EntreContos

Literatura que desafia.

O Feitiço de Verínia (Wilson Barros Júnior)

gatos

Isto aconteceu no antigo Egito, lugar repleto de lendas, onde viveu Cleópatra, cercada por seus gatos. Mas essa famosa rainha viveu muito depois da história que vamos contar agora.

Na cidade do Mênfis, um casal de magos, Tuthórus e Nerfanda, vivia com seus dois filhos: um garoto de 8 anos, Vahtmos, e a bela Verínia, que na época da história contava ainda com 13 anos. Os quatro moravam em uma excelente casa, com vista para o Rio Nilo. Naquele tempo a magia andava solta pelo mundo, e os chamados “Magos de Encomenda” eram os seres mais respeitados do Egito. Estes magos assim se intitulavam porque realizavam feitiços sob medida, fornecendo o que quer que um cliente precisasse, desde agulha e linha encantada até crocodilos amestrados. Tudo a preços módicos.

Justamente em feitiços animalescos é que os magos da nossa história eram especializados. Quem quer que precisasse de um cão-guia ou um tigre-de-guarda sabia a quem encomendar, caso desejasse serviço de primeira.  Tuthórus e sua esposa Nerfanda conheciam todo tipo de sortilégios invocatórios, e possuíam um livro de encantamentos, que consistia em um magnífico rolo de papiros “couchê”, de alta gramatura, luxuosamente encadernado. Aquele livro era o orgulho de Tuthórus, e nem o pequeno Vahtmos nem Verínia tinham autorização para brincar com ele.

– Nunca toque neste livro, Verínia – assim dizia seu pai. – Em primeiro lugar, porque você, evidentemente, nasceu com poderes mágicos, mas ainda não sabe controlá-los. Ninguém pode imaginar que forças ocultas seriam desencadeadas caso você entrasse em contato com ele.

– E em segundo lugar, sempre admirável pai? – perguntou uma vez Verínia.

– Ora, você não tem cuidado com nada, e no mínimo ia deixar o livro todo amassado e cheio de orelhas. Poderia até mesmo rasgá-lo. Além disso, você não está mais em idade de apanhar, o que fatalmente ocorreria se você me aborrecesse suficientemente…

Desnecessário dizer que toda aquela insistência provocou em Verínia o irresistível desejo de mexer no livro. Por ter poderes mágicos, que se debatiam em sua alma e agitavam seu interior, a menina sempre foi dominada pelo espírito do contraditório. Se alguém lhe pedia que fizesse algo de um jeito, ela agia, de forma infalível, do jeito contrário. O proibido exercia uma atração irrefreável sobre ela. Bastava ela não poder, ela não dever, que ela se atirava, sem medir as consequências, a qualquer expedição. Assim, um dia, seus pais não estavam em casa, etc., etc… Vamos pular essa parte, você já sabe o que aconteceu. Ela já está com o livro na mão, procurando o melhor feitiço para colocar em prática.  Um dos temores do seu pai se confirmara, pois as folhas do livro já ostentavam os sinais de sua, digamos assim, distraída manipulação.

A bela Verínia deteve-se, deliciada, em uma página que mostrava um enorme Tigre-de-Bengala, que naquela época ainda não estava extinto. “Se eu conseguir conjurar este animal enorme”, pensava ela, “consigo fazer todos os outros feitiços.”

Verínia, animadamente, pôs-se a recitar as frases mágicas escritas no livro, enquanto catalisava seus poderes usando os passes correspondentes. Vahtmos assistia a tudo assombrado, sem coragem para intervir, nem mesmo para piscar um olho. Repentinamente, com uma explosão assustadora, surgiu uma grande nuvem escura, provocando pânico, correria e gritos assustados de Vahtmos, e da própria conjuradora do feitiço.

Os dois espiavam, agora, atrás de um armário, enquanto a nuvem se dissipava, aguardando, mortos de medo, o tigre que iria fatalmente despedaçá-los. Para seu alívio, entretanto, a nuvem diminuía, mas nada aparecia. Até que, quando a poeira assentou totalmente, surgiram quatro formas mínimas, que se revolviam no chão como bolinhas de Mank-halah (o Gamão egípcio), cobertas de pêlo.

– Será que são filhotes de tigre? – perguntou Verínia.

– Filhotes de tigre desse tamanhinho, onde já se viu, sua doida? – Vahtmos respondeu.

– É que pensei… por eu não ser adulta, ainda… alguma coisa estragou, sei lá, o feitiço…

– Vamos lá ver – Vahtmos já tinha perdido o medo. Afinal, eram só umas bolinhas de pêlo.

As bolinhas realmente pareciam tigres. Ou melhor, filhotes de tigre. Tinham orelhas de tigre, bigodes de tigre, quatro patas com unhas de tigre. Na verdade, Verínia tinha um pouco de razão, pareciam miniaturas de filhotes de tigre, ou filhotes de tigre sofrendo de raquitismo. Só que, em vez dos barulhos característicos dos felinos, pareciam emitir um fraco piado, que mais parecia vir de filhotes de galinha.  Além disso, abriam a boca totalmente, como se fossem crocodilos do pântano.

– Estão com fome – disse Vahtmos.

De fato estavam, mas nada que se dava eles queriam. Verínia experimentou bolo, sorvete, biscoito, pão, e até milho. Já quase desistindo, deram a eles a coisa que mais detestavam no mundo, e só tomavam sob ameaça de pancada: leite. Por incrível que pareça, as criaturinhas aceitaram.

– Devem ser mesmo filhotes de tigre – disse Verínia. – Talvez filhotes de tigre-anão.

– Tigre-anão? Nunca ouvi falar disso. Acho que seus poderes trouxeram uma nova raça animal ao Egito. Como são estranhos!

– Nem tanto, olha aquele ali, Vahtmos, aquele de listrinha. Até que é engraçadinho.

O engraçadinho parece que entendeu, e começou a descrever círculos ao redor das pernas de Verínia, esfregando-se.

– Purrr… – era tudo que dizia. Verínia e Vahtmos entreolharam-se e riram. Os outros três levantaram-se e fizeram fila, seguindo o de listrinhas. Verínia estava achando aquilo cada vez mais engraçado, até o momento em que seu olhar desviou para a porta da sala e encontrou o de Tuthórus, seu possesso pai, e então ela proferiu um “aahh”, de espanto. Tuthórus levantou os braços, sacudindo-os furiosamente no ar.

– Não acredito! Você tem que me desobedecer em tudo, mesmo? O que faz meu precioso livro aí no chão? O que são esses bichos esquisitos? Porque marcham desse jeito, em sua volta? Vamos, responda, estou falando com vocêêêêêê!!!!

– Amável pai – disse Verínia, recompondo-se e recolocando rapidamente o livro de volta na prateleira -, sua talentosa filha realizou uma experiência fantástica, e estes filhotes de filhotes de tigre são novos animais, a andar sobre o esplendoroso solo do Egito.

– Do Egi.. Novos animais? Você conjurou… Que feitiço você usou? Não acredito! – O pai esbravejava, mas, como sempre, uma espécie de orgulho que ele tinha da filha já estava vencendo o ódio por ela ser uma desobediente. – Você fez isso sozinha? – Ele se aproximou, agora mais intrigado que zangado.

– Fez, pai – foi Vahtmos quem respondeu, entusiasmado. – Minha irmã pode ser meio pancada, mas de vez em quando manda ver. Que feitiço da hora!

– Que bichos esquisitos! – Disse Tuthórus, retorcendo a boca, antipatizando imediatamente com os pobres bichinhos.

Do lado de lá, a antipatia era totalmente recíproca. Os animaizinhos detestaram o pai de Verínia instantaneamente, e recuavam piando à mínima aproximação dele.

– Antes assim – disse ele, algo agastado. – Está bem, Verínia, pode livrar-se deles. Não creio que sua mãe, que deve voltar do Mercado Egípcio em poucas voltas da ampulheta, vá-se interessar por esses espécimes.

Disse e retirou-se para seus aposentos. Tuthórus mantinha uma ilusão, como se ele fosse uma criança de quatro anos que acredita em Akhen-Leon (o Papai Noel egípcio), de que, algum dia, Verínia ainda o obedeceria em alguma coisa.

Sua filha levou-os ao jardim, e empregando diligentemente algumas tábuas de madeira que encontrou, construiu uma casinha para aquelas curiosas criaturas. Fez camas para eles, um refeitório e até mesmo cavou uma espécie de banheiro. Depois de brincar o resto da tarde com os animaizinhos, e abastecer a casinha com leite, deixou-os lá, arranhando e mordiscando uns aos outros.

De noite, Tuthórus e Nerfanda foram ao jardim, como sempre faziam, e viram a casinha. Aproximaram-se, e os bichinhos lançaram-se aos pés de Nerfanda, que tomou um, purrurrando em suas mãos. Tuthórus ficou vermelho como o entardecer no deserto do Sinai.

– O que é isto, Tuthórus? – Perguntou Nerfanda, os olhos arregalados.

– São uns bichinhos ridículos que Verínia convocou dos abismos, mas eu mandei expulsá-los. Desta vez ela passou dos limites – disse ele a Nerfanda, fazendo meia-volta, para entrar na casa. – Vou mostrar a ela o que acontece com as orelhas de quem me desafia, enquanto ela joga esses bichos no Nilo, um por um.

Nerfanda, porém, era daquele tipo de mulher que adorava pequenas contendas com o marido. Quando ele dizia branco, ela dizia preto, se ele acendia o fogo, ela pedia água. Além do mais, Nerfanda estava um pouco encantada com aqueles bichinhos

– Meu marido – disse Nerfanda –, você tem certeza? Castigá-la talvez a desestimule a praticar magia, traumatize-a, sei lá. Deixe-a brincar com eles até enjoar, o que, pelo conheço dela, não vai demorar a acontecer – ela falava, enquanto o bichinho retorcia-se e lambia sua mão.

Tuthórus desistiu, e erguendo os braços bem alto, entrou em casa.

Mas daquela vez Verínia estava demorando a se fartar do brinquedo. Pela manhã, ela os alimentava antes de ir ao Jeneret, a escola egípcia para moças. De volta para casa, passava a tarde brincando com eles, sob o olhar desdenhoso de Vahtmos, que chutava uma bola egípcia, muito mais interessante.

Um belo dia, achou que eles já estavam fortes o suficiente, e como sempre, sem perguntar para ninguém se podia, foi brincar com eles na rua. Os vizinhos olhavam admirados aquelas coisinhas. Atrevidos, saltavam no colo de quem quer que fosse, mas seu divertimento favorito era enlear-se nas pernas das pessoas, tropeçando-as, o que provocava não poucos embaraços e pragas egípcias, as piores que existem.

Ágeis, subiam e desciam pelas calhas dos telhados, gotejando inesgotáveis, esgotando a paciência. Por escorregarem como gotas, o povo popular pôs-lhe o nome de “gotos”. Povo popular é igual, no Egito ou Portugal.

Porém, com o tempo, cresceram e já não conseguiam escorregar facilmente, ficando presos nos engastes dos canos, dando muito trabalho para soltar. Por ficarem agora assim, engatados, mudaram seu nome para “gatos”.

Depois que cresceram, os gatos passaram, é claro, a se reproduzir. Os quatro transformaram-se em oito, em dezesseis, em trinta e dois. Multiplicavam-se rapidamente, como grãos de trigo em um tabuleiro de Senet (o jogo de xadrez egípcio). Já não cabiam na antiga casinha, que precisou ser reformada, e sua alimentação passou a ser um problema. É certo que, quando cresciam, passavam a aceitar os alimentos humanos, mas não comiam isso, não comiam aquilo, como crianças paparicadas. Haja paciência.

Tanto se multiplicaram que agora não precisavam mais de casa. O próprio jardim, orgulho da casa de Tuthórus, passou a ser o lar dos gatos. Diariamente, Verínia abria os portões e levava a gataria até as margens do Nilo, para fazer… Bem, você sabe o quê. Assim, quem fertilizou os prósperos campos do Egito não foram as lágrimas da deusa Ísis, como reza a lenda, nem o limo trazido pelo Rio Nilo. Foram os gatos.

Os gatos seguiam Verínia para onde quer que ela se dirigisse, como se ela fosse um planeta e eles o oceano. Quando ela andava pela rua com eles, os comentários dos rapazes eram inevitáveis:

– Lá vem a Menina-Lua – dizia um.

– Sempre com sua maré de gatos – outro falava.

– Serão mais bichos, com o passar dos anos.

– Porque são bichanos.

– Ela está ficando uma gata.

Diziam essas e outras bobagens, caindo na gargalhada. Os rapazes não eram menos tolos naquela época do que hoje. Tudo que Verínia podia fazer era fingir que não era com ela.

Ela tentou doar alguns gatos, oferecendo-os para amigas, vizinhas, sem nenhum sucesso. Ninguém queria aquelas maquininhas de importunar.  Seu pai entrava em casa bufando todos os dias. Até mesmo Vahtmos, seu querido irmão, andava meio afastado de casa.  As vizinhas reclamavam todo dia da algazarra infernal que os gatos faziam, principalmente se um desavisado canário egípcio pousasse em alguma tamareira do jardim. Uma delas, dona Samirna, mudou-se para Tebas, sua cidade Natal. Ansiava pela solidão silenciosa dos templos de Kárnac e Lúxor.

Um dia, Verínia passeava com os gatos na praia, quando avistou um enorme navio pesqueiro, aparentemente vindo das costas da Fenícia. A embarcação estava ancorada no porto de Perunefer, próximo de onde ela morava. Os gatos fitavam fascinados aquela imensa panela, cheia de comida, e farejavam o aroma de longe.

Naquela noite, todos os gatos, silenciosamente, pularam o muro do jardim e atravessaram a praia, velozmente, em direção ao Porto de Perunefer. Ao chegarem lá, apenas uma corda esticada separava-os do maior banquete da história da gatologia. Após esgueirar-se agilmente pela corda, os gatos invadiram o porão do navio e devoraram todo peixe que conseguiram, até dormirem de pura exaustão estomacal.

Pela manhã, o navio zarpou, levando os únicos gatos que existiam no mundo. Ao chegar a alto mar, os marinheiros descobriram aqueles estranhos seres no porão, ainda dormindo, e a lógica imediatamente ditou que o melhor a fazer era lançá-los na espuma do oceano. Mas dizem que os gatos têm um Espírito Protetor, e os fenícios, grandes comerciantes, possuem uma inclinação irrefreável para transformar todo prejuízo em lucro.  Assim resolveram vendê-los, todos, no primeiro porto. Não obstante sejam grandes vendedores, conseguiram vender apenas alguns, e tentaram novamente no próximo porto. Eventualmente venderam todos, disseminando aquela praga pelo mundo.

A cidade de Mênfis respirou aliviada, o pai de Verínia pulava de contente. Mesmo Verínia não se pode dizer que detestou aquilo de todo. Primeiro fez cara de choro, mas depois se lembrou que não tinha mais idade para chorar. Dois dias depois ela esqueceu tudo aquilo.

É de se pensar que tudo isso lhe tenha servido de lição, que ela tenha passado a obedecer cegamente ao pai. É um engano; tudo aquilo só lhe inspirou cambalhotas mais altas. Mas ela é favorita de Áton, o Deus-Sol. Nas palavras de Akhen-Áton, o Faraó Sábio, “Porque o mesmo Deus que enche de ar a casca do Pintassilgo, também lhe dá forças para rompê-la.” Glória e honra a Áton, único deus a brilhar sobre a infinita terra do Egito!

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29 comentários em “O Feitiço de Verínia (Wilson Barros Júnior)

  1. ram9000
    2 de abril de 2016

    Muita repetição: “…a menina sempre foi dominada pelo espírito do contraditório. Se alguém lhe pedia que fizesse algo de um jeito, ela agia, de forma infalível, do jeito contrário. O proibido exercia uma atração irrefreável sobre ela. Bastava ela não poder, ela não dever, que ela se atirava, sem medir as consequências, a qualquer expedição.” – é um exemplo de frases que poderiam estar mais condensadas em menos palavras passando a mesma ideia; Eu acho que as explicações sobre o Egito entre parênteses também poderiam estar mais dentro das descrições do texto, deixando-o menos com cara uma cara acadêmica. A gramática e o tema estão apropriados ao desafio.

  2. André Lima dos Santos
    1 de abril de 2016

    Uma história infantil muito divertida e bem narrada. Um humor sutil que envolve o leitor. Uma estrutura narrativa clássica bem charmosa; e, por fim, uma linguagem acessível a todos.

    Um belo conto, adorei. Certamente um dos meus favoritos! Parabéns ao autor!

    Boa sorte no desafio!

    Obs.: encontrei alguns errinhos de revisão, mas nada que comprometesse o conto.

  3. Leonardo Jardim
    1 de abril de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 História (⭐⭐⭐▫▫): interessante a forma como conta essa versão do nascimento dos gatos e de um cotidiano egípcio antigo quase igual ao nosso. É uma história legal, mas bastante despretensiosa. Senti falta, por exemplo, de mais exploração do mundo mágico que existia, pois nos é dito que a magia era comum, mas vemos apenas uma representação dela. Além disso, a ambientação precisou de uma suspensão de descrença bem grande, pois muito do que foi narrado dificilmente ocorreria no Egito antigo. Não me incomodou o modernismo, mas a parte do nome das criaturas (gotas/gotos/gatos), por exemplo, só faria sentido se eles falassem português.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): boa, mas um tanto simples, sem grandes trabalhos linguísticos. Tem como mérito, porém, aquele gostinho de contação de causo.

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐): a ambientação diferente, um Egito antigo “moderno” com magia liberada trouxe um ar de novidade ao certame.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado, mas como já disse queria ter visto mais magia.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): o tom despretensioso e o fim comum sem grandes sobressaltos diminuíram o impacto do texto. O único ponto interessante é o descobrir que Verínia criou os gatos acidentalmente, mas essa informação veio no meio do texto. O fim, trouxe apenas novas informações sobre isso.

  4. angst447
    1 de abril de 2016

    O conto surpreendeu-me de forma positiva. Quando li o título e vi a imagem, pensei que leria algo enfadonho. No entanto, a narrativa revelou-se mais leve e até divertida, com a menina desobediente, criando felinos e disseminando a praga. Autor (a), você não gosta dos bichanos?
    A leitura não me cansou o tanto que eu temia, o que é um ponto positivo. O conto está bem escrito e gostei da Verínia. O seu pseudônimo também é bem peculiar.
    Boa sorte!

  5. Thomás Bertozzi
    31 de março de 2016

    Divertido, bem elaborado e bem ambientado. Boa mistura de linguagem moderna num contexto antigo.
    Relações familiares muito em exploradas, igualmente de forma divertida.

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    31 de março de 2016

    Gostei do conto. É uma história daquelas de trancoso, daquelas que te conduzem pela palma da mão. Adoro o cenário em que foi contada as aventuras de Verínia. Gatos, Aton, Akhenaton, mexeu comigo. Toda a glória a Bastet!

    Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

  7. Gustavo Castro Araujo
    30 de março de 2016

    Este conto tem aquele estilo “história para a garotada”, o tipo de narrativa que encanta crianças de todas as idades. Posso me ver nitidamente contando os percalços de Verínia para as minhas filhas, com a certeza de que elas irão se manter atentas até o fim. O foco no público infanto-juvenil não é uma crítica, mas antes um elogio. Não é fácil escrever algo interessante para mentes tão desejosas de entretenimento. Aqui, a mistura de fantasia com lendas egípcias, pincelada por informações verdadeiras (a adoração do povo das pirâmides pelos gatos) ficou ótima. Bacana ver que o autor não é do tipo que se leva a sério demais. Isso resultou num conto inteligente, de leitura fluida, aprazível e, por que não dizer, informativa. Sem falar, claro, da criatividade. Esse modo de narrar, quase como uma conversa com leitor, é algo difícil de se fazer, pois não raro cai-se na armadilha de soar-se didático demais. Isso não aconteceu aqui. As intervenções foram ótimas e eu me vi caindo na risada mais de uma vez. Enfim, um ótimo trabalho. Parabéns!

    Nota: 8

  8. Laís Helena
    30 de março de 2016

    O feitiço de Verínia:

    Narrativa (1,5/2)
    Sua narrativa mais conta do que mostra, algo de que não costumo gostar tanto. Entretanto, aqui, ela não me passou a sensação de que algo estava faltando; foi adequada ao tom mais leve do conto e me prendeu à história. Só fiquei um pouco incomodada com as explicações dadas entre parênteses sobre algumas coisas do Egito antigo.

    Enredo (2/2)
    Gostei bastante. Não tenho muito o que falar aqui. Sua história é inesperada e divertida, e não consegui ver nenhuma falha nela ou algo que precisasse ser melhor trabalhado.

    Personagens (2/2)
    Verínia não é exatamente uma personagem bem caracterizada ou explorada dentro do texto, mas acredito que ela não era de fato a protagonista, e sim os gatos. De qualquer forma, não é o tipo de texto que, a meu ver, demande caracterização minuciosa de personagens.

    Caracterização (1,5/2)
    De início a ambientação me causou estranhamento, pois você claramente estava usando palavras e comportamentos que não pareciam fazer parte do Egito Antigo (não que eu seja especialista no assunto). Depois, percebi que era justamente essa a proposta.

    Criatividade (2/2)
    Não esperava encontrar um conto sobre a “invenção” dos gatos; fugiu bastante do óbvio.

    Total: 9

  9. phillipklem
    30 de março de 2016

    Boa noite.
    Que conto interessante! Você usou uma linguagem um tanto infantil, o que deu um tom divertido à história.
    Confesso que não me empolgou muito, mas não chegou a chatear. Foi daquelas leituras divertidas para passar o tempo.
    Não houve erros ou deslizes. A construção de personagens foi superficial, mas o conto não exigia muito. Adorei as referências sobre as supostas origens de algumas expressões como “bichanos” e “ela está uma gata”, kkkkkkkkk. Foi genial.
    E concordo plenamente, algo tão inacreditavelmente fofo e irritante como os gatos só pode ter vindo de outro mundo.
    Meus parabéns e boa sorte.

  10. Rubem Cabral
    30 de março de 2016

    Olá, Palito.

    Então, achei o conto mediano. A história de origem dos gatos é bem simpática e tem pegada de conto de fadas, mas não apreciei muito os diálogos “modernos”, que junto com elementos demais da ambientação deram um ar anacrônico a todo o conto, feito um desenho antigo dos Flintstones ou dos Muzzarelas.

    Alguns trocadilhos, no entanto, deram um ar de graça ao texto que foi bem-vindo.

    Nota: 6,5.

  11. Wender Lemes
    28 de março de 2016

    Olá, Palito. Belo nome haha. Seu conto é minha oitava avaliação na fase final.

    Observações: que leitura agradável… Cheguei ao final sem perceber. Achei interessante você ter optado por esta temática egípcia, quebra bem a usual fantasia de ogros e dragões. Muito criativa a sua explicação para a existência dos gatos, renderia até uma história maior.

    Destaques: a simplicidade da história e do modo como é contada são pontos muito positivos ao seu favor. O conto, à primeira vista, é apenas um fato contado por uma mente muito fértil, sem intenção de propor reflexões, de esbanjar vocabulário “erudito” ou de surpreender o leitor a cada parágrafo. Todavia, esta simplicidade nos toma verdadeiramente, e isto há de se admirar.

    Sugestões de melhoria: entendi o que quis dizer sobre os animais gotejando, mas achei a frase um pouco estranha, talvez seja possível mudar a frase para deixá-la mais clara. Como disse, acho que sua história tem espaço para crescer. Por exemplo, poderia explorar mais a personagem da Verínia, a relação dela com os gatos, as reações do irmão etc.

    Parabéns pelo conto, espero que alcance uma boa colocação.

  12. catarinacunha2015
    28 de março de 2016

    O COMEÇO não me envolveu, embora a carona que a VIAGEM pega na história e a criação dos gatos ser fruto de magia tenha me amaciado. Amo gatos, mas o FLUXO simplório não me convenceu. FINAL sem graça. 7

  13. Davenir Viganon
    28 de março de 2016

    Este conto é bastante chubb, tem muito a cara da Anorkinda. Mesmo que não seja ela estendo o mesmo elogio a escrita voltada ao público infantil, contudo acho que me diverti mais aqui do que em outros contos dela nos certames. Gostei da proposta de cara, uma origem dos gatos, maravilhosamente mentirosa e fantasiosa ao extremo. Verínia é muito carismática, e para mim, é o ponto forte do conto. A escrita é como um contador de histórias e me fez sentir como uma criança em meio a outras numa escolinha, isso não me deixa achar estranho o bolo e o sorvete no Egito Antigo, afinal não é uma aula de história.
    Só o final que eu achei destoante do restante do conto, o último parágrafo de “Glória e honra a Áton”… e por fim a Adequação ao tema é 100%!

  14. Rodrigues
    28 de março de 2016

    Gostei da utilização de lenda egípcia para a criação do texto, além dos animaizinhos, que foram apresentados de forma cativante, correndo e “piando”, sem nos deixar saber o que realmente eram, um trunfo interessante do autor. O conto não chega a ser cansativo, acho que a história pode ser lapidada e algumas partes cortadas. Quanto ao final, não consegui compreender em sua totalidade.

  15. vitor leite
    26 de março de 2016

    Gostei do teu conto mas pareceu-me uma descrição onde faltavam pontos de interesse e suspense. Ao ler já sabíamos o que ia acontecer, faltou alguma coisa que interagisse com o leitor, que mexesse com o leitor, mas valeu a leitura sim. parabéns foi bom de ler.

  16. Renan Bernardo
    26 de março de 2016

    Gostei da história se passar no mundo real e da forma como a narrativa é feita, despretensiosa e bem-humorada. Também curti a origem dos gatos. Consigo visualizar o conto em um livro infanto-juvenil (falo isso como elogio, que fique bem claro). Parabéns ao autor(a)!

    Nota: 8

  17. Carlucci Sampayo
    24 de março de 2016

    Conto excelente e divertido! Contém todos os elementos de fantasia enquanto brinca com a linguagem semi coloquial e intimista para dar hospitalidade ao leitor. A história é bem interessante, bem narrada e mesmo alongando-se, consegue atrair a atenção do leitor para seu resultado final que parece não ser possível. Tem clima de lenda e ares de etimologia dos ‘gatos’ e de onde teriam vindo, ambientando o clima do Egito e de uma família de mágicos, entre eles a autora do feitiço que deu vida aos animais. Só fugiu do contexto, pela época que o conto pretende passar, a menção de oferecer ”sorvete’ aos gatos, dado que pouco provável era haver este tipo de alimento no Egito Antigo. Mas, afastadas as hipóteses e voltando ao reino da fantasia, tudo se torna possível. O autor foi bem feliz em sua narrativa pois consegue passar descontração e leveza num tema tão árido quanto profundo: fazer magia, que cabe vários clichês e novidades. A escolha foi bem acertada e o resultado é um belo conto. Parabéns! Nota 8.

  18. Pedro Teixeira
    23 de março de 2016

    Olá, autor(a)! O conto está bem escrito, tem um jeitão de crônica, mas o enredo não me cativou. Os personagens me pareceram um tanto rasos, e os diálogos também. A narrativa tem suas qualidade, é clara e concisa, mas no geral o texto não me agradou. Parabéns pela participação!

  19. Brian Oliveira Lancaster
    22 de março de 2016

    OGRO (Objetivo, Gosto, Realização, Ortografia)
    O: Fantasia além-mar, bem delineada e diferente, apesar de esbarrar nos estereótipos conhecidos. Mesmo assim, a temática foi bem explorada. – 8,0
    G: O tom bem humorado caiu como uma luva nessa “adaptação” da origem dos felinos. O texto consegue ser leve, irônico e sarcástico ao mesmo tempo. As explicações das origens de certos termos me fizeram sorrir várias vezes. – 8,0
    R: Um contexto simples, sem grandes reviravoltas, mas bem conduzido. – 8,0
    O: Encontrei algumas passagens um pouco confusas, assim como trocas de tempos verbais inconstantes. Algumas pontuações também ficaram deslocadas. No entanto, com mais uma revisão, isso resolve as questões. – 7,0
    [7,8]

  20. Pedro Luna
    18 de março de 2016

    Infelizmente não gostei muito e vou dizer o porque. Eu, se fosse o autor, estabeleceria essa história em outro lugar e época. Não ficou bacana ver magos e feitiços em pleno Egito. Se existiam histórias de magia naquela época, eu to por fora. As falas dos personagens também trazem gírias e expressões atuais para aquela época. Outro motivo de não ter gostado mais, foi que toda a trama pareceu simples demais ao fim. A história dos gatos nasce, cria uma curiosidade, mas chega ao fim e deixa o leitor se perguntando: e aí? Ela criou uns bichos com um feitiço, eles cresceram, se emburacaram em um navio e depois foram vendidos. Ponto final? Sinceramente, foi uma história muito fraca. A escrita é boa, só a trama mesmo que falhou para mim.

  21. andreluiz1997
    17 de março de 2016

    Eu gostei da trama como um todo, apesar de ter achado o final teatral e não muito condizente com o resto do texto. Achei muito legais as referências à cultura egípcia e à própria magia existente nas lendas da época, o que acabou misturando fantasia e realidade. A ideia de mostrar uma espécie de “lenda”sobre o surgimento dos gatos foi muito boa, e a execução não falhou muito também. Boa sorte!

  22. Simoni Dário
    16 de março de 2016

    Saudações Egípcias, ó Palito Geológico.
    O texto é ótimo, narrativa que flui e encanta a cada parágrafo, delícia de leitura. A criatividade é invejável, e adorei as referências que não sei se são verdadeiras(preguiça de pesquisar). Acho que tenho umas “almas de Verínia”aqui em casa, sabe aquela coisa de ser do contra…já vi esse filme!
    Muito divertido teu conto, quem sabe não foi assim mesmo que surgiram os gatos! Alguém tem uma explicação pra existência desses fofos? Só pode ter sido a teimosa da Verínia…parabéns autor, desconfio de quem seja você, não fosse por ter engolido uma palavra(preguiça de novo, para voltar ao texto), teria certeza(e acredito que esse autor não deixaria passar numa revisão).
    Muito bom!
    Bom desafio!

  23. piscies
    16 de março de 2016

    Que fábula! Me senti lendo este texto na beirada da cama do meu (futuro) filho, enquanto ele imagina que deve ter sido realmente assim que os gatos vieram ao mundo.

    Um texto bem legal, com personagens interessantes e bem definidos. Gostei muito de Verínia, mesmo ela sendo rebelde como é. O pai ide Verínia e a sua mania de levantar os braços em irritação foram bem legais de ler. A “historinha” aqui é bem passada como fábula, até com certo tom cômico. Gostei muito da leitura!

    O final ficou meio estranho, mas vá lá, é um final, de qualquer forma. Notei uma breve confusão, de vez em quando, no tempo da narrativa, mas nada muito fora do comum. Uma boa revisão do texto resolve.

    Parabéns!

  24. Swylmar Ferreira
    15 de março de 2016

    Muito bom o enredo onde o autor trás uma “nova versão” de como surgiram os gatos. O conto é muito criativo, dá inúmeras voltas e com brilhantismo chega a um final bem arrumado, tem uma cronologia invejável. Muito bem escrito, gostoso e fácil de ler e é certamente pertinente ao temário proposto. Trás também um final objetivo e surpreendente.
    A nota é 9,0.

  25. Anderson Henrique
    14 de março de 2016

    A linguagem usada no conto é informal e despojada (Naquele tempo a magia andava solta pelo mundo / Assim, um dia, seus pais não estavam em casa, etc., etc…). Logo no princípio, imaginei se tratar de uma espécie de conto-paródia. Fiquei surpreso quando um personagem experimenta sorvete (o conto se passa no Egito). Fui pesquisar e vi que uma das origens do sorvete remete ao Egito, uma mistura de neve e suco de fruta. Ponto para o autor. Falta algum polimento nas construções usadas.
    Nota 6

  26. Anorkinda Neide
    13 de março de 2016

    Óiiiiiiiinnnnn
    eu vi o Frieden ali, o meu gatinho! o gato listradinho!
    Então a praga foi espalhada pelo mundo é? kkkkk Eu ri!
    O texto está muito ótimo! Parabéns!
    eu acho que vi um errinho, mas já perdi ele no meio do enlevo de ler este texto, tão despojado, irônico e sensível ao mesmo tempo, mesmo transparecendo que o autor não gosta de gatos.! kkkk
    eujá tinha me identificado com Verínia! oxi, se meu pai lê isso… vai dizer mas essa garota é tu, Neide! kkkk
    Tem um outro detalhe que é igual a algo que coloquei no meu texto, não posso falar agora, mas que legal… adorei muito, tudo!
    Abração

  27. Evie Dutra
    11 de março de 2016

    Acho que sou suspeita de falar, sendo uma amante de gatos, mas achei o conto muito interessante.
    Verínia é uma típica adolescente e adorei a teoria sobre o surgimento dos felinos hehe. Gostei bastante da sua escrita e do tom cômico do conto. Em algumas partes me peguei rindo sozinha.
    Enfim.. foi bastante criativo. Parabéns.

  28. Emerson Braga
    9 de março de 2016

    O FEITIÇO DE VERÍNIA

    Palito, parabéns pelo texto. sua personagem Verínia é cativante, o que nos deixa com vontade de ler a história até o fim. Adorei sua explicação fantástica para a origem dos gatos do mundo, muito bacana.
    De maneira simples e despretensiosa, você desenvolveu uma história gostosa de se ler, mas que teve laguns deslizes.
    Por exemplo: Mesmo depois de ter anunciado no 2º parágrafo Tuthórus e Nerfanda como um casal, você comete uma redundância desnecessária ao afirmar no 3º parágrafo que Nerfanda é esposa de Tuthórus. Já no 15º parágrafo, você utiliza a palavra tigre seis vezes em um trecho de apenas sete linhas. Você criou a palavra onomatopaica “purrrrr” para designar o som feito pelos estranhos bichinhos, o que achei bem legal. Todavia, no mesmo trecho você escreve “Purrr… – era tudo que dizia”. Felinos não dizem nada, humanos dizem, falam, oram; felinos não, ok? Achei ousado, mas também gostei do neologismo “purrurrando”, o que só funcionou porque, inteligentemente, você já havia explicado o que seria esse “purrurrar”. Não sei se gostei de Vathmos falando gírias no Antigo Egito, mas ficou engraçado e até aceitável por seu personagem ser bem jovem.
    Texto criativo e divertido, só precisava de um pouco mais de cuidado, mas está bom.
    Boa sorte!

    NOTA: 8,0

  29. Fabio Baptista
    6 de março de 2016

    Confesso que no primeiro parágrafo pensei estar diante de uma “bomba”, mas logo o conto se revelou um texto bem humorado e gostoso de ler, bem no climão de conto de fadas.

    A ambientação não ficou das melhores (tanto a respeito de descrição dos cenários quanto diálogos), mas acho que nem era a intenção.

    Achei que a inserção da magia foi meio gratuita, só para dar aquela enquadrada no tema.

    Esse parágrafo final ficou esquisito. Pensei que finalizaria com uma nova criação na menina (o que na minha opinião ficaria bem melhor).

    – Assim, um dia, seus pais não estavam em casa, etc., etc… Vamos pular essa parte, você já sabe o que aconteceu
    >>> essa “informalidade” do narrador me incomodou em algumas partes, como aqui, por exemplo

    – Ela já está com o livro na mão
    >>> mudança de tempo verbal na narrativa

    – mas de vez em quando manda ver. Que feitiço da hora!
    >>> esse jeito de falar destoou um pouco

    – vermelho como o entardecer no deserto do Sinai
    >>> Boa!

    – Quando ele dizia branco, ela dizia preto, se ele acendia o fogo, ela pedia água
    >>> Coitado desse cara! huhauhauha

    NOTA: 7,5

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Finalistas, Fantasia - Grupo 3 e marcado .