EntreContos

Literatura que desafia.

Cálculos não são sentimentos (Pedro Crivello)

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23 de julho de 1950,22h, Reino Unido

 

Qualquer vento na janela assustava-o naquela noite. Ele nunca tanto medo em toda sua vida, nem quando a sirene tocava e os alemães sobrevoavam o país para tacar suas bombas naquela maldita guerra 5 anos atrás.

Ele estava apreensivo, esfregava uma maça nas mãos sem mais nenhuma vontade de come-la, sentado na cadeira da sala ele olhava fixamente para seu escritório, uma maneira de tentar se concentrar, já tentara de tudo, dormir, se alongar fazer palavras cruzadas, mas não conseguia diminuir a ansiedade.

A porta se abriu, por um segundo ele pensou “estou perdido”, quando ele se virou e viu William seu coração realmente disparou.

-Alan – o homem alto e ruivo disse ofegante, ele havia corrido o percurso todo mas ainda correu para abraça-lo. Após acariciar seus cabelos castanho escuro o beijou.

-pensei que não ia mais chegar – ele afagou a cabeça no peitoral de William, o ex-soldado americano. Alan nunca tinha se aproximado de ninguém como de William, não costumava ter amigos e nem de sua família foi muito próximo, teve um outro menino no colégio, mas o mesmo morrerá a muito tempo atrás.

O homem ruivo era um pouco mais alto que Alan, o suficiente para que ele encostasse pudesse ouvir seu coração quando abraçava-o, era também um pouco mais novo, o suficiente para que o relacionamento dos dois fosse menos indecente, como a sociedade via.

Alan claro não se importava, os amigos de Willian também não, até Joan não importava, mas ter dois rapazes namorando era um tipo de crime, uma violação que poderia ser considerado como indecência no reino unido, que levava a cadeia ou a castração química.

-está tudo pronto, temos de partir imediatamente – William não costumava medir palavras, ele atirava e depois perguntava, uma característica adquirida na guerra, totalmente ao oposto de Alan. E o homem de mãos tremulas pensava que isso era um dos motivos por ter se apaixonado por ele. Tinha quase tanta certeza quanto um de seus cálculos.

-mas… – o matemático quis argumentar, costumava a vencer todas as discussões, exceto com William, ele não podia argumentar com quem mais tinha afeto.

-mas nada – o soldado interrompeu mexendo na franja lisa do cabelo de seu companheiro – me viro junto com você, seremos acusados e presos se ficarmos…um soldado e alguém especial como você, sairia nos jornais. Antes que a polícia venha investigar, e abra algum inquérito, vamos de trem para a Suíça.

-Suíça…? – Alan pestanejou, odiava o frio, ele olhou de relance para a maçã jogada no chão, logo lembrou do conto de fadas que sua mãe lia pra ele quando pequeno, quem dera um beijo pudesse resolver todos os seus problemas.

-é um País neutro, não participou da última guerra, as pessoas vão para lá para fugir de problemas. Seu histórico de guerra já foi apagado isso é vantagem, e eu consigo uma identidade falsa se precisar.

Alan quis argumentar novamente, havia perdido o controle e o sentido, isso começou depois do termino da guerra. Mas ainda o principal problema ele sabia qual era, se deixassem o país ele ia perder toda sua pesquisa, o trabalho de uma vida, a máquina de cálculos que tanto demorou para construir. Ele olhou para o escritório, onde sua obra prima estava.

-eu matei várias pessoas nessa guerra – William disse e Alan não pode conter suas lagrimas – enquanto você ajudou a salvar milhares, inclusive a mim, agora é minha vez de salvar você, Sr.Turing

 

3 de julho de 1952, 8h, Suíça.

 

Alan deixou de fazer sua corrida matinal pela a cidade fazia algum tempo. Quanto menos fosse visto melhor, tinha medo de que alguém seguisse-o até sua casa, mesmo se tratando de uma pacata vila fazia o máximo para manter sua vida em sigilo. Se descobrissem que morava com outro homem encontraria seu fim na justiça ou pelas mãos de um qualquer

Ele passava seus dias na varanda, usando um roupão branco com meias e chinelos como um velho. Ficava horas admirando a paisagem que dava para o pé da montanha. Era uma região com uma variação de aves impressionante, William havia lhe comprado um livro para observadores de pássaros, como um presente para o novo hobby, Alan perderá o interesse no dia seguinte, e desistira de tentar identifica-los.

-não acredito que abandonei uma cadeira na universidade para isso –ele disse ao para o frio vento suíço, mal percebeu que William estava ouvindo.

-trocou anos de sofrimento por uma vida pacifica no campo – o soldado carregava uma bandeja com uma limonada e dois copos, ele costumava a beber isso no pais dele, mais do que chá.

O cientista tomou a bebida sem maiores argumentos. William foi uma das primeiras pessoas para quem Alan perdeu em uma discussão. Durante a segunda guerra o professor e inventor Alan Turing trabalhou em uma divisão secreta para poder derrubar a máquina enigma e o código alemão para coordenadas de guerra.

Resultado disso? Além de vencer a guerra “a máquina de Turing” se tornou a maior máquina de calcular, de computar e de decodificar, já vista. Mas com a guerra vencida o programa acabou, Alan, mesmo assim, esperava continuar sua pesquisa, aprimora-la para algo inimaginável, mas  ele não aguentava ficar longe de seu “vício”.

Foi numa noite dessas, em um dos lugares do submundo gay, Alan conheceu o ex-soldado americano, ele lutou nas praias da Normandia, perdeu sua família no desastre de Pearl Harbor e por sorte saiu da guerra só com um ferimento na perna que o afastou do exército permanentemente.

William Klein, estava se gabando da sua antiga patente, balançando uma isca para homens mais novos, meninos, que só se importavam em ter uma noite com alguém de mais status. No fim foi Alan quem mordeu a isca, bêbado o matemático chegou até ele e disse “você não devia se gabar disso”, o homem ruivo e bonito se aproximou, e perguntou o porquê.

Alan podia discorrer sobre todos os horrores e como ele era apena uma marionete, mas o americano, com seu sotaque estranho, que só depois Alan descobriu ser de São Francisco, simplesmente disse, “sabe eu estava passando por uma cidadezinha que tínhamos tomado dos nazi, nem consegui pronunciar a droga do nome de tão comprida que era , e vi uma garotinha, nem sabia de que lado ela estava, mas ela estava com fome e dividi minha merenda de soldado com ela, o sorriso dela me fez sentir mais herói que qualquer outro”.

Alan se calou na hora, não havia calculo que compensasse tão nobre ação, deixou perder o argumento então. Saindo para a noite fria, o professor contou tudo, o que não devia, sobre o departamento, e a Enigma, o beijo a partir daí foi inevitável.

Então os dois homens substituíram uma vida de aventuras noturnas nesse submundo, por encontros as escondidas.

-você me salvou – disse William, tirando Alan do devaneio, ele havia raspado a cabeça para melhor disfarce, ele sorriu revelando uma cicatriz na cabeça que ficava antes escondida pelos tufos cor de cobre. – sem me conhecer você me salvou, obrigado.

Antes que Alan pudesse responder uma campainha tocou. O saldado levantou para atender a porta, mas o matemático ficou inquieto, não tinha a menor ideia de quem poderia ser, mas se William confiava.

O matemático se espantou quando viu o rosto dela, nesses cinco anos ela não havia mudado, ainda tinha o rosto de mulher inteligente que sempre gostara de ver. Joan Clarke vestia com um sobretudo marrom, e usava um chapéu de frio para a suíça. Seu cabelo estava mais curto do que Alan se lembrava, ela sorriu ao vê-lo.

– Joan…quanto tempo – Alan a abraçou timidamente, sempre fora tímido em relação a tocar Joan, mesmo quando os dois estavam noivos – você está linda.

Ela hesitou, não podia falar o mesmo dele infelizmente, depois que Alan parou de trabalhar suas olheiras aumentaram, perderá muito cabelo e seu corpo se tornou mais fraco e flácido, seus músculos começavam a atrofiar, pela falta de exercícios físicos, e ele ainda adquirira uma pequena pança.

-fiquei triste depois que soube, se assumir é arriscado – a mulher começou a falar, ela olhou de relance para William – que bom que você consegui arranjar alguém.

O soldado segurou a mão de Alan, o matemático tremeu, nunca se sentira tão em ao pegar a mão de alguém, talvez o único que se sentiu tão bem foi Christopher, antes dele falecer ainda rapaz. Joan pegou na mão livre do homem, ela estava com uma expressão tênue, porém ainda tinha um ar de preocupação familiar para ele.

-na verdade, sou um pouco egoísta – ela quase sussurrou – estou aqui por que preciso de você, como precisei em Cambrigde.

Ela o arrastou para a porta da casa, Alan não sabia o que esperar e a segunda surpresa foi grande demais. Várias caixas de madeira estavam na porta de sua casa, um homem corpulento estava tirando a última de um caminhão. Ele veio até Joan e a beijo.

-Alan, William, esse é John – o homem tinha um rosto duro, másculo – meu noivo, ele também é ex-soldado ,William.

-muito bom achar um ex-colega, espero que eu não tenha tentado atirar em você, fogo amigo é uma das piores coisas. – ele brincou, mas o rustico homem com um bigode espeço não esboçou um sorriso se quer.

-o que são essas caixas? – Alan perguntou com seu coração acelerado.

-não tínhamos um nome certo para isso naquele tempo –Joan começou a falar – chamamos de “máquina de Turing”, desculpa tê-la desmontada mas precisávamos dela para a viagem.

O matemático não resistiu as lagrimas, seu trabalho estava de volta, e podia se sentir vivo de novo.

-podemos fazer alguns ajustes, sabe que tem uma guerra por ai, mas vamos deixar isso para os EUA e a Rússia, tem pessoas que acreditam que isso pode fazer muito mais para o mundo.

 

 

24 de dezembro de 1958, 23h, Estados Unidos

 

Véspera de natal, a neve caia fina do lado de fora do apartamento dos Clarke aquela noite. A maioria das Famílias estavam ceando fartos perus recheados, bebendo vinho enquanto as crianças esperam os presentes pela manhã.

Mas Alan continuava a trabalhar na sua máquina, mesmo com um duro mês de dezembro ele não parou. Os cientistas que se inscreveram para o projeto não estavam ali naquela noite, nem william, Só Joan, que havia deixado o marido em casa para ficar com Alan. Nunca esses dois pensaram que suas vidas mudariam tanto em seis anos.

A suíça era o lugar ideal, a vila de Berna era um lugar longe de problemas, lá a guerra não havia chegado, e ninguém pensava em importunar Alan e William. Mas a Suíça não tinha a tecnologia suficiente. O computador precisava de dinheiro, algo que só uma universidade rica poderia dar. Cambridge, já havia estourado todo seu orçamento de pesquisa para Joan e para “a máquina de Turing”.

E para os dois homens não parecia haver lugar no mundo. Na maioria das cidades europeias a homossexualidade era considerada crime de perversidade. Isso trazia Alan pesadelos, alguns deles acordava gritando, quando um médico tentava lobotomiza-lo.

William sugeriu a solução dois anos depois que Joan veio procurá-los.

-São Francisco? –Alan indagou, era uma manhã de quarta-feira, Joan e John vieram visita-los, o ex-soldado parecia aceita-los em bora a própria Joan afirmou que ele teve dificuldades no começo, porem nunca pensou em denuncia-los.

-a região com mais Gays por metro quadrado dos EUA – William explicou com seu jeito lúdico – lá não teremos problemas, e podem tentar ingressar como professores na universidade da Califórnia, eles não vão rejeitar a dupla que derrubou a Enigma e o “heil Hitler”.

William acabou tendo o pensamento mais logico que alguém poderia ter, até mais logico que Alan e Joan. Foi difícil conseguir os passaporte, e ainda mais difícil desmontar e levar a máquina novamente. Mas em questão de um ano eles conseguiram se mudar e remonta-la, depois de um tempo conseguiram apoio, direto da universidade da Califórnia, que financiou mais uma pesquisa

Mesmo assim ele parecia empacado, era véspera de natal, e depois do que acontecerá Alan perdeu o entusiasmo mais uma vez.  Parecia que estava batendo a cabeça contra a parede, cansado de tentar conciliar a sua felicidade com seu estilo de vida.

-se soubesse no que se concentrar estaria melhor não estaria? – Joan trazia duas taças de vinho, embora sabia que provavelmente Alan rejeitaria não podia deixar de tentar.

– falei em voz alta de novo? – ele respondeu aceitando a taça.

-não, mas eu te conheço –ela se sentou e pegou na perna de Alan –não precisa ficar assim os médicos disseram que o will está fora de perigo, mesmo com aquelas complicações na perna.

Alan assentiu sem graça, por mais que São Francisco fosse segura, ainda não era o local ideal. Na vizinhança se falavam muitos de casais do mesmo sexo, embora os mesmo ainda não fossem vistos na rua. Willian e Allan alugaram um bom apartamento, e um galpão certo para o computador digital.

Estavam em uma vida feliz. Alan estava mais extrovertido, “podemos até adotar um gato mês que vem”, ele cogitou uma vez, se animando com a simples ideia de  viver uma vida simples dividindo sentimentos, já que passará a maior parte dela dividindo cálculos com colegas de trabalho.

Entretanto, assim como nos contos de fadas, o momento que os heróis pareciam amis felizes acontece algo para estragar sua vida. O casal estava voltando de um abrigo de animais, adotaram um gatinho preto, Pitágoras, como Alan insistiu em chama-lo, quando foram atacados.

Foram cinco homens, todos usavam ternos pretos, e vieram do nada enquanto o casal passava por um beco escuro. O ex-soldado, sempre preparado para a ação, soltou imediatamente a mão de Alan e revidou contra um deles que usava um taco de baseball.

Mas sua perna coxa, que havia piorado com o decorrer dos anos, o impossibilitou de enfrentar tantos homens assim, no final só quando uma senhora de uma das casas ao lado se incomodou com o barulho que a gangue parou de espanca-lo e deixado quase morto.

-foi culpa minha –passados quase uma semana de hediondo ato ele ainda se lamentava, enquanto podia ver pela janela outras famílias tendo seu natal felizes e em paz.

William recebeu a maioria dos golpes, desviou a atenção dos agressores, fez de tudo para que o matemático saísse com apenas alguns roxos pelo corpo e um galo na testa, mas já o militar aposentado, teve o nariz quebrado, uma costela trincada e muitos arranhões e hematomas

-Alan não se culpe, você sabe que o problema é muito mais profundo-Joan disse -tem pessoas que realmente ficaram sentidos, aquele garoto que conhecemos na frutaria, o Harvey, ele disse que o atentado foi a gota d’agua, e fez ele tomar coragem para entrar na politica

-ele é só um homem, e ainda é gay, e estamos em mais uma maldita guerra, o que ele pode fazer para o mundo? – Alan não se conteve.

-O mesmo que um matemático, ainda por cima gay, fez na segunda guerra. – Joan pegou seu casaco – cálculos não são sentimentos, Alan, você as vezes precisa ver além da razão. Vou passar no hospital para vê-lo, depois vou para casa com John.

-espera – Alan estava na eminencia de chorar –eu te acompanho, William não precisa de logica, precisa de mim.

 

23 de julho de 1982, 12h, Reino Unido

– Joan Turing – William chamou a menina quanto ele segurava o bolo na mão com dificuldade – você sabe que eu não consigo nem me aguentar em pé por muito tempo faça o favor de pegar esse bolo.

A jovem menina de pele negra, que fora adotada pelo matemático e o ex soldado, graças a lei aprovada por Harvey Milk, que entrou na política bem mais cedo que se esperava.

Ela era uma jovem talentosa, em seus quinze anos, já conseguia mexer no processador digital, inventado pelo pai Alan, sentia muito interesse nos aplicativos da polícia que permitiam reconhecer o rosto de um criminoso, e passava horas na biblioteca online (que veio junto com a internet depois da guerra na década passada, que passará ser conhecida como guerra fria) lendo livros antigos.

A garota, foi até o seu velho pai William, com suas mãos tremulas e sua prótese na perna, presente de sua última batalha, contra uma gangue em São Francisco. Ela pegou o doce decorado e dirigiu-se ao jardim, onde seu pai matemático estava sentado em sua cadeira de balanço.

Era seu aniversário de 70 anos, o velho inglês não conseguia mais andar, não importava, ele dizia que teria parado de andar a 30 anos atrás, comendo uma maçã envenenada com arsênio, como disse em uma entrevista aberta ao CBC de Londres.

-Feliz aniversário pai – ela disse com um sorriso torto que Alan adorava.

O velho sorriu de volta, nunca imaginou que teria uma vida assim, principalmente com o ocorrido em São Francisco, mas Alan tomou coragem, com apoio dos que acreditavam nele, o cientista pode criar o inimaginável que tanto queria.

Após o seu computador digital popularizar, vários outros cientistas começaram a trabalhar no desenvolvimento de máquinas que só seriam possíveis com sua invenção e com ajuda do próprio Alan, nunca a tecnologia fora tão avançada.

Assim ele pode assumir seu romance com William, e os dois ajudaram na luta pelos direitos igualitários, sua influência foi muito importante. “Gostaram tanto da sua invenção que decidiram perdoar os gays magicamente, nada de interesse, que pessoas bondosas!” William gostava de dizer.

Alan assoprou as velas, enquanto Joan servia-os, ele pegou um pequeno computador que o Sr. Jobs havia lhe dado, parecia um estojo de tela digital e com um teclado de calculadora. O símbolo da empresa dele era uma maçã mordida, sugestão feita por Alan. O matemático ligou a máquina, colocou a filha no colo e abriu um aplicativo para palavras cruzadas feito especialmente para ele.

 

 

 

“Em memória de Turing e de todos os homossexuais vítimas da violência, física e psicológica, que podiam ter contribuído muito mais para o mundo.”

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28 comentários em “Cálculos não são sentimentos (Pedro Crivello)

  1. Wilson Barros
    2 de junho de 2016

    O valor do conto foi principalmente por ter sido bem trabalhado o personagem, Turing, e o pricipal tema da sua vida, fora a matemática, a homoafetividade. Além disso, um conto sobre um gênio foi uma grande sacada. Apesar de a ideia ter sido boa, deveria ter sido trabalhada em forma de conto, com diálogos e frasesmais elaboradas. Do jeito que está pareceu um roteiro, ainda que muito bom.

  2. Pedro Luna
    2 de junho de 2016

    Senti falta de um clímax. A cena do espancamento não pode ser considerada como um. Basicamente, é um conto muito simples.

    A história é boa, e um dia desses mesmo eu conversava com amigos sobre como teria sido a vida de Alan se não tivesse morrido daquela forma. Foi interessante ver a sua visão sobre isso. A ideia de um relacionamento com um soldado foi muito boa. Fiquei meio assim com a adoção no fim, mas é perfeitamente aceitável seguindo a ideia do conto, que já teria ali um Alan conhecido e “perdoado” pela humanidade.

    A escrita deixou a desejar com inúmeros erros, mas, beleza, por incrível que pareça, não travou tanto a leitura.

    No geral, uma boa ideia, ainda que a escrita tenha sido desleixada e falte um clímax.

  3. Andreza Araujo
    2 de junho de 2016

    Acho que foi um dos textos mais “justos” na alteração, transformando a morte do matemático em vida. Fiquei aqui pensando como seria ótimo se ele tivesse a oportunidade de viver no seu conto, certeza que ele gostaria muito do resultado. 😉

    Gostei das suas construções e do desenvolvimento, algumas frases são inspiradoras (o que é ótimo num texto com essa temática, acho que você conseguiu atingir o propósito), você sabe escrever e conduzir uma história, mas tem muitos erros bobos de revisão, como iniciar diálogo com letra minúscula, esquecer ponto final nas frases, palavras sem acento, outras com acento demais, etc.

    Então o nosso querido matemático consegue trabalhar no que ama, e sugere o logo da Apple tal como conhecemos. Gostei muito desta cena, principalmente porque não surgiu “do nada”, você fala da maçã em outras cenas do conto, de modo sutil, e esta foi a graça da “revelação” final.

    Um conto muito bonito, que prendeu a minha atenção do início ao fim, só cuide melhor daqueles detalhes de revisão, hein, senhor autor?! Beijinhos.

  4. Virginia Cunha Barros
    2 de junho de 2016

    Oii! Então… achei bem bonita a mensagem do teu conto, até mesmo corajosa, e me peguei desejando que fosse mesmo verdade que o Alan tivesse continuado vivo e emprestando sua genialidade para o mundo. Já tinha ouvido falar, mas não conhecia a história dele, nem sei se é tão conhecida assim, o que já te faz ganhar pontos, hehe. Meu querido autor, só posso dizer que não fique chateado comigo, mas teve algo que atrapalhou a leitura, o que é uma pena em um conto tão bonito como o seu. Acho que o problema mais grave não é nem a ortografia, mas umas frases meio confusas como esta:

    “Alan nunca tinha se aproximado de ninguém como de William, não costumava ter amigos e nem de sua família foi muito próximo, teve um outro menino no colégio, mas o mesmo morrerá a muito tempo atrás.”

    Acho que tanta informação assim podia render ao menos umas três frases mais caprichadas, desse jeito ficou um pouco superficial… Isso aconteceu com frequência nesse conto, eu só posso sugerir que pense nisso com carinho, tá?

    Boa sorte e não desista!

  5. Swylmar Ferreira
    1 de junho de 2016

    Um conto bacana, trás ao contexto um final diferente à história de Turing.
    Meu caro, a trama é muito boa, apesar de simples.Aborda o homossexualismo, a adequação ao tema é inegável, mas a questão gramatical matou o conto, prejudicou a obra que tinha um belo enredo. Os diálogos são bons mas os erros gramaticais dificultaram a leitura.
    Mas peço ao autor que continue escrevendo pois a ideia foi muito boa. Em minha opinião uma boa história com alguns erros é melhor do que uma história ruim sem erros.
    Parabéns meu caro e boa sorte.

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    1 de junho de 2016

    Alexander,

    Gostaria de deixar os meus mais sinceros parabéns pelo tema escolhido. O eixo temático da RHA ficou muito boa e percutiu a micro-história de um dos grandes nomes na história mundial. Aplausos para você.

    Porém, meu irmão, embora o seu conto tenha espírito, faltou um esmero maior na construção gramatical. Veja: você tem construções muito boas no início, mas que, por alguma razão, degringolaram no decorrer da narrativa.

    Não, não se acanhe diante das críticas construtivas. Escreva mais. Dê uma lapidada na sua obra, corrija os erros, as sentenças e bola para frente.

    Gostaria de ouvir mais de você por aqui.

    Muito boa sorte no desafio.

  7. Eduardo Selga
    1 de junho de 2016

    Literatura não é apenas uma boa ideia: ela precisa estar concretizada por meio da linguagem escrita, e para isso evidentemente é preciso o necessário domínio. Mas, infelizmente, não é o que acontece aqui. Um enredo abordando de modo sensível, uma relação homossexual, fugindo aos estereótipos reducionistas que costumam acompanhar narrativas acerca de camadas sociais postas à margem do discursos socialmente dominante, uma narrativa assim merecia ter sido plenamente realizada, o que não aconteceu por imperdoáveis erros ortográficos, sintáticos, semânticos, de coesão textual, de tempo verbal, muito mais do que de digitação.

  8. Wender Lemes
    31 de maio de 2016

    Olá, Alexander. Seu conto é minha sexta avaliação neste certame.

    Observações: é o segundo conto que leio neste desafio que possui uma ótima premissa, mas peca de forma gritante na revisão. Alan Turing por si só já te abriria um leque imenso de caminhos dentro da narrativa, é uma pena não ter sido bem aproveitado – minha opinião.

    Destaques: o autor conduz bem a narrativa e os personagens são ricos em personalidade e detalhes.

    Sugestões de melhoria: se usasse mais cenas mostrando o modo como Alan e Willliam eram tratados, no lugar de ficar explicando a todo momento, acredito que teria um resultado bem melhor, mais conciso. Pela descrição, a sociedade era extremamente homofóbica, mas só vemos um ato em que isto se manifesta fisicamente (a briga).

    Boa sorte no desafio.

  9. Simoni Dário
    31 de maio de 2016

    Olá Alexander.
    Autor, minha mente viajante não processa o fato de uma pessoa escrever um texto dessa magnitude, com tantos erros bobos na língua pátria. Penso tratar-se de um escritor de outra nacionalidade tentando escrever em português, é como consigo assimilar. Tirando isso, o seu conto tem na ideia do enredo uma excelente alternativa para Alan Turing, cuja história conheço apenas pelo filme “O Jogo da Imitação”. Você criou situações muito boas usando as metáforas como a da maçã, por exemplo, e sabe que quando terminei de assistir ao filme fiquei pensando “puxa, foi esse cara que inventou o computador, na verdade!”
    Enfim, vi que os comentários estão batendo em cima da questão da revisão, já que as escorregadas na escrita saltam aos olhos, mas o seu enredo pela ideia está de parabéns. Continue criando, você tem futuro, invista em leituras, mas ainda acho que você não é brasileiro e me desculpe se for. Bom desafio.

  10. Daniel Reis
    31 de maio de 2016

    Prezado escritor: para este desafio, adotei como parâmetro de análise um esquema PTE (Premissa, Técnica e Efeito). Deixo aqui minhas percepções que, espero, possam contribuir com a sua escrita.

    PREMISSA: Quem assistiu “O jogo da imitação” está familiarizado com a história de Turing. Mas o twist aqui foi utilizá-lo para uma versão de um relacionamento homoafetivo ideal, estável e produtivo, até a velhice. Só acho que ficou panfletário demais.

    TÉCNICA: muito, mas muito a consertar, principalmente na parte da revisão gramatical. A narrativa, aos trancos, consegue se manter coesa em grande parte.

    EFEITO: Achei cafona, pelo motivo exposto na premissa. Desculpe.

  11. Thomás
    31 de maio de 2016

    Alexander, sua escolha para o tema do conto foi muito interessante.

    Seu texto, contudo, deixou a desejar

    Parece que você escreveu no teclado do celular… sei lá.
    Como já disse um colega aí nos comentários, não fosse a obrigatoriedade de ler tudo por conta do desafio, eu desistiria do seu texto.

    Sugiro uma revisão mais cuidadosa.
    Boas ideias você tem.

  12. vitormcleite
    30 de maio de 2016

    Lamento que a falta de revisão tenha prejudicado tanto esta história que podia ter ido bem longe. Parabéns pela coragem em abordar um tema que ainda é um forte tabu, e votos para que o próximo texto seja bem revisto antes de publicar.

  13. Thiago de Melo
    28 de maio de 2016

    Prezado, Alexander Yanovich Currie,
    A ideia que você teve para uma realidade histórica alternativa foi muito boa. Concordo plenamente com o seu pensamento de que, se Turing não tivesse se matado, estaríamos muito mais avançados em termos de tecnologia hoje. A ideia de que no início dos anos 80 já teríamos internet e que o logo da Apple foi sugestão de Turing para Steve Jobs foram sacadas muito legais. Gostei muito disso.
    Infelizmente, porém, você precisa trabalhar para melhorar a qualidade do seu texto. Suas ideias são boas e, com o tempo, você saberá dosar a melhor maneira de passar para o papel algo que está queimando na sua alma. Dá pra perceber que você escreveu com o coração, mas você precisar estudar mais o básico da escrita (gramática, verbos, colocação pronominal, acentuação e etc).
    Sugiro fortemente que você leia o livro do Stephen King, “Sobre a Escrita”. Acho que vai te ajudar muito. Uma das seções desse livro trata sobre a “Caixa de Ferramentas” do escritor. Essa é a principal parte que você precisar ler, entender e aplicar aos seus textos.
    A ideia do seu conto foi boa. A execução deixou muito a desejar. Continue se esforçando!
    Um abraço!

  14. Leonardo Jardim
    27 de maio de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (antes de ler os demais comentários):

    📜 História (⭐⭐⭐⭐▫): é bonita e contém uma importante reflexão: como seria o mundo se algumas pessoas não tivessem morrido por preconceito ou racismo. Estudei Computação, mas não sabia que Turing era gay. Li a Wikipédia e fiquei triste em saber que um dos maiores heróis da guerra foi condenado e suicidou-se por isso. Enfim, o texto traz essa importante mensagem e faz paralelos interessantes com a vida real: a maçã envenenada com a logo da Apple foi ótima! Tirando uma ou outra confusão de estrutura e personagens citados antes de serem apresentados, é uma ótima história.

    📝 Técnica (⭐▫▫▫▫): não consigo pensar numa forma branda de falar isso: a técnica está muito ruim. Se não estivesse num desafio que me obrigasse a ler todos os textos, teria abandonado a leitura nos primeiros parágrafos. São tantos erros de ortografia, pontuação, acentuação, que fica até difícil citar todos. Em um determinado momento, eu desisti de anotar os erros para focar na trama e foi uma ótima decisão, pois ignorando os problemas textuais, a história valeu muito à pena. O autor deve ser iniciante e, se for o caso, me desculpe pela franqueza, mas o texto é a principal ferramenta de nossa arte e, por isso, deve ser bem tratada. A boa notícia é que corrigir Português qualquer um pode, mas poucos são capazes de pensar em boas histórias. Esses são os problemas que eu anotei antes de desistir de revisar:

    ▪ Ele nunca (teve) tanto medo em toda sua vida

    ▪ esfregava uma maça (maçã) nas mãos sem mais nenhuma vontade de come-la (comê-la) *ponto* Sentado na cadeira da sala ele olhava fixamente para seu escritório, uma maneira de tentar se concentrar *ponto* Já tentara de tudo, dormir, se alongar *vírgula* fazer palavras cruzadas, mas não conseguia diminuir a ansiedade.

    ▪ quando ele se virou e viu William *vírgula* seu coração realmente disparou.

    ▪ ainda correu para abraça-lo (abracá-lo)

    ▪ Após acariciar seus cabelos castanho escuro (castanhos escuros) *vírgula* o beijou.

    ▪ *travessão* *espaço* pensei (Pensei) que não ia mais chegar

    ▪ mas o mesmo morrerá (morrera) a (há) muito tempo atrás (não precisa do “atrás” – pleonasmo)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): esse mote de caça aos homossexuais é válido, mas bastante comum. Ganha pontos, porém, por focar nesse personagem e pela inventividade do futuro sem a sua morte.

    🎯 Tema (⭐⭐): e se Alan Turing não tivesse se suicidado? Gostei da forma como mostrou a RHA e, no final, as consequências disso.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): a história é bonita, mas tratada de uma forma meio superficial, deixando os personagens um pouco caricatos, não passando todas as emoções necessárias para o texto. O excesso de erros também atrapalhou bastante na apreciação do texto. Como já disse, é uma boa história, mas precisa de maior trabalho para virar um bom conto.

  15. Fabio Baptista
    27 de maio de 2016

    Olá,

    Só gostaria de deixar claro que minha crítica será dura, mas não é minha intenção menosprezar o texto, tampouco o autor. Trata-se apenas da minha opinião sincera, visando o aprimoramento do escritor (assim como fiz em todos os outros contos, ora acertando, ora errando).

    Enfim, vamos lá…

    A parte técnica desse conto está horrivelmente péssima. São muitos, muitos erros mesmo. Costumo pontuar esses erros e indicar sugestões para corrigi-los, mas se fizesse isso aqui, teria que pontuar praticamente o texto inteiro, pois há falhas em quase todos os parágrafos.

    Destaquei a frase abaixo:

    – mas o mesmo morrerá a muito tempo atrás
    >>> Nesse curto espaço de 8 palavras, tem 3 coisas erradas:
    >>> morrerá: acentuado indevidamente, assim como muitos outros pretéritos mais que perfeitos que apareceram no texto.
    >>> a muito tempo: há muito tempo
    >>> há muito tempo atrás: se você fala que foi há muito tempo, já denota passado, tornando o “atrás” redundante

    – maça / maçã
    >>> exemplo de palavra escrita de modo certo e errado ao longo do texto, o que me deu a impressão de que o autor poderia ter evitado muitos problemas, mas teve preguiça (ou não teve tempo, o que também não é desculpa) na hora da revisão.

    – passados quase uma semana de hediondo ato ele ainda se lamentava, enquanto podia ver pela janela outras famílias tendo seu natal felizes e em paz
    >>> Mas o Natal durou uma semana inteira?

    Sobre a trama – eu gostei dessa abordagem mais pessoal da possível vida do Turing, mudando para São Francisco após a guerra e continuando a praticar sua genialidade. Porém, achei muitas partes enroladas (no sentido de repetitivas, não confusas) o que, aliado à revisão sofrível, me fez perder o interesse em alguns pontos.

    O final é um tanto panfletário, mas leva a uma reflexão interessante sobre representatividade e tal. Acho que foi a melhor parte do texto e onde a RHA de fato se mostra num sentido mais amplo.

    Resumindo: caro autor, não deixe de revisar seus textos antes de enviá-los.

    Abraço!

  16. Gustavo Castro Araujo
    27 de maio de 2016

    Imagino que o autor seja alguém que ainda dá seus primeiros passos na escrita. Digo isso por conta da ausência de revisão. Os erros se sucedem a cada linha, prejudicando a leitura e impedindo que o leitor seja capturado pela narrativa. Por isso, antes de qualquer coisa, sugiro ao autor revisar incansavelmente sua produção previamente à submissão. Quanto melhor escrito o texto, maiores são as chances de conquistar corações e mentes. O contrário é ainda mais verdadeiro.

    Dito isso, é possível falar da história em si. Uma ideia bacana, ainda que ingênua, que brinca com a hipótese de Alan Turing não ter se suicidado. Pelo que se nota, suas criações científicas continuariam a nos assombrar. Mais do que isso, sua personalidade ajudaria a forjar o caráter de gente como Harvey Milk e Steve Jobs, trazendo a homossexualidade à discussão muito antes do que realmente ocorreu.

    Enfim, uma concepção interessante cuja execução deixou um tanto a desejar. Revisar, ler e continuar escrevendo. É esse o caminho.

  17. Pedro Teixeira
    27 de maio de 2016

    Bom dia. Alexander! A ideia foi sensacional e há bastante potencial aqui. Realmente faltou revisão, e talvez também pensar melhor na estruturação dos parágrafos e frases, às vezes num mesmo parágrafo há uma mudança abrupta de assunto, como no que começa com a seguinte frase:”O cientista tomou a bebida sem maiores argumentos.” As explicações a seguir soaram deslocadas. Também é sempre bom pensar se a frase empregada conseguiu expressar aquilo que se queria, em algumas frases parece que falta alguma palavra. O enredo é muito bom , criativo e a divisão dos acontecimentos por datas foi um recurso bem utilizado, assim como a construção dos personagens. Enfim, um trabalho interessante mas que tem potencial pra ficar muito melhor. Parabéns e boa sorte no desafio!

  18. Catarina
    18 de maio de 2016

    Encontrar erro logo no COMEÇO, e no texto todo, diante de um FLUXO tão talentoso, TRAMA forte sustentada pela narrativa rica, só posso acreditar que foi falta de tempo para revisão e não incompetência. Confesso que a feliz escolha da ALTERNATIVA influenciou meu encantamento. Se tirar a gordura, os erros bobos e o excesso de explicações no FIM, este conto ficará simplesmente maravilhoso. Porque revisar é mais fácil do que criar, mas dá uma preguiça…

  19. Brian Oliveira Lancaster
    18 de maio de 2016

    LEAO (Leitura, Essência, Adequação, Ortografia)
    L: Deu para notar a dedicação de um escritor iniciante. Espero que os outros percebam isso, antes de avaliar. Sobre a história, confesso que achei um tanto parecida com o filme recente dele, mas do meio para o fim, o enredo melhora consideravelmente, pois inicia a transição de história alternativa. Gostei particularmente do final, não tanto da carga levemente didática do início, com toques panfletários. Pode não ter sido a intenção, mas certas explicações ficaram um tanto deslocadas. Uma sugestão é se focar em apenas um evento e trabalhar todo o contexto ao redor dele.
    E: Você demonstra bastante criatividade e imaginação para definir cenários e atmosferas mais intimistas. No entanto, precisa ajustar melhor a união da “massa intempestiva” que atinge os escritores. Outra coisa que é essencial é sempre revisar. Digitar a primeira vez, imprimir e ler. Ajustar algumas coisas e deixar de lado por algum tempo. Depois volte. Você vai notar quantas coisas há para arrumar/modificar. Isso ajuda muito no processo criativo e acontece com todos.
    A: O início e o desenvolvimento não demonstram tanto o ponto de quebra, mas a parte final sim. Teve até um Steve Jobs ali no meio.
    O: Já disse muito acima. Mas tome cuidado com as pontuações no final das frases e iniciar com letra maiúscula os diálogos. Tem bastante potencial, mas precisa de lapidação – o que envolve paciência, sei bem; e isso vale para todos.

  20. JULIANA CALAFANGE
    16 de maio de 2016

    Já começa com um erro de revisão. Há quem discorde de mim, mas penso q a revisão é uma etapa importantíssima da “criação” literária… Da mesma forma, prefiro textos cujo autor visivelmente se ocupou com os detalhes. Erros na pontuação, de concordância, desatenção ao vocabulário me incomodam muito quando leio algo. Então, foi difícil me envolver na sua história. Vencendo isto, o leitor encontra um ótimo personagem para RHA. Gosto disso. Nasci numa família de cientistas e sei q a maioria deles nunca vê suas ideias comprovadas e aceitas, morre antes, não necessariamente envenenados. Mas o seu conto realmente peca pela estrutura, num tom muito “meloso” da linguagem usada, pela fraca construção dos personagens e tudo isso junto mantém o leitor distante da história, o que é uma pena. Nesse caso, gostaria que o desfecho real tivesse sido o seu… Valeu a homenagem ao Turing!

  21. Anorkinda Neide
    16 de maio de 2016

    Pois é, garoto(a), foram muito erros de ortografia e acentuação, atrapalharam muito a leitura.
    O enredo do inventor nao suicidar-se e conseguir usufruir de sua vida com liberdade e amor é bom. Mas ao meu gosto, forçou no mimimi, no coitadismo do casal homossexual, pra levantar a bandeira. Ok. mas eu não curto. Poderia ter um tom de menos vitimismo, mesmo mostrando o preconceito e a luta pelo direito de viverem juntos.
    Se eu entendi, entao Alan Turing teria, se nao suicidasse-se inventado o computador? Isso é legal.
    Achei tb que a linguagem dos personagens usou girias e expressoes bem modernas, em 1950 falava-se diferente, pois nao?
    Mas é assim mesmo, vamos escrevendo pra ir aprendendo. Na prática e levando lambada. rsrs
    Abração

  22. Davenir Viganon
    15 de maio de 2016

    RHA: Alan Turing não se suicidou e continuou suas pesquisas.
    Gostei da proposta do conto. A execução ficou parelha no que tange as emoções, como naqueles filmes biográficos. A estória encaixou bem na realidade alternativa. As referências a Harvey Milk e a o logo da Aplle ficaram legais. Pessoalmente tenho um problema com finais felizes, mas o tom melancôlico nos faz vislumbrar “o que poderíamos ter ganho”. Seu Turing imaginou isso nos pesadelos dele nos lembra disso. O que eu acho que poderia ter ficado diferente era que, após passar um tempo, Turing poderia ser uma pessoa diferente na sua velhice, não necessariamente mais feliz, mas com dilemas diferentes da época em que viveu a mais do que na nossa realidade. Ainda assim é um bom conto. Parabéns e boa sorte!
    Em off: Esse William Klein, tem só o nome do cineasta, ou é ele mesmo?

  23. angst447
    15 de maio de 2016

    Olá, autor! Desta vez, resolvi montar um esquema para comentar. Espero te encontrar no pódio.

    * Título – O contraste entre “cálculos” e “sentimentos” ficou interessante. Não revela quase nada sobre o que o leitor encontrará no texto.

    * Revisão – Talvez, o autor não tenha conseguido fazer uma revisão mais atenta por ausência de tempo ou falta de experiência. Não vou elencar os vários erros aqui, para não me estender demais e não bancar a professora severa.
    “Ele nunca tanto medo em toda sua vida (…)” > faltou o verbo aqui. Um exemplo do que considero falta total de revisão. Logo no primeiro parágrafo. Acontece, mas o autor perde pontos com isso.

    * Enredo – Confesso que tive de pesquisar para descobrir que Alan Turing foi um matemático, lógico, criptoanalista e cientista da computação britânico.Uma boa premissa, por tanto. Acredito que o autor seja alguém bem jovem, ainda ensaiando por suas ideias no papel ou na tela, mas com grande entusiasmo. Pesou um pouco a mão na caracterização estereotipada dos personagens, mas o enredo em si revela-se interessante.

    * Tema – O conto abordou o tema proposto.

    * Aderência – Pena o conto possuir tantas falhas que truncaram a leitura, pois a história até despertou meu interesse. Não fosse por isso, eu teria me deleitado com a narrativa. Uma boa revisão e um enxugamento de algumas passagens seriam importantes para tornar este conto um sucesso. Continue, não desista! Boa sorte!

  24. Evandro Furtado
    15 de maio de 2016

    Ups: O título tem uma carga poética fantástica e criou grandes expectativas para o texto. Há alguns momentos de destaque, com frases de efeito interessante. A premissa também foi bacana.
    Downs: O grande problema foi o desenvolvimento textual. Além de vários errinhos pontuais, é possível apontar inúmeros problemas com pontuação, tempos verbais, coesão textual, enfim. Como corrigir isso? Em primeiro lugar revisando o texto com maior cuidado. Principalmente os erros de ortografia e acentuação que passam à primeira vista. A segunda parte é continuar a escrever e escrever, buscando encontrar um estilo próprio e evoluindo com o tempo. Há potencial aqui, só precisa ser lapidado.
    Off-topic: Droga, a imagem do Cumberbatch ficou impressa na minha cabeça.

  25. Pedro Arthur Crivello
    15 de maio de 2016

    o conto cálculos não são sentimentos teve uma ideia boa, mostrando como seria o mundo se um dos maiores gênios da modernidade não tivesse se suicidado. uma critica ao preconceito que simplesmente ignorou o trabalho de alan turing simplesmente por ser gay.
    porem a execução ainda tem falhas. primeiramente os erros de português, que são pontuais no seu texto e prejudica a leitura , depois o começo lento que se estende sem um clímax muito forte no final. porem ainda é um bom conto

  26. Olisomar Pires
    15 de maio de 2016

    RHA: Alan Turing, famoso por suas contribuições na 2ª Grande Guerra, não se suicidou.
    Tempo da ação: 1950 a 1982
    Idioma: uma revisão geral seria bem-vinda, não se encontram erros graves, entretanto, são muitos: inicio de frases, acentuações e pontuações.
    Ritmo e desenvolvimento: Achei lento, talvez porque o tema não seja empolgante, embora tenha potencial – as personagens me pareceram tristes, se a idéia era de superação, não foi a mensagem que recebi.

    Conclusão: Um bom conto, apesar da tristeza geral, ficou a impressão que a realidade concreta foi melhor solução para o personagem e seus conflitos – considerando as fases de um conto, diria que o desfecho é melhor que o inicio e o meio, talvez porque termine o caso – Como sempre, nessas situações, a condição “gay” da personagem parece ter mais importância que sua característica humana ou suas ações gerais.

  27. Olisomar Pires
    14 de maio de 2016

    A idéia é boa, aliás, como serão todas nesse tema, o conto tem o seu ritmo, alterna momentos bons e razoáveis, de forma geral, se salva. Em tempo,claro que não existe conto pequeno ou grande, cada um tem o tamanho que seu considera justo, mas parece-me que esse ficou longo.

  28. Ricardo de Lohem
    14 de maio de 2016

    Vamos ao conto. Uma versão alternativa da vida de Alan Turing. Bom, a primeira coisa que notei foi a ausência total de revisão adequada; o volume de erros é um pouco excessivo.”Ele nunca tanto medo em toda sua vida”, faltou a palavra “teve”; “Ele estava apreensivo, esfregava uma maça nas mãos”, faltou o acento em “maçã”; “levava a cadeia ou a castração química.”, faltaram as crases; “…o rustico homem com um bigode espeço não esboçou um sorriso se quer.”, dois erros numa só frase, é “espesso” e “sequer”. “-está tudo pronto, temos de partir imediatamente”. O anterior foi só um exemplo, já que inúmeras frases começam com minúscula, tantas que fiquei em dúvida se é erro mesmo ou você faz de propósito, como um estilo alternativo de escrita. A ideia que o texto tenta passar que ele não sabe lidar com sentimentos por ser um matemático é um velho clichê, na minha opinião desnecessário e estereotipado. Achei divertida a sua ideia de usar a famosa (falsa) lenda urbana de que o logo da Apple seria uma referência a Alan Turing, que, como sabemos, se matou na vida real comendo uma maçã com cianureto. “– Joan Turing – William chamou a menina quanto ele segurava o bolo na mão com dificuldade…”. Por que ele a chamaria pelos dois nomes? Para o leitor saber quem ela era? Mas isso seria explicado em seguida, soou meio falso ele chamar ela assim. Um conto entre razoável e bom, não entusiasmante, mas de modo algum ruim, gostei dele. Desejo pra você Boa Sorte.

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Publicado às 14 de maio de 2016 por em Realidade Histórica Alternativa e marcado .