EntreContos

Detox Literário.

Visitas ao Asilo Central (Pedro Coelho)

bolhao-idosa

Domingo outra vez. Geraldo impacientava-se na sala de espera do asilo Central. Era sua quinta vez. Não herdara boa memória, mas quando se tratava do fim da prestação de serviços a comunidade, sua memória vinha à tona. ‘’Asilo Central, a casa de repouso da terceira idade” lia ao pé do balcão da recepção. A recepcionista de meia idade fazia as unhas com desdém.

– Ainda vai demorar moça – perguntou com um sorriso irônico.

– Estão preparando a dona Stella, é só aguardar que eu chamo o senhor – esboçou ela uma falsa simpatia.

“Essa velha tem idade era pra estar trancada nesse asilo, e além de tudo é feia, recepcionista velha e feia não dá pro gasto.”

O sol rachava do lado de fora. O calor rachava do lado de dentro. Geraldo fixava os olhos no relógio da parede. Até o relógio parecia entediado.

– Ela já está pronta para recebe-lo, acompanhe-me – a recepcionista estava em pé ao seu lado.

Avaliou de cima abaixo o corpo da mulher à sua frente procurando algo que lhe excitasse. Não encontrou.

Os dois andaram por um corredorzinho até a sala de visitas. Uma senhora idosa aguardava-os sentada rente a janela. Dona Stella tinha muitos anos. O corpo debilitado vivia preso a uma cadeira de rodas. As mãos sempre tremulas. Os cabelos brancos, mas longos e fortes. Os olhos cansados sempre envoltos por óculos fundo de garrafa.

– Bom dia dona Stella.

– Você de novo?

– Trouxe esse jogo de costura. Tem linha, dedal, agulha…

– Porque isso?

– A senhora me falou que gostava de costurar e….

– Dai você encontrou a oportunidade de tentar me comprar com a coisa mais barata possível.

– De forma alguma dona Stella!

– Antes uma máquina de costura. Ou você acha que eu ainda tenho mãos pra costurar qualquer coisa com dedal e alfinete? Desse jeito, como você quer uma boa avaliação no final da prestação de serviço.

– Desculpa Dona Stella mas minha intenção foi das melhores e….

– Nós dois sabemos que o senhor não é tão bem intencionado assim no seu dia a dia, senão o senhor não estaria aqui.

– Eu só quis agradar. Eu sei que a senhora é incompravel.

– E você imprestável

– Mas isso foi um elogio Dona Stella

– E isso um insulto

– Escuta aqui Dona. Por mim eu ficava o dia inteiro deitado no sofá de casa, bebendo cerveja e comendo sem parar. Levantava do sofá na hora do jogo pra depois deitar, comer e dormir o resto do dia. Mas não. Eu saio debaixo desse sol na maior boa vontade pra vir visitar a senhora e sou recebido com grosseria. Desse jeito não vai dar certo.

– Pois faça o caminho de volta na mesma boa vontade e se afogue no seu jogo, no seu sofá, na sua cachaça e na sua preguiça. Porque bandidinho vagabundo eu trato é assim. Uma palavra minha e adeus trabalho voluntario e cadeia pro bandidinho preguiçoso.

Ficaram ambos alguns minutos olhando pela janela. Odiavam-se mutuamente. Amavam odiar. Tinham isso em comum. Geraldo esperou os ânimos baixarem e tentou puxar assunto. Precisava dela. Uma velha amarga pela doce liberdade.

– O que a senhora traz de novo?

– A mesma vida que se arrasta e não se caba. O mesmo nada de sempre – ela não tirava os olhos da janela.

O homem estava quase desistindo em vista de tanto mau humor e pessimismo. Mas Dona Stella cedeu.

– Geraldo é o nome do meu falecido marido.

– Coincidência – encontrou a oportunidade – a senhora sente falta dele?

– Ele era um canalha – em seguida olhou-o nos olhos – Mas era trabalhador.

– A senhora saiba que eu só não trabalho porquê …

– Porque é preguiçoso.

Em seguida Dona Stella voltou a fitar absorta a janela. Geraldo olhou para o outro lado e o silêncio se instaurou novamente. Ao fundo dois idosos jogavam xadrez. O som de bispos e cavalos misturavam-se ao som do trafego constante da rua. Geraldo continuou tentando.

– A senhora me dá um gole dessa água? Ta calor e …

– A água é minha e de mais ninguém!

Ele insistia.

– O que a senhora tanto olha nessa janela? São só carros e mais carros.

– O jardim fica longe. E aqui eu não preciso olhar pra sua cara o tempo todo.

– O que eu preciso fazer pra senhora me odiar menos?

Dona Stella não respondeu.

– Se a senhora não gosta de mim, porque toda vez que eu venho aqui a senhora está toda maquiada? pra quem a senhora se maquia todos os dias se ninguém nunca te visita?

– Vaidade. Eu fui criada assim.

– A senhora não vai me dar uma boa avaliação não é?

Dona Stella não respondeu e seguiu olhando pela janela.

– Agora eu entendo – Geraldo começou novamente com um sorriso no rosto – a senhora gosta de ficar aqui não pelos carros, não por mim, nem por ninguém. Mas pra passar o dia olhando aquela costuraria escondidinha ali do outro lado da avenida. Invejando as costureiras. Olhando o entra e sai de roupas que a senhora queria ter costurado. Desejando ser uma das costureiras de lá.

– Escuta aqui moleque…- falou em voz serena dessa vez

– Moleque não Dona Stella, eu já tenho mais de trinta anos. Mas fica tranquila que domingo que vem eu te trago uma máquina de costura.

– Quem não trabalha, pra mim é moleque, e eu não aceito coisa roubada. Nem adianta tentar me comprar – Dona Stella estava ficando vermelha, transtornada, tomada em fúria, cólera. Voltou a olhar pela janela respirando ofegantemente.

– Já deu o horário de visita Dona Stella. Eu tenho que ir.

Caminhou rumo ao corredorzinho novamente até que Dona Stella chamou-o agora um pouco mais calma.

– Só não traz uma máquina vermelha que não vai combinar comigo, preguiçoso.

– Até domingo Dona Stella

Geraldo sorriu virou-se de costas e tomou seu rumo.

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46 comentários em “Visitas ao Asilo Central (Pedro Coelho)

  1. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Enredo original, cativante, em forma de diálogos muito espontâneos e agradáveis. Entretanto, o texto está sem revisão, com muitos erros de pontuação, sem vírgulas e falta acentuar muitas palavras. O conto é muito engraçado, principalmente as conversas entre Geraldo e dona Stella, mas eu ri muito, também, da opinião do Geraldo sobre a recepcionista. Você é um escritor de muito talento, e criou um excelente conto, mas lembre-se de que a revisão é fundamental.

  2. Lucas Almeida
    22 de fevereiro de 2015

    Interessante seu texto, entendi (ou acho que sim) o que a velha e o homem tem de.pecado, porém acredito que faltou um pouco da presença do pecado nele. Acho Acho que precisava de algo mais, algo para prender a leitura, deixar aquele gosto de “quero mais”.

  3. Leandro B.
    22 de fevereiro de 2015

    Oi, Mathias.
    Logo no início fiquei um pouco incomodado com as repetições. Acho que é o tipo de coisa que devemos ter muito cuidado.
    Veja:

    “Domingo outra vez. Geraldo impacientava-se na sala de espera do asilo Central. Era sua quinta vez. Não herdara boa memória, mas quando se tratava do fim da prestação de serviços a comunidade, sua memória vinha à tona. ‘’Asilo Central, a casa de repouso da terceira idade” lia ao pé do balcão da recepção. A recepcionista de meia idade fazia as unhas com desdém.”

    vez/vez, memória/memória, idade/idade

    “O sol rachava do lado de fora. O calor rachava do lado de dentro. Geraldo fixava os olhos no relógio da parede. Até o relógio parecia entediado.”

    Aqui eu entendo que o “rachava” foi intencional, mas o relógio também faz eco.

    Esse tipo de coisa acaba atrapalhando um pouco a leitura.

    “Ainda vai demorar moça – perguntou com um sorriso irônico”
    Aqui faltou a interrogação.

    Acho que os erros de revisão atrapalham demais o conto, e não da pra levá-lo em conta sem considerá-los.

    Quanto à história, até achei boa, com um final bacana, embora acredite que a narrativa foi muito prejudicada por falta de uma revisão mais apurada…

    Boa sorte!

  4. Pedro Luna
    22 de fevereiro de 2015

    Bom. Não gostei muito. Os diálogos ficaram bacanas, mas a situação me pareceu meio forçada. O que ficou em minha cabeça foi aquelas relações, principalmente vistas em filmes, onde duas personalidades se odeiam, mas de vez em quando mostram relances de compreensão e humildade, o que acaba facilitando a relação. O final do conto aqui atesta isso, mas não conseguiu me convencer. Não sei porque. Talvez o limite das palavras. Também achei que a relação com o desafio passou longe. Um cara dizer que prefere passar o dia dormindo, vendo TV não me traz logo o pecado capital a mente. Me traz preguiça, mas não A PREGUIÇA. Sei lá. É preciso um exagero maior para isso. Minha opinião, claro.

    • Pedro Coelho
      27 de fevereiro de 2015

      A grande maioria dos contos foram bem caricatos e se utilizaram do exagero para apresentar os pecados. Tentei ir por uma abordagem sútil em um formato cotidiano.Por isso evitei ao máximo escrachar as situações. Quanto a relação entre Geraldo e D. Stella eu tentei focar um jogo de interesses, mas fui infeliz no final e de fato ficou com uma cara de compreensão e humildade.

      Obrigado pelo comentário. Um abraço

  5. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Todo mundo tem seu preço, inclusive os mais ranzinzas! Essa mulher não é fácil de roer, e o cara é um malandro paciente. O conto me reflete a canseira domingueira, a narrativa desenrola devagar e termina agradavelmente. Abraços.

  6. Swylmar Ferreira
    21 de fevereiro de 2015

    Conto intrigante.O texto é objetivo, a linguagem é pratica de fácil compreensão para o leitor. A narração e o dialogo estão equivalente e bem montados. Está bem escrito, a trama apresenta boa cronologia.
    Parabéns!

  7. Bia Machado
    20 de fevereiro de 2015

    Acho que esse é um enredo que precisa de muito mais espaço para ser desenvolvido, espaço pra que os personagens tenham mais liberdade e ganhem mais contorno. Não sei nada do que poderia saber desses dois “atores” do texto, por isso fica difícil eu terminar a leitura gostando de um ou outro, apenas lamentando o que poderia ter sido feito, mas também tendo a sensação de que no seu conto não havia espaço suficiente para essa ação. Faltou uma revisão na pontuação… Boa sorte!

    • Pedro Coelho
      27 de fevereiro de 2015

      O texto original era muito maior, tive que cortar muitas partes e reduzir muito pra caber em mil palavras. Acabou prejudicando muito o texto.

      Um abraço e obrigado por comentar

  8. Luan do Nascimento Corrêa
    20 de fevereiro de 2015

    Um conto sobre uma senhora que, amargurada por sua situação, nutre a inveja, um mero reflexo do desejo de que tudo volte a ser o que foi um dia. A falta de pontuação dificultou um pouco a leitura.

  9. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (3/5) gostei. Não é nada muito elaborada e até um pouco previsível, mas é gostosa de ler.

    ✍ Técnica: (2/5) um pouco imatura em alguns pontos. O autor deve atentar-se às críticas e evoluir cada vez mais. Leia sempre e não pare de escrever.

    ➵ Tema: (2/2) preguiça, vaidade, fúria (✓). Gostei como foram usados.

    ☀ Criatividade: (2/3) embora não seja novo, teve um toque diferente.

    ● Emoção: (3/5) gostei do carisma da velha ranzinza, lembrou minha vó.

    Problemas encontrados:
    ● Ainda vai demorar moça (vírgula antes de “moça”)
    ● recebe-lo (recebê-lo)
    ● Bom dia dona Stella (vírgula antes de “dona Stella”)
    ● Porque isso (Por que)
    ● De forma alguma dona Stella (vírgula antes de “dona Stella”)
    ● como você quer uma boa avaliação no final da prestação de serviço. (ponto de interrogação)
    ● Mas isso foi um elogio Dona Stella (vírgula antes de “Dona Stella”); ponto ao final)
    ● E isso um insulto (ponto ao final)
    ● voluntario (voluntário)
    ● oportunidade – a senhora sente falta dele? (ponto depois de “oportunidade” e iniciar uma nova frase com “A senhora…”)
    ● olhou-o nos olhos – Mas era trabalhador (ponto depois de “olhos”)
    ● Em seguida Dona Stella voltou a fitar absorta a janela (vírgula depois de “seguida”)
    ● Ao fundo dois idosos jogavam xadrez (vírgula depois de “fundo”)
    ● trafego (tráfego)
    ● pra quem a senhora se maquia (Pra quem)
    ● não vai me dar uma boa avaliação não é (vírgula antes de “não é”)
    ● sorriso no rosto – a senhora gosta de ficar (ponto depois de “rosto” e iniciar uma nova frase com “A senhora…”)
    ● Moleque não Dona Stella (vírgula antes de “Dona Stella”)
    ● Já deu o horário de visita Dona Stella (vírgula antes de “Dona Stella”)
    ● Até domingo Dona Stella (vírgula antes de “Dona Stella”; ponto ao final)

  10. rsollberg
    19 de fevereiro de 2015

    Então, achei o conto bem singelo, um recorte do dia a dia.
    Gostaria de ter visto mais os pecados.

    Alguns diálogos ficaram bons, outros nem tanto. Curto mais quando são ágeis, como na parte do elogio e do insulto:

    “– E você imprestável

    – Mas isso foi um elogio (,) Dona Stella

    – E isso um insulto”

    Senti falta de algumas vírgulas, especialmente nos diálogos.
    O autor também pecou um pouco na acentuação: “trêmulas – recebê-los – está”, mas isso apenas como apontamento, porque dificilmente levo isso em consideração na hora da votação.

    O final não chega a ter uma “reviravolta” daquelas… Porém, completou bem a estória e terminou de maneira bonitinha.

    Parabéns e boa sorte!

  11. Jowilton Amaral da Costa
    18 de fevereiro de 2015

    É um bom conto, simples e com bons diálogos. No entanto, não tem nada surpreendente, ou que nos faça querer relê-lo, não empolga, nem emociona. Boa sorte.

  12. Gustavo de Andrade
    18 de fevereiro de 2015

    “Ainda vai demorar moça – perguntou” — além da vírgula entre “demorar” e “moça”, faltou a interrogação que, além de deixar a frase correta à intenção de quem escreveu, inclusive dispensa a presença do “perguntou”.
    “recepcionista velha e feia não dá pro gasto.” — que gasto, mesmo?
    Os “porquês” estão todos errados, e a revisão na pontuação foi bem displiscente. Principalmente nos diálogos, não há uma vírgula, um ponto.
    A narrativa em si foi preguiçosa: por que o cara foi preso? Por que escolheu cuidar de idosos (este fator tem um potencial de piração narrativa legal)? Qual o motivo da amargura da velha?
    Ficou um texto pobre porque não explorou nada de TANTAS coisas que poderiam ser exploradas só a partir do que o cenário e personagens implicam ou pressupõem. Imagine, ainda, se fossem cenários e personagens mais interessantes e instigantes?

  13. Alexandre Leite
    18 de fevereiro de 2015

    Bons diálogos na construção de uma relação surreal entre os dois personagens. Bom conto.

  14. Andre Luiz
    18 de fevereiro de 2015

    Olá, caro Mathias Baden!
    Gostei de seu tema inusitado e da crítica social presente no conto, com um texto delicado, irreverente e um enredo e um final agradáveis de se ler. Assim, propôs um debate e fez com que ele fosse solucionado com muito humor. No entanto, alguns errinhos de ortografia e pontuação são notáveis; porém, não retiram a qualidade do texto. Parabéns!

  15. Cácia Leal
    18 de fevereiro de 2015

    Não achei que ficou muito claro o pecado capital. É ira? Vaidade> Preguiça? Parece tudo tão dentro da normalidade, nada de excesso. O conto está bem escrito, no entanto, a trama não me agradou. Não parece uma história pra gente se envolver. Falta trama. Sei lá, pode ser penas uma questão de gosto pessoal.

  16. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    17 de fevereiro de 2015

    Muito bom! Até o pecado da luxúria! Uma estrutura bem construída, o Geraldo, no diálogo ou nos pensamentos, poderia ser um pouco mais malandro. Isso daria uma credibilidade ao personagem. E a última frase é dispensável. Fora isso… show de bola, quer dizer, de letras.

  17. alexandre Cthulhu
    17 de fevereiro de 2015

    Pelo que percebi, o protagonista prestava serviço social, ou seja cumpria uma pena por furto ou roubo. A historia tá interessante, enquadrada no contexto deste desafio ( pecados)
    Até aqui tudo bem. e o resto?
    Tem muito dialogo fútil no conto, que podia servir para adensar maior tensão entre as personagens.
    De resto o texto está bom!
    Continue escrevendo

  18. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    Uma boa história. Cativou-me, ainda que a ira de Stella pareça ter sido inserida de modo forçado para aderir ao tema do desafio. A “adivinhação” de Geraldo quanto ao desejo da senhora também surgiu meio do nada… Precisaria ter sido um pouco melhor construído. Mas ainda assim gostei.

  19. Pétrya Bischoff
    16 de fevereiro de 2015

    Ah, que alívio! quando vi o título já fiquei apreensiva, só eu sei como fico quando fodem com os velhinhos. Mas gostei dessa velha amarga; ‘tadinha, tanto abandono e distância, tantas vontades usurpadas pelo tempo. E, mesmo por interesse, gostei da postura do cara. Todo as emoções recentes do mundo dela resumidas a um encontro que nem mesmo causava prazer, a nenhum dos dois. A escrita apresenta uns problemas de revisão em questão de ortografia e pontuação, mas a narrativa está boa. Parabéns e boa sorte.

    • Pétrya Bischoff
      16 de fevereiro de 2015

      Só agora percebi que no primeiro parágrafo cita-se a quinta visita ao asio, e o fim dos serviços comunitários, seria a última visita? Ele não viria com a máquina na próxima semana? Oh, fuck! Tomara que volte, mesmo sem obrigação.

  20. Ricardo Gnecco Falco
    16 de fevereiro de 2015

    Interessante. Tirando a recorrente (neste Desafio) tendência de nomear os pecados abordados no trabalho, a criação ficou bem legal. Uma cena apenas. Dois personagens. Seus (desnecessariamente citados) pecados. E um diálogo bem trabalhado, que prende a atenção e consegue transmitir, mesmo em meio a tão poucas linhas, as emoções e estigmas de ambos. Um bom e satisfatório trabalho de criação. Parabéns!
    Boa sorte,
    Paz e Bem!
    🙂

  21. Rodrigues
    16 de fevereiro de 2015

    Achei interessantes os diálogos e a inserção dos pecados nessa relação entre dois turrões. O tipo de escrita não me agradou muito, mas o retrato desses dois está engraçado, são personagens cativantes que prendem a leitura. Como critica a fazer só sobre a parte das costureiras e a inveja que a velha teria delas, achei que esse exemplo poderia ter sido modificado por outra coisa, pois soou meio forçado. Um bom conto.

  22. williansmarc
    15 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 6
    Ortografia/Revisão: 8
    Técnica: 6
    Impacto: 5
    Inovação: 6

    Minha opinião: Li o conto duas vezes, mas não consegui pescar o porquê de tanto ódio da Dona Estela, afinal ele era apenas preguiçoso, também não achei uma ligação entre os dois personagens, se são parentes ou amigos, etc. Enfim, acho que os diálogos poderiam ser melhor trabalhados para mostrar um pouco mais de sentimentos dos personagens através do inciso. Faltaram alguns pontos-finais nos diálogos.

    Boa sorte no desafio.

  23. Virginia Ossovski
    15 de fevereiro de 2015

    Adorei o diálogo “amoroso” entre o homem e a senhora, conferiu vida ao conto apesar da história ficar meio no ar. Acho que falta uma revisão ao texto em geral, a questão da pontuação ficou meio evidente, muitas repetições no primeiro parágrafo. De qualquer forma, o autor conseguiu criar personagens convincentes. Sucesso no desafio !

  24. Gustavo Araujo
    13 de fevereiro de 2015

    Uma ideia excelente que sucumbe à limitação imposta pelo desafio. Digo isso porque não dá tempo para o leitor se identificar com os personagens. É tudo muito seco e direto. O que é mais frustrante é pensar que numa narrativa de maior fôlego, a relação entre os protagonistas, sendo mais desenvolvida, terminaria por revelar melhor essa questão de ambiguidade, esse amor e ódio que, aqui, apenas vislumbramos. Outra coisa que me incomodou foi a grande quantidade de erros de revisão. Não sou de sair apontando, mas para mim parece claro que o autor pulou essa parte e mandou o texto assim que terminou de escrever. Bora revisar antes de mandar — isso ajuda muito na absorção da história por quem lê. Boa sorte no desafio!

  25. Sidney Muniz
    13 de fevereiro de 2015

    Um conto bom!

    Gostei da proposta, a técnica e falta de uma boa revisão prejudicaram um pouco a leitura, mas nada que tenha me desinteressado demais.

    Os personagens são ótimos a forma de abordagem foi muito boa.

    Sugiro que atente mais para revisão, principalmente em relação a falta de pontuação, que não da para tolerar né… risos…

    Porque isso? – por que separado.

    Trama (1-10)=8,5
    Técnica (1-10)=7
    Personagens (1-10)=9
    Narrativa (1-10)=8
    Inovação e ou forma de abordagem do tema (1-5)=5
    Título (1-5)=5 Gostei do título, me chamou a tenção. Asilos sempre rendem boas estórias.

    Parabéns e boa sorte!

  26. Thata Pereira
    12 de fevereiro de 2015

    Não sei se entendi o conto. Primeiro imaginei uma ideia como a do filme (não sei se o livro é igual ao filme, porque nunca li) “O Diário de uma Paixão”, já que o nome do marido era o mesmo do rapaz, imaginei que pudesse ser um filho… na verdade, fiquei viajando procurando o pecado. Não encontrei e isso deixou o conto um pouco vago para mim. Não consegui identificar a intenção do(a) autor(a).

    Boa sorte!!

  27. rubemcabral
    12 de fevereiro de 2015

    Eu gostei da velhinha, os diálogos estão bons. Contudo, a pontuação tá ruim, a acentuação idem. O Geraldo tá meio caricatural em sua canalhice e preguiça, já a Stella tá bem sólida, talvez tenha sido inspirada/calcada em alguém real.

    Somando prós e contras, ficou mediano. Com uma boa revisão e um Geraldo menos “over” o conto ficaria ótimo, pois a Stella quase o carrega sozinha nos frágeis ombros.

  28. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    O texto foi bem escrito, e a narrativa foi bem fluida, conseguindo me prender bem a ela. Como é um texto basicamente composto por diálogos, eles teriam que soar reais e foi isso o que aconteceu. Parabéns e boa sorte!

  29. mariasantino1
    10 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a)

    Gostei bastante de acompanhar os diálogos, e achei graça de diversas passagens. Gostei também de como você criou uma imagem forte da Dona Stella, e essa construção “O sol rachava do lado de fora. O calor rachava do lado de dentro. […]. Até o relógio parecia entediado.”, é bem simples e não destoa da sua narrativa. Parabéns!
    Há desacertos quanto a revisão, uso dos “porquês”, acentuação de palavras… mas não vamos falar disso.
    Acho que inserção de pecados aqui e ali não ficou muito natural e se for observado por detrás dos personagens, o que predomina é o interesse no sentido de egoísmo onde um só encontra o outro a fim de obter alguma vantagem (o que, de fato, estabelece as nossas relações sociais). Sendo assim, as demais alusões aos pecados acaba soando somente para casar com o tema do desafio (e sendo um limite tão curto, seguir numa linha reta é o mais recomendado — Opinião minha). Vou tentar ser mais clara e, também, sugerir que reforce o interesse de ambos tornando-o mais claro, e centre (até pelo tamanho do conto) na mesquinhez e ganância de ele querer uma boa avaliação e ela querer uma máquina de costuras, como pecados demarcadores do seu conto.
    Gostei do que você ofereceu e de como edificou o seu conto, mas acredito que poderia gostar mais dele.
    Boa sorte e um abraço!

  30. Anorkinda Neide
    10 de fevereiro de 2015

    Entendi que o autor tentou abordar os sete pecados, durante a conversa, avareza em nao dividir a agua, vaidade ao se maquiar e tal.. mas acho que foi muito superficial, na verdade, demorei a perceber isto. hehehe
    Mas o diálogo é bom..convivo com idosos e é assim mesmo, necessita-se de extrema paciência com eles.
    parabens pela inspiração
    boa sorte

  31. Gustavo Aquino dos Reis
    9 de fevereiro de 2015

    Bem escrito, bons diálogos, mas – minha opinião – não empolgou.

    Sucesso

  32. JC Lemos
    9 de fevereiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Quanto a narração em si, não vi problema. O problema mesmo foi a falta de acentuação. Muitas palavras faltando acento, e ainda lá em cima há uma fala sem a interrogação.

    Sobre o enredo.
    Não gostei. Achei chato igual essa velhinha. Rs
    Queria poder ter curtido, mas foi muito simples e sem sentido, não sei. Para mim não bateu muito com a situação.

    De qualquer forma, está de parabéns!
    Boa sorte!

  33. Eduardo Selga
    9 de fevereiro de 2015

    Infelizmente, a qualidade do texto literário foi muito prejudicada por sérios problemas com a ortografia e a pontuação, principalmente quanto ao uso da vírgula. No trecho que segue é possível percebermos a ocorrência disso: “– Ainda vai demorar moça – perguntou com um sorriso irônico”. A palavra MOÇA exerce a função de vocativo, o que faz com que antes dela exista uma vírgula. Outra falha nesse mesmo trecho é falta do ponto de interrogação após a palavra MOÇA, já que ela “perguntou com um sorriso irônico”.

    Esse é um entre os muitos exemplos possíveis de serem aqui expostos, sobre os erros de pontuação e ortografia. E é lamentável, porque escrever literatura não pode ser entendido como apenas narrar uma boa ideia: é fundamental narrá-la usando adequadamente as ferramentas da língua. Não se trata de uma exigência descabida, perfeccionismo academicista. Se a literatura se expressa por escrito, é preciso conhecer o funcionamento da escrita. Até para, quando necessário, subverter as regras.

    A narrativa levanta uma questão interessante e muito atual: o outro visto a partir das lentes do preconceito. A personagem enxerga e avalia o ex-presidiário considerando não o que ele de fato seja, e sim usando como medida as construções estereotipadas que a sociedade constrói acerca dos indivíduos situados à margem. Ora, todo estereótipo é, necessariamente, uma generalização e, como tal, é instrumento pouco eficaz para se pensar o que uma pessoa seja ou deixe de ser. Ao generalizar, botamos todos num mesmo balaio, como se os sujeitos não tivessem individualidade. Assim, ela o considera um bandidinho preguiçoso, vagabundo e cachaceiro sem dados o bastante para tal, apenas se “balizando” no discurso estereotipado que diz que TODO o bandido APENAS possui características NEGATIVAS. Curiosamente, ela, idosa, morando num asilo, também é uma excluída do tecido social, mas não se dá conta disso, ou, ainda que se aperceba do fato, considera-se melhor do que o outro por haver na sociedade uma escala de valoração do sujeito e, dentro dessa escala, ele estar num dos patamares mais baixos. É o roto falando do mal vestido. Ela, “menos” excluída do que ele, sente-se incluída ao lembrá-lo de sua condição.

    Mas o trato da narrativa nos leva a crer num reforço desse preconceito ou numa tentativa de combatê-lo? Entre ambas as possibilidades interpretativas que o texto coloca, prefiro ficar com a segunda por causa do final do conto, em que a personagem, sempre com todos os pés atrás relativamente ao personagem masculino, demonstra alguma maleabilidade, alguma compreensão da humanidade que ele também carrega, apesar de bandido. Outro fator que me faz pender pela criticidade do texto está na diferença etária entre os personagens. Ela, idosa, é o passado preconceituoso expresso em suas falas; ele, em torno dos trinta anos, é o tempo presente, no qual os preconceitos precisam ser combatidos, conforme seus reiterados pedidos de uma outra chance fazem crer. Ela é a parcela mais atrasada da sociedade, presa a discursos neurastênicos e conservadores de uma ordem social anacrônica; ele, a geração seguinte, criminalizada pela anterior, a pedir passagem.

    Mas, se do ponto de vista estético a atitude da idosa pode ser interpretada do modo como mencionei acima, também pode ser entendida por um viés exatamente oposto. Como sabemos que se trata de uma pessoa preconceituosa e vaidosa, quando ela diz “– Só não traz uma máquina vermelha que não vai combinar comigo, preguiçoso”, pode ser apenas um modo de satisfazer sua vaidade, aproveitando-se da tentativa de aproximação do personagem, sem, contudo, retirar seus conceitos sobre ele (ela continua chamando-o de preguiçoso). Tudo pode ser, na verdade, a velha tática do morde e assopra, da madame que humilha moralmente sua empregada doméstica e depois lhe sorri, como se nada tivesse ocorrido e, nada ocorrendo, tudo permanece da mais santa paz.

  34. Gilson Raimundo
    9 de fevereiro de 2015

    Possui um diálogo bem fluente e elaborado, “o relógio entediado” foi uma grande sacada, gostei muito do desenvolvimento e teve um final condizente. Bacana mesmo.

  35. Tiago Volpato
    8 de fevereiro de 2015

    Legal o conto. Fiquei achando que no final ele ia acabar matando a Stella, mas não, parabéns por ter fugido do óbvio e não ter feito mais um texto de assassinato!

  36. Thales Soares
    8 de fevereiro de 2015

    Err… eu acho que não entendi realmente a proposta do autor. A história está bem escrita, cativante, apesar de faltar uma pequena revisãozinha. Mas a leitura está extremamente prazerosa. Os diálogos bem construídos. Eu gostei, mas não entendi direito o final, e não compreendi onde isso deveria chegar. Gostei da carisma das personagens. Um bom conto, afinal.

  37. Mariana Gomes
    7 de fevereiro de 2015

    Bonito conto 🙂
    Quebrou um pouco as historias que andavam por aqui, afinal os personagens são bem legais, um tanto caricatos, mas nem perto do exagero para atrapalhar a leitura. Sua escrita é ótima, houve erros de português que passariam se tivesse revisado mais um pouquinho. Parabéns e boa sorte!

  38. Luis F. T.
    7 de fevereiro de 2015

    Gostei bastante do conto. Os dois personagens tem uma química incrível, mesmo sempre se alfinetando. É o tipo de conto que eu gostaria que tivesse continuação. Parabéns!

  39. Brian Oliveira Lancaster
    6 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: uma abordagem cotidiana bem leve. Nota 9,00.

    Gosto: Precisa de algumas revisões, mas o enredo em si é cativante, ainda mais por nenhum dos lados estarem certos. O final e os diálogos caíram bem, apesar da falta de algumas vírgulas e pontos. Nota 7,00.

    Unidade: Faltam apenas ajustes na gramatica e mais cuidado com certas frases. Nota 6,00.

    Adequação: Bem pontuado nas idiossincrasias das personagens. Nota 9,00.

    Média: 7,8.

  40. Sonia Rodrigues
    6 de fevereiro de 2015

    Portugues
    algumas incorreções:
    procurando algo que lhe excitasse. /procurando algo que o excitasse.
    de cima abaixo / de cima a baixo.
    prestação de serviços a comunidade, / prestação de serviços à comunidade,
    rente a janela/ rente à janela
    repetição (cabe como rescuros estilístico): transtornada, tomada em fúria, cólera. / ficaria melhor: transtornada, tomada pela fúria, colérica.
    Trama – simples. Tudo fica pelo subtexto, pelo não dito.
    Imagino que o pecado tenha sido a mentira – o personagem não vai voltar nem trazer a máquina prometida.

    Sugestão – um toque de humor, explorar melhor a velha (por que ela? Quem era ela?)
    O autor já visitou um asilo? Algumas peculiares de um desses lugares poderiam acrescentar uma pitada irreverente ao conto, humanizar um pouco a velhinha, que está muito plana.

  41. Claudia Roberta Angst
    6 de fevereiro de 2015

    Alguns probleminhas com a acentuação e com a pontuação, mas com certeza, algum colega irá elencar os lapsos em detalhes. (Conto com você, FBaptista).
    A história é boa, verossímil, carregada do cotidiano que todos nós já conhecemos. O tema do desafio é abordado de forma sutil. Acredito que o pecado escolhido tenha sido a preguiça; mas seria a preguiça física ou a preguiça de sentir compaixão, de se importar com o outro?
    Boa sorte!

  42. Alan Machado de Almeida
    6 de fevereiro de 2015

    Eu tenho uma avó bem idosa, 95 anos, e as birras da personagem do conto me lembraram um pouco as dela. Me cativou por isso. Mas, como já disse em outro conto, economiza nos diálogos. Eu não vejo mau em um texto com muita conversa, mas já fui advertido no passado aqui nesse site que o excesso deles empobrece o texto.

  43. Fabio Baptista
    6 de fevereiro de 2015

    Olá,

    Mais um conto que tenta abranger uma gama variada de pecados. Aqui, na minha opinião, com um pouco mais de sucesso que seus predecessores.

    Boa parte disso se deve ao diálogo entre Geraldo e Stella, que encaixou e teve “química”.

    A escrita não é ruim, porém desatenta em muitos momentos. Elenquei alguns:

    – Logo no começo as palavras “vez” e “memória” se repetem.

    – Ainda vai demorar moça – perguntou
    >>> Ainda vai demorar, moça? – Perguntou

    – recebe-lo / tremulas / voluntario
    >>> recebê-lo / trêmulas / voluntário

    – de cima abaixo
    >>> de cima a baixo

    – Porque isso?
    >>> – Por que isso?

    – De forma alguma dona Stella!
    >>> – De forma alguma, dona Stella!

    Achei o saldo geral positivo.

    Veredito: bom conto.

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Publicado às 5 de fevereiro de 2015 por em Pecados e marcado .