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Detox Literário.

Deus é Pai, e quem sabe, brasileiro! (Simoni Dário)

pedrosilva

Aos 33 anos Pedro já tinha vivido muitas coisas, mas deixar o filho para trás era realmente sua maior provação.

Crescera numa família de recursos, com títulos e regalias, mas guardava internamente a volúpia de tantos da sua idade: ser homem viril, corajoso, de pulso firme. Foi criado para ser comandante e não comandado. Vê-lo se despedaçar em lágrimas sem resistência cortava o coração de qualquer um. A vida conduzira o rapaz por estradas difíceis de transitar, o fizera lutar bravamente e tão jovem, que envergonharia Imperadores pelo mundo afora. E agora se despedia do filho com o coração tão apertado que dava vontade de quem estava ao seu lado aconselhar: “Fique, você é humano antes de tudo, seja o pai presente e dê ao seu amado filho o que talvez você não teve. Fique, lute agora pela família unida, ouça apenas teu coração, e morra como um pai simplesmente.” Mas esse seria outro Pedro e não aquele.

O menino ouviu atentamente as palavras de Rafael durante a leitura da carta e com o coraçãozinho cortado de saudades do pai levantou de sua poltroninha, abriu a gaveta da escrivaninha fazendo balançar o jarro de Sèvres francês e puxou um desenho que o saudoso, à ponta de pena, fizera para o filho dias atrás. Apertou o pedaço de papel contra o peito e suspirou três vezes antes de deixar rolar a primeira lágrima naqueles olhinhos azuis, herança da mãe, que terminou em soluços abafados, já que por orientações do entorno tinha em mente as palavras homem não chora. Contemplou o rabisco e ouviu em pensamento o pai aconselhando:

Isso que te desenho aqui, meu rebento, é fruto de um sonho recorrente de teu pai, que está a seguir-me desde menino, provavelmente desde que eu tinha a tua idade. Queria poder fabricar um desses e ver se passeia de verdade. Por enquanto vamos a cavalo, mas, um dia, podes escrever: essa coisa vai se tornar real, então sairemos eu e tu, aqui ou acolá, para um passeio só nós dois.

Pedro, o pai, era um homem a frente do seu tempo. Mal sabia ele que o que esboçara naquele pedaço de papel se tornaria real um dia e muito cobiçado por todos os homens, viris ou não.

Para Pedrinho como era conhecido intimamente, aquele desenho era de um cavalo sem cabeça e sem patas.

E, acreditando na promessa do pai, o menino de apenas cinco anos, agarrava-se a esperança de revê-lo e saírem juntos a passeio naquela coisa inventada pelo seu herói. Adormeceu com o desenho amassado entre os dedinhos.

Lá fora a chuva e o ar fresco fizeram “Dadama”, como a chamava o pequeno, correr para cobri-lo na madrugada. Cheia de compaixão, vendo o sofrimento da criança, orou a Nossa Senhora do Amor Eterno para que o pequeno príncipe reencontrasse o pai, um dia que fosse, mas que recebesse a benção do reencontro.

 

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Seu Milton era um admirador de carros. Tinha três filhos e o sonho de ver um dos dois meninos campeão um dia, mas… entre os filhos, o do meio era o mais agitado, do tipo que vivia caindo e fazendo galos na cabeça. Em um simples brinquedo, um triciclo, o pequeno garoto já demonstrava destreza e habilidade com manobras e velocidade. Construiu ele mesmo, o seu Milton, um pequeno jipe para que a criança fosse se acalmando e tomando gosto pela coisa. E ela tomou. Com nove anos já conduzia jipes pelas estradas precárias dentro das propriedades rurais do pai. Fazia pelo meio dos pastos um ziguezague que parecia o símbolo do infinito. Aquilo chamava a atenção do homem, porque ninguém instruíra o pequeno a fazer tal peripécia, era como se o garoto tivesse desenhado o tal percurso, dentro da mente.

Beco cresceu assim, agitando as pistas.  A mãe dele, sempre com o coração apertado, rezava para Nossa Senhora do Amor Eterno para que ele desistisse daquilo o quanto antes. Porém, quanto mais rezava… Ele era determinado, não adiantava. O desejo do moleque era sempre de buscar mais e mais, a garra e o perfeccionismo eram o seu sangue. Dizia pra mãe ficar tranqüila que um dia ele levaria o nome do Brasil para o mundo, e a pobre Dona Neide vivia como uma beata em oração. Era só o que podia fazer, porque se ele dizia aquilo, era atrás daquilo que o filho iria. Seu Milton era só emoção.

O casal, em um silêncio uníssono, observava o filho prodígio de longe, atentos aos detalhes e astúcia do pequeno garoto. O pai com o peito cheio de orgulho anunciava:

— Antes todo moleque fosse que nem o Beco, deixa ele ir pro mundo, não empata a vida dele. — Resmungava receoso de que a mulher já estaria puxando o freio de mão do futuro campeão.

— Coração de mãe, não se engana! Me deixa rezar pelo menos por proteção, mas você sabe a minha opinião. — Rebatia Dona Neide.

— Sei sim, em sua opinião ele fica em casa, na barra da tua saia, fazendo tricô.

— Não fala bobagem homem, me esquece temporariamente.

— Ainda bem que é temporariamente, porque meu pavio está encurtando com esse excesso de zelo. — E saiu porta afora.

Seu Milton começou a acompanhar o menino nas pistas, primeiro com o Kart, depois foi indo e indo pista afora, tão longe que nem ele mesmo acreditava que aquilo era real. A família estava impressionada com tamanha habilidade da criança e o incentivo do pai era constante e preciso. Aos treze anos iniciou em competições de Kart oficialmente, deixando o genitor contente de ver o seu filho chegando, em várias ocasiões, em segundo lugar. Isso era apenas o início. Para o menino, era o primeiro lugar, ou nada.

O Beco nos anos seguintes já estava conquistando campeonatos de Kart e ficou conhecido como “42”, seu número no pequeno carro.

Aos vinte e um anos o jovem ambicioso começou a competir na Europa, ganhando o campeonato inglês de formula Ford 1600, e ano seguinte conquistou mais um campeonato em uma categoria acima, Ford 2000. Dona Neide acompanhava de casa, com um olho na TV e o outro na imagem da Santa protetora da família.

Beco tornou-se Ayrton Senna, campeão daqueles de tirar o domingo de folga do próprio domingo de todos os brasileiros. Levou o nome do Brasil a todos os cantos do planeta como professara. Foram 41 vitórias nas pistas do mundo todo. O ídolo nacional era ovacionado durante a semana nas conversas em qualquer esquina do país – um herói.

Até que um dia, aos 34 anos, fez uma escolha que surpreendeu a todos os compatriotas: declarou que pararia de correr. Isso mesmo: pararia enquanto estava no auge. Estava satisfeito com tantas vitórias e queria dedicar seu tempo e dinheiro a passar tudo o que adquirira de conhecimento, adiante.

— Eu sabia Neide. Satisfeita agora?

— A culpa é minha? Fé, meu amor, conhece?

— Seu Milton jogou o jornal na mesa e disse que não queria mais conversa naquele dia.

 

Dona Neide levantou-se bem calmamente, abriu a gavetinha da mesa de canto ao lado do sofá fazendo balançar o jarro de Sèvres, enfeite que ganhou do filho por conta de uma corrida na França, pegou uma vela e acendeu diante da Nossa Senhora do Amor Eterno dando uma demorada piscadinha para a imagem de adoração.

Passados alguns dias, Ayrton veio visitar a família depois de um longo período de viagens e entrevistas, cheio de novidades. Contou uma interessante história que ouviu de um menino durante uma palestra em uma escola municipal, em um lugarzinho remoto no interior do Brasil. O menino chamava-se Pedro, ficara órfão aos cinco anos e, aos cuidados dos tios começou a demonstrar a paixão fora do comum para uma família humilde: não perdia uma corrida de Fórmula 1 na TV só para ver o herói Ayrton Senna. Aos cinco anos pedia ao tio permissão para assistir as corridas que aconteciam de madrugada. E gritava para todos que seria que nem o Senna, um dia.

Com o coração maior que o tamanho do planeta, Ayrton, emocionado, decidiu que investiria no garoto, e caso demonstrasse talento, patrocinaria sua carreira.

Mas, não nascem Ayrtons Senna toda hora e Pedrinho, como era chamado pela família do piloto, demonstrou quase nada de habilidade… nas pistas. Seu Milton, muito atento sempre, ao levar o garoto para umas voltas de Kart no sítio da família, observava com todo o cuidado tentando ver alguma audácia no menino. Só o que via era o Kart para o lado e o garoto sumido sentadinho num dos paus da cerca que protegia os cavalos. Alucinado, o menino Pedro era só emoção, e pedia para seu Milton conduzi-lo sobre o pelo do animal.

Em conversa ao telefone com o filho, o relato do pai decepcionou Beco, mas num lampejo entendeu:

— Jockey. Ele tem talento para corridas de cavalo, é isso. Atento, seu Milton incentivou o garoto à montaria e percebeu que o filho poderia ter razão. Pedrinho, pequeninho e magrinho que dava dó, sentava no lombo do animal como se o conhecesse de longa data. Começou o incentivo, Pedrinho lembrava ao pai do herói a determinação e garra de Beco e mexia com o orgulho do homem.

Quando Senna veio para espiar o pupilo, teve certeza. Inscreveu o garoto na melhor escola de Equitação. Começaram as primeiras provas e Pedrinho não foi bem logo de cara. Chorando, decepcionado numa dessas, recebeu o afago do padrinho que abaixou-se, olhou bem nos olhos do garoto e disse:

— Pedro, seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá.

 

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Pedrinho, o filho do Pedro, cresceu e entendeu o porquê da partida de sua família para a Europa e a importância do pai no cenário brasileiro. A partir daí, entendeu o próprio papel e sua também importância para o destino do país. Nunca mais viu o pai pessoalmente, que morrera três anos depois de partir para o destino traçado pela linhagem sanguínea. As cartas eram seu único conforto. Guardou no coração de menino o pai herói da Independência do Brasil. Contaram para ele, os que o educaram, que o pai havia lutado bravamente e brigado com os próprios irmãos de pátria, Portugal, em nome da independência do Brasil. Dadama sempre mencionava a tristeza que Dom Pedro levou consigo no momento da partida e o quanto lhe recomendara cuidar bem do seu “principezinho” como carinhosamente o chamava. Dom Pedro II, que era também neto de Dom João VI, tornou-se Imperador com apenas cinco anos. A mãe morrera quando o menino tinha apenas um ano de idade. Foi educado para se tornar um homem com forte senso de dever e devoção ao seu país e seu povo.  Obrigado a passar a maior parte do seu tempo estudando em preparação para imperar, ele conheceu momentos breves de alegria e poucos amigos de sua idade. O ambiente em que foi criado o tornou tímido e carente, enxergando nos livros refúgio e fuga do mundo real.

Já adulto, conheceu Friedrich Nietsche, trocou cartas com Richard Wagner e Luis Pasteur, mas do seu herói guardava poucas lembranças.

O desenho que o pai lhe dedicara fora emoldurado e colocado próximo a cabeceira de sua cama como um altar particular a ser reverenciado todos os dias. Tinha orgulho de Dom Pedro I, mas a saudade dos dias que não passearam juntos, calava fundo no coração do homem. Não cansava de ler a carta, guardada a sete chaves, na escrivaninha do Sucessor:

 

“Meu querido filho, e meu imperador. Muito lhe agradeço a carta que me escreveu, eu mal a pude ler porque as lágrimas eram tantas que me impediam a ver; agora que me acho, apesar de tudo, um pouco mais descansado, faço esta para lhe agradecer a sua, e para certificar-lhe que enquanto vida tiver as saudades jamais se extinguirão em meu dilacerado coração. 

Deixar filhos, pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu pai, ame a sua e a minha pátria, siga os conselhos que lhe derem aqueles que cuidarem na sua educação, e conte que o mundo o há de admirar, e que me hei de encher de ufania por ter um filho digno da pátria. Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil sossegue, o que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a benção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o ver.” 

D. Pedro de Alcântara

Bordo da Nau Warspite 

12 de abril de 1831

 

 

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Pedros e Ayrtons, príncipes, heróis. O da margem do Ipiranga. Os da margem de algum riacho Brasil adentro. Todos tiveram seus dias, bons, ruins, de sorte, de emoção. Da vida que viveram restou a história que escreveram com tintas de emoções sentidas como qualquer mortal escreve a sua. Ficaram os registros.

“Viva a independência e a separação do Brasil. Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil. Independência ou Morte!” – Dito por ele, o Pedro pai em 1822. Parece que estava fraco das forças, indisposto naquele momento, mas não desistiu.

E quem viu o Ayrton, orgulhoso e exausto, tentando a duras penas levantar a taça no Grande Prêmio do Brasil de 1991? Dona Neide precisou de atendimento e dessa vez foi o seu Milton quem teve que acender a velinha pra Nossa Senhora do Amor Eterno. Prometeu que nunca mais brigava com a mulher, com direito a piscadela e tudo.

Dizem por aí que corre na veia dos filhos do Brasil o sangue dos Alcântara, dos Senna, dos Silva. E um dia, independente de qualquer história, quem sabe a gente chegue lá! Deus é Pai. Vai saber se não é brasileiro!

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64 comentários em “Deus é Pai, e quem sabe, brasileiro! (Simoni Dário)

  1. Swylmar Ferreira
    3 de junho de 2016

    Oi autor
    Achei o conto bastante complexo. Possui boa trama, que ao meu ver se adequa ao proposto pela equipe do desfio. A gramática é boa, tem poucos diálogos.
    Parabéns meu caro e boa sorte.

    • Pedro Silva
      3 de junho de 2016

      Oi Swylmar.
      Obrigado pelo comentário, valeu!
      Acelera homem, tá acabando, Que bom que achou boa a trama. Fiquei feliz.

      Abraço.

  2. Thiago de Melo
    3 de junho de 2016

    Amigo Escritor,

    Infelizmente seu conto não me prendeu… achei que não havia ligação entre as duas histórias que você contou. como não havia ligação entre as duas histórias (a não ser a questão da nacionalidade dos dois personagens), e combinando com o final meio explicado e exaltando o nacionalismo dos dois, deu-me a impressão de ser mais um artigo de jornal ou de revista do que um conto. Em artigos é possível fazer isso, contamos a história de uma pessoa, depois contamos a história de outra pessoa e fazemos um arremate final com uma mensagem. Foi o que você fez, mas apesar de essa fórmula funcionar em artigos, não se encaixa nos contos. Achei que você fugiu um pouco da ideia desse desafio.

    Outro ponto que me fez perder um pouco a empolgação inicial com o texto foi que o menino era vidrado no Senna e na fórmula 1, inclusive acordando de madrugada para assistir as corridas. daih, o grande ídolo dele bota ele debaixo da asa e, de repente, ele perde todo aquele interesse pela formula 1 e pelas corridas e agora ele só quer saber de cavalos? pow, ficou meio forçada essa parte.

    por fim, queria comentar uma frase que me chamou muito a atenção ehehehhe

    “O casal, em um silêncio uníssono, observava o filho”
    O que seria um silêncio uníssono?
    Você é fã de Borges? Você se inspirou naquela frase famosa de Borges: “Ninguém o viu desembarcar na noite unânime”?
    “Noite unânime” até que passa, mas “silêncio uníssono” ficou meio estranho. hehehehe

    Um abraço!

    • Pedro Silva
      3 de junho de 2016

      Olá Thiago de Melo.
      Obrigado pelas dicas. Vivendo e aprendendo, essa dos artigos eu não sabia, mais uma que aprendi por aqui.
      O outro ponto, quanto ao menino ser vidrado no Senna e depois pender mais para cavalos foi de caso pensado mesmo, é algo tão sutil que é difícil pegar assim, reconheço. É que o Pedrinho II, apesar da nobreza, não teve escolha, escolheram por ele, e uma criança de cinco anos não tem como escolher alguma coisa com propriedade, então o que fiz foi dar ao Pedrinho do Senna essa escolha entende? Como se o menino tivesse um ídolo no Senna, querendo também ser ídolo, mas acaba que vê nos cavalos sua grande paixão, e aí já puxo um gancho na história do Pedrinho II que tem o hábito de passear a cavalo com o pai conforme narra Dom Pedro em uma das cartas. Doidera minha, eu sei e pena que te pareceu forçado.
      Como não sou do meio, não conheço o Borges e obrigado pela frase dele que você me trouxe, realmente maravilhosa! Será que a minha se fosse do Borges soaria estranho ainda? Opa, viajei agora, não custa sonhar, o esforço para melhorar é grande, acredite! “Noite unânime”, que delícia!
      Adorei o comentário, puramente enriquecedor.

      Abraço.

  3. Wilson Barros
    3 de junho de 2016

    Acredito que não seja obrigado um conto tratar de um só enredo, embora o conceito clássico seja esse. Aqui temos dois temas, duas realidades distintas, duas histórias. Sugiro, apenas, que quando vocẽ escrever dessa forma tente conectar as duas histórias em agum momento, o que é um recurso interessante e muito utilizado. Embora, claro, não seja obrigatório, pois o que dá valor a um conto são múltiplos fatores, tais coo personagens, ambientação, escrita, etc. Achei a realização aqui bastante boa. Parabéns e boa sorte.

    • Pedro Silva
      3 de junho de 2016

      Oi Wilson Barros.
      Obrigado pelas sugestões, gostei muito. A minha falta de maturidade com a escrita fez com que eu achasse que tivesse feito uma conexão entre as duas histórias ainda que indiretamente, como quando narro o esboço do suposto carro feito por Dom Pedro I, ou quando coloco o Pedrinho da história do Senna como apaixonado por cavalos, mostro ainda o jarro de Sévres e a mesma Santa nos dois cenários, coloco dois heróis nacionais cada um com a sua devida proporção e legitimidade no cenário brasileiro e ainda quando coloco os dois Pedrinhos com a mesma idade e com sonhos, um de reencontrar o pai e o outro de encontrar-se com o ídolo.
      Que bom, que entre prós e contras você ainda conseguiu ver uma boa realização no meu trabalho, fiquei muito feliz e honrado.

      Abraço.

  4. Pedro Luna
    3 de junho de 2016

    Rapaz, preciso dizer que no começo não tava entendendo muita coisa, mas depois percebi quem era o PEDRO e tudo ficou mais fácil. O engraçado é que a figura do Senna é tão forte na minha mente, que ela se negou a aceitar a personalidade ele no seu conto. Eu considerei o conto muito criativo, pois você botou no mesmo bolo realidades alternativas e personagens muito diferentes como senna e os pedros. Queria saber o que diabos te fez ter essa ideia. Kkk.

    Mas a leitura não foi tão fluida. A história não tem aquela pegada, aquele clímax. Teve muitas passagens biográficas, mas como eu não estava muito interessado nos personagens, elas me soaram chatas. Achei bem escrito e sem dúvida o autor ou autora tem talento, só não me pegou aqui, nessa história.

    • Pedro Silva
      3 de junho de 2016

      E aí Xará (mais um!)
      Fiquei muito feliz com o seu comentário.
      O que me fez ter essa ideia, acredito, seja a emoção que carrego a flor da pele e que no final das contas só eu e Deus (caso seja brasileiro) entendo. Pena que a leitura não fluiu para você, acho que é uma questão de tempo, preciso sair do playground literário e parar de ouvir a voz de mim mesmo para que na prática o texto funcione melhor, criando bons climax para não deixar o conto carregado de passagens chatas e biográficas como você diz. Buscando evoluir sempre!
      Gostei muito do comentário, ajuda no crescimento e torna o desafio mais interessante. Obrigado.

      Abraço.

      • Pedro Silva
        3 de junho de 2016

        * eu e Deus entendemos.

  5. Virginia Cunha Barros
    2 de junho de 2016

    Oii… o teu conto é uma leitura interessante! A história do Ayrton Senna é bem conhecida, não houve dificuldades para acompanhar essa trama. Eu fiquei meio espantada quando apareceu o outro Pedro, o da independência, mais para o fim da história, e depois a mensagem final. O que entendi foi que o autor quis reforçar a mensagem na frase final do Ayrton Senna, talvez como se ele mesmo estivesse dizendo ao menino que outros Pedros já haviam sido importantes para o país…

    Desejo boa sorte!

    • Pedro Silva
      3 de junho de 2016

      Olá Virginia.
      Mas que percepção, hein? Não tive intenção de tornar a frase do Senna como você colocou no comentário e gostei muito da sua percepção e leitura atenta, nem eu tinha percebido o que poderia ter sido no meu conto e não foi( e acabou sendo!). Obrigado pelo comentário bem fundamentado e que bom que achou interessante o texto. Bom também que não teve dificuldades para acompanhar a trama já que alguns relataram que tiveram.
      Obrigado mesmo.

      Abraço.

  6. Simoni Dário
    2 de junho de 2016

    Olá Pedro Silva.
    Será que Ele é brasileiro? Sei não, vamos ter que passear por outro conto para esclarecimentos. O texto está muito bem escrito, narrativa sem pontas soltas e paralelos bem construídos. O final explicado funcionou comigo, eu particularmente gosto das intervenções do narrador da forma como foi feita, parece que aproxima mais o autor do leitor. Achei muito criativas as passagens que você usa para aproximar as duas histórias como os detalhes do vaso e da santa. A parte do esboço do carro feito por Dom Pedro ficou interessante também.Fica a pergunta: como teria sido se Dom Pedro tivesse sucumbido e ficado e o Senna estivesse vivo? Ah, queria ter tido a oportunidade de saber mais da história por aí. Mas valeu a leitura, foi bem agradável e emocionei com a carta do Dom Pedro I para o filho. Parabéns!

    • Pedro Silva
      3 de junho de 2016

      Olá Simoni Dário.
      Olha, se ele é brasileiro eu não sei, mas se for e ainda for patriota acho que ia ficar um pouco chato diante do resto do mundo, né, mas concordo com você, melhor esclarecer essa dúvida no outro conto…
      Obrigado pelo comentário bem fundamentado, que bom que voê gostou até do final, já que a minha imaturidade como escritor faz com que eu tropece em alguns aspectos literários ainda. Quanto ao que aconteceria com o menino Dom Pedro II caso o pai tivesse permanecido, também fiquei imaginando, mas não tive coragem de mexer muito nessa parte da história, acho emocionantes as cartinhas trocadas entre pai e filho, preferi deixar praticamente como foi. E o Senna deixaria o povo brasileiro muito feliz, provavelmente se ainda vivo e acredito sim que estaria cada vez mais engajado em causas nobres.
      Muito bom teu comentário,

      Abraço.

  7. Thomás
    2 de junho de 2016

    Ei Pedro
    Gostei do seu texto, de modo geral, embora tenha achado algumas partes, dos Pedros, meio lentas. Com o Senna, tudo certo. Talvez pelo carisma dele a coisa flui melhor, sei lá.
    Acho que se vc focasse só nessa personagem e na aposentadoria, o conto ficaria mais legal. Minha opinião.

    Achei o Pedrinho imperador um tanto deslocado do resto. Parece que ele freia a história. Vai ver foi esse o efeito pretendido, mas não funcionou bem para mim.

    De todo modo, boa sorte!

    • Pedro Silva
      3 de junho de 2016

      Ei Thomas(final de desafio fico mais descontraído)
      Obrigado pelas sugestões, feliz que tenha gostado. Pois é, o Pedrinho Imperador freia e o Ayrton acelera, é a história. Nos tempos do Pedrinho Imperador tudo era mais lento, fazer o que, cada um na sua época mas duas figuras importantes no cenário brasileiro (claro que o Ayrton chama mais atenção, vivemos no tempo dele, mas o Pedrinho teve lá seus méritos também). Uma curiosidade sobre ele (Pedro II): “A 12 de junho de 1871, quando desembarcou em Lisboa, ocorreu o seguinte episódio, havia a necessidade de quarentena para todos os viajantes provenientes das Américas, ele foi informado que essa medida não se aplicava a ele, então teria dito: Porque não? a ordem não é para todos? E assim ele ficou sob quarentena como todos os demais passageiros.” Só para ilustrar.
      Bom demais teu comentário.

      Abraço.

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    1 de junho de 2016

    É um conto sólido, bem orquestrado e com uma linguagem agradável.

    Os diferentes realidades que a obra compreende – embora todas interessantes e fundamentadas – não me arrebataram na leitura. Infelizmente, não tive a sensibilidade para simpatizar com as fíguras existentes no trabalho. Agora, não encontrei nenhum tipo de ufanismo exacerbado por parte do autor. Repito, é um conto sólido, bom, que por culpa minha não me enfeitiçou.

    Parabéns, de verdade.

    Boa sorte no desafio.

    • Gustavo Aquino Dos Reis
      1 de junho de 2016

      *As diferentes

    • Pedro Silva
      2 de junho de 2016

      Caro colega de desafio, Gustavo Aquino dos Reis.
      Muito legal teu comentário. Por causa dele já me sinto um campeão nas pistas aqui do EC. Ainda chego lá, num conto que vai te enfeitiçar, a busca por melhorias é constante e o seu comentário muito incentivador.

      Abraço.

  9. Gustavo Castro Araujo
    1 de junho de 2016

    O conto trata de realidades paralelas. Tem-se de um lado o menino D. Pedro II, deixado no Brasil pelo pai; do outro, o garoto Ayrton “Beco” Senna e sua vida nas pistas e além delas. As histórias não se tocam de modo evidente. Talvez haja identidade entre elas no que se refere às situações postas, ao relacionamento entre pais e filhos, entre nomes, mas não consegui vislumbrar algo que justificasse o paralelismo. Isso se torna mais evidente no que tange ao desenvolvimento das narrativas. A vertente de Pedro II é muito inferior à do Senna. Na primeira, foca-se no relacionamento, na solidão, não havendo realidade histórica alternativa evidente. Já no que diz respeito ao piloto brasileiro, há, sim, uma alternatividade: Senna não morre porque deixa o automobilismo antes que a curva Tamburello termine com tudo. Nessa vertente, torna-se uma espécie de mecenas, ou melhor, o padrinho de um garoto pobre e promissor no desconhecido esporte do turfe.

    Não é preciso muito para dizer que a história de Senna é bem melhor. Tivesse o autor investido nela somente, o resultado do conto teria sido mais interessante. Ao optar pelo paralelismo, o resultado se diluiu. Não tivemos, nós leitores, tempo para nos afeiçoarmos ao jóquei-prodígio. O próprio Senna ficou um tanto esquemático, sem características marcantes – boas e más – que poderiam ter sido descritas de maneira mais profunda. Sua competitividade sem limites, por exemplo, poderia ter sido explorada na relação com o garoto. Nesse aspecto, a relação entre os imperadores pai e filho seria totalmente dispensável.

    Não acho que o problema do conto esteja num suposto ufanismo. Aliás, tenho minhas dúvidas se ser ufanista é, de fato, algo ruim. De todo modo, não é esse o ponto. A questão é que a abordagem de duas vertentes narrativas acabou prejudicando o todo, ainda que a escrita sem erros seja fluida e envolvente.

    Sugiro, por fim, que o autor repense o conto. Falar de uma possível sobrevivência de Senna seria muito interessante se o desenvolvimento fosse mais robusto. Há material e ferramentas para isso. Estou convencido de que o autor é plenamente capaz de (re)utilizá-las.

    • Pedro Silva
      1 de junho de 2016

      Caro colega de desafio, Gustavo Araujo, pai de todos (aqui), brasileiros ou não.
      Obrigado pelas colocações e sugestões.
      Na verdade o herói mesmo nessas realidades paralelas é o Dom Pedro I, ao menos vejo assim. O Ayrton tornou-se herói pela boca do povo, pela carência e necessidade do povo de ter alguém como ele, que ao mesmo tempo subia nos pedestais dos pódios mundo afora como campeão ao som do hino nacional e demonstrava o orgulho de ser brasileiro ( as cenas dele fazendo a volta da vitória com a bandeira do Brasil nas mãos deve estar gravada na memória de todos nós).
      A minha intenção aqui na verdade foi colocar os seres humanos “brasileiros” antes do heroísmo de um ou outro, por isso um Ayrton sem muitas características marcantes, usando tuas palavras.
      Achei válida a intenção de colocar Dom Pedro I sofrendo como qualquer pai que ama um filho sofreria naquela situação, justamente pela proposta que tento abordar aqui, o que de fato nem todos captaram.
      Você comenta que se eu investisse na história do Senna, a dos Pedros Imperiais seria totalmente descartável. Permita-me discordar, pois para mim como já comentei, os Pedros Imperiais são muito importantes. Na verdade heróis mesmo somos nós, os brasileiros, que já caimos e levantamos várias vezes ao longo dessa nossa história cheia de percalços.
      O que fiz aqui foi levantar mais uma vez a espada com Dom Pedro I no grito de Independência, e a bandeira do Brasil com Ayrton campeão.
      A homenagem mesmo foi para os brasileiros, e também não vejo ufanismo nenhum nisso. Quem nunca cantou em algum momento, em alguma situação, seja qual for “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor!” Em algum momento, (pequeninho que seja, vai de cada um), nos orgulhamos do nosso país, nem que seja para dizer que temos a maior reserva de água doce do planeta.
      Gostei muito do comentário Gustavo, como sempre, enriquecedor.

      Abraço.

  10. Wender Lemes
    31 de maio de 2016

    Olá, Pedro Silva. Seu conto é minha décima quarta avaliação.

    Observações: nota-se desde o título o patriotismo que o conto carrega, variando de menor a maior grau dentro da narrativa. As variações entre as duas linhas histórias funcionaram bem, a ideia de manter Senna vivo também foi legal.

    Destaques: pode ser um defeito para alguns, mas para mim foi algo bom o tal do patriotismo. Concordo que não faça sentido se entender melhor ou pior que outra pessoa apenas por ter nascido em determinado lugar. Todavia, não consigo deixar de pensar que eu sou daqui, que sempre vou querer o melhor para a terra que “me concebeu” e que faz parte do que sou, não vejo problema algum em nos inspirarmos em pessoas que pensavam de forma similar.

    Sugestões de melhoria: a busca por fazer o leitor se identificar com os personagens me soou forçada em alguns momentos, principalmente na história de Pedro II. Outra questão foi a aposentadoria do Ayrton, senti falta de um motivo mais forte para que ele resolvesse parar (por exemplo, se ele tivesse sofrido o acidente e sobrevivido). Pela própria história dele, não creio que, do dia para a noite e em sua melhor fase, ele se daria por satisfeito com os títulos que tinha e partiria para outra.

    Parabéns e boa sorte.

    • Pedro Silva
      1 de junho de 2016

      Caro colega de desafio, Wender Lemes.
      Obrigado pelas palavras que muito me incentivam, já estava me sentindo um E.T. achando que ser patriota é coisa de outros mundos. Céus!!! Concordo no todo com você quanto a nos espelharmos em quem nos isnpira porque pensam de forma similar, aqui mesmo acontece isso. Quanto ao motivo que me levou a escolher pela aposentadoria do Ayrton e não pela sobrevivência ao acidente foi que achei a minha alternativa menos complicada do ponto de vista humano mesmo, já que a tragédia aconteceu de fato, não sei nem explicar, achei que seria mais pesado usar a alternativa dessa maneira que você sugere, se é que me entende. Antes tivesse sido assim, como relatei, poderiamos usufruir mais do talento do rapaz, ainda que fosse como incentivador dos brasileiros pela própria imagem e carisma.
      Gostei demais do teu comentário, obrigado mesmo.

      Abraço.

  11. Daniel Reis
    31 de maio de 2016

    Prezado escritor: para este desafio, adotei como parâmetro de análise um esquema PTE (Premissa, Técnica e Efeito). Deixo aqui minhas percepções que, espero, possam contribuir com a sua escrita.

    PREMISSA: as vidas paralelas de Dom Pedro II e Ayrton Senna, sendo RHA o fato deste último abandonar as pistas… e continuar sendo heroi, agora como treinador do Pedrinho (seria uma reencarnação?).

    TÉCNICA: a escrita é clara, mas não marcante. Mas o que peca, mesmo é o enredo, justamente num ponto crucial: não há clímax, conflito ou confronto. Só narrativa.

    EFEITO: por ter sido uma das primeiras ideias para esse desafio, eu conhecia bem a história de D. Pedro II; mas Ayrton Senna realmente não me fascina, não vejo nele um “heroi da raça” ou “brasileiro exemplar”. Lembro que quando minha turma de faculdade foi escolher o nome para formatura, e ele tinha recém falecido, vários quiseram homenageá-lo. Mas fui dos que preferiram, então, colocar em votação o nome “Turma Mussum”, para mim tão ou mais merecedor. Não ganhou nem um, nem outro.

    • Gustavo Castro Araujo
      1 de junho de 2016

      Putz… Turma Mussum. Deveria ter ganhado!

    • Pedro Silva
      1 de junho de 2016

      Caro colega de desafio, Daniel Reis.
      Vejo que tem alguma coisa da história da vida de Ayrton Senna que eu perdi. “Turma do Mussum”? Ri muito nessa parte do comentário, e fico intrigado porque vejo que alguns comentaram reconhecer as qualidades apenas do piloto, então ou eu perdi alguma coisa ou acreditei demais na mídia. Puxa!
      Preciso rever também os meus conceitos sobre climax e conflito, já que ninguém (ou quase ninguém) me entende. E o texto não fala de reencarnação não, são enredos sobre importantes figuras na História do país, cada um com a sua proporção e humanidade retratados a minha maneira. Pedros, com seus sofrimentos, uns tem o privilégio, dependendo do destino de encontrar-se com seu ídolo, apesar das dificuldades impostas pela vida, outros tem o privilégio de serem bem nascidos mas carregam alguns fardos por essa mesma razão e por aí vai a cabeça deste escritor aqui.
      Fiquei curioso para saber o nome que foi escolhido para a turma de formatura.

      Abraço.

  12. vitormcleite
    31 de maio de 2016

    Gostei, apesar do excesso de patriotismo que me desviou a atenção do texto, talvez por ser muito sublinhado no final, e acabou por ser isso que ficou na memória. O texto parece bem escrito, bom de ler e bem criativo, embora com alguns trechos que se arrastaram. Gostei da mistura desses dois heróis, muitos parabéns.

    • Pedro Silva
      1 de junho de 2016

      Caro colega de desafio, Vitor Leite.
      Obrigado. Fico feliz que tenha gostado de ler e ressaltado a criatividade do texto. Gostei dos “muitos” parabéns, dá uma incentivada boa. Acredito que você seja de Portugal, o que nos une através da História do Brasil, muito legal!

      Abraço.

  13. Catarina
    31 de maio de 2016

    Pelo COMEÇO eu esperava mais. No entanto o FLUXO, arrastado pela narrativa pobre, atropelou a TRAMA que, se fosse única, talvez tivesse me envolvido. Várias ALTERNATIVAs não trabalhadas gerou a necessidade dessa explicação no FIM. Embora eu tenha gostado da premissa. Sugestão: enxugar o texto e dar personalidade ao narrador, que ora é frio e ora fofinho, cheio de diminutivos.

    • Pedro Silva
      1 de junho de 2016

      Cara colega de desafio, Catarina.
      Obrigado pelas sugestões, já percebi que o “enxuto” é o que te apraz. Que bom que a premissa te agradou. Poucos entenderam a minha necessidade de mostrar o fluxo usando duas tramas.
      Esse narrador com múltiplas personalidades é o espelho deste escritor. A alternativa para isso talvez seja a terapia…
      Abraço.

  14. Pedro Teixeira
    30 de maio de 2016

    Olá, Pedro! O conto, apesar do tom mais “fofo” que não faz muito minha cabeça, me agradou até certo ponto. A narrativa é clara e fluida, tornando a leitura fácil. Senti falta de um desenvolvimento maior dos personagens, que me pareceram santos demais, sem algo mais humano que os caracterizasse, como dúvidas, questionamentos, etc. O final ficou com um tom de crônica ufanista que não me pareceu casar com o que se espera de um conto.No fim, ficou meio a meio. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Pedro Silva
      1 de junho de 2016

      Caro colega e meu Xará.
      Obrigado pelas sugestões. Que bom que para você o conto ficou meio a meio(melhor do que nada). Gostei de saber também que a leitura te foi clara e fluida. No mais, vamos caminhando e tentando acertar o carro nestas pistas, ora em dias de sol, ora em dias de chuva. Ajeitando os pneus, uma hora vai…

      Abraço.

  15. Eduardo Selga
    25 de maio de 2016

    O conto possui um caráter nacionalista no pior sentido do termo, um ufanismo meio religioso, que considera certas figuras da pátria quase santas, pois só têm virtudes. Tomando de empréstimo uma expressão de Millôr Fernandes, é um conto “ufanado e ufanante”.

    Parênteses: vivemos no Brasil e nas Américas Central e do Sul um tempo em que mais do que nunca é necessário (não, é urgente) o sentimento nacionalista, principalmente quando nos damos conta de que há, não de hoje, uma narrativa social a nos incutir sentimento de inferioridade. Mas esse nacionalismo não pode ser a exaltação de individualidades: antes, deve-se ressaltar o caráter coletivo do povo brasileiro, sem deixar de lado as sombras desse mesmo caráter, com vistas a construção de um espaço que, sendo o Brasil, seja outro, diferente do atual.

    Voltemos ao conto.

    Uma característica do ufanismo, nos moldes citados no primeiro parágrafo desta análise, é certo didatismo, um tom de catequese jesuítica, tentando convencer pela emoção, bastante visível no último bloco mas não apenas nele. A escolha do título certamente se inclui nessa ideia: a referência à divindade como se fora nosso colega ou vizinho e, quem sabe, patriota, tenta criar um clima emocional facilitador da concepção de Ayrton Senna e Dom Pedro II como heróis nacionais. No primeiro caso é, na verdade, um reforço à imagem quase santificada que a mídia brasileira difundiu de Ayrton Senna, sem nenhum demérito à indiscutível qualidade técnica do piloto.

    Há muitos erros de construção frasal, mais do que erros gramaticais. Refiro-me a palavras mal escolhidas e ao posicionamento delas na frase. Vejamos o trecho “[…]deixar rolar a primeira lágrima naqueles olhinhos azuis, herança da mãe, que terminou em soluços abafados […]. A palavra QUE está usada como pronome relativo, e isso significa que está diretamente relacionado com o termo antecedente, ou seja, HERANÇA DA MÃE ou mesmo MÃE. No entanto, assim sendo, a frase perde sentido, porque não é nem um nem outro que TERMINOU EM SOLUÇOS ABAFADOS. O pronome relativo está, portanto, mal usado.

    Outro recorte: “Crescera numa família de recursos, com títulos e regalias, mas guardava internamente a volúpia de tantos da sua idade: ser homem viril, corajoso, de pulso firme”. Aqui, o problema está na conjunção adversativa MAS. Sua função é a de apresentar uma ideia de restrição ou que seja contrária à ideia anterior. No entanto, não é isso o que ocorre no trecho. A ideia que vem após o MAS não se opõe nem restringe a posta anteriormente. São duas ideias distintas, não guardam entre si relação de contiguidade.

    Em “[…] já que por orientações do entorno tinha em mente as palavras homem não chora” a palavra ENTORNO não é a mais adequada, embora esteja correta do ponto de vista gramatical. O problema é que o vocábulo transmite uma ideia de espaço geográfico, mas não me parece ter sido essa a intenção. Antes, parece ser o espaço social que influencia o personagem e diz que homem não chora. Sendo social o espaço não caberia ENTORNO, exceto no caso de numa metáfora bem elaborada.

    E aqui talvez a passagem mais complicada: “Lá fora a chuva e o ar fresco fizeram “Dadama”, como a chamava o pequeno, correr para cobri-lo na madrugada. Cheia de compaixão, vendo o sofrimento da criança, orou a Nossa Senhora do Amor Eterno para que o pequeno príncipe reencontrasse o pai, um dia que fosse, mas que recebesse a benção do reencontro”. Quem é ou o que é Dadama? Apenas posteriormente é possível concluir ser a mãe do menino, pois adiante é mostrado o hábito de rezar para a mencionada santa. Mas aí o estrago está feito, a dificuldade de compreensão já se deu porque Dadama surge de repente na estória, sem maiores explicações.

    Fazendo um recorte menor dentro do mesmo trecho, temos “Lá fora a chuva e o ar fresco fizeram “Dadama”, como a chamava o pequeno,[…]”. A CHAMAVA significa chamava ela (e quem seria já está colocado acima), mas do modo como está, refere-se à CHUVA e ao AR FRESCO, ou seja, o menino chamava esses dois elementos de Dadama. Como ainda não sabemos que Dadama é uma mulher, a hipótese dos elementos não é absurda. Mas ela imediatamente cai por terra em função do A CHAMAVA. Se fossem os elementos a construção deveria ser LÁ FORA A CHUVA E O AR FRESCO FIZERAM “DADAMA”, COMO OS CHAMAVA O PEQUENO. Então, na hora da leitura ficou a dúvida: o(a) autor(a) teria se equivocado ao usar o pronome oblíquo junto ao verbo CHAMAR?

    Soa muito artificial essa construção: “— Não fala bobagem homem, me esquece temporariamente”. Quem, estando irritado ou aborrecido, usa um advérbio de modo tão “sofisticado” no fim da frase? Ninguém pede para ser esquecido “temporariamente”. Mais razoável teria ficado se fosse algo como “me esquece um pouco”.

    • Pedro Silva
      25 de maio de 2016

      Caro colega de desafio Eduardo Selga (mesmo se estiveres apenas comentando).
      O teu comentário em especial me chocou bastante. Sim, porque é evidente que você tem um nível de conhecimento muito acima da média aqui, e não falo só de literatura. E influencia muito na decisão dos participantes.
      Acabou que o seu comentário me fez sentir atacado pessoalmente, foi assim que recebi. Colocar que já no título tento criar um clima emocional usando a divindade a facilitar a concepção de Ayrton e Dom Pedro como heróis nacionais é no mínimo um exagero como eu nunca tinha visto. É um conto apenas, uma brincadeira como em muitos textos por aqui, mas o meu foi levado a sério demais por alguma razão que ainda não entendi. Você fala como se no meu conto eu devesse ter colocado a realidade real das histórias, como se por conta do tema eu não pudesse brincar. Tive a impressão de um desabafo (bem desaforado até) aqui. Os erros apontados, nossa, tenho visto algumas coisas bem mais importantes a serem ressaltadas e que tem passado batido, inclusive pelo senhor.
      O fato de eu ter induzido o leitor ao erro propositadamente no texto não justifica que numa leitura bem atenta o mesmo não seja compreendido, pois alguns entenderam. Há os que gostam de ficar na zona de conforto e receber todas as explicações como se o texto fosse uma ação judicial, isso há, mas acho que o meu texto não pode ser crucificado porque fiz diferente.
      Evidente que Dadama não era a mãe do menino pelo seguinte parágrafo: “Dom Pedro II, que era também neto de Dom João VI, tornou-se Imperador com apenas cinco anos. A mãe morrera quando o menino tinha apenas um ano de idade.” Já no começo da história fica claro que o menino tem cinco anos.
      Considero implicância já o senhor ter mencionado a fala do seu Milton “…me esquece temporariamente.”como se não pudesse existir, pois aqui(onde moro) temos por costume falar dessa maneira.
      No mais, depois dessa, desejo sorte pra mim.
      Abraço.

      • Eduardo Selga
        25 de maio de 2016

        Colega, acredite: meus comentários não têm a influência que você está atribuindo a eles. Sou apenas mais um entre tantos, e por alguns sou visto com muita antipatia, seja porque supostamente “quero cagar regras” seja porque de alguma outra maneira eu incomodo. Há vários contistas-comentaristas que exercem influência, em função da qualidade do comentário e/ou de suas narrativas, como o Gustavo Araújo e a Cláudia. Claro, Certamente um ou outro eu vou influenciar, do mesmo modo que os comentários dos autores citados me influenciam, mas influenciar é precisamente o que eu pretendo.

        Por quê? Uma análise literária não é um palavrório, uma exibição de eruditismo: a intenção de quem comenta, mesmo inconscientemente, é influenciar o outro. Não porque se trata de um certame (e como tal pode ser muito conveniente “queimar” adversários potenciais), e sim pelo motivo de que uma das grandes qualidades deste blogue é o exercício da dialética. Quando eu argumento minha intenção é, sim, convencer tantos quanto possíveis de que eu estou correto (ninguém argumenta à toa), mas principalmente eu pretendo convencer o próprio autor.

        Os parâmetros que eu uso estão ancorados na teoria da literatura. Ou seja, antes de eu dar voz a mim mesmo, eu dou voz ao que está estabelecido como aceitável, em se tratando de literatura. Como teoria e prática muitas vezes são vistas como água e óleo, o meu discurso analítico com certeza soa anacrônico, mero blá-blá-blá de um professor arrogante.

        A crítica que fiz foi em relação ao construto ficcional, à narrativa como um todo, não à sua pessoa. Não há, portanto, que se sentir pessoalmente ofendido. O seu narrador, sim, foi atacado. Ora, narrador é uma criação ficcional, não é você totalmente. Mas decerto é em alguma medida. E aí temos um problema: se você assimila o ataque que foi direcionado ao seu narrador, significa que você, enquanto autor, não percebeu a diferença entre um e outro, que existe embora sejam um fruto do outro. Se você não percebeu, lhe falta maturidade enquanto autor.

        Não, um conto não é uma brincadeira, como nenhuma obra que se pretende literária o é. Se você construiu o texto como se estivesse num playground, sua postura é lamentável. Ao menos para mim. Ele não é uma brincadeira, mas você pode brincar com ele (o que é diferente), desde que fique claro ao leitor onde está a brincadeira. Se estiver muito difusa, vai parecer equívoco. Nesse sentido, o autor é um tradutor de si mesmo: é necessário ele ser preciso na transposição para o papel das imagens que ele tem em mente. Caso contrário corre-se o risco de a narrativa virar um tatibitate.

        Não houve exagero nenhum. Acontece que você trabalha com um estereótipo larguissimamente difundido no Brasil (e não há brasileiro que não saiba disso): Deus é brasileiro. Essa frase, supostamente ingênua, tem em si uma carga de emoção, a qual boa parte do povo brasileiro se filia, mesmo sem saber. Essa emocionalidade facilita a percepção do enredo e da “mensagem” nele contida. Talvez você não tenha percebido, é perfeitamente razoável. Mas, se posso dar alguma dica, ouça o seu texto. Não digo para você apenas lê-lo: Ouça-o. Você ouvirá nele vozes que não são suas e que, quando da composição textual, você possivelmente jurou serem suas e até originais.

        Você disse: “Os erros apontados, nossa, tenho visto algumas coisas bem mais importantes a serem ressaltadas e que tem passado batido, inclusive pelo senhor”. É possível que sim, mas isso não é nenhuma falha ou exagero de avaliação. É que quando se tem um enredo bem estruturado e/ou personagens bens organizados muitas vezes o semântico e principalmente o sintático “passam batidos”, ou quase. Entretanto, não é exatamente isso o que ocorre em seu conto.

        Existem algumas palavras que são muito usadas na escrita e pouco ou quase nada na fala. “Temporariamente” é uma delas, da maneira como foi usada na frase em questão, ou seja, em fim de frase e por alguém irritado. A irritação faz as pessoas perderem a norma padrão, muitas vezes. Assim, mesmo que seja comum onde você vive, não o é na maioria do Brasil. Portanto, seria interessante uma arquitetura textual mais coloquial, como foi inclusive a escolha estética de todo o diálogo.

  16. Anorkinda Neide
    25 de maio de 2016

    Olá! Bem… eu arrepiei quando descobri no decorrer da leitura de que falavas de Senna, descobri quando chegou no nome ‘D. Neide’ hehe minha querida xará!
    Adorei a narração das preocupações dela, tão reais! Achei que pesou a mão qd seu Milton ainda briga com ela qd Senna decidi se aposentar das corridas…
    Dae entra o Pedrinho, jóquei e o texto ficou corrido, apenas contando este episódio sem conectar emoções ali… não sei de q forma, mas gostaria de ver o Pedrinho trabalhado com mais tempo e cuidado, até para poder fazer uma ligação que ficou faltando… dele com os Pedros Imperiais. Ficaria bom se ele fosse descendente da realeza brasileira ou uma reencarnação de Pedro ll.
    Quanto ao texto sobre os Pedros Imperiais, que parece ser um outro conto montado ao lado do conto do Senna, achei eficiente a tentativa de linguagem dos tempos mais antigos, embora não perfeita, até pq se fosse, pouco entenderíamos do texto.. rsrs Dom Pedro l tinha o sonho de construir um carro? Esta parte é ficcional? De qualquer forma gostei tb deste relato, embora precise de arrumar algumas coisinhas q já foram apontadas pelos colegas e mesmo acho q poderias repensar um tanto o enredo para que fique mais fechadinho, pra colar as duas narrações,entende?
    Foi uma boa leitura!

    • Pedro Silva
      1 de junho de 2016

      Oi Anorkinda.
      Obrigado pelas palavras e dicas, muito acrescentaram. Sim, a parte do esboço do carro na parte de Dom Pedro é ficcional, bem como a parte no início do conto onde relato que ele vai embora aos soluços por deixar o filho. Esta parte é criação minha por dedução, já que a carta deixada por ele ao filho é real e pelo menos a mim, tocante.
      Gostei demais do teu comentário e gostaria de ressaltar que tenho lido os comentários em todos os textos e tenho me divertido muito principalmente com os teus(confesso que cheguei as lágrimas em alguns, de tanto rir). Obrigado por isso. Pensei que este desafio seria o mais sério de todos pelo tema, mas ao contrário, pelo menos para mim está sendo um dos mais divertidos. Em algum dos comentários você disse que não está participando deste, o que é uma pena, gostaria de ter o prazer de ler um texto teu por aqui, certo que enriqueceria ainda mais o certame.
      Abraço.

      • Anorkinda Neide
        1 de junho de 2016

        oi, Pedro!
        obrigada pela atenção! chorou de rir?
        isso faz de mim uma palhaça? kkk
        ahh tenho tantos outros tetos publicados aqui no EC… quiçá o próximo desafio não seja tão complicado pra mim! hehe
        Abração e boa sorte

      • Anorkinda Neide
        1 de junho de 2016

        *textos

  17. angst447
    24 de maio de 2016

    Olá, autor! Desta vez, resolvi montar um esquema para comentar: T.R.E.T.A. Espero te encontrar no pódio.

    * Título – Achei um tanto longo demais, mas com um toque irônico a princípio.

    * Revisão – Alguns lapsos já apontados pelos colegas.

    * Enredo – Histórias paralelas – Pedrinho e Beco (apelido de Ayrton Senna), comparando suas aptidões e formando um panorama patriótico. A história de Pedrinho comove, assim como a do seu xará que fica longe do pai real (nos dois sentidos).

    * Tema – Como Senna aposentou-se e não morreu, houve mesmo uma realidade histórica alternativa.

    * Aderência – Algumas passagens prenderam mais minha atenção devido à linguagem fluída . As personagens não pertencem ao mesmo universo, sendo que suas histórias permanecem desconexas. Em alguns momentos, isso não funcionou tão bem, apesar de ter sido uma ideia bem criativa.

    • Pedro Silva
      31 de maio de 2016

      Cara colega de desafio, Claudia.
      Obrigado pela leitura esmerada e por ter entendido a ironia no título. Você achou a ideia criativa e a linguagem fluida e pelo seu gabarito como escritora, isso é um grande elogio. Que bom que as histórias dos Pedros te comoveram.

      Abraço. .

  18. JULIANA CALAFANGE
    24 de maio de 2016

    O começo parecia promissor. Vc escreve bem, o texto é firme e achei q íamos embarcar numa bonita história sobre os D. Pedros. Mas já a partir da segunda parte o texto fica muito cansativo, difícil de acompanhar. As histórias paralelas acabam ajudando na confusão, porque os personagens não ficam muito claros, não estão bem construídos, em alguns momentos tive que reler mais de um parágrafo pra ter certeza de qual personagens estávamos falando. É Pedro imperador, Pedrinho segundo, Rafael (?), Dadama (?), Ayrton, Beco, Pedrinho jóquei… A sugestão é q vc trabalhe melhor esses personagens, de forma a evitar essas confusões todas. Não vi também a RHA. Vi apenas personagens históricos. Aliás, achei forçada a comparação de D. Pedro com Ayrton Senna, enquanto heróis nacionais (pessoalmente, nem considero Senna um herói, pra mim foi apenas um grande piloto, nem como pessoa era um exemplo). O final também forçou uma “moral da história”, que jamais seria entendida pelo leitor ao final do texto se vc não tivesse explicado com todas as letras, ou seja, final pouco interessante também, faltou aquele clímax, sabe? Mas, enfim, valeu a tentativa, esse desafio não foi nada fácil! Parabéns!

    • Pedro Silva
      24 de maio de 2016

      Cara colega de desafio, Juliana Calafange
      Ufa, não fui só eu que achei que o desafio não seria nada fácil!
      Confusões à parte, se o Ayrton não era um exemplo como pessoa, me parece que Dom Pedro I era menos ainda, veja bem essa história aí, tem alguma coisa mal contada e não fui eu que contei não!!
      No mais, obrigado pela leitura atenta, críticas e elogios pela parte escrita. Se o começo é promissor, já é um começo!
      Permita-me repetir mais uma vez as palavras do meu ídolo: … “muita força, muita determinação e fé em Deus que um dia…Vamo que vamo!

      Abraço.

  19. Pedro arthur Crivello
    22 de maio de 2016

    Caro autor sua linguagem é ótima .o conto es tá bem de acordo com a norma culta e isso acrescenta pontos . Mas a forma como foi contada deixa a desejar . Ao entrelaçar duas histórias paralelas deixou a narrativa confusa e desinteressante , eu sinceramente não enxerguei a realidade alternativa é foi muito fraca .sem contar que não teve um clímax muito forte e o final falando dos dois personagens históricos foi mais característico de crônica do que conto.

    • Pedro Silva
      22 de maio de 2016

      Caro colega de desafio e meu xará.
      Há controvérsias com essa história de conto e crônica, taí o Fabio Baptista que não me deixa mentir!
      Mas vamos adiante, vivendo e aprendendo. Como diria o Ayrton, com muita força e determinação, fazendo tudo com muito amor, um dia a gente chega lá! E o Dom Pedro I : Independência ou Morte! Opa, me empolguei.
      Obrigado.
      Abraço!

  20. Fabio Baptista
    21 de maio de 2016

    O texto está muito bem revisado, o que é importante.
    A narrativa é fluída, mas achei meio “fofinha” demais, com muitos “inhos” e elementos que aparecem do nada, deixando o leitor um pouco confuso, exemplo:

    “O menino ouviu atentamente as palavras de Rafael [quem é Rafael???] durante a leitura da carta [que carta???] e com o coraçãoz***inho*** cortado de saudades do pai levantou de sua poltron***inha***, abriu a gaveta da escrivan***inha*** [ok… aqui não tinha como fugir, mas…] fazendo balançar o jarro de Sèvres francês e puxou um desenho que o saudoso, à ponta de pena, fizera para o filho dias atrás [o filho não era o próprio menino do começo da frase? era melhor ter colocado ‘ele’]. Apertou o pedaço de papel contra o peito e suspirou três vezes antes de deixar rolar a primeira lágrima naqueles olh***inhos***”.

    Essa divisão da trama, com eventos paralelos, confundiu demais (só fui descobrir que eram paralelos depois de ver o comentário do autor, porque, ao término da leitura, estava completamente perdido, achando que eram os mesmos Pedros, apesar das datas colocadas pelo autor, que refutaram meu primeiro o pensamento de que a RHA era D. Pedro contemporâneo de Ayrton Senna).

    Apesar de um pouco forçado, achei até bacana a inserção da frase famosa do Ayrton, ali incentivando o menino.

    Ao término da leitura, além da sensação de “Espera aí… quem que é quem nessa história?”, também me ficou a sensação de “panfletagem”. Não tenho nada contra o patriotismo, pelo contrário. Só acho que esse tipo de construção, uma opinião com certo juízo de valor sobre determinado assunto, cabe mais numa crônica.

    Ou, um recurso que às vezes é utilizado para contornar isso, tornar o narrador um personagem, alguém contando a história para outras pessoas, ou para o filho, sei lá. Daí, nós autores podemos usar a boca do personagem para dar nossos comentários e opiniões, de maneira mais natural.

    Abraço!

    • Pedro Silva
      22 de maio de 2016

      Caro colega de desafio, Fabio Baptista.
      Obrigado pelo comentário.
      Colocado assim, tudo juntinho, fica mesmo muitos “inhos”. Penso que dessa forma ficaria seco demais para uma criança de cinco anos:
      “E com o coração cortado de saudades do pai levantou de sua poltrona, abriu a gaveta da escrivaninha… apertou o pedaço de papel contra o peito e suspirou três vezes antes de deixar rolar a primeira lágrima naqueles olhos”.
      Para mostrar bem a fragilidade de uma criança de cinco anos sendo deixada pela família posso ter exagerado nos “inho” com o intuito de convencer o leitor de que era um menininho… de apenas cinco aninhos…
      Ainda você comenta que ficou confuso ao final, sem entender quem era quem na trama, mas achou o texto fluido, e que precisou ler meu comentário para melhor compreensão. Aqui não sei bem se a falha foi minha, tua, ou de nenhum de nós (aff!), ou se apenas temos maneiras diferentes de nos manifestarmos através de um texto (e falo com admiração pelo teu talento).
      Uma dúvida de quem quer aprender mesmo: Não cabe em um conto o comentário do autor ao final ou é opinião tua a de que ficaria melhor em uma crônica? É que não sou do meio, estou tentando participar do desafio querendo melhorar cada vez mais na escrita, e quando pesquiso as diferenças entre conto e crônica não fica bem claro pra mim esse quesito “opinião do autor ao final”. Fiquei em dúvida se é na tua opinião ou se é regra.
      Agradeço a oportunidade, pela leitura atenta apesar da incompreensão da mensagem (estou em processo de evolução) e pelas dicas e críticas que sempre fazem melhorar.
      Abraço.

      • Fabio Baptista
        22 de maio de 2016

        Olá!

        Sobre o fluído / confuso, é mais ou menos assim: imagine seu conto como um quebra-cabeça. Cada peça é descrita muito bem (com fluidez, boa gramática, etc.). Porém, quando essas peças se juntaram, a figura do todo ficou meio confusa, saca?
        Tipo o tal do Rafael… imaginei que o sujeito apareceria depois, mas não, ficou perdido ali, sem conexão com o resto.

        Mas isso é só minha opinião… assim como é só minha opinião a questão da crônica. Eu tenho dúvidas até hoje sobre essa diferenciação conto/crônica e, pelo que pesquiso na internet, muita gente tem (as famosas “crônicas do Veríssimo” por exemplo, na minha opinião são contos, não crônicas). A melhor definição que encontrei (com isso entenda-se “a definição que mais coincide com o que eu acredito” kkkk) é a do concurso Rubem Braga do SESC-DF: “crônica é um texto onde o autor expõe suas opiniões sobre determinado assunto”, resumidamente.

        De qualquer forma, essa questão do narrador dar opiniões nos contos, não agrada o meu gosto pessoal… mas isso é mais chatice minha do que regra. Acredito que há outras maneiras de se alcançar o mesmo efeito, sem uma intervenção tão explícita. O mesmo vale para lições de moral (e esse conto também tem um pouco disso). Mas de forma alguma é minha intenção bancar o dono da verdade e dizer “tem que ser assim”, me desculpe se passei essa impressão.

        Abraço!

  21. Leonardo Jardim
    20 de maio de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (antes de ler os demais comentários):

    📜 História (⭐⭐▫▫▫): apesar da estruturação estranha com uma cena inicial meio perdida e desconectada por muito tempo do resto, a história estava indo bem até a parte em que Pedrinho descobre-se bom com cavalos, com apoio de Senna (meu maior ídolo). O que vem depois, explicando quem era Pedrinho (ou fazendo um paralelo), tira a conexão, pois não há como os dois terem convivido, teria que ser outro Pedro e, sendo outro, as histórias ficam desconexas. O fim, falando das virtudes de ser brasileiro, sobrou e acabou por demais panfletário. Essas conclusões devem ser deixadas para o leitor tomar. Dadas assim de mão beijada fica forçado. Enfim, acho que poderia ter investido mais na relação do Ayrton com Pedrinho, não dizendo quem ele era de fato, talvez um paralelo rápido.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): o autor tem certo domínio sobre a escrita e descreve muito bem algumas cenas, mas peca num dos calcanhares de Aquiles do escritor: a pontuação. Além disso, alguns personagens são citados sem terem sido apresentados e isso confunde muito o leitor. Segue os problemas que anotei durante a leitura com objeto de ilustrar isso:

    ▪ Aos 33 anos *vírgula* Pedro já tinha vivido muitas coisas

    ▪ O menino ouviu atentamente as palavras de Rafael (Quem é Rafael?)

    ▪ com o coraçãozinho cortado de saudades do pai *vírgula* levantou de sua poltroninha

    ▪ Lá fora a chuva e o ar fresco fizeram “Dadama” (Quem é essa?)

    ▪ Coração de mãe *sem vírgula* não se engana!

    ▪ passar tudo o que adquirira de conhecimento *sem vírgula* adiante

    ▪ Eu sabia *vírgula* Neide

    ▪ Ele tem talento para corridas de cavalo, é isso. *travessão* Atento, seu Milton incentivou o garoto

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): gostei da união dos dois grandes personagens, queria ter visto mais da relação dos dois.

    🎯 Tema (⭐▫): Ayrton Senna abandonou a carreira antes do acidente. Mas esse tema acabou sendo pouco desenvolvido. O foco do texto acabou sendo sobre o heroísmo brasileiro.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): como já adiantei, gostei muito de ver Ayrton vivo e treinando novos talentos. Uma pena que o final não tenha me agradado :/

    • Pedro Silva
      21 de maio de 2016

      Caro colega de desafio Leonardo Jardim.
      Sempre bem vindos comentários construtivos como tenho visto os de Vossa Senhoria, gostaria de colocar as minhas observações quanto a sua maneira de ver o texto.
      • História: As histórias são desconexas, pois os dois Pedros realmente não conviveram, era outro Pedro mesmo. Pedro é um nome comum no país e pode ser herança do Pedro da Independência, personagem importante da História do Brasil. A conexão das histórias é feita usando personagens considerados heróis para o povo Brasileiro, cada um com uma proporção e importância ao cenário do país. O Pedrinho da história do Senna é um menino comum com o sonho de conhecer o ídolo e ser como ele. O outro Pedrinho nasceu em berço esplêndido porém, por motivos políticos não viveu com o pai-herói-do povo, viveu solitário e apenas cumpriu o papel que lhe cabia. Coloquei alguns elementos nos dois textos, como objetos, Santa de adoração, cada um com sua história, criando um elo de ligação, itens passíveis de sobreviver através dos tempos, como o vaso de Sèvres, por exemplo.
      • Quanto ao final falando de virtudes e ser panfletário não entendo, e não só no teu comentário, parece que ser patriota no Brasil é ser panfletário, é defeito, existe uma aura nesse país de que patriotismo é coisa pros outros, pra nós não, até porque os acontecimentos históricos de corrupção nos governos do Brasil envergonham mesmo os filhos desta terra. Sem falar na maioria dos filmes brasileiros que mostram para o mundo em seus enredos o lado trágico do país, a pobreza e miséria (nem a animação RIO escapou). Admiramos o patriotismo dos Norte Americanos, e como disse outro colega aqui no comentário, muitas vezes ajudamos a tocar o pau no Brasil numa espécie de efeito vira-lata.
      • Não entendo porque aqui o autor não pode colocar as suas conclusões finalizando o texto, mas tem que deixar claro quem é Rafael e Dadama na história do Pedrinho, filho de D. Pedro, por exemplo, sendo que na última parte do conto é mencionado “que contaram para o menino aqueles que o educaram”. Penso que nem tudo precisa ser mastigado para ser compreendido dentro de um texto, e não vejo aqui nem Rafael e nem Dadama perdidos a deixar o leitor a ver navios quanto a esses personagens.
      • Concordo que algumas conclusões devem ser deixadas ao leitor, mas acredito que outras devem ficar ao bel prazer do autor, pois a obra é dele, e acredito que ele tenha esse poder de decisão sobre um texto seu, ainda que corra o risco de não agradar, o que no fundo no fundo todo autor preza.
      Agora numa coisa concordo com você: o tendão de Aquiles! Poxa Leonardo, você podia ter me poupado dessa dor, oh coisinha de outro mundo essa vírgula. Ainda sonho com um desafio onde a criatividade vai falar mais alto que a gramática… é sonho, eu sei, todo escritor tem obrigação… enfim, prometo melhoras num próximo, e próximo, até acertar um dia.
      Ah, que bom que temos um ídolo em comum, o Ayrton. Ai que saudades, tá ouvindo aquela trilha sonora da vitória? Nossa, arrepiei agora! Saudades de ter alguém de novo no cenário nacional que cause tanta admiração e emoção. Por enquanto vou fazendo de conta por aqui que ele continua vivinho da Silva, porque no coração de todos os brasileiros ele está, é certo que está – ACELERA AYRTON!

      • Leonardo Jardim
        21 de maio de 2016

        Pedro, primeiro gostaria de dizer que fico muito feliz que goste de meus comentários. Tento me esforçar para ajudar os autores como já fui muito ajudado aqui (e continuo sendo).

        É importante, porém, que entenda que são minhas impressões, baseadas em opiniões e gostos pessoais. Por exemplo, achei a parte final panfletária, mas se vc, autor, não acha, pode ficar à vontade e ignorar essa parte do comentário
        Como o Fabio disse acima, esse tipo de colocação funciona melhor na boca de um personagem. O mesmo vale para o outros apontamentos.

        Sobre o patriotismo, concordo com você. Sou um patriota e tenho muito orgulho do nosso país, apesar de tantos problemas.

        No mais, obrigado pela resposta.

  22. Evandro Furtado
    20 de maio de 2016

    Ups: Revisão feita com cuidado. Criatividade no momento de escolher o cenário.
    Downs: A sopa ficou meio aguada. Não senti aquele algo a mais que poderia ser explorado, por exemplo, na figura do Senna. Seria bastante bacana se você tivesse explorado essa aura que ele tem, de herói nacional, de repente com frases de efeito e coisas do tipo.
    Off-topic: só nos resta sonhar quando se trata de F1.

    • Pedro Silva
      24 de maio de 2016

      Caro colega de desafio, Evandro Furtado.
      Obrigado por notar a revisão e mencionar a criatividade, você me colocou um pouco pra cima.
      Agora, sopa aguada, ninguém merece, né? Meu pai!! Não tem coisa pior! Prometo tentar nos próximos pelo menos dar uma engrossada no caldo, estamos em fase de crescimento culinário…digo, literário. Se fosse uma sopa de letrinhas ainda… adoro!
      Coloquei uma frase dele ali, você não percebeu? É uma das minhas preferidas! “Um dia a gente chega lá…”
      Também sonho quando o assunto é Fórmula 1. Será que acabou tudo pra gente? Oh, que saudades, Ayrton! Fica a homenagem! Ouvi até o hino agora…
      Abraço.

  23. Andreza Araujo
    18 de maio de 2016

    Gostei da humanização de D. Pedro. Ao invés de ver uma figura histórica, nós vemos um pai preocupado com o seu filho. Foi interessante observar o personagem sob outro ângulo.

    Achei um tanto piegas toda a cena do menino ouvindo a carta lido por Rafael. Aliás, quem é Rafael, é alguém importante? Caso negativo, talvez fosse melhor substituir o nome pela sua posição social ou algo similar. Por exemplo: “O menino ouviu atentamente as palavras do criado da família…”

    O texto dá a entender (e acredito que tenha sido proposital), que o Pedrinho da cena do Ayrton é o mesmo Pedrinho, filho de Pedro. Depois enxergamos que se tratam de personagens separados por décadas.

    Não pesquei a RHA na parte de D. Pedro. Mas eu não tenho conhecimento nenhum em História, me perdoe!

    O conto passa uma mensagem bem bacana. É um texto bem bonitinho, mas só isto.

    Ademais, senti falta de algumas vírgulas.
    Exemplo:
    “Para Pedrinho como era conhecido intimamente, aquele desenho…”
    Deveria existir uma vírgula depois de “Pedrinho”, pois “como era conhecido intimamente” é um aposto!

    E também vi um travessão numa frase que não era diálogo. E senti falta de travessão num outro trecho onde a fala do personagem já havia sido encerrada. Nada que uma revisada não resolva. 🙂

    Abraços!

    • Pedro Silva
      24 de maio de 2016

      Cara colega de desafio, Andreza Araujo.
      Obrigado pelo comentário, bom que gostou da história do Dom Pedro pai. Não investi muito na RHA nessa parte, apenas sugiro que ele (D.Pedro I), sendo a frente do seu tempo, teria feito um esboço do que, no futuro, seria um carro.
      Gostei que você entendeu em dado momento que as duas histórias não se conectam.
      Uma curiosidade, você é por acaso da linhagem dos Araujo daqui? Só pra saber…
      Abraço

      • Andreza Araujo
        25 de maio de 2016

        Ah, eu tinha entendido a cena do esboço do carro, seria um elo de ligação entre as duas histórias, aliás 🙂
        Já é a segunda pessoa que me pergunta isto! haha Sou não. Não tenho parentes aqui no EC. Sou de uma outra família, rsrs.

  24. Brian Oliveira Lancaster
    16 de maio de 2016

    LEAO (Leitura, Essência, Adequação, Ortografia)
    L: Texto curioso, com uma abordagem diferenciada do contexto de Dom Pedro. Não lembro muito da história, por isso fiquei feliz ao notar que o autor não colocou excesso de informações. A ideia geral foi criar um “mashup” entre a família real e o Senna. O texto se desenvolve bem, mas o início pareceu um pouco deslocado se comparado aos outros parágrafos.
    E: É uma narração pontual, como se alguém realmente estivesse contando uma história para alguém. O clima leve e nostálgico, se essa foi a real intenção, está bem descrito. Apenas a parte da criação/madureza do Senna foi meio rápido demais. Poderia ter utilizado reticências ou o (…).
    A: O Senna não morreu. Isso eu entendi. Mas todo o contexto foi criado em torno da família real. Neste caso, achei a falta de uma conclusão melhor para a história maior. Traz esperança, uma leve moral da história e um pouquinho de comicidade, na medida certa.
    O: Não encontrei nada que me incomodasse. A leitura flui bem entre os espaços criados, sem termos estranhos ou firulas demais.

    • Pedro Silva
      24 de maio de 2016

      Caro colega de desafio Brian Lancaster.
      Que bom que você não lembra muito da história de Dom Pedro e deu que acabou gostando dessa parte por não conter excessos de informações.
      Obrigado pelas dicas e comentário construtivo, me ajuda a aperfeiçoar minha escrita.
      P.S: Teu nome é da realeza, não é não? Olha, dá uma averiguada que deve ter um rei, um príncipe, alguém com esse nome na história, tenho quase certeza!

  25. Davenir Viganon
    16 de maio de 2016

    RHA: Senna se aposentou e não morreu em 1994.
    A mensagem do texto, poderia ser passada independente do Senna ter se aposentado ou não. Fiquei com a impressão de que foi um texto que já estava pronto e o autor fez uma mudança para participar. Já fiz isso no desafio com o tema “Imagens” e não pretendo fazer novamente. O conto em si, serei sincero, não me agradou. A leitura foi arrastada. Não tem conflito, nem picos de emoção. Os diálogos poderiam ser usados para dar corpo aos personagens para que não ficassem apenas como vultos nacionais. Como consequência o sono vem. Sinto muito. Boa sorte no desafio.

    • Pedro Silva
      16 de maio de 2016

      Então Davenir, obrigado pelas dicas, pena os personagens terem ficado como vultos nacionais pra você, talvez eu até concorde agora olhando com outros olhos, mas quis usar os heróis nacionais, cada um com a sua devida proporção e momentos no cenário nacional para homenagear o povo do Brasil, que já não é lá muito homogêneo, e juntar num patriotism a moda Brasileira e deu nisso. E não, o conto não estava pronto e não fiz mudanças para participar, é um conto escrito para este desafio, me acredite.
      Abraços e desculpe pelo sonífero, sinto muito.
      Sorte por aqui também!

      • Davenir Viganon
        16 de maio de 2016

        Bem, se você diz que fez o conto para o desafio, então eu acredito. O patriotismo, nacionalismo, que quer que chame, é algo complicado no Brasil. Ele só aparece quando vem alguém e nos ofende kkkkkk isso quando não emerge o “complexo de vira-latas” que aceita qualquer crítica ao Brasil sem pensar muito. Eita país complicado essel. Particularmente, também é um problema, mas tento não deixar isso pesar muito na avaliação. Um abraço.

  26. Olisomar Pires
    14 de maio de 2016

    Interessante – no aspecto puramente literário, confesso que não foi empolgante ( nem os contos precisam ser todos empolgantes, vide os Clássicos, há contos de dar sono, mas são espetaculares sob outros aspectos). Gostei da mensagem de superação e esperança.

    • Pedro Silva
      24 de maio de 2016

      Caro colega de desafio, Olisomar.
      Você não achou empolgante o texto, mas achou interessante, vou me agarrar nessa parte aí. Quem dera o meu conto desse sono ao nível dos Clássicos, Quem sabe um dia, mas espero causar algum impacto sem o sonífero.
      Obrigado com a crítica com uma pitadinha de elogio, ajuda bastante.
      Abraço.

  27. Ricardo de Lohem
    14 de maio de 2016

    O nacionalismo, puro e simples, não é um sentimento que eu admire. Sentir-se superior aos outros só por ter nascido em determinado local, pra mim parece um sentimento desprezível. O contos mostra diversos brasileiros e nos pede para termos uma espécie de orgulho nacionalista cego. Não consigo separar essa mensagem tosca e duvidosa do texto propriamente dito. Não gostei, me pareceu um texto de doutrinação na exaltação da pátria, não um conto. Boa Sorte.

    • Pedro Silva
      15 de maio de 2016

      Caro colega de desafio, nem sempre agradamos com nossa escrita, mas em um ponto concordamos: sentir-se superior aos outros também me parece um sentimento desprezível.
      Obrigado pelo comentário, pena que o texto fez te parecer o que não é.

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Publicado às 14 de maio de 2016 por em Realidade Histórica Alternativa e marcado .