EntreContos

Literatura que desafia.

O Voo Inexorável das Borboletas (Fabio Baptista)

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Vilarejo Braunau, Áustria, abril de 1.896

Francine Zildaikóv sentiu o cheiro úmido de revolta, imiscuído ao esterco dos cavalos e ao suor dos transeuntes que, com semblantes e casacos fechados, subiam e desciam pelas ruas estreitas, onde neve e desesperança ainda resistiam às investidas da primavera. Contemplou a exaustão dos trabalhadores carregando sacos e mais sacos, de legumes, frutas, grãos, peixes, madeira, materiais de construção e tudo mais de pesado que se pudesse carregar. Sentiu, nos habitantes daquele pequeno lugar ladeado por rios, florestas e pela Alemanha, o desgosto silencioso dos que calejam as mãos e vivem com bolsos e estômagos vazios, enquanto patrões sorriem e banqueteiam. Percebeu que caminhava sobre um barril de pólvora em formação.

Então, teve certeza de que estava no lugar certo.

Depois de vagar a esmo, Francine parou, próxima a um grupo de garotos que corriam, gritavam, empurravam-se e davam risada, chutando um amontoado oval de refugos de tecido para lá e para cá. Fixou cada rosto, analisando-os com precisão e interesse de ave de rapina. Todos tão parecidos. Nesse momento, passou por ali um velho gordo, com kipá na cabeça e um cesto cheio de pães nas mãos. As crianças o cercaram e, justificadas pelo despudor inocente dos primeiros anos, pediram, aos pulos e puxões: “Nos dê um desses pães, Senhor Efraim!”, “temos fome, só um desses pãezinhos, por favor, Senhor Efraim”. Efraim se compadeceu, no entanto, sabia que se fosse estender a mão a todos que lhe pedissem pães e moedas, estaria ele próprio mendigando esmolas ao final do caminho. Dessa forma, limitou-se a erguer o cesto e apertar o passo, desvencilhando-se das boquinhas famintas que já começavam a lhe dirigir impropérios. Distante da aglomeração, um menino acompanhava a cena. De seus olhos, saíam fagulhas de tristeza e rancor. “É ele”, Francine concluiu, satisfeita. O jogo recomeçou e o garoto continuou afastado – oportunidade para abordá-lo discretamente.

— Você não gosta de jogar bola? – Francine perguntou, amigável.

— Gosto de ser goleiro – disse o menino, sem desviar a atenção.

— E por que não vai jogar de goleiro?

— Eles não deixam – apontou para os outros garotos –, dizem que sou pequeno e tenho bracinhos curtos.

— Ora, mas que desaforo! – Francine indignou-se. O menino a encarou com simpatia e os dois sorriram juntos. – Meu nome é Francine, e o seu? – perguntou, estendendo a mão.

— Adolf – ele respondeu, cumprimentando a mulher.

— Que nome bonito! – Francine lhe acariciou o rosto. – Diga-me, Adolf… você está com fome?

— Um pouco – encolheu os ombros.

— Eu tenho um pão aqui comigo, você quer? Só precisamos ir para um lugar mais sossegado, senão os outros vão querer também e não vai ter pra todo mundo. Vamos?

O garoto hesitou, menos por desconfiança do que por receio de trair os amigos. Mas lembrou-se das constantes exclusões das brincadeiras e concluiu que não eram tão amigos assim, afinal. Deu as mãos para Francine e seguiu alegre em direção ao bosque atrás da igreja. Contou que faria sete anos na semana seguinte, que gostava de desenhar e de assustar a irmã com histórias de fantasmas. Francine ouvia tudo com atenção. Quando chegaram ao bosque, ela tirou o pão de dentro do casaco e o entregou ao menino. Adolf mastigava e falava ao mesmo tempo, empolgado.

— Agora – disse Francine em tom pesaroso, quando ele terminou de comer –, vou te dar um presente de aniversário adiantado, Adolf…

Antes que o garoto pudesse se animar, as mãos da mulher estavam a lhe sufocar a garganta. Tentou se debater, desvencilhar-se das garras traiçoeiras, tentou gritar. Mas foi em vão. Aos poucos, tudo foi escurecendo – a dor, o desespero da morte, a fome, o rancor e as mazelas da vida, foram ficando para trás, perdidos num mundo cada vez menos seu.

— Calma… calma… – Francine sussurrou, como se cantasse uma canção de ninar. – Já vai acabar. Calma. Morrer ainda anjo – continuou, deitando o corpo sem vida na grama –, antes de ter chance de se tornar demônio. Pode haver presente maior, pequeno Adolf? – concluiu, beijando-lhe a testa fria.

Em seguida, embrenhou-se na mata. Não demorariam a encontrar o corpo e ela pretendia estar o mais distante possível quando isso ocorresse. Ainda não era noite, mas começara a chover e quase não se podia enxergar dois palmos à frente do nariz. Tateou as marcas que fizera nas árvores dias antes, para se certificar do local. Depois, colocou-se a cavar. Não havia enterrado muito fundo e logo encontrou – o cubo. Limpou a terra e colocou a mão espalmada sobre o objeto, fazendo-o brilhar por inteiro. Alguns segundos depois, o portal luminoso estava aberto.

Francine atravessou-o, desaparecendo sem deixar vestígios.

 


 

Alojamentos do CERN, Suíça, julho de 2.098

Robert Sinclair esmurrou o despertador, mas ele insistia em não desligar. Preparava-se para jogá-lo no chão, mas então ficou acordado o suficiente para perceber que os toques vinham do telefone, não do relógio. Consultou o horário, enquanto saltava da cama: três e quarenta. “Nunca vem notícia boa numa hora dessas”, pensou, antes de atender. Respirou aliviado quando, no holograma azulado formado sobre o dispositivo de comunicação, viu o rosto de seu estagiário:

— Doutor, ela voltou – disse o jovem, todo esbaforido.

— Como ela está? – Robert perguntou, vestindo um roupão.

— Vomitando as tripas, senhor – o rapaz respondeu –, mas, tirando isso, parece bem.

— Em dez minutos estou aí…

Francine havia parado de vomitar, mas continuava atordoada, deitada na maca com soro na veia e compressa fria na testa. A viagem de volta era sempre complicada, a mente ficava confusa, bombardeada por milhões de informações do espaço-tempo se ajustando aos eventos alterados no passado. Robert sorriu ao ver a amiga. Ela sorriu de volta, mas não o mesmo tipo de sorriso. Não o tipo que Robert gostaria e, por mais que negasse a si mesmo, ainda tinha esperanças de receber algum dia.

— E aí, Bob – Francine cumprimentou, contorcendo o rosto com o gosto de vômito impregnado na boca –, conseguimos desenvolver os propulsores? – Robert respondeu fazendo cara de decepção. – Consegui pelo menos evitar a segunda guerra?

— Não, Fran… infelizmente, não.

— Merda! – ela esbravejou. – Quem foi o vilão da história? – quis saber, tirando a agulha do soro e descendo da maca.

— É melhor você descansar – disse Robert, consciente de que era inútil tentar convencê-la.

— Em que mês estamos? – perguntou Francine.

— Julho.

— Voltei bem no verão? Que maravilha! Vou tomar sol para recuperar as energias. Bem melhor que soro.

— São quatro da manhã, Fran.

— Melhor ainda, dá pra ver o amanhecer. Vamos lá fora – disse isso e saiu andando pelos corredores da enfermaria, certa de que Robert a seguiria. – E então, quem foi o Führer?

— Heinrich Himmler – Robert pronunciou, deixando claro que o nome causava-lhe espécie. – Quem você eliminou?

— Adolf Hitler – Francine respondeu e Robert deu de ombros, com cara de “nunca ouvi falar”.

— Você voltou rápido, pelo jeito esse não deu muito trabalho – disse o doutor, agora constrangido por ter vindo de roupão e pantufas. – O tal de Napoleão demorou bem mais.

— Nem me fala – Francine revirou os olhos, irritada com a lembrança. – Quase um ano e meio naquela ilha do inferno até encontrar o desgraçado. Pior que, mesmo baixinho daquele jeito, ele corria igual um velociraptor. Esse, eu matei com gosto. Depois, passei poucas e boas pra chegar até o portal…

— O Hiedler não foi com gosto? – Robert ficou curioso.

— Hitler – Francine corrigiu. – Era só uma criança.

— Napoleão também era…

— Já estava com treze. O Adolf tinha seis. Seis anos, Bob. Puta merda… – balançou a cabeça, lamentando-se. – Ele gostou de mim, me contou a vida dele. Fiquei pensando nas atrocidades que ele haveria de fazer, mas não consegui sentir raiva. Quando aquele menino deixou de ser inocente pra se tornar um monstro? Eu teria feito diferente no lugar dele? Você me acha uma monstra, Bob? Por ficar viajando no tempo e matando crianças?

— Você está tentando nos salvar da aniquilação, Fran. Não está matando só por diversão ou por ódio irracional. É bem diferente.

— É, acho que sim. Ou, talvez, a gente só precise da desculpa certa pra poder fazer coisas erradas sem perder o sono por isso – Francine soltou um riso irônico, com o olhar perdido no horizonte, onde o Sol logo surgiria.

Permaneceram ali, sem dizer nada, pensando nas coisas que costumavam pensar quando ficavam em silêncio. Naquele mesmo instante, um asteroide de proporções bíblicas vinha na direção da Terra. Chegaria em vinte e dois anos e, segundo os cálculos mais otimistas, partiria o planeta em dois. Vinte e dois anos – tão longe e tão perto ao mesmo tempo. A única chance de sobrevivência era fugir, partir nas naves apelidadas de “Arcas”, rumo a Kepler-186F, o planeta mais propício à vida que os cientistas conseguiram rastrear. Muitas arcas já estavam prontas, na expectativa de salvar o maior número de criaturas possível. O problema seria cruzar os 500 anos-luz que separavam o Sol da anã-vermelha Kepler-186. Faltava tecnologia para os propulsores vencerem a jornada.

Francine se lembrou do golpe de sorte que foi a descoberta da viagem no tempo. Lembrou-se da própria determinação (ou dos “colhões” como foi definido pelo diretor) em se oferecer como voluntária, a despeito do considerável risco de desintegração. Recordou-se da excitação ao cruzar o portal pela primeira vez, retornando a 1.960 para encontrar Stephen Hawking e mostrar a ele a equação que faltava para o funcionamento dos propulsores e, também, a “receita” da droga que o livraria da esclerose. Voltou ao futuro, certa de que Stephen daria conta do recado e as arcas estariam prontas para decolar. No entanto, tudo estava da mesma forma, com exceção ao completo desconhecimento pelo nome de Hawking. Descobriram, nos arquivos de Oxford, que o único Stephen Hawking a passar por ali tornara-se um beberrão mulherengo. Um sujeito chamado Andrew Goldman acabou desenvolvendo as mesmas teorias que Hawking desenvolvera e nada mudou. O mesmo se deu com Einstein e Newton. Foi quando Francine decidiu radicalizar – assassinar ditadores, antes que pudessem causar guerras. Talvez uma das vítimas desses conflitos pudesse ser o responsável pela descoberta da fórmula. Ou, talvez, dali surgisse outro tirano ainda pior e o mundo fosse destruído antes do asteroide chegar. O “efeito borboleta” decorrente de uma interferência dessa magnitude era imprevisível. Entretanto, quando retornou da Córsega, com o sangue de Bonaparte incrustrado sob as unhas, constatou que não havia efeito borboleta algum. O universo, afinal, parecia não gostar do conceito de história alternativa e, contra todas as probabilidades, mantinha o fluxo dos acontecimentos que de fato moviam o mundo, independente das peças dispostas no tabuleiro.

Francine pensava em tudo isso.

Robert só pensava se, mesmo diante do iminente Apocalipse, ela continuaria não querendo ir para cama com ele.

— Só temos antimatéria para mais uma viagem… – Robert quebrou o silêncio, quando os primeiros raios de sol banharam as árvores com fótons dourados. – Se não acertarmos, nossa verba será cortada, e vamos passar os próximos vinte anos vendendo cachorro-quente.

— Pensei uma coisa, Bob – ela falou, após longa expiração. – Eu matei os “anticristos” e não deu certo. Mas, pensa bem: não foram eles que atrasaram a ciência. As guerras não deixam de ter o “lado bom” do avanço tecnológico. Já a igreja… nos deixou na escuridão e segurou as rédeas do conhecimento por quase dois mil anos.

—Você não está pensando em…

— Sim, estou – Francine afirmou, sem hesitar, sentindo o sol lhe aquecer a pele, a alma e o sangue, trazendo ânimo renovado ao coração.

— Você vai eliminar Jesus? – Robert sentiu um calafrio na espinha.

— Vou…

 

Galileia, Império Romano, agosto do ano 32 D.C.

Mensageiros divinos, mendigos, loucos e ladrões brotavam do chão, feito arbustos espinhosos, nos vilarejos cercados pelas areias quentes do deserto. Era difícil distinguir quem era um e quem era outro e, mais difícil ainda, localizar um profeta específico, em meio a tantos rostos esculpidos pelo mesmo sol. Francine sabia que precisava se apressar, a energia do portal estava acabando e, caso fosse totalmente consumida, a conexão entre as realidades se perderia e ela estaria condenada a passar o resto dos dias ali.

Andou de povoado em povoado, perguntando, num aramaico sofrível (o dispositivo de tradução havia parado de funcionar), por Yeshua Hamashia. Os habitantes davam de ombros e continuavam com seus afazeres sem dispensar muita atenção à mulher estranha que os interpelava. Perambulou durante meses, sem encontrar pistas, por vezes tendo de lutar para se livrar de assaltos e prováveis estupros, recorrendo aos instintos primitivos para caçar e sobreviver de carne crua. No último dia em que o portal poderia ser aberto, teve de escolher entre permanecer ali para cumprir a missão, ou retornar ao futuro e morrer junto ao mundo que conhecia.

Decidiu voltar.

Parou para beber água num lago enlameado, a caminho do local onde enterrara o cubo. Foi quando ouviu o alarido de uma pequena multidão passando por ali e sentiu uma vontade inexplicável de segui-los. Percorreram alguns quilômetros, até chegar aos pés de um morro, onde um homem de feições simplórias falava sobre o reino dos céus a quem tivesse ouvidos para ouvir. Ele contava a parábola do filho esbanjador que retornava para casa, e as palavras soavam tão claras como se fossem faladas no idioma do espírito e se fixavam na alma feito flechas de luz.

— Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido – Ele fez uma pausa e olhou para Francine, como se a conhecesse e estivesse ao lado dela desde sempre, em todas as realidades, em todos os passados, presentes e futuros possíveis. – E tinha-se perdido – repetiu –, mas agora… achou-se.

Nesse instante, Francine Zildaikóv foi tocada pela graça.

Sentiu os mistérios da vida e do universo sendo descortinados bem diante de seus olhos. Sentiu amor em estado bruto lhe arrebatar o coração. E ela, que nunca acreditara em nada, agora tinha certeza de tudo. Compreendeu a fórmula da fé. “Putz… A FÓRMULA!”, pensou em voz alta, arregalando os olhos.

Correu em disparada na direção do portal.

 

Alojamentos do CERN, Suíça, dezembro de 2.098

— Um papel, Bob… traz uma caneta e um papel… – Francine pediu, apressada, limpando o vômito no canto da boca, com a cabeça ainda girando.

— Não adiantou, Fran – Robert falou, entregando a caneta e o bloco de anotações. – Um tal Jesus Nazareno assumiu o papel de Filho de Deus, o Imperador Constantino viu uma ótima oportunidade de negócio… e tudo continuou exatamente do mesmo jeito.

— Era ‘E’le, Bob – ela falou, rabiscando símbolos e caracteres incompreensíveis no papel. – Era Ele, Bob… era Ele.

Robert notou que Francine estava realmente estranha e achou melhor deixá-la sozinha, por mais que desejasse o contrário. Foi caminhando em silêncio até a porta, enquanto a amiga escrevia sem parar. Deteve-se por um segundo, lembrando-se de algo ao tocar na maçaneta.

— Ah, Fran – ele deu um sorriso meio encabulado –, eu sei que você não dá muita bola pra essas coisas, mas… Feliz Natal.

 

Cinturão de asteroides, sistema solar, 65 milhões de anos A.C.

O meteoro cruzava o vazio do espaço, deixando um rastro de poeira cósmica pelo caminho. Esquivara-se da força gravitacional de Saturno e Júpiter. Também passaria por Marte e só pararia ao colidir de frente com a Terra. O planeta azul teria a atmosfera incendiada e ficaria coberto por nuvens negras por muitos e muitos anos após o impacto.

No entanto, respondendo a eventos de imprevisibilidade quântica, um dos fragmentos do que um dia já fora um planeta ocupando a quinta órbita colocou-se à frente do bólido. O fragmento foi dizimado, mas o efêmero impacto desviou a trajetória do meteoro em um milionésimo de milímetro. Um valor significante em longas jornadas, suficiente para que a Terra não fosse atingida diretamente. O meteoro passou “raspando”, deixando um rastro de fogo nas florestas e despejando na atmosfera partículas radioativas trazidas do espaço. Essas partículas reagiram com o DNA dos grandes répteis que dominavam o mundo na ocasião, mudando os rumos das mutações e da seleção natural dali em diante.

Milhões de anos depois, outro meteoro, centenas de vezes maior, ameaçava a Terra novamente. E, dessa vez, não haveria desvio milagroso para salvar na última hora. Aos sauro-sapiens-sapiens restou o exílio. Em naves colossais batizadas de “arcas”, preparavam-se para levar ao distante Kepler-186F todos os medos, rancores, desilusões e fraquezas que lhes faziam sofrer debaixo do Sol.

Mas também, a fé, a coragem…

E o amor.

 

Cosmódromo de Plesetsk, Rússia, maio de 2.115

— E você pensou que eu estivesse louca, hein, Doutor Robert Sinclair? – Francine provocou, contemplando com satisfação a arca onde em breve embarcaria junto ao amigo. Graças à fórmula rabiscada no caderno, os propulsores estavam em pleno funcionamento.

— Nada disso! Não duvidei da senhora em nenhum momento, Doutora Francine Zildaikóv – disse Robert, negando de modo teatral. – Bom, talvez tenha duvidado só um pouquinho…

Os dois gargalharam e depois ficaram num silêncio gostoso, só permitido a velhos amigos. Acompanharam as jaulas com as diversas espécies de animais que eram empurradas nave adentro.

— Esses primatas me dão um pouco de medo, sabia? – Francine confessou, olhando com repulsa para o compartimento onde uma família de australopitecos se amontoava. – Não parece que eles conversam e conspiram contra nós?

— Olha, eu não queria dizer nada, mas já que você tocou no assunto… eu também não gosto muito desses bichos, não. Mas fica tranquila… qualquer coisa, eu te protejo!

— Você me protegendo, Bob? – Francine gargalhou com gosto.

— Claro! Deixa esses peludões inventarem moda pra você ver. Tem sangue de T. Rex correndo aqui nessas veias! – bateu nos músculos do braço curto, sorrindo.

— Ah, Bob… cala a boca e me dá um beijo, vai – Francine abraçou o amigo, agora completamente estupefato. – Eu sei que você quer, não adianta se fazer de difícil…

Beijaram-se, finalmente. Robert se sentiu o rei do universo infinito e Francine não pôde deixar de pensar por que diabos adiara aquilo por tanto tempo. Depois, entraram na arca, para seguir a trilha de esperança até o novo planeta. Na Terra abandonada, alheia aos eventos cósmicos prestes a ocorrer, uma borboleta pousou numa flor de laranjeira.

E sugou o néctar, como se não houvesse ontem, hoje, nem amanhã.

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45 comentários em “O Voo Inexorável das Borboletas (Fabio Baptista)

  1. Thomás
    3 de junho de 2016

    Parabéns Uatu!
    É claro que no começo vem o Exterminador do Futuro na cabeça…puro preconceito.
    Você manda ele embora num instante.
    Sua trama vai muito além.

    Colocar um prólogo (o primeiro meteoro) depois da metade foi genial!
    Isso tudo aliado a uma ótima técnica só poderia resultar num texto grandioso.

    Só elogios.

  2. Wilson Barros
    3 de junho de 2016

    Olá! Gostei do título, que remete aos furacões causados pelo bater de asas das borboletas. A irremediabilidade do tempo já foi tema do “De volta para o futuro”, com certeza você conhece. As tentativas foram muito bem descritas, e pensei que nunca ia dar certo. Confesso que não tinha pensado em uma solução dessas, tão a contento. Mas você, claro, resolveu o problema muito bem.
    Porque você é o Vigia.

  3. Pedro Luna
    3 de junho de 2016

    O conto começa animal. A cena da aniquilação de Hitler me surpreendeu, pelos pequenos detalhes (a cena dos meninos pedindo pão pro homem), e pela sinistra forma como a moça o matou (proferindo palavras de acalanto). Daí a trama vai para o futuro, e a qualidade não é perdida. Achei interessante o trecho: Adolf Hitler – Francine respondeu e Robert deu de ombros, com cara de “nunca ouvi falar”.

    Isso prova que o autor pensou em todos os detalhes. Por isso as mudanças no tempo decorrente da ida de francine ao passado ficaram muito boas e críveis. Só não gostei muito da parte com Jesus. Pensei que ela iria matá-lo, e a cena em que ela tem a revelação ficou muito com cara de propaganda religiosa. No entanto, o conto é muito bom, e o final, com os dinossauros salvos da extinção foi outro ponto bem pensado. A escrita também é excelente. Um dos que mais gostei.

    A única coisa que eu mudaria, era a relação entre ela e Bob. Sei lá. Eu os poria apenas como amigos. A parte em que fala que ele a quer levar pra cama, e a conversa no final ficaram deslocadas do clima sério que tem o restante do conto.

  4. Leonardo Jardim
    3 de junho de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (antes de ler os demais comentários):

    📜 História (⭐⭐⭐⭐▫): até a parte em que a protagonista decidiu matar Jesus, esse estava sendo o meu conto preferido no desafio. As viagens no tempo, a relação entre os personagens, a forma como o universo se ajusta evitando o efeito borboleta, Napoleão, Hawking, tudo muito bom! A cena com o Filho do Homem acabou me remetendo à Operação Cavalo de Tróia (só li o primeiro, por curiosidade) e acabei perdendo um pouco da magia. Na parte com o meteoro e o final, eu me perdi e tive que ler algumas vezes para entender. Ainda não tenho certeza se entendi o motivo do meteoro ter sido deslocado, se foi uma ação dos personagens ou não. Enfim, achei desnecessária essa parte. Ela poderia ter descoberto a fórmula sem ela. Mesmo assim é uma ótima história, bem encaixada e pensada, mas esses pontos impediram ser perfeita.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐⭐): excelente. O domínio na escrita fica evidente em cada passagem, especialmente na primeira, a minha preferida, quando Francine assassina a sangue frio uma criança inocente, que um dia seria Adolf Hitler. Ficou bonita, tensa e triste ao mesmo tempo.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): como já disse, o conto me remeteu à Operação Cavalo de Tróia, principalmente pela forma como foi narrada a parte do Cristo. Ainda assim, é um conto criativo na proposta (redução do efeito borboleta).

    🎯 Tema (⭐⭐): gostei muito dessa forma de abordagem do tema. Pensei nessa ideia e gostaria de ter escrito algo assim.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o conto tem um impacto inicial fortíssimo, com a morte de Hitler, a revelação do plano até chegar à conclusão da necessidade de se matar Jesus. Nessa hora me ajustei na cadeia e me preparei para o conto perfeito. O final, como já disse, não cumpriu essas expectativas e isso infelizmente reduziu o impacto.

  5. Virginia Cunha Barros
    3 de junho de 2016

    Oii! Eu achei bem original (e malvada) a ideia de fazer viagens no tempo e ir matando os ditadores… mas o teu conto é beem mais que isso, tem a escrita excelente pra começar e bastante ficção científica. Mas o que mais me chamou a atenção foi que é bem ao contrário do que se pensa do “efeito borboleta”, por mais que ela mate a situação pouco muda. Desejo boa sorte!

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    2 de junho de 2016

    Uatu,

    Como está Thanos e Magus? Comportados? Mande um abraço ao Adam Warlock!

    Um conto que dá muito gosto de ler. A escrita me cativou imediatamente: construções frasais invejáveis, gramaticalmente perfeitas.

    Infelizmente, a história não me cativou. Tenho falhado com três ou quatro contos em termos de arrebatamento; e o seu é um deles. A história começa muito bem, mas, por alguma razão, perdeu o fôlego. Tenho algumas teorias para isso; no entanto, por ora, posso concluir que a falha se dá pela grande expectativa criada em torno da figura de Cristo e que não se cumpre muito a contento.

    No mais, meu irmão, é um conto muito bom.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  7. Catarina
    2 de junho de 2016

    O COMEÇO é competente, o primeiro parágrafo belo me segurou. O FLUXO é lento, o texto tem muita gordura e os diálogos são muito fracos, mas o autor domina a TRAMA com os pés nas costas, a narrativa é densa e nos oferece a ALTERNATIVA mais inteligente deste desafio. O FIM foi uma grande sacada.

  8. vitormcleite
    1 de junho de 2016

    Gostei muito do texto e da tua escrita, especialmente a divisão por capítulos correspondendo a uma época temporal. Parabéns. Pareceu-me ver algumas incoerências na história, mas nada de mais, problema meu certamente, e não me empolguei muito com a última parte, desculpa. Mas, o importante é o domínio das palavras e aí demonstras todas as capacidades para escrever, e este conto está bom de ler.

  9. Thiago de Melo
    1 de junho de 2016

    Amigo(a), Uatu,

    Parabéns pelo seu conto!
    Tenho que concordar com outros colegas que o seu texto provavelmente estará entre os melhores. Fiquei bastante interessado na trama e as 3 mil palavras passaram voando. Acredito que você deve ter tido o mesmo problema que eu: escreveu um texto que passou um pouco do limite de palavras do desafio e precisou sair cortando para obedecer às regras. Se foi esse o caso, infelizmente refletiu na parte do encontro com Jesus e o momento “Eureka” de Francine, mas nada que comprometa demais a qualidade do seu conto.
    Não encontrei nenhum erro de ortografia ou de gramática, que é o que esperamos encontrar quando lemos qualquer texto: o uso correto do idioma. Como eu disse, o texto me prendeu e o fato de estar bem escrito facilitou muito, deu fluidez. Eu estava lá com a Francine encarando Jesus hehehehe.
    Outros colegas aqui comentaram que o texto lembra um pouco o filme “O Bom Dinossauro”, mas e daih? Se o grande Stephen King sofreu com esse tipo de analogia quando deu o azar de lançar “Sob a Redoma” semanas após a estreia do filme dos Simpsons no cinema, que tinha uma premissa parecida com a do livro de King, quem somos nós para querer falar algo que nunca foi dito????? Operação Cavalo de Troia também fala de viagem no tempo e de um encontro com Jesus, mas não acho que isso tenha qualquer influência na qualidade do seu texto. Cada um – cada um, como se diz hoje em dia.
    No mais, Uatu, parabéns. Tenho certeza de que você irá muito bem no desafio.
    Um abraço!

  10. Wender Lemes
    31 de maio de 2016

    Olá, Uatu. Seu conto é o vigésimo quarto que avalio neste certame.

    Observações: geralmente, quando usamos a estratégia das reviravoltas, tentamos surpreender positivamente o leitor – é uma pena que não tenha funcionado neste conto do início ao fim – talvez só comigo. O texto era um de meus favoritos até a parte em que a protagonista encontra Jesus.

    Destaques: o início com as descrições quase poéticas do cenário austríaco é muito bom – sendo este tom poético resgatado ao final com a borboleta indiferente ao tempo. A força que a narrativa ganha no decorrer da história com a frustração da protagonista a cada tentativa de mudar os fatos também é de se destacar.

    Sugestões de melhoria: na minha perspectiva, o conto se perdeu a partir do encontro com Jesus. Tinha-se um ambiente convincente, uma ideia promissora e, a um quarto do final, a fórmula que todos buscavam é fornecida pela graça divina e as pessoas eram dinossauros desde o princípio…

    Boa sorte no desafio.

  11. Daniel Reis
    31 de maio de 2016

    Prezado escritor: para este desafio, adotei como parâmetro de análise um esquema PTE (Premissa, Técnica e Efeito). Deixo aqui minhas percepções que, espero, possam contribuir com a sua escrita.

    PREMISSA: viagem no tempo associada à mudança na continuidade da história é uma vertente bastante explorada na ficção, e parte do meu interesse por este conto em especial veio do gosto pela Operação Cavalo de Troia e por estar assistindo agora 22.11.1963, que tem elementos similares. Infelizmente, não me cativou o twist final, que me pareceu exagerado.

    TÉCNICA: Adequada para a proposta, com delimitações claras nas épocas e transições. Apenas restaram algumas dúvidas sobre como essas viagens no tempo poderiam ser preparadas de forma que os viajantes conseguissem não ser identificados…

    EFEITO: No geral, a narrativa ofereceu boa dose de entretenimento, sem grandes filosifices. E, se não trouxe reflexões ou mistérios, pelo menos não buscou explicar o universo. Abraços!

  12. Evandro Furtado
    31 de maio de 2016

    Ups: Clap, clap, clap! Sabe o que é isso, camarada? O som dos aplausos. Que estrutura narrativa, que reviravoltas bem arquitetadas, que personagens desenvolvidos, que… que tudo!!! Você ousou da melhor forma possível, apostou na não linearidade, não economizou nos plot twists, fez muito bem seu trabalho de pesquisa como foi possível notar. Enfim, sou só elogios, cara.
    Downs: N/A.
    Off-topic: Ah, mas tava demorando. Achei que ia sair desse desafio sem um Adolfinho sequer.

  13. Swylmar Ferreira
    28 de maio de 2016

    O conto é bom, traz voltas e reviravoltas ao leitor o que é muito bom. Vamos ao que interessa, Não vi erros gramaticais no conto, Tem criatividade e está plenamente adequado ao tema proposto no desafio, A trama ou desenvolvimento é boa garantindo que o leitor permaneça até o final para saciar a eterna curiosidade,
    Parabéns e boa sorte.

  14. Eduardo Selga
    26 de maio de 2016

    Não sei se é possível falar em teoria ou se na verdade é um conceito (uma teoria cristalizada e que assume status de verdade), mas de toda a maneira é uma ideia, e com ela que começarei a comentar.

    Na História existe uma ideia (o termo ainda não me agrada) de que não são individualidades que constituem a História, e sim papeis históricos que são necessariamente preenchidos pelos indivíduos. Assim, por exemplo, o messias seria uma função que seria preenchida por alguém, independente da existência de Jesus. Mais ainda, esses papeis históricos se repetem ao longo dos tempos, motivo pelo qual temos de quando em quando, e em diversos níveis, salvadores da pátria, Hitleres, pacificadores etc.

    A narrativa trabalha com essa ideia, o que eu achei muito original. Mas originalidade não adianta muito se a arquitetura textual deixar a desejar. Pois é exatamente o que não acontece aqui, ou seja, o conto está redondinho, com personagens bem construídos, mormente a Francine, cujo comportamento voluntarioso e ativo escapa a certo clichê sobre o feminino na literatura, distância que também acontece em relação ao Robert. Ele, esperando alguma manifestação de desejo por parte dela, tem um comportamento passivo. Tanto que é ela quem o “agarra”. É uma mulher ativa e um homem passivo.

    Para não dizer que estou jogando flores demais, observei uma incorreção em
    “com exceção ao completo desconhecimento”, trecho que deveria estar grafado COM EXCEÇAO DO.

  15. Fabio Baptista
    22 de maio de 2016

    Pouco a se comentar sobre a técnica – com exceção a um “incrustrado”, está num nível excelente: ortografia, fluidez, transições de cenários, carisma dos personagens, etc.

    Achei a trama muito boa, a mais criativa e “diferente” que li no desafio até agora (só me faltam uns seis nesse momento). Gosto dessas histórias onde o autor deixa pistas ao longo da narrativa sobre a reviravolta final. Aqui, porém, acabei descobrindo o segredo muito cedo… na primeira pista para ser mais exato. Não comprei bola de cristal, então, explico: “bracinhos curtos” sempre me lembra uma cena do Toy Story, em que o Roy (acho que é esse o nome do T-Rex) está tentando jogar videogame e perde para o chefão, daí ele fica chorando “não consigo apertar os botões rápido com esses bracinhos curtos de dinossauro” kkkkkkkkkkkk. Tudo bem… não matei a charada ali, mas quando apareceu o nome do cientista, pensei “coincidência demais isso aí”. Com a citação à velocidade do Napoleão, foi só esperar os dinos.

    Mas isso não estragou o prazer da leitura. Eu gostei da parte da “revelação divina”, porque acabou me surpreendendo – estava esperando que Francine matasse Cristo e de alguma forma tomasse o lugar dele na história (algo que caminhasse pelo lado “pró-ciência”, como normalmente ocorre).

    Esse final, a exemplo de outro conto do desafio, também teve trilha sonora da Disney. E o beijo foi Sabrinesco, mas eu gostei!

    Ótimo conto!

    Abraço.

  16. Gustavo Castro Araujo
    19 de maio de 2016

    Muito bom o conto. O prólogo com o garoto Hitler é muito bom, dando uma boa ideia do que vem por aí. A cena seguinte, já no CERN, funciona bem ao explicar os motivos de Francine para as viagens no tempo. Aliás, as citações a respeito de Napoleão e Stephen Hawking, principalmente, ficaram excelentes, conferindo ao texto aquele ar de credibilidade imprescindível às narrativas que se apóiam em conceitos (pseudo) científicos. Então veio o trecho relativo a Jesus. Rapaz, isso me entusiasmou. Pensei “vai ser foda”. Só que justamente nessa parte, que, na minha opinião, tinha tudo para ser a mais interessante da história, o texto perdeu o fôlego. Tanto a procura pelo Cristo, como a “visão” da fórmula ocorreram rápido demais, deixando aquele gosto de “putz, mas é só isso?”

    Mas, tudo bem, seguimos em frente e vemos que tudo se altera pelo fato de dezenas de milhões de anos antes, uma pequena alteração no cinturão de asteroides fez com que os dinossauros não fossem extintos e evoluíssem, deixando os humanos como sub-raça. É uma premissa bem interessante também, vista, aliás, na mais recente animação da Pixar, “O Bom Dinossauro”. Mas, seja como for, não conseguiu suprir a expectativa despertada pelo início de tirar o fôlego.

    Creio que se você, caro autor, tivesse investido mais no embate ciência X religião, ou seja, se focasse mais no cenário da Galiléia, a história teria tudo para ser antológica. A mudança de cenário, ou melhor, a mudança de razão para a inaptidão da humanidade em desenvolver propulsores, ancorada na evolução dos répteis, não ficou no mesmo nível da premissa. Não acho que tenha sido um deus-ex, ou um Jesus-ex, mas ficou aquele gosto de “é… tá bem…”

    Ainda assim, o conto é ótimo e, aposto, estará entre os melhores do desafio. Numa eventual revisão, porém, sugiro a supressão do beijo final. Ficou meio “breguinha”, para usar um termo novo por aqui.

    Parabéns!

    • Brian Oliveira Lancaster
      19 de maio de 2016

      Esse “breguinha” é pegajoso. Já prevejo usos futuros…

    • Deadpool
      3 de junho de 2016

      Opa! Deixa eu falar antes que o cabeça grávida apareça com aquele papo de virjão de 40 milhões de anos “saudações, terráqueo” (eu tô imitando a voz dele agora, pena que vocês não conseguem ouvir porque é uma imitação foda, acho que melhor que essa, só a minha do Galactus… e a du Hulk também, mas esse qualquer Zé Mané imita, então não gosto de ficar me gabando com ela).

      Mas então… fiquei sabendo que você é o pica aqui do Entrecontos. Daí pergunto (sem compromisso!)… não tem uma vaguinha (vaGuinha, hein?) pra mim aí, não? Sabe como é… essa crise tá foda e todo mundo tá cortando os supérfluos – cinema, iogurte, contratação de mercenários. Porra, como a economia volta a girar desse jeito?

      Bom, se tiver alguma coisa, dá um toque (não proctologicamente falando, que fique bem claro).

      E, se precisar matar alguém, estamos aí.

      Beijundas do tio Dead.

  17. Simoni Dário
    18 de maio de 2016

    Olá UATU.
    Minha opinião depois de ler todos os comentários.
    Li os comentários pra ter certeza que tinha entendido o lance dos dinossauros do final e EU ENTENDI!! Nossa, como é um texto que vai e volta achei que tinha entendido tudo errado. Quando li a cena do beijo do final fiquei imaginando: dinossauros se beijando? Como seria? Daí veio aquele seriado dos dinossauros na cabeça. Bom, por isso fui ler os comentários antes de comentar e não falar bobagens… mas vamos ao conto: Autor, genial, hein? Suspeito de você porque sempre aprecio os “teus”, “seus” (se for você) contos. Eu não estava nem um pouquinho preocupada se tinha RHA ou não, só pensava: meu Deus, quero escrever assim um dia! Well, tudo já foi dito e as dúvidas esclarecidas por você, autor, então só me resta te dar os parabéns com muitas, mas muitas estrelinhas mesmo!
    Ah, e vou torcer pra te ver no pódio, tenho fé!

    • Uatu
      3 de junho de 2016

      Saudações, terráquea

      Fico honrado com tuas congratulações cheias de estrelas. Muito obrigado.

      Acredito não ser o autor que tu pensas, pois sou novo por aqui. Até então, me restringia a observar os ótimos contos que volta e meia aparecem por aqui, assim como, daqui da Lua, observo as agruras dos humanos na Terra.

      Sempre observar e jamais interferir – eis a minha tarefa, eis a minha dádiva. Eis a minha maldição.

      Paz e bem,

      O Vigia.

  18. JULIANA CALAFANGE
    18 de maio de 2016

    Gostei muuuuuito do conto. Muito bem escrito e envolvente, do começo ao fim. Na primeira parte, apesar do enredo de voltar no tempo pra matar o mal antes q ele cresça ser bem batido, gostei da forma como vc escreveu e isso me fez seguir em frente. Muito surpreendente a personagem voltar e descobrir que nada adiantou… Fui me interessando mais e mais, gostei até da brincadeira com o Anjos e Demônios (Dan Brown tb é cultura! rsrs), fico muito feliz quando um conto me prende assim. Destaque para a frase “talvez, a gente só precise da desculpa certa pra poder fazer coisas erradas sem perder o sono por isso”, boa reflexão para os tempos atuais… E quando Francine decide matar Jesus, foi o ponto alto. Pensei: que legal, esse conto vai chegar ao pódio!!! Mas aí, tb concordo com a Andreza e acho q caiu um pouco o ritmo. Achei q vc ia matar Jesus e deixar a Francine lá, pra ocupar o lugar dele como profeta (já q ela sabia tanto sobre o futuro…). Mas acabei gostando do final que vc deu, dando um giro total no tempo, indo e vindo desde lá dos dinossauros. Muito legal e muuuito criativo! Parabéns, espero ver o conto entre os primeiros deste desafio!

    • Uatu
      3 de junho de 2016

      Saudações, terráquea

      Fico feliz que tenha notado essa frase em especial, também foi minha preferida do texto. Eu teria me orgulhado dela, caso minha raça não tivesse abandonado o orgulho há éons.

      Essa ideia de Francine ocupar o lugar de Jesus foi realmente sensacional. Pena eu não ter conseguido pensar nisso antes. Mas certamente farei uma versão 2.0 desse conto, utilizando essa dica.

      Muito obrigado!

      Paz e bem,

      O Vigia.

      • JULIANA CALAFANGE
        3 de junho de 2016

        Q bom poder ter te inspirado também! Boa sorte!

  19. Andreza Araujo
    18 de maio de 2016

    Minhas observações antes de ler os comentários alheios:

    O título e a primeira frase do conto, com palavras pouco usuais, fez meus olhos revirarem. Pensei que leria um texto cheio de palavras difíceis. Mas isto não ocorreu, ufa!

    O início me tirou o fôlego, gostei bastante do desenvolvimento. Sua narração é convincente. A escolha do “personagem” de Hitler foi um pouco óbvia, mas é pertinente. Existem poucas figuras na História com o mesmo impacto que ele.

    Aí entrou a segunda parte do conto. Caramba! Fiquei super empolgada. Adoro Ficção Científica.Gostei mais ainda do modo como a história conserta a História, mantendo-a “do jeito que deveria ser”. Achei brilhante porque quando eu penso em RHA, eu penso em RHA… e não numa realidade onde as coisas ocorreram de modo diferente mas continuaram iguais (depois volto neste ponto). Aliás, adorei o que você fez com o Hawking! hahahaha

    Daí a mocinha decide matar Jesus. Uau, foi o ponto alto do conto. Depois, achei que o conto perdeu a força. A cena da Francine “caçando” Jesus foi meio sem graça, e quando ela estava prestes a ir embora, ela o achou como mágica, numa típica cena de filme de Sessão da Tarde (não me mate pela comparação kkk). Então o autor descreve a mocinha tendo um insight religioso num texto de Ficção Científica, é isto mesmo? Esta foi a parte que eu menos gostei, pois não vi sentido nenhum. Como o “amor” (ou qualquer coisa equivalente) pode ter resolvido a tal equação para desenvolver os propulsores?

    Então eu li alguns comentários e reli o texto. Percebi que deixei escapar uma grande sacada sua. Putz! De fato, a sua RHA, então, é como o mundo ficou quando o meteoro não atingiu a Terra, transformando os dinossauros evoluídos(?) nos protagonistas. Nem tinha me ligado. Quando li os nomes científicos meu cérebro ignorou, jogando os tais bichinhos na sua arca, mas não em posição de protagonistas. E quando cita os primatas, apenas pensei que eles estavam lá, do mesmo modo que poderiam estar tartarugas ou aves, não tinha enxergado a relevância.

    Outra coisa, gostei do romance, mas não gostei daquele beijo final. Achei meio forçado, sei lá.

    Concluindo, é um puta conto. Mas achei que perdeu a força da metade pro fim. A conclusão poderia ter sido mais explorada a fim de deixar claro qual era a sua ideia, exatamente por ser uma ideia bem fora da caixinha, rsrs. E como falei ali, não entendi como ela resolveu a equação.

    Abraços!

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráquea

      Seu comentário me alegrou o coração nessa manhã fria aqui na Lua. O humano Wade Wilson, mais conhecido como Deadpool, certa vez me falou (eu não estava muito interessado, mas ele me falou mesmo assim) sobre os vários significados e as várias aplicações da palavra “puta”, dando exemplos detalhados que não cabe mencionar aqui. Enfim… com esse conhecimento prévio, consegui entender que “é um puta conto” é um puta elogio! (aprendo rápido rsrs).

      Sim, eu acabei misturando ciência com religião. São duas coisas que me intrigam no comportamento humano e quis falar sobre elas nesse conto. A descoberta da fórmula não segue um embasamento lógico… como mencionado pelo simpático terráqueo que comentou logo abaixo, foi um tipo de “Deus-Ex”, ou “Jesus-Ex”.

      Minha intenção ao escrever era de passar a ideia de uma revelação divina, como se Jesus-sauro salvasse o mundo da aniquilação futura, entregando a fórmula “de presente” quando olhou para Francine. Mas entendo perfeitamente quem não aceitar bem essa ideia.

      Paz e bem,

      O Vigia.

      PS: Foi uma sessão da tarde mais do tipo “Curtindo a Vida Adoidado” ou “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”?

      • Andreza Araujo
        25 de maio de 2016

        kkkkk aprendeu direitinho, caro amigo lunático! Digo, er…

        Olha, eu entendi agora, e aceito a explicação, rsrs. Porém, não ficou claro NO texto, este é o problema.
        Talvez, na hora da iluminação do Jesus-sauro, a mocinha poderia pensar algo tipo assim: “Claro! É tão óbvio! Esqueci de adicionar o tempo na equação, a constante de FULANO tem que ser elevada à quarta potência, e não ao cubo”.
        Deste modo, por exemplo, ficaria claro que a religião influenciou a ciência. Mas como foi escrito, dá a entender que foi o amor – literalmente – que resolveu a equação. Assim, por causa disso, acho que vou tirar uns dois décimos da nota que tenho em mente. Tá bom? hahaha

        PS: Acho que tá mais pra “Esqueceram de mim”!

  20. Davenir Viganon
    18 de maio de 2016

    RHA: Indefinível.
    Não vi como RHA, mas como viagem no tempo. Realidade alternativa tem mais a ver com realidades paralelas (não obrigatoriamente). Já viagens no tempo tem relação com a alteração direta com a mesma realidade. Mas o que me faz ter certeza de não ser uma RHA é que desfecho da estória acabou servindo como uma origem da nossa realidade.
    Gostei da estória, das reviravoltas, quando chegou na epifania de Jesus ficou estranho. Ok. Um “Jesus Ex-Machina”. O final ficou interessante, até acho uma boa coisa não puxar tanto para algo épico, ficou um pouco leve demais.
    Apesar de ler muita FC, é o Brian que lê mais a FC “Hard” (eu mais a “””Soft”””), então está mais calejado para essas reviravoltas cósmicas. (talvez seja o Brian o autor, mas eu tenho outro palpite) Eu não, e talvez por isso, me diverti muito. Parabéns.

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráqueo

      Fico feliz que tenha se divertido com a história.
      Permita-me uma observação: a realidade exposta no conto, é sim uma realidade “paralela”. Na verdade, uma realidade inventada por mim, enquanto mato o tempo solitário aqui na Lua.

      A premissa da RHA é: “e se o meteoro não tivesse atingido a Terra e os dinossauros não fossem extintos há 65 milhões de anos?”.

      Os eventos mencionados não dão início à nossa realidade. Talvez a humanidade se desenvolva no planeta Kepler-186F, deixei apenas um gancho para isso no final, mencionando os australopitecos. Mas, não seria a nossa realidade de qualquer forma.

      Paz e bem,

      O Vigia.

      • Davenir Viganon
        18 de maio de 2016

        Agora, com esta revelação, quem teve a epifania fui eu. Entendi a premissa, Sim: Se o meteoro não caísse na terra. Achei que isso tivesse acontecido por intervenção divina, mas era a sua RHA. Captei, captei. Reforço, meus parabéns.

  21. angst447
    17 de maio de 2016

    Olá, autor! Desta vez, resolvi montar um esquema para comentar. Espero te encontrar no pódio.

    * Título – Confesso que achei “inexorável” um pouco pomposo demais. Já as borboletas me agradaram. O título não entrega nada do enredo, a não ser uma leve menção ao efeito borboleta.

    * Enredo – Eliminação dos vilões da história mundial, depois a ideia de fazer desaparecer o próprio Cristo, apagar a História . Entendi que a personagem foi tocada pela graça de forma repentina, como os milagres acontecem. Uma epifania!
    No entanto, não absorvi bem o conceito das arcas e como a fórmula funcionou.
    O final foi meigo, diria, com a surpresa do casal não ser humano. Não pude evitar de pensar em O Planeta dos Macacos.

    * Tema – O conto abordou uma RHA, respeitando o tema proposto.

    * Revisão – Tirando um “incrustrado”, não encontrei lapsos de revisão.

    * Aderência – O conto está bem escrito e apesar de longo (como todos os demais contos aqui, ao que parece), não se tornou cansativo. A narrativa manteve um bom ritmo e os diálogos contribuíram para tornar a leitura mais fluída. Bom trabalho!

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráquea

      Perdoe o “inexorável”, minha intenção não foi soar pedante. Quando aquele sujeito conhecido como Deadpool esteve aqui na Lua (não Dora, desafortunadamente), me ensinou algumas palavras “diferentes” (e me apelidou de “Cabeça grávida”, aquele filho da mãe), mas achei melhor utilizá-las com parcimônia, misturadas ao meu vocabulário usual.

      Sobre as arcas: eram naves gigantes, que levariam os dinossauros-sapiens a outro planeta, mas a viagem precisaria de uma otimização dos propulsores, do contrário, parariam no meio do caminho. Essa otimização dependia da tal fórmula.

      E a questão da descoberta da fórmula… é uma questão de fé.
      Realmente não há muita lógica, é uma solução meio caótica. Mas, às vezes, o caos não é tão ruim, afinal. Não é?

      Paz e bem,

      O Vigia.

  22. Ricardo de Lohem
    17 de maio de 2016

    Olá, como vai? Curiosa história de tempo alternativa, nitidamente inspirada nos filmes “The Butterfly Effect”(2004) e “A Sound of Thunder”(2005). A coversão religiosa levando a uma fórmula de propulsores(?) foi algo que não entendi muito bem… O final deixou uma sensação de vazio, mas o conjunto foi bastante bom. O autor(a) sabe conduzir sua historia (talvez seja eu… Ou não!). Eu daria um 7.6, bastante bom, parabéns, desejo Boa Sorte!

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráqueo

      Confesso que estava com medo do seu comentário, já estava me preparando para me defender do shoryuken. E fiquei muito feliz que no conjunto tenha te agradado. Pelos meus cálculos, aplicando uma regra de 3 simples, um 7.6 seu, equivale a uma nota 12.8 dos outros participantes.

      Acertou em cheio sobre as inspirações para o conto. E, sobre a conversão religiosa, a ideia foi de despertar uma revelação, algo que a Doutora Francine talvez já soubesse, mas não conseguia colocar no papel. Mas aqui, realmente a explicação não é muito lógica, é mais baseada na fé.

      Paz e bem,

      O Vigia.

  23. Pedro Arthur Crivello
    16 de maio de 2016

    olá , achei o conto interessantíssimo. uma boa ideia usar o conceito de efeito borboleta, tanto no titulo como na estrutura da história. infelizmente não sei se seu conto se encaixa como RHA e mais como ficção cientifica. pois o cerne de sua história era o futuro onde viagem no tempo é possivel (ou melhor que o ser humano possa desenvolver tal viagem)
    mas vamos a estrutura. gostei da linguagem e gostei como você viajou na história do mundo e foi até os confins do tempo. embora eu não tenha entendido o final. eles no final são seres humanos ? são uma especie evoluída de dinossauro ? o que a protagonista fez para que conseguisse construir as arcas? essas duvidas me incomodaram bastante , pois não vi um final aberto vi uma falta de coerência (desculpa a sinceridade)

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráqueo

      Sinceridade é o que mais se espera nos desafios do EC! Pelo menos foi o que acompanhei nas edições anteriores, antes de finalmente tomar coragem para participar.

      Sobre suas questões:

      1 – eles no final são seres humanos?
      R: Não

      2 – são uma espécie evoluída de dinossauro?
      R: Sim. A realidade alternativa aqui é: “e se o meteoro não tivesse colidido com a Terra na época dos dinossauros?”.

      3 – o que a protagonista fez para que conseguisse construir as arcas?
      R: As arcas já estavam construídas, o que faltava era uma fórmula matemática para otimizar o desempenho dos propulsores e permitir a viagem de vários anos-luz até o novo planeta. Francine (que era cientista) teve uma “revelação” dessa fórmula quando Jesus olhou para ela. Talvez tenha sido um presente do Filho de Deus para salvar o mundo, talvez tenha sido só coincidência.

      Paz e bem,

      O Vigia.

  24. Brian Oliveira Lancaster
    16 de maio de 2016

    LEAO (Leitura, Essência, Adequação, Ortografia)
    L: Aprecio essas construções de passado/presente em alternância, onde eventos de um período afetam o outro diretamente. A divisão em capítulos auxiliou muito nesse sentido.
    E: A “cota de Hitler” foi suprimida pelos outros eventos, mas o início, mesmo esperado, conseguiu segurar minha atenção. O suspense criado foi excelente, apesar de após alguns parágrafos já saber o que viria (leio direto isso, então elementos sci-fi sempre me saltam aos olhos, mesmo em pequenas frases). Infelizmente, o meio conteve muitas informações “jogadas”, sem tanta consequência ou relevância. Talvez se o autor se focasse mais no conceito de exterminar líderes, sem entrar muito no aspecto cósmico, ficaria melhor nesse enredo.
    A: A ideia de que a própria história se conserta é interessante, abordada em vários filmes não tão famosos do gênero. Num desafio passado, quando utilizei uma fórmula “sem explicação”, muitos reclamaram, mas a FC antiga era recheada dessas referências. Gostei disso, mas o final, em minha opinião, foi muito cafona e piegas, destoando muito do restante do texto. Poderia ter sido concluído com alguma questão em aberto ou mesmo alguma referência ao famoso livro “Cavalo de Troia”, que possui uma ideia semelhante.
    O: Palavras simples, algumas bem diferentes no início, mas eficientes em transmitir as emoções. Não há nenhuma construção memorável, mesmo assim, a história consegue cativar pela sua premissa.

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráqueo

      Fico contente que tenha te cativado pela premissa, mas permita-me discordar sobre as informações no meio do texto: quanto a elas estarem jogadas, tenho que admitir, realmente estão um pouco – o limite não me permitiu um desenvolvimento melhor desse aspecto (mas isso não é desculpa, afinal, era o mesmo limite para todos); porém, sobre a relevância, acredito que tenham, sim. A explicação sobre o meteoro se aproximando, a construção das naves (arcas) e o desenvolvimento adequado dos propulsores é o que justifica todas as viagens no tempo.

      Ademais, dei um riso (contido, pois minha raça abandonou as emoções há éons) quando me deparei com o seu LEÃO.

      Ainda não tive a oportunidade de ler “Cavalo de Troia”. Vale a pena?

      Paz e bem,

      O Vigia.

      • Brian Oliveira Lancaster
        18 de maio de 2016

        Operação Cavalo de Tróia é do J. J. Benítez (daquele outro livro famoso). Ele mescla temas históricos, algo que Bernard Cornwell faz hoje em dia, com viagem no tempo (uma operação secreta da força aérea americana), A premissa é comprovar a existência de Cristo e toda a sociedade da época. Obviamente, sempre dá algum problema ou imprevisto. Faz muito tempo que o vi, não cheguei a me aprofundar ou ler com afinco.

  25. Anorkinda Neide
    15 de maio de 2016

    Olá! Eu gostei, sabe…
    A historia envolveu, tanto pelo romancezinho como pelos assassinatos a la exterminador do futuro e até mesmo da conversão da moça, apenas não entendi como ou pq ela mesma ‘sacou’ a fórmula ali, qd Jesus a olhou, talvez seja pela minha pouca inteligencia mesmo, sério, eu ando muito burra nos últimos tempos, acho q comi coxinha demais 🙂
    e entendi o lance dos australopitecus como a surpresa ao final, já q até ninguem desconfiava de q nao seriam humanos os nossos protagonistas, enfim, isso deu um nó no cérebro, q talvez me ajude a recuperar minha inteligência perdida.. será? ^^
    Parabens pela sua participação, genial!
    Abraço

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráquea

      “Genial” — assim como respondi ao gentil terráqueo logo abaixo, esses adjetivos me deixam envaidecido. Agradeço de coração.

      Fico contente que tenha apreciado o romance, fiquei com medo de ter deixado muito… qual é a expressão que os terráqueos do EC usam mesmo? Hum… “Sabrinesco”! Lembrei!

      A fórmula veio como revelação para nossa querida dinossaura Francine, ao se deparar com Jesus. Foi como um presente do Filho de Deus para salvar a humanidade (ou a “dinossauridade”, no caso) da aniquilação futura. O erro foi meu – agora percebo claramente que no lugar de “E ela, que nunca acreditara em nada, agora tinha certeza de tudo. Compreendeu a ***fórmula da fé***” deveria ter colocado “fórmula da salvação”.

      Paz e bem,

      O Vigia.

  26. Olisomar Pires
    14 de maio de 2016

    Sensacional a história, me seduziu completamente. Não entendi a existência de australopitecos na arca, mas é só um detalhe. A informalidade do último capítulo destoa do restante do conto, mas nada que seja insuperável. Parabéns !

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráqueo

      “Sensacional” — Embora há vários éons eu tenha abandonado a maior parte do que os humanos chamam de “ego”, confesso que ainda fico envaidecido com adjetivos dessa magnitude. Muito obrigado.

      A evolução seguiu rumos diferentes nessa história que inventei para matar o tempo aqui na Lua. Dessa forma, o meteoro não se chocou com a Terra há 65 milhões de anos e os dinossauros puderam evoluir, ocupando o lugar que hoje pertence aos humanos. Nessa linha alternativa, os australopitecos seria o estágio atual de evolução do Homo Sapiens.

      Paz e bem,

      O Vigia.

      • Olisomar Pires
        18 de maio de 2016

        Olá, conto muito, muito bom mesmo, principalmente depois que minha mente obtusa captou o sentido… Entretanto, fiquei com uma dúvida ou uma crítica, não sei. Vamos a ela: Os dinossauros, então dominadores, seguiram a mesma linha evolutiva humana, inclusive os mesmos erros e o mais grave, os mesmos personagens, até com nomes idênticos (Jesus e Hitler) ? Ou seja, a matriz seria a mesma, mudou apenas a raça ? Não sei se me fiz entender. Abraço.

  27. Pedro Teixeira
    14 de maio de 2016

    Olá,Uatu! O conto tem uma premissa muito interessante, que coloca a gente pra pensar. A narrativa é bem conduzida, descrições na medida certa. O tom do trecho que diz “primeiros raios de sol banharam as árvores com fótons dourados” pareceu destoar do restante, mas no geral o texto é agradável e a trama envolve. Pensei que haveria alguma referência à Biblioteca de Alexandria. A única parte da trama que não me convenceu muito foi esse momento em que ela ouve o sermão e se converte, me pareceu rápido e fácil demais, tanto isso quanto à fórmula. Gostei sobretudo da reviravolta no fim, e como isso foi desenvolvido ao longo da narração. Enfim, um bom conto. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Uatu
      18 de maio de 2016

      Saudações, terráqueo

      Nas minhas observações, já tive oportunidade de presenciar algumas dessas “conversões” instantâneas, guinadas de comportamento e revelações súbitas. Assim como outros aspectos do comportamento humano, nunca entendi muito bem os mecanismos da fé. E é isso que torna meu trabalho deveras fascinante.

      E a bela desolação solitária da Lua, um pouco mais suportável.

      Paz e bem,

      O Vigia.

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Publicado às 14 de maio de 2016 por em Realidade Histórica Alternativa e marcado .