para levar um bolo. É a minha especialidade, a primeira coisa que eu aprendi a fazer na cozinha. Bernardo, eu vou encher esse bolo com chumbinho. O meu pai às vezes põe chumbinho em umas iscas para uns gatos que quebram as telhas aqui de casa, e eu sei onde ele guarda. Anda tão bêbado que nem vai sentir falta. Vou envenenar o bolo e vou fazer todo mundo que for ao encontro comer. Ah, eu estou rezando para que a Adriana vá também. O primeiro pedaço vai ser para ela. Ha-Ha. Eu estou fazendo isso por você, mas também por mim. Na verdade, acho que é a única coisa que eu vou fazer de bom na minha vida. O mundo não precisa de gente falsa, enquanto as pessoas inteligentes como você ficam mofando na prisão e sofrendo injúrias. Ah, Bernardo. Eu tenho certeza que nós seríamos tão felizes juntos. Por que as coisas não são como nós queremos?

Seja como for, nunca mais vou te escrever novamente.

Talvez eu coma um pedaço desse bolo.

 : (

 

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39 comentários em “Enviei para você (Davenir Viganon e Pedro Luna)

  1. mariasantino1
    20 de agosto de 2016

    Oi, autores!

    Hey, esses dois se merecem, hã?

    Então, quero parabenizar o primeiro autor, porque simplesmente me deixou aflita com essa insistência toda. Acho que o conto ganha pontos por mostrar a psique do personagem principal, porém perde porque o segundo autor, ao inserir um novo personagem, acaba abordando os mesmos elementos que já tinham funcionado com o primeiro autor. Dessa forma o texto acaba soando repetitivo em algumas partes. Mas tem uma ótima pegada narrativa, tem uma boa mensagem (quem vê cara não vê coração, a influencia que algumas pessoas de mentes fracas podem sofrer, a mensagem como é idealizada e como é recebida…)
    Enfim, queria dar uma nota melhor, mas o texto perde por explorar alguns mesmos elementos.

    Boa sorte no desafio

    Nota: 7,5

  2. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    Excelente! Diferente, ousado, corajoso. Difícil aparecer alguma coisa assim por aqui e por isso o primeiro autor está de parabéns pela criatividade. E não me refiro apenas à maneira como o conto foi apresentado, emulando num primeiro momento a realidade de todos nós que buscamos divulgar nossos trabalhos enquanto autores independentes, mas principalmente pela atmosfera criada, que mistura carência, indignação e irresignação. O complemento esteve à altura. O segundo autor soube como poucos como aproveitar os ganchos, mantendo a pegada e, o que é mais fascinante, subvertendo o clima intimista numa espécie de suspense. Nesse aspecto, sobressalta-se o silêncio do primeiro protagonista. Quer dizer, ele está ali (para a garota), mas ao mesmo tempo não está. É tudo uma grande viagem na mente de dois sociopatas, permeada por uma realidade que conhecemos tão bem. Enfim, um ótimo conto. Arrisco a dizer que foi um dos melhores aqui. Parabéns!

  3. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    Não sei muito bem o que pensar sobre esse conto…

    A forma de narração é estranha, mas bem executada. O segundo autor consegue manter perfeitamente a proposta do primeiro, o que é um ponto bastante positivo.

    Há vários fatores interessantes presentes aqui. Desde a história de amor psicótica entra a mulher e o homem que mandam mensagens, de um jeito meio dark ao estilo Coringa e Arlequina, até algumas referências à nossa querida comunidade de escritores, Entrecontos.

    Estou ficando até meio com medo daquele nosso encontra da galera… o Entrecontros… vai que alguém coloca chumbinho no bolo e mata todo mundo! Acho que não vou comer nada se algum dia realmente nos encontrarmos.

    Enfim, achei bastante criativo e divertido.

  4. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    A ideia foi muito criativa, uma maneira agradável de apresentar literatura. Muito adequada para jovens, que estão acostumados com esse tipo de invólucro. O segundo autor manteve respondeu muito bem ao estímulo, e correspondeu plenamente às expectativas. É esse tipo de inovação que ganha o prêmio pulitzer; Jeniffer Egan ganhou o prêmio com uma visita cruel e caleidoscópica do tempo, feita no PowerPoint. Parabéns pela ideia e pelo entrosamento.

  5. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Amigos autores! PQP!!!!
    Quando eu acho que já não tem mais como eu me impressionar com os textos desse desafio me surge essa história fantástica! Cara, que história foda! Os dois autores estão de parabéns! Vocês conseguiram captar com maestria esse tipo de loucura cada vez mais comum nesse mundo doido em que vivemos. Eu me lembro de ver uma reportagem sobre pessoas que atacavam celebridades. Essas pessoas começam a “identificar” mensagens que essas celebridades estariam mandando, começam a fantasiar uma história e justificam tudo o que a celebridade faz a partir dessa história. Daí, quando a celebridade faz alguma coisa que quebra esse mundo de fantasia (tipo se casar, ou começar a namorar etc), os malucos entram em crise e às vezes a coisa fica feia.
    Nossa, como vocês conseguiram sintetizar tudo isso em uma história tão curta? Nossa, como vocês são inteligentes. Sabem, quando vocês escreveram: “Você sabe o quão sacrificante é escrever um livro nesse país que não valoriza a cultura e a leitura?” eu senti que alguém finalmente me entendia, senti que eu não estava mais sozinho nesse mundo, sabem? Sabem, acho que nós três nos completamos! É até difícil de acreditar. A gente pensa as mesmas coisas, tem as mesmas ideias… é impressionante como estamos em sintonia! A gente até participa dos mesmos desafios aqui no EC! Galera, a gente precisa se encontrar. Estou deixando pra vocês um 10 porque eu não posso dar 11, 20, 1000 mil! Mas saibam que, pra mim, vocês já ganharam! Quer dizer, NÓS já ganhamos! Porque o que seria de autores assim tão inteligentes sem leitores que estivessem à altura? Pessoal, a gente já ganhou esse desafio! Vou esperar o Gustavo Castro liberar os nomes de vocês pra gente criar um grupo no Whatsapp! Quem sabe até eu faça uma visita pra vocês. Discutir os textos de vocês só nós três, sabe? É uma conversa com um nível pra poucos. Mesmo agora, antes de o Gustavo me liberar os nomes de vocês eu já tenho praticamente certeza do nome dos dois… Sei lá, sabe, mentes brilhantes sabem identificar umas às outras!
    Um abraço!
    A gente se vê daqui a pouco!

    • Pedro Luna
      22 de agosto de 2016

      Fala, Thiago. Obrigado pelas palavras, mas esse seu comentário de certa forma parece a parte 3 do conto, e isso me deu um pouco de medo. Haha.
      Abraço

    • Davenir Viganon
      23 de agosto de 2016

      Se for perseguir alguém, persiga o Pedro Luna kkkkk

  6. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: amigos, a premissa original e criativa, assim como a construção, já prometia um excelente conto. Levou sorte com o autor complementar, que soube espelhar a narrativa em outro ponto de vista.
    INTEGRAÇÃO: muito boa – mais do que uma continuação, o que se viu foi uma resposta de autor para autor.
    CONCLUSÃO: um dos melhores contos desse desafio, e que merece por isso uma excelente nota.

  7. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    gostei do formato e do humor bem negro, muitos parabéns. Só me pareceu haver necessidade de fazer um revisão, mas pode ser a diferença do nosso sotaque que prejudicou a minha leitura. Gostei da trama, li com muito interesse para saber onde acabava aquela relação de amor. Acredito que seja muito forte a ligação deste texto com a realidade do Brasil, mas também posso afirmar que ficou muito próxima da realidade de Portugal. Parabéns para esta dupla

  8. Renata Rothstein
    18 de agosto de 2016

    Bom, bem escrito, gostei da agilidade que a utilização de mensagens (e seu uso nas redes sociais) trouxe para o conto.
    E mais uma narrativa tendo a insanidade como ponto central, abordada de uma forma muito corriqueira, e nem por isso desinteressante.
    Nota 8

  9. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Nossa, tava muito ansioso pra ler esse texto. Não sei se pela imagem, ou pelo que eu conseguia ler na miniatura do texto na página inicial. Percebi que era uma espécie de e-mail e fiquei curioso hahahah.
    Primeiro queria dar os parabéns pela ideia! Esse tipo de texto me cativa muito. Os links quebrados, a referência à página de facebook. Eu saí clicando e pesquisando tudo hahaha. Esse tipo de intertextualidade sempre me agradou. Dos textos que li até agora foi aquele cuja premissa mais me atraiu.
    E partindo da premissa, o texto seguiu bem! Achei bem interessante e me prendeu. Achei que caiu levemente na segunda etapa, mas nada comprometedor, até porque deu uma guinada quando alterou a ferramenta de envio da mensagem.
    Gostei bastante quando mudou pra carta, e mudou o emissor, inclusive.
    Mas achei que pecou um pouco no final, podia ter trabalhado melhor a conclusão. Não o conteúdo em si, mas sim a forma de apresenta-lo, podia ter causado um impacto maior, saber?
    Também notei alguns erros gramaticais que uma revisão mais apurada teria evitado.
    Mas em geral, gostei bastante, parabéns!

  10. catarinacunha2015
    18 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Gostei do formato. Quebra regras, joga com datas e horários, demonstrando a ansiedade subliminar. Já que o autor resolveu ser tão exato no horário, vale ressaltar que errou ou indicar 21:05, antes de 21:04. Continuísmo não se aplica só ao cinema.

    PIOR MOMENTO: “Sabe, não havia necessidade alguma daquele textão ridículo da tua amiga, a Milene, tentando me denunciar e caluniar.” – Caluniar por quê? O que aconteceu? Que denúncia? Faltou a trama.

    MELHOR MOMENTO: “Quando você vai responder? É muita falta de educação da tua parte, sabia. Você sabe o quão sacrificante é escrever um livro nesse país que não valoriza a cultura e a leitura?” – Escritor ruim é muito mala, carente então… Aff… Boa sacada.

    PASSAGEM DO BASTÃO: O sumiço da amiga dá condições de continuar, embora o “mala” tenha sido excluído. Passou o bastão deslizando.

    2ªPARTE: Criou uma nova trama, bem mais interessante. Embora tenha mantido a primeira pessoa e maior intensidade na narrativa, também não impressionou. Sei, missão difícil.

    PIOR MOMENTO: O que aconteceu com a destinatária das cartas da primeira parte, já que não era Luana?

    MELHOR MOMENTO: “Talvez eu coma um pedaço desse bolo.” – Deixou um vazio que nos fez desejar ler a reação de Bernardo.

    EFEITO DA DUPLA: Funcionou bem, ritmo parecido, dançaram no mesmo compasso uma valsa “morna”.

    • Diego
      5 de setembro de 2016

      Algumas críticas/questionamentos que ressaltastes se respondem no próprio conto, com uma segunda leitura mais atenta né Catarina.
      Presta a atenção faz bem e não salta farpas pela língua, ou pelo teclado.

  11. Junior Lima
    17 de agosto de 2016

    Achei esse conto bem divertido. Por não ser uma narrativa, teve sabor refrescante e leve no desafio, sendo gostoso de ler.

    Os autores trabalharam bem o estilo de mensagens stalker, achei tudo muito crível. Parabéns!!

  12. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): achei interessante e divertida, principalmente pela forma e por ser algo que estou acostumado a ver nesse meio literário. Acredito que muitas piadas não funcionariam fora do nosso circuito, mas isso não chega a ser um grande problema.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): não é o foco do conto, pois é escrito para simular correspondências, portanto está dentro do esperado e não compromete o texto.

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐): achei bastante criativo na forma adotada, por troca de mensagens e pela escolha do tema.

    👥 Dupla (⭐⭐): foi uma boa solução de continuação, mudando o personagem, mas mantendo a história original e trazendo novos elementos.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): é um texto divertido, não muito mais que isso. Em determinado momento a brincadeira acaba cansando um pouco. Algumas “cartas” acabaram trazendo de novo a graça, quando por exemplo ela diz que não ia escrever de novo, mas na carta seguinte muda de opinião 🙂

  13. Bia Machado
    17 de agosto de 2016

    O texto prendeu minha atenção porque eu queria saber no que é que tudo aquilo ia dar. É interessante essa formatação diferenciada, acho que deu uma agilidade à narrativa. Apesar disso, no geral não me empolgou. Alguns erros que passaram na revisão. Em certos momentos, não me agradou muito o tom utilizado na narrativa, mas achei uma boa sacada isso de misturar literatura e obsessão, Ha-ha-ha. =P Poderia ser melhor? Sim, poderia. Mas valeu a leitura, até por ter achado graça nessa representação do que acontece com muitos novos autores por aí, apenas o final achei um tantinho a mais exagerado, mas aí já é por uma preferência minha.

  14. Danilo Pereira
    17 de agosto de 2016

    O conto demonstra perfeitamente o mundo atual. Principalmente na questão das rede sociais. Ao mesmo tempo que ajuda a unir as pessoas, é a ferramenta mais propícia para afastar do verdadeiro convívio. Cabe aqui também lembrar a visão que autor tem dos próprios escritores. Essa ansiedade de ser aceito, ser curtido ou comentado de ter resposta, mostra uma total fragilidade do nosso tempo. Como diz o sociólogo Zygmund Bauman: “Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”. O conto tem uma divisão separado por mensagens. Como se fosse um diário. A continuação seguiu a mesma linha, e conto ficou muito bom!! NOTA:10

  15. Simoni Dário
    16 de agosto de 2016

    Olá
    É diferente, lembrou um livro que li sobre a história de um casal que se conhece porque um mandava email para o outro, mas mandava para o endereço errado, não lembro o nome do livro. Bom, o conto é interessante, cansa em alguns momentos, mas apesar disso mantém a fluidez até o final. Também não percebi a troca narrativa, ponto para o autor complementar. A ideia é boa, não chega a ser um primor, mas cumpriu a função no desafio. Os autores são talentosos e estão de parabéns.
    Abraço

  16. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Oi, como vai? Vamos ao conto! Foi muito divertido ler esse conto metalinguístico, sobre um escritor iniciante que deseja ser notado a qualquer custo. Quem já não foi incomodado por pessoas assim, que querem se autopromover, fingindo que estão fazendo um favor em enviar as coisas deles pra nós? A história se coloca contra o protagonista, isso é óbvio, mas a verdade é que eu entendo os dois lados; tentar ser (re)conhecido, e só receber desprezo de pessoas vazias que só não te veneram por você não ser famoso é algo extremamente irritante. Gostaria que a história tivesse levado em conta esses dois lados da questão, e não consideado o personagem principal (da primeira parte) como sendo louco e pronto. Foi bom também mostrar alguns clichês da literatura atual, como a obsessão por trilogias e o uso de violência sem habilidade nem contexto. Vamos agora para a segunda parte: achei muito boa. Foi uma opção óbvia essa de mudar o protagonista para alguém que quer se comunicar com B.FWeller e é ignorada por ele, mesmo assim ficou muito bom. Achei que não havia a necessidade da parte 2 ser toda em itálico; textos longos em itálico podem ser irritantes, inclusive porque a função dessa formatação de destacar trechos do texto é perdida. É mencionado na história um grupo real do Facebook, o ““Escritores ajudando escritores””. Fique pensando: será que história é baseada num fato real específico?? Um ponto fraco que notei foi a previsibilidade: rapidamente se adivinha onde, mais ou menos, tudo vai parar, tanto na primeira quanto na segunda parte. Mas isso acaba não tendo importância, nem toda história precisa ser imprevisível, o conto foi bastante bom, eu darei boa nota, e tenho certeza que muito outros também. Vocês está de parabéns, desejo muito Boa Sorte!

  17. Jowilton Amaral da Costa
    15 de agosto de 2016

    Bem legal. A ideia do primeiro autor foi muito interessante e ele conseguiu passar muito bem a personalidade de um sujeito com problemas de autoestima e transtornos psicológicos. A segunda parte conseguiu manter a mesma pegada, e o mais legal, é que era o perseguidor que estava sendo perseguido, o rato atrás do gato. infelizmente sabemos que essas maluquices acontecem de verdade, o que dá ao conto uma força ainda maior. Vi alguns errinhos na primeira parte, coisa pouca. Bom conto. Boa sorte!

  18. angst447
    15 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)

    T – Bom título. Já desperta a curiosidade – enviou o quê?
    R – Encontrei pequenos lapsos de revisão:
    capacidade de compreensão do texto é muito prejudicado > (…) prejudicada
    que nem você > como você
    a quela > aquela
    da onde > de onde
    Falam mau> falam mal
    HÁ outros errinhos, principalmente de pontuação, mas nada muito gritante.
    E – O primeiro autor resolveu adotar uma forma diferente de compor o conto- através de mensagens. Já o segundo autor, encarnou a doida-psicopata-bipolar Luana que envia cartas ao escritor B.F.Weller. Ou seja, o estilo manteve-se o mesmo, embora com a troca de remetente tenha ocorrido uma diferenciação de nível de linguagem. Luana não é tão hábil com as palavras quanto o escritor. Apesar de ficar nítido o começo da segunda parte, o conto ficou homogêneo. Considero cumprido o objetivo do desafio.
    T – A trama é construída através de mensagens enviadas, mas nunca respondidas. Há apenas o emissário, sem que haja um receptor. Tudo pode ser ilusão do escritor e da Luana, sua louca! O tema escolhido facilita a identificação dos leitores aqui – escritores ou aspirantes a escritores. Também revela crítica velada e deslavada. Um pequeno desabafo dos dois autores?
    A – A narrativa flui muito bem, já que as mensagens, na sua maioria, são bem curtas. Desperta a curiosidade sobre a tal Milene e sua amiga perseguida pelo B.F.Weller. Depois, surge a surtada da Luana, que reage como uma conhecida minha à indiferença do “amado”. Gente doida! Foi divertido de ler, sem dúvida.

    🙂

  19. Wesley Nunes
    15 de agosto de 2016

    De inicio achei divertido a maneira como o autor brinca com nossa atualidade e com esse universo chamado “Internet, escritores e leitores”. Conforme a minha leitura prosseguiu, fui tomado pelo tom de mistério desenvolvido pelos dois autores e fiquei assustado com a obseção dos dois personagens.
    É nítida a intenção dos autores em desenvolver em excelente suspense e ela foi alcançada com hesito. Não sei se o fato de ser um escritor colaborou para isso, mas deve mencionar que o texto me causou medo. Fiquei me questionando até onde iria a loucura de Bernardo e Luana. A personagem Luana me deixou mais chocado. O autor faz a obseção crescer, faz a personagem imaginar, faz com que ela se vicie no Bernardo e não consiga larga-lo. O não responder do Bernardo é genial e isso provoca uma angustia no leitor. É incrível como em um conto o autor consegue conduzir um sentimento de raiva e pena para a personagem Luana.

    Na segunda parte destaco a habilidade do autor sobre a linguagem epistolar. Também gostei da forma como as pistas que revelavam como Elias foi parar na cadeia estão espalhadas pelo texto.

    Sinto que o conto foi escrito pensando no publico do Entre Contos e isso é excelente. Demonstra um nível enorme de profissionalismo e que os autores sabem escrever para um público especifico.

    Serei chato. Acho que no futuro serei até um dos participantes do ““Escritores ajudando escritores”. Devo mencionar que quando vejo algo tão bom quero apontar os erros mínimos para que ele se torne algo muito próximo do perfeito.

    No trecho:

    Na sua imensa ignorância e mediocridade não percebeu que é um livro sobre a vida e a cena em que ele arranca os dedos de Helena, depois esfola ela viva é só uma parte da história.

    O correto não seria:

    Na sua imensa ignorância e mediocridade não percebeu que é um livro sobre a vida dele? A cena em que ele arranca os dedos de Helena, depois esfola ela viva é só uma parte da história.

    Esse trecho em especifico tive que ler várias vezes para entender. Informo que isso não influenciou na nota máxima atribuída ao conto. Espero não ser um revisopata rs.

    Fiquei muito envolvido com esse texto e o parabéns não é o suficiente. Também devo agradecer pela aula de suspense.

    • Davenir Viganon
      20 de agosto de 2016

      Oi Wesley. Valeu pelo comentário.
      Sobre o trecho que te confundiu, o personagem está enaltecendo o livro que ele escreveu. A vida é algo abrangente e ele se vangloria de ter conseguido escrever sobre algo tão imenso no seu livro. É nesse sentido a frase. 🙂
      Apesar de eu ser conhecido por fazer revisões porcas nos meus textos eu fiz propositalmente o personagem escrever tudo chutado e emendado quando ele está notavelmente irritado. Na verdade busquei ser visceral e entrar na do personagem e escrever de forma polida no início e irritadiço, indignado no final, da minha parte, e ver no que dava.

  20. Evandro Furtado
    13 de agosto de 2016

    Complemento: mesmo nível

    Sabe que eu gostei pra caramba? Particularmente essa estratégia serve pra dois casos. No primeiro a pessoa está simplesmente emulando uma conversa de internet adolescente. No segundo a pessoa realmente escreve assim. Nos dois casos, a coisa fica genial. Sei lá, mas acho que esse é um dos meus favoritos. E acho que, eu próprio, tô começando a emular conversa de internet adolescente.

  21. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: é um conto com uma premissa interessante, que reflete (salvas as devidas proporções!) a seu modo o que passamos, com escritores abrindo mão do bom senso para se fazerem lidos e adorados. Especificamente neste conto, busquei não focar na questão ortográfica, uma vez que é todo composto de cartas (quaisquer falhas gramaticais atribuídas aos personagens).
    Criatividade: reafirmando o que já disse, considero bastante criativo o fio condutor da história. Infelizmente, não creio que a repetição do próprio início mudando o enunciador seria a solução mais criativa para a trama.
    Unidade: são duas partes advindas do mesmo pensamento (psicopata no vácuo), utilizando a mesma estratégia, então realmente fazem sentido unidas.
    Parabéns e boa sorte!

  22. Amanda Gomez
    13 de agosto de 2016

    Está se tornando uma característica deste desafio, a troca de personagens ‘’ principais’’ ou a troca de foco narrativo. Neste em especifico, a ausência do Bernardo me deixou na dúvida se foi ou não uma boa sacada.

    Luana é uma boa personagem… A escrita da continuação é muito boa. Devorei as cartas, foi tudo muito bem feito, narrado, e interpretado. As primeiras são um tanto confusas, mas deve ser porque tem um mistério aí a ser guardado e tudo mais.

    Eu particularmente gostei mais da continuação… Pq foi mais reveladora, a descoberta do pseudônimo foi inteligente. As explicações para as cartas inicias bem contundentes, o autor que seguiu a história pensou em todos os detalhes. Mesmo com tirando o foco do personagem anterior a pessoa teve o cuidado de seguir as pistas.
    Acho que gostei de muita coisa, foi um bom conto, com um complemento que enalteceu.
    Parabéns a dupla, que funcionou bem.

    Obs> Não posso deixar de elogiar o “Escritopata”, por ousar no estilo de escrita do conto, cada vez mais histórias nesse formato estão sendo feitas, eu particularmente adoro, tenho alguns livros favoritos da vida que é contado desta forma. Através de cartas/ e-mails e etc.

  23. Gostei muito da maneira com que este conto foi construído. O crescente de psicopatia que vai se delineando, até alcançar o ápice com o assassinato da garota assediada pelo escritor, é muito bom.

    O segundo autor seguiu o mesmo “mapa”, ao oferecer seu próprio veneno ao assassino, e, não deixou nada a desejar. Criou um texto angustiante que me lembrou uma personagem do “Orange is The New Black”, além de um documentário do Eduardo Coutinho sobre noivas de presidiários. Por incrível que pareça, o perfil mostrado existe.

    Parabéns à dupla.

  24. Marco Aurélio Saraiva
    11 de agosto de 2016

    Interessante. Gostei da abordagem, que faz tempos que não vejo. A maioria das vezes que li contos neste formato foram em creepypastas, e este não deixa de ser um, apesar de bem light.

    A ideia do conto até faz rir um pouco, justamente por quê a maioria dos leitores vai reconhecer a comunidade do facebook citada aqui. No fundo o conto foi, aos meus olhos, uma crítica ao comportamento de certos escritores iniciantes. O segundo autor levou ao extremo o comportamento infantil enfatizado na primeira parte, fazendo com o que Bernardo fosse preso por causa de uma reação violenta e sendo, em seguida, alvo também de uma psicopata. A segunda parte também serve de crítica mas, desta vez, às redes sociais e seus perigos intrínsecos (e também inevitáveis).

    Entendo que o primeiro autor tinha em mente algo mais sombrio. Um mistério que não necessariamente tivesse Bernardo como vilão declarado. Fiquei curioso com o que ele tinha em mente e, na verdade, uma continuação assim (talvez até mesmo com algo paranormal) atiçaria mais o meu interesse, mas já estou entrando pro lado pessoal. A segunda personagem demora muito para trazer este “lado sombrio”, revelando apenas no final suas intenções assassinas. De qualquer forma, as intenções dos autores foram “quase” as mesmas.

    No final, gostei da leitura. Bons escritores e uma boa história. Parabéns!

  25. apolorockstar
    11 de agosto de 2016

    o conto é escrito através de cartas não correspondidas, é uma ideia criativa porem particularmente acho que dificulta muito a leitura, é interesse e a linguagem coloquial é bem empregada, a linha do conto transforma-se bem com o segundo autor,mas senti mais riqueza nos detalhes,mais descrições e ações cotidianas, o que deixou o conto um pouco parado

  26. Thomás Bertozzi
    8 de agosto de 2016

    O tom dos “quase-diálogos” é muito bem feito, e, para mim, é o ponto forte deste conto. O discurso vai ficando mais e mais agressivo – depressivo – insano.
    São trechos muito engraçados, inclusive!

    O texto flui muito bem e acaba rapidinho.

    Ótimo!

  27. Anorkinda Neide
    7 de agosto de 2016

    Comentário primeira fase:
    Muito criativo, original, moderno. Um tanto descuidado no texto em si, mas se releva pq é a linguagem do personagem. Acaba divertindo, a frase final ficou ótima, a gente vê toda a trama sem q ela esteja escrita. Vc está de parabens.
    .
    Comentário segunda fase:
    Ahh pobrezinha da moça, vc conseguiu fazer com q o leitor se aproxime da maluquinha. Achei o texto ótimo, bem escrito e fluido. Parabéns.
    .
    União dos textos:
    Acho que deu uma mudança brusca ali da passagem de um autor para o outro. Mas nao sei como ser diferente, visto a linguagem empregada com as mensagens e tal. Achei que o todo foi bem criativo, mas como dois textos complementares e não um texto único.
    Parabens aos autores e abraços!

  28. Matheus Pacheco
    6 de agosto de 2016

    Eu acho, só acho que há um terceiro nessa historia que anda pegando retendo as cartas desses dois “amigos”.
    Mas convenhamos, cara chato hein? ele não parava, mas o coitado não tem culpa do terceiro reter as cartas (HAHAAHAHAHAHAH).
    Abração amigos

  29. Davenir Viganon
    6 de agosto de 2016

    Olá continuador, sou eu o responsável por deixar essa bomba metaqualquercoisa que enviei para você 😉 . Devo confessar que fiquei muito surpreso com o rumo que deste para a estória. Fiquei um pouco magoado por você não ter dado seguimento as mensagem do escritor pois foi o único personagem que construí, mas foi só um pouco. Enfim, você criou uma outra personagem e entrelaçou a estória e ficou muito bom. Notei que teve um cuidado em aparar as arestas, movimentar a estória e dar uma virada no final. Gostei pra caramba do resultado. Espero que os outros colegas gostem mais ainda.
    Boas notas para nós.

    • Pedro Luna
      22 de agosto de 2016

      Oi, Davenir. Li o seu conto, gostei pra caramba e identifiquei como palavra chave: obsessão. A partir dessa palavra, comecei a pensar na continuação. A partir daí vieram os detalhes da mudança de personagem (muito influenciado por uma matéria que li há muitos anos atrás em um jornal, que falava sobre as mulheres que enviavam cartas para o Maníaco do Parque), e trabalhei para passar a ideia de que ela também era vítima da obsessão. Por fim, pensei no final trágico para mostrar como tudo é ligado. Pois no momento que Bernardo passa a assediar a moça no primeiro conto, ele já assina, mesmo que não saiba, a sentença de morte dos membros do grupo de escritores que iriam se reunir no futuro. Gostei muito de continuar o seu conto. Abraço.

  30. Brian Oliveira Lancaster
    5 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Enviei para você (Escritopata)
    CA: Texto altamente criativo. Excelente por emular um cotidiano bem comum, sem o leitor conseguir “responder”. – 9,0
    MAR: As divisões são ótimas, certeiras, assim como a alteração de datas e horários. Mas, apesar de emular um novato, algumas frases soaram estranhas e há vários pequenos problemas de ortografia. Não tiram a “magia” do texto, mas não acho que tenham sido de propósito. – 8,0
    GO: Divertido e inteligente na medida certa. Simples, mas incrivelmente semelhante ao mundo real. – 8,5
    [8,5]

    JUN: Conseguiu pegar a mesma vibe divertida do texto anterior e dar mais profundidade ao contexto, invertendo os papeis. Estava esperando que ele respondesse, mas vi que foi uma decisão acertada. – 8,5
    I: O dia a dia da nova geração, misturada à lei do menor esforço. Crítica inteligente e atual, mesmo nas entrelinhas, com um estilo marcante. – 8,5
    OR: Emular troca de mensagens, independente de qual forma, ficou interessante. Uma ou outra coisinha escapou na revisão, mas o contexto compensa, bem como o final inesperado, com trejeitos da geração Z. – 8,0
    [8,3]

    Final: 8,4

  31. Fabio Baptista
    4 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Enviei para você

    TÉCNICA: * * * *

    Muito boa, dentro da proposta.
    Ganha pontos também pela inovação.

    – endereço nem pedir as coisas
    >>> pedi

    – 21:05 15 Jun
    – 21:04 15 Jun
    >>> o horário dessas mensagens está invertido

    – Acho que a tua capacidade de compreensão do texto é muito prejudicado
    >>> prejudicadA

    – Falam mau do seu livro
    – falando mau de você
    >>> mal

    ATENÇÃO: * * * *
    Conseguiu prender bastante minha atenção, porque a identificação com a situação é inevitável.
    Achei, porém, que as duas partes caminharam no limite de se estender além da conta, correndo o risco de se tornarem cansativas.

    TRAMA: * * * *
    Simples, sem grandes reviravoltas, previsível, mas contada de um jeito muito criativo.
    Teria enxugado um pouquinho.

    UNIDADE: * * * * *
    Aqui rolou um “supergêmeos, ATIVAR!”. Muito bom! 😀

    NOTA FINAL: 8,5

  32. Olisomar pires
    2 de agosto de 2016

    Otimo ataque na modalidade de mensagens da primeira parte. O autor complementar surpreendeu ao perseguir o perseguidor, um toque de puro talento. Acredito que a ideia do conto é excelente, aprecio bastante essas subjetividades. Bom conto.

  33. Gilson Raimundo
    1 de agosto de 2016

    Minha querida dupla, não me furto em cordialmente lhe enviar estas mal traçadas linhas no intuito de glorificar tamanha simbiose, não que o texto seja uma perola da literatura, mas com certeza foi um dos mais criativos do certame. Muito engenhoso e simples ao mesmo tempo, gostei muito dos psicopatas se completando. Dupla, ficou bom demais.
    PS. Estou de dieta, mas agradeço pelo bolo.

  34. Bruna Francielle
    1 de agosto de 2016

    Hummmmmmmmmmmmmm… Esse foi um dos contos q antes da segunda parte do desafio continuar, eu me interessei em ler. E simplesmente adorei a idéia do autor(a). Deu pra notar que o autor não está tentando ser um George Martin, tem criatividade, inovação e simplicidade. E como li e adorei, criei expectativas pra segunda parte. Confesso q esperava q a história continuasse de onde parou.. Aí li e vi que o segundo autor iniciou outra coisa, que apesar de ter frustrado minhas expectativas, também achei bacana. K’ A segunda parte foi também legal, apesar de ter digamos, apenas refeito a mesma ideia já proposta , a de alguém obcecado.. não teve muita inovação. Os links falsos do anjo da vida foram ótimos.. nossa, eu simplesmente adorei mesmo. Estou obcecada e irei te escrever também. Parabéns

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Publicado às 12 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .