EntreContos

Detox Literário.

Sangue Azul (Ricardo de Lohem)

sangue1– Que linda! – exclama Claire –, também quero uma dessas! Eu quero, eu quero!

– Nada de copiar a minha tatouage! – fala Aline, rindo. – Invente a sua!

– Ah, miga, mas esse “Sang Bleu” embaixo do brasão da sua família, ficou tão demais!

Aline, 16, e Claire, 15 são MAPTs (Meilleurs Amis Pour Toujours) desde que eram crianças. Elas estudam no tradicional colégio Maria Leopoldina.

As duas caminham pelos corredor rindo e acenando para os outros alunos. Mas não para todos: só para os que são como elas. Os outros são tratados com desprezo, até empurrados, quase pisoteados pelos agudos saltos altos das moças.

Claire ouvi notícias no celular.

“Autoridades do mundo inteiro virão ao Brasil para as olimpíadas 2016, entre elas Elisabeth II, Rainha do Reino Unido; John Williams, Rei dos Estados Unidos da América; Jeanne de Provence, Rainha da França…”

A amiga de Aline fecha o aplicativo de notícias; nenhuma delas está interessada nas olimpíadas. Um belo rapaz se aproxima, sorrindo; é Gaston, o primo de Aline,

Beijinhos.

– Olhá só o que eu tenho – diz ele para a prima, entusiasmado –, duas entradas pra um show da “Métal Noble”. É pra hoje à noite, vamo?

– É a banda favorita dela! – diz Claire, que leva em seguida um discreto beliscão da amiga: – Ai!

– Gaston, que pena, eu não posso, tenho compromisso. Fica pra próxima.

Ele vai embora meio irritado.

– Aline, por que você rejeita o Gaston desse jeito? O teu primo é um gato!

– Cléia, você sabe muito bem o que o meu coração já tem dono.

Por elas passa um rapaz de baixa estatura, cabelo loiro cacheado, sorriso como maldade. Ele esbarra de propósito em um rapaz logo na frente dele, que, supresso, se vira para o loiro, que fala:

– Michel, nem te vi. Cara, como você tá pálido! Deixa eu te dar uma cor.

sangue02Todos em volta param de voltam e olham para os dois.

O loiro tira duas luvas do bolso e bate com elas nas bochechas de Henri. Então fala:

– Se você tem honra, apareça amanhã, atrás da catedral às seis.

– Eu vou estar lá – responde Michel.

Eles seguem cada um seu caminho, todos voltam a conversar

– Coitado do Michel! – diz Claire, em tom pouco convincente –, Léo é um dos melhores espadachins da escola. Será que a gente vai precisar ir no enterro? Je ne pense pas.

A primeira aula do dia é história, com o professor Pancrácio.  Aline, Claire e outras moças e rapazes se sentam nas primeiras filas; o resto, na verdade a maioria, se sentam atrás. Depois da lista de presença, o professor começa.

– Hoje nossa aula será sobre um dos períodos mais importantes da história; naquela época, a crise econômica estimulou o desenvolvimento de grupos radicais de terroristas, que com ideais utópicos de reforma político-social, tentaram derrubar a realeza. Estou falando de algo que aconteceu na França, em 5 de outubro de 1789. Bernard, de qual episódio histórico eu estou falando?

sangue03Pego de surpresa, o rapaz gagueja um pouco, até que sai a resposta:

– A Revolta dos Bárbaros.

– Exato! – confirma o professor –, a Revolta dos Bárbaros. Os terroristas desejavam exterminar a nobreza, como se ela fosse a causa de todos os males da sociedade. Julie, qual era o lema deles?

A moça responde:

– Liberté, Égalité, Fraternité.

– Isso mesmo, Julie – sorri o professor –; Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Liberdade para se fazer tudo que passar pela cabeça, sem limite nenhum, ou seja, anarquia; Igualdade significa que todos poderiam dar opinião sobre tudo, e todas teriam o mesmo valor, o mesmo peso, mesmo opiniões de quem não entendesse nada do assunto, o nível de conhecimento de cada um não valeria nada; e a palavra Fraternidade, que quer dizer tratar a todos como irmãos, na verdade mostrava que nenhuma autoridade seria mais respeitada, pois todos estariam no mesmo nível. O sistema proposto pelos terroristas, se colocado em prático, mergulharia a sociedade num caos absoluto, do qual só teríamos saído não se pode prever como nem quando. Ainda bem que todos os culpados foram capturados, julgados e guilhotinados, e hoje vivemos em uma sociedade que, na minha opinião, é uma das melhores possíveis.

O que esses bárbaros ignorante não entendiam é que uma sociedade civilizada deve estar nas mãos de um rei ou rainha que, com o auxílio de pessoas de conhecimento, crie e revogue as leis que achar necessárias. Como disse Dom Pedro IV: “Meu reino, minhas regras”.

A aula pouco interesse despertou nos alunos, já que Claire, mestra em digitar no celular sem olhar, mal sentou na carteira começou a enviar torpedos com a história do duelo. A fofoca tomou conta, ninguém mais queria saber da Revolta dos Bárbaros, só do duelo.

Um rapaz levanta a mão.

– Fale, Martin.

– Professor, o que o senhor acha da lei que vão votar no congresso semana que vem, aquela que proíbe os duelos?

O professor Pancrácio faz uma expressão de feroz indignação.

– Essa lei absurda é uma afronta à família brasileira! Os duelos são a melhor forma de lavar com sangue um crime cometido contra a honra. A câmara dos comuns quer com isso poder ofender membros da câmara dos lordes impunemente, sabendo que não correrão mais o risco de perderem suas desprezíveis e difamadoras vidas na ponta de uma espada. A imagem dos nobres poderá ser atacada à vontade, sem que eles possam de defender honradamente. No fundo, não passa de um golpe. Pra mim é golpe! G–O-L-P-E! E não só pra mim, pra praticamente todos os nobres, e muitos plebeus esclarecidos, isso é um golpe disfarçado. Por isso começou essa campanha maciça na internet pra barrar essa lei, #NaoVaiTerGolpe; essa lei não vai passar, isso eu garanto.

Depois de história, vem a aula de arte, com a professora Elaine. Hoje ela vai falar de história da arte.

– Uma questão que intriga a humanidade há muitos tempo é: o que faz de alguém um grande artista, reconhecido pela humanidade? Talento? Condições históricas favoráveis para ter sua arte admirada? Eu acho que é tudo isso, e mais uma coisa.

A professora faz uma pausa dramática e apanha o volume 8 do colossal “Artistas que O Mundo Esqueceu”, livro de autoria da própria Gisèle. Ela folheia o volume a esmo, até parar numa página.

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– Acaso, Destino, Sorte. Chamem como quiserem, o fato é que aquilo que está além do nosso controle é um fator muito importante na vida de um artista, e digo mais: na vida de todos nós. Vejam este caso: um austríaco, nascido em 1889. Pintor, escultor e pianista, lutou a vida toda para desenvolver sua arte, mas ela sempre foi considerada de baixa qualidade e sem criatividade pelos que a avaliaram. Tentou carreira militar, fracassou e voltou para a pintura, sua paixão. Morreu em 1965, pobre, sozinho e frustrado. Vocês provavelmente nunca ouviram falar em Adolf Hitler. Vidas como a dele me fazem pensar: e se as coisas tivessem sido diferentes? E se ele tivesse nascido com talento genuíno, além de força de vontade para persistir nos seus ideais, o que ele teria se tornado? Um dos maiores artistas do século XX? E se fossem outras as circunstâncias, ele poderia ser sido quase outra pessoa, talvez desempenhado um papel na história que nem podemos imaginar? Não sabemos o que o Destino nos reserva no futuro, e sabemos menos ainda o que ele poderia ter feito, e não vez. A vida é um grande quebra-cabeça, um que nunca pode ser resolvido, já que suas peças jamais se encaixam de forma exata.

“Essa profa fala muita merda!” pensa Cléia, rindo sozinha.

A próxima aula é francês, a língua mundial. Depois vem esgrima, que Aline pretende não assistir. Ela se despede da amiga.

– Você vai ver ele? – pergunta Claire, sorrindo.

Aline faz que sim.

– Te cuida, miga, não deixa ninguém te ver! – aconselha Clé. – E beija ele muito na boca!

Aline pega sua mochila e sua espada e sai da escola. Ela caminha alguns quarteirões, entra num parque e vai até um banco meio isolado, cercado por umas árvores. Quando ela se aproxima do banco, um rapaz sai detrás de uma árvore.

– Jacques!

– Aline!

Eles se abraçam e beijam como o fazem sempre: como se fosse, ao mesmo tempo, a primeira e última vez.

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👑 👑 👑

– Queria poder dizer pra todo mundo que te amo – diz ele, os olhos brilhando.

– Logo vamos poder – fala Aline. – Quando você se casar comigo, vai se tornar um conde, e tudo vai ficar bem.

Ele faz cara de pesar; ela segura o ombro dele e dá uma sacudida carinhosa.

– Que foi? Tá preocupado com o quê?

– Por que eu tenho que virar um nobre pra aceitarem a gente? Se eu virar um conde, no fundo nada vai mudar; no dia seguinte, eu vou ser a mesma pessoa.

Ele sorri.

– Seu bobo. É claro que quando virar conde você vai ser a mesma pessoa. Pra mim. Pra mim você vai ser o mesmo de sempre: o homem mais lindo, gentil e maravilhoso do mundo. Pra eles, você vai ser outro: um nobre, uma pessoa de sangue azul. O nosso mundo é assim. O que importa é que a gente se ama, e quando a gente casar, ninguém vai poder ir contra o nosso amor.

O som de alguém se aproximando faz Aline se virar. É Gaston, junto com seu amigo, Denis. A fúria transborda em chamas pelos olhos do primo. Sem dizer uma palavra, ele caminha até Jacques e bate em suas faces com um par de luvas.

– Você não tem aceitar! – exclama a moça, desesperada. Ela pega sua espada.

– Lute comigo, Gaston.

Ele ri, fazendo não com a cabeça.

– Nem pensa numa merda dessas: ou ele luta, ou morre feito um rato. Denis, dê sua espada pra esse lixo!

Denis obedece. A luta começa; Jacques não é páreo para seu oponente, em pouco tempo o namorado de Aline fica com vários cortes. Ela se desespera, grita pedindo o fim da luta, não sabe o que fazer. Gaston então consegue fazer a arma de seu adversário voar, aponta a espada para ,o peito de Jacques e está a um passo de atravessar seu coração, quando Aline aponta sua espada para Gaston.

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– Mate ele e eu te mato!

Um impasse. Denis resolve ajudar:

– Vai, Gaston, mata esse cara!

E dá um tapa nas costas do amigo, que cai pra frente; Aline empurra o namorado, ele cai no chão, ela fica na frente e atravessa o peito de Gaston com a espada.

Dois seguranças do parque aparecem e veem Gaston morto, Jacques com a espada na mão e Aline chorando. Nervoso, Denis exclama:

– Esse plebeu matou Gaston!

👑 👑 👑

Aline chora nos braços de sua mãe, Mélissa. Do lado delas está Edmond, o pai de Aline.

– Foi um duelo, não foi assassinato!

– Um duelo tem regras – diz o pai –, regras bem definidas, que não foram seguidas. Além disso, Denis jura que Jacques matou Gaston a sangue frio.

– Denis tá mentindo! – grita Aline, entre lágrimas. – Quem matou Gaston fui eu!

Depois que a filha dormiu, os pais vão conversar no quarto deles.

sangue07– O promotor propôs um acordo – diz o pai.

– Acordo? Que acordo? – pergunta a mãe.

– Como Aline está envolvida no caso e Gaston era primo dela, ele propõe que tudo seja resolvido com um duelo. Se o plebeu vencer, ficará livre de acusações; se perder… Bem, tudo vai estar resolvido.

– Quem vai duelar com ele?

Edmond demora um pouco para responder.

– Aline.

– Ficou louco? Vai arriscar a vida da nossa filha? Eu não vou permitir isso!

– Claro que eu nunca permitiria que vida de nossa filha corresse risco; não vai acontecer nada com ela, tudo vai ser arranjado.

– Arranjado?

Ele se aproxima e fala baixinho:

– Digamos que a última refeição do rapaz antes do duelo vai ser especial. Ele não vai conseguir lutar nem com uma criança.

Ela pensa um pouco, então pergunta:

– Qual é a outra alternativa?

– Ele pode ser processado e pegar até 60 anos de prisão. Se fosse antigamente, ele poderia ir pra guilhotina, mas o Brasil aboliu a pena de morte em 1972.

– 60 anos de prisão… Pra mim parece uma boa ideia – diz ela. – Por que não deixamos assim?

Ele senta bem pertinho dela.

– Se ele for pra prisão, Aline nunca vai nos perdoar. Talvez até acabe dando um jeito dele fugir, sabe como nossa filha é inteligente. A história vai ser outra se ele morrer num duelo contra ela… Aline vai querer esquecer esse episódio horrível o mais rápido que puder, tenho certeza que logo vai se interessar por um rapaz do nível dela.

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Ela pensa bem antes de responder.

– Esse seu plano parece monstruoso, até grotesco, mas… Faz certo sentido.

– O duelo traria ainda outro benefício.  Sabe o tal projeto de lei que proíbe duelos?

Mélissa faz que sim.

– Se um plebeu aceitar de livre e espontânea vontade um acordo judicial no qual vai lutar por sua liberdade num duelo, isso pode enfraquecer na mente do povo a ideia que duelos só favorecem os nobres. Eles poderão ser levados a ver que, mesmo tendo perdido, Jacques teve uma chance justa, chance que qualquer um deles pode um dia vir a ter. Acho que isso pode ajudar bastante a evitar que essa lei seja aprovada.

A mulher de Edmond ri.

– Você nunca pára de fazer política, nem quanto a sua família tá envolvida?

– Nunca. Querida, você já devia ter aprendido que políticos nunca tiram férias.

👑 👑 👑

 – EU NUNCA VOU ASSINAR ISSO! – grita Jacques.

Jacques está na prisão. Na mesa à sua frente, uma folha de papel com uma proposta de acordo; à sua esquerda está seu pai, Robert.

– PARE DE AGIR COMO UM IDIOTA! – grita o pai, ainda mais alto que o filho. – Quer ficar o resto da vida aqui? Você não pensa em mim, na sua família?

– Matar… Aline?

O Pai faz cara de compreensivo.

– Filho, tente entender. Esse acordo é sua única chance. Se você recusar, vai ser condenado e vai morrer aqui. E não vai ser de velhice: garanto que vão dar um jeito de você aparecer suicidado.

Jacques olha com angústia e revolta.

– Não posso matar Aline!

O pai, meio irritado, faz que não.

– Acorde, Jacques! Existe muito mais em jogo aqui do que você e ela. Vocês não são mais pessoas aqui, são símbolos: a nobreza e o povo, é isso que vocês são para o público. Sabe a lei que vão votar na semana que vem, aquela que proíbe duelos? Sou contra! Eu e muita gente do povo. Os duelos são a única maneira segura de um plebeu eliminar um nobre sem estar cometendo um crime. Se você vencer, eles vão ter que te soltar, e todos vão perceber que duelos podem ser um grande aliado do povo na luta contra os nobres. Isso pode ajudar a evitar que essa lei seja aprovada. Você vai estar livre pra voltar pra casa, e ainda vai ter ajudado nossa causa.

👑 👑 👑

Na casa de Aline, Edmond ouve discussão, gritos, voz alta, e no final, choro, tudo vindo do quarto da filha; ela e a mãe estão lá há horas. Aparece Mélissa, com cara de exausta.

– Ela aceitou? – pergunta Edmond.

– Ela vai aceitar; Aline não é burra, ela sabe que não tem outro jeito.

👑 👑 👑

Um dia antes do duelo, Aline visita Jacques na prisão. Ele é o primeiro a falar.

– Eu assinei o contrato porque não aguentei a pressão… Por favor, me perdoa!

Ela faz que não com a cabeça e responde:

– Quem ama não perdoa, porque não precisa perdoar; porque não há o que perdoar. É o que eu acho, mas eu tenho que saber, Jacques: se eu fizesse uma coisa horrível, você me perdoaria?

Ele segura as mãos dela.

– Aline, faça o que precisar fazer. Não se importe comigo, eu não preciso te perdoar.

Eles sobem na mesa e se dão um último beijo antes do dia da luta; guardas os separam, a visita acabou.

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👑 👑 👑

Em sua cela, Jacques recebe um pacote do pai. Dentro há comida e uma carta.

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Jacques

Leia com atenção e siga minhas instruções.

Como apenas a comida que está neste pacote. NÃO coma o jantar de hoje, nem o que te servirem amanhã antes da luta. Qualquer coisa que te servirem, esconda em algum canto, jogue fora se conseguir, faça tudo pra eles acreditarem que você comeu, mas não coma.

Uma última coisa. Nem pense em perder. Eu vou estar te esperando, com seus parentes e amigos. Todos nós te amamos, vamos te receber com uma grande festa para comemorar tua liberdade.

Escolha a vida, Jacques!

Do pai que te ama,

Robert Lima

 👑 👑 👑

Dia da luta. O público está divido entre nobres de um lado, plebeus do outro. Uma porta se abre e surge Aline, com sua roupa de espadachim. Muito séria, ela caminha até o centro da sala, entre aplausos e vaias. No lado oposto, outra porta se abre; entra Jacques. Está tão elegante que até parece um nobre; pelo menos assim pensam eles. O rapaz caminha lentamente até Aline. Os pais dela o observam, e não deixam de notar uma coisa: ele não está drogado. A preocupação transborda dos rostos deles.

sangue11Jacques caminha até ficar frente a frente com Aline. Ela saca a espada e aponta para o peito dele, que não reage. Na plateia, o medo toma conta de Robert, que entreabre tensos lábios.

Aline murmura alguma coisa, crava a espada no próprio peito e cai. O grito da mãe é ouvido por todos; ela treme, o corpo tornado a sombra do infinito pesar.

Robert comemora:

– Jacques venceu! Meu filho venceu!

Um segundo depois, Jacques saca a espada da bainha e enfia em si mesmo. Ele cai sobre o corpo de Aline. O pai fica de joelhos, a face se contorce em dor, a vida transformada num pesadelo do qual ele nunca acordará.

Na semana seguinte foi aprovada, por maioria absoluta, a lei que proibiu duelos em todo o território nacional.

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33 comentários em “Sangue Azul (Ricardo de Lohem)

  1. Wilson Barros
    2 de junho de 2016

    Lembrou-me “Folha Imperial”, de Ataíde Tartari, conto em que a proclamação da república falha e o Brasil é um Império até hoje. Apesar de algumas falhas técnicas, como achar que o fracasso da revolução francesa influiria na independẽncia do eua, que já havia acontecido, não deixa de ser interessante, leve e despretensioso. Quanto ás figuras, não recomendaria. Entretanto, foi um bom entretenimento.

  2. Virginia Cunha Barros
    2 de junho de 2016

    Oii! Então a Revolução Francesa não deu certo? Bom, desde o começo gostei de ver as frases em francês! A história me pareceu um pouco adolescente no começo, o que não é exatamente ruim. É impossível não lembrar de Romeu e Julieta, principalmente com a trama toda da lei de proibição dos duelos e o sacrifício final dos jovens. Achei principalmente criativa a história, embora tenha tropeçado em algumas passagens meio confusas. Foi bem divertida a leitura. Boa sorte!

  3. vitormcleite
    1 de junho de 2016

    Olha, eu gostei muito do teu texto e dou-te muitos parabéns pela criatividade, mas parece-me que faltaram alguns pontos altos ao texto, acontecimentos que empolgassem, não que o texto não dê vontade de ler, pelo contrário, por isso imagino que, se o texto fosse mais empolgante ainda, qual seria o resultado? Muitos parabéns.

  4. Swylmar Ferreira
    1 de junho de 2016

    Gostei do seu conto, bem feito e ao mesmo tempo intrincado. Não vi imperfeições gramaticais, em suma o enredo é muito bom e muito criativo. É inegável a RHA.
    Boa sorte.

  5. Gustavo Aquino Dos Reis
    1 de junho de 2016

    Scaramouche,

    O seu pseudônimo fez desenhar um sorriso no meu rosto.

    Adoro obras que se debrucem no enredo de capa-e-espada. Comecei a ler teu trabalho e, infelizmente, falhei com ele. A RHA está lá, presente e com uma veia satírica muito bem orquestrada. No entanto, não me cativou. Os inúmeros erros gramaticais – intencionais ou não – serviram como um entrave infeliz para a narrativa.

    Veja: o seu trabalho tem peso, propriedade e identidade única. Peculiar em toda a sua construção; infelizmente, essa peculiaridade não me arrebatou.

    No mais, obrigado pelo trabalho.

    E muito boa sorte no desafio.

  6. Wender Lemes
    31 de maio de 2016

    Olá, Scaramouche. Seu conto é o quinto que avalio no atual desafio.

    Observações: o conto se enquadra bem no tema proposto, possui uma boa construção de personagens e ganha pontos pela criatividade do autor ao misturar aspectos antigos, como os duelos, com questões modernas, como os celulares.

    Destaques: o final do conto, embora previsível, é uma das partes mais promissoras, explorando a revolta dos protagonistas. Acredito que até ficaria mais tocante se Jacques não fosse demovido de comer a comida “batizada” – sem mudar o suicídio coletivo, claro.

    Sugestões de melhoria: não preciso levantar novamente a necessidade de revisão, tanto ortográfica, quanto de coerência, nossos colegas já destacaram bem isto. Neste caso, gostaria de sugerir uma atenção maior às imagens que utiliza no texto (já que optou por dispor tantas vezes deste recurso). Usar imagens contraditórias – como as duas imagens da prisão – atrapalha a visualização do leitor. Se a sua intenção é que o leitor não as considere e foque-se no que o texto fornece, não há razão para inseri-las; se a intenção é que elas representem o que está dizendo, precisam fazer sentido. Trata-se de uma questão de organização que pode ser aplicada ao texto todo: mantenha o essencial.

    Boa sorte no desafio.

  7. Daniel Reis
    31 de maio de 2016

    Prezado escritor: para este desafio, adotei como parâmetro de análise um esquema PTE (Premissa, Técnica e Efeito). Deixo aqui minhas percepções que, espero, possam contribuir com a sua escrita.

    PREMISSA: a Revolução Francesa, que nunca aconteceu, temperada com pitadas de twist histórico como Hitler nunca ter sido quem acabou sendo. O filão YA (young adult) anda meio carente de histórias assim, divertidas de tão absurdas.

    TÉCNICA: uma escrita leve, por vezes mesmo displicente, mas que dá conta do recado e conduz a história a um clímax previsível.

    EFEITO: divertido, somente. Não me fascinou, e olha que eu sou fã de C&E (capa e espada).

  8. Eduardo Selga
    31 de maio de 2016

    A despeito de a concepção de arte pela arte não me convencer, não pretendo, ao ler uma narrativa curta, encontrar nenhum tratado estético, filosófico ou sociológico, pois o campo da estética pode ou não trabalhar essas questões. Não fazê-lo não é um atestado de má qualidade literária, necessariamente. Mas é um enorme desperdício, na medida em que o artista, em especial o escritor, tem diante de si condições de enxergar o horizonte imediato no qual vive de maneira mais ampla do que as outras pessoas.

    Não, o escritor não precisa ser um revolucionário (aliás, sabemos como textos de caráter panfletário costumam dar pouca importância a aspectos estéticos), mas ele, como de resto artistas de outras áreas, não tem o direito à alienação, principalmente em uma sociedade empobrecida de espírito pelas estruturas do consumismo e do capitalismo.

    Ou seja, o conto deixa muito a desejar. O tom leve não é em si nenhum defeito, escrever não significa necessariamente sisudez. Mas em “Sangue azul” é uma leveza causada por falta de peso da trama, não por estratégia do narrador em suavizar o pesado do ponto de vista do conteúdo. É uma leveza descompromissada, cheia de playground. É uma tarde no shopping, é um Romeu e Julieta requentado, é um capa e espada retirado do século XVII e transposto para a atualidade, são alguns personagens clichês.

    A ação, prezado(a) autor(a), não interessa tanto quanto o que a subjaz ou os personagens que a conduzem. Se eu puder dar alguma sugestão, saia do verbo e considere as possibilidades do substantivo e seu complemento, o adjetivo. Por exemplo, o par romântico, embora clichê, poderia ter rendido mais se a alma deles fosse devassada. Do mesmo modo a trama política, ao invés de salpicar aqui e ali informações que remetam à realidade histórica alternativa. Aliás, nesse sentido, faço minhas as palavras do colega Pedro Luna quanto a Hitler.

    Também poderia ter sido trabalhado um aspecto que foi apenas mencionado e que tem potencial para ser a medula o enredo. Falo do seguinte trecho: “Existe muito mais em jogo aqui do que você e ela. Vocês não são mais pessoas aqui, são símbolos: a nobreza e o povo, é isso que vocês são para o público”. O(a) autor(a) aborda o fato de os personagens serem, em determinada situação, símbolo e como tal perderem a autonomia. É um veio maravilhoso, que não foi explorado.

    Como qualquer ferramenta narrativa, o tempo verbal no presente é válido, a depender da maneira como for usado. Mas é preciso perceber o momento de usá-lo, porque ele pode causar no leitor a sensação de falta de credibilidade, não estabelecendo o necessário pacto narrativo (o leitor de certa maneira finge que a ficção não é ficção). Isso é particularmente importante em se tratando de realidade histórica alternativa. O leitor, de um modo geral, espera que o objeto narrado esteja no pretérito. A opção pelo presente ele aceita, desde que bem calibrada. Não me parece ter sido esse o caso aqui. Deu-me a sensação de que o(a) autor(a) usou o recurso para demonstrar que a ação se passa nos dias atuais, apesar de personagens pertencentes a outra época. No entanto, poderia fazer o mesmo usando o pretérito, pois existem muitas referências que indicam atualidade, como o telefone celular.

    Vou elencar abaixo algumas falhas de revisão, gramaticais e de coerência.

    “Claire ouvi notícias no celular” (OUVE).

    “Será que a gente vai precisar ir no enterro?” (IR AO ENTERRO).

    “O resto, na verdade a maioria, se sentam atrás (SE SENTA, pois o referente A MAIORIA está no singular).

    “O sistema proposto pelos terroristas, se colocado em prático” (EM PRÁTICA).

    “O que esses bárbaros ignorante” (IGNORANTES)

    “A câmara dos comuns quer com isso poder ofender membros da câmara dos lordes impunemente” (Câmara dos Comuns / Câmara dos Lordes)

    “Você não tem aceitar!” (DE ACEITAR ou QUE ACEITAR).

    “Como apenas a comida que está neste pacote” (COMA).

    A determinada altura temos o seguinte trecho: “A professora faz uma pausa dramática e apanha o volume 8 do colossal “Artistas que O Mundo Esqueceu”, livro de autoria da própria Gisèle”. Sim, mas quem é a “própria Gisèle”? A professora de História da arte não é, pois ela se chama Elaine.

  9. Thomás
    31 de maio de 2016

    Achei o texto ótimo!
    É dinâmico e enxuto.
    A RHA foi muito bem explorada e você conseguiu construir uma boa narrativa mesmo em meio a tantos clichês: duelos, nobreza x plebe e amantes que se matam

    Há alguns erros ortográficos para corrigir, Fora isso, tudo certo!

  10. José Leonardo
    30 de maio de 2016

    Olá, Scaramouche.

    Creio que a RHA surge do fracasso/sufocação da Revolução Francesa [e suas guilhotinas saindo pelo ladrão] e [de uma forma insana que ainda não consegui compreender] o Brasil [o mundo na verdade] se torna como uma grande França dos séculos XVIII e XIX. [Não esqueçamos que Napoleão contribuiu para que os ideais dos “revolucionários” — com ou sem aspas — ficassem no passado.]

    Tem também aquela possibilidade de Hitler [ter sido somente um pintor de mediano para ruim e morrido no meio de um bairro lastimável que lembrasse tipo a nossa pobre e cotidiana vida cercada por coliformes fecais em 100% da holística de nosso alcance] não ter se tornado o [fodão que manda matar até flatulência-de-hroa-errada] Führer [noutro conto, especulasse de Himmler teria dado um bom Führer. Tenho minhas dúvidas. Himmler tava mais pro lado de um ser humano granjeiro — como eu, um quase mineiro-come-quieto — do que uma fada-homem que encanta todos os frustrados e ansiosos por um rei que lhes governe a vida, a carteira, os sentimentos e a privada].

    [MAPTs é o mesmo que BFFs ou APSs, correto, produção? Então tá.]

    Ah, os duelos. [Um tapinha de pelica na cara, o atingido se ouriçando como uma franguinha que achasse aquilo o fim do mundo — antigamente era, não questiono quanto ao gesto em seu tempo —, o outro querendo justamente isso ou pelicando a cara alheia por causa de algum atrito do passado ou palavra imediata e malignamente anterior.] Duelo engraçado foi o de Stavróguin e Gagânov [pelamordeDeus, por causa de uma ofensa do PAI e do PASSADO!]. Que graça esse Stavróguin [apesar do que ele fez com a pobre menina]. O duelo aqui, Scaramouche, permeia com a tramitação de uma lei anti-duelos. Ao final, o suicídio dos apaixonados (lembrou um pouco Shakespeare) [um pouco] é aquela mola propulsora para o último parágrafo: a aprovação de tal lei. Reflete um pouco nossa sociedade atual: algo trágico e imediato que impulsiona criação de leis e regulamentos. Não estou discutindo o mérito.

    Parabéns pela criação e boa sorte neste desafio.

    • José Leonardo
      30 de maio de 2016

      *Hora // *Especula-se

  11. Thiago de Melo
    30 de maio de 2016

    Amigo(a) Scaramouche, (quando eu era pré-adolescente havia uma boate na minha cidade com esse nome. Nunca fui. Ficou lembrança do nome. Bateu até nostalgia quando vi esse nome hehehehe).

    Sou obrigado a dizer que o seu foi o melhor conto que li até agora no desafio. Gostei bastante da forma como vc criou o clima da história. Eu me vi com os adolescentes nobres na escola. Gostei mesmo.
    Contudo, se, em relação aos demais contos do desafio, o seu salta aos olhos pela ambientação e pela trama, quanto à ortografia, seu texto padece dos mesmos problemas que muitos outros contos participantes. Acredito que esse desafio foi difícil para todos os participantes e, com o prazo final chegando, muitos textos foram apresentados sem a devida revisão. Mas nada que comprometa a qualidade da história que vc criou.
    Eu queria também te fazer uma sugestão. Sua história é muito boa e você leva jeito. Acredito que seria muito proveitoso que você participasse de algum curso de escrita, ou oficina de autores, para melhorar um pouco a parte técnica do seu texto. Não são erros, acho que é só uma questão de técnica, mais como aparar as arestas de algumas passagens. Como, por exemplo, a forma como vc intercala as falas e as descrições das ações dos personagens. São simples detalhes que com o tempo é estudo vc conseguirá aprimorar.
    Parabéns pelo seu conto. Gostei muito. O final me surpreendeu. Apesar das comparações com Romeu e Julieta que apareceram nos comentários, eu gostei bastante.
    Parabéns!

  12. Leonardo Jardim
    27 de maio de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (antes de ler os os demais comentários):

    📜 História (⭐⭐⭐▫▫): é boa e bem amarrada, embora muitos acontecimentos na vida cotidiana seja narrados só para nos situar na trama ou como easter egg (Hitler, por ex.). Acaba aparecendo uma série de recortes, deixando a trama desorganizada. Achei tudo muito resumido, também. As cenas de luta muito rápidas, com pouca emoção. Acredito que se tivesse se focado na trama principal e dado menos espaço às explicações (deixado para o narrador, por exemplo), ficaria mais orgânico e o bom drama contato teria mais força.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): confesso que demorei bastante a me adaptar ao formato do texto. Parte da culpa disso é ser narrado em primeira pessoa, que sempre me incomoda (contos costumam narrar fatos que já ocorreram), mas também ao formato de frases curtas, texto mais descritivo e diálogos muito explicativos. Percebi alguns erros enquanto lia, mas só consegui anotar esses:

    ▪ Claire *ouvi* notícias no celular (ouve)

    ▪ O que esses *bárbaros ignorante* não entendiam

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): gostei da sua leitura de como seria o mundo ainda monárquico, mas a trama usa um mote extremamente comum de romance Romeu e Julieta.

    🎯 Tema (⭐⭐): como seria o mundo caso a Revolução Francesa falhasse? Uma versão um pouco caricata, mas válida.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): é positivo, terminei a leitura satisfeito com o resultado. Como já citei, algumas cenas mereciam melhor desenvolvimento para causar maior emoção, como o duelo em que Aline mata o primo e, claro, o final. Se fossem narrados com mais emoção, apesar clichê clássico, teria ainda assim amolecido mais corações.

  13. Gustavo Castro Araujo
    27 de maio de 2016

    O conto é bem divertido, como uma dessas comédias que se repetem à exaustão na sessão da tarde. Inúmeras são as referências e, talvez por causa disso, o mergulho na RHA é o mais ousado entre os contos que já li no desafio. Porém, algumas menções me pareceram despropositadas, como essa a respeito de Hitler. Outras já são melhores, como p.ex a visão histórica (no texto) da Revolução Francesa. De todo modo, não deixa de ser interessante imaginar como teria sido o mundo caso os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade não tivessem prevalecido na França. O curioso é que nesse contexto o Brasil teria sofrido forte influência daquele país (como ocorre hoje, com os Estados Unidos). Um ótimo exercício de imaginação, pode-se dizer.

    Entretanto, o maior mérito do conto — muito mais do que a contextualização histórica — é a construção do suspense que antecede o duelo. Digo isso porque a prosa, apesar de lúdica, está longe de encher os olhos (muitos erros de revisão, de ortografia e de gramática), mas mesmo assim o autor consegue criar uma certa angústia, fazendo com que o leitor busque a linha seguinte, o parágrafo seguinte, a fim de descobrir o destino de Jaques e de Aline. O final à la Romeu e Julieta caiu muito bem, aliás.

    Eu poderia sugerir, a propósito, que o autor se dedicasse à temática adolescente, já que parece levar jeito para essa vertente.

    Enfim, um conto interessante, repleto de altos e baixos, mas que no geral cumpre bem a função de entreter. Parabéns.

  14. Pedro Teixeira
    27 de maio de 2016

    Olá, Scaramouche! Gostei das ideias apresentadas no texto, especialmente a primeira metade, e as ilustrações a deixaram ainda mais divertida. Do meio para a frente fiquei com grandes dúvidas em relação ao direcionamento da estória, que no início tinha aquele tom mais satírico que acaba mudando completamente. O enredo está bem desenvolvido e cabe direitinho aqui. A realidade histórica alternativa tem forte presença num mundo no qual as monarquias continuaram a existir, e é interessante fazer esse exercício de imaginação, pensando inclusive na “versão do vencedor”, como na aula sobre os terroristas. Enfim, um conto divertido. Os reparos que eu iria fazer em relação ao tempo da narração e da revisão foram feitos pelos colegas.Ah, acho que de repente dava para aprodundar um pouco mais os personagens principais “enxugando” um pouco o número de coadjuvantes. Parabéns e boa sorte no desafio!

  15. Simoni Dário
    24 de maio de 2016

    Olá, Scaramouche Shakespeare.
    Eu comecei desanimada, pensei que o conto ia dar num besteirol daqueles e conforme avancei na leitura a história foi me prendendo de uma maneira interessante. Acabou que, descontados, e bem descontados os problemas de revisão que quase me fizeram desistir, eu gostei. Pelas imagens achei até que ia aparecer um Titanic que não afunda, mas já conheço essa história…
    O conto termina numa versão medieval/moderna de Romeu e Julieta que ficou bem construída.
    Autor, tu é doidão, e é exatamente isso que vai te transformar num baita autor. Parabéns!

  16. angst447
    21 de maio de 2016

    Olá, autor! Desta vez, resolvi montar um esquema para comentar: T.R.E.T.A. Espero te encontrar no pódio.

    * Título – Duas palavras, simples e sem ostentação. Não entrega o enredo.

    * Revisão – Francamente, hein, amiguinho? Brigou com a revisão de vez, né? Uma pena porque tantos erros bobos me deixam meio de mau humor.

    * Enredo – Bem bolado, um misto de histórias terminando no clássico Romeu e Julieta. A narrativa está bem construída, mesmo com alguns deslizes de técnica.

    * Tema – O conto abordou o tema proposto.

    * Aderência – Como já disse, é uma pena ter cometido tantos erros, pois a leitura prendeu mesmo minha atenção. E olha que relutei um pouco para ler, pois o tamanho e o excesso de imagens assustaram. O autor conseguiu elaborar uma boa história, sem grandes enrolações, mantendo o ritmo e o interesse. Foi uma boa surpresa, afinal. Vou pensar se te deixo de recuperação ou não. 🙂

  17. Fabio Baptista
    21 de maio de 2016

    Esse conto é um dos mais “peculiares” (não encontrei palavra mais adequada) que já li aqui, depois de uns 15 desafios que já participei…

    A revisão está péssima, a narrativa no presente não funcionou, os diálogos são artificiais, os personagens rasos, as motivações não convencem, o contexto ficou forçado, a trama é totalmente inverossímil.

    Porém, a história prende a atenção que é o diabo!

    Mesmo com todos os defeitos, eu fiquei naquela de não conseguir parar de ler, de QUERER continuar lendo com gosto, pra ver onde ia dar toda essa confusão quase absurda.

    O final ficou previsível e com cara de Jogos Vorazes. Pensei que o autor iria chutar o balde e começar uma revolução popular ali mesmo, acho que teria sido mais ousado e impactante.

    – Que linda! – exclama Claire –, também quero uma dessas!
    >>> – Que linda! – exclama Claire. – Também quero uma dessas!

    – caminham pelos corredor
    >>> caminham pelos corredores
    >>> (gerou uma cacofonia engraçada: “pelo escorredor”)

    – Claire ouvi notícias
    >>> ouve

    – sorriso como maldade
    >>> ???

    – Todos em volta param de voltam e olham
    >>> ???

    – se colocado em prático
    >>> prática

    – bárbaros ignorante
    >>> concordância, mais uma vez…

    – Meu reino, minhas regras
    >>> Essa foi engraçada 😀

    – ter feito, e não vez
    >>> fez

    – Eles se abraçam e beijam como o fazem sempre: como se fosse, ao mesmo tempo, a primeira e última vez.
    >>> Clichezão, mas ficou legal.

    – Depois que a filha ***dormiu***, os pais ***vão*** conversar no quarto deles.
    >>> mistura de tempos verbais na mesma frase

    – mas o Brasil aboliu a pena de morte em 1972
    >>> não consigo de forma alguma alguém falando essa frase, com a data exata, numa conversa com a esposa.

    – Esse seu plano parece monstruoso, até grotesco, mas… Faz certo sentido.
    >>> Na verdade… não faz muito, não kkkkkkkk

    – Como apenas a comida que está neste pacote
    >>> coma

    Resumo: história que prende atenção (que é um mérito enorme!), mas que infelizmente pecou muito na parte técnica.

    Abraço!

  18. Andreza Araujo
    20 de maio de 2016

    Tenho tanta coisa para comentar que nem sei se vou me lembrar de tudo! Qualquer coisa depois eu retorno! hahaha

    Bem, vou te falar das minhas sinceras impressões.

    O texto possui muitos pontos bons e muitos pontos ruins. De modo geral, eu resumiria assim: a história é boa, mas o texto possui muitos erros de revisão e o desenvolvimento/aprofundamento da narração é praticamente nulo. Agora vou tentar falar sobre cada ponto que me alegrou ou me incomodou.

    Primeiro, não conheço os autores do EC, e mesmo se conhecesse, não poderia dizer se é a primeira vez que você escreve para o blog. Quando eu comecei, teimava em escrever no presente, achava que assim ficava mais “real” a história, como se as coisas estivessem acontecendo naquele exato momento. Daí me convenceram que era melhor escrever no passado. É mais elegante, mais formal… Então, caso você tenha este costume de escrever sempre no presente, vou te sugerir tentar escrever pelo menos uma vez com os verbos no tempo passado.

    Se a intenção com as imagens era dar um ar descontraído e alegre, digo que conseguiu. Caso contrário, achei um exagero ter tantas imagens.

    Eu gostei dos personagens, são bem adolescentes, são reais. Mas não há um aprofundamento maior. A impressão que eu tenho é que o autor é bastante criativo, com muitas ideias na cabeça, mas que ainda não sabe como passar pro papel, ou que precisa passar logo com receio de “perder” a ideia, e acaba criando cenas completamente atropeladas. O texto todo é meio corrido, apesar da dimensão dele. Ou seja, ideias boas você tem, mas precisa trabalhar mais nas cenas.

    Um exemplo: como se vestem esses nobres do século XXI? Você diz que as moças, Claire e Aline, usam saltos. Mas no resto do conto a gente imagina um vestuário bem mais formal, da época do Brasil colonial. E as imagens ao longo do texto só reforçam isto. Então uma sugestão que dou neste ponto seria descrever as roupas em algum momento, no meio da discussão, mesmo que de modo indireto, para a gente entender como eles são.

    Logo no início, você diz: “Aline, 16, e Claire, 15”. 16 e 15… anos? Tem que dizer pra gente, por mais que esteja subentendido. E neste caso é preferível escrever por extenso. Aline, desesseis anos, e Claire, quinze anos *vírgula* são MAPTs…

    As palavras em francês poderiam vir em itálico.

    Foi sensacional você incorporar as Olimpíadas no meio do conto, muito interessante esta cena. Melhor ainda foi a Claire digitando no celular no meio da aula, bem cara de adolescente mesmo.

    O texto é tão resumido e corrido que tem uma cena que você descreve com apenas uma palavra; beijinhos. Quem deu beijo em quem? Quando? Como? Onde?

    Exemplo de falha de revisão: “o resto, na verdade a maioria, se sentam atrás.” O resto senta, singular.
    Claire ouvi – Claire ouve.
    Sorriso como maldade – como maldade? É isto mesmo?
    Entre outros…

    Voltando, gostei bastante da aula de arte. Mas como já falou alguém aqui nos comentários, qual a importância de Hitler para ser citado na aula já que ele foi um artista fracassado?

    Francês como língua mundial. Brilhante. São esses detalhes que enriquecem e sustentam a RHA.

    Então vem a cena do casal apaixonado. Não convence. As descrições são simples, recheadas de “frases prontas”. Tenho certeza que você consegue fazer melhor, só colocar os neurônios pra pensar um pouco.

    Pra finalizar a história, vem todo aquele drama familiar sobre o que fazer com a filha. É genial fazer os dois duelarem, e sinceramente não imaginei aquele final. Acho que era a única saída, não? Pontos pra você. E o fato de proibirem duelos depois da morte dos amantes foi o desfecho perfeito.

    Sobre estar dentro do tema, certamente! Só gostaria de ter entendido um pouco melhor, porque o professor foca na França, e eu fiquei meio sem entender quais as consequências pro Brasil (sou péssima em História, não consigo raciocinar ou imaginar cenários alternativos apenas com as informações dadas).

    Então, vou tentar resumir essa baboseira toda que eu falei. O conto todo é praticamente escrito em cima de falas. E é meio corrido, não temos uma boa noção de onde eles estão (como são as salas, os ambientes…), nem o que eles vestem. Falta ambientação, detalhes. Não estou dizendo que deve encher o texto de descrições desnecessárias, mas do jeito como foi escrito, pra mim, ficou tudo muito raso e pouco desenvolvido. Se você é uma pessoa que já escreve há um tempo, continue escrevendo. Se começou a escrever agora, continue escrevendo. Criatividade você tem, falta desenvolver um pouco mais. Só pra ficar claro: eu gostei do conto, é divertido, apenas fiz essa pequena(?) avaliação com um olhar mais crítico, na melhor das intenções.

    Abraços!

  19. Pedro Arthur Crivello
    19 de maio de 2016

    um conto muito legal de se ler. gostei de como você trabalhou a ironia fazendo uma critica com a nossa história atual. sobre a estrutura do conto voce amarrou bem o inicio, meio e fim da obra deixando o texto fluído. embora eu acho que a história do casal deve ser mostrada mais. parabéns de toda forma

  20. Brian Oliveira Lancaster
    18 de maio de 2016

    LEAO (Leitura, Essência, Adequação, Ortografia)
    L: Uma história com ares cômicos, com figuras de filmes antigos mais ainda, que satisfaz como diversão rápida e fugaz. O contexto é interessante e facilmente assimilado, apesar de o conteúdo estar um pouco simples demais.
    E: Gostei do bom humor, dos trocadilhos e da realidade alternativa. Lembrou muito o anime Code Geass, onde em pleno Japão de mechas gigantes existem reinos e cavalos. As figuras também lembraram a novela Que Rei Sou Eu (tô ficando velho) e imediatamente consegui recriar o cenário na mente, me conectando facilmente à atmosfera em geral. Infelizmente, o cerne está bem fraco, com eventos sucessivos e rápidos demais. A ideia é ótima, mas exigia um pouquinho mais de coesão – nesse sentido acho que existiu um exagero de separação de figuras. Talvez apenas umas três já bastassem.
    A: Começa direto na alternativa, e isso é um ponto positivo. Mostra bem o que aconteceria se ainda tivéssemos monarquia aliada à tecnologia, com toques de Romeu e Julieta. Gostei disso.
    O: A escrita é simples e direta, com pequenos erros de falta de vírgula, mas nada que uma revisão não conserte.

  21. Anorkinda Neide
    18 de maio de 2016

    Olha, eu gostei, sabe?! 🙂
    Me diverti!
    Achei a linguagem ótima para se ler, fluiu.
    As ‘novidades’ deste mundo alternativo iam aparecendo e causando sorrisos, realmente eu gostei, sim!
    A imagem do prof Pancrácio mitou! kkkk
    Gostei da solução para o final dos amantes, dando um pé na sociedade manipuladora. é isso ae!
    Obrigada por esta diversão aqui!
    Abraço
    ps: não imaginava q leria tantos contos legais neste tema que achei q seria um pé no saco! Esta turma do EC é demais! \o/

  22. Pedro Luna
    17 de maio de 2016

    Infelizmente não gostei muito. Primeiro porque a minha mente não conseguiu formar a realidade descrita no conto, onde duelo e celulares, o francês, Brasil, e aquelas imagens que me soaram desnecessárias, convivem. No entanto, elogiarei a coragem e a criatividade para misturar temáticas e enfiar até um HASHTAG Não vai ter golpe no meio.

    Queria chamar atenção para a passagem do texto onde a professora de história fala sobre Hitler. Ela diz que ele era um pintor, mas foi um fodido, fracassou em tudo e se acabou. E ninguém parecia saber de sua existência. Na minha opinião, ficou estranho essa menção, pois para que uma professora falasse de Hitler na sala de aula, ele teria que ter alguma qualidade provavelmente reconhecida na história da arte. Algo como um pintor que fracassou em vida, mas após a morte, teve as obras reconhecidas. Acredito que faltou algo assim nesse trecho, pois do jeito que a professora falou, nem seria obrigação dos alunos conhecer Hitler, e nem mesmo fica claro porque ela o conhece. Ficou vago.

    Mas de qualquer forma, é apenas um trecho. Não prejudica o conto. No geral, não gostei muito, os diálogos me pareceram forçados, mas é bem inventivo.

    • Scaramouche
      22 de maio de 2016

      Olá, Pedro Luna. Respondendo ao seu comentário: acho que você não leu o conto inteiro. A professora não era de história, era de arte. Ela escreveu um livro sobre artistas fracassados na história, e como alguns professores fazem, divulgou seu livro dando uma aula sobre artistas que não deram certo. Ficou totalmente claro porque ela o citou, você pulou trechos, por isso não enteneu. Da próxima vez, leia na íntegra pelo menos o trecho que pretende comentar. Obrigado pelo comentário.

      • Scaramouche
        22 de maio de 2016

        Claro que eu quis dizer “entendeu”, é que aqui não se pode editar o texto.

      • Pedro Luna
        30 de maio de 2016

        Olá, Scaramouche. Infelizmente eu li o conto inteiro, queria não tê-lo feito diante da sua imensa grosseria. Repito o que disse: o mundo está cheio de artistas que não deram certo, porque diabos ela cita Hitler, se nas palavras dela própria, o mesmo foi um completo fracasso anônimo? Seria mais verdadeiro ela citar artistas que não fizeram fama em vida, mas que tiveram reconhecimento pós morte, ou até mesmo por um pequeno grupo de pessoas. No caso, Hitler nem mereceria estar em um livor chamado ARTISTAS QUE O MUNDO ESQUECEU, já que pelo que o texto passa, ele nem chegou a ser lembrado algum dia.

        Na verdade, acho que você quis pq quis enfiar ele na história e saiu isso.
        Abraço.

  23. Ricardo de Lohem
    16 de maio de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Não sabia o que esperar pelo título, que, aliás, não entrega imediatamente o tema, o que tem aspectos bons e ruins. Acabei gostando muito. É RHA mesmo, no caso, o fracasso da revolução francesa. Hitler ter sido um pintor, pelo que entendi, foi uma consequência do tema, então não acho que seja uma salada. As referências cômicas a fatos da política atual foram muito divertidas, a parte dramática foi perfeita, shakespeariana, como já mencionaram, baseada nitidamente em Romeu e Julieta. Esse conto RHA foi sem dúvida um dos quatro melhores que já li, eu daria um 9.8. Parabéns, desejo muito Boa Sorte no Desafio.

  24. Catarina
    16 de maio de 2016

    O COMEÇO simpático deu carga ao FLUXO narrativo azeitado diante de diálogos pobres. A TRAMA romântica deixa uma mensagem histórica subliminar mais complexa do que aparenta. Achei genial a ALTERNATIVA: supor que se a monarquia não tivesse caído Hitler seria apenas um pintor medíocre esquecido e não haveria as duas grandes guerras. Tem base histórica. Não ligo muito para erros gramaticais, valorizo muito o trabalho do revisor, mas você exagerou um pouco. FIM épico, digno do Bardo do Avon.

  25. Davenir Viganon
    15 de maio de 2016

    RHA: A Revolução Francesa não teve sucesso. Um mundo sem republicas.
    A estória ficou muito boa. Talvez tenha ficado didático demais na parte das aulas. Essa parte acabou sobrando porque o restante do conto foi competente em delinear o que tinha de diferente nessa realidade, ainda assim, achei a parte do Hitler divertida (e ele não venceu a 2GM kkkk).
    A situação final do conto foi bem construída, desde o início. A parte do “não vai ter golpe” foi hilária. Enfim, o que mais gostei é que a estória está bem amarrada a realidade alternativa que construiu. Um mundo sem repúblicas, imaginado de maneira leve, sem se levar a sério demais. Fez escolhas bastante felizes aqui. Parabéns!

  26. Evandro Furtado
    15 de maio de 2016

    Ups: Universo bem detalhado, personagens bem desenvolvidos. A passagem do GOLPE foi hilária. Fiquei rindo por vários minutos aqui. Também gostei do final Romeu e Julieta.
    Downs: Não sei se a narrativa no presente foi a melhor escolha, talvez se o texto utilizasse dos tempos verbais no passado ganhasse um tom de maior epicidade. A última frase, por mais sentido que faça no contexto geral, também poderia utilizar de mais, digamos, poesia em sua composição.
    Off-topic: Os diálogos ficam muito mais divertidos quando lidos com sotaque francês.

  27. Olisomar Pires
    15 de maio de 2016

    RHA: O Brasil é uma monarquia, há nobres, realeza e valores ou costumes da idade média misturados aos recursos tecnológicos atuais – A revolução francesa teve outro desfecho.

    Tempo da ação: atual.

    Idioma: Não merece grandes reparos.

    Dilema: Jovem da nobreza se apaixona por plebeu, este acusado de assassinar outro nobre, é obrigado a duelar com sua amada, ambos morrem.

    Ritmo e Desenvolvimento: Bom ritmo, quebrado apenas pela aula de artes num momento, o desenvolvimento também é bom, as peças foram apresentadas e se envolveram naturalmente.

    Conclusão: Bom conto, nada que seja inédito, lembrei de Romeu e Julieta, ainda assim, divertido, principalmente pela imagem burguesa estereotipada, meio forçado na questão dos duelos em pleno séc. 21, lembrando que existem monarquias mundo afora, com título nobiliárquicos e tudo. No geral, gostei, daria uma boa Sessão da Tarde.

  28. JULIANA CALAFANGE
    14 de maio de 2016

    vc fez um samba-da-história-doida, né? Tipo, “e se agente misturasse as coisas todas?”… Achei criativo, mas talvez um pouco excessivo nas referências históricas e nas “explicações” sobre elas. Talvez vc pudesse ter focado em menos eventos e dedicado a eles uma atenção maior. O fato é q a gente acaba passando batido pelo texto, percebendo as referências como um turista em um museu: “olha aí a Revolução Francesa, olha aí o Hitler, olha aí aquele filme de capa-e-espada, olha ali, não é Romeu e Julieta?”. Também faltou uma revisão mais esmerada. De qualquer forma, parabenizo pela criatividade e por ter encarado o desafio, que dessa vez não foi nada fácil… Boa sorte!

  29. Olisomar Pires
    14 de maio de 2016

    Uma viagem divertida, entretenimento, embora o tema seja bastante explorado pelo cinema, ficou legal vê-lo num Brasil atual, confesso que fica meio forçado, mas quem se importa ? Parabéns.

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Publicado às 14 de maio de 2016 por em Realidade Histórica Alternativa e marcado .